Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

COMO ENTENDER A MENTE DOS AUTORES BÍBLICOS E OS GÊNEROS LITERÁRIOS? – VALDEMAR KROKER

COMO ENTENDER A MENTE DOS AUTORES BÍBLICOS E OS GÊNEROS LITERÁRIOS? – VALDEMAR KROKER

COMO ENTENDER A MENTE DOS AUTORES BÍBLICOS E OS GÊNEROS LITERÁRIOS? – VALDEMAR KROKER

Os livros da Bíblia foram escritos em diferentes gêneros literários, como narrativa, poesia, profecia e cartas. Cada um deles possui características próprias que influenciam a forma como o texto deve ser interpretado. Neste video, Valdemar Kroker explica como considerar a intenção dos autores e os gêneros literários bíblicos pode ajudar a compreender melhor a mensagem das Escrituras.

Adquira o livro: https://bit.ly/4s8cSoe

#Bíblia #PanoramaBíblico #Escrituras #Estudo #podcast #edicoesvidanova

EDIÇÕES VIDA NOVA

Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/

Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/

Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/

Cruciforme: https://cruciforme.com.br/

Instagram: https://instagram.com/edicoesvidanova/

Facebook: https://www.facebook.com/vidanovaedicoes/

Twitter: https://twitter.com/edicoesvidanova

Telegram: https://t.me/edicoesvidanova

Legendas automáticas:

Agora falando então, meu irmão, sobre
uma outra ênfase que ele dá, que tem a
ver até com a própria estrutura desse
livro que nós temos em mãos, é perceber
a mensagem do livro bíblico como um
todo, né, a tese, a ideia central ali
dele antes de mergulhar nos detalhes.
Agora, a questão é como é que nós
podemos fazer isso? os autores fizeram,
eles trouxeram aqui pra gente, mas até
mesmo a partir do nosso próprio estudo
para comparar com o que o livro traz
aqui e tudo mais, como é que nós podemos
fazer esse tipo de análise do livro como
um todo
>> de de chegar no no cerne do livro,
>> de chegar na mensagem, exato, a mensagem
central, a ênfase central dele.
>> É, e como a gente já falou e reforçou,
eh, precisa ler o livro todo, eh, de
ponta a ponta, prestar atenção no livro
todo. É interessante o comentário entre
parênteses aqui. A impressão que dá é
exatamente essa desse livro, é que o
pessoal fez isso. Eles eles quando falam
de um livro da Bíblia, eles falam
daquilo que está naquele livro,
basicamente, né? Então, ler aquele
livro, a segunda coisa é ler eh várias
vezes eh eh aí perceber a a os assuntos,
os conteúdos que aquele autor
especificamente eh repete
eh e às vezes repete de uma forma
embutida eh entre aspas, né, dissimulada
eh ou disfarçada, digamos, né? Eh, e, e,
eh, por exemplo, a soberania
de Deus no livro de Ester, né? O nome de
Deus não é mencionado no livro de Ester,
mas a soberania de Deus ninguém vida,
né? Então, se você lê e pega eh eh olha
nas linhas, vê o que é repetido e que
começa a prestar atenção nas
entrelinhas, naquilo que fica claro, né,
você consegue pegar eh no cerne eh
daquele livro. Então são dicas eh
básicas e claro aí a gente começa a
discutir com outros, a interagir com
outros para pegar eh uma opinião que às
vezes é corrigida, né? A nossa é
corrigida porque alguém disse: "Ah, é
verdade, eu não tinha pensado dessa
maneira", né?
>> Uhum. Com certeza. Então não tem muito
aquela, não tem tanto um segredo aqui
que possa nos fazer pular o papel da
leitura repetida, da leitura atenciosa,
cuidadosa. A gente precisa ler várias
vezes para então perceber esse fluxo de
pensamento, esses padrões e chegarmos a
a ênfase, a lei principal do autor, né?
>> E quando a gente fala do Pode falar, por
favor? Eh, é isso tem a ver eh o que vai
nos o que nos ajuda e eh é que cada
peça de literatura, eh, tem o seu
estilo, o seu gênero. Eh, e se a gente
prestar atenção nessas coisas, elas,
esses detalhes vão nos ajudar
>> a chegar mais rapidamente no na mensagem
central,
>> né? Perfeito. É justamente a próxima
pergunta que eu ia fazer aqui para você,
que é como a reconhecer os diferentes
gêneros literários que nós encontramos
na escritura e qual é a importância
deles pra gente fazer essa interpretação
correta?
>> Aham. Pois é, os gêneros nós temos aí
muitos na Bíblia, aliás, tem um livro
que é excelente, eh, né, da também
publicado por Vida Nova. Essa é a última
edição que nós temos em Tendu Quilês,
né, bem conhecido em muitos seminários.
É clássico. Esse é um clássico, né?
Inclusive, eu fiz a última eh a revisão
desta última edição atualizada que saiu
nos Estados Unidos com Gordon Fe ainda
trabalhando nisso, né, já falecido
agora. Eh, e ficou excelente mesmo, uns
ajustes aí finos, bonitos que eles
fizeram, os autores, para sair nessa
edição que, que tá excelente mesmo, né?
E esse livro é basicamente eh sobre
isso, professor. Então, o que nós
podemos fazer agora, eu começo aqui na
página um desse livro, eu vou lendo, né,
e umas 10, 12 horas a gente termina o
nosso a nossa entrevista.
>> Maratona Livro. É isso aí.
>> Maratona livro, né? Então, ele vai nos
dizer, esses autores vão nos dizer na
que a Bíblia, claro, nós sabemos disso,
tem eh lei, principalmente no
Pentateuco, eh, né, tem narrativa na
história, tanto no Pentateuco quanto nos
livros históricos. No Antigo Testamento
vai ter nos Evangelhos do Novo
Testamento, tem profecia, tem poesia,
Salmos, por exemplo, Cântico dos
Cânticos, né? Aí no Novo Testamento já
mencionei, né, os evangelhos que vão ter
gêneros diferentes
sendo usados, né? Eh, o evangelho já é
um estilo, é um tipo de literatura que
então usa também poesia em alguns casos,
eh, parábolas, por exemplo. temos já eh
no Novo Testamento também eh o tipo de
literatura que tem a ver com orientação,
né, quase semelhante a certas leis, né,
que são as cartas pastorais, eh eh nas
epístolas dos apóstolos, né, não só as
chamadas pastorais, todas elas, né, eh
temos também literatura apocalíptica,
né, a nossa vida, Saur é bem assim. Nós
também temos no nosso dia a dia eh
narrativas, eh livros de história,
livros de literatura, eh temos poesia,
quanta poesia bonita que tem aí, eh, né?
Eh, e tem eh literatura técnica, tem
códigos e leis, né? E aí chegando agora,
voltando à tua pergunta, depois dessa
fundamentação, né? Por que será que é
tão importante a gente respeitar os
gêneros literários bíblicos, né, para
chegar a uma interpretação correta? Eu
tenho uma resposta simples para isso.
Ninguém procura uma inspiração para uma
declaração de amor no código de leis de
trânsito.
>> Olha, verdade.
>> E então é preciso olhar para cada estilo
e pensar naquilo que ele quer
transmitir.
>> Uhum.
>> Eh, e a partir dali fazer uma
interpretação correta. Eh, né? Por
exemplo, eh, Provérbios 226. né? Ensina,
instrua a criança no caminho em que deve
andar e mesmo com a passar dos anos não
se desviará dele. Isso é poesia,
não é lei, não é uma profecia.
Eh, tem grande chances de dar certo, mas
não é uma lei absoluta, né?
Infelizmente, quantos pais choram, eh, o
fato
>> princípio, né,
>> né, ensinaram tão tão bem o caminho para
pros filhos e depois eles acabaram não
escolhendo aquele caminho, né? Então, é
preciso entender que aquilo é poesia,
que retrata sim verdades da vida. Eh,
né, em muitos casos dá certo, né? Eh, eu
não me afastei do caminho. Meus pais
ensinaram muito fielmente, né, nós três
irmãos, eh, e estamos no caminho e somos
muito gratos por isso, mas em outras
situações isso, isso não é o caso, né?
Então, eh, então, eh, talvez algumas
orientações específicas, é, para me
conduzir nas decisões, né, as ações da
vida, eu vou precisar de lei, né? Antigo
Testamento é Moisés, Novo Testamento é
Jesus e depois os apóstolos com a as
cartas, né, com com as eh instruções que
que deram nas cartas, né? Aí para me
inspirar eh né, seja eh na em eh eh
declarações de amor ou para me inspirar
ou para me ajudar a chorar, eu vou achar
muita poesia e ela vai eh me consolar ou
me encorajar. Por exemplo, Simone e eu,
minha esposa e eu, nós escolhemos
cânticos, cântico dos cânticos 87, pro
nosso versículo do convite de casamento
pro nosso lema do casamento. As muitas
águas não podem apagar o amor, nem os
rios podem levá-lo na correnteza. Se
alguém oferecesse todas as riquezas da
sua casa para adquirir o amor, seria
totalmente desprezado. E 7 de março
agora, fazemos 45 anos dessa promessa
que fizemos um ao outro aí, né? Então,
Saor, Saor não chegou a tanto ainda, mas
também tá caminhando aí.
>> Não, não, não. Eu não tenho isso de vida
ainda, então. [risadas]
>> Então não dá.
E, por exemplo, para expressar dor, para
buscar consolo, encorajamento, eu já
mencionei, né? Os salmos são ótimos, né?
Eh, e talvez até para esperar, expressar
raiva, só não dê vazão paraa aplicação,
né? O salmista quando tem vontade de
julgar os filhos do seu inimigo contra o
muro, contra a parede, né? Aí é melhor
não e eh colocar isso em prática, né?
>> Aham. Aham. [risadas]
Não, mas aí a importância do gênero
literário, ela é fundamental. Uma que eu
aprendi, eu até não tenho certeza, mas
eu acho que foi em uma aula no seminário
sobre o livro Entendes o que lês, em que
a aprendi aquele princípio de tomar
cuidado para não pegar um texto
narrativo e tomá-lo como um texto
prescritivo, né? Então, ah, o texto está
dizendo o que aconteceu e eu tomo aquilo
como eu tenho que fazer a mesma coisa
que foi feita aqui. E não é o que o
texto quer eh me ensinar ali. Às vezes o
texto tá só narrando e eu tenho que ver
o texto como o que eu tenho que fazer a
partir dos textos prescritivos. Claro,
eu posso aprender com exemplos
narrativos, mas tenho que tomar muito
cuidado para não eh pegar um mandamento
a partir deles quando não há um
embasamento em um outro texto, né? Então
isso é um princípio muito importante. É
o valor eh de eh entre aspas de
prescrição, pelo menos eh eh doutrinário
de um texto narrativo, é que não dá para
montar uma doutrina que contrarie
aquilo,
>> né? Tem tem gente que começa a a montar
doutrinas com base na naquilo que nós
temos de de textos prescritivos, de das
cartas, por exemplo. Eh, e aí começa a
elaborar aquelas doutrinas e aí eh só
que aconteceu em Atos aconteceu algo
diferente, né? Eh, ou seja, você não
pode negar aquilo que aconteceu daquela
forma, dizendo: "Não, mas isso não é de
Deus". Mas se foi ali claramente
expressão [música] fruto do espírito,
não tem como negar, né?
>> [música]

Tags: