Por que coisas ruins acontecem ao povo de Deus? (2 Coríntios 1:1-11) | Rev. Rubens Cirqueira
03/03/2026
Por que coisas ruins acontecem ao povo de Deus? (2 Coríntios 1:1-11) | Rev. Rubens Cirqueira
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Os irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo estej. Quero nessa noite convidá-los a abrir a palavra do Senhor na segunda carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo de número um. Nós vamos ler do versículo 1 até o versículo de número 10. Segunda carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo primeiro, do versículo 1 até o versículo 10, aliás, o verso 11. Acompanhe comigo a leitura dessa da palavra do Senhor, mesmo assentados, mas com toda reverência diante do nosso Deus. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, a Igreja de Deus, que está em Corinto, e a todos os santos em toda a Acaia. Graças a vós outros e paz da parte de Deus, nosso pai e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdia, misericórdias e Deus de toda consolação. É ele quem nos conforta em toda a nossa tribulação para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Porque assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo. Mas se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação. Se somos confortados, é também para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos. A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação. Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos, o qual nos livrou e livrará de tão grande morte, em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós com as vossas orações a nosso favor, para que por muitos sejam dadas graças a nosso respeito pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos. Vamos orar mais uma vez. Senhor nosso Deus, nós queremos pedir ao Senhor nessa noite que, ó Deus, a partir, ó Deus, da tua palavra e daquilo que nós lemos aqui, ó Deus, o Senhor, ó Deus, possa falar, ó Pai, ao nosso coração, transformar a nossa vida, ó Deus, e nos fortalecer no evangelho de Cristo Jesus. Seja, ó Deus, sobre nós, ó Pai, com teu Santo Espírito, ó Deus, agindo na nossa vida. E assim, ó Deus, sempre carecemos da ação iluminadora do Teu Espírito. Portanto, ó Deus, que também o Senhor mesmo abra o nosso coração e aplique essa palavra, ó Deus, em cada um de nós para edificação do teu povo, da tua igreja e paraa glória do Senhor. É a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Meus irmãos, há uma autora que ela conhecida no meio hospitalar eh principalmente de cuidados paliativos, chamada Elizabeth Cleross, ela escreve um livro chamado Entre a Morte e o Morrer. Nesse livro, ela em diversas pesquisas, ela eh começa, eh, averiguar como que as pessoas elas enfrentam o seu próprio luto ou o luto antecipatório. E assim ela vai entrevistando e colocando ali a maior parte daquilo que ela recebe. É interessante notar que ela relata vários casos de cristãos. ela faz questão de relatar alguns casos de cristãos que estavam ali depois de um diagnóstico muitas vezes eh de terminalidade e como que eles reagiram a tudo isso, né? Como que eles reagiram? E assim ela coloca tudo isso dentro daquilo que ela depois estabelece, né, como aquele ciclo, né, de aceitação, negação, depressão, eh, barganha, quando ela cria o sistema de enfrentamento a esse luto. Mas uma coisa que é interessante no livro, que ela faz questão de pintarem e em letras grandes ali, é que na maioria das vezes os crentes eles não sabiam lidar muito bem com a morte iminente. Na maior parte das vezes, eles diziam e faziam a mesma pergunta: "Por que isso está acontecendo comigo?" Ou: "O que eu fiz para merecer isso?" Então ela cita vários casos de pessoas que chegaram a verbalizar por que isso aconteceu comigo e não com outra pessoa pior do que eu? Isso sempre esteve no imaginário de muita gente de que eh coisas a pergunta é porque coisas ruins acontecem nas pessoas boas ou acontecem ao povo de Deus? Essa sempre, esse sempre foi o dilema de chegar diante de Deus e perguntar por que que essas coisas nos acontecem. Paulo está respondendo nesse texto, pegando a própria experiência e a gente vai notar que ele tá fazendo uma sequência a partir da primeira carta que ele escreve aqui aos Coríntios. Mas a gente eh olha para esse texto e Paulo vai nos oferecer agora uma profunda compreensão a respeito eh do sofrimento, das experiências e do consolo que marcam a nossa vida. Paulo, então, ele começa a falar, mas a partir da perspectiva daquilo mesmo que tinha acontecido na sua vida. quando ele escreve a segunda carta aqui aos Coríntios, no momento aqui de grande tensão, de grande aflição, a igreja passando por divisões internas, a contestação a respeito do seu apostolado, tudo isso está relatado aqui, isso vai se agravando e Paulo vai falando aqui a a igreja de Corinto a respeito de todas essas dificuldades, mas em meio também a muita eh eh muita briga no meio da igreja e muitas vezes contestação a respeito do seu ministério. Então Paulo ele usa uma linguagem direta e sincera e aí ele começa a compartilhar a sua própria experiência, a sua própria aflição e consolo, sabendo que a partir de tudo isso, ele já tinha esse vislumbre daquilo que Deus estava fazendo por meio da sua vida. E ele experimentando já de tudo isso, sabendo qual era o propósito. Então ele mostra qual é essa conexão de sofrimento cristão, esperança que a gente só pode encontrar exatamente em Deus. No verso de número um, ele começa o texto agora da sua segunda carta se apresentando. Ele está se apresentando e mostrando as suas credenciais. Então ele diz Paulo, apóstolo de Cristo Jesus. Então ele diz que é pela vontade de Deus também. Não é pela vontade dele, pela vontade de algum outro, mas ele se apresenta como apóstolo e não como o termo genérico. Ele se coloca de fato como apóstolo de Cristo Jesus, apóstolo direto de Cristo Jesus e não apenas na tradução da palavra como aquele que é enviado. E assim a gente vai vendo que Paulo começa a estabelecer o propósito de tudo isso da vida, o finalidade de por que Deus no chama e por que o sofrimento cristão ele por que que o sofrimento acontece na vida do cristão? Então ele vai chegar a uma conclusão que o sofrimento na nossa vida ele sempre ele tem uma característica redentiva. Ela não é nunca será aleatório, ele sempre vai ser redentivo e vai nos aproximar de Deus. e vai colocar que tudo isso são agentes, né, de consolo e de esperança em meio a essas aflições. Então, diante de tudo isso, Paulo ele cita eh várias vezes aquilo que tinha acontecido na na vida dele. Ele cita que ficou na voragem do mar, que ele levou açoites e eram pesados os açoites. A gente relembra que em Atos nos conta que eles apedrejaram Paulo, só deixaram de jogar pedras nele porque achou que ele já tinha morrido. E aí levanta-se alguns discípulos e vê que ele ainda estava com vida e socorre a Paulo. conta tudo isso falando na perspectiva agora redentiva, mas ele também coloca que esses sofrimentos todos a gente precisa compreender claramente que o sofrimento ele está ligado a um padrão de queda, ao padrão daquilo que aconteceu no Éden. Portanto, sim, ela tem uma correspondência com o pecado, mas nem sempre o o sofrimento individual, ela tem uma correspondência direta com o pecado direto. É o que Paulo vai nos mostrar. Ele apenas nos mostra que sofrimento aqui nessa terra é algo que nós estamos sujeitos e que nós vamos passar, assim como todas as pessoas, mas agora há uma diferença muito grande naqueles que são de Cristo. E é isso que é a dificuldade da gente entender, porque nós vivemos envolto em vários processos religiosos que vão muitas vezes te levar a um lugar de sofrimento zero, né, de problema zero. E normalmente a palavra de Deus, ela não nos leva a esse lugar. Ele nos leva a um lugar que muitas vezes nós não queremos chegar e nós não queríamos estar lá. Mas tudo isso Deus o faz, eh, fazendo com que todas essas situações da nossa vida se tornem redentivos. A gente vê lá em Jeremias, quando ele escreve Lamentações do capítulo 3, do verso 39, ele pergunta, há uma pergunta retórica. Por que qualquer homem deveria oferecer queixas em vista dos seus pecados? Eh, Jeremias, ele olhando para toda desolação do povo e daquilo que estava acontecendo, ele lamenta diante do Senhor, mas ele chega a essa conclusão: como que nós poderíamos oferecer queixa diante do Senhor em vista dos nossos pecados. E assim, o verdadeiro mistério, a gente vai entender, não é porque coisas ruins acontecem com pessoas boas, mas o mistério é porque coisas boas acontecem com pessoas ruins. É difícil nós falarmos isso, mas à vista da teologia, quando nós olhamos a apresentação daquilo que aconteceu e quem nós somos agora eh diante do pecado, da natureza pecaminosa, nós vamos compreender que, de fato, todos nós, na verdade, nós não mereceríamos coisas boas. É difícil ouvir isso normalmente, porque a gente gostaria de, a gente sempre equipara, mas será se todos são ruims, será que não tem um muito muito ruim? E eu talvez seja assim um ruim, quase chegando no limite para me tornar um bom. Mas aquilo que a palavra de Deus diz que nós estamos encerrados no mesmo conceito, dentro do mesmo lugar por causa do pecado. Então Jeremias, ele mantém essa pergunta em mente. Por quê? E ele faz essa pergunta agora. E a gente vê que isso não é apenas de Jeremias. Lá no salmo de número 10, no verso de número um, a pergunta é: por que, Senhor, te conservas longes e te escondes na hora da tribulação? O salmista agora, sem entender o que estava acontecendo na sua vida, ele chega diante do Senhor e faz essa pergunta diante de Deus. Por que que o Senhor está longe? Será que o Senhor se esqueceu? E assim ele começa a falar a respeito da sua tribulação. Jeremias também lá em Lamentações, no capítulo 5 verso 10, ele diz: "Por que te esqueceria de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos. Renova os nossos dias como dantes, porque nos rejeitarias totalmente? Porque te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?" E aí, Abac no capítulo de número um, verso de número 13, eh, Abacuk chega diante de Deus e pergunta: "Por que estais em silêncio, Senhor, quando os ímpios engolem aqueles mais justos do que eles?" Então, a gente ouve que essa pergunta, por que eu? Porque eu na verdade não é apenas nossa em alguns momentos da nossa vida de angústia, de tribulação. Essa sempre vai ser a nossa pergunta. o nosso dilema diante de Deus em faces de de tantas coisas que nos acontecem aqui debaixo do sol. E é sobre isso que Paulo está tratando e ele nos ajuda a responder isso. Então, eu quero destacar nessa noite três coisas que ele fala, mas isso precisa se tornar prático na nossa vida. Quando nós estivermos passando pela tribulação, como que nós devemos olhar tudo isso? A palavra de Deus nos dá um caminho prático para que a gente entenda exatamente o porquê as aflições elas chegam na nossa vida. Primeira coisa é que Deus ordena a nossa aflição eh pelo bem das pessoas ao nosso redor. Isso é claro no texto. Ele mostra porque nós sofremos. Deus ordena aflição pelo bem das pessoas ao nosso redor, eh, para que nós possamos servir. Agora, de exemplo, Paulo começa a carta contando-lhes sobre aflições. E aí ele fala dos colegas que experimentaram a aflição ali na Ásia, não é a Ásia pro lado ali da China, Japão, mas ele está falando da Ásia Menor no tempo que ele esteve hoje, como se fosse ali Turquia, né? A Turquia moderna. Eles estavam ali na região costeira de Éfeso, onde Paulo eh tinha ministrado ali quando ele escreveu Primeira Coríntios e a segunda carta aos Coríntios. Então Paulo está se referindo a isso aqui, aos capítulos 11 e 12 da sua primeira carta aos Coríntios, quando ele diz que os sofrimentos que eles passaram foram intensos. Então ele fala, houve prisões, espancamentos, houve chicoteamento, apedrejamento, naufrágio, fome, sede, perigo, dificuldade, angústia, perseguição, insultos. Tudo isso ele coloca relatando quando ele está fazendo a sua defesa de apostolado. E ele mostra que todas essas coisas, não somente ele, mas aqueles que o acompanhavam também passaram por tudo isso. Que Paulo então está falando aqui é que lá no verso oito a gente pode dizer: "Estávamos tão sobrecarregados além". Aqui ele fala: "Além das nossas forças, desesperamos com a própria vida". Ele está mostrando que a situação que eles passaram foi de aflição extrema e aflição que eles estão ali, eh, aflição externa e muitas coisas que estavam acontecendo que era desesperador. Mas se a gente observar o verso 3 a 7 do texto que nós lemos no meio da aflição, Paulo louva a Deus, o Pai, nosso Senhor Jesus Cristo. E aí ele usa o termo pai das misericórdias. Pai das misericórdias. Ele está dizendo que esse Deus que serve, que permite que essas coisas aconteçam, é aquele eh que tem eh uma compaixão profunda pelas nossas vidas. Compaixão profunda. Literalmente no texto é aquilo que ele está dizendo. E é esse Deus, esse mesmo Deus que permite que tudo isso aconteça. É o mesmo Deus que produz essa profunda consolação. Mas pense nisso. Sem o sofrimento de Paulo aqui no texto, ele não teria experimentado o conforto de Deus. E sem o conforto de Deus, Paulo não seria capaz de confortar os outros com esse conforto. Essa é a lógica que agora ele traz. Diante do texto, nós sabemos muito bem que nós fomos salvos por Cristo Jesus. E a nossa salvação, ela não diz respeita a só algo individual. Nós temos sim as nossas responsabilidades coletivas. E nessa comunhão dos santos, nós temos esse dever, portanto, de consolar aos outros. E como que isso vai acontecer? Paulo vai dizer porque diante de todas as coisas que eles tinham passado, que se nós somos afligidos era é para seu conforto e salvação. Se somos confortados também é para seu conforto, né? para que isso possa servir de exemplo. Então, a questão aqui é essa, ou seja, aflição, juntamente com o conforto de Deus, nos mostra exatamente que esse é como se fosse um bersário ou uma estufa, onde tudo isso está crescendo agora, eh, onde está sendo produzindo em nós para que isso seja usado em outros, para que seja bênção também na vida de outros. Deus então te aflige para que eh para que ele mesmo possa te confortar, para que quando você receba esse conforto, você também seja até mesmo mais simpáticos com o sofrimento dos outros, compassivos com aqueles que estão à nossa volta. E normalmente nossos olhos também ficam mais abertos para o sofrimento dos outros. A nossa carreira cristã, ela diz respeito a algo coletivo, ela diz respeito a essa comunhão dos santos. Portanto, não é uma vida de performance individual. Toda a nossa vida serve a esse propósito. Toda a nossa vida e tudo aquilo que nos acontecem serve a esse propósito maior. Portanto, Deus usa a nossa vida da maneira como ele quer. E é isso que Paulo está dizendo. Olha para histórias. histórias que a palavra de Deus nos diz. A história de Noemi é interessante. Noemi, ela passa fome, ela perde o marido, ela perde os filhos. Qual é a finalidade de tudo isso? Por que que Deus permitiu isso acontecer? Nós sabemos porque nós estamos olhando agora, né, pelo lado contrário. Nós sabemos bem, foi por causa de Rute, para que ela fosse trazida para o reino de Deus. E Rute vai figurar ali dentro da linhagem de Cristo Jesus. Essa era a finalidade. Nós temos na história de José, que sabemos muito bem, ele foi vendido como escravo por seus irmãos, foi falsamente acusado de moralidade sexual, sendo esquecido na prisão. E a pergunta é: por que por que os irmãos queriam fazer isso? E aí o texto nos diz que eles queriam intentar o mal contra ele, mas Deus usou ou Deus o intentou para o seu próprio bem. A gente sabe o resultado de tudo isso e principalmente porque José se torna prefiguração de Cristo na história, apontando na necessidade eh de um mediador e ele aponta para Cristo. A gente olha paraa palavra de Deus quando é interessante quando está falando a respeito de Pedro. Palavra de Deus nos fala que eh Pedro, né, ele fala: "Simão, Simão, Satanás exigiu que você seja peneirado como trigo." E aí a resposta do texto é interessante, porque o texto não diz assim: "Olha, mas nós não deixamos que Satanás fizesse isso." Jesus ele diz: "Eu tenho orado por ti e quando você se fortalecer, fortaleça seus irmãos. O evangelho que nós conhecemos, talvez seja esse evangelho que diz: "Não, e aí Deus vai chegar e vai falar: "Nada disso vai acontecer com você". A gente olha na própria história aquilo que a palavra de Deus nos mostra nos servos deles, a maneira como Deus age, a maneira como Deus faz e tudo isso servindo a esse propósito. Portanto, nessa primeira parte, ao olhar angústias, sofrimentos na nossa vida, agora você sendo parte desse reino do Senhor, saiba que nada disso é aleatório ou sem sentido. Todos os nossos sofrimentos e angústias aqui na nossa peregrinação, elas servem sim para que nós primeiro sejamos consolados por Deus, para que depois nós possamos consolar e confortar os outros. Mas há uma segunda coisa que nós aprendemos no texto, Deus ordena aflição para quebrar nosso controle sobre falsas confianças aqui. Eh, ele ordena aflição para quebrar tudo isso. Lá no verso de número nove do texto, ele diz: "Contudo, já em nós mesmos tivemos sentença de morte, para que não confiemos em nós e sim no Deus que ressuscita os mortos, para que a gente não confie em nós mesmos". A gente vê que Paulo agora diante do sofrimento, né, ele olha para tudo isso e percebe exatamente que há um laço na nossa vida de autoconfiança, de achar que muitas vezes nós eh nós aguentamos ou que nós eh nós temos eh normalmente uma tolerância maior ou que nós somos fortes para conseguir pela nossa própria força, pela nossa própria inteligência ou por uma série de coisas. Aí a palavra de Deus nos mostra que Deus faz isso para que nos dobre, para que a gente entenda exatamente que nesse quebrar ou quebrantar na nossa vida, nós possamos reconhecer que o poder todo está nas mãos do Senhor. E nós nos livramos de confiança, autoconfiança que normalmente é falsa. Isso é normalmente uma ferramenta cirúrgica aqui que é é o bsturi da aflição, né, de chegar em lugares que nem mesmo nós saberíamos que deveria ser transformados. Mas Deus sabe. Deus sabe quando a palavra de Deus nos fala de cadinho, quando nos fala a respeito do ourives, normalmente no Antigo Testamento, ele está mostrando isso. É aquela recipiente que ele não vai se juntar àilo que está sendo eh depurado, mas ele diz que nos coloca nesse cadinho, né? E ali a temperatura é muito alta para que separe as impurezas. Só que essa é a perspectiva da palavra de Deus, daquilo que ele faz na nossa vida. Só que para que a gente aceite, nós precisamos entender que há impurezas na nossa vida que precisam ser retiradas, caso contrário, aflição na nossa vida nunca terá sentido. Ela nunca terá sentido. Cada vez mais nós ficaremos angustiados diante de Deus por não entender exatamente qual é o propósito de sofrimentos, de angústias, de perseguições e de tantas coisas que podem nos acontecer. Nós sabemos sempre e já ouvimos várias vezes aqui que de fato a dor é esse megafone de Deus, né, gritando na nossa consciência para que a gente entenda exatamente aquilo que nós precisamos abandonar ou deixar na nossa vida. E assim, acho muitas vezes nós achamos que podemos nos virar sozinhos, né? E às vezes nós nos nós temos as nossas próprias muletas na nossa caminhada e a gente se assusta quando a gente percebe na palavra de Deus que nós temos um Deus que nos ama tanto, se importa tanto conosco, que ele tira a muleta. E aí você fala: "Não, mas eu tenho ainda uma". E ele vai lá e tira a outra. Você fala: "Não é possível. Me tirou completamente, agora eu não consigo de fato nem mesmo andar". Aí você entendeu exatamente isso, aonde Deus quer te levar para que normalmente nós sejamos eh quebrantados diante dele ou colocados na sua presença agora de forma inteira. Portanto, Deus, quando a gente usa outro texto lá de Coríntios, Primeiro Coríntios, capítulo 10, que fala que Deus não nos dá tentação além das nossas forças, que Deus não nos tentará acima da capacidade, eh, mas ele vai fornecer uma maneira de escape. Ele está falando de outro contexto. Ele está falando num contexto agora de tentação. texto que nós estamos lendo, ele está falando num contexto de provação e que Deus sim é capaz de nos espremer até que a gente possa eh dizer: "Olha, eu não tenho mais forças para lutar contra ti". Aí vai ser além das nossas forças. Quando ele está falando da preservação de Deus na tentação, aí que ele diz que ele não permitirá que nós sejamos tentados além das nossas forças. Então, o texto texto lá da primeira carta não está falando a respeito apenas de sofrimento. E por isso nós aprendemos então que aflições na nossa vida elas servem, né, as coisas ruins que nós achamos que são ruins, elas servem exatamente para isso, para que a gente possa abrir mão daquilo que nós achamos que nós podemos nos fiar ou segurar diante de tudo aquilo que nos acontece na vida. Deus está nos levando a esse lugar. Então, a aflição é redentiva. Quando nós entendermos que quando Deus retira todas as muletas e a gente cai no chão, nós vamos entender que esse ato é um ato redentivo de Deus. A partir de agora, nós vamos confiar apenas nele e não em nós mesmos. E essa é a maior luta da nossa caminhada. Mas em terceiro e último lugar, por que Deus ordena aflições? é para a sua própria glória. O texto nos mostra isso. Então, o texto vai caminhar para isso, dizendo que é exatamente isso, é paraa glória do Senhor. O verso de número 11, ele fala: "Ajudando-nos com as vossas orações a nosso favor, para que por muitos sejam dados graças a nosso respeito pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos". Ele está agora mostrando que em meio a essas orações e pedido sim para que Deus possa passar tudo isso e nós oramos diante de Deus, nós oramos uns pelos outros para que a aflição passe, mas normalmente nós precisamos fazer as perguntas corretas. Por que que nós estamos passando? Aonde o Senhor está querendo me levar? aonde o Senhor está querendo me levar com toda essa provação, com toda essa aflição, mas sabendo que Deus está nos levando a um fim proveitoso. De certa forma, essa não é a única razão aqui do qual devemos eh normalmente precisar, mas se nada além de que Deus aqui receber a glória em meio às nossas aflições, eh tudo isso já é suficiente se a nossa aflição servir exatamente para a glória de Deus. Eh, nós já estaremos completamente satisfeitos com aquilo que Deus faz na nossa vida, com tudo aquilo que Deus faz. Eu já falei várias vezes aqui, mas é porque eu acho fantástico essa ideia da tapeçaria de que você olha por baixo e você não consegue eh entender o propósito, nem aonde tudo isso vai chegar. Mas quando você depois talvez Deus te mostre, vislumbre daquilo que ele está fazendo na sua vida, você fala: "Ah, faz sentido". Mas você já parou para pensar que ele pode não te mostrar o lado certo do tapete? Ele pode fazer isso agora nesses momentos. E é nesse tempo que ele nos chama, sim, a confiar nele. Confiar nele. Se você puder manter sua Bíblia aberta, mas abra, por favor, no livro dos Salmos, o de número 77. Salmo 77. Perceba aquilo que a palavra de Deus está dizendo. Salmista Asaf colocando diante do Senhor. Então ele diz assim: "Elevo a Deus a minha voz e clamo: "Eleva a Deus a minha voz para que me atenda. No dia da minha angústia procuro o Senhor. Euem-se as minhas mãos durante a noite não se cansam. A minha alma recusa a consolar-se. Lembro-me de Deus e passo a gemer. Medito e me desfalece o espírito. Não me deixes pregar os olhos. Eh, tão perturbado estou. Não me deixas que nem posso falar. Penso nos dias de outrora. Trago a lembrança os anos de passados tempos. De noite indago o meu íntimo e o meu espírito pescruta. Rejeita o Senhor para sempre. Acaso não se torna propício? Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações? Esqueceu-se Deus de ser benigno? Ou na sua ira tem ele reprimido as tuas misericórdias? Então disse eu, isto é a minha aflição. Mudou-se a destra do Altíssimo. Agora, perceba o que ele diz lá no final, no verso de número 19. Pelo mar foi o teu caminho, as tuas veredas pelas grandes águas não se descobrem os teus vestígios. O que que ele está dizendo? Ele está comparando tudo isso numa metáfora de um navio andando, né, num caminho nas águas. Se você esperar pouco tempo, você não descobre qual é o caminho que aquele navio está andando nas águas. Não se faz um caminho nas águas. E aí ele está dizendo, e assim ele compara a Deus que ele não consegue perceber aonde Deus está levando a vida dele, qual é o caminho que ele está levando à vida dele. Mas ele diz: "O teu povo tu conduziste como rebanho pela mão". A declaração agora, ele sabe exatamente aonde vai chegar. Assim, a gente vai ver que Paulo está observando tudo isso e ele está fazendo aquilo que Jó fez. Se você lembrar do texto, ele fala: "O Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o nome do Senhor". Paulo então começa a sua carta dizendo a segunda carta. Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de todo conforto, por causa de tudo aquilo que ele já tinha relatado anteriormente. Portanto, as nossas aflições e dificuldades todas na nossa vida, elas servem paraa glória de Deus. Por mais que você não veja o caminho, por mais que Deus não te mostre o caminho que ele está te levando, nós temos que confiar e saber que ele conhece e ele sabe sim para onde está nos levando. E se a nossa vida for paraa glória de Deus, se a nossa vida, o nosso sofrimento, a nossa morte for pra glória de Deus, sim, nós cumpriremos eh aquilo para qual Deus nos fez o propósito. Deus nos fez para louvor da sua glória. Deus não nos fez para que a gente possa possa apenas nos satisfazer. Deus não nos fez para alegria plena nessa terra, como alguns vão dizer. Deus nos fez para sua própria glória. A alegria que nós temos aqui. Portanto, isso tudo já é uma consequência daquilo que nós temos em Cristo Jesus. Mas nós temos que entender que nada na nossa vida é aleatório. Tudo isso está nas mãos de Deus e serve a esse propósito. Eu quero concluir aqui nessa noite, relembrando essas três razões aqui verdadeiras e sugerir aquilo que nós devemos lembrar de maneira prática na nossa vida quando aflições nos sobrevém ou se você está passando por aflição. A primeira coisa é lembrar. lembrar exatamente aqui do dos três pontos que nós falamos nessa noite, que nós sabemos aqui que a primeira coisa que o nosso sofrimento serve para exemplo e consolo de outros. É o que a palavra de Deus nos diz. Palavra do Senhor também nos mostra que agora diante das provações, aquilo que ele nos permite acontecer, ele está nos levando exatamente a reconhecer pontos da nossa vida que exigem autonomia diante de Deus. E aí ele está nos dobrando diante dele para nos mostrar quem é Senhor, quem é Deus, quem é o Senhor da sua vida. E é por meio das aflições que ele nos leva a esse lugar. Em terceiro, a palavra de Deus nos mostra que é orar por essa libertação, orar em meio à aflição, é aquilo que Deus nos dá também. E isso é legítimo para nossa vida. Mas nós sabemos que em meio a tudo isso, mesmo que a gente espere desesperadamente pelas orações uns dos outros em meio à aflição, nós sabemos que essa aflição ela servirá paraa glória de Deus. E também a olhar para tudo isso que nos acontece, nós precisamos apontar para aquilo que o texto nos diz, falando a respeito no verso 5, compartilhar os sofrimentos de Cristo Jesus. compartilhar os sofrimentos de Cristo. Portanto, o Espírito Santo está nos conformando a imagem de um salvador sofredor. A palavra de Deus diz que ele é um homem de dores que aprendeu obediência através das coisas que sofreu. Hebreus nos fala isso. Portanto, Jesus nos chama a sofrer com ele para que possamos ser também glorificados com ele. E é porque Jesus sofreu, foi tentado. Ele é capaz de vir em auxílio. É o que Hebreus também nos diz, que ele é esse sumo sacerdote simpático a nós, porque ele sofreu todas as coisas. Portanto, ele pode vir em nosso socorro em meio às aflições. O problema, então, não é a pergunta, o que eu fiz para merecer isso? Essa não é a pergunta certa, né? Se nós olharmos um aspecto positivo, a gente vai saber que agora as nossas aflições e sofrimentos, né? A gente tem que louvar a Deus e saber, olha, Senhor, como o Senhor quer que eu glorifique ao Senhor através dessa aflição e de saber que tudo isso está exatamente nas mãos de Deus. Eu quero terminar relembrando um uma parte da na história. Houve uma guerra que aconteceu em 1812. Eh, era uma guerra entre os Estados Unidos e a Grã-Betânia. E eles estavam lutando por parte de terra ali. Só que eles chegaram num tratado. A guerra começou em 1812, ela terminou em dezembro de 1814. Em 8 de janeiro de 1815, nós tínhamos dois grupos que ainda estavam brigando, mesmo depois de ter feito o tratado lá chamado de gente, o tratado que foi assinado para terminar a guerra. Eles não foram comunicados ali porque a comunicação era lenta e, portanto, eles continuaram brigando ainda por um bom tempo, um grupo que estava isolado. E assim eles continuaram a guerra. Quando eu olho para essa história, normalmente eu penso na nossa vida, porque normalmente não é com frequência assim que nós agimos, que muitas vezes em meio da aflição, sofrimento, nós pensamos que Deus está zangado conosco. Achamos que Deus ainda está em guerra contra nós. Achamos que Cristo Jesus aqui talvez não pagou todo o preço ou que ele está zangado porque nós tiramos o olhar da cruz de Cristo. A salvação, esse ato que nós temos agora de Cristo Jesus por nós, é somente por ele que nós conseguimos também passar em meio às aflições. Não é achando que aflição é porque Deus continua em guerra contra você. Não, nada disso. Ele olha para nós através de Cristo e ele nos ama. Ele é o Pai de todas as misericórdias. Não é por causa dos nossos pecados, é para que nós possamos ser conformados à imagem de Cristo, homem de dores, que soube o que é sofrer e que foi aperfeiçoado pela obediência e pelo sofrimento. É nesse lugar que Deus está nos levando. Que Deus possa nos abençoar, que Deus possa nos fazer entender. Eu citei lá no início Elizabeth Clerrosa. Toda a sua teoria, ela vem manchada com o espiritismo, que vai mostrar que o a razão de sofrimento é apenas purgação e ciclos infinitos até você ser depurado. Essa não é uma visão bíblica. Deus está nos levando numa direção, progressão em direção a Cristo Jesus a cada dia mais. Que Deus nos abençoe. Vamos orar. เฮ