A Bíblia está ultrapassada? BTPapo 108
17/04/2026
A Bíblia está ultrapassada? BTPapo 108
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Er >> [música] [música] >> Parece ó Cacau, eu mutei o teu fone. Pera aí, mas eu não quero agora. Te voltei. Voltei. Gente, interessa calar Cacau Marques. >> A quem interessa calarte, hein, cara? Quem interesse. Não, >> não, não conheço esse meme. É quem interessa calar. É uma frase que eu já ouvi, mas não sabia que era de >> Foi uma foi uma candidata a algum cargo aí, uma prefeitura aí >> e alguma cidade de um partido pequeno e aí acontece um dá uma falha no microfone ou >> aí ela pergunta quem interessa calar. >> Ah, falou, mas boa, tá certo, tá certo. Quem interaçado que tipo foi ninguém interessava porque ela quase não tinha voto, entendeu? Ninguém tava muito preocupado. >> Puxa vida, caramba. Aí, aí, aí é triste, né? Quando a pessoa acha que é alguma coisa, mano, eu lembro, ah, eu não vou citar o nome da pessoa, >> não, não sei se ela é alguma coisa. Também tem aqui falando, eu nem conheço, né? >> Mas assim, para aquela eleição não fazia muito. >> Exato. Exato. Galera, fala com a gente aqui, pessoal, se tá é se o meu áudio tá bom, se meu áudio tá mais baixo que o do Cacau. Do Cacau eu sei que tá excelente. Sei que do Cacau tá excelente. Teu áudio tá bom, mano. Será que eu tô com problema aqui nesse microfone, né? Eu preciso resolver. É, mas como >> eu tô o conector aqui do fone do retorno, >> hum. >> Ele acho que ele tá sujo, cara, porque tá muito >> só tu usa retorno também, né? Tu é o único cara que grava podcast. >> Não, não, eu tô ouvindo Não, para eu ouvir você. >> Ah, você vou te ouvir, >> tu ouve. Ah, mas daí tu computador, você viu que quando eu entrei eu falei: "Você tá, você tá me ouvindo?" Você falou: "Tô." Eu fiquei mexendo aqui >> porque tá com maior contato. Eu acho que é, tá sujo, porque ele não tem tampinha. Ach, Mas, mas se é só para me ouvir, tu pode espetar no teu computador também, né? Que tu não precisa me ouvir pelo teu microfone, >> cara. Eu eu não sei porque eu não sei se é se >> ó, porque esse meu microfone aqui é esse esse meu microfone ele também tem entrada para fone, mas >> não, mas eu posso botar meu retorno no computador também. >> É, então como é que faz isso? Gente, olha só, diga aí a cidade que você é. Tem uma galerinha que a gente conhece aqui, Douglas. Douglas é o nosso web master. Gente, como é que é o cara que cuida? O cara do site. Quem é o cara do site? O nosso é o Douglas. Tem o Paulinho Degaspar. Mas que que o que que tu é nosso além de amigo, parceiro de ministério, Douglas cuida do nosso site, faz um monte de coisa legal, tá? [roncando] Temos aqui eh a áudio tá ótimo, mas o Cacau tá um pouco mais alto. É porque o Cacau é a voz como de muitas águas, né? Eh, Cacau, baixa um pouquinho o teu só então porque para eu não precisar aumentar o meu, porque o teu tá alto mesmo e eu não quero mudar aqui no teu. Deixa eu ver aqui como é que tá configurações de microfone. Eu vou botar o teu ajustar automaticamente, então, Cacau. Só >> você, você é melhor você controlar aí, né? >> É, beleza. Ó, tem gente que é de Porto Alegre, da Emily, tem o Nico que está aqui, Cacau, que está nos levando para Portugal para a gente ter lá o nosso betpapo, eh, BT BTD, quer dizer, aqui é o [roncando] Douglas que eu falei anteriormente. Tá bom, pessoal perguntou, betpapo não era sexta, gente, agora é quinzenalmente na quinta. É um programa de quinta, né? Nossa. >> E agora é ao vivo. >> E agora é ao vivo. Bom, tem gente de Sorocaba, cara. O que que deu do prefeito? Não, melhor não tocar nesse assunto. Sorocaba, boa cidade, tem praia, galera do grão. >> Sorocaba, tem praia onde, cara? >> Não sei. O prefeito fez uma praia lá em Sorocaba, cara. Eu não sei como é que tá aquilo, mas é praia de água doce. Tá. >> É, eu acho que é. Depois o pessoal de Sorocaba faz uma praia de litoral mesmo. Não, Sorocaba, interior. Aqui >> não tem, não tem, não tem. Não tem. >> Cidade boa mesmo. Aqui essa região aqui, ó, toda é muito boa, viu? >> É, né? Eu moraria em Nova Odessa, Hortolândia moraria. >> Ortolândia é a pior cidade da região. Hortolândia é a pior cidade da região. É, é mais baixo. >> É, não moraria em São Gonçalo, mas vou pregar lá, tá gente? Vou est em São Gonçalo. Gama, o Gama é o seguinte, nosso amigo Leandro, gente boa para caramba. Eh, o Gama tem o melhor hambúrguer que eu já comi na minha vida, Cacau. Eu acho, eu acho que tá entre meus top cinco hambúrguer. É, eu comi lá no gama. >> Leandro, ele é meio tom acima, né? Leandro sustenido. >> Sustenido. Nossa, aí é uma piada de músico mesmo. Eu não se o Leandro não sei se é músico, ele é teólogo, professor de teologia na comunidade dele. Tá, Bib. Eh, não, a gente, calma, a gente vai responder uma pergunta. O pessoal já tá mandando. O Jim Neutron aqui já tá mandando pergunta. Jim, segura tua pergunta, tá? Depois a gente responde, beleza? E se quiser mandar um super chat também. >> É, deve ser um canal de games, né? É, deve ser, deve ser. Mas para mim é dim neutro. Foi mal. Feira de Santana, Bahia. Tá tendo uma >> Já f já Já fui numa festa fantasia vestido de di neutro. >> Sério, cara? Mano, qual é o personagem que tu criou numa festa fantasia na tua igreja? Que mano, eu sinceramente eu faria um canal notificador. >> Não foi festa fantasia, foi na EBF. Eu fui o medo. >> Não, não, não, não, não, não. Tu tava de e é teológico, alguma coisa assim. Tu tava meio que fantasiado? Não, não criei não. Eu não criei não. É uma cantata isso aí de criança. Eu fiz o personagem teológico. É o professor teológico. >> Cara, mano, assim, ó, deixa eu falar aqui publicamente para termos testemunhas. Mano, quando estourou o TikTok, eu pensei em criar um personagem para o TikTok, tá ligado? Entrar lá com um personagem e seria o professor Té, tá ligado? Eu ia botar uma peruca, um meio que um guarda-pó branco. Eu ia criar um personagem para tentar engrenar lá no TikTok. Mas cara, eu não consigo usar o TikTok, não gosto. Enfim, >> o TikTok é muito legal que as pessoas chegam já com preconceito nele. Não precisa. >> Total, total, total. Só fazer a mesma coisa que você faz no reals. Já funciona. >> Exato. Mas eu não gosto da skin dele, tá ligado? Eu não gosto da skin do TikTok. É uma parada. >> O programa de TikTok é o scroll infinito. Nossa, que é que o Instagram também tem, né? Mas o TikTok é >> cara, tem uma lei tem uma lei que tá, cara, alguém que tem uma lei que tá para proibir isso aí, se é que já não proibidão tentando mexer. >> É, tão tentando, mano. Então, o que acontece? E aí eu ia criar o professor Té, tá ligado, para tentar engrenar lá no no TikTok, tal, mas no fundo, né, não saiu do papel a ideia. E aí quando eu vi o teu Té, o lógico ele, mano, melhor que professor Té. E cara, tu devia fazer isso aí lá no TikTok, cara. O Té >> não, esse aí já é de uma cantata feita aí que alguém que escreveu. Eu não sei, eu eu gostaria muito de dar os créditos aqui. >> Ah, tá. Eu não sei qual que é. Não fui eu. Só tava fazendo personagem. Quem dirigiu tudo foi a Nat. Eu não sei como é que é. É, o pessoal tá perguntando o teu gato, cara. Thiago João Pereira, ô Thiago, tu é o Thiago de Tubarão? Gente boa, gente boa. Esqueci o nome da tua mulher também, meu. Muito ligado. Se é o pessoal que eu tô pensando. Thiago, parece o Thiago lá de Tubarão. Gente boa, pô. O cara me levou em Tubarão, me tratou super bem. Lá que eu conheci o Galego, meu amigo também. Sensac. Mas se for, se não for esse Thiago também espero que você seja gente boa. Se for o Thiago que eu tô pensando, gente boa também, a esposa dele envolvida no universo autista. Pessoal sensacional assim. Eh, enfim, cara. Olha, é isso. Eu vou, eu já pensei em ir pro TikTok com o personagem com o professor Té, mas não, não tive, cara. Precisa, mano. Aí vem uma parada que eu quero parabenizar os creators, assim, eh, eu acompanho um pouco os bastidores de alguns creators e tal e, mano, é um e a galera acha que não é trabalho, né? Ah, que é só é que é só gravar um videozinho e tal. Mano, essa galera que vive disso é roteiro, velho. É roteiro atrás de roteiro. É brainstorm. Sim, marido da Manuela. Pô, gente, que vocês são um casal muito querido, tá? Deus abençoe muito vocês. Eh, da Manu, claro, da Manu. A Manu tava na minha cabeça, da Manuela. E cara, e assim, Cacau, ser creator, você produzir conteúdo e tal, mano, é um é um baita trabalho, mano. É um baita trabalho. Eu sempre levei muito a sério o trabalho do comediante, do creator, o Cacau, pelo jeito. Não, mentira. >> Não, não é que eu acho que todo trabalho tem seus usos e abusos, né? Isso não. >> Poderia dizer assim, por exemplo, jogador de futebol é um baita trabalho, pô. Exigente para caramba. Fico pensando exigente. Concordo. >> O cara nunca tá totalmente de férias, né? Porque ele tem que cuidar do corpo e tal. >> Exato. >> Dependendo do nível que ele Mas >> tem usos e abusos, né? Não sei. >> O Ronaldinho Gaúcho parecia não seguir muito essa regra. Sacanagem. >> Acho que eu tô meio amargo, né? Desculpa, eu fui meio, não precisava ter sido >> não tem problema, cacau. Você é um cacau meio amar. Não, tá tudo bem. O cacau meio amargo. É. Tá, tá tranquilo. >> Quanto mais cacau, mais amargo. >> Exatamente. Tal. Acho que foi mais, foi mais forte que eu. Fiz uma cara meio >> é não. Talvez o que tu possa pensar e talvez te conhecendo um pouco é isso, né, cara? Pô, é um trabalho que tem uma grande remuneração e tal. E a >> Não, mas não tem. Aí, aí eu aí eu tô mais com você porque não tem, né? É uma ilusão. Alguns tm, né? Alguns tem, mas tem uma galera que trabalha tanto quanto e não consegue, né? É verdade, cara. Tem esse tem esse mundo aí dos creators falidos, cara. É >> o Ed Castro falou sobre isso dos creators falidos que até mantém um certo status, mas não consegue. >> Adiro é admiro muito quem consegue fazer uma parada consistente com conteúdo legal assim. >> Uhum. >> Eh, aí tem os nichos, né? Então tem nicho que não me atrai. Tem nicho até que várias >> tem nicho até que me dá assim meio umas uma carinha assim de que, tipo, não sei porque que existe, mas para outros é importante. Para mim não é. >> Mas ainda assim eu só você se dedicar ali de fazer um negócio legal, né? Agora eu tenho um pouco de dó também, cara. Eh, essas mudanças muito de algoritmo, né? >> Do nada muda tudo. Aí os cara tem que correr atrás. >> É, pr, >> mano, eu eu descobri já alguns ex-alunos meus que são relativamente grandes assim na internet. Uma ex-aluna minha >> é bombada no TikTok de coisa de 4 milhões de seguidores. Eu descobri assim um mês atrás. >> Até a nossa amiga Ktia segue ela. Eu vi lá que seguia. Comecei a conversar, a Ctia falou: "Não, ela é importante nesse ramo da maquiagem, tudo que já é um ramo que eu não tenho ranço. Eu acho legal para caramba". A gente já falou sobre isso aqui. >> Sério? É, eu acho legal aquelas coisas de maquiagem cada passada de mão. Mas tem outros, tem um que até ficou meio bombou aí com vídeo gospel de piadinha que eu nem achei de tão bom gosto, mas ele tinha lá seus 200.000 seguidores, tal. E tinha um ex-aluno meu que era muito de parada de treino, de sei lá, acho que ele fez educação física, tal, só que era uma pegada bem assim >> social, política, super legal assim, sabe? Ele tinha uma reflexão assim e tal. >> Uhum. >> Aí, cara, do nada desapareceu para mim. Eu nunca mais vi nada dele. >> Caramba. >> Nunca mais. É, então, tipo, muda o algoritmo, né? Muda tudo, né, cara? >> Muda, muda o algoritmo. >> Aí eu fico meio com dó dessa galera assim, né? Do nada. Mas cara, essa galera, os grandes, eles estão toda hora, tem, a equipe deles tá tipo direto nisso aí, entendeu? e correndo atrás dos porque assim, por exemplo, eu >> então, mas aí a galera que tem equipe, né, que chegou num tamanho para ter equipe, quem faz tudo sozinho, mano, para correr atrás é tenso. É, mas tem uns caras, mano, de vez em quando esses caras aparecem para mim falando dos algoritos, porque assim, o o cara do Instagram, por exemplo, que é a plataforma que eu mais uso, ele todo momento ele tá falando um dos caras lá do ó tem ele, ó, mudou isso aqui, aqui agora, tal. E aí sempre tem uma galera, o One ONEI Araújo, por exemplo, é um cara que tá que eu sigo que de vez em quando ele tá falando das mudanças e o que você tem que fazer a partir de agora e tal, mas cara, é meio chato mesmo, é meio chato. E mas enfim, é o todo trabalho tem os seus tem os seus e outra, nem sempre você tá a fim de gravar o conteúdo e tal. >> Sim. E e e aí você tem que você tem que fazer, você tem a pub para fazer, você tem eh comprar, equipamento, comprem esse negócio que a galera acha, não, mete um celular, começa, tá tudo bem, você começa, cara. >> Exato. >> Não adianta, você vai adquirindo mais coisas, você vai querendo investir mais, você vai e e se engana quem pensa >> se engana quem pensa que o cara tá investindo mais, porque ele acha que com isso ele vai chegar não sei aonde. >> Não >> é que ele tá gostando de fazer, ele tá gostando, ele tá querendo, ele ele vai, sabe? Eu quero fazer agora, eu quero fazer isso. Isso, eu preciso dessa outra coisa. Então, nem sempre ele faz a conta. Isso aqui vai aumentar meu não vai aumentar, mas o cara vai, entendeu? É uma parada aqui. >> Exato. Exato. É, não, eu, por exemplo, eu eu em termos, eu aqui no no YouTube, né? Lembra que ano passado a gente gravou muito em estúdio e tal, né? Fiz uma movimentação, gastei uma grana >> e não aumentou os números de views aqui no YouTube, entendeu? Aí eu voltei pro tradicional, até faz em vídeo, mas cada um na sua casa agora e tal. Claro que é muito legal estar no estúdio com a galera. Mas, mano, vou te falar, a Thaís Linares tem, sei lá, 6 milhões de seguidores e e eu paro para ver ela limpar o banheiro dela, mano, porque é muito engraçado. Ela é muito engraçada, mano. Ela só usa, ela só usa um celular, claro, né? Não é qualquer celular, com certeza deve ser o último iPhone e um tripé, velho. Então, assim, e ela com a e o microfonezinho de bolinha e tal, e ela, cara, né, meu, ela faz as publes dela. Claro que é quando ela faz a publicidade oficial da marca dela, tá build, aí ela vai, >> os caras já contratam filme videomake, tal. Exato. É uma parada gigante, mas o dia a dia dela mesmo é com o celular, cara. Ali com o celular, o microfonezinho e claro, né, mano? Mas aí vem o lance, é o carisma, >> mas é o microfonezinho, entendeu? Porque quem começa começa com o celular sem nada. >> Exato. São ritmos diferentes, mas vai aquisições, né? >> Vai, vai, vai. Não vai. Legal. É legal. >> Ó, se você pega um a partir do iPhone 14, você já tem uma boa imagem. Show. A, mas a gente tá falando aí de um celular de quatro conto o aí você quer o você tem microfonezinho de 200 pila, entendeu? Mas você quer um melhorzinho e >> e bom e bom. >> E bom. É, mas >> cara, falando nisso, outro, cara, tem uma tem uma publicidade que um tempo atrás aparecia para mim. >> É, >> porque assim, o TikTok tem o TikTok Shop, né, >> cara? Tá bom, fica. Então, tem muita publicidade TikTok que a galera ganha dinheiro com isso, né? >> E e eu nunca comprei nada lá, nem nada, mas >> Uhum. Tinha uma publicidade, cara, que era muito tosca, que era de um microfone para podcast. E aí os caras, pelo menos eles foram honestos de usar de fato o microfone que eles estavam anunciando. >> Aham. >> Mas é muito ruim. Mas é muito ruim. É, é assim, é um nível de >> É, é o, o som fica tão comprimido que, tipo assim, fica, nossa, horrível, horrível, horrível. E os caras f como ter essa qualidade de áudio? Fala, me ensina porque eu não quero ter nunca. [risadas] >> Exatamente. >> Como ter para eu nunca ter, >> cara? Muito ruim. E a imagem era boa até os caras fizeram com luz natural. Ficou legal até, né? >> Uhum. >> Mas >> cara, aliás, fica uma dica para você criator. >> Vou botei, botei aqui. Vamos pro tema em tr. Ó, uma dica para você, creator, cara, descobrir que tem supressão de ruído no próprio iPhone, cara. Muito legal. >> Então, mas aí que é o lance. A galera usa supressão de ruído e dependendo do lugar que ela tá, fica horrível. Ah, pode ser. Mas eu já usei no aeroporto. Ficou bom, cara. Até ficou bom. B falar esses microfoninho mesmo Holy Land, se você tiver um lugar muito barulhento, o eliminador de ruído não fica legal, cara. >> Não, não faz milagre não, cara. Não faz milagre não. Enfim, você abre a sua câmera aqui, ó. Tá beleza? Aí você clica lá, você puxa lá em cima a central de comando. Cadê? Você puxa a central de comando lá em cima. Aí você clica nesse verdinho, ó. Aí aqui você tem, ó, o isolamento de o isolamento de voz, que no caso o meu não tá dando para para colocar, mas deve ter algum esquema que dá para você colocar. O meu não tava dando agora. Eh, enfim, o que eu usei foi o microfone mesmo. Aquele dia no aeroporto. Ficou bom até. Mas cagal, vamos para o tema agora. E v tem até abertura, não é porque é ao vivo que não tem abertura. Isso aqui é organizado. Tá achando o quê? Vamos botar abertura. Talka apresenta PT Papo, uma conversa regada bíblia, teologia e risadas. Ah, esse preto tem que cortar. É, eu pedi pro Rafa cortar isso. A gente fica esse aquela tela preta ali por um tempo. Caká, o tema hoje é sobre a gente lê a pergunta ou não? Vamos direto pro tema e não conseg >> Vamos direto pro tema que eu eu explico um pouquinho sobre a pergunta. Vai. >> Beleza. Então nem vou ler a pergunta então, né? >> Mas vamos lá, Cacau. A gente tem esse volte e meia, né? Há algumas décadas atrás, é a primeira vez que eu me eu me deparei com uma reportagem da Super Interessante, aquela antiga revista de >> Todo ano tinha pelo menos uma. todo ano tinha e tal, né? Ah, repórter tenta viver conforme a Bíblia Sagrada hoje e tal. Daí ia lá o repórter da super interessante, ou não sei se era um repórter americano e tal, mas era uma matéria da super interessante. E aí o cara com vestimenta de roupa, né, dos tempos bíblicos, comendo, seguindo as dietas alimentares e tal. Aí meio que a reportagem queria mostrar quão absurdo e quão ultrapassado é você viver conforme a Bíblia, né? esse livro antigo, esse livro caquético. É, ainda hoje, né, eu nunca mais vi reportagens dessa natureza, mas ainda hoje você vê comentários, né, de pessoas que é de ateus ou agnósticos, enfim, é tipo assim, cara, não faz sentido nós seguirmos um livro tão antigo, né, um livro tão eh ultrapassado, eh, com regras eh de um povo bárbaro, né, ou seja, de um tempo que não se tinha civilização como nós, né, a civilização avançou e não faz sentido nós seguirmos um livro que ficou lá atrás e tal. Então, volta e meia se vem essa essa ideia de que a Bíblia está ultrapassada, de que a Bíblia é machista, de que a Bíblia promove a escravidão, aquela coisa toda. Então, sempre vem esse esse tipo de comentário, esse tipo de eh acusação ou afirmação acerca da Bíblia Sagrada, né? Então, como é que a gente entende, como é que a gente processa essas questões? Como é que nós respondemos? >> Fal tema. O tema é a Bíblia. >> Frasezinha. >> Qual é a frasezinha? Ih, rapaz, ultrapassada. É isso. É a pergunta é essa, né? É porque agora [risadas] o Rafa não vai botar na tela, né? A Bíblia está ultrapassada. >> É, o lance é o seguinte, que eu falei da pergunta que a gente não vai agora entendi qual que foi a confusão. A pergunta original que o nosso seguidor fez, >> porque a pergunta ela, a pergunta dele era mais ou menos como é que a gente faz para conciliar? >> Opa, fala alguma coisa aí, >> eu Oi. Eu tô falando alguma coisa. Não, não, não, não precisa ler não. Como é que a gente faz para conciliar um livro tão antigo com a vida moderna, né? Basicamente é o, é tipo assim, é, >> então como é que a gente atualiza [risadas] >> a vivência da escritura? Então, eh, isso eu fiquei pensando nisso. Primeiro que eu acho que é um tema muito legal pra gente tratar, [roncando] >> né? E eh porque eh eu acho que passa por uma questão especial assim que é como a gente encara a Bíblia hoje, porque facilmente alguém poderia dizer assim: "Eh, não é pela fé, a gente acredita ali que é a palavra de Deus e vive, tá? Tudo bem, é isso mesmo." Só que primeiro que a gente tem que entender o que é que esse livro tá falando, né? No meu livro Palavras que transforma, [risadas] eu eu tenho eu faço uma introdução lá dizendo que a gente pode ler os livros de maneiras erradas, né? E aí eu conto uma história de alguém que deu um de presente para uma outra pessoa um livro de receita e quando encontrou de novo com a com o a pessoa presente, a pessoa que presenteou se encontra com presenteado. O presenteado fala: "Não gostei do livro que você me deu. O eu não consegui entender quem são os personagens. Os capítulos não se relacionam entre si. A história não leva para lugar nenhum, né? Então ele tá lendo o livro de receita como se fosse um romance, né? A gente faz muito isso com a Bíblia. A gente faz muito isso com a Bíblia. pega a Bíblia e olha para ela de uma forma eh que é uma forma eh de uma regra de etiqueta, né? Eh ou ou alguma outra coisa. E um um dos erros que a gente comete é pensar que a Bíblia é uma espécie de comentário da vida, sabe? eh uma uma afirmação de uma ideia eh a respeito de como a vida é ou uma afirmação de uma de uma mera interpretação sobre a realidade e tal. E não é exatamente o que ela é, né? A Bíblia é um testemunho. Oi, pode falar. >> Pausa, pausa. Não, vamos lá. Não perde esse frio da meada aí porque tu vai responder, né? Pode deixar. Mas aí eu queria fazer um adendo nessa tua, eu queria ampliar essa tua colocação, por em parte, eh, existe uma parcela na E aí tu me corrige se eu tiver errado. Cacau, me ajuda aqui. >> É que eu tô pensando tudo isso, gente, só não tem pauta o betpapo, tá? A gente fala o tema e se encontra aqui agora na frente. Tem o tema e a gente se encontra aqui na frente de vocês. Não tem ensaio, a gente nem sempre conversa antes e tal. Eh, às vezes eu tô mais preocupado com o assunto aleatório do que com a pauta, tá? Eh, mas o que acontece, Cacau, vê, acompanha meu raciocínio e vê se tu concorda. >> Parece que em parte a culpa das pessoas também pensarem a Bíblia dessa maneira está com uma parcela do cristianismo, >> que é isso no sentido de que não, a Bíblia é a palavra de Deus, a gente tem que viver conforme a Bíblia. >> E e existe uma parcela do cristianismo que nem essa parcela sabe interpretar as escrituras. E aí pega, por exemplo, passagens do Antigo Testamento, algumas até do Novo, >> e querem transportar ela para hoje, né, de forma literal. >> Uhum. >> E ou literalista, enfim. E aí aonde acaba tendo alguma confusão, né? Porque não é a palavra de Deus, tem que obedecer a palavra de Deus. E aí você tem, por exemplo, uma série de regras que foram criadas em alguns movimentos ao longo dos séculos, que era diretamente das Escrituras. só com uma leitura eh errada, por assim dizer, das escrituras. Vou dar um exemplo aqui, coisas que eu vivi, tá bom, gente? Isso aqui não é uma crítica, é o que eu vivi estando no movimento pentecostal por eh 14 eh 14, 15 anos, né? Então assim, tinha regras que nós tínhamos na nossa comunidade que nós tínhamos que obedecer porque é a palavra de Deus. Então não podia usar determinadas vestimentas ou não ter eh o meu eh cavanhaque ou cafanh cavanha, né? É com v, né? >> Cafanhque com v. >> É. Então eu não podia ter o meu cavanhaque porque não posso. É modismo, é do mundo, né? Barba, nem pensar, né? Porque imagina, né? Isso é coisa de comunista. Ainda mais o movimento pentecostal brasileiro que tem uma efervescência muito com a ditadura militar. Então tinha esse não, Barba é coisa de comunista e tal, não pode ter bigode, podia porque é coisa de militar, né? Mas todas essas regras se tinha muito um pano de fundo bíblico, entende? Não, porque a gente não pode ter isso, porque o próprio José fez a barba para estar na presença de faraó, sabe? E aí determinadas roupas e tal. A própria igreja do véu, por exemplo, que obriga as mulheres a utilizarem véu, em última análise, estão cumprindo uma ordem do apóstolo Paulo, né? Então tem uma parcela do cristianismo que de alguma forma fomenta também esse tipo de reação de algumas pessoas. Não, essa galera tá querendo viver, tá dizendo que a Bíblia é a palavra de Deus, tem que a gente tem que viver o que tá escrito ali, né? Então, às vezes o próprio movimento cristão falha com a interpretação. >> É. Então, e aí o que que a gente tem, né, na na Bíblia de fato, então, a gente tem esse testemunho de uma realidade, entendeu? eh um testemunho de uma de um evento, vamos dizer assim, né? Que não é só de um evento, é de vários eventos, né? Mas acima de tudo de um evento, que é a própria vida e morte de Jesus Cristo, né? Eh, tem um um texto muito legal do Calbart que chama aí o selo Cbart, texto muito legal do Cbart que de chama e o o mundo novo na Bíblia, né? o novo mundo da Bíblia, alguma coisa assim, em que ele vai dizer: "O que é que a gente encontra na Bíblia, né? Ele fala: "Na Bíblia a gente encontra um mundo novo, né? Então, se você for pra Bíblia procurando história, você vai achar história. Se for pra Bíblia procurando lei, você vai achar lei. Se for pra Bíblia procurando religião, você vai achar religião. Mas ela tem muito mais para oferecer do que isso, né? Se você deixar que ela guie busca, >> essa é a, essa é uma boa pergunta, hein? Quando eu me aproximo da Bíblia, o que que eu estou procurando? Cara, >> é isso é. >> E aí ele tem uma hora que ele até bota assim como se a Bíblia tivesse falando: "Olha, você vai encontrar isso que você tá procurando agora se você quiser saber o que eu quero te dizer", né? >> Eh, e aí ele fala desse mundo novo que se encontra e essa ideia do Bartiné de que a Bíblia, na Bíblia, a gente tem um encontro real com Cristo, né? Eh, mas isso é uma coisa que fica muito teológica e e paraa prática ela às vezes não não se desdobra de maneira muito muito direta. Então, vamos ser um pouquinho mais prático aqui. Eh, pensa, a Bíblia, ela é um testemunho de um evento, certo? De vários eventos, mas que culminam no evento, que é na vida e morte do nosso Senhor Jesus Cristo. É, nesse evento nós entendemos que Deus entrou na história e é a partir desse evento que tudo a gente interpreta, tanto que vem depois quanto o que vem antes, certo? É, a partir desse evento, não faz muito sentido a gente perguntar se um evento é ultrapassado ou se um documento histórico é ultrapassado. Faz sentido, por exemplo, se eu pego um livro que fala de um período histórico, né, sei lá, eh, sei lá, uma Casagrande sem zala, por exemplo, né, do Gilberto Freire, alguém pode falar, esse livro tá tá ultrapassado como interpretação da história, ele tá ultrapassado, né? Mas ninguém pode falar assim: "A carta de Peru Vagaminha tá ultrapassada". Como assim tá ultrapassada? Ela, né? Ela ela é ali um documento histórico. Você pode falar, ele tava errado. Aí você pode, você pode falar, a Bíblia tava errada, você pode falar, né? Mas ela é um documento sobre esse evento. Tudo bem? Aí, qual que é a ideia da fé? Não é só a fé que o texto bíblico tá certo, é a fé de que esse evento é Deus entrando na história, testemunha de maneira fidedigna pela Escritura e que isso então me faz moldar minha vida, entendeu? Então eu não sei se eu tô conseguindo ser muito claro, mas assim, eu posso olhar pra Bíblia de maneira histórica, eu posso olhar para ela contida no seu contexto, porque essa revelação é histórica. Ela se deu num momento histórico e ela se deu dentro daqueles parâmetros históricos, mas ali eu não tô me encontrando apenas com aquele texto. Eu tô tomando contato com a realidade de quem Deus é em relação a mim hoje, inclusive esse mesmo Deus, a partir desse evento testemunhado na escritura. Então o meu relacionamento com Deus não fica apenas mediado por um livro, eu também me relaciono com com ele agora. E aí eu tenho essa essa relação envolvendo alguns elementos. Tem o texto bíblico que me comunica sobre essa realidade histórica e me faz repensar a vida toda, me faz olhar de novo e falar o que é que é o mundo a partir da história, né? Como que eu interpreto o mundo a partir dessa história. Me faz olhar para Deus que está atuando hoje, que não é só um personagem desse livro, mas está atuando hoje. E me faz olhar também para essa comunidade que é formada ao redor desse livro, entendeu? E nessa comunidade que é formada ao redor desse livro, que se manifesta esse impacto todo, porque essa comunidade é viva através da história. Então, a atualização ela se [risadas] dá [suspirando] nesse convívio com a escritura, com Deus agindo em nós, em comunidade, no tempo presente. Por isso que eu chego lá no no em Colossenses e vejo Paulo falando assim: "Olha, se disp novo homem". E esse revestido novo homem, ele coloca algumas características muito pessoais para cada um de nós ser. É para não falar mentira, né? Para ter agir de maneira bondosa para com todo mundo, sei que lá tal. Mas chega num momento que ele fala assim: "Neste novo homem não tem mais judeu, nem grego, nem escravo, nem livre, nem bárbaro, nem cita. Cristo é tudo em todos. Então esse novo homem é Cristo em nós, porque ele fala eh Cristo que é a nossa vida. Quando ele se manifestar, nós seremos manifestados com ele. Cristo é a nossa vida. E esse Cristo, que é a nossa vida, se manifesta também nessas relações na nas quais agora já não há mais nem judeu, nem grego. Então, a Bíblia ela é para ser vivida como esse testemunho do Cristo que invade a história e continua vivo até nós e Cristo não tá ultrapassado. Então, o que que é e deixa eu tentar esclarecer isso da maneira melhor que eu puder. O que que significa? Segundo o paradigma da Bíblia, a renovação não vem pela modernidade. A renovação vem pelo me aproximar do Cristo eterno que tá vivo hoje, inclusive, entendeu? >> Temporal. É, ele é eterno. Ele é eterno. Então, hoje eu consigo me relacionar com esse Cristo. Amanhã eu consigo me relacionar com esse Cristo e ele vai manifestar a sua, o seu caráter no mundo. E é o caráter imutável com o qual eu entro em contato também na escritura, entendeu? Então, a gente perde um pouco essa ideia porque a gente pensa que a Bíblia é um conjunto das melhores ideias religiosas que os seres humanos tiveram lá no primeiro século. E de lá para cá ninguém conseguiu criar uma obra melhor que essa, não é isso? Ele é um testemunho de um evento que aconteceu e que aconteceu com a morte, ressurreição, Jesus, ascensão ao céu e um testemunho de que esse mesmo Cristo continuou agindo através da história. E ele uma hora esse livro acaba, ele não continua para sempre, mas o Cristo continua agindo para sempre e ele continua agindo até hoje. E, e eu acho que é aí que a gente acaba se perdendo um pouco, porque é óbvio que como uma revelação que foi dada num tempo e num espaço para um povo, né, ela vai ter as suas contingências históricas, ela vai ter as suas adaptações culturais. E é muito louco porque até mesmo em temas delicados, se a gente pega a Bíblia, ela tá ela é como se ela lançasse até uma sementinha de mudança já ali, né? A a própria questão da escravidão, né? Paulo subverte, né? Ele não fala para acabar com a escravidão, mas ó, entre vocês não tem isso. A relação de vocês é entre irmãos, né? Então assim, >> esse tema é um tema também pra gente abordar no betpapo aqui. Parece bem que eu acho que já tem BTQ sobre isso. Tem, inclusive eu participei, >> mas a gente pode abordar no betpapo aqui também porque é muito interessante, muito mais surpreendente do que às vezes pessoas pensam. Luiz tá me ligando. >> Luiz tá me ligando. Sabe que ele não tá? É, sabe que ele não tá vendo? >> Mano, eu tô trabalhando, cara. O Luiz tá me ligando. >> Ligando. Ah, o Luiz tá te ligando. [risadas] >> Que foi, mano? que foi, tô ao vivo, tô ao vivo, né? >> Deve dar, >> é, ou tá dando algum problema e ele tá é, ele tá vai eh ele vai, deixa eu fechar o WhatsApp aqui que daí não, ele não me liga, cara. Então assim, eh, então até mesmo em temas delicados, eh, você percebe que a Bíblia ela tem uma assim, tipo, um avanço, né? Ah, porque a Bíblia, o tema das mulheres ou aqui, cara, até mesmo nesses temas, mano, quando Paulo dá orientação, né, lá lá aos Efésios, mano, eh, meu é é avançado demais paraa época, entendeu? Se você vai comparar, entendeu? Só que, claro, não pode. Eu acho que, se não me engano, até o Stanley Porter fala isso no livro Igualitarismo Bíblico, né? Não, não, assim, eh, eh, tem coisas que você tem que tomar até muito cuidado no que era falado, porque não era uma revolução que se queria causar, né? Não é uma revolução, mas é justamente uma mudança que começa de dentro, entendeu? Uma mudança que começa de dentro, não é nenhum problema, tá? O Luís me ligou sem querer duas vezes. Mas então é esse é o lance. E e aí só o que eu queria concluir assim, porque que é onde dá muita confusão, é que a gente precisa aprender a entender que a Bíblia é a palavra de Deus. Ela mostra essa relação com o Cristo eterno, ou seja, que tá fora do tempo e do espaço, entendeu? Cristo é para nós hoje, é o nosso Deus hoje, nós nos relacionamos com ele. Achei muito legal eh que você falou que ele não é só um personagem desse livro, né? >> E o que acontece? E a figura histórica de Cristo que nós temos é uma figura de fato histórica e que por ser uma figura histórica, tem questões do seu tempo que está ali. Então tem coisas que Cristo fala que refletem bem a cultura do seu tempo. São orientações que fazem mais sentido para quem estava naquele tempo ouvindo em primeira mão aquilo que ele estava falando. Várias orientações do apóstolo Paulo só fazem sentido para sua primeira audiência. Agora, existe algo novo que vem com o Cristo. >> Esse ele é atemporal. Há um jeito, né, de ser em Cristo >> que atravessa eh o mundo. Inclusive o Nijai Gupta, eu não li ainda, mas o o Luís já me deu aqui um panorama do que é o livro, vai sair agora pela Thomas Nelson, religião estranha, né? Ou seja, como eh >> eu tenho inglês já, mas eu quero lista. >> Tu tá na lista, tu tá na lista para receber. Então assim, cara, como e há uma cultura >> não, se eu não tiver na lista, eu vou lá na Thomas Nels e pego. É moral que tu tem. Essa é a moral que tu tem. [risadas] O >> Thaago tá lá, volte meu vou láçar com ele. >> Ah, sensacional. Pronto. F. Ô, mano, desce com livro aí. Desce com livro aqui para mim, tal. [risadas] Aí é isso. Então, é, então é é uma cultura, entendeu, de um jeito de ser e de viver que vai atravessando, entendeu? Vai atravessando a história, sabe? E esse é o papel da Bíblia, né? Enfim, ela mostra essa história da redenção e como isso nos alcança. >> E isso não significa, gente, que a gente tá falando que você precisa dividir na Bíblia o que é para aquele tempo e o que é para agora. Não é isso, tá? ainda que por vezes você consegue identificar aplicações diferentes para tempos diferentes. Mas a ideia não é essa. Todo texto bíblico eh de alguma maneira fala conosco numa revelação de forma que a gente pode compreender de Deus. E, e eu falo isso com bastante assim, eu até entendo que pessoas até do nosso círculo talvez discordem de mim, mas cara, aí é isso um dos pontos em que eu sou crente mais tradicional possível. Eu entendo que o Deus que falou naquele tempo falou por meio de todo aquele de todo esse texto e é o mesmo Deus de agora. eh entender o que ele falou e entender o que ele fala agora é algo que não pode entrar em contradição. Então, qualquer coisa que se revela de Deus eh me faz conhecê-lo. E o conhecimento de Deus sempre é frutífero, tá? Então, a ideia não é assim: "Ah, não, isso é para aquele tempo, isso não é para nós, não. Isso é o que isso falava naquele tempo e como isso cria o impacto no nosso tempo também, entendeu? Então essa essa esse exercício e esse exercício faz como se faz num relacionamento dinâmico com as escrituras, que é uma outra ideia que eu acho que é importante a gente trazer também. E assim, não, não é maluquícia nenhuma. Eh, para algumas pessoas pode parecer maluquí, como assim relacionamento dinâmico com as escrituras? Escrituras não mudam, de fato, elas não mudam, né? Mas o nosso relacionamento com ela se dá de maneira sempre renovada pelos templos, pela mentalidade e pelas nossas relações. Então, não adianta eu achar que eu não vou lidar com a escritura de uma maneira dinâmica, porque eu vou lidar. Isso é muito simples, só você olhar a história da interpretação bíblica. Pega um texto que você gosta e olha o que grandes homens de Deus tiraram desse texto com tempo. Às vezes elas são contraditórias entre si, mas muitas vezes elas são cumulativas. um vai colocando mais, vai colocando mais, vai colocando mais e a gente você vai entendendo mais coisas, entendeu? Então essa relação dinâmica com texto, ela envolve sim um tempo que passa e essa é uma riqueza de uma tradição centenária que ou milenar que a igreja tem. faz com que a gente, né, se assente na mesa. Eu, o Bibo, Agostinho, Calvino, a gente entra na mesma mesa, não porque a gente é igual, mas porque a gente tá em diálogo com eles, né, assim como com qualquer um de vocês. E essa esse diálogo, mas também se dá na pluralidade da própria comunidade, entendeu? Esse vínculo dinâmico com o texto, ele é muito rico. Eu tenho tido experiências muito legais com isso nos nossos pequenos [roncando] grupos aqui na igreja, né? Porque eu estudo a pregação, eu estudo para fazer a pregação, eu faço a pregação, eu prego, depois a gente eh conversa sobre a o texto bíblico, né? E quantas vezes foi foram trazidos pontos ali do texto que eu não tinha nem focado, nem prestado atenção, nem caminhado, né? Agora pensa isso no decorrer da história de uma igreja que é espalhada pelo mundo inteiro, entendeu? Isso é riquíssimo e é um vínculo riquíssimo com a escritura. Então, ao invés de pensar assim, puxa, eh eh como é que pode um texto que vai remontar a a a [risadas] comunidades da idade do bronze, né? E isso ser proveitoso para mim. Agora, a ideia é como esse acúmulo de conhecimento que se passa pelo tempo, nesse testemunho da intervenção divina, se manifesta nas nossas comunidades agora. E eu preciso estar disposto a construir esse tipo de relação. Eu tô cada vez mais convencido de que o grande fruto da escritura em termos assim da construção que a escritura faz é a igreja mesmo, né? A igreja, a Bíblia constrói a igreja e constrói a igreja no sentido de que ela vai pautando as nossas relações. Isso tem que ser eh eh tem que ser muito muito enfatizado. O grande, ó, rapidinho, Bibi meio pesada aqui agora. A grande distorção que a gente faz com a Bíblia hoje nas nas nossas igrejas não está em nós simplesmente eh eh vermos pessoas trazendo interpretações muito novas sobre a escritura, tal. Isso também acontece. Isso também é problemático. Mas não é o que acontece na maior parte das igrejas. O que acontece na maior parte das igrejas é que a gente simplesmente deixa a Bíblia de de lado para que as nossas comunidades sejam formadas por outras coisas. >> [roncando] >> E essas outras coisas envolvem às vezes os objetivos que a gente tem como eh organização, como igreja. Eu quero bombar aqui nessa cidade. Mas não é a Bíblia que tá formando essas relações, é a eficiência. Quanto, como eu vou ser mais eficiente para minha igreja ser maior do que a vizinha, né? Como você eficiente para que a minha igreja corresponda ao avanço da inteligência artificial? como você são outras coisas que estão moldando as nossas relações. Organização é importante, a gente já falou sobre isso aqui, a gente tem um betpapo muito legal sobre isso, mas acima de tudo a gente precisa eh voltar essa ideia de que a escritura forma a comunidade formando e pautando as nossas relações. E é assim, a gente tem Cristo mesmo manifestado na igreja dele, sabe? Então, eu acho que a gente tem esse esse problema que eu acho que é muito sério, a gente formando as nossas igrejas a partir de qualquer outra coisa que não é simplesmente o que a Bíblia tá dizendo, sabe? >> É. E aí, só um parêntese em relação a isso, essa relação da igreja, né, com o povo, a igreja que vai formando o povo durante o período também em que a Bíblia estava sendo escrita, era uma era realmente uma questão bem simbiótica, né? Era a Bíblia formando o escrito, né? o testemunho escrito formando o povo, mas o povo também escrevendo o testemunho. E aí tem até um papo que eu tive com Hein sobre isso, né? o povo e a Bíblia, que é um pouco também do que ele trabalha ali no aqueles da Bíblia, nós e a Bíblia, ele ele trabalha um pouco essa ideia dessa relação realmente, né, do povo com a Bíblia e como no período, né, de formação ah do próprio canon, por assim dizer, essa relação, né, do povo com a escritura foi fundamental, né, obviamente que chegou um momento em que esse canon foi fechado e a gente então tem aquilo que nós hoje chamamos de escritura sagrada e tal e que passa, né, a pautar eh a nossa fé. Agora, não como manual, né? Porque eu acho que é aí que entra também um pouco esse lance, né, Cacau, e que acaba confundindo um pouco a galera, porque aquilo que tu traz é uma relação um pouco mais dinâmica e eu diria até uma uma relação dinâmica do espírito. E às vezes no afermos eh enjaular a Bíblia, não, a Bíblia é isso, tem que se ler dessa maneira, se cria uma única forma de ler a Bíblia e e geralmente tá muito ligada, né, ali à questão europeia, né, exegese europeia e tal, que é o jeito certo de ler a Bíblia. É, é assim, aí que aí que é o lance. É, é muito doido isso, cara. Aí a gente vai entrar num ponto. Quer dizer, talvez você tenha vindo para esse episódio achando que esse episódio sobre hermenêutica e na verdade não é o episódio sobre eclesiologia, né? Por que que acontece? A igreja ela é formada e transformada a partir de um cer ou redor de um certo discurso sobre a Bíblia, tá? Então, olha isso pra escritura e fala: "A escritura tá exigindo isso de nós. Vamos viver dessa maneira". Só que aí essa ideia ela vai se ela vai se sedimentando, vai ficando enrijecida e depois ela passa a ser um modelo para a interpretação da Bíblia. E esse relacionamento dinâmico com a Bíblia fica vira um problema, entendeu? Então hoje eu vi o Kenner botou aí que tá fazendo 120 anos de Azusa, né? E uma vez me perguntaram, eu não sou pentecostal, eu não tenho, eu não tenho essa relação com o dom de línguas, não tenho essa relação com o dom de línguas. >> Eh, não falo em línguas, não. Então, assim, o que eu vou falar é absolutamente a fala de alguém que não tem essa experiência, mas que está tentando, está tentando não, que sei que estou sendo respeitoso, porque eu respeito muito, respeito muito a experiência e acredito ser legítima. A minha interpretação teológica diverge da diverge da pentecostal e diverge bastante até, mas eh acho legítimo, eu acho que ninguém tá mentindo ali, ninguém cara tá fingindo que tá falando nada disso, tá? Eu só acho que o que tá acontecendo ali, a interpretação teológica é outra a partir do que fala em Primeiro Coríntios. Isso é uma uma discussão, mas uma coisa que acontece é que o fenômeno do pentecostalismo, ele é um fenômeno que se dá em camadas excluídas nos Estados Unidos e que continua sendo assim, especialmente no Brasil, né? Claro que hoje a gente já tem elites pentecostais e tudo, mas eh foi especialmente isso. E por quê? Porque essa experiência direta com espírito era uma resistência à dominação do discurso. Porque esse é um grande problema. Quando você tem os grandes teólogos que falam o que é que a Bíblia de fato tá dizendo, às vezes você entra na lógica de um jogo que você não consegue mais simplesmente desafiar essa ideia. E mas por que que você precisa desafiar? Porque às vezes tem justiça acontecendo e você sabe que tem justiça acontecendo. Você só não tem recurso para desafiar porque você não tem recurso interpretativo para desafiar. E aí do nada começa o pessoal falando em línguas e profetizando e fala assim: "Meu, é o seguinte, cara, o que tá acontecendo aqui Deus tá fazendo. Você você lide com isso e aí você escapa". É perigoso? Claro que é perigoso. Tem um monte de gente aí falando que Deus tá falando, falando um monte de bobagem, mas o outro lado também é perigoso quando você cria toda uma estrutura em cima de um discurso lógico que impede a sensibilidade. Essa coisa também é perigosa. Então, qual que é o grande a a o grande antídoto para isso? É a leitura comunitária da Escritura. É você tá em relação com pessoas que estão lendo a Bíblia dentro da sua realidade. E você precisa ouvi-las. Se você não estiver nessa tensão constante entre as suas certezas e o que aquele texto toca do seu irmão, você vai criar um castelo argumentativo que impede as pessoas eh eh de testemunhar as injustiças que elas sofrem. E você vai criar uma reprodução de injustiça a partir desse discurso que forma esse tipo de igreja. ela vai ficar enrijecida sem a maleabilidade necessária para eh eh lidar com seus problemas e ela vai continuar guiando esses eh eh fomentando esses problemas, sabe? Então, eh não é a Bíblia que tá ultrapassada, é muitas vezes nós que enrijecemos e paramos a igreja num ponto da história. >> Uhum. >> Né? É o que o o é é o que o Enit Wright fala. Ele fala: "Nós temos que parar de dar respostas a perguntas do século XIX". Nós temos que parar de responder perguntas do século XIX com resposta do século X. Nós temos que responder perguntas do século XX com respostas do século primeiro. É isso. >> Só que eu preciso ouvir as perguntas, eu preciso ouvir os problemas, eu preciso ouvir e voltar à escritura para dar as respostas, sabe? É isso. Eu acho que foi, eu lembro quando a gente gravou sobre o teologia negra, né? Por exemplo, para algumas pessoas só esse nome já soua meu, teologia negra. Não, teologia é teologia, para que botar negra, né? Mas o Mulin, Mcul, esqueci o nome dele, o >> é é a leitura, é a teologia que negra do do Maca, é leitura negra e tal, do Macau e tal. E é muito legal porque, por exemplo, eu já, né, só um negro que conhece a sua história vai ler a história do êxodo com outros olhares, né? Isso cara, olha o dinamismo do texto, né? É muito bom. Esse exemplo é muito bom porque ele diz, ele fala assim: "Quando um, um negro da igreja negra americana no período da escravidão ou no período da segregação, lia o apóstolo Paulo eh falando sobre escravidão, eh, e lia os teólogos [roncando] da época, ouvia os pastores brancos da época falando e e sustentando aquele regime. a partir de uma leitura de Paulo, eles não diziam Paulo tá errado, eles diziam esse pastor está errado entendeu? Muitas vezes, algumas dessas pessoas não conseguiam criar as argumentações que iam derrubar o que esse pastor tá dizendo. Muitas vezes não conseguiam. Por quê? Porque tem gente de todo todo eh eh todo o nível de linguagem lida no contexto bíblico, sabe? E e de pensamento lógico e de argumentação, né? Mas sabiam que ele tava errado. Sabiam a partir do quê? E a gente sabe que o pastor tava errado, né? Nas interpretações racistas de Paulo, a gente sabe que o pastor tava errado, sabe que Paulo tá certo. Hoje a gente sabe, hoje todo mundo concorda com isso. Como naquela época esses caras podiam saber que eles estavam errados se eles meramente ouvissem. Vocês vão criassem uma hierarquia do saber, no qual o espírito só fala através de uma da melhor forma de ler o texto. É a única maneira que o espírito fala. É assim. Nem na escritura é assim. Cristo não escolheu os melhores mestres da lei para serem seus discípulos. Não foi isso que ele escolheu. Entendeu? Então a gente precisa ouvir mais lidando com o texto bíblico. São são tensões, né? São pontos de tensão. Tem eu, a Bíblia, né? Cristo mesmo com seu espírito agindo na igreja. e a própria igreja. E a gente tá nesse relacionamento dinâmico, nesses pontos aí, né, >> cara? Eu acho que eh um livro que a gente pode indicar que tá vai um pouco nessa vibe que a gente falou >> eh eu não li todo ele também não, mas tem o leitura negra do do Esal Maculin, que é do >> É, não é, é uma leitura. É isso mesmo, >> uma leitura negra. Uma leitura negra que é da tava com nome inglês na cabeça. >> Ah, desculpa. I'm so sorry. >> É que fui alfabetizado em inglês. >> Ah, eu sei, eu sei. >> Você conhece meme? Não, >> não, >> não é da Sacha. >> Tá. >> Ah, eu já ouvi. Lembro, lembro. Então, tem esse aí, uma leitura negra da Mundo Cristão. E, cara, o Gutierre Siqueira e o Kenner Terra, eles organizaram esse livro aqui, >> tá? E toca também nesses assuntos, tá bom? A autoridade bíblica e experiência no espírito, a contribuição da hermenêutica pentecostal carismática. Tem textos do Craig Kinner aqui, do Kenneth Archer, tá? Do Robert Mensis. Tá? Então assim, ah, bem legal mesmo esse texto que o Gutierrez e o Kenner organizaram e vai trabalhar dessas questões, entendeu? Ou seja, >> eh como a experiência com o espírito ela a afeta e muda até mesmo a nossa hermenêutica. E como isso não é não precisa ser um problema, entendeu? Não é uma bagunça, não é cada um faz o seu jeito, não é isso, tá? Então aqui tem umas diretrizes interessantes para vocês estarem pensando sobre isso, tá? O o Luís fez uma pergunta aqui. Cacau, tu como expositor da palavra tem algum caso para dessa ideia que tu acabou de falar? Acho que ele tá falando de eu dizer que as pessoas levantam coisas que eu não tinha pensado nos grupos, né? Tem, eu tenho alguns exemplos, quer dizer, toda semana acontece algo, mas eu vou dizer uma que eu achei muito interessante. Eu tava, eh, eu preguei no texto de Rute, o primeiro capítulo de Rut, e aí destaquei algumas coisas lá, tal, tal, tal. E aí depois uma pessoa da igreja falou que, porque é uma das perguntas que a gente faz no pequeno grupo, é o que desse texto mais chamou atenção? E o que mais tinha chamado a atenção dessa pessoa foi que Noemi fala paraas suas noras: "Eh, vocês podem ir embora". E aí, e parece uma coisa meio óbvia, né? Tipo assim, nem não parece o centro texto, mas ela falou: "Para mim isso é muito >> importante porque eu tô acostumado com um tipo de vinculação familiar, de vínculo familiar de muita muita manipulação. Então vê uma mulher nessa situação em que ela de fato é uma vítima, né? Ela perdeu marido e filhos, né? Noemi ficou absolutamente sem família. ela vai voltar pra terra dela e ela olha para aquelas duas mulheres e falam: "Vocês podem voltar saber o que isso significaria a morte dela". Basicamente, né? Ela vai voltar para lugar que ela não tem mais raiz nenhuma. >> E aí ela falou: "Isso que mais me tocou, porque talvez em outros contextos ela veria, gente, quando a pessoa sem motivo manipula, imagina com motivo como Noemi tinha, né? [risadas] Eu achei sensacional. Nunca nunca tinha visto isso nesse texto que Noemi de fato fala: "Olha, vai, né?" E a gente sempre destaca a fidelidade de Rute, né? Mas não destaca essa, né, liberalidade de Noemi, né? Esse é um exemplo que eu lembrei agora, mas toda semana tem um assim que >> é não. E é muito legal também porque às vezes a a pessoa que faz esse tipo de colocação ou até traz paraa roda esse, né, essa ideia, ela não tá presa em várias regrinhas às vezes de hermenêutica que a gente fica, né? Eh, por exemplo, essa própria liberdade de às vezes imaginar o cenário, né? E você até inventar um diálogo na sua cabeça, cara, talvez eles até tivessem conversado sobre isso, feito isso e tal. tá tudo bem, entende? Mas a gente é de um tempo em que a galera reclama de The Chosen, porque meu, nada a ver o que eles falaram lá, nem tem na Bíblia isso, né? Porque os caras simplesmente alargam um diálogo ou criam um contexto para personagem. Pessoal já, meu Deus, detação da Bíblia. A Ana Bárbara e 1533, ela pergunta o seguinte: "Essa relação dinâmica seria como em 1533, caramba, >> rapaz, é uma mulher histórica, né? Uma mulher histórica. Nossa, eu lembrei de >> Essa é Ana Bárbara que tava na igreja domingo de Betim. Não, >> olha só, >> ela falou que se aparecesse uma pergunta era ela, mas não tem foto. Não sei se é. >> Ó, a relação dinâmica seria como tentar encontrar os princípios dos textos. Ou seja, eh, existem princípios que estão lá e que, por mais que eu não vá seguir a regra o que tá ali, mas aquela regra que Deus deu pro povo, pra igreja naquele contexto, ela tem um princípio ali por trás que é aplicado para nós hoje. Seria mais ou menos essa a relação? É, a até saiu um, olha só como as coisas confluem, né? Saiu até um corte meu aí, eh, semana passada, eu acho, a, a, a Jennifer colocou no meu Instagram lá, deu falando lá no Disoscopio sobre como as leituras diferentes nos aproximam do texto, não nos afastam do texto. >> Sim, sim, é verdade. >> A ideia é que se a gente olha pro texto de maneiras diferentes, a gente vai encontrar mais aplicações desse texto. Primeiro, né, que já é uma coisa, o exemplo que eu acabei de dar, né, >> eh, Rot, vendo a questão de não ser manipulador, né? Muito legal isso, inclusive. Uhum. >> Mas eh também vamos limpar um pouco a nossa mente de às vezes fazer algumas afirmações sobre algumas coisas que não estão considerando outras que nós não estamos vendo, né? >> Uhum. >> E e isso acontece. Isso é também é é brabo, né? É, Ana mesmo. [risadas] Uhum. >> Muito bom. >> Então essa é a questão, né? Eh, eu acho que acho que sim, em alguns momentos a gente vai encontrar princípios, mas eu eu essa linguagem é uma linguagem adequada, princípios eternos, tal, tudo bem, uma linguagem adequada, não tá errado, mas só cuidado para não cair nesse erro de achar que não tem coisas que são princípios, tem coisas que não são. A gente ficar >> fazendo essas divisões. Eu acho que ainda é uma maneira muito normativa de olhar para um texto que é principalmente narrativo. Ele tem desdobramentos normativos. Com certeza. Com certeza. Mas ele é acima de tudo narrativo e ele é para consumo comunitário e não só individual. >> Então ele não é autoajuda, ele é ele é >> ajuda do alto. Aleluia. >> Não, ele não é autoajuda porque não é para mim, de mim para mim mesmo, né? Ele é numa comunidade, né? Ele é ele é >> sempre numa comunidade >> formador de uma comunidade, né? >> Não. E até legal tu colocar esse esse ponto, porque às vezes o pessoal ouviu a gente até aqui, cara. Então não tem regra, né? Não tem ninguém não, gente. Claro que se tem princípios, se tem eh, como tu falou aqui, normas, né? Tipo, eh, se tem um jeito de viver, não é uma bagunça, tá? Só que se não for pautado pelo amor e pelo evangelho, é extremamente complicado. >> É. Não. E assim, tá na tá na dinâmica do desenvolvimento do texto, né? Tá na dinâmica do desenvolvimento do texto. É o que eu falei aqui. E aí, isso aí fica muito claro quando a gente pega >> eh o texto que seria o mais normativo assim, né, da Bíblia, que são que é o Pentateuco, né? Ele é, as normas estão inseridas na história e elas estão juntas e elas não podem ser compreendidas separadamente. >> Exato. Ex. >> E não é só no sentido de que uma norma é explicada por uma história. Por exemplo, lá quando conta a história de de Jacó lutando com anjo, sendo tocado na perna e fala: "Por isso que não se come essa parte do da pata até hoje e tal", né? Ali você tem uma história explicando uma prática que é o que acontece nos mitos. os mitos gregos, tal, explicam assim, eh, não é só nisso, é na própria ideia do desenvolvimento de um caráter, de como aquelas coisas se vinculam, né, com com a história toda. Então, eh, por isso que eu digo que é principalmente narrativo, né? Mas ele cria norma mesmo nos textos não normativos, né? Ele cria norma, eh, ou ele cria formas de vida comunitária mesmo nos textos não normativos, sabe? Exato, exato. Cacau, tem uma pergunta do super chat aqui. Obrigado, ô canal. Não sei o que, não sei o que lá. Eh, foi o único super chat que a gente recebeu hoje. Vocês não quiseram nos abençoar financeiramente. Se quiser, faz o super chat aí que é bção para nós. Ele pergunta sobre a terra plana aqui, né? Eh, como Isaías 40 22 diz que a terra é plana. Não é que ela afirma que a terra é plana, né? Afirma. É. É. Não, não afirma. É porque ele fala do do domo lá, né? Do domo e tal. Aí, aí casa com a é a cúpula da terra e tal. Agora vamos lá. Pode ter pode se dar entender a partir de alguns textos eh sobre a a terra ser plana. Digamos que sim, isso não é nenhum problema porque era a cosmologia da época, gente. >> É se se fosse, né? Mas assim, nem isso tem também, né? Mas >> não quer ver, ó? Não, até o André R quer ver aqui, ó. Vou pegar aqui, ó. O André, vocês não vão estar me ouvindo agora. Pera aí. >> Estamos ouvindo. Tá bem baixinho, mas estamos >> estão ouvindo. É, não tem o atlas do André. Eu queria pegar o atlas do André, porque de fato no atlas do André que eu não sei onde eu coloquei agora, isso é um absurdo. >> Eu sei onde eu coloquei o meu, mas ele tá longe, não vou lá pegar não. >> Ah, que pena porque ele vai explicar isso muito bem. Tá aqui, ó. Eu não sei se eu vou achar agora, né? Mas gente, a forma de se entender o mundo, a geografia da época, >> no Atlas, a Terra sempre é plana, né? Porque o Atlas é >> Exato. Mas gente, é a cosmologia da época, entendeu? Então os autores bíblicos vão refletir isso, entende? Então assim, não tem nenhum problema, né? Por isso que quando um terraplanista quer utilizar a Bíblia como base e tal, ele se ele faz esse equívoco. >> Então, mas aí tem é aí tem duas coisas. Uma coisa é a cosmologia da época, outra coisa é o que tá escrito. >> Ele pode escrever com base na tua cosmologia da época, não significa que tá escrito defendendo a cosmologia, entendeu? [risadas] >> Exato. É, tem, mas era também como eles pensavam. Tá vendo? Ó, esse esquema, por exemplo, o cara pode pensar assim, pode, é isso que tá escrito nesse texto? Não, entendeu? [risadas] >> É exato. >> Mas era Mas era a visão que o autor, ou seja, o mundo que o autor bíblico escreve era assim, >> entendeu? Então assim, é, é a geografia cósmica do antigo Oriente. Então, e ele não tá preocupado em refutar esse tipo de coisa, entende? >> Então, então tem a discussão é outra, a discussão é outra, entendeu? Você precisa entender a aqui entra bem a questão contextual. Aliás, mais uma dica, né? Se você eh não tem é é baita isso aqui. Isso aqui é uma história de Israel desenhada. É literalmente uma história de Israel desenhada para você. E desenhos feitos pelo próprio André, né? O autor mais querido da Thomas Nelson Brasil. O único >> que cumpre os prazos. >> O único [risadas] que cumpre os prazos. Inclusive ele ele cria problemas por cumprir os prazos. muito ele fica sendo referência. >> Às vezes eles já contam com o atraso dos autores e o André não atrasa. [risadas] >> Exato. E aí o pessoal fala assim: "Aí sempre menciona o André, nossa, o André, nossa, como ele entrega. Eu ouço isso constantemente. Nossa, que autor dedicado. Porque o André, vocês não tem noção, ele entrega o livro literalmente. E aqui eu não tô usando uma expressão errada, literalmente ele entrega o livro pronto para a editora mandar para a gráfica >> inteiro. Inteiro, porque ele faz a capa, ele faz di, ele faz tudo. >> Ele faz a capa, ele faz tudo, mano. O cara, >> a única coisa que não faz é produzir o papel, que também não seria difícil para ele ele sair com machado, derrubar as armas. Ainda [risadas] a ele ainda não tem uma gráfica para vender o seu livro já para Thomas Nelson, entendeu? É, o cara é sensacional, mano. O André, mano, deixa eu falar aqui. Aqui, ó, para terminar com aleatório, o André Hein está trabalhando numa ficção. Uhum. >> Tá num romance histórico. Mano, ele me contou a história. Eu não posso dar muitos detalhes. >> Não pode dar nenhum. >> Não vai atrapalhar a experiência do povo. >> Não, não, não vou. Poderia falar coisa. Não, melhor não falar. Fala nada, >> gente. É, não vou falar não, gente, é maravilhoso. Sério, cara, se ele conseguir se expressar em palavras e construir uma história que prenda a gente, porque tem tudo isso, né? Ele me passou o escopo, né, mano? Sensacional, sensacional, cara. >> Ele vai assinar como AD Hank. Então, tu tá brincando com isso, mas cara, isso eu posso falar porque a gente tava conversando no café da manhã e velho, eu falei, cara, eu falei exatamente isso para ele, mano, tu não vai assinar como André Daniel Heik. Eu falei para ele, cara, tu tem que se descolar do André Teo, porque a história dele, mano, >> precisa, >> cara, não, deixa eu te falar. >> Tem gente que divide por muito menos, né? N Tom W aí. >> É, não, não sabe o que eu tô dizendo? O que eu acho, mas quem vai decidir isso é ele e a editora, né? Quem vai decidir isso é ele e a editora. Às vezes até mais é editora. Mas, mano, é que eu acho que a história dele tem tanto potencial para ser lida por quem não é cristão. Ou seja, eu até brinquei, mano, isso aí se eu fosse tu, lançava até pela Harper Collins, nem pela Thomas Nelson, entendeu, mano? Que é uma história muito massa, muito boa mesmo, entendeu? E aí, cara, tu tem que assinar como AD Hank, entendeu? Tipo George R Martin, Jrr Token, entendeu? CS Lewis, eu iria por isso, cara. Eu botava a Dean como assinatura do Eu dei essa sugestão, exatamente essa sugestão, tá ligado? Porque acho que vai, >> vai ficar legal, vai ficar legal, >> vai, vai ficar legal. O >> Mas é isso, galera. Olha, já foi bastante aleatório, ó, em euro, porque o BTD em Lisboa tá chegando. >> Exato. Qual que é agora o BTD em Lisboa? Eu não sei qual que, >> galera, quem for de de Lisboa aí, de Portugal, >> região, né, de Cintra, é, cola lá com a gente, galera. >> Quem for de Cintra, leva um travesseiro de Cintra para mim, por favor. >> É bom. Lá o travessir, >> cara. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. É maravilhoso. Nossa, mano. >> É que legal, mano. Que legal. Eu vou pedir pro meu amigo cabelo, então. Vou pedir. Eu vou lá. Eu vou lá pregar em Cintra. Eu já vou para trazer voltar com travesseiro de lá. Então, >> não vai. Ah, mas vai, vai pra Cintra com tempo para você fazer o tour lá e lá no castelo. Cintra tem um castelo muito massa, mano, que é um castelo do século XIX, não é antigo, >> que os caras fizeram. >> Não, não, deixa eu, deixa eu comentar a minha gafa histórica, mais uma, né? Eu com as minhas gafes históricas, é uma inclusive já registrada aqui no betpapo. Mas, mano, o cabelo ele o Hamilton, no caso, o pessoal não conhece ele como cabelo. Láem lá em Portugal, ele é o Amil. >> A gente tem que tirar os os apelidos de tudo. >> Os apelidos lá, mano. É verdade. O pijama é é não [risadas] é Rafael pijama, é Rafael Ciano. Aí o o Hamilton, ele fez um pôster e o bicho botou um baita de um castelo lá na no pôster. Tá f assim, mano, eu só acho que esse castelo aí tá destoando, né? Qual é a pegada? dele. Ele não, cara, isso aqui é o cartão postal da cidade. Ah, >> é, mas é massa porque é um castelo bem mais recente, não é? Tipo, porque em Portugal, né, você tem lá em em Guimarães lá, em Guimarães, você tem um castelo antiguíssimo lá, né, só as ruínas, tal. Esse castelo é bem mais recente, é século XIX, se não me engano. >> Ah, legal. Não, se bobar, eu vou um dia antes lá. >> E aí é um cara que quis fazer tal, então ele é tão diferente, tem umas gárgulas assim, ele é tudo umas cores tudo colorido, tal. E é maior legal, cara. Eu eu não gosto muito dessas coisas assim retrô de tipo de gente que de um período que tenta emular outro período, sabe? Eu gosto das coisas do período que elas são. >> Eu adorei, cara. Adorei. >> Que legal. Creo demais. >> Muito bom. >> Vai com tempo lá. E aí tem o castelo de Cintra, as ruínas lá em cima lá que é o antigão. Hum. >> Que aí se o dia que eu fui tava nublado, eu não vi nada. >> Será que eu consigo fazer em quatro? Será que eu consigo fazer em 3 horas esses rolês? Acho que não, né? >> Eu acho que consegue, cara. >> Tá, vou ver com o Amilton. Se der, eu quero fazer. Gente, é isso. Muito obrigado pela audiência de vocês. Mais um betpapo, galera. Em breve betapo no Spotify de mais apps, tá bom? Aí a gente vai começar a postar o áudio também eh do betapo, vocês pediram. >> A galera reclama, né? Porque eles querem ouvir sem assistir, né? Exato. Ex. >> E no YouTube só no Premium dá para fazer isso. >> Exato. Sem sem as propagandas. Se bem que o o BT o É, não, se você se você tiver o Spotify Premium ou pago não vem propaganda e tal. É isso, gente. Deus abençoe. Até a próxima. O betpapo quinzenal, hein? Então, daqui a 15 dias a gente volta com mais uma pergunta. Se quiser botar sua pergunta no comentário dessa live aqui, deste vídeo, comente. A gente tá olhando os comentários e a sua pergunta pode ser respondida aqui no próximo betpapo. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. E, ó, se você não pode ir para Portugal, vai lá em Minas Gerais, tá bom? A gente vai tá lá em Governador Valadares também, eu, Cacau e o Víor Fontana. Dia 30 de maio estaremos por lá, se você quiser, >> estaremos lá, Governador Valadares. E eu estarei dia 31 também no culto da igreja. >> Ah, muito bom. Olha aí, ó. E quem quiser vem para Joinville na conferência teológica da Escola Bibotal Teologia. O Cacau não vai est, mas vai est muito gente legal também. Beleza. Tá aqui. Falta um mês, hein? Um mês pra nossa conferência e ainda tem vagas. Aliás, eh, por favor, venham que senão eu vou ter um baita de um hom >> Todas essas pessoas estarão lá. Bibo, Alex, Víor, Guilherme e Jesus. >> Exato. E Jesus. Estaremos lá. Se Deus quiser e assim, >> rapaz, Alexa começou a falar aqui no meu quarto. >> É, ok. Ela que tu falou, é que tu falou o nome dele, por isso que eu não vou falar aqui. Ah, é, mas tá longe personagem. >> É, mas ela ouviu, ela ouviu, ela tá ligada. Gente, beijo, até a próxima. A gente vai se falando nas redes sociais. P.