Davar Live – 17/04
18/04/2026
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Como é que vocês estão? Tudo bem? Boa noite, boa sexta-feira à noite, bom sábado, bom fim de semana. Como que vocês estão? Certinho? Começando aqui dando oi aqui pro Carlos e pro Aid que estão aqui. Hoje eu tô com outro computador hoje não é para dar problema. Aí vocês me dão um feedback aí, como que tá o áudio, o vídeo? Tá tudo OK? Eu acho que tá tudo certo, né? Então vamos lá. Só ver o pessoal entrando. Eu não sei se tem alguém já aqui na live, tá? Eh, então, gente, vamos lá. Boa noite para vocês. Eu vou fazer aquilo que a gente tinha comentado, né? Dá uma lida na nos comentários. O Carlos aqui falou tudo em ordem. Maravilha. Então é isso mesmo. A gente vai dar uma lidinha nos comentários e depois a gente já vai para voltamos pro tema da semana passada que foi foi abortado, que foi incompleto. Eh, tá, deixa eu ver aqui o os eu vi que tinha algum comentário no canal essa semana. Então, vamos lá. O Eine falou o seguinte sobre a live da semana passada. Que pena que o equipamento falou, falhou. O tema é muito importante e difícil. A crucifixão de Fleming eh Hutle aborda o mesmo tema. A a crucifix de Fleming Hoodle Legend aborda o mesmo assunto. Tem o livro e fiquei agarrada já nas primeiras páginas porque é muito profundo. Vou aguardar o a próxima live com muita expectativa. Diz aqui a Ilane. Vamos lá, Elane. Vamos ver se eu não conheço esse livro. Eu nem conheço esse autor, na verdade. Eh, eu não não sei se a gente vai seguir aqui a mesma linha que ele, né? Vamos ver. Alibalen diz aqui: "Que bom que você retorna. Não acompanhei as outras lives, mas irei ainda este mês ver se o conteúdo é diferenciado. Obrigado. Eh, realmente, eu sei, teve alguém que comentou aqui para eu colocar também os os versos, os os vídeos da semana, colocar aqui para os vídeos editados da live da semana para as pessoas verem que o canal não tá abandonado. É verdade. Eu tenho que fazer isso. Não consegui fazer. Essa semana eu tô terminando um trabalho que eu tô fazendo desde novembro e aí vai voltar tudo pro ritmo natural e aí eu volto a fazer edição dos vídeos, volto a fazer a a soltar vídeos durante a semana, vai tudo voltar ao normal, tá bom gente? Com o tempo tudo volta ao normal. Então vamos lá. O Gilson Pereira colocou, é uma provocação com respeito, pois admiro muito essa visão de como aborda os assuntos sempre com respeito a todos os vieses. Só para acrescentar, temos número 27, 66 e Lucas 10 25 27, exemplos de misericórdia ou de quebra de lem. E ainda temos Deuteronômio 23 verso 3, onde temos Deus usando uma moabita para ser bisavó do rei segundo o seu coração. Acho que é só isso. Vou deixar o restante para a próxima live, né? Então, exato, né? A gente tem diversos versos bíblicos falando: "Nossa, meu óculos tá imundo". Não sei se dá para ver isso aí no no vídeo, mas a gente tem diversos versos falando disso, né? Isso é uma é um assunto que de vez em quando a gente volta aqui no canal, porque é um assunto tão complexo, tão difícil e muito importante e ele não é muito falado, né? A gente não vê muito em igreja a gente falar isso de tá, não é só pegar um verso bíblico e seguir, porque os versos têm contexto, porque a própria Bíblia quebra diversas vezes a outras leis bíblicas. Então, qual é o qual é o princípio que a gente deve seguir, né? como interpretar o que é válido, o que não é válido e tal, que seria o que é o seria mais de de teologia sistemática, seria mais o a ideia de como interpretar o texto bíblico. Você pega um um critério, você pega um método e você aplica ele para você saber quais textos se referem a coisas que você entende que é para você seguir hoje e quais textos não, né? Isso é uma coisa muito importante, muito básica. Eu vejo muita gente assim criticando religião na internet só mostrando que esse tema existe, como se isso resolvesse alguma coisa. Então, ah, você é crente, mas você come camarão. Olha só o texto bíblico falando que não é para comer camarão, tá? Qualquer um que sai ali do do do beabá da Bíblia sabe que tem diversos versos bíblicos que a gente não segue. E se não segue um verso, não segue um ou outro verso, não significa que nada da Bíblia é aproveitável e ninguém deve seguir nada. A Bíblia está propondo algumas coisas, sim, para, digamos, para pro contexto em que a gente vive. Então, eh, é necessário, não dá para fugir do trabalho de você entender o contexto do verso, ter um, critério que você assume, ter um princípio que você entende para conseguir para você interpretar qual verso faz sentido você seguir ele literalmente hoje e qual não, né, gente? aqui tá falando que tá tendo problema na transmissão. Não sei se vocês estão vendo aí. Então, o Aid colocou aqui o ISO, o uso de IA para fazer um pré-processamento dos cortes das lives e facilitar o seu trabalho, talvez torne possível lançar mais vídeos no canal. Eu dei uma experimentada aí em um em um em uma IA de fazer corte e assim, eu não tenho nada contra IA, eu tô trabalhando ultimamente com IA. Mas eu não gostei nem um pouco assim. Muito ruim, muito ruim. Eh, gente, vocês estão vocês estão vendo bem aí? Caiu muito a qualidade. Eu tô recebendo aqui do YouTube uma sinalização de que a live tá com baixa qualidade, tá? Então, tá bom. Então, beleza. Abri um monte de notificação aqui na na minha página de de controle da live e eu tô já tô com medo já de novo, né? Tô com outro computador aqui fazendo a live, com outros equipamentos e tal. Aí o Oziel falou: "Quomo trabalhoso é fazer cortes". Então, Ozel, do jeito que eu gosto de fazer é trabalhoso porque eu pego, que que eu faço? Eu pego a live inteira, eu ouço a live inteira, decido um tema que que que vale a pena fazer um corte e aí eu vou ouvindo a live e vou vendo. Não, aqui eu viajei aqui, isso daqui não não precisa. Aí eu corto, tiro fora, ah, essa parte é legal e e vou montando. É, então assim, é um trabalhinho. O negócio aqui assim, ele não é tão difícil e não é trabalhoso no sentido de você tem que fazer várias coisas, mas ele toma tempo. Não tem jeito. Edição de vídeo é uma coisa que necessariamente toma tempo, porque você tem que assistir o vídeo inteiro, às vezes mais de uma vez, né? Então é é inevitável você e e o vídeo da live falando que é uma 1 hora e meia normalmente a gente vai aqui até umas umas 10 e pouco, mas eh é trabalhoso, eh é toma muito tempo fazer edição de vídeo. Eu sei que talvez eu seja chato demais com algumas coisas. Às vezes eu fico encasquetado com alguma algum algum detalhe e fico ali e corto uma palavra aqui, corto outra aqui, aí o corte não ficou natural. Às vezes eu também podia abrir mão de não ser tão tão tão preciosista no na nos detalhes aqui. Mas bom, de qualquer forma é difícil fazer eh fazer corte, eu acho, pelo menos eu acho que toma muito tempo, né? Não é difícil, não tem uma dificuldade, mas toma muito tempo. Bom, gente, é isso. Vamos falar sobre o tema da semana passada. Obrigado aí pelo feedback, gente. Tô vendo aqui vocês falando que tá tudo normal, tá tudo bem. Eh, o Carlos até falou: "Pode ser alguma latência na sua internet, mas aqui tá normal". É, provavelmente é isso. Alguma coisa assim eu não parei para ler direito, Carlos, para ser honesto. Mas aqui tá tudo bem. Então vamos lá. Vamos seguir. Gente, semana passada a gente estava falando de um assunto e vamos retomar ele agora. Traçou a Páscoa, né? E eu não fiz nenhum vídeo na Páscoa. Na Páscoa eu estava reunido com familiares, eu tava fazendo outras coisas e não tava aqui fazendo live. Eh, a Páscoa é um exemplo interessante de como na Bíblia alguns símbolos eles eles fazem uma intersecção, eles vão se somando. Os símbolos na Bíblia eles não são substituídos, eles são adicionados. Então, a ideia de Páscoa do Novo Testamento não é uma substituição da Páscoa do Antigo Testamento, é você pegar toda aquela construção simbólica e construir mais coisa em cima, entende? Então, eu tô falando para vocês e tô olhando para outro lugar. Tem que me acostumar que a câmera nesse computador tá ali. Tá bom? Então, quando você pega a Páscoa, por exemplo, do Antigo Testamento, a Páscoa, a Páscoa judaica, por exemplo, né, que é a Páscoa ali que tá descrita no Pentateuco, qual que é algumas ideias que são muito importantes na Páscoa? Primeiro, a ideia de libertação. Ah, a Páscoa é um símbolo de libertação. Você era escravo e agora você é livre. Tem toda uma discussão interessante sobre libertação do quê? Porque a frase que Moisés diz pro Faraó, eh, liberte o meu povo para ele servir a Deus no deserto e a palavra avodá, que é esse serviço, o serviço religioso, também é o a mesma palavra para servidão de escravos também. Então, liberta meu povo, deixa meu povo ir, né? Let my people go, a frase famosa. Mas não é só simplesmente ir e ficar livre para ir para onde quiser, não. Ele vai deixar de servir o faró para passar a servir a Deus, entende? Então o povo não vai ficar ser sem Senhor, ele vai ter um Senhor. E aí vem uma discussão interessante, né? adaptando ali a frase de Jesus, ninguém pode servir a dois senhores, eu diria também que ninguém pode não servir a Senhor nenhum dentro do pensamento bíblico. Você tá sempre servindo a alguém. Você tá sempre servindo. No máximo, o que que você consegue, o que que é seu livre, é a decisão de quem você vai servir. Mas é sempre uma servidão. A condição humana é uma condição de servidão. E isso não é necessariamente uma coisa ruim. Por exemplo, quando você tem uma família e você se dedica à sua família, você é um bom pai, você tá servindo. É uma, é um conceito de servidão. Você deixa de fazer coisas que você queria para servir aquelas pessoas. Quando você tá fazendo um trabalho, uma um projeto grande, sei lá, você é um arquiteto, tá construindo um prédio imenso, você tá a serviço daquele projeto, você tá deixando de fazer muitas coisas para fazer aquilo, para quando chegar no final ter aquele prédio imenso que você construiu, você olhar e falar: "Olha, isso daqui é um algo que eu construí na minha vida. Isso aqui é uma obra minha". Então, o ser humano adulto que constrói coisas, ele está a serviço de coisas. Até porque se você só fizesse o que você quer fazer, você não tem controle do que você quer fazer. você não tem controle do seu próprio desejo, da sua vontade. As vontades simplesmente aparecem na nossa cabeça. Então, você fazer o que você quer, na verdade, é você estar servindo a algo que você não tem controle também, é você estar serviço daquilo. Então, de certa forma, você sempre é escravo. Então, tem toda essa discussão na ideia de Páscoa. Eh, a ideia de liberdade, a a discussão sobre liberdade e servidão. Você tem a discussão sobre sacrifício. É o sacrifício do cordeiro pascoal que faz com que os israelitas possam ir. Faz com que o anjo da morte passe sobre as casas dos israelitas, que é daí que vem a palavra passouver no inglês, né? Eh, que é aquele que passa por cima, né? Se eu não me engano, a palavra pessar também no hebraico também. tá relacionado com essa ideia do anjo passar por cima. Então, também tem esse outro paradoxo aqui que é o sacrifício e e é a morte e o escapar da morte ao mesmo tempo, né? É o sacrifício, é uma morte que faz com que os israelitas não morram. é a morte dos filhos primogênicos, primogênitos, que é a morte dos filhos primogênitos, que significa a não morte dos israelitas. Então, outro conceito. E aí, por cima de tudo isso, e é claro que a gente pode aqui se aprofundar na ideia da Páscoa eh do Antigo Testamento, da Páscoa Judaica, vários conceitos interessantes. Só tô pensando aqui algumas coisas pra gente entender que o Novo Testamento ele vai construir por cima disso. Então, ele vai pegar a ideia de libertação e vai adicionar agora a libertação em Cristo. A Páscoa vai trazer essa ideia. Ele vai pegar essa ideia de sacrifício e vida e vai transpor isso para a ideia da cruz de Cristo. Então, a morte de Jesus em Pessar, na Páscoa, é uma apropriação dos significados que já existiam do Antigo Testamento de Pêsar, eh, da Páscoa. E ele vai trazer mais camadas, ele vai sobrepor camadas simbólicas a essa ideia que já existia, né? né? Isso é muito interessante. A Bíblia faz isso com muita frequência. Ela joga uma ideia lá no começo e depois ela retoma essa ideia acrescentando camadas simbólicas daquela ideia antiga, né? Então, a criação do mundo, Deus cria o mundo, depois você tem o o eh a o dilúvio, onde ele retoma o tema da criação, porque no dilúvio é meio que a criação é desfeita. Todos os processos, o processo da criação que você tem lá em Gênesis, ele é desfeito no dilúvio e tudo volta aquela condição de águas e caos. E aí o você acrescenta coisas depois sobre a ideia de criação até você chegar no Novo Testamento e você também vai falar de Cristo como o segundo Adão. Você vai falar da recreação do mundo e a gente vai terminar Apocalipse falando: "Eis que vi novos céus e nova terra". Fazendo um círculo completo, perfeito. Começando com Gênesis. Eh, no princípio, Deus criou os céus e a terra. Terminando em Apocalipse, eis que vejo, eis que vi um novo céu e uma nova terra. Então, os símbolos são retomados e são construídos em cima. E aí agora a gente volta, eu falei para vocês, né, na outra live que eu ia dar uma pensadinha em coisas a mais para trazer aquilo que a gente tava falando. Então, agora a gente vai voltar para para aquilo que a gente tava conversando na outra live. A ideia da cruz é uma ideia de junção de paradoxos. Porque quando você pensa na cruz, você pensa nesses símbolos, nesses símbolos pascoais, eh, se sobrepondo, trazendo paradoxos para ele. Então, a Bíblia, eh, tem diversos paradoxos e a cruz talvez seja o ápice desses paradoxos. Um paradoxo que tem na Bíblia inteira é a vida e morte. No começo da Bíblia, Adão é falado: "Olha, você vai, se você comer desse fruto, você certamente morrerá. E quando Adão é criado, é soprado nele o fôlego de vida. A ideia de vida e morte são impregnadas na ideia de ser humano desde Gênesis. Então, começa o texto bíblico com a ideia de vida e morte relacionado ao ser humano. Eh, logo lá em Gênesis, essa ideia vai percorrer a Bíblia inteira até Apocalipse, como a gente estava falando, e essa ideia vai ganhando camadas. Então você começa a ter a ideia de sacrifícios que vai aparecendo depois no texto bíblico. Você sacrifica um animal, depois você tem o santuário, o santuário que é um símbolo de vida, que é o Deus vivo se manifestando ali. Eh, o o sacerdote, ele não podia ter contato com um cadáver. Se ele tivesse contato com um cadáver, ele tava ritualmente impuro. Ele não podia oficiar no santuário. Então o sacerdote, ele tava devia est completamente dissociado da ideia de morte. Você não vê um sacerdote onde você vê uma pessoa morta. Mas ao mesmo tempo, quando você entra num santuário, nesse lugar de vida que representa a vida, o que acontece lá é uma carneficina o tempo todo. É morte o tempo todo. É sangue, é sangue de animais. É, as são as víceras, né? Aquele animal sendo queimado, consumido. Então assim, o lugar onde você busca a vida é um lugar que tá cheio de morte, porque no texto bíblico, morte e vida estão relacionados. Eu acho que uma síntese assim genial que é feita é a de São Francisco de Assis, que ele fala: "É morrendo que se vive paraa vida eterna", né? Depois é dando o que você recebe, é perdoando o que você é perdoado e é morrendo que se vive paraa vida eterna. Então, como você alcança a vida eterna? Através da morte você precisa morrer. O Novo Testamento vai trazer essa ideia diversas vezes, né? Eh, você precisa morrer para você ganhar vida eterna. Você morre para para esse mundo. Você morre uma certa morte para você ter acesso a uma certa vida. Então essa esses esse paradoxo de vida e morte talvez seja o paradoxo mais intenso que aparece na Bíblia inteira e ele aparece no seu ápice na ideia de cruz, na ideia da cruz de Cristo. Então, como tinha começado a comentar na outra live, imagina a seguinte cena, você tá em casa, batem na sua porta, quando você abre a porta, você tem lá o grupo de jovens e adultos. Eles vão falar, a gente quer falar uma palavra de vida para você. A gente veio falar de bondade e de misericórdia para você. E quando você olha na camiseta dessas pessoas, tem um desenho de uma pessoa numa cadeira elétrica e e assim você vê o corpo dessa pessoa morta, sangrando, né? Isso é importante trazer essa ideia pra gente lembrar o quão chocante é a ideia de cruz, que às vezes a gente tá ficar meio anestesiado, a gente vai se acostumando com essa ideia e a gente fica anestesiado com ela. Quando a gente entra numa igreja e tem uma cruz, ainda que não seja um crucifixo com o Cristo esculpido ali, a cruz não deixa de ser um aparelho de tortura. Quando a gente entra numa igreja para buscar esperança e alívio, a gente senta numa igreja e olha para o parede lá no fundo onde tem um instrumento de de tortura. Isso é um paradoxo muito grande. Isso é um paradoxo muito intenso. É olhando para essa imagem horrorosa que é uma pessoa sendo torturada e morta, que a gente tem também sentimentos paradoxais, porque a ideia do constrangimento com a morte de Cristo, ela é muito forte na arte cristã desde sempre. Eh, eu até gostaria de saber de alguém que estuda estética, se ele pudesse me falar se existe uma outra contribuição paraa arte grotesca tão forte, tão influente quanto a a a arte cristã de Cristo sendo crucificados 12 passos da cruz. Porque eu não vejo muita arte grotesca, considerando que a cruz é uma arte grotesca. eh em certos períodos de história, em certos contextos, que não seja a arte religiosa. Eh, a gente tem tem quadros, tem aquele quadro famoso da da pessoa morta na banheira, que tem uma ideia de jornalismo, etc e tal. Mas quando você tem um um religioso, artista da Idade Média, seja o que for, até mais para frente, retratando o Cristo na cruz, ele se esforça, usa seus talentos artísticos para mostrar a dor e a tortura, para você conseguir imaginar o sofrimento daquela pessoa na cruz morrendo. Então, a arte cristã, e é interessante isso, né? Porque a arte cristã perdeu muito dessa ideia hoje, né? A arte cristã, ela tinha, ela usava elementos artísticos para chocar as pessoas. O choque com a ideia da morte e do sofrimento e da dor é um choque que fazia as pessoas refletirem e trazer as pessoas para uma reflexão religiosa. O sofrimento de Cristo significa o sofrimento que eu não vou passar. Os, quanto mais eu vejo o sofrimento de Cristo, mais eu vejo o quanto ele suportou para eu não passar por um sofrimento, para eu não passar pela morte eterna, né? Então, a esse paradoxo é muito intenso dentro do do dentro de toda essa ideia de cruz, né? Deixa eu dar uma olhada aqui nos comentários. Carlos coloca aqui: "Jão Batista trouxe esse paradoxo quando chamou Jesus de cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, sabendo que Jesus morreria uma morte sacrificial". Exato, né? É o cordeiro que tira o pecado do mundo. E o João Batista, a ideia de tirar o pecado do mundo, o cordeiro que tira o pecado, é uma referência indireta a Isaías 53, que também tem essa ideia, esse paradoxo muito forte, principalmente no verso que diz: "O castigo que nos traz a paz estava sobre ele." A ideia de castigo que traz paz é um paradoxo em si. São duas ideias opostas, convivendo em tensão na mesma frase. E é para ser assim, não é para ser resolvido, é para ser estranha essa construção, é para você ouvir falar: "Como assim um castigo que traz paz?" Porque é justamente para fazer referência a conceitos, a ideias que são opostos, entende? É, essa é a força do paradoxo. O paradoxo faz você mergulhar naquilo com uma com uma estranheza, porque tá se referindo a coisas muito opostas, coisas que não estariam juntas normalmente, coisas que normalmente você fala: "Bom, essa daqui é a mesa das coisas da vida. Aquela mesa ali é as coisas da morte. São dois compartimentos separados. Essas coisas não estão juntas. Vida é o oposto de morte. Não se fala em morte. quando está se falando de vida, não se fala em vida quando está se falando de morte. Aí o texto bíblico pega essa lógica e joga pro alto. Ele mistura esses conceitos. Não é vida através da morte. É morte para conceder a vida. O Luís Fernando até coloca aqui, minha filha de três aninhos me chamou atenção sobre isso essa semana. Tinha uma imagem de Cristo crucificado na TV e ela me falou: "Papai, esse é o Deus. Ele tá todo machucado e pelado. Diz aqui o Luiz Fernando. Exatamente. A gente esquece o quanto é chocante, né? A sua filha tá nesse processo de anestesia dos símbolos cristãos. Então, aproveite, enquanto ela ainda não tá anestesiada com esses símbolos, pra gente perceber o quanto esses símbolos são agressivos. Eles estão lá para ser mesmo, né? Em uma análise, Deus é o paradoxo absoluto. A gente vai chegar aí, viu? A justiça e a paz se beijaram. Também um paradoxo. Eu aí eu já acho que não, Oziel, porque justiça e paz são conceitos que a gente consegue, a gente costuma colocar eles num mesmo campo semântico, entende? Aonde a justiça a paz, entende? Onde a paz, a justiça reinou. São ideias que que estão de certa forma de acordo, né? Eh, eu acho que esse texto especificamente ele não tá fazendo um um uma referência paradoxal de conceitos, né? Mas existem outros paradoxos que talvez não estejam tão explícitos no texto bíblico. Eh, e um deles que é o que eu quero trazer aqui pra gente chegar nessa conclusão que o detetive os falou pra gente aqui em última análise, Deus é o paradoxo absoluto, né? Que é um paradoxo de dois conceitos bíblicos. Eles não aparecem na Bíblia com esse nome. Esses dois nomes são nomes são dados por toda uma tradição filosófica que é a transcendência e a imanência, né? Transcendente e imanente. Eu ouvi essas palavras pela primeira vez dentro de um contexto religioso teológico. E eu pensava que esses dois, esse, essas duas palavras eram conceitos teológicos. E depois eu fui ver que, na verdade, eles são conceitos filosóficos. Na filosofia se discute a transcendência, a imanência assim o tempo todo. E o que que seriam esses dois conceitos, né? Eu não vou me referir a um conceito filosófico de forma profunda. Eu não vou citar aqui autores, eu vou citar até um ou outro um pouco mais para frente, mas eu não vou fazer aqui uma um ensaio filosófico sobre transcendência e imanência. Eu vou pegar a transcendência imanência mais de um ponto de vista bíblico e mais prático, embora fica aí o disclaimer que em diversas tradições filosóficas esses assuntos são aprofundados e talvez são levados desses termos são levados para outro sentido, né? Então o que seria a transcendência e a imanência? Eu vou falar da transcendência pra gente entender o que que é a imanência. O transcendente é aquilo que transcende, aquilo que está lenha. Então, o transcendente é aquilo que são ideias, conceitos que estão numa realidade acima da nós, digamos assim. Então, por exemplo, a gente se viu aqui o o texto sendo citado, né? A justiça e a paz se beijaram. Existe uma ideia de justiça, uma ideia platônica de justiça e a justiça como sendo algo perfeito, inalcançado, metafísico, um conceito metafísico, né, que está além de nós e a gente toca nele, a gente alcança ele. Dentro desse ponto de vista, a justiça é transcendente, ela transcende ao a humanidade, entende? Ela está para além da humanidade, ela tá para além, usando aqui uma ideia de dualismo platônico, ela tá para além desse mundo físico, carnal que a gente conhece, né? É algo acima além. O imanente seria justamente o contrário, seria essa nossa realidade. É isso que a gente consegue ver, tocar que faz parte dessa realidade mais palpável. E a discussão filosófica que se faz em relação a esses dois conceitos, né, é que o ser humano ele vive numa expectativa de transcendência, mas ele é, de certa forma um ser imanente, no sentido de que a vida do ser humano acontece nesse mundo físico que a gente vê. a gente alcança conceitos transcendentes através da nossa mente, através da nossa imaginação, digamos assim, até, mas a gente tá imerso na imanência do mundo, entendem? É mais ou menos essa ideia de transcendente e imanente que a gente vai navegar aqui. Eh, uma maneira de explicar isso é explicando o próprio Deus como transcendente e imanente. Eu já comentei isso daqui antes, eu vou tentar ser breve porque esse assunto dá pra gente esticar ele quase que infinitamente. Mas quando a gente abre em Gênesis capítulo 1 e capítulo 2, a gente tem dois nomes divinos aparecendo. Não sei se vocês, quem já não acompanhou essa discussão aqui, eh, não sei se vocês já se atentaram para isso ou se já leram isso em algum lugar. Quando você abre Gênesis 1, tá escrito lá: "No princípio criou Deus os céus e a terra, né? Aquele famoso beresit bará Elohim etma". A palavra Elohim é a palavra no hebraico que é traduzida no texto bíblico eh em português como Deus. Quando você vê Deus no Antigo Testamento, que que o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, muito provavelmente a palavra que tá no original é a palavra Elohim. O que que significa? Quais são as ideias dessa que trazem junto dessa palavra? Essa palavra tá conectada com a ideia de Eloh de força, de poder. Então, Elohim é um é um é um título, a gente vai chamar de nome aqui, mas entendam como título, tá? Eh, então, Elohim seria um um nome divino que é até de certa forma genérico, que tá associado a força e a poder. E a transcendência é o Deus transcendente, é o Deus que transcende, é o Deus que tá longe, distante. Normalmente, quando você vê a palavra Deus aparecendo e vão ter exceções no texto bíblico, tá gente? Isso daqui a gente vai ver uma tendência, mas há exceções. Mas normalmente quando você vê a palavra Deus no Antigo Testamento, você vê um aspecto divino mais distante, um Deus mais longe da humanidade. Então os céus declaram a glória de Deus. Eh, o livro de de Eclesiastes, que é um livro que eu gosto, ele só usa esse título para se referir a Deus, Elohim, né? Quando você estiver diante de Deus, sejam poucas as suas palavras, porque você está na terra e Deus está nos céus. Existe uma distância infinita entre você e Deus. Ele é absolutamente inalcançável. Ele é distante. E esse é um aspecto que existe no texto bíblico. Ele não pode ser ignorado. Deus é infinitamente maior que você. Deus é absolutamente inalcançável para você. Deus é absolutamente distante de você. Deus transcende. Deus transcende você. Você não tem acesso direto a Deus porque ele te transcende. Você não vê a Deus diretamente. Você não fala diretamente com Deus. Ele é um Deus distante. Essa ideia pode parecer estranha porque existe um outro aspecto que a gente costuma enfatizar, mas é importante a gente ler o texto bíblico considerando que esse aspecto também está lá. E quando a gente lê em Gênesis falando no princípio criou Deus os céus e a terra, a gente vai ver que o relato de Gênesis capítulo 1 verso 1, até Gênesis capítulo 2, verso 4, até metade do verso 4 do capítulo 2 de Gênesis, a gente tem uma narrativa da criação com uma ênfase num distanciamento divino. Por exemplo, quando lhe quando essa essa parte da Bíblia fala da criação do homem, tá lá em Gênesis 1, capítulo eh capítulo 1, verso 25, 26 e 27, se eu não me engano, que é e criou Deus a sua imagem, semelhança, a sua imagem Deus criou homem e mulher os criou, né? Macho e fêmeo os criou. Deus cria o ser humano a sua semelhança, né? Lembrando que a semelhança de Deus é que você vai dominar, né? Eh, a dominação seria uma semelhança de Deus. Então, o homem é criado imagem, a imagem de semelhança de Deus, o que é uma proximidade, mas ao mesmo tempo é um distanciamento. Deus cria o homem de uma narrado de uma forma distante no capítulo um. E o que que o homem tem em comum com Deus é a ideia de domínio, é de ele estar eh em uma posição diferente e de domínio em relação ao restante da criação, ao homem em relação ao restante da criação e Deus em relação ao restante do universo. Eh, então tem essa ênfase de em um Deus transcendente lá no capítulo 1 de Gênesis. Quando a gente vai pro capítulo 2, a partir do verso 4, a gente tem um nome, um outro nome que é o nome Yahué ou Yahvé, é o tetragrama sagrado. É o nome que no Antigo Testamento a palavra o Senhor em maiúsculo, né? Algumas traduções trazem inclusive todo a a todas as letras em maiúsculo. Eh, quando é o Senhor se referindo a Deus, a palavra no original é essa palavra Yahué ou Yahé. é o tetragrama sagrado. É um nome que se perdeu a a pronúncia. Você já deve ter ouvido falar bastante disso daí. Eh, e nem é tanto um título, mas é mais um nome próprio. Porque a palavra Elohim é um é uma palavra mais genérica. A palavra Elohim também é a palavra usada para outros deuses. É a palavra que se refere à divindade num sentido geral, né? A gente já comentou disso daqui em algum outro vídeo, mas quando você tem lá nos 10 mandamentos, não terás outros deuses diante de mim? Também é usada a mesma palavra, Elohim. Tem um detalhezinho ali gramatical para pra gente diferenciar quando ele tá se referindo a Deus e quando tá se referindo a outros deuses. Eh, não é o caso aqui da gente se aprofundar nisso, mas Elohim tende a ser uma palavra mais genérica, uma ideia que se refere mais à ideia de divindade relacionado ao poder. Enquanto a palavra Yahvé é um nome próprio, tá relacionado com a ideia da existência de Deus, Deus, aquele que é, tá relacionado a a revelação de Deus a Moisés lá na sarça ardente, quando ele fala: "Eu sou o que sou aer". E um anagrama dessas palavras forma o tetragrama sagrado de Yahvé. Eh, então, mas ao mesmo tempo, esse tetragrama sagrado não é uma palavra comum no hebraico, mas um nome mesmo. Então, esse Deus tem um nome próprio. E normalmente quando aparece o Senhor, um texto descreve um um relacionamento mais próximo de Deus com a humanidade. Então, a gente vê no próprio Gênesis que a gente estava comentando, a partir do verso 4 do capítulo 2, você tem de novo Deus falando da criação do ser humano. E dessa vez não é um Deus que eh afirma que o ser humano é a sua imagem e semelhança, que ele domina, etc e tal. Mas agora um Deus que forma o homem do pó da terra e sopra o seu próprio sopro do fôlego de vida nas narinas desse ser humano, desse homem. Eh, então existe um relacionamento diferente do capítulo um e do capítulo dois. Existe uma ênfase diferente em um aspecto diferente de Deus no capítulo um e no capítulo 2 de Gênesis. Eh, essa a ideia de imanência e transcendência que eu queria trazer aqui, né? O nome Yahé e o nome o Senhor é o nome que, por exemplo, aparece nos Salmos: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. O Senhor é a minha luz e a minha salvação. A quem temerei?" Então, é um nome que costuma no texto bíblico dar mais ênfase a um aspecto relacional de Deus, um Deus mais imanente, um Deus que faz mais parte do relacionamento aqui neste mundo com o homem. Deus é ao mesmo tempo transcendente e imanente nesse sentido, entende? A gente não pode falar que Deus não é distante do do ser humano. Ele é distante, ele é infinitamente maior. Só que ao mesmo tempo, paradoxalmente, Deus também é imanente. Deus também tá próximo. Esses dois aspectos, a imanência e a transcendência divina, aparecem juntos em tensção em um paradoxo na figura divina, na ideia de Deus. Quando Deus se relaciona com a humanidade, ele é ao mesmo tempo imanente e transcendente. Ele faz parte de uma esfera de realidade que não é a humana, mas ao mesmo tempo ele se torna humano. Ele ele se torna parte da realidade humana para se relacionar com o ser humano. E aí quando a gente vai pra cruz, essa ideia de imanência e transcendência se intensificam, como praticamente todos os paradoxos que tem no texto bíblico. Agora, Deus não é só uma figura divina, ele também é uma figura humana ao mesmo tempo. Existe outro paradoxo aí que vocês conseguem ver, né? O paradoxo entre humanidade e divindade, né? Paradoxal, como Jesus é homem e Deus ao mesmo tempo. Não existe uma explicação lógica simples, é paradoxal. São ideias que a, a gente se acostuma a serem autoexcludentes, mas elas aparecem juntas ao mesmo tempo numa briga. não estão em harmonia, como se elas estivessem em briga, como elas estivessem tensionadas dentro dessa mesma figura que é Cristo, porque ele é as duas coisas ao mesmo tempo. E isso parece não se misturar, mas está ali ao mesmo tempo, entende? Eh, e o paradoxo do imanente transcendente também aparece aí. É o Deus transcendente, é o [roncando] Deus que quando tá dentro de um de um bote no meio de uma tempestade, ele fala pra tempestade se acalmar ela calma. Uma referência direta aí ao Deus que cria o mundo através da palavra, que a natureza obedece as palavras dele e ao mesmo tempo é um Deus imanente, é um Deus que sentou e comeu com as pessoas, é um Deus que abraçou as pessoas. É um Deus que cuspiu no chão, misturou o lodo e passou no olho de uma pessoa cega e ela passou a ver. é um Deus que tinha um corpo físico, um corpo físico inclusive que é maltratado e morto no final da história. A ideia de um ser humano morrendo é uma ideia muito imanente. Essa a morte é a imanência máxima, é o que faz parte da nossa realidade. Nós vamos morrer, o nosso corpo vai se decompor. Essa é a realidade humana. E a realidade divina é que ele é eterno, que ele ele não é não é limitado por um corpo físico, mas na figura de Cristo essas coisas se misturam, entende? Ele é ao mesmo tempo transcendente e imanente, ele é ao mesmo tempo eterno e ao mesmo tempo ele tem um corpo físico que morre e esse corpo físico depois é ressuscitado e levado aos céus. Ou seja, agora esse Deus transcendente lá no alto tem um corpo físico que foi carregado da terra e tá lá. Ele continua sendo imanente e transcendente ao mesmo tempo. E a morte na cruz traz todas essas ideias, né? A cruz é um evento extremamente triste e ao mesmo tempo um evento extremamente feliz. Felicidade e tristeza se juntam paradoxalmente na ideia de cruz. É um dia de trevas, né? É um dia de um dia de pesar, porque nesse dia o inocente foi morto, porque nesse dia o ser humano quis matar a Deus. E ao mesmo tempo é um dia feliz, é o dia em que o sacrifício foi feito, que a conta foi paga, que o castigo que nos traz a paz esteve sobre o cordeiro e que o cordeiro carregou esse castigo para longe da gente, entende? Então, olha só como é que diversos conceitos paradoxais que aparecem no texto bíblico, eles são retomados no tema da cruz, né? Deixa eu dar uma lida só aqui em alguns outros outros comentários aqui. Desde pequeno eu evitava essa cena até entender na meia idade que era a representação do amor de Deus por nós. Não foi, não foi fácil, diz aqui C Silva, né? Eh, tá vendo? Isso é interessante porque realmente a ideia de Cristo crucificado, ela é amedrontadeira. Amedrontadora. Inclusive, alguém comentou aqui em cima, né, do da filha que veio e falou: "Nossa, mas que horror, ele tá ele tá ensanguentado" e tal, que é uma ideia que traz pra gente um um uma ideia de querer distanciar, mas ao mesmo tempo é uma ideia que quando você compreende o significado desse sacrifício, ele se torna um conforto. Graças a Deus que Jesus esteve na cruz, porque é isso que nos traz a liberdade da morte eterna, né? [roncando] A ideia de justiça traz certa noção de balança, na mesma medida. Alguns dizem que isso explica a necessidade do inferno eterno, pois a equidade de uma ofensa a um Deus infinito é a punição infinita. Diz aqui o Eid dos Santos, né? Eh, o que você pensa sobre isso? É, então eu não a gente poderia até falar de inferno num dia aqui, pode ser um tema interessante, né? Eu eu não acho que necessariamente essa eh essa lógica fecha, porque eu entendo que uma morte eterna já é uma punição infinita. Então, a o distanciamento da fonte da vida, que significa a morte, a deixar de existir para sempre. Isso é a morte eterna, né? Isso é o inferno. Essa é a punição infinita, né? Para mim, pelo menos no jeito que eu entendo, né? O Carlos até fala aqui, tem a junção em Gênesis. O Senhor Deus fez o homem. Tetragrama mais Elohim. Exato. É o o nome divino lá a partir do do verso 4 do capítulo 2, ele aparece composto. É isso mesmo, Carlos, né? Eh, em muitos, e é incomum inclusive aparecer esse nome composto, o Yahé Elohim, o Senhor Deus, né? Em Gênesis ele aparece assim, essas duas, essas duas ideias, esses dois conceitos, eles estão lá juntos, né? Eh, aí o Osé diz: "Não que seja essa forma e que talvez haja uma graduação de nomes, mas eu pensava que a vé era menor do que Elohim". Eu acho que não é uma questão de menor ou maior, Oziel. Eu acho que é mais nesse sentido, porque existe dois relatos de criação, um em Gênesis 1 e o outro em Gênesis 2, justamente porque o mundo foi criado por esse Deus, só que ele tem dois aspectos. Então, a gente conta a mesma história duas vezes pra gente conseguir enfatizar esses dois aspectos do mesmo Deus que faz as mesmas coisas. Então, não existe um menor ou maior nesses dois nomes divinos. Eles eles têm a mesma um eles têm o mesmo tamanho. A diferença tá em como eles estão próximos da humanidade. Seria isso. Essa a ideia do imanente e transcendente, né? Aí o detetive os diz: "O interessante é que a própria cruz é um símbolo para paradoxo dado a contradição das retas. No entanto, também representa um centro onde tudo está junto e resolvido. Exato. E o próprio formato da cruz é paradoxal. Você tem um eixo horizontal e um eixo vertical e os dois estão juntos, somados, juntados por um eixo central, né? Eh, a o formato da cruz traz essa ideia do paradoxo. Ele quer dizer diversas coisas, quer dizer coisas opostas ao mesmo tempo. A cruz é triste, é lamentável, é terrível e ao mesmo tempo é maravilhosa, é reconfortante, é feliz. A mesma coisa, o mesmo evento, o mesmo símbolo, o mesmo objeto que simboliza todas essas coisas, né? Aí e mais um paradoxo que tem a ver com essa imanência e transcendência é como isso, como a religiosidade ela, ela se desdobra na vida das pessoas. A religiosidade ela tem esses dois aspectos na vida. A religiosidade não é só transcendente. Você eh não é religioso apenas na igreja quando você tá falando com Deus, quando você tá orando e no seu dia a dia você tá desconectado porque Deus é muito distante, tá muito longe de você. lá na igreja, é lá na mesquita, é lá na sinagoga que é o lugar sagrado. Lá no santuário israelita é o lugar sagrado e fora de lá nós vivemos no eh no profano. Então aqui não é o domínio divino, aqui é o domínio da imanência. Deus não está aqui. Então, no dia a dia, eu sou uma pessoa separada de Deus e dentro do serviço religioso, eu estou conectado a Deus por causa da transcendência. Não é assim que funciona, né? Não é assim no texto bíblico, porque como eu falei, transcendência em imanência, eles estão juntos e emaranhados. O, desculpa, eu tô lendo os comentários aqui, eu vou me perdendo. Eu não sou bom em ler os comentários e falar ao mesmo tempo. Tem gente que consegue fazer isso muito bem, mas já vou comentar mais dos comentários aqui de vocês. Quando você dá uma ênfase demais em um desses aspectos na sua vida religiosa, a sua vida religiosa se distorce. Quando você hiperenfatiza o aspecto transcendente do Deus distante, a pior coisa que pode acontecer é uma heresia contra esse Deus, porque ele é transcendente, ele é muito acima e distante de você. Então, é por causa de uma super ênfase na transcendência divina que acontece um atentado terrorista, que alguém tira a vida de outra pessoa porque acredita que aquela pessoa está ofendendo o conceito de santidade divina, que é uma pessoa que se explode e explode muitas pessoas juntas para causar o medo, para causar o distanciamento dessas pessoas dos objetos sagrados. vocês estão tocando objetos sagrados que não deviam, né? Essa superênfase faz você ter uma religião que se distancia das pessoas. Por outro lado, uma super ênfase no imanente, na imanência da religião, faz você se desconectar com o transcendente. Essa religião vira, no final das contas, só uma filosofia, só mais uma de várias filosofias humanas que não tem poder para transcender a morte, que não tem poder para transcender a natureza humana, que não tem poder para transcender os limites que você mesmo tem. Ela não te transforma, ela só te traz uma reflexão. Ela não te transforma porque ela não tem poder para isso. Eh, não existe essa superênfase no imanente faz você não considerar a existência transcendente, eh, e misterioso, eh, e sobrenatural da religião. Acaba se tornando uma religião que tá calcada só nessa vida de agora, só no agora. Quando você pensa na religiosidade, considerando tanto a transcendência quanto a emanência, aí você vai viver numa condição que é a condição interessante pro texto bíblico, porque você cuida dos pobres, porque eles precisam de comida agora, porque eles estão sofrendo agora e você tá preocupado com o sofrimento deste mundo aqui que você vive, mas ao mesmo tempo você faz isso porque você tá esperando um outro mundo. Você faz isso porque você tá na espera de um evento sobrenatural que vai transformar o mundo todo. E você tá antecipando isso com essas pequenas ações. Essa tensão entre transcendente e emanente é o que faz aparecer, por exemplo, a tensão entre justificação pela fé e justificação pelas obras. No Novo Testamento, né, que a gente tem aquele texto de Thiago, né, vocês veem que o homem não é justificado apenas pela fé, mas pelas obras. E a gente tem o texto de Paulo que não, o homem é justificado pela fé e não pelas obras. É a ênfase nos dois aspectos, é a imanência e transcendência. Eh, não tô falando aqui que eu sou um cristão tradicional no sentido de que eu acredito na justificação pela fé apenas. Eu acho que o texto de Thiago tem que ser entendido no contexto de que é através das obras que você demonstra a fé. Então, no final das contas, o que te justifica é a tua fé e as suas obras são só uma manifestação dessa fé. Assim que eu entendo pelo menos esse essa discussão entre Paulo e Tiago que aparece no Novo Testamento. A gente também pode falar disso num outro dia, mas ela toca nesses dois aspectos. A religiosidade anda com os pés no mundo e com as cabeças no céu. O ser humano que se compromete com o caminho desse Cristo crucificado, ele também se crucifica junto do Cristo. Ele se crucifica para se sacrificar, para ele morrer, para ele viver, para ele ter uma vida eterna, para ele tá na eternidade de forma glorificada com Deus. É através da morte que você adquire a vida. É morrendo que se vive paraa vida eterna. Eh, é através da ressurreição que se atinge a eternidade, mas é através da morte que se chega na ressurreição. [roncando] Eh, esse caminho é o caminho que Jesus fala quando ele fala do reino de Deus. O reino de Deus vai vir, ele vai vir nas nuvens dos céus de uma forma sobrenatural, transcendente, mas ao mesmo tempo o reino de Deus já tá entre vocês. Vocês já fazem parte do reino de Deus. Vocês já estão construindo esse reino de Deus. Mas não adianta você achar que você vai construir ele sozinho aqui na terra. Não. É uma obra que necessita necessariamente. Deixa o avião passar. É uma obra que necessita necessariamente de uma mão imanente e de uma mão transcendente. A construção desse reino de Deus e da obra de Cristo, da obra de Deus no mundo, é uma construção imanente transcendente. É uma construção que precisa de um ser humano que vive aqui nesse mundo, preocupado com essas coisas do mundo e ao mesmo tempo de um Deus que transcende infinito, que tá além de tudo aquilo que se pode conhecer. É esse, é isso que eu queria chegar na semana passada e não consegui, né? Vamos então pros comentários aqui. Vitória da cruz é vida, o túmulo vazio. Cristo ressuscitou, venceu a morte. Essa é a nossa esperança, diz aqui o Daniel ao governo de Camargo. Exato, né? E você vê que vitória da cruz é uma expressão que é paradoxa por si própria, né? É a vitória de um instrumento de tortura e morte. Então não é vitória, é derrota. Mas não, não é derrota. A vitória vem através da derrota, porque a vida vem através da morte. nessa aparente derrota de Cristo na cruz, que é a maior vitória que foi alcançada tanto para ele quanto para nós. É, é isso mesmo. Aí o Carlos coloca aqui, né? Exato. Não existe vida espiritual, existe vida apenas. É exatamente, né? Quando você pensa na religião bíblica, ela necessariamente ela tem o seu aspecto espiritual, mas ele só existe se ele é manifestado aqui nesse mundo natural, nesse mundo imanente, nesse mundo físico. Wade coloca aqui do Stoevski entrou em um embate mental intelectual com um quadro O corpo de Cristo morto no túmulo e de Hans Hell, em que ele retrata o Cristo totalmente imanentizado. Seria interessante uma análise desse embate algum dia do Astoev que escreveu até um romance como resposta a essa pintura. Pô, que interessante isso daí, Aid, que interessante. Vamos correr atrás. De repente a gente faz aí uma live que a gente eh comenta de arte, né? A gente já fez umas e já tem outras também que não parou por lá. Tem outras artes que eu também queria comentar aqui. Essa pode ser uma sim. Vou salvar esse comentário seu aqui para para ver depois. Isso daqui a detetive S coloca aqui. A verdadeira fé não é uma resignação, é um duplo salto, porque ela convida a viver no aqui e agora e não só pensar na transcendência. Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. Exato. É isso mesmo. É isso mesmo, né? É viveu aqui agora e ao mesmo tempo viver o depois. A volta de Cristo é a maior esperança, é o que move a vida religiosa, mas ao mesmo tempo é a esperança da vida religiosa, mas ao mesmo tempo a vida religiosa acontece agora, nesse momento aqui e não só na volta de Cristo. Ela tá acontecendo nesse mundo danificado, nesse mundo distorcido. É aqui que a gente vive a vida religiosa, com a esperança da chegada desse mundo glorioso, glorificado do reino de Deus. Deus não está só na morte, mas Deus não está só na morte, mas também na vida. Exato. Se Deus não fosse transcendente, ele não seria Deus. Se Deus não fosse imanente, ele não seria pessoal. Is Se ele não fosse imanente, ele não seria esse Deus que a gente conhece. Ele seria totalmente desconhecido. Ele seria o Ganzanderi, que o pessoal da de filosofia da religião diz o totalmente outro. Ele é totalmente além. A gente não tem nem conhecimento, a gente não faz ideia do que que ele é. Mas o Deus bíblico, ele se revela, ele se conecta com a humanidade, né? Existe uma passagem lá no livro de Daniel que é muito interessante, é naquela história de Daniel. Eh, na verdade não tá na história, tá só os três amigos dele que eles são jogados na fornalha ardente, né? Vocês devem lembrar dessa história. [roncando] E aí quando tá lá no meio do fogo, o Nabuco Donozor olha e fala: "Olha, era era só três pessoas que a gente jogou na fornalha, agora tem quatro. E um desses parece um dos filhos dos deuses, né?" Eh, e ele fala com espanto, porque a ideia da no conceito babilônico é que os deuses não participam dessa vida da gente. Os deuses são alheios a isso, né? Eh, inclusive no capítulo anterior, quando ele fala do sonho, vocês têm que falar o sonho, o sonho que eu tive, vocês têm que me contar qual é o sonho que eu tive para eu saber que vocês sabem a interpretação. Os sábios babilônicos falam: "Não, mas o único que que os únicos que podem revelar isso são os deuses e eles não vivem entre nós, eles não estão aqui com a gente." Então, essa diferenciação entre o Deus bíblico e o deus e os deuses pagãos, que os deuses pagãos eles vivem uma outra vida lá fora, eles não têm a ver com a nossa vida, a vida deles é outra, né? Essa essa diferença é essencial. O Deus bíblico, ele tá completamente interessado nessa vida aqui, porque ele é também imanente, porque essa realidade é a realidade que ele criou. Então essa também é a realidade de Deus, né? É bem interessante isso. Daí o comenta aqui que é o livro O idiota. Trata de uns paradoxos de da bondade também, gente. É isso. É isso. On já leu a obra O bode expiatório de Renê Girá? Ele mostra bastante paralelos culturais na sociologia e nas ideias pascoais. Não, não li, não li. Aid, não conheço essa obra não. B expiatório. Interessante. Interessante. Eh, uma coisa que eu ia falar até esqueci que essa ideia de transcendente e imanente é uma tensão no pensamento filosófico também. Eh, alguns vão falar sobre como alcançar a transcendência. eh nos filósofos ali do período eh antes do iluminismo, os o o os filósofos que estão ligados ao cristianismo vão falar da de você alcançar o transcendente através do relacionamento com Deus, mas existe uma discussão sobre a transcendência fora da discussão sobre o Deus bíblico e vão ter filósofos que negam totalmente a transcendência, né? é uma tendência dos filósofos modernos. O Niet é um deles, ele nega transcendência, embora ele não seja eh como que se fala? O pessoal costuma falar que Nit é aquele que que nega tudo, esqueceu a palavra, né? Mas ele não é não é essa a corrente de pensamento dele. Mas eh ele não acha que você tem que viver a vida pensando, não é uma desgraça, não vale nada a pena e tal. Não, não é esse pensamento de Niet, mas ele nega que existe a transcendência. Ele entende que é na imanência que se encontra o sentido da vida, né? E aí a gente vai ter outras teorias, outras correntes filosóficas e uma delas está no na fenomenologia do tô Heidelberg, do Russer, que vão falar da transcendência na imanência, que a transcendência não é uma coisa que tá desconectado da imanência, mas é que através do imanente que você encontra a transcendência. A transcendência ela ela faz parte da imanência do mundo que a gente vive, que é uma ideia bem interessante, a gente pode pensar nisso também depois para fazer aí alguns paralelos bíblicos também, que é bem interessante. Nilista a palavra, exato, detetive, o pessoal fala: "Não, n é niilista". Não, Niet, ele detesta o niilismo e ele fala contra o niilismo. Ele é absolutamente oposto ao niilismo. Eh, embora ele pareça muito pessimista, eh, mas não é essa, ele não é niilista, ele não tá negando todas as coisas. É exatamente essa, esse termo aí, né, que normalmente se confunde com Niet, né? É a mesma coisa também a gente confunde. A gente às vezes a gente tem contato com umas ideias filosóficas de uma forma meio superficial. A gente pensa, por exemplo, que os hedonistas lá nos gregos eh eram os que eram os depravados que só viviam eh largados bebendo o dia inteiro, rindo, comendo só a melhor das coisas e tal, sendo que o hedonismo não é exatamente isso. Ele também busca o o o sentido da vida através da apreciação do prazer. É verdade. Mas esse prazer muitas vezes acontece na negação. Você é é muito comum na na corrente dos hedonistas você se negar, se abster de coisas para você aproveitar o prazer máximo em coisas simples, porque o excesso atrapalha na apreciação. Seria alguma coisa assim que os edonistas falam. Então, a gente tem às vezes essas ideias que a gente aprende de um jeito, mas quando a gente vai ver na filosofia dos caras, não é bem bem isso, né? às vezes até o oposto disso, né? É o caso de inite e unilismo aí. Bom, gente, é isso. É isso. Eu gosto desse tema dos paradoxos. Eu acho interessante usar a cruz como tema central aí desses paradoxos. Luz e trevas, vida e morte, imanência e transcendência, humano e divino. A cul está no centro de todos esses paradoxos. Todas essas ideias que são opostas convivem juntas, não de forma harmoniosa, mas em tensão nesse objeto da cruz. O Carlos falaedonista deriva também de Edom Isaú, que a tradução judaica diz que em contraste com o irmão gêmeo, Jacó vivia desse modo. É interessante eles fazerem isso paralelo, né? que edom, edom com n no final é a palavra grega para prazer, né? Só que curiosamente tem Edom com M, que é Isaú, né? Que vem da palavra vermelho, né? Eh, tá relacionado com a palavra Adam também, eh, que é a palavra do nome de Esaú, gente. Então, tá bom. Eh, voltando para Páscoa, pergunta de 1 milhão. Jesus ressuscitou no sábado ou no domingo? aqui o Daniel Alge. Olha, a tradição é que é no domingo. a gente tem esse e essa esse conceito de de três dias, né, de ele ressuscita no terceiro dia e tal, mas ele morre na sexta, descansa no sábado e ressuscita no domingo, que é normalmente como se entende tradicionalmente esse ciclo, não são três dias completos, mas a contagem de três dias na Bíblia não segue a mesma lógica que a gente entende, né? os três dias aqui seria considerando a morte na sexta, o descanso no sábado e a ressurreição no domingo. São os três dias de morte de Cristo, né? Mas a forma tradicional de se interpretar é que a a ressurreição de Jesus é no domingo. Inclusive os primeiros cristãos entendiam isso. E o domingo acabou sendo um dia também de encontro dos cristãos. Eh, logo ali no começo, né, o o no início, todos os seguidores de Jesus eram judeus. Então, eles eles seguiam ali o guardavam o sábado, né? Eh, inclusive descansavam, o próprio texto bíblico lá no Novo Testamento descreve eles descansando no sábado conforme o mandamento, tal. Mas por causa da ressurreição de Jesus no domingo, começa uma segunda tradição de se encontrar no domingo para você fazer a eucaristia, né, que é também uma adaptação de uma cerimônia judaica de você partilhar o pão e o vinho, que acaba se tornando a eucaristia que a gente conhece no catolicismo e tal, mas eh essa acaba se tornando uma segunda da tradição, o que vai depois desembocar na na briga aí entre sábado e domingo. E o domingo vai prevalecer, principalmente ali a partir do quto século. E aí é proibido guardar o sábado, as pessoas perseguem o os qualquer um que que guarde o sábado como judaizante, né? que é um pensamento que aparece até hoje aí em algumas correntes cristãs, essa ideia de que se você guarda o sábado, você é judaizante. Usar a expressão judaizante como uma espécie de paralelo a a a uma heresia, né? É uma ideia que vem lá do quto século, quando você tem a separação total ali do judaísmo e do cristianismo. Eles não vivem mais como viviam no período do Novo Testamento, né, de comunidades mistas e tal. Aí o João pergunta aqui, tinha vinho na Páscoa judaica? Tinha, João. Tinha vinho. Tinha vinho. É. E a gente tem eh o que acontece, né? Eu entendo, eu sou daqueles que entendem que o texto bíblico não vê com bons olhos a bebida alcoólica. Então, o que acontece? O vinho, ele vai assim, eh, inevitavelmente o vinho fermenta, eh, e se torna e tem algum teor alcoólico. Eh, isso dentro do contexto bíblico, principalmente, imagina aquela época, você não tinha esterilização, você não tinha eh engarrafamento a vácuo, não tem nada disso. Então você guarda o vinho em em lugares e o vinho vai necessariamente fermentar. Tudo que tem açúcar vai fermentar naquela época. É assim que as coisas eram, né? Então, existe uma tentativa de se conter esse processo de fermentação. Então, você tem a ideia de uma torre no meio das vinhas, onde você conserva ali as garrafas da dos do vinho para ele para você tentar evitar a fermentação. Então, existe a fermentação acontece, é inevitável, mas ela não é o objeto desejável, né, onde se quer chegar quando você eh guarda o suco das uvas, né, na no dentro do ali da da cultura bíblica. Então, então, por exemplo, o nazireu, ele não podia comer nada de uva. Por que que ele não podia comer nada de uva? Porque não era para ele ser visto bêbado por aí. E as coisas com uva necessariamente fermentavam, não dava para evitar elas fermentarem. Então tinha vinho na na Páscoa judaica, né? Não que eles tinham como objetivo a produção do álcool em si, mas o álcool, a fermentação de qualquer, na verdade, qualquer alimento ele fermenta, né? Quando você faz um prato de arroz e feijão, assim que ele começa a esfriar, ele já tá fermentando, né? vai produzir álcool ali. É claro que enquanto você tá comendo a vai produzir numa quantidade que é ínfima, tal, mas eh uma bebida cheia de açúcar, como o suco da uva, ela vai fermentar necessariamente. Tá bom, gente? Então é isso, a gente se vê então na próxima live. Valeu, aí os que acompanharam. Eu acho que essa semana eu vou conseguir ficar livre um pouco por causa do trabalho. Aí eu vou conseguir editar os vídeos. Eu vou até dar uma corrida atrás. Sabe o que eu queria? Eu queria também abrir um canal no no TikTok. Pode parecer esquisito, né? Porque a gente associa muito TikTok a dancinha, mas tem muito canal assim de discussões legais. Eu acho que TikTok da para pegar ainda vídeos mais curtos do que a gente tem no YouTube. Só algumas ideias ali, uma explicação simples de uma ideia rápida, cortada dos vídeos que a gente tem mesmo e colocar lá. Eh, eh, mas aí também vou precisar de tempo para fazer essas edições, mas com o tempo, se eu conseguir fazer isso acontecer de verdade, eu divulgo aqui também para vocês, tá bom, gente? Valeu aí para quem acompanhou. Oxe, teve bastante gente hoje na na live, 89 views no total. Eh, mas a gente se vê então na próxima transmissão. Uma boa noite para vocês. Descansem bem. Bom feriado para vocês aí na terça-feira e até até a próxima live aí. Ciao. Ciao.