O violino e o luthier
02/03/2026
João 16.24
Fonte: Missão na Íntegra
Legendas automáticas:
16:24, que diz assim: "Até vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa. Amém. Amém. >> Bom, eu vou contar uma história que não é inventada, é a mais antiga de todas as histórias. >> Ela Oi, >> vou daqui a pouco eu te dou um toque lá. Então, não é uma história inventada, é a mais antiga de todas as as histórias. Na verdade, ela é mais antiga do que o tempo, porque ela começa antes que o tempo existisse, mas tem personagens reais e cenas que a gente vai reconhecer e um final que ainda tá acontecendo e tá acontecendo agora aqui enquanto a gente respira. E essa história ela começa com um lutier. Lutier é o artesão que fabrica instrumentos de corda, violinos, violas, viol violoncelos. São pessoas que passam muito tempo, muitos anos aprendendo que tipo de madeira envelhece de modo certo, qual a espessura perfeita pra tampa, como curvar as laterais no vapor sem que a madeira parta. Então, não é um ofício apressado, é desses ofícios que são muito difíceis nos dias de hoje, porque os dias de hoje são os dias da pressa, não é? Então, eh, o Lutier continua sendo um serviço que de artesão, de artista, leva tempo aprendendo a espessura perfeita, como curvar as laterais. E isso é feito no vapor, de modo que a maneira, a madeira não parta. Então não é um ofício apressado, é um ofício de amor, daquele tipo de amor que tem paciência suficiente para esperar o verniz secar ao sol, camada por camada, sem atalhos. Mas a parte mais secreta do ofício é aquela que os aprendizes levam eh muitos anos para aprender. É que a nossa imagem não consegue competir com tanta luz, né? Mas a a parte mais secreta é aquela que os aprendizes levam muito tempo, muito tempo para aprender. Eh, aprendem depois de muitos anos e que nenhum manual consegue descrever por inteiro. É uma peça chamada alma que tá lá no violino, que ah, fica dentro do violino, lógico. A alma é um pequeno cilindro de madeira que fica dentro do violino, encaixado entre a tampa e o fundo. E ele, ela fica numa posição que tem de ser precisa, calculada com milímetros de precisão. E ela não aparece. Não aparece. Ninguém a vê quando o instrumento está pronto. Nós temos violinistas entre nós, vocês já os viram executar aquele instrumento maravilhoso e você não viu a alma aparecendo. Ela tá escondida no no violino. Então, ninguém a ver quando o instrumento está pronto. E você pode segurar o violino, admirar o verniz, passar os dedos nas cordas sem nunca saber que ela existe. Mas é ela que transmite a vibração de uma face a outra do violino. É ela que faz um instrumento ressoar como um todo. E é ela que transforma o simples atrito de um arco numa voz. uma pecinha escondida no violino. E não é à toa que ela é chamada de alma. Sem a alma no lugar certo, o violino tem forma, tem cordas, tem verniz, mas não tem sol. Existe, mas não vive. Tem tudo. Você que é leigo como eu, vai tomá-lo nas mãos e dizer: "Este é um violino". Mas se chegar um virtuoso e um violinista, ele vai tocar e vai dizer: "Tá faltando a alma, >> não tem som. >> É, exatamente. Então você talvez conheça esse estado na vida de muita gente, que gente que existe sem viver. tem a forma de tudo, tem família, tem trabalho, tem religião, inclusive diz ter fé e diz que sente eh eh alguma coisa, mas a hora que você se aproxima, ah, você percebe que tem algo essencial nessa pessoa que tá fora do lugar e que a nota que ela produz não ressoa como deveria. Talvez você já tenha visto alguém assim, talvez você no passado se experimentou assim. Ah, parece que tá tudo OK. Eu tenho família, tenho trabalho, tenho até religião e tenho até fé, eu acho. Mas o som tá errado. O som tá errado. Não ressoa como deveria. Então esse estado é um problema de alma e talvez você conheça a gente assim e talvez você já tenha se visto assim no passado. Então certa vez um lutier construiu um instrumento diferente de tudo que havia feito antes. Ele escolheu cada pedaço de madeira como se estivesse escolhendo um filho. curvou as costelas com paciência de quem não tem pressa. Envernizou camada por camada, esperando cada uma secar ao solo. E quando chegou a hora de colocar a alma, o momento mais delicado de todo o processo, mais delicado de todo o processo, o Lutier não usou nenhuma ferramenta, usou as próprias mãos. soprou sobre a alma antes de encaixá-la >> e disse baixinho, como quem conta um segredo entre duas pessoas que se amam. Agora você e eu estamos juntos para sempre. O instrumento ficou pronto e quando Lutier passou o arco nas cordas pela primeira vez, o som que saiu não era apenas som, era presença. O som que saiu daquele instrumento não era só, era uma presença. As paredes do atelier responderam ao som. O ar ficou diferente e o Lutier, que havia feito centenas de instrumentos, sentiu algo que nunca havia sentido antes, que aquele violino não havia sido apenas fabricado, que aquele violino havia sido criado para estar com ele, o Lutier, para tocar com ele, para ressoar. a frequência que somente ele, o seu criador podia produzir. Esse instrumento era a humanidade e o Lutier era triunidade, pai, filho e espírito santo. criaram algo para estar em unidade com a Trindade, a humanidade por um tempo, um tempo sem medida, antes que o tempo fosse contado, um instrumento e o Lutier viveram viveram juntos. E a música que faziam juntos era diferente de qualquer outra coisa no cosmos. O cosmos jamais ouvia algo tão sublime e antes nunca havia ouvido algo tão sublime. Nada tão sublime como aquilo. Era a reverberação da própria alegria do criador. A reverberação da própria alegria do criador, se tornando som dentro da criatura. O universo parava para admirar >> o som divino >> que só a humanidade conseguia ressoar. A humanidade não era apenas tocada, ela participava da natureza divina. Então, o som não era o o exercício de uma execução, era natural. A humanidade era coparticipante da natureza divina, vibrava com a mesma frequência, ressoava com o mesmo amor que o Pai tem pelo Filho e o Filho pelo pai. E o espírito tem por ambos e ambos têm pelo espírito desde antes de qualquer começo. Tinha sido para isso que a humanidade havia sido criada. Não para cumprir regras, não para acumular méritos, não para ter medo do seu criador, nem para ficar à distância respeitosa dele. Não era para isso que tinha sido criado. Para isso o quê? para ressoar com a frequência do criador, para fazer música com o criador. Mas então veio a rebelião. Não foi uma explosão, não foi um trovão, foi algo mais silencioso, mas também devastador. Foi um deslocamento. A alma do instrumento se soltou do lugar onde havia sido colocada com tanto cuidado. Não caiu para fora, ficou dentro, mas fora do lugar. E o violino que havia enchido o universo de música se tornou um instrumento mudo. Ainda tinha forma de violino, ainda tinha cordas, ainda tinha verniz, ainda tinha silhueta exata de tudo que havia sido. Mas quando o arco tocava as cordas, o que saía era um som sem corpo, sem ressonância, sem vida. >> Um instrumento existia, mas havia esquecido como solar, não sabia mais. Esse é o ser humano depois da rebelião, não destruído, não aniquilado, mas fraturado em sua parte mais essencial, aquela capacidade de ressoar com a frequência de Deus, de coparticipar da vida que pulsa entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. participar da vida da triunidade. A imagem não desapareceu, mas ficou distorcida como um espelho amassado, arranhado, que ainda reflete alguma coisa, mas deforma tudo. Tudo tá deformado. ainda quer amar, ainda quer buscar, ainda tem uma sensação de adoração, mas vai buscar as músicas em lugares onde ela não está e nunca esteve, no poder e no controle, na religião e na distância que parecia mais segura do que a proximidade. Foi isso que o instrumento fez. não podia negar as suas necessidades, então precisava de alguma coisa que o transcendesse. E foi procurar isso e começou a achar que isso tava no poder, que isso estava no controle. Controle. Temos de controlar, tem de ter controle. ou que tava na religião, mas principalmente que tava na distância, na distância segura. Esse negócio de ficar próximo demais do criador pode ser complicado. E assim, ao longo de gerações, um instrumento foi passando de geração em geração e sendo tocado por músicos diferentes, produzindo sons diferentes, às vezes até belos, às vezes terríveis, às vezes parecidos com música. Quase, mas não exatamente, >> meu Deus. Mas nunca, nunca voltou a ressoar com o som original. Nunca. >> Porque aquele som original não dependia de habilidade, dependia de alma. E a alma estava fora do lugar. Talvez muitos de nós tenha passado anos tentando tocar o instrumento da vida da gente com mais habilidade. Preciso me preciso me controlar mais, preciso me resolver. Então, mais disciplina, mais esforço religioso e continuamos sentindo que tava faltando alguma coisa. E não sei quantos de nós conhece essa realidade, mas há uma realidade que é um silêncio por dentro. Nada funciona, nada dá certo, nada ea, nada faz sentido. É um silêncio por dentro. Foi assim que a humanidade ficou. Aliás, o Camava o nosso planeta de o planeta silencioso, um planeta cuja voz não sai da sua circunscrição. Bom, chegou o dia em que o Lutier então resolveu vir pessoalmente. Não para enviar uma carta explicando como consertar o instrumento, não para mandar um assistente com instruções, não. Ele mesmo desceu do seu atelier, entrou na oficina barulhenta, empoeirada do mundo, pegou os instrument o instrumento nas suas mãos, o violino nas suas mãos e o levou de volta para dentro de si. Glória a Deus. >> Esse é o mistério da encarnação. >> Glória a Deus. >> O filho de Deus não se disfaçou de humano. Não vestiu a humanidade como uma roupa que a gente tira ao voltar para casa. Não. Ele assumiu a humanidade por inteiro, com fratura, com peso, com a opacidade de um instrumento que havia esquecido como é que devia soar. entrou nessa humanidade de dentro para fora. Como o Lutier que abre o instrumento com cuidado infinito, desce até a alma deslocada e com uma precisão que só quem o fabricou pode ter, recoloca cada fibra no lugar certo. >> Glória a Deus. E aqui está o que faz desta história, história diferente de todas as outras histórias de conserto, de arrumação que você já ouviu. O Lutier não apenas reparou um instrumento, ele tocou o instrumento. >> Glória a Deus. Por anos, ele passou o arco sobre as cordas da natureza humana, sentindo fome, aprendendo a andar, fazendo amigos, chorando diante de uma sepultura, sendo tentado no deserto, dormindo num barco durante a tempestade. Ele sentiu o que a gente sente. Ele carregou o que a gente carrega. Em cada nota que tirava daquela natureza fraturada, ele mostrava que era possível, era possível que aquele instrumento ainda podia soar, eu e você, que a alma podia voltar para o lugar que lhe é devido, que a humanidade podia de dentro de si mesma ressoar com a frequência do pai. Não porque a fratura havia desaparecido, mas porque o próprio Lutierra estava executando e em suas mãos mesmo um instrumento fraturado produzia música. Mas antes disso aconteceu uma coisa muito interessante. Antes da encarnação, antes de Jesus viver tudo que viveu, como nós vivemos, aconteceu uma coisa muito interessante, muito antes lá no Monte Sinai, porque essa aqui não é uma história em linha reta. Então vamos fazer um desvio longo, um desvio que durou séculos. e que a gente precisa entender para perceber o que Jesus tá dizendo quando ele chega no cenáculo, que é o texto que nós lemos. Vocês ainda não pediram nada em meu nome. Peçam para que a alegria de vocês seja completa. Pois é, lá no Sinai, antes da encarnação, muito antes da encarnação, o Lutier havia tentado uma aproximação direta. Muito antes, ele desceu sobre o Monte Sinai, mostrou o seu poder por meio de um fogo impressionante. Deixou a sua voz ecoar. queria que o instrumento que ele criou o ouvisse lá no Monte Sinai, não através de intermediários, não filtrado por outras vozes, mas diretamente a vibração da fonte chegando sem mediação à caixa de ressonância. Mas o que que aconteceu? O instrumento tremeu. Povo de Israel tremeu não de alegria, mas de medo. Porque um instrumento com a alma fora do lugar não consegue receber a frequência para a qual foi construído sem que isso pareça uma ameaça. Um instrumento com a alma fora do lugar não consegue receber a frequência para a qual foi construído sem que isso pareça uma ameaça. >> O som que deveria ser lar so destruição. A presença que havia sido projetada para ser abriga, a abrigo, consolo, foi sentida como um fogo que consola. >> E os chefes do povo foram até Moisés e disseram: "É impossível ouvir essas palavras sem sentir o peso delas. Vai lá, ouça o que ele quer dizer, depois vem e nos conta". Eles elegeram uma triangulação. Puseram um homem entre eles e a fonte da música. >> Não por maldade, mas porque genuinamente não conseguiam mais suportar a frequência direta. Isso é uma coisa que a gente percebe até hoje. Às vezes, quando a presença de Deus começa a se manifestar, as pessoas começam embora. Elas não aguentam. Como foi com os meninos? Obrigado. Como foi com os meninos lá no Sina? Eles não aguentaram. Então eles disseram pro Moisés: "Olha, fala você com ele". E aí fizeram uma triangulação. Puseram um homem entre eles e a fonte da música, não por maldade, mas porque genuinamente não conseguiam mais suportar a frequência direta. E às vezes é assim, eu já estive em muitos lugares que quando a presença de Deus começou a se manifestar, um bocado de gente foi embora porque não aguentava, não tinha como, não tinha reciprocidade da alma deles. E porque não tinha reciprocidade na alma deles, o que devia ter sido consolo, abrigo, alegria se tornou medo, pavor e desespero. E eles saíram porque não aguentavam a presença de Deus. Foi assim lá no deserto, eles puseram um homem entre eles, não porque eles fossem apenas malignos, não, mas porque genuinamente eles não conseguiam mais suportar a frequência direta. A natureza deles não estava mais em condições. E Deus que nunca abandona o instrumento, a sua incapacidade. E isso é importante que a gente lembre, Deus nunca abandona um instrumento diante da incapacidade do instrumento. Deus nunca abandona o instrumento e o deixa a deriva da sua própria incapacidade. Nunca. Deus sempre encontra um jeito de chegar até a criatura >> e chegar de onde ela consegue ser alcançada. Então, Deus aceitou. O pedido do povo de Israel, tá bom? É para ficar longe. Então eu fico longe. Então eu falo com Moisés e Moisés fala com vocês. Tá bom? Mas aí ele disse baixinho, como quem sente algo que não tem nome em nenhuma língua humana. Deus disse: "É, acho que seria bom que eles sempre pensassem assim. Era o Lutier olhando pro violino que ele mesmo havia criado, sabendo que aquele instrumento tinha sido criado para participar da própria música divina. E aí tá vendo o violino recuar com medo do som, que era na verdade a sua própria frequência original. Você sabe qual é o maior problema que a maioria dos filhos de Deus tem? Tô falando dos filhos igual eu e você. Sabe qual é o medo? >> De se perder em Deus. Porque isso eu não quero me perder em Deus. O poeta disse: "Eu não quero me perder de Deus". E toda vez que eu ouço aquele poeta dizendo, "Eu não quero me perder de Deus", eu digo: "Ah, você não sabe nada da igreja, hein? Porque a maioria dos filhos de Deus não querem se perder nele. Eles têm medo. Eles têm medo dos dons. Eles têm medo de que o Espírito Santo roube deles os desejos que eles ainda nutrem no coração. E aí eles querem Deus, mas não precisa ficar tão perto. Não precisa ficar tão perto, porque afinal de contas tem uns lugares que eu quero ir e você não pode ir. Tem umas coisas que eu quero fazer e você não faria. Tem umas coisas que eu desejo ter e que você jamais por a mão. Então, tá bom, vamos ser amigo, mas assim, não precisa ficar tão perto. É verdade. A Mirna, minha filha mais velha, uma vez fez uma peça na comunidade há muito tempo. Era a história de uma menina que ia sair para uma festa qualquer e bateram a porta da casa dela. Ela abriu e era Jesus. Era Jesus. Ela diz: "Não, Jesus, o senhor aqui, que bom, que alegria. Pode entrar, a casa é sua." Mostrou toda a casa, abriu a geladeira, mostrou tudo, falou: "A casa é sua, fica à vontade." E ele falou: "Ah, que bom, eu vim para isso mesmo. Vim para ficar com você e tal". Ah, que bom, que ótimo. Olha, fica aí à vontade, eu vou dar uma saidinha, mas daqui a pouco eu tô aí. E foi se dirigindo pra porta e Jesus foi atrás e ela disse: "Jesus, acho que o senhor não entendeu. Eu vou dar uma saidinha, mas eu volto já." Ele falou: "Não, você não entendeu. Eu vim para ficar com você. Então, onde você for, eu vou. Aí ela disse: "Acho que você não vai querer ir onde eu vou. >> Vamos fazer o seguinte, fica aqui. Casa tá aí, tá pronta para receber você? >> Comida na geladeira. >> Tá com a geladeira lotada. Fica tranquilo, eu volto já." e foi se dirigindo à porta e Jesus teimosamente foi atrás. E aí Jesus, acho que você não entendeu. Eu não fui claro, foi claríssima. Então, por que que você tá vindo? Porque eu fui mais claro que você. Eu disse, eu vim para passar o dia com você. Ficou claro? Ela falou: "Você não vai desistir, né?" Ele disse: "Ah, não vou". Ela foi até o o quintal, o lugar onde ela guardava as coisas, pegou um martelo, um prego, encostou ele na porta, pá, prendeu uma das mãos, pegou a outra mão, encostou na porta, pá. Aí nessa hora ela vira pro pro público e diz: "Você tá indignada comigo? E não é isso que todos nós fazemos?" Jesus legal, mas não tão perto. Está ficando perto demais. E aí toda vez que eu que eu ouço o poeta dizendo, eu não quero me perder de Deus, eu fico pensando, ele não sabe nada sobre a igreja, ele não é cristão, por isso ele não sabe mesmo. Mas ele não quer se perder de Deus. E aí eu digo: "Meu filho, se você soubesse que a igreja é exatamente o contrário de você, ela não quer se perder em Deus. Nenhum de nós quer, porque nós estamos tão cheios de desejos que a gente sabe que Jesus não vem junto, que a gente diz para ele: "Legal, estamos junto, mas não muito perto, por favor, não muito perto." Isso não é um negócio tão sério na igreja que os ortodoxos têm até uma doutrina. Eles chamam de teoses, que é quando Deus invade um sujeito. E aí eles dizem que quando acontece essa teosis, o sujeito fica louco. Eles chamam esse sujeito de os loucos de Deus, porque não dá para ser invadido por Deus e ainda continuar andando na terra. Mas não é não é verdade. Os ortodoxos exageraram a tese dos capadócios. Os capadócios levaram a esse nível de que acontece quando Deus vem. Mas na verdade, na verdade o que eles estavam nos ensinando é que a gente volta a ser coparticipante da natureza divina, como Pedro ensinou. Mas tudo bem, isso é teologia, deixa para lá. Então, o Senhor viu isso, viu um instrumento que ele havia criado para participar da própria música divina, se recuar. com medo do som. Que som? O som que na verdade era a frequência original dos seres humanos. Era assim que a gente cantava, era assim que a gente soava e era assim que a gente ressoava no universo. E você já sentiu isso? Você já se aproximou de Deus e ficou com medo? em vez de de achar, "Cheguei no meu lar, cheguei na minha casa, você já chegou perto de uma experiência real com o pai e instintivamente colocou alguém entre você e ele? Um pastor, uma doutrina, um ritual, qualquer coisa que filtrasse a intensidade de Deus?" Bom, se você já fez isso, não se condene. Você não é fraco. Você é só um humano em estado de rebelião. Todos somos, todos somos instrumentos com a alma fora do lugar. Instrumentos com a alma fora do lugar não conseguem fazer outra coisa. Não dá. Foi o que o povo de Israel disse pro Moisés. Não dá. Não dá. Se ele vem aqui para falar diretamente com a gente, não dá. Porque esse fogo que sai da presença dele e que todos nós diríamos é o fogo que aquece. Eles dizem é o fogo que consome, que destrói, que queima, que incinera, que não dá. consumidor não dá. A voz que todos nós devíamos dizer é a voz de muitas águas que controla o universo, que abençoa a existência, vira trovão, terror, um grito no escuro, não dá, não dá, não dá. Bota alguém entre nós. Bom, a história continua. Foram séculos assim. E o instrumento indo de geração em geração e a música sendo transmitida por representantes, profetas, sacerdotes, reis, nunca frequência direta, nunca, nunca. Por isso que muitas vezes você encontra bons irmãos e eles colocam tudo nas costas do pastor, que o pastor disso, pastor aquilo, pastor aquilo, outro. E é muito complicado. Eu, por exemplo, quando comecei a dizer, não, irmãos, o pastor é Jesus Cristo, nós somos todos irmãos. O reino de Deus, como diz o Hansber, que é antes de tudo um reino de amigos. Nós todos somos iguais. As diferenças entre nós é só de dons, mas não é de autoridade. A autoridade é de Cristo. Os irmãos começaram em bater. Por quê? Porque eu comecei a dizer que não tem uma terceira figura. Você vai ficar face a face com o eterno. É com você. Eu vou exercitar o meu dom. Você vai exercitar o seu. Nós vamos todos juntos celebrar o Senhor. Nós vamos entoar glórias ao seu nome. O Espírito Santo vai vir e vai falar a todos através de todos, mas cada um de nós vai ficar cara a cara com ele. Aí os irmãos disseram lá, não, cara, cara, não. Por quê? Porque tem medo de se perder de Deus. Não, de se perderem em Deus. O poeta disse: "Eu não quero me perder de Deus". Mas os cristãos dizem: "Eu não quero me perder em Deus, porque tem um bocado de coisa que eu quero e Deus não quer. Tem um bocado de coisa que eu desejo". Jesus diz: "Não faça isso, não queira isso. Isso vai acabar com você. Cuidado, isso não é humano. E a gente nunca acha que que tá tão longe, porque a gente nunca imagina, por exemplo, que loucos, como os caras da ilha lá do Epstein, começaram assim, tendo desejos que não deviam ter nutrido. Não, eles não acordaram de manhã e transformaram-se em monstros. Não, o monstro foi crescendo. Foi crescendo porque o senhor dizia: "Não, não, não entra nisso, não, não fomenta esse negócio, não aceita isso, diga não. Tem um demônio querendo saltar para dentro de você. diga não. Mas eles foram dizendo sim. Foram dizendo sim. É Caim ouvindo Deus dizer diga não. Mas ele disse sim ao fé que carregava no coração. Então foram séculos assim, um instrumento sendo passado adiante, geração em geração, a música sendo transmitida por representantes, profetas, sacerdotes, reis. Nunca frequência direta, sempre filtrada, mediada, guardada atrás de um velo. O Santo dos Santos, por exemplo, é um véu que Deus disse: "Tá bom, então vamos é para manter distância. Então vamos manter distância. Aquele lugar onde a presença do Lutier habitava com toda a intensidade era separada do povo por um tecido espesso. E apenas o sumo sacerdote entrava e uma vez com por ano e com muito medo. Mas é muito medo, não é pouco não. E o instrumento violino ia vivendo assim, sem saber que havia sido feito, criado para algo muito maior. E talvez seja aqui que alguns de nós até hoje vivam a beira do véu, sabendo que tem algo do outro lado, mas a gente não vai atravessar. recebendo sempre a música filtrada de segunda mão e acreditando que isso é tudo que existe para nós. E aí e tem um problema. Quando o intermediário pipoca, sai da linha, arrasta todo mundo com ele, é o desastre. Porque ele nunca disse paraas pessoas que o Cristo quer estar em comunhão pessoal. Ele sempre entendeu que as pessoas têm medo de se perder em Deus e aceitou de bom grado ser um intermediário. Isso inclusive o ajuda economicamente, entre outras coisas. Mas isso é um violino com a alma fora do lugar. Então, as pessoas aceitaram a segunda mão acreditando que isso é tudo que existe pra gente, mas não é. E aí o Lutier desceu. E quando o Lutier desceu e se tornou um instrumento que tinha feito, o que aconteceu não foi uma reparação, foi um triunfo. Depois de 33 anos habitando a natureza de um instrumento, passando o arco sobre cada corda da existência humana, tirando música de onde todos achavam que havia apenas silêncio, ele chegou o momento mais inesperado da história. Ele morreu e aparentemente o instrumento foi destruído, não metaforicamente, fisicamente, brutalmente. A madeira foi partida, as cordas rompidas, a caixa esmagada e quem assistia de fora pensava: "É o fim da história, acabou". Mas no terceiro dia, o Lutier reconstruiu um instrumento com as mesmas mãos que o haviam criado no princípio. E o que surgiu não era um instrumento simplesmente retornado ao estado original, era algo que nunca havia existido antes, uma humanidade nova, não apenas a humanidade antes da rebelião, restaurada ao ponto de origem. Não era além disso. Era uma humanidade que havia descido ao lugar mais fundo da fratura, no lugar da morte, e havia voltado transformada. uma humanidade cuja alma não estava mais simplesmente no lugar, não tava unida em comunhão inseparável com a própria vida do Lutier, o criador. Paulo, que nem era poeta, so como um quando escreveu: "O primeiro Adão foi feito alma vivente, o último Adão é espírito vivificante. O primeiro recebia vida. O segundo e último é a fonte de vida. Não é uma versão melhorada do mesmo instrumento quebrado. É uma nova matriz, um novo começo para toda a espécie humana. Um dos pais da igreja, Irineu, que viveu nos primeiros séculos e que entendia isso como poucos, disse com a clareza de quem viu o desenho completo: Deus se tornou homem para que o homem se tornasse Deus. Não, no sentido de que o instrumento vire o lutier, não, ou que a criatura se confunda com o criador, não. Mas no sentido de que o ser humano finalmente seja plenamente o que foi criado para ser um ser que participa da natureza divina. >> Glória a Deus. que ressoa com a frequência da triunidade, que vive dentro da música e não apenas a ouve do lado de fora. >> Foi nessa noite, a noite antes do triunfo, horas antes de tudo isso acontecer, que Jesus estava sentado com os seus no cenáculo. Então, tá lá a cena, pão e vinho, as pessoas que ele amava, que haviam largado as redes, as cobranças de impostos para seguir o carpinteiro de Nazaré. Gente que ainda não entendia tudo que estava prestes a acontecer, gente com medo do amanhã. E Jesus, que sabia exatamente o que o amanhã ia trazer, olha para eles e diz uma frase que quando a gente entende o que tá por detrás dela, é impossível ouvir sem que alguma coisa se mova no nosso peito. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa até agora. Como assim? Até agora, até agora, milênios desde o Éden, 15 anos desde o Sinai, uma quantidade imensas de instrumentos que não conseguiam ressoar com a frequência para qual havia sido criado. uma longa história de véus, representantes, triangulações nascidas da incapacidade de suportar a presença direta do criador que queria ter comunhão com a gente. E Jesus disse: "Até, até agora, pera aí. Nós estamos falando de uma história de milênios até agora. Escuta, nós estamos falando eh passando por Enoque, passando por Noé, passando por Abraão, por Isaque, por Jacó, passando por Moisés, passando pelos grandes profetas, Isaías, Ezequiel, Zacarias, Daniel, seres humanos como Jó, estão passando por gente como Samuel, como Josué, até agora. Do que que o senhor tá falando até agora? E Moisés, e Elias, e Eliseu e Isaías, que no ano da morte do rei Usias viu o Senhor assentado num grande sublime trono, viu os serafins até agora? Ezequiel, que teve visões impressionantes, e Daniel que se encontrou com o Senhor na cova dos leões até agora. E Jesus diz: "Até agora, até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão para que finalmente a alegria de vocês seja completa. Quer dizer que todo mundo até agora só teve uma alegria parcial? Então, Lutier tava sentado naquela sala com aquelas pessoas em carne, na madeira, nas cordas da natureza humana que havia assumido. Tava lá dizendo: "A nova matriz já existe e eu a sou. E o que vou enviar?" O espírito vai entrar em vocês e vai recolocar a alma de vocês no lugar. E quando isso acontecer, vocês vão descobrir que conseguem ouvir o som de que vinham fugindo desde os sinais. >> Glória. >> E vocês vão ouvir esse som não como destruição, mas como casa. >> Glória a Deus. E aí tava dizendo uma coisa que nós ainda não entendemos direito. Orar em nome de Jesus não é apresentar um cartão de acesso num lugar que era proibido de entrar. >> É verdade. É verdade. >> Não é tocar um instrumento a partir de uma nova matriz. é exercer a existência de quem já foi reconstituído no filho. >> Aleluia! >> De quem já não opera apenas a partir da natureza do primeiro Adão, fraturada e muda. >> É verdade. >> Mas do último Adão ressuscitada e ressonante. >> Aleluia. >> É outra história. >> Aleluia. É o espírito habitando dentro do instrumento. >> Aleluia. >> É o Espírito Santo sendo ele mesmo a alma recolocada no lugar, >> transmitindo a vibração do Filho ao pai de dentro de cada ser humanoelu, >> que se ancora nessa nova origem. A fé cristã não é uma religião, >> é um reencontro com o criador. Não precisa desse monte de intermediários >> para manter Deus longe. Jesus. Não é alma recolocada no lugar. O espírito de Deus dentro de nós, transmitindo a vibração do filho ao pai de dentro de cada um de nós que se ancora nessa nova origem. >> Aleluia. É por isso que Paulo quando quis escrever o que acontece quando o espírito ora em nós, ele não buscou palavras de solenidade religiosa, não. >> Ele usou a linguagem mais simples e mais íntima que existe. Uma linguagem que uma criança pode entender. É a li a a linguagem da criança que reconhece o pai desde muito longe. Aba, pai. Paizinho, papai, essa palavra não se aprende, ela brota. Ela brota naturalmente de dentro de quem voltou para casa. E eu me lembro do do poeta dizendo, "Eu não quero me perder de Deus." E eu digo, "Ah, meu amigo, queria me encontrar com você e levar você para uma reunião da comunidade para você ver como todo mundo não quer se perder em Deus." Você não quer se perder de Deus, mas eu conheço muita gente que não quer se perder em Deus, porque sabe que Deus não vai com ele em todo lugar, mas ele quer continuar indo e Deus tem um problema. Ele disse: "Tá bom, então vai, eu aceito. Você quer uma triangulação?" Tá bom. Depois você vem, faz os rituais, participa das da liturgia. Eu vou est te esperando. Eu tenho todo o tempo do mundo. Eu lamento dizer que você não tem tanto tempo quanto eu. Mas tá bom. Você não quer, você não quer pedir perdão. Você não quer ser condescendente? Você não quer abrir mão do protagonismo? Você não quer simplesmente amar as pessoas, não. Você tem que controlar, né? Você tem de gritar, né? Você tem de dizer quem é que manda aqui. Você não quer, né? Tá bom, tá bom. Você não quer, não quer. O que eu posso fazer? Você não acredita que o amor cura, né? Você acha que só a violência resolve? Você faz parte daquele pessoal que que acha que a morte cura a morte, não é? Você nunca desconfiou que só a vida pode curar a morte? Você nunca ouviu falar em ressurreição? Não. >> Pois aconteceu, filho. Vou te contar. Aconteceu. Em relação a você já faz milênios. Em relação a mim, eu tô vendo agora, porque eu sempre tô vendo agora. Então Paulo disse, sabe o que acontece quando a gente finalmente se perde em Deus? A gente aprende a dizer papai, ela brota do nosso coração. É a fala de quem voltou para casa. >> Glória a Deus. >> E a alegria, a alegria completa que Jesus fala não é alívio de uma tensão resolvida, não. Não é satisfação religiosa de quem fez tudo certo. É algo que os músicos conhecem muito bem. Aquele momento em que um instrumento está perfeitamente afinado, o arco tá absolutamente bem distribuído. A sala tem a acústica perfeita e o músico toca uma nota e ela sua completa. >> Não é apenas audível, é completa. É como se a nota preenchesse o espaço que havia sido reservada para ela desde sempre. completa, completa. Aquele momento em que o instrumento está perfeitamente afinado, o arco bem distribuído, a sala tem a acústica certa e o músico toca uma nota e ela soa completa. Não é apenas audívia, tá completa. como se a nota preenchesse o espaço que havia sido reservado para ela desde sempre. Eu acho que os músicos sonham com isso, mas sabem que não deve assim, não deve ser muito simples de conseguir. Tinha um músico brasileiro da Bolsa Nova que eu não lembro o nome dele agora, que aliás é um dos pais da Bolsa nova, o baiano que violinista, como é que ele chamava? Um dos pais da bolsa nova. Acho que o que que que na verdade desenvolveu o toque da bossa nova no violão. E >> João Gilberto, >> João Gilberto não é ele que é o baiano que começou. Então ele tinha esse negócio, ele ficava no palco horas e o povo lá esperando e ele esperando acústica, esperando o som perfeito, porque eu não vou tocar enquanto não tiver perfeito. Claro que precisava ter uma paciência enorme para assistir o show dele. Primeiro que ele chegava atrasado e depois ele ficava, cadê o som? Tocava na n na na n. Conserta isso aí, conserta isso aí. concerto isso aí. Por quê? Porque ele tinha essa percepção. A nota não pode ser apenas audível, ela tem de ser completa. A nota tem de preencher o espaço que havia reservado para ela desde sempre. Pois é, essa é a alegria que Jesus quer colocar em você. >> Ele mesmo diz de onde ela vem. Sabe de onde ela vem? Dele, para que eles tenham a minha alegria completamente em si mesmos. A alegria dele, a alegria dele, a alegria que existe dentro da trindade, desde antes de qualquer começo. Tem pessoas que já visitaram o céu. Eu não sou desses que visitou o céu. Eu quero crer que o céu já me visitou uma outra vez, mas eu mesmo nunca fui lá. Mas eu conheço pessoas que já foram e tudo que elas dizem é uma alegria, mas é uma alegria. É uma alegria extraordinária. A única coisa que eu me lembro é da alegria. É a alegria da triunidade. Sim, porque muitas vezes eu já me perguntei e você talvez já tenha se perguntado como que o senhor aguenta. Não é como que o senhor aguenta o que acontece no mundo, não é? Como que o senhor aguenta o que acontece comigo? Como o senhor me aguenta? Como? E a resposta do senhor é a alegria. Quem é? Tá escrito o autor de Hebreus disse, ele suportou tudo por causa da alegria que lhe estava proposta. >> Amém. E a alegria que lhe estava proposta era a alegria de que um dia a minha alma e a sua alma finalmente estariam no lugar >> e a gente conseguisse finalmente ecoar a música que a gente nasceu para tocar e para emitir. alegria dele é a alegria que existe dentro da triunidade desde antes de qualquer começo. É o amor do Pai pelo Filho transbordando. É o amor do Filho pelo Pai, do Espírito Santo, por ambos e de ambos pelo Espírito Santo, ressoando com gratidão. O Espírito Santo sendo o próprio vínculo dessa alegria entre as pessoas. Essa alegria, essa não outra, é o que acontece quando o instrumento está com a alma no lugar certo e a frequência do criador passa livremente de uma face para outra. Não, não é apenas uma emoção que vem e vai, é um estado de ser que começa agora, mesmo em meio a dores e tensões deste mundo, começa agora e que um dia será plenamente manifesto quando toda a criação for renovada. É o estado de uma criatura que tá funcionando, como foi feita para funcionar, participando da natureza divina, inserida na vida que pulsa entre o Pai e o Filho pelo laço do Espírito Santo, não observando a música de fora, mas sendo parte da música. Esse é o sonho de Deus. E no fundo, no fundo é o sonho de todos nós. Porque quando esse sonho se realiza, a gente percebe que tá completo e mais a gente passa a viver a partir dessa alegria e a enfrentar todos os focos de tristeza, porque a gente sabe que o que vem é alegria. Então nós nos levantamos contra toda injustiça, contra toda maldade, porque sabemos que não há como essas coisas serem a última palavra da história. >> Porque a gente experimenta alegria, mas tem quem não experimenta. Mas tá dentro da igreja, mas não quer se perder em Deus. não quer se perder em Deus. Isso faz com que as pessoas comecem a pensar que esse verder em Deus é ficar louco, que é a lógica dos irmãos lá da ortodoxos, porque eles levaram muito longe a tese dos capadócios, coparticipante da vida divina, da natureza divina inserida na vida que pulsa na trindade. por isso é completa. Não no sentido de que tudo ao redor tá resolvido, mas no sentido de que a gente tá inteiro. A gente tá inteiro. Pelo amor de Deus, ninguém aqui fica cansado de não estar inteiro. Ninguém aqui fica cansado de não ter a alegria de viver e de não enfrentar tudo a partir da alegria de existir em Deus. Ninguém aqui fica cansado. Tem alguma coisa que tá acontecendo. Ninguém fica cansado. Tudo é mais urgente do que Deus. Tudo é mais importante do que a a a comunhão com o criador. Tudo é mais importante do que ser inteiro. Como se a gente conseguisse construir qualquer coisa fragmentado, fraturado, arrebentado. Então, é disso que Jesus está dizendo. No sentido, não é porque tudo ao redor tá resolvido, mas porque a gente tá inteiro. Mesmo que venha a dor, a gente tá inteiro, porque a alma tá no lugar certo. Então eu quero terminar contando o que acontece com esse instrumento. Lutier entrega o violino reconstituído de volta e diz com aquela mesma voz baixa quando soprou sobre a alma no princípio. Ele diz: "Agora toca. Agora toca. E o instrumento pela primeira vez, desde antes da fratura passa o arco sobre as cordas >> e toca a música de Deus. >> Aleluia. Glória a Deus. >> Isso é impressionante, não é? Ouvi dizer que o Betoven uma vez tinha uma pessoa que passava limpo as as eh notas que ele escrevia e era uma senhora extraordinariamente técnica e que sabia exatamente o que fazer, óbvio, né? Trabalhava com Betoven, né? E aí ela entregou pra senhora, ela passou a limpa, ele bateu o olho na estrutura toda e disse: "Essa nota aqui não fui eu que fiz". Aí ela disse: "Não, não é que eu pus, porque eu achei que ela combinava melhor com a sequência". Ele disse: "Põe do jeito que eu escrevi, porque eu recebi essa música e essa é a música que Deus quer ouvir." >> Aleluia! Então o Senhor diz para mim e para você agora toca. Se você se deixar perder em mim, não importa o que aconteça com você, você vai tocar a música paraa qual você existe. >> Agora toca. E quando você for tocar, toda aquela infantilidade foi embora. Toda aquela necessidade de ser o primeiro foi embora. Toda a necessidade de ser paparicado foi embora. Toda a necessidade de ser o tempo todo elogiado, de não ter nenhuma pessoa contrariando, foi embora. >> Você não pode mais ser ofendido e você não tá precisando de mais nada. Você tá inteiro. A alegria do Senhor é a sua força. Você tá inteiro. Você olha pra vida de outro jeito e você sabe que não há mais paredes, que não há mais obstáculos e que o mal já foi derrotado faz muito tempo. Amém. que a última palavra é a palavra da vida. >> Aleluia. >> E, portanto, você não se submete mais à morte. >> O instrumento, pela primeira vez, desde antes da fratura, passa o arco sobre as cordas e toca. Não sei se a gente consegue imaginar um momento assim. A hesitação foi embora. Sim, porque o instrumento carrega a memória de um bocado de som opaco, de um bocado de nota que saiu errado, de um montão de esforço que não produziu nada. E de repente tá de tá com o arco na mão diante do Lutier que o criou. E o Lutier diz: "Toca e o instrumento toca. E o som que sai é diferente de tudo que havia saído antes. >> Não é mais o som opaco de uma alma deslocada. Não é mais o som filtrado de quem só ouviu a música de segunda mão passada por representantes. É o som de uma criatura que descobriu que sempre foi, que a frequência que vinha de fora e a assustava é, na verdade, a sua própria frequência original. Você já pensou que em Deus quem está esperando você é você mesmo? >> Você já parou para pensar que lá na triunidade quem tá esperando você é você mesmo? Eu e você aprendemos a ser gente do jeito errado. Então, que tá esperando a gente em Deus é a gente mesmo, a gente como a gente deveria ter sido desde sempre. >> Amém. O instrumento toca e o som que sai é diferente de tudo que havia saído antes. Não é mais opaco, não é mais filtrado, não é mais o som de quem só ouviu de segunda mão, é o som de uma criatura que descobriu o que sempre foi. Você sabe o que você sempre foi? que a frequência que vinha de fora e a assustava, na verdade, era a sua própria frequência original. Você tá com medo de você que tá esperando você em Cristo Jesus? Por quê? Porque você tem de dar satisfação ao mundo. Por quê? Porque o diabo convenceu os homens a serem dessa toxicidade absoluta? Convencer os seres humanos que quanto mais poder e mais opressão, mais forte você é. Cov, covarde. Só os covardes precisam de poder. Os sábios usam o amor. >> O segredo de Deus paraa humanidade não é poder, é sabedoria. Sabedoria. É isso. A frequência que vinha de fora e assustava. Na verdade, é o que a gente nasceu para ser em Cristo Jesus. O fogo que aparecia lá no Sinai e que o povo temeu, é o fogo que arde em nós por causa do Espírito Santo. O pai de quem nós fugimos no jardim é o mesmo pai para quem o filho leva a gente pela mão agora. Amém. Lembra da fala do nosso ancestral? Eu ouvi a sua voz no jardim e tive medo >> e me escondi. >> Pois esse >> de quem nós tivemos medo, é para ele que o filho leva a gente pela mão agora. >> Amém. E nesse momento, no momento em que o instrumento toca e reconhece no próprio som a voz do Lutier, algo acontece. E esse algo não tem outro nome. O nome disso é alegria. >> Não é qualquer alegria, é alegria completa. É a alegria de quem voltou para casa, não apenas para para ser recebido, mas para descobrir que a casa é o que ele sempre foi por dentro desde que foi criado. alegria de um ser que buscou por tanto tempo e que no ato de orar ao Pai pelo Filho no espírito, de repente se encontra e descobre que não estava procurando um lugar, tava procurando uma natureza. >> O que você tá procurando, que eu tô procurando, que nós estamos procurando, não é um lugar, é a nossa natureza. E a nossa natureza vem de Deus, >> vem da triunidade. É isso que nós estamos procurando. Essa natureza é a natureza do filho. E agora é sua também. >> Amém. >> E agora é minha também. E agora é nossa também. E isso é o que Jesus Cristo veio trazer. No princípio, havia um lutier e um instrumento, e entre eles havia música. Houve um tempo longo e doloroso em que o instrumento esqueceu a música. Então, Lutier desceu, assumiu um instrumento, o levou à morte e à ressurreição, o recriou na mesma humanidade a partir de uma nova matriz no filho. E agora ele diz para mim, para você, para cada um de nós, com a mesma voz de quando soprou sobre a alma no princípio, peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa. >> Amém. Não é um convite a uma técnica, não é um convite a ser mais religioso, é um convite a ser o que você é em Cristo, no espírito, diante do Pai. Ah, e não tem graça, porque o que eu quero pedir, ele não vai entender, atender. Fica tranquilo. Se você se perder no Pai, no Filho, no espírito santo, você não vai mais querer pedir isso. Você não entendeu que o que você pede não tem nada a ver com o que você precisa muitas vezes? com que você necessita. Muitas vezes tem a ver com os traumas que você sofreu, com as angústias que você sofreu e com os traumas que você também provocou. Tem a ver com que você acha que precisa para se sentir gente. Mas da onde você tirou esse padrão? Onde você tirou essa receita? Onde foi que você tirou a receita que para ser gente você precisa ser servido? Quem disse isso para você? E quem disse para você que porque agora você é gente, você não pode servir? Quem disse para você que para ser gente você precisa ter os pés lavados? Mas quem disse para você que você não deve lavar os pés de ninguém? Quem disse isso? Da onde saiu isso? Essa receita veio de onde? Não, não é um convite a ser religioso, é um convite a ser o que a gente é em Cristo, no espírito diante do pai. O Lutier tá aqui, o instrumento é cada um de nós e a música ainda tá esperando. A pergunta é se você vai tocar, porque o Senhor não disse eu vou tocar você, ele disse toca. Eu já mudei você de matriz. O espírito já tá em você. Toca. Então você, enquanto a gente tá conversando sobre isso, você ficou com aquela sensação de que tem uns negócios que eu quero ainda fazer e que Jesus não vai comigo? Então é melhor é deixar ele crucificado mais um pouquinho. Daqui a pouco eu volto e solto ele. Então tem um problema aí, irmão. Tem um problema aí, irmã. Tem um problema aqui. Se lá dentro a gente diz: "Mas esa aí, se eu for com Jesus, eu vou poder odiar aquele desgraçado que fez o que fez? >> Vou poder arrancar o couro daquele miserável. Tem um problema aqui, irmão. Tem um problema aqui, irmã. Tem um problema aqui. A gente não quer se perder em Deus. É um problema. Aí eu sempre, como eu disse, eu lembro do poeta, eu não quero me perder de Deus. Eu digo: "Ih, meu amigo, eu gosto de ouvir você falando, eu não quero me perder em de Deus, porque eu vivo no meio de um povo que não quer se perder em Deus". Que o Senhor nos ajude a nos perdermos nele. >> Não, não, não é simples. Eu sei que não é simples, porque nós temos os nossos ódios. Uhum. >> Sim. E nós temos os nossos ódios contra a gente que merece mesmo o nosso ódio. A gente tem certeza que eles merecem. >> Misericórdia. >> É. Ué, porque o cara é ruim. Aquilo é casca. Aquilo, aquilo é o cão. Aquilo é o cão chumando, chupando manga verde. Aquilo lá não pode continuar vivo, não. Aquilo é o cão. Então nós temos os nossos olhos. Pensa que eu não tenho. Tenho também. >> Jesus. >> E tem as nossas idiossincrasias. Não, não. Eu quero. Todo mundo tem de saber como eu sou bom. Como eu sou especial, >> nenhum de nós quer ser um com todo mundo. A gente qu sempre quer ser um no meio de todo mundo, mas o chamado de Jesus é para ser um com todo mundo, porque nós somos a humanidade, a imagem e semelhança de Deus. >> Amém. Mas nós temos nossas idiossincrasias, inclusive raciais, que é uma coisa absolutamente estúpida. Estúpida. É como eu não gostar do meu irmão, porque o cabelo dele não é igual ao meu. É estúpido. Então, por causa disso tudo, a gente diz pro senhor: "Não dá para se perder no senhor, porque o senhor ama todo mundo". Porque o Senhor tá sempre oferecendo oportunidade de arrependimento, porque o Senhor tá sempre oferecendo perdão, porque o Senhor tá sempre dizendo que dá para começar de novo. Então, não dá para para nos perdermos no Senhor. Então, irmãos, a música ainda tá esperando. Que a graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que a unidade da Trindade, que a comunhão materna do Espírito Santo, que a cura de Jesus Cristo seja com cada um dos irmãos e irmãs e com todo o povo de Deus espalhado pela terra. e que alcance toda a humanidade como Deus prometeu a Abraão. Amém. >> Amém. Tchau, gente. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau.