COMO ENTENDER A MENTE DOS AUTORES BÍBLICOS E OS GÊNEROS LITERÁRIOS? – VALDEMAR KROKER
13/04/2026
COMO ENTENDER A MENTE DOS AUTORES BÍBLICOS E OS GÊNEROS LITERÁRIOS? – VALDEMAR KROKER
Os livros da Bíblia foram escritos em diferentes gêneros literários, como narrativa, poesia, profecia e cartas. Cada um deles possui características próprias que influenciam a forma como o texto deve ser interpretado. Neste video, Valdemar Kroker explica como considerar a intenção dos autores e os gêneros literários bíblicos pode ajudar a compreender melhor a mensagem das Escrituras.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Agora falando então, meu irmão, sobre uma outra ênfase que ele dá, que tem a ver até com a própria estrutura desse livro que nós temos em mãos, é perceber a mensagem do livro bíblico como um todo, né, a tese, a ideia central ali dele antes de mergulhar nos detalhes. Agora, a questão é como é que nós podemos fazer isso? os autores fizeram, eles trouxeram aqui pra gente, mas até mesmo a partir do nosso próprio estudo para comparar com o que o livro traz aqui e tudo mais, como é que nós podemos fazer esse tipo de análise do livro como um todo >> de de chegar no no cerne do livro, >> de chegar na mensagem, exato, a mensagem central, a ênfase central dele. >> É, e como a gente já falou e reforçou, eh, precisa ler o livro todo, eh, de ponta a ponta, prestar atenção no livro todo. É interessante o comentário entre parênteses aqui. A impressão que dá é exatamente essa desse livro, é que o pessoal fez isso. Eles eles quando falam de um livro da Bíblia, eles falam daquilo que está naquele livro, basicamente, né? Então, ler aquele livro, a segunda coisa é ler eh várias vezes eh eh aí perceber a a os assuntos, os conteúdos que aquele autor especificamente eh repete eh e às vezes repete de uma forma embutida eh entre aspas, né, dissimulada eh ou disfarçada, digamos, né? Eh, e, e, eh, por exemplo, a soberania de Deus no livro de Ester, né? O nome de Deus não é mencionado no livro de Ester, mas a soberania de Deus ninguém vida, né? Então, se você lê e pega eh eh olha nas linhas, vê o que é repetido e que começa a prestar atenção nas entrelinhas, naquilo que fica claro, né, você consegue pegar eh no cerne eh daquele livro. Então são dicas eh básicas e claro aí a gente começa a discutir com outros, a interagir com outros para pegar eh uma opinião que às vezes é corrigida, né? A nossa é corrigida porque alguém disse: "Ah, é verdade, eu não tinha pensado dessa maneira", né? >> Uhum. Com certeza. Então não tem muito aquela, não tem tanto um segredo aqui que possa nos fazer pular o papel da leitura repetida, da leitura atenciosa, cuidadosa. A gente precisa ler várias vezes para então perceber esse fluxo de pensamento, esses padrões e chegarmos a a ênfase, a lei principal do autor, né? >> E quando a gente fala do Pode falar, por favor? Eh, é isso tem a ver eh o que vai nos o que nos ajuda e eh é que cada peça de literatura, eh, tem o seu estilo, o seu gênero. Eh, e se a gente prestar atenção nessas coisas, elas, esses detalhes vão nos ajudar >> a chegar mais rapidamente no na mensagem central, >> né? Perfeito. É justamente a próxima pergunta que eu ia fazer aqui para você, que é como a reconhecer os diferentes gêneros literários que nós encontramos na escritura e qual é a importância deles pra gente fazer essa interpretação correta? >> Aham. Pois é, os gêneros nós temos aí muitos na Bíblia, aliás, tem um livro que é excelente, eh, né, da também publicado por Vida Nova. Essa é a última edição que nós temos em Tendu Quilês, né, bem conhecido em muitos seminários. É clássico. Esse é um clássico, né? Inclusive, eu fiz a última eh a revisão desta última edição atualizada que saiu nos Estados Unidos com Gordon Fe ainda trabalhando nisso, né, já falecido agora. Eh, e ficou excelente mesmo, uns ajustes aí finos, bonitos que eles fizeram, os autores, para sair nessa edição que, que tá excelente mesmo, né? E esse livro é basicamente eh sobre isso, professor. Então, o que nós podemos fazer agora, eu começo aqui na página um desse livro, eu vou lendo, né, e umas 10, 12 horas a gente termina o nosso a nossa entrevista. >> Maratona Livro. É isso aí. >> Maratona livro, né? Então, ele vai nos dizer, esses autores vão nos dizer na que a Bíblia, claro, nós sabemos disso, tem eh lei, principalmente no Pentateuco, eh, né, tem narrativa na história, tanto no Pentateuco quanto nos livros históricos. No Antigo Testamento vai ter nos Evangelhos do Novo Testamento, tem profecia, tem poesia, Salmos, por exemplo, Cântico dos Cânticos, né? Aí no Novo Testamento já mencionei, né, os evangelhos que vão ter gêneros diferentes sendo usados, né? Eh, o evangelho já é um estilo, é um tipo de literatura que então usa também poesia em alguns casos, eh, parábolas, por exemplo. temos já eh no Novo Testamento também eh o tipo de literatura que tem a ver com orientação, né, quase semelhante a certas leis, né, que são as cartas pastorais, eh eh nas epístolas dos apóstolos, né, não só as chamadas pastorais, todas elas, né, eh temos também literatura apocalíptica, né, a nossa vida, Saur é bem assim. Nós também temos no nosso dia a dia eh narrativas, eh livros de história, livros de literatura, eh temos poesia, quanta poesia bonita que tem aí, eh, né? Eh, e tem eh literatura técnica, tem códigos e leis, né? E aí chegando agora, voltando à tua pergunta, depois dessa fundamentação, né? Por que será que é tão importante a gente respeitar os gêneros literários bíblicos, né, para chegar a uma interpretação correta? Eu tenho uma resposta simples para isso. Ninguém procura uma inspiração para uma declaração de amor no código de leis de trânsito. >> Olha, verdade. >> E então é preciso olhar para cada estilo e pensar naquilo que ele quer transmitir. >> Uhum. >> Eh, e a partir dali fazer uma interpretação correta. Eh, né? Por exemplo, eh, Provérbios 226. né? Ensina, instrua a criança no caminho em que deve andar e mesmo com a passar dos anos não se desviará dele. Isso é poesia, não é lei, não é uma profecia. Eh, tem grande chances de dar certo, mas não é uma lei absoluta, né? Infelizmente, quantos pais choram, eh, o fato >> princípio, né, >> né, ensinaram tão tão bem o caminho para pros filhos e depois eles acabaram não escolhendo aquele caminho, né? Então, é preciso entender que aquilo é poesia, que retrata sim verdades da vida. Eh, né, em muitos casos dá certo, né? Eh, eu não me afastei do caminho. Meus pais ensinaram muito fielmente, né, nós três irmãos, eh, e estamos no caminho e somos muito gratos por isso, mas em outras situações isso, isso não é o caso, né? Então, eh, então, eh, talvez algumas orientações específicas, é, para me conduzir nas decisões, né, as ações da vida, eu vou precisar de lei, né? Antigo Testamento é Moisés, Novo Testamento é Jesus e depois os apóstolos com a as cartas, né, com com as eh instruções que que deram nas cartas, né? Aí para me inspirar eh né, seja eh na em eh eh declarações de amor ou para me inspirar ou para me ajudar a chorar, eu vou achar muita poesia e ela vai eh me consolar ou me encorajar. Por exemplo, Simone e eu, minha esposa e eu, nós escolhemos cânticos, cântico dos cânticos 87, pro nosso versículo do convite de casamento pro nosso lema do casamento. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios podem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado. E 7 de março agora, fazemos 45 anos dessa promessa que fizemos um ao outro aí, né? Então, Saor, Saor não chegou a tanto ainda, mas também tá caminhando aí. >> Não, não, não. Eu não tenho isso de vida ainda, então. [risadas] >> Então não dá. E, por exemplo, para expressar dor, para buscar consolo, encorajamento, eu já mencionei, né? Os salmos são ótimos, né? Eh, e talvez até para esperar, expressar raiva, só não dê vazão paraa aplicação, né? O salmista quando tem vontade de julgar os filhos do seu inimigo contra o muro, contra a parede, né? Aí é melhor não e eh colocar isso em prática, né? >> Aham. Aham. [risadas] Não, mas aí a importância do gênero literário, ela é fundamental. Uma que eu aprendi, eu até não tenho certeza, mas eu acho que foi em uma aula no seminário sobre o livro Entendes o que lês, em que a aprendi aquele princípio de tomar cuidado para não pegar um texto narrativo e tomá-lo como um texto prescritivo, né? Então, ah, o texto está dizendo o que aconteceu e eu tomo aquilo como eu tenho que fazer a mesma coisa que foi feita aqui. E não é o que o texto quer eh me ensinar ali. Às vezes o texto tá só narrando e eu tenho que ver o texto como o que eu tenho que fazer a partir dos textos prescritivos. Claro, eu posso aprender com exemplos narrativos, mas tenho que tomar muito cuidado para não eh pegar um mandamento a partir deles quando não há um embasamento em um outro texto, né? Então isso é um princípio muito importante. É o valor eh de eh entre aspas de prescrição, pelo menos eh eh doutrinário de um texto narrativo, é que não dá para montar uma doutrina que contrarie aquilo, >> né? Tem tem gente que começa a a montar doutrinas com base na naquilo que nós temos de de textos prescritivos, de das cartas, por exemplo. Eh, e aí começa a elaborar aquelas doutrinas e aí eh só que aconteceu em Atos aconteceu algo diferente, né? Eh, ou seja, você não pode negar aquilo que aconteceu daquela forma, dizendo: "Não, mas isso não é de Deus". Mas se foi ali claramente expressão [música] fruto do espírito, não tem como negar, né? >> [música]