Celebração – 26/04/2026 | Jônatas Hübner | IBNU
26/04/2026
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[música] Inconstância [música] é um problema na vida. Conforme Deus nos ensina em Efésios [música] 4, tem muita gente que parece que nunca sabe o que quer e nem onde pretende chegar. >> [música] >> são como crianças levadas por ondas e por ventos de doutrina e de ensinamento. Nós precisamos [música] saber que temos uma só vida, temos uma só oportunidade de fazer escolhas importantes. Não podemos perder tempo. É necessário [música] ver o que Deus nos diz e ter uma atitude firme, clara, definida e constante [música] para que a nossa vida não seja prejudicada. Seja firme e constante no Senhor. Nada de [música] inconstância. [música] Olá, como você está? Eu [música] espero muito bem. Eu espero que a tua semana tenha sido uma semana de grande bênção, [música] uma semana muito especial, mas se também teve uma semana de dificuldades, [música] uma semana de de sofrimento, uma semana de a a provas na sua vida, eu também quero convidar você a nesse momento [música] se conectar com Deus, agradecer a Deus pelas coisas boas e pedir direção e misericórdia por aquilo [música] que não foi bom. Nesse momento da nossa celebração, quero convidar você a se conectar com ele e prestar atenção nas músicas, na oração e na palavra. [música] >> [música] [música] >> És tu única razão [música] da minha adoração, [canto] ó Jesus. És tu única esperança que [música] anelo ter, ó Jesus, confiei em ti, fui ajudado. [música][canto] Tua salvação tem me alegrado. Hoje aduso [música] em meu coração. Como eu canto, te louvarei. [canto] [música] Eu te louvarei. [canto] Te glorificarei. [música] Eu te louvarei, [canto] meu bom Jesus. [música] Eu te louvarei, [canto] te [música] glorificarei. Eu te louvarei, meu bom [música] Jesus. >> [música] [música] >> És tu única razão [música] da minha adoração. [canto] Ó Jesus, és tu única esperança que anelo [música][canto] ter. Ó Jesus, confie em ti, fui ajudado. Tua salvação tem me alegrado. [música] Hoje gozo em meu coração, meu canto [música] te louvarei. [canto] Eu te louvarei, [música] [canto] te glorificarei. Eu te louvarei, [canto] [música] meu bom Jesus. Eu te [música] louvarei, [canto] te glorificarei. [música] Eu te louvarei, meu bom Jesus. >> [música] >> Em todo tempo te [música][canto] louvarei. Em todo [canto] tempo te adorarei. [música][canto] Em todo tempo te louvarei. [música] Em todo tempo te adorar. Eu [música] te louvarei, [canto][música] te glorificarei. [canto] Eu te louvarei, [música] meu bom Jesus. Eu [música] te louvarei, te glorificarei. [canto] Eu te louvarei, [música] meu bom Jesus. [música] Olá, [música] [música] neste momento de gratidão, eu gostaria de trazer você a uma reflexão [música] que eu acho que é fundamental para nós que somos cristãos. para você parar um momento [música] e pensar em tudo o que Deus já fez na sua vida, desde quando você conheceu o Senhor verdadeiramente até hoje. [música] Quando eu paro para pensar em todas as coisas que o [música] Senhor fez, são muitas. São muitas e traz muita emoção quando eu revivo na minha cabeça determinados momentos que eu lembro de [música] situações que foram muito difíceis, situações que foram muito complicadas [música] e eu senti a mão firme do Senhor cuidando de tudo através de [roncando][música] pessoas, da maneira como eu me senti em paz em meio a uma situação tão complicada. situações que eu não eu [música] parecia não ter fim, mas que eu consegui vencer todo [música] esse processo de turbilhão diante do Senhor. E quando eu faço isso, eu sempre tenho esse hábito para que eu possa sempre lembrar [música] que Deus ele continua sendo bom, que ele continua sendo Deus e que ele continua cuidando de cada dia da minha vida. Isso é essencial [música] para que a gente não caia naquele erro de ou tá sempre reclamando ou tá naquela situação em [música] que a gente não está vendo saída de repente numa situação aparentemente impossível e difícil. Então, é nesse [música] momento que a gente tem que lembrar que o mesmo Deus que cuidou da gente sempre, [música] desde quando a gente nasceu, cada momento da nossa vida, ele continua sendo esse mesmo Deus hoje [música] na nossa vida. E eu acho que isso é muito fundamental para que a gente traga isso sempre à nossa mente num momento de gratidão. [música] Ti e eu vou [música] clamar, pois tudo vem de ti [música] e tudo está em ti. Por [música] ti vou caminhar. [canto] Tu és a direção, o sol a me [música] guiar. [canto] Tudo pode [música] passar. Teu amor [canto] jamais me deixará. [música] Sempre há de existir. [música] Novo amanhã [canto] preparado para mim. [música] Eu [canto] me rendo aos teus pés. És [música] tudo que eu preciso para viver. Eu me lanço [canto] aos teus braços, onde encontro o meu refúgio. [música] Jesus, [canto] [música] eis-me aqui, [canto] Jesus. >> [música] [canto] >> Eis-me aqui. [música] A ti eu vou clamar, [canto] pois tudo vem de ti [música] e tudo está em ti. Por ti vou caminhar. [música] [canto] Tu és a direção, o sol a me guiar. [música] Tudo [canto] pode passar. Teu amor jamais me [canto] deixará. Sempre há [canto] de existir. [música] Novo amanhã preparado para mim. [canto][música] E eu me reo aos teus pés. És tudo que eu preciso [canto] para viver. Eu me lanço [canto] aos teus braços. Onde encontro o meu [música] refúgio, eu me rendo aos teus pés. És tudo que eu preciso para viver. Eu me lanço [canto] aos teus braços, [música] onde encontro [canto] meu refúgio. É Jesus. [canto] Eis-me aqui, [canto] Jesus. aqui. [canto] Jesus, eis-me aqui. >> [música] >> Meu Jesus, eis-me aqui. Eis-me aqui. [música][canto] [música] E esse é o momento da gente se colocar diante de Deus. Eu queria [música] que você aí onde você tiver você se colocasse agora. E se você tem algum motivo [música] de clamor, de pedir a Deus você se coloque a mão no coração. E se você tem algum [música] motivo de gratidão também, algum motivo de louvor a Deus [música] também, você se coloque agora diante dele. Então, nós vamos orar [música] juntos em comunidade aqui para que eh [música] realmente a gente não só apesar de estarmos longes uns do outro, [música] a gente também esteja juntos em oração e clamor diante de Deus. Vamos orar. Senhor Deus, nós nos [música] colocamos e nesse momento nos colocamos diante de ti, Pai, de vários lugares do mundo, de vários lugares do Brasil, Senhor, e juntos [música] como um corpo, como uma só comunidade, Senhor Deus, unidos em oração, nós colocamos os nossos motivos, seja [música] eh em qualquer área, Senhor Deus, que o Senhor conhece, o Senhor conhece a cada um, [música] as dificuldade de cada um. O Senhor conhece, Senhor, o momento de crise [música] de cada um, mas também o Senhor conhece, Senhor, o coração que tá grato, um coração que tá exultante diante de ti, Senhor Deus, [música] por tanta coisa que o Senhor tem feito e nós colocamos juntos diante de Ti, Senhor. cança, coloca a tua mão sobre as [música] necessidades de cada um e também, Senhor Deus, recebe a nossa adoração e a nossa gratidão nesse momento, Pai. que [música] a nossa vida esteja a cada momento diante de ti. E, Senhor, que nós não nos esqueçamos [música] que o Senhor está conosco, o Senhor está à frente e que nós podemos realmente confiar em Tiar no [música] Senhor, Pai. que nós não tentemos fazer com as nossas próprias forças, [música] mas a gente dependa e confie em ti eh somente. [música] E nós nos colocamos, Senhor, entregando a nossa vida diante do Senhor e também [música] em adoração. Nós agradecemos e oramos em nome de Jesus. Amém. >> [música] >> O rei da [música] glória, o rei dos reis, [música] [canto] senhor [música] dos senhores, [canto] soberan >> [música] >> Deus é Jesus. [música] É Jesus. [canto] É Jesus. >> [música] >> Nesceu [canto] da [música] glória e homem se fez [canto] varão de dores. [música] [canto] sofredor padeceu sem [música][canto] Jesus padeceu sem Cristo entregou [música] sua vida [canto] de forma [música] espontânea ele a deu. [canto][música] Ninguém poderia obrigá-lo. [canto] Foi seu [música] próprio amor que o moveu. [música] Por isso reina [música][canto] acima dos céus e tem o nome capaz [canto] de [música] nos salvar. >> É Jesus. Só [canto] Jesus. Só Jesus [música] [canto] mim [música] o rei dos reis [música] resistido [canto] em glória, com todo seu [canto][música] poder. voltará. [canto] Meu Jesus [música] voltará [canto] sem [música] Cristo entrar com sua [canto] vida de [música] forma espontânea lhe teu [canto] ninguém poderia [música] pr [canto] seu próprio [música] amor. que [canto] o homem [música] [canto] para mim o [música] rei, o rei dos [canto] reis vestido [música] e glória [canto] [música] com todo o seu poder voltará. [canto] >> [música] >> Meu Jesus voltou. [canto] >> [música] >> Seja muito bem-vindo a mais um momento de reflexão aqui no canal da IBNU. Nesse mês em que nós enfatizamos como deve ser o nosso espírito adorador, como nós devemos focar a nossa vida para que ela se transforme em uma vida de adoração, uma vida que está sempre conectada com Deus, com o seu propósito, com aquilo que ele quer que nós façamos e principalmente lembrando de tudo aquilo que ele já fez por nós. Por isso, nessa, nesse momento, eu convido você a acompanhar comigo um trecho muito interessante da palavra de Deus sobre um período de batalha, sobre um período de guerra que vai acontecer lá já depois que o reino de Israel, reino davídico, né, no caso Saul, é quem começa esse reino embrionário. Depois com Davi ele é unificado, ele é expandido. Salomão, levando as suas extensões ao poder, ao limite máximo que ele poôde ocupar ali naquela região do Oriente Médio. E logo depois de Salomão, nós temos já uma divisão, uma divisão que acontece ali por conta de uma forma meio ruim de se expressar do seu filho Roboão, que colocou um peso ainda maior sobre a população de Israel. E ela se revolta. 10 tribos saem dessa união tribal que ainda estava bastante incipiente, bastante eh dificultosa ali. E se unem a Jeroboão como seu líder. E aí a história vai contar, tanto no livro dos Reis como no livro das Crônicas, o desenrolar dessa relação dos povos, principalmente reinos do norte e do sul, com esse Deus que os resgatou do Egito, que os deu à terra e que simplesmente pedia obediência nos seus preceitos, na forma de como eles deveriam se encontrar com ele. E aí a gente vai falar sobre a canção no Vale da Confusão, que é uma história muito interessante que acontece no reino do sul, reino de Judá. no período, logo no início do período da monarquia. A gente vai falar sobre isso já já. Mas o que que a gente vai perceber aqui? Quando a gente vai analisar o texto bíblico, a gente precisa entender que trecho da Bíblia nós estamos analisando, de onde eh esse trecho está falando, ou seja, no período eh cronológico que esse texto está falando, mas principalmente o momento em que esse texto é produzido, o momento em que esse texto é gerado para influenciar aquele povo. Obviamente quando a gente vai falar de livros, vai falar de literatura, você pensa, por exemplo, que os grandes autores da nossa época e do nosso tempo, eles não estão escrevendo para a população de 200 anos atrás, de 100 anos atrás. Eles estão escrevendo pra população de hoje e muitos deles tentando escrever algo que vai impactar as próximas gerações também. Não é diferente no texto bíblico. O autor do livro da da do documento que a gente vai avaliar, seja qual for ele, você pode pegar, por exemplo, as cartas do apóstolo Paulo, você pode pegar os evangelhos, né? Tem um trecho no Evangelho de João que é muito interessante ali quando Jesus está orando pelos seus discípulos e ele faz questão de registrar um pedaço dessa oração de Jesus dizendo: "Eu não oro apenas por esses, mas eu oro também por todos aqueles que vão acreditar em mim ou na palavra que esses estão falando através do Espírito Santo." Então, eh, João registra, ou seja, não apenas um documento para a sua época, mas para todas as épocas posteriores, mostrando que Jesus também orou pelas gerações posteriores. E aí, quando a gente vai avaliar essa história que nós vamos ver hoje, a gente precisa entender isso e ter isso muito claro na nossa mente. Quem é o autor? Já temos uma dificuldade aí. Nós estamos falando do livro das crônicas e as crônicas são a segunda vez que a história dos reis é contada. Você tem o livro dos Reis. Normalmente nas nossas Bíblias, o livro dos Reis e das Crônicas, eles são sequenciais, não são concomitantes. Você tem primeiro Reis, segundo Reis, primeiro Crônicas, segundo Crônicas. E quando você vai lendo na sequência dos livros do índice da Bíblia, muitas vezes você se perguntam: "Mas por que que eles estão repetindo essas histórias? Por que que eles estão contando essas histórias de novo? Talvez você nunca parou para pensar nisso. Talvez você nunca parou para avaliar por que a história do rei A, B, C, D, é contada tanto no livro dos Reis como no livro das Crônicas. Talvez você tenha até algum conhecimento da época, sabe que material de escrita não era tão comum assim, não era tão fácil você encontrar papéis, como hoje a gente vai numa grande loja de departamentos de informática e de escritório e compra aquelas famosas resmas de papel A4, chamado de sulfite. Também você tem papel ali para você escrever o que você quiser, reaproveitar papel que imprimiu errado, aí você leva pro seu filho fazer desenho. Você tem vários materiais hoje que estão disponibilizados com uma facilidade enorme. E naquela época não era assim, não era tão fácil você escrever. Então por que que eles vão contar a mesma história duas vezes? Então vale a pena a gente parar um pouquinho aqui e pensar no motivo que que nos nos faz pensar na existência do livro das Crônicas. Nós já tínhamos o livro dos reis, já contava a história até o último rei do reino de Judá, que vai falecer ali eh no período, vai ser, na verdade, levado, né, pelos pelos babilônios, que é o rei eh Joaquim e Zedequias. São os dois últimos que aparecem ali na história de Judá. E antes disso, você vai ter o último rei do período ah do reino do norte, que vai acontecer ali por volta do ano 722. último rei sendo o rei Oséias, que vai ser levado cativo. Isso está lá em Segundo Reis, capítulo 17. Vai contar essa história. Quando o reino do norte vai deixar de existir, os assírios vão levar cativa a liderança do reino do norte. Então, por que crônicas? Por que que crônicas reaparece? Para começar, a maioria dos estudiosos vai entender que Crônicas ele é um livro pós-esílico, ou seja, o povo já tinha sido levado para o exílio e agora o povo tinha sido autorizado a retornar para a terra de Israel. E lembre qual foi um dos grandes problemas que aconteceu no período antes do exílio. Foi um problema de terra, de posse. O as tribos estavam alocadas nos seus territórios. Inclusive, há um uma lei muito importante na Torá, que alguns estudiosos, inclusive estudiosos judeus vão falar sobre isso, que não estava sendo respeitado, era o famoso ano do jubileu. Se você for pensar, a cada 6 anos de produção da Terra, o sétimo ano era um ano de deixar a terra descansar. Isso tá descrito lá nas regras na Torá. Isso está determinado por Deus. Moisés passou isso pro povo. E ali quando você juntava sete conjuntos de 7 anos, o 7 x 7 dá 49. Então você tinha 7 x 7= 49. Esse 49º ano também era um ano de descanso da Terra. Era o último período dos sete períodos de 7 anos. O último ano, o ano que vinha depois desse era o ano número 50. Então, quando completava 50 anos, era determinado ou decretado o ano do jubileu, que era mais um ano de descanso da Terra. Mas não apenas isso, era um ano da reestruturação, restauração de todas as características ou todas as formações ali do povo. Então, por exemplo, se você tinha vendido o seu território para alguém para pagar uma dívida porque ficou precisando de recurso, no ano do jubileu, o território voltava para você. E ali o texto bíblico vai ser muito claro. Por que Deus falando para o povo? Porque quem é o dono da terra sou eu, não são vocês. Vocês não têm a posse da terra, vocês têm a ocupação. Eu permito vocês ocuparem esse território, que vocês sejam férteis nesse território, que vocês produzam nesse território, mas nunca se esqueçam, o território é meu. E a prova disso de que o território era de Deus está justamente no fato de que quando o povo continuamente rompeu com os preceitos de Deus, Deus falou: "Saiam da minha terra". mandou todos eles para o cativeiro, mandou eles para o exílio. Então, esse ano do jubileu não estava sendo respeitado nem em Israel, nem em Judá. E aí essa quebra constante dos preceitos de Deus vai chegar ao ponto em que Deus fala: "O meu juízo vai cair sobre vocês. Não adianta mais quererem mudar a trajetória de vocês." Isso vai acontecer na história, por exemplo, de Ezequias, na história de Josias, que são dois reis do reino do Sul, que são os reis que retornam aos preceitos de Deus para poder tentar fazer o povo voltar para tudo isso. E não adianta, o povo continua se misturando com os cultos pagãos do seu ao seu redor, continua rompendo os preceitos de Deus. E Deus traz o juízo primeiro no reino do norte com os assírios, depois no reino do sul com os babilônios para encerrar o período monárquico de Israel. E aí, por que é importante o livro das crônicas? Como a gente falou, esse é um livro pós-esílico e ele tem um objetivo muito claro, né? Ele era um só livro originalmente, ele era um rolo só, não tinha primeiro crônicas e segundo crônicas, mas ele vai ser dividido na época da tradução grega, quando a septoaginta, famosa tradução do da Bíblia hebraica para o grego, ela vai tanto dividir o rolo de reis como o rolo das crônicas em dois tomos para que ficasse mais fácil manuseio e tudo mais, né? E a datação é por volta do ano 450, 425, já depois que o povo voltou à Terra e está lá ocupando a Terra. Então você começa a entender o motivo. O livro dos Reis ele tinha uma certa atenção focada no reino do Sul. A maioria dos estudiosos entende que é um livro escrito por Jeremias, o profeta. E ele escreve isso para registrar o motivo pelo qual o povo perdeu a terra. Então ele escreve todos os reis e tudo que esses reis fizeram. E aí nesse caso do livro das crônicas, alguns eh estudiosos atribuem até a Esdras. Esdra seria o responsável pela produção desse conteúdo aqui. E essa que é uma grande questão, porque o livro das Crônicas fazia parte desse grande rolo pós-esílico que vinha de Esdras, Neemias, Estter e as Crônicas. Então ele fazia parte desse conjunto, desses livros históricos pós-esílicos, todos escritos para um povo que retorna e precisa de uma nova identidade. Eles perderam a identidade nacional porque passaram 70 anos no exílio. E agora eles não precisam apenas da informação a respeito dos reis, mas de uma união desse povo eh como um todo. E é interessante porque a o cronista, aquele que escreve as crônicas, ele vai utilizar uma expressão muito importante chamada col Israel, que é todo Israel. Ele utiliza essa expressão em vários momentos, em várias partes do livro. Ele narra com um tom integrador. Não há mais reino do norte e reino do sul. Não há mais essa divisão territorial, tribal como havia antes. Há um todo. Há um Israel unificado. E a ideia eh que essas tribos agora, que inclusive incluem as tribos do norte, não estão mais divididas, fazem parte agora de um todo. Alguns autores como Sarah Jaffet e Gary Copners, eh, eles identificaram aqui esse projeto teológico pastoral do livro das Crônicas, ou seja, é uma ação deliberada de unidade nacional. A ideia é que nas crônicas o autor está tentando trazer essa unidade de volta. Parem de pensar no modo tribal. Passem a pensar agora como um povo, como todo, como uma nação única. E aí você tá vendo esse mapa que aparece para você, na verdade é como se fosse uma linha do tempo, onde aparecem na parte de cima, nessa linha verde, todos os reis do reino do sul e na parte de baixo, nessa linha mais vermelha, todos os reis do reino do norte. É muito importante a gente ver aqui, porque se você olhar logo lá em cima, você tem Davi, aí você tem uma tentativa de usurpação do trono por Absalão e Salomão entrando como rei. Depois Adonias, ele vai tentar usurpar o trono de Salomão, mas ele não vai chegar nem a ocupar o trono, não vai reinar, vai ser eh eh descartado. E no final da sua vida, Roboão ali vai ser ungido rei depois de Salomão. Aí você tem no reino do nor do reino do sul, Abias, Asaqu. Abias reina muito pouco. Depois você tem Asa, que tem um reino um pouco mais extenso. E Josafá, esse é o rei que nós precisamos focar hoje, que nós vamos falar sobre a história dele. Depois você tem todo o desenrolar da cadeia real aí dos reinos do norte e do sul, acabando o reino do norte com Oséias, quando o Salmanzer, o rei da Síria, no nono ano do reinado de Oséias, leva Israel para o cativeiro, como tá descrito lá no livro do Segundo Reis, a gente já mencionou isso. E lá no final, Zedequias, né, ou seja, o rei Nabuco Donzor, no 11º ano de Zedequias, vai levar Judá para o cativeiro de Babilônia, final ali do livro dos Reis, Segundo Reis 25, vai narrar essa história pra gente. Então, quem é Josafá? Josafá é o quarto rei da divisão, é o quarto rei do reino do Sul depois do período da divisão. Então você tem Roboão, que reina de 931 a 913, Abias, que reina apenas 3 anos de 913 até 910. E aí você tem Josafá, que vai reinar por volta eh depois de Asa, né? Aa, que reina de 910 até 872 e Josafá vai reinar de 872 a 848. Existem algumas tabelas que você pode encontrar aí na internet falando sobre quais reis são positivos e quais reis são negativos. Josafá é um dos reis que a Bíblia vai declarar que fez aquilo que o Senhor aprova, fez aquilo que o seu pai Davi fez também. Então ele é um dos reis aprovados por Deus e ele pratica reformas religiosas. Ou seja, segundo Crônicas, capítulo 17, já vai falar sobre isso. Ele eliminou os lugares altos e enviou levitas para ensinar a lei em todas as cidades de Judá. Ele foi um rei comprometido com a instrução bíblica do povo, algo que havia se perdido nos nos reis anteriores. Os reis anteriores haviam esquecido o texto da lei e eles não ensinavam a lei ao povo. Então Josafá aparece aqui como esse rei que vai reensinar, vai fazer o povo reapreender os preceitos que a lei afirmava. E ele tem um contemporâneo muito famoso, que é o famosíssimo Acabe. Acabe casado com a famosa Jezabel, que vai ser citada lá em Apocalipse também. Vai fazer coisas terríveis no reino do norte, o rei Acabe. E Josafá vai estar aqui no reino do Sul. Ele vai fazer uma aliança político-matrimonial com o reino do norte, ou seja, o seu filho, que é Georão, que vai ser o rei que vai o suceder, vai se casar com Atalia, que é filha do rei Acabe, e vai criar uma tensão ali que o próprio cronista vai registrar com muito cuidado, porque lembre, ele não tá querendo mais causar essa divisão tribal, então ele precisa mostrar para o povo que eles precisam estar unidos. E ele é um rei que busca o Senhor. Ou seja, três vezes o cronista vai afirmar que Josafá buscou o Senhor lá em Segundo Crônicas 17, no capítulo 19 e no capítulo 20, que é o capítulo que nós vamos tratar aqui. Esse padrão narrativo, prepara o leitor para o que vai ocorrer nesse capítulo 20, que é algo muito importante para a gente entender. Então vou convidar você a me acompanhar a leitura desse texto, capítulo 20 do segundo do livro de segundo Crônicas diz o seguinte: "Depois disso, os moabitas, os amonitas com alguns dos meonitas entraram em guerra contra Josafá. Então informaram a Josafá: "Um exército enorme vem contra ti de Edom, do outro lado do Mar morto. Já está em Azazon Tamar, isto é, em Guede. Enged, só uma pequena pausa aqui, é o lugar tradicional do de onde Davi se escondeu de Saul nas cavernas. Ele entra numa caverna e se esconde com os seus seguidores lá, chamados até de homens livres, homens vadios, né? Tem umas traduções que fazem dessa forma. E Davi tá escondido dentro da caverna quando Saul vai aliviar o seu ventre dentro da caverna. E Davi corta um pedaço do manto real e depois exibe para Saul, dizendo: "Eu poderia ter te matado, mas eu não vou tocar com na no ungido do Senhor. Não vou avançar contra o ungido do Senhor." É exatamente nessa região, muito próxima, inclusive ali um pouco ao sul de Jerusalém, eles já estavam com os exércitos ali naquela posição que de um lado você tem a cadeia montanhosa da Judeia e do outro lado você tem o Mar Morto, famoso, Mar Salgado. É uma região estreita que eles passam muito apertados ali. Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor. Mais uma vez, Josafá consultando o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá. Reuniu-se, pois, o povo vindo de todas as cidades de Judá, para buscar a ajuda do Senhor. Josafá levantou-se na Assembleia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, na frente do pátio novo, e orou: "Senhor, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu dominas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em sua em tuas mãos, e ninguém pode opor-se a ti. Não és tu, o nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, o teu povo, e a deste para sempre aos descendentes do teu amigo Abraão? Eles a têm habitado e nela construíram um santuário em honra ao teu nome, dizendo: "Se alguma desgraça nos atingir, se o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nos nós nos perdão, seja o o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome e chamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás. Mas agora estão aí os amonitas, os os moabitas e os habitantes dos montes de Seir, cujos territórios não permitiste que Israel invadisse quando vinha do Egito. Por isso, os israelitas se desviaram deles e não os destruíram. Vê agora como estão nos retribuindo ao virem expulsar-nos da terra que nos deste por herança. Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los, pois nós temos força, pois nós não temos força para enfrentar esse exército imenso que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti. Todos os homens de Judá, com as suas mulheres e os seus filhos, até os de colo, estavam ali de pé diante do Senhor. Então o espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e descendente de Asaf, no meio da assembleia. Ele disse: "Escutem todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá, assim diz o Senhor a vocês: Não tenham medo, nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme, pois a batalha não é de vocês, mas de Deus. Amanhã desçam contra eles. Eis que virão pela subida de Zis, e vocês os encontrarão no fim do vale, em frente do deserto de Jeroel. Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições, permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês. Josafá prostrou-se com rosto em terra e todo o povo de Judá e de Jerusalém prostrou-se em adoração perante o Senhor. Então, os levitas, descendentes dos coatitas e dos coreítas, levantaram-se e louvaram o Senhor, o Deus de Israel, em alta voz. De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá lhes disse: "Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém, tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados. Tenham fé nos profetas do Senhor e terão vitória. Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando: "Dem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre". Quando começaram a cantar e entoar louvores, o Senhor preparou emboscadas contra os homens de Amã, de Moabe e dos montes de Seir, que estavam invadindo no Judá, e eles foram derrotados. Os amonitas e os moabitas atacaram-os do monte de Seí para destruí-los e aniquilá-los. Depois de massacrarem os homens de Seir, destruíram-se uns aos outros. Quando os homens de Judá foram para o lugar onde se de onde se avista o deserto e olharam para um imenso exército, viram somente cadáveres no chão. Ninguém havia escapado. Então Josafá e os seus soldados foram saquear os cadáveres e encontraram entre eles grande quantidade de equipamentos e de roupas e também objetos de valor. Passaram três dias saqueando, mas havia mais do que eram capazes de levar. No quarto dia se reuniram no vale de Beraca, onde louvaram o Senhor. Por isso, até hoje esse lugar é chamado de vale de Beraca. Depois, sob a liderança de Josafá, todos os homens de Judá e de Jerusalém voltaram alegres para Jerusalém, pois o Senhor os enchera de alegria, dando-lhes vitória sobre os seus inimigos. Entraram em Jerusalém e foram ao templo do Senhor, ao som de liras, arpas e cornetas. O temor de Deus veio sobre todas as nações quando souberam como o Senhor havia lutado contra os inimigos de Israel. E o reino de Josafá manteve-se em paz, pois o seu Deus lhe concedeu paz em todas as suas fronteiras. É interessante a gente avaliar aqui o que que tá acontecendo e como nós podemos aprender com essa história. Primeiro você tem uma nação que não tem mais o esplendor dos reis anteriores, como Davi, como Salomão. Você tinha na época de Salomão, por exemplo, paz. Salomão não enfrentou batalhas, guerras. O texto, inclusive lá de Samuel vai dizer que num período da da da do reinado dele, Deus havia dado paz em todas as suas fronteiras. Deus havia dado paz a Davi de todos os seus inimigos. Essa paz perdura no período de Salomão. Só que quando os reinos se dividem, que é depois do período de Salomão e período de Roboão, as nações vizinhas começam a perceber o enfraquecimento desse exército. E eles começam a perceber que todo aquele esplendor e aquela glória que eram narradas do período de Davi e Salomão estão à disposição. Ou seja, as riquezas, o ouro, a prata do templo, tudo aquilo que estava acumulado nas principais cidades e principalmente em Jerusalém, poderia ser saqueado, porque eles não tinham mais o mesmo exército, não tinham a unidade nacional que havia anos anteriores. Então você tem uma crise muito grande nesse período que vai estimular as nações vizinhas a atacarem Israel, sem falar que o reino do norte já estava se envolvendo com batalhas com os povos da os famosos arameus, que é da região de Padã Arã, chegando até incomodar os assírios. Então o texto bíblico vai mostrar como isso vai se desdobrar e as alianças políticas que estavam acontecendo nesse período. E aí o que que acontece? Você tem aí uma notícia que chega aos ouvidos de Josafá. Os moabitas, os amonitas e os habitantes de Seí, que são chamados aqui de meonitas, eles estão descendo, né? E aí você tem que entender um pouco da geografia. Você tem aqui a a território central de Israel, que é onde está Jerusalém, nas montanhas centrais de Israel. E você tem um grande vale aqui, que é o Vale do Mar Morto, a região mais baixa da terra. O topo aqui na a a flor da água do Mar Morto está 438 m abaixo do nível do mar. Só que do lado de cá você tem uma outra cadeia montanhosa que é a região do platô de Moabe. São a região das terras altas de Moabe. Então eles vêm, eles descem esse território, dão a volta no Mar Morto e começam a subir pelo vale na direção de Jerusalém com a intenção de atacar a capital Jerusalém. E Josafá, ele é avisado disso. E aí tem uma palavra muito importante no hebraico chamada iaré, que é a palavra temor. E diz o texto aqui no verso 3 que Josafá está alarmado. A palavra hebraica seria temendo. Tá com temor e tem esse essa ideia também de reverência, né? Não apenas temor, mas reverência também. Então, Josafá, ele se encontra nessa situação de extremo temor e ele olha paraa situação dele e fala: "Não tenho para onde ir, não tenho saída, não tenho o que fazer". E quando a gente coloca a nossa vida em perspectiva, muitas vezes a gente se encontra nisso. A gente se encontra numa situação, numa circunstância que a gente parece não encontrar saída. tá vindo um exército grande contra mim, seja um exército que eu mesmo provoquei. Ou seja, você pode estar aí enfrentando dificuldades financeiras, pode estar enfrentando lutas emocionais, lutas de relacionamento, que talvez você mesmo é o causador disso, mas a realidade não muda. Você está vendido, vencido nessa batalha antes mesmo dela começar. É assim que Josafá se sente. Ele olha para aquele exército, ele ouve falar, ele tá desesperado. Gente, como assim? Moabe, Amon e os homens habitantes de Seí se uniram contra a gente. Não tem como a gente lutar contra eles, não tem como a gente vencer. São esses povos que estão ali a leste, né, cada vez mais próximos, orientais ali, todos na região sul. E tem uma questão muito importante e interessante aqui, que essas regiões elas eram uma região regiões que não tinham tanta disponibilidade de água como Israel tinha, como tinha, por exemplo, o Vale do Jordão, a cidade de Jericó, que tinha uma fonte. Toda essa região é muito interessante de ser tomada. Então, esses povos estão avançando e Josafá está ali tremendo de medo. Mas é muito importante a gente lembrar dessa palavra, essa esse termo iaré, porque ele vai abrir essa moldura, se a gente for pensar numa moldura desse texto que nós lemos, porque ele abre dizendo que Josafá está amedrontado, aterrorizado, alarmado, como o texto da NVI vai trazer aqui. E lá no final, no verso 29, vai dizer que as nações receberam o temor de Deus. E é a mesma palavra, é o mesmo Iaré. O Iaré que estava com Josafá vai passar para as nações vizinhas quando a gente vai ver o desfecho dessa história. Mas aí tem uma decisão muito importante de Josafá aqui. Josafá está amedrontado, está alarmado, está temeroso. O que que Josafá faz? Sai correndo, sobe no jumento e sai pelo meio do deserto. Vou embora daqui, não quero saber disso. Foge dos seus problemas. Josafá decidiu consultar o Senhor. Quantas vezes nós nos encontramos em situações de luta, de dificuldade, de desespero muitas vezes e esquecemos de consultar o Senhor, esquecemos de colocar a situação perante o Senhor e a nossa vida, ela vai ser pautada por essas decisões. Não que a gente vai ter todos os desfechos favoráveis toda vez que a gente consultar o Senhor. A história que nós vimos aqui é uma história de vitória e uma vitória muito especial. Mas muitas vezes Deus vai permitir a derrota, não porque ele é um Deus sádico, cruel, mas ele é um Deus amoroso que ele quer ensinar alguma coisa, ele quer mostrar alguma coisa. Ele permitiu que o povo perdesse o seu território justamente porque ele não queria o povo envolvido com práticas ruins, nefastas, [roncando] práticas pagãs dos povos vizinhos. Ele fala: "Eu vou ter que tirar vocês daí para vocês aprenderem que eu sou um Senhor zeloso". Então, na minha vida e na sua vida, quando nós estamos em situações de luta, de calamidade, de dificuldade, de temor, a nossa primeira atitude precisa ser vamos consultar o Senhor. E é isso que Josafá faz aqui. Essa lógica desse texto que o cronista faz questão de registrar é muito importante. A primeira resposta de Josafá Almedo não é uma resposta estratégica. Como que eu posso armar o meu exército aqui para combater esse exército enorme que tá vindo contra mim? Ela é uma expressão litúrgica, ou seja, ele ele se volta para o seu Deus, ele presta um culto ao seu Deus, ele adora o seu Deus. Porque consultar o Senhor também é adoração, também é o reconhecimento de que nós não somos nada. E Deus é tudo, o nosso Senhor é tudo. E aí quando a gente tem esse tipo de performance, esse tipo de de prática, esse tipo de ação, nós estamos dizendo não apenas para os outros, mas para nós mesmos, aquilo que o Senhor responder para mim é suficiente. O que o Senhor decidir fazer é suficiente, porque eu confio e eu adoro o meu Deus. É muito interessante a gente perceber isso na trajetória, por exemplo, do apóstolo Paulo, porque o apóstolo Paulo vai falar isso em algumas vezes, mas na segunda carta aos Coríntios, ele fala isso com todas as letras, quando ele vai dizer, por exemplo, que o ministério que ele possui aqui é o ministério da reconciliação. Ele foi mandado para reconciliar as pessoas com o seu Deus, mas que ele não tinha medo das provações porque Deus o sustentava em todas as coisas. Então, essa lógica que nós precisamos aplicar na nossa vida, que nós precisamos colocar em prática, é uma lógica difícil. Eu admito que ela é uma lógica difícil, mas ela é uma lógica necessária. Nós precisamos entender que não há outro lugar melhor para nós estarmos que não seja a presença do nosso Deus, que não seja estarmos consultando ele em todos os momentos, em todas as dificuldades. E não porque nós temos, nós somos, como a gente pode dizer no, na no linguajar, como nós somos meninos mimados, chorões, que vamos o tempo todo ficar incomodando. Ele que pede isso. Ele está à disposição, ele está querendo nos ouvir. E nós, na nossa tentativa pessoal de suplantar, de ultrapassar as nossas dificuldades, ficamos com essa lógica deturpada de que nós somos capazes de resolver os nossos problemas. Deus pode até usar a nossa própria capacidade para resolver os nossos problemas. Ele ele é capaz de fazer qualquer coisa, mas ter Deus do nosso lado nos momentos de luta, dificuldade, faz toda a diferença. Porque mesmo que essa luta e essa dificuldade ela venha a nos derrotar, Deus nos sustentará até na derrota, como ele fez com Israel no período em que Israel foi levado para o exílio e para o cativeiro. E aí o que que nós vemos? Nós temos um lamento que depois vira uma expressão de fé. Ele vai demonstrar aqui no na na sua própria fala, no seu próprio discurso. Senhor, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu não dominas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em suas mãos e ninguém pode opor-se a ti. Essa é a fala dele. Se alguma desgraça nos atingir, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo. Aqui eu tô fazendo um grande resumo do texto, né? Clamaremos a ti em nossa angústia e tu nos ouvirás e nos salvarás. E aí o verso 12 ele diz: "Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los, julgar esse povo que está vindo aí, esse exército que tá vindo?" E ele admite a sua angústia, a sua pequeneza, a sua fraqueza, dizendo: "Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam. para ti. Olha o o nível de franqueza e de vulnerabilidade que Josafá se encontra. Josafá admite: Deus, nós não sabemos o que fazer. Uma coisa eu sei, Deus, eu sei que eu não tenho forças para enfrentar essa luta e essa dificuldade, mas eu vou fazer uma coisa. os meus olhos vão se voltar para ti. Essa é uma resposta de adorador. Essa é uma resposta de quem entende a sua circunstância e a sua situação. É interessante a gente perceber que esse trecho que está sendo descrito aqui, ele é é um trecho tradicional de uma estrutura de lamento. Primeiro, eh eh ele faz um apelo ao caráter de Deus. Ele diz quem é esse Deus. Ele trazendo na memória os atos de Deus, ou seja, as coisas que Deus fez. E aí ele mostra uma contradição aparente. Ou seja, o Senhor não é esse Deus que fez tudo isso aqui? Por que que eu tô vendo esse exército se levantar contra mim? Por que que as adversidades atuam contra mim? Por que que eu tô enfrentando essa luta? E no final ele tem a rendição e um redirecionamento. Ele fala: "Eu oro ao Senhor que pode resolver os meus problemas". Isso aqui tem vários salmos de lamento que possuem essa estrutura. É muito interessante perceber a relação direta que esse texto tem com esses salmos de lamento. E ele reclama para Deus, não reclama de Deus. A semelhança do que Jó faz no seu livro. Josafá aqui nesse momento, ele vira para Deus e fala: "Senhor, me ajuda, por favor, eu não tenho forças". Ele não fala: "O senhor não quer saber de da gente, o senhor está fazendo outra coisa. Não é possível que o senhor seja tão desleixado." Ele não fala isso. Ele fala: "Senhor, o Senhor não vai julgá-los. Os meus olhos estão em ti. O Senhor não vai me ajudar nessa dificuldade, nessa luta. Os meus olhos estão voltados para ti." Essa é uma postura de adorador, uma postura de quem está focado em receber a orientação que vem do próprio Deus. E aí, o que que o texto vai continuar dizendo pra gente? O texto vai dizer que Deus fala com o povo. Deus levanta um homem Jaaziel. Jasiel ali no meio do povo recebe essa instrução do Espírito Santo e Jaziel vai trazer uma mensagem de conforto, consolo e de de estímulo para o povo, dizendo para eles com todas as letras, verso de número 15 e 16, no final do verso 16, ele diz: "A batalha não é de vocês". E é impressionante a gente entender isso aqui, porque Deus está falando com o povo: "Descanse, descanse, que essa batalha não é de vocês." Muitas vezes, na nossa caminhada, na nossa luta, a gente esquece quem é o Deus a quem nós servimos. A gente esquece os feitos. Por isso que é tão importante voltarmos ao texto bíblico, voltarmos a a aprender mais sobre a sua palavra, porque a gente não lembra os feitos de Deus na história. E essa dinâmica de lembrar, de trazer a memória, é algo que o povo de Israel precisava fazer constantemente. Os salmos foram escritos nessa expectativa de que o povo se lembrasse do louvor. que eles precisavam dedicar a Deus por todos os feitos que Deus já tinha feito, por tudo aquilo que Deus tinha feito Israel vencer e passar. E ainda assim, pela história da Bíblia, nós vamos ver que Israel se desvia dessa trajetória e vai precisar ser afastado do seu território. Eu e você precisamos estar atentos a isso. Precisamos relembrar não de Israel apenas. Precisamos relembrar de Israel, sim, do povo que é narrado ali no texto bíblico. Precisamos lembrar dos evangelhos. Precisamos lembrar da vida, do ministério e do sacrifício de Jesus por nós. Mas nós precisamos lembrar na nossa própria vida todas as vezes que Deus nos abençoou e esteve conosco nos momentos de dificuldade. Eu tenho certeza que se você fizer um esforço de memória, você vai conseguir contabilizar bênçãos de Deus na sua vida. Mesmo que você esteja aqui vendo essa mensagem sem querer, caiu aqui no canal, de repente você tá acompanhando isso, pense em elementos, estruturas, eventos da sua vida que aconteceram, que você sabe que você não merecia. pode ser bênção de Deus para você, te chamando para olhar para ele com mais atenção. E aqui nós temos jáel aparecendo no meio desse povo desesperado, temeroso, falando a palavra do próprio Senhor para eles, que diz: "A batalha não é de vocês, mas de Deus." E ele complementa no final dizendo que o Senhor estará com vocês. Pode ter certeza do que eu estou falando para você. Em todos os momentos da sua vida, o Senhor está com você. E aí o texto tem um desfecho muito interessante, porque nessa estratégia que ele vai montar, nessa forma que ele vai armar o exército, ele faz com que na frente dele, vá, na frente do exército vá os levitas. Ele separa os levitas. Diz eh eh é muito interessante aqui no verso 21 dizendo assim: "Depois de consultar o povo, Josafá nomeou homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor da sua santidade, indo à frente do exército." Eu fico imaginando a cena, não é? O pessoal que tocava arpa, tocava lira, tocava tamborim, cantava, tá lá vendo o exército se preparando, colocando armadura. De repente chega o rei e fala assim: "Ó, vocês aí vão na frente do exército, vocês vão cantando na [risadas] frente, como é que saiu a música, né? Oh, como é que é? Eh, pelo Senhor marchamos sim do seu exército poderoso. Imagina eles cantando na frente do exército, sendo a ponta da lança ali. Mas é uma questão também teológica. O louvor tá indo na frente, a adoração está indo primeiro. Não importa qual vai ser o desfecho, não importa qual vai ser o resultado. Eu vou louvar, eu vou adorar. Essa história de Josafá é muito interessante. Eles não são os cantores aqui, eles não são o suporte espiritual da retaguarda. Eles estão à frente do exército. Uma posição topográfica que representa essa teologia. O louvor não acompanha a fé, ele lidera a fé. Então, se você tem fé, você deve louvar. E aí o desfecho é tão interessante, porque quando eles começam a cantar os louvores, o Senhor age em prol deles. Não é uma fórmula mágica. Não é o fato de você começar a cantar ao Senhor que vai transformar a trajetória da sua vida, que vai fazer com que todas as suas amarras se se disfaçam, que você consiga vencer todas as batalhas que você enfrentar. Não é isso que o texto tá dizendo. Esse aqui é um texto muito específico para o momento específico da história de Israel. Mas há uma [roncando] realidade aqui. Não importa o que você for enfrentar, se a adoração vai na frente, você suporta qualquer problema, porque o Senhor vai estar com você. E é interessante que quando eles vão cantar, eles vão cantar um trecho de um salmo. Esse salmo que é um salmo extremamente tradicional em Israel, salmo 136, que repete uma frase vez após vez após vez com a intenção de memorizar, de fortalecer a de a a informação na mente, de registrar na mente das pessoas essa informação, dizendo o quê? Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre. O Salmo 136 tem essa frase: "Pois o seu amor dura para sempre". Repetida a cada dois versos. Ele fala uma característica de Deus, pois o seu amor dura para sempre. Ele fez os céus e o mar, pois o seu amor dura para sempre. Ele é bondoso para sempre, pois o seu amor dura para sempre. E aí essa forma de agir faz com que a ação de Deus seja essa ação milagrosa, fazendo os exércitos lutarem entre si e o exército de Josafá nem precisar desembanhar a espada. Diz aqui o texto que eles passam três dias recolhendo despojos de guerra. um exército pequeno que talvez nem tivesse tanto equipamento assim, agora estava completamente equipado por um milagre de Deus na vida daquele povo. Talvez você vai receber equipamentos das batalhas que você vai enfrentar. Saiba que esses equipamentos têm uma função muito específica. você deve usá-los para abençoar as outras pessoas, para ser canal de bênção na vida daqueles que estão ao seu redor. E aí vem o trecho final desse texto que é muito importante. Ele diz que eles no quarto dia se reuniram no vale de Beraca, onde louvaram o Senhor. Beraca é uma palavra que é uma, não vou dizer que é uma corruptela, é uma forma diferente de falar baruk. Baru é abençoado. Beraca é bênção, né? é uma outra formação da mesma palavra que que quer dizer bênção. Então, o vale, que seria o vale da morte para aquele exército, se tornou o vale da bênção. Talvez Deus está te levando para um vale para lutar uma batalha que você acha que você já perdeu e ele quer apenas que você adore e ele vai transformar esse vale em vale de bênção. E aí o final do texto diz que Deus simplesmente deu paz durante todo o período do reino de Josafá. Eu não sei quanto tempo de paz Deus tem para você e para mim. Nós sabemos as lutas e as dificuldades que temos enfrentado, tanto aqui no Brasil como em vários lugares do mundo. As dificuldades da política internacional, a a tensão crescente com o o a possibilidade de uma batalha global, de uma guerra que envolva vários países. Louve, adore o Senhor. Adore o Senhor. Vá cantando na frente. Não importa qual vai ser o resultado, o Senhor vai estar com você. É isso que eu quero que você leve desse texto tão importante da palavra de Deus. Um texto que nos ensina que quando nós temos fé, nós louvamos o Senhor em todo tempo. E ainda que o temor esteja tomando o nosso coração, os nossos olhos devem se voltar para o Senhor e nós devemos adorá-lo em todo o tempo. Que ele te abençoe hoje e sempre. E que você também seja um canal de bção na vida das pessoas ao seu redor. [música] Muitos são os projetos [música] da IBNU ligados ao reino de Deus. Nós abençoamos crianças, [música] adolescentes, adultos, ensino bíblico, ajudando comunidades [música] de muita limitação social e financeira, projetos como UNA, como Dignitate, [música] como Tesouro Azul e Missão em São Paulo, no Brasil e no mundo. Nós temos quase [música] 50 projetos com envolvimento direto ou indireto. você é [música] nosso convidado a investir no reino de Deus por meio do seu dízimo, oferta, [música] contribuição, conforme desejar o seu coração. E BNI é uma comunidade séria [música] nesse sentido, que de fato eh usa os recursos com a finalidade de abençoar [música] o reino de Deus. Nossa gratidão a todos aqueles que têm nos ajudado e queremos entregar [música] esse momento a Deus para que tudo isso que for enviado através aí do nosso Pix, através do QR code ou por depósito [música] direto seja utilizado no reino de Deus para fazer diferença, para abençoar as pessoas com o evangelho e aquilo que é [música] desdobramento dessa graça divina na nossa vida. Muita gratidão a todos e que Deus nos abençoe. Amém. [música] Obrigado pela sua participação mais uma vez [música] com a gente aqui na IBNW. A gente pede que você faça parte da vida da IB, não só na celebração de domingo, mas também por meio das aulas que acontecem durante a semana, [música] das programações que a gente faz aqui por meio do canal do YouTube e também nas outras redes [música] sociais. E se você pode participar conosco presencialmente, será um prazer poder partilhar daquilo que é a vida da IBNU e da comunidade junto com você. Pedimos que você compartilhe isso com outras pessoas. Deus te abençoe. Uma boa semana. >> [música] [música] >> O rei da glória, [música] o rei Rei dos reis, [música] Senhor dos senhores, soberano Deus [música] é Jesus. É Jesus. [canto] É Jesus. [música] >> [sino] [música] >> Nesceu da [canto] glória e [música] homem [canto] se fez varão de dores. 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