Rota 66 Português – Mateus 27 | Luiz Sayão | IBNU
23/03/2026
Rota 66 Português – Mateus 27 | Luiz Sayão | IBNU
Chegamos ao momento mais dramático e decisivo do Evangelho de Mateus. No estudo do capítulo 27, mergulhamos nos eventos da Sexta-Feira da Paixão, iniciando com o fim trágico de Judas e o julgamento injusto diante de Pilatos. Acompanhamos a escolha da multidão por Barrabás, que culminou na crucificação de Jesus, o evento que dividiu a história e abriu o caminho para a nossa redenção.
Analisamos detalhadamente o sofrimento no Gólgota, o significado do véu rasgado e o grito de abandono na cruz. O professor Luiz Saião nos guia pelas evidências bíblicas e históricas, explicando por que a crucificação de Jesus foi necessária para pagar a dívida dos nossos pecados. Não foi apenas a morte de um mártir, mas o sacrifício perfeito do Filho de Deus, reconhecido até pelo centurião romano diante dos sinais nos céus e na terra.
Encerramos observando o cuidado de José de Arimateia no sepultamento e a vigilância inútil dos guardas no túmulo. Convidamos você a refletir sobre o peso espiritual da crucificação de Jesus e como, através desse sacrifício voluntário, temos hoje livre acesso ao Pai e a garantia do perdão.
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
Bem-vindo à Bíblia [música] de estudo comentada em áudio. [música] Estudo 24, baseado em Mateus, capítulo 27. Você [música] tem acompanhado e sabe que nós estamos já nos momentos finais da vida de Jesus. Já estamos, na verdade, na famosa sexta-feira da paixão, quando Jesus é entregue para ser morto e crucificado perante Pôncio Pilatos. E o texto de Mateus 27 vai abrir a discussão sobre isso, apresentando inicialmente a triste história do suicídio de Judas. Você certamente vai se lembrar que Judas Iscariotes e não Judas Tadeu, Judas Iscariotes é o traidor de Jesus. E ele então, depois de ter feito tudo eh que levou Jesus à condenação e à morte, Judas então foi tomado de remorço, diz a Bíblia, e devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos as 30 moedas de prata. Ele reconheceu que tinha cometido um grande erro e disse: "Pequei, pois traí sangue inocente". E [roncando] a resposta dos religiosos foi que nos importa, a responsabilidade é sua. Judas então jogou o dinheiro dentro do templo e foi enforcar-se. Os chefes dos sacerdotes, preocupados com as suas eh seus detalhamentos religiosos, eles disseram: "É contra a lei colocar esse dinheiro no tesouro, visto que é preço de sangue". E assim compraram um campo, um terreno que foi chamado campo do oleiro, que era para cemitério de estrangeiros. E assim foi chamado o nome daquele campo, campo de sangue, diz o texto até os dias de hoje. O texto então nos fala que este fato de tomar as 30 moedas que foi eh preço em que foi avaliado pelo povo de Israel e que usaram para comprar o campo de oleiro, são referências e alusões a alguns textos do Antigo Testamento. Depois do triste episódio de Judas cheio de remorço, chegamos então ao caso do próprio Jesus. Jesus é colocado diante de Pilatos. Pilatos é o governador romano sobre a Palestina. E Pilatos naturalmente está eh pensando em Jesus, preocupado com ele do ponto de vista político. Então Jesus aparentemente é um agitador, uma pessoa que quer iniciar algum tipo de rebelião. Ah, Pilatos então pergunta a Jesus: "Você é o rei dos judeus?" E a resposta de Jesus é: "Tu o dizes". No final das contas, Jesus está aqui concordando com Pilatos na sua afirmação. E então Pilatos fica preocupado e diz para Jesus: "Escuta, você não vai tomar nenhuma atitude, não vai tentar se livrar do que está acontecendo com você, você não sabe, né?" E o que acontecia na ocasião, numa época de festa, eles soltavam um prisioneiro e foi sugerido nesta época que fosse solto um bandido perigoso chamado Barrabá. Diante dessa circunstância, Pilato, sabendo que Jesus havia sido entregue a por inveja e não por um motivo justificável, tenta livrar Jesus de alguma maneira. Então ele reúne aí os a multidão e os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos estão aí incitando a multidão ah por trás daquilo que acontece à primeira vista. E então eles recebem a pergunta de Pilatos: "Qual dos dois vocês querem que eu lhe solte?" E surpreendentemente, meu prezado ouvinte, mesmo que você já conheça a história, você sabe, eles preferiram Barrabás e gritavam: "Crucifica-o, crucifica-o". E nesta cruz eles queriam matar o nosso querido e amado Jesus. Então Pilatos, sem conseguir resolver a situação, mandou trazer a água, lavou as mãos e disse: "Estou inocente do sangue deste homem. responsabilidade é de vocês. Surpreendentemente, o povo começou a gritar, dizendo que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos. E assim Jesus foi açoitado e foi entregue para ser crucificado. É importante ressaltar que ser açoitado nos dias de Roma era um sofrimento assim horroroso, algo realmente terrível. E assim Jesus é levado para o pretório, como conforme diz o verso 27. Esse pretório era a residência do governador. E então eles lhe tiram as vestes e colocam nele um manto vermelho. Fazem a famosa e conhecida coroa de espinhos. E Jesus então passa a ser açoitado cruelmente quando os que estão à sua volta zombam dele, chamando ele de rei dos judeus. Cuspiram nele e bateram-lhe na cabeça e ele passou por todo tipo de zombaria. E assim, eh, começa a famosa, eh, o famoso momento de Jesus tomar a via dolorosa, o caminho para a crucificação. E neste contexto surge um homem de Sirene. Sirene é uma região próximo aonde está a Líbia. Hoje Simão é forçado a carregar a cruz e ajudando a Jesus nesse cenário tão terrível. E eles chegam ao lugar do Gógata, e o Glgota ou caveira. E Jesus ali eh, oferecem-lhe vinho misturado com fé e Jesus rejeita bebê-lo. Era uma substância que aliviaria o seu sofrimento e a sua dor. E assim ele é crucificado, meu prezado, pelo meu pecado, pelo teu pecado. Nesta cruz, Jesus foi morto. De certa forma nós o matamos para que tivéssemos o nosso perdão. E aqui nós vamos encontrar então as suas roupas divididas. Os soldados tiram sortes e escrevem sobre a sua cruz. Este é Jesus, o rei dos judeus, e ao seu lado, dois ladrões são crucificados também. E a zombaria prossegue. E neste momento se ouve da parte dos religiosos salvou os outros e não é capaz de salvar a si mesmo. É o rei de Israel. agora da cruz e creremos nele. E os insultos se multiplicam neste momento tão cruel. Como Jesus era de fato o filho de Deus, o Senhor entre nós. A Bíblia nos fala aqui em Mateus 27 que houve trevas sobre toda a terra do meio-dia às 3 da tarde. Jesus então por volta das 3 da tarde grita em alta voz: "Eloi, elo lambact!" que significa: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?" falando em aramaico, mostrando toda a sua dor. E neste momento, alguns achando que ele clamava por Elias, lhe trouxeram vinagre e ofereceram para que Jesus bebesse. E Jesus, a Bíblia nos diz, tendo bradado em alta voz, entregou o Espírito, filho de Deus, o Salvador, oferecendo o sacrifício aceitável diante de Deus. Nesta hora, meu prezado ouvinte, veja que coisa impressionante. O véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a abaixo. A terra tremeu. Houve um terremoto. As rochas partiram os sepulcros, as sepulturas se abriram e muitos saíram delas e apareceram ao povo de Jerusalém. Quando o centurião e os que vigiavam viram tudo isso, eles aterrorizados exclamaram: "Verdadeiramente, este era o filho de Deus. Não foi uma morte qualquer. E assim as mulheres também que estavam ali seguindo a Jesus desde longe. E entre elas Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e de José e a mãe dos filhos de Zebedeu. E então chegamos ao momento quando o nosso Senhor morto pelos nossos pecados é sepultado. sepultado por um homem rico, José de Arimateia, que pediu o corpo de Jesus e colocou num sepulcro novo, que havia sido cavado na rocha, e foi colocado uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro. E é interessante que o final do capítulo 27 vai nos falar que os chefes dos sacerdotes e fariseus foram falar com Pilatos e dizendo: "Olha, aquele Jesus tinha dito, eu chamo de impostor, que ele haveria de ressuscitar depois. Então, eh, é bom que o sepulcro seja guardado com segurança, porque senão os discípulos vão vir aqui e vão dizer que ele ressuscitou depois de terem roubado o corpo. Então, Pilatos dá ordem para que um destacamento ah fosse ao lugar e para que todo o sepulcro fosse colocado em segurança. um esquema de segurança muito forte foi colocado ali e a pedra foi lacrada, isto é, selada pelo governo romano, de maneira que ninguém tinha direito ou autoridade para mexer no sepulcro onde fora sepultado Jesus. Meu prezado ouvinte, a história de Cristo, ela é surpreendente e fascinante. Parece que Jesus é a pessoa mais poderosa com todos os seus milagres. Quem não conhece a história e lê desde o começo, jamais imagina que ela venha a chegar onde chegou. Parece que Jesus vai fazer tudo do jeito que a gente espera. Surpreendentemente, ele é preso injustamente, de maneira revoltante, é condenado, é morto e morto como um bandido, crucificado de modo cruel e assustador. A grande verdade é que essa história não é apenas a história da crucificação de um grande homem do passado. É a história do filho de Deus, que na verdade fez isso para que eu e você pudéssemos alcançar de volta o caminho de comunhão e de relacionamento para com Deus. Naquela cruz estava o nosso lugar. E foi nesta cruz que nós matamos Jesus para que por meio dele nós pudéssemos [música] ter vida, pois nela ele pagou o nosso pecado. >> [música] [música] >> Voltamos agora com as perguntas Depois dessa brilhante exposição em Mateus, capítulo 27, que [música] você está acompanhando, perguntas ao professor Luís Saão para compreendermos melhor este drama todo aqui nos últimos momentos de Jesus. Professor, Judas não se arrependeu do seu erro como Pedro? Por que o seu fim foi tão trágico e assim tão marcante? Pastor Alberto, eh, a pergunta é muito importante e relevante, mas quando olhamos para o que acontece com Judas, a gente vai ver que há uma certa diferença, porque Judas, a Bíblia diz claramente que ele teve um remorço. Isso quer dizer que há pessoas que se arrependem, mas não se arrependem de verdade, conforme Deus. Todo mundo se arrepende de ter feito uma burrada. Sujeito compra um pneu que fura no dia seguinte, ele diz: "Puxa, me arrependo de ter comprado esse pneu". Mas isso não é arrependimento legítimo no sentido bíblico do termo espiritual, né? Pedro, de fato, se arrependeu e voltou-se para Deus. Mas Judas simplesmente percebeu que ele tinha feito uma coisa que não tava batendo com a coerência dos fatos. Então ele teve o remorço e não foi perdoado. Então nós não podemos dizer que ele se arrependeu verdadeiramente. >> Agora, diante de Pilatos, que tipo de rei é Jesus? Porque ele concorda com Pilatos dizendo ser rei? >> Olha, pastor Alberto, ah, é estranho, né? Talvez tenha sido essa grande decepção de Judas e de outros em relação a Jesus. Jesus tem, vamos assim dizer, todo o poder, mas ele não utiliza esse poder. Então, que coisa esquisita é essa? Jesus vai nos mostrar, como todo o Novo Testamento, que apesar dele ser rei, ele ainda não veio como rei. Ele veio como servo humilde, veio executar aquilo que era a sua missão. E apesar dele não ter manifestado o domínio da sua realeza, vai chegar um dia quando Jesus de fato vai reinar inteiramente. se dará na sua segunda vinda. >> Agora, o que nos deixa intrigado é por Jesus ficou em silêncio e não respondeu a Pilatos de maneira assim que pudesse até mudar, né, os acontecimentos? >> Pois é. Eh, a gente poderia imaginar e esperar uma situação dessas, né? Jesus poderia ter eh feito alguma coisa para livrar a sua barra, né? Para resolver as coisas. E é interessante, muita gente que assiste o filme de Jesus até fica torcendo, né? Olha, quem sabe agora ele vai conseguir escapar agora. Quem sabe esse governador malvado vai ser punido, né? E na verdade, pastor Alberto, a gente descobre que isso não tem sentido. Jesus não precisava agir desta maneira porque ele estava cumprindo o plano de Deus. Nós vamos ver aqui que Pilatos é o governador romano, mas no fundo, no fundo, ele tá debaixo do poder de Deus. Nada o que está acontecendo aqui acontece sem que esteja nos planos divinos. É interessante que até a mulher do Pilatos sonha, né, e manda um recado para ele. Olha, cuidado aí com esse justo, porque eu sofri muito no sonho ah, no meu sonho esta noite por causa dele. Então, nós vemos que Jesus não precisou dar nenhuma resposta porque ele estava no controle da situação. >> Agora, por que Jesus eh no momento que está sendo crucificado, ele rejeita eh qualquer manifestação? Ele não gostava de vinho nem de vinagre. Por que ele recusou esta e esta oferta que tá sendo dada a ele? >> Pois é, parece meio estranho, né? Jesus recebe lá a possibilidade de tomar alguma coisa como vinho ou vinagre, né? E e ele rejeita. Por que que Jesus rejeita? Porque Jesus está cumprindo aí o seu propósito de morrer em nosso lugar. E estas substâncias, tanto o vinagre como o vinho oferecido, tem a finalidade de amenizar a dor e o sofrimento. E olha que coisa impressionante. Jesus morre por nós, sofrendo inteiramente em nosso favor. Em nenhum momento Jesus buscou o alívio desse sofrimento, porque ele sabia muito bem qual era a sua missão e qual era de fato o plano de Deus para a sua vida. morrendo em nosso lugar. >> Agora, professor, você consegue eh em poucos minutos explicar por Jesus foi abandonado por Deus? Porque isso não faz sentido, né? >> É, pastor Alberto, de fato, como assim, né? Deus abandona alguém e Deus vai abandonar exatamente o próprio Jesus. Que história estranha é essa? Nós lemos lá que Jesus diz claramente, ele brada em alta voz, né? Eloí, Eloí, Lamá Sabactani. Vemos aí Jesus então falando claramente porque me abandonaste ou me desamparaste. E é verdade, pastor Alberto, é que o que está sendo focalizado aqui é o fato de Jesus assumir os nossos pecados. Deus não vai abandonar Jesus no sentido absoluto, pleno da palavra. Mas quando os nossos pecados todos caíram sobre Jesus, Deus na sua pureza, na sua santidade, que não contempla o pecado, a maldade, Deus então se afasta momentaneamente de Jesus e neste momento o nosso pecado cai sobre ele para que nós tivéssemos alcance, viéssemos a alcançar a verdadeira purificação, salvação e perdão. Agora, os versículos 51, 52 do capítulo 27 de Mateus, eles relatam feitos extraordinários, né, que aconteceram na ocasião da morte de Jesus. Há uma explicação lógica para tudo isso aqui, professor >> pastor Alberto, fica claro no Evangelho de Mateus que a morte de Jesus não é uma coisa comum. Esta morte, ela comprova que Jesus é o filho de Deus, que ele é Deus encarnado entre nós. Então, quando Jesus morre, algumas coisas chamam atenção. Primeiro, o véu do santuário rasgou-se em duas partes. Esse véu é o que separa o lugar santíssimo ou o santo dos santos do lugar santo dentro do templo. Quando esse véu é separado, isso mostra que Jesus, de fato, quebrou, rasgou, tirou a separação que havia entre nós e Deus. E, portanto, agora nós podemos ter livre acesso ao Deus santo por causa do pecado que foi pago por meio de Jesus, para provar que Jesus não era simplesmente uma pessoa comum e que o Deus que está por trás da pessoa de Jesus, o o Deus homem entre nós, os poderes cósmicos se manifestam. Então, existe terremoto, existe toda uma manifestação do mundo criado. E além disso, nós vamos observar o poder da vida sobre a morte quando pessoas que haviam morrido ressuscitaram. Você imagine só, pastor Alberto, você encontrar um amigo aí que você deixou no cemitério há uns 4 anos atrás, de repente você vê o sujeito belo e folgado chegando, andando pelo caminho assim. Pois é, muita gente em Jerusalém teve essa experiência e tanto que é impressionante que o próprio ah a ah soldado romano, o centurião que tá ali, ele diz verdadeiramente este era o filho de Deus porque foi comprovado quem Jesus era de fato. >> Obrigado, Seão, pelas respostas. Ainda não terminamos. Temos uma palavra especial para você. >> [música] >> No Rota 66 de hoje, nós estudamos Mateus, capítulo 27. O nosso tema foi: "Nesta cruz lhe matarei". Sim, este foi o destino de Jesus. Depois de tantas curas, milagres, palavras maravilhosas, a sua a o seu ensino extraordinário, Jesus termina sendo traído, acusado, condenado e cruelmente crucificado diante do poderio romano e dos líderes religiosos judeus do seu tempo. E quando nós pensamos sobre isso, muitas pessoas tentam meditar e falar sobre esta morte tão famosa da pessoa de Jesus. Alguns imaginam que Jesus era uma espécie deevara dos seus do seu tempo, que Jesus era uma espécie de místico especial, que Jesus era uma pessoa [música] diferente, que não foi compreendida e sofreu aí pelos prejuízos das suas palavras corajosas. Meu [música] prezado ouvinte, você que acompanhou o estudo de hoje, deve estar bem certo e seguro que Jesus não era apenas um místico, um revolucionário ou um profeta [música] famoso. Ele era Deus entre nós, a encarnação [música] viva do todo- poderoso. >> [música] [música]