Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Gabriel Junqueira
26/03/2026
Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Gabriel Junqueira
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[música] Fala, moc. cidade, boa noite. Se você nos acompanha em algum outro horário, boa tarde, bom dia para você também. Nós estamos aqui com o nosso podcast Conversas que edificam o primeiro de 2026, né, dando continuidade num projeto que iniciou no ano passado, que deu muito certo e pra glória de Deus a gente vai dar continuidade. É uma honra estar com vocês aqui. Participe, deixe sua pergunta, fale de onde você está nos assistindo, nos acompanhando, né? E vou dar as boas-vindas e apresentar o nosso convidado dessa noite, que se você viu o banner, você já sabe quem é. Pastor Gabriel. >> Olá, >> seja muito bem-vindo. >> Muito obrigado. >> É uma honra estar com contigo aqui, né? E como já é tradição, a gente queria te conhecer um pouquinho mais fora do púlpito, >> fora de como as pessoas te conhecem, né? Alguns já te conhecem como Biel, os mais antigos aí. É verdade. >> Então vou te deixar aí se apresentar, falar um pouquinho de quem é o pastor Gabriel fora da igreja. >> OK. Maravilha. Então, primeiro queria agradecer pela oportunidade, né, de conversar um pouquinho, né, e como a gente estava orando aqui antes, que Deus use essas nossas conversas aqui para trazer edificação, para transmitir graça. É a nossa, é o nosso desejo e nossa oração. Ah, bom, um pouquinho sobre mim, então. H, tem muita coisa, né? Essa é uma pergunta muito ampla. Ola, se você me deixa numa situação difícil, >> mas basicamente é, eu sou bom, eu sou filho aqui da igreja, né? Então, eh eu sou conhecido por muita gente daqui como de fato o Biel, né? Como ah, aquele que já esteve aqui como um jovem, como um adolescente e tudo mais. Eh, mas é uma alegria esse esse fato, né? Fora da igreja, eu sou pai, tenho dois filhos, né? casado com a Lari, meus filhos são o Felipe e o Daniel. O Felipe já tem 4 anos e meio. Daniel tá com 1 ano e 8 meses, daqui a pouco aí chegando aos 2 anos. H, dou aulas eh em eh sobre aconselhamento e também dou aula de inglês, né, quando necessário. Eu também tenho essa essa função. E bom, é basicamente isso, né? O resto da minha vida é igreja, né? Igreja e aconselhamento aqui também. >> Legal. E qual que é seu time do coração? E por infelizmente é o Corinthians? [risadas] >> Bom, é isso, né? O o meu time é o Corinthians, né? Apesar de nos últimos anos eu estar num corintiano muito fuleira, muito ruim, né? Eu lembro que a última vez que eu fui num jogo num estádio foi em 2008. 2008 foi quando a última vez que eu fui em Paulistão, não lembro nem quem era o outro time, mas eu acho que a gente ganhou. Se o Corinthians é mais lógico pensar assim, né? Sim. >> Então é o Corinthians. Eh, a gente tava falando sobre isso na família esses dias, né? Qual que é a razão de ser o Corinthians? Eu não sei. >> E seu pai é São Paulino, >> meu pai é são paulino, né? Então talvez seja isso. São Paulo é muito ruim, então já fiz procurar outro, né? Isso. >> Não, mas é, eu tive algumas influências, né, de de pessoas corintianas na família, né? Então, meu tio é corintiano, os meus, na verdade, os meus dois tios são corintianos e meus primos também. E eu acho que daí que veio, né, o o amor pelo Corinthians, né? Ah, e hoje eu não chamo tanto de amor, né? Eu chamo de gostar. Tava até conversando com o meu filho esses dias, né, porque a gente a gente tava passeando na rua e ele cantando do Corinthians, né, porque ele é corintiano já. E ele falando: "Papai, a gente ama o Corinthians, né?" Falei: "Não, filho, a gente gosta do Corinthians, né? E porque ele é legal o time, mas tem coisa mais importante, né?" Então, ah, isso foi uma coisa que eu tive de aprender com o tempo e redimensionar um pouquinho o tamanho do time e no coração também. >> Muito bom, excelente reflexão, ainda mais pra gente que gosta de futebol, né, pra gente >> sempre parar e perceber se tá na medida certa, né? >> É verdade. É >> muito legal. E pastor, uma das coisas que você falou na tua apresentação foi sobre o fato de ter crescido aqui na IPSA, né? Então, foi um adolescente, foi um jovem. >> Lembro de você nesses tempos de de UMP, né? Não. >> E qual que é o privilégio e ao mesmo tempo qual que é o desafio de pastorear uma igreja que por um lado você conhece tão bem, apesar de ter mudado muito ao longo dos anos, né? A igreja expandiu demais, cresceu, muitas pessoas se achegaram. É, >> mas qual que é o privilégio e ao mesmo tempo qual que é o desafio disso, né? >> Uhum. >> É. >> Ah, é bom. É de fato uma uma faca de dois gumes, né? Então, ah, a parte boa é que a minha igreja é do coração, né? Então essa sim é a do coração, né? A gente, ah, eu como o filho aqui, basicamente um filho da casa, né? Eu tô aqui desde os 8 anos de idade, então já faz >> aí 30 anos de IPSA. Eh, então eu cresci de fato aqui, eu passei pela UCP, pelo Ah, como é que era? Sementinhas de Jesus, eu acho que era o coral que tinha. Ah, passei pelos cordeirinhos lá na sala da EBD, passei pela UPA, pela mocidade, o PPA antes disso, né? Ah, então eu tive todo esse crescimento aqui. O privilégio é poder ter uma família da fé muito bem estruturada, né? Então, >> ah, eu tenho pessoas aqui que eu conheço de longa data e que são, né, grandes amigos e que são pessoas muito importantes, né? Ah, tanto pessoas da minha idade quanto pessoas mais velhas também, né? professores meus que ah hoje se assentam para ouvir um sermão, né, mas que me ensinaram lá atrás. E essa parte é muito boa. A gente percebe como que o corpo de Cristo ele tem uma uma maneira de funcionar em que eh ninguém é maior ou menor do que outro, mas existe uma uma maneira em que ele trabalha em todos por meio de todos, né, como diz Efésios 4. E isso é muito interessante. Então, ah, é uma alegria, né, poder fazer parte da mesma igreja. Eh, uma parte boa também é que muita gente me conhece, a maioria pelo menos já. Bom, na verdade a igreja mudou muito, né? Então, talvez os mais antigos sejam hoje minoria, né? Mas é muito bom saber que uma boa parte me acompanhou desde desde muito cedo. A parte complicada ou que talvez seja ah o que muita gente vê com alguma dificuldade eh é o fato de que eu tenho que pastorear pessoas que eh me acompanharam eh enquanto criança, quanto adolescente, quanto jovem. Algumas vezes algumas eh eh algumas irmãs mais velhas vem até mim e falam: "Pastor Gabriel, você não sabe como é difícil falar pastor, né? [risadas] Ah, porque eu tive correndo aqui, eu tive fazendo isso e aquilo, né? né, se divertindo por aí como criança, adolescente. Ah, então isso existe, mas eh aqui em Santa Maro tem sido tranquilo, razoavelmente tranquilo, assim, eu nunca tive uma um grande problema nesse sentido. As pessoas aqui, pelo menos as que ah eu tive de ter algum contato ah talvez até mais intenso, mas todos foram muito tranquilos em aceitar o a algum tipo de admoestação, o ensino. [limpando a garganta] parece que existe essa maturidade da igreja em entender, ah, que há uma mudança, né? Então, hoje, como pastor, eu tenho de ter uma função de cuidado da alma dessas pessoas, como Deus ah, [limpando a garganta] eh dá aos aos presbíteros lá em Hebreus, né? Então, essa essa é a minha função e essa mudança de visão precisa acontecer. Uma coisa que eu creio que tenha ajudado bastante bastante eh tenha sido a minha saída de Santa Mara. Então, eu tive eu tive duas saídas. Uma saída foi em 2008, 8 e 9, ah, em que eu fiquei fora durante um ano. Então, isso talvez tenha trazido uma quebra. E tive uma outra saída que foi em 2012 até 2018 mais ou menos, em que eu estive pastoreando a congregação do Fontes e em 2012, 13, na verdade, estava lá no Grajaú, mas foram foram anos que eu passei fora de Santa Mara nesse convívio mais próximo, né? Então isso isso acho que colabora para essa mudança. Uma eh tem tem uma quebra e então tem um retorno alguém que já com uma função pastoral, né? >> Entendi. A a tua primeira saída, ela foi para intercâmbio. >> Uhum. >> Correto. >> Hum. É, foi foi uma uma viagem que eu fiz para Inglaterra. Eu fiquei durante um ano lá. >> [limpando a garganta] >> Não era um intercâmbio eh na definição mesmo, porque intercâmbio pressupõe que alguém vem e outra pessoa vai, né? >> Uhum. >> Mas foi um um uma é é um é um programa que existe na Inglaterra, é um é um hotel cristão que existe lá, chama Ash Burn and Christian Hotel or Trust, né? Que é um que é que é quem ah comanda esse hotel. Lá em Ashburn, eles recebem várias pessoas de vários países como voluntários. >> Legal. >> Então eu estive lá como voluntário, eh, ajudando no hotel de várias maneiras. Lá tem vários trabalhos, então desde cuidar eh de arrumar os quartos, limpar os banheiros, arrumar as mesas para eh para refeições e e cozinha e e e a livraria também que eu trabalhei. Então você tem a recepção também. Ah, então as pessoas vão fazer o voluntário na voluntariado. Eu fui também. >> Uhum. >> E durante esse ano eu ajudei nesse hotel. O hotel ele tem uma um q ministerial. Então lá na verdade é como se fosse um retiro, um refúgio assim para as pessoas irem. E o foco lá é oração. Então as pessoas vão e lá tem um prayer center, uma um centro de orações que funciona 24 horas. >> Legal. Então, sempre tem alguém lá orando e guiando um momento de oração. Eh, então, durante esse tempo todo, a gente participou das orações também. É, e foi lá onde eu também cresci bastante na fé e e na busca do Senhor. Nesse nesse período de um ano, foi a foi um tempo em que Deus trabalhou bastante. >> Então, ele ainda existe hoje? >> Existe, existe sim. Ele tá muito forte, mudou bastante. [roncando] >> Ah, ele modernizou, né? tem tem uma uma nova direção, mas continua um projeto cristão, um projeto que traz pessoas de vários países para lá, voluntários, jovens, né? Acho que é de 17 até 27 anos. E e continua funcionando. Não sei como é que está hoje exatamente, porque eu não fui lá faz, né, já faz muito tempo, mas pelo menos 10 anos aí, mais que isso. Mas [limpando a garganta] eu acho que ah funcionou muito bem ainda. Última vez que eu vi tava tudo caminhando legal. >> Ah, que bacana. E essa experiência você citou que, pô, acrescentou bastante para paraa tua vida com Deus, né, pelo fato de ser um hotel cristão, ter essa essa dinâmica aí de oração e tudo mais, né? >> Uhum. >> Eh, você recomenda hoje pros jovens, se tiverem essa oportunidade de fazer um intercâmbio desse? >> É, [limpando a garganta] desse sim, porque ah, qual que é o ponto, né? É uma uma ida para um para um país eh longinco, você conhecer uma cultura nova é sempre interessante, mas tem os seus perigos, né? Porque você fica >> longe da família, você fica longe da igreja, você fica longe dos olhos das pessoas. E isso pode ser muito perigoso, especialmente para um jovem que ainda talvez tenha uma alguma dificuldade de eh ah de formação eh de caráter e tudo mais. Então, é perigoso. Então, ah, eu diria que nesses moldes, em um local que seja cristão, que seja confiável e tudo mais, esse, por exemplo, que eu fui, o meu primo já tinha ido anteriormente, ele que me indicou e depois falou com o pessoal lá que consegui ir. >> Legal. >> Então, era um local confiável. Então, se for assim, eu acho que é legal, é interessante. Ah, porque você conhece outra cultura, conhece pessoas. E o que é muito singular e legal assim em em locais assim é o fato de que são pessoas crentes, ha que tem a mesma fé que você, mas que estão em outro país totalmente diferente. Sim. >> Então essa foi uma das experiências mais interessantes que eu tive ah com eh com com o corpo de Cristo, especialmente durante a Santa Ceia, tá? Inclusive lá era um era um pouco diferente daquia lá era uma e era a Santa Ceia com cálice comum. Olha, é, é, é legal e é ruim, né? Porque você, né, todo mundo toma junto, né? Então, mas aí passava com paninho, tal, limpava e passando. Mas qual que é a parte interessante, né? Eh, a Santa Ceia, inclusive tem um outro nome chamado de comunhão também, eh, pressupõe que a pessoa que participa, ela é membro do corpo de Cristo, faz parte do corpo, desse corpo de Cristo. E quando a gente participa junto na igreja, a gente tá celebrando esse fato. >> Uhum. E fazer isso aqui é interessante porque a gente celebra, a gente é membro do mesmo corpo, mas é a mesma igreja. Agora, quando você vai para fora >> e você se vê numa sala com várias pessoas de outros países, [limpando a garganta] não só da Inglaterra, lá tinha pessoas da Itália, da Espanha, de outros lugares da Europa aí da da Índia, Ásia, por aí vai. Você percebe [limpando a garganta] como que o corpo de Cristo é grande, ele é diverso, mas ele é unido. >> Sim. >> Então são pessoas que eu nunca tinha visto na vida com línguas diferentes, culturas diferentes, mas que eu podia chamar de irmão e tomar no mesmo cálice. Então >> isso foi uma experiência bastante interessante que eu tive lá. >> Então eu recomendo se puder. É muito interessante, é muito bom, muito enriquecedor, né? Acho que tem um tem um tem um crescimento muito valioso aí. >> Muito bom. E fica em Londres ou fica em alguma outra cidade lá do [limpando a garganta] da Inglaterra? >> Não, essa esse esse hotel ele fica perto de uma cidade chamada Battle. >> Uhum. >> Ah, ali próximo de Eastburn, né? É uma é uma região mais litorânea. Eh, na verdade Inglaterra tem muito litoral lá, não igual Brasil, mas tem, né? Então, mas lá é mais ou menos 2 horas de Londres assim de trem, né? Então, mas é tranquilo. Então, Betle é a cidadezinha próxima, uma cidade de mais de 1000 anos, né? Tem castelo lá, tudo mais. >> Eh, e esse hotel, na verdade, ele fica um pouco mais afastado. Ele era uma era uma propriedade, uma casa de um nobre, a família Ashburnan, né? Então, e a família Ashburnan, chegou um momento que eles doaram para essa para essa comunidade ou para esse para esse board que eles e aí eles decidiram fazer essa casa de oração porque eles a família teve um a a o o chefe da família teve um sonho de que aquele local deveria ser uma casa de oração para todas as nações. Então, por isso ele entregou essa essa essa propriedade para fazer o hotel e funciona até hoje, né? Então, >> muito bom. >> Caminhou dessa maneira. >> Muito legal. Fica a dica aí para você que nos acompanha depois. Se você não gravou o nome, assiste, dá esse pedacinho e pesquisa aí. >> É, é burn. É burn. >> Muito bom. E pastor, o senhor, você disse que, né, senhor não, né? Aí acabo contigo. Mas a tua segunda saída por um período da IPSA foi para assumir uma congregação. Uhum. >> Né? >> Isso. O Grajaú. E teve mais alguma? >> Teve. É o Grajaú. Na verdade, eu estive enquanto seminarista junto com o pastor >> Francisco Alexandre na época. >> Isso foi em 2012, [limpando a garganta] ah, acho que 2012 e 13 também. Aí um período de 2013 e 2014 eu estive na IPSA como seminarista. E em 2014, no final do ano, eu fui para assumir a igreja lá de Jandi das Fontes, a congregação que nós temos lá. Essa congregação, na verdade, ela veio já pronta. >> Então, os irmãos lá, eles já eles já tinham um grupo que se reunia, já era uma igreja formada e eles descobriram a fé reformada. Quando eles descobriram a fé reformada, eles perceberam que tava muita coisa errada fora dos trilhos. eles queriam consertar eh e queriam uma igreja, então, para, eh, receber essa igreja deles e cuidar dessa igreja. Então eles vieram até Santamaro, né, e ofereceram para que nós a eh cuidássemos dela. Isso foi em 2014 mesmo. E então em 2014 eu tava já no final do seminário. Eh, na verdade me formei em 2014 mesmo, no final, no ano, no final do ano. E em 2015 foi quando eu comecei a minha licenciatura >> como pastor. Então, de 2014 no final, 2015 no início até 2018 eu estive nessa nessa igreja no J das Fontes. Quem não sabe onde é, fica eh para lá de Parelheiros um pouquinho, né? Ali próximo da região de Marcilá, Cipó, é mais ou menos ali no extremo sul de São Paulo. >> Legal. >> Andar mais um pouquinho você cai na praia. >> É, falam isso mesmo, né? Depois do do morro da mãozinha ali tem é é litoral. E pastor, qual que é a principal diferença de pastorear, mesmo que não seja o titular, mas pastorear a igreja aqui de Santo Amar, que poxa, uma igreja muito grande, muito movimentada, >> e pastorear congregações a além do do tamanho, né, quantidade de membros e tudo mais, quais as principais diferenças de de fazer esse esse [limpando a garganta] pastorio? >> É, ah, eu acho que muda bastante o foco e do trabalho, né? Porque em uma congregação, por mais que seja pequena, um pastor lá, ele é responsável por tudo que acontece, né? Então, a toda a congregação, todo o trabalho, todas as sociedades, tudo isso passa pelo pastor responsável por aquela congregação. Então, a boa parte do ministério era em manter tudo isso funcionando, né? Então, isso era muito importante. Então, essa liderança lá era diferente do que é aqui, né? Aqui é uma outra dinâmica. Eh, lá também eh eu eu tinha de atender todas as pessoas da congregação, então era o ponto focal eh de todos e o que foi muito bom, né, porque eu pude eh desenvolver bastante a parte do aconselhamento, né, que é a minha área hoje de trabalho. Inclusive, lá foi o local onde Deus me despertou de maneira mais eh enfática pro aconselhamento, por conta de um caso para mim que foi desafiador. [limpando a garganta] Então, eu entendi que eu precisava procurar um pouco mais de ferramenta para tratar aquele caso, que foi quando eu comecei a buscar alguns cursos. Nessa época eu fiz um curso eh da ABCB, o módulo da ABCB, para começar a a entender melhor de aconselhamento. Então foi isso lá. Eh e aqui em STAM é diferente, como você falou, uma igreja muito grande, né? nós temos um número eh grande de membros [roncando] e nós temos vários pastores. Então, o trabalho ele fica um pouco mais compartimentalizado. Nós temos eh ênfases diferentes. Então, hã, o pastor Guilherme, por exemplo, agora ele tá cuidando de maneira eh bastante focada de casais. Eh, ah, o pastor Lucas tem uma um outro foco. Eu eu vou ter um outro. Eu, por exemplo, eu tô com a ajudando, né, a UPA já faz muitos anos, um pouco mais distante, mas ainda como responsável. E aqui a parte do aconselhamento também eu tenho pegado bastante, mas então existe essa essa essa diferença porque aqui é um pouco mais dividido o trabalho do que lá. E como pastor auxiliar aqui de maneira mais prática, eh, eu eu sigo aquilo que o pastor titular define. Ah, também é assim na congregação, mas lá é um pouquinho mais livre porque eh eu preciso tomar as decisões como líder daquela congregação. Eh, aqui isso acaba ficando com o pastor titular. Então tem essa diferença também eh de responsabilidade ou de nível de decisão é um pouquinho diferente, mas os dois trabalhos são muito interessantes, né? E e os dois Deus usa para fazer aquilo que ele que ele quer, né? Quer edificar muita gente, salvar muita gente. >> Legal. A gente [roncando] falou um pouquinho das diferenças, né, do contraste de uma igreja maior e uma congregação ou uma igreja menor, né? >> E tem alguma coisa que se assemelha? fala assim, ó, se apesar das diferenças, isso aqui não muda, isso aqui permanece. >> É, é o o trabalho pastoral, né, em si, é um trabalho de cuidado de pessoas. Então, independentemente de onde a gente estiver, a gente vai ter que fazer isso, ah, eh, com bastante ênfase no ministério. Uhum. >> Então, tanto lá quanto aqui, eh, a gente precisa eh eu sempre precisei, né, tratar das pessoas, aconselhar pessoas, né? Eh, isso não muda, assim como também não muda o fato de que a gente é responsável pelo ensino na igreja, né? É, é, é o que fala Efésios 4, né? São os pastores mestres. Então, é nossa responsabilidade de ensinar. E isso se dá tanto por meio de sermões, né, as pregações de domingo, quanto também por meio de aulas e outras oportunidades, né, de palestras e por aí vai. Então, isso não muda. O ensino e o cuidado das pessoas é sempre igual. É claro, muda a dinâmica como isso acontece. muda o número, a frequência, eh, essas coisas são diferentes, mas a função em si permanece a mesma. >> Ah, legal. >> E, e, pastor, você comentou aí de um caso que te despertou para aconselhamento. Sim. >> Dá para falar por cima deste caso ou não? É algo que precisa ficar resguardado e não tem problema. >> Essa é uma dificuldade com relação ao aconselhamento, né? Porque o aconselhamento ele trata com eh sobre pessoas >> sim, >> ah e situações que são sensíveis, né? Então, eh, é difícil às vezes você conseguir abrir alguns casos, né? Mas o que eu posso falar é que foi um caso difícil, um caso desafiador, uma questão que já perdurava muitos anos na vida da pessoa, uma pessoa que não era da igreja, ela veio por conta do aconselhamento ah para tentar ser ajudada e e depois firmou na igreja, né? hã, com o aconselhamento, é alguém que era muito dependente de remédios psiquiátricos, mas depois assim, muito mesmo assim, a ponto de a ponto de ficar pouco responsivo, né? Uhum. >> Eh, mas depois o conselhamento teve uma mudança muito grande, uma compreensão de algumas coisas que aconsa e e e ressignificar tudo isso e a busca por Deus, né, e a mudança da maneira como se busca ao Senhor. Ah, isso fez com que essa pessoa fosse transformada. Então, mas foi um caso muito desafiador nesse sentido. Eu passei eh anos, né, assim, assim, anos conversando assim eh com certa frequência com essa pessoa, mas no começo e depois eh em um follow-up assim, né? >> Entendi. [roncando] Legal. E já a gente vai se aprofundar um pouquinho mais no tema de de aconselhamento, >> mas até para pro pessoal que às vezes não não te conhece fora daqui, falar um pouquinho sobre sobre tua família e teu chamado pro ministério, né? Eh, começando aí pela pela família, você casado com a Lari já há alguns anos, né? >> E vocês namoraram a distância, né? Um bom tempo, né? >> É, é isso mesmo, né? Nós namoramos durante 4 anos à distância e depois nos casamos. Ela é de Minas Gerais, lá da cidade de Jacui. Eh, e depois que nos conhecemos, nós ah, começamos o namoro. 4 anos depois nos casamos. Ah, bom. Eh, eu sou casado com a Lari, né? Eu tenho os dois, já falei, os meus dois filhos e ah, bom, bom, com relação à família, né? Eh, tem tem essa minha família nuclear hoje e tem também a minha família, eh, anterior, né, vamos dizer assim, né, que é o pai, a mãe, os irmãos, né? Então, todos também estão aqui em Santamaro. Então, por família, eu tenho eh muita gente aqui em Santaro e e a e a Lári as crianças hoje, né? Ah, como que como que a gente eh como que eu cheguei à conclusão ah do ministério. Isso, na verdade aconteceu lá na Inglaterra. Então, eh até ir para lá eu não tinha essa esse desejo, né, de ser pastor necessariamente. Ah, eu fazia comércio exterior, né, administração comércio exterior, trabalhava, né, trabalhava numa numa boa até que era a Puma Esports, né, que faz roupas, tal. >> Uhum. Ah, eu trabalhava na é na importação dessa dessa empresa. Eh, era uma era uma função legal, né? Tinha eh eh o o trabalho em si é interessante de de você importar. Mas quando eu viajei, né, lá paraa Inglaterra ali, com o tempo, Deus foi mostrando para mim que ele desejava, eu entendi isso pelo menos, que eu ah, trabalhasse tempo integral no ministério. Então, isso já foi eh eh na segunda metade do ano que eu fiquei lá. Eu tive esse entendimento e eu não sabia ainda na época se era para ser um pastor, um missionário, seja lá o que fosse, se era para ser lá ou se era para ser aqui também. não sabia nada disso. Só sabia que eu tinha que servir a Deus integralmente, né? Com relação a tempo, o ministério integral. Eh, com o tempo eu fui entendendo que era para ser de fato um pastor e para ser um pastor aqui no Brasil. Foi quando eu retornei ao Brasil e eh nem voltei pra faculdade mais. Na verdade, quando eu quando eu saí, eu tranquei, quando eu voltei eu nem voltei pra faculdade. Então, não sei que virou lá a minha [risadas] a minha a minha inscrição, né, a minha matrícula. Eh, mas eu deixei então de fato a faculdade por não ver mais sentido naquilo que eh eu fazia. Eu não aconselho fazerem isso [roncando] hoje, eh, mas foi o que eu fiz na época. Eh, seria interessante posso ter sempre, é sempre legal você ter graduação, terminar, né? Tinha feito a metade do curso, pelo menos, mas eu larguei e [limpando a garganta] ali eu comecei essa essa jornada a ser eh é para ser pastor. Então, ah, eu procurei o conselho, né? disse que eu gostaria. O conselho me aprovou, depois eu fui ao presbitério. Presbitério, eh, eu passei por algumas reuniões, ah, tive de ser negado, né, eh, por conta da minha imaturidade, eu realmente não tinha ideia de muita coisa e foi nesse período que eu aprendi e depois fui virar o seminário, então, e aí depois eu fui estudar, né? Então, basicamente aí a trajetória. Muito legal esse detalhe que você trouxe da questão de ter sido negado uma vez, >> porque às vezes as pessoas têm devolutivas negativas numa primeira >> e acham que, pô, acho que eu me enganei, não é esse meu chamado. >> Muito legal trazer esse esse detalhe. >> É, é, é um é um ponto importante, né? E na verdade, eh, eu concordo com a negativa. Hoje, como pastor, eu também negaria se viesse uma pessoa, ah, com o meu nível de, eh, de compreensão e maturidade da época. >> Uhum. >> Ah, por exemplo, lembra que uma pergunta que foi feita para mim foi assim: na primeira vez que eu fui ser examinado para para ser candidato do presbitério para ser um pastor, né, para ser seminarista. Ah, uma das perguntas foi assim: "Gabriel, me fale sobre os símbolos de fé da IPB. Quais são os símbolos de fé?" Eh, eu, eu respondi algo mais assim: "Você tá falando sobre Santa Ceia? Você tá falando sobre batismo?" É isso, né? Ah, depois da minha resposta, ele disse: "Sim, mais perguntas, né?" E foi suficiente para entender. Eu não tava pronto. Não sabia o que eu tava fazendo. Eu sabia que eu queria seguir a Deus, né? Eu sei que ele trabalha, se eu era crente, que amava Jesus, mas não tinha muita noção sobre teologia, pelo menos não profundamente sobre o presbiterianismo de maneira mais profunda. Então precisei amadurecer essas questões para depois poder passar e e de fato começar o seminário bem, né? >> Muito bem. É muito bacana essa essa humildade de reconhecer também. Acho que é algo que [roncando] que vem ao encontro de algo que o cristão precisa ter, né? Acho que não só falando sobre questão ministerial, mas mas paraa vida, né? É muito difícil você receber, >> não >> é? >> Seja no trabalho, questão ministerial, às vezes até em casa a gente tem dificuldade com isso. E eu acho que fica uma outra reflexão pra gente também de de entender, reconhecer que a gente tem que melhorar em algumas coisas. >> É. Ah, é, tem nãos que vem para para que nós realmente trabalhemos em alguma coisa. Tem nos que são não mesmo, né? Às vezes, né? para realmente não ser aquilo. >> Eh, nesse caso eu [limpando a garganta] entendi que eu precisava amadurecer algumas coisas, né? Eh, em conversa com as pessoas também, né? Pastores, presbíteros. Então, isso foi o que eu compreendi na época e e Deus foi confirmando com o tempo, né? Ah, mas é importante entender os nos que Deus dá, as portas que são fechadas. Tudo isso é a maneira como Deus vai encaminhando aquilo que ele deseja que nós façamos, vai moldando o nosso ser, vai amadurecendo quem nós somos. Faz parte da nossa caminhada cristã, de fato, né? >> Muito bom. E a gente tem uma pergunta aqui, pastor, antes da gente >> seguir na na no próximo tópico, >> OK? que é assim, ao conhe sobre teu namoro, sobre relacionamento, >> sempre essa parte aí que >> é interessa. A galera >> ao ao conhecer sua esposa, ela logo soube do seu chamado. Como foi isso para ela, essa conversa? Ela ela soube, né, porque eu já estava iniciando, né, a minha caminhada pro seminário. Ela inclusive participou desse desse processo todo de ir ao presbitério, né, para fazer as entrevistas e tudo mais. [roncando] Então, ela ela soube disso, ela entendeu e ela já sabia na época como que ah funciona, né, a vida de pastor, não na pele, né, na pele a gente sabe só depois, né, >> mas tem uma tem uma noção, né? Então, nós conversamos eh bastante sobre isso e eh nós chegamos às conclusões, né, de que se é isso que Deus quer de fato, a gente tem que tem que seguir, tem que viver a vida dessa maneira, né? Mas foi uma conversa assim ah, foi bastante natural, né? Porque não não é assim, a gente namorava e então eu decidi virar pastor, o que mudou totalmente o rumo da vida, não foi isso, né? Então, ela me conheceu já nessa caminhada e acho que quando nós ah começamos a namorar, ela já tinha essa esse entendimento de que seria então a o pastor aquilo que eu iria buscar, né? Então, a gente tava uma coisa mais encaminhada na mente dela também. >> Legal. E e pastor, fala um pouquinho pra gente da importância do apoio da então ali namorada Larissa e hoje esposa, mãe, né, para apoiar o ministério. E aí, e aí não só o ministério pastoral, mas a gente tem diversos chamados na igreja. Então >> tem quem tem o chamado para ser diácono, ser presbítero >> e o quão importante é o apoio das esposas para exercer os ministérios, né? >> É. Ah, bom, salvo aqueles que são solteiros, né? Eh, mas uma pessoa casada não consegue ter um bom ministério sem uma esposa que compreende e apoia o ministério, né? Não existe isso. Então, vamos supor, é, é uma suposição assim, é um é um caso criado, mas real, né? Então, porque acontece muito. Eh, então a pessoa ama a obra, ama a igreja e quer participar e quer fazer, fazer, fazer, mas a esposa não eh eh não tem esse esse esse olho pro ministério, não tem esse desejo. Por mais que que um lado deseje fazer isso, ele não vai conseguir, porque e se ele fizer, ele vai acabar trazendo eh dificuldade pro lar, vai acabar desestruturando e você não consegue ter um bom ministério desestruturado no lar. Então é é o que Paulo inclusive mostra pra gente sobre homens casados no ministério, né? E eu diria também eh eh com relação às mulheres, né? Porque ah, tanto homens quanto mulheres trabalham na igreja. É claro que os homens como oficiais e as mulheres de outras maneiras, >> mas uma mulher também dificilmente consegue ter um bom ministério na igreja sem que o marido esteja ah eh apoiando e ciente, desejando que isso aconteça, né? >> Eh, tem casos em que os maridos, né, sentem eh vamos supor que não seja crente, ele vai sentir ciúme da igreja, vai sentir ciúme das pessoas que ela tá junto, porque ela vai preferir a igreja do que tá com ele, né? E por aí vai. Então, ah, é muito necessário, muito importante que o cônjuge eh tenha também o desejo pelo ministério. Então, isso tem que ser uma tem que ser uma visão alinhada entre os dois, né? Senão não funciona. A Lari, graças a Deus, ela é uma pessoa que apoia muito o ministério, que ela eh entende muito a importância do ministério e tá sempre disposta a me ajudar em tudo o que é possível e necessário, né? Eh, dentro do que uma esposa de pastor deve fazer. eh, que é apoiar o ministério, né? A a a função principal, né, se a gente pode chamar uma de uma função, é de ser de ser o apoio e o e o auxílio pro marido nessa nessa função de pastor. E ela é uma uma pessoa que apoia e que auxilia em tudo que é necessário e possível, né? E com muita alegria. >> Que legal. Fica fica o exemplo aí. E e até comentando em cima [limpando a garganta] disso também é muito importante que tenha um equilíbrio, né, pastor? >> Porque também se a pessoa só se dedica ao ministério, é ausente em casa, >> é >> também vai deixar um lado descoberto, né? >> É. Tá. É. Aí, aí a pessoa confundiu tudo, né? [risadas] Aí aí já é já é receita pro desastre, né? Eh, o meu ministério principal é a minha família, então >> é a minha esposa e são os meus filhos. Eh, estando eles cuidados, meu ministério depois deles é a igreja, certo? >> Então, essa é sempre a hierarquia. Ah, e e quando eu falo igreja depois deles, não tô falando Deus, tá? Só para entender isso. [limpando a garganta] Então, a hierarquia sempre é Deus, se maneja de todas as coisas. Depois, né, a minha família, né, a minha esposa e os meus filhos. E depois é a igreja, que é a minha função, a minha ocupação aqui a para Deus. Então essa é a hierarquia necessária. Se não for assim, as coisas mudam totalmente. Se você não tiver Deus primeiro lugar, ah, você vai fazer o ministério por outros motivos, né? Então já vai dar errado. Se você não cuidar da família antes do ministério, você vai ter um ministério muito ruim, porque você não vai ter estrutura em casa também, então vai dar tudo errado. Ah, isso é bíblico, né? Paulo mesmo fala que o homem que não eh é um é um bom líder em casa, ele não pode ser um bom líder na igreja. Sim. >> Então isso é impossível, literalmente. Então, ah, se alguém ama muito o ministério, mas tá fazendo esse detrimento da eh da família, ele tá em pecado, né? Não é assim que funciona. É melhor ele ser um membro ah que até atua menos, mas com uma casa boa, né? Lembrando que, de novo, Deus não é igreja. Você pode ter Deus acima de tudo e você pode atuar menos na igreja, mas assistindo a sua casa. É claro que o legal, o ideal é que os dois se empenhem na igreja, né, e você tenha isso, mas ah, nunca uma coisa em detrimento da outra. E acontece muito isso. Ah, eh, não é à toa que existe existe um grande número aí de líderes e pastores e presbíteros que têm ah filhos que depois que crescem t algum tipo de problema com a igreja. >> Uhum. Porque os pais privilegiaram a igreja e aí eles se sentem esquecidos, abandonados, negligenciados. Então esse é um é um cuidado que eu preciso tomar sempre, eh, para que a igreja tenha o local dela e a família o local dela também. >> Legal. Muito bom. Muito excelentes observações, pastor. Agora caminhando um pouquinho a nossa conversa pro pra tua especialidade que a >> que vai fazer o aconselhamento, né? Eh, você falou assim que esse despertar aconteceu ali na Inglaterra. Você percebeu >> isso? É. >> E >> para o ministério, né? >> Para o ministério. >> E [roncando] depois, eh, com as tuas experiências, você se especializou no em aconselhamento. >> Isso, >> né? E é e eu queria que você comentasse um pouquinho eh o porquê de aconselhamento, né? que você já citou o caso ali que te despertou para isso >> e >> e o quanto isso agregou pro teu ministério pastoral. Fala um pouquinho também da das dificuldades que encontra, né? Porque acredito que não é uma tarefa fácil, >> né? É. Ah, olha, o aconselhamento ele ele muda muito a maneira como a gente percebe a vida e o ministério. Ah, porque você aprende de maneira bastante clara como que é a aplicação bíblica. Eh, em casos específicos, eh, o aconselhamento, na verdade, ele é ele é o, como é que eu vou falar isso? Ele é a cereja do bolo da teologia. Uhum. >> Por que [limpando a garganta] isso? Porque toda todo o conhecimento bíblico, teológico, né? E ele passa por uma construção, mas ele vai eh por uma construção de eh exegese, hermenêutica, eh teologia, sistemática, bíblica e por aí vai. Então, tudo isso vai construindo o conhecimento, mas todo esse conhecimento, ele precisa ter um fim útil. que é o que a gente chama de teologia prática. Então, a teologia prática quando você pega todo o conhecimento teológico e você aplica a vida. O aconselhamento, ele é isso. Então, ele é ele é o ele é o o fim, o objetivo, né, da teologia na vida. É claro que o fim último é glorificar Deus, >> mas é o aconselhamento é quando você consegue tornar isso de maneira prática. Então, ah, para mim foi uma mudança muito grande, eh, na minha percepção das escrituras, da teologia, da vida prática. Mudou muito a maneira como eu entendo as pessoas, como eu vejo as pessoas, como eu vejo os irmãos da igreja, como eu como eu percebo os problemas que eles estão passando. Então, o aconselhamento me ajudou muito nisso, eh, compreender a antropologia de maneira mais bíblica, né? o que é o homem, qual é o problema do homem, como resolver a situação do homem nas suas diversas dimensões. Então, o aconselhamento foi muito importante para transformar minha visão. Inclusive, eu tava conversando com o Marcelo Carvalho, né, ele teve acampamento com a gente, né, pregando e ele e ele também é ele ele é adepto do aconselho bíblico, né? Então ele ele tem ele tem uma uma caminhada pelo aconselhamento. E uma das coisas que ele falou para mim foi isso. Eu eu até trago aqui, eu acho que não é segredo, se for, desculpa o Marcelo, mas eh mas não é não. Ele ele falou o seguinte, que o aconselhamento quando ele ah foi ser aconselhado por uma situação que ele tava passando, depois disso, quando ele encontrou o aconselhamento bíblico, ele falou que isso mudou a a as missões dele, mudou o púlpito dele, mudou a maneira como ele enxerga também as Então é assim, o aconselhamento bíblico, ele ele muda a nossa perspectiva de vida cristã, né, e de ministério também. justamente pelos motivos que eu citei aqui. >> Pô, muito legal, pastor. E pastor, qual a principal diferença e como saber quando eu preciso de um aconselhamento bíblico? Claro, nós como cristãos, nós vamos sempre basear a nossa vida >> na Bíblia, naquilo que é a palavra de Deus, na vontade de Deus. Mas como eu sei que, olha, esse assunto aqui eu preciso levar para um aconselhamento e como eu sei, por exemplo, isso daqui eu tenho que resolver em casa, né? Porque eu eu vejo que tem dois extremos, quando às vezes as pessoas precisam de aconselhamento, mas não querem de forma alguma ir conversar, buscar ajuda. >> Uhum. >> E também existe o outro extremo de tudo que é levar para aconselhamento, sendo que tem coisas que às vezes precisam ser resolvidas dentro de casa, né? Como ter esse esse equilíbrio, esse feeling? É, olha, eu acho que buscar ajuda eh nunca é demais, mesmo com coisas pequenas. >> Uhum. >> Então, eu sempre incentivo as pessoas a buscarem, né, conversarem com pastores, presbíteros, líderes, mesmo que não ainda no ambiente de aconselhamento. Então, o que acontece geralmente é a pessoa tá com uma dificuldade, tá com alguma decisão para ser tomada, alguma situação difícil e ela vai e conversa com alguém da igreja, um irmão ou um líder. Eh, nessa conversa, muitas coisas já são resolvidas, já são já são eh a luz já é lançada e a pessoa já consegue ir resolvendo isso. Ah, algumas vezes não, né? Nessas vezes em que a pessoa não consegue em uma conversa com o irmão já na igreja ou ah nas suas tentativas sozinhos, né? ele eh quando isso não é possível, aí é legal o aconselhamento, porque aconselhamento ele é uma é uma maneira eh do conselheiro ajudar a pessoa a se a se encaixar no ritmo eh do discipulado bíblico, correto? Eh, tem um tem um um conselheiro que chama a Steve Viers. Ele é pastor batista de uma igreja lá em Lafaet e a igreja chama eh Faith Baptist Church, acho. E e é e esse e esse conselheiro escreveu um artigo chamado rio do Discipulado. Qual que é a explicação dele? E é muito interessante. Ele diz que todo cristão, ele tá em um rio, como que em um rio com uma correnteza, [limpando a garganta] >> navegando a vida. Mas é é assim, nesse rio tá todo mundo caminhando para chegar lá no fim e esse fim ali é a glória de Deus, certo? C >> Então tá todo mundo caminhando para lá, todos os cristãos. Nesse rio, os cristãos se ajudam, que é o que a gente chama de discipulado. Então o cristão mais velho ajuda o mais novo nessa caminhada, nessa ajuda, por exemplo, alguém que tá com uma dificuldade, conversa com o presbítero mais velho, ele vai ajudá-lo, né? Então esse é um discipulado comum, né? Pessoas se ajudando na igreja. O que acontece às vezes, ah, nessa caminhada, nessa, nesse rio, nessa, nessa trajetória, algumas pessoas encontram dificuldades que são muito grandes. Ah, o Steve diz que é como se alguém ah tivesse esquecido de como remar, né, ou tenha perdido as forças. Então, nesse nesse rumo natural do rio, existem nas margens como que bolsões de água, né? Então, a pessoa sai do rio normal e entra nesse bolsão para trabalhar alguma coisa. Então ali no bolsão ele consegue descansar do ritmo que tava, ele consegue reaprender a remar, ele consegue descansar um pouco, né, para recuperar as forças. E isso é o aconselhamento. Ele é um discipulado intensivo. Ah, então você sai do ritmo para você trabalhar alguma coisa e depois disso você retornar para o rio do discipulado e continuar sua caminhada paraa glória de Deus, certo? Então isso é basicamente o discipulado. Ah, é importante entender isso. Por quê? porque tem eh tem ensino e tem discipulado de vários níveis e de várias vários formatos, de maneira mais formal, mais informal. No Rio normal você vai ter pessoas perguntando questões e já sanando e continuando a caminhada e vai, né? Agora, quando começa a ficar muito difícil, quando você esqueceu como que rema, você caiu num pecado, você tá fraco, você tá com os joelhos trop, então você vai ter que sair um pouquinho, recondicionar, entender o que tem que entender, eh, voltar à prática do das boas obras, né? Ah, e e depois disso você retoma o o seu curso normal. Então, é assim que funcionou o discipulado. >> Muito bom. O aconselamento, >> o aconselhamento é o discipulado intensivo, né? >> Sim. E qual que é a maior dificuldade que você encontra em exercer essa função de de conselheiro, né? A gente sabe que tem pessoas que, poxa, realmente vão procurar o aconselhamento para querer mudar. >> É. >> E às vezes tem pessoas que vão procurar o aconselhamento para, deixa eu ver se eu realmente preciso, né? >> É, é assim, as pessoas chegam com as mais diversas motivações, né? Ah, tem muitas dificuldades no aconselhamento. Eh, uma delas é a complexidade do ser humano. Então, cada pessoa de um jeito, cada pessoa tem uma história, cada pessoa tem uma família, cada pessoa tem uma cabeça diferente que foi formada de maneira diferente, com várias influências diferentes. Então, você nunca vai conseguir tratar uma pessoa da mesma maneira que a outra pessoa. você vai ter que entender o que tá acontecendo para depois de entender o que tá acontecendo, você conseguir olhar pra palavra para entender aquele problema sobre a ótica da escritura e então retirar da palavra qual que é a solução para esse caso. Só que a implementação da verdade bíblica é diferente para cada pessoa. Então, tem pessoas que eu vou trazer um entendimento teórico e ela vai ser capaz na abstração dela de compreender e já começar a ter algum tipo de exortação interna e rapidamente começar a ter mudanças, >> certo? Tem gente que não, tem gente que vai ouvir por aqui, vai sair por aqui, vai ouvir a segunda vez, não vai ter entendido. A terceira vez você vai ter que dar alguns exemplos. Então você vai ter que desenhar paraa pessoa, olha, tem que fazer isso, isso, isso. Ah, então a implementação, a aplicação é muito diferente e não e e não somente a eh na explicação, mas no que deve ser feito, né? Então, alguém que vai ter que lidar com a ansiedade, ele vai ter que lidar de uma maneira diferente do que uma outra pessoa. Por exemplo, eu posso estar ansioso, ah, por conta do que eu vou comer o bebê. Então, vou lá Mateus 6, confiar em Deus, colocar nas mãos dele, por aí vai. A aplicação é diferente da pessoa que tá ansiosa porque ela tem medo do que do que Deus tá fazendo na vida dela ou do que Deus pode trazer. Ou a pessoa tá ansiosa porque ela acha que Deus na verdade não tem poder para agir na vida dela. São duas ansiedades diferentes. Ou é você fica ansioso >> porque você sabe que Deus é poderoso, mas você não confia no plano dele. Então você é ansioso porque você acha que vai acontecer uma coisa ruim. Ou você é ansioso porque você sabe que Deus tem poder e você sabe que ele vai trazer alguma coisa, mas o que ele vai trazer, apesar de ser bom, traz sofrimento. Então você fica com ansiedade porque vai ter que sofrer em alguma medida. Ou você também é ansioso porque você sabe que vai passar por alguma questão e você tem medo de que Deus não consiga agir na sua vida, pelo menos internamente. Talvez você intelectualmente eh saiba que Deus é poderoso, mas na fé, no coração, você não viva isso. Então são ansiedades diferentes e cada um vai ter que ter um tratamento diferente, né? E ah e de novo, pessoas são muito diferentes, né? Então, >> para você entender >> a pessoa, para você entender o que tá se passando no coração, eh, nós não somos Jesus, né, que olhava e sabia o que tava lá dentro. Então você tem que ouvir o que a pessoa fala. >> Sim. >> Porém, né, a primeira a boca fala que o coração tá cheio, né? Só que o coração pode tá cheio de muita coisa. Então você vai ter que filtrar tudo aquilo que vem e você vai perguntar o que a pessoa tá passando, que ela tá sentindo, qual é o problema. Ela não vai saber às vezes verbalizar isso. Ela vai falar que é, olha, é a, mas você vai conversando, no final é B, né? E aí ela vai ter um diagnóstico errado para aquilo que ela tá passando. E você vai ter que entender isso para você conseguir chegar ao fundo do que tá acontecendo e você vai ter que chegar até as motivações do coração. E isso tudo é muito complexo. Ah, por isso que aconselhamento ele é muito de ouvir o que a pessoa tá falando, tá falando, tá falando. Tem tem casos em que eu passo uma ou duas reuniões só ouvindo, né? pessoal vai falando, vai trazendo e eu deixo, né, pessoal falar, né, porque aí eu vou colhendo informações para me ajudar a entendê-la. E eu sempre falo pra pessoa isso, olha, eu tô tentando te entender, então continua falando, porque eu preciso compreender. Então essa é uma das maiores dificuldades, compreender a pessoa, compreender a complexidade dela para depois retirar, e aí você tem que ser sistemático, né, para retirar em categorias aquilo que tá acontecendo de fato, qual é o pecado, qual é a situação de acordo com a Bíblia. Ah, e aí você parte para a parte bíblica, né, que é você ir pra Bíblia para procurar as soluções. Então, mas a parte mais difícil mesmo é a compreensão de qual é o problema em si. Se você não entende qual é o problema, você não vai saber como aplicar a palavra para aquela situação, entende? >> Então, pensando aqui no Rio de novo, né? A pessoa esqueceu como é que rema e você tá dando vitamina para ela ficar forte, entendeu? São coisas diferentes, tem que tratar o que tá acontecendo. Você tem que saber o que é. >> Sim. E já teve algum caso de você teve que você teve que buscar aconselhamento porque era difícil aconselhar alguém ou era uma situação tão você falou assim: "Cara, eu preciso me aconselhar para poder aconselhar a pessoa?" >> Sim. Não, já teve. Claro, né? Ah, eh, um ponto importante que a gente tem sempre tem que entender é, hã, nós não nós, eh, não somos, eh, independentes ou não somos eh conhecedores de tudo para não precisarmos de ajuda nisso. >> Uhum. Como eu falei, é muito complexo a pessoa. Às vezes, eh, você conversa com outro pastor ou com outro conselheiro que já teve alguma coisa assim, né, que já teve alguma situação e você consegue alguma ajuda. Já busquei ajuda, né, para tratar vários tipos de situações que eu nunca tinha tratado antes. E foi muito importante, né, porque aí a pessoa já eh tinha passado por algo semelhante e poôde dar alguma alguma ideia de por onde ser interessante seguir pelo menos para lançar alguma luz. Então, eh, já teve sim vários casos em que eu tive de conversar com outras pessoas. Quando isso acontece, eu, eu informo a pessoa, né? Eu falo: "Olha, a sua situação, eu vou eu vou eh ter que conversar com eh os outros pastores aqui da igreja pra gente ah eles me ajudarem nisso, nisso, nisso." Então, isso às vezes acontece sim, né? Ah, porque realmente é complicado algumas vezes. Ah, e você falou de problemas, né? Eh, então a complexidade da pessoa e é uma situação difícil. a aceitação da pessoa, né? Então, às vezes a pessoa não quer aceitar. Já teve casos em que eu comecei a concilativar. >> Uhum. >> Porque eh você começa a ouvir a pessoa, né, o o aconselhando, você identifica algumas questões e você aponta, mas nem sempre essa pessoa aceita. Só que se ela não aceita, eh, você não consegue levará à prática. >> Sim. Então, ah, o que eu faço é depois de exortar e mostrar tudo mais, se a pessoa não tá aceitando, eu falo para ela: "Olha, ah, a gente não vai conseguir continuar. Você vai ter que entender isso. Quando você aceitar o que eu tô falando, você volta, a gente continua, né? Porque senão é, não funciona." Aí aí aí fica uma ou o ou por exemplo, quando a pessoa não faz o que é pedido para fazer, então o aconselhamento tem tem lição de casa, tarefa de casa. >> Uhum. Mas você passa e a pessoa não faz, isso é muito difícil também, porque ela, porque assim, a mudança em si, ela não acontece na reunião, geralmente ela acontece na vida enquanto a pessoa aplica aquilo. Se ela só ouve alguma coisa hoje aqui, passa a semana sem fazer nada e volta na outra semana, ela volta mais ou menos igual, né, para ouvir de novo e esquecer. Então, ela precisa aplicar. Quando não aplica, é uma dificuldade também. Eu preciso falar, olha, se você não aplicar, as coisas não vão funcionar. Então, ou você faz ou a gente vai ter que parar por aqui, né? E aí quando você tiver disposto a buscar a mudança, a transformação, aí você volta e a gente continua, né? Então, às vezes a pessoa não está disposta de fato a a mudar. Ah, e como eu falei, motivações, a pessoa busca poros motivos, né? Então, por exemplo, já teve caso em que a pessoa veio falar sobre casamento e expôs a situação do cônjuge, que era muito difícil por aqui, aquilo lá, tal, tal, tal, >> e dizendo que então eh achava que seria o ideal divórcio. Ah, mas me parece que o que ela tava buscando, na verdade, era uma validação, né? Não, realmente é muito difícil isso aqui, não cabe divorci. Eh, e já aconteceu mais de uma vez, inclusive, né? Eh, porque a pessoa às vezes não tá buscando uma confrontação, mas uma validação para aquilo que ela tá fazendo, né? >> E aí a gente tem que mostrar que não é por aí. Muitas vezes a pessoa não gosta, né? Então quando isso acontece ela não volta mais. É. Então, mas assim que caminha, né? Então, essas são algumas das dificuldades que a gente tem em aconselhamento. Tem tem outras também, né? >> Certo? E pastor, eh, eu, eu enxergo que algumas pessoas têm dificuldade de entender que aconselhamento e até a gente deu exemplos aqui falando sobre ansiedade, né? >> Uhum. >> Eh, tem coisas que são clínicas, tem coisas que o aconselhamento bíblico é o suficiente, uma coisa inibe a outra, ambas caminham junto. >> Uhum. Já teve caso de alguém chegar para para ti e você chegar falar assim: "Olha, teu caso, eu vou te aconselhar biblicamente aqui, mas você também precisa procurar ajuda médica, >> tá? Eh, quanto tempo a gente tem?" Tempo, né? [risadas] Ah, esse é um assunto que ele é ele é complexo por si só, né? >> Sim. >> Ah, por quê? O que é talvez a pergunta seja o que é a ajuda médica? Ah, e de que médico a gente tá falando? Qual é a situação? Porque veja, o aconselhamento, ele parte do pressuposto de que a Bíblia é suficiente para tratar qualquer situação do ser humano. Certo? >> Ah, o que que a Bíblia não trata? A Bíblia não trata braço quebrado, não trata >> eh um câncer, né? Muito embora tenha efeitos positivos, né? Porque o câncer às vezes tem alguma alguma ligação ao que tá eh eh na alma e material, né? Sim, >> mas a palavra de Deus ela trata tudo aquilo que é imaterial, ou seja, que a gente a gente não pode pegar, ela trata então todo tipo de tristeza profunda que geralmente se eh hoje em dia chama-se de depressão o tempo todo. Ah, todo tipo de ansiedade, de dificuldades, eh, de relacionamento, tudo isso a palavra trata, medos, né, temores, eh, tudo isso ela trata. [roncando] Qual que é a questão? Às vezes a pessoa pode ter alguma questão fisiológica, tá? O que é a questão fisiológica? O corpo dela tem um desequilíbrio eh hormonal ou tem alguma doença real, mas isso é físico. Quando existe alguma coisa física, ela tem que tratar também o que é físico, [limpando a garganta] certo? Então, alguém que tem um descompasso hormonal, né, por algum motivo, seja lá qual for, ela precisa de fato, né, tentar resolver isso, né, porque isso vai ajudá-la. Agora, mesmo que ela tenha alguma situação física, isso não tira dela a a função de buscar obedecer a Deus dentro da condição física que ela tem. Então o aconselhamento, mesmo que haja uma questão física, ele é útil e proveitoso para que a pessoa consiga ser o mais santa possível dentro daquilo que ela enfrenta. Uhum. [limpando a garganta] >> Mesmo sendo uma questão física. OK? >> Qual que é o problema às vezes? Ah, às vezes, ah, o nosso mundo é assim e e e o modelo médico é assim. Ah, você ah, confunde o que é imaterial, uma situação, uma dificuldade imaterial com uma dificuldade física, tá? E você utiliza o o modelo médico para dar remédio para uma situação que deve ser resolvida por meio da Bíblia. >> OK? Eh, tanto tanto a psicologia quanto o aconselhamento, por exemplo, os dois trabalham com a alma. né? Por isso [limpando a garganta] que a psicologia, psiquê, né? É a parte material, não tem nada fisiológico ali, né? Ah, e o aconselhamento também trabalha dessa maneira. Então, são eh, são meio que visões diferentes de como você trata uma mesma questão, né? E aí eu entendo que o aconselhamento bíblico é aquilo que há de melhor para tratar isso, >> certo? >> Porque você vai tratar a alma de acordo com o que aquele que criou a alma diz que tem tem que acontecer, certo? Uhum. >> Então o achamento resolve isso. O que acontece às vezes, como eu falei, a pessoa confunde aquilo que é imaterial com aquilo que é físico. Então ela vai tomar um remédio pra sua tristeza profunda que não tem uma uma uma parte física no jogo, entende? >> Entendi. >> E aí ela vai tomar isso. E o remédio, hoje, os remédios que existem, eles têm um poder, né? Eles eles têm um funcionamento. >> Sim. Então eles conseguem sim deixar a pessoa mais tranquila, a pessoa mais calma, a pessoa com menos emoções à flor da pele. Ah, tem alguns casos em que a pessoa tá tá tão descompensada por conta da situação da vida que ela mal consegue te ouvir, certo? Ah, nesses casos, quando a pessoa toma um remédio, ela consegue começar a ouvir para entender. São casos muito extremos. Eh, mas nem sempre ela tá numa situação assim. significa que ela tem uma coisa física. Pode ser que ela esteja assim por conta de uma de uma questão imaterial, ou seja, sua alma você ou ela ela não soube enfrentar uma situação bem >> ou ela tá em algum tipo de pecado e isso vai eh transtornando o resto do interior dela. Dessa maneira, quando ela tá muito ah fora de si, né, por conta do pecado mesmo, de uma situação que aconteceu com ela, ela vai acabar influenciando até o corpo. Então, às vezes, a alma influencia o corpo e o corpo influencia a alma, né? Esse esse jogo existe, não saber como é que funciona, mas existe. Então, eh é como a palavra de Deus fila eh fala, a palavra de Deus fala que quando você tá com o coração alegre, o seu rosto tá bonito, né? E o inverso é verdadeiro quando você tá com o rosto triste porque o coração tá triste. Ou seja, o seu, a se o seu seu interior influencia o seu corpo e o seu corpo também vice-versa, tem alguma influência no interior. Então, alguma pessoa, por exemplo, que tem alguma dificuldade física, hormonal, ah, essa dificuldade vai influenciar a a parte material, ou seja, ela vai acabar eh tendo dificuldades para se manter eh sob controle ou ou sem ira, entende? >> Então, existe essa essa essa dinâmica aí. >> Eh, então, bom, só essa essa diferenciação, né, do que é imaterial e do que não é imaterial. Então, acho que é sempre importante que a pessoa que vem a aconselhamento, tem alguma situação muito fora da caixinha, que ela busque eh entender se tem alguma coisa física. Então, é bom procurar um médico, um clínico geral ou um médico de confiança para fazer uma bateria de exames e tentar descartar aquilo que é físico. Descartado o que é físico, então tudo que tá acontecendo é imaterial >> e isso é a palavra de Deus que trata. OK? Então essa é a é a dinâmica do aconselhamento, é aquilo que eu entendo que é mais correto de acordo com a palavra de Deus. Então a palavra de Deus é sempre suficiente para tratar todo e qualquer dificuldade que seja imaterial. Ahã. E e quando tem alguma coisa que é física, física, fisiológica, né, biológica, isso tem que ser tratado também junto com o aconselhamento. Você não pode fazer só uma parte também, porque aí você eh acaba ficando eh descompensado o tratamento, né? >> Sim. Então, as duas coisas tem que caminhar juntas se houver necessidade. >> Legal. Muito bom, pastor. Muito bom esse esse esclarecimento. >> Acho que tem muitas pessoas que às vezes têm essa dificuldade de de entender e foi muito bom você ter deixado isso claro. A gente tá caminhando aqui pro pro final da nossa conversa, do nosso podcast, mas a gente tem mais uma pergunta, >> OK? >> Né? >> A pergunta é o é o seguinte e talvez até parte dela a gente já tenha respondido aqui na nossa conversa. Eu preciso ser pastor para aconselhar que caminho preciso seguir para aconselhar bem meus amigos? >> OK. Excelente. Uma boa pergunta. Não tem que ser pastor e na verdade não é uma função majoritariamente pastoral, né? A função do aconselhamento, ela é uma função para toda a igreja. Eh, inclusive, pelo menos pelo que eu tenho de na experiência com o movimento do aconselho bíblico, né? É, acho que fora do Brasil, principalmente, mas a a maioria dos conselheiros, eles não são pastores, eles são presbíteros ou são pessoas eh membros da igreja, né, que t o desejo de ajudar. Ah, e eles fazem isso e fazem o aconselhamento. >> Eh, então o aconselhamento é uma, eu eu entendo sempre assim, é uma maneira como Deus usa um pecador redimido para auxiliar outro pecador redimido a glorificar Deus. né? Então, basicamente isso. Eh, e esse pecador redimido pode ser qualquer um, pastor ou não, ele tem que ser crente, né? Tem que ser crente, tem que ser fiel, tem que buscar o Senhor, ah, e buscar algum tipo de ferramenta, tá? Ah, sobre isso, sobre treinamentos, né? Então, hoje nós no Brasil temos muitos treinamentos possíveis. Nós temos, por exemplo, um que é bem tradicional no Brasil já, que é a ABCB. A ABCB tem alguns módulos, é Batista e alguns módulos você pode fazer. São cinco módulos e autoconfrontação. Ah, você vai ter uma noção muito boa do aconselhamento. Tem um um outro curso que é chamado de Nutra. Nutra funciona lá na Igreja Batista Pedras Vivas com Jário Cáceres. Eh, e é um sábado por mês durante um ano. Então você passa o sábado inteiro lá aprendendo sobre isso. Eh, é muito bom. Alguns membros aqui já fizeram, né, tanto Nutra quanto a BCB. Nós temos o Instituto Reformado, né, que também tem um curso de aconselhamento. Nós temos o Jumper. O Jumper hoje tem o EAD em aconselhamento, é onde eu também dou aula. E e lá você tem um um EAD muito interessante, né? São vários módulos. Num ano você faz também. Então, tem alguns cursos possíveis aqui, inclusive em Santamaro. Ah, nós estamos criando uma equipe de aconselhamento e treinando essa equipe. Ah, hoje mesmo a gente tava colocando no ar aí um curso, né, de aconselhamento. Ainda não está eh disponível, tem que só clicar para disponibilizar ali, né? Mas já tá pronto. E é uma é uma é um curso que eu gravei >> introdutório com um pouco de teologia do aconselhamento, como que isso funciona. Então, isso vai ter aqui também. Ah, e isso e livros, né? Então, tem muitos livros, tem muito recurso hoje na internet que você pode utilizar para você aprender. Um livro muito legal que ensina aconselhamento de maneira prática e rápida é um que chama Cura para o Coração. Esse livro da nossa editora eh da CP cultura cristã. E ele é muito ele é curto, direto ao ponto, ensina como você faz um bom aconselhamento. Então, tem muito recurso hoje que dá para você usar. O importante é você querer e você se esforçar, tá? Não adianta você só querer chegar e começar a conversar e pronto, não. É importante que você se detenha no estudo da palavra conhecer Bíblia, né? Tem que conhecer Bíblia, Bíblia, Bíblia. Você tem que conhecer teologia, não só o que a palavra de Deus diz no sentido de conhecer os versículos, as histórias, >> mas entender como que essa, como que aquilo que emana da palavra, a teologia, ela se aplica à vida. Então tem que ter uma cosmovisão bíblica, uma cosmovisão teológica bem fundamentada e isso tudo são esses cursos que vão ajudar, tá? Muito bom. Excelentes dicas, deixou muita >> Uhum. >> muita coisa boa, muitas indicações legais. Muito bom, pastor. E para fechar a antes de de pedir para você deixar um uma mensagem para quem nos assiste, né, um último ponto que que foi mencionado no começo quando você tava falando um pouquinho sobre você, mas que a gente não aprofundou tanto, mas >> você dá aula de inglês? >> Ah, dou aula, sim, é verdade. É, não é verdade? Ah, a gente tá conversando um pouquinho, né? Eu dou aula de inglês. Eh, é uma das é uma das coisas que eu faço, né? Eu eu era professor de inglês enquanto seminarista. >> Uhum. >> Eh, e agora eu ainda dou algumas aulas de vez em quando. Na verdade, agora eu tô com a eh pouco tempo dedicado a isso, né? Mas eu ainda de vez em quando, eh, dou uma aulinha ou duas aí, né? Que ajuda. >> Muito bom. Então, fica aí a dica. Além de conselheiro, professor de inglês, quem precisar, pastor Gabriel, tá à disposição aí. E pastor, pra gente fechar aqui a nossa conversa, queria que você deixasse uma mensagem para quem nos assiste, para quem nos acompanha. Pode ser sobre aconselhamento, pode ser sobre algo que você julga importante pra galera, >> tá bom? Então, eh, eu vou vender o peixe aqui do aconselhamento, né? A minha a minha mensagem é para que você busque aprender um pouquinho mais sobre isso. É um tema muito interessante, muito importante, muito profundo, muito necessário paraa igreja. O meu sonho de fato é que Santa Maro inteira tivesse o DNA do aconselhamento, ou seja, que soubesse o que é e fizesse um ao outro. Essa, esse seria o ideal. Acho que é uma caminhada, a gente tá tentando ir para lá, mas ainda não é assim, ah, eh, de maneira plena. Então, minha mensagem para você, meu encorajamento é esse, tente aprender um pouquinho sobre aconselhamento aqui na igreja. Se você quiser fazer parte também, você pode me procurar. a gente tá fazendo essa equipe e você pode eh ser uma das pessoas a aconselharem, ajudar pessoas também a glorificarem a Deus com as suas vidas e e serem ah motivo de motivo de alegria tanto para Deus quanto para nós. Então essa é a minha é a minha orientação e o meu recado para você. Espero que você o siga e que a nossa igreja possa cada vez mais crescer na área do aconselhamento bíblico. >> Muito bom, pastor Gabriel. Obrigado. Te agradeço muito pelo papo, pela disposição para aceitar o convite. Foi uma honra, um prazer >> estarmos juntos aqui. Agradeço você que nos acompanhou de casa, assistiu, compartilhou, mandou tua pergunta. Muito obrigado. Fique de olho nas nossas redes sociais, nas divulgações dos próximos episódios, né? Queria agradecer também nossa equipe aqui que tá por trás das câmeras aí, Pedrão, Thago, Lucas Vieira, Isabeli e a Nenenzinha, né? É, >> muito bem. A gente tem uma gravidinha aqui que veio servir conosco hoje. É isso, pessoal. Mais uma vez, obrigado. Boa noite e até a próxima. [música] >> [música]