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A fé vem pelo ouvir

A Mentira e o Enigma | Josemar Bessa

A Mentira e o Enigma | Josemar Bessa

A Mentira e o Enigma | Josemar Bessa

Aceitos no Amado — a verdade mais profunda e consoladora da salvação. Neste estudo poderoso de Efésios 1:6, exploramos como Cristo não é apenas nosso Salvador, mas o Deleite Eterno do Pai, e como fomos aceitos nEle antes da fundação do mundo.

Nesta pregação você vai descobrir:
• Por que Cristo é chamado de “o Amado”
• O que significa estar em Cristo (união eterna, federal, pactual e vital)
• Como a aceitação não depende de nós, mas dEle
• A graça soberana que nos fez aceitos do começo ao fim

Uma mensagem que tira a fé do utilitarismo e nos leva à adoração profunda.

📖 Texto base: Efésios 1:6
“Nos quais temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça, que Ele nos concedeu abundantemente em toda a sabedoria e prudência.”

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Legendas automáticas:

Amém. Queridos,
certa vez
eu escrevi na internet
que, admita, você é a pessoa que mais
mentiu para você durante essa vida. É
estranho, não é, pensarmos que alguém
mentiria eh para si mesmo, mas nós
podemos dizer que é exatamente por isso,
ah, que nós podíamos caracterizar o ser
humano como o povo da mentira. Satanás é
o pai da mentira e ele mente para os
homens. Mas os homens amam essas
mentiras.
Na verdade, nós gostamos até que as
outras pessoas mintam para nós. Você vai
dizer: "Ah, não, não gostamos, não
gostamos".
Quando não gostamos, é a verdade que não
gostamos de todas as mentiras ditas para
nós. Não gostamos quando elas prejudicam
o nosso ego, mas as pessoas adoram as
mentiras que massageiam o seu ego. Nós
viemos uma época até que nós criamos
convenções, né, politicamente correto,
todo mundo mentindo e todo mundo sabendo
que é mentira, mas todo mundo se
sentindo bem, porque se sentiria mal se
usasse qualquer termo, por mais
verdadeiro que fosse,
mas que eh eu sentisse que me machucasse
de alguma forma. Então você vê, a única
mentira que nós não gostamos, o homem
natural, é a mentira que eh ele não
gosta por motivo eh do seu próprio ego,
ou seja, não é um motivo santo, é porque
aquela mentira está realmente
prejudicando algo que eu eh prezo muito,
que certamente não é Deus, nem
a verdade. E
há coisas que ofendem antes de libertar.
E a doutrina do pecado é uma dessas
coisas.
A mentira nos caracteriza.
Jesus disse que o diabo é o pai da
mentira e nós adoramos
satisfazer, fazer a vontade dele. Ou
seja, gostamos das mentiras que ele
conta, das mentiras que nós contamos
para nós mesmos, das mentiras que a
cultura canta, das mentiras do humanismo
secular. Nós podemos ler a Bíblia sobre
a alma, mas preferimos a mentira que
massageia a nossa alma.
Então, há coisas que ofendem antes de
nos libertarem e não há como fugir
delas. E a doutrina do pecado é uma
dessas coisas, porque o homem moderno
aceita quase tudo,
eh, menos a ideia de que existe algo
radicalmente errado dentro dele, no
centro dele, no coração dele. O homem
aceita fraqueza. Se você falar que tudo
que ele faz não é porque eh há uma
maldade como fonte, ele aceita. Se você
falar fraqueza, né, eu sou uma pessoa
fraca, sabe? As pessoas tm que ter pena
de mim. Ou então as pessoas aceitam que
tudo que ela faz é fruta do trauma.
Elas aceitam condicionamento. Eu fui
condicionado pela minha criação, fui
condicionado pela cultura. A pessoa
aceita limitação, a pessoa aceita
desajuste,
a a pessoa eh eh aceita que é
disfuncional.
Ai o meu lar, eu cresci num lar
disfuncional. A pessoa aceita, a pessoa
aceita que o problema é um ambiente, né?
O homem nasce bom, mas a sociedade o
corrompe. Ela aceita estrutura ruim, eh,
injusta, aceita falta de oportunidade. É
porque nem todos tiveram as mesmas
oportunidades. Você aceita a falta de
informação, ou seja, desinformação. Meus
problemas é porque faltou informação.
Você aceita até que extinto. Você tem
que entender que isso aí foi um
instinto. Foi um instinto de
sobrevivência. Eu de repente precisei
reagir assim, a pessoa aceita a evolução
de que ela há não muito tempo atrás, né,
saiu das cavernas, tava com os os
pedaços de pau na mão, então ela ainda
tá evoluindo e daqui a sei lá quanto
tempo vai ser melhor. E a pessoa aceita
que o problema é químico. Ah, porque os
problemas dentro dela são química. A
pessoa aceita, ela não fica ofendida com
isso. Ela aceita, eh, que ela não tem
paz. Então é um problema, um
desequilíbrio químico. Então era só
fazer um exame, ver qual é o produto
químico que tá faltando e tomar ele, não
é? A maioria das pessoas que falam isso
nunca fizeram nenhum exame, não tá
faltando. Ele não sabe nada sobre a
química do cérebro. Ele não sabe nada
sobre como a química funciona aqui e
ali. Mas ele fala isso e ele tá pronto a
aceitar.
Por quê? Porque eu sou infeliz. Então
porque há um desequilíbrio químico. Se
eu descobrir exatamente o produto
químico que tá faltando, tá
desequilibrado, porque eu sou só uma
máquina.
eh, biológica. Aí eu vou tomar uns
comprimidos. é o sonho do ser humano.
Pena que ele não consegue, né, nem saber
qual é a química que tá faltando e nem
saber repor ela. Aí, então a gente
poderia eh colocar a química da
felicidade, a química da paz, a química
da satisfação. O ser humano tá sempre
satisfeito, ele quer mais, mas é um
distúrbio químico. Se tivesse aquela
química certa, um alguma coisa ali na na
tabela periódica, ali tá a solução de
tudo, ali tá o céu. Se tu achasse a
coisa química da felicidade, a coisa
química da paz, a coisa química da
satisfação, ele não é ser mais
ambicioso, mas ele não ele não sabe
ainda manipular a tabela periódica
direita. Ele fala que é químico, mas ele
não sabe qual é a química da paz, senão
ele podia sintetizar no laboratório,
manipulação,
pegava o comprimido, bebia, resolvia o
problema da química e ficava bem. Mas o
homem aceita.
Mas ele não aceita o pecado.
Porque o pecado não é apenas uma palavra
triste. O pecado é uma acusação.
As outras palavras são tristes.
Disfunção, sociedade, ambiente, são
tristes. Eu fui colocado nesse ambiente,
eu tenho esse problema químico, eu tenho
essas coisas. Mas o pecado é uma
acusação, é uma revelação do coração,
é um espelho que não tá falando coisas
boas, não está nos elogiando, é uma
lâmina que entra fundo demais.
Nós preferimos a que as pessoas falem da
nossa alma da de outra forma. É uma luz
que não deixa o homem continuar se
narrando como vítima
ou como nobre apenas ou como
incompreendido apenas. Todas as outras
narrações deixam, então nós gostamos e
no entanto, sem essa verdade, o homem
não se entende.
Não houve um homem mais sofredor,
maltratado, incompreendido e perfeito, a
não ser Cristo. No entanto, ele não
manifestou nenhum desses distúrbios
químicos de ambiente, etc. Não é?
Sem a queda, a vida humana vira um um
quebra-cabeça
sem uma figura que te oriente.
Infelizmente o mundo é assim. Todas as
coisas estão tentando montar sem a queda
o quebra-cabeça humano. E a igreja
também fica com as suas peças tentando
participar.
Sem a ruína moral, nossa contradição
fica sem chave.
Sem o pecado, o homem continua sendo o
maior enigma para si mesmo, porque ele
olha para ele, ele constrói hospitais,
ele eh constrói campos de extermínio.
Então ele não se entende como eh os
mesmos homens fazem isso, escreve
sinfonias,
não é
como Betovem, Mer, mas também tortura
inocentes,
escreve sinfonias e abandona a sua
família.
ama de modo comovente às vezes e trai de
modo repulsivo.
Levanta monumentos de beleza, não é?
Música, arte, e abre abismos de
crueldade.
Tem uma fome de eternidade,
mas vive enterrado em vaidades pequenas.
Fala de justiça
e troca tudo por migalhas. Fala de
justiça, mas tá sempre pensando nos
outros. Sonha com pureza, mas vive
chafurdando na lama. Quer durar,
quer marcar, quer contar, quer deixar
seu nome, quer ser amado, quer conhecer,
quer ser visto, mas tem medo de ser
visto, quer ser grande, quer tocar
alguma espécie de glória que não seja só
mentira. conveniente do politicamente
correto, mas ao mesmo tempo apodrece por
dentro, se sabota, se corrompe, se
idolatra, se corrói, se destrói, fere o
outro, fere a si mesmo, estraga aquilo
que ama,
contamina o que toca. O que é isso?
Se o homem for só um animal, ele é
grande demais para caber na explicação.
Porque animais não agem assim. Se o
homem é só um animal, então ele está
muito maior do que a explicação que você
está dando. Porque pense bem, o que faz
um boi feliz? Se você tem capinha, ele
água, o boi tá feliz. Ele não fica lá
triste, deprimido, porque tá pensando na
vida, porque ele queria ser um boi
importante, porque a a sociedade povina
não considera ele o suficiente,
porque a vaca não ama o boi como devia
mal. Então, como boi não ama vaca, ele
não é assim. Você vê se o homem é
animal, ele é grande demais para caber
na descrição.
Todos os animais estão satisfeitos com
aquelas coisas bem básicas.
A aranha tem
seda para fazer a teia, tem mosca que
quer na até tá tá feliz,
não quer mais nada, não é? Então, se o
homem for só um animal, ele é grande
demais para caber nessa explicação. Mas
se o homem for só nobre, ele é baixo
demais para caber na explicação.
Ele não parece nobre.
Se ele for só biologia, então a fome
dele é alta demais. Se ele é só um ser
biológico, ele devia achar a morte
normal, devia achar todo processos
biológicos, não devia pensar em amor e
importância e essas coisas.
Se ele for sua bondade mal resolvida,
bondade meio disfuncional, vamos
combinar, ele é cruel demais para isso.
A maldade é demais,
amargura demais,
inveja demais. O homem não é apenas um
ser ferido, ele é um ser caído,
não é apenas limitado, está desordenado,
não é apenas incompleto. Ah, eu sou
preciso ser completado. Não, não. Ele
está deslocado. Ele não é apenas frágil,
ele é moralmente quebrado.
Não há uma perversão sexual que os seres
humanos não estejam envolvidos.
Quase todo tipo de destruição eh do ser
humano tem a ver com sexo, dinheiro.
Is está moralmente quebrado. Não é
apenas pó. Pó que ainda guarda e eh eh
eh uma memória. Esse é o problema. Ele é
pó, mas é um pó que guarda a memória de
algo muito maior do que pó.
E é por isso que a sua miséria não
apaga.
aquilo que ele foi feito, mas denuncia
como ele não é nem de perto aquilo que
ele foi feito para ser. A desgraça
humana não prova que fomos feitos para
pouco, prova que fomos feitos para
muito, mas caímos,
caímos tão baixo e ficamos tão distante.
Paulo diz assim: "Todos pecarem, foram
destituídos da glória de Deus. Nós fomos
feitos para maior coisa que existe e
caímos o mais fundo possível. Ah, nossa
inquietação não é a de um verme querendo
ser uma estrela.
é de um,
é de um ser grande
em glória, em desfrute de glória, seria
melhor dizer, que lembra disso enquanto
está chafurdando no chão, eh, na poeira.
Então, o homem não cabe e nenhuma
explicação rasa. E todas as explicações
humanas são rasas. Ele nunca coube. Você
não consegue olhar honestamente para a
raça humana e sair dela com uma leitura
simples, porque tudo em nós desmente.
Qualquer simplicidade.
A grandeza demais
no ser humano e ao mesmo tempo arruína
demais.
Duas coisas estranhas parecem
incompatíveis. O homem é capaz de atos
que quase nos faz acreditar que ainda
existe uma nobreza. perdida,
não é? Ele corre para salvar alguém. Ele
se sacrifica. Ele sofre por amor. Ele
escreve eh com beleza. Ele cria ordem.
Ele sonha com o mundo justo, só que
sempre ele mesmo age, cada um
individualmente, tornando totalmente
impulsível essa justiça, já que o no
entre o homem mesmo não há um justo
sequer. Então imagine todo mundo injusto
sonhando com justiça.
Ele se indigna diante do horror. Ele
enterra seus mortos com solenidade
porque sabe que a vida não é e algo
banal. Ao mesmo tempo, ele disse que a
vida, o homem igual um boi, é só uma
máquina biológica.
Ele chora diante do sublime e ele
levanta os olhos para o céu e sente que
nasceu para mais. E é por isso que o
coração dele é um turpilhão de
insatisfação, em que cada coisa que ele
pensa que seria aquilo, não é.
Mas esse mesmo homem mente, humilha,
explora, usa, descarta, violenta,
devora, manipula, eh se vende,
se embriaga de si mesmo, do seu ego, tem
um um um um descrição correta para as
outras pessoas, mas uma completamente
distorcida para si mesmo. Troca a glória
por sujeira, troca a fidelidade por
impulso,
troca a verdade por conveniência. Como
explicar isso? Se você disser que o
homem é só um animal um pouco mais
sofisticado, você não consegue explicar
a fome do homem por por algo maior,
por eternidade, por grandeza, por
permanência.
Você não consegue explicar sua vergonha,
sua culpa, que ele tenta abafar de todas
as formas e que o faz miserável. Você
não explicou a sede de absoluto que ele
tem, não explicou porque ele não se
satisfaz em sobreviver. Como lá eu falei
que os animais se tiver capinha, água,
tá feliz, sobrevive, é o que ele quer,
não quer mais nada. Não tem sonhos,
grandes projetos. Você não explicou
porque ele não aceita ser apenas mais
uma peça do cosmos. Mas não é o que ele
diz que é.
não explicou porque o amor, a a beleza,
a eternidade, o significado, a glória o
perseguem.
Ele está sempre com a mente voltadas
para coisas assim. Os animais não vivem
atormentados pela necessidade de contar.
Será que vão lembrar de mim? Será que a
minha vida importa? Será que a minha
vida dá conta para alguma coisa? Será
que alguém se importa comigo? Os animais
não vivem com essa, não vivem esmagados
pela consciência que a morte parece
errada.
Os animais não se desesperam porque não
são suficientemente amados. Papai não me
ama demais. Papai não me ama como devia.
Mamãe não me ama como devia. Não sei que
não me ama como devia. Os animais não
produzem catedrais, poemas, genocídios,
tribunais, assassinatos.
Mas por outro lado, se você disser que o
homem é basicamente bom,
só mal direcionado, só corrompido pela
sua supostamente só socialmente ferido,
só estruturalmente deformado,
você também não consegue explicar, é
óbvio, o ser humano, você não consegue
explicar o horror que é a vida humana,
não explica a crueldade lúcida, a
mentira, o amor mentira, a traição.
Não explicou o prazer pelo mal. Eu falei
sobre toda espécie de de depravações
sexuais, toda espécie imaginável. Então,
aquilo tudo é o coração do homem. Você
não consegue explicar a malícia
refinada,
o cinismo. Não explica a corrupção
voluntária não explica. Você não explica
porque você podia explicar pela
necessidade, mas as pessoas mais ricas e
poderosas são corruptas, roubam. Você
não tem explicação, não explica a
capacidade humana de olhar para a luz e
amar as trevas. A luz vê o mundo, mas o
homem amou as trevas. Você não consegue
explicar.
Há uma profundidade de mal em nós que
não pode ser tratada como acidente
periférico, eh desajuste,
disfunção,
eh, trauma, sabe, as sementes de
heroísmo e as sementes de inferno em
nosso coração. E essas sementes são as
que prevalecem.
E essa é precisamente a crime, a crise.
O homem é alto demais para ser lido por
baixo,
mas ele é caído demais para ser lido por
cima. Então, como como podemos ler um
ser assim?
Ele é alto demais para estar do lado dos
dos animais,
mas é baixo demais
para estar num lugar elevado. Ele é um
paradoxo vivo, porque ele é um ser de
glória arruinada. Uma criatura que ainda
carrega traços da majestade e ao mesmo
tempo marcas profundas,
muito profundas, na fonte do seu ser da
rebelião. Então, há restos de realeza na
lama,
a memória de imagem
da da imagem que ele foi feito, né? Mas
eh a deformação moral final,
a sede de Deus e ao mesmo tempo a fuga
de Deus.
Sem a queda
não há explicação para o ser humano.
Ou é alta demais ou é baixa demais. Não
consegue explicar. Sem a verdade do
pecado original, a condição humana vira
um
segredo insolúvel, um enigma sem chave.
Um espelho quebrado que ninguém consegue
remontar, mas a escritura não se
intimida diante dessa dificuldade
humana. Ela diz: "Vocês são a imagem de
Deus".
E diz também: "Vocês caíram e são filhos
do diabo."
Vocês foram feitos altos, mas se
tornaram completamente tortos,
caídos. Vocês nasceram para refletir a
maior de todas as glórias, mas vocês não
refletem essa glória e agora carregam
dentro de si a sabotagem
da própria glória. E é por isso que o
homem nunca consegue se explicar só como
miséria. Ele não pode se vitimizar
e nem se explicar com grandeza.
Ele pode ver a grande diferença entre
ele e as outras coisas. à sua volta
criadas.
Ele é uma ruína de uma grandeza.
E a miséria do homem não destrói
totalmente essa imagem e revela o quão
caído
ele é. Não é? O homem é profundamente
infeliz.
Quando Jesus vai falar sobre feliz é o
homem ou bem-aventurado, você vê que ele
não vai descrever nada.
do que caracteriza o ser humano. O homem
infeliz, mesmo quando sorri, mesmo
quando vence, mesmo quando consegue, ele
era infeliz, aí ele casa e achou que o
casamento ia ser feliz, daqui a pouco
ele tá infeliz no casamento.
Aí ele vai pro outro emprego, porque ele
tá infeliz lá e carrega consigo. Mesmo
quando coleciona experiências, relações,
dinheiro, viagens, belezas, status,
prazer ou poder, o homem é infeliz.
Há sempre um resto de sede. Há um gosto
de incompletude, uma sensação de
insuficiência,
de impotência diante da morte, achando
que ela é estranha. Quando as pessoas,
não é só o ciclo da vida, né?
Eh, como o Rei Leão, então você devia
ficar feliz porque você, o leão come a
zebra, a zebra morre, o leão morre, vira
e adubo, cresce o capinho, outra ovelha
come. Então é isso, você só é partir
desse, isso é bonitinho num desenho ou
na filosofia, mas quando você pensa que
você é o adubo, você pensa: "Não fui
feito para ser adubo".
Há sempre um resto de sede, um gosto de
incompletude, uma sensação de
insuficiência, uma impressão incômoda de
que mesmo quando algo deu certo,
não é aquilo. Aquilo não é o certo.
Certo, realmente ainda falta, ainda
escapa, ainda não preenche, ainda não
dura, ainda não basta, não importa o
quê. Todos nós experimentamos isso. Por
quê? Essa pergunta é mais séria do que
parece. Porque o homem nunca se
satisfaz. Por quê?
Porque é tão fácil um boi satisfeito e
impossível um homem satisfeito?
Que criatura é essa que nunca está
satisfeita
em todas as situações,
em todas as camadas, em todas as
situações de vida? Porque o homem nunca
se satisfaz, porque nenhum amor parece
grande o bastante para ele?
Porque nenhuma conquista resolve
finalmente o seu drama. Ah, ele pode
tentar dar explicações, não é? Quem sabe
a minha bioquímica.
Porque até os momentos mais belos
carregam uma fragilidade secreta, medo,
ansiedade.
Porque o coração humano sempre parece
pedir mais do que o mundo consegue
entregar, mesmo quando o mundo resolve
entregar tudo igual Salomão. Dei tudo
que meus olhos queriam, dei tudo que meu
coração queria. Não há coisa que eu não
tivesse feito construir, ergu palácios,
plantei, trouxe todos os artistas, eh,
casei com um monte de gente, fiz tudo e
tudo era vazio, tudo era vazio. Por quê?
Não é porque a fome humana seja
ridícula, é porque ela é grande demais,
alta demais.
Há em nós essa uma nostalgia, né, que
não sabemos nomear,
uma memória quebrada, um eco, um
vestígio, uma saudade mais antiga que a
nossa linguagem, mais antiga do que a
nossa memória é consciente. É uma
sensação de perda que não conseguimos
descrever com precisão,
mas que nos acompanha por dentro como se
fosse uma música esquecida. a gente a
gente começa a lembrar dessa música, de
algo dessa música, mas a gente não
consegue lembrar dela mesma, de como é a
melodia, a letra, isso fica em nós. É
como se o coração soubesse que nasceu
para um lugar que ele não está, mas ele
não sabe que lugar é esse.
Como se a alma sentisse falta de uma
ordem que já não possui e ela nunca
possuiu aqui. O que é estranho, como se
tivéssemos visto alguma glória antes e
agora passássemos a vida inteira
tentando encontrar ela em pedaços.
A gente olha para uma flor, tenta
encontrar. A gente olha para um para
para um romance e tenta encontrar. Mas
sempre quando a gente pega aquele
pedaço, não é não é não é não é a
imagem. Por isso o homem é inquieto. Ele
quer mais amor, porque ele foi feito por
um amor sem rachaduras,
um amor perfeito. Mas esse amor não
existe aqui.
Ele quer mais beleza porque ele foi
feito para refletir a beleza do próprio
Deus.
Mas nada tem a própria beleza de Deus.
Ele quer mais duração.
Ele acha vida culta porque foi feito com
um eco de eternidade.
Ele quer mais sentido porque ele sabe
que não foi criado por absurdo.
Ele mesmo cria coisas que não são por
absurdo. Ele não entende criar coisas
para o absurdo. Quando ele cria algo,
alguém pergunta para que que é isso? Que
que é isso? Ele aquilo tem um propósito.
Ele quer mais plenitude porque sua
estrutura original não combina com a
ruína que ele é.
Exílio, túmulo, fragmentação, distância.
A nossa infelicidade não é irracional.
A nossa infelicidade,
a nossa ansiedade, nosso medo,
nossa depressão é reveladora. Ela mostra
que há em nós uma grandeza deslocada,
uma estrutura que pede mais do que
qualquer coisa pode dar.
Como eu disse, Salomão fez o teste. Uma
natureza feita para refletir o criador
agora está vivendo
fora do eixo. Não está sequer virada
para aquilo que deveria refletir uma
criatura que não consegue se ajustar a a
a à queda, porque ela não foi feito para
queda, ela foi feito para a glória de
Deus.
E é por isso que todas as nossas
estruturas é tentar fazer a gente viver
bem na queda,
bem destituído da glória de Deus. Só que
não existe esse bem.
E é por isso que morrer parece errado. É
por isso que o cemitério parece um
insulto.
É por isso que a perda nos escandaliza.
É por isso que o coração protesta. É por
isso que a beleza nos faz chorar, não é?
É por isso que toda alegria muito grande
já vem misturada com luto, com medo, com
ansiedade,
com infelicidade de não ter, depois com
medo e a infelicidade de perder. Tudo
que temos se vai.
O homem não é apenas um ser desejante,
ele é um ser exilado.
É isso que Gênesis 3 diz. Ele está, ele
foi, ele foi exilado do seu lugar.
Sua alma tem memória do jardim. Seu
coração carrega ruínas de paraíso. Sua
fome não é a de quem quer luxo, é a de
quem foi feito para uma presença.
A de quem foi criado para andar em
ordem, comunhão, plenitude e luz. Mas
agora ele tem um coração
que deseja as trevas
e ao mesmo tempo sente todas as as a
fome daquilo que é óbvio. A trevas não
pode dar porque ela é exatamente oposto.
E agora ele vive entre o quê? Cardos,
entre espinhos, entre fraturas, entre
desejos desgovernados,
entre promessas que nunca se cumprem.
Todas as promessas do mundo não se
cumprem.
Todas as promessas que o casamento já
fez, que a saúde já fez, que o dinheiro
já fez, que a amizade já fez, que todas
as promessas não se cumprem. Esse é o
problema.
Todos os amores falham,
todas as coisas terminam,
todos os corpos adoecem, todos os corpos
morrem.
entre dias que passam depressa demais,
entre alegrias que
só ficam o suficiente para nós
percebermos que elas não são
suficientes.
E por isso que o mundo inteiro não
basta. Não porque o homem seja ingrato,
apenas o homem é ingrato, não é? Mas
porque o mundo depois da queda já não
consegue falar a língua da alma.
Ele perdeu o sabe tudo aqui é rastro, é
sinal, é fragmento de algo, mas não é
algo.
Mas o coração quer fonte, quer o centro,
quer o jardim, quer a casa. Nós vivemos
a leste do jardim. Nós fomos expulsos,
nós fomos destituídos. Nossa
infelicidade é a prova de que fomos
feitos para um lugar onde estamos.
completamente
exilados dele. E o homem é pó. É
verdade. Sempre foi. Mas não é apenas
pó. O homem é a pó que era a imagem de
Deus.
Mas agora ele continua sendo pó. Mas ele
não é mais a imagem intacta de Deus.
E aqui está a atenção, aqui está a
chave. Aqui está a verdade que salva o
homem de ser lido por caricaturas,
dizendo eh que ele é um ser grande, com
disfunções e etc. Ou quando vermos ele
no lugar mais baixo, acharmos que ele se
encaixa, você explicando que ele é como
um boi.
Se você reduzir o homem à biologia, você
destrói sua glória e não consegue
explicar o que o homem é.
Se você negar o seu pecado, você destrói
a verdade.
Porque o homem é tão mal quanto Deus diz
que ele é. Se você disser que ele é
apenas matéria organizada,
você mutilou sua dignidade. Se o homem é
só matéria, ele não é mais do que uma
pedra. Mas você não acha nem o mais
materialista,
eh, humanista de que o que você faz com
uma pedra, você pode fazer com um ser
humano.
Se você disser que ele é essencialmente
bom e só ocasionalmente falho, você está
cego para abismo moral do seu próprio
coração, que dirá do do mundo todo. A
escritura faz as duas coisas ao mesmo
tempo. Ela nos eleva e nos humilha. Ela
diz que fomos feitos à imagem de Deus. e
diz que nós somos filhos do diabo.
Ela nos impede de pensar pouco demais de
nós. Somos meros animais e nos impede de
pensar alto demais de nós.
Isso faz do evangelho algo mais profundo
do que um otimismo raso do humanismo
secular, que conta mentiras para nós que
nós gostamos de ouvir, como eu disse, e
mais verdadeiro também que um pessimismo
raso que dissesse também num niilismo
final de que nós eh a vida é um absurdo.
O otimismo superficial olha para o homem
e diz: "No fundo ele é bom. Basta dar
educação, basta ambiente, basta
estrutura". Olhe para as pessoas mais
educadas do mundo.
Elas são maravilhosas.
Não estão as mesmas coisas lá. Os
casamentos não são iguais, os dramas, os
ódios, as invejas.
Basta ambiente, basta estrutura, basta
oportunidade, basta cura de algum
distúrbio,
basta evolução moral, como se ela
realmente existisse. Mas isso não vai
explicar
todos os pecados no coração do homem. O
mundo do homem é horrível. Imagine o
mundo do homem que só ficou no seu
desejo e na sua mente e só Deus vê. É 10
vezes, é 1000 vezes pior o mundo dos
homens quando Deus olha, porque Deus
olha aquilo que os homens desejaram,
quiseram, mas não fizeram. não fizeram
por razões que não foi bondade, foi
simplesmente eh falta de força, medo da
consequência,
eh eh zelo pelo bom nome,
não explica a perversidade inteligente,
não explica disposição deliberada de
corromper, humilhar, destruir.
O pessimismo superficial, por outro
lado, olha para o homem e diz: "Não há
nada de grande nele, é só extinto e
química".
É só processo químico. Ele é igual a
aranha, só que a aranha tá programada
quimicamente para ser aquilo. O outro
animal lá tá programado quimicamente
para ser aquilo outro. E o homem tá
programado quimicamente para isso. Só a
sobrevivência mais refinada, só matéria
tentando durar um pouco mais. Mas isso
também não explica, não explica fome por
glória, não explica consciência moral,
não explica a sede de transcendência,
não explica o escândalo
diante da morte, não explica o desejo
por beleza, não explica a recusa
interior e aceitar que somos apenas um
acidente cósmico e que eh a vida é um
absurdo mesmo e sermos felizes num
absurdo.
Então,
eis a grandeza, a grandiosidade do
evangelho. Ele diz: "Vocês são
magníficos demais para ser tratados como
um acidente
e vocês são perversos demais para serem
tratados como bons.
Vocês carregam uma dignidade,
mas também carregam uma corrupção total,
uma depravação total. Vocês têm grandeza
verdadeira, mas essa grandeza foi
totalmente quebrada.
Vocês não são lixo ontológico,
mas vocês não são inocência mal
compreendida.
Vocês não são bondade que não tem sido
bem tratadas pelos outros.
Vocês são imagem, mas são ruína. Vocês
são glória.
Vocês tiveram glória da qual foram
destituídos. Vocês são uma majestade que
caiu o mais baixo possível. Vocês são pó
que ainda conserva traços da luz e amam
as trevas. E só essa é a chave do homem.
Só isso explica todas as coisas.
as coisas que parecem nobres e aquilo
que caracteriza totalmente tudo, tudo
manchado, tudo explica porque ele
consegue atos belos ainda pela graça
comum e explica porque ele consegue atos
tão monstruos.
Explica porque ele sonha alto e explica
porque ele passa a vida rastejando,
apesar de sonhar assim. Escreva porque
ele escreve hinos,
mas tem que cavar covas todos os dias.
Explica porque ele sente sede de
eternidade e explica porque ele vive
adorando coisas que não são eternas.
Ele dá mais importância e a beleza que
ele sabe que está acabando do que algo
que é eterno. Ao mesmo tempo, ele sede
uma, ele sente uma sede de eternidade,
mas ele passa a vida adorando coisas que
não são eternas.
Ele passa a vida adorando a criação que
está caindo, que está se corrompendo.
Sem a queda, o homem vira uma
contradição. Não há chave. Você tenta
explicar de um jeito, colocando ele mais
alto do que ele pode estar ou colocando
ele mais baixo no sentido de ser um mero
absurdo.
A escritura nos diz: "Vocês eram altos,
mas vocês caíram o mais profundo
possível.
Ainda há traços dessa altura, mas agora
tudo está contaminado. Ainda há
dignidade, não é, daquela imagem, mas
também deformação.
Eh, há vestígios
do jardim, mas vocês foram expulsos
dele. E é por isso que a leitura bíblica
é a única que consegue olhar um homem
sem lisongeá-lo, mas sem achatá-lo.
Ela não nos idolatra. Ela não nos reduz,
mas ela nos revela.
E aqui está esse diagnóstico central.
Sem entender a queda, você não entende a
sua fome. Infelizmente, nós vivemos uma
época que a igreja
está cheia de pessoas que estão no mesmo
drama do mundo, como se elas também não
tivessem a chave.
De tal maneira que elas estão pegando as
as velhas chaves que não funcionam no
mundo e ficam futucando a fechadura. Sem
entender a queda, não entendemos a nossa
sujeira. Sem entender a queda, não
entendemos porque desejamos tanto e
estragamos tudo.
Não entendemos porque somos capazes de
beleza tão alta e maldade tão grande
em amar alguém e sermos totalmente
mesquinhos.
Não entendemos porque carregamos dentro
de nós ao mesmo tempo, ecos de majestade
e uma profunda miséria. O homem moderno
tenta se ler por baixo como um animal
sofisticado, como um aglomerado químico
que está funcionando durante o tempo.
Aí, apesar disso, ele quer dizer que é
digno, que e desejava ser eterno, tem
uma sede por por eternidade, mas tudo
que ele se apega, como a gente viu, não
é nada. como se fôssemos apenas produto
da matéria,
como se fôssemos essencialmente bons e
só estivéssemos com um defeito, como
consciência apenas ferida, como nobreza
apenas maldirecionada.
A escritura recusa todas as
simplificações sobre o ser humano. Vê
que nenhuma delas pode tocar no dama.
Ela leu o homem a partir de duas
realidades inseparáveis. a glória
perdida
e a depravação total. a glória perdida e
o pecado instalado, pecado reinando.
E é isso que explica a nossa
inquietação,
nosso desajuste, nosso desespero, nosso
medo, nossa ansiedade.
É isso que explica porque o coração
humano parece grande demais para o mundo
e sujo demais para si mesmo.
Sem a queda, o homem permanece esse
enigma. É inútil continuar tentando
entender. Depois de entender um pouco
melhor quem é um homem,
nós podemos começar e devemos entender
como o mal opera.
Porque o pecado não é apenas um ato, não
é um gesto errado,
não é apenas uma escolha torta, não é
apenas eh uma infração moral visível, um
problema bioquímico. O pecado é mais
fundo. Ele trabalha dentro, ele trabalha
antes, ele infiltra, ele prepara o
terreno de tudo que acontece.
Ele reorganiza a alma, ele reconta a
realidade. É por isso que nós gostamos
de mentir para nós, é por isso que
gostamos de ouvir mentiras.
Ele altera a leitura de Deus do mundo,
de si mesmo, da liberdade, da
felicidade, da verdade. O pecado não é
só ato. Você vê o pecado domina tudo.
É por isso que a doutrina da depravação
total, todas as faculdades do homem,
vontade,
afetos,
eh todas as coisas estão debaixo dessa,
desse poder. O mal não domina primeiro
pela força bruta, ele sempre domina pela
mentira. Antes da mão pegar o fruto, a
mente já tinha sido inclinada pela
mentira.
Antes da vida sair do eixo, a percepção
já foi envenenada. É assim que o pecado
trabalha. Ele entra pela mentira, ele
cresce pela mentira. O pecado respira
pela mentira. Ele se fortalece pela
mentira e governa pela mentira. É por
isso que Jesus disse: "Eu vim de fora do
mundo, porque no mundo não dava, né? Eu
vim de fora do mundo para dar testemunho
da verdade.
Nós
não temos nada da verdade. Nada, né?
Temos um pouco, né? Ele veio dar
testemunho da verdade. É o que ele diz a
Pilatos. Veio de fora porque dentro do
mundo a verdade não é o lugar
onde ela é bem acolhida. Seu poder não
está apenas na medida que o homem faz,
está no que o homem passa a acreditar e
dominar todas as suas faculdades.
Está nas narrativas internas. Sempre que
você tem raiva de alguém, você tem a sua
narrativa para ter. Sempre que você não
perdoa, você tem sua narrativa. São
mentiras
que você acredita, que você se conta.
Sempre que você está ansioso, você conta
uma história para explicar. Você mente
para você mesmo, é o pecado. Você acha
que é você simplesmente essa essa é a
mentira trabalhando, esse é o pecado
trabalhando. Essa é a serpente falando
com você, como falou com Eva.
Você é assim por isso, você é assim por
aquilo, você é assim por aquilo, outro.
Tudo mentira, mas você está comprando.
Está nas narrativas internas que se
instalam no centro da alma. está nos
juízos secretos que se formam dentro do
coração. É assim que você pode ver com
clareza o problema dos outros ou que os
outros são e não os seus, porque a
serpente está falando com você.
Está nas interpretações subterrâneas que
passam a parecer óbvias. Está nas
suspeitas que vão deixando de parecer
suspeitas. No seu caso, está nas
distorções que, de tanto serem
repetidas, começam simplesmente parecer
lucidez para você.
O pecado não quer apenas arrancar um ato
errado de você.
Ele forma uma leitura da vida totalmente
errada.
Não só atos. Porque se ele conseguir
isso, então os atos virão, são frutos do
coração
da mentira. E é por isso que o pecado é
tão perigoso, porque não começa
parecendo pecado,
começa aparecendo uma interpretação da
vida, das coisas, dos fatos, começa a
aparecer uma percepção, começa a
aparecer realismo. Finalmente agora eu
estou vendo as coisas de maneira clara.
Começa apecendo liberdade, começa
apecendo uma forma mais madura de olhar
as coisas, mais profunda.
Começa aparecendo só uma pequena
correção de rota, só uma nuance, só uma
pergunta, só uma observação, só um
desconforto, só uma insinuação. É assim
que o pecado age, mas ali está o veneno.
Sempre é a mesma coisa. O que Deus disse
sobre isso?
E quando o veneno entra, ele não se
limita a produzir ações mais. Ele passa
a fabricar uma alma capaz de chamar
o mal de bem e o bem de mal. O pecado
não é só sujeira moral. O pecado é uma
fraude espiritual no centro do ser, do
homem. E
nós costumamos ter uma leitura
superficial do mal, a leitura que acha
que o problema principal está apenas em
nossos comportamentos,
nas nossas explosões, em em vícios, em
quedas escancaradas, em atos que podem
ser apontados, narrados, descritos,
condenados. Mas a escritura não faz isso
conosco. Ela mostra que o pecado não
domina apenas quando alguém faz algo
mal. Ele domina como você está
enxergando o mundo, a vida.
A dor, a felicidade domina quando a
mentira entra e instala no centro da
alma. domina quando o coração começa a
crer em algo falso, como se fosse
verdade. E isso é decisivo porque nós
costumamos olhar para fora e Deus olha
para dentro, debaixo desse
de desses picos enormes de mentira. O
centro humano é governado por crenças
profundas,
por convicções subterrâneas, por
narrativas interiores,
por leituras que se tornam quase
extintivas,
por conclusões silenciosas que você
chegou em seu coração. O que controla
você não é apenas que o que aconteceu
com você é o que passou a viver dentro
de você como a verdade.
E aquilo é a mentira.
Não apenas feridas, é interpretação
abraçada. Ah, coisas, como eu disse,
Jesus é a pessoa que mais sofreu no
mundo. Mas você vê como ele não
interpretava a dor pela mentira, então
não fluía pecado.
É assim que o mal escraviza. Ele usa
fatos, circunstâncias, experiências,
dores, decepções e vozes humanas. Sim,
ele usa.
Mas seu poder se consolida quando tudo
isso se converte. em uma crença,
quando aquilo que foi ouvido passa a
habitar a alma como a lente, como a
gente vê o mundo.
Quando Eva viu as coisas como Satanás
via, então todos os atos viriam depois.
A questão toda era ver as coisas como
ele. Quando a ferida se transforma em
teologia particular do coração, entende?
É aí que está o drama. Aí o mal não fica
mais só ao redor.
O mal, o mal está dentro. Estando
dentro, começa a operar não apenas
contra a pessoa, mas através dela.
A mentira se torna um instrumento com o
qual ele começa a se relacionar com o
mundo. O envenenado passa a ser
envenenador.
Ele não é vítima da mentira. Agora ele é
um espalhador da mentira.
Ele agora vê o mundo através dela e
ferido, passa a ferir. O enganado passa
a reproduzir o engano. Controlado pelo
que é falso, passa a tratar outros a
partir do falso. E é por isso que tanto
mal se perpetua,
porque não se move só pela memória do
dano, move pela internalização da
fraude, da mentira,
da narrativa, né? move-se pelo fato de
que coração humano sendo ferido para
responder eh eh eh a verdade,
ele em vez disso abraça a mentira e
passa a servir a mentira como uma
energia com a qual ele responde a vida.
O pecado não quer só produzir tropeços.
O pecado colonizou as imaginações,
governa a interpretação dos fatos e se
torna a voz de fundo, onde eu pareço
estar conversando apenas comigo mesmo em
narrativas,
mas
não há nenhuma diferença entre o que
aconteceu com Eva comigo. Quer
estruturar a maneira como o homem
entende o amor, a segurança, a
identidade, o prazer, o valor, o
sofrimento e o próprio Deus.
Tudo está errado, porque tudo ele está
vindo dessa forma. O próprio Deus,
quando tudo isso acontece, o pecado,
ele já é vencedor e dominador muito
antes de qualquer ato
na vida, porque o ato já vem de um
centro ocupado. É por isso que Jesus
disse que o pecado sai
do lugar central da alma.
E é por isso que a gente aparentemente
eh pessoas que aparentemente podem ser
corretas por fora e profundamente
desordenadas por dentro.
E é por isso que a moralidade exterior
com coração envenenado,
essas coisas funcionam juntas. É por
isso que há pessoas dominadas pelo medo,
orgulho, revolta, autodesprezo, dureza
ou vaidade, mesmo sem alguma queda
espetacular visível,
porque o problema já está operando no
subterrâneo. O pecado não se satisfaz
ou não se satisfez em sujar nossas mãos,
mãos sujas do crime. Ele reescreveu o
coração do homem. E quando a mentira
consegue parecer verdade,
o mal está reinando.
Quando nossa, quando a mentira é vista
por nós como a verdade com a qual nós
enxergamos o mundo ou tentamos explicar
a vida em nós mesmos, então o mal está
reinando completamente, completamente. O
pecado raramente começa com uma negação
frontal, não é? Ele é mais sutil, mais
paciente, mais sinuoso, mais inteligente
na sua malícia. Ele não entra primeiro
com um grito.
Satanás entrou, por exemplo, no Jardim e
disse: "Deus é mentiroso". Não, ele não
faria isso.
Ele não começa dizendo: "Abandone Deus.
Você para ser feliz tem que abandonar
Deus.
Deus é a sua desgraça. Não começa
dizendo: "Odeia a santidade,
ame a maldade." Hum. não começa dizendo
mergulho logo na rebeldia.
Ele começa deformando o tom, alterando a
atmosfera, começa exagerando, sugerindo,
eh plantando desconfort,
quase todo mundo explica a sua relação
com Deus totalmente em frangalhos
pela igreja. A igreja nunca foi
perfeita. Portanto, é óbvio que ela
poderia ser durante toda a história a
explicação porque tantas pessoas na
igreja visível não t nenhum tipo de paz
e relação verdadeira com Deus, só
amargura, tristeza, eh
falta de contentamento e etc. Não é? É
assim que o pecado faz. Essa astúcia da
serpente, ela não começa com o fruto,
ela começa com a suspeita.
Ela não começa com as qualidades
simplesmente do futuro. Começa assim:
"Foi isso que Deus disse? Qual será a
intenção dele?
Não começa com a queda visível, começa
com a distorção interior.
Não começa dizendo: "Faça mal,
desobedeça, porque desobedecer é bom".
Não, não, não, não. Começa dizendo, será
que Deus não está pesando a mão? Será
que não é exagerado?
Será que ele não está sendo excessivo?
Será que realmente isso aí é isso tudo
mesmo assim? Será que ele não está
restringindo demais?
Será que obedecer ele totalmente não é
perder demais?
Não chega dizendo que Deus é assim,
que o pecado entra primeiro pelo
emocional. Quase sempre as pessoas, eu
acho muito engraçado, certa eh eh é
muito comum hoje em dia, eh pastores
tinham uma posição, aí os filhos dele
caem num pecado claro bíblico, aí ele
muda a posição sobre aquilo que a Bíblia
diz que era pecado. É óbvio que ele não
fez isso porque entendeu algo novo na
Bíblia, né? E as pessoas falam isso com
a maior tranquilidade. Queria ver se um
dia um filho teu, não sei o que e daí.
Mas as pessoas dizem cristãos, elas
estão dizendo claramente o que define
para mim a verdade é o meu emocional.
Depende quem é.
Então, primeiro pelo emocional, primeiro
pela atmosfera afetiva, primeiro pela
insinuação que contorna a razão e não
pela razão, porque a razão não ia
deixar, não é? E tenta ocupar o coração
antes que o homem pare para pensar com
clareza.
O mal gosta disso. Ensin ação, exagero,
tons, sugestões, impressões pequenas. E
o que o diabo faz, o homem faz também,
não é? Quando a pessoa quer que o outro
não goste do outro, ele começa a fazer
pequenas insinuações sobre o outro. Ele
não chega falando assim: "Eu não gosto
dessa pessoa, acho essa pessoa horrível,
eu tenho raiva dela, eu tenho inveja
dela, porque aí você acha, pô, que cara
horrível". Mas ele começa a fazer
pequenas ensinções,
pequenas coisas
assim como o diabo fez. Porque se ele
conseguir fazer a alma sentir,
se o diabo conseguir fazer você sentir
que Deus não está sendo tão bom, tão
justo,
se você começar a dizer: "Não tô
entendendo o que que Deus quer fazer com
isso. Não tô entendendo porque que eu
estou passando por essa situação. Se
ele, se você começar a pensar que
qualquer coisa assim, por menor que
seja, então ele conseguiu. A primeira
vitória do pecado não é desobediência, é
o ressentimento contra a obediência.
É quando a alma ainda obedece, talvez,
mas já tá amargurada,
já não tá feliz. Não tá feliz na
obediência. Obedece, mas [roncando]
já obedece achando que está perdendo
demais. Já começou a fazer cálculo na
obediência.
já obedece desconfiando de que aquele
mandamento não não vai me fazer feliz de
verdade. Já obedece sem reverência.
Não há um ó que faz se inclinar.
Obedece sem descanso. Obedece sem
confiança. Então o mal já entrou. Já
obedece como quem suspeita estar sob uma
exigência dura demais, excessiva demais.
Já obedece olhando para Deus. Não com
alegria,
mas com uma reserva.
Esse é o começo. Você vê, é insidioso
quando o coração passa a sentir a
bondade de Deus como uma limitação
excessiva para sua felicidade.
Quando o mandamento deixa de ser
percebido como cuidado de Deus, cuidado
santo
com Eva, comigo, com você, e começa a
ser percebido como uma restrição que
está me incomodando.
Quando a alma já não diz em paz: "Tua
vontade é boa."
Seja feita a tua vontade. Então, mas
começa a sussurrar.
Talvez a vontade de Deus esteja me
custando demais,
me custando aquele relacionamento, me
custando aquilo, aquilo, me custando
aquele bem. A partir daí, a queda já
amadureceu. Você vê, isso é verdade na
queda do homem, no jardim. e
a cada instante na vida do homem, porque
ninguém desobedece de repente no sentido
mais profundo.
A queda externa é quase sempre o fruto
maduro de uma resistência interior e
desprazer
em Deus. A mão só vai onde o coração já
foi.
O gesto apenas consumo que a alma já
negociou e já fechou.
Por isso é tão importante vigiar esse
estágio inicial, esse momento em que a
obediência ainda existe, mas você sente
que a obediência começou a azedar. Você
tá obedecendo, mas você tá pensando, não
é exagero,
você já não tem prazer naquilo.
Esse instante em que o coração ainda não
rompeu, mas já começou a suspeitar se a
vontade de Deus é realmente a melhor.
Esse ponto em que a vontade de Deus
ainda não foi rejeitada abertamente, mas
já não é recebida com descanso,
inteireza e amor.
E aí que o pecado já começou a sorrir,
porque sabe que quando a alma passa a
obedecer com amargura,
a rebelião encontrou a fresta.
A queda começa muito antes do escândalo
de tomar
o fruto
no Éden e em cada pecado na vida do
homem. Começa quando a santidade deixa
de parecer boa, bela, desejável.
Começa quando o coração já não chama o
mandamento de bom. fala que é bom, mas
sem alegria profunda.
Começa quando Deus passa a ser sentido
como obstáculo. Deus não é a fonte da
minha felicidade. Deus tá atrapalhando
minha felicidade.
Deus tá sendo um obstáculo.
Eu começo ver a
fonte da minha felicidade.
E nesse ponto mal você vê é enorme e
parece tão inocente ainda. Conseguiu
transformar obediência num lugar de
suspeita,
no lugar de não felicidade
e
ninguém peca no vácuo. Por isso, ninguém
rompe com a vontade de Deus apenas
porque um desejo apareceu e com força.
Um distúrbio aqui ali. Ninguém se
entrega ao mal sem que antes alguma
leitura interior tenha sido mudada,
a visão do caráter de Deus tenha se
alterado.
Toda aquela foi antes uma releitura
interna de Deus, uma releitura interna
da palavra de Deus, uma releitura da
bondade de Deus. Sempre. Esse é o ponto.
O homem não pega o fruto apenas porque o
fruto parece interessante.
Pega porque antes disso ouviu uma outra
versão de Deus, uma outra versão sobre a
verdade,
outra narrativa, outra interpretação,
outra explicação sobre o que Deus é,
sobre o que Deus quer, sobre o que Deus
faz.
A tentação não começa dizendo: "Faça
isso porque é mal e maldade é bonito".
Faça isso porque isso é diabólico e
diabólico é bom. Não, não. Ela começa
dizendo:
"Não está sendo exagerado,
não está sendo retido demais de você.
Deus, o caminho não tá ficando difícil
demais se você for assim. Deus não quer
seu florescimento inteiro.
Deus não está sendo tão generoso quanto
parece. Deus não tem realmente em vista
o seu eh eh melhor. Percebe?
Por isso é tão sutil.
Antes de deformar a vida, o pecado
deforma a tua visão de Deus.
Antes de deformar a vida, ele deforma a
visão da verdade. Antes de de empurrar
eh eh para fora a lei, ele altera por
dentro a percepção não da lei, mas do
legislador.
É por isso que você vai ver cristãos
dizendo facilmente: "Eu não posso
aceitar um Deus". Ou comecei o culto
dizendo, falando de Romanos lá que diz:
"Terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia
e terei compaixão de quem eu tiver
compaixão". Aí não posso aceitar. Você
vê ele ele tá vendo Deus de uma outra
forma. Ele tá vendo isso mal. Ele tá
vendo isso com a mão mal.
Antes de de deformar a vida, o pecado
deforma a tua visão de Deus.
antes de produzir transgressão, ele
fabrica uma caricatura de Deus e começa
você a agir diante daquele Deus que é
uma caricatura, porque a vida humana se
organiza em torno do Deus que ela crê.
Se eu vejo Deus como bom, santo, sábio,
de confiança, é óbvio que minha
obediência seria o centro. Eu não posso
ver algo. Todo ser humano gira em torno
daquilo que ele acha bom, agradável, de
confiança e que vai fazê-lo feliz.
Se eu começo a ver Deus como excessivo,
como limitador, controlador, distante, a
minha estrutura interior começa a se
deslocar dele para algo que eu acho que
não é dessa forma. E é por isso que o
pecado amadurece em solo de suspeita
espiritual.
A rebeldia mora, cresce num terreno
teológico já doente.
A desordem prática brota de uma desordem
anterior da tua visão de Deus.
A mão vai para o mal porque o coração
foi ensinado a desconfiar do bem
supremo. E quando você desconfia do bem
supremo, você vai abraçar o mal.
Quando o bem supremo não parece bom, o
que mais sobra?
Toda desobediência séria tem um sermão
secreto. Você pode achar que houve
muitos sermões, mas não houve não. Você
ouve eh sermões a respeito de de Deus,
né, do evangelho. Você ouve muitos
sermões o tempo todo. Toda desobediência
é uma resposta a um sermão,
a uma narrativa oculta, a uma teologia
subterrânea, há uma nova leitura do
caráter de Deus. todo isso vale para
muito mais do que as grandes quedas
evidentes
e óbvias da vida. Vale para o orgulho.
Você tem que ter escutado um sermão
diferente para
eh aceitar o orgulho na sua vida ou dar
outros nomes a ele. Para você chamar
aquilo que está em você de distúrbio
químico, você ouviu algum sermão que
você passou a acreditar?
Porque no fundo o orgulhoso suspeita que
só estará seguro se ele tiver no centro.
Se ele não tiver no centro, ele não vai
ficar seguro. Ele acreditou nesse
sermão. Então, o orgulho é
a realidade,
vale
para a impureza, porque no fundo a alma
empurra
eh eh
porque já decidiu que a vontade de Deus
não é suficiente para sua alegria.
E ele desconfia de que se ele não for o
centro e não controlar as coisas, que
ele realmente vai ser feliz. Ele
acreditou nesse sermão.
Isso vale pra vareza, porque no fundo o
coração já concluiu que a previsão
divina não basta, que aquela coisa de
que Deus cuida dos pássaros, isso não
basta.
Ou eu cuido de mim mesmo, eu mesmo, ou
ninguém vai cuidar. Não tenho um pai,
não tem, não tem essas coisas. Eu tenho
que ter acreditado no outro sermão.
Jesus pregou um sermão, mas eu acreditei
em outro.
Porque no fundo a alma já está
reinterpretando a providência como
injustiça, como abandono. Isso vale pro
desespero, porque no fundo a bondade de
Deus já não é recebida como uma vontade
firme. Então o que ele falou, eu posso
achar bonito, né? Não te deixarei. Ainda
que não precar pelas águas. Eu acho
isso. Foi um bom sermão, mas eu não
acredito muito nesse sermão.
Eu tô desesperado porque eu não
acredito.
Eu ouvi um outro sermão. Nós sempre
estamos seguindo algum sermão, queridos.
É sempre assim. O pecado reescreve Deus,
depois ele te reescreve.
Ele não tem como te reescrever como ele
quer se não reescrever Deus primeiro.
Depois ele reescreve a vida.
Por isso a luta espiritual é tão séria,
porque não estamos lidando apenas com
impulsos desgovernados e à medida que
controlamos ele, tudo fica bem. Estamos
lidando com uma batalha pela percepção
do próprio Deus. E todos os problemas é
uma percepção errada de Deus.
Nós estamos lutando uma batalha pela
percepção, pela leitura do coração de
Deus, do caráter de Deus, da bondade de
Deus. Essa foi a luta de Eva.
e de Adão.
A leitura do coração de Deus, do caráter
de Deus, da bondade de Deus. Se essa
leitura se corrompe, tudo vai se
corromper. É inevitável. É por isso que
a primeira tarefa da tentação é sempre
tentar afastar a alma do Deus real e
oferecer no lugar dele uma versão
distorcida, hã, um Deus bom.
menos confiável,
menos generoso, menos sábio, menos
digno.
Se
viesse abordando, você tem que ser
ansioso, eu não acar disso. Ah, ela tem
que pregar para mim vários sermões sobre
como Deus não é o que ele é para depois
nós chegarmos onde ele queria. Então,
quando essa caricatura se instala, a
desobediência começa a aparecer. Não uma
loucura,
mas uma espécie de autopreservação.
Eu tenho que me proteger.
Esse é o horror da coisa. O pecado não
se limita a nos fazer romper uma ordem
pensando, estamos sendo maus. Ele tenta
nos convencer de que romper com Deus é
no fundo a forma mais razoável de viver,
de ser feliz, de construir a vida.
Então você vê, o pecado não é só sujeira
moral, não é só erro de comportamento,
não é só fraqueza ética, não é só
transgrissão. O pecado é uma fraude
espiritual,
não há nenhum lugar. É uma narrativa
venenosa, é uma mentira que entra
devagar, parece plausível, se instala na
imaginação, molde os afetos, altera a
leitura da realidade e passa a governar
a vida por dentro.
Eis o porque o homem condena nos outros
aquilo que ele não condena em si.
Ele não apenas empurra o homem para fora
da lei, ele reescreve por dentro a
percepção dele de Deus. Então, a
percepção dos seus sentimentos, a
percepção do que acontece com ele e a
percepção da vida.
Ele deforma o caráter do Senhor,
transforma a obediência em suspeita,
transforma a santidade numa limitação e
transforma a bondade divina numa
possível ameaça, a minha felicidade,
a minha completude. E quando isso
acontece, a alma já começou a cair,
muito antes de fazer qualquer coisa.
A queda visível é muito superficial,
queridos, muito superficial. O centro já
foi eh havia sido visitado muito antes,
conquistado. O coração já havia sido
catequisado, já tinha escutado sermões
demais,
até que eh o ato, não é a serpente, o
fruto. É por isso que a luta contra o
pecado é mais profunda. Não não é mera
disciplina moral, é uma luta pela
verdade.
Quando Jonath diz que você tem que ler a
Bíblia contra você, ele só tá falando
uma frase que resume tudo isso. A luta
contra o pecado é uma luta pela verdade,
pela visão correta de Deus, pela limpeza
da tua percepção, pela restauração do
coração ao Deus real e não um Deus
recriado, recontado,
não é? E aí chegamos ao centro da
ferida,
[roncando]
o nervo
exposto aqui, a mentira por baixo das
mentiras,
podemos chamar de o veneno original. A
primeira fumaça que entrou nos olhos do
homem, nunca mais saiu completamente da
história. Ficou. O pecado não começou
apenas com o fruto, começou com uma
releitura de Deus.
E a serpente não veio oferecendo apenas
desobediência,
veio oferecendo uma reinterpretação de
Deus, de você, do mundo e das pessoas.
veio insinuando que o Senhor não era tão
bom quanto parecia, que sua proibição
não era cuidado santo, mas retenção.
Você podia pensar que absurdo pensar que
a proibição de Deus não era cuidado, mas
cada pecado é exatamente
exatamente isso. Você pensa que aquela
restrição
não é cuidado, é o impedimento.
É a mesma coisa. Esse foi o golpe. Esse
golpe ainda pulsa em nós. A mentira mais
antiga
é a respiração de cada alma
sem a graça de Deus.
Ela ainda sopra por baixo dos nossos
medos, das nossas ansiedades, do nosso
orgulho.
Ela alimenta nossa revolta,
nossa autopiedade.
Ela é da nossa obediência.
fragiliza a nossa confiança.
Eu tava olhando um salmo que começa:
"Senhor, porque tu és Deus, eu confiarei
em ti." Parece uma frase pequena,
simples, maravilhosa, mas é assim. É
naturalmente assim, porque ele é Deus,
eu confio.
Ainda distorce nossa dor, ainda
reescreve nossa leitura da providência
de Deus na nossa vida, ainda nos empurra
para autossalvação
e, por isso para o desespero,
para autopreservação,
para a independência e por isso para os
medos, para as ansiedades,
para uma resistência amarga.
Porque o centro do pecado não é
simplesmente eu quero algo proibido.
O centro do pecado é eu não creio
plenamente que Deus seja para mim tudo
que ele disse que é.
Eu não creio plenamente que sua vontade
seja realmente boa.
Boa, agradável
vontade de Deus.
Não acredito. Eu não acredito plenamente
que sua restrição seja amor. Eu não
acredito que os nãos de Deus são amor.
Não acredito que suas portas fechadas
são amor. Não acredito.
Eu não creio plenamente que seu coração
seja seguro para eu confiar e descansar
quando ele diz que vai estar comigo nas
águas dos no fogo. Eu não creio
plenamente que me render a ele seja a
vida.
Eu creio que isso tá tirando vida. E
quando isso entra, tudo, tudo entorta,
tudo é visto torto.
A submissão começa a parecer perda.
A obediência começa a parecer o quê?
Ameaça, as coisas que eu quero. E a
autonomia começa a parecer liberdade.
É por isso que o ser humano é escravo,
mas se deslivre.
Adefinição começa a parecer dignidade.
Eu vou me definir. Ah, mas é por isso
que o homem infeliz, porque ele não
consegue. Ele depende de definições que
vêm de fora. Como ela não tá vindo de
Deus, ela tem que vir da cultura do
mundo, dos das outras pessoas. E tudo é
muito frágil. A resistência começa a
aparecer lucidez e a fuga começa a
apecer autopreservação. Por que Adão se
escondeu? Para se autopreservar.
Ele não achou que aquilo era uma
loucura. Ele achou que aquilo era
razoável.
fugir, se esconder.
É assim que o pecado cresce. Primeiro,
Deus é deslocado do lugar de bem
supremo.
Depois, como ele não bem supremo, a alma
vai começar a tentar salvar a si mesmo
com as coisas que da vida. Primeira
bondade divina é posta sob suspeita.
Depois o homem passa a viver como se
precisasse se proteger contra o próprio
Deus.
Como Adão, essa é a mentira, mãe. Todo o
resto é consequência. Você pode tentar
explicar suas ansiedades de mil
maneiras, mas não há outras maneiras de
explicá-la. Seus medos, seu desespero,
a infelicidade humana, porque nunca
existe o ponto de satisfação.
Enquanto a mentira mãe governar,
nenhuma área da vida fica reta,
fica direita. O pecado não floresce.
Então, primeiro, porque o mal parece
feio demais para eh eh resistir, ele
floresce porque Deus deixa de parecer
bom o bastante. Não é porque o pecado
ficou eh eh eh tão sedutor que ficou
irresistível.
O pecado floresce porque Deus
não era mais um objeto do meu desejo, da
minha confiança. Esse é o ponto. A
serpente não conquista o coração
dizendo: "O mal é lindo, escolha o mal".
Ela conquista o coração dizendo: "Deus
não está dando tudo que você tem que
ter.
Está retendo de você coisas que vão te
fazer feliz.
Deus está segurando,
ele tá te dando muita coisa, mas ele tá
segurando a plenitude. Deus está eh eh
eh segurando sua expansão.
Deus está impedindo sua liberdade. Deus
sabe que se você ultrapassar essa
fronteira, você vai crescer,
você vai viver mais, vai ser mais, vai
se tornar algo maior.
expandir sem os limites de Deus sobre
dinheiro, sexo. Você vai viver melhor.
Você vai viver melhor.
Percebe? O centro da tentação não é
apenas a atração do fruto,
é a suspeita contra o caráter de Deus. É
sempre aí que começa. A sugestão é
clara. Deus não quer o seu florescimento
completo, então ele não quer sua alegria
completa.
Deus não quer sua maturidade plena,
então ele não quer o seu potencial
realizado. Você tem mais potencial do
que tá realizando. Deus não está
realmente sendo generoso com você. E
quando a alma acredita nisso, tudo muda.
Mesmo num paraíso.
A submissão passa a parecer perda, a
entrega passa a apecer ingenuidade. Você
tá sendo ingênuo diante da vida. A
obediência passa a parecer uma
mutilação,
uma violência contra você mesmo que você
está cometendo. E a autoafirmação passa
a parecer, não o que é, mas uma
necessidade.
E a rebelião não parece rebelião, parece
lucidez. Agora eu tô enxergando as
coisas, agora a clareza. Agora eu estou
vendo certo. E é assim que o pecado
floresce, não primeiro como um amor
explícito ao mal, mas como uma nova
leitura de Deus e então da obediência a
ele. A alma começa a pensar: "Se eu me
render totalmente a Deus, eu não vou
aproveitar a vida como os outros. Hum.
Se eu obedecer sem reservas, eu nunca
vou ser plenamente eu. Nunca vou achar
quem eu sou. Se eu me submeter por
inteiro, minha vida vai ficar menor. Se
eu aceitar os limites de Deus, eu
deixarei de viver tudo que eu poderia
viver sem limites.
Essa é a sedução. A rebelião quase nunca
se apresenta como rebelião,
principalmente contra Deus. Apresenta-se
como uma autopreservação, como uma
defesa do próprio florescimento e a
busca da felicidade.
Ah, alguma coisa alguém dizer assim:
"Procure o seu mal e abrace a maldade e
sua infelicidade". Isso é péssimo, mas
procure a sua felicidade. É o que a
gente queria ouvir.
Como recusa de um suposto sufocamento,
como esforço de salvar a própria vida
daquelas coisas que estão restringindo
a vida. Então o homem quebra com Deus
se sentindo lúcido e não louco.
Resiste a Deus e se sente maduro.
Afasta-se de Deus e se sente corajoso.
Estou vivendo a minha vida. É, eu fiz do
meu jeito.
Volta à vontade de Deus. viola ela se
sentindo no fundo alguém que não está
sendo tentado,
mas que está sendo alguém que não está
morrendo mais por dentro.
Que mentira terrível, porque transforma
o bem supremo na maior ameaça. Deus
passou a ser a maior ameaça para o
homem.
Se eu viver para ele, então eu não vivo
para mim, então ele vai ser a problema
que vai fazer eu não florescer.
Transforma Deus, o Deus da vida, em
suposto inimigo da nossa plenitude de
vida.
E a partir daí o pecado já encontrou o
clima, já encontrou o solo, já encontrou
lugar para crescer.
Nós realmente somos o povo da mentira.
Quando Jesus disse que nós amamos o pai
da mentira, é por isso, uma vez que Deus
já não é percebido como sumo bem, o
homem vai ter que encontrar outro sumo
bem.
Uma vez que almas não repousa na bondade
de Deus, qualquer desobediência começa a
parecer justificável.
Ora, se ele fosse o maior bem, tudo bem,
obedecer, mas ele não é.
Então, eu tenho razões
para estar fazendo isso.
Uma vez que a vontade de Deus já não é
recebida como vida, o meu coração começa
a tratar os limites como morte.
E o resultado sempre é o mesmo. A alma
passa a fingir justamente eh eh eh
na interpretação de todas as coisas e
ela foge de Deus e acha que isso é
liberdade. Então todo o pecado eh
floresce dessa inversão.
É por isso que Deus diz que Deus os
entregou a paixões infames, as paixões
da mentira.
Deus deixa de ser o bem e passa a ser
percebido como o entrave do bem.
A partir daí, a rebelião já não parece
rebelião, parece um caminho de
sobrevivência,
ã, uma busca inevitável.
A primeira vista, certos pecados parecem
muito diferentes uns dos outros.
O orgulho parece uma coisa.
O quebrado pela culpa parece outra. O
revoltado pela dor e pelos dramas da
vida e pelos traumas parece outra. O
irreligioso autônomo parece o oposto
daquele que é o religioso
esmagado e que culpa a igreja por tudo.
O homem que se afirma demais parece o
contrário do homem que se despreza
demais, está cheio de autocomiseração,
mas por baixo dessas formas tão
diferentes está a mesma raiz. Todos
suspeitam de Deus.
Pense no ir religioso. Ele diz: "Olha,
se eu posso decidir o que é melhor para
mim, se eh eu mesmo posso definir o meu
caminho, só eu posso saber qual é a
verdade, a minha verdade é o religioso.
Só eu posso escolher o meu bem. Se eu
entregar isso a Deus, vou perder a mim
mesmo." Isso parece independência,
parece força, parece autonomia, mas o
que está por baixo? desconfiança. A
pessoa é óbvio que acreditou antes que
crer em Deus não era seguro.
Então, ela precisa assumir o controle,
ser o capitã de si, segurar o leme.
Agora pense no religioso que se sente
esmagado.
Aquele que vive culpado, sempre se
sentindo indigno, sempre se sentindo
inaceitável, sempre se sentindo além do
alcance, da misericórdia, sempre olhando
para si mesmo e concluindo, Deus não
pode realmente me receber, Deus não pode
realmente me amar assim. Isso parece
humildade,
mas há também desconfiança de Deus,
do caráter de Deus. A alma não consegue
crer de verdade que a graça seja tão
profunda como ela é.
Então eu eh ele continua tentando
encontrar alguma coisa, a colocar junto
com o que Deus faz. E agora pense no
homem em sofrimento, né? Pessoa que está
e eh eh eh sendo esmagada por uma perda,
por uma doença, por uma dor,
por uma frustração grande, profunda.
E dentro dela nasce essa voz: "Se Deus
fosse tão bom, eu não passaria por isso.
O que que Deus tá querendo fazer com
isso? Eu não consigo ver nenhum
propósito nisso. Se Deus se importasse,
isso não estaria assim, não estaria
acontecendo. Se Deus realmente cuidasse
de mim,
isso parece apenas dor, parece apenas
luto. Mas sobre esse luto está crescendo
a mesma suspeita.
Todos os pecados, todas as coisas que
parecem opostas nascem sempre da mesma
suspeita. Deus não está sendo bom, como
diz ser. Deus não cuida de mim como
deveria. Deus não tem em vista meu bem
final. Percebe como as formas mudam
totalmente. São às vezes opostas
como eh
o homem autoconfiante ou o homem sem
confiança nenhuma, mas a raiz é a mesma.
No orgulho eu preciso viver sem
depender. Na culpa doentia Deus não pode
ser tão bom.
Na revolta da dor, Deus não está sendo
cuidadoso comigo. Em todos os casos, há
uma parte de uma acusação e sempre
acusação. Quando a pessoa diz assim, eu
não posso aceitar que Deus tem
misericórdia de quem tiver misericórdia,
porque eu tô dizendo, se ele for assim,
ele não é bom.
Sempre, não importa como ela o pecado
apareça, sempre é assim. Continua sendo
a mesma mentira. O coração de Deus não é
confiável.
E você ouve esse sermão o tempo todo.
Você ouve esse sermão no mundo e você
ouve o sermão de você mesmo.
Olha, isso aqui não podia tá acontecendo
com você. Olha, aquela pessoa fez isso.
Você se reagir como Deus disse, aquela
pessoa vai levar vantagem.
Você vai perder. Enquanto isso não for
exposto, nós continuaremos tratando
apenas de galhos.
Um galho se chama orgulho, um outro
galho se chama autodesprezo. Parecem
galhos totalmente diferente, porque o
orgulho e autodesprezo.
Um se chama revolta, o outro se chama
ansiedade, o outro galho se chama
desespero, o outro se chama controle.
Quem está achando que tá no controle não
tá desesperado ainda até achar que tá
perdendo o controle, mas está na mesma
situação. A raiz continua respirando e a
raiz é a mesma.
Deus é uma suspeita a respeito de Deus.
Esse é o veneno da serpente. É claro
que pecado é transgressão. É claro que
pecado é a quebra da lei. É claro que o
pecado é a violação do mandamento. É
claro que o pecado é uma desobediência
real ou incontáveis desobediências
reais. Mas se pararmos aí, não
entendemos o pecado. Porque a raiz da
queda não é moral, é também relacional,
é afetiva,
é teológica,
sabe? Não é só eh moral. É que eu não
fui feito só para ser moralmente certo,
foi feito para comunhão.
Então ela é relacional. O homem não
apenas quebrou uma regra, o homem
abraçou uma mentira sobre Deus.
Ele abraçou uma mentira sobre aquilo que
é a verdade.
Isso muda tudo porque mostra que o
centro da crise humana não está apenas
no fato de termos feito algo errado,
está no fato de que pensamos algo errado
sobre Deus.
É assim que nós justificamos todas as
coisas com o pensamento errado sobre
Deus. A crise não está apenas na nossa
conduta, está na confiança rompida, está
no repouso, no repouso mais em Deus.
está no coração que já não descansa
em algo que possa chamar de a bondade do
Senhor, porque sua bondade dura para
sempre. Os reis, aí ele fala sobre
coisas assim, né? Os reis ímpios foram
destruídos porque sua bondade dura para
sempre. E essa coisa porque sua bondade,
ele fala coisas doces e coisas que
parecem terríveis, mas ele repete,
porque sua bondade dura para sempre. O
fruto eh na mão foi grave, mas não é
o mal real.
O mal real foi a suspeita a respeito de
Deus, ter penetrado lá no coração, no
fundo.
Por isso, o pecado mais profundo não é
apenas eu fiz algo proibido. Você quando
vai se arrepender, quando você vai
confessar a Deus um pecado,
você precisa entender. Eu desconfiei de
ti, Deus, do teu caráter, da tua
bondade.
Eu chamei. Porque quando a gente fala
assim, chamarão o mal de bem, o bem o
mal, nós só pegamos alguma coisa que a
cultura tá fazendo. Mas não, não. Sempre
que você
trocou
o caráter de Deus de alguma forma para
uma outra explicação, você chamou o sumo
bem de mal e chamou o mal de bem. Eu
desconfiei da sua bondade. Eu desconfiei
da sua intenção. Eu desconfiei do seu
amor. Eu desconfiei da sua generosidade.
Eu desconfiei do seu cuidado.
Desconfiei de que sua bondade era melhor
para mim. Não é só dizer assim: "Eu eu
cometi esse ato, eu não quero mais
cometer esse ato, eu me arrependo desse
ato. Porque senão o meu próprio pedido a
Deus, a meu próprio arrependimento se
quer tocou na raiz do mal. Portanto, eu
não estou confessando ele. Isso é mais
do que ética. É uma ruptura de coração.
É uma recusa. Eu me recusei, Deus, a
descansar em ti.
É um deslocamento afetivo. É uma
teologia falsa a respeito de Deus.
É exatamente aí que o mal encontra
espaço. A alma se curva ao mal quando
deixa de se curvar a Deus.
A alma se entrega à desordem quando já
não descansa na bondade divina. Quando
eu vejo o meu pecado, eu tenho que ver
assim, eu tenho que confessar assim. A
alma sai correndo atrás de falsos
salvadores quando Deus deixou de rece
ser recebido como sua segurança final.
Deus, eu fiquei ansioso, eu estava com
medo porque tu não era a minha segurança
final.
Eu não achei que tu és o meu bem final.
Eu achei que aquilo era.
É por isso que muitos tratamentos do
pecado são superficiais.
Mesmo quando o cara chega a dizer: "Não
tá certo, a minha ansiedade é pecado,
que eu confesso, Deus, ele não está, ele
não está vendo a maldade."
E você então vai tentar ajustar os
hábitos, apertar as regras, mas se a
suspeita contra Deus continuar viva,
aquelas coisas, aqueles galhos voltam,
voltam.
E um centro torto vai produzir novos
frutos tortos. O homem precisa de mais
do que disciplina. Ele precisa voltar a
crer bem.
Quando você se arrepende, mesmo de você
regenerado, você tem que entender que
você precisa voltar a crer bem, senão há
o arrependimento da ansiedade de hoje
vai valer muito pouco. Precisa voltar a
olhar para Deus não como ameaça a sua
alegria, mas como a sua fonte de
alegria. Você quer dizer: "Senhor, eu
fiz isso porque eu achei que tu não és a
minha fonte, da minha alegria. Eu achei
que aquilo era."
Porque o mal só se torna convincente
quando Deus foi tornado suspeito. Se
Deus for convincente, o mal é sempre
suspeito. Mas o mal só ficou convincente
para você alguma explicação oposta a
Deus, porque Deus passou a ser suspeito
na alma. A treva só parece atraente
quando a luz já foi reinterpretada, não
como luz. Ninguém diz que ama as trevas.
Por isso que é óbico ofensivo quando diz
assim: "A luz vê o mundo, mas vocês
amaram as trevas". Todo mundo lá ficou
ofendido. Ninguém achava que amou as
trevas.
A queda não foi apenas um erro de
conduta, foi uma mudança de centro.
E o nosso tempo acabou, né?
A história não termina na mentira, mas a
história, a mentira não vem desse mundo,
não é, queridos? Jesus disse: "Eu vim
dar testemunho da verdade. Não há
verdade em vocês. Não há verdade no
mundo. Não há verdade no homem mais
brilhante. Não há verdade eh no
humanismo, não há verdade na na nas
ideias mais brilhantes humanas tentando,
porque como a gente viu, elas são eh
altas demais
ou baixas demais. Elas não conseguem
explicar aquilo que o ser humano é,
porque ele
ele é muito mais do que você tentar
dizer que ele é como um boi,
mas ele é muito menos do que você dizer
que ele é apenas uma criatura boa que
comete falhas, erros, ou a sociedade ou
a química do seu cérebro.
Graças a Deus, a história só não termina
no sussurro da serpente, porque algo de
fora teve que vir, dar testemunho da
verdade para nós, porque senão
terminaria. A grande surpresa é essa. O
Deus que foi caluniado é o Deus que
veio. Não é engraçado? Todo mundo
caluniando você continuamente e você vai
lá, vai lá para o meio deles
salvar.
para mostrar sua graça.
O Deus cuja bondade é desconfiada,
mesmo
ainda
reminiscências disso nas pessoas
regeneradas.
O Deus acusado de reter a vida é o mesmo
Deus que
entra no jardim
e depois soa sangue num jardim. O Deus
tratado como possível inimigo é o único
que busca. Nunca ninguém o buscou nunca.
Deus nunca fez nada a quem ele salvou
porque foi buscado. Não há quem busque a
Deus.
Isso muda tudo porque mostra que a
mentira
não tem a última palavra. Simplesmente
porque a verdade é infinita,
toda poderosa imutável.
A verdade não pode ser vencida pela
mentira. Não por nada que nasça na
terra, mas pelo que ela ela mesma é. Eh,
mostra que a fuga do homem não impediu
Deus de buscar quem ele quis.
Mostra que a ruína humana
não foi seguida de desistência divina.
Se fosse, Deus os entregou as suas
próprias paixões. É por isso que ele
disse: "Terei misericórdia de quem eu
tiver misericórdia.
Terei compaixão de quem eu tiver
compaixão.
O homem cai e foge e se esconde e Deus
vem e Deus chama. Esse chamado já é
esperança.
Deus não precisa de nenhuma informação.
Quando ele diz: "Ah, onde estáais?" Isso
já é esperança, queridos. Ele não tinha
que perguntar nada.
Tudo estava claro para Deus. Deus não
precisa fazer perguntas.
Deus não precisa vir.
O criador não precisa saber a
localização da criatura. O criador
conhece o seu coração infinitamente mais
do que você conhece. Por isso que alguém
alguém realmente que começou a ter uma
visão correta de Deus de dizer som no
meu coração e veja se ainda há algum
caminho mal, porque eu já vi tudo, ouvi
muitas caminhos maus, como nós vimos,
mas eu sei que o mal consegue se
esconder ainda mais profundamente, mas
não de ti.
O Deus ofendido se move na direção,
porque a serpente disse: Deus não quer o
seu bem. Deus não é plenamente por você.
Nós podemos dizer: Deus é por mim. Por
quê?
Porque eu não fiz nada em direção a ele.
Eu não fiz nada a não ser difamá-lo.
E ainda assim ele me chamou. Onde
estáais?
A serpente disse: Deus não é seguro.
Deus não é confiável. Ainda assim ele
veio a mim. A única coisa segura que eu
conhecia, a única coisa confiável.
Vem atrás, vem chamando,
vem se aproximando de quem foge e, no
entanto,
a cura custará muito mais do que
qualquer homem já experimentou ou
experimentará.
Porque o mal não some com discurso, não
se dissolve com negação. O mal precisa
ser tratado. Hoje pela manhã foi pregado
sobre o verdadeiro amor. Você vê amor é
isso. Ele não vem negando o mal,
diminuindo o mal. eh, levantando o a
autoestima de todo mundo. Ele vem
dizendo a verdade, encarando a verdade,
dizendo: "Isso é tão grande, teu mal é
tão grande
que só Deus
pode pagar essa maldade toda e a lei
falar: "Ok, estou satisfeita.
A tua maldade é infinita e você não é
infinito.
Porque a sua maldade é contra um Deus
infinito. Mas você é finito.
Que drama. Sua maldade é muito maior do
que você.
Você, uma criatura finita, consegue
produzir maldade infinita. Maldade
contra um Deus infinito.
Maldade que não pode ser paga a não ser
por alguém infinito
também.
E aí está a história do jardim apontando
para a história da cruz. O Deus que
chama vem
não só procurar, ele vem chamar, ele vem
tirar, ele vem tirar do império das
trevas, ele vem carregar, ele vem
absorver o golpe, ele vem tomar sobre si
a penalidade, ele vem entrar no centro
da ruína, a cruz desmascar a serpente.
Um Deus que não se interessa por nós,
vai pra cruz.
Um Deus que tem lá no fundo ao a a que
que as suas restrições, não é bondade,
iria para a cruz, iria morrer.
É como se finalmente Deus descesse para
dizer o que ele é para o homem que o
difamou todo o tempo e ainda o faz para
Satanás. E a resposta dele é ele calado
numa cruz.
Eu
busco o meu interesse.
Eu não estou interessado no interesse de
vocês. Eu não sou a vida.
Não é só eu que posso ser a fonte da
vida de vocês.
Porque nele Deus não apenas diz que se
importa.
Na cruz, em Cristo, Deus diz, Deus, na
verdade, não diz, ele se entrega.
é
de uma maneira avaçaladora a negação do
que o diabo disse, do que você disse
para você quando explica o mal,
eh, sem tocar na fonte de que aquilo é
uma declaração a respeito de Deus.
Então, o pecado não apenas suja, ele
afasta, não apenas corrompe, ele produz
fuga, não apenas gera culpa, ele cria
uma distância real. Negar a culpa não
vai mudar nada. Ele entorta a relação. É
assim que o pecado trabalha. Ele estraga
a alma e depois ele empurra todo mundo
paraa sombra.
E é onde a gente vive. Então, Deus vem.
E
o homem nunca fugiu do mal.
A salvação nunca começa no movimento de
um homem para Deus.
Deus não deve isso aos homens. Tudo que
fizemos foi chamá-lo de mentiroso. A
cada ato foi ouvirmos os sermões que
eram opostos ao caráter dele.
Nice da graça que toma dianteira. da
misericórdia que entra no jardim quando
o homem não teria encontrado sozinho o
caminho de volta e nem estava
procurando, estava fugindo. É Deus
chamando Abraão, chamando Moisés,
chamando Israel, chamando os profetas,
chamando cada um dos eleitos, pecadores,
cansados, mortos, que se esconde. E
essa pergunta rasga a nossa escuridão.
Não porque a culpa seja pequena, mas
porque a misericórdia se moveu
infinitamente.
E
só isso é capaz de destruir a mentira
central.
Então você vê que só isso pode produzir
vida santa diante de Deus.
Sempre que tratamos de coisas externas,
estamos muito distantes de tratar de
qualquer coisa que realmente possa
honrar a Deus e procurar quem ele
quis salvar,
custou tudo,
mas ainda assim ele veio. Nós, filhos de
Deus, não temos o direito de continuar
reproduzindo dentro de nós, nas nossas
conversas conosco mesmo, os sermões
contra o caráter de Deus.
Quando você dá o nome do humanismo
secular para qualquer mal contra Deus,
você está fazendo isso
e você
não pode de forma alguma ser aquilo para
o qual você foi tirado das trevas.
Ele nos tirou do império das trevas, nos
levou para o reino do seu filho amado.
Ele fez isso para que nós anunciemos as
virtudes daquele que nos chamou das
trevas.
para sua maravilhosa luz. Vamos ficar de
pé, vamos orar.
>> Se tua graça é um dom, [música]
porque ela tem olhos,
porque ela me olha de volta.
Eu
tratei tua graça como conceito, algo que
cabia [música][canto] na minha
definição.
Mas ela sangra, ela chama, ela invade,
ela tem nome e rompe a abstração.
[música]
Não é ideia, é [canto] encontro,
não é [música] teoria, é presença.
é o infinito se curvando
para habitar minha [música] carência.
E quanto mais eu vejo, [canto]
mais eu deixo de ver a mim.
Cristo, [música]
a forma invisível da graça em mim, o
indivisível se tornando [música]
assim.
Cristo,
não há algo que recebo de ti,
mas o próprio Deus vindo
a mim.
E quando penso que entendi,
tua graça me desfaz outra vez. [música]
Dá-me graça para sentir o abismo entre
eu [música][canto] e ti. Não para me
perder nele, mas para te ver descendo
até aqui. Dá-me graça para pedir mesmo
quando a voz falhar, porque até o meu
clamor precisa de ti. Para começar,
dá-me graça [música] para colher o peso
eterno do teu [canto] amor que desmonto
que eu era e me refaz, meu criador.
Quanto [música] mais tu cresces, mais eu
aprendo assumir [canto]
Cristo, [música]
a graça que me encontra antes [canto] de
mim,
o começo antes do [música]
meu
ser
[canto]
Cristo.
A resposta antes [canto] do clamor. O
fim de mim, o início do amor. [grito]
E tudo em mim que quer permanecer é
confrontado [música]
[canto] pelo teu viver.
Se até minha fome vem de ti, [música]
então não parte em mim que seja [canto]
livre [música]
de ti. [canto]
Se eu peço, é graça.
Se eu recebo, é [canto] graça.
E eu respiro em ti.

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