Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

ELA CRIOU UMA FICÇÃO CRISTÃ DISTÓPICA (QUE É BEM PARECIDO COM NOSSO MUNDO)

ELA CRIOU UMA FICÇÃO CRISTÃ DISTÓPICA (QUE É BEM PARECIDO COM NOSSO MUNDO)

ELA CRIOU UMA FICÇÃO CRISTÃ DISTÓPICA (QUE É BEM PARECIDO COM NOSSO MUNDO)

Aion e a profecia do Sol: https://amzn.to/4d9XGCe

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Legendas automáticas:

ou Bárbara, Bie é um nome artístico ou é
seu nome de verdade?
>> Não, é o meu nome de verdade mesmo. B é
um nome de Marquez.
>> Uh, que que é isso, hein? É chique
demais.
>> Oi,
>> rapaz. Eu tenho uma teoria que para você
poder ser famoso, você tem que ter um
nome chique.
>> Ah, é verdade. Ainda mais escritores,
não é?
>> É verdade. Faz parte do marketing da do
escritor. Tem um nome chique. Deus me
lhe deu um nome chique.
>> É, se fosse Bárbara Silva seria mais
difícil, talvez, né? Tem nome sobrenomes
assim que
>> são feitos para para você ser escritor.
>> Pois é. Eu podia colocar Bárbara Mari,
mas aí eu conversei com o Daniel, né, o
editor e ele falou Bárbara B, porque B é
muito melhor, muito melhor.
>> É,
>> não gostei. Gostei
>> não, eu sou eu, eu já sofro muito que eu
sou Iago Martins. Tem coisa mais chata
que Martins. É muito, né? O Iago me
salva. O Iago salva um pouquinho porque
aí deixa o nome um pouco diferente, né?
Pois é. Y mais
>> se eu fosse um Pedro, sei lá, se fosse
um João, aí no fim, eu nunca nunca
jamais venderia uma cópia de um livro.
>> Ai ai.
>> Bárbara Mary Beer dedica sua vida a Deus
e encontrou nas palavras uma poderosa
forma de levar a mensagem do evangelho a
outros corações. Formada em Letras pela
Universidade de São Paulo e pós-graduada
em produção editorial, ela atua como
escritora, revisora e editora de livros
cristãos. serve na Igreja Cristã da
Família em Santa Cruz de la Sierra, na
Bolívia, onde vive com Jonathan, seu
esposo, e seus dois filhos, Radassça e
Lia. Hoje nós recebemos a Bárbara aqui
no dois dedos de teologia numa série
especial de reviews sobre ficção cristã.
Ela é autora de Ion e a profecia do Sol.
E é sobre esse livro, sem spoilers que a
gente vai conversar hoje. Bárbara B,
seja muito bem-vinda ao Dois Dedos de
Teologia. Obrigada, Iago. Muito feliz de
estar aqui com vocês.
>> Prazer imenso. Você é a autora desse
lançamento chamado Aon
>> e a profecia do sol. Tô lendo, viu? Tô
aqui em casa.
>> Tá lendo em que página você tá?
>> Eu eu passei da 50, então li uns 25% do
livro, eu acho. É, tem uns 200 e, cadê?
280 páginas. Então eu tô abaixo dos 20,
tô nos 20% do livro aí. Não, tô, estou
interessado, estou interessado na obra.
Então, a gente vai ter que conversar sem
spoilers, tá?
>> Tá bom.
>> Porque eu não quero spoilers,
>> certo? E o público não quer spoilers.
Então você vai me apresentar um pouco o
livro e a gente vai apresentar o livro
aqui pro público. Porque ficção cristã,
ficção cristã, certo?
>> É uma ficção cristã. Isso é uma fantasia
distópica.
>> Uh, adoro distopias. Tô tô gostando do
do movimento que a gente tá tendo aqui
no Brasil de vários cristãos escrevendo
ficção, escrevendo fantasia, até fazer o
jabá em cima do jabá, porque a minha
ficção vai sair em junho, eu acho, por
ali na pelo mundo cristão também. Então,
>> eu vi o anúncio hoje, eu falei: "Olha só
como coincidiu". Vai ser na Fefic, lá na
feira de ficção cristã. Então, ó, quem
for crente, gosta de ficção cristã, vá
lá para poder comprar o seu ION. Compra
antes, até o link na descrição. Mas o
menino que queria ser Deus vai sair
também. Vou tô, eu vou ficar. Não, mas
não é sobre isso aqui. Não é sobre o
Desculpa aí, gente. O pequeno pequena
crise de de egocentrismo. Aí a gente tá
aqui falar do livro da da B.
>> Não, mas eu tô muito fosa também para
conhecer o seu livro, tá? Ah, quando
vimos o anúncio, né, que fizemos na
página de ficção cristã Brasil e o
pessoal falando mundo cristão vai lançar
uma ficção cristã do Iago. A repercussão
que foi isso daí, todo mundo esperando.
Ai, muito legal.
>> Mas a minha história é curtinha, é só um
conto simples. A sua história não é
curtinha. Sua história tem quase 300
páginas aqui.
>> Sim. É uma proposição de livro. É, é um
livro assim bem grande, né? E é o
primeiro livro de uma duologia. Esse é o
livro um.
>> Duologia. Vão ser dois. Isso.
>> Eu vi aqui no final, vou até já dar esse
spoiler pro pessoal. É um spoiler assim,
eu tava só dando aquela folhada básica,
aí eu não li, não li porque eu consigo
me controlar, mas tem aqui, ó. Continua.
>> Isso, continua. Pelo menos você não leu
as últimas páginas, né? Porque tem
pessoas não, não, não, isso não faço.
Isso eu não faço.
>> E cometem esse pecado literário de ler
as últimas páginas e aí continuar a
leitura.
>> Não, eu tenho amigos que fazem isso. Eu
acho um uma loucura. Coisa de de louco.
>> É, eu nunca fiz isso também. Acho.
>> É tipo começar a ler a Bíblia pelo
apocalipse, entendeu? Você tem que tem
que ter o contexto, pode chegar só no
final. Estraga a história.
>> Verdade. Começar pelo mais difícil.
>> Vamos lá. Eu só li parte do começo do
livro. Tô no processo de ver o resto.
Então você vai me ajudar aqui a a querer
continuar a ler. Vamos dizer assim, que
aí a gente, quem está nos ouvindo vai,
entendeu? A técnica é essa aqui. É, você
vai me explicar um pouco do livro para
ver se o público, não é, também entra na
história, como eu tô entrando na
história também. Eu acho que vai ser bem
legal. Começa explicando para mim o
seguinte, o que é sobre o que é a
história de Ion e a profecia do sol.
Bom, Ion e a profecia de sol, como eu
comentei, ele é o primeiro livro de uma
duologia distópica, mas que também tem
eh várias trops literárias, né, como a
gente fala. A gente tem romance com anim
lovers, nós temos uma mensagem de
redenção, uma família que tem eh traumas
familiares. A protagonista tem vários
traumas familiares, mas a gente fala
sobre
>> apareceram para mim. Eu vou perguntar
sobre esses traumas daqui a pouco.
>> É, então o o livro um ele começa bem com
bem com esse panorama mesmo da do
contexto da protagonista, mason é o nome
desse mundo. Ele é um mundo criado, né?
Né? Que teve gente que me perguntou:
"Mas por que Ion? o que que significa a
não tem algum significado por trás
disso, mas basicamente é um nome
inventado. É como nós temos Nárnia dias
crônicas de Nárnia, nós temos as terras
médias, os senhores anéis e assim por
diante. Nós temos de Ion e a profecia de
sol. Então, é um mundo criado e esse
mundo ele foi amaldiçoado pelo inverno.
Então, as pessoas durante muitos anos,
centenas de anos, elas não conhecem nada
além do inverno. Elas não sabem o que
que é o verão, o que é a primavera, o
que é o outono. Elas só conhecem um frio
cada vez mais, eh, cada ano mais
intenso, cada ano mais letal, né, pr
esse mundo. E esse mundo, desde que ele
foi amaldiçoado pelo inverno, ele foi
dividido também em algumas colônias. E
cada colônia aí com uma responsabilidade
social para fazer esse mundo funcionar,
basicamente. Mas o princípio que rege
esse mundo nessa nova configuração
social é que não pode haver liberdade em
ION, deve haver ordem. Ordem sim, mas
liberdade não. Então, eh, basicamente
começa assim essa história, né? E nós
vamos acompanhar uma protagonista, uma
jovem que tem muitos traumas familiares,
que tem muitas situações, que eu digo
que é o inverno do próprio coração dela,
né? Porque ela tem ela tá passando por
um luto especialmente difícil. Ela
perdeu alguém que ela amava muito e
quando ela perdeu essa pessoa, ela até
esqueceu o que é amar e como é se sentir
amada. Então nós vamos acompanhando essa
protagonista e ela vai ter alguns
encontros aí, né? na na figura do
criador que vão vai transformar isso daí
para ela, né? Ela vai redescobrir a
esperança. Basicamente essa história que
no início me parece ser muito movida no
primeiro momento pelo senso de culpa,
não é, da protagonista relacionada a
essa tragédia. Essa culpa guia o
processo da história por mais tempo ou a
gente vai ter outros late motifes aí pr
pra nossa personagem principal?
principalmente no livro, um, a situação
do coração dela é bem abordada no livro,
porque de fato ela se sente culpada pela
morte, não como a pessoa que eh foi
ativa, né, na morte dessa pessoa de de
no caso da irmãzinha dela, né?
>> Isso tá logo no começo do livro, tá
gente, né? Relaxem que é o falar
>> o cenário o cenário do comecinho.
>> Ela não foi alguém eh ativa, mas ela se
culpa muito porque ela não preveniu isso
de acontecer. É isso. É assim que ela vê
a situação. Ela poderia ter feito algo
para que isso não acontecesse. Então ela
vê, ela até diz assim, né? Ela fala:
"Será que o inverno seria menos
rigoroso? Eu sentiria um inverno menos
rigoroso se ela ainda continuasse aqui
comigo? Se eu tivesse feito algo para
que ela permanecesse aqui comigo?"
Então, eh, sim, essa culpa vai ser muito
abordada, né? O luto, a dor, a culpa, o
perdão também, principalmente no livro
um, né? Aí eu e a profecia do sol.
>> Livro dois tem título já, tem data, tem
esse spoiler? Esse spoiler pode ser dado
aqui.
>> O livro dois ele já está nas mãos do
editor, já tá assim que eu gosto.
>> É, então o pessoal gosta de sequência.
É, é melhor ler uma fantasia que tem
sequência quando a gente sabe que vai
ser lançado em breve a sequência. A
gente não quer sofrer para RR Martin tá
assistindo esse vídeo aqui, o Jorge
Martin, entendeu? Fica aí a dica para
ele aí. a gente sofre porque nós nos
envolvemos tanto com a história e romper
isso e sem saber quando vai ver, né, a
continuação, dói isso no coração do
leitor que se envolve com a história.
Então tem gente que já começou a ler Ion
e terminam, alguns terminam falando
assim: "Bárbara, qual é o endereço da
sua casa que a gente vai picha o muro da
sua casa? Nós estamos revoltados. Eu tô
com coração na mão e eu preciso da parte
dois. Eu preciso saber o que vai
acontecer,
né? E a boa notícia aqui é que o livro
dois já tá com o editor, né? Já tá
pronto, já tá com editor. É, então não
tem como o pessoal me pedir, por favor,
não mata esse personagem, por favor, não
faz isso, não faz aquilo. Eu já recebi
umas mensagens assim, eu falo, eu não,
eu não dou spoiler, né? Mas eu falo: "A
história já tá, ela já tá pronta". O
livro começa com essa uma narrativa
muito grande de de dor, de redenção, de
falha pessoal. O arco narrativo da nossa
personagem principal, você pensou nesse
arco como uma jornada de redenção, uma
jornada de de restauração ou algo um
pouco mais ambíguo? Sem dar spoilers,
mas eu fico pensando: "Meu Deus, essa é
uma ficção cristã." E como ficção
cristã, muitas vezes a gente já imagina
que a gente vai ter uma pregação assim
no no final, né? Vai ter uma coisa que
não tem que sempre ser um arco
redentivo, tem que ser sempre um arco de
vitória. Como é que você tentou
trabalhar essa essas ambiguidades da
natureza humana dentro do arco dessa
personagem? Que eu tô ansioso para ver
como é que você fez isso.
>> Pois é. Ah, eu espero que você goste
muito desse primeiro livro e a
sequência, né, também o ION 2 é ainda
mais especial para mim, porque eu acho
que o senhor me conduziu também, me
inspirou a escrever coisas que eu não
tinha planejado escrever na verdade.
Então, quando a gente fala sobre o Arco
da Alteia, que é a protagonista aqui,
>> ah, que bom vi você falar o nome dela,
porque como é th, aí minha cabeça de de
grego, fico pensando assim, ó, será que
é alteia ou é alteia por causa do do t,
>> eu já ouvi gente falando a tia, eu já vi
gente falando como americano alia, né,
que eu acho que é lindo.
>> Bom que traduz bom quando o livro
publicado nos Estados Unidos já vai,
>> já tá pronto, já
>> vai ter o thzinho os americanos. Pois é,
eu falo alteia, mas eu não eh reclamo se
as pessoas querem falar de outras
maneiras, assim, tem liberdade de
pronunciar o nome dela. Tudo bem. Mas eh
quando a gente fala do arco dela, quando
eu decidi, né, começar a escrever
ficção, eu escrever de fato uma ficção
cristã, eu tinha muito claro que eu não
queria escrever gente perfeita. Eu
queria escrever,
>> obrigado, meu pai. É, eu queria escrever
eh realidades, diferentes realidades,
porque claro, esta é a minha primeira
duologia. Eu já comecei outra série que
o livro um também já tá com a editora.
Então, mas é outra voz, é outra voz, é
outra cabeça, é outra protagonista. E e
se a partir do texto, a partir da
leitura do texto, da maneira como ela
pensa, a gente vê que não tem nada a ver
uma com a outra. Então, algo que eu
decidi quando eu falei, vou escrever
ficção cristã é que eu não queria gente
perfeita. Cada um tem um contexto, tem
gente que passa luto, tem gente que é
muito orgulhoso e são diferentes
pecados, né? Nosso coração é essa
fábrica de ídolos mesmo. E nós temos
tantas necessidades de redenção, né, da
parte do Senhor. Então, eu queria
escrever gente real que passam por
situações diferentes, né? E no caso
dela, nós temos uma personagem que tá
muito ferida, que tá muito machucada,
ela tá traumatizada pelo contexto
pessoal dela, pelo contexto social, né?
Então ela indiretamente, apesar de ela
não ser parte de uma dessas colônias,
né? Ela é parte de um vilarejo
completamente desconsiderado pela
política, se a gente for chamar assim,
pela política desse mundo. Então, ela tá
vivendo esse inverno interno, esse
inverno externo, ela tá traumatizada,
ela tá cheia de dores. E aí ela precisa
passar por todo esse processo no livro
um, principalmente, né, de ver que a
esperança ela ainda é acessível, né,
como na primeira carta que ela recebe,
né, que essa libertação ela tá a uma
decisão de distância, então é acessível
para ela, ela pode voltar a ter
esperança tanto pro coração dela quanto
eh socialmente, né? Então essa foi a
primeira decisão que eu tomei. Eu não
queria escrever gente perfeita e queria
de fato que não fosse uma história
previsível. Então que a gente já
imagina, ah, se é uma ficção cristã, vai
acabar desse jeito. A gente já imagina
como qual vai ser a conclusão dessa lei.
Mas as histórias são diferentes. A gente
não tem como colocar tudo dentro de uma
caixinha, né? E isso é o que eu queria
trazer com ION. Deus ele faz coisas
diferentes na história das pessoas. E às
vezes a situação acaba da forma como a
gente não espera, mas ainda há
esperança.
>> Legal. A medida que eu fui lendo o
livro, eu vou eu vou confessar aqui um
crime, tá? Eu eu li o o as primeiras 50
páginas e aí eu dei uma folhadazinha,
né, para ir vendo alguns elementos aqui
aqui a cular. Ah, tentei não atrapalhar
a história para mim mesmo, mas ele
entrevistar, eu precisava mesmo dar uma
passada aqui no livro, né? E eu percebi
vários elementos de linguagem religiosa
aqui, rei, luz, jardim, né? Isso foi
intencional como parte de um de um setup
de cosmovisão cristã que você quis
colocar ali na história. Emergiu de
forma mais natural da sua própria fé
como autora. Usar esses elementos foi
consciente ou só só fluiu de você de
alguma forma? Então eu acho que até o
nome, né, do livro Aon e a profecia do
Sol, né, a gente já tá utilizando aí um
termo profecia é um termo bíblico. Então
muita coisa foi orgânica conforme eu fui
lendo, porque a e a profecia sol é o meu
primeiro livro escrito, então foi muito
da minha descoberta como autora e nessa
descoberta a gente não costuma na na
primeira escrita, a gente não costuma se
arriscar tanto, né? Então, eh, foi muito
orgânico assim, de fato, foi muito
natural, não foi algo programado, né? Eu
vou usar esses termos para que
identifiquem melhor como uma ficção
cristã. Até porque, na verdade, ai, eu e
a profecia do sol, nesse livro eu não
utilizo termos como Deus, né, Jesus ou
algo assim. Ainda que sim tenha muitas
referências bíblicas. Eu não utilizo
esses termos. E até tem muitos
influenciadores literários que já
pegaram o livro para ler, que não são
cristãos. Eles pegaram o livro para ler
gente que é do Book Talk, né, que tem
uma comunidade literária que tá
crescendo muito no TikTok. E esses
influenciadores, eles pegaram, é mais um
pessoal voltado pra fantasia, pra
romantasia, eles pegaram para Leaiion e
somente ao ao longo do livro é que
perceberam que de fato é muito cristão,
né? Tem muitos princípios bíblicos. aqui
e muitos deles não são cristãos, não,
não é um público assim de confissão
cristã, não são cristãos, né? Mas eu
também queria alcançar esse pessoal.
Então eu eu existem algumas palavras que
são naturais, que os cristãos entendem,
que são usadas aí, por exemplo, a
questão do jardim, né, ou o termo
criador. Então são termos que nós
cristãos entendemos bem, mas não é uma
linguagem também em que eu cito
versículo, em que eu falo igreja, em que
eu falo é Deus, Jesus ou algo assim, né?
E eu vi aqui uns personagens no
personagens, olha, são os obliteradores.
Eu fiquei louco para para ver mais esses
personagens na história. Me explica aí
quem quem são esses personagens.
>> Aham. Os eh bom, é uma fantasia. Aon é
uma fantasia, né? Muita gente classifica
como distopia, mas a distopia ela traz
mais elementos e reais, concretos. Neste
caso aqui, ion, ele é uma fantasia que
acontece em um mundo distópico, em um
mundo que tá sob uma tirania. Então, por
ser uma fantasia, existem elementos que
são sobrenaturais, que não são reais de
fato, mas que faz sentido aqui neste
livro, né? São velos. Os obliteradores
eles se encaixam nisso, nesse nesse lado
fantasia de Ion, porque são 10 homens
que foram selecionados, foram escolhidos
pelo governo desse mundo que é chamado
núcleo. E esses 10 homens eles foram
selados no coração deles pelo inverno,
com o inverno. Então eles não sentem
nada, eles não vivem para si, eles vivem
para esse governo. Então eles são fiéis
ao núcleo. São 10 homens que são
treinados nessas colônias que é desse
mundo que foi reconfigurado pelo núcleo
e eles foram selados no coração deles.
Então, esses são os obliteradores. Eles
são homens treinados e fiéis a esse
governo, a essa ao núcleo.
>> Esse essa esse sei lá, esse negócio de
essas distopias, elas sempre mexem com
parte da do relacionamento com a
realidade, não é? sempre tem um toque na
realidade. Então, pensar em pessoas,
esses homens que foram tomados pelo
inverno e que agora servem ao governo,
eh, dá para fazer alguns paralelos aqui
agora, mas eu vou deixar você fora de
qualquer polêmica
do mundo social moderno. Eu acho que
essa é a ideia também. Existem alguns
flashes, algumas cenas que fazem a gente
parar nesse momento da leitura e
comparar com a nossa realidade, né? Por
exemplo, essa questão, o que que é mais
importante socialmente, a ordem ou a
liberdade? Então existem várias questões
que são levantadas em literaturas que
têm esse mundo distópico, como é o caso
de Ion, né? Mas ao mesmo tempo, a figura
dos obliteradores, quando eu pensei nos
obliteradores, porque não é algo padrão,
né? Hoje em dia, quando a gente fala
sobre eh fantasia ou romantasia, existem
algumas eh alguns seres mágicos que já
são muito conhecidos, né? A gente pode
falar de elfos, eh de féos, de vampiros,
de lobomens. são seres mágicos, né, ou
algo assim que são muito utilizados na
literatura mundial. Eh, no caso, os
obliteradores, eles são uma criação
mesmo aqui no mundo de ion. E quando eu
pensei neles, foi muito nessa questão de
que não existe um coração frio demais
para o calor da graça do Senhor, né? Foi
isso de fato que eu pensei. Então eu
queria mostrar isso. Não existe nenhum
coração perdido demais, que seja
irrecuperável, que que a graça do
Senhor, o calor dessa graça não possa
alcançar. E aí a gente vai descobrir um
pouquinho isso conforme eh ao longo da
leitura.
>> Legal. Você falou do núcleo. Vamos
entrar aqui um pouco na parte de
contexto. O começo do livro tá setando
muito o cenário tanto do mundo de Ion
como da nossa personagem principal. O
mundo do ele é fragmentado em colônias,
né? Existem certas sensões políticas,
existe opressão aí entre elas. Conta um
pouquinho pra gente, só para dar um
pouco do setup, que é esse mundo de como
são essas colônias. E aí, se você quiser
dar pra gente também um gostinho aí de
por você cetou o mundo assim, não é? Era
uma é uma alegoria espiritual, é uma
crítica social, é só uma estrutura
narrativa, né, para poder setar o
conflito. Conta pra gente como é esse
mundo de Ion e fala pra gente o que o
que é que era a sua intenção por trás e
montar esse cenário.
>> Então, quando eu tava eh escrevendo Ion,
eu só tive uma leitora crítica, né, eh
que era a minha mãe.
>> Ah, que legal.
>> Ela é uma excelente leitora, muito boa
mesmo, e ela sempre consegue identificar
pontas soltas no texto e tudo mais. Eu
me lembro que quando eu comecei a
escrever e eu decidi essa questão, né,
da reconfiguração mundial de fato, né,
desse mundo aqui nas colônias, então
depois vocês podem dar uma olhadinha,
mas o mapa tá belíssimo, representa
super bem, ele é muito fiel ao texto,
né, a descrição textual de cada colônia.
Sim, nós temos ali uma colônia que ela
tá mais à margens eh do oceano. Então
nós temos aqui nove colônias e no centro
a metrópole.
>> Você foi escrevendo, né, todo o cenário
mundial. É muito legal você voltar pro
livro. Aí você cita um lugar fica bem
aqui perto desse aqui, tal. É muito
legal. E conforme você vai lendo, você
vê que tá de acordo realmente com o
texto. Isso que é bom, não é algo que
você fica perdido. O ilustrador ele foi
excelente nesse sentido. E quando eu
escolhi, né, são nove colônias. E no
centro desse mapa nós temos uma grande
cidade que não é uma colônia, ela é uma
cidade que é beneficiada pelo serviço
social que as outras colônias oferecem.
Então ela é beneficiada, ela não produz
nada, ela somente recebe de fato o
esforço das outras colônias.
>> Brasília,
desculpa, deu um espirro aqui.
>> Eh, quando eu pensei em, a minha mãe
falou assim, ela falou: "Mas nove, por
que não sete, né? Porque você sabe que
sete o pessoal de que é o número que
representa Deus e tudo mais." Eu falei,
"Eu não quero entrar nisso daí. Eu não,
eu não gostaria de entrar nessas linhas
de sempre comparando, né, com
numerologias
ou algo assim. Então, quando eu escolhi
a
>> acaba virando só curiosidade, né, que
não contribui muito para paraa formação
do do universo,
>> não? E porque de fato Ion não é um livro
teológico, eu não tenho o fim de ensinar
as escrituras. Aon, ele é um livro de
ficção que tem muitas verdades bíblicas
e que eu espero que de fato ela ele seja
ele seja um canal que leve pessoas que
talvez não abririam uma Bíblia para ler,
mas sim abriria um livro de ficção, de
uma fantasia, né, para conhecer o
Senhor. Então, eh disso se trata. E
quando eu pensei nas colônias, foi mais
uma questão narrativa de fato. Eu não,
eu não queria ensinar teologia a partir
da quantidade de colônias ou das
responsabilidades sociais de cada uma
delas. Mas para este mundo, né, em que
fala sobre a questão de liberdade e
poder, em que fala sobre a questão eh de
pessoas que de fato estão às margens,
estão no fim do mundo, né, como é o caso
da Alteia. A Alteia, ela era parte de um
vilarejo que nem era considerado uma
colônia desse mundo. Então ela era a
esquecida das dos esquecidos, né? Ela
tava realmente lá no fim do mundo. E
mostrar que Deus olha para essas pessoas
também. Ele olha para essas pessoas que
os outros não estão olhando. Ele vê a
todos. Então, a questão das
responsabilidades sociais de cada uma
dessas colônias, nós temos colônias, uma
colônia que ela é responsável pelo
transporte, pela locomoção, outra pela
produção eh de energia desse mundo, o
outro, a outra colônia pelo
estabelecimento da justiça e e definição
de leis e assim por diante. A outra pelo
conhecimento, outra pela pelo plantil,
pela agricultura e assim por diante, né?
Então são colônias com diferentes
responsabilidades sociais, todas
produzem. E no centro nós temos a
metrópole que recebe o benefício desse
trabalho, do esforço dos outros, né?
Então, claro que sempre tem críticas,
né, sociais. Um pouquinho aqui, a gente
vai ver isso ao ao longo do livro,
porque ao mesmo tempo o senhor vê essas
pessoas, né? Assim como ele olhou para
ela quando ela tava lá em Arsemon, que é
esse vilarejo esquecido, considerado
selvagem pelo núcleo. O núcleo não
considerava as necessidades desse lugar,
não considerava as necessidades dela,
mas o senhor a viu. O senhor viu esse
lugar, o senhor considera também essas
pessoas, né? Então eu acho que tem um
pouquinho disso também na construção
desse mundo.
>> Se você pudesse resumir o coração do
livro em em um único ponto, uma única
mensagem, algo que você quisesse que
ficasse nas pessoas quando elas lessem a
história, você resumiria em quê? Eu sei
que a intenção do autor, que eu vou
falar uma polêmica hermenêutica, tá?
Porque para mim ler ficção e ler a
Bíblia são duas coisas diferentes.
>> Que eu quero dizer com isso?
>> Quando eu leio a Bíblia, o que é que eu
quero? Eu quero a intenção do autor.
Quero saber o que é que o autor, que que
Deus e o autor humano estavam escrevendo
ali. Quando eu leio ficção, a intenção
do autor para mim importa menos, porque
existe um cenário que é montado, uma
história que é construída e muitas vezes
a história vai montar cenários muito
melhores do que a intenção de um autor,
não é? Se eu tô lendo uma, se eu tô
lendo um texto dissertativo, um texto
argumentativo, um livro teológico, quero
saber o que é que o autor quis dizer.
Quando eu tô lendo Narnia, quando eu tô
lendo Token, quando tô lendo a Andrear,
quando tô lendo qualquer outro autor, eu
não quero saber o que que ele quis
dizer. Eu quero ver qual cenário ele
montou. E esse cenário que ele montou é
muito melhor do que as intenções dele.
Então vamos deixar isso claro. Então, a
sua a aquilo que você gostaria de passar
com o livro, nem sempre é aquilo que as
pessoas vão pegar com o livro. Isso é
uma das grandes maravilhas da ficção. É
ver as pessoas verem mais do que aquilo
que foi intencionado pela grandeza do
mundo que foi criado. Certo. Tô, tô
maluco?
>> Não,
>> eu acho que é isso.
>> Concordo.
>> No entanto, no entanto, é muito legal
saber o que é que o que é que tinha por
trás da mente da força criadora ali da
obra quando escreveu a obra. Então,
resuma para mim, não a história, mas a
mensagem, o aquilo que você queria que
as pessoas percebessem, recebessem, que
fosse causado nelas dessa escrita pra
gente conhecer um pouco o coração da da
mente por trás de tudo.
>> Nossa,
>> é muita pesada, hein?
>> É, realmente, essa é uma pergunta. Eh,
nesse primeiro livro de Ion, se eu fosse
sintetizar, na verdade, não só depois eu
falo a frase, a ideia, né? Mas se eu
fosse sintetizar em uma palavra, na
verdade seria esperança. Eu gostaria de
fato que cada leitor de Ion terminasse a
leitura desse livro com mais esperança,
né? Esperança para si e esperança pra
eternidade. Quando eu escrevia um e
dois, eu tava passando e continuamos
passando uma situação muito delicada em
casa, que é com a saúde do meu pai, né?
Então, o meu pai, ele descobriram que
ele tava com metástase, a metástase
chegou eh no cérebro e depois avançando
para outros órgãos. Então, foi assim,
eh, uma situação muito doída, né? A
família ela sofre muito com isso daí.
Então, quando isso, nós descobrimos tudo
isso enquanto eu escrevia o livro. E
para mim, o meu pai, ele sempre foi eh
uma figura que me abençoou muito. Eu
tenho uma ótima referência paterna,
graças a Deus, né? Diferente. Eu sei que
tem eh muitas pessoas que que o Senhor
precisa curar isso daí no coração delas,
né? que tivera um pai ausente ou um pai
passivo ou um pai violento. No meu caso,
não. Eu tive um pai que de fato foi
muito presente e afirmou muito minha
identidade como filha. Então, quando nós
começamos a viver isso com meu pai, né,
e no processo eu tava escrevendo a veio
muito para mim essa questão de
esperança. Então, eu espero que da mesma
maneira conforme o Senhor foi
ministrando no meu coração enquanto eu
escrevia e ele foi devolvendo para minha
esperança, eu espero que os leitores de
Ion também recebam isso, né? E ao mesmo
tempo, Ion um é aquilo que eu comentei,
né? Eu espero que as pessoas percebam,
concluindo a leitura, que não existe
ninguém destruído demais que não possa
ser restaurado, que não existe um
coração é amaldiçoado demais, frio
demais, traumatizado demais, que não
seja que não possa ser alcançado pelo
calor da graça do Senhor, né? que ele
restaura esses, que ele veio pros
doentes, é justamente para essas
pessoas, né, que ele veio. Então eu
espero que basicamente seja isso também
que as pessoas recebam. Ao mesmo tempo,
claro que é uma experiência pessoal a
leitura de ficção, né? É uma experiência
muito e emocional e afetiva. Então,
conforme a gente vai lendo o livro de
ficção, dependendo do nosso momento de
vida, a gente vai extraindo outras
coisas, né? outras coisas, como você
comentou, além daquilo que o autor
esperava, além do que o autor eh
considerava, teve uma pessoa que ela
escreveu para mim, ah, eu foi lançado
agora dia 20 de março, não faz muito
tempo, mas uma pessoa leu e ela falou
que Deus ministrou o coração dela de uma
maneira que eu não esperava conforme ela
lia. E ela expressou algumas coisas
pessoais para mim que eu falei: "Uá,
isso nem passou na minha cabeça, na
verdade, enquanto eu escrevia, que
alguém poderia ser ministrado dessa
maneira através da leitura, mas é porque
de fato a leitura ficção, ela é uma
experiência afetiva, emocional e depende
muito do momento da pessoa." Então, eh,
mas basicamente é isso que tava na minha
cabeça enquanto eu escrevia. Bárbara,
muito obrigado pelo seu tempo. Ion e a
profecia do sol tá pela mundo cristão.
Vai ter o melhor link que você comprar
aí na descrição e no comentário fixado.
As redes sociais aí da Bárbara também
vão estar aparecendo aí, não só na tela,
você tá vendo agora aí na tela, mas
também aí no comentário fixado. Bárbara,
muito obrigado. Deus te abençoe.
>> Obrigada. Obrigada, Iago.
>> E aí, você gostou desse review? Você
gosta de ficção cristã? Não deixa de se
inscrever no canal, assinar as
notificações, clicar em gostei, ó, para,
ó, esse vídeo ir mais longe na
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desse formato? Você gosta desse tipo de
review? Gosta de entrevista com autores?
Se vocês curtirem, a gente faz mais.
Então, senta o dedo aí no like, deixa aí
seu comentário e vai ler ION e a
profecia do Sol, que eu já comecei e é
sempre muito importante a gente apoiar
os autores de ficção cristã que a gente
tem no Brasil. Um abraço, cheiro no
cangote e até a próxima.

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