Cristão de script ou cristão de verdade? Autoridade, convicção e coragem – T04EP09
30/04/2026
Cristão de script ou cristão de verdade? Autoridade, convicção e coragem – T04EP09
Na cultura de hoje, crer na Bíblia virou, para muitos, sinônimo de intolerância.
O que por séculos foi tratado como verdade agora é rotulado como ódio – e a pressão é simples: fique quieto.
Neste episódio do Página Virada, estudando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a conversa é direta:
você está vivendo como cristão de script (que sabe as respostas certas, mas não vive o que diz crer) ou como cristão de verdade, com autoridade, convicção e coragem?
A partir de três palavras‑chave – autoridade, convicção e tenacidade – nós falamos sobre:
– por que a autoridade final do cristão não pode ser opinião, emoção ou cultura, mas a Palavra de Deus inteira, não só as partes “confortáveis”;
– o abismo entre a teologia que a gente professa e a teologia que a gente realmente pratica no dia a dia;
– o dado chocante: muita gente se diz cristã, mas só uma minoria pensa e responde a partir de uma cosmovisão bíblica;
– como cultivar convicção real: não só “cresci na igreja”, mas conhecer a Bíblia o suficiente para discernir cultura, ideologias e decisões morais;
– o que é tenacidade cristã: permanecer firme, com amor e coragem, mesmo quando isso custa conforto, reputação, amizades ou oportunidades;
– por que não é militância, é obediência: ser sal e luz, em público, quando a cultura quer um cristão mudo e domesticado.
Se você sente que, na prática, muitas vezes fala como crente, mas pensa como a cultura, esse episódio é um convite a alinhar boca, mente e vida com a Palavra.
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Legendas automáticas:
Não, a gente tá no mundo, é dificílimo porque a nossa a nossa crença, os nossos referenciais, os nossos valores são extremamente opostos ao que o mundo hoje eh coloca. Aliás, sempre foi, né? E a gente precisa nesses momentos fazer alguma diferença, porque tem gente sendo levado pro inferno [música] e tá indo cegamente sem perceber que tá dentro do inferno, tá morando no inferno e não tá vendo. São cristãos que creem no Deus criador, que criou todas as coisas, etc. Mas não enxergam a Bíblia como a a revelação do próprio Deus. ele revelado e ele revelando a sua vontade, né? Eh, e aí acaba como se fosse assim, a Bíblia é um livro legal, [música] né? Com boas referências, como se fosse assim, fábulas, >> boas ideias, boas princípios, fábulas, né? é um é um é uma coletânia de fábulas de esopo, né, praticamente. Então, assim, ótimas referências, né, que a gente encontra na Bíblia, um livro que tem palavras de sabedoria, mas não sendo a própria revelação, né, o Deus revelado e ele determinando para nós como que a gente pode viver bem nesse mundo, né, no >> Mas isso é muito importante. A gente lembra até de um fato histórico de Policarpo, né, quando ele é diante das autoridades diz assim: "Negue a Jesus e você viva." Ele diz: "Como é que eu posso negar o meu Senhor que a sirva há tantos anos? Ele nunca me negou. Eu não posso fazer isso. Eu não posso deshonrar o nome dele. >> Seja bem-vindo a mais um episódio. Nós estamos no episódio nono dessa temporada. Nós estamos tratando do livro Quando a Cultura odeia você de Natasha. E tem sido algo assim extraordinário, tem sido enriquecedor nós aprendermos acerca daquilo que a autora nos diz de maneira crítica, analítica e ao mesmo tempo trazer respostas à luz da Escritura nesse debate tão gostoso, onde nós temos aqui participando conosco a Bianca, a Leulair e o André e o Thiago. Tem sido muito bom. E você que está participando conosco também, eh, deixa aí o seu comentário, o seu compartilhamento e deixa também o seu comentário no sentido de enriquecer para que a gente possa cada vez mais aprimorar, edificar e glorificar o nome do Senhor. E a pergunta que eu quero começar nessa noite pro nosso bate-papo é: Como permanecer firme quando a cultura quer silenciar você? Nós vivemos diante de uma cultura onde que os valores cristãos, os princípios cristãos parecem proibidos na esfera pública. Aquilo que por século era considerado certo, agora se tornou errado. O que sempre foi visto como verdade se tornou agora como ódio, como ódio diante do mundo. E o simples fato de acreditar na Bíblia, na palavra de Deus, já rotula a vida do cristão como alguém intolerante. Nós vivemos no meio dessa cultura, nós vivemos no meio disso, aonde que a cultura tenta nos fechar para fora de um debate público, mas a palavra de Deus nos chama a ser sal da terra e luz do mundo, a sermos agentes de transformação no meio do mundo em que nós vivemos. E hoje nós vamos aprender três verdades fundamentais que podem conduzir a nossa vida, mas que nós precisamos de sabedoria, coragem e muita fidelidade. Se nós pudéssemos resumir esse programa, nós resumiríamos em três palavras apenas: autoridade, convicção e tenacidade. Nós precisamos conhecer a nossa autoridade, que é a palavra de Deus. Nós precisamos fortalecer a nossa convicção e nós precisamos manter a nossa postura. para que possamos ser instrumentos nas mãos do redentor. Leolir, por que que é tão importante conhecer a nossa autoridade ou a fonte que mantém a nossa fé? >> Primeiro, porque é a nossa referência, né? Vamos pensar assim, se todo mundo tem uma autoridade em determinados assuntos, nós, como cristãos, a nossa autoridade está na palavra de Deus. Se a gente eh resolve ou não reconhece a palavra de Deus, a Bíblia como autoritativa, nós vamos arrumar autoridade ou em cima da minha opinião ou em cima daquelas outras crenças que a gente pode eh buscar determinados assuntos. Além do fato de que eh se eu não reconheço a palavra de Deus, a Bíblia integralmente como sendo autoritativa em qualquer assunto, eu vou buscar ter autoridade nesse mundo e diante dessa cultura, em cima daquilo que eu acho. Acho que a gente falou isso antes. Então assim, 60 ô 60% a autora fala tais essas estatísticas, né? Mas eh quando a gente não reconhece isso, a gente começa a descartar partes da Bíblia, que nesse ponto eu não concordo com a Bíblia e aí eu tenho mais autoridade do que a palavra de Deus sobre determinado assunto. É, nesse ponto eu não concordo com a Bíblia, então eu reconheço que a autoridade é é a a cultura, o livro ou a moda ou o que a sociedade acredita. E aí a gente vai tirando essa autoridade que a palavra de Deus tem, mudando ela de lugar e nós, como cristãos, perdemos o nosso referencial. Eu acho que esse é o pior de tudo, porque nós não temos autoridade em nós em cima do que eu, da minha capacidade eh argumentativa, em cima da minha capacidade de eh de retórica, da minha capacidade do meu conhecimento, do da minha experiência. Eu não tenho autoridade assim. A minha autoridade tem que estar aonde a minha identidade está, que é na palavra de Deus, que é naquilo que Deus, >> ela coloca uma coisa interessante que ela cita, acho que uma pesquisa, né? >> Isso eu ia falar >> e coloca, né? Uma quantidade grande, né, de cristãos, né? >> 65%. >> 65% eles não respondem corretamente como um cristão, né? Isso >> não, na verdade 65% se diz cristão. Diz cristão, mas >> mas só 4% >> só 4% responde corretamente de acordo com a cosmovisão cosmovisão cristã. >> 61% fica naquele vácuo, né? Eu sou cristão. >> Imagino que esse restante é esse que acredito só em partes da Bíblia. Algumas partes eu vou vou tirar >> atualizando a Bíblia. A Bíblia precisa ser atualizada. >> Daí vai surgindo outras denominações, né? É, o grande problema quando a gente vai pro debate público, que é o que a autora tá mostrando para nós, é que ela tá trazendo paraa nossa vida que muitos que se dizem cristãos, que creem que a Bíblia é autoridade, não a coloca como autoridade. Entra no campo do achismo, é, entram no campo do achismo. É como ela diz do do deísmo, né? É Deus é soberano, mas ele ficou lá >> e não se revelou, né? Ele não se revelou, ele não se relaciona. Então, Deus das Escrituras, da palavra de Deus, não é um Deus apenas transcendente, está acima de nós. Ele é um Deus imanente, é um Deus que se relaciona conosco, que inclusive nos deu o Espírito Santo de Deus e que ele inclusive disse para nós que olha, não precisa preocupar, quando vocês estiverem diante das autoridades, >> eu vou, >> eu vou conduzir vocês. >> O que falar? Particularmente, >> é, >> eh, eu acredito que muito crente responde, por exemplo, acredito na autoridade da Bíblia, na Bíblia, é como se fosse assim, vou responder sempre que assim eu não vou errar. >> Eu sei que a resposta certa é essa, né? Como é como se tivesse na escola dominical, pessoa pergunta, é, faz parte do meu script cristão que responde dessa forma aqui, mas na prática, né? É o que que alguns falam como a a teologia professa, aquilo que você professa, e a teologia funcional, >> que é aquela que você usa no dia a dia, né? Então, de você recorrer à Bíblia como sendo a referência para aquilo que você define como que é certo, que é que é errado, né? Acho que eu já até dei esse exemplo aqui, hoje eu precisei dar ele de novo, inclusive de de coisas que vai tratar, né, criação dos filhos, né? Ah, mas é assim, é, é o que a senhora pensa, não é o que eu penso. Eu falei: "Ser humano, você criou o mundo, [risadas] não é o que você pensa, o que eu penso, não é como você se sente, como eu me sinto, porque se for assim, a gente vai entrar em choque. Cada hora vai ser um levando aqui a opinião." >> Então, a nossa referência tem que ser aquilo que é a verdade absoluta. >> E quem definiu a verdade absoluta? Quem criou o mundo. E ela e ela até usa isso, né? Não queira você, você não vai superar Deus, >> né, na hora de definir o que que é certo, o que que vale, o que que não vale. >> Então, por isso que a gente tem que ter esse cuidado, porque senão a gente vira, como é que ela chama também de deístas, né? Deías moderno, né? >> Deistas modernos, né? Na realidade tenta fazer isso o texto. E é interessante porque quando a gente vai pras escrituras, a palavra de Deus diz que não é só defender a fé, mas é reconhecer quem é a autoridade dessa fé. Uhum. >> Então, parte da nossa identidade, como você disse, deixou bem claro, a nossa identidade, mas ao mesmo tempo a nossa identidade parte da onde? Da autoridade da palavra de Deus. Então, se eu não conheço a palavra de Deus, >> como é que eu >> como que eu vou argumentar >> isso? Como que eu vou discorrer num debate público ou num debate acerca de política, ou seja, de qualquer debate possível, como que eu vou dialogar se eu não conheço nem a palavra de Deus? Sim, >> a gente vê muito isso nas mídias, né? As pessoas vê um vídeo de um pregador eh conhecido, fala assim: "Aí quer debater um assunto que nunca conheceu, que nunca estudou, que nunca dedicou, mas não, porque viu alguém falando, defende." Será que é aquilo mesmo? A a autora deixa claro para nós que a centralidade é Cristo revelado na sua palavra. É >> o que é a bção, né? A revelação de Deus. E eu fico pensando assim, igual você falou que a a teologia funcional e a teologia >> professa, né? Como que a gente pode ser tão incoerente, >> né? você assim, você professa, a sua vivência, aquilo que você a essência. Então assim, nós somos muito incoerentes porque você viver uma coisa, professar outra, é uma uma junção, >> é um conflito assim, porque a pessoa nem percebe que ela tá fazendo isso. Às vezes não é intencional. A ela própria autora fala isso. E aí você vive nessa lacuna que não é você acredita, você tá certo que você crê, porém a sua vida, a sua fala, aquilo que você defende, os seus eh debates, os argumentos, eles vão exatamente ao contrário. Você não tem base. >> Eu acho que um pouco disso, ô Leolair, é assim, são cristãos que creem no Deus Criador, que criou todas as coisas, etc., Mas não enxergam a Bíblia como a a revelação do próprio Deus, ele revelado e ele revelando a sua vontade, né? Eh, e aí acaba como se fosse assim, a Bíblia é um livro legal, >> né? [roncando] Com boas referências, como se fosse assim, fábulas, >> boas ideias, bosas, né? é um é uma coletânia de fábulas de esopo, né, praticamente. Então, assim, ótimas referências, né, que a gente encontra na Bíblia, um livro que tem palavras de sabedoria, mas não sendo a própria revelação, né, o Deus revelado e ele determinando para nós como que a gente pode viver bem nesse mundo, né? Eu acho que até muitos cristãos eh estão falando daqueles cristãos que frequentam regularmente assim, né, igrejas, né, comunidades. Às vezes eles escutam muito isso, mas nós estamos aprendendo aqui ao longo das dessas temporadas aqui que a capacidade que o mundo tem através de comportamentos, de inções, vão paulatinamente mudando a nossa forma de pensar e vai perdendo a cosmovisão cristã e vai deixando a cosmovisão secular invadir nosso coração e nossas convicções. André, >> mas por que que perde, André? Eu fiquei por que que perde essas convicções? Eu eu acho que a falta de de da pessoa alimentar todo dia a sua fé. >> Eu fico tão preocupado quando fala isso que eu eu eh eh lembro de Paulo, né, naquela época lá ele já falava: "Não vos conformeis com este século, mas transformados pela renovação da vossa mente". Então assim, não tem jeito de ser mais atual do que do que n nos dias de hoje com certeza dessa. >> Mas então o cristão hoje para muitos cristãos, né, entre aspas, entra no campo do comodismo, porque não é apenas eu ler por ler, >> cumpriu uma obrigação. >> Eu cumpri minha obrigação, fiz a minha tabela, bati meu ponto na igreja, ouvi o pastor pregar, domingo foi. Éant. Não, eu preciso compreender para também argumentar. >> Sim. >> Se eu conheço a palavra de Deus como minha regra de fé e prática, quais são as bases que eu vou apresentar para alguém para mostrar que ela não é apenas um livro, mas é a revelação de Deus? >> [limpando a garganta] >> É a verdade do Senhor pro meu coração que não apenas me aponta princípios bons de moralidade no aspecto de vida com Deus, mas também no que diz respeita à minha vida lá de fora, ao meu cuidado com o próximo, ao meu envolvimento na política, a como que eu enxergo o meu candidato, quais são os valores, quais são os princípios. Se eu não tenho essa leitura, se eu não sei defender, como que eu vou deixar bem claro aquilo que eu creio? É que é o segundo ponto que ela coloca, né? >> Isso da é o acróstico, né? Que ela fez. >> O primeiro é autoridade, o segundo é a convicção. Como é que a gente vai ter convicção para defender? Assim, se a gente for olhar um paralelo, exemplo, eu conheço o André quantos anos, André? Sei lá, >> 60. [risadas][suspirando] >> Olha, tem tem algumas décadas. >> 92, vamos botar >> não, 96. Já tem quase três décadas. Três décadas, aí três décadas. Sério? Eu tinha cabelo. [risadas] >> Então, eu conheço o André há três décadas, então assim, a gente tem uma caminhada, ele tinha cabelo, eu, Gustavo também tinha. >> [risadas] >> E inclusive a gente já participou de muitas coisas juntos e tudo mais, mas sendo bem sincera, André e eu nunca fomos assim de uma intimidade, né, de assim de de fazer parte um da casa do outro, né, de dividir experiências de família juntos. Nós fazemos parte da mesma igreja, né? Temos consideração um pelo outro. Posso dizer isso, né, André? [risadas] Já fomos parceiros de algumas coisas aqui. >> Você fala que tem, >> mas assim, a gente pode ser sincero de admitir que assim, eu não faço parte da intimidade do André e vice-versa. Nossas famílias não fazem parte. Então assim, se o André ouvisse alguma coisa a meu respeito, né, sei lá, uma notícia cabulosa minha, que ninguém soubesse, um segredo feio, horroroso, né, o André ia achar estranho, mas ele não seria capaz de me defender. Do tipo assim, não, a Bianca jamais. Eu conheço a Bianca. >> Uhum. >> Se a gente já caminhou muito juntos, ela faz parte da nossa família, etc. E vice-versa, né? Por mais que ele assustasse, tivesse dificuldade de acreditar, mas ele não me conhece, o suficiente a ponto não tem essa essa vivência, né? Isso faz parte da nossa vida. Então, não é o fato de eu estar na igreja desde que eu nasci, isso me torna convicta, né, e com pleno conhecimento da palavra de Deus para argumentar o suficiente sempre que sempre que for pedida a razão da minha fé, né, como é colocado. Já consegui entender isso aqui chegar, [risadas] entendeu? Então assim, a convicção a gente tem que estudar, a gente tem que estudar. E é um estudo que >> é tem estudar e tem que ter aumentar a comunhão. É igual a intimidade. Se tivesse eu e você tivésemos tido mais períodos de comunhão, >> né? >> Como outras pessoas ter um conhecido mais o outro. >> Exato. Como outras pessoas aqui da igreja que fazem parte da intimidade da casa de vocês, né? Eu poderia citar nomes aqui, mas mas que assim se falasse alguma coisa da Polium >> pessoas aqui que levantaria eu de jeito nenhum. A Poliana eu conheço desde pequena, de intimidade, já choramos juntas, já vivemos muita coisa juntas, então é diferente, né? >> Então essa esse estudo e é um estudo que não esgota. >> Sim. Eu achei tão interessante esses dias um pastor falando, nós vamos passar 1 milhão de anos ali na eternidade, 1 milhão de anos conhecendo mais e mais e mais sobre Deus, >> sem esgotar, >> sem esgotar o conhecimento sobre ele. Mas eu preciso me debruçar, >> que era o que cita lá em Atos 17, né, dos bereanos, >> né, Paulo e e e Silas, né, Paulo e Silas tava lá pregando para eles e OK, né? muito eloquente. Paulo com certeza era um grande pregador, todo mundo sabe disso, mas aqui, ó, vamos checar nas escrituras. O que eles estão trazendo pra gente é isso mesmo, né? Então a gente precisa ter esse cuidado. Hoje, inclusive, é muito fácil com internet. Eu vivo confortavelmente na igreja aqui, então já tô recebendo as pregações, eu ouço lá os pregadores na internet e beleza, já tô alimentado, mas eu não gasto tempo. Me alimentando eu mesmo da fonte vai ser superficial, >> sempre vai >> não, não, não gera convicção. >> E é interessante as questões das mídias hoje, porque as pessoas eh acham que talvez tão se alimentando também, né? É interessante Bereia, a igreja de Bereia, porque Paulo, vamos assim dizer, eles estão duvidando do [risadas] cara mais conhecedor. Ele aprendeu aos pés de Gamalieu. Ele é um homem instruído, era um homem de três mundos, era um homem extremamente inteligente. E a igreja olhou, falou assim: "Mas pera aí, vamos ver se Paulo de fato tá convicto disso". E é interessante porque o texto vai mostrar para nós que aquilo era hábito comum deles. >> Uhum. Não é porque Paulo foi lá pregar, é porque eles era a rotina deles irem à sinagoga, abrir os textos bíblicos, conferir realmente todas as coisas. >> Então não é é não apenas eu ter a a Bíblia como a minha fonte de autoridade. Eu preciso ter convicção tão grande dela que eu possa ir nela e enxergar ou fazer uma leitura da cultura e da realidade a partir dela. >> Uhum. Até porque se a gente não fizer isso, se não for intencional de busca, eu sou tão bombardeada todos os dias, por todos os lados desses valores que vão sendo normalizados à minha volta, que se eu não estiver convicta disso aqui, eu vou aí de repente eu começo, mas será que é tão errado assim, né? E hoje a gente tem alguns pontos na nossa cultura que já tão >> sedimentados. Primeiro que os sentimentos ditam tudo, >> sim, >> né? Segundo que a felicidade é o alvo máximo para qualquer pessoa perseguir. Então, se você tá buscando a sua felicidade, o caminho que você escolheu para isso, você que sabe, tá bom? >> É o que importa, é o certo para você, vai fundo, né? E o que mais que a gente tem? Terceiro ponto, vamos lá, me ajuda a lembrar os pontos aí. >> Jesus do amor, né? Nessa perspectiva, julgar é o pior pecado. Cada um tem a sua própria opinião, o seu próprio conceito, a sua própria verdade. Quem é você para falar do outro? Você não viveu na pele dele, >> você não tem a história que essa pessoa não tem. >> Você não sabe o que eu passo. >> Você não sabe o que eu passo? Você não veve o que a gente veve. [risadas] >> Deus quer que eu siga o meu coração. >> E eu exato. Esse é o último ponto. O que de o que importa para Deus é que você siga o seu próprio coração, porque é um Deus amoroso. Ele jamais rejeitaria essa sua verdade.É >> essa semana eu tava estudando um texto de Atos 18, quando Apolo chega a Éfeso e você vai ler ali do verso 24 ao verso 28. Paulo chega como um homem assim extremamente conhecedor. Deus vai dizer que ele era eloquente, fervoroso de espírito, conhecedor das escrituras e apresentava Cristo com precisão. >> Nossa. [limpando a garganta] >> Aí o texto vai dizer assim: "Mas >> sabe aquela todas as qualidades, acabou de falar assim: "Ele é um cara fenomenal, um exímio pregador, eloquente, fervoroso, culto, mas conhecia apenas o batismo de João. Pera aí. Então, >> observe a diferença. Precisão é o que ele tá falando. >> Uhum. >> Exatidão é acerca daquilo pelo qual eu falo. Ele tinha precisão, mas ele não tinha exatidão. Quantas pessoas vão pela eloquência, pelo favor, mas não são capazes de observar a exatidão do conteúdo? Só que Priscila e Áquila perceberam. >> Aham. Eles ouviram discernir e entender. Falou assim: "Apolo, vem cá. >> Falta uma coisinha. [risadas] >> Deixa eu dizer uma coisa para você, Apolo. Vamos lá para casa. Vamos tomar um café comigo. Apóo, aqui pro seu irmão, hein? Você pregou bem, hein? Mas faltou um negócio. Cristo já veio, cara. Você apontou para Cristo? Ele já veio. Deixa eu contar para você. Ele já veio, o Espírito Santo já desceu, ele tá aqui, Apóo. Quando você for pregar, Cristo é o Bom, que eu tô querendo dizer com isso? Nós temos mensagens bíblicas, mensagens que inclusive na cultura hoje afagam o ego. >> Hum. >> Extremamente sentimentais, polidas e belas. Mas o que que falta? >> Colocam para cima. >> Mas o que que falta? Cristo, só isso, só isso. [risadas] O mais importante. Então, eu não preciso só conhecer a minha autoridade, eu tenho que ter convicção. Ele tinha convicção, Apolo, né? Mas a convicção dele precisava de um reajuste. Fechar, né? E eh nós estamos falando, né? Vou nós estamos falando um pouco sobre discussão, sobre o cristão se posicionar, >> né? Eu, >> principalmente em ambientes hostis. É os dias hostis, né? Ainda mais difícil, né? Posionar contra as suas as suas nos acusam tudtinho, né? >> Eh, mas imagina assim, eh, eu gosto muito de avaliar a o peso dos argumentos. >> Sim, >> para mim o peso do argumento é algo muito importante. Eu não gosto de argumento raso. >> Sim. >> Mas para eles deve ser muito difícil você aceitar um argumento bíblico. >> Por quê? Por causa da autoridade. >> Por causa da autoridade. Você pega, por exemplo, foi uma coisa que foi falada numa escola dominical, acho domingo retrasado, que foi uma coisa que o Fábio Pochá falou em um programa e aí mandaram o pastor Augusto, pastor Augusto olhou aqui lá e fez um videozinho que ele falou assim: "Como é que eles vão vão querer usar a Bíblia? O livro foi escrito há não sei quantos anos que tá caducado, não sei como é que foi, traduziu, foi traduzido, não sei, sabe? Então você pega assim, nós nos nós nos embasamos na Bíblia como nossa regra de fé e prática, que a palavra é a resposta correta, né? [risadas] A resposta correta. Acertei, né? >> Mas eles mas eles têm dificuldade de aceitar isso, não é? >> Claro que a fonte de autoridade deles não é base. Não tem >> base. Só que caiu num mundo tão perigoso, né? Porque tirou a a autoridade absoluta e >> e aí caiu no subjetivismo. >> Isso. >> E no relativismo também. Então o que é verdade para um pode não ser para outro. E para onde que a gente corre? >> Mas o que eu quero falar, deixa é um pouco difícil de me expressar. É porque eh quando você coloca assim, vamos botar no peso, na balança, a o argumento seu e o meu, mas o argumento seu é >> a Bíblia. >> É a Bíblia. E eu não acredito na Bíblia. >> Mas aí eu falo um negócio que a a Natasha tem, >> eu me apego no Espírito Santo. >> A Natasha [risadas] tem, agora eu lembrei, a Natasha tem uma uma observação também que eu acho muito importante e é outra coisa que a gente falha. A primeira grande falha é não conhecer a Bíblia o suficiente e e ficar se contentando com o que já se conheceu ao longo da Bíblia, né? Não, tipo assim, eu já eu já sou maduro na fé, >> não é? apolog >> tem a ver com apologética, porque assim, a gente precisa conhecer a nossa cultura também. Sim. >> E às vezes a gente por olhar e falar: "Não, isso aqui, né, é tem nada a ver com a gente, não, longe de mim, que distorção, né?" E você se afasta e não procura saber. A gente tem que ter, inclusive, é, esse também é um ato de amor, por mais distante que seja daquilo que Deus defende, daquilo que que Deus estabeleceu como sendo a verdade, como aquilo que é para o bem comum, aquilo que alguém próximo a mim acredita, por mais que eu considere assim bizarro, deixa eu ter amor por essa pessoa para tentar entender o que é que ela pensa. Eu preciso conhecer essas coisas, né? Eu tem tem às vezes eu compartilho com algumas pessoas, >> precisa sentar, conversar. >> É, tem às vezes eu falo assim: "Nossa, deixa eu te mostrar o que uma fulana aqui postou no Instagram, tal, não sei o quê, uma pessoa famosa, né, influenciadora e tal, e aí eu leio assim para alguém próximo, nossa, Bianca, por que que você segue essa pessoa?" E realmente tem alguns perfis que eu sigo no Instagram, não é porque eu sigo que eu gosto de acompanhar, é porque eu acho importante eu ter contato com essas ideias. tão né? De vez em quando eu trago elas aqui [limpando a garganta] e você precisa, eu acho que ela fala aqui que é importante a gente conhecer o que tá acontecendo pra gente com as nossas lentes cosmovisão de cosmovisão, a gente opa, pera, deixa eu dar uma olhadinha nisso aqui, essa frase aqui, pegar uma frase qualquer aí, vamos gentileza gera gentileza. Pô, essa frase tá aparecendo toda hora aqui no Instagram. Que valor que Deixa eu dar uma avalizada nisso aqui. Às vezes você precisa conhecer porque às vezes você vai ser pego de surpresa e você nunca tinha pensado. E às vezes você, né, todo mundo tem aquela sagacidade de de enxergar as coisas rápidas. Eu não tenho, >> mas é que tá, >> eu preciso às vezes remoer um assunto, ver. Então, às vezes você tomar conhecimento do que tá acontecendo ao seu redor >> é importante. >> Mas é que tá, a Bíblia é contra isso? >> Contra o quê? >> Não, >> não, >> não, não é. Aí a gente tem que voltar pra palavra de Deus. O que que acontece? Paulo faz uma leitura de Atenas. >> Uhum. >> Ele usa a cultura dos atenienses para apontar pra verdade Deus. >> Uhum. Então, o cristão não é um um alienado que não pode também saber da cultura e se envolver com ela. O que o cristão precisa ter, e o que a Natasha faz de maneira muito clara é que tendo conhecimento da autoridade, tendo convicção dela, ele vai ser muito mais capaz de fazer a leitura da cultura, de analisar ela e de trazer respostas mais claras. Mas como ele vai fazer isso ele não tem o conhecimento do outro lado? >> Exato. Não tem jeito, né? É, é isso que ela deixa muito claro para como Mas aí que tá o grande problema tá nesse meio termo. Se eu conheço a palavra de Deus e tenho convicção dela, eh, eu tenho que ficar aqui nela. A a dificuldade é que muitos que se dizem cristão começam a ver a cultura, a querer entender a cultura, mas aí embargam nela e esquece da autoridade, esquece da convicção. Aí Deus para ele é um deus deísta. Ele tá lá em cima, embaixo ele não se resolva, né? >> É aqui. A opinião é a minha, >> o meu valor é o meu, a minha convicção é a minha, eu quero Deus, tá bom? Eu quero Deus como meu Salvador, quero estar lá no céu, mas eu não quero ele como meu Senhor. >> Dita as minhas regras que fala o que eu tenho que fazer. Eu não quero esse Deus não. Esse Deus eu não quero não. Três semanas atrás. Ah, eu acho Jesus lindo. Eu sempre leio a Bíblia. [risadas] Não, não, mas eu acho Jesus lindo, então sempre leio. Agora tô lendo em inglês. [risadas] Jesus é >> gente é muito importante. Então Natasha fala acerca disso, André. E por que que a gente, já que a gente tem que conhecer a nossa autoridade para que a gente possa se posicionar, mas essa autoridade tem que gerar em nosso coração convicção a ponto de saber fazer leitura e com clareza discutir, não acerca da minha opinião, mas do que a Bíblia diz. Por que que o cristão deve manter, então, vamos assim dizer, a sua tenacidade ou a sua postura custe o que custar. É, até nesse até na cidade seria mais ou menos uma resistência ativa. >> Sim. >> Eh, >> cola tenaço. >> É [risadas] bem dele >> é manter assim como se fosse a um firewell, como é que fala? No computador lá. >> Firewell, no computador que fica o tempo inteiro mantendo ali o computador firewall. né? Seguro da das invasões e seria mais ou menos assim, né? >> Então a gente tem que manter essa essa teracidade porque nós fomos chamados para ser sal e luz. >> Sim. >> Então esse é o princípio básico. Então para ser salmos e para ser sal e luz a gente tem que cá constantemente ligado que esse foi o nosso chamado. Não podemos esquecer disso em hora nenhuma, né? Eh, e dentro desse fato de nós sermos luz, a gente vai acabar nos nos lembrando que nós fomos convidados, fomos chamados para uma fé pública. A gente não tem uma fé reclusa ali só no coração, dentro do quarto, não. Nossa comunidade ali, não. Aí você tem que sair. Jesus falou, né, >> pai, eu não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Uhum. >> E aí eu eu tenho eu tô aqui lembrando, eu gosto demais de fazer spinning e gosto demais. O que que é spin? Porque [risadas] todo mundo vai saber que que é spinner. >> Fazer bicicleta indoor. >> Ah, >> é bicicleta. Bicicleta. [risadas] >> Quem diria? Gosto. >> Vai, vai, vai subir. [risadas] >> Não, e não é só isso. Eu gosto de fazer isso. Gosto de ritmo. Eu gosto de fazer aquela zumba. Eu parei. [risadas] Revelações aqui, gente. >> Mas eu parei. >> Intimidade suficiente. Fazer no zoom [risadas] também faz >> não. Faz só spin. Mas aí que que acontecer? Que que eu tô tô aproveitando a sua fala para falar >> da gente tá no mundo. >> E e na nas nas ginásticas o pessoal começou a colocar muito funk e aquela aquele palavrelado muito >> que você já falou que nem música é, né? Não é música. [risadas] E aí eu cheguei pro professor, fiz a aula e aquele negócio me perturba demais porque eu escuto tudo que falo. Eu escuto, eu tô ali, eu tô ativa, né? Então eu não suporto aquelas músicas, né? >> E aí eu cheguei no fim, professor, olha, excelente aula, foi ótimo, foi ótimo. É, mas essas músicas são essas músicas, é, essas músicas são baixas demais. Palavreado, cara, aquele cara fala no YouTube, fezes. >> Fezes mais ou menos. Então eu falei para ele assim, olha, é é muito baixo as as palavras elas são muito e denigres, mas são chulas. Aí ele é tanto é que eu baixei, eu falei assim: "Não, mas essa música é essa música não dá, professor, não dá". E assim, é, é, acho que é nessas coisas, eu não tava querendo pregar para ele, mas você tem que ir mostrando esse tipo de coisa. >> Pelo menos respeite a minha sanidade mental, >> não é verdade? Ó, uma uma colega de trabalho falou assim para mim um dia: "Eh, eu tô aguardando o dia em que minha filha vai chegar aqui, vai falar que vai morar com uma mulher". Você falei: "Você tá doida? Você criou ela para quê?" Falei assim: "F, mas é assim, natural, você tem eh se você tem princípios, você vai aceitar isso?" Então assim, não, a gente tá no mundo, é dificílimo porque a nossa a nossa crença, os nossos referenciais, os nossos valores são extremamente opostos ao que o mundo hoje eh coloca. Aliás, sempre foi, né? E a gente precisa nesses momentos fazer alguma diferença, porque tem gente sendo levado pro inferno e tá indo cegamente sem perceber que tá dentro do inferno, tá morando [limpando a garganta] no inferno e não tá vendo. >> Às vezes não tá vendo nem que tá sofrendo. Então assim, eu acho que não é só chegar, ah, Jesus morreu por você, não, mas eu acho que é toda hora assim dessas coisas que as pessoas estão vivendo, sabe? Não é fácil. Mas eu acho que é isso que a gente tem que fazer, a diferença. >> A gente tem que ser sal e luz, né? >> Eh, >> e por que assim, o sal já conversamos muito sobre isso, né? Para conservar e a gente tem que amar as pessoas nosso ao redor de forma que a gente não queira que eles entrem num estado de podridão, né? É nós, só que nós temos que ser sal, né? >> E nesse embate aí a gente vai ser >> eh odiado, né? E já fo já foi avisado. Cristo já avisou que nós seríamos odiados. Não é que nós devemos procurar nosso dia a dia ser odiado. >> Oiado. [risadas] >> Não é para você ser tentar ser uma pessoa detestável no dia a dia e ser odiado. Mas se através da sua vida eh as pessoas eh começarem a te perseguir >> por causa da sua ternacidade, >> por causa da sua terna, vai fazer, mas não pode fazer a política da boa vizinhança, [risadas] >> não dá certo. É, você não ganha o carimbo, o selo de cristão, >> entendeu? >> Você acaba comerciando, né? >> É, você faz >> acaba se corrompendo, >> se corrompendo, entendeu? Você precisa ter o selo de cristão verdadeiro na testa. >> Entendeu? E e o cristão verdadeiro, ele é o cristão que permanece firme ali defendendo as coisas, né? correndo atrás da daquilo que ele acredita que é bom pra sociedade, que vai ser bom para pro seu próximo, né? Mas então falta autenticidade muito pro cristão, André, >> acho que falta >> autenticidade. >> É, >> falta. >> Será que aí autenticidade mesmo? Essa eu fico pensando assim, se você começa a negociar, você perde legitimidade, credibilidade também. Eu eu acho que assim quando quando ele fala se falta autenticidade, é porque às vezes a pessoa ela ela ela crê de uma coisa, mas na hora do do vamos bora ver, >> ele dá aquela escapolida, >> é, >> recua, né? ele recua, porque assim, eh eh você ser firme o tempo inteiro vai trazer algum tipo de desconforto. Esse desconforto é perseguição. Eu acho que é no próximo capítulo que ele vai falar sobre as consequências da perseguição e pode atracar sua vida financeira, a estabilidade, vamos dizer assim, da ah da amizade entre seus filhos, >> que uma coisa vai, uma coisa você tá fazendo aqui, vai refletir lá entre seu filho e os coleguinhas dele. Não, às vezes você ser você ser e ser transparente o tempo inteiro, demonstrar sempre o tempo inteiro a sua convicção cristã traz dificuldade. >> Mas você parou para perceber, André, que a gente vive numa cultura hoje que uma palavrinha chamada compromisso perdeu muito o seu valor. >> Uhum. >> Se tem mais compromisso? As pessoas já não t mais compromisso com o seu nome, já não tem compromisso mais com o seu caráter, já não tem compromisso mais com a sua fé. Acham que, por exemplo, ser cristão é apenas uma ideia ou um pensamento, uma escolha que não vai custar nada. Só que Jesus vai deixar claro, ser cristão vai custar a sua vida, vai custar suas escolhas, >> vai custar seu conforto. >> Foi foi uma mudança de comportamento, né? E eh eu não sei se eu já falei que aqui gosto muito de literatura do século XIX, século XVI. Então livro que eu li esse ano, o cara estava a ponto de tirar sua própria vida porque ele não ia conseguir honrar uma dívida. Pessoa, >> isso vai do que você tá falando, né? A pessoa >> oriental aqui, aqui no na nossa cultura não tem isso não. >> Não, ele tá falando no século X, mas cultura oriental ainda. Tô falando de livro de cultura europeia. >> Não, por quê? porque já não se preocupa mais com valores, com >> era o nome dele, >> isso, >> o nome dele que tava em jogo. E ele não poderia mais continuar vivendo com uma mancha daquele >> sob o nome dele e que abarcava toda a família. >> Uhum. >> Esposa, filho, tudinho. >> E como perdeu isso, né? >> Perdeu >> o nome cristão, perdeu a credibilidade, né? [risadas] >> Tanto que você tinha antigamente os duelos, né? Foi a foi ferida a minha honra. Duelo agora. Escolhe as armas. >> É >> espada >> ou florete. É espada. Pistola. Que pistola não era. >> Esqueci o nome do revólver lá. >> Eu até ouvi há um tempo atrás alguém falando assim numa loja, falou: "Pastor, a minha maior dificuldade não é com os não crentes para pagar, é com os crentes." Falei: "Como assim? Eles que me devem são os que dizem crê em Cristo e não sabem nem honrar o seu compromisso. Infelizmente pastor tem um nome muito manchado na praça, né? Tem pastor que nem coloca lá profissão, pastor, evangelho, >> coloca ministro do evangelho, que >> porque senão >> na crença que muitos não vão entender, não ganha, >> infelizmente >> é que muito pra cultura hoje é pastor, o senhor rouba o dinheiro? >> É. Uhum. >> Que que o senhor faz? É, é, é, é triste isso, né? Como que um ofício tão nobre, tão maravilhoso, comum também como qualquer um, mas caiu no desprezo, né? É uma vergonha. >> Manchado, manchado por mau testemunho, né? >> E o senhor falou desse negócio de dinheiro. É tão engraçado que engraçado não, tão triste que essa questão de roubar dinheiro, tem pessoas que inclusive pergunta: "Ah, senhor pastor, né?" "Ah, mas o senhor cobra dízimo na igreja?" Isso. >> Porque assim, o que é correto é o dízimo ficou associado como sinônimo de roubo. >> Sim, de roubo. >> Por conta de tantas histórias escandalosas, né, que levam as pessoas a terem uma interpretação completamente equivocada. Então, aí a gente tem dois pontos, né? o ou cristão, né, como o André falou, muitas vezes acontece de no meio dessa cultura que é tão hostil no sentido de não é o sentimento, é a verdade, a felicidade, isso que você coloca é muito duro, nós não aceitamos. E aí muitos cristãos para não ter problema e atrito, recua. Então eu fico quietinho aqui na minha comunidade cristã e deixa o pau quebrar lá, né? ou, infelizmente, muitos quando se posicionam dão ma testemunho, >> dão testemunho. É uma vergonha, né? E a gente precisa eh pensar um pouco, o André falou uma coisa interessante, que o sal ele retarda o apodrecimento, né? Não só retarda, ele purifica, ele dá sabor. >> Só que tem cristão colocando tempero estragado, né? >> Adulterado, né? >> Vencido. >> A gente tem é essa questão do compromisso, né? você tem um compromisso com o nome de Cristo. Então assim, se você carrega esse nome e você é embaixador de Cristo, você tem que ter uma preocupação. Eu eu acho que é é realmente não é uma preocupação, mas assim uma um compromisso extra, muito maior >> de qualquer coisa que você fala, você tem que honrar o que o nome que você carrega. Então assim, eu acho que essa essa essa verdade ela vem se perdendo por falta de conhecimento da própria palavra de Deus, da revelação de quem é Deus, de quem é Jesus. Então vai perdendo isso, sabe? E eu eu tô lembrando aqui esse nesses tem mais de 40 anos que eu dirijo, eu bati o carro uma vez, foi o ano passado. >> Isso, Leonia. E eu fiquei muito, muito assim abatida com isso. Eu bati o carro e na hora o rapaz, eu fiquei muito atribulada. É porque eu bati nele assim no meio, né? >> De com força, >> de com força, >> de com força. A expressão goiana de com força. >> Eu não tive conversa com o rapaz. Eu falei assim: "Não, eu tô errada, eu vou pagar". chamou o pai, veio lá o pai do rapaz tava fazer eu vou pagar e paguei tudo. Paguei o meu carro e o carro dele. Não, você precisa de ver o tanto de gente que veio falar para mim. Ninguém paga, ninguém paga batida. >> Mas é isso mesmo. >> Ninguém paga a batida. Eu paguei a batida dele e o cara ficou assim, sabe? Eu falei assim: "Olha, eu faria de novo, faria de novo, porque assim, é o nome de Cristo que eu tô carregando." >> A minha mãe passou por uma situação semelhante >> e e estranho isso, né? Não é assim, eu tô contando porque é em prejuízo próprio. Às vezes você tem que honrar o nome que você carrega. >> Quando meu filho deu o primeiro passo, minha mãe saiu correndo para ver >> e aí passou reto num cruzamento, bateu deas batidas assim e aí desce para conversar e aí começa a conversar e juntar na setor aeroporto. Quem não sabe quem Goiânia? Setor aeroporto é um local cheio de local de venda de carro. E aquele tanto de gente vem de carro olhando assim, aí mãe conversa com a mulher, conversa da pouco, as duas se abraçam, despedam da outra, que as duas tinham descoberto que as duas eram cristãs, uma abraça a outra, dá beijo no rosto, despede. Aí o pessoal nunca vi uma coisa dessa, a pessoa bate, depois abraça, dá um beijo [risadas] no rosto e cada um vai embora. Eu >> cada um vai embora. Mas é isso é muito importante. A gente lembra até de um fato histórico de Policarpo, né, quando ele é diante das autoridades assim: "Negue a Jesus e você viva." Ele diz: "Como é que eu posso negar o meu Senhor que a Sirva tantos anos? Ele nunca me negou. Eu não posso fazer isso. Eu não posso deshonrar o nome dele. >> Isso é tão importante, porque dentro da cultura que a gente tá, o cristão parece que ele quer uma almofada, um trono e quer ser aplaudido. >> Uhum. >> Né? Eu acho que inverteu os valores, inverteu a >> e a gente foi levando, né? >> E e a gente vai sendo levado. E aí a pergunta que fica pra gente encerrar esse episódio é: "Por que que tudo isso importa?" Já que nós já vimos que é importante a gente conhecer a nossa autoridade, que é a Bíblia, a palavra de Deus, que nós precisamos ter convicção dela para com clareza explicar, que precisamos manter a nossa postura. Por que que tudo isso é importante? Por que que isso tem valor? Por porque se nós não deixarmos de disso tudo, de reconhecer a autoridade da palavra, de ter convicção e ser tenaz, >> a gente vai estar igual o mundo tá, do mesmo jeitinho. A gente não vai ser sal, não vai ser luz. E outra, acho que é a maior parte, a gente não vai demonstrar amor a ao próximo e menos amor ainda a Deus. Quer dizer, simplesmente quebramos os mandamentos todos e deixamos de ser de carregar esse nome, nem amar o próximo, porque não vamos demonstrar dessa forma, com a preocupação de que essas pessoas precisam de ouvir a palavra de Deus e vamos deixar de honrar o nome do nosso Senhor. >> Então eu eu entendo que é, eu não sei se era essa a resposta que você queria, mas é o porquê que é importante tudo isso. Eu >> mar uma frase que eu gostei bastante. fala assim: "Quando nos lembramos de que somos responsáveis diante de Deus e não dos homens, somos impulsionados à ousadia necessária para enfrentar desafios custos em nome de tudo que é bom e verdadeiro." Isso. >> E ela ainda complementa num outro ponto falando assim: "Se não fomos nós para levar a verdade >> para o bem da humanidade, quem que >> quem é que vai amar esse esse povo que está à nossa volta? a ponto de suportar o ódio, mas amando, você pode me odiar, mas eu vou continuar trazendo para você a verdade por amor. Se não somos nós a fazer isso, quem vai fazer? >> E aí ela completa aqui, eh, que cada um de nós tome decisões tenazes que resultem no rei dos reis, dizendo: "Muito bem, servo bom e fiel". A grande questão é que o cristão, ele precisa lembrar que não é questão de militância. >> Uhum. >> Não é questão de disputar força, mas é questão de obediência. >> Sim. >> Ele foi chamado a obedecer o seu Senhor e a sua perseverança na esfera pública vai demonstrar realmente o valor de Cristo e a fé que ele profess. >> Sim. Então isso é importante porque não apenas aponta para Cristo, mas exalta também a glória do Senhor e o bem comum diante da sociedade. Se nós omitirmos, ela diz: "O mal vence de W." >> Nós precisamos então perseverar na esfera pública é muito mais do que e evitar as pressões culturais. é ser sal da terra, é ser luz do mundo, é ser agente de transformação, é saber a minha autoridade, é ter convicção do que a Bíblia ensina e cultivar isso doa a quem doer. Tiver que perder amizades, se tiver que perder as coisas, a gente perde por amor a Cristo, por amor ao Senhor, uma vez que o nosso valor, a nossa pátria é celestial. Aí no próximo episódio, nós vamos entrar na parte dois do livro de Natasha e nós vamos aplicar então esse essa esse aspecto de autoridade, convicção e tenacidade. Como que isso se aplica a cinco temas concretos e sensíveis que a cultura tenta distorcer e que nós somos chamados a enfrentar na esfera pública. Então se prepare porque agora vem questões práticas, questões essenciais e como que nós vamos responder elas à luz da Escritura. Então não deixa de curtir, não deixa de compartilhar, não deixe de mandar para outra pessoa esse episódio. Coloquea aí seu comentário, deixa a sua dúvida. Nós estamos à disposição para crescer com você, sermos edificados e assim glorificar o nome do Senhor. É muito bom ter você conosco. Que Deus abençoe e até o próximo episódio.