A Mentira e o Enigma | Josemar Bessa
27/04/2026
A Mentira e o Enigma | Josemar Bessa
Aceitos no Amado — a verdade mais profunda e consoladora da salvação. Neste estudo poderoso de Efésios 1:6, exploramos como Cristo não é apenas nosso Salvador, mas o Deleite Eterno do Pai, e como fomos aceitos nEle antes da fundação do mundo.
Nesta pregação você vai descobrir:
• Por que Cristo é chamado de “o Amado”
• O que significa estar em Cristo (união eterna, federal, pactual e vital)
• Como a aceitação não depende de nós, mas dEle
• A graça soberana que nos fez aceitos do começo ao fim
Uma mensagem que tira a fé do utilitarismo e nos leva à adoração profunda.
📖 Texto base: Efésios 1:6
“Nos quais temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça, que Ele nos concedeu abundantemente em toda a sabedoria e prudência.”
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62
PayPal – [email protected]
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Amém. Queridos, certa vez eu escrevi na internet que, admita, você é a pessoa que mais mentiu para você durante essa vida. É estranho, não é, pensarmos que alguém mentiria eh para si mesmo, mas nós podemos dizer que é exatamente por isso, ah, que nós podíamos caracterizar o ser humano como o povo da mentira. Satanás é o pai da mentira e ele mente para os homens. Mas os homens amam essas mentiras. Na verdade, nós gostamos até que as outras pessoas mintam para nós. Você vai dizer: "Ah, não, não gostamos, não gostamos". Quando não gostamos, é a verdade que não gostamos de todas as mentiras ditas para nós. Não gostamos quando elas prejudicam o nosso ego, mas as pessoas adoram as mentiras que massageiam o seu ego. Nós viemos uma época até que nós criamos convenções, né, politicamente correto, todo mundo mentindo e todo mundo sabendo que é mentira, mas todo mundo se sentindo bem, porque se sentiria mal se usasse qualquer termo, por mais verdadeiro que fosse, mas que eh eu sentisse que me machucasse de alguma forma. Então você vê, a única mentira que nós não gostamos, o homem natural, é a mentira que eh ele não gosta por motivo eh do seu próprio ego, ou seja, não é um motivo santo, é porque aquela mentira está realmente prejudicando algo que eu eh prezo muito, que certamente não é Deus, nem a verdade. E há coisas que ofendem antes de libertar. E a doutrina do pecado é uma dessas coisas. A mentira nos caracteriza. Jesus disse que o diabo é o pai da mentira e nós adoramos satisfazer, fazer a vontade dele. Ou seja, gostamos das mentiras que ele conta, das mentiras que nós contamos para nós mesmos, das mentiras que a cultura canta, das mentiras do humanismo secular. Nós podemos ler a Bíblia sobre a alma, mas preferimos a mentira que massageia a nossa alma. Então, há coisas que ofendem antes de nos libertarem e não há como fugir delas. E a doutrina do pecado é uma dessas coisas, porque o homem moderno aceita quase tudo, eh, menos a ideia de que existe algo radicalmente errado dentro dele, no centro dele, no coração dele. O homem aceita fraqueza. Se você falar que tudo que ele faz não é porque eh há uma maldade como fonte, ele aceita. Se você falar fraqueza, né, eu sou uma pessoa fraca, sabe? As pessoas tm que ter pena de mim. Ou então as pessoas aceitam que tudo que ela faz é fruta do trauma. Elas aceitam condicionamento. Eu fui condicionado pela minha criação, fui condicionado pela cultura. A pessoa aceita limitação, a pessoa aceita desajuste, a a pessoa eh eh aceita que é disfuncional. Ai o meu lar, eu cresci num lar disfuncional. A pessoa aceita, a pessoa aceita que o problema é um ambiente, né? O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Ela aceita estrutura ruim, eh, injusta, aceita falta de oportunidade. É porque nem todos tiveram as mesmas oportunidades. Você aceita a falta de informação, ou seja, desinformação. Meus problemas é porque faltou informação. Você aceita até que extinto. Você tem que entender que isso aí foi um instinto. Foi um instinto de sobrevivência. Eu de repente precisei reagir assim, a pessoa aceita a evolução de que ela há não muito tempo atrás, né, saiu das cavernas, tava com os os pedaços de pau na mão, então ela ainda tá evoluindo e daqui a sei lá quanto tempo vai ser melhor. E a pessoa aceita que o problema é químico. Ah, porque os problemas dentro dela são química. A pessoa aceita, ela não fica ofendida com isso. Ela aceita, eh, que ela não tem paz. Então é um problema, um desequilíbrio químico. Então era só fazer um exame, ver qual é o produto químico que tá faltando e tomar ele, não é? A maioria das pessoas que falam isso nunca fizeram nenhum exame, não tá faltando. Ele não sabe nada sobre a química do cérebro. Ele não sabe nada sobre como a química funciona aqui e ali. Mas ele fala isso e ele tá pronto a aceitar. Por quê? Porque eu sou infeliz. Então porque há um desequilíbrio químico. Se eu descobrir exatamente o produto químico que tá faltando, tá desequilibrado, porque eu sou só uma máquina. eh, biológica. Aí eu vou tomar uns comprimidos. é o sonho do ser humano. Pena que ele não consegue, né, nem saber qual é a química que tá faltando e nem saber repor ela. Aí, então a gente poderia eh colocar a química da felicidade, a química da paz, a química da satisfação. O ser humano tá sempre satisfeito, ele quer mais, mas é um distúrbio químico. Se tivesse aquela química certa, um alguma coisa ali na na tabela periódica, ali tá a solução de tudo, ali tá o céu. Se tu achasse a coisa química da felicidade, a coisa química da paz, a coisa química da satisfação, ele não é ser mais ambicioso, mas ele não ele não sabe ainda manipular a tabela periódica direita. Ele fala que é químico, mas ele não sabe qual é a química da paz, senão ele podia sintetizar no laboratório, manipulação, pegava o comprimido, bebia, resolvia o problema da química e ficava bem. Mas o homem aceita. Mas ele não aceita o pecado. Porque o pecado não é apenas uma palavra triste. O pecado é uma acusação. As outras palavras são tristes. Disfunção, sociedade, ambiente, são tristes. Eu fui colocado nesse ambiente, eu tenho esse problema químico, eu tenho essas coisas. Mas o pecado é uma acusação, é uma revelação do coração, é um espelho que não tá falando coisas boas, não está nos elogiando, é uma lâmina que entra fundo demais. Nós preferimos a que as pessoas falem da nossa alma da de outra forma. É uma luz que não deixa o homem continuar se narrando como vítima ou como nobre apenas ou como incompreendido apenas. Todas as outras narrações deixam, então nós gostamos e no entanto, sem essa verdade, o homem não se entende. Não houve um homem mais sofredor, maltratado, incompreendido e perfeito, a não ser Cristo. No entanto, ele não manifestou nenhum desses distúrbios químicos de ambiente, etc. Não é? Sem a queda, a vida humana vira um um quebra-cabeça sem uma figura que te oriente. Infelizmente o mundo é assim. Todas as coisas estão tentando montar sem a queda o quebra-cabeça humano. E a igreja também fica com as suas peças tentando participar. Sem a ruína moral, nossa contradição fica sem chave. Sem o pecado, o homem continua sendo o maior enigma para si mesmo, porque ele olha para ele, ele constrói hospitais, ele eh constrói campos de extermínio. Então ele não se entende como eh os mesmos homens fazem isso, escreve sinfonias, não é como Betovem, Mer, mas também tortura inocentes, escreve sinfonias e abandona a sua família. ama de modo comovente às vezes e trai de modo repulsivo. Levanta monumentos de beleza, não é? Música, arte, e abre abismos de crueldade. Tem uma fome de eternidade, mas vive enterrado em vaidades pequenas. Fala de justiça e troca tudo por migalhas. Fala de justiça, mas tá sempre pensando nos outros. Sonha com pureza, mas vive chafurdando na lama. Quer durar, quer marcar, quer contar, quer deixar seu nome, quer ser amado, quer conhecer, quer ser visto, mas tem medo de ser visto, quer ser grande, quer tocar alguma espécie de glória que não seja só mentira. conveniente do politicamente correto, mas ao mesmo tempo apodrece por dentro, se sabota, se corrompe, se idolatra, se corrói, se destrói, fere o outro, fere a si mesmo, estraga aquilo que ama, contamina o que toca. O que é isso? Se o homem for só um animal, ele é grande demais para caber na explicação. Porque animais não agem assim. Se o homem é só um animal, então ele está muito maior do que a explicação que você está dando. Porque pense bem, o que faz um boi feliz? Se você tem capinha, ele água, o boi tá feliz. Ele não fica lá triste, deprimido, porque tá pensando na vida, porque ele queria ser um boi importante, porque a a sociedade povina não considera ele o suficiente, porque a vaca não ama o boi como devia mal. Então, como boi não ama vaca, ele não é assim. Você vê se o homem é animal, ele é grande demais para caber na descrição. Todos os animais estão satisfeitos com aquelas coisas bem básicas. A aranha tem seda para fazer a teia, tem mosca que quer na até tá tá feliz, não quer mais nada, não é? Então, se o homem for só um animal, ele é grande demais para caber nessa explicação. Mas se o homem for só nobre, ele é baixo demais para caber na explicação. Ele não parece nobre. Se ele for só biologia, então a fome dele é alta demais. Se ele é só um ser biológico, ele devia achar a morte normal, devia achar todo processos biológicos, não devia pensar em amor e importância e essas coisas. Se ele for sua bondade mal resolvida, bondade meio disfuncional, vamos combinar, ele é cruel demais para isso. A maldade é demais, amargura demais, inveja demais. O homem não é apenas um ser ferido, ele é um ser caído, não é apenas limitado, está desordenado, não é apenas incompleto. Ah, eu sou preciso ser completado. Não, não. Ele está deslocado. Ele não é apenas frágil, ele é moralmente quebrado. Não há uma perversão sexual que os seres humanos não estejam envolvidos. Quase todo tipo de destruição eh do ser humano tem a ver com sexo, dinheiro. Is está moralmente quebrado. Não é apenas pó. Pó que ainda guarda e eh eh eh uma memória. Esse é o problema. Ele é pó, mas é um pó que guarda a memória de algo muito maior do que pó. E é por isso que a sua miséria não apaga. aquilo que ele foi feito, mas denuncia como ele não é nem de perto aquilo que ele foi feito para ser. A desgraça humana não prova que fomos feitos para pouco, prova que fomos feitos para muito, mas caímos, caímos tão baixo e ficamos tão distante. Paulo diz assim: "Todos pecarem, foram destituídos da glória de Deus. Nós fomos feitos para maior coisa que existe e caímos o mais fundo possível. Ah, nossa inquietação não é a de um verme querendo ser uma estrela. é de um, é de um ser grande em glória, em desfrute de glória, seria melhor dizer, que lembra disso enquanto está chafurdando no chão, eh, na poeira. Então, o homem não cabe e nenhuma explicação rasa. E todas as explicações humanas são rasas. Ele nunca coube. Você não consegue olhar honestamente para a raça humana e sair dela com uma leitura simples, porque tudo em nós desmente. Qualquer simplicidade. A grandeza demais no ser humano e ao mesmo tempo arruína demais. Duas coisas estranhas parecem incompatíveis. O homem é capaz de atos que quase nos faz acreditar que ainda existe uma nobreza. perdida, não é? Ele corre para salvar alguém. Ele se sacrifica. Ele sofre por amor. Ele escreve eh com beleza. Ele cria ordem. Ele sonha com o mundo justo, só que sempre ele mesmo age, cada um individualmente, tornando totalmente impulsível essa justiça, já que o no entre o homem mesmo não há um justo sequer. Então imagine todo mundo injusto sonhando com justiça. Ele se indigna diante do horror. Ele enterra seus mortos com solenidade porque sabe que a vida não é e algo banal. Ao mesmo tempo, ele disse que a vida, o homem igual um boi, é só uma máquina biológica. Ele chora diante do sublime e ele levanta os olhos para o céu e sente que nasceu para mais. E é por isso que o coração dele é um turpilhão de insatisfação, em que cada coisa que ele pensa que seria aquilo, não é. Mas esse mesmo homem mente, humilha, explora, usa, descarta, violenta, devora, manipula, eh se vende, se embriaga de si mesmo, do seu ego, tem um um um um descrição correta para as outras pessoas, mas uma completamente distorcida para si mesmo. Troca a glória por sujeira, troca a fidelidade por impulso, troca a verdade por conveniência. Como explicar isso? Se você disser que o homem é só um animal um pouco mais sofisticado, você não consegue explicar a fome do homem por por algo maior, por eternidade, por grandeza, por permanência. Você não consegue explicar sua vergonha, sua culpa, que ele tenta abafar de todas as formas e que o faz miserável. Você não explicou a sede de absoluto que ele tem, não explicou porque ele não se satisfaz em sobreviver. Como lá eu falei que os animais se tiver capinha, água, tá feliz, sobrevive, é o que ele quer, não quer mais nada. Não tem sonhos, grandes projetos. Você não explicou porque ele não aceita ser apenas mais uma peça do cosmos. Mas não é o que ele diz que é. não explicou porque o amor, a a beleza, a eternidade, o significado, a glória o perseguem. Ele está sempre com a mente voltadas para coisas assim. Os animais não vivem atormentados pela necessidade de contar. Será que vão lembrar de mim? Será que a minha vida importa? Será que a minha vida dá conta para alguma coisa? Será que alguém se importa comigo? Os animais não vivem com essa, não vivem esmagados pela consciência que a morte parece errada. Os animais não se desesperam porque não são suficientemente amados. Papai não me ama demais. Papai não me ama como devia. Mamãe não me ama como devia. Não sei que não me ama como devia. Os animais não produzem catedrais, poemas, genocídios, tribunais, assassinatos. Mas por outro lado, se você disser que o homem é basicamente bom, só mal direcionado, só corrompido pela sua supostamente só socialmente ferido, só estruturalmente deformado, você também não consegue explicar, é óbvio, o ser humano, você não consegue explicar o horror que é a vida humana, não explica a crueldade lúcida, a mentira, o amor mentira, a traição. Não explicou o prazer pelo mal. Eu falei sobre toda espécie de de depravações sexuais, toda espécie imaginável. Então, aquilo tudo é o coração do homem. Você não consegue explicar a malícia refinada, o cinismo. Não explica a corrupção voluntária não explica. Você não explica porque você podia explicar pela necessidade, mas as pessoas mais ricas e poderosas são corruptas, roubam. Você não tem explicação, não explica a capacidade humana de olhar para a luz e amar as trevas. A luz vê o mundo, mas o homem amou as trevas. Você não consegue explicar. Há uma profundidade de mal em nós que não pode ser tratada como acidente periférico, eh desajuste, disfunção, eh, trauma, sabe, as sementes de heroísmo e as sementes de inferno em nosso coração. E essas sementes são as que prevalecem. E essa é precisamente a crime, a crise. O homem é alto demais para ser lido por baixo, mas ele é caído demais para ser lido por cima. Então, como como podemos ler um ser assim? Ele é alto demais para estar do lado dos dos animais, mas é baixo demais para estar num lugar elevado. Ele é um paradoxo vivo, porque ele é um ser de glória arruinada. Uma criatura que ainda carrega traços da majestade e ao mesmo tempo marcas profundas, muito profundas, na fonte do seu ser da rebelião. Então, há restos de realeza na lama, a memória de imagem da da imagem que ele foi feito, né? Mas eh a deformação moral final, a sede de Deus e ao mesmo tempo a fuga de Deus. Sem a queda não há explicação para o ser humano. Ou é alta demais ou é baixa demais. Não consegue explicar. Sem a verdade do pecado original, a condição humana vira um segredo insolúvel, um enigma sem chave. Um espelho quebrado que ninguém consegue remontar, mas a escritura não se intimida diante dessa dificuldade humana. Ela diz: "Vocês são a imagem de Deus". E diz também: "Vocês caíram e são filhos do diabo." Vocês foram feitos altos, mas se tornaram completamente tortos, caídos. Vocês nasceram para refletir a maior de todas as glórias, mas vocês não refletem essa glória e agora carregam dentro de si a sabotagem da própria glória. E é por isso que o homem nunca consegue se explicar só como miséria. Ele não pode se vitimizar e nem se explicar com grandeza. Ele pode ver a grande diferença entre ele e as outras coisas. à sua volta criadas. Ele é uma ruína de uma grandeza. E a miséria do homem não destrói totalmente essa imagem e revela o quão caído ele é. Não é? O homem é profundamente infeliz. Quando Jesus vai falar sobre feliz é o homem ou bem-aventurado, você vê que ele não vai descrever nada. do que caracteriza o ser humano. O homem infeliz, mesmo quando sorri, mesmo quando vence, mesmo quando consegue, ele era infeliz, aí ele casa e achou que o casamento ia ser feliz, daqui a pouco ele tá infeliz no casamento. Aí ele vai pro outro emprego, porque ele tá infeliz lá e carrega consigo. Mesmo quando coleciona experiências, relações, dinheiro, viagens, belezas, status, prazer ou poder, o homem é infeliz. Há sempre um resto de sede. Há um gosto de incompletude, uma sensação de insuficiência, de impotência diante da morte, achando que ela é estranha. Quando as pessoas, não é só o ciclo da vida, né? Eh, como o Rei Leão, então você devia ficar feliz porque você, o leão come a zebra, a zebra morre, o leão morre, vira e adubo, cresce o capinho, outra ovelha come. Então é isso, você só é partir desse, isso é bonitinho num desenho ou na filosofia, mas quando você pensa que você é o adubo, você pensa: "Não fui feito para ser adubo". Há sempre um resto de sede, um gosto de incompletude, uma sensação de insuficiência, uma impressão incômoda de que mesmo quando algo deu certo, não é aquilo. Aquilo não é o certo. Certo, realmente ainda falta, ainda escapa, ainda não preenche, ainda não dura, ainda não basta, não importa o quê. Todos nós experimentamos isso. Por quê? Essa pergunta é mais séria do que parece. Porque o homem nunca se satisfaz. Por quê? Porque é tão fácil um boi satisfeito e impossível um homem satisfeito? Que criatura é essa que nunca está satisfeita em todas as situações, em todas as camadas, em todas as situações de vida? Porque o homem nunca se satisfaz, porque nenhum amor parece grande o bastante para ele? Porque nenhuma conquista resolve finalmente o seu drama. Ah, ele pode tentar dar explicações, não é? Quem sabe a minha bioquímica. Porque até os momentos mais belos carregam uma fragilidade secreta, medo, ansiedade. Porque o coração humano sempre parece pedir mais do que o mundo consegue entregar, mesmo quando o mundo resolve entregar tudo igual Salomão. Dei tudo que meus olhos queriam, dei tudo que meu coração queria. Não há coisa que eu não tivesse feito construir, ergu palácios, plantei, trouxe todos os artistas, eh, casei com um monte de gente, fiz tudo e tudo era vazio, tudo era vazio. Por quê? Não é porque a fome humana seja ridícula, é porque ela é grande demais, alta demais. Há em nós essa uma nostalgia, né, que não sabemos nomear, uma memória quebrada, um eco, um vestígio, uma saudade mais antiga que a nossa linguagem, mais antiga do que a nossa memória é consciente. É uma sensação de perda que não conseguimos descrever com precisão, mas que nos acompanha por dentro como se fosse uma música esquecida. a gente a gente começa a lembrar dessa música, de algo dessa música, mas a gente não consegue lembrar dela mesma, de como é a melodia, a letra, isso fica em nós. É como se o coração soubesse que nasceu para um lugar que ele não está, mas ele não sabe que lugar é esse. Como se a alma sentisse falta de uma ordem que já não possui e ela nunca possuiu aqui. O que é estranho, como se tivéssemos visto alguma glória antes e agora passássemos a vida inteira tentando encontrar ela em pedaços. A gente olha para uma flor, tenta encontrar. A gente olha para um para para um romance e tenta encontrar. Mas sempre quando a gente pega aquele pedaço, não é não é não é não é a imagem. Por isso o homem é inquieto. Ele quer mais amor, porque ele foi feito por um amor sem rachaduras, um amor perfeito. Mas esse amor não existe aqui. Ele quer mais beleza porque ele foi feito para refletir a beleza do próprio Deus. Mas nada tem a própria beleza de Deus. Ele quer mais duração. Ele acha vida culta porque foi feito com um eco de eternidade. Ele quer mais sentido porque ele sabe que não foi criado por absurdo. Ele mesmo cria coisas que não são por absurdo. Ele não entende criar coisas para o absurdo. Quando ele cria algo, alguém pergunta para que que é isso? Que que é isso? Ele aquilo tem um propósito. Ele quer mais plenitude porque sua estrutura original não combina com a ruína que ele é. Exílio, túmulo, fragmentação, distância. A nossa infelicidade não é irracional. A nossa infelicidade, a nossa ansiedade, nosso medo, nossa depressão é reveladora. Ela mostra que há em nós uma grandeza deslocada, uma estrutura que pede mais do que qualquer coisa pode dar. Como eu disse, Salomão fez o teste. Uma natureza feita para refletir o criador agora está vivendo fora do eixo. Não está sequer virada para aquilo que deveria refletir uma criatura que não consegue se ajustar a a a à queda, porque ela não foi feito para queda, ela foi feito para a glória de Deus. E é por isso que todas as nossas estruturas é tentar fazer a gente viver bem na queda, bem destituído da glória de Deus. Só que não existe esse bem. E é por isso que morrer parece errado. É por isso que o cemitério parece um insulto. É por isso que a perda nos escandaliza. É por isso que o coração protesta. É por isso que a beleza nos faz chorar, não é? É por isso que toda alegria muito grande já vem misturada com luto, com medo, com ansiedade, com infelicidade de não ter, depois com medo e a infelicidade de perder. Tudo que temos se vai. O homem não é apenas um ser desejante, ele é um ser exilado. É isso que Gênesis 3 diz. Ele está, ele foi, ele foi exilado do seu lugar. Sua alma tem memória do jardim. Seu coração carrega ruínas de paraíso. Sua fome não é a de quem quer luxo, é a de quem foi feito para uma presença. A de quem foi criado para andar em ordem, comunhão, plenitude e luz. Mas agora ele tem um coração que deseja as trevas e ao mesmo tempo sente todas as as a fome daquilo que é óbvio. A trevas não pode dar porque ela é exatamente oposto. E agora ele vive entre o quê? Cardos, entre espinhos, entre fraturas, entre desejos desgovernados, entre promessas que nunca se cumprem. Todas as promessas do mundo não se cumprem. Todas as promessas que o casamento já fez, que a saúde já fez, que o dinheiro já fez, que a amizade já fez, que todas as promessas não se cumprem. Esse é o problema. Todos os amores falham, todas as coisas terminam, todos os corpos adoecem, todos os corpos morrem. entre dias que passam depressa demais, entre alegrias que só ficam o suficiente para nós percebermos que elas não são suficientes. E por isso que o mundo inteiro não basta. Não porque o homem seja ingrato, apenas o homem é ingrato, não é? Mas porque o mundo depois da queda já não consegue falar a língua da alma. Ele perdeu o sabe tudo aqui é rastro, é sinal, é fragmento de algo, mas não é algo. Mas o coração quer fonte, quer o centro, quer o jardim, quer a casa. Nós vivemos a leste do jardim. Nós fomos expulsos, nós fomos destituídos. Nossa infelicidade é a prova de que fomos feitos para um lugar onde estamos. completamente exilados dele. E o homem é pó. É verdade. Sempre foi. Mas não é apenas pó. O homem é a pó que era a imagem de Deus. Mas agora ele continua sendo pó. Mas ele não é mais a imagem intacta de Deus. E aqui está a atenção, aqui está a chave. Aqui está a verdade que salva o homem de ser lido por caricaturas, dizendo eh que ele é um ser grande, com disfunções e etc. Ou quando vermos ele no lugar mais baixo, acharmos que ele se encaixa, você explicando que ele é como um boi. Se você reduzir o homem à biologia, você destrói sua glória e não consegue explicar o que o homem é. Se você negar o seu pecado, você destrói a verdade. Porque o homem é tão mal quanto Deus diz que ele é. Se você disser que ele é apenas matéria organizada, você mutilou sua dignidade. Se o homem é só matéria, ele não é mais do que uma pedra. Mas você não acha nem o mais materialista, eh, humanista de que o que você faz com uma pedra, você pode fazer com um ser humano. Se você disser que ele é essencialmente bom e só ocasionalmente falho, você está cego para abismo moral do seu próprio coração, que dirá do do mundo todo. A escritura faz as duas coisas ao mesmo tempo. Ela nos eleva e nos humilha. Ela diz que fomos feitos à imagem de Deus. e diz que nós somos filhos do diabo. Ela nos impede de pensar pouco demais de nós. Somos meros animais e nos impede de pensar alto demais de nós. Isso faz do evangelho algo mais profundo do que um otimismo raso do humanismo secular, que conta mentiras para nós que nós gostamos de ouvir, como eu disse, e mais verdadeiro também que um pessimismo raso que dissesse também num niilismo final de que nós eh a vida é um absurdo. O otimismo superficial olha para o homem e diz: "No fundo ele é bom. Basta dar educação, basta ambiente, basta estrutura". Olhe para as pessoas mais educadas do mundo. Elas são maravilhosas. Não estão as mesmas coisas lá. Os casamentos não são iguais, os dramas, os ódios, as invejas. Basta ambiente, basta estrutura, basta oportunidade, basta cura de algum distúrbio, basta evolução moral, como se ela realmente existisse. Mas isso não vai explicar todos os pecados no coração do homem. O mundo do homem é horrível. Imagine o mundo do homem que só ficou no seu desejo e na sua mente e só Deus vê. É 10 vezes, é 1000 vezes pior o mundo dos homens quando Deus olha, porque Deus olha aquilo que os homens desejaram, quiseram, mas não fizeram. não fizeram por razões que não foi bondade, foi simplesmente eh falta de força, medo da consequência, eh eh zelo pelo bom nome, não explica a perversidade inteligente, não explica disposição deliberada de corromper, humilhar, destruir. O pessimismo superficial, por outro lado, olha para o homem e diz: "Não há nada de grande nele, é só extinto e química". É só processo químico. Ele é igual a aranha, só que a aranha tá programada quimicamente para ser aquilo. O outro animal lá tá programado quimicamente para ser aquilo outro. E o homem tá programado quimicamente para isso. Só a sobrevivência mais refinada, só matéria tentando durar um pouco mais. Mas isso também não explica, não explica fome por glória, não explica consciência moral, não explica a sede de transcendência, não explica o escândalo diante da morte, não explica o desejo por beleza, não explica a recusa interior e aceitar que somos apenas um acidente cósmico e que eh a vida é um absurdo mesmo e sermos felizes num absurdo. Então, eis a grandeza, a grandiosidade do evangelho. Ele diz: "Vocês são magníficos demais para ser tratados como um acidente e vocês são perversos demais para serem tratados como bons. Vocês carregam uma dignidade, mas também carregam uma corrupção total, uma depravação total. Vocês têm grandeza verdadeira, mas essa grandeza foi totalmente quebrada. Vocês não são lixo ontológico, mas vocês não são inocência mal compreendida. Vocês não são bondade que não tem sido bem tratadas pelos outros. Vocês são imagem, mas são ruína. Vocês são glória. Vocês tiveram glória da qual foram destituídos. Vocês são uma majestade que caiu o mais baixo possível. Vocês são pó que ainda conserva traços da luz e amam as trevas. E só essa é a chave do homem. Só isso explica todas as coisas. as coisas que parecem nobres e aquilo que caracteriza totalmente tudo, tudo manchado, tudo explica porque ele consegue atos belos ainda pela graça comum e explica porque ele consegue atos tão monstruos. Explica porque ele sonha alto e explica porque ele passa a vida rastejando, apesar de sonhar assim. Escreva porque ele escreve hinos, mas tem que cavar covas todos os dias. Explica porque ele sente sede de eternidade e explica porque ele vive adorando coisas que não são eternas. Ele dá mais importância e a beleza que ele sabe que está acabando do que algo que é eterno. Ao mesmo tempo, ele sede uma, ele sente uma sede de eternidade, mas ele passa a vida adorando coisas que não são eternas. Ele passa a vida adorando a criação que está caindo, que está se corrompendo. Sem a queda, o homem vira uma contradição. Não há chave. Você tenta explicar de um jeito, colocando ele mais alto do que ele pode estar ou colocando ele mais baixo no sentido de ser um mero absurdo. A escritura nos diz: "Vocês eram altos, mas vocês caíram o mais profundo possível. Ainda há traços dessa altura, mas agora tudo está contaminado. Ainda há dignidade, não é, daquela imagem, mas também deformação. Eh, há vestígios do jardim, mas vocês foram expulsos dele. E é por isso que a leitura bíblica é a única que consegue olhar um homem sem lisongeá-lo, mas sem achatá-lo. Ela não nos idolatra. Ela não nos reduz, mas ela nos revela. E aqui está esse diagnóstico central. Sem entender a queda, você não entende a sua fome. Infelizmente, nós vivemos uma época que a igreja está cheia de pessoas que estão no mesmo drama do mundo, como se elas também não tivessem a chave. De tal maneira que elas estão pegando as as velhas chaves que não funcionam no mundo e ficam futucando a fechadura. Sem entender a queda, não entendemos a nossa sujeira. Sem entender a queda, não entendemos porque desejamos tanto e estragamos tudo. Não entendemos porque somos capazes de beleza tão alta e maldade tão grande em amar alguém e sermos totalmente mesquinhos. Não entendemos porque carregamos dentro de nós ao mesmo tempo, ecos de majestade e uma profunda miséria. O homem moderno tenta se ler por baixo como um animal sofisticado, como um aglomerado químico que está funcionando durante o tempo. Aí, apesar disso, ele quer dizer que é digno, que e desejava ser eterno, tem uma sede por por eternidade, mas tudo que ele se apega, como a gente viu, não é nada. como se fôssemos apenas produto da matéria, como se fôssemos essencialmente bons e só estivéssemos com um defeito, como consciência apenas ferida, como nobreza apenas maldirecionada. A escritura recusa todas as simplificações sobre o ser humano. Vê que nenhuma delas pode tocar no dama. Ela leu o homem a partir de duas realidades inseparáveis. a glória perdida e a depravação total. a glória perdida e o pecado instalado, pecado reinando. E é isso que explica a nossa inquietação, nosso desajuste, nosso desespero, nosso medo, nossa ansiedade. É isso que explica porque o coração humano parece grande demais para o mundo e sujo demais para si mesmo. Sem a queda, o homem permanece esse enigma. É inútil continuar tentando entender. Depois de entender um pouco melhor quem é um homem, nós podemos começar e devemos entender como o mal opera. Porque o pecado não é apenas um ato, não é um gesto errado, não é apenas uma escolha torta, não é apenas eh uma infração moral visível, um problema bioquímico. O pecado é mais fundo. Ele trabalha dentro, ele trabalha antes, ele infiltra, ele prepara o terreno de tudo que acontece. Ele reorganiza a alma, ele reconta a realidade. É por isso que nós gostamos de mentir para nós, é por isso que gostamos de ouvir mentiras. Ele altera a leitura de Deus do mundo, de si mesmo, da liberdade, da felicidade, da verdade. O pecado não é só ato. Você vê o pecado domina tudo. É por isso que a doutrina da depravação total, todas as faculdades do homem, vontade, afetos, eh todas as coisas estão debaixo dessa, desse poder. O mal não domina primeiro pela força bruta, ele sempre domina pela mentira. Antes da mão pegar o fruto, a mente já tinha sido inclinada pela mentira. Antes da vida sair do eixo, a percepção já foi envenenada. É assim que o pecado trabalha. Ele entra pela mentira, ele cresce pela mentira. O pecado respira pela mentira. Ele se fortalece pela mentira e governa pela mentira. É por isso que Jesus disse: "Eu vim de fora do mundo, porque no mundo não dava, né? Eu vim de fora do mundo para dar testemunho da verdade. Nós não temos nada da verdade. Nada, né? Temos um pouco, né? Ele veio dar testemunho da verdade. É o que ele diz a Pilatos. Veio de fora porque dentro do mundo a verdade não é o lugar onde ela é bem acolhida. Seu poder não está apenas na medida que o homem faz, está no que o homem passa a acreditar e dominar todas as suas faculdades. Está nas narrativas internas. Sempre que você tem raiva de alguém, você tem a sua narrativa para ter. Sempre que você não perdoa, você tem sua narrativa. São mentiras que você acredita, que você se conta. Sempre que você está ansioso, você conta uma história para explicar. Você mente para você mesmo, é o pecado. Você acha que é você simplesmente essa essa é a mentira trabalhando, esse é o pecado trabalhando. Essa é a serpente falando com você, como falou com Eva. Você é assim por isso, você é assim por aquilo, você é assim por aquilo, outro. Tudo mentira, mas você está comprando. Está nas narrativas internas que se instalam no centro da alma. está nos juízos secretos que se formam dentro do coração. É assim que você pode ver com clareza o problema dos outros ou que os outros são e não os seus, porque a serpente está falando com você. Está nas interpretações subterrâneas que passam a parecer óbvias. Está nas suspeitas que vão deixando de parecer suspeitas. No seu caso, está nas distorções que, de tanto serem repetidas, começam simplesmente parecer lucidez para você. O pecado não quer apenas arrancar um ato errado de você. Ele forma uma leitura da vida totalmente errada. Não só atos. Porque se ele conseguir isso, então os atos virão, são frutos do coração da mentira. E é por isso que o pecado é tão perigoso, porque não começa parecendo pecado, começa aparecendo uma interpretação da vida, das coisas, dos fatos, começa a aparecer uma percepção, começa a aparecer realismo. Finalmente agora eu estou vendo as coisas de maneira clara. Começa apecendo liberdade, começa apecendo uma forma mais madura de olhar as coisas, mais profunda. Começa aparecendo só uma pequena correção de rota, só uma nuance, só uma pergunta, só uma observação, só um desconforto, só uma insinuação. É assim que o pecado age, mas ali está o veneno. Sempre é a mesma coisa. O que Deus disse sobre isso? E quando o veneno entra, ele não se limita a produzir ações mais. Ele passa a fabricar uma alma capaz de chamar o mal de bem e o bem de mal. O pecado não é só sujeira moral. O pecado é uma fraude espiritual no centro do ser, do homem. E nós costumamos ter uma leitura superficial do mal, a leitura que acha que o problema principal está apenas em nossos comportamentos, nas nossas explosões, em em vícios, em quedas escancaradas, em atos que podem ser apontados, narrados, descritos, condenados. Mas a escritura não faz isso conosco. Ela mostra que o pecado não domina apenas quando alguém faz algo mal. Ele domina como você está enxergando o mundo, a vida. A dor, a felicidade domina quando a mentira entra e instala no centro da alma. domina quando o coração começa a crer em algo falso, como se fosse verdade. E isso é decisivo porque nós costumamos olhar para fora e Deus olha para dentro, debaixo desse de desses picos enormes de mentira. O centro humano é governado por crenças profundas, por convicções subterrâneas, por narrativas interiores, por leituras que se tornam quase extintivas, por conclusões silenciosas que você chegou em seu coração. O que controla você não é apenas que o que aconteceu com você é o que passou a viver dentro de você como a verdade. E aquilo é a mentira. Não apenas feridas, é interpretação abraçada. Ah, coisas, como eu disse, Jesus é a pessoa que mais sofreu no mundo. Mas você vê como ele não interpretava a dor pela mentira, então não fluía pecado. É assim que o mal escraviza. Ele usa fatos, circunstâncias, experiências, dores, decepções e vozes humanas. Sim, ele usa. Mas seu poder se consolida quando tudo isso se converte. em uma crença, quando aquilo que foi ouvido passa a habitar a alma como a lente, como a gente vê o mundo. Quando Eva viu as coisas como Satanás via, então todos os atos viriam depois. A questão toda era ver as coisas como ele. Quando a ferida se transforma em teologia particular do coração, entende? É aí que está o drama. Aí o mal não fica mais só ao redor. O mal, o mal está dentro. Estando dentro, começa a operar não apenas contra a pessoa, mas através dela. A mentira se torna um instrumento com o qual ele começa a se relacionar com o mundo. O envenenado passa a ser envenenador. Ele não é vítima da mentira. Agora ele é um espalhador da mentira. Ele agora vê o mundo através dela e ferido, passa a ferir. O enganado passa a reproduzir o engano. Controlado pelo que é falso, passa a tratar outros a partir do falso. E é por isso que tanto mal se perpetua, porque não se move só pela memória do dano, move pela internalização da fraude, da mentira, da narrativa, né? move-se pelo fato de que coração humano sendo ferido para responder eh eh eh a verdade, ele em vez disso abraça a mentira e passa a servir a mentira como uma energia com a qual ele responde a vida. O pecado não quer só produzir tropeços. O pecado colonizou as imaginações, governa a interpretação dos fatos e se torna a voz de fundo, onde eu pareço estar conversando apenas comigo mesmo em narrativas, mas não há nenhuma diferença entre o que aconteceu com Eva comigo. Quer estruturar a maneira como o homem entende o amor, a segurança, a identidade, o prazer, o valor, o sofrimento e o próprio Deus. Tudo está errado, porque tudo ele está vindo dessa forma. O próprio Deus, quando tudo isso acontece, o pecado, ele já é vencedor e dominador muito antes de qualquer ato na vida, porque o ato já vem de um centro ocupado. É por isso que Jesus disse que o pecado sai do lugar central da alma. E é por isso que a gente aparentemente eh pessoas que aparentemente podem ser corretas por fora e profundamente desordenadas por dentro. E é por isso que a moralidade exterior com coração envenenado, essas coisas funcionam juntas. É por isso que há pessoas dominadas pelo medo, orgulho, revolta, autodesprezo, dureza ou vaidade, mesmo sem alguma queda espetacular visível, porque o problema já está operando no subterrâneo. O pecado não se satisfaz ou não se satisfez em sujar nossas mãos, mãos sujas do crime. Ele reescreveu o coração do homem. E quando a mentira consegue parecer verdade, o mal está reinando. Quando nossa, quando a mentira é vista por nós como a verdade com a qual nós enxergamos o mundo ou tentamos explicar a vida em nós mesmos, então o mal está reinando completamente, completamente. O pecado raramente começa com uma negação frontal, não é? Ele é mais sutil, mais paciente, mais sinuoso, mais inteligente na sua malícia. Ele não entra primeiro com um grito. Satanás entrou, por exemplo, no Jardim e disse: "Deus é mentiroso". Não, ele não faria isso. Ele não começa dizendo: "Abandone Deus. Você para ser feliz tem que abandonar Deus. Deus é a sua desgraça. Não começa dizendo: "Odeia a santidade, ame a maldade." Hum. não começa dizendo mergulho logo na rebeldia. Ele começa deformando o tom, alterando a atmosfera, começa exagerando, sugerindo, eh plantando desconfort, quase todo mundo explica a sua relação com Deus totalmente em frangalhos pela igreja. A igreja nunca foi perfeita. Portanto, é óbvio que ela poderia ser durante toda a história a explicação porque tantas pessoas na igreja visível não t nenhum tipo de paz e relação verdadeira com Deus, só amargura, tristeza, eh falta de contentamento e etc. Não é? É assim que o pecado faz. Essa astúcia da serpente, ela não começa com o fruto, ela começa com a suspeita. Ela não começa com as qualidades simplesmente do futuro. Começa assim: "Foi isso que Deus disse? Qual será a intenção dele? Não começa com a queda visível, começa com a distorção interior. Não começa dizendo: "Faça mal, desobedeça, porque desobedecer é bom". Não, não, não, não. Começa dizendo, será que Deus não está pesando a mão? Será que não é exagerado? Será que ele não está sendo excessivo? Será que realmente isso aí é isso tudo mesmo assim? Será que ele não está restringindo demais? Será que obedecer ele totalmente não é perder demais? Não chega dizendo que Deus é assim, que o pecado entra primeiro pelo emocional. Quase sempre as pessoas, eu acho muito engraçado, certa eh eh é muito comum hoje em dia, eh pastores tinham uma posição, aí os filhos dele caem num pecado claro bíblico, aí ele muda a posição sobre aquilo que a Bíblia diz que era pecado. É óbvio que ele não fez isso porque entendeu algo novo na Bíblia, né? E as pessoas falam isso com a maior tranquilidade. Queria ver se um dia um filho teu, não sei o que e daí. Mas as pessoas dizem cristãos, elas estão dizendo claramente o que define para mim a verdade é o meu emocional. Depende quem é. Então, primeiro pelo emocional, primeiro pela atmosfera afetiva, primeiro pela insinuação que contorna a razão e não pela razão, porque a razão não ia deixar, não é? E tenta ocupar o coração antes que o homem pare para pensar com clareza. O mal gosta disso. Ensin ação, exagero, tons, sugestões, impressões pequenas. E o que o diabo faz, o homem faz também, não é? Quando a pessoa quer que o outro não goste do outro, ele começa a fazer pequenas insinuações sobre o outro. Ele não chega falando assim: "Eu não gosto dessa pessoa, acho essa pessoa horrível, eu tenho raiva dela, eu tenho inveja dela, porque aí você acha, pô, que cara horrível". Mas ele começa a fazer pequenas ensinções, pequenas coisas assim como o diabo fez. Porque se ele conseguir fazer a alma sentir, se o diabo conseguir fazer você sentir que Deus não está sendo tão bom, tão justo, se você começar a dizer: "Não tô entendendo o que que Deus quer fazer com isso. Não tô entendendo porque que eu estou passando por essa situação. Se ele, se você começar a pensar que qualquer coisa assim, por menor que seja, então ele conseguiu. A primeira vitória do pecado não é desobediência, é o ressentimento contra a obediência. É quando a alma ainda obedece, talvez, mas já tá amargurada, já não tá feliz. Não tá feliz na obediência. Obedece, mas [roncando] já obedece achando que está perdendo demais. Já começou a fazer cálculo na obediência. já obedece desconfiando de que aquele mandamento não não vai me fazer feliz de verdade. Já obedece sem reverência. Não há um ó que faz se inclinar. Obedece sem descanso. Obedece sem confiança. Então o mal já entrou. Já obedece como quem suspeita estar sob uma exigência dura demais, excessiva demais. Já obedece olhando para Deus. Não com alegria, mas com uma reserva. Esse é o começo. Você vê, é insidioso quando o coração passa a sentir a bondade de Deus como uma limitação excessiva para sua felicidade. Quando o mandamento deixa de ser percebido como cuidado de Deus, cuidado santo com Eva, comigo, com você, e começa a ser percebido como uma restrição que está me incomodando. Quando a alma já não diz em paz: "Tua vontade é boa." Seja feita a tua vontade. Então, mas começa a sussurrar. Talvez a vontade de Deus esteja me custando demais, me custando aquele relacionamento, me custando aquilo, aquilo, me custando aquele bem. A partir daí, a queda já amadureceu. Você vê, isso é verdade na queda do homem, no jardim. e a cada instante na vida do homem, porque ninguém desobedece de repente no sentido mais profundo. A queda externa é quase sempre o fruto maduro de uma resistência interior e desprazer em Deus. A mão só vai onde o coração já foi. O gesto apenas consumo que a alma já negociou e já fechou. Por isso é tão importante vigiar esse estágio inicial, esse momento em que a obediência ainda existe, mas você sente que a obediência começou a azedar. Você tá obedecendo, mas você tá pensando, não é exagero, você já não tem prazer naquilo. Esse instante em que o coração ainda não rompeu, mas já começou a suspeitar se a vontade de Deus é realmente a melhor. Esse ponto em que a vontade de Deus ainda não foi rejeitada abertamente, mas já não é recebida com descanso, inteireza e amor. E aí que o pecado já começou a sorrir, porque sabe que quando a alma passa a obedecer com amargura, a rebelião encontrou a fresta. A queda começa muito antes do escândalo de tomar o fruto no Éden e em cada pecado na vida do homem. Começa quando a santidade deixa de parecer boa, bela, desejável. Começa quando o coração já não chama o mandamento de bom. fala que é bom, mas sem alegria profunda. Começa quando Deus passa a ser sentido como obstáculo. Deus não é a fonte da minha felicidade. Deus tá atrapalhando minha felicidade. Deus tá sendo um obstáculo. Eu começo ver a fonte da minha felicidade. E nesse ponto mal você vê é enorme e parece tão inocente ainda. Conseguiu transformar obediência num lugar de suspeita, no lugar de não felicidade e ninguém peca no vácuo. Por isso, ninguém rompe com a vontade de Deus apenas porque um desejo apareceu e com força. Um distúrbio aqui ali. Ninguém se entrega ao mal sem que antes alguma leitura interior tenha sido mudada, a visão do caráter de Deus tenha se alterado. Toda aquela foi antes uma releitura interna de Deus, uma releitura interna da palavra de Deus, uma releitura da bondade de Deus. Sempre. Esse é o ponto. O homem não pega o fruto apenas porque o fruto parece interessante. Pega porque antes disso ouviu uma outra versão de Deus, uma outra versão sobre a verdade, outra narrativa, outra interpretação, outra explicação sobre o que Deus é, sobre o que Deus quer, sobre o que Deus faz. A tentação não começa dizendo: "Faça isso porque é mal e maldade é bonito". Faça isso porque isso é diabólico e diabólico é bom. Não, não. Ela começa dizendo: "Não está sendo exagerado, não está sendo retido demais de você. Deus, o caminho não tá ficando difícil demais se você for assim. Deus não quer seu florescimento inteiro. Deus não está sendo tão generoso quanto parece. Deus não tem realmente em vista o seu eh eh melhor. Percebe? Por isso é tão sutil. Antes de deformar a vida, o pecado deforma a tua visão de Deus. Antes de deformar a vida, ele deforma a visão da verdade. Antes de de empurrar eh eh para fora a lei, ele altera por dentro a percepção não da lei, mas do legislador. É por isso que você vai ver cristãos dizendo facilmente: "Eu não posso aceitar um Deus". Ou comecei o culto dizendo, falando de Romanos lá que diz: "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e terei compaixão de quem eu tiver compaixão". Aí não posso aceitar. Você vê ele ele tá vendo Deus de uma outra forma. Ele tá vendo isso mal. Ele tá vendo isso com a mão mal. Antes de de deformar a vida, o pecado deforma a tua visão de Deus. antes de produzir transgressão, ele fabrica uma caricatura de Deus e começa você a agir diante daquele Deus que é uma caricatura, porque a vida humana se organiza em torno do Deus que ela crê. Se eu vejo Deus como bom, santo, sábio, de confiança, é óbvio que minha obediência seria o centro. Eu não posso ver algo. Todo ser humano gira em torno daquilo que ele acha bom, agradável, de confiança e que vai fazê-lo feliz. Se eu começo a ver Deus como excessivo, como limitador, controlador, distante, a minha estrutura interior começa a se deslocar dele para algo que eu acho que não é dessa forma. E é por isso que o pecado amadurece em solo de suspeita espiritual. A rebeldia mora, cresce num terreno teológico já doente. A desordem prática brota de uma desordem anterior da tua visão de Deus. A mão vai para o mal porque o coração foi ensinado a desconfiar do bem supremo. E quando você desconfia do bem supremo, você vai abraçar o mal. Quando o bem supremo não parece bom, o que mais sobra? Toda desobediência séria tem um sermão secreto. Você pode achar que houve muitos sermões, mas não houve não. Você ouve eh sermões a respeito de de Deus, né, do evangelho. Você ouve muitos sermões o tempo todo. Toda desobediência é uma resposta a um sermão, a uma narrativa oculta, a uma teologia subterrânea, há uma nova leitura do caráter de Deus. todo isso vale para muito mais do que as grandes quedas evidentes e óbvias da vida. Vale para o orgulho. Você tem que ter escutado um sermão diferente para eh aceitar o orgulho na sua vida ou dar outros nomes a ele. Para você chamar aquilo que está em você de distúrbio químico, você ouviu algum sermão que você passou a acreditar? Porque no fundo o orgulhoso suspeita que só estará seguro se ele tiver no centro. Se ele não tiver no centro, ele não vai ficar seguro. Ele acreditou nesse sermão. Então, o orgulho é a realidade, vale para a impureza, porque no fundo a alma empurra eh eh porque já decidiu que a vontade de Deus não é suficiente para sua alegria. E ele desconfia de que se ele não for o centro e não controlar as coisas, que ele realmente vai ser feliz. Ele acreditou nesse sermão. Isso vale pra vareza, porque no fundo o coração já concluiu que a previsão divina não basta, que aquela coisa de que Deus cuida dos pássaros, isso não basta. Ou eu cuido de mim mesmo, eu mesmo, ou ninguém vai cuidar. Não tenho um pai, não tem, não tem essas coisas. Eu tenho que ter acreditado no outro sermão. Jesus pregou um sermão, mas eu acreditei em outro. Porque no fundo a alma já está reinterpretando a providência como injustiça, como abandono. Isso vale pro desespero, porque no fundo a bondade de Deus já não é recebida como uma vontade firme. Então o que ele falou, eu posso achar bonito, né? Não te deixarei. Ainda que não precar pelas águas. Eu acho isso. Foi um bom sermão, mas eu não acredito muito nesse sermão. Eu tô desesperado porque eu não acredito. Eu ouvi um outro sermão. Nós sempre estamos seguindo algum sermão, queridos. É sempre assim. O pecado reescreve Deus, depois ele te reescreve. Ele não tem como te reescrever como ele quer se não reescrever Deus primeiro. Depois ele reescreve a vida. Por isso a luta espiritual é tão séria, porque não estamos lidando apenas com impulsos desgovernados e à medida que controlamos ele, tudo fica bem. Estamos lidando com uma batalha pela percepção do próprio Deus. E todos os problemas é uma percepção errada de Deus. Nós estamos lutando uma batalha pela percepção, pela leitura do coração de Deus, do caráter de Deus, da bondade de Deus. Essa foi a luta de Eva. e de Adão. A leitura do coração de Deus, do caráter de Deus, da bondade de Deus. Se essa leitura se corrompe, tudo vai se corromper. É inevitável. É por isso que a primeira tarefa da tentação é sempre tentar afastar a alma do Deus real e oferecer no lugar dele uma versão distorcida, hã, um Deus bom. menos confiável, menos generoso, menos sábio, menos digno. Se viesse abordando, você tem que ser ansioso, eu não acar disso. Ah, ela tem que pregar para mim vários sermões sobre como Deus não é o que ele é para depois nós chegarmos onde ele queria. Então, quando essa caricatura se instala, a desobediência começa a aparecer. Não uma loucura, mas uma espécie de autopreservação. Eu tenho que me proteger. Esse é o horror da coisa. O pecado não se limita a nos fazer romper uma ordem pensando, estamos sendo maus. Ele tenta nos convencer de que romper com Deus é no fundo a forma mais razoável de viver, de ser feliz, de construir a vida. Então você vê, o pecado não é só sujeira moral, não é só erro de comportamento, não é só fraqueza ética, não é só transgrissão. O pecado é uma fraude espiritual, não há nenhum lugar. É uma narrativa venenosa, é uma mentira que entra devagar, parece plausível, se instala na imaginação, molde os afetos, altera a leitura da realidade e passa a governar a vida por dentro. Eis o porque o homem condena nos outros aquilo que ele não condena em si. Ele não apenas empurra o homem para fora da lei, ele reescreve por dentro a percepção dele de Deus. Então, a percepção dos seus sentimentos, a percepção do que acontece com ele e a percepção da vida. Ele deforma o caráter do Senhor, transforma a obediência em suspeita, transforma a santidade numa limitação e transforma a bondade divina numa possível ameaça, a minha felicidade, a minha completude. E quando isso acontece, a alma já começou a cair, muito antes de fazer qualquer coisa. A queda visível é muito superficial, queridos, muito superficial. O centro já foi eh havia sido visitado muito antes, conquistado. O coração já havia sido catequisado, já tinha escutado sermões demais, até que eh o ato, não é a serpente, o fruto. É por isso que a luta contra o pecado é mais profunda. Não não é mera disciplina moral, é uma luta pela verdade. Quando Jonath diz que você tem que ler a Bíblia contra você, ele só tá falando uma frase que resume tudo isso. A luta contra o pecado é uma luta pela verdade, pela visão correta de Deus, pela limpeza da tua percepção, pela restauração do coração ao Deus real e não um Deus recriado, recontado, não é? E aí chegamos ao centro da ferida, [roncando] o nervo exposto aqui, a mentira por baixo das mentiras, podemos chamar de o veneno original. A primeira fumaça que entrou nos olhos do homem, nunca mais saiu completamente da história. Ficou. O pecado não começou apenas com o fruto, começou com uma releitura de Deus. E a serpente não veio oferecendo apenas desobediência, veio oferecendo uma reinterpretação de Deus, de você, do mundo e das pessoas. veio insinuando que o Senhor não era tão bom quanto parecia, que sua proibição não era cuidado santo, mas retenção. Você podia pensar que absurdo pensar que a proibição de Deus não era cuidado, mas cada pecado é exatamente exatamente isso. Você pensa que aquela restrição não é cuidado, é o impedimento. É a mesma coisa. Esse foi o golpe. Esse golpe ainda pulsa em nós. A mentira mais antiga é a respiração de cada alma sem a graça de Deus. Ela ainda sopra por baixo dos nossos medos, das nossas ansiedades, do nosso orgulho. Ela alimenta nossa revolta, nossa autopiedade. Ela é da nossa obediência. fragiliza a nossa confiança. Eu tava olhando um salmo que começa: "Senhor, porque tu és Deus, eu confiarei em ti." Parece uma frase pequena, simples, maravilhosa, mas é assim. É naturalmente assim, porque ele é Deus, eu confio. Ainda distorce nossa dor, ainda reescreve nossa leitura da providência de Deus na nossa vida, ainda nos empurra para autossalvação e, por isso para o desespero, para autopreservação, para a independência e por isso para os medos, para as ansiedades, para uma resistência amarga. Porque o centro do pecado não é simplesmente eu quero algo proibido. O centro do pecado é eu não creio plenamente que Deus seja para mim tudo que ele disse que é. Eu não creio plenamente que sua vontade seja realmente boa. Boa, agradável vontade de Deus. Não acredito. Eu não acredito plenamente que sua restrição seja amor. Eu não acredito que os nãos de Deus são amor. Não acredito que suas portas fechadas são amor. Não acredito. Eu não creio plenamente que seu coração seja seguro para eu confiar e descansar quando ele diz que vai estar comigo nas águas dos no fogo. Eu não creio plenamente que me render a ele seja a vida. Eu creio que isso tá tirando vida. E quando isso entra, tudo, tudo entorta, tudo é visto torto. A submissão começa a parecer perda. A obediência começa a parecer o quê? Ameaça, as coisas que eu quero. E a autonomia começa a parecer liberdade. É por isso que o ser humano é escravo, mas se deslivre. Adefinição começa a parecer dignidade. Eu vou me definir. Ah, mas é por isso que o homem infeliz, porque ele não consegue. Ele depende de definições que vêm de fora. Como ela não tá vindo de Deus, ela tem que vir da cultura do mundo, dos das outras pessoas. E tudo é muito frágil. A resistência começa a aparecer lucidez e a fuga começa a apecer autopreservação. Por que Adão se escondeu? Para se autopreservar. Ele não achou que aquilo era uma loucura. Ele achou que aquilo era razoável. fugir, se esconder. É assim que o pecado cresce. Primeiro, Deus é deslocado do lugar de bem supremo. Depois, como ele não bem supremo, a alma vai começar a tentar salvar a si mesmo com as coisas que da vida. Primeira bondade divina é posta sob suspeita. Depois o homem passa a viver como se precisasse se proteger contra o próprio Deus. Como Adão, essa é a mentira, mãe. Todo o resto é consequência. Você pode tentar explicar suas ansiedades de mil maneiras, mas não há outras maneiras de explicá-la. Seus medos, seu desespero, a infelicidade humana, porque nunca existe o ponto de satisfação. Enquanto a mentira mãe governar, nenhuma área da vida fica reta, fica direita. O pecado não floresce. Então, primeiro, porque o mal parece feio demais para eh eh resistir, ele floresce porque Deus deixa de parecer bom o bastante. Não é porque o pecado ficou eh eh eh tão sedutor que ficou irresistível. O pecado floresce porque Deus não era mais um objeto do meu desejo, da minha confiança. Esse é o ponto. A serpente não conquista o coração dizendo: "O mal é lindo, escolha o mal". Ela conquista o coração dizendo: "Deus não está dando tudo que você tem que ter. Está retendo de você coisas que vão te fazer feliz. Deus está segurando, ele tá te dando muita coisa, mas ele tá segurando a plenitude. Deus está eh eh eh segurando sua expansão. Deus está impedindo sua liberdade. Deus sabe que se você ultrapassar essa fronteira, você vai crescer, você vai viver mais, vai ser mais, vai se tornar algo maior. expandir sem os limites de Deus sobre dinheiro, sexo. Você vai viver melhor. Você vai viver melhor. Percebe? O centro da tentação não é apenas a atração do fruto, é a suspeita contra o caráter de Deus. É sempre aí que começa. A sugestão é clara. Deus não quer o seu florescimento completo, então ele não quer sua alegria completa. Deus não quer sua maturidade plena, então ele não quer o seu potencial realizado. Você tem mais potencial do que tá realizando. Deus não está realmente sendo generoso com você. E quando a alma acredita nisso, tudo muda. Mesmo num paraíso. A submissão passa a parecer perda, a entrega passa a apecer ingenuidade. Você tá sendo ingênuo diante da vida. A obediência passa a parecer uma mutilação, uma violência contra você mesmo que você está cometendo. E a autoafirmação passa a parecer, não o que é, mas uma necessidade. E a rebelião não parece rebelião, parece lucidez. Agora eu tô enxergando as coisas, agora a clareza. Agora eu estou vendo certo. E é assim que o pecado floresce, não primeiro como um amor explícito ao mal, mas como uma nova leitura de Deus e então da obediência a ele. A alma começa a pensar: "Se eu me render totalmente a Deus, eu não vou aproveitar a vida como os outros. Hum. Se eu obedecer sem reservas, eu nunca vou ser plenamente eu. Nunca vou achar quem eu sou. Se eu me submeter por inteiro, minha vida vai ficar menor. Se eu aceitar os limites de Deus, eu deixarei de viver tudo que eu poderia viver sem limites. Essa é a sedução. A rebelião quase nunca se apresenta como rebelião, principalmente contra Deus. Apresenta-se como uma autopreservação, como uma defesa do próprio florescimento e a busca da felicidade. Ah, alguma coisa alguém dizer assim: "Procure o seu mal e abrace a maldade e sua infelicidade". Isso é péssimo, mas procure a sua felicidade. É o que a gente queria ouvir. Como recusa de um suposto sufocamento, como esforço de salvar a própria vida daquelas coisas que estão restringindo a vida. Então o homem quebra com Deus se sentindo lúcido e não louco. Resiste a Deus e se sente maduro. Afasta-se de Deus e se sente corajoso. Estou vivendo a minha vida. É, eu fiz do meu jeito. Volta à vontade de Deus. viola ela se sentindo no fundo alguém que não está sendo tentado, mas que está sendo alguém que não está morrendo mais por dentro. Que mentira terrível, porque transforma o bem supremo na maior ameaça. Deus passou a ser a maior ameaça para o homem. Se eu viver para ele, então eu não vivo para mim, então ele vai ser a problema que vai fazer eu não florescer. Transforma Deus, o Deus da vida, em suposto inimigo da nossa plenitude de vida. E a partir daí o pecado já encontrou o clima, já encontrou o solo, já encontrou lugar para crescer. Nós realmente somos o povo da mentira. Quando Jesus disse que nós amamos o pai da mentira, é por isso, uma vez que Deus já não é percebido como sumo bem, o homem vai ter que encontrar outro sumo bem. Uma vez que almas não repousa na bondade de Deus, qualquer desobediência começa a parecer justificável. Ora, se ele fosse o maior bem, tudo bem, obedecer, mas ele não é. Então, eu tenho razões para estar fazendo isso. Uma vez que a vontade de Deus já não é recebida como vida, o meu coração começa a tratar os limites como morte. E o resultado sempre é o mesmo. A alma passa a fingir justamente eh eh eh na interpretação de todas as coisas e ela foge de Deus e acha que isso é liberdade. Então todo o pecado eh floresce dessa inversão. É por isso que Deus diz que Deus os entregou a paixões infames, as paixões da mentira. Deus deixa de ser o bem e passa a ser percebido como o entrave do bem. A partir daí, a rebelião já não parece rebelião, parece um caminho de sobrevivência, ã, uma busca inevitável. A primeira vista, certos pecados parecem muito diferentes uns dos outros. O orgulho parece uma coisa. O quebrado pela culpa parece outra. O revoltado pela dor e pelos dramas da vida e pelos traumas parece outra. O irreligioso autônomo parece o oposto daquele que é o religioso esmagado e que culpa a igreja por tudo. O homem que se afirma demais parece o contrário do homem que se despreza demais, está cheio de autocomiseração, mas por baixo dessas formas tão diferentes está a mesma raiz. Todos suspeitam de Deus. Pense no ir religioso. Ele diz: "Olha, se eu posso decidir o que é melhor para mim, se eh eu mesmo posso definir o meu caminho, só eu posso saber qual é a verdade, a minha verdade é o religioso. Só eu posso escolher o meu bem. Se eu entregar isso a Deus, vou perder a mim mesmo." Isso parece independência, parece força, parece autonomia, mas o que está por baixo? desconfiança. A pessoa é óbvio que acreditou antes que crer em Deus não era seguro. Então, ela precisa assumir o controle, ser o capitã de si, segurar o leme. Agora pense no religioso que se sente esmagado. Aquele que vive culpado, sempre se sentindo indigno, sempre se sentindo inaceitável, sempre se sentindo além do alcance, da misericórdia, sempre olhando para si mesmo e concluindo, Deus não pode realmente me receber, Deus não pode realmente me amar assim. Isso parece humildade, mas há também desconfiança de Deus, do caráter de Deus. A alma não consegue crer de verdade que a graça seja tão profunda como ela é. Então eu eh ele continua tentando encontrar alguma coisa, a colocar junto com o que Deus faz. E agora pense no homem em sofrimento, né? Pessoa que está e eh eh eh sendo esmagada por uma perda, por uma doença, por uma dor, por uma frustração grande, profunda. E dentro dela nasce essa voz: "Se Deus fosse tão bom, eu não passaria por isso. O que que Deus tá querendo fazer com isso? Eu não consigo ver nenhum propósito nisso. Se Deus se importasse, isso não estaria assim, não estaria acontecendo. Se Deus realmente cuidasse de mim, isso parece apenas dor, parece apenas luto. Mas sobre esse luto está crescendo a mesma suspeita. Todos os pecados, todas as coisas que parecem opostas nascem sempre da mesma suspeita. Deus não está sendo bom, como diz ser. Deus não cuida de mim como deveria. Deus não tem em vista meu bem final. Percebe como as formas mudam totalmente. São às vezes opostas como eh o homem autoconfiante ou o homem sem confiança nenhuma, mas a raiz é a mesma. No orgulho eu preciso viver sem depender. Na culpa doentia Deus não pode ser tão bom. Na revolta da dor, Deus não está sendo cuidadoso comigo. Em todos os casos, há uma parte de uma acusação e sempre acusação. Quando a pessoa diz assim, eu não posso aceitar que Deus tem misericórdia de quem tiver misericórdia, porque eu tô dizendo, se ele for assim, ele não é bom. Sempre, não importa como ela o pecado apareça, sempre é assim. Continua sendo a mesma mentira. O coração de Deus não é confiável. E você ouve esse sermão o tempo todo. Você ouve esse sermão no mundo e você ouve o sermão de você mesmo. Olha, isso aqui não podia tá acontecendo com você. Olha, aquela pessoa fez isso. Você se reagir como Deus disse, aquela pessoa vai levar vantagem. Você vai perder. Enquanto isso não for exposto, nós continuaremos tratando apenas de galhos. Um galho se chama orgulho, um outro galho se chama autodesprezo. Parecem galhos totalmente diferente, porque o orgulho e autodesprezo. Um se chama revolta, o outro se chama ansiedade, o outro galho se chama desespero, o outro se chama controle. Quem está achando que tá no controle não tá desesperado ainda até achar que tá perdendo o controle, mas está na mesma situação. A raiz continua respirando e a raiz é a mesma. Deus é uma suspeita a respeito de Deus. Esse é o veneno da serpente. É claro que pecado é transgressão. É claro que pecado é a quebra da lei. É claro que o pecado é a violação do mandamento. É claro que o pecado é uma desobediência real ou incontáveis desobediências reais. Mas se pararmos aí, não entendemos o pecado. Porque a raiz da queda não é moral, é também relacional, é afetiva, é teológica, sabe? Não é só eh moral. É que eu não fui feito só para ser moralmente certo, foi feito para comunhão. Então ela é relacional. O homem não apenas quebrou uma regra, o homem abraçou uma mentira sobre Deus. Ele abraçou uma mentira sobre aquilo que é a verdade. Isso muda tudo porque mostra que o centro da crise humana não está apenas no fato de termos feito algo errado, está no fato de que pensamos algo errado sobre Deus. É assim que nós justificamos todas as coisas com o pensamento errado sobre Deus. A crise não está apenas na nossa conduta, está na confiança rompida, está no repouso, no repouso mais em Deus. está no coração que já não descansa em algo que possa chamar de a bondade do Senhor, porque sua bondade dura para sempre. Os reis, aí ele fala sobre coisas assim, né? Os reis ímpios foram destruídos porque sua bondade dura para sempre. E essa coisa porque sua bondade, ele fala coisas doces e coisas que parecem terríveis, mas ele repete, porque sua bondade dura para sempre. O fruto eh na mão foi grave, mas não é o mal real. O mal real foi a suspeita a respeito de Deus, ter penetrado lá no coração, no fundo. Por isso, o pecado mais profundo não é apenas eu fiz algo proibido. Você quando vai se arrepender, quando você vai confessar a Deus um pecado, você precisa entender. Eu desconfiei de ti, Deus, do teu caráter, da tua bondade. Eu chamei. Porque quando a gente fala assim, chamarão o mal de bem, o bem o mal, nós só pegamos alguma coisa que a cultura tá fazendo. Mas não, não. Sempre que você trocou o caráter de Deus de alguma forma para uma outra explicação, você chamou o sumo bem de mal e chamou o mal de bem. Eu desconfiei da sua bondade. Eu desconfiei da sua intenção. Eu desconfiei do seu amor. Eu desconfiei da sua generosidade. Eu desconfiei do seu cuidado. Desconfiei de que sua bondade era melhor para mim. Não é só dizer assim: "Eu eu cometi esse ato, eu não quero mais cometer esse ato, eu me arrependo desse ato. Porque senão o meu próprio pedido a Deus, a meu próprio arrependimento se quer tocou na raiz do mal. Portanto, eu não estou confessando ele. Isso é mais do que ética. É uma ruptura de coração. É uma recusa. Eu me recusei, Deus, a descansar em ti. É um deslocamento afetivo. É uma teologia falsa a respeito de Deus. É exatamente aí que o mal encontra espaço. A alma se curva ao mal quando deixa de se curvar a Deus. A alma se entrega à desordem quando já não descansa na bondade divina. Quando eu vejo o meu pecado, eu tenho que ver assim, eu tenho que confessar assim. A alma sai correndo atrás de falsos salvadores quando Deus deixou de rece ser recebido como sua segurança final. Deus, eu fiquei ansioso, eu estava com medo porque tu não era a minha segurança final. Eu não achei que tu és o meu bem final. Eu achei que aquilo era. É por isso que muitos tratamentos do pecado são superficiais. Mesmo quando o cara chega a dizer: "Não tá certo, a minha ansiedade é pecado, que eu confesso, Deus, ele não está, ele não está vendo a maldade." E você então vai tentar ajustar os hábitos, apertar as regras, mas se a suspeita contra Deus continuar viva, aquelas coisas, aqueles galhos voltam, voltam. E um centro torto vai produzir novos frutos tortos. O homem precisa de mais do que disciplina. Ele precisa voltar a crer bem. Quando você se arrepende, mesmo de você regenerado, você tem que entender que você precisa voltar a crer bem, senão há o arrependimento da ansiedade de hoje vai valer muito pouco. Precisa voltar a olhar para Deus não como ameaça a sua alegria, mas como a sua fonte de alegria. Você quer dizer: "Senhor, eu fiz isso porque eu achei que tu não és a minha fonte, da minha alegria. Eu achei que aquilo era." Porque o mal só se torna convincente quando Deus foi tornado suspeito. Se Deus for convincente, o mal é sempre suspeito. Mas o mal só ficou convincente para você alguma explicação oposta a Deus, porque Deus passou a ser suspeito na alma. A treva só parece atraente quando a luz já foi reinterpretada, não como luz. Ninguém diz que ama as trevas. Por isso que é óbico ofensivo quando diz assim: "A luz vê o mundo, mas vocês amaram as trevas". Todo mundo lá ficou ofendido. Ninguém achava que amou as trevas. A queda não foi apenas um erro de conduta, foi uma mudança de centro. E o nosso tempo acabou, né? A história não termina na mentira, mas a história, a mentira não vem desse mundo, não é, queridos? Jesus disse: "Eu vim dar testemunho da verdade. Não há verdade em vocês. Não há verdade no mundo. Não há verdade no homem mais brilhante. Não há verdade eh no humanismo, não há verdade na na nas ideias mais brilhantes humanas tentando, porque como a gente viu, elas são eh altas demais ou baixas demais. Elas não conseguem explicar aquilo que o ser humano é, porque ele ele é muito mais do que você tentar dizer que ele é como um boi, mas ele é muito menos do que você dizer que ele é apenas uma criatura boa que comete falhas, erros, ou a sociedade ou a química do seu cérebro. Graças a Deus, a história só não termina no sussurro da serpente, porque algo de fora teve que vir, dar testemunho da verdade para nós, porque senão terminaria. A grande surpresa é essa. O Deus que foi caluniado é o Deus que veio. Não é engraçado? Todo mundo caluniando você continuamente e você vai lá, vai lá para o meio deles salvar. para mostrar sua graça. O Deus cuja bondade é desconfiada, mesmo ainda reminiscências disso nas pessoas regeneradas. O Deus acusado de reter a vida é o mesmo Deus que entra no jardim e depois soa sangue num jardim. O Deus tratado como possível inimigo é o único que busca. Nunca ninguém o buscou nunca. Deus nunca fez nada a quem ele salvou porque foi buscado. Não há quem busque a Deus. Isso muda tudo porque mostra que a mentira não tem a última palavra. Simplesmente porque a verdade é infinita, toda poderosa imutável. A verdade não pode ser vencida pela mentira. Não por nada que nasça na terra, mas pelo que ela ela mesma é. Eh, mostra que a fuga do homem não impediu Deus de buscar quem ele quis. Mostra que a ruína humana não foi seguida de desistência divina. Se fosse, Deus os entregou as suas próprias paixões. É por isso que ele disse: "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Terei compaixão de quem eu tiver compaixão. O homem cai e foge e se esconde e Deus vem e Deus chama. Esse chamado já é esperança. Deus não precisa de nenhuma informação. Quando ele diz: "Ah, onde estáais?" Isso já é esperança, queridos. Ele não tinha que perguntar nada. Tudo estava claro para Deus. Deus não precisa fazer perguntas. Deus não precisa vir. O criador não precisa saber a localização da criatura. O criador conhece o seu coração infinitamente mais do que você conhece. Por isso que alguém alguém realmente que começou a ter uma visão correta de Deus de dizer som no meu coração e veja se ainda há algum caminho mal, porque eu já vi tudo, ouvi muitas caminhos maus, como nós vimos, mas eu sei que o mal consegue se esconder ainda mais profundamente, mas não de ti. O Deus ofendido se move na direção, porque a serpente disse: Deus não quer o seu bem. Deus não é plenamente por você. Nós podemos dizer: Deus é por mim. Por quê? Porque eu não fiz nada em direção a ele. Eu não fiz nada a não ser difamá-lo. E ainda assim ele me chamou. Onde estáais? A serpente disse: Deus não é seguro. Deus não é confiável. Ainda assim ele veio a mim. A única coisa segura que eu conhecia, a única coisa confiável. Vem atrás, vem chamando, vem se aproximando de quem foge e, no entanto, a cura custará muito mais do que qualquer homem já experimentou ou experimentará. Porque o mal não some com discurso, não se dissolve com negação. O mal precisa ser tratado. Hoje pela manhã foi pregado sobre o verdadeiro amor. Você vê amor é isso. Ele não vem negando o mal, diminuindo o mal. eh, levantando o a autoestima de todo mundo. Ele vem dizendo a verdade, encarando a verdade, dizendo: "Isso é tão grande, teu mal é tão grande que só Deus pode pagar essa maldade toda e a lei falar: "Ok, estou satisfeita. A tua maldade é infinita e você não é infinito. Porque a sua maldade é contra um Deus infinito. Mas você é finito. Que drama. Sua maldade é muito maior do que você. Você, uma criatura finita, consegue produzir maldade infinita. Maldade contra um Deus infinito. Maldade que não pode ser paga a não ser por alguém infinito também. E aí está a história do jardim apontando para a história da cruz. O Deus que chama vem não só procurar, ele vem chamar, ele vem tirar, ele vem tirar do império das trevas, ele vem carregar, ele vem absorver o golpe, ele vem tomar sobre si a penalidade, ele vem entrar no centro da ruína, a cruz desmascar a serpente. Um Deus que não se interessa por nós, vai pra cruz. Um Deus que tem lá no fundo ao a a que que as suas restrições, não é bondade, iria para a cruz, iria morrer. É como se finalmente Deus descesse para dizer o que ele é para o homem que o difamou todo o tempo e ainda o faz para Satanás. E a resposta dele é ele calado numa cruz. Eu busco o meu interesse. Eu não estou interessado no interesse de vocês. Eu não sou a vida. Não é só eu que posso ser a fonte da vida de vocês. Porque nele Deus não apenas diz que se importa. Na cruz, em Cristo, Deus diz, Deus, na verdade, não diz, ele se entrega. é de uma maneira avaçaladora a negação do que o diabo disse, do que você disse para você quando explica o mal, eh, sem tocar na fonte de que aquilo é uma declaração a respeito de Deus. Então, o pecado não apenas suja, ele afasta, não apenas corrompe, ele produz fuga, não apenas gera culpa, ele cria uma distância real. Negar a culpa não vai mudar nada. Ele entorta a relação. É assim que o pecado trabalha. Ele estraga a alma e depois ele empurra todo mundo paraa sombra. E é onde a gente vive. Então, Deus vem. E o homem nunca fugiu do mal. A salvação nunca começa no movimento de um homem para Deus. Deus não deve isso aos homens. Tudo que fizemos foi chamá-lo de mentiroso. A cada ato foi ouvirmos os sermões que eram opostos ao caráter dele. Nice da graça que toma dianteira. da misericórdia que entra no jardim quando o homem não teria encontrado sozinho o caminho de volta e nem estava procurando, estava fugindo. É Deus chamando Abraão, chamando Moisés, chamando Israel, chamando os profetas, chamando cada um dos eleitos, pecadores, cansados, mortos, que se esconde. E essa pergunta rasga a nossa escuridão. Não porque a culpa seja pequena, mas porque a misericórdia se moveu infinitamente. E só isso é capaz de destruir a mentira central. Então você vê que só isso pode produzir vida santa diante de Deus. Sempre que tratamos de coisas externas, estamos muito distantes de tratar de qualquer coisa que realmente possa honrar a Deus e procurar quem ele quis salvar, custou tudo, mas ainda assim ele veio. Nós, filhos de Deus, não temos o direito de continuar reproduzindo dentro de nós, nas nossas conversas conosco mesmo, os sermões contra o caráter de Deus. Quando você dá o nome do humanismo secular para qualquer mal contra Deus, você está fazendo isso e você não pode de forma alguma ser aquilo para o qual você foi tirado das trevas. Ele nos tirou do império das trevas, nos levou para o reino do seu filho amado. Ele fez isso para que nós anunciemos as virtudes daquele que nos chamou das trevas. para sua maravilhosa luz. Vamos ficar de pé, vamos orar. >> Se tua graça é um dom, [música] porque ela tem olhos, porque ela me olha de volta. Eu tratei tua graça como conceito, algo que cabia [música][canto] na minha definição. Mas ela sangra, ela chama, ela invade, ela tem nome e rompe a abstração. [música] Não é ideia, é [canto] encontro, não é [música] teoria, é presença. é o infinito se curvando para habitar minha [música] carência. E quanto mais eu vejo, [canto] mais eu deixo de ver a mim. Cristo, [música] a forma invisível da graça em mim, o indivisível se tornando [música] assim. Cristo, não há algo que recebo de ti, mas o próprio Deus vindo a mim. E quando penso que entendi, tua graça me desfaz outra vez. [música] Dá-me graça para sentir o abismo entre eu [música][canto] e ti. Não para me perder nele, mas para te ver descendo até aqui. Dá-me graça para pedir mesmo quando a voz falhar, porque até o meu clamor precisa de ti. Para começar, dá-me graça [música] para colher o peso eterno do teu [canto] amor que desmonto que eu era e me refaz, meu criador. Quanto [música] mais tu cresces, mais eu aprendo assumir [canto] Cristo, [música] a graça que me encontra antes [canto] de mim, o começo antes do [música] meu ser [canto] Cristo. A resposta antes [canto] do clamor. O fim de mim, o início do amor. [grito] E tudo em mim que quer permanecer é confrontado [música] [canto] pelo teu viver. Se até minha fome vem de ti, [música] então não parte em mim que seja [canto] livre [música] de ti. [canto] Se eu peço, é graça. Se eu recebo, é [canto] graça. E eu respiro em ti.