🔴 AULIVE: O CONCEITO DE TRABALHO COMO VOCÊ NUNCA VIU: ENTRE ADAM SMITH E THOMAS HOBBES
08/04/2026
🔴 AULIVE: O CONCEITO DE TRABALHO COMO VOCÊ NUNCA VIU: ENTRE ADAM SMITH E THOMAS HOBBES
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade e uma utopia, livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra ao sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos a criminologia diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra ao sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade e uma utopia, livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto de toda a história é que pessoas têm que estar em condições de viver para fazer história. Ciência do mundo, testemunho da terra o chão. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, testemunho da terra o chão. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, testemunho da terra o chão. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Bom dia, tudo bem? Como é que vocês estão? O som está bom? O som está Tudo boa? Está bala? Tá saindo adequadamente este volume? Bora lá para mais um conteúdo totalmente excelente e mais de hoje. Como é que vocês estão? Hoje excepcionalmente terça-feira. Excepcionalmente. Dado o motivo de eu não vou conseguir gravar depois. Então eu precisava gravar aí. Para tentar fechar a renda mensal. Nós. Tudo bem, minha gente? Não esquece de curtir esse vídeo, comentar para divulgar a palavra a palavra por aí e hoje tem um conteúdo totalmente isolante para você. E se você quiser ser membro membro membro membro membro membro membro do canal, não esqueça de talvez participar disso que vale a pena. Experimente. Temos curso de marketing, religião, evangélicos e política no Brasil, como fazer o seu projeto de pesquisa, além de que se você virar membro membro membro membro membro membro membro do canal, você pode participar do nosso grupo do zap. Exatamente, um grupo totalmente exclusivo e totalmente excelente, com pessoas muito saudáveis, gente que diz, você pode trocar uma ideia muito bacana. Só mandar um e-mail para este Cadê? Este e-mail aqui que está passando na sua tela, você vai poder mandar, identifique-se para que eu possa verificar que você é você mesmo. A gente começa a trocar uma ideia, você pode participar lá. A gente manda bastante conteúdo exclusivo por lá também. Beleza? Acho que vale a pena. É muito conteúdo e conteúdo. Dá para falar por horas, por dias, horas com conteúdo excelente. Bom dia. Fala, querido fazer o watch, fazer o quê? Conhecer. Fazer o watch. Bom dia, amigo. Tudo bem? Ai, ai. Bom dia, Carapa. Como é que você tá, mano? Carapa, nosso consultor em marketing digital. Totalmente excelente. Ele que nos ajuda. Espero ter feito uma propaganda decente, tá? Bom dia. Bom dia, Rubens. Sempre aí com a gente trocando ideia. Bom, cara. Espero que você curta o conteúdo hoje. Eu acho que você vai gostar. Dados dos nossos últimos papos aí recentes. Via canalzinho, eu acho que você vai curtir. Acho que você vai Live sobre empreendedorismo? Não. Live de discutir uma parada massa. O poder do trabalho, ou melhor, o poder produtivo do trabalho. Vão gostar, cara. Vai ser uma parada que vocês provavelmente não viram em outro território da internet, talvez, quiçá do planeta. Então, de verdade. Acho acho que vocês vão gostar. E o Rubens também acha. Bora, mano. Bora, bora. Podia fazer um bom dia, fazer. Bom dia, bom dia. Acabei de mandar um bom dia para você. Você foi o primeiro a receber um bom dia nesse bom dia dia. O som tá bom, gente? Tá muito alto o volume da musiquinha ou tá adequado? Só para eu me ajeitar aqui, que eu não quero ensurdecer vocês. Me parece que está adequado. Mas hoje hoje o papo não será Marx, mas a gente vai passar por lá. Hoje nós vamos para os pré-Marx. Hoje vai ser um papo que vai misturar um pouco sobre pesquisa, como fazer pesquisa. São entre Vão Vão curtir uma parada que eu vou fazer aqui. Eu vou mostrar in loco e ao vivo o passo a passo de pesquisa, de trabalho de pesquisa, que acho que vai ser muito legal. Vão gostar. E nós vamos falar sobre a articulação profunda de economia e política. Uma discussão muito interessante. Economia e política, que foi separada no final do século XIX para o começo do século XX, acelerada e progressivamente, eh, entre dois campos, né? E aí tem um texto muito interessante, inclusive, do Immanuel Wallerstein, né? Botar o nomezinho dele bonito aqui para vocês. Immanuel Wallerstein. A velhinha é muito bom. Immanuel Wallerstein. Tem um texto do Wallerstein que ele faz uma análise e uma crítica sobre as ciências sociais muito, muito interessante. Que ele fala assim: A formação das ciências sociais modernas, né, como elas se dão, é muito recente. E elas vão replicando progressivamente o papel desempenhado pela pelas chamadas ciências duras, né? As ciências exatas, chamadas exatas, as ciências físicas e biológicas, mas especialmente físicas, as que são matematizáveis. E por que que é interessante ele falar isso? Porque ele fala assim: nessa reprodução, você define a ciência a partir do objeto. E nas ciências sociais é: o estado se torna o objeto da pesquisa política, e aí você faz uma ciência política. O mercado, instituição do mercado, se torna o objeto da ciência que estuda mercados, a economia, e no caso, especialmente a partir da divisão anglófona dos falantes de inglês, né? Economics, a economics. A partir desse objeto, e o que sobra vai para sociedade, aí vem a sociologia. O que sobrou dessas duas grandes instituições se reúne num grande objetão chamado sociedade. E aí vem a fundação da sociologia. Posteriormente vão tentar estabelecer também o âmbito da antropologia, um pouco mais problemático, porque ele vai vir de um lugar esquisito. Mas também depois se constitui como uma das quatro pernas desse animal quadrúpede chamado ciências sociais. E aí o o quando você vai fazendo essas especializações, você perde a conexão profunda entre esses âmbitos, né? Não existe sociedade sem instituições. A sociedade moderna é uma sociedade baseada em duas grandes instituições, mercado e estado. Eh, e se você fragmenta o estudo de cada uma por seu objeto, você perde o todo em seu funcionamento. Simples assim. E antes de ter essa fragmentação, esse campo do estudo da sociedade, do estado e do mercado, como três objetos abstratamente separados, era dado pela economia política. De onde vem a crítica de Marx, a crítica da economia política burguesa. Pois é, a partir do final do século XIX, começo do século XX, vai se fragmentando esse tipo de estudo e se perde essas conexões. E hoje a gente vai ver um elemento muito interessante numa pesquisa que conecta política e economia. O poder, poder é uma uma palavra muito política, fundamentalmente, e o funcionamento do mercado e a compreensão da economia. A gente vai estudar Hobbes e Adam Smith e suas conexões. Eu acho que vocês vão gostar. Bem legal, modéstia à parte. Bem legal. Diz nosso querido Fazer Watch, "O som tá show". Tá show, então. Esse climinha gostoso. Eu gosto dessas grovezinhas aí. Fala, Kevin, bom dia, meu querido mais novo dinizista deste país. Sim, você será dinisizado. Você será dinisizado. Eu faço uma profecia aqui. Pode anotar. Não dá para printar, porque não dá. A foto não vai sair com o que eu tô falando. Mas grava, então. Mas se você será dinisizado, você se renderá à loucura de Fernando Diniz. Nós vamos ser felizes, nem que seja por oito meses. Mas seremos. Importa hoje ser feliz por oito meses. Tal qual fomos ano passado, com aquela truculência do Dorival. Tipo o feio da bexiga. Agora vai ter um futebol bonito, pelo menos. Se é para sofrer que seja sofrendo bonito e jogando maluco. Não aguento mais ver quatro volantes, quatro volantes fechados numa linha que um não toca para o outro, cada um num canto, numa ponta do campo, nenhuma associação possível e chutando e torcendo para o Mateuzinho, para os laterais lá, o Mateuzinho vir e ficar fazendo chuveirinho na área para ver se alguém dá a casquinha. Meu Deus do céu, que coisa horrível, horrível. Futebol inglês dos anos 80. Diz nosso querido Rubens: "A economia virou administração de empresas". Exatamente, porque cada vez mais ela vai se especializando em mercado como sua instituição objeto e dentro do mercado seus pequenos núcleos. "Que campo?" disse fazer o watch. O nosso campo. Estou com raiva dessa expressão. Eu também. Eu nem sei que campo que a gente tá falando. Espero que seja campo de futebol ou campo econômico ou campo de estudos. Campo de estudos. Ah, verdade. Querido Gabriel fez aqui uma menção importante. Agradecemos Bianca. Bianca. Bianca. Querida Bianca. Atendente. Terceirizada do telemarketing da Vivo que me atendeu via WhatsApp. Ontem pela manhã. Você foi canonizada no nosso canal. Por salvar a minha vida. Tentando comprovar que eu já tinha pago a conta da internet. Poderia não ter pago? Sim. Paguei atrasado? Também. Mas eu havia pago e a minha internet estava sendo suspensa por motivos de não reconhecer o pagamento depois de já ter sido pago por pix. Mas Bianca, obrigado Bianca do telemarketing da Vivo que atendeu por WhatsApp ontem pela manhã por nos ajudar a voltar a internet e comprovar para a empresa que eu já havia pago os serviços. Muito obrigado Bianca. Bianca da Vivo, você está canonizada na igreja barista. Obrigada, Bianca. E o Gabriel sabe disso porque ele é membro do canal e fez parte lá dos nossos grandes debates ontem pela manhã. Nosso grupo do WhatsApp. Chegou o nosso querido Kevin. O tempo de crítica acabou. Agora é apoiar. É isso, Kevin. Você já está canonizado. Você já viu a foto dele de cara de maluco. Ele é doido. Ele é doido. E a gente é maluco também. Então vai dar tudo certo. Louco por louco, mano. Bando de louco. Parabéns aos corintianos por perderem o último jogo. É, muito obrigado aí fazendo o ódio pela né, alegria. Não dá para criticar o Diniz? Não, não dá, ainda não. Daqui a oito meses, quando a gente começar a entrar no ciclo da derrota, tudo bem. Mas temos oito meses de alegria. Então calma. Calma, torcedores. Torcedores, calma. Bianca. Obrigado, Bianca. Bianca que é o nome da professora da minha filha. Eu sei que não é a mesma pessoa por outros motivos. Mas bora lá, bora lá, bora lá, bora lá. Deixa eu botar aqui o nosso somzinho agradável. Ó, você vai começar o seguinte. Vou abrir com vocês testículos, textinhos, pequenos textos. Na verdade, não são não, porque são textos longos em que a gente vai poder discutir um um tema massa. Cara, de verdade, vocês vão se surpreender. Eu tenho certeza disso. Bom dia, querido Diogo. Bom dia, Bruno. Hoje é só vai ter live live ou vai trabalhar? Eu tô trabalhando todo dia, loucamente. Faz um tempo. E em três trabalhos diferentes. Um formal e dois não. Ou seja, Deus nos proteja. Minha companheira, como diz o querido Filipe, que também já foi canonizado aqui no nosso canalzinho, o Filipe já disse, Bruno, a Bruna, nome da minha esposa Bruna. Nome da A Bruna já pode dizer, como a Rochelle, que o marido dela tem três empregos. Falei: "É". Já, já pode. A vida tá, o açougueiro aqui, ela não é sem motivo, ela tem muitos motivos. A vida tá maluca. Mas vamos sobreviver, vitória trabalhador. Brincadeira, eu sei que você tá brincando também. É para aproveitar que nós fala que a gente é trabalhador, é, é, aproxima, aproxima o pessoal. Oi, o menino é trabalhador. Não sei se até estourando o som, peraí. Perdão. Acho que agora vai ficar melhor, hein? Obrigado pelo aviso, querido Diogo. O som estourando não é gostoso não, tem que ser um som agradável aos ouvidos. Quer dizer para as pessoas: "É, você é, você é trabalhador, trabalho, trabalho muito". Bom dia, querido Tiago, tudo bem, meu bom? Espero, desejo que sim, espero, desejo que esteja tudo em paz por aí. Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina. E diz o Rubens: "Mas trabalho é só dar aula". Essa pergunta, ela é, né? É, é isso, é isso. Que que a comunicação não faz, né? Diz o nosso querido Diogo: "Não está estourando o som, você está estourando na, estourando na mídia, aparece nos lugares". Ah, claro, só se fala em outra coisa. Foi mal. Estourou para mim é, o som tá estourando, tá ligado? O som tá, tá estourando no ouvido, essas Eu fiquei muito tempo na igreja trampando em mesa de som quando eu era adolescente. Voluntário, obviamente, né? Porque trabalho de igreja é, é voluntário. E foi bom, devia ter uns, dos 12 até uns 13, dos 12 até uns 14 anos, eu ficava circulando ali na mesa de som. E eu queria ficar aprendendo, vendo como os caras faziam, então ficava acompanhando lá. Aí tinha um mano que mexia nas luzes, um mano que mexia no som, O mano que fazia os bagulhos, eu queria, tipo, caraca, que da hora, eu queria entender aqueles negócio ali. Foi bom para mim. Essas coisas é legal. Eu Esses dias eu tava pensando nisso, né? Tive muita sorte de poder ter muitas experiências diferentes na comunidades que eu frequentei, religiosas e não religiosas, e de querer me meter em trabalhos aleatórios, de fazer funções nada a ver. E aprendi muito nesse processo. Eu sei hoje, por exemplo, desentupir privadas com ziplock. Ziplock não com com insulfilm, tá vendo? Ziplock Ziplock é o quê? É a bolsinha. Eu com insulfilm. Uma coisa pequenininha. Sei. Sei desentupir privada com insulfilm. Com insulfilm. Graças a trabalhos dessa vida. E funciona. Informações importantes. Pergunta, Tiago, me atrasei? Perdi a chamada. Não, você está em dia. Você será contabilizado. Presente. Tiago, presente. Essa frase não é bom de dizer não, porque no pessoal fala isso, né? Naquelas encontros de movimento social, não sei quem presente é porque o maluco morreu. Não, você tá você tá aqui. Tá nós. Tá Tá vivo também. Quatro trabalhos, né? Diz Carapa. Olha a invisibilidade da paternidade e de serviços domésticos. Ah, é verdade, eu esqueci de considerar o trabalho reprodutivo. Três trabalhos pagos e um não pago. E desses três pagos tem um que não tá me pagando faz um tempo. Mas tudo bem. Me disseram que vão ressarcir, a gente confia. Afinal, né? Confia. Bom dia, William, tudo bom, meu querido? Seja bem-vindo. Espero que sim. Com o ziplock. Não, eu falei errado, é insulfilm. Insulfilm plástico. É, eu falei bobagem. Pensei num negócio, falei outro. Diz dos querido Diogo, sei como é. Eu sou desses cria de igreja que faz tudo. O faz tudo, o curinga. Exato. Tinha uma uma mina lá na igreja que me chamava de Severino. Por causa dessa, né, essa, ah, essa acostumamento horrível aqui em São Paulo de considerar a pessoa chamada Severino como o zelador de algum lugar que sabe fazer tudo. E aí me, ah, me chamava de Severino. Falava: "Bruno Severino". Porque eu fazia tudo, sabia fazer, cumprir quase todas as funções requeridas naquele ambiente. Então, quase todas. Eu não sabia pedir dinheiro. Não sei até hoje. Que bom. Deus abençoe. Dizem por aí, dizem por aí, exatamente. Saquinho de leite. Gente, são 8:38 minutos da manhã, trucada, calma aí. Ai, da hora. Cara, mas a gente vai ler coisas interessantes, vocês vão gostar. Este livrinho fará parte do nosso papo de hoje. O Leviatã de Thomas Hobbes. Essa tradução eu gosto muito. Pena que eu não tenho ele em PDF, porque seria errado. Mas ela é muito boa. Ela é muito boa. Eu recomendo, recomendo bastante. E a gente vai ler também A Riqueza das Nações de Adam Smith. E vocês vão gostar. A gente vai fazer umas conexões bem interessantes. Não tem como não gostar desse tema, cara. Só para dar uma, um, uma ideia para vocês. Eu apresentei essa conversa, essa discussão aqui no, quando eu estava no doutorado. Comecei a fazer pesquisa do doutorado. E qual que era o meu problema? Meu grande problema é que eu era da filosofia e eu estava mudando para a área de economia. E os meus conhecimentos econômicos, eles, numa escala de zero a 10, eles giravam ali em torno de menos quatro. Então, eu precisava dar uma estudada considerável. É, precisava correr atrás do prejuízo. E comecei a estudar loucamente. Nessa que eu comecei a estudar loucamente, comecei a aplicar tudo quanto é método que eu tinha de pesquisa e de estudo para tentar entender aqueles bagulho. E aí eu fui entendendo que eu podia fazer uma abordagem dentro do campo da economia sem precisar ser um economista stricto sensu. Eu poderia como filósofo ou como alguém que estudou métodos filosóficos abordar os textos de economia pensando filosoficamente e trabalhando com metodologia de pesquisa filosófica. Seja a leitura do método estrutural, sejam outros métodos hermenêuticos. Eu falei: "Pô, vou fazer isso". E comecei a fazer. Só que isso ali para entrar no doutorado. Entrei no doutorado e continuei fazendo, porque eu precisava correr atrás dos clássicos, eu precisava conhecer minimamente panoramas de principais autores e autoras da história da economia, essas coisas. Eu falei: "Pô, tenho que tenho que fazer isso aqui acontecer". E aí nesse processo um ano, dois anos depois, quase. Dois anos? É. No meu segundo ano. Indo ali para o segundo ano do do fechando o segundo ano no doutorado a gente teve uma disciplina sobre metodologia científica, de pesquisa científica. E aí, porque todo bendito programa de pós-graduação exige algum de metodologia e não sei o que lá. Aí é claro que você pode convalidar e tal. Mas como era um programa novo e requeria um tipo de pesquisa específico e que fosse interdisciplinar e que também recebia gente diferente de outros campos tem que fazer. Bora fazer. Aí eu fui fazer. E foi legal. Porque aí a gente teve realmente um encontro com abordagens e metodologias que eu não manejava tanto dentro dos âmbitos das ciências sociais para além da sociologia e da filosofia. Na economia, ciência política, essas paradas todas. Eu falei: "Pô, legal. Tô gostando. Me interessa". Só que nesses estudos, a professora que dirigia essa disciplina, ela, inclusive, um beijo imenso pra querida professora Maria. Não vou falar o sobrenome por respeito a ela, de não expô-la. Não porque tenha feito algo errado, mas por que que vai ficar falando o nome da coitada? Cara, mas foi uma aula muito legal, professora muito gente boa, gente boa demais. E ela falou: "E tem métodos hermenêuticos de filosofia e tal, mas que a gente talvez não entre". Eu falei: "Pô, legal". Aí ela olhou pra mim e falou: "Bruno, você está formado em filosofia, não é?" Eu falei: "É, sou". "Você poderia então trazer pra gente um dia uma aula sobre esse tipo de pesquisa, de filosofia?" Posso. Aí com outro colega com outro colega nosso, aí aí quando a gente viu, na verdade, virou um uma troca de diferentes metodologias de pesquisa e trabalhos realizados. Então a gente acabou se apresentando uns pros outros pesquisas que já realizamos na nossa vida. E aí eu resolvi fazer, apresentar pra ele, pra galera, pra turma, uma uma metodologia de trabalho de pesquisa dentro da hermenêutica filosófica pra poder discutir um tema de economia. E eu fiz, apresentei exatamente o que eu vou apresentar pra vocês aqui com alguns outros detalhes mais aprofundados. Mas é uma discussão que surgiu nas minhas pesquisas nesse período de transição entre a filosofia e a economia. E eu acho que vocês vão gostar. E vem dessa leitura de Adam Smith. Adam Smith. E o Thomas Hobbes, tá? Então vamos lá, Adam Smith e Thomas Hobbes. E essa conexão não fui eu que estabeleci. Falei: "Hum, vou ler os dois. Vai ser legal". Na verdade, foi lendo Adam Smith que eu fui parar em Hobbes. E aí, Hobbes eu já tinha lido, mas aí eu vi Hobbes de outra maneira e eu vou até dizer aqui: subestimado Hobbes, hein? Eu como crítico de Hobbes, muito crítico de Hobbes, com muitos problemas com Hobbes. Subestimado Hobbes, hein? Às vezes a gente não dá o valor necessário a este homem. Para ser crítico tem que reconhecer os méritos. E vamos lá. Vou mostrar para vocês, cara, vou mostrar, vai ser legal. Beleza. Deixa eu abrir aqui. Poxa, que história massa. Espero que seja massa. Agora vem a linha do Locke. Cara, não, pior é que foi legal mesmo. A galera gostou muito, todo mundo pirou, falou: "Meu Deus, que nunca tinha visto isso, que bagulho legal". Falei: "Pois é, acontece". Você aplica uma metodologia de leitura num lugar, dá um bagulho que você não tava esperando e acontece. Mas vou mostrar para vocês. Deixa eu abrir aqui. Nós vamos E hoje, inclusive, a live bilíngue, hein? Vai ter português, inglês, inglês, português, português, português. Deixa eu pegar os livros aqui. Aqui. Deixa eu pegar primeiro em português. Uma tradução bem conhecida de Adam Smith. Tum! Aqui. Isso aqui tá bem conhecido, tá? Essa tradução aqui de Adam Smith, a famosa dos economistas, daquela famosa coleção dos economistas. Cara, isso aqui fez um bem para a nossa humanidade, né? Brasileiro, assim, ter essas coleções Os economistas, os pensadores, essas paradas todas. Cara, isso foi muito bom para a gente. Pude ter acesso a muita coisa boa. Obrigado aí. Abril, Abril Cultural por ter feito isso para a gente. Isso aqui salvou vidas. Aqui, nos economistas, Adam Smith, A riqueza das nações. É essa que nos interessa. Só lembrando que Adam Smith era um filósofo, professor de ética, puritano, né? De tradição protestante, que de acordo com o Juan José Bautista Segales, seculariza a compreensão de natureza humana protestante para economia política. Ele faz esse papel, de acordo com o Juan José Bautista Segales. O que é interessante de se pensar. Eu vou ler aqui para vocês. Aqui. Que me interessou isso aqui. Porque eu fui ler a introdução. A riqueza das nações, pronto. Ah, isso aqui é introdução, prefácio, pipipi, popopo, que ele estava em Glasgow, que foi não sei aonde, pipipi, lalala, nanana. Fiz isso, fiz aquilo. A parte desse livro um fala disso, a parte dois fala daquilo, a parte três fala daquilo. Três 265 km de de prefácio. Jesus Cristo, acaba? Aí, foi. Não, não foi não. Oh, [ __ ] Já partiu um logo, desgraça. É por isso que o pessoal desiste de ler. Pronto. Agora sim, A riqueza das nações. Ah, não, é outro. É introdução e plano da obra. Oh, lá vamos nós. Agora, livro um. O primeiro. Livro primeiro. Ó. Começa aqui o problema. Essas coleções eram bem massa, diz o nosso querido Diogo. Eu lembro de pegar vários livros desses na escola. Eram bonitos, para quem curte aparência mais tradicional. É mesmo. Capa dura, clássico, com aquela parada dourada, né? Às vezes tinha a cara do do intelectual lá na frente. É legal, eu também gosto, também gosto. Acho eu acho bacana. Mas esse aqui foi salvou vidas, gente. Ó, agora eu começar aqui pelos títulos. Paulo fez aqui um comentário importante para correção científica adequada. Vamos lá. Diz Paulo. Comentário irrelevante, não, extremamente relevante, porque se você confunde uma coisa com a outra, tua salada que estava protegida na geladeira pode ser um pouco complicado. Comentário irrelevante. Insufilm é a película de escurecimento de carro. A película de alimentos é filme de PVC. Você tem toda a razão. Então, eu desentupi privadas com filme de PVC, não com insufilm de carros. Inclusive, eu não recomendo que vocês tentem com insufilm de carros. E nem que vocês tentem cobrir a salada, por exemplo, que vai colocar na geladeira com insufilm de carro. É melhor usar o filme de PVC, esse plasticozinho. Melhor. É, dá, dá tranquilo, pá, tranquilo. Utilizei muitas vezes esse método, dado que às vezes eu tinha que desentupir privadas de banheiros e a gente estava sem desentupidor. E aí, o primeiro método que eu utilizava era esse. Funcionava. Uma pressão forte que a gente faz. Mas depois eu explico para vocês. A vida tem dessas coisas. O livro primeiro. As causas do aprimoramento das forças produtivas do trabalho. Veja aqui, ó, forças produtivas do trabalho. Veja, o título de nossa live que estava na thumb era o poder produtivo do trabalho. E a mudança de forças produtivas para poder produtivo é o que vai nos interessar aqui. Vocês vão ver que o bagulho é diferente. E é legal. Ó. Sério mesmo. Que que aconteceu? Método importante em filosofia ou hermenêutica, uma hermenêutica filosófica, sei lá, é que se você é capaz de ler na língua original, de alguma maneira, nem que seja de maneira instrumental, vale a pena você pegar o texto da tradução e comparar com o original. Porque você vai poder fazer correções, ajustes, entender melhor o contexto do texto, vai perceber se teve alguma distorção na tradução, essa coisa toda. E isso me chamou atenção. Porque eu falei: "Pô, legal, vamos ler aqui o livro do Adam Smith". Comecei a ler e falei: "Pô, mas e se eu fosse no original? Vou comparar o inglês e o português, português e inglês". Pode parecer bobagem, mas é uma língua que eu consigo manejar minimamente. Então, talvez, talvez, seja importante. E eu comecei a ler o texto do Adam Smith, né? Capítulo 1: a divisão do trabalho. Lembrando que essa seção primeira fala sobre as causas do aprimoramento, ou do aperfeiçoamento, do melhoramento, melhorismo das forças produtivas do trabalho. E aí, começou com a divisão do trabalho. E Adam Smith, esse querido economista, nos diz o seguinte: "O maior aprimoramento das forças produtivas do trabalho e a maior parte da habilidade, destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda a parte dirigido ou executado, parecem ter sido resultados da divisão do trabalho". Isso já me pegou, porque eu realmente levei a sério essa parte de considerar a partir, a análise a partir da divisão do trabalho, divisão social do trabalho. Mas eu falei: "Pô, legal, mas vamos comparando português e inglês, beleza? Beleza? Então, vamos lá para o outro livrinho de Adam Smith. Que é o tal Mudou para vocês aí? Deixa eu ver. Não, não mudou. Ah, que sacanagem. Ah, que é o tal do o mesmo livro. Ah, só que em inglês. Vou compartilhar a janela que vai ser melhor. O mesmo livro só que em inglês. The Wealth of Nations. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of the Nations of the Wealth of Nations. Então vamos lá, daí de novo, hein? 365 introduções, por isso que o pessoal desiste de ler. Mas aí vamos lá para o para o famoso índice, né? Daqui a pouco aparece o índice. Introdução geral e [ __ ] 7 kg de introdução geral. Ai, gente, o pessoal desiste de ler por causa disso, gente. Meu Deus do céu, vai direto para o livro. Põe isso aí no final, quem quiser se interessar vai ler o contexto. Eu sou contra essas 575 introdução geral. Ai, ai, vocês estão bem? Ah, pronto, né? Não, ainda não. Ajuste do texto, não sei o quê. Ah, aqui. Finalmente. Contents. Aí vamos aqui para o nosso querido na introdução, né? Livro 1, que é aquele que a gente tava lendo lá. As causas do aprimoramento nas eh, no poder dos poderes produtivos do trabalho. Poderes produtivos do trabalho. Productive powers of labour. Mas veja bem, veja, veja bem. Lá tá forças produtivas. Lembra? Aqui, ó. Forças produtivas do trabalho. Forças produtivas do trabalho. Deixa eu ver se mudou. Mudou. E aqui poderes produtivos do trabalho. E isso já me chamou a atenção. É diferente a palavra força para poder. Mas eu poderia ser uma questão de adaptação e para mim tá tranquilo. Não, ele só adaptou, é uma adaptação suave, suave, sem crise, ninguém vai se encanar com isso. Pode ser só um ajuste, porque, né, para tornar mais claro o que que o Adam Smith tá falando. Ele, pode ser que o Adam Smith não tinha nenhum, nenhuma preocupação com o termo poder. Poder para ele é qualquer porcaria. Peraí, poder, força, tanto faz. O que importa é entender a mensagem. Pode ser. Falei, então, não vou aqui me encanar. Não vou me encanar. Vou só fazer essa anotação. Vou só fazer essa pequena anotação. E aí, mas, aliás, mas tem um ponto que é, ele chamou powers of labour em letra maiúscula, né? Deu ali um, uma, uma substantividade muito forte para essa palavra. Ela não ficou só como objeto. Ele, ele deu ali um, um ar de conceituação na própria forma de expressão. E aí eu falei, será que tem alguma coisa? Não sei. Vou ficar atento. Aí vamos para o livro. Powers of labour me pegou muito. Pode ser só uma frescura, mas eu fiquei com isso na cabeça. Pode ser frescura. Ô, caraca, cadê o livro um? Aí vamos lá para o livro Livro um. Novamente, as causas do aprimoramento tal dos poderes do trabalho. Beleza. Poderes do trabalho. Aí aqui já não tá com a a frescura da grafia. Eu falei: "Então talvez eu esteja só com coisa na cabeça". Eu tô aqui enfrescando. Tô aqui enfrescando, tô pegando detalhezinho que não faz sentido. Mas vou ficar atento. Então o grande aprimoramento nas forças produtivas do trabalho, ou melhor, nos poderes produtivos do trabalho e grande parte da habilidade, da destreza do não sei o que lá, não sei o que lá, não sei o que lá, vem da divisão do trabalho. Mas eu fiquei encanado com essa palavrinha powers. E eu falei: "Vou ficar de olho na palavrinha power". A palavrinha poder vai ficar aqui atenta pra mim a todo momento. E eu fui lendo. E eu não vou não vou me estender muito em ler cada trecho por trecho, porque senão a gente ia ficar aqui até amanhã. Vou pegar só no no perdão, aqui no no sumário que vai me ajudar. Porque aqui no sumário vai aparecer, se eu não tiver equivocado se eu não me confundi onde é que tá? Hum, é, não vou achar no sumário. Ca sete dias eu fico procurando o sumário e não vou achar. Então eu vou por aqui que vai ficar mais fácil. Se a gente pesquisa quando o Adam Smith vai falar sobre valor, ele também falou a palavra valor tem que ser observada nos seus dois diferentes sentidos e em alguns momentos expressa a utilidade de um objeto particular e em alguns momentos o poder power of purchasing. Deixa eu botar aqui. Poderia então ser força, né? Cadê? Poderia ser força. Cadê? Pera aí. A gente pode colocar aqui. Importa observar a palavra valor em dois significados. Às vezes designa a utilidade de determinado objeto, outras vezes o poder de compra. Perdão. Poderia ser força de compra. Mas aqui tá power of purchasing. Eu já achei estranho. Poder do trabalho se transformou em força do trabalho. Poder de compra não virou força de compra. Continuou como poder de compra. Percebe? Aí é uma escolha que tem duas opções. Ou o tradutor ficou quis dar uma maior precisão e são dois contextos diferentes que requerem termos diferentes ou ele arbitrariamente, por outros motivos alterou poder de compra força de trabalho não poder de trabalho. Percebe? Tudo bem? Então, aí a minha dúvida era por que o tradutor fez isso. Isso pode ter uma importância, isso pode não ter nenhuma importância. Isso pode não ter nenhuma importância. Mas aí tem. Agora sim, né? Vamos de novo. Agora o outro. Aí a gente continua lendo o texto. Eita, caraca. Oh, Jesus Cristo. Caraca, tá travando meu teclado. Ah! Não trava, desgraça. Não, não. Ah, eu não vou achar. Pera aí. Pera aí, que travou esse bagulho aqui. Não, não, não, não, não. Volta aqui. Volta aqui. Ai, pera aí, pera aí, deixa eu pausar aqui. Aí eu já acho. Então, pera aí, porque eu travei esse bagulho aqui. Ai, tá travando. Agora vai. Meu dedo no F saiu. Ufa! Pronto. Não trava mais. Poder de também poderia daí tá aqui, poder de venda, né? Power of exchange. Mas eu poderia também transformar como força de venda. Então eu falei, pô, são três conceitos agora. Poder de compra, poder de venda, poder de trabalho. Mas pode ser, em última instância, que para o Adam Smith, pouco importa a palavra poder. A palavra poder ela pode ter 30 significados e aí dependendo do contexto, o tradutor ficou preocupado. Não é um conceito claro, não é um conceito filosófico estrito. Ele pode variar. Então eu fui lendo, comparando o inglês e o português, power of exchange, power of purchasing, power of labor, power of exchange, power of of purchasing, power of labor. E eu fui, pá, pá, pá, pá. Até aqui, Productive powers of labor. Até que eu cheguei num lugar estranho. Que é este lugar aqui, ó. Ah. Vai, teclado. Capítulo cinco. Ah, eu já sei, eu já sei de cor esse trem. Capítulo cinco. Preço real e preço nominal, né? Então, comparação, discussão sobre preços das mercadorias e o seu preço em trabalho e preço em dinheiro. Preço em trabalho e preço em dinheiro, preço real e preço nominal. Mercadorias, vamos falar sobre preços, né? Variações de preços, já dentro das discussões que o que o Adam Smith tá tá desenvolvendo na primeira seção do do Riqueza das Nações. Aí, todo homem é rico ou pobre de acordo com o grau que consegue desfrutar das coisas necessárias, das coisas convenientes e dos prazeres da vida. Aqui eu já acho, inclusive, o Adam Smith muito honesto. Ele distingue três coisas, né? Uma é a coisa necessidade, outra é a conveniência, outra é o prazer da vida, que não é nem necessário, nem conveniente. Outra coisa. Mas tudo bem, depois o pessoal vai abandonar isso, vai virar tudo preferência, né? Esquece da necessidade e da conveniência. Mas vamos lá. Veja, aí eu cheguei nesse capítulo e aconteceu o seguinte. Adam Smith escreve: "Riqueza é poder". Aí eu já fiquei obcecado, né? Afinal, eu estava lendo, comparando as traduções. Eu falei: "Não". "Wealth, riqueza, como diz senhor Hobbes, é poder". Aí eu fiquei obcecado, eu estava aqui com hiperfoco. Uma fixação na palavra poder e eu falei: "Não". "Riqueza é poder, como diz Hobbes. Riqueza, como diz Hobbes, é poder. E aí eu fiquei obcecado, eu falei: "Não, peraí, peraí". Se ele diz que Hobbes diz que riqueza é poder e aqui não tem outra tradução, riqueza é força, não, riqueza é poder. E é Hobbes que tá falando. Com certeza, ele usa a palavra poder de maneira precisa. Ele tem uma conceituação a respeito de poder. Ele não tá usando a arbitrariamente o termo poder. Ele não pode ser traduzido de qualquer maneira. Adam Smith tem um background aqui, ele tem referência, ele tem uma estrutura, ele tá fazendo um desenvolvimento de análise conceitual precisa sobre o que interessa pra ele. Eu falei: "Caraca, Hobbes disse que riqueza é poder? Não me recordo disso. Mas por que que a gente tá traduzindo uma palavra como força, a outra como poder, a outra como isso e agora riqueza é um poder? Poder de riqueza, por exemplo. Nem lembro de onde isso aconteceu, de onde apareceu. Vou buscar aonde está o querido Mr. Hobbes, onde ele disse isso. Eh, e aí eu fiquei ainda encanado com a coisa, porque eu falei: "Será que o Hobbes é o Hobbes mesmo? Pode ser outro Hobbes, pode ser um Hobbes de outro lugar. Não necessariamente o senhor Hobbes que eu tô pensando, porque poder e Hobbes eu só penso em um, Leviathan, Thomas Hobbes. Mas vai que eu tô errado". Eu posso tá completamente equivocado. Eu posso aqui tá viajando, né? Mas aí eu vim pra nota de rodapé. Riquezas, junto à liberalidade, é poder. Porque isso pode garantir, né, amigos e servos. Sem liberalidade, nem tanto. Porque isso pode causar, é, pode, pode fazer com que eles não te defendam, né? Mas te, mas exponham a pessoa, é, é, exponha a pessoa, deixa ela, ela desprotegida, né? Pronto, Hobbes, Leviatã e aí tem a indicação aqui, capítulo 10. Aí eu falei, lá vamos nós. E ainda descobri, ó, Smith comenta nisso na doutrina de Hobbes, porque o Smith tem um livro chamado doutrina de Hobbes. Aí eu tive que ler os bagulho tudo, mas esse livro eu achei bem ruim, inclusive, mas é outra coisa. Tem uns comentáriozinho lá do, sobre, sobre Hobbes que eu não gostei. Mas eu falei, caraca, o Adam Smith tá baseado em Hobbes? Adam Smith tá baseado em Hobbes? E então, para eu entender agora o conceito de poder, como ele tá manejando, eu vou ter que ler os comentários de Adam Smith sobre Hobbes e vou ter que ir lá ver o que que o Hobbes disse sobre riqueza e disse sobre poder. Mas de tudo isso que me importa, e a gente vai fazer isso, a gente vai ler Hobbes, mas o que me importa é, eu não posso entender aqui Adam Smith falando sobre riqueza como se fosse algo separado do poder. E no caso do poder, como execução de poder, como exercício de poder, como conexão que não separa, não distingue economia e política. E aí eu fui me dar conta do título do livro de novo, uma obviedade, a riqueza das nações. Das nações. O querido tá, meu irmão. O querido não tá pensando em economia de mercado da sua empresinha. Entendeu? Só que, aí eu fiquei lembrando dos vários comentários que eu li sobre Adam Smith, sobre liberalismo, sobre não sei o que lá, que fala sobre o, como o Rubens, como o Rubens comentou no, no começo dessa live aqui, sobre administração de empresa. Não, meu irmão, o que que vocês estão fazendo? Vocês estão maluco? Tá ligado? Vamos usar o cérebro. Você tem um cérebro aí dentro da sua cabeça? Utilize-o, né? Mas se a gente vê, né, que que que que bobagem, que que desastre que acontece depois. Então, olha a importância de fazer pesquisa, de fazer análise, de tomar cuidado com os textos, né? De fazer um trabalho mais adequado. E aí a gente vai ler então aqui alguns textos de Hobbes, porque aqui o o Adam Smith fez uma citação, né, colocou sobre Hobbes, que ele diz que é poder, embaixo tá a citação do texto que vem lá do do livro 10. E eu fui lendo aquele bagulho até chegar no livro 10, inclusive. Eu não fui direto para o livro 10, eu fui lendo o livro inteiro para chegar no livro 10 e falar: "OK, estou entendendo essa birosca". Mas é isso, tá? Então, é importante a gente ver isso. Aí eu falei: "Pô, talvez", porque qual que é a minha tese? Era a minha tese nesse momento de leitura, né? Ou hipótese, qual era a minha hipótese de leitura? Perdão. Como a gente tava falando aqui, a minha hipótese de leitura é que poder poder não era ali um conceito que você poderia substituir por força. Começou aí o problema. Por que que o cara traduziu poder por força? Comecei aí, começou aí minha crise, de comparar as leitura e falar: "Pô, por que que ele traduziu poder por força?" E aí em nenhum outro momento apareceu o poder, tipo, em nenhum outro momento a palavra poder é transformada em força. Sempre era traduzido como poder, só foi transformado em força quando fala de poder do trabalho. Por isso o título desta live e na thumb o poder produtivo do trabalho. A gente tá reconceituando aqui nessa leitura de Adam Smith. A partir junto com Hobbes, né, porque ele tá referenciando, coitado, o Hobbes. Mas a gente vai lá para o Hobbes. Legal, né? Ou eu gosto. Eu gosto, eu gosto, gosto desse tipo de leitura, gosto dessa discussão. Mas a gente já vai pular pro Hobbes. Primeiro vamos vir aqui no nosso chat totalmente excelente, porque eu fui falando sem parar. "Cheguei", diz Kleber Lauer. Bom dia. Bom dia, Kleber, tudo bem, meu querido? Você tá bem? Espero, desejo que sim, cara. Bom dia, Borduna. Como é que você tá, meu querido? Tudo em paz? Tudo em paz. "Já mudou o texto". É, a tradução já mudou o texto, já muda tudo. Diz nosso querido Carapa: "Enquanto uns desistem, outros leem em duas línguas e tem eu que peço resumo pra IA". É, com todo o respeito, a IA não faria esse trabalho que eu que eu acabei de fazer aqui. Garanto pra vocês. Mesmo que ela acelerasse meu processo. Eu vou fazer até um comentário aqui, porque eu tenho problemas com esse negócio de IA. Não é o o tiozão que que nega o desenvolvimento da tecnologia. Como um leigo que não discute questão de tecnologia de tecnologia, eh, e a inteligência artificial, eu não entendo esse bagulho, pra mim pouco importa, assim, nesse momento, porque eu não posso me desdobrar assim pro tema. Então, o que eu vou falar aqui é totalmente opinologia generalizada, tudo lógica, né? Então, assim, não é por desprezar, porque eu tenho que escolher o que eu vou fazer na vida. Eu não vou discutir tecnologia nem IA. Mas tem uma parada, cara, que eu acho muito importante sobre racionalidade. Racionalidade desenvolve a partir de resolução de problemas. Reconhecer um problema e buscar uma solução. E reconhecer um problema que não é perceptível no primeiro momento. Aí vem a a inventividade. Você ser capaz de ver um problema e buscar uma solução alternativa. Como diz nosso querido John Dewey, o pensamento se desenvolve a partir de resolução de problemas. Mas a resolução de problema depende do reconhecimento de um problema. E esse reconhecimento exige uma inventividade que a IA não vai fazer. Desculpa, isso aqui que a gente tá fazendo aqui não tem IA que faz. Porque ela não ia considerar um problema a diferença de tradução entre força produtiva e poder produtivo. Não ia. Poder do trabalho, força de trabalho, ela não vai diferenciar. Ela vai utilizar a partir dos dados que já existem, o IA generativa, a partir de textos tão colocados e vai reproduzir esse processo. O reconhecimento de um problema para resolução de algum novo ela não vai criar. E para mim não é invenção, a criatividade não inventei algo novo, é o reconhecimento de um problema. É aí que entra o âmbito da criatividade humana em espaços que a galera, essa aceleração de informação não não ajuda. Se eu tivesse um IA na época que me auxiliasse a acelerar ou encontrar determinados temas no texto, a fazer, pode ser, pode ser que meu trabalho que levou horas e horas e horas e dias fosse muito menor. Mas o reconhecimento do problema para buscar essa solução, aí desculpa. Tô ganhando do Gemini. Chupa Gemini. Chupa Claude. Chupa Open AI, chupa Deep Psyche. Não vão fazer, meu irmão. Pode Pode pode tentar, não vai, não vai. Com todo o respeito. Assim como vocês reconhecem problemas e soluções que, cara, não é perceptível, cara, a gente encontra no nosso dia a dia. É aí que vem a criatividade. Diz nosso querido, cara, já usou notebook LM, Bruno? Eu não sabia que existia até duas semanas atrás. Nem sei o que é isso. Descobri há duas semanas atrás a existência, mas nunca utilizei. Joga essas duas versões lá e pede para ele destacar todos os textos para ti, se quiser montar algo para suas aulas. Eu já fiz isso. É, era para as aulas pode ser legal para botar no nos slides, né? Vê se ele acha. Mas eu fiz isso. Vocês viram, o o o o PDF tava marcado em amarelo ali, é porque eu já fiz isso. Eu separei todo o conteúdo três, [ __ ] me deu um trabalho do [ __ ] Mas tudo bem, é outra vida. Diz nosso querido Bortuna, aí preciso saber o que Mr. Hobbs disse em tem, é, o que Mr. Hobbs entende do que é poder, né? Sim. Diz fazer o watch. Smith já distorceu Hobbs. Você é louco. Nem sei se distorceu. Acho que não. De quando é de que ano? É Hobbs mesmo? 1600? Sim, século XVII. Adam Smith vem no século XVIII produzindo seu trabalhinho. Diz querido Tiago. Bruno mostrando como se lê as paradas igual adulto. Igual adulto não. Igual alguém que se formou para fazer isso, né? E aí a raiva que eu tenho da galera que se forma num bagulho e não pratica e a galera que não se formou em [ __ ] nenhuma e sai falando qualquer groselha, né? Tem que ter alguma função você ter aprendido metodologia, pesquisa, essas coisas na sua vida. Tem que ter alguma função. Não é possível que você vai tratar como se não servisse para nada, né? Não, não. E aí os doido que vem o lavar, né? Que o a o lavagem cultural. Que sai falando qualquer groselha para achando que leu o texto e sabe o que está dizendo, né? E sai reproduzindo um biruleibada não liga lé com cré. Começa a nota zero do do da Fuvest esses tempo aí, né? Da redação. O cara vai colocando um monte de palavras sem sentido nenhum. Que que maluquice é essa? Essa galera acha que não tem porquê, né? Tem pesquisa, se formar para isso, especialização. Dá dinheiro? Nem um pouco. Tô sofrendo para pagar as contas. Inclusive se tiver sobrando uma merreca aí, manda um pix. Mas a gente faz as coisas legal. Diz fazer o watch. É economia de estado. É. Exatamente. Diz querido Carapa. Só por isso fui ler o Hobbit. É. Se confundir Hobbs com Hobbit, você vai achar que o o Hobbs estava preocupado com o anel. E com o poder do anel. Ou seja, se preocupou com poder do seu anel hoje. >> Bom dia querido @asreligiões esc ex clavisa, não sei que significa, mas bom dia Paulo, tudo bem meu querido? Como é que você tá? Em Atibaia? Cara, eu tava em Atibaia esse fim de semana, acredita? Acredita velho? Eu tava aí em Atibaia esse fim de semana. Fui visitar minha vó, minha vó mora em Atibaia, tava curtindo um fim de semana em Atibaia. Passei dois dias aí lá e voltei, gosto demais, cresci aí por aí nessa região. Até a de psi, disse fazendo o lote, sim. Kleber Lauer diz, notebook LM é bom pra estudar, deve ser, deve ser maravilhoso, mas eu não faço ideia que seja. Diz Diogo, Thomas Hobbit, exatamente, ele tinha um grande pé, morava numa casinha pequena, era peludo e preguiçoso. Gostava de ficar na dele sem trocar ideia com os outros. E as religiões te ex clavisa. Esclavisa. Sei lá. Diz querido fazer o lote, The Power of the Ring, exatamente, The Power de The productive power of the of ring. O força produtiva do anel. Então diz o querido Rubens, mas poder e força não são parecidos no sentido de abre aspas, mexer as coisas, fecha aspas, ou tipo gerar uma consequência? Pode ser, eu também pensei sobre essa possibilidade Rubens, considerei esta possibilidade. Considerei profundamente, contudo, porém, todavia, no momento que nosso querido Adam Smith cita Hobbes e dá a referência, eu falei, hum, não poderei fazer tal transposição com tal facilidade. Vou ter que olhar com maior cuidado. Diz querido Rubens, tipo força, poder da gravidade, não é habilidade de gerar mudança de um estado para outro? Sim, perfeitamente, você tem toda razão. A questão é que aí eu fiquei preocupado de onde é que vinha essa tradução sobre força produtiva, né? Falei: "Cara, por que que ele traduziu como força produtiva e não como poder produtivo?" É uma distinção específica. E essa distinção tem uma explicação clara. Marx a tradução, ela já foi influenciada pelo productive force, sei lá como é que fala em em alemão. Alemão é muito belo, né? Productive force, iPhone. Productive force, vou até tentar ver como é que fala. É que eu sei a palavra, mas eu não sei falar. Deixa eu ver se eu ouvindo eu consigo. Deixa eu ver se eu consigo reproduzir. É impossível falar isso aqui. Não dá para falar isso, cara. Arbeitskraft, não dá para falar isso. É muito difícil. Arbeitskraft Ah, eu não sei falar isso. Arbeitskraft Parece um problema danado. Marx traduz como força de trabalho. Marx, na verdade, usa o termo força de trabalho. Joga joga no Ai, putz, eu acabei de fechar o bagulho. Perdão, Rubens, eu ia jogar é Ai. Putz, deixa eu ver se eu consigo lembrar de cabeça. Arbeitskraft Kraft ou Kraft? Acho que é Kraft. Eu acho que é assim. É, algo assim. Não sei falar isso. Deve estar escrito errado, com certeza, mas é isso. É, mas o o o o Se eu falar cinco vezes isso, invoca um bode aqui atrás de ca de mim, provavelmente. Mas o Marx utiliza força de trabalho. E aí o tradutor do texto do Adam Smith já imprime sobre o texto de Adam Smith a conceituação que Marx utiliza. Para não usar o termo poder, Marx utiliza o termo força. Força de trabalho. Distinguindo teoricamente, inclusive. E para falar sobre poder, Marx vai falar de outro bagulho. Ele vai especializar o negócio. Arbeit, Arbeit, é esse aqui. É esse aqui que o Gesa colocou. Arbeit, Arbeit, Arbeit, Kraft, Arbeit, Arbeit, sei lá como é que fala isso aí. Eu quase escrevi certo, hein? Faltou um i aqui, ó. Foi Arbeit, Kraft. Arbeit, Kraft. Faltou um i. Mas é, é difícil, cara. Então, assim, o lance é, Marx faz essa espe, espe, especifica o do, o que Adam Smith tá falando. E aí o tradutor já imprime a conceituação marxista sobre o texto de Adam Smith. Porque vai se tornar uma base teórica fundamental. Só que aí escapa da compreensão do que Adam Smith tá discutindo. E por um lado, isso é muito bom, porque Marx especializa o termo, estabelece um, um aí, um léxico comum, que a gente começa a falar sobre força de trabalho, força produtiva, tal. É, mas perde o caráter, por exemplo, que é o que me interessava, de recuperar o elemento da conexão política e economia. Que é aquilo que se perde na passagem do século XIX para o século XX. E aí vem um textinho de Hobbes, que é muito interessante. E quando eu fui ler o raio do o raio do, do, do, tipo, texto do Leviatã, eu percebi que não era só o, o, o conceito de poder que Adam Smith assume. A argumentação de Hobbes vai parar em Adam Smith. Tipo, a estrutura lógica de um elemento de Hobbes, falando sobre o mérito e a honra, vai para conexão do preço das mercadorias. E isso é muito legal, porque eu falei: "Caraca, velho!" Adam Smith pega uma estrutura lógica de Hobbes, coloca para analisar mercado, para discutir a questão de de de precificação das mercadorias, enquanto Hobbes falava sobre o valor, não a precificação, o valor dos seres humanos de acordo com a honra e o mérito do que eles fazem. Cara, é genial! Eu falei: "Caraca, velho!" Aí imagina, né? Tô numa aula lá com um bando de economista, com a galera nas aulas, apresento o bagulho, galera "Porra!" Nunca tinha visto isso, maluco! Eu falei: "Aí a filosofia servindo para alguma coisa!" Se liga, se liga, se liga. É legal, é legal, é legal, é legal. É muito legal, muito legal. Vou abrir aqui. Eu eu não sei que tradução é essa que eu tenho em PDF aqui, mas não eu com certeza não é essa aqui, essa aqui eu gosto bastante. Isso aqui é tradução que eu gosto muito, é da Edipro. Do Hobbes. Obviamente que eu fui pegar depois o o Leviatã em em inglês também, para ficar comparando, o que dificulta muito a nossa vida. Dá trabalho pesquisar, que [ __ ] que pariu! E ninguém me pagou por isso. Mas vamos lá. Mais um trabalho não pago. Mas o capítulo 10, né? Sobre o poder, o valor, a dignidade, a honra e o mérito. Isso aqui já poderia ser brasão de alguma de algum núcleo conservador templário. Mas vamos lá. Algum grupo conservador templário pode fazer um brasão com esse título de livro, mas eu de de capítulo. Mas vou pegar aqui no no Leviatã, para a gente poder Ah. Peraí. Pá! Para a gente poder ver, porque o o o Adam Smith citou o o mano lá, Então vamos lá. Lembrando que Hobbes não está tratando o poder de maneira vulgar, simplória ou simplificada. É um tema central em seu livrinho. Então Adam Smith lê o nosso querido sabendo disso, inclusive. E aí vem. Thomas Hobbes de Malmesbury, Malmesbury, Malmesbury. Leviatã ou subtítulo matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Ai, a galera fica muito nervosa, né? Ai, ai, ai. Parapapapá. Vamos lá, capítulo 10. Eh, nem sei onde é que tá o capítulo 10 nessa birosca. Vamos só no rápido que eu vou chegar no capítulo 10. Mas pelo menos aqui não tem 765 introduções, já vai direto pros capítulos. Facilita a nossa vida. Capítulo 4. Não, tem mais pra frente. Cara, e essa argumentação do Hobbes, ela é muito muito sistemática. Pelo amor de Deus. Começa do o homem. O surgimento do homem. O homem e suas habilidades, o intelecto do homem. A linguagem, o não sei o quê. Capítulo 10, chegamos. Pera aí que a letra é pequena desse PDF. Capítulo 10. Do poder, valor, dignidade, honra e merecimento. Mérito, melhor, mas tudo bem. Pra você ver que a gente tem diferenças de traduções. Se eu encontrar algum problema na tradução aqui, eu vou pegar essa outra aqui que me parece mais interessante e confiável. Ah, mas pera aí, antes disso. Deixa eu só recolher aqui rapidinho. É, cadê? Rabisquem seus livros, tá? Risquem, rabisquem, façam anotação. Isso é importante, inclusive para pesquisa posterior, ó, ó, faz rabisco. Faz anotação, por favor. Não tenha dó do livro. Use e abuse do livro. Desfrute deste processo com o livro. Rabisca ele, faz anotação, faz asterisco, mesmo que esteja errado, porque depois que você for reler isso, você vai ver: "Pô, que ideia idiota". "Putz, que que interpretação tosca que eu fiz". Mas rever até sua anotação no livro. Importante rabiscar livro, rabiscar livro. Usa ele, ele foi feito para isso, foi feito para ser usado. Então, use o livrinho. Mas vamos lá. Voltando, perdão, precisava fazer esse comentário. Eh, do poder, do valor, da dignidade, honra e merecimento ou mérito, né? Lá vai o nosso querido Hobbes. Lembra que eu tô com obsessão aqui, hiperfoco na palavra poder, né? O poder de um homem, universalmente considerado, consiste nos meios de que presentemente dispõe para obter qualquer bem visível, é, qualquer bem, nossa, por que essa tradução tá visivelmente, qualquer bem visível futuro. Pode ser original ou instrumental, ou pode ser natural ou instrumental. Então, poder consiste naquilo, nos meios que você dispõe para obter um bem futuro, ou seja, um bem projetado, eu preciso daquilo. Quais são os meios que eu disponho para poder obter esse resultado? Já é quase uma racionalidade instrumental incipiente aqui. A partir daquilo que você tem, eh, como poder, seja pelo poder original, natural, que você tem, o dom divino que lhe lhe foi dado e concedido e posso utilizar esse termo tranquilamente, porque Hobbes está falando a partir de uma concepção criacionista, protestante e que acha que Deus saiu distribuindo dom para as pessoas ou aquilo que é instrumental, ou seja, não é o que foi lhe foi dotado desde seu nascimento. O poder natural é a eminência das faculdades do corpo ou do espírito, né? Então, se você tem aí faculdade no seu corpo ou faculdade no seu espírito As habilidades, as capacidades do corpo do espírito. Então, a capa capacidade, né, de extraordinária força, de beleza, de prudência, né? Habilidade, capacidade aqui de novo. Eloquência, liberalidade ou nobreza, né? Que seriam aí faculdades do corpo ou do espírito. Os poderes poderes instrumentais são os que se adquirem mediante os anteriores ou pelo acaso, né? Então, ou seja, pelo uso da sua força você obteve alguma coisa que vai ser útil para depois. Por causa da sua beleza, você obteve alguma coisa que lhe vai ser útil como instrumento para depois. Você pode obter por pelas pelos poderes que você já tem ou ainda pelo acaso. Deu sorte, tropeçou, caiu na rua, viu um bagulho ali que te lhe dá um poder incrível, né? Então, pode ser assim também. Você estava lá andando na rua, caiu um negócio, nossa, isso aqui me pode ser útil. Cá estamos. Encontrou 50 conto na rua, pode ser útil. E constituem meios e instrumentos para adquirir mais. Mais o quê? Mais poder ou mais bens que você considera valorosos para o futuro. Como? Quais são os poderes? Quais são os poderes instrumentais? Quais são os poderes instrumentais? Prestem atenção. A riqueza já é o primeiro. Como a riqueza? A riqueza é um poder. Entendido em Hobbes aqui como um meio para obter os bens visíveis em um futuro. Eu quero obter uma tal coisa. Aquilo que me garante os meios neces, os meios ou a capacidade que eu tenho que me garantem a obtenção deste bem são poderes. O primeiro poder que ele destaca, a riqueza. Um meio que possibilita a obtenção de um bem visível futuro dentro de um projeto. Para realizar aquilo que me interessa. Que desejo. Como a riqueza, a reputação, os amigos, os amigos são poder. E olha que interessante, para Hobbes os amigos são poder porque eles são meios que lhe garantem a possibilidade de obter um bem visível futuro. E os secretos desígnios de Deus. Eu gosto desse poder também. O poder dos secretos desígnios de Deus, porque é aquilo que você não tem o que fazer. Na palavra de Maquiavel, a fortuna, né? A sorte. Eu não sei como, mas isso aí me deu uma sorte danada que eu consegui alcançar um bagulho. Eu consegui aquele negócio lá. Secretos desígnios de Deus. É um poder aí com o qual você pode ou não pode contar. E fica aí para a sua opção na vida se você, o problema é a pessoa que tem como único poder os secretos desígnios de Deus. Ela tá bem lascada. Vamos combinar que ela não tem os outros. Isso aí confunde, complica consideravelmente a vida dela. Mas tem um ponto que eu acho interessante de um outro poder que o Hobbes ia comentar que não tá listado aqui, que vai ser engraçado de ler já já. Vamos lá. Aqui os homens chamam de boa sorte, né? Porque a natureza do poder é nesse ponto idêntica a da fama, né? A da reputação, a daquilo que foi construído em torno do seu nome. Dado que cresce à medida que progride. Ou a do movimento dos corpos pesados, e aqui Rubens, aquele comentário que você havia feito sobre a força, né? Tá usando como analogia para falar sobre o poder, uma força gravitacional, por exemplo. Que quanto mais longe vão, mais rápido se movem. Aí a física de Hobbes e seu freestyle, de acordo com as as capacidades que ele tinha de falar um pouquinho sobre isso. O maior dos poderes humanos é aquele que é composto pelos poderes de vários homens. Guarde assim essa compreensão simples. O poder, o poder, o maior dos poderes humanos é aquele composto pelos poderes de vários homens, unidos por um, por consentimento numa só pessoa, natural ou civil, né? O estado ou mesmo uma pessoa que reúne vários homens para trabalhar para ela, ou com ela, que tem o uso de todos os seus poderes na dependência de sua vontade. Aí, para Hobbes, é o caso do poder de um estado, porque esse é o objeto de análise de Hobbes. Mas preste atenção aqui, preste atenção. Queridos humanos que estão aqui conosco. Voltemos para o livro um, capítulo do capítulo um do livro um da seção da seção primeira de riqueza das nações. Venham comigo. Venham comigo ser felizes. Sejamos felizes. Capítulo dois não, capítulo um da primeira seção, tudo bonitinho. Ah, livro primeiro, capítulo um. Ah, deixa eu só fazer uma coisa aqui para não dar ruim na próxima mudança de slide e de de livro. Peraí. Ô, por que que eu não tô conseguindo fazer isso? Obedecei-me. Ah, deu. Voltemos aqui para a riqueza das nações. Se liga. Lembrem que aqui o o Hobbes disse aqui que o maior dos poderes humanos é aquele composto pelos poderes de vários homens, quando eles se unem sobre a dependência de uma vontade natural ou civil, consentidos numa só pessoa. Ponto um para falar sobre o aprimoramento das dos poderes produtivos do trabalho. O maior aprimoramento dos poderes produtivos do trabalho e a maior habilidade da destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado parecem ter sido resultados da divisão do trabalho. E aqui Adam Smith vai começar a falar sobre o trabalho combinado. A reunião de diferentes trabalhos dentro da manufatura, dentro de um espaço produtivo, que faz com que esse trabalho fique mais poderoso, com que ele cresça e se expanda. Se Hobbes está falando do estado com o maior poder ou de mesmo em torno de uma pessoa, reunião desses poderes, Adam Smith pega a estrutura para falar o aprimoramento, o aperfeiçoamento do poder do trabalho se dá pela reunião dos diferentes trabalhos dos seres humanos reunidos ali, tal qual Hobbes está falando ali do estado, agora ele traz aqui para o âmbito econômico da força produtiva, ou melhor, do poder do trabalho. Isso não é casual. Isso não é casual. Ele tá Cara, isso é genial. Isso é legal demais, assim. Isso é muito massa. Ele tá agora aprimorando essa percepção a partir da análise ali do Hobbes, trazendo para o campo da economia, pensando o trabalho. É genial! Isso é genial! Só que o Hobbes não tinha pensado em trabalho. Hobbes não tinha pensado sobre economia, sobre desenvolvimento de força produtiva, não tava no escopo dele, não tava ali no negócio. Ele traz agora para observar isso. Agora veja. Veja. Veja bem. Né? Isso aqui, meus amigos, isso aqui é Isso aqui é a aula que custa milhões. Brincadeira. Isso é muito genial, cara. Isso é isso é isso é um bagulho muito sofisticado, muito interessante de perceber. É, as ideias não caíram do céu. O cara tá aqui fazendo uma análise sofisticada a partir do pensamento de Hobbes, analisando agora outro problema que ele reconheceu na realidade. É, meus amigos. Aqui é coisa fina. Coisa fina. Ou, diz Hobbes, né? Voltando aqui para o Leviatã. Na dependência da vontade de cada indivíduo, né? Porque não é só trabalho combinado, também é a dependência da vontade de cada indivíduo. É o caso do poder de uma facção central ou de várias facções coligadas. Consequentemente, ter servidores é poder. Consequentemente, ter servidores é poder. Ter trabalhadores é poder. Reunir pessoas para trabalhar para você é poder. Poder. Legal, né? Eu gosto. Me agrada. Poder. E ter amigos é poder. Porque são, perdão, vou espirrar. Ai, Jesus. Não pode segurar espirro, faz mal. São força É, tá espirrando. São força unida unidos venceremos também a riqueza aliada a liberalidade é poder, essa é a citação que o Adam Smith fez lá no na nota 9 de rodapé do trecho que a gente tava lendo na riqueza das nações, não na tradução mas na no original também a riqueza aliada a liberdade é poder porque consegue amigos e servidores ou servos amigos e tem uma tradução diferente aqui eu acho hã, cadê? acho que é diferente aqui empregados, né? empregados, não sei, empregados, força empregada, né? também consegue servos, servidores, empregados sem a liberalidade, sem a liberdade ou liberalidade, na verdade o certo seria liberalidade, tá tudo bem não é, porque nesse caso a riqueza não protege, você precisa de liberalidade, né? você conseguir liberar a riqueza, fazer ela rodar, trocar, realmente não ficar conservando ela, não ficar segurando esse dinheiro, esse esse poder chamado riqueza, não fica se segurando ele, porque se você não distribuir, se você não der para os seus amigos, se você não der, não pagar bem os seus empregados, o que que acontece? expõe o homem como presa a inveja então, não vai ficar segurando milhões aí, não vai ficar segurando seu dinheiro aí, porque as pessoas vão te invejar, tem a riqueza mas liberalidade, é o que o Hobbes tá dizendo troca aí, faz rodar, ah, não tá, peraí, peraí que não mudou ficou só nesse aqui, caraca eu já tava lendo o Hobbes e tava o Adam Smith na na tela, perdão vocês não viram porque vocês tão tudo trabalhando, né? e assistindo a live sem acompanhar a tela perdão, tava aqui, ó eu não tô tá, perdão, li quatro linhas aqui e tal, mas expõe o homem como presa a inveja, né? Então é importante que você tenha riquezas, mas com liberalidade. Isso é o Hobbes falando. Adam Smith vai levar isso ao extremo. Liberdade de mercados, liberdade de troca, liberdade de compra e venda. Ele tá pensando em outra relação. O o o Hobbes tá pensando aqui na relação de estado, na relação de organização de uma facção poderosa, de um grupo que deseja executar um determinado projeto conjunto, né? Eh, e é isso. A reputação do poder é poder. A reputação do poder é poder, diz Hobbes, né? Você ter uma reputação de que você é poderoso já te garante aí um um poder. É o é o pessoal que apela pro Neymar ir pra Copa, que não faz sentido nenhum. O pessoal vai ter medo dele. Ele chega lá, ele tá no banco de reserva, ele vai entrar no jogo? A reputação de poder dele já vai deixar todo mundo se se se melar de medo. O adversário já vai ficar preocupado. O cara que tá pensando isso tá reproduzindo essa ideia de que a reputação de poder já é um poder e realmente ela é, mas ela não necessariamente vai garantir que você consiga fazer as coisas, né? Porque na hora que o menino entrar e não conseguir andar em linha reta, vai ficar que nem o Tio Doido do Zorra Total, aí o pessoal vai falar: "É, a reputação de poder, mas a execução Pois com ela, né, com com essa reputação de poder, se consegue a adesão daqueles que necessitam de proteção. No caso, o pessoal dos meninos da Seleção Brasileira que tão tudo com medo de ir pra Copa sozinho e quer o Neymar pra junto. Também o é, pela mesma razão, a reputação de amor da nação de um homem ou que o o povo que ama uma pessoa, a qual se chama popularidade. Também te dá poder. Vide Lula. Faz o L. Por que que o o carinho, o amor, o carisma, essa essa adesão das pessoas a essa personagem, ela garante poder, converte em poder por ele ser popular, ter uma grande popularidade. Essa análise aqui é interessante do do Hobbes. Da mesma maneira, qualquer qualidade que torna um homem amado ou temido por muitos é poder. Porque constitui um meio para adquirir ajuda e o serviço de muitos. Veja, é exatamente assim que também vai funcionar a estrutura de mercado, mas em outros sentidos, porque o Adam Smith não vai considerar a reputação, não vai considerar o mérito, não vai considerar a honra, não vai considerar o amor, não vai considerar o medo, vai considerar dinheiro, circulação de trocas entre pares de indivíduos que querem executar suas vontades, realizar suas vontades aparentemente iguais ou equivalentes e por isso eles vão poder por liberalidade trocar essas ajudas, se unirem de acordo com seus interesses e realizar projetos comuns, mas por meio do mercado. Mas a estrutura e a ideia é a mesma. O que ele vai é reduzir, discutir não a questão de todos esses poderes envolvidos na discussão de Hobbes, mas especificamente da riqueza, do dinheiro. Beleza? Mas vale a pena ler aqui o texto, é bom. O sucesso é poder. Porque traz reputação. De sabedoria ou boa sorte, né? Se você conseguiu realizar um negócio e dá reputação de que você é sábio ou tem uma sorte boa. O cara é sortudo, ele consegue. É Eu ia pensar em outro exemplo futebolístico, mas deixa quieto. O que faz os homens recearem ou confiarem em quem o consegue. Tá, eu vou usar o exemplo futebolístico que é o Zagallo, chama o Zagallo que ele ganha. Zagallo por muito tempo era esse cara que conseguiu sucesso em determinados momentos, isso já traz a reputação, já garante sua vaguinha em qualquer canto, porque não tem como. O velho lobo. Vocês vão ter que me engolir. A afabilidade dos homens que já estão no poder é aumento de poder, né? Você ser afável, você ser, você já tá no poder, não precisa mais ser tão temido assim. Por quê? Porque atrai amor e aí você consegue ser mais do que temido, amado. Importante. A reputação de prudência na conduta da paz ou da guerra é poder. Porque confiamos o governo de nós mesmos de melhor grau ou de melhor, de boa vontade, melhor grado, aos homens prudentes do que aos outros, né? Em teoria, pela prudência na conduta da paz ou da guerra, aquele que é prudente tende a receber um maior apoio popular. A nobreza é poder, não em todos os lugares, mas somente naqueles em que, naqueles estados onde goza de privilégios, pois é nesses privilégios que consiste seu poder. Exatamente. Aqui não goza poder nobreza, então é nobre de [ __ ] nenhuma, rei de josta nenhuma, monarquia é o baralho, né? Então é assim que a gente vai trocar ideia daqui pra frente. Nunca vou esquecer um dia interessante aqui, rapidão, momento. Tava aqui, moro no Capão Redondo, Minha Casa Minha Vida, zona sul de São Paulo. 2022, período eleitoral. Eu abro a janela de casa pela manhã e o vizinho da torre do lado tá com a bandeira do império na janela. No Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Tem sangue azul, doido? Aí, né, querido vizinho, que talvez se chame Silvio, recebeu uma leve represália. No bullying pedagógico, muito cuidadoso e respeitoso. Mas foi, alguém aparentemente mandou nos grupos dos condomínios, a frase "Não sabia que tinha nobre aqui no Capão Redondo. Cadê o sangue azul? Tá esperando o quê pra assumir o título?" Ai, mano, é [ __ ] Esse dia foi doido. Isso não é possível. Não é possível. Ixi, parou minha música? Não é possível, mas é possível. Tinha isso, cara. Você tá Você acredita num bagulho desse? Tá no Capão Redondo, Capão Redondo. O maluco me mete a bandeira do Império na janela. Ele tá de sacanagem comigo. Tá de sacanagem. Mas a gente sobrevive, né? A gente vive essas loucuras. Silvio provavelmente é um nobre que veio para cá por acidente. Então, isso. O duque do Capão. Exatamente. Duque do Capão, barão do Capão, né? E aí, você tem que pensar, cara, a humanidade tá perdida mesmo. Mas vamos sobreviver. Eh, dito isso, a nobreza, onde ela tem privilégios, ela é um poder. Onde não tem, não é. Então, querido hipotético vizinho chamado Silvio que resolveu colocar uma bandeira do Império durante as eleições de 2022 aqui no nosso condomínio. Eh, se você for nobre, você não tem privilégios. Então, aqui você não tem poder. Obrigado, República Brasileira. É embaçado. Voltando. A eloquência é poder, porque se assemelha à prudência. Eu adoro esta frase do Hobbes. Ele não desenvolveu, mas ela poderia servir para umas três horas de papo. A eloquência, né? A gargantada, a capacidade de falar bem, ela é poder, porque ela parece ser prudência, mas ela não é. Você parece ser uma pessoa sensata se você fala bem, se você tem uma eloquência bacana, né? Uma pessoa eloquente, que se comunica bem, uma pessoa sensata. Não, ela parece ser sensata. Então, por ela parecer ser prudente, ela ganha reputação, ela ganha poder, ela consegue um espaço de confiança das pessoas, não porque ela seja prudente, porque ela é eloquente, que ela é capaz de parecer ser prudente. Pô, isso é genial. É, é, eu adoro isso aqui, isso aqui é bom, isso aqui é bom, é bom, é bom, é bom, é bom. A beleza é poder. Pois, sendo uma promessa de Deus, aí, né? Parabéns aí, Hobbes, por sua argumentação profunda. Recomendo os homens a favor das mulheres e dos estranhos. Meu irmão, aqui eu não consigo entender Hobbes, né? Aqui eu falo, é, Hobbes, você devia ser uma pessoa um pouco feia, ressentida, incapaz aí de conseguir apoio de homens e de mulheres por sua feiura e falou, é, só Deus que dá mesmo, porque eu não tive. Os desígnios secretos de Deus que ele comentou antes, talvez fosse a beleza, que ele foi desprovido dele. A ciência são um pequeno poder. Aqui, lembra que eu falei que eu tinha uma, na lista de poderes ele tinha esquecido uma, ou ele não colocou antes, era essa aqui. Ele tinha esquecido de falar da ciência. Na, na lista de poderes ele não cita a ciência, aí aparece aqui. A ciência, a ciências, são um pequeno poder. É um poder, mas ele é pequeno, é um pequenininho, poderzinho, um poder eco, ciência é um poder eco. Porque são eminentes e, consequentemente, não são reconhecidas por todos, ou melhor, porque só algumas pessoas conseguem ter, fazer ciência ou entender a ciência, não é para todo mundo. Então, nem todo mundo tá tendo acesso a produzir ciência, então nossa ciência é muito pequena, porque ela só vai ter sentido para aqueles que entendem. Aqueles que não entendem vão cagar para ciência. Eu acho muito bom, velho. Eu acho que a tradução aqui, até nesse livro aqui tá diferente, acho que é até mais interessante. Deixa eu ver, é, aqui, pronto, é, aqui tá mais interessante. A ciência são poderes pequenos, porque não são proeminentes, não são proeminentes. E, consequentemente, não são reconhecidas em qualquer homem. Nem existem em todos. Mas apenas em alguns. E nestes, apenas em relação a algumas coisas. Quer dizer, nem todo mundo faz ciência, apenas algumas pessoas fazem ciência e essas pequenas, algumas pessoas que fazem ciência nem faz sobre tudo, faz sobre algumas coisas específicas, porque não dá para saber de tudo. Então quer dizer, te reduz tanto a capacidade de poder que você só vai ter um espacinho pequenininho para atuar. É uma ciência, um poderzinho. Eh, mas apenas em alguns e nestes apenas em algumas coisas. Pois a ciência tem aquela natureza de que ninguém pode compreendê-la sem, em boa medida, ter a alcançado. Só dá para alcançar a ciência, só dá para entender a ciência depois que você alcançou ela, mas nem todo mundo alcança, então não dá para entender. Então ela consegue, ela tem um espaço muito reduzido de atuação. E aí eu gosto dessa análise do Hobbes, tá? Pelo seguinte, ela só vai ter função de poder, como poder mesmo, quando ela tiver aliada com algum dos outros poderes. Só vai ser, ser poderosa mesmo quando ela se aliar aos outros, quando ela for um instrumento para os outros poderes. Ela é quase como um poder terciário. Uma ciência sobre a beleza, uma ciência sobre as relações humanas, uma ciência sobre a riqueza, uma ciência sobre cada uma dessas, talvez potencialize, mas ela mobilizada pelos outros poderes, ela sozinha não vai dar conta. Ela, ela não faz, ela é muito pequena. Ela fica no estrito, no estrito espaço do estudo acadêmico, né, do estudo científico. Genial. Cara, eu acho genial, acho genial, genial, genial, genial. Um pequeno poder. Por isso o o quem é cientista ou quem faz ciência, cara, vê, vê, fica desesperado com os espaços que tem de atuação, né, e com a limitação que tem para poder fazer as coisas. Porque sozinho não faz, a ciência por si só não dá conta. Ela é um poder pequeno. Mas ela utilizada por outros poderes, aí sim. Então uma ciência que se alia ao mercado desenvolve força produtiva bizarramente, tecnologia vai para cada chapéu, ligado ao estado, desenvolve outro tipo de de de de de saber sobre o mundo, de projetos e tal. Ligado a cada um desses outros poderes vai vai desenvolvendo, mas sozinha, coitada, fica restrita. As artes de utilidade pública, como uma fortificação, a fabricação de máquinas e outros instrumentos de guerra são poder, porque facilitam a defesa e conferem vitória. Embora a sua verdadeira mãe seja a ciência, nomeadamente a matemática, mesmo assim, dado que são dadas à luz pela mão do artífice, são consideradas nesse caso para o vulgo, nossa, parteira, meu Deus do céu, que tradução bosta. Espera aí, deixa eu pegar outra que tá melhor. Essa parte aqui ficou ruim. As artes de uso público, como as fortificações, construção de máquinas e outro outros instrumentos de guerra, porque conferem defesa e vitória, são poderes. E embora a verdadeira mãe deles seja ciência e também a matemática, elas são trazidas à luz pela mão do artesão e por isso estimadas como a parteira que é vista como mãe pelo populacho, pelo vulgo, pelo leigo, como filhas dele, né? Então não vê como filha da ciência, mas vê como filha do artesão, aquele que realiza é visto como pai da criança e não propriamente a ciência, não esse poder mais abstrato e genérico. E agora vem uma última parte que a gente vai ler, que é a parte que eu disse sobre que influencia muito Adam Smith, que é o valor de uma pessoa, no caso o Hobbes fala só de homens porque o Hobbes é muito problemática a antropologia filosófica dele. Homens é o que vale, mulheres não vale nada e homens surgem como cogumelos na terra, não da barriga de pessoas, né? É uma coisa meio maluca. Hobbes é um é estranho. O valor de um homem, tal como todas as outras coisas, é seu preço. O valor de um homem, tal como todas as outras coisas, é seu preço. Eu vou até voltar no trecho aqui do do capítulo cinco. Da riqueza das nações. Mudou aí para vocês também, né? O capítulo que vai falar sobre esse poder, né? Tal como Hobbes diz sobre riqueza e poder, aqui, ó. O preço real e o preço nominal das mercadorias. E o seu preço em trabalho e seu preço em dinheiro. Valor e preço. O valor de um homem, tal como todas as outras coisas, é seu preço. Hobbes. E aí vem para Adam Smith. Preço real, preço nominal das mercadorias, preço trabalho, preço em dinheiro. Bem-vindos. Isto é, tanto quanto seria dado pelo uso do seu poder. Portanto, não absoluto, mas algo que depende da necessidade e do julgamento de outrem. Veja, o valor ou o seu, o o preço de uma pessoa vai ser dada pela capacidade dela, pelo poder que ela tem. Só que esse poder vai ser valorizado ou precificado não por ela mesma, não pelo quanto ela se estima sozinha, mas pelo julgamento de outrem. Ou seja, o seu valor e o seu preço serão determinados pelo julgamento dos outros. O que os outros dizem, preferem ou querem em determinado contexto de você, é o que determina seu valor e seu preço, e não o que você estima de você mesmo. Beleza? Mas veja, Hobbes diz: "Para os homens como para todas as outras coisas". O Adam Smith vai levar a sério isso, para todas as outras coisas, e inclui os seres humanos daí dentro do circuito do mercado, do trabalho de cada ser humaninho dentro do circuito do mercado e como se valoriza o trabalho da pessoa. Como se precifica o trabalho. Então vamos lá. "Um hábil condutor de soldados, né, um senhor da guerra, é de alto preço em tempo de guerra, presente ou iminente, mas não o é em tempos de paz". Ou seja, você vai valorizar um general, você vai valorizar alguém que é um um senhor da guerra no período de guerra ou próximo à guerra. Em período de paz ele não tem valor nenhum. Para que que você vai precisar de um cara desses? Então o valor dele cai. "Um juiz, né, douto e incorruptível, é de grande valor em tempo de paz, mas não é tanto em tempo de guerra". Um juiz capaz, um juiz incorruptível, um juiz correto, em tempos de paz ele é excelente. Em tempo de guerra, olha querido, não vai dar para respeitar tanto assim as leis também. Não vai dar para ser incorruptível, a gente está em guerra. Em guerra é dedo no furico e gritaria. Então assim, não vai dar para ser o senhor, não vai dar para o senhor trabalhar aí com paz e tranquilidade. Então o preço desse juiz cai e o do senhor da guerra se eleva. O valor do senhor da guerra, no período de guerra, é muito estimado, no período de paz não. O do juiz, no período de paz, é muito estimado, no de guerra não. Isso parece alguma coisa. "E tal como nas outras coisas, também no homem não é o vendedor, mas o comprador quem determina o preço. Oferta e demanda em Adam Smith. Power of exchanging power of purchasing. Poder de compra, poder de venda. Mas em última instância quem determina é a demanda. É o comprador que vai determinar o preço e não o vendedor. Uma disputa de poderes, poder de compra, poder de venda. E o que foi suprimido dessa discussão? O poder do trabalho. Poder produtivo do trabalho agora nas traduções e na concepção de economia política perdem o caráter de poder humano e se transformam em força produtiva. E converte em outra coisa. Perde esse caráter político do trabalho. Fundamentalmente, conceitualmente político. De realização de poder. E eu não tô tirando isso da minha cabeça, pelo amor de Deus. Eu tô trabalhando com essa reconstituição da conceituação de poder de trabalho, da do poder produtivo do trabalho em Adam Smith. Não é casual. Ele tá utilizando aqui uma estrutura conceitual. Ela é estrita, ela é pensada, ela é desenvolvida para ser criticada. E aí eu acho sensacional o que Marx faz ao usar o termo força produtiva. Porque aí ele agora vai falar, ó, dentro da economia política burguesa é força produtiva. É força de trabalho. Não é poder de trabalho. É força de trabalho que vai ser comprada ou vendida, objetificada, separada do ser humaninho. Aí eu entendo a precisão conceitual também. Marx precisa conceitualmente dentro da economia política burguesa para poder fazer a crítica. Mas Adam Smith, quando ele tá desenvolvendo conceituação dele, já é outra parada. Então, essas gradações e alterações, elas vão mudando a nossa própria compreensão sobre o pensa, elas são, na verdade, expressão da mudança do tempo e do pensamento econômico, mas que é importante recuperar para conseguir ler bem, inclusive, o próprio Adam Smith, para conseguir fazer um uma reconexão entre economia e política, de maneira fundamental, conceitual. Mas vamos lá, que ainda tem mais. Porque mesmo que um homem, como muitos fazem, atribua a si mesmo o mais alto valor possível, apesar disso, seu verdadeiro valor não será superior ao que lhe for atribuído pelos outros. O mercado decide o valor das mercadorias. A sociedade ou os outros decidem o valor desse homem, o preço dessa pessoa. A manifestação do valor que mutuamente nos atribuímos é o que vulgarmente se chama a honra e desonra. Atribuir a um homem um alto valor é honrá-lo e um baixo valor é desonrá-lo. Mas neste caso, o alto e o baixo devem ser entendidos em comparação com o valor que cada homem se atribui a si próprio. E aí vem a questão do valor de si em relação ao valor que se é atribuído pelos outros em cada um dos contextos e aí a gente vai ver a circulação, a discussão aqui sobre valor, mérito, honra, desonra e não sei o quê, diferente do que Adam Smith vai fazer. Porque daqui para frente Hobbes, inclusive, vai falar sobre valor, honra, desonra do ponto de vista do Estado, dessa sociedade, da Commonwealth, né? Do Estado eclesiástico comum, desta Commonwealth que está sendo construída. E já o o Adam Smith já tá falando em Wealth of Nations, pensando em outros termos, em outras disputas, em outras estruturas, ainda dentro do Estado, ainda no âmbito político, mas agora focando no desenvolvimento das forças produtivas, da riqueza, da economia, enquanto os o Leviatã, Hobbes no Leviatã tá pensando a instituição do Estado. Duas instituições fundamentais para o mundo moderno, mercado e Estado, mas elas pensando aqui funcionando de maneira muito articulada para entender um e outro. Já nas ciências que vão se estabelecer como ciências sociais a partir do final do século 19, começo do século 20, separam esses dois âmbitos e tratam o objeto fundado, para dizer assim, por Hobbes, como Estado, como um objeto fixo, observado só pela ciência política e o objeto mercado de Adam Smith, observado só pela economia, ou melhor, pela economics dentro da própria tradição britânica, que abandona a political economy, né, a economia política. E desmembra de vez essas paradas. Enquanto a gente tá vendo aqui a fundação tanto do Estado quanto do mercado em Hobbes e Adam Smith, conectando esses âmbitos fundamentalmente, conceitualmente. Da hora, né? Gostaram? Curtiram? Ixi, meu amigo, que foi aula de pesquisa, aula de poder, aula de economia, aula de política, aula de Adam Smith, aula de Hobbes. Massa. Eu gostei. Tava precisando trocar umas ideias. Achei que achei que seria interessante. E eu deixei aqui um monte de coisa para trás que esqueci de comentar. Buenos dias, querido Tiago, tudo bom, meu querido? Como é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que sim. Bruno dando papo. Tá grandinho, inclusive. Bem chato. Diz o querido Rubens, também nunca tinha visto isso, mas para mim faz sentido, porque até até porque, né? Honra e mérito entram em acumulação primitiva do Adam Smith, perfeito. Tipo, tipo, tiveram pessoas com mais honra e mérito, pouparam, pouparam e ficaram mais ricos também. A habilidade de você mesmo manejar o poder, né? Diz querido Tiago, se no rabisco o livro tá impecável, tá impecável. Mas o, nosso querido fazer o what diz, eu tenho dó do livro. Perco a dó do livro, ele é um objeto, ele não é uma pessoa. Diz o querido Tiago, inclusive eu meto minhas considerações ao lado do parágrafo, eu também, faço vários rabiscos. Borduna também tem dó de livros, pô, eu não tenho, não se preocupe. Mas colo notas e pa, e nas páginas anotadas. Bom, post-it também ajuda. A sorte é um poder instrumental, é, mas você não tem controle sobre ela, aí lasca. Aí diz Borduna, pronto, Leviatã esquerdista woke, é. Diz o querido Diogo, escreve um livro sobre isso, gostaria, não tenho tempo, nem dinheiro, infelizmente. Me falta mérito e honra. Também faltou no isso. Diz Rubens, e tudo isso pensando na indústria. Cara, olha, os cara olhavam pela janela e viam que todo mundo trabalhando no mesmo prédio para produzir camisa era mais eficiente do que cada um fazer a sua camisa, exato. Exato, exato. E aí o, a análise do Hobbes sobre o estado, sobre a guerra, sobre a união de facções para poder realizar o poder, cai como uma luva isso aqui. Diz o querido Carapa, não custa milhões, mas em menos de um café para ser membro e con, do canal e continuar acompanhando nosso trabalho, verdade. A aula aqui não custa milhões, mas você pode virar membro, membro, membro e membresia do canal, que dá um talento, ou se você fala, não dá, não quero pagar 4,99, manda um pix. Tá aqui na tela, aqui embaixo. [email protected] É o pix. Tá sobrando uma merreca aí. Diz Carapa, ler sem contexto é igual fofoca pela metade, não dá para entender direito, exato, perfeito. Diz Rubens, Maquiavel já ia por aí também. Ser amado e temido e tals, também, também, também, também. Diz querido fazer o what, totalmente inspirado em Hobbes. Muito bom, você é louco, é nós, estamos juntos. Da hora, né? É legal, é legal, pô. Diz nosso querido Ryan, Ryan, bom dia, Ryan, como é que você tá, cara? Tudo bem, Ryan? De boa? Peguei no final, mas achei genial. Que bom, espero que seja útil e possa contribuir de alguma maneira. Bom demais, é nós, Rubens. Show. Diz querida Franciele, Franciele, um beijo, querida, tudo bem com você? Espero que esteja que sim. Hobbes em céu. É, ele talvez hoje, Hobbes tem um potencial muito grande de ser aquele zancap, tem, de ser um cogos hoje em dia, mas com intelecto, né? Sim, não estou dizendo da genialidade, Hobbes é genial. Tô falando sobre o estereótipo. Poderia acabar sendo aí um templário ancap. Aí cada um entenda como isso aqui se deu a sua maneira. Diz querido Diogo, foi excelente, que bom. Pergunta Diogo, "Hobbes cai livre é dogma da igreja barrista já?" Não é dogma, mas é recomendável, é recomendável que você pratique isso, é, profane o livro para não profanar o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e intelectuais. Profane livros, importante. Beleza, minha gente? Bom, por hoje era isso que eu tinha para compartilhar. E eu acho que ficou legal, hein? Não esquece de compartilhar esse videozinho aqui com as pessoas também, especialmente quem gosta dessa discussão sobre economia, política, filosofia, essas paradas que pode ser útil. É um tipo de papo útil. E se você fizer uma auto reflexão, também é um papo útil para conversa sobre pesquisa, né? Sobre fazer pesquisa em em textos, buscar fontes, essas buscas hermenêuticas da da Patra esmente. Eu não contei o meu segredinho para ter chegado nisso. Só falei que foi uma hiper um hiper foco em poder, né? Porque eu achei que a tradução tava meio esquisita. Mas é isso também é é parte do da metodologia que eu utilizo. De buscar termos chave dentro dos textos. Eita Deus, cadê? Deu algum problema aqui. Hã. Jesus Cristo. Mas é isso. De nada, tamo junto. Que fazer? Pergunta o nosso querido Ravi Ravi Ravi Oliva ou seu nome é Ravioliva? Vá. Pode ser Ravioliva ou Ra Violiva. Ra Violiva também um bom nome. Fala Ra Violiva. Acho que é Ravioliva. Ravioliva. Mas podia ser Ravioliva. Ra Violiva. Ravioliva. Eu não sei. Cara. Bruno eu. Minha sobrinha 8 anos já perguntou abre aspas "O que é filosofia?" fecha aspas ponto final. O que falar de interessante? Tem dica? Manda um salve para Ana Clara que eu mostrarei depois. Ai querida Ana Clara de 8 anos, assista só esse trecho porque nos outros eu falei coisas desagradáveis. Um salve querida Ana Clara. Um beijo imenso. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. 8 anos bom momento para começar a pensar sobre filosofia. Querida Ana. Ana Clara. Com dois Ns. Ana Clara. Ana. seguinte. Minha filha tem seis anos, então ela é dois anos mais nova que você. E várias vezes aqui em casa, ela quer fazer alguma coisa, assim, ah, por exemplo, hoje é uma terça-feira, é um dia que ela não assistiria TV. Por exemplo, toda semana ela tem um tempinho muito curto quando volta da escola. Mas hoje ela acordou cedo pela manhã e ela queria assistir desenho pela manhã, a gente desenho pela manhã só no sábado do fim de semana. Então tem essa regrinha aqui em casa. E aí ela falou: "Mas eu queria assistir". E aí, ela precisa justificar para mim o porquê eu deveria deixar ela assistir. Quando ela busca justificar o motivo pelo qual eu deveria deixar ela assistir esse desenho, essa justificação, essa explicação, falar: "Ah, deixa por causa disso. Ó, tal coisa tá acontecendo, deixa por causa disso. Vamos mudar essa regra hoje é por causa disso". Essa explicação, essa justificativa, ela é fruto de uma reflexão, de um pensamento que dê para os outros, que compartilhe a razão porque algo deve ou não deve ser feito, deve ou não deve ser mantido. Buscar as razões do porquê a gente faz as coisas, buscar as razões, os motivos do porquê as coisas são como são, é o esforço de uma filosofia. Por isso que filo significa amor, amor de amigo, de amizade, de carinho que a gente tem pelas pessoas amigas e amigos. Pela a pela sabedoria. Sabedoria como se saber viver, como esse saber explicar o porquê a gente faz o que a gente faz, o porquê não faz o que a gente não faz. E as causas do mundo. Essa reflexãozinha aqui de justificar o porquê a gente faz o que a gente faz, como tal qual minha filha precisou fazer hoje pela manhã, ela foi suficientemente convincente, ela conseguiu me convencer, então ela foi muito bem no manejo do discurso filosófico para dar razões pelo motivo que ela poderia assistir. É, filosofia. A gente pode começar por aí. Pensar aí sobre os motivos, justificações, causas, razões do porquê a gente faz as coisas que a gente faz, do porquê o mundo é como ele é. Espero que tenha sido útil, querido Ravi Oliveira. Um beijo na Clara, um salve, querido. Não sei se foi útil, mas é por aí. Pelo menos eu acredito nisso. Agora falando adultisticamente, a minha definição de filosofia é trabalhar com sistemas significativos de justificação. É um nome que eu dei há muitos anos atrás, eu mantenho ele. A gente cria sistemas significativos de justificação pela manutenção ou não de determinadas relações e ordens, então a gente cria justificações do porquê que a gente deve fazer tal coisa ou outra coisa. A filosofia trabalha nesse mundinho aí. Espero que seja útil. Diz nosso querido Carapa, já tem Marx para crianças. É, mas eu não tenho Marx para crianças. Já me disseram que eu precisaria conseguir, mas eu tenho um vídeo que eu vou mandar no nosso chat lá do nosso WhatsApp para membresia. Vou mandar o vídeo da minha filha pegando o livro de Marx algumas vezes desde sua infância. Vamos ler Marx, papai? Ela me viu muito lendo essa desgraça, coitada. Que lindo, diz querido Ryan. É, mas é isso. Marx para baixinhos é embaçado. Marx para baixinhos é bom. É, Xuxa Marx. Marcuxa. Já sei o que falar quando minha a filha da crescer. É, não, a minha filha, coitada, ela sofre porque eu meto umas frases de filósofo que eu lembro assim, algumas citações, eu falo: "Decora. Tal coisa". Aí ela: "Hum". Eu falo: "Repete, repete comigo". Aí ela repete. Ela: "Mas o que que significa"? Eu falo: "Um dia você vai entender. Só guarda a frase, depois você trabalha com ela". Mais pra frente. Então ela já decorou o "Só sei que nada sei". "Só sei que nada sei" do Sócrates. E aí eu vi os outros falando: "Como como é que é aquele negócio lá"? "Só sei"? Ela: "Só sei que nada sei". Eu falei: "É isso aí. Primeiro passo pra aprender as coisas é saber que você não sabe". Aí dá pra aprender as paradas. Teve outra que foi, putz, teve uma muito boa, cara. Qual que foi? Ah, é, uma de Marx também. É uma uma de Marx que era da ciência. A gente tava indo, eu tava indo cortar o cabelo, ela foi comigo. Ela tava comigo. Ela ia ficar comigo lá. Eu ia cortar o cabelo, ela tava comigo. Aí no caminho a gente conversando. Aí não sei porque ela falou uma frase tipo assim: "As coisas não são o que elas parecem ser". Algo assim. Foi no passado, foi no ano passado isso. Eu falei: "É, isso aí". Falei: "Por causa disso aqui, filha. Decora essa frase aqui". "Se aparência e essência fossem o mesmo, não seria necessária ciência". Ela: "Que"? Falei: "É. Se aparência e essência fossem o mesmo, não seria necessária ciência". Consegue reproduzir? Ela copiou, decorou, está decorando essa agora. "Não entendeu"? Falei: "Não precisa entender também, porque um dia ela vai entender. O que importa é depois mente". Então se aparência e essência fossem o mesmo, não seria necessária ciência. Vamos lá, uma fenomenologia às avessas aqui para crianças. Beleza, minha gente? Acho que é isso. Acho que cá chegamos. Tenho reunião daqui a uns minutinhos. Começa a correria até de noite. Força pra nós. Deus abençoe e bora lá. Mas hoje é terça-feira, ainda está longe do fim de semana, então não dá para falar que está perto do fim de semana. Não sei ainda muito bem como vai ser a mensagem motivacional, mas hoje é terça-feira. Terça-feira, terça-feira. Terça-feira é quase quarta-feira. Quase quarta-feira significa que a gente pode continuar amanhã. Mas não hoje. Não. Já vemos que não dá para todos. Vamos curtir o dia do trabalhador. Final de semana. Talvez Páscoa. Semana que vem. O futebol é apenas um pretexto, né? É uma desculpa para você. Dito isso, dito isso, o ateísmo nos apoiou, nos dominou, nos curou. E é para ser louco. Que a loucura seja levada ao limite. Por isso, gosto de Fernando Diniz. Ele é maluco. Mas tem que Vai por Temos bem, estamos por aqui. Sempre trazendo a boa nova todo dia útil. Curte esse vídeo aí. Comenta. Vira membro do canal. Manda Vai que o nome é R P. Mas é isso. Valeu, beijo. Fiquem bem, Deus abençoe. Falou, tamo junto. É nós. Pois é. A desconstrução tem um preço. Óbvio que tem. Poder, valor, moral, honra, mérito.