Obra: A Aposta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
26/03/2026
Obra: A Aposta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
Comunidade Saudável. Cidade melhor!
Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7
Sala dos Adolescentes:
/ discord
Conheça mais:
[email protected]
Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp
Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[música] [música] เฮ [música] >> [música] >> Eita, estamos no final do mês de novo, mais uma live do Ler para Crer. Sejam todos muito bem-vindos. É sempre uma alegria ter você aqui conosco. E olha, o tema de hoje é a aposta. Então eu quero apostar com você que se você começar assistindo com bastante atenção, você vai ficar até o final, né, Rina? [risadas] >> Sim, Belzinha. Ô, Bel, tá gravando? Tá, tá, né? >> Sim, tá gravando. >> Ah, tá bom. Desculpa que eu não tô conseguindo ver aqui. >> Bom, já estamos a 2 minutos e 11 segundos gravando. >> Aê, então, obrigada, Bel. Você que tá aí com a gente também, mais uma vez, sejam muito bem-vindos, né? Como Abel disse, mais uma live do Lê para CRE, clube de leitura da IBNU, onde a gente tenta fazer uma interface da literatura e da fé, né? E hoje a gente vai fazer eh vai falar sobre um conto pequenininho, que é a aposta do russo Antonov, muito conhecido, né? um dos maiores autores da humanidade e um dos maiores contistas, inclusive. Ele nasceu ali em 1860, viveu até 1904, morreu jovem, mas viveu o suficiente para deixar aí uma uma obra vasta. Ele é muito conhecido pelo conto eh A Senhora do Cachorrinho, talvez você já tenha lido. E Check era dramaturgo, é escritor, mas sobretudo médico. A formação dele, a primeira formação dele foi em medicina. e ele começou a escrever eh contos de humor até como uma forma de provisão financeira para arcalir com seus estudos, né? A aposta ele publicou em 1889, 5 anos antes de morrer, ou seja, já era um autor consagrado e com alguma maturidade, né, eh, na sua escrita. Então, vamos lá. Hã, em que momento esse conto se passa, né? Se passa quando um banqueiro, que agora é velho, tá aí lembrando de uma aposta que ele fez 15 anos antes. Uma certa noite, ele tava oferecendo ali um banquete na sua casa. E meu gato, minha gente, se cair aqui, esse é meu gato. Pronto. Ele tava oferecendo um banquete na sua casa, onde ele reuniu ali a a nata cultural, vamos dizer assim, da sua cidade. Então você tinha lá vários sábios, jornalistas, eles conversavam sobre vários temas interessantes. A certa altura surgiu a falta da pena de morte. Eh, o que se discutia era o que era mais humano, o que era mais moral, a pena de morte ou a prisão perpétua. E nesse debate muito civilizado, a até então esse banqueiro disse que ele não concordava com a prisão perpétua, com a pena de morte, que ele, desculpa, gente, com a prisão perpétua, porque ele achava até a pena de morte mais moral. Vamos ler esse trechinho. E olha só, gente, a beleza de checkof, porque a gente tá só no segundo parágrafo aqui, ó, e ele já introduz a grande questão do conto, né? Qual dos carrascos é mais humano? O que dá a morte em segundos ou aquele que arranca a vida pouco a pouco, gastando anos na sua tarefa? Aí um dos convidados observou o seguinte: ambas as coisas são igualmente imorais, porque uma e outra tem o mesmo objetivo em vista, que é qual? O aniquilamento da vida. O estado não é Deus, não lhe assiste o direito de destruir aquilo que não poderia devolver se assim o quisesse. Então o banqueiro tá conversando e foi convidado. E aí um jovem jurista que estava ali, né, um rapaz de 25 anos, ele diz o seguinte: "Olha, a pena de morte e a prisão perpétua são igualmente imorais. Se, porém, me dessem a escolher, eu optaria, sem dúvida, pela segunda, pela prisão perpétua, porque mais vale viver, seja em que circunstâncias for, do que não viver de forma alguma. Nessa hora, essa discussão que tava até então feita de sendo feita de maneira civilizada, ela dá uma calorada, né? Essa pauta que é uma pauta sensível, ela ganha aí uma temperatura. Por quê? Veja só, eh, quando a gente tá fala de um conto clássico ou de um autor da envergadora de checkov, a gente tem que pensar que nada do que tá no conto tá por um acaso. Então, olha só a profissão do primeiro banqueiro. Segundo, algumas traduções, vão dizer, um jovem, um jovem eh eh jurista, um advogado recém formado, um estudante de direito, é que a gente vai chamar de um advogado recémformado ou de um jovem jurista, como você preferir, né? Mas um tem a vaidade do quê? Do dinheiro. O banqueiro, o orgulho do dinheiro. O outro tem o orgulho do quê? Da inteligência. E aí, na hora que esses dois têm opiniões distintas, por o orgulhoso do dinheiro que possui diz que não, que a pena de morte é mais humana. E o orgulhoso da inteligência que possui diz que não, que a viver, não importa como, é sempre mais importante do que morrer. E aí aquele que tem o dinheiro diz assim: "Então eu faço uma aposta com você", né? E aí o o autor vai dizer o seguinte: "O banqueiro então ainda jovem e nervoso, né? Porque lembra esse banqueiro que tá contando que tá lembrando disso agora, ele tá velho, passaram os 15 anos, mas a época jovem nervoso, de súbito, ele perde a calma e fala assim: "Bate o punho na mesa, né? e dirige-se a a esse jurista, esse jovem jurista e diz assim: "É falso, eu aposto 2 milhões em como o senhor não aguentaria 5 anos encerrado no cárcere, 2 milhões de rubros, né, que é a moeda da Rússia. na hora que ele faz esse esse esse desafio para esse jurista, eh, esse advogado, ele também tomado pela sua vaidade fala assim: "Não só cinco, mas 15". Se você aposta 2 milhões de rubos em cinco, eu triplico a sua aposta. Eu aposto de 2 milhões de rubos em 15 anos. E aí, minha gente, combinaram então os termos desse cárcere, ah, como é que se chama? Como você mesmo consente, né? Autoconsentido desse aprisionamento, autoconsentido. Como que eles combinaram? Combinaram o seguinte. OK? A posta tá feita, tá fechada e vai acontecer o aprisionamento, vai acontecer o seguinte, ele vai ser no jardim do banqueiro. O isolamento vai ser total. Você não vai poder nem ver, nem ouvir nenhum outro ser humano. Na sua cela haverá só uma janelinha de onde você se comunicará por escrito com a pessoa que estiver fazendo a guarda, né? Você não vai receber nem cartas, nem jornais, né? Mas se você quiser um instrumento musical, só pedir que a gente coloca lá. Você também pode ler à vontade e escrever. Pode beber também, fumar se quiser. E estes são os termos da aposta que foi feita no dia 14 de novembro de 1870. Como são 15 anos, ela duraria até 14 de novembro de 1885, né? De meio-dia de um ao meio-dia de outro. E uma ressalva nessa aposta era o seguinte: olha, se em 14 de novembro de 85 estiverem faltando, nem que sejam 2 minutos para o meio-dia, ou seja, são 11:58, e você prisioneiro desistir da prisão, né? A, eu, banqueiro, ganho uma aposta do mesmo jeito. Então, você tem que cumprir isso integralmente, minuto a minuto e sem nenhuma tentativa de trapaça, OK? O jovem jurista lá aceitou, o jovem banqueiro também ficou muito satisfeito porque disse que o terceiro quarto ano com certeza diria, né? Então cada um a sua forma ancorado no seu orgulho, fez a sua aposta. Veja como se isso fosse resolver, fosse provar alguma coisa. que pena de morte é um mais humano mesmo do que a prisão perpétua, né? Isso não resolve nada, isso é só a sua experiência. E a sua experiência, ela não é a régua da existência humana, né? Ela não é a régua do mundo. Mas ambos cegados pelo orgulho agem sim. OK? Como é que foi no primeiro ano, né? Esse eh eh advogado, né? Ele sofreu de solidão, de tédio. Mas você sabe que eh o tédio, as pessoas confundem, né, o téd com ah, que tédio é porque eu não tô fazendo nada. Teddio não é não fazer nada, que não fazer nada pode ser descanso também, né? Tédio é não ver valor no não fazer nada. Ou também você pode estar entediado no seu ativismo, né, no seu excesso de trabalho, de entretenimento. Tédio é não ver valor no que você está fazendo naquele minuto. Mesmo que seja estou fazendo fazer nada, estou descansando, né? Então isso que é o tédio. Tdio é você não ver valor no que você está fazendo ou deixando de fazer naquele momento. Foi assim que ele ficou lá entediado, né? Aí fala: "Ah, então tá, como é que eu vou aproveitar o esse tempo?" Porque imagina 15 anos pela frente, ele pede um piano e ele passa a tocar piano dia e noite? Ã, ele decide que ele não vai fumar nem bebê, né? porque ele fala que ele não pode exceder aos desejos dele e ele começa a ler, eh, leituras superficiais, coisas corriqueiras. Então o autor vai dizer intrigas amorosas, comédia, livros policiais, sabe aquelas coisinhas de muita ação e pouca reflexão, né, de muito roteiro e pouca profundidade. Então esse é o primeiro ano, só que aí vem o segundo, né? E ele já cansado de tanto tocar, ele pausa, ele não encosta no piano mais. E já cansado também dessa literatura eh superficial, ele começa a pedir só os clássicos. Então, o que que a gente tá vendo aqui? A gente tá vendo uma mudança psíquica. Não é simplesmente uma mudança no gosto literário, né? Uma mudança psíquica. Chega. Se eu não estou vendo valor, se eu não estou vendo sentido significado nisso aqui, é hora de começar a procurar, né? ele vai pedir os clássicos e ele passa ali do segundo ao quarto ano devorando a literatura clássica eh mundial. Só ler lê lê lê lê lê tudo que que encontra no ano 5 aí já é abastecido por tudo que ele leu, né? E aí é muito interessante a certa altura do conto quando o autor vai descrevendo tudo que ele enriqueceu, tudo que ele viu, tudo que ele aprendeu, tudo que ele sentiu através dessa experiência literária. Então se revigorado por isso, ele volta a tocar piano. No 5º ano, ele volta a tocar piano e aí ele passa a comer muito e começa também a beber muito. Então, eh, a glutonaria, a gente sabe que ela anda sempre junto com o quê? Com a preguiça, né? Então, glutão, como se encontrava? passava o dia inteiro deitado. Aí você imagina glutonaria mais inatividade, produtividade, vai chegar um momento em que você vai ficar irritado consigo mesmo. E é bem isso que acontece com ele. Os guardas da prisão do da cela, né, porque ele tá no jardim do banqueiro, começam a ouvi-lo sempre falando, consigo muito irritadiço, né? Aí nesse quinto ano em que ele come, bebe e volta a tocar piano e tem lá seus rompantes, né, de de irritação, a irritação, agradação da ira, eh ele não lê mais, não lê porque vem, ele vem de 2, 3, 4, 3 anos lendo, ano dois, três e quatro, né? Porque no primeiro foi só superficialidade, os três subsequentes, só a literatura clássica. E aí ele não lê, mas ele escreve, escreve, escreve, escreve, escreve a noite inteira, só que de manhã, insatisfeito com o que escreveu, ele rasga todo o trabalho que ele desenvolveu. Então, olha a inconstância, né? Olha o conflito, olha a luta interna, olha a insatisfação que ele vai se encontrando. Isso vai resultar no quê? num choro. Ele chora e chora diversas vezes diversas vezes e os guardas ouvem isso, mas ninguém podia interferir. Aí vem o sexto ano. E aí do sexto ao 9º ano, nos próximos 4 anos, né, 6, 7, 8, 9, ele disse o seguinte: "Olha, sabe o que eu vou fazer? Então agora eu vou estudar os idiomas, né? Vou estudar a filosofia. história e idiomas. E ele se tornam poliglota, né? E qual que é a vantagem de você ser um poliglota, além de você poder se comunicar e e eh se expressar aí nesses diversos idiomas? você também para quem é leitor ábido, como é o nosso jovem jurista aqui, eh, é você poder ler os textos originais, porque toda tradução, por melhor que seja, ela tem um componente de interpretação. Interpretação é algo no fim das contas, sempre subjetivo. É claro que quando a gente diz que é subjetivo, a gente tá falando assim: "Ah, tirei da minha cabeça". Não, os tradutores sérios, e nós temos muitos tradutores sérios, eles fazem isso considerando toda a literatura antecedente, todo o uso e costume histórico, todos os eventos também históricos, né? Então, se o termo é esse termo que é usado aqui, vamosar a literatura antecedente, né, para ver quantas vezes esse termo era usado. Vamos pesquisar os os costumes dessa localidade onde o texto foi produzido, desse autor também, onde ele nasceu e viveu. Então, e ele sabia que no final toda a tradução tem um algo de interpretação, ele vai ler no original. E aí ele fica estupefato, né, de felicidade, de alegria, porque agora ele podia ler esses gênios da humanidade nas línguas originais, ele podia se comunicar também com outras pessoas ali, né, por cartas, se ele quisesse também, né, as línguas originais. Então esse período ele vai chamar o seguinte, ele vai falar assim: "Olha, eu estou experimentando uma celestial felicidade". E aí ele que passou até então 9 anos sem conversar com o banqueiro, sem trocar, tem uma comunicação, ele decide ele escrever uma carta. Ele só escrevia antes, né? Pedindo os livros ou um instrumento de piano ou a bebida ou a comida. Mas não era necessariamente para o banqueiro, para o guarda desta vez não. Ele escreve para o banqueiro. Ele tinha lido cerca de 600 livros. E aí ele relata toda essa experiência maravilhosa, essa celestial felicidade na qual ele se encontrava, por conseguir aí dominar eh seis idiomas. E ele fala o seguinte: "Olha, se essas palavras que eu te escrevo em seis idiomas, não, se você não encontrar nelas nenhum erro, em nenhum dos seis idiomas, solta um tiro no jardim só para eu ouvir, né? só para eu ter o meu estudo validado e saber que eu realmente alcancei o êxito linguístico. E o Ah, o banqueiro faz assim, ele ouve o tiro, deu êxito que ele alcançou, a fluência, né, a erudição que ele alcançou em filosofia, história, literatura e ele fica satisfeito. Só que aí, gente, como ele já tinha lido tudo, ele tá entrando no ano 10 aqui, ele falou: "O que que falta para ler, né?" "Ah, já sei". o evangelho e o contato dele com o evangelho na leitura do evangelho no ano 10 foi muito surpreendente porque o banqueiro ficou pensando assim, gente, como é que é uma pessoa que leu 600 livros aí nos últimos anos, né, os últimos 4 anos, leu vorazmente, tinha fome de leitura, como o autor vai dizer, como é que ele passou um ano lendo o evangelho de Jesus Cristo e que o banqueiro acharia assim uma coisa que é até fácil de você compreender, né? Eh, que demonstra aí a falta dele de proximidade com contexto, né? H, porque obviamente, né, a mensagem do evangelho é fácil, mas você entender como essa mensagem é apresentada ali, é necessário que você compreenda também a cultura em que esse texto foi escrito. E aí ele olhava sempre pro pro jurista, né? Ele tava sentado imóvel apenas com o evangelho na sua frente, sem entusiasmo, sem celestial felicidade, mas totalmente compenetrado naquele texto durante um ano. Ele ficou assim. Em seguida, ali do ano 11 ao 13, ele vai se dedicar à teologia e a história das religiões, né? Então, a partir do evangelho, ele vai estudar teologia e a partir da teologia, ele vai estudar a história das religiões. Ele vai fazer aí vai completar aí o seu ciclo espiritual. E nos últimos dois anos, por fim, como ele já tinha lido tudo isso, eh, ele passa ler de tudo, né, e retoma a leitura e fusível. Então, ele volta a ler muito, a ler de tudo e ele se agarrava a leitura como quem tentava ali salvar o resto da sua vida. E é nesse momento histórico que a gente tá, né? A gente tá onde? Lembra? A gente começa com o banqueiro falando: "Puxa a vida, hoje vem essa aposta que eu fiz 15 anos atrás, como é mesmo que essa aposta surgiu?" Então o banqueiro faz toda essa revisitação histórica, né, para compreender o momento em que ele está. E a conclusão que ele chega é o seguinte: ele se arrepende de ter feito aposta. Por quê? Porque ele faltavam apenas, ã, lhe faltava pouco dinheiro para ele faler. Então, quando ele apostou 2 milhões de rubros para ele, uma pistincha, uma gorgeta, ele mesmo fala isso. Na minha fortuna não faz diferença nenhuma. Só que 15 anos depois, em razão da da de intercorrências, aí ele tem só um um pouco, a gente fala um pouco, né, gente, pra gente 10 milhões pode ser muito, mas um pouco em vista do que ele tinha. E aí ele fala: "Eu não posso pagar esse valor para ele hoje, porque senão aí sim eu vou ficar na completa falência, porque tudo que ele restava era esses 2 milhões que ele salvaguardou ali para para o pagamento da posse." E aí ele fala assim: "Qual que é a única única alternativa que eu tenho?" Bom, é matar o o prisioneiro, é matar o advogado, o jurista, né? e culpar o ar porque ele é muito obstinado. Ele tá lá, ele já tá caquético, esquelético, né? Mas ele tá cumprindo, ele, o advogado, tá cumprindo a sua parte na aposta. E lógico, ele deve est contando os minutos porque faltam poucas horas pro meioodia de 14 de novembro de 1885. Ele deve estar contando as horas para se apoçar desses 2 milhões, porque sim, quando ele fez essa aposta, ele fez era por causa do dinheiro, ele tá aqui, né, nas suas elocubrações. E aí é curioso uma coisa nessa altura, por quem coloca o dinheiro à frente de tudo e toma o dinheiro como regra de todas as medidas para sua vida, também acha que as outras pessoas fazem o mesmo. Então, na cabeça do banqueiro, o advogado fez isso só para obter lá os 2 milhões. Ora, será que é só por isso? Lembra que a gente tá falando de alguém que tem um orgulho intelectual? Se fosse só por isso, ele poderia ter ficado nos 5 anos. Não, vou cumprir 5 anos me dando 2 milhões, né? E mas não, como encostou no brilho dele, ele quis um pouco além. Aí, gente, aqui é interessante porque toda vez que você se guia por algo, a sua tendência eh achar que as pessoas seguiam pelo mesmo do que você, né? E você vai fazendo o quê? O apagamento do outro, não. Como dinheiro para mim é o valor máximo, ele fez por causa de dinheiro também. Sei, né? Talvez a vaidade intelectual do outro, o brilho em estar certo, o prazer em estar certo, seja mais importante que dinheiro. E por isso ele triplicou a aposta, né? Então é importante a gente pensar que quando a gente fala com o outro ou sobre um outro, nós precisamos fazer o esforço para enxergar este outro como ele de fato se apresenta e não a partir das projeções de nós mesmos neste outro, né? Toda vez que a gente fizer o apagamento do outro, a gente vai se equivocar bastante. Retornando, esse banqueiro fala: "Eu vou matá-lo". São 3 da manhã. Ele vai se esgueirando ali no jardim até chegar ali na porta da cela. Ele chama o guarda que tá guardando a cela. Ele vê que ninguém responde. Provavelmente o guarda tá apagado, dormindo, porque inclusive era uma noite eh eh fria, né? Muito propícia. ali para você dormir profundamente. Ele chega lá na na carinha na cela, na aberturazinha que tinha por onde o prisioneiro passava ali os papéis. E ele vê aquele homem sentado imóvel, né? Pensou uma vela tremulando lá e ele pensou assim: "Ah, eu vou chegar devagarzinho, né, para não assustá-lo?" E ele tá tão decrépito, ele tá tão caquético, que um o menor esforço físico meu vai ser o suficiente para tirar a vida dele e depois eu saio daqui que ele não vai conseguir nem reagir e amanhã a gente culpa o guarda. O único suspeito eh terá sido o guarda. Mas quando ele vai chegando, eu tô resumindo bem, tá gente? Porque tem detalhes que que trazem toda uma beleza pro texto ali que vale a pena. lê. Quando ele chega, o que que ele encontra? Ele encontra esse homem dormindo sobre uma folha. E nessa folha, o que que tava escrito? Vamos ler essa parte aqui, porque isso é importante. Esse esse velho banqueiro, né, arrependido da aposta que fez, entendendo que no final das contas essa aposta não provava era nada. e que ele fez numa eh numa imprudência juvenil e que o advogado também aceitou numa imprudência juvenil, né? Então ele agora ali no afan de recuperar seus 2 milhões, de recuperar não, de não perder os seus 2 milhões, vai tentar matar esse estudante, se se surpreende ali com uma folha 3 da manhã, lembra que essa aposta vence às 12 horas ao meio-dia deste mesmo dia 14 de novembro. E aí o que ele encontra na mesa é o seguinte. O o advogado escreve: "Amanhã ao meio-dia em ponto, recuperarei a minha liberdade e o direito de conviver com as outras pessoas. Antes de deixar este quarto e rever o sol, julgo contudo necessário dirigir-vos algumas palavras. Com a minha consciência limpa e perante Deus que me vê, afirmo meu desprezo pela liberdade, pela vida, pela saúde e por tudo quanto nos vossos livros se chama bens do mundo. Eu afirmo meu desprezo, porque qualquer coisa que seja terrena, bens do mundo. Durante 15 anos, estudei atentamente a vida terrena. Aí tem um trecho que eu vou pular e ele segue dizendo: "Os vossos livros deram-me a sabedoria. Tudo quanto o infatigável pensamento humano criou durante séculos acha-se comprimido numa pequena bola aqui, ó, dentro do meu cérebro. Eu sou mais inteligente que todos vós, bem o sei. E já não tem dúvida disso. Veja a vaidade da inteligência, né, que ele antigamente tinha. Aqui ele já não apresenta como uma vaidade, mas como uma constatação. É curioso isso, né? Porque antes ele se achava mais inteligente do que todos. Provou não ser quando faz uma aposta absurda, eh, e, e, e ineficaz dessa, né? Então, quando ele achava que era, na verdade ele não era. E quando ele se tornou, ele já não achava mais nada sobre isso, não se importava com isso. Isso para ele não era mais um valor. Ele fala: "E dispreza os vossos livros, desprezos todos os bens e a sabedoria deste mundo. Tudo é fútil, tudo é efêmero, quimérico, enganoso, como uma miragem. Embora sejais orgulhosos, sábios e belos, a morte há de apagar-vos da face da terra como os ratos dos campos e a vossa descendência, a vossa história, a imortalidade dos vossos gêmeos, tudo isso, isso desaparecerá. Todas as coisas desaparecerão. Sois insensatos e seguis caminho errado. Tomais a mentira pela verdade, a fealdade pela beleza. Trocais o céu pela terra. E eu já não quero compreender-vos. para vos demonstrar o meu desprezo por tudo aquilo que constitui a razão da nossa vida, recuso os tudo aquilo que constitui a razão da vossa vida. Tudo aquilo que isso tudo que a gente acabou de falar, o que que constitui a razão da sua vida? Para o que que você acorda todos os dias? Motivado pelo quê? Entusiasmado com quê? E não me vem com essa história de, ah, para pegar o evangelho, porque já acorda, a gente já acorda pensando a gente mesmo, eu tô atrasado, eu preciso fazer isso, eu preciso fazer aquilo. Obviamente que dentre tantas pessoas que nos ouvem, que nos escutam, tem gente que acorda assim já num espírito de gratidão, perguntando ao Senhor, né, agradecendo pela noite, perguntando: Deus, o que que a gente vai fazer junto hoje? Qual que é sua agenda hoje? tá aqui a minha que eu submeto a sua, né? Onde que o senhor me quer, com quem o senhor me quer, para que o senhor me quer? Então existem sim essas pessoas, mas eh mesmo quem acorda com essa consciência, porque ainda tá ali no seu repouso, na sua cama, no seu quarto, será que com o hiperestímulo e nós nunca estivemos tão hiperestimulados, será que com hiperestímulo do seu dia a dia, com os problemas que vão pulando, com as notificações que vão chegando, com as chamadas que vão entrando, né, com os problemas que vão aparecendo? Será que ele consegue manter essa consciência da presença total de Deus? Ou a gente perde isso durante o dia? Eu falo para vocês, minha boca tá mais perto do meu ouvido. Eu passo a maior parte do meu dia me esquecendo dessa presença total, sempre tendo que ir buscá-la, sempre tendo que reunir os meus sentidos dispersos nesse milhão de estímulos que a gente tem, né? Será que sou só eu ou você também? se encontra assim, né? Então, falo para vocês, a minha boca tá mais perto do meu ouvido. Então, é o o autor vai o o advogado vai finalizar essa carta que ele escreve dizendo o seguinte: "Eu recuso tudo isso. Eu recuso inclusive os 2 milhões com os quais somehei em tempos lá atrás, 15 anos atrás, como se fossem o paraíso. Mais de que agora desde, né? Ah, quantas vezes a gente pensa assim: "Nossa, se eu tivesse 2 milhões, eu podia resolver isso, isso minha aí minha vida ia tá resolvida. Nossa, aí eu não consegui dormir direito, não ficar tão preocupada, ia ter paz. Então aqui o paraíso, cachorro lá atrás a direcer o paraíso, mas agora eu desenho dele para me privar do direito à posse desse dinheiro, sairei daqui 5 horas antes do prazo estipulado, violando assim o contrato. Assim que amanhecer, eu vou embora. Quando o banqueiro termina de ler essa carta, o banqueiro repôs a folha em cima da mesa, beijou a cabeça daquele homem estranho, desatou a chorar e saiu do pavilhão. Nunca, em qualquer outra ocasião, nem mesmo após as suas maiores perdas na bolsa, ele experimentara tamanho desprezo por si próprio, nunca como agora. De volta à casa, tirou-se para cima da cama, mas durante largo tempo, a excitação e as lágrimas não lhe permitiram adormecer. Chorou. Fui lá para matar esse homem por causa de 2 milhões e esse homem renuncia a esses 2 milhões voluntariamente, né? e nobremente, excepcionalmente. Na manhã seguinte, os guardas acorreram muito pálidos e comunicaram ao banqueiro que tinham visto o homem do pavilhão saltar na janela do jardim, da janela da sua cela para o jardim, dirigir-se para o portão e depois desaparecer. Então assim, os guardas vão lá, abrem a cela, né? Ele salta correndo lá do do pavilhão pro jardim e desaparece. O velho acompanhado pelos criados, o velho banqueiro acompanhado pelos criados, encaminhou-se logo para o que fora o cárcere desse jurista e verificou a sua fuga. Ele foi lá só conferir. Ele já sabia, né? A fim de evitar comentários inútez, pegou a folha do papel que continha a renúncia do prisioneiro ao dinheiro e quando chegou em casa, fechou-a no cofre forte. Tekov encerra o conto dele assim e é muito comum na literatura de Checkov que ele eh encerre dessa forma em que você fica assim e aí e depois é como se fosse assim cenas do próximo capítulo, porque como a literatura dele é muito a escrita dele é muito marcada eh pelos conflitos reais que nos atravessam, é muito comum na obra deov ele deixar assim: "E aí, que que você acha? que que você faria, que que você pensa que aconteceu, que que você imagina, né? Ele deixa isso em aberto. Que que a gente pode pensar aqui, gente, agora fazendo a interface, né, com a escritura? Eh, Tikov não era um homem devoto, embora e nascido ali numa Rússia eh fortemente católica. não foi devoto como Dostoevskou ou Tooy, mas a fé cristã aparece quando aqui no início da carta, né, ele vai falando: "Olha, diante de Deus, né, eu eu com a minha consciência limpa e perante Deus que me vê, ou seja, esse Deus que é onipresente, que é onisciente, que é onipotente, esse Deus que me vê. Então aqui você vê a presença do evangelho, você vê também lá no ano 10, quando ele passa um ano inteiro dedicado ao evangelho, né? E é impossível a gente não pensar, de novo, embora Tov não fosse eh devoto como Tostoy ou como Dostoyevski, eh ele era um homem muito comprometido com as causas sociais, com os valores sociais, né? Considerado aí um humanista. Porque até porque pela própria experiência, ele teve uma vida muito difícil, muito complicada mesmo, né? Passou muita necessidade, então ele se comprometia com isso. E a escrita dele tá sempre colocando, né, esses essas essas questões aí, do que que a gente precisa de fato? É dinheiro, é liberdade, é espiritualidade, né? ou precisamos de tudo isso, mas dentre tantas necessidades, uma delas se sobressai, uma delas é de fato a maior de todas, a definitiva. Então, quando a gente lê a troca que esse advogado faz, né, de 2 milhões pela renúncia de tudo em favor da sua liberdade, é curioso porque primeiro ele renuncia a 15 anos por 2 milhões, agora ele renuncia a 2 milhões e a tudo mais, né? pelo quê? Essa é a grande pergunta do conto, né? Eh, do final das contas, é pelo quê? Eu acho curiosa essa frase quando ele diz: "Eu não quero compreender vocês mais. Vocês trocam o que é terreno, vocês trocam o céu pela terra. E eu não quero mais compreender vocês, talvez pela paz que ele alcançou de entender o seguinte: aquele que é verdadeiramente livre não é quem tem a segurança d de todas essas coisas, né? É quem renuncia a todas elas. Aquele que é verdadeiramente livre não é quem deseja as coisas do mundo, é quem. Aí é impossível você não lembrar, né, de Paulo quando ele fala assim: "Eu considero tudo como esterco." Lá em Filipenses 3, considero tudo como esterco, como refugo, como lixo. O original pode ser traduzido esterco, refugo lixo. Deixa eu ler aqui para vocês, ó. Eh, para ganhar a Cristo, eu considero tudo como esterco. Lá em Filipenses 3, esse esse esse advogado aqui, que agora já não é mais jovem, né? Ele tá com 40 anos, ele foi encarcerado com 25, ele tá com 40. Ele fala: "Eu considero tudo, toda sabedoria, toda sapiência, todos os idiomas, tudo que 2 milhões podem comprar, eu considero tudo como esterco. Em razão disso que eu conheci, que eu ganhei." Dá pra gente imaginar que essa experiência espiritual ali um ano com o evangelho, o tenha transformado. Algumas pessoas vão: "Ah, Rena, você tá puxando a interpretação, gente. Eu não, a um clássico, ele é um clássico porque ele admite várias interpretações. Aqui a nossa função é fazer a interface entre a literatura e a fé. Se você pegar uma pessoa que não vai trabalhar a questão da fé, é lógico que ela vai dizer: "Não, ele saiu eh unilista sem acreditar em nada e desprezando absolutamente tudo, né? Eu não entendo dessa forma. Eu acho que alguém que passou por essa experiência e chega nesse desprendimento, a gente vê isso o quê? A gente vê isso no Paulo, né? Então eu acho que e outra coisa, um ele passou um ano inteiro nos evangelhos aí depois mais três anos estudando teologia e história das religiões. E aí nos dois últimos é interessante isso que o autor fala, que nos dois últimos ele fica livre, ele se sente livre para ler de tudo. Ele vai ler tudo. O autor vai ler ah, química, biologia, matemática, ele vai ler de tudo. Por quê, gente? Porque o evangelho te dá essa liberdade. Eu acho curioso quando eu ouço crente falar: "Não, isso aqui eu não leio porque eh o autor não é cristão". Oi? Né? Então assim, você só come o que cristão planta, você só anda em carro que cristão eh produz, você só veste roupa que cristão costurou, né? Todo dom é dom de Deus. Toda sabedoria vem do pai das luzes. É o conceito de graça comum. Então, há muita beleza em obras, em autores que não se professam cristãos. Um saramago ateu, você lê os livros dele, você chora, né? Eu choro onde eu tiver lendo saramago, eu me comovo profundamente, consigo ver tudo e retero o que é bom. Lógico que a minha cosmovisão cristã, ela tá sempre aqui no transfundo operando. Eu estou sempre vendo todas as coisas a partir disso, mas eu não vou me esquivar da beleza que existe no mundo que Deus deu aos homens através de crente e descrente por um preconceito religioso, né? Então eu acho que esse homem depois que ele passa ali esses 3 anos, né, lendo o evangelho, estudando só das religião, das religiões de teologia, ele se sente muito livre para ler de tudo e ler sem medo, porque a sua fé já não era frágil como antes, né? Ele poderia ver tudo e reter o que é bom. Eh, e eu me lembrei também, né, eh, revisitando esse conto de Mateus 13, lembra? O negociante encontrou uma pérola de grande valor. A pérola mais preciosa foi vender tudo que tinha para poder comprá-la. Esse homem encontrou uma pérola de grande valor durante esses anos em que ele esteve lá e ele renunciou a tudo. Ele não vendeu tudo, mas ele deu tudo. Ele renunciou a tudo só para poder ficar com aquilo que ele considerava a sua sua pérola preciosa, né? Então ele entra apostando por 2 milhões para ter 2 milhões e no final ele entrega esses 2 milhões porque ele viu que a aposta que ele havia firmado na sua vida, aquilo no qual ele havia apostado seus 15 anos, ele considerava o quê? Esterco, refugo, lixo. No que você está apostando a sua vida? O que que você tá postando os seus dias? A sua vitalidade, seu vigor, sua paz de espírito, sua energia, a força dos seus braços, né? Ah, é, não é em dinheiro, é o quê? No trabalho, é em validação profissional, é em status social, em um relacionamento, é num projeto, é na obtenção de algo, né? E eu não sei no que que você tá postando na sua vida. E lendo esse esse esse conto, relendo, né, já tinha desconto anos atrás, eu fui rever as minhas apostas, né? Porque uma coisa é certa, gente, olha, impérios apostaram contra o evangelho, governos, poderes, autoridades, economias, políticas, filosofias, ideologias apostaram contra o evangelho. Todos perderam. O evangelho segue firme e forte, porque tudo passará, só a palavra é que permaneça. Então, toda a força que a gente faz, que não seja no evangelho do Senhor Jesus Cristo, é perda garantida. A nossa oração hoje, né, o nosso desejo é para que você eh revisite a sua história, revisite as suas apostas. Coloque todas elas diante de Deus e reconsidere. Se por acaso você tem empenhado seus melhores recursos, seu melhor vigor, sua melhor atenção, seu melhor momento, naquilo que não é o evangelho ou que não esteja a serviço de Deus nessa terra, né? Que Deus ajude você a se refazer, né? que a sua aposta seja sobretudo crescer no conhecimento de Cristo, crescer na intimidade com ele e sendo tomado por esse amor íntimo, você transforme, sendo transformado por esse amor íntimo, você transforme também o seu entorno. Então, eh, eu quero ouvir, né, a Bel um pouquinho sobre o texto que ela acha também. Eh, mas quanto a mim o que me ocorreu lendo isso foi revisitar as minhas apostas e perceber se eu tenho empenhado os meus melhores recursos naquilo que não é o evangelho, porque certamente estará perdido. Tudo passa, só o evangelho permanece. De diga qual a sua experiência com esse livrinho? Realmente é muito e nos faz pensar muito no que nós estamos apostando, né? Como você mesma disse, onde a gente tá colocando as nossas fichas, né? Será que que vale a pena? Eu fiquei pensando muito naquele rapaz que por uma ganância de de dois 2 milhões, né? de dois de conseguir perder 15 anos da sua vida, né, de ali para ganhar 2 milhões e que correu, ele não sabia o que aconteceu, ele perdeu a vida dele pel aquele espaço de tempo, né, que ele não sabia, ele lia, né, muitas coisas, ele fazia muitas coisas ali assim nesse sentido de Mas eu não sei se ele se inteirava do que tava acontecendo. não sabia, por exemplo, que o quem fez aposta com ele tava falido, né? Que até desejava matá-lo, né? Mas o que eu penso é que às vezes a gente investe em tanta coisa, às vezes é num num relacionamento que não vale mais a pena não. Eu sei que o evangelho, a Bíblia diz pra gente investir, mas às vezes você tá correndo riscos, né, por causa de apostas na sua vida. Às vezes você quer muito uma coisa, eu vejo que gente se perdendo, apostando para ganhar. Você vê o desespero do final do ano para as pessoas ganharem a mega cena da virada, a a outros jogos assim, né? O desespero que as pessoas são, que as pessoas fazem, apostam tanto e e para que, né? Como foi o caso dele, né? Nos últimos momentos, ele nem queria mais, né? para que aqueles dois, aqueles 2 milhões. [roncando] E também eu aprendi que a gente tem que pensar sobre isso, sobre o que a gente tá fazendo, no que a gente tá investindo, se vale a pena, se vale a pena eu dobrar o meu joelho e orar durante uma hora ou será que vale a pena eu ficar apostando no que não vale mais a pena, né? No que não vale realmente a pena, >> né? É, eu fico, eu devo assistir nada contra, tá? gente que assiste, não tenho nada contra. Mas será que eu devo ficar 1 hora, 2 horas e gastando minha adrenalina assistindo um Big Brother? Ou será que vale a pena eu ficar lendo ou estudando alguma coisa, aprendendo uma língua, por exemplo, nova? Eh, o que como a gente usa, né, o nosso tempo também é uma das questões que esse conto eh levanta. Como é que você vai usar o seu tempo livre? E hoje em dia, mais do que nunca, né, eh, isso aí precisa ser considerado. E também outra questão é isso que você falou sobre, né, a como ele ali vê o dinheiro como paraíso, a garantia do paraíso para si. Então assim, ele pega uma coisa que é relativa, que é o dinheiro, e ele absolutiza. E toda, já falei isso aqui em outras lives, mas é sempre importante lembrar, toda vez que a gente absolutizo o relativo e relativizo o absoluto, isso vai nos trazer sofrimento. Quando você aposta tudo em algo, você absolutiza esse algo que é relativo, porque é absoluto. Na vida só tem um, é Cristo. Então, toda vez que absolutizo o que é relativo, dinheiro, e relativizo o que é absoluto, Cristo, isso vai me trazer sofrimento, né? É, o texto deixa aí essas esses alertas pra gente, né, Bel? E quando a gente atinge mais um pouco mais de, a gente é jovem há mais tempo, quando sou a gente começa a pensar, né? Tipo, você tá fazendo, você tá com um, digamos, você abriu uma empresa e você tá vendo que seus o saldo fica negativo todo mês, mas você continua apostando, tirou, tirando de onde não tem e para e continuando com aquele seu sonho. Então eu isso é uma aposta que tá que não tá dando certo. Então você tem que pensar se vale a pena. E eu penso hoje em, tipo assim, ao invés de ficar perdendo tempo, fazendo uma coisa, que apostando numa coisa que eu sei que não vale a pena, eu durmo, por exemplo, eu vou ler, eu vou assistir um uma outra coisa que eu gosto, eu vou estudar, entendeu? Então eu penso dessa forma, né, assim, que eu vou eu vou, >> né, para que que eu vou assistir um programa de esses programas que quase sangram, né, se eu posso isso te deixa, gasta sua energia, você tá apostando numa coisa que além de além de te puxar para baixo, eu acho que não vale a pena, que é uma aposta que não vale a pena. >> É, é, você tem que observar se aquilo te traz saúde ou não, né? Porque como nós somos pessoas diferentes e cada um tem uma história, cada um tem um desejo, uma frente de trabalho, eh ver tal x coisa, é lógico que existem coisas que são extremos, por exemplo, como você falou, né, esses programas sanguinários, >> eh, isso aí obviamente vão alterar os nossos os níveis hormonais. Isso aí não é acheologia, isso aí é medição biológica mesmo. >> Os níveis hormonais vai te adrenar, vai te corticalizar, né? Vai gerar ansiedade. Essas coisas mais extremas, elas são aí meio que uniformes para todo o que é humano. Eh, no entanto, existem outras já que dependem, por exemplo, da sua área de estudo. O interesse ele muda. Às vezes eu posso considerar x coisa. Ah, isso para mim não vai ser perda de tempo, porque aquilo não é da minha área de estudo, aquilo não toca na minha história, aquilo não faz parte do meu cotidiano, mas para outra pessoa pessoa >> aqui você fala. Oi, Bel. >> Não é porque travou, travou por uns 10 segundos. Aí eu eu te chamei. >> Ah, desculpa aí, gente. Eh, mas assim, que tão de acordo com a nossa vida e a nossa o nosso ministério no mundo, algumas coisas podem cooperar para o meu aperfeiçoamento, para que me torne conforme Cristo e outras não. Algumas coisas podem ser mais saudáveis para mim do que para Bel. Outras vão ser mais saudáveis para Bel. Então, a questão é como que a gente vai usar o nosso tempo livre, né, como a Abel colocou, no que que a gente vai apostar o nosso eh tempo livre, né? >> É isso. Diga, >> então eu tô apostando, por exemplo, agora em livros de aconselhamento. Hoje mesmo eu comprei um livro chamado Ajudando uns aos outros pelo aconselhamento do Garen Collins, da vida da vida nova. Então eu tô apostando nisso, eu tô lendo mais sobre isso e eu tô e eu e eu acho que é uma aposta que vale a pena. Nossa, Bel, muito. Tem um aqui, deixa eu te mostrar quem quem você que tá com aconselhamento. Deixa eu concisar aqui. Pera aí. Dá para ver esse aqui, ó. A gente, nossa, você tá fazendo uma aposta maravilhosa, porque vai cooperar não só para sua edificação, mas para a edificação do outro. qualquer um que chegar com coração angustiado, sobrecarregado, você vai poder acolher essa pessoa de uma maneira mais preparada, né? Isso é muito bom. Esse que você mencionou é muito bom. E para quem tá nos assistindo também, ó, instrumentos nas mãos do Redentor, do Paul David Trip, tudo o Paul David Trip que você encontrar, você pode pegar para ler. E este livro é excepcional. Ele é extraordinário. É um livro que você lê e relê e relê. Pessoas que precisam ser transformadas, ajudando pessoas que precisam de transformação. Ó, gente, aí. Então, deixa eu te mostrar outro que eu tô aqui de aconselhamento também. >> Ui, vem cá, vem, bebê. >> Olha aqui esse daqui também, ó, que é o aconselhamento bíblico para todos. Esse também eu já tinha comprado também na vida nova. Esse é de quem, gente? Esse é do Frank Newton, sei lá o nome dele. Mas esse >> parece que é ótimo também, né? Eu vou procurar. >> Não, mas eu então ele tá aqui na minha cabeceira. Então >> eu disse que parece que é ótimo porque da vida nova, né, gente? A vida nova tem um catálogo excepcional. Quando você vê a editor assim, isso já sinaliza para você a qualidade da obra, né? É, eu não sei se vocês estão sabendo, mas a Vida Nova lançou a nova a Bíblia shed nova, linda, com versões aí maravilhosas. Sou suspeita para falar, trabalhei lá 17 anos, então eu sou fã incondicional, especialmente que foi o meu querido e saudoso que fundou a vida Nova. Então eu eu sim, eu gosto, falo com prazer. >> É, Belzinha, é uma ótima aposta que você tá fazendo, viu? E você que tá aí nos ouvindo, né, você tá apostando o quê? A sua força, o seu vigor, a sua vitalidade, sua saúde física, psíquica, sua saúde mental, né? O que que você tá apostando? É algo que é, você tá trocando o céu pela terra, >> né? Falo para você, minha boca tá mais perto do meu ouvido. Vou dizer igual o o o advogado que eu não quero compreender você, né? Porque eu sei que eu não vou conseguir, porque você tem a sua história, suas marcas, os seus sonhos, suas experiências, né? Eu cheguei a à conclusão para mim que eu não quero trocar o céu pela terra, embora faça isso constantemente, mas a gente continua perseverando na graça do Senhor Jesus, porque a transformação ela é de glória em glória, né? Então, enquanto ele não voltar ou não me chamar, a gente vai aí todos os dias eh focado nisso, em não relativizar o absoluto, né, e não absolutizar aquilo que é relativo. É isso, né, Belzinha? Ficamos por aqui. >> É isso. Ficamos por aqui. Esperamos vocês daqui um mês, no finalzinho de abril, né, para para mais uma. Esperem que a Rina sempre escolhe contos maravilhosos ou livros maravilhosos. Então, esperem algo bom. Final de semana na IBNU tem coisas muito boas por aí. Se quiserem nos visitar, esse sábado tem o BGSP, é uma tarde de jogos na IBNW e você pode ir lá. Tem duas psicólogas de prontidão para atender você também. Se você quiser ir lá bater um um papo para falar sobre sua saúde emocional, elas estarão lá lá em Benil às 14 horas. E tem os jogos que você pode ficar lá do meio-dia até às 9 da noite jogando, participando e se divertindo também e até eh oferecendo o seu ombro para alguém que tá ali precisando. Será muito bem-vindo, apareça. Será muito bem-vindo. E se e você que tá aí no acompanhando o clube do livro, né, quiser participar também, é só mandar uma mensagem pra gente, né, Bel? a gente se organiza para você também tá aqui partilhando a sua experiência como leitor. >> Isso aí. >> Muito obrigada a todos, Bel. Muito obrigada mais uma vez pela sua presença, a sua companhia que só nos ilumina. Coisa mais linda. Á essa Belzinha, gente, essa Belzinha eu não canso de falar. Isso é sal da terra, isso é luz do mundo, viu? Muito obrigada, Bel. E você também leitor que tá aí conosco. Muito obrigada. Até a próxima. Deus abençoe. >> Ai que a parceria com você é boa. Um abraço, gente. Tchau.