# 63 A natureza do pecado | Pilares da Fé Reformada – Rev. Rubens Cirqueira
02/04/2026
# 63 A natureza do pecado | Pilares da Fé Reformada – Rev. Rubens Cirqueira
Link para acessar slides – https://drive.google.com/drive/folders/1ZeSQ-PRU1DcgKxoMbYLUXhsqCtjHoahP?usp=sharing
PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO
SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE
Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial
TikTok: http://www.tiktok.com/@pipg.oficial
Twitter: http://www.twitter.com/pipg1
TV UCP: http://www.youtube.com/pipgkids
Legendas automáticas:
Irmãos, boa noite. Nós vamos começar nosso estudo bíblico nessa noite, mas depois de um dia quase todo de chuva, né? Estamos aqui, né? E pela graça de Deus, mais um dia nós tivemos, né? Misericórdia e graça do nosso Senhor. Hoje nós vamos continuar o nosso assunto da última quarta-feira, tentar aprofundá-lo um pouco mais, porque é exatamente aqui que nós começamos a compreender a extensão do sacrifício de Cristo, né? Então, é impossível nós falarmos a respeito de Cristo se nós não falarmos a respeito da queda. Normalmente o evangelho que é pregado sem a queda e sem de fato mostrar o que é o pecado se torna um evangelho muito mais, talvez um evangelho social, um evangelho mais ameno, né? e mostrando o ser humano apenas eh como alguém que precisa de uma correção de rota, uma pequena ajuda. E nós vamos aprofundar um pouco hoje na natureza do pecado aqui, mostrando a essa estrutura, né, que a palavra de Deus nos mostra eh ao longo de toda a escritura, mostrando então e apontando pro contraponto de Cristo Jesus. Nós vamos orar pedindo a bênção do Senhor sobre nós nesta noite. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós bendizemos o teu nome e te agradecemos porque mais um dia o Senhor nos concedeu. Obrigado, ó Deus, pela chuva que cai, ó Deus. Obrigado, ó Deus, por toda a tua graça e misericórdia que se revela, ó Deus, em cada detalhe, ó Deus, e principalmente na nossa vida. Nós te louvamos, ó Deus, por todas as bênçãos, aquelas que vemos e muitas, ó Deus, que não vemos também. Mas nós, ó Deus, entendemos, ó Pai, que toda boa dádiva vem do Senhor. Portanto, é diante do Senhor que nós eh reconhecemos isso e te agradecemos. E nessa noite, ó Pai, nós queremos agradecer pela maior bênção que nós temos, ó Deus, que é Cristo Jesus. Portanto, ó Deus, nos ajude compreender cada dia mais a realidade do pecado em nossa vida, para que nós possamos, ó Deus, entender a redenção que nós temos por meio de Cristo. Nos abençoe, ó Deus, a todos aqui presentes e aqueles que nos acompanham à distância. Que a bênção do Senhor esteja sobre todos nós. É a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Nós vamos abrir no texto que nós terminamos quarta passada e nós vamos relembrá-lo. Romanos capítulo 5, eu vou ler do verso 12 até o verso de número 15. Romanos capítulo 5 do 12 ao 15. E a palavra do Senhor nos diz: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado à morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram, porque até o regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei." Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque se pela ofensa de um só morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. somente até aqui. Nós vimos na na quarta passada e fazendo aqui uma ponte, né, com aquilo que nós vimos eh a respeito do pecado, né, na parte introdutória aqui, eh esse texto. Portanto, aqui nós temos uma os grifos aqui para que a gente possa perceber a maneira como Paulo está argumentando, né? A forma dele argumentar eh mostrando aquilo que aconteceu em Adão e agora aquilo que acontece em Cristo. Então ele diz, foi por um só homem, né, que o pecado entrou no mundo, né? Essa é uma realidade bíblica e nós falamos a respeito disso como cabeça federal, né, que é a representação legal e o princípio de imputação, tá? Então, Adão tinha isso. Adão era o o nosso representante, né? Então, a a o pecado entra, né, por meio de Adão. E então ele diz e e pela morte, assim também a morte passou a todos os homens. né? Porque todos pecaram, certo? Então a questão é que essa queda ela precisa ser entendida como histórica, tá? Essa anatomia da rebelião é a narrativa de Gênesis 3. Se essa queda não fosse histórica, eh, todo o evangelho cairia por terra. Então, de vez em quando nós vamos ouvir que é eh palavras relacionadas como é o mito da queda, o arquétipo da queda e algumas coisas assim eh normalmente da teologia liberal, que vai mostrar que tanto a queda quanto a morte de Cristo, na verdade ela não aconteceu na história, ela aconteceu eh num plano espiritual, apenas uma questão espiritual. Por isso que eu já falei algumas vezes aqui que um liberal ele ele fala termos iguais os nossos, né, de teologia, mas quando você pede para que ele desenvolva isso, a gente vai perceber a diferença. Então, se você perguntar para um teólogo liberal, para igrejas que são assumidamente de teologia liberal, eh, se creem na ressurreição, eh, sim, e eles até celebram, celebram que agora Páscoa, né? Eu sei que na maioria deles até eles não vê nem problema de inserir outros elementos, elementos aí da da nossa sociedade, né? eh, dá uns coelhinhos da Páscoa para as crianças, né? Fala: "Ah, que mal tem, já que foi apenas um plano espiritual, é que mal tem, né? Só uma brincadeira, né?" Eh, e assim eh eles eh entendem que a todas esses eventos, na verdade, eles acontecem no plano espiritual e não histórico. Só que a palavra de Deus, ela nos assevera que a queda ela é histórica, certo? Ela aconteceu no nosso tempo e no nosso espaço. E a transmissão, como o texto diz, passou a todos os homens que essa corrupção moral, a culpa original e a eh universalidade do pecado ou do problema. Se nós formos eh perceber eh a própria história da humanidade, ela aponta para isso. Se a gente olhar o ser humano em qualquer lugar do mundo, você vai perceber as mesmas mazelas, os mesmos problemas. Às vezes a gente tem uma noção que em alguns lugares do mundo é quase que o paraíso e não é. Tem um livro interessante da Nancy Gutter, chama Eden. É. É bem interessante o livro. Aí ela vai falar de cidades. Ela ela entra numa numa discussão lá no finalzinho quando, porque a palavra de Deus fala muito de cidade, né? Ela tem essa isso muito forte. Aí ela vai falar de cidades, ela cita eh se não me engano cinco cidades no mundo, onde a as pessoas elas têm no imaginário, se eu morasse lá eu seria feliz, né? Eh, então assim, eu sei que um é eh na Noruega, é na Finlândia. Eh, eu sei que são cinco cidades pelo mundo. Aí ela, aí ela primeiro ela faz o mostra aquilo que as pessoas elas têm de imagem dessa cidade primeiro, né? É tudo muito belo, paisagens belíssimas, aí o povo educadíssimo, aí uma educação lá em cima, né? né? E ela vai falando de tudo. Aí depois ela vem num contraponto mostrando as mazelas dessa cidade que são escondidas, né? Mazelas escondidas. Por que que muitas dessas cidades que parecem tão belas e algo eh tão evoluído, eh a questão de morte o suicídio ou índice de depressão, uma série de tantas coisas que que acontece, por lá é tão alto? Aí ela vai citando mazelas escondidas da cidade que não são eh colocadas, né? eh porque isso eh tiraria o o marketing da cidade, né? Então assim, a gente tem essas essa essas coisas no imaginário, mas se a gente estudar bem a história da humanidade, nós vamos perceber cada vez mais que a palavra de Deus está falando a verdade, porque há uma universalidade do pecado. O ser humano, ele reage igual em qualquer lugar do planeta. Ele tem as mesmas reações e as mesmas relações também pecaminosas em qualquer lugar do planeta, né? Então isso demonstra exatamente aquilo que a palavra de Deus nos nos mostra. Então ele vai nos dizer, Romanos, principalmente está nos mostrando exatamente isso aqui é um efeito imediato, né? Essa anatomia da queda aqui que acontece, né? Romanos agora está lendo aquilo que está acontecendo lá relatando em Gênesis, mostrando no capítulo primeiro aquela espiral descendente. Se você lê o capítulo primeiro de Romanos, você vai ver que ele vai só indo para baixo. Ele vai indo para baixo, mostrando até aonde o ser humano é capaz de ir, né? Então ele vai mostrando essa realidade. A gente vai ver aqui que as reações primeiros são desapontamento e vergonha, né? a percepção institiva da contaminação aqui da fonte da vida humana, a nudez torna-se eh culpa, né? A primeira coisa, se a gente olha o relato anterior e fala: "E ambos estavam n e não se envergonhavam, a primeira coisa que acontece depois da queda, eles percebem que estavam nus e são cobertos de vergonha." Eh, de novo aqui uma indicação de livro, né? Evangelho 3D é uma um pesquisador mostrando essa relação de culpa, medo e vergonha nas sociedades pelo mundo afora. É a mesma a mesma relação, culpa, medo e vergonha. Aí ele cita a questão ocidental, como que relaciona com isso, né, essa forma. Aí, por exemplo, ele cita eh eh povos orientais que eles têm uma relação muito forte com a vergonha, certo? A vergonha leva eles para onde? Paraa morte, né? Então, se eles têm alguma coisa que vai manchar a família, vai manchar o nome ou que ele eh de alguma maneira não aceitou, ele sempre tem na sua mente o primeira coisa para solucionar: "Eu vou me matar". Não, a gente não vê histórias ou da se eu falar errado, vocês me corrigem, é araquiri que até alguns romantizam, né, o suicídio lá por honra, aquela coisa toda. Aí ele vai apontar esse autor que é é eh realidade do pecado. Vergonha. A vergonha de eh não perceber que é falho, que erra. Aí ele percebe que é isso, mas ele não tem um redentor. Ele não ele não tem uma redenção para isso. Percebo o tanto que é forte isso nas escrituras, eh, que a obra de Cristo, ela veio para eh anular tudo isso. Não é à toa que a palavra de Deus fala que em Hebreus que Jesus eh saiu fora do arraial para levar o nosso vitupério. Literalmente vergonha. Vergonha. Tá? Então, a a obra de Cristo, ela anula a essas ações que são motores que levam paraa morte, motores da morte, do pecado, vergonha, medo, fuga, tá? Isso se se demonstra no ser humano em qualquer lugar do planeta, sabe? A relação pode mudar na forma do que fazer, mas o ser humano, as suas mazelas, se a gente for colocar aqui, são apenas ramificações da dos três motores aqui do pecado. Culpa, medo e vergonha, tá? Então, a o temor aqui, a consciência da culpa produz medo institivo do castigo. O homem se escondeu do seu criador, né? Quando eh no relato lá de Gênesis, Deus vinha na virada viragem do dia e aí o homem se esconde, né? Ele agora ele ele ele não quer, ele não consegue mais estar na presença de Deus. Ele tem medo, ele tem esse temor, né? Aí de novo, lembra quando João está falando de Jesus? Ele relaciona Jesus com o amor perfeito. Aí ele fala: "O perfeito amor lança fora todo o medo". Obra de Cristo para anular eh a as consequências do pecado. Aqui nós temos a fuga de responsabilidade. O jogo da culpa verte a criação. Adão culpa Eva, Eva culpa serpente, tá? uma negação frontal de responsabilidade. Adão já fala: "Foi a mulher que o Senhor me deu a Eva fala: "Foi a serpente que o Senhor fez." Em última instância, o que que as eles estão dizendo? É o mesmo que nós falamos ou pensamos ou agimos. Ah, Senhor. Mas também, né? Também quando o ser humano às vezes ele fala assim: "Ah, mas também a carne é fraca". Ah, mas também olha, olha o que que acontece. Sim. é falta de justamente conversão >> conversão de culpa transformado [roncando] vilão transformar >> isso. >> O ser humano ele é ele é bom nisso. E aí quando nós expressamos dessa maneira, o que que nós estamos fazendo? Assinando embaixo naquilo que Adão fez, né? Então nós reagimos da mesma maneira. Então nenhum de nós poderia dizer: "Se eu tivesse no lugar de Adão, eu teria feito diferente, né? Ah, se eu tivesse ali, é igual alguns falam, se eu tivesse lá no dia que Cristo Jesus foi crucificado, eu não deixaria, eu iria no lugar dele, né? Conversa, né? Eh, assim, a uma das coisas, quando eu eu leio o relato, não tô falando para ninguém fazer isso não, eu leio o relato de o povo gritando crucifica, eu eu sempre oro a Deus agradecendo por não ter nascido naquela época lá, sabe? Eu sempre penso, falei: "Senhor, obrigado por ter nascido lá, porque a chance de estar lá no meio era muito grande, né? Eh, foi um ato de misericórdia da parte de Deus, como eu sei que é hoje também. Eu sei que é hoje, mas sempre me vem na memória isso. Mas a a essa relação aqui, de novo, a palavra de Deus vai nos mostrar eh ela fala desse desse temor, eh, e da culpa, né, dessa questão aqui. E e a palavra de Deus também nos fala que o Senhor ele levou sobre si, né, todos os nossos pecados, né, toda a nossa culpa ou escrito de dívida que era contra nós foi cravado na cruz. O que que a palavra de Deus está falando com isso? O evangelho está falando Cristo Jesus é o único que pode anular isso aqui. Portanto, se o ser humano demonstra uma série de problemas e um monte de coisa aí que vem por causa disso, ah, você tem no mundo paliativos para isso, mas você não tem solução. A solução é só Cristo Jesus, somente por meio de Cristo. Portanto, aqui a corte aqui do as três sentenças, né? que acontece primeiro a serpente e o inimigo, tá? A palavra de Deus nos nos indica que era Satanás. Então fala, a sentença era rastejar e comer pó, indicando derrota máxima e baldição direta, tá? Eh, paraa mulher a sentença física, multiplicação do sofrimento, da dor, onde haveria apenas bênção do mandato original de procriação. Agora nós temos a questão da em dores da luz o parto, né? A desordem aqui relacional também acontece. Subordinação corrompida, tá? O governo do marido tenderá a tirania como resultado da queda, tá? essa relação de novo. Agora nós precisamos aqui e até esse entendimento é fundamental para os casais, para o casamento. Por isso que a palavra de Deus fala assim: "Grande é esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e a igreja quando ele está falando da mulher e do homem. Lembra que o texto quando começa falando por mulheres? Sede submissas aos vossos próprios maridos". Sabe por que está falando isso? Exatamente. Por causa da queda. Não é aleatório que Paulo está falando isso. É porque na queda diz: "O seu desejo será contra ti." Seu desejo será contra, né? E e fala dessa relação do homem e da mulher e dessa dominação de certa maneira tirânica. E aí a palavra de Deus fala, olha a a olha o poder do evangelho e a beleza do evangelho. Quando ele está falando lá em Efésios, nos capítulo 5, aí ele fala paraa mulher: "Sede submissas ao vosso próprio marido, como convém do Senhor." Ao homem eles falam que maridos, amai mulheres como Cristo Jesus amou a sua igreja. A tirania só é quebrada debaixo dessa relação de entendimento do evangelho. Por isso que ele diz, ele compara o casamento da relação de Cristo Jesus com a igreja. Ele está falando de realidade da queda. Portanto, desordem relacional, ela é algo natural. Ela é algo natural. o nosso casamento, se ele não for submisso ao evangelho, ao temor de Deus, a uma busca constante de Deus, o natural é um desordem relacional por causa dos efeitos da queda. A a essa relação de homem, de mulher e da mulher ser submissa, isso é uma hoje na tanto é que hoje não, sempre foi no mundo. Isso é algo que que que dá até arrepio, né? a a mulher ouvir falar isso se não for dentro do entendimento bíblico. Fala, mas nunca, né? Mas nunca. Aí a briga de dominação, né? Essa briga que acontece, essa luta por por quem quem que domina, eh isso é algo corrompido por causa da queda, tá? Por isso que a gente não pode nem fazer gracinha, né? Eu não já falei isso aqui, eu sempre vou repetir, é porque eu ouço isso demais em casamento e e as pessoas não entendem que casamento é algo eh espiritual. E aí começa umas gracinhas. Muitas vezes, eu falo mesmo de alguns pastores fazendo graça num casamento aí falando: "Ah, tá OK. O homem é o cabeça, mulher mulher é o pescoço. Vira a cabeça para onde quer, né?" Ah, né? Eu aqui quem manda sou eu, ou seja, eu, né, quem dá a última palavra sou eu, né, quando a mulher manda, né, que essas relações todas de piadas que se fazem, eh, aí alguns falam: "Não, mas porque você é chato, né, gente? Mas é porque você tá diante de um ato espiritual. Por isso que a palavra de Deus fala lá no final, e eu me refiro a Cristo Jesus e a sua igreja. Palavra de Deus nos faz não faz piadinha com casamento, porque ele sabe que ele está no centro de uma desordem criada pela queda. E essa desordem, ela só é eh suprimida por redenção do evangelho em Cristo Jesus. Por isso que a Bíblia não faz gracinha com ah casamento. Fala de algo sério e algo extremamente sério do homem. A sentença era a terra amaldiçoada. A natureza sofre, né, com a humanidade aqui resultando em fadiga, trabalho ardos, cardos e abrolhos. Então, todo trabalho, o trabalho ele é paraa glória de Deus. Mas qualquer trabalho que seja, por mais que você ame fazê-lo, ele vai ter os seus espinhos. Ele vai ter os seus espinhos. Não adianta. Pessoa fala aí, ó, faça o que você ama e nunca trabalharás na sua vida. É Satanás que tá dizendo isso, né? Só pode ser Satanás, porque você ama o seu trabalho, mas ele vai ter dores, ele vai ter lutas. Muitas vezes você vai eh ter que lutar contra você mesmo, contra as suas propensões. Eh, nós estava falando aqui antes, né? A realidade, normalmente quando morador de rua, a gente fica com dó do lado de cá, mas ele tá olhando para nós falando: "Eu tenho dó de vocês. Amanhã eu acordo a hora que eu quiser, eu durmo a hora que eu quiser, eu ando para onde eu quiser, né? Eu faço o que eu quiser da vida você não. Você tá preso ao sistema, a uma série de coisas, não é? E o o o ser humano ele é assim. Portanto, o trabalho, se ele não for também entendido numa ordem agora eh de redentiva, ele também perde completamente o sentido. O veredito final, inevitabilidade da morte física, a revenção ao pó, ao pótornarás. Ecclesiastes vai dizer, né, eh, o texto de Eclesiastes é e o corpo e o corpo volte eh ao pó que o era e o espírito volte a Deus que o deu, certo? Ellastes ele vai falar isso, né, a respeito dessa ordem. Então, a primeira graça lá é o protoevangelho que já é anunciado. Então, todo o restante da escritura, meus irmãos, lembre-se, a escritura precisa ser lida agora do começo ao fim a partir da perspectiva de Gênesis 3:15, porque a história da redenção, a promessa da inimizade divina e da semente da mulher que esmagará a cabeça do inimigo, tá? Então essa, esse é o Evangelho sendo destrinchado ao longo da do Antigo Testamento. >> Isso. Como que diz? Eu errei o texto. >> Isso. Exatamente. O pó volte à terra que o era e o espírito volte a Deus que o deu. Eh, eclesiastes falando da morte de maneira poética, né? Extremamente poética. Então, o que é pecado original? Quando nos perguntarem sobre isso, é o entendimento aqui que a raiz aqui está a condição pecaminosa subjacente em que todo ser humano já nasce. É a fonte primária aqui contínua, tá? E os frutos, aquilo que aparece é o pecado atual, são os atos de Ápo, pensamento, palavra, obra que derivam ativamente da condição da raiz corrompida. É por isso, irmãos, que quando a gente olha para cá e para cá, a gente tem as dificuldades. Pode ser que ainda não tenha aparecido fruto lá em cima, mas a potencialidade já está lá embaixo, na raiz, né? Já está na raiz. Então, assim, a a aquilo que a palavra de Deus nos mostra é que tudo isso foi avariado, né? foi avariado, não perdeu imagem semelhança de Deus, mas foi avariado. Então, a queda é um fato histórico, tá? Então, a teologia reformada rejeita categoricamente as visões teológicas contemporâneas que tratam a quedas apenas como mito, o arquétipo ou subproduto evolutivo. A doutrina do pecado original depende intrinsecamente de uma queda literal eh coordenada, tá? espaço tempo da história, na coordenada espaço tempo aqui da história, certo? Então o diagnóstico é esse. A queda é um fato histórico. Essa dupla bagagem então do pecado original, a culpa, que é um conceito judicial e a corrupção, que é o conceito moral. As duas coisas que a palavra de Deus vai trabalhando. Então, culpa aqui como conceito judicial, situação perante a lei de Deus. Lembra que o texto de Romanos quando diz porque até o regime da lei eh eh havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. E o que que a palavra de Deus está dizendo? Ou seja, o pecado já havia. Agora, a nomeação que isso é pecado, era necessário que a lei viesse e mostrasse isso aqui é pecado, certo? Então, eh, eu sempre dou esse mesmo exemplo. É o exemplo de, sei lá, de algum lugar aí que você, sei lá, você não pode, você não pode pisar na grama lá. A, mas você insiste em pisar, mas você lá internamente você olha e fala assim, acho que aqui não é lugar de passar. Aí você vai passando, alguém falou, tá errado, você a estradinha ali. Você fala assim, ó, mas ninguém me falou. Você deixou de estar errado por isso. Aí vem um dia que alguém coloca a placa, não pise na grama. Você fala: "Ah, agora sim, agora eu vou pisar sabendo que não era para pisar". Aí quando vier falar assim: "Ah, sim, né? Tá, tá certo, tá errado, né? Mas eu pisei porque eu quis." Mas agora ele está sabendo pela lei. Quando a lei vem, ela mostra exatamente o o pecado e mostra que aquilo é pecado. Mas isso já era eh já no eh dentro do entendimento do próprio ser humano, ele sabe, certo? Mas a lei veio para isso. E a lei ela se constitui nesse que a palavra de Deus diz que é o pedagogo que te leva a Cristo. Então quando você fala assim, mas eu não dou conta de parar de passar na grama. Eu insisto em passar em cima dessa grama. Toda vez eu sei, eu olho pra estrada e eu passo em cima da grama. Aí a lei pega e te leva a Cristo. Fala assim, sabe? Pelas suas próprias forças. Você não vai conseguir parar de deixar de passar na grama. Vai por Cristo. Cristo é aquele que nunca passou por cima da grama. Cristo é aquele que que cumpriu essa lei perfeitamente e, portanto, é ele que pode te levar pelo caminho que não passa por cima da grama. Esse é o evangelho que está mostrando exatamente a realidade do pecado, portanto, o conceito judicial. Percebe então quando a palavra de Deus fala que todos estão culpados, que para muitos a ideia falar assim: Deus é injusto. Deus é injusto. Ah, vai me culpar junto com aquele outro, né? Eh, que cometeu mais pecados do que eu, né? Sempre o outro comete mais pecado do que a gente, né? Mas é a realidade judicial. A corrupção aqui é o conceito moral, a condição poluída, então corrompida da própria natureza humana. o defeito interno que invariavelmente produz mais pecado. Então, o mecanismo inerente à natureza desde a concepção, ramifica-se em duas metades vitais, que é a depravação generalizada e a incapacidade espiritual. Então, pra gente entender de novo, lembrar o que que significa depravação generalizada ou depravação total, o que não é, que não significa, vamos lá, que o ser humano é tão completamente mal e destrutivo quanto teoricamente poderia ser, tá? Eh, a segunda coisa, que a pessoa não regenerada perdeu sua consciência moral. Não, não é isso. Que não há capacidade para virtudes cívicas, boas obras externas e filantrópicas na sociedade. Também não é isso. A gente vê que pecadores fazem isso, que a pessoa e normalmente pecadores quando fazem isso, eles acham que isso vai os tornar eh vai ter efeito redentivo e não tem não tem efeito redentivo, tá? que a pessoa invariavelmente cometerá todo tipo concebível de pecado ao longo da vida. Um pecador sem Cristo, ele pode morrer sem Cristo, nunca ter matado alguém. Nem por isso ele merece o céu, porque na verdade nenhum de nós ou nenhum ser humano pode chegar no céu falar assim: "Eu mereço, eu eu lutei, mas lutei bravamente. Se tem alguém que merece estar aí, sou eu." Eh, falar isso, acho que já caía de ponta cabeça, né? Mas o que significa então a corrupção afeta extensivamente todas as partes, faculdades da natureza humana, sem qualquer exceção, razão, vontade, emoções, corpo, tudo isso está afetado pelo pecado. Por isso que nós temos tantos problemas, tantas mazelas que se evidencia ao longo da nossa vida. E o evangelho é o único que tem poder de nos livrar disso e de nos limpar disso. Então, por natureza, o homem carece do amor de Deus como o princípio motivador central de sua existência. Eh, a palavra de Deus nos mostra que Deus nos atrai não coercitivamente, mas ele nos atrai pelo amor dele que nos constrange. É por amor. Fala assim: "Olha, eh, quando a palavra de Romanos também nos fala que Cristo morreu por nós, mesmo sendo ainda pecadores, ele fez primeiro, ele deu o primeiro passo. Portanto, esse amor de Deus nos constrange". E a prova bíblica, Romanos 8:7, ele fala: "O pendor da carne é inimizade contra Deus". Ou seja, o que a carne inclina, o que nossas vontades, nossa eh razão, vontade, emoções, nosso corpo, ele se inclina para fazer, é exatamente é inimizade contra Deus. Então, o ser humano não tem capacidade por si só de fazer aquilo que agrada a Deus. Atos bons são atos bons que o ser humano é capaz sim de fazer, mesmo sendo pecadores. Desse então a corrupção e a incapacidade espiritual, nós vamos perceber então que na restrição aqui da vontade, uma pessoa não regenerada não pode fazer, dizer ou pensar nada que corresponda à aprovação de Deus, cumprindo perfeitamente a sua lei. motor, motivação pura irrepreensível está quebrado, porque o o que aponta lá é pro ego. Eh, quando a palavra de Deus fala da que que eh aquilo que nós fazemos, né, esses atos nossos de justiça não passa de trapos de imundícia. está falando isso porque no sentido o ser humano aqui externamente digamos que ele está fazendo algo bom, reconhece ser bom, mas você não conhece o coração e qual a motivação que o leva a fazer aquilo? Com qual motivação ele está fazendo o que está fazendo? E é isso que a palavra de Deus está dizendo, tá? Eh, não é capaz de fazer corretamente de eh que e de forma que agrada a Deus. Eh, é como se se a gente fosse fazer algo para agradar a Deus, a gente tentasse eh exemplificar. Digamos que eh nessa relação de Deus como nosso pai, você quisesse dar algo pro seu pai, né? Eh, mas você não tem. Aí o você faz o negócio lá mal feito, trenzinho meio mal feito, fala assim: "Vou agradar meu pai". Aí o seu pai já tá sabendo. Ele pega e pede pro filho mais velho. Você é mais novo. Aí ele pede pro filho mais velho. Fala assim: "Vai lá e ajuda a ser irmão. Ajuda a ser irmão. Eh, ele quer, ele quer trazer algo para mim. vai lá e ajuda ele na obra. Aí vai o irmão, pega tudo aquilo que ser feito, tudo no negócio mal feito, reformula tudo aquilo ali, né? E pega e faz o negócio agora ficou perfeito. Aí vem o filho mais novo e oferece pro pai. O pai fica alegre, sim. Se alegra com aquilo que foi oferecido a ele, né? E abraça, né? eh com grande alegria por saber que eh o filho ofereceu aquilo para ele. Na verdade, essa é a história do evangelho. Quando nós oferecemos qualquer coisa para Deus, seja a nossa adoração, seja a nossa vida, o que for que nós fazemos, Cristo Jesus veio antes, nosso irmão mais velho, e ele colocou na nossa mão o que que a gente é para entregar pro Pai, né? Para agradar a Deus. Essa é a relação do evangelho. Então, o coração travado, a parte da obra de intervenção do Espírito Santo, ser humano é absolutamente incapaz de mudar a direção fundamental de sua vida da gravidade do amor próprio pecaminoso para a óbita do amor a Deus. E a evidência textual, Jesus estabelece o renascimento cirúrgico como condição inicial obrigatória. Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. e sem mim nada podeis fazer, tá? Então, mudando a direção aqui, como que isso acontece na nossa vida? A estrutura ela é retida, certo? Então, lembra que na teologia reformada nós ainda continuando, continuamos sendo imagem de semelhança de Deus, manchado, borrado, mas nós temos a estrutura criada por Deus e ela agora tem uma função perdida. A glória de Deus tá para lá. A nossa tendência é para pro outro lado, certo? É para baixo. Aí função perdida, a trajetória foi desviada. Então, o que permanece após a queda, os seres humanos não perderam a imagem de Deus em seu sentido estrutural. O que foi corrompido, a imagem de Deus foi perdida no sentido funcional. O pecado, então, não é a entidade física, mas ética. o uso per destrutivo das faculdades criadas para refletir a glória do criador. O pecado nos faz isso, nos faz direcionar tudo para o sentido oposto daquilo que seria a glória de Deus. Se você quiser aprofundar numa ideia de de como que nós podemos ter prazer ou hedonismo cristão, é a obra de uma vida do John Piper. John Piper, inclusive, que cunhou esse termo hedonismo cristão. É você ter prazer em Deus. Prazer em Deus. Eh, nessa relação agora de de que foi rompida e agora é refeita em Cristo, eh, ele nos leva a isso, a ter prazer em Deus. Ou seja, eh, nós vivemos no mundo, temos muitas coisas no mundo, mas isso é ressignificado à luz disso. Só serve se de fato for paraa glória de Deus. Então, o alvo sempre aqui, o alvo universal da vida do ser humano é contra Deus. E agora a relação é refazer tudo isso. Então, quando a palavra de Deus fala mentira, roubo, inveja, agressão, cobiça, que a lei de Deus aqui por meio do dos 10 mandamentos, a gente vai perceber que há uma lei gravada. O pecado não é a mera imperfeição humana, ela é transgressão ativa. Palavra de Deus nos mostra que é ativo isso quando nós o fazemos. O a revelação catecismo de Heidelberg, Paulo em 3, Romanos 3:20 confirma que é pela lei que vem o pleno conhecimento do pecado. O espelho da lei revela essa anomalia. Quando a gente olha na confissão de Davi, no estudo de caso, você vê que ele peca brutalmente contra pessoas. Ele peca contra Batseba e mata Urias. Mas o que que ele declara? Pequei contra ti, contra ti somente, tá? E ele fale: "Fiz o que é mal diante dos teus olhos". Todo pecado é horizontal. É, todo pecado horizontal tá na essência. é na essência, mas é uma traição na vertical, é contra Deus. Sempre é contra Deus. Por isso, quando nós fazemos qualquer coisa que seja relacionado aos outros ou a nós mesmos que que cometemos pecado, isso é um pecado contra Deus. A fonte, então, Centro de Comando aqui da alma, tá? Eh, essas ações visíveis que nós temos. E aí aqui tem os pensamentos, nós temos o coração, ilusão perigosa. Acreditamos que o pecado nasce no corpo ou nas circunstâncias externas tratando o sintoma em vez de patologia. Quando você olha aspectos visíveis, eh, de manifestações de pecados, né? Aí a gente quer tratar eh com a pessoa eh naqueles negócios, olha, eh não faça isso, não faça aquilo outro, olha, isso é feio, isso é feio. A gente aprende isso desde criança. Eu sei que a gente usa isso didaticamente, mas isso é feio. É feio o quê? Por quê? E às vezes a gente não aprofunda nisso, porque na verdade nós precisamos eh entender que aquilo que é visível ele é apenas algo que manifestou de algo muito maior que está invisível, está no coração, está dentro do coração, tá? Não é apenas lá. Se você pegar uma criança, é que eh ela bate nos outros, nos meninos. Aí é como você fizesse isso, fal assim, ó, você continuar batendo, vou cortar seus dedinhos. O ser humano vai ser todo amputado e ele vai continuar sendo pecador, não vai tirar o pecado, porque a potencialidade, a motivação vai est lá dentro do coração e falar assim: "Ah, se eu tivesse, digamos, uma coisa potética fivesse minha mão aqui, eu sentava na sua cara, mas não tem." Mas ele tem a o desejo, então não vai adiantar. Então, normalmente, quando a gente vê as soluções do mundo, é solução eh eh lá no nível raso, no comportamental, lá dentro do coração, é só por meio do evangelho. Por isso que a palavra de Deus fala que a fonte é o coração de onde procede, né, as fontes da vida. Na escritura do coração não é apenas emoção, é o âmago da pessoa, o órgão central que pensa, sente, decide. E essa trindade da vontade, intelecto, emoção e vontade estão unidos. A vontade nunca age sozinha. Como o veneno afeta a nascente, toda a vida externa é corrompida pelo fluxo interno, tá? Aquilo que aparece externamente é porque foi corrompido internamente. Aqui está mais ou menos a figura, porque às vezes a gente vê o que é de fora lá em cima, ações e palavras. Aí tem um limite ali, aí você vê profundo que é muito maior, é a esfera de ocultação, pensamentos e desejos que a palavra de Deus fala dessa concupiscências que concupiscência que há no nosso coração, certo? Então, normalmente a gente foca naquilo que é externo e o evangelho está falando de algo muito mais profundo. Fala: "Olha, você pode treinar alguém e parar de falar palavrão". Solucionou o caso, não solucionou. Se aquilo dentro dele ele não foi modificado pelo poder do evangelho dele entender longe de voz toda a palavra torpe, de entender que isso ofende a santidade de Deus, que na verdade é por uma relação a Deus que ele precisa parar com isso, né? que ele está ofendendo a santidade do do Senhor, eh ele vai apenas eh ter uma mudança comportamental, né? Ele vai continuar tendo isso no coração. Então, leis seculares punem apenas o que é materializado. Ninguém é preso por um pensamento oculto, tá? a profundidade. Eh, tanto é que a palavra de Deus, voltando lá, que a palavra de Deus nos fala a respeito da da indiferência e tudo de você eh afastar o irmão e tudo isso é uma forma de homicídio, né? E o o aí ele coloca o adultério na condição muito mais profunda da intencionalidade pra gente entender eh que isso tudo ofende a santidade de Deus. Mas no nosso contexto, eh, o que não é feito não é, eh, não precisa ser punido, né? Profundidade divina, lei de Deus, somo invisível. Jesus equipara o pensamento adulto, consumado, como eu já falei. E quando Paulo fala de carne, usa eh grego, o do grego é epitomia, né? Desejos proibidos. Quando ele tá falando da carne, ele usa sempre esse termo, eh, epitomia, desejos pecaminosos que possuem a mesma gravidade jurídica diante de Deus que atos concretos. Então, ciclo fatal aqui, culpa e corrupção, que a gente vai olhando esse ponto, primeiro ponto de de partida ali, nossos atos surgem eh não surgem do vácuo, né? Eles eh brotam da corrupção eh intrínseca, né? daquilo que há no nosso coração. Eh, essa corrupção ela ela se torna hábito, né, natureza e o hábito. E aqui a gente tem, né, a lá em cima a culpa, que é o eixo legal que nós falamos embaixo a corrupção e o acúmulo de dívida. Pecado atual acumula dívida legal imediata. Esse estado de merecimento, de condenação, sujeito o homem à justiça e a ira de Deus. Eh, que Romanos 1:18 fala, né, que os seres humanos foram encerrados aqui debaixo dessa ira de Deus. Romanos 1 18 nos diz assim: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade, perversão dos homens que detém a verdade pela injustiça." Então, mãe e filha, é Agostinho que fala isso, que a corrupção original gera o pecado, que é a mãe, mas o pecado cria novos hábitos que aprofunda a corrupção da natureza, que é a filha. Os hábitos são os filhos, tá? E o pecado eh é a própria mãe. Então, raiz aqui primordial, a palavra de Deus fala que isso é gerado em nós por causa do do desse pecado. Isso nos afasta de Deus, tá? Nos afasta de Deus. Desejo por autonomia. Serpente é o que ela prometeu, né? Como Deus serás, né? conhecedores. Pecado é raíz que raiz dos anjos e dos homens é idêntico rejeitar a dependência. Aqui está. E eu quero abrir um parêntese de novo. A nossa luta para ser igreja é uma luta ativa e por isso que muitos desistem, né? O desigrejado, ele talvez não entendeu essa perspectiva, porque sim, é mais fácil você viver sozinho sendo a sua própria igreja, né? Eu fala assim: "Não, eu sirvo a Cristo, eu sou da igreja de Cristo, não preciso de igreja institucional. Eh, na verdade, isso aqui são raízes de autonomia, de você entender que o evangelho todo diz respeito à dependência. Nós dependemos uns dos outros, dependemos de Deus. O evangelho é relacional. Ele sempre é relacional. Então, nós dependemos uns dos outros, sim. Por mais que a gente tenha problemas, temos, sim, temos conflitos, temos uma série de situações, mas isso não pode tirar a essência daquilo que é viver como igreja. Nós dependemos uns dos outros. E aqui como igreja, nós estamos aprendendo a ser dependentes de Deus. Caso contrário, nós também eh eh quando a gente se isola, eh a gente dita a nossa própria o nossa própria regra, né? Nossa igreja lá, o maneira de viver, o que que eu vou fazer, o que que eu não vou fazer, né? e não percebe que na verdade ele está indo no sentido oposto, completamente oposto. Não estou falando de pessoas que não tenha condições de estar juntos, né? Elas têm os desejo de estar junto, mas às vezes são tolhidas. Tô falando de pessoas que têm total condição de viver como igreja e não querem viver como igreja. O fim em si mesmo, tá? Ah, Agostinho então definiu o orgulho como o abandono daquele a quem a alma deveria unir-se para que o indivíduo se torne, né, um fim absoluto para si mesmo. E essa anatomia do orgulho é CC L que vem falando que este é o pecado eh por trás de todos os pecados. Desde o momento em que acordamos, tentamos tornar o dia para nós mesmos. a parte, a parte de Deus torna-se um mero eh imposto cobrado sobre o tempo que consideramos nosso, tá? Essa é aquilo que nós aprendemos no dia a dia, né? Eh, tornar o nosso dia melhor para nós mesmos. É tudo voltado para nós. Orgulho. Se a gente não entender que a cada novo dia, nova manhã, é a oportunidade que nós temos de glorificar a Deus com os nossos atos, com tudo aquilo que nós temos, eh nós perdemos a perspectiva de fato da vida. Aqui nós temos essa dissimulação, os três véus da alma. é a racionalização, que é a base aqui da razão. Normalmente o pecado é sempre eh é assim eh cometido sobre um pretexto, né, lógico. Sempre tem uma lógica aí. Segueira seletiva, a palavra de Deus fala principalmente Mateus, largueira e atraso, capacidade clínica de ver o próprio estado. Nós vemos o pecado ali a com clareza cristalina, enquanto nosso é invisível para nós mesmos. Jesus falando a respeito disso, tira o argueiro dos teus olhos e você tira a trave, né, do olho do outro. A ocultação ativa é o silêncio. É a tentativa consciência de cobrir os rastos. Como David era antes de ser confrontado por Natã, aí ele diz lá no Salmo 32 que o silêncio dele, enquanto eu calei os meus pecados, né, eh, envelheci, né, e ele fala do de secar os ossos. Então, só olhando a arquitetura aqui das palavras, né? Eh, o pecado, literalmente nós sabemos isso. Então, ramartia, que é o termo que é usado eh para pecado, é exatamente isso, como muitos falam, é você errar o alvo, mas é o desvio, né? Desvio de uma rota. Eh, mas é um tropeço estruturado. Não é porque você errou por por inabilidade, é errou consciente. É como se tivesse brincando aqui de negócio, você fala: "E vou errar você, né? O pecado é isso." E rebelião, quando a palavra de Deus até coloca transgressão, ela está falando de uma revolta direta, insubmissa, deliberada a autoridade constituída. Isso que a gente ouve a palavra de Deus falar de pecado, iniquidade, a minha injustiça, né? Por causa da das faces do pecado. Ah, o pecado quando ele é uma transgressão, a palavra de Deus fala: "Livra-me das transgressões." Transgressão é um ato deliberado de você fazer. Sabendo que era para não fazer, você fez. você transgrediu conscientemente. E assim, nessa classificação do erro, nós precisamos lembrar aqui, ó, só lembrando daquela classificação de lá, sete pecados capitais, a igreja medieval que criou isso, né? pecado lá do orgulho, avareza, luxúria, inveja, eh ira, preguiça, certo? Eh, aí a lembra que eh isso é até colocado em vários filmes, né? E alguns autores eles eh muitas vezes debochado ao longo da história, diziam que se não houvesse o pecados, sete pecados capitais, a vida seria completamente sem graça, né? Mas aquilo que eles entendiam que isso aqui era os pecados, só que a raiz daquilo que foi criado dos sete pecados capitais, não percebia que na verdade há um motor por trás de tudo isso. Há algo muito mais profundo. Para eles era apenas o ato, certo? Isso é uma parte da teologia católica. Por isso que o vigário na terra pode perdoar seu pecado. O esculpado pode te absolver dos seus pecados. Ele é o representante de Deus aqui na terra. Então, lembre disso. A Igreja Católica nunca vai reconhecer. Ela tem um outro sistema salvífico. Ela fala de Jesus, da morte de Cristo, mas ela tem um outro sistema redentivo que você faz a sua confissão auricular, você recebe a penalidade, você cumpre a penalidade, você está livre dela. É uma redenção sem Cristo. Redenção sem Cristo. E aqui a dicotomia bíblica pra gente entender pensamento, palavra e ação. É a progressão intermediária para externalidade visual. É o que a palavra de Deus nos mostra, certo? Pensamento, palavra, ação. Para mostrar que esse pecado ele vai numa progressividade. Palavra de Deus também nos fala de omissão e de comissão. Mas a gente pensa, é melhor omitir do que fazer. Thaago fala: "Aquele que sabe que deve fazer o bem, não faz, tá pecando." Omissão. O pecado da omissão. Eh, dentro do evangelho, os dois funciona do mesmo jeito, precisa do mesmo redentor. A, por mais que o ser humano ache que se ele é, a omissão, ela tem menos imputação de justiça, seria assim, do que a comissão, tá? eh o secreto e o público, que a palavra de Deus também nos mostra, é a mesma relação que precisa de redenção. Por isso que lá em João vai falar concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, tá? São as três frentes que atuam no nosso coração, nos levando para distante eh de Deus e da santidade de Deus. Finalizando, então, só relembrando aqui, então, na visão católica, o pecado eh existe o pecado mortal, separa o pecador da graça santificante, exige matéria grave, pleno conhecimento, total consentimento, resulta em morte direta da alma. E aí vai falar dos pecados veniais, né? A doença não a morte da alma. Matéria leve, sem advertência, não extingue a graça. Passiva de reparação secundária. Coisa estou falando. Para isso tem tem uma gradação. Fala, não tá OK, né? Não tá tá certo não. Isso aí quase aquele negócio. Ah, não, mas todo mundo faz, né? Tá errado, mas tá bom, né? Só que a palavra de Deus é todo pecado é mortal. Essa teologia é reformada, né? Eh, é aquilo que a palavra de Deus nos fala, que todo pecado é rebelião, quebra da lei. Então, o salário do pecado é a morte. Todo pecado é paraa morte. E declara eh que Tiago declara que tropeçar em único ponto torna o homem culpado de toda a lei. Graça não é categoria também. Os pecados dos santos são perdoáveis, não, porque são leves, veniais. Mas a única exclusivamente pela misericórdia de Deus, essa divisão cria falsa paz e ansiedade crônica, né? Que é de um lado do outro. Aí falar assim: "Ai, meu Deus, será que esse pecado é leve ou ser pecado pesado?" "Ah, vamos fazer uma lista aí de pecado pesado, pecado leve." "E agora? Como é que eu sei?" Aí alguns, eu acho que se a gente criar, vem um e cria, fala: "Não, esse aqui é meio leve, meio pesado, né? eh vai criar outras categorias para não cair no pesado, tá? Mas a palavra de Deus vai dizer que eh tudo é pecado, todo pecado é paraa morte. É aqui, como eu falei lá do pecado imperdoável, aí só colocando um gráfico aqui, que é do Anthony Hookman que mostra isso, eh, para o o a capacidade aqui do pecado imperdoável, ele vai nessa trajetória de de arrependimento. Ele não ele não tem essa capacidade, certo? Mente cauterizada, tá? não tem eh capacidade ou exige profunda iluminação prévia, não ocorre por ignorância, eh consiste em transformar consciente o único remédio em veneno. O terror espiritual de tê-lo cometido é a prova cabal de que a pessoa não cometeu, tá? Então quando às vezes a gente fica pensando, ah, e agora, né, é só de temer, cometer o pecado imperdoável, você já sabe que você não cometeu, porque eh você temor a Deus. Pecado imperdoável te leva a distanciar de Deus. Então, a síntese aqui, leia evangelho e o peso do pecado, eh, ali iluminação bidirecional, né, para compreender plenamente a falta humana, ela deve ser eh através da dupla lente da lei, né, que eh deixa eu ler aqui. que a após a dívida, após a dívida exata, né? Isso. E o veredito eh de Anselmo, ele vai dizer: "Ora, você ainda não refletiu sobre o quão imenso é o peso do pecado. Olhar para a cruz e ouvir o brado de abandono de Cristo diz mais sobre a gravidade da iniquidade do que qualquer diagnóstico teológico isolado." E a resolução final, o estudo meticuloso de intenções, corrupções e matrizes do pecado, tem o único objetivo, destruir a ilusão de nossa própria justiça, para que o evangelho deixe de ser o mero conselho religioso e se torne a única única cura vital, estrutural possível, tá? Essa é a nossa conclusão e de a gente poder entender que somente a cruz de Cristo poderia eh anular os efeitos do pecado original. Somente Cristo Jesus. Amém. Nós vamos orar agradecendo a Deus mais uma vez. Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai, depois de ouvir aquilo que a tua palavra nos mostra, agradecer ao Senhor mais uma vez por tão grande salvação e rogar do Senhor, ó Deus, que nos ajude ao compreender a tua palavra, que ela, ó Deus, norteia a nossa vida por completo e que a cada dia, ó Deus, a tua palavra nos limpe e nos leve, ó Deus, a uma vida de santificação. Abençoe-nos, ó Deus. Alegra o nosso coração com aquilo que Cristo fez, ó Deus. que a obra redentiva de Cristo possa, ó Deus, transformar, ó Deus, completamente a nossa vida, ó Deus, tanto a nossa mente quanto a nossa vontade, emoções, o nosso corpo, ó Deus, tudo isso, ó Deus, possa ser transformador sobre nós. Nos abençoe, ó Deus, nos dê uma boa noite de descanso. Nós oramos, ó Deus, em nome de Cristo Jesus. Amém. Que Deus nos abençoe, nos dê uma boa noite em nome de Jesus.