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A fé vem pelo ouvir

# 63 A natureza do pecado | Pilares da Fé Reformada – Rev. Rubens Cirqueira

# 63 A natureza do pecado | Pilares da Fé Reformada – Rev. Rubens Cirqueira

# 63 A natureza do pecado | Pilares da Fé Reformada – Rev. Rubens Cirqueira

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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos

O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:

“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.

Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:

“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

Irmãos, boa noite. Nós vamos começar
nosso estudo bíblico nessa noite, mas
depois de um dia quase todo de chuva,
né? Estamos aqui, né? E pela graça de
Deus, mais um dia nós tivemos, né?
Misericórdia e graça do nosso Senhor.
Hoje nós vamos continuar o nosso assunto
da última quarta-feira, tentar
aprofundá-lo um pouco mais, porque é
exatamente aqui que nós começamos a
compreender a extensão do sacrifício de
Cristo, né? Então, é impossível nós
falarmos a respeito de Cristo se nós não
falarmos a respeito da queda.
Normalmente o evangelho que é pregado
sem a queda e sem de fato mostrar o que
é o pecado se torna um evangelho muito
mais, talvez um evangelho social, um
evangelho mais ameno, né? e mostrando o
ser humano apenas eh como alguém que
precisa de uma correção de rota, uma
pequena ajuda. E nós vamos aprofundar um
pouco hoje na natureza do pecado aqui,
mostrando a essa estrutura, né, que a
palavra de Deus nos mostra eh ao longo
de toda a escritura, mostrando então e
apontando pro contraponto de Cristo
Jesus. Nós vamos orar pedindo a bênção
do Senhor sobre nós nesta noite. Vamos
orar.
Senhor nosso Deus, nós bendizemos o teu
nome e te agradecemos porque mais um dia
o Senhor nos concedeu.
Obrigado, ó Deus, pela chuva que cai, ó
Deus. Obrigado, ó Deus, por toda a tua
graça e misericórdia que se revela, ó
Deus, em cada detalhe, ó Deus, e
principalmente na nossa vida. Nós te
louvamos, ó Deus, por todas as bênçãos,
aquelas que vemos e muitas, ó Deus, que
não vemos também. Mas nós, ó Deus,
entendemos, ó Pai, que toda boa dádiva
vem do Senhor. Portanto, é diante do
Senhor que nós eh reconhecemos isso e te
agradecemos.
E nessa noite, ó Pai, nós queremos
agradecer pela maior bênção que nós
temos, ó Deus, que é Cristo Jesus.
Portanto, ó Deus, nos ajude compreender
cada dia mais a realidade do pecado em
nossa vida, para que nós possamos, ó
Deus, entender a redenção que nós temos
por meio de Cristo. Nos abençoe, ó Deus,
a todos aqui presentes e aqueles que nos
acompanham à distância. Que a bênção do
Senhor esteja sobre todos nós. É a nossa
oração em nome de Cristo Jesus.
Nós vamos abrir no texto que nós
terminamos quarta passada e nós vamos
relembrá-lo. Romanos capítulo 5, eu vou
ler do verso 12
até o verso de número 15.
Romanos capítulo 5
do 12 ao 15. E a palavra do Senhor nos
diz: "Portanto, assim como por um só
homem entrou o pecado no mundo e pelo
pecado à morte, assim também a morte
passou a todos os homens, porque todos
pecaram, porque até o regime da lei
havia pecado no mundo, mas o pecado não
é levado em conta quando não há lei."
Entretanto, reinou a morte desde Adão
até Moisés, mesmo sobre aqueles que não
pecaram à semelhança da transgressão de
Adão, o qual prefigurava
aquele que havia de vir. Todavia, não é
assim o dom gratuito como a ofensa.
Porque se pela ofensa de um só morreram
muitos, muito mais a graça de Deus e o
dom pela graça de um só homem, Jesus
Cristo, foram abundantes sobre muitos.
somente até aqui. Nós vimos na
na quarta passada e fazendo aqui uma
ponte, né, com aquilo que nós vimos eh a
respeito do pecado, né, na parte
introdutória aqui, eh esse texto.
Portanto, aqui nós temos uma os grifos
aqui para que a gente possa perceber a
maneira como Paulo está argumentando,
né? A forma dele argumentar eh mostrando
aquilo que aconteceu em Adão e agora
aquilo que acontece em Cristo. Então ele
diz, foi por um só homem, né, que o
pecado entrou no mundo, né? Essa é uma
realidade bíblica e nós falamos a
respeito disso como cabeça federal, né,
que é a representação legal e o
princípio de imputação, tá? Então, Adão
tinha isso. Adão era o o nosso
representante, né? Então, a a o pecado
entra, né, por meio de Adão. E então ele
diz e e pela morte, assim também a morte
passou a todos os homens.
né? Porque todos pecaram, certo? Então a
questão é que essa queda ela precisa ser
entendida como histórica, tá? Essa
anatomia da rebelião é a narrativa de
Gênesis 3. Se essa queda não fosse
histórica, eh, todo o evangelho cairia
por terra. Então, de vez em quando nós
vamos ouvir que é eh palavras
relacionadas como é o mito da queda, o
arquétipo da queda e algumas coisas
assim eh normalmente da teologia
liberal, que vai mostrar que tanto a
queda quanto a morte de Cristo, na
verdade ela não aconteceu na história,
ela aconteceu eh num plano espiritual,
apenas uma questão espiritual. Por isso
que eu já falei algumas vezes aqui que
um liberal ele ele fala termos iguais os
nossos, né, de teologia, mas quando você
pede para que ele desenvolva isso, a
gente vai perceber a diferença. Então,
se você perguntar para um teólogo
liberal, para igrejas que são
assumidamente de teologia liberal,
eh, se creem na ressurreição,
eh, sim, e eles até celebram, celebram
que agora Páscoa, né? Eu sei que na
maioria deles até eles não vê nem
problema de inserir outros elementos,
elementos aí da da nossa sociedade, né?
eh, dá uns coelhinhos da Páscoa para as
crianças, né? Fala: "Ah, que mal tem, já
que foi apenas um plano espiritual, é
que mal tem, né? Só uma brincadeira,
né?"
Eh, e assim eh eles eh entendem que a
todas esses eventos, na verdade, eles
acontecem no plano espiritual e não
histórico. Só que a palavra de Deus, ela
nos assevera que a queda ela é
histórica, certo? Ela aconteceu no nosso
tempo e no nosso espaço. E a
transmissão, como o texto diz, passou a
todos os homens que essa corrupção
moral, a culpa original e a eh
universalidade do pecado ou do problema.
Se nós formos eh perceber eh a própria
história da humanidade, ela aponta para
isso. Se a gente olhar o ser humano em
qualquer lugar do mundo, você vai
perceber as mesmas mazelas,
os mesmos problemas.
Às vezes a gente tem uma noção que em
alguns lugares do mundo é quase que o
paraíso e não é. Tem um livro
interessante da Nancy Gutter, chama
Eden.
É. É bem interessante o livro. Aí ela
vai falar de cidades. Ela ela entra numa
numa discussão lá no finalzinho quando,
porque a palavra de Deus fala muito de
cidade, né? Ela tem essa isso muito
forte. Aí ela vai falar de cidades, ela
cita eh se não me engano cinco cidades
no mundo, onde a as pessoas elas têm no
imaginário, se eu morasse lá eu seria
feliz, né? Eh, então assim, eu sei que
um é eh
na Noruega,
é na Finlândia.
Eh,
eu sei que são cinco cidades pelo mundo.
Aí ela, aí ela primeiro ela faz o mostra
aquilo que as pessoas elas têm de imagem
dessa cidade primeiro, né? É tudo muito
belo, paisagens belíssimas, aí o povo
educadíssimo, aí uma educação lá em
cima, né? né? E ela vai falando de tudo.
Aí depois ela vem num contraponto
mostrando as mazelas dessa cidade que
são escondidas, né? Mazelas escondidas.
Por que que muitas dessas cidades que
parecem tão belas e algo eh tão
evoluído, eh a questão de morte
o suicídio ou índice de depressão, uma
série de tantas coisas que que acontece,
por lá é tão alto? Aí ela vai citando
mazelas escondidas da cidade que não são
eh colocadas, né? eh porque isso eh
tiraria o o marketing da cidade, né?
Então assim, a gente tem essas essa
essas coisas no imaginário, mas se a
gente estudar bem a história da
humanidade, nós vamos perceber cada vez
mais que a palavra de Deus está falando
a verdade,
porque há uma universalidade do pecado.
O ser humano, ele reage igual em
qualquer lugar do planeta.
Ele tem as mesmas reações e as mesmas
relações também pecaminosas em qualquer
lugar do planeta, né? Então isso
demonstra exatamente aquilo que a
palavra de Deus nos nos mostra. Então
ele vai nos dizer, Romanos,
principalmente está nos mostrando
exatamente isso aqui é um efeito
imediato, né? Essa anatomia da queda
aqui que acontece, né? Romanos agora
está lendo aquilo que está acontecendo
lá relatando em Gênesis, mostrando no
capítulo primeiro aquela espiral
descendente. Se você lê o capítulo
primeiro de Romanos, você vai ver que
ele vai só indo para baixo. Ele vai indo
para baixo, mostrando até aonde o ser
humano é capaz de ir, né? Então ele vai
mostrando essa realidade. A gente vai
ver aqui que as reações primeiros são
desapontamento e vergonha, né? a
percepção institiva da contaminação aqui
da fonte da vida humana, a nudez
torna-se eh culpa, né? A primeira coisa,
se a gente olha o relato anterior e
fala: "E ambos estavam n e não se
envergonhavam, a primeira coisa que
acontece depois da queda, eles percebem
que estavam nus e são cobertos de
vergonha." Eh, de novo aqui uma
indicação de livro, né? Evangelho 3D
é uma um pesquisador mostrando essa
relação de culpa, medo e vergonha nas
sociedades pelo mundo afora. É a mesma a
mesma relação, culpa, medo e vergonha.
Aí ele cita a questão ocidental, como
que relaciona com isso, né, essa forma.
Aí, por exemplo, ele cita eh eh povos
orientais que eles têm uma relação muito
forte com a vergonha, certo? A vergonha
leva eles para onde?
Paraa morte,
né? Então, se eles têm alguma coisa que
vai manchar a família, vai manchar o
nome ou que ele eh de alguma maneira não
aceitou, ele sempre tem na sua mente o
primeira coisa para solucionar: "Eu vou
me matar".
Não, a gente não vê histórias ou da se
eu falar errado, vocês me corrigem, é
araquiri que até alguns romantizam, né,
o suicídio lá por honra, aquela coisa
toda. Aí ele vai apontar esse autor que
é é eh realidade do pecado. Vergonha. A
vergonha de eh não perceber que é falho,
que erra. Aí ele percebe que é isso, mas
ele não tem um redentor.
Ele não ele não tem uma redenção para
isso. Percebo o tanto que é forte isso
nas escrituras, eh, que a obra de
Cristo, ela veio para eh anular tudo
isso. Não é à toa que a palavra de Deus
fala que em Hebreus que Jesus eh saiu
fora do arraial para levar o nosso
vitupério. Literalmente vergonha.
Vergonha. Tá? Então, a a obra de Cristo,
ela anula a essas ações que são motores
que levam paraa morte, motores da morte,
do pecado, vergonha, medo, fuga,
tá? Isso se se demonstra no ser humano
em qualquer lugar do planeta,
sabe? A relação pode mudar na forma do
que fazer, mas o ser humano, as suas
mazelas, se a gente for colocar aqui,
são apenas ramificações
da dos três motores aqui do pecado.
Culpa, medo e vergonha, tá? Então, a o
temor aqui, a consciência da culpa
produz medo institivo do castigo. O
homem se escondeu do seu criador, né?
Quando eh no relato lá de Gênesis, Deus
vinha na virada viragem do dia e aí o
homem se esconde, né? Ele agora ele ele
ele não quer, ele não consegue mais
estar na presença de Deus. Ele tem medo,
ele tem esse temor, né? Aí de novo,
lembra quando João está falando de
Jesus? Ele relaciona Jesus com o amor
perfeito. Aí ele fala: "O perfeito amor
lança fora todo o medo".
Obra de Cristo para anular eh a
as consequências do pecado. Aqui nós
temos a fuga de responsabilidade. O jogo
da culpa verte a criação. Adão culpa
Eva, Eva culpa serpente, tá? uma negação
frontal de responsabilidade. Adão já
fala: "Foi a mulher que o Senhor me deu
a Eva fala: "Foi a serpente que o Senhor
fez." Em última instância, o que que as
eles estão dizendo? É o mesmo que nós
falamos ou pensamos ou agimos. Ah,
Senhor. Mas também, né?
Também quando o ser humano às vezes ele
fala assim: "Ah, mas também a carne é
fraca". Ah, mas também olha, olha o que
que acontece. Sim.
é falta de justamente conversão
>> conversão de culpa transformado
[roncando]
vilão
transformar
>> isso.
>> O ser humano ele é ele é bom nisso. E aí
quando nós expressamos dessa maneira, o
que que nós estamos fazendo? Assinando
embaixo naquilo que Adão fez, né? Então
nós reagimos da mesma maneira. Então
nenhum de nós poderia dizer: "Se eu
tivesse no lugar de Adão, eu teria feito
diferente, né? Ah, se eu tivesse ali, é
igual alguns falam, se eu tivesse lá no
dia que Cristo Jesus foi crucificado, eu
não deixaria, eu iria no lugar dele, né?
Conversa, né? Eh, assim, a uma das
coisas, quando eu eu leio o relato, não
tô falando para ninguém fazer isso não,
eu leio o relato de o povo gritando
crucifica, eu eu sempre oro a Deus
agradecendo por não ter nascido naquela
época lá,
sabe? Eu sempre penso, falei: "Senhor,
obrigado por ter nascido lá, porque a
chance de estar lá no meio
era muito grande, né?
Eh, foi um ato de misericórdia da parte
de Deus, como eu sei que é hoje também.
Eu sei que é hoje, mas sempre me vem na
memória isso. Mas a a essa relação aqui,
de novo, a palavra de Deus vai nos
mostrar eh ela fala desse desse temor,
eh, e da culpa, né, dessa questão aqui.
E e a palavra de Deus também nos fala
que o Senhor ele levou sobre si, né,
todos os nossos pecados, né, toda a
nossa culpa ou escrito de dívida que era
contra nós foi cravado na cruz.
O que que a palavra de Deus está falando
com isso? O evangelho está falando
Cristo Jesus é o único que pode anular
isso aqui.
Portanto, se o ser humano demonstra uma
série de problemas e um monte de coisa
aí que vem por causa disso, ah, você tem
no mundo paliativos para isso, mas você
não tem solução. A solução é só Cristo
Jesus, somente por meio de Cristo.
Portanto, aqui a corte aqui do as três
sentenças, né?
que acontece primeiro a serpente e o
inimigo, tá? A palavra de Deus nos nos
indica que era Satanás. Então fala, a
sentença era rastejar e comer pó,
indicando derrota máxima e baldição
direta, tá? Eh, paraa mulher a sentença
física, multiplicação do sofrimento, da
dor, onde haveria apenas bênção do
mandato original de procriação. Agora
nós temos a questão da em dores da luz o
parto, né? A desordem aqui relacional
também acontece. Subordinação
corrompida, tá? O governo do marido
tenderá a tirania como resultado da
queda, tá? essa relação de novo. Agora
nós precisamos aqui e até esse
entendimento é fundamental para os
casais, para o casamento. Por isso que a
palavra de Deus fala assim: "Grande é
esse mistério, mas eu me refiro a Cristo
e a igreja quando ele está falando da
mulher e do homem. Lembra que o texto
quando começa falando por mulheres? Sede
submissas aos vossos próprios maridos".
Sabe por que está falando isso?
Exatamente. Por causa da queda. Não é
aleatório que Paulo está falando isso. É
porque na queda diz: "O seu desejo será
contra ti." Seu desejo será contra, né?
E e fala dessa relação do homem e da
mulher
e dessa dominação de certa maneira
tirânica. E aí a palavra de Deus fala,
olha a a olha o poder do evangelho e a
beleza do evangelho. Quando ele está
falando lá em Efésios, nos capítulo 5,
aí ele fala paraa mulher: "Sede
submissas ao vosso próprio marido, como
convém do Senhor." Ao homem eles falam
que maridos, amai mulheres como Cristo
Jesus amou a sua igreja. A tirania só é
quebrada
debaixo dessa relação de entendimento do
evangelho. Por isso que ele diz, ele
compara o casamento da relação de Cristo
Jesus com a igreja. Ele está falando de
realidade da queda. Portanto, desordem
relacional, ela é algo natural. Ela é
algo natural. o nosso casamento, se ele
não for submisso ao evangelho, ao temor
de Deus, a uma busca constante de Deus,
o natural é um desordem relacional
por causa dos efeitos da queda. A a essa
relação de homem, de mulher e da mulher
ser submissa, isso é uma hoje na tanto é
que hoje não, sempre foi no mundo. Isso
é algo que que que dá até arrepio, né? a
a mulher ouvir falar isso se não for
dentro do entendimento bíblico. Fala,
mas nunca, né? Mas nunca. Aí a briga de
dominação, né? Essa briga que acontece,
essa luta por por quem quem que domina,
eh isso é algo corrompido por causa da
queda, tá? Por isso que a gente não pode
nem fazer gracinha, né? Eu não já falei
isso aqui, eu sempre vou repetir, é
porque eu ouço isso demais em casamento
e e as pessoas não entendem que
casamento é algo eh espiritual. E aí
começa umas gracinhas.
Muitas vezes, eu falo mesmo de alguns
pastores fazendo graça num casamento aí
falando: "Ah, tá OK. O homem é o cabeça,
mulher mulher é o pescoço. Vira a cabeça
para onde quer,
né?" Ah, né? Eu aqui quem manda sou eu,
ou seja, eu, né, quem dá a última
palavra sou eu, né, quando a mulher
manda, né, que essas relações todas de
piadas que se fazem, eh, aí alguns
falam: "Não, mas porque você é chato,
né, gente? Mas é porque você tá diante
de um ato espiritual. Por isso que a
palavra de Deus fala lá no final, e eu
me refiro a Cristo Jesus e a sua igreja.
Palavra de Deus nos faz não faz piadinha
com casamento, porque ele sabe que ele
está no centro de uma desordem criada
pela queda. E essa desordem, ela só é eh
suprimida por redenção do evangelho em
Cristo Jesus.
Por isso que a Bíblia não faz gracinha
com
ah casamento.
Fala de algo sério e algo extremamente
sério do homem. A sentença era a terra
amaldiçoada. A natureza sofre, né, com a
humanidade aqui resultando em fadiga,
trabalho ardos, cardos e abrolhos.
Então, todo trabalho, o trabalho ele é
paraa glória de Deus. Mas qualquer
trabalho que seja, por mais que você ame
fazê-lo, ele vai ter os seus espinhos.
Ele vai ter os seus espinhos. Não
adianta. Pessoa fala aí, ó, faça o que
você ama e nunca trabalharás na sua
vida. É Satanás que tá dizendo isso, né?
Só pode ser Satanás, porque você ama o
seu trabalho, mas ele vai ter dores, ele
vai ter lutas. Muitas vezes você vai eh
ter que lutar contra você mesmo, contra
as suas propensões. Eh, nós estava
falando aqui antes, né? A realidade,
normalmente quando morador de rua, a
gente fica com dó do lado de cá, mas ele
tá olhando para nós falando: "Eu tenho
dó de vocês. Amanhã eu acordo a hora que
eu quiser,
eu durmo a hora que eu quiser, eu ando
para onde eu quiser, né? Eu faço o que
eu quiser da vida você não. Você tá
preso ao sistema, a uma série de coisas,
não é? E o o o ser humano ele é assim.
Portanto, o trabalho, se ele não for
também entendido numa ordem agora eh de
redentiva, ele também perde
completamente o sentido. O veredito
final, inevitabilidade da morte física,
a revenção ao pó, ao pótornarás.
Ecclesiastes vai dizer, né, eh,
o texto de Eclesiastes é
e o corpo e o corpo volte
eh ao pó que o era e o espírito volte a
Deus que o deu, certo? Ellastes
ele vai falar isso, né, a respeito dessa
ordem. Então, a primeira graça lá é o
protoevangelho que já é anunciado.
Então, todo o restante da escritura,
meus irmãos, lembre-se, a escritura
precisa ser lida agora do começo ao fim
a partir da perspectiva de Gênesis 3:15,
porque a história da redenção, a
promessa da inimizade divina e da
semente da mulher que esmagará a cabeça
do inimigo, tá? Então essa, esse é o
Evangelho sendo destrinchado ao longo da
do Antigo Testamento.
>> Isso. Como que diz? Eu errei o texto.
>> Isso. Exatamente. O pó volte à terra que
o era e o espírito volte a Deus que o
deu. Eh, eclesiastes falando da morte de
maneira poética, né? Extremamente
poética. Então, o que é pecado original?
Quando nos perguntarem sobre isso, é o
entendimento aqui que a raiz aqui
está a condição pecaminosa subjacente em
que todo ser humano já nasce. É a fonte
primária aqui contínua, tá? E os frutos,
aquilo que aparece é o pecado atual, são
os atos de Ápo, pensamento, palavra,
obra que derivam ativamente da condição
da raiz corrompida. É por isso, irmãos,
que quando a gente olha para cá e para
cá, a gente tem as dificuldades.
Pode ser que ainda não tenha aparecido
fruto lá em cima,
mas a potencialidade já está lá embaixo,
na raiz, né? Já está na raiz. Então,
assim, a a aquilo que a palavra de Deus
nos mostra é que tudo isso foi avariado,
né? foi avariado, não perdeu imagem
semelhança de Deus, mas foi avariado.
Então, a queda é um fato histórico, tá?
Então, a teologia reformada rejeita
categoricamente as visões teológicas
contemporâneas que tratam a quedas
apenas como mito, o arquétipo ou
subproduto evolutivo. A doutrina do
pecado original
depende intrinsecamente de uma queda
literal eh coordenada, tá? espaço tempo
da história, na coordenada espaço tempo
aqui da história, certo? Então o
diagnóstico é esse. A queda é um fato
histórico. Essa dupla bagagem então do
pecado original, a culpa, que é um
conceito judicial e a corrupção, que é o
conceito moral. As duas coisas que a
palavra de Deus vai trabalhando. Então,
culpa aqui como conceito judicial,
situação perante a lei de Deus. Lembra
que o texto de Romanos quando diz
porque até o regime da lei eh eh havia
pecado no mundo, mas o pecado não é
levado em conta quando não há lei. E o
que que a palavra de Deus está dizendo?
Ou seja, o pecado já havia. Agora, a
nomeação que isso é pecado, era
necessário que a lei viesse e mostrasse
isso aqui é pecado,
certo? Então, eh, eu sempre dou esse
mesmo exemplo. É o exemplo de, sei lá,
de algum lugar aí que você, sei lá, você
não pode,
você não pode pisar na grama lá. A, mas
você insiste em pisar, mas você lá
internamente você olha e fala assim,
acho que aqui não é lugar de passar.
Aí você vai passando, alguém falou, tá
errado, você a estradinha ali. Você fala
assim, ó, mas ninguém me falou. Você
deixou de estar errado por isso. Aí vem
um dia que alguém coloca a placa, não
pise na grama.
Você fala: "Ah, agora sim, agora eu vou
pisar sabendo que não era para pisar".
Aí quando vier falar assim: "Ah, sim,
né? Tá, tá certo, tá errado, né? Mas eu
pisei porque eu quis."
Mas agora ele está sabendo pela lei.
Quando a lei vem, ela mostra exatamente
o o pecado e mostra que aquilo é pecado.
Mas isso já era eh já no eh dentro do
entendimento do próprio ser humano, ele
sabe, certo? Mas a lei veio para isso. E
a lei ela se constitui nesse que a
palavra de Deus diz que é o pedagogo que
te leva a Cristo. Então quando você fala
assim, mas eu não dou conta de parar de
passar na grama.
Eu insisto em passar em cima dessa
grama. Toda vez eu sei, eu olho pra
estrada e eu passo em cima da grama.
Aí a lei pega e te leva a Cristo. Fala
assim, sabe? Pelas suas próprias forças.
Você não vai conseguir parar de deixar
de passar na grama.
Vai por Cristo. Cristo é aquele que
nunca passou por cima da grama.
Cristo é aquele que que cumpriu essa lei
perfeitamente e, portanto, é ele que
pode te levar pelo caminho que não passa
por cima da grama.
Esse é o evangelho que está mostrando
exatamente a realidade do pecado,
portanto, o conceito judicial. Percebe
então quando a palavra de Deus fala que
todos estão culpados,
que para muitos a ideia falar assim:
Deus é injusto. Deus é injusto. Ah, vai
me culpar junto com aquele outro, né?
Eh, que cometeu mais pecados do que eu,
né? Sempre o outro comete mais pecado do
que a gente, né? Mas é a realidade
judicial. A corrupção aqui é o conceito
moral, a condição poluída, então
corrompida da própria natureza humana.
o defeito interno que invariavelmente
produz mais pecado. Então, o mecanismo
inerente à natureza desde a concepção,
ramifica-se em duas metades vitais, que
é a depravação generalizada e a
incapacidade espiritual. Então, pra
gente entender de novo, lembrar o que
que significa depravação generalizada ou
depravação total, o que não é, que não
significa, vamos lá, que o ser humano é
tão completamente mal e destrutivo
quanto teoricamente poderia ser, tá? Eh,
a segunda coisa, que a pessoa não
regenerada perdeu sua consciência moral.
Não, não é isso. Que não há capacidade
para virtudes cívicas, boas obras
externas e filantrópicas na sociedade.
Também não é isso. A gente vê que
pecadores fazem isso,
que a pessoa e normalmente pecadores
quando fazem isso, eles acham que isso
vai os tornar
eh vai ter efeito redentivo
e não tem não tem efeito redentivo, tá?
que a pessoa invariavelmente cometerá
todo tipo concebível de pecado ao longo
da vida. Um pecador sem Cristo, ele pode
morrer sem Cristo, nunca ter matado
alguém.
Nem por isso ele merece o céu,
porque na verdade nenhum de nós ou
nenhum ser humano pode chegar no céu
falar assim: "Eu mereço, eu
eu lutei, mas lutei bravamente.
Se tem alguém que merece estar aí, sou
eu." Eh, falar isso, acho que já caía de
ponta cabeça, né?
Mas o que significa então a corrupção
afeta extensivamente todas as partes,
faculdades da natureza humana, sem
qualquer exceção, razão, vontade,
emoções, corpo, tudo isso está afetado
pelo pecado. Por isso que nós temos
tantos problemas, tantas mazelas que se
evidencia ao longo da nossa vida. E o
evangelho é o único que tem poder de nos
livrar disso e de nos limpar disso.
Então, por natureza, o homem carece do
amor de Deus como o princípio motivador
central de sua existência. Eh, a palavra
de Deus nos mostra que Deus nos atrai
não coercitivamente, mas ele nos atrai
pelo amor dele que nos constrange.
É por amor. Fala assim: "Olha, eh,
quando a palavra de Romanos também nos
fala que Cristo morreu por nós, mesmo
sendo ainda pecadores,
ele fez primeiro, ele deu o primeiro
passo. Portanto, esse amor de Deus nos
constrange". E a prova bíblica, Romanos
8:7, ele fala: "O pendor da carne é
inimizade contra Deus". Ou seja, o que a
carne inclina, o que nossas vontades,
nossa eh razão, vontade, emoções, nosso
corpo, ele se inclina para fazer, é
exatamente é inimizade contra Deus.
Então, o ser humano não tem capacidade
por si só de fazer aquilo que agrada a
Deus. Atos bons são atos bons que o ser
humano é capaz sim de fazer, mesmo sendo
pecadores.
Desse então a corrupção e a incapacidade
espiritual, nós vamos perceber então que
na restrição aqui da vontade, uma pessoa
não regenerada não pode fazer, dizer ou
pensar nada que corresponda à aprovação
de Deus, cumprindo perfeitamente a sua
lei. motor, motivação pura
irrepreensível está quebrado, porque o o
que aponta lá é pro ego. Eh, quando a
palavra de Deus fala da que que eh
aquilo que nós fazemos, né, esses atos
nossos de justiça não passa de trapos de
imundícia. está falando isso porque no
sentido o ser humano aqui externamente
digamos que ele está fazendo algo bom,
reconhece ser bom, mas você não conhece
o coração e qual a motivação que o leva
a fazer aquilo? Com qual motivação ele
está fazendo o que está fazendo? E é
isso que a palavra de Deus está dizendo,
tá? Eh, não é capaz de fazer
corretamente de eh que e de forma que
agrada a Deus. Eh, é como se
se a gente fosse fazer algo para agradar
a Deus, a gente tentasse eh
exemplificar. Digamos que
eh nessa relação de Deus como nosso pai,
você quisesse dar algo pro seu pai, né?
Eh, mas você não tem.
Aí o você faz o negócio lá mal feito,
trenzinho meio mal feito,
fala assim: "Vou agradar meu pai". Aí o
seu pai já tá sabendo. Ele pega e pede
pro filho mais velho.
Você é mais novo. Aí ele pede pro filho
mais velho. Fala assim: "Vai lá e ajuda
a ser irmão. Ajuda a ser irmão. Eh, ele
quer, ele quer trazer algo para mim. vai
lá e ajuda ele na obra.
Aí vai o irmão, pega tudo aquilo que ser
feito, tudo no negócio mal feito,
reformula tudo aquilo ali, né? E pega e
faz o negócio agora ficou perfeito. Aí
vem o filho mais novo e oferece pro pai.
O pai fica alegre, sim. Se alegra com
aquilo que foi oferecido a ele, né? E
abraça, né? eh com grande alegria por
saber que eh o filho ofereceu aquilo
para ele. Na verdade, essa é a história
do evangelho.
Quando nós oferecemos qualquer coisa
para Deus, seja a nossa adoração, seja a
nossa vida, o que for que nós fazemos,
Cristo Jesus veio antes, nosso irmão
mais velho, e ele colocou na nossa mão o
que que a gente é para entregar pro Pai,
né? Para agradar a Deus. Essa é a
relação do evangelho. Então, o coração
travado, a parte da obra de intervenção
do Espírito Santo, ser humano é
absolutamente incapaz de mudar a direção
fundamental de sua vida da gravidade do
amor próprio pecaminoso para a óbita do
amor a Deus. E a evidência textual,
Jesus estabelece o renascimento
cirúrgico como condição inicial
obrigatória. Se alguém não nascer de
novo, não pode ver o reino de Deus. e
sem mim
nada podeis fazer,
tá?
Então, mudando a direção aqui, como que
isso acontece na nossa vida? A estrutura
ela é retida, certo? Então, lembra que
na teologia reformada nós ainda
continuando, continuamos sendo imagem de
semelhança de Deus, manchado, borrado,
mas nós temos a estrutura criada por
Deus e ela agora tem uma função perdida.
A glória de Deus tá para lá. A nossa
tendência é para pro outro lado, certo?
É para baixo. Aí função perdida, a
trajetória foi desviada. Então, o que
permanece após a queda, os seres humanos
não perderam
a imagem de Deus em seu sentido
estrutural.
O que foi corrompido, a imagem de Deus
foi perdida no sentido funcional.
O pecado, então, não é a entidade
física, mas ética. o uso per destrutivo
das faculdades criadas para refletir a
glória do criador. O pecado nos faz
isso, nos faz direcionar tudo para o
sentido oposto daquilo que seria a
glória de Deus. Se você quiser
aprofundar numa ideia de de como que nós
podemos ter prazer
ou hedonismo cristão,
é a obra de uma vida do John Piper. John
Piper, inclusive, que cunhou esse termo
hedonismo cristão. É você ter prazer em
Deus. Prazer em Deus. Eh, nessa relação
agora de de que foi rompida e agora é
refeita em Cristo, eh, ele nos leva a
isso, a ter prazer em Deus. Ou seja, eh,
nós vivemos no mundo, temos muitas
coisas no mundo, mas isso é
ressignificado à luz disso. Só serve se
de fato for paraa glória de Deus. Então,
o alvo sempre aqui, o alvo universal da
vida do ser humano é contra Deus. E
agora a relação é refazer tudo isso.
Então, quando a palavra de Deus fala
mentira, roubo, inveja, agressão,
cobiça, que a lei de Deus aqui por meio
do dos 10 mandamentos, a gente vai
perceber que há uma lei gravada. O
pecado não é a mera imperfeição humana,
ela é transgressão ativa. Palavra de
Deus nos mostra que é ativo isso quando
nós o fazemos. O a revelação catecismo
de Heidelberg, Paulo em 3, Romanos 3:20
confirma que é pela lei que vem o pleno
conhecimento do pecado. O espelho da lei
revela essa anomalia. Quando a gente
olha na confissão de Davi, no estudo de
caso, você vê que ele peca brutalmente
contra pessoas. Ele peca contra Batseba
e mata Urias.
Mas o que que ele declara?
Pequei contra ti, contra ti somente, tá?
E ele fale: "Fiz o que é mal diante dos
teus olhos". Todo pecado é horizontal.
É, todo pecado horizontal tá na
essência. é na essência, mas é uma
traição na vertical, é contra Deus.
Sempre é contra Deus. Por isso, quando
nós fazemos qualquer coisa que seja
relacionado aos outros ou a nós mesmos
que que cometemos pecado, isso é um
pecado contra Deus. A fonte, então,
Centro de Comando aqui da alma, tá? Eh,
essas ações visíveis que nós temos. E aí
aqui tem os pensamentos, nós temos o
coração, ilusão perigosa. Acreditamos
que o pecado nasce no corpo ou nas
circunstâncias externas tratando o
sintoma em vez de patologia. Quando você
olha aspectos
visíveis,
eh,
de manifestações de pecados, né? Aí a
gente quer tratar
eh com a pessoa eh naqueles negócios,
olha, eh não faça isso, não faça aquilo
outro, olha, isso é feio, isso é feio. A
gente aprende isso desde criança. Eu sei
que a gente usa isso didaticamente, mas
isso é feio. É feio o quê? Por quê? E às
vezes a gente não aprofunda nisso,
porque na verdade nós precisamos eh
entender que aquilo que é visível ele é
apenas algo que manifestou de algo muito
maior que está invisível, está no
coração, está dentro do coração, tá? Não
é apenas lá. Se você pegar uma criança,
é que
eh ela bate nos outros, nos meninos. Aí
é como você fizesse isso, fal assim, ó,
você continuar batendo, vou cortar seus
dedinhos.
O ser humano vai ser todo amputado
e ele vai continuar sendo pecador, não
vai tirar o pecado, porque a
potencialidade, a motivação vai est lá
dentro do coração e falar assim: "Ah, se
eu tivesse, digamos, uma coisa
potética
fivesse minha mão aqui, eu sentava na
sua cara, mas não tem." Mas ele tem a o
desejo,
então não vai adiantar. Então,
normalmente, quando a gente vê as
soluções do mundo, é solução eh eh lá no
nível raso, no comportamental, lá dentro
do coração, é só por meio do evangelho.
Por isso que a palavra de Deus fala que
a fonte é o coração de onde procede, né,
as fontes da vida. Na escritura do
coração não é apenas emoção, é o âmago
da pessoa, o órgão central que pensa,
sente, decide. E essa trindade da
vontade, intelecto, emoção e vontade
estão unidos. A vontade nunca age
sozinha. Como o veneno afeta a nascente,
toda a vida externa é corrompida pelo
fluxo interno, tá? Aquilo que aparece
externamente é porque foi corrompido
internamente. Aqui está mais ou menos a
figura, porque às vezes a gente vê o que
é de fora lá em cima, ações e palavras.
Aí tem um limite ali, aí você vê
profundo que é muito maior, é a esfera
de ocultação, pensamentos e desejos que
a palavra de Deus fala dessa
concupiscências que concupiscência que
há no nosso coração, certo? Então,
normalmente a gente foca naquilo que é
externo e o evangelho está falando de
algo muito mais profundo. Fala: "Olha,
você pode treinar alguém e parar de
falar palavrão".
Solucionou o caso, não solucionou. Se
aquilo dentro dele ele não foi
modificado pelo poder do evangelho dele
entender longe de voz toda a palavra
torpe, de entender que isso ofende a
santidade de Deus, que na verdade é por
uma relação a Deus que ele precisa parar
com isso,
né? que ele está ofendendo a santidade
do do Senhor, eh ele vai apenas eh ter
uma mudança comportamental, né? Ele vai
continuar tendo isso no coração. Então,
leis seculares punem apenas o que é
materializado. Ninguém é preso por um
pensamento oculto, tá?
a profundidade.
Eh, tanto é que a palavra de Deus,
voltando lá, que a palavra de Deus nos
fala a respeito da da indiferência e
tudo de você eh afastar o irmão e tudo
isso é uma forma de homicídio, né? E o o
aí ele coloca o adultério na condição
muito mais profunda
da intencionalidade pra gente entender
eh que isso tudo ofende a santidade de
Deus.
Mas no nosso contexto, eh, o que não é
feito não é, eh, não precisa ser punido,
né?
Profundidade divina, lei de Deus, somo
invisível. Jesus equipara o pensamento
adulto, consumado, como eu já falei. E
quando Paulo fala de carne, usa eh
grego, o do grego é epitomia, né?
Desejos proibidos. Quando ele tá falando
da carne, ele usa sempre esse termo, eh,
epitomia, desejos pecaminosos que
possuem a mesma gravidade jurídica
diante de Deus que atos concretos.
Então, ciclo fatal aqui, culpa e
corrupção, que a gente vai olhando esse
ponto, primeiro ponto de de partida ali,
nossos atos surgem eh não surgem do
vácuo, né? Eles eh brotam da corrupção
eh intrínseca, né? daquilo que há no
nosso coração. Eh, essa corrupção ela
ela se torna hábito, né, natureza e o
hábito. E aqui a gente tem, né, a lá em
cima a culpa, que é o eixo legal que nós
falamos embaixo a corrupção
e o acúmulo de dívida. Pecado atual
acumula dívida legal imediata. Esse
estado de merecimento, de condenação,
sujeito o homem à justiça e a ira de
Deus. Eh, que Romanos 1:18 fala, né, que
os seres humanos foram encerrados aqui
debaixo dessa ira de Deus. Romanos 1 18
nos diz assim: "A ira de Deus se revela
do céu contra toda impiedade, perversão
dos homens que detém a verdade pela
injustiça." Então, mãe e filha, é
Agostinho que fala isso, que a corrupção
original gera o pecado, que é a mãe, mas
o pecado cria novos hábitos que
aprofunda a corrupção da natureza, que é
a filha. Os hábitos são os filhos, tá? E
o pecado eh é a própria mãe.
Então, raiz aqui primordial, a palavra
de Deus fala que isso é gerado em nós
por causa do do desse pecado. Isso nos
afasta de Deus, tá? Nos afasta de Deus.
Desejo por autonomia. Serpente é o que
ela prometeu, né? Como Deus serás, né?
conhecedores.
Pecado é raíz que raiz dos anjos e dos
homens é idêntico rejeitar a
dependência.
Aqui está. E eu quero abrir um parêntese
de novo.
A nossa luta para ser igreja
é uma luta ativa
e por isso que muitos desistem,
né? O desigrejado, ele talvez não
entendeu essa perspectiva, porque sim, é
mais fácil você viver sozinho sendo a
sua própria igreja, né? Eu fala assim:
"Não, eu sirvo a Cristo,
eu sou da igreja de Cristo, não preciso
de igreja institucional.
Eh, na verdade, isso aqui são raízes de
autonomia, de você entender que o
evangelho todo diz respeito à
dependência. Nós dependemos uns dos
outros, dependemos de Deus. O evangelho
é relacional.
Ele sempre é relacional. Então, nós
dependemos uns dos outros, sim. Por mais
que a gente tenha problemas, temos, sim,
temos conflitos, temos uma série de
situações, mas isso não pode tirar a
essência daquilo que é viver como
igreja. Nós dependemos uns dos outros. E
aqui como igreja, nós estamos aprendendo
a ser dependentes de Deus.
Caso contrário, nós também eh eh quando
a gente se isola, eh a gente dita a
nossa própria o nossa própria regra, né?
Nossa igreja lá,
o maneira de viver, o que que eu vou
fazer, o que que eu não vou fazer, né? e
não percebe que na verdade ele está indo
no sentido oposto, completamente oposto.
Não estou falando de pessoas que não
tenha condições de estar juntos, né?
Elas têm os desejo de estar junto, mas
às vezes são tolhidas. Tô falando de
pessoas que têm total condição de viver
como igreja e não querem viver como
igreja.
O fim em si mesmo, tá? Ah, Agostinho
então definiu o orgulho como o abandono
daquele a quem a alma deveria unir-se
para que o indivíduo se torne, né, um
fim absoluto para si mesmo. E essa
anatomia do orgulho é CC L que vem
falando que este é o pecado eh por trás
de todos os pecados. Desde o momento em
que acordamos, tentamos tornar o dia
para nós mesmos. a parte, a parte de
Deus torna-se um mero eh imposto cobrado
sobre o tempo que consideramos nosso,
tá? Essa é aquilo que nós aprendemos
no dia a dia, né? Eh, tornar o nosso dia
melhor para nós mesmos.
É tudo voltado para nós. Orgulho. Se a
gente não entender que a cada novo dia,
nova manhã, é a oportunidade que nós
temos de glorificar a Deus com os nossos
atos, com tudo aquilo que nós temos, eh
nós perdemos a perspectiva
de fato da vida.
Aqui nós temos essa dissimulação, os
três véus da alma. é a racionalização,
que é a base aqui da razão. Normalmente
o pecado é sempre eh é assim
eh cometido sobre um pretexto, né,
lógico. Sempre tem uma lógica aí.
Segueira seletiva, a palavra de Deus
fala principalmente Mateus, largueira e
atraso, capacidade clínica de ver o
próprio estado. Nós vemos o pecado ali a
com clareza cristalina,
enquanto nosso é invisível para nós
mesmos. Jesus falando a respeito disso,
tira o argueiro dos teus olhos e você
tira a trave, né, do olho do outro. A
ocultação ativa é o silêncio.
É a tentativa consciência de cobrir os
rastos. Como David era antes de ser
confrontado por Natã,
aí ele diz lá no Salmo 32 que o silêncio
dele, enquanto eu calei os meus pecados,
né, eh, envelheci,
né, e ele fala do de secar os ossos.
Então,
só olhando a arquitetura aqui das
palavras, né? Eh, o pecado, literalmente
nós sabemos isso. Então, ramartia, que é
o termo que é usado
eh para pecado, é exatamente isso, como
muitos falam, é você errar o alvo, mas é
o desvio, né? Desvio de uma rota. Eh,
mas é um tropeço estruturado. Não é
porque você errou por por
inabilidade, é errou consciente. É como
se tivesse brincando aqui de negócio,
você fala: "E vou errar você, né? O
pecado é isso." E rebelião, quando a
palavra de Deus até coloca transgressão,
ela está falando de uma revolta direta,
insubmissa, deliberada a autoridade
constituída. Isso que a gente ouve a
palavra de Deus falar de pecado,
iniquidade,
a minha injustiça,
né? Por causa da das faces do pecado.
Ah, o pecado quando ele é uma
transgressão, a palavra de Deus fala:
"Livra-me das transgressões."
Transgressão é um ato deliberado de você
fazer. Sabendo que era para não fazer,
você fez. você transgrediu
conscientemente.
E assim, nessa classificação do erro,
nós precisamos lembrar aqui, ó, só
lembrando daquela classificação de lá,
sete pecados capitais,
a igreja medieval que criou isso, né?
pecado lá do orgulho, avareza, luxúria,
inveja,
eh
ira, preguiça,
certo?
Eh, aí a lembra que eh isso é até
colocado em vários filmes, né? E alguns
autores eles eh
muitas vezes debochado ao longo da
história, diziam que se não houvesse o
pecados, sete pecados capitais, a vida
seria completamente sem graça,
né? Mas aquilo que eles entendiam que
isso aqui era os pecados, só que a raiz
daquilo que foi criado dos sete pecados
capitais, não percebia que na verdade há
um motor por trás de tudo isso. Há algo
muito mais profundo. Para eles era
apenas o ato, certo? Isso é uma parte da
teologia católica. Por isso que o
vigário na terra pode perdoar seu
pecado.
O esculpado pode te absolver dos seus
pecados. Ele é o representante de Deus
aqui na terra. Então, lembre disso. A
Igreja Católica nunca vai reconhecer.
Ela tem um outro sistema salvífico.
Ela fala de Jesus, da morte de Cristo,
mas ela tem um outro sistema redentivo
que você faz a sua confissão auricular,
você recebe a penalidade, você cumpre a
penalidade, você está livre dela. É uma
redenção sem Cristo.
Redenção sem Cristo.
E aqui a dicotomia bíblica pra gente
entender pensamento, palavra e ação. É a
progressão intermediária para
externalidade visual. É o que a palavra
de Deus nos mostra, certo? Pensamento,
palavra, ação. Para mostrar que esse
pecado ele vai numa progressividade.
Palavra de Deus também nos fala de
omissão e de comissão. Mas a gente
pensa, é melhor omitir
do que fazer.
Thaago fala: "Aquele que sabe que deve
fazer o bem, não faz, tá pecando."
Omissão.
O pecado da omissão. Eh, dentro do
evangelho, os dois funciona do mesmo
jeito, precisa do mesmo redentor. A, por
mais que o ser humano ache que se ele é,
a omissão, ela tem menos imputação de
justiça, seria assim, do que a comissão,
tá? eh o secreto e o público, que a
palavra de Deus também nos mostra, é a
mesma relação que precisa de redenção.
Por isso que lá em João vai falar
concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da
vida, tá? São as três frentes que atuam
no nosso coração, nos levando para
distante eh de Deus e da santidade de
Deus. Finalizando, então, só relembrando
aqui, então, na visão católica, o pecado
eh existe o pecado mortal,
separa o pecador da graça santificante,
exige matéria grave, pleno conhecimento,
total consentimento, resulta em morte
direta da alma. E aí vai falar dos
pecados veniais, né? A doença não a
morte da alma. Matéria leve, sem
advertência, não extingue a graça.
Passiva de reparação secundária. Coisa
estou falando. Para isso tem tem uma
gradação. Fala, não tá OK, né? Não tá
tá certo não. Isso aí quase aquele
negócio. Ah, não, mas todo mundo faz,
né? Tá errado, mas tá bom, né? Só que a
palavra de Deus é todo pecado é mortal.
Essa teologia é reformada, né? Eh, é
aquilo que a palavra de Deus nos fala,
que todo pecado é rebelião, quebra da
lei. Então, o salário do pecado é a
morte.
Todo pecado é paraa morte. E declara eh
que Tiago declara que tropeçar em único
ponto torna o homem culpado de toda a
lei. Graça não é categoria também. Os
pecados dos santos são perdoáveis, não,
porque são leves,
veniais.
Mas a única exclusivamente pela
misericórdia de Deus, essa divisão cria
falsa paz e ansiedade crônica, né? Que é
de um lado do outro. Aí falar assim:
"Ai, meu Deus, será que esse pecado é
leve ou ser pecado pesado?"
"Ah, vamos fazer uma lista aí de pecado
pesado, pecado leve." "E agora? Como é
que eu sei?" Aí alguns, eu acho que se a
gente criar, vem um e cria, fala: "Não,
esse aqui é meio leve, meio pesado,
né? eh vai criar outras categorias para
não cair no pesado, tá? Mas a palavra de
Deus vai dizer que eh tudo é pecado,
todo pecado é paraa morte.
É aqui, como eu falei lá do pecado
imperdoável, aí só colocando um gráfico
aqui, que é do Anthony Hookman que
mostra isso, eh, para o o a capacidade
aqui do pecado imperdoável, ele vai
nessa trajetória de de arrependimento.
Ele não ele não tem essa capacidade,
certo? Mente cauterizada, tá? não tem eh
capacidade ou exige profunda iluminação
prévia, não ocorre por ignorância, eh
consiste em transformar consciente o
único remédio em veneno. O terror
espiritual de tê-lo cometido é a prova
cabal de que a pessoa não cometeu, tá?
Então quando às vezes a gente fica
pensando, ah, e agora, né, é só de
temer, cometer o pecado imperdoável,
você já sabe que você não cometeu,
porque eh você temor a Deus. Pecado
imperdoável te leva a distanciar de
Deus. Então, a síntese aqui,
leia evangelho e o peso do pecado, eh,
ali iluminação
bidirecional, né, para compreender
plenamente a falta humana, ela deve ser
eh através da dupla lente da lei, né,
que eh
deixa eu ler aqui.
que a
após a dívida,
após a dívida exata, né? Isso. E o
veredito eh de
Anselmo, ele vai dizer: "Ora, você ainda
não refletiu sobre o quão imenso é o
peso do pecado. Olhar para a cruz e
ouvir o brado de abandono de Cristo diz
mais sobre a gravidade da iniquidade do
que qualquer diagnóstico teológico
isolado."
E a resolução final, o estudo meticuloso
de intenções, corrupções e matrizes do
pecado, tem o único objetivo, destruir a
ilusão de nossa própria justiça, para
que o evangelho deixe de ser o mero
conselho religioso e se torne a única
única cura vital, estrutural possível,
tá? Essa é a nossa conclusão e de a
gente poder entender que somente a cruz
de Cristo poderia eh anular os efeitos
do pecado original. Somente Cristo
Jesus. Amém. Nós vamos orar agradecendo
a Deus mais uma vez.
Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai,
depois de ouvir aquilo que a tua palavra
nos mostra,
agradecer ao Senhor mais uma vez por tão
grande salvação
e rogar do Senhor, ó Deus, que nos ajude
ao compreender a tua palavra, que ela, ó
Deus, norteia a nossa vida por completo
e que a cada dia, ó Deus, a tua palavra
nos limpe e nos leve, ó Deus, a uma vida
de santificação.
Abençoe-nos, ó Deus. Alegra o nosso
coração com aquilo que Cristo fez, ó
Deus. que a obra redentiva de Cristo
possa, ó Deus, transformar, ó Deus,
completamente a nossa vida, ó Deus,
tanto a nossa mente quanto a nossa
vontade, emoções, o nosso corpo, ó Deus,
tudo isso, ó Deus, possa ser
transformador sobre nós. Nos abençoe, ó
Deus, nos dê uma boa noite de descanso.
Nós oramos, ó Deus, em nome de Cristo
Jesus.
Amém. Que Deus nos abençoe, nos dê uma
boa noite em nome de Jesus.

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