Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Por que coisas ruins acontecem ao povo de Deus? (2 Coríntios 1:1-11) | Rev. Rubens Cirqueira

Por que coisas ruins acontecem ao povo de Deus? (2 Coríntios 1:1-11) | Rev. Rubens Cirqueira

Por que coisas ruins acontecem ao povo de Deus? (2 Coríntios 1:1-11) | Rev. Rubens Cirqueira

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE

Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial

Legendas automáticas:

Os irmãos, que a graça e a paz do nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo estej.
Quero nessa noite convidá-los a abrir a
palavra do Senhor na segunda carta de
Paulo aos Coríntios, no capítulo de
número um. Nós vamos ler do versículo 1
até o versículo de número 10.
Segunda carta de Paulo aos Coríntios, no
capítulo primeiro,
do versículo 1 até o versículo 10,
aliás, o verso 11.
Acompanhe comigo a leitura dessa da
palavra do Senhor, mesmo assentados, mas
com toda reverência diante do nosso
Deus.
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela
vontade de Deus, e o irmão Timóteo, a
Igreja de Deus, que está em Corinto, e a
todos os santos em toda a Acaia. Graças
a vós outros e paz da parte de Deus,
nosso pai e do Senhor Jesus Cristo.
Bendito seja o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, o Pai de
misericórdia,
misericórdias e Deus de toda consolação.
É ele quem nos conforta em toda a nossa
tribulação para podermos consolar os que
estiverem em qualquer angústia com a
consolação com que nós mesmos somos
contemplados por Deus.
Porque assim como os sofrimentos de
Cristo se manifestam em grande medida a
nosso favor, assim também a nossa
consolação transborda por meio de
Cristo. Mas se somos atribulados, é para
o vosso conforto e salvação. Se somos
confortados, é também para o vosso
conforto, o qual se torna eficaz,
suportando vós com paciência os mesmos
sofrimentos que nós também padecemos.
A nossa esperança a respeito de vós está
firme, sabendo que como sois
participantes dos sofrimentos,
assim o sereis da consolação.
Porque não queremos, irmãos, que
ignoreis a natureza da tribulação que
nos sobreveio na Ásia, porquanto foi
acima das nossas forças, a ponto de
desesperarmos até da própria vida.
Contudo, já em nós mesmos tivemos a
sentença de morte, para que não
confiemos em nós, e sim no Deus que
ressuscita os mortos, o qual nos livrou
e livrará de tão grande morte, em quem
temos esperado que ainda continuará a
livrar-nos, ajudando-nos também vós com
as vossas orações a nosso favor, para
que por muitos sejam dadas graças a
nosso respeito pelo benefício que nos
foi concedido por meio
de muitos. Vamos orar mais uma vez.
Senhor nosso Deus, nós queremos pedir ao
Senhor nessa noite que, ó Deus, a
partir, ó Deus, da tua palavra e daquilo
que nós lemos aqui, ó Deus, o Senhor, ó
Deus, possa falar, ó Pai, ao nosso
coração, transformar a nossa vida, ó
Deus, e nos fortalecer no evangelho de
Cristo Jesus.
Seja, ó Deus, sobre nós, ó Pai, com teu
Santo Espírito, ó Deus, agindo na nossa
vida. E assim, ó Deus, sempre carecemos
da ação iluminadora do Teu Espírito.
Portanto, ó Deus, que também o Senhor
mesmo abra o nosso coração e aplique
essa palavra, ó Deus, em cada um de nós
para edificação do teu povo, da tua
igreja e paraa glória do Senhor. É a
nossa oração em nome de Cristo Jesus.
Meus irmãos, há uma autora que ela
conhecida no meio hospitalar
eh principalmente de cuidados
paliativos, chamada Elizabeth Cleross,
ela escreve um livro chamado Entre a
Morte e o Morrer. Nesse livro, ela em
diversas pesquisas, ela eh começa, eh,
averiguar como que as pessoas elas
enfrentam o seu próprio luto ou o luto
antecipatório.
E assim ela vai entrevistando e
colocando ali a maior parte daquilo que
ela recebe. É interessante notar que ela
relata vários casos de cristãos. ela faz
questão de relatar alguns casos de
cristãos que estavam ali depois de um
diagnóstico muitas vezes eh de
terminalidade e como que eles reagiram a
tudo isso, né? Como que eles reagiram? E
assim ela coloca tudo isso dentro
daquilo que ela depois estabelece, né,
como aquele ciclo, né, de aceitação,
negação, depressão, eh, barganha, quando
ela cria o sistema de enfrentamento a
esse luto. Mas uma coisa que é
interessante no livro, que ela faz
questão de pintarem e em letras grandes
ali, é que na maioria das vezes os
crentes eles não sabiam lidar muito bem
com a morte iminente.
Na maior parte das vezes, eles diziam e
faziam a mesma pergunta: "Por que isso
está acontecendo comigo?" Ou: "O que eu
fiz para merecer isso?"
Então ela cita vários casos de pessoas
que chegaram a verbalizar por que isso
aconteceu comigo e não com outra pessoa
pior do que eu?
Isso sempre esteve no imaginário de
muita gente de que eh coisas a pergunta
é porque coisas ruins acontecem nas
pessoas boas ou acontecem ao povo de
Deus? Essa sempre, esse sempre foi o
dilema de chegar diante de Deus e
perguntar por que que essas coisas nos
acontecem. Paulo está respondendo nesse
texto, pegando a própria experiência e a
gente vai notar que ele tá fazendo uma
sequência a partir da primeira carta que
ele escreve aqui aos Coríntios. Mas a
gente eh olha para esse texto e Paulo
vai nos oferecer agora uma profunda
compreensão a respeito eh do sofrimento,
das experiências e do consolo que marcam
a nossa vida. Paulo, então, ele começa a
falar, mas a partir da perspectiva
daquilo mesmo que tinha acontecido na
sua vida. quando ele escreve a segunda
carta aqui aos Coríntios, no momento
aqui de grande tensão, de grande
aflição, a igreja passando por divisões
internas, a contestação a respeito do
seu apostolado, tudo isso está relatado
aqui, isso vai se agravando e Paulo vai
falando aqui a a igreja de Corinto a
respeito de todas essas dificuldades,
mas em meio também a muita eh eh muita
briga no meio da igreja e muitas vezes
contestação a respeito do seu
ministério.
Então Paulo ele usa uma linguagem direta
e sincera e aí ele começa a compartilhar
a sua própria experiência, a sua própria
aflição e consolo, sabendo que a partir
de tudo isso, ele já tinha esse
vislumbre daquilo que Deus estava
fazendo por meio da sua vida. E ele
experimentando já de tudo isso, sabendo
qual era o propósito. Então ele mostra
qual é essa conexão de sofrimento
cristão, esperança que a gente só pode
encontrar exatamente em Deus. No verso
de número um, ele começa o texto agora
da sua segunda carta se apresentando.
Ele está se apresentando e mostrando as
suas credenciais. Então ele diz Paulo,
apóstolo de Cristo Jesus. Então ele diz
que é pela vontade de Deus também. Não é
pela vontade dele, pela vontade de algum
outro, mas ele se apresenta como
apóstolo e não como o termo genérico.
Ele se coloca de fato como apóstolo de
Cristo Jesus, apóstolo direto de Cristo
Jesus e não apenas na tradução da
palavra como aquele que é enviado.
E assim a gente vai vendo que Paulo
começa a estabelecer o propósito de tudo
isso da vida, o finalidade de por que
Deus no chama e por que o sofrimento
cristão ele por que que o sofrimento
acontece na vida do cristão? Então ele
vai chegar a uma conclusão que o
sofrimento na nossa vida ele sempre ele
tem uma característica redentiva. Ela
não é nunca será aleatório, ele sempre
vai ser redentivo e vai nos aproximar de
Deus. e vai colocar que tudo isso são
agentes, né, de consolo e de esperança
em meio a essas aflições. Então, diante
de tudo isso, Paulo ele cita eh várias
vezes aquilo que tinha acontecido na na
vida dele. Ele cita que ficou na voragem
do mar, que ele levou açoites e eram
pesados os açoites. A gente relembra que
em Atos nos conta que eles apedrejaram
Paulo, só deixaram de jogar pedras nele
porque achou que ele já tinha morrido. E
aí levanta-se alguns discípulos e vê que
ele ainda estava com vida e socorre a
Paulo. conta tudo isso falando na
perspectiva agora redentiva, mas ele
também coloca que esses sofrimentos
todos a gente precisa compreender
claramente
que o sofrimento ele está ligado a um
padrão de queda, ao padrão daquilo que
aconteceu no Éden. Portanto, sim, ela
tem uma correspondência com o pecado,
mas nem sempre o o sofrimento
individual, ela tem uma correspondência
direta com o pecado direto. É o que
Paulo vai nos mostrar.
Ele apenas nos mostra que sofrimento
aqui nessa terra é algo que nós estamos
sujeitos e que nós vamos passar, assim
como todas as pessoas, mas agora há uma
diferença muito grande naqueles que são
de Cristo. E é isso que é a dificuldade
da gente entender, porque nós vivemos
envolto em vários processos religiosos
que vão muitas vezes te levar a um lugar
de sofrimento zero, né, de problema
zero. E normalmente a palavra de Deus,
ela não nos leva a esse lugar. Ele nos
leva a um lugar que muitas vezes nós não
queremos chegar e nós não queríamos
estar lá. Mas tudo isso Deus o faz, eh,
fazendo com que todas essas situações da
nossa vida se tornem redentivos. A gente
vê lá em Jeremias, quando ele escreve
Lamentações do capítulo 3, do verso 39,
ele pergunta, há uma pergunta retórica.
Por que qualquer homem deveria oferecer
queixas em vista dos seus pecados? Eh,
Jeremias, ele olhando para toda
desolação do povo e daquilo que estava
acontecendo, ele lamenta diante do
Senhor, mas ele chega a essa conclusão:
como que nós poderíamos oferecer queixa
diante do Senhor em vista dos nossos
pecados. E assim, o verdadeiro mistério,
a gente vai entender, não é porque
coisas ruins acontecem com pessoas boas,
mas o mistério é porque coisas boas
acontecem com pessoas ruins. É difícil
nós falarmos isso, mas à vista da
teologia, quando nós olhamos a
apresentação daquilo que aconteceu e
quem nós somos agora eh diante do
pecado, da natureza pecaminosa, nós
vamos compreender que, de fato, todos
nós, na verdade, nós não mereceríamos
coisas boas.
É difícil ouvir isso normalmente, porque
a gente gostaria de, a gente sempre
equipara, mas será se todos são ruims,
será que não tem um muito muito ruim?
E eu talvez seja assim um ruim, quase
chegando no limite para me tornar um
bom. Mas aquilo que a palavra de Deus
diz que nós estamos encerrados no mesmo
conceito, dentro do mesmo lugar por
causa do pecado. Então Jeremias, ele
mantém essa pergunta em mente. Por quê?
E ele faz essa pergunta agora. E a gente
vê que isso não é apenas de Jeremias. Lá
no salmo de número 10, no verso de
número um, a pergunta é: por que,
Senhor, te conservas longes e te
escondes na hora da tribulação?
O salmista agora, sem entender o que
estava acontecendo na sua vida, ele
chega diante do Senhor e faz essa
pergunta diante de Deus. Por que que o
Senhor está longe? Será que o Senhor se
esqueceu? E assim ele começa a falar a
respeito da sua tribulação. Jeremias
também lá em Lamentações, no capítulo 5
verso 10, ele diz: "Por que te
esqueceria de nós para sempre? Por que
nos desampararias por tanto tempo?
Converte-nos a ti, Senhor, e seremos
convertidos. Renova os nossos dias como
dantes, porque nos rejeitarias
totalmente? Porque te enfurecerias
sobremaneira contra nós outros?"
E aí, Abac no capítulo de número um,
verso de número 13, eh, Abacuk chega
diante de Deus e pergunta: "Por que
estais em silêncio, Senhor, quando os
ímpios engolem aqueles mais justos do
que eles?" Então, a gente ouve que essa
pergunta, por que eu? Porque eu na
verdade não é apenas nossa em alguns
momentos da nossa vida de angústia, de
tribulação. Essa sempre vai ser a nossa
pergunta. o nosso dilema diante de Deus
em faces de de tantas coisas que nos
acontecem aqui debaixo do sol. E é sobre
isso que Paulo está tratando e ele nos
ajuda a responder isso. Então, eu quero
destacar nessa noite três coisas que ele
fala, mas isso precisa se tornar prático
na nossa vida. Quando nós estivermos
passando pela tribulação, como que nós
devemos olhar tudo isso? A palavra de
Deus nos dá um caminho prático para que
a gente entenda exatamente o porquê as
aflições elas chegam na nossa vida.
Primeira coisa é que Deus ordena a nossa
aflição eh pelo bem das pessoas ao nosso
redor.
Isso é claro no texto. Ele mostra porque
nós sofremos. Deus ordena aflição pelo
bem das pessoas ao nosso redor, eh, para
que nós possamos servir. Agora, de
exemplo, Paulo começa a carta
contando-lhes sobre aflições. E aí ele
fala dos colegas que experimentaram a
aflição ali na Ásia, não é a Ásia pro
lado ali da China, Japão, mas ele está
falando da Ásia Menor no tempo que ele
esteve hoje, como se fosse ali Turquia,
né? A Turquia moderna. Eles estavam ali
na região costeira de Éfeso, onde Paulo
eh tinha ministrado ali quando ele
escreveu Primeira Coríntios e a segunda
carta aos Coríntios. Então Paulo está se
referindo a isso aqui, aos capítulos 11
e 12 da sua primeira carta aos
Coríntios, quando ele diz que os
sofrimentos que eles passaram foram
intensos. Então ele fala, houve prisões,
espancamentos, houve chicoteamento,
apedrejamento, naufrágio, fome, sede,
perigo, dificuldade, angústia,
perseguição, insultos. Tudo isso ele
coloca relatando quando ele está fazendo
a sua defesa de apostolado.
E ele mostra que todas essas coisas, não
somente ele, mas aqueles que o
acompanhavam também passaram por tudo
isso. Que Paulo então está falando aqui
é que lá no verso oito a gente pode
dizer: "Estávamos tão sobrecarregados
além". Aqui ele fala: "Além das nossas
forças, desesperamos com a própria
vida". Ele está mostrando que a situação
que eles passaram foi de aflição extrema
e aflição que eles estão ali, eh,
aflição externa e muitas coisas que
estavam acontecendo que era
desesperador. Mas se a gente observar o
verso 3 a 7 do texto que nós lemos no
meio da aflição, Paulo louva a Deus, o
Pai, nosso Senhor Jesus Cristo. E aí ele
usa o termo pai das misericórdias. Pai
das misericórdias. Ele está dizendo que
esse Deus que serve, que permite que
essas coisas aconteçam, é aquele eh que
tem eh uma compaixão profunda pelas
nossas vidas.
Compaixão profunda. Literalmente no
texto é aquilo que ele está dizendo. E é
esse Deus, esse mesmo Deus que permite
que tudo isso aconteça. É o mesmo Deus
que produz essa profunda consolação. Mas
pense nisso. Sem o sofrimento de Paulo
aqui no texto, ele não teria
experimentado o conforto de Deus. E sem
o conforto de Deus, Paulo não seria
capaz de confortar os outros com esse
conforto. Essa é a lógica que agora ele
traz.
Diante do texto, nós sabemos muito bem
que nós fomos salvos por Cristo Jesus. E
a nossa salvação, ela não diz respeita a
só algo individual. Nós temos sim as
nossas responsabilidades coletivas. E
nessa comunhão dos santos, nós temos
esse dever, portanto, de consolar aos
outros. E como que isso vai acontecer?
Paulo vai dizer porque diante de todas
as coisas que eles tinham passado, que
se nós somos afligidos era é para seu
conforto e salvação. Se somos
confortados também é para seu conforto,
né? para que isso possa servir de
exemplo. Então, a questão aqui é essa,
ou seja, aflição, juntamente com o
conforto de Deus, nos mostra exatamente
que esse é como se fosse um bersário ou
uma estufa, onde tudo isso está
crescendo agora, eh, onde está sendo
produzindo em nós para que isso seja
usado em outros, para que seja bênção
também na vida de outros. Deus então te
aflige para que eh para que ele mesmo
possa te confortar,
para que quando você receba esse
conforto, você também seja até mesmo
mais simpáticos com o sofrimento dos
outros, compassivos com aqueles que
estão à nossa volta. E normalmente
nossos olhos também ficam mais abertos
para o sofrimento dos outros. A nossa
carreira cristã, ela diz respeito a algo
coletivo,
ela diz respeito a essa comunhão dos
santos. Portanto, não é uma vida de
performance individual. Toda a nossa
vida serve a esse propósito. Toda a
nossa vida e tudo aquilo que nos
acontecem serve a esse propósito maior.
Portanto, Deus usa a nossa vida da
maneira como ele quer. E é isso que
Paulo está dizendo. Olha para histórias.
histórias que a palavra de Deus nos diz.
A história de Noemi é interessante.
Noemi, ela passa fome,
ela perde o marido, ela perde os filhos.
Qual é a finalidade de tudo isso?
Por que que Deus permitiu isso
acontecer? Nós sabemos porque nós
estamos olhando agora, né, pelo lado
contrário. Nós sabemos bem, foi por
causa de Rute, para que ela fosse
trazida para o reino de Deus. E Rute vai
figurar ali dentro da linhagem de Cristo
Jesus.
Essa era a finalidade. Nós temos na
história de José, que sabemos muito bem,
ele foi vendido como escravo por seus
irmãos, foi falsamente acusado de
moralidade sexual, sendo esquecido na
prisão. E a pergunta é: por que por que
os irmãos queriam fazer isso? E aí o
texto nos diz que eles queriam intentar
o mal contra ele, mas Deus usou ou Deus
o intentou para o seu próprio bem. A
gente sabe o resultado de tudo isso e
principalmente porque José se torna
prefiguração de Cristo na história,
apontando na necessidade eh de um
mediador e ele aponta para Cristo. A
gente olha paraa palavra de Deus quando
é interessante quando está falando a
respeito de Pedro. Palavra de Deus nos
fala que eh Pedro, né, ele fala: "Simão,
Simão,
Satanás exigiu que você seja peneirado
como trigo."
E aí a resposta do texto é interessante,
porque o texto não diz assim: "Olha, mas
nós não deixamos que Satanás fizesse
isso."
Jesus ele diz: "Eu tenho orado por ti e
quando você se fortalecer,
fortaleça seus irmãos.
O evangelho que nós conhecemos, talvez
seja esse evangelho que diz: "Não, e aí
Deus vai chegar e vai falar: "Nada disso
vai acontecer com você". A gente olha na
própria história aquilo que a palavra de
Deus nos mostra nos servos deles, a
maneira como Deus age, a maneira como
Deus faz e tudo isso servindo a esse
propósito. Portanto, nessa primeira
parte, ao olhar angústias, sofrimentos
na nossa vida, agora você sendo parte
desse reino do Senhor, saiba que nada
disso é aleatório ou sem sentido. Todos
os nossos sofrimentos e angústias aqui
na nossa peregrinação, elas servem sim
para que nós primeiro sejamos consolados
por Deus, para que depois nós possamos
consolar e confortar os outros.
Mas há uma segunda coisa que nós
aprendemos no texto, Deus ordena aflição
para quebrar nosso controle sobre falsas
confianças aqui. Eh, ele ordena aflição
para quebrar tudo isso. Lá no verso de
número nove do texto, ele diz: "Contudo,
já em nós mesmos tivemos sentença de
morte, para que não confiemos em nós e
sim no Deus que ressuscita os mortos,
para que a gente não confie em nós
mesmos". A gente vê que Paulo agora
diante do sofrimento, né, ele olha para
tudo isso e percebe exatamente que há um
laço na nossa vida de autoconfiança, de
achar que muitas vezes nós eh nós
aguentamos ou que nós eh nós temos eh
normalmente uma tolerância maior ou que
nós somos fortes para conseguir pela
nossa própria força, pela nossa própria
inteligência ou por uma série de coisas.
Aí a palavra de Deus nos mostra que Deus
faz isso para que nos dobre, para que a
gente entenda exatamente que nesse
quebrar ou quebrantar na nossa vida, nós
possamos reconhecer que o poder todo
está nas mãos do Senhor. E nós nos
livramos de confiança, autoconfiança que
normalmente é falsa.
Isso é normalmente uma ferramenta
cirúrgica aqui que é é o bsturi da
aflição, né, de chegar em lugares que
nem mesmo nós saberíamos que deveria ser
transformados.
Mas Deus sabe. Deus sabe quando a
palavra de Deus nos fala de cadinho,
quando nos fala a respeito do ourives,
normalmente no Antigo Testamento, ele
está mostrando isso. É aquela recipiente
que ele não vai se juntar àilo que está
sendo eh depurado, mas ele diz que nos
coloca nesse cadinho,
né? E ali a temperatura é muito alta
para que separe as impurezas.
Só que essa é a perspectiva da palavra
de Deus, daquilo que ele faz na nossa
vida. Só que para que a gente aceite,
nós precisamos entender que há impurezas
na nossa vida que precisam ser
retiradas, caso contrário, aflição na
nossa vida nunca terá sentido. Ela nunca
terá sentido. Cada vez mais nós
ficaremos angustiados diante de Deus por
não entender exatamente qual é o
propósito de sofrimentos, de angústias,
de perseguições e de tantas coisas que
podem nos acontecer. Nós sabemos sempre
e já ouvimos várias vezes aqui que de
fato a dor é esse megafone de Deus, né,
gritando na nossa consciência para que a
gente entenda exatamente aquilo que nós
precisamos abandonar ou deixar na nossa
vida. E assim, acho muitas vezes nós
achamos que podemos nos virar sozinhos,
né? E às vezes nós nos nós temos as
nossas próprias muletas na nossa
caminhada e a gente se assusta quando a
gente percebe na palavra de Deus que nós
temos um Deus que nos ama tanto, se
importa tanto conosco, que ele tira a
muleta. E aí você fala: "Não, mas eu
tenho ainda uma". E ele vai lá e tira a
outra. Você fala: "Não é possível. Me
tirou completamente, agora eu não
consigo de fato nem mesmo andar". Aí
você entendeu exatamente isso, aonde
Deus quer te levar para que normalmente
nós sejamos eh quebrantados diante dele
ou colocados na sua presença agora de
forma inteira. Portanto, Deus, quando a
gente usa outro texto lá de Coríntios,
Primeiro Coríntios, capítulo 10, que
fala que Deus não nos dá tentação além
das nossas forças, que Deus não nos
tentará acima da capacidade, eh, mas ele
vai fornecer uma maneira de escape. Ele
está falando de outro contexto. Ele está
falando num contexto agora de tentação.
texto que nós estamos lendo, ele está
falando num contexto de provação e que
Deus sim é capaz de nos espremer até que
a gente possa eh dizer: "Olha, eu não
tenho mais forças para lutar contra ti".
Aí vai ser além das nossas forças.
Quando ele está falando da preservação
de Deus na tentação, aí que ele diz que
ele não permitirá que nós sejamos
tentados além das nossas forças. Então,
o texto texto lá da primeira carta não
está falando a respeito apenas de
sofrimento. E por isso nós aprendemos
então que aflições na nossa vida elas
servem, né, as coisas ruins que nós
achamos que são ruins, elas servem
exatamente para isso, para que a gente
possa abrir mão daquilo que nós achamos
que nós podemos nos fiar ou segurar
diante de tudo aquilo que nos acontece
na vida. Deus está nos levando a esse
lugar.
Então, a aflição é redentiva. Quando nós
entendermos que quando Deus retira todas
as muletas e a gente cai no chão, nós
vamos entender que esse ato é um ato
redentivo de Deus. A partir de agora,
nós vamos confiar apenas nele e não em
nós mesmos. E essa é a maior luta da
nossa caminhada. Mas em terceiro e
último lugar, por que Deus ordena
aflições?
é para a sua própria glória.
O texto nos mostra isso. Então, o texto
vai caminhar para isso, dizendo que é
exatamente isso, é paraa glória do
Senhor. O verso de número 11, ele fala:
"Ajudando-nos com as vossas orações a
nosso favor,
para que por muitos sejam dados graças a
nosso respeito
pelo benefício que nos foi concedido por
meio de muitos". Ele está agora
mostrando que em meio a essas orações e
pedido sim para que Deus possa passar
tudo isso e nós oramos diante de Deus,
nós oramos uns pelos outros para que a
aflição passe, mas normalmente nós
precisamos fazer as perguntas corretas.
Por que que nós estamos passando? Aonde
o Senhor está querendo me levar?
aonde o Senhor está querendo me levar
com toda essa provação, com toda essa
aflição, mas sabendo que Deus está nos
levando a um fim proveitoso.
De certa forma, essa não é a única razão
aqui do qual devemos eh normalmente
precisar, mas se nada além de que Deus
aqui receber a glória em meio às nossas
aflições, eh tudo isso já é suficiente
se a nossa aflição servir exatamente
para a glória de Deus.
Eh, nós já estaremos completamente
satisfeitos com aquilo que Deus faz na
nossa vida,
com tudo aquilo que Deus faz. Eu já
falei várias vezes aqui, mas é porque eu
acho fantástico essa ideia da tapeçaria
de que você olha por baixo e você não
consegue eh entender o propósito, nem
aonde tudo isso vai chegar. Mas quando
você depois talvez Deus te mostre,
vislumbre daquilo que ele está fazendo
na sua vida, você fala: "Ah, faz
sentido". Mas você já parou para pensar
que ele pode não te mostrar o lado certo
do tapete?
Ele pode fazer isso agora nesses
momentos. E é nesse tempo que ele nos
chama, sim, a confiar nele. Confiar
nele. Se você puder manter sua Bíblia
aberta, mas abra, por favor, no livro
dos Salmos, o de número 77.
Salmo 77. Perceba aquilo que a palavra
de Deus está dizendo. Salmista Asaf
colocando diante do Senhor. Então ele
diz assim: "Elevo a Deus a minha voz e
clamo: "Eleva a Deus a minha voz para
que me atenda. No dia da minha angústia
procuro o Senhor. Euem-se as minhas mãos
durante a noite não se cansam. A minha
alma recusa a consolar-se. Lembro-me de
Deus e passo a gemer. Medito e me
desfalece o espírito. Não me deixes
pregar os olhos. Eh, tão perturbado
estou. Não me deixas que nem posso
falar. Penso nos dias de outrora. Trago
a lembrança os anos de passados tempos.
De noite indago o meu íntimo e o meu
espírito pescruta. Rejeita o Senhor para
sempre. Acaso não se torna propício?
Cessou perpetuamente a sua graça?
Caducou a sua promessa para todas as
gerações? Esqueceu-se Deus de ser
benigno? Ou na sua ira tem ele reprimido
as tuas misericórdias? Então disse eu,
isto é a minha aflição. Mudou-se a
destra do Altíssimo. Agora, perceba o
que ele diz lá no final, no verso de
número 19.
Pelo mar foi o teu caminho, as tuas
veredas pelas grandes águas não se
descobrem os teus vestígios. O que que
ele está dizendo? Ele está comparando
tudo isso numa metáfora de um navio
andando, né, num caminho nas águas. Se
você esperar pouco tempo, você não
descobre qual é o caminho que aquele
navio está andando nas águas.
Não se faz um caminho nas águas. E aí
ele está dizendo, e assim ele compara a
Deus que ele não consegue perceber aonde
Deus está levando a vida dele, qual é o
caminho que ele está levando à vida
dele. Mas ele diz: "O teu povo tu
conduziste como rebanho pela mão". A
declaração agora, ele sabe exatamente
aonde vai chegar. Assim, a gente vai ver
que Paulo está observando tudo isso e
ele está fazendo aquilo que Jó fez. Se
você lembrar do texto, ele fala: "O
Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja
o nome do Senhor". Paulo então começa a
sua carta dizendo a segunda carta.
Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e
Deus de todo conforto,
por causa de tudo aquilo que ele já
tinha relatado anteriormente.
Portanto, as nossas aflições e
dificuldades todas na nossa vida, elas
servem paraa glória de Deus. Por mais
que você não veja o caminho, por mais
que Deus não te mostre o caminho que ele
está te levando,
nós temos que confiar e saber que ele
conhece e ele sabe sim para onde está
nos levando. E se a nossa vida for paraa
glória de Deus, se a nossa vida, o nosso
sofrimento, a nossa morte for pra glória
de Deus, sim, nós cumpriremos eh aquilo
para qual Deus nos fez o propósito. Deus
nos fez para louvor da sua glória.
Deus não nos fez para que a gente possa
possa apenas nos satisfazer.
Deus não nos fez para alegria plena
nessa terra, como alguns vão dizer. Deus
nos fez para sua própria glória. A
alegria que nós temos aqui. Portanto,
isso tudo já é uma consequência daquilo
que nós temos em Cristo Jesus.
Mas nós temos que entender que nada na
nossa vida é aleatório. Tudo isso está
nas mãos de Deus e serve a esse
propósito. Eu quero concluir aqui nessa
noite, relembrando essas três razões
aqui verdadeiras e sugerir aquilo que
nós devemos lembrar de maneira prática
na nossa vida quando aflições nos
sobrevém ou se você está passando por
aflição. A primeira coisa é lembrar.
lembrar exatamente aqui do dos três
pontos que nós falamos nessa noite, que
nós sabemos aqui que a primeira coisa
que o nosso sofrimento serve para
exemplo e consolo de outros. É o que a
palavra de Deus nos diz. Palavra do
Senhor também nos mostra que agora
diante das provações, aquilo que ele nos
permite acontecer, ele está nos levando
exatamente a reconhecer pontos da nossa
vida que exigem autonomia diante de
Deus. E aí ele está nos dobrando diante
dele para nos mostrar quem é Senhor,
quem é Deus, quem é o Senhor da sua
vida.
E é por meio das aflições que ele nos
leva a esse lugar. Em terceiro, a
palavra de Deus nos mostra que é orar
por essa libertação, orar em meio à
aflição, é aquilo que Deus nos dá
também. E isso é legítimo para nossa
vida. Mas nós sabemos que em meio a tudo
isso,
mesmo que a gente espere
desesperadamente pelas orações uns dos
outros em meio à aflição, nós sabemos
que essa aflição ela servirá paraa
glória de Deus.
E também a olhar para tudo isso que nos
acontece, nós precisamos apontar para
aquilo que o texto nos diz, falando a
respeito no verso 5, compartilhar os
sofrimentos de Cristo Jesus.
compartilhar os sofrimentos de Cristo.
Portanto, o Espírito Santo está nos
conformando a imagem de um salvador
sofredor.
A palavra de Deus diz que ele é um homem
de dores que aprendeu obediência através
das coisas que sofreu. Hebreus nos fala
isso. Portanto, Jesus nos chama a sofrer
com ele para que possamos ser também
glorificados com ele. E é porque Jesus
sofreu, foi tentado. Ele é capaz de vir
em auxílio. É o que Hebreus também nos
diz, que ele é esse sumo sacerdote
simpático a nós, porque ele sofreu todas
as coisas. Portanto, ele pode vir em
nosso socorro em meio às aflições.
O problema, então, não é a pergunta, o
que eu fiz para merecer isso? Essa não é
a pergunta certa, né?
Se nós olharmos um aspecto positivo, a
gente vai saber que agora as nossas
aflições e sofrimentos, né? A gente tem
que louvar a Deus e saber, olha, Senhor,
como o Senhor quer que eu glorifique ao
Senhor através dessa aflição
e de saber que tudo isso está exatamente
nas mãos de Deus. Eu quero terminar
relembrando um uma parte da na história.
Houve uma guerra que aconteceu em 1812.
Eh, era uma guerra entre os Estados
Unidos e a Grã-Betânia.
E eles estavam lutando por parte de
terra ali. Só que eles chegaram num
tratado. A guerra começou em 1812, ela
terminou em dezembro de 1814.
Em 8 de janeiro de 1815, nós tínhamos
dois grupos que ainda estavam brigando,
mesmo depois de ter feito o tratado lá
chamado de gente, o tratado que foi
assinado para terminar a guerra. Eles
não foram comunicados ali porque a
comunicação era lenta e, portanto, eles
continuaram brigando ainda por um bom
tempo, um grupo que estava isolado.
E assim eles continuaram a guerra.
Quando eu olho para essa história,
normalmente eu penso na nossa vida,
porque normalmente não é com frequência
assim que nós agimos, que muitas vezes
em meio da aflição, sofrimento, nós
pensamos que Deus está zangado conosco.
Achamos que Deus ainda está em guerra
contra nós.
Achamos que Cristo Jesus aqui talvez não
pagou todo o preço ou que ele está
zangado porque nós tiramos o olhar da
cruz de Cristo.
A salvação, esse ato que nós temos agora
de Cristo Jesus por nós,
é somente por ele que nós conseguimos
também passar em meio às aflições.
Não é achando que aflição é porque Deus
continua em guerra contra você. Não,
nada disso. Ele olha para nós através de
Cristo e ele nos ama. Ele é o Pai de
todas as misericórdias.
Não é por causa dos nossos pecados, é
para que nós possamos ser conformados à
imagem de Cristo, homem de dores, que
soube o que é sofrer e que foi
aperfeiçoado pela obediência e pelo
sofrimento. É nesse lugar que Deus está
nos levando. Que Deus possa nos
abençoar, que Deus possa nos fazer
entender. Eu citei lá no início
Elizabeth Clerrosa. Toda a sua teoria,
ela vem manchada com o espiritismo, que
vai mostrar que o a razão de sofrimento
é apenas purgação e ciclos infinitos até
você ser depurado. Essa não é uma visão
bíblica.
Deus está nos levando numa direção,
progressão em direção a Cristo Jesus a
cada dia mais. Que Deus nos abençoe.
Vamos orar.
เฮ

Tags: