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A fé vem pelo ouvir

Cristão de script ou cristão de verdade? Autoridade, convicção e coragem – T04EP09

Cristão de script ou cristão de verdade? Autoridade, convicção e coragem – T04EP09

Cristão de script ou cristão de verdade? Autoridade, convicção e coragem – T04EP09

Na cultura de hoje, crer na Bíblia virou, para muitos, sinônimo de intolerância.
O que por séculos foi tratado como verdade agora é rotulado como ódio – e a pressão é simples: fique quieto.

Neste episódio do Página Virada, estudando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a conversa é direta:
você está vivendo como cristão de script (que sabe as respostas certas, mas não vive o que diz crer) ou como cristão de verdade, com autoridade, convicção e coragem?

A partir de três palavras‑chave – autoridade, convicção e tenacidade – nós falamos sobre:

– por que a autoridade final do cristão não pode ser opinião, emoção ou cultura, mas a Palavra de Deus inteira, não só as partes “confortáveis”;
– o abismo entre a teologia que a gente professa e a teologia que a gente realmente pratica no dia a dia;
– o dado chocante: muita gente se diz cristã, mas só uma minoria pensa e responde a partir de uma cosmovisão bíblica;
– como cultivar convicção real: não só “cresci na igreja”, mas conhecer a Bíblia o suficiente para discernir cultura, ideologias e decisões morais;
– o que é tenacidade cristã: permanecer firme, com amor e coragem, mesmo quando isso custa conforto, reputação, amizades ou oportunidades;
– por que não é militância, é obediência: ser sal e luz, em público, quando a cultura quer um cristão mudo e domesticado.

Se você sente que, na prática, muitas vezes fala como crente, mas pensa como a cultura, esse episódio é um convite a alinhar boca, mente e vida com a Palavra.

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

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Legendas automáticas:

Não, a gente tá no mundo, é dificílimo
porque a nossa a nossa crença, os nossos
referenciais, os nossos valores são
extremamente opostos ao que o mundo hoje
eh coloca. Aliás, sempre foi, né? E a
gente precisa nesses momentos fazer
alguma diferença, porque tem gente sendo
levado pro inferno [música] e tá indo
cegamente sem perceber que tá dentro do
inferno, tá morando no inferno e não tá
vendo. São cristãos que creem no Deus
criador, que criou todas as coisas, etc.
Mas não enxergam a Bíblia como a a
revelação do próprio Deus. ele revelado
e ele revelando a sua vontade, né? Eh, e
aí acaba como se fosse assim, a Bíblia é
um livro legal, [música] né? Com boas
referências, como se fosse assim,
fábulas,
>> boas ideias, boas princípios, fábulas,
né? é um é um é uma coletânia de fábulas
de esopo, né, praticamente. Então,
assim, ótimas referências, né, que a
gente encontra na Bíblia, um livro que
tem palavras de sabedoria,
mas não sendo a própria revelação, né, o
Deus revelado e ele determinando para
nós como que a gente pode viver bem
nesse mundo, né, no
>> Mas isso é muito importante. A gente
lembra até de um fato histórico de
Policarpo, né, quando ele é diante das
autoridades diz assim: "Negue a Jesus e
você viva." Ele diz: "Como é que eu
posso negar o meu Senhor que a sirva há
tantos anos? Ele nunca me negou. Eu não
posso fazer isso. Eu não posso deshonrar
o nome dele.
>> Seja bem-vindo a mais um episódio. Nós
estamos no episódio nono dessa
temporada. Nós estamos tratando do livro
Quando a Cultura odeia você de Natasha.
E tem sido algo assim extraordinário,
tem sido enriquecedor nós aprendermos
acerca daquilo que a autora nos diz de
maneira crítica, analítica e ao mesmo
tempo trazer respostas à luz da
Escritura nesse debate tão gostoso, onde
nós temos aqui participando conosco a
Bianca, a Leulair e o André e o Thiago.
Tem sido muito bom. E você que está
participando conosco também, eh, deixa
aí o seu comentário, o seu
compartilhamento e deixa também o seu
comentário no sentido de enriquecer para
que a gente possa cada vez mais
aprimorar, edificar e glorificar o nome
do Senhor. E a pergunta que eu quero
começar nessa noite pro nosso bate-papo
é: Como permanecer firme quando a
cultura quer silenciar você? Nós vivemos
diante de uma cultura onde que os
valores cristãos, os princípios cristãos
parecem proibidos na esfera pública.
Aquilo que por século era considerado
certo, agora se tornou errado. O que
sempre foi visto como verdade se tornou
agora como ódio, como ódio diante do
mundo. E o simples fato de acreditar na
Bíblia, na palavra de Deus, já rotula a
vida do cristão como alguém intolerante.
Nós vivemos no meio dessa cultura, nós
vivemos no meio disso, aonde que a
cultura tenta nos fechar para fora de um
debate público, mas a palavra de Deus
nos chama a ser sal da terra e luz do
mundo, a sermos agentes de transformação
no meio do mundo em que nós vivemos. E
hoje nós vamos aprender três verdades
fundamentais que podem conduzir a nossa
vida, mas que nós precisamos de
sabedoria, coragem e muita fidelidade.
Se nós pudéssemos resumir esse programa,
nós resumiríamos em três palavras
apenas: autoridade, convicção e
tenacidade. Nós precisamos conhecer a
nossa autoridade, que é a palavra de
Deus. Nós precisamos fortalecer a nossa
convicção e nós precisamos manter a
nossa postura. para que possamos ser
instrumentos nas mãos do redentor.
Leolir, por que que é tão importante
conhecer a nossa autoridade ou a fonte
que mantém a nossa fé?
>> Primeiro, porque é a nossa referência,
né? Vamos pensar assim, se todo mundo
tem uma autoridade em determinados
assuntos, nós, como cristãos, a nossa
autoridade está na palavra de Deus. Se a
gente eh resolve ou não reconhece a
palavra de Deus, a Bíblia como
autoritativa, nós vamos arrumar
autoridade ou em cima da minha opinião
ou em cima daquelas outras crenças que a
gente pode eh buscar determinados
assuntos. Além do fato de que eh se eu
não reconheço a palavra de Deus, a
Bíblia integralmente como sendo
autoritativa em qualquer assunto, eu vou
buscar ter autoridade nesse mundo e
diante dessa cultura, em cima daquilo
que eu acho. Acho que a gente falou isso
antes. Então assim, 60 ô 60% a autora
fala tais essas estatísticas, né? Mas eh
quando a gente não reconhece isso, a
gente começa a descartar partes da
Bíblia, que nesse ponto eu não concordo
com a Bíblia e aí eu tenho mais
autoridade do que a palavra de Deus
sobre determinado assunto. É, nesse
ponto eu não concordo com a Bíblia,
então eu reconheço que a autoridade é é
a a cultura, o livro ou a moda ou o que
a sociedade acredita. E aí a gente vai
tirando essa autoridade que a palavra de
Deus tem, mudando ela de lugar e nós,
como cristãos, perdemos o nosso
referencial. Eu acho que esse é o pior
de tudo, porque nós não temos autoridade
em nós em cima do que eu, da minha
capacidade eh argumentativa, em cima da
minha capacidade de eh de retórica, da
minha capacidade do meu conhecimento, do
da minha experiência. Eu não tenho
autoridade assim. A minha autoridade tem
que estar aonde a minha identidade está,
que é na palavra de Deus, que é naquilo
que Deus,
>> ela coloca uma coisa interessante que
ela cita, acho que uma pesquisa, né?
>> Isso eu ia falar
>> e coloca, né? Uma quantidade grande, né,
de cristãos, né?
>> 65%.
>> 65% eles não respondem corretamente como
um cristão, né? Isso
>> não, na verdade 65% se diz cristão. Diz
cristão, mas
>> mas só 4%
>> só 4% responde corretamente de acordo
com a cosmovisão cosmovisão cristã.
>> 61% fica naquele vácuo, né?
Eu sou cristão.
>> Imagino que esse restante é esse que
acredito só em partes da Bíblia. Algumas
partes eu vou vou tirar
>> atualizando a Bíblia. A Bíblia precisa
ser atualizada.
>> Daí vai surgindo outras denominações,
né?
É, o grande problema quando a gente vai
pro debate público, que é o que a autora
tá mostrando para nós, é que ela tá
trazendo paraa nossa vida que muitos que
se dizem cristãos,
que creem que a Bíblia é autoridade,
não a coloca como autoridade. Entra no
campo do achismo, é, entram no campo do
achismo. É como ela diz do do deísmo,
né? É Deus é soberano, mas ele ficou lá
>> e não se revelou, né? Ele não se
revelou, ele não se relaciona. Então,
Deus das Escrituras, da palavra de Deus,
não é um Deus apenas transcendente, está
acima de nós. Ele é um Deus imanente, é
um Deus que se relaciona conosco, que
inclusive nos deu o Espírito Santo de
Deus e que ele inclusive disse para nós
que olha, não precisa preocupar, quando
vocês estiverem diante das autoridades,
>> eu vou,
>> eu vou conduzir vocês.
>> O que falar?
Particularmente,
>> é,
>> eh, eu acredito que muito crente
responde, por exemplo, acredito na
autoridade da Bíblia, na Bíblia, é como
se fosse assim, vou responder sempre que
assim eu não vou errar.
>> Eu sei que a resposta certa é essa, né?
Como é como se tivesse na escola
dominical, pessoa pergunta, é, faz parte
do meu script cristão que responde dessa
forma aqui, mas na prática, né?
É o que que alguns falam como a a
teologia professa, aquilo que você
professa, e a teologia funcional,
>> que é aquela que você usa no dia a dia,
né? Então, de você recorrer à Bíblia
como sendo a referência para aquilo que
você define como que é certo, que é que
é errado, né? Acho que eu já até dei
esse exemplo aqui, hoje eu precisei dar
ele de novo, inclusive de de coisas que
vai tratar, né, criação dos filhos, né?
Ah, mas é assim, é, é o que a senhora
pensa, não é o que eu penso. Eu falei:
"Ser humano, você criou o mundo,
[risadas] não é o que você pensa, o que
eu penso, não é como você se sente, como
eu me sinto, porque se for assim, a
gente vai entrar em choque. Cada hora
vai ser um levando aqui a opinião."
>> Então, a nossa referência tem que ser
aquilo que é a verdade absoluta.
>> E quem definiu a verdade absoluta? Quem
criou o mundo. E ela e ela até usa isso,
né? Não queira você, você não vai
superar Deus,
>> né, na hora de definir o que que é
certo, o que que vale, o que que não
vale.
>> Então, por isso que a gente tem que ter
esse cuidado, porque senão a gente vira,
como é que ela chama também de deístas,
né? Deías moderno, né?
>> Deistas modernos, né?
Na realidade tenta fazer isso o texto. E
é interessante porque quando a gente vai
pras escrituras, a palavra de Deus diz
que não é só defender a fé, mas é
reconhecer quem é a autoridade dessa fé.
Uhum.
>> Então, parte da nossa identidade, como
você disse, deixou bem claro, a nossa
identidade, mas ao mesmo tempo a nossa
identidade parte da onde? Da autoridade
da palavra de Deus. Então, se eu não
conheço a palavra de Deus,
>> como é que eu
>> como que eu vou argumentar
>> isso? Como que eu vou discorrer num
debate público ou num debate acerca de
política, ou seja, de qualquer debate
possível, como que eu vou dialogar se eu
não conheço nem a palavra de Deus? Sim,
>> a gente vê muito isso nas mídias, né? As
pessoas vê um vídeo de um pregador eh
conhecido, fala assim: "Aí quer debater
um assunto que nunca conheceu, que nunca
estudou, que nunca dedicou, mas não,
porque viu alguém falando, defende."
Será que é aquilo mesmo?
A a autora deixa claro para nós que a
centralidade é Cristo revelado na sua
palavra. É
>> o que é a bção, né? A revelação de Deus.
E eu fico pensando assim, igual você
falou que a a teologia funcional e a
teologia
>> professa, né? Como que a gente pode ser
tão incoerente,
>> né? você assim, você professa,
a sua vivência, aquilo que você a
essência. Então assim, nós somos muito
incoerentes porque você viver uma coisa,
professar outra, é uma uma junção,
>> é um conflito assim, porque a pessoa nem
percebe que ela tá fazendo isso. Às
vezes não é intencional. A ela própria
autora fala isso. E aí você vive nessa
lacuna que não é você acredita, você tá
certo que você crê, porém a sua vida, a
sua fala, aquilo que você defende, os
seus eh debates, os argumentos, eles vão
exatamente ao contrário. Você não tem
base.
>> Eu acho que um pouco disso, ô Leolair, é
assim, são cristãos que creem no Deus
Criador, que criou todas as coisas,
etc.,
Mas não enxergam a Bíblia como a a
revelação do próprio Deus, ele revelado
e ele revelando a sua vontade, né? Eh, e
aí acaba como se fosse assim, a Bíblia é
um livro legal,
>> né? [roncando] Com boas referências,
como se fosse assim, fábulas,
>> boas ideias, bosas,
né? é um é uma coletânia de fábulas de
esopo, né, praticamente. Então, assim,
ótimas referências, né, que a gente
encontra na Bíblia, um livro que tem
palavras de sabedoria,
mas não sendo a própria revelação, né, o
Deus revelado e ele determinando para
nós como que a gente pode viver bem
nesse mundo, né? Eu acho que até muitos
cristãos eh estão falando daqueles
cristãos que frequentam regularmente
assim, né, igrejas, né, comunidades. Às
vezes eles escutam muito isso, mas nós
estamos aprendendo aqui ao longo das
dessas temporadas aqui que a capacidade
que o mundo tem através de
comportamentos, de inções,
vão paulatinamente mudando a nossa forma
de pensar e vai perdendo a cosmovisão
cristã e vai deixando a cosmovisão
secular invadir nosso coração e nossas
convicções. André,
>> mas por que que perde, André? Eu fiquei
por que que perde essas convicções? Eu
eu acho que a falta de de da pessoa
alimentar todo dia a sua fé.
>> Eu fico tão preocupado quando fala isso
que eu eu eh eh lembro de Paulo, né,
naquela época lá ele já falava: "Não vos
conformeis com este século, mas
transformados pela renovação da vossa
mente". Então assim, não tem jeito de
ser mais atual do que do que n nos dias
de hoje com certeza dessa.
>> Mas então o cristão hoje para muitos
cristãos, né, entre aspas, entra no
campo do comodismo, porque não é apenas
eu ler por ler,
>> cumpriu uma obrigação.
>> Eu cumpri minha obrigação, fiz a minha
tabela, bati meu ponto na igreja, ouvi o
pastor pregar, domingo foi. Éant. Não,
eu preciso compreender
para também argumentar.
>> Sim.
>> Se eu conheço a palavra de Deus como
minha regra de fé e prática, quais são
as bases que eu vou apresentar para
alguém para mostrar que ela não é apenas
um livro, mas é a revelação de Deus?
>> [limpando a garganta]
>> É a verdade do Senhor pro meu coração
que não apenas me aponta princípios bons
de moralidade no aspecto de vida com
Deus, mas também no que diz respeita à
minha vida lá de fora, ao meu cuidado
com o próximo, ao meu envolvimento na
política, a como que eu enxergo o meu
candidato, quais são os valores, quais
são os princípios. Se eu não tenho essa
leitura, se eu não sei defender, como
que eu vou deixar bem claro aquilo que
eu creio?
É que é o segundo ponto que ela coloca,
né?
>> Isso da é o acróstico, né? Que ela fez.
>> O primeiro é autoridade, o segundo é a
convicção. Como é que a gente vai ter
convicção para defender? Assim, se a
gente for olhar um paralelo, exemplo, eu
conheço o André quantos anos, André? Sei
lá,
>> 60.
[risadas][suspirando]
>> Olha, tem tem algumas décadas.
>> 92, vamos botar
>> não, 96. Já tem quase três décadas. Três
décadas, aí três décadas. Sério? Eu
tinha cabelo. [risadas]
>> Então, eu conheço o André há três
décadas, então assim, a gente tem uma
caminhada, ele tinha cabelo, eu, Gustavo
também tinha.
>> [risadas]
>> E inclusive a gente já participou de
muitas coisas juntos e tudo mais, mas
sendo bem sincera,
André e eu nunca fomos assim de uma
intimidade, né, de assim de de fazer
parte um da casa do outro, né, de
dividir experiências de família juntos.
Nós fazemos parte da mesma igreja, né?
Temos consideração um pelo outro. Posso
dizer isso, né, André? [risadas] Já
fomos parceiros de algumas coisas aqui.
>> Você fala que tem,
>> mas assim, a gente pode ser sincero de
admitir que assim, eu não faço parte da
intimidade do André e vice-versa. Nossas
famílias não fazem parte. Então assim,
se o André ouvisse alguma coisa a meu
respeito, né, sei lá, uma notícia
cabulosa minha, que ninguém soubesse, um
segredo feio, horroroso, né, o André ia
achar estranho,
mas ele não seria capaz de me defender.
Do tipo assim, não,
a Bianca jamais. Eu conheço a Bianca.
>> Uhum.
>> Se a gente já caminhou muito juntos, ela
faz parte da nossa família, etc. E
vice-versa, né? Por mais que ele
assustasse, tivesse dificuldade de
acreditar, mas ele não me conhece, o
suficiente a ponto não tem essa essa
vivência, né? Isso faz parte da nossa
vida. Então, não é o fato de eu estar na
igreja desde que eu nasci, isso me torna
convicta, né, e com pleno conhecimento
da palavra de Deus para argumentar o
suficiente sempre que sempre que for
pedida a razão da minha fé, né, como é
colocado. Já consegui entender isso aqui
chegar, [risadas] entendeu? Então assim,
a convicção a gente tem que estudar, a
gente tem que estudar. E é um estudo que
>> é tem estudar e tem que ter aumentar a
comunhão. É igual a intimidade. Se
tivesse eu e você tivésemos tido mais
períodos de comunhão,
>> né?
>> Como outras pessoas ter um conhecido
mais o outro.
>> Exato. Como outras pessoas aqui da
igreja que fazem parte da intimidade da
casa de vocês, né? Eu poderia citar
nomes aqui, mas mas que assim se falasse
alguma coisa da Polium
>> pessoas aqui que levantaria eu de jeito
nenhum. A Poliana eu conheço desde
pequena, de intimidade, já choramos
juntas, já vivemos muita coisa juntas,
então é diferente, né?
>> Então essa esse estudo e é um estudo que
não esgota.
>> Sim. Eu achei tão interessante esses
dias um pastor falando, nós vamos passar
1 milhão de anos ali na eternidade, 1
milhão de anos conhecendo mais e mais e
mais sobre Deus,
>> sem esgotar,
>> sem esgotar o conhecimento sobre ele.
Mas eu preciso me debruçar,
>> que era o que cita lá em Atos 17, né,
dos bereanos,
>> né, Paulo e e e Silas, né, Paulo e Silas
tava lá pregando para eles e OK, né?
muito eloquente. Paulo com certeza era
um grande pregador, todo mundo sabe
disso, mas aqui, ó, vamos checar nas
escrituras. O que eles estão trazendo
pra gente é isso mesmo, né? Então a
gente precisa ter esse cuidado. Hoje,
inclusive, é muito fácil com internet.
Eu vivo confortavelmente na igreja aqui,
então já tô recebendo as pregações, eu
ouço lá os pregadores na internet e
beleza, já tô alimentado, mas eu não
gasto tempo. Me alimentando eu mesmo da
fonte vai ser superficial,
>> sempre vai
>> não, não, não gera convicção.
>> E é interessante as questões das mídias
hoje, porque as pessoas eh acham que
talvez tão se alimentando também, né? É
interessante Bereia, a igreja de Bereia,
porque Paulo, vamos assim dizer, eles
estão duvidando do [risadas] cara mais
conhecedor. Ele aprendeu aos pés de
Gamalieu. Ele é um homem instruído, era
um homem de três mundos, era um homem
extremamente inteligente. E a igreja
olhou, falou assim: "Mas pera aí, vamos
ver se Paulo de fato tá convicto disso".
E é interessante porque o texto vai
mostrar para nós que aquilo era hábito
comum deles.
>> Uhum. Não é porque Paulo foi lá pregar,
é porque eles era a rotina deles irem à
sinagoga, abrir os textos bíblicos,
conferir realmente todas as coisas.
>> Então não é é não apenas eu ter a a
Bíblia como a minha fonte de autoridade.
Eu preciso ter convicção tão grande dela
que eu possa ir nela e enxergar ou fazer
uma leitura da cultura e da realidade a
partir dela.
>> Uhum.
Até porque se a gente não fizer isso, se
não for intencional de busca, eu sou tão
bombardeada todos os dias, por todos os
lados desses valores que vão sendo
normalizados à minha volta, que se eu
não estiver convicta disso aqui, eu vou
aí de repente eu começo, mas será que é
tão errado assim, né? E hoje a gente tem
alguns pontos na nossa cultura que já
tão
>> sedimentados. Primeiro que os
sentimentos ditam tudo,
>> sim,
>> né? Segundo que a felicidade é o alvo
máximo para qualquer pessoa perseguir.
Então, se você tá buscando a sua
felicidade, o caminho que você escolheu
para isso, você que sabe, tá bom?
>> É o que importa, é o certo para você,
vai fundo, né? E o que mais que a gente
tem? Terceiro ponto, vamos lá, me ajuda
a lembrar os pontos aí.
>> Jesus do amor, né? Nessa perspectiva,
julgar é o pior pecado. Cada um tem a
sua própria opinião, o seu próprio
conceito, a sua própria verdade. Quem é
você para falar do outro? Você não viveu
na pele dele,
>> você não tem a história que essa pessoa
não tem.
>> Você não sabe o que eu passo.
>> Você não sabe o que eu passo? Você não
veve o que a gente veve. [risadas]
>> Deus quer que eu siga o meu coração.
>> E eu exato. Esse é o último ponto. O que
de o que importa para Deus é que você
siga o seu próprio coração, porque é um
Deus amoroso. Ele jamais rejeitaria essa
sua verdade.É
>> essa semana eu tava estudando um texto
de Atos 18, quando Apolo chega a Éfeso e
você vai ler ali do verso 24 ao verso
28. Paulo chega como um homem assim
extremamente conhecedor. Deus vai dizer
que ele era eloquente, fervoroso de
espírito, conhecedor das escrituras e
apresentava Cristo com precisão.
>> Nossa. [limpando a garganta]
>> Aí o texto vai dizer assim: "Mas
>> sabe aquela todas as qualidades, acabou
de falar assim: "Ele é um cara
fenomenal, um exímio pregador,
eloquente, fervoroso, culto,
mas conhecia apenas o batismo de João.
Pera aí.
Então,
>> observe a diferença. Precisão é o que
ele tá falando.
>> Uhum.
>> Exatidão é acerca daquilo pelo qual eu
falo. Ele tinha precisão, mas ele não
tinha exatidão.
Quantas pessoas vão pela eloquência,
pelo favor, mas não são capazes de
observar a exatidão do conteúdo? Só que
Priscila e Áquila perceberam.
>> Aham. Eles ouviram discernir e entender.
Falou assim: "Apolo, vem cá.
>> Falta uma coisinha. [risadas]
>> Deixa eu dizer uma coisa para você,
Apolo. Vamos lá para casa. Vamos tomar
um café comigo. Apóo, aqui pro seu
irmão, hein? Você pregou bem, hein? Mas
faltou um negócio. Cristo já veio, cara.
Você apontou para Cristo? Ele já veio.
Deixa eu contar para você. Ele já veio,
o Espírito Santo já desceu, ele tá aqui,
Apóo. Quando você for pregar, Cristo é o
Bom,
que eu tô querendo dizer com isso? Nós
temos mensagens bíblicas,
mensagens que inclusive na cultura hoje
afagam o ego.
>> Hum.
>> Extremamente sentimentais, polidas e
belas.
Mas o que que falta?
>> Colocam para cima.
>> Mas o que que falta?
Cristo, só isso, só isso. [risadas]
O mais importante. Então, eu não preciso
só conhecer a minha autoridade, eu tenho
que ter convicção.
Ele tinha convicção, Apolo, né? Mas a
convicção dele precisava de um reajuste.
Fechar, né? E eh nós estamos falando,
né? Vou nós estamos falando um pouco
sobre discussão, sobre o cristão se
posicionar,
>> né? Eu,
>> principalmente em ambientes hostis. É os
dias hostis, né? Ainda mais difícil, né?
Posionar contra as suas as suas nos
acusam tudtinho, né?
>> Eh, mas imagina assim, eh, eu gosto
muito de avaliar a o peso dos
argumentos.
>> Sim,
>> para mim o peso do argumento é algo
muito importante. Eu não gosto de
argumento raso.
>> Sim.
>> Mas para eles deve ser muito difícil
você aceitar um argumento bíblico.
>> Por quê? Por causa da autoridade.
>> Por causa da autoridade. Você pega, por
exemplo, foi uma coisa que foi falada
numa escola dominical, acho domingo
retrasado,
que foi uma coisa que o Fábio Pochá
falou em um programa e aí mandaram o
pastor Augusto, pastor Augusto olhou
aqui lá e fez um videozinho que ele
falou assim: "Como é que eles vão vão
querer usar a Bíblia? O livro foi
escrito há não sei quantos anos que tá
caducado, não sei como é que foi,
traduziu, foi traduzido, não sei, sabe?
Então você pega assim, nós nos nós nos
embasamos na Bíblia como nossa regra de
fé e prática, que a palavra é a resposta
correta, né? [risadas]
A resposta correta. Acertei, né?
>> Mas eles mas eles têm dificuldade de
aceitar isso, não é?
>> Claro que a fonte de autoridade deles
não é base. Não tem
>> base. Só que caiu num mundo tão
perigoso, né? Porque tirou a a
autoridade absoluta e
>> e aí caiu no subjetivismo.
>> Isso.
>> E no relativismo também. Então o que é
verdade para um pode não ser para outro.
E para onde que a gente corre?
>> Mas o que eu quero falar, deixa é um
pouco difícil de me expressar.
É porque eh quando você coloca assim,
vamos botar no peso, na balança, a o
argumento seu e o meu, mas o argumento
seu é
>> a Bíblia.
>> É a Bíblia. E eu não acredito na Bíblia.
>> Mas aí eu falo um negócio que a a
Natasha tem,
>> eu me apego no Espírito Santo.
>> A Natasha [risadas] tem, agora eu
lembrei, a Natasha tem uma uma
observação também que eu acho muito
importante e é outra coisa que a gente
falha. A primeira grande falha é não
conhecer a Bíblia o suficiente e e ficar
se contentando com o que já se conheceu
ao longo da Bíblia, né? Não, tipo assim,
eu já eu já sou maduro na fé,
>> não é? apolog
>> tem a ver com apologética, porque assim,
a gente precisa conhecer a nossa cultura
também. Sim.
>> E às vezes a gente por olhar e falar:
"Não, isso aqui, né, é tem nada a ver
com a gente, não, longe de mim, que
distorção, né?" E você se afasta e não
procura saber. A gente tem que ter,
inclusive, é, esse também é um ato de
amor, por mais distante que seja daquilo
que Deus defende, daquilo que que Deus
estabeleceu como sendo a verdade, como
aquilo que é para o bem comum, aquilo
que alguém próximo a mim acredita, por
mais que eu considere assim bizarro,
deixa eu ter amor por essa pessoa para
tentar entender o que é que ela pensa.
Eu preciso conhecer essas coisas, né? Eu
tem tem às vezes eu compartilho com
algumas pessoas,
>> precisa sentar, conversar.
>> É, tem às vezes eu falo assim: "Nossa,
deixa eu te mostrar o que uma fulana
aqui postou no Instagram, tal, não sei o
quê, uma pessoa famosa, né,
influenciadora e tal, e aí eu leio assim
para alguém próximo, nossa, Bianca, por
que que você segue essa pessoa?" E
realmente tem alguns perfis que eu sigo
no Instagram, não é porque eu sigo que
eu gosto de acompanhar, é porque eu acho
importante eu ter contato com essas
ideias. tão né? De vez em quando eu
trago elas aqui [limpando a garganta] e
você precisa,
eu acho que ela fala aqui que é
importante a gente conhecer o que tá
acontecendo pra gente com as nossas
lentes cosmovisão de cosmovisão, a gente
opa, pera, deixa eu dar uma olhadinha
nisso aqui, essa frase aqui, pegar uma
frase qualquer aí, vamos gentileza gera
gentileza. Pô, essa frase tá aparecendo
toda hora aqui no Instagram.
Que valor que Deixa eu dar uma avalizada
nisso aqui. Às vezes você precisa
conhecer porque às vezes você vai ser
pego de surpresa e você nunca tinha
pensado. E às vezes você, né, todo mundo
tem aquela sagacidade de de enxergar as
coisas rápidas. Eu não tenho,
>> mas é que tá,
>> eu preciso às vezes remoer um assunto,
ver. Então, às vezes você tomar
conhecimento do que tá acontecendo ao
seu redor
>> é importante.
>> Mas é que tá, a Bíblia é contra isso?
>> Contra o quê?
>> Não,
>> não,
>> não, não é. Aí a gente tem que voltar
pra palavra de Deus. O que que acontece?
Paulo faz uma leitura de Atenas.
>> Uhum.
>> Ele usa a cultura dos atenienses
para apontar pra verdade Deus.
>> Uhum. Então, o cristão não é um um
alienado que não pode também saber da
cultura e se envolver com ela. O que o
cristão precisa ter, e o que a Natasha
faz de maneira muito clara é que tendo
conhecimento da autoridade, tendo
convicção dela, ele vai ser muito mais
capaz de fazer a leitura da cultura, de
analisar ela e de trazer respostas
mais claras.
Mas como ele vai fazer isso ele não tem
o conhecimento do outro lado?
>> Exato. Não tem jeito, né? É, é isso que
ela deixa muito claro para como Mas aí
que tá o grande problema tá nesse meio
termo.
Se eu conheço a palavra de Deus e tenho
convicção dela, eh, eu tenho que ficar
aqui nela. A a dificuldade é que muitos
que se dizem cristão começam a ver a
cultura, a querer entender a cultura,
mas aí embargam nela e esquece da
autoridade, esquece da convicção. Aí
Deus para ele é um deus deísta. Ele tá
lá em cima, embaixo ele não se resolva,
né?
>> É aqui. A opinião é a minha,
>> o meu valor é o meu, a minha convicção é
a minha, eu quero Deus, tá bom? Eu quero
Deus como meu Salvador, quero estar lá
no céu, mas eu não quero ele como meu
Senhor.
>> Dita as minhas regras que fala o que eu
tenho que fazer. Eu não quero esse Deus
não. Esse Deus eu não quero não. Três
semanas atrás. Ah, eu acho Jesus lindo.
Eu sempre leio a Bíblia. [risadas]
Não, não, mas eu acho Jesus lindo, então
sempre leio. Agora tô lendo em inglês.
[risadas]
Jesus é
>> gente é muito importante. Então Natasha
fala acerca disso, André. E por que que
a gente, já que a gente tem que conhecer
a nossa autoridade para que a gente
possa se posicionar, mas essa autoridade
tem que gerar em nosso coração convicção
a ponto de saber fazer leitura e com
clareza discutir, não acerca da minha
opinião, mas do que a Bíblia diz. Por
que que o cristão deve manter, então,
vamos assim dizer, a sua tenacidade ou a
sua postura custe o que custar. É, até
nesse até na cidade seria mais ou menos
uma resistência ativa.
>> Sim.
>> Eh,
>> cola tenaço.
>> É [risadas]
bem dele
>> é manter assim como se fosse a um
firewell, como é que fala? No computador
lá.
>> Firewell, no computador que fica o tempo
inteiro mantendo ali o computador
firewall. né? Seguro da das invasões e
seria mais ou menos assim, né?
>> Então a gente tem que manter essa essa
teracidade porque nós fomos chamados
para ser sal e luz.
>> Sim.
>> Então esse é o princípio básico. Então
para ser salmos e para ser sal e luz a
gente tem que cá constantemente
ligado que esse foi o nosso chamado. Não
podemos esquecer disso em hora nenhuma,
né?
Eh, e dentro desse fato de nós sermos
luz, a gente vai acabar nos nos
lembrando que nós fomos convidados,
fomos chamados para uma fé pública.
A gente não tem uma fé reclusa ali só no
coração, dentro do quarto, não. Nossa
comunidade ali, não. Aí você tem que
sair. Jesus falou, né,
>> pai, eu não peço que os tires do mundo,
mas que os livres do mal. Uhum.
>> E aí eu eu tenho eu tô aqui lembrando,
eu gosto demais de fazer spinning e
gosto demais. O que que é spin? Porque
[risadas] todo mundo vai saber que que é
spinner.
>> Fazer bicicleta indoor.
>> Ah,
>> é bicicleta.
Bicicleta. [risadas]
>> Quem diria?
Gosto.
>> Vai, vai, vai subir. [risadas]
>> Não, e não é só isso. Eu gosto de fazer
isso. Gosto de ritmo. Eu gosto de fazer
aquela zumba. Eu parei.
[risadas]
Revelações aqui, gente.
>> Mas eu parei.
>> Intimidade suficiente. Fazer no zoom
[risadas]
também faz
>> não. Faz só spin. Mas aí que que
acontecer? Que que eu tô tô aproveitando
a sua fala para falar
>> da gente tá no mundo.
>> E e na nas nas ginásticas o pessoal
começou a colocar muito funk e aquela
aquele palavrelado muito
>> que você já falou que nem música é, né?
Não é música. [risadas]
E aí eu cheguei pro professor, fiz a
aula e aquele negócio me perturba demais
porque eu escuto tudo que falo. Eu
escuto, eu tô ali, eu tô ativa, né?
Então eu não suporto aquelas músicas,
né?
>> E aí eu cheguei no fim, professor, olha,
excelente aula, foi ótimo, foi ótimo. É,
mas essas músicas são
essas músicas, é, essas músicas são
baixas demais. Palavreado, cara, aquele
cara fala no YouTube, fezes.
>> Fezes mais ou menos. Então eu falei para
ele assim, olha, é é muito baixo as as
palavras elas são muito e denigres, mas
são chulas. Aí ele é tanto é que eu
baixei, eu falei assim: "Não, mas essa
música é essa música não dá, professor,
não dá". E assim, é, é, acho que é
nessas coisas, eu não tava querendo
pregar para ele, mas você tem que ir
mostrando esse tipo de coisa.
>> Pelo menos respeite a minha sanidade
mental,
>> não é verdade? Ó, uma uma colega de
trabalho falou assim para mim um dia:
"Eh, eu tô aguardando o dia em que minha
filha vai chegar aqui, vai falar que vai
morar com uma mulher". Você falei: "Você
tá doida? Você criou ela para quê?"
Falei assim: "F, mas é assim, natural,
você tem eh se você tem princípios, você
vai aceitar isso?"
Então assim, não, a gente tá no mundo, é
dificílimo porque a nossa a nossa
crença, os nossos referenciais, os
nossos valores são extremamente opostos
ao que o mundo hoje eh coloca. Aliás,
sempre foi, né? E a gente precisa nesses
momentos fazer alguma diferença, porque
tem gente sendo levado pro inferno e tá
indo cegamente sem perceber que tá
dentro do inferno, tá morando
[limpando a garganta] no inferno e não
tá vendo.
>> Às vezes não tá vendo nem que tá
sofrendo. Então assim, eu acho que não é
só chegar, ah, Jesus morreu por você,
não, mas eu acho que é toda hora assim
dessas coisas que as pessoas estão
vivendo, sabe? Não é fácil. Mas eu acho
que é isso que a gente tem que fazer, a
diferença.
>> A gente tem que ser sal e luz, né?
>> Eh,
>> e por que assim, o sal já conversamos
muito sobre isso, né? Para conservar e a
gente tem que amar as pessoas nosso ao
redor de forma que a gente não queira
que eles entrem num estado de podridão,
né? É nós, só que nós temos que ser sal,
né?
>> E nesse embate aí a gente vai ser
>> eh odiado, né? E já fo já foi avisado.
Cristo já avisou que nós seríamos
odiados. Não é que nós devemos procurar
nosso dia a dia ser odiado.
>> Oiado. [risadas]
>> Não é para você ser tentar ser uma
pessoa detestável no dia a dia e ser
odiado. Mas se através da sua vida eh as
pessoas eh começarem a te perseguir
>> por causa da sua ternacidade,
>> por causa da sua terna, vai fazer, mas
não pode fazer a política da boa
vizinhança, [risadas]
>> não dá certo. É, você não ganha o
carimbo, o selo de cristão,
>> entendeu?
>> Você acaba comerciando, né?
>> É, você faz
>> acaba se corrompendo,
>> se corrompendo, entendeu? Você precisa
ter o selo de cristão verdadeiro na
testa.
>> Entendeu? E e o cristão verdadeiro, ele
é o cristão que permanece firme ali
defendendo as coisas, né? correndo atrás
da daquilo que ele acredita que é bom
pra sociedade, que vai ser bom para pro
seu próximo, né? Mas então falta
autenticidade muito pro cristão, André,
>> acho que falta
>> autenticidade.
>> É,
>> falta.
>> Será que aí autenticidade mesmo? Essa eu
fico pensando assim, se você começa a
negociar, você perde legitimidade,
credibilidade também. Eu eu acho que
assim quando quando ele fala se falta
autenticidade, é porque às vezes a
pessoa ela ela ela crê de uma coisa, mas
na hora do do vamos bora ver,
>> ele dá aquela escapolida,
>> é,
>> recua, né? ele recua, porque assim, eh
eh você ser
firme o tempo inteiro
vai trazer algum tipo de desconforto.
Esse desconforto é perseguição. Eu acho
que é no próximo capítulo que ele vai
falar sobre as consequências da
perseguição e pode atracar sua vida
financeira, a estabilidade, vamos dizer
assim, da ah da amizade entre seus
filhos,
>> que uma coisa vai, uma coisa você tá
fazendo aqui, vai refletir lá entre seu
filho e os coleguinhas dele. Não, às
vezes você ser você ser e ser
transparente o tempo inteiro, demonstrar
sempre o tempo inteiro a sua convicção
cristã traz dificuldade.
>> Mas você parou para perceber, André, que
a gente vive numa cultura hoje que uma
palavrinha chamada compromisso
perdeu muito o seu valor.
>> Uhum.
>> Se tem mais compromisso?
As pessoas já não t mais compromisso com
o seu nome, já não tem compromisso mais
com o seu caráter, já não tem
compromisso mais com a sua fé. Acham
que, por exemplo, ser cristão é apenas
uma ideia ou um pensamento, uma escolha
que não vai custar nada.
Só que Jesus vai deixar claro, ser
cristão vai custar a sua vida,
vai custar suas escolhas,
>> vai custar seu conforto.
>> Foi foi uma mudança de comportamento,
né? E eh eu não sei se eu já falei que
aqui gosto muito de literatura do século
XIX, século XVI. Então livro que eu li
esse ano, o cara estava a ponto de tirar
sua própria vida porque ele não ia
conseguir honrar uma dívida.
Pessoa,
>> isso vai do que você tá falando, né? A
pessoa
>> oriental aqui, aqui no na nossa cultura
não tem isso não.
>> Não, ele tá falando no século X,
mas cultura oriental ainda. Tô falando
de livro de cultura europeia.
>> Não, por quê? porque já não se preocupa
mais com valores, com
>> era o nome dele,
>> isso,
>> o nome dele que tava em jogo. E ele não
poderia mais continuar vivendo com uma
mancha daquele
>> sob o nome dele e que abarcava toda a
família.
>> Uhum.
>> Esposa, filho, tudinho.
>> E como perdeu isso, né?
>> Perdeu
>> o nome cristão, perdeu a credibilidade,
né? [risadas]
>> Tanto que você tinha antigamente os
duelos, né? Foi a foi ferida a minha
honra. Duelo agora. Escolhe as armas.
>> É
>> espada
>> ou florete. É espada. Pistola. Que
pistola não era.
>> Esqueci o nome do revólver lá.
>> Eu até ouvi há um tempo atrás alguém
falando assim numa loja, falou: "Pastor,
a minha maior dificuldade não é com os
não crentes para pagar, é com os
crentes."
Falei: "Como assim?
Eles que me devem são os que dizem crê
em Cristo e não sabem nem honrar o seu
compromisso.
Infelizmente pastor tem um nome muito
manchado na praça, né? Tem pastor que
nem coloca lá profissão, pastor,
evangelho,
>> coloca ministro do evangelho, que
>> porque senão
>> na crença que muitos não vão entender,
não ganha,
>> infelizmente
>> é que muito pra cultura hoje é pastor, o
senhor rouba o dinheiro?
>> É. Uhum.
>> Que que o senhor faz? É, é, é, é triste
isso, né? Como que um ofício tão nobre,
tão maravilhoso, comum também como
qualquer um, mas caiu no desprezo, né? É
uma vergonha.
>> Manchado, manchado por mau testemunho,
né?
>> E o senhor falou desse negócio de
dinheiro. É tão engraçado que engraçado
não, tão triste que essa questão de
roubar dinheiro, tem pessoas que
inclusive pergunta: "Ah, senhor pastor,
né?" "Ah, mas o senhor cobra dízimo na
igreja?" Isso.
>> Porque assim, o que é correto é o dízimo
ficou associado como sinônimo de roubo.
>> Sim, de roubo.
>> Por conta de tantas histórias
escandalosas, né, que levam as pessoas a
terem uma interpretação completamente
equivocada. Então, aí a gente tem dois
pontos, né? o ou cristão, né, como o
André falou, muitas vezes acontece de no
meio dessa cultura que é tão hostil no
sentido de não é o sentimento, é a
verdade, a felicidade, isso que você
coloca é muito duro, nós não aceitamos.
E aí muitos cristãos para não ter
problema e atrito, recua. Então eu fico
quietinho aqui na minha comunidade
cristã e deixa o pau quebrar lá, né? ou,
infelizmente, muitos quando se
posicionam dão ma testemunho,
>> dão testemunho. É uma vergonha, né? E a
gente precisa eh pensar um pouco, o
André falou uma coisa interessante, que
o sal ele retarda o apodrecimento, né?
Não só retarda, ele purifica, ele dá
sabor.
>> Só que tem cristão colocando tempero
estragado, né?
>> Adulterado, né?
>> Vencido.
>> A gente tem é essa questão do
compromisso, né? você tem um compromisso
com o nome de Cristo. Então assim, se
você carrega esse nome e você é
embaixador de Cristo, você tem que ter
uma preocupação. Eu eu acho que é é
realmente não é uma preocupação, mas
assim uma um compromisso extra, muito
maior
>> de qualquer coisa que você fala, você
tem que honrar o que o nome que você
carrega. Então assim, eu acho que essa
essa essa verdade ela vem se perdendo
por falta de conhecimento da própria
palavra de Deus, da revelação de quem é
Deus, de quem é Jesus. Então vai
perdendo isso, sabe? E eu eu tô
lembrando aqui esse nesses tem mais de
40 anos que eu dirijo, eu bati o carro
uma vez, foi o ano passado.
>> Isso, Leonia. E eu fiquei muito, muito
assim abatida com isso. Eu bati o carro
e na hora o rapaz, eu fiquei muito
atribulada. É porque eu bati nele assim
no meio, né?
>> De com força,
>> de com força,
>> de com força. A expressão goiana de com
força.
>> Eu não tive conversa com o rapaz. Eu
falei assim: "Não, eu tô errada, eu vou
pagar".
chamou o pai, veio lá o pai do rapaz
tava fazer eu vou pagar e paguei tudo.
Paguei o meu carro e o carro dele. Não,
você precisa de ver o tanto de gente que
veio falar para mim. Ninguém paga,
ninguém paga batida.
>> Mas é isso mesmo.
>> Ninguém paga a batida. Eu paguei a
batida dele e o cara ficou assim, sabe?
Eu falei assim: "Olha, eu faria de novo,
faria de novo, porque assim, é o nome de
Cristo que eu tô carregando."
>> A minha mãe passou por uma situação
semelhante
>> e e estranho isso, né? Não é assim, eu
tô contando porque é em prejuízo
próprio.
Às vezes você tem que honrar o nome que
você carrega.
>> Quando meu filho deu o primeiro passo,
minha mãe saiu correndo para ver
>> e aí passou reto num cruzamento, bateu
deas batidas assim e aí desce para
conversar e aí começa a conversar e
juntar na setor aeroporto. Quem não sabe
quem Goiânia? Setor aeroporto é um local
cheio de local de venda de carro. E
aquele tanto de gente vem de carro
olhando assim, aí mãe conversa com a
mulher, conversa da pouco, as duas se
abraçam, despedam da outra, que as duas
tinham descoberto que as duas eram
cristãs, uma abraça a outra, dá beijo no
rosto, despede. Aí o pessoal nunca vi
uma coisa dessa, a pessoa bate, depois
abraça, dá um beijo [risadas] no rosto e
cada um vai embora. Eu
>> cada um vai embora. Mas é isso é muito
importante. A gente lembra até de um
fato histórico de Policarpo, né, quando
ele é diante das autoridades assim:
"Negue a Jesus e você viva." Ele diz:
"Como é que eu posso negar o meu Senhor
que a Sirva tantos anos? Ele nunca me
negou. Eu não posso fazer isso. Eu não
posso deshonrar o nome dele.
>> Isso é tão importante, porque dentro da
cultura que a gente tá, o cristão parece
que ele quer uma almofada, um trono e
quer ser aplaudido.
>> Uhum.
>> Né? Eu acho que inverteu os valores,
inverteu a
>> e a gente foi levando, né?
>> E e a gente vai sendo levado. E aí a
pergunta que fica pra gente encerrar
esse episódio é: "Por que que tudo isso
importa?" Já que nós já vimos que é
importante a gente conhecer a nossa
autoridade, que é a Bíblia, a palavra de
Deus, que nós precisamos ter convicção
dela para com clareza explicar, que
precisamos manter a nossa postura. Por
que que tudo isso é importante?
Por que que isso tem valor?
Por porque se nós não deixarmos de disso
tudo, de reconhecer a autoridade da
palavra, de ter convicção e ser tenaz,
>> a gente vai estar igual o mundo tá, do
mesmo jeitinho. A gente não vai ser sal,
não vai ser luz. E outra, acho que é a
maior parte, a gente não vai demonstrar
amor a ao próximo e menos amor ainda a
Deus. Quer dizer, simplesmente quebramos
os mandamentos todos e deixamos de ser
de carregar esse nome, nem amar o
próximo, porque não vamos demonstrar
dessa forma, com a preocupação de que
essas pessoas precisam de ouvir a
palavra de Deus e vamos deixar de honrar
o nome do nosso Senhor.
>> Então eu eu entendo que é, eu não sei se
era essa a resposta que você queria, mas
é o porquê que é importante tudo isso.
Eu
>> mar uma frase que eu gostei bastante.
fala assim: "Quando nos lembramos de que
somos responsáveis diante de Deus e não
dos homens, somos impulsionados à
ousadia necessária para enfrentar
desafios custos em nome de tudo que é
bom e verdadeiro." Isso.
>> E ela ainda complementa num outro ponto
falando assim: "Se não fomos nós para
levar a verdade
>> para o bem da humanidade, quem que
>> quem é que vai amar esse esse povo que
está à nossa volta?
a ponto de
suportar o ódio,
mas amando, você pode me odiar, mas eu
vou continuar trazendo para você a
verdade por amor. Se não somos nós a
fazer isso, quem vai fazer?
>> E aí ela completa aqui, eh, que cada um
de nós tome decisões tenazes que
resultem no rei dos reis, dizendo:
"Muito bem, servo bom e fiel".
A grande questão é que o cristão,
ele precisa lembrar que não é questão de
militância.
>> Uhum.
>> Não é questão de disputar força, mas é
questão de obediência.
>> Sim.
>> Ele foi chamado a obedecer o seu Senhor
e a sua perseverança na esfera pública
vai demonstrar realmente o valor de
Cristo e a fé que ele profess.
>> Sim.
Então isso é importante porque não
apenas aponta para Cristo, mas exalta
também a glória do Senhor e o bem comum
diante da sociedade. Se nós omitirmos,
ela diz: "O mal vence de W."
>> Nós precisamos então perseverar na
esfera pública é muito mais do que e
evitar as pressões culturais. é ser sal
da terra, é ser luz do mundo, é ser
agente de transformação, é saber a minha
autoridade, é ter convicção do que a
Bíblia ensina e cultivar isso doa a quem
doer. Tiver que perder amizades, se
tiver que perder as coisas, a gente
perde por amor a Cristo, por amor ao
Senhor, uma vez que o nosso valor, a
nossa pátria é celestial. Aí no próximo
episódio, nós vamos entrar na parte dois
do livro de Natasha e nós vamos aplicar
então esse essa esse aspecto de
autoridade, convicção e tenacidade. Como
que isso se aplica a cinco temas
concretos e sensíveis que a cultura
tenta distorcer e que nós somos chamados
a enfrentar na esfera pública. Então se
prepare porque agora vem questões
práticas, questões essenciais e como que
nós vamos responder elas à luz da
Escritura. Então não deixa de curtir,
não deixa de compartilhar, não deixe de
mandar para outra pessoa esse episódio.
Coloquea aí seu comentário, deixa a sua
dúvida. Nós estamos à disposição para
crescer com você, sermos edificados e
assim glorificar o nome do Senhor. É
muito bom ter você conosco. Que Deus
abençoe e até o próximo episódio.

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