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A fé vem pelo ouvir

O papel da Lei – REV. LUCAS PREVIDE

O papel da Lei – REV. LUCAS PREVIDE

O papel da Lei – REV. LUCAS PREVIDE

Nesta exposição de Gálatas 3:15–29, somos lembrados de que a lei de Deus não invalida a promessa, mas confirma o caminho da salvação em Cristo Jesus.

Paulo responde ao erro dos judaizantes mostrando que a promessa foi feita primeiro a Abraão e ao seu descendente, que é Cristo. A lei, dada muitos anos depois, não anulou essa promessa. Seu papel nunca foi salvar, mas revelar o pecado, expor nossa incapacidade e nos conduzir ao Salvador.

A mensagem mostra que a lei funciona como um guardião: ela acusa, ensina, corrige e aponta para Cristo. Assim, a salvação não vem por obras, ritos ou méritos humanos, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo. Todos os que creem nele são feitos filhos de Deus, descendência de Abraão e herdeiros da promessa.

Uma pregação poderosa sobre a relação entre lei e graça, a suficiência de Cristo, a justificação pela fé e a identidade do verdadeiro povo de Deus.

INFORMAÇÕES:
Pastor: LUCAS PREVIDE
Passagem: Gálatas 3:15–29
Série: A Justiça da Fé

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
0:00 — Introdução à série “A Justiça da Fé”
0:26 — Leitura de Gálatas 3:15–29
3:46 — O contexto da carta e o perigo dos judaizantes
6:43 — A lei não invalida as promessas de Deus
7:28 — A promessa feita a Abraão antes da lei
10:48 — A interpretação de Paulo: o descendente é Cristo
13:14 — A aliança de Deus não pode ser revogada
15:14 — Qual é, então, o papel da lei?
17:31 — Primeiro papel da lei: acusar o pecado
22:10 — Segundo papel da lei: conduzir à salvação
24:20 — Cristo é o mediador superior
26:36 — A lei não é contra a promessa
27:56 — A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado
29:22 — A lei como guardião que conduz a Cristo
31:29 — Agora que a fé veio, já não estamos sob o guardião
32:38 — Amar a lei como expressão da salvação recebida
33:29 — Os verdadeiros descendentes de Abraão
34:26 — Batismo, revestimento de Cristo e identidade do povo de Deus
36:24 — A ilustração de “O Peregrino”
40:17 — Conclusão: a lei revela o pecado e aponta para Cristo
42:27 — Aplicação final para a vida cristã
43:05 — Oração final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Daremos continuidade nessa noite à nossa
série de exposição na carta de Paulo aos
Gálatas. Convido você a abrir a sua
Bíblia na carta de Paulo aos Gálatas,
nossa série intitulada A justiça da fé.
Caminharemos nessa noite à exposição no
capítulo 3 versos 15 a 29.
Acompanhe comigo então a palavra do
Senhor.
Diz assim a palavra de Deus.
Irmãos,
falo em termos humanos, ainda que uma
aliança seja meramente humana, uma vez
ratificada, ninguém a revoga ou lhe
acrescenta coisa alguma. Ora, as
promessas foram feitas a Abraão e ao seu
descendente. Não diz e aos descendentes
como falando de muitos, porém como
falando de um só e ao seu descendente,
que é Cristo. E digo isto, uma aliança
já anteriormente confirmada por Deus não
pode ser revogada pela lei, que veio 430
anos depois, a ponto de anular a
promessa.
Porque se a herança provém da lei, já
não decorre da promessa, mas foi pela
promessa que Deus a concedeu
gratuitamente a Abraão. Logo, para que é
a lei? Ela foi acrescentada por causa
das transgressões,
até que viesse o descendente a quem se
fez a promessa, e foi promulgada por
meio de anjos pela mão de um mediador.
Ora, o mediador não é de um só, mas Deus
é um só. Seria então a lei contrária às
promessas de Deus? De modo nenhum.
Porque se fosse promulgada uma lei que
pudesse dar vida, então a justiça seria
de fato procedente de lei. Mas a
Escritura encerrou tudo sobre o pecado
para que mediante a fé em Jesus Cristo,
a promessa fosse concedida aos que
creem.
Mas antes que viesse a fé, estávamos sob
a tutela da lei e nela encerrados para
essa fé que no futuro haveria de ser
revelada. De maneira que a lei se tornou
nosso guardião para nos conduzir a
Cristo, a fim de que fôssemos
justificados pela fé. Mas agora que veio
a fé, já não permanecemos subordinados
ao guardião, pois todos vocês são filhos
de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.
Porque todos vocês que foram batizados
em Cristo, de Cristo se revestiram.
Assim sendo, não pode haver judeu, nem
grego, nem escravo, nem liberto, nem
homem, nem mulher, porque todos vocês
são um em Cristo Jesus. E se vocês são
de Cristo, são também descendentes de
Abraão e herdeiros, segundo a promessa.
Até aqui a palavra de Deus. Vamos orar.
Ó Senhor, obrigado, ó Deus, por nos
revelar por meio da tua palavra
quem o Senhor é e nos conduzir, Senhor,
a entendermos quem somos.
Confiamos que Teu Santo Espírito é
poderoso para sondar o nosso coração e
nos dar aquilo que precisamos.
Somos gratos porque a obra de Jesus nos
conquistou para isso, para aprendermos e
vivermos a tua palavra. E pedimos que
assim seja nessa noite em nome de Jesus.
Amém.
Como nós temos visto a carta de Paulo
aos Gálatas
tem uma forte conotação de um belo puxão
de orelha. Eu já mencionei aqui que a
carta de Paulo aos Gálatas é a única
carta escrita por Paulo que não se
inicia com nenhum tipo de elogio. Não há
menção de Paulo elogiando os Gálatas.
Isso porque havia um grande perigo
rondando e adentrando esta igreja. Essa
provavelmente foi também a primeira
carta escrita por Paulo.
Paulo, após de ter passado pelas igrejas
da Galácia, retornando a Jerusalém,
recebe notícias de que alguns
judaisantes, e quando eu digo
judaizantes, são judeus que se diziam
convertidos ao cristianismo,
chegam na cidade da Galácia e começam a
pregar um evangelho diferente do pregado
por Paulo. E basicamente essa pregação
diferenciada
apontava que não somente a pessoa de
Cristo Jesus era suficiente para a
salvação, mas que os ritos judaicos
precisavam manter-se eficazes, mantidos
ali naquele povo, principalmente o da
circuncisão.
Paulo então escreve de uma forma
fervorosa
e nós vimos na nossa última exposição
que chega a chamar os Gálatas de
insensatos,
loucos.
por estarem dando ouvidos a um evangelho
que apresenta algo distinto à pessoa de
Cristo como único e suficiente salvador.
Há uma distorção ali evidente em relação
à vida cristã e à suficiência de Cristo
para a salvação.
Paulo chama os irmãos de insensatos.
E nós vimos na nossa última exposição a
incoerência que é mergulhar em qualquer
tipo de pensamento que não aponte para
Cristo como único e suficiente salvador
de nossa vida. Paulo então apela aos
Gálatas para que eles se lembrem da
experiência que eles tiveram em sua
conversão.
Paulo diz: "Não sejam insensatos.
Lembrem-se do que vocês experimentaram,
não somente do que vocês aprenderam de
mim, mas o que vocês experimentaram após
crer no meu evangelho.
Paulo continua então dizendo para que os
Gálatas ah voltem para as Escrituras.
Então menciona a promessa feita a Abraão
e dizendo que Abraão foi justificado
pela fé e não por obras da lei. Paulo
ainda acrescenta que quem tentar se
justificar pela lei se torna maldito ou
absorve a sua maldição. Porque a Bíblia
ou a palavra diz que ninguém pode
cumprir a lei.
Paulo então monta esse arcabousso e
agora no final do capítulo 3 ele conclui
ou ele resume com dois argumentos
principais que nós iremos ver nesta
noite. Como forma de concluir seu
pensamento, Paulo vai demonstrar que não
são obras,
não é pela lei, não é pela força do
braço.
E que bom que não é por isso,
que a suficiência da nossa salvação em
Cristo Jesus nos traz uma nova
perspectiva a respeito da lei dada por
Deus.
E o primeiro ponto desta noite que nós
aprendemos com esta passagem é que a lei
dada por Deus não invalida as promessas
feitas por Deus.
Nos versos de 15 a 18, Paulo irá
discorrer a respeito disso. Paulo
argumenta que a aliança de Deus com
Abraão foi feita antes da condição de
observância da lei. Sim, Deus apareceu a
Abraão na terra de Ur e fez promessas a
ele. Quando vamos para Gênesis 12, nós
lemos: "Saia da tua terra, da sua
parentela e da casa do seu pai, e vá
para a terra que lhe mostrei. Farei, lhe
mostrarei, farei de você uma grande
nação e o abençoarei e o engrandecerei o
seu nome. Deus aparece para Abraão de
forma soberana
na terra de Ur e fala para Abraão: "Sair
de lá, porque de Abraão sairia uma
grande descendência e o seu nome seria
engrandecido."
Depois disso, Abraão sai peregrinando
Abraão, um homem velho, sua esposa
estéril, sem filhos. Então Deus aparece
novamente para Abraão e diz: "Olha, de
ti eu farei uma grande descendência". E
Abraão diz: "Ó Senhor, como?"
E Deus fala: "Então, Abraão olha para os
céus,
veja as estrelas
da sua descendência será muito maior do
que isso."
Abraão creu e isso foi lhe dado por
justiça. Gênesis capítulo 15. Abraão
creu no Senhor
e isso foi lhe imputado por justiça. Mas
o tempo passa.
No capítulo 17 vemos que o filho nasce.
Então Deus firma a sua aliança dizendo
para Abraão: "Se circuncidar,
circuncidar todos o da sua casa, pois
este era o selo de sua aliança." E assim
Deus ratifica, confirma a aliança que
havia feito com Abraão.
Passado-se 430 anos,
a promessa parece que havia falhado,
pois o povo estava escravizado no Egito.
Não havia terra prometida.
Mas Deus então levanta a Moisés, que
tira os descendentes de Abraão da terra
do Egito, e os leva ao monte Sinai, a
caminho da terra prometida.
E neste caminho, no Monte Sinai, Deus
então dá os mandamentos ao povo, os 10
mandamentos ao povo de Israel, que
configura a lei do Senhor. Mas vejam o
período que se passou até que a lei
fosse dada.
Abraão já estava dentro da promessa.
Abraão já estava desfrutando das bênçãos
da promessa.
Agora Deus ratifica dizendo que a sua
lei faz parte desta aliança e deve ser
observada.
Mas essa aliança não está atrelada
à genealogia ou a descendência biológica
de Abraão.
O povo de Israel, representando o povo
de Deus,
não tem para si propriamente dito o
poder de dizer que está restrita a ele
esta promessa.
Sim, a lei foi dada, mas Abraão já
estava justificado diante do Senhor
porque havia crido.
Então o apóstolo Paulo aqui vai fazer um
exercício de interpretação,
que é uma das coisas mais belas que nós
temos, os autores do Novo Testamento
lendo o Antigo Testamento, interpretando
ele à luz da plenitude da revelação,
Cristo Jesus. Paulo está fazendo a sua
exegese no no melhor manual de exegese
possível, a plenitude da revelação.
Cristo Jesus. Sim, o apóstolo Paulo faz
um exercício de interpretação à luz da
plenitude de Cristo. Ora, as promessas
foram feitas a Abraão e ao seu
descendente. Paulo deixa muito claro
aqui. Não diz descendentes,
mas apenas uma pessoa, a qual Paulo
deixa muito claro ser Cristo Jesus. No
verso 16 ele diz: "Ora, as promessas
foram feitas a Abraão e ao seu
descendente, não diz e aos descendentes
como falando de muitos, porém falando de
um só e ao seu descendente que é
Cristo."
Com isso, Paulo afirma ou aos judeus que
se vangloriavam
de serem descendentes de Abraão e por
isso portadores da promessa, Abraão está
dizendo: "Olha, vamos ler bem o que está
escrito.
A promessa de Deus foi para que do seu
descendente
nações fossem abençoadas
e não dos seus descendentes." Isso já
levanta ou clareia o que Paulo está
fazendo aqui. Lembrem do contexto. Paulo
está defendendo o verdadeiro evangelho
contra judaisantes que estão
apresentando outras coisas que não a
pessoa de Cristo como único e suficiente
salvador.
Então, para esses judaisantes, ele diz:
"Olha, se vocês acham que vocês são
portadores de alguma herança
simplesmente por serem descendentes de
Abraão, eu quero lhe lembrar que a
promessa foi feita ao descendente
e ao descendente de Abraão, muitas
nações seriam abençoadas".
O texto está se referindo a uma pessoa
que é Cristo. Uma vez que a aliança foi
estabelecida, ninguém a altera. Paulo
começa dizendo, olha, estou falando aqui
em termos humanos.
Ele está trazendo um exemplo comum e
muito comum para o seu tempo, que era
como as alianças eram firmadas. Uma vez
feita a aliança, ela não era quebrada,
ela não poderia ser rompida,
pois era um pacto. Não poderia ser
desfeita, ninguém muda.
Então ele transporta esse conceito
humano dizendo: "Olha, Deus fez esta
aliança com Abraão e seu descendente.
Deus prometeu graciosamente
e nada vai mudar. A lei, portanto, não
invalida a promessa, até porque a lei
veio muito depois da promessa. E Abraão
creu e foi justificado.
Portanto, quando Deus nos dá os seus
mandamentos, e aqui quando eu digo leis,
são preceitos, mandamentos. Quando Deus
nos dá os seus mandamentos,
esses mandamentos não configuram o poder
para a salvação. O simples ato de
cumprir ritos,
de cumprir ordenanças, de fazer que o
cheque, trazendo para os nossos dias de
hoje estar na igreja, fazer parte de uma
comunidade evangélica, parecer crente,
se vestir como crente, falar como
crente.
A lei é muito mais profunda do que isso.
Então Paulo começa a sua conclusão neste
capítulo, fazendo as considerações a
respeito da lei. Nós vimos na última
exposição que a lei não é o que salva. E
Paulo aqui então está pegando esse
gancho. A lei não invalida a promessa.
Então fica a pergunta, a grande pergunta
que Paulo ah já prevê que seria feita.
Afinal de contas, qual é o papel da lei?
Qual é o papel da lei?
Se não é salvar, se não é conduzir ou
dar ou conquistar a salvação, afinal de
contas, qual é o papel da lei? Qual o
propósito de Deus dar os mandamentos a
Moisés ou instituir a sua lei no monte
Sinai para o seu povo, no alto daquele
monte, e trazer todas as bênçãos para
aqueles que a cumprirem? E são dois
pontos que eu gostaria que nós
pensássemos nessa noite. Ele está muito
atrelado ao podemos exemplificar, talvez
os jovens não vão entender, eu vou
tentar explicar.
Havia um tempo remoto em que não havia
Waze,
em que não havia GPS.
nos primórdios, quando os carros ainda
ah tinham no seu porta-luvas
uma Bíblia desse tamanho, com páginas e
páginas de mapas. E se você queria saber
onde era uma rua, você tinha que abrir
aquele aquele livro e olhar
ou senão perguntar. Aqui é o meu caso.
Homens têm dificuldades em pedir
informação.
Se você é homem, já viajou com a sua
esposa ou homens normalmente não querem
parar para pedir informação, né? Eu vejo
algumas mulheres cutucando o marido ó
lá, viu? Receba. Essa é a palavra para
você. Mas a grande questão é, eu
particularmente também tenho essa
dificuldade, mas quando você tá perdido
ou não sabe aonde chegar ou caminho para
levar e você se propõe a pedir
informação para um desconhecido na rua,
querendo ou não, dois princípios habitam
dentro de você. O primeiro é a certeza
de que você está perdido,
a certeza de que você não sabe,
a certeza de que você não vai conseguir.
E a segunda é a certeza ou a convicção
de que aquela pessoa a quem você vai
perguntar vai saber te conduzir ao
lugar. É isso que move você a parar e
abrir o vidro e perguntar a certeza de
que você está errado e a convicção de
que outra pessoa lhe dirá qual é o
caminho. E este é o papel da lei.
O primeiro papel da lei é cumprir o
papel de acusar-nos do nosso pecado. Do
verso 19 a 22, Paulo vai nos demonstrar
isso. Qual é o papel da lei? O papel da
lei é apontar ou a lei acrescentada à
aliança por causa das nossas
transgressões até que viesse o
descendente a quem se fez a promessa.
Dessa forma,
Deus nos deu os seus mandamentos para
que os nossos pecados fossem
caracterizados
como transgressão.
Pois se não há mandamento, não há
pecado. Vejam o que é o pecado.
Como você responderia para alguém que
lhe perguntasse, afinal de contas, o que
é o pecado?
O pecado nada mais é do que a
transgressão dos mandamentos do Senhor.
Pecado é isso. Pecado é quando
transgredimos
a lei do Senhor. Ponto.
Pecado é quando a lei do Senhor nos diz
o que é errado e o que é certo, e nós
não fazemos o que é certo, mas o que é
errado. Como lido na nossa liturgia,
o pecado tem como o papel apontar-nos a
nossa condição de pecadores.
A lei nos foi dada para deixar claro
porque é que a salvação teria que ser
mediante a outro,
porque não há um sequer
que não tenha pecado.
A lei vem caracterizar o pecado de
maneira que Deus agora pode dizer: "Você
é um pecador".
A lei nos foi dada para mostrar que não
podemos cumpri-la.
Pois sim, os mandamentos nos foram dados
e nos lembram que se tropeçamos em um
só, nos fazemos pecadores como um todo.
Este é o papel da lei. Nossos pecados
diante de Deus são, portanto,
caracterizados
pela lei que nos chama a consciência de
que nós somos condenados,
que a nossa condição é de plena e eterna
condenação por conta dos nossos pecados.
Eu
não sei se você tem o convívio com
crianças pequenas, eu ainda estou nessa
fase e é tão evidente o pecado na vida
dos pequeninos.
Ele borbulha, ele ferve apresentando a
todos.
Bonitinhos, arrumadinhos, cheirosinhos,
mas pecadores por natureza.
Ira, inveja,
mentira. Eu costumo dizer que a única
diferença das crianças para nós adultos
é que elas ainda não aprenderam a
camuflar os seus pecados.
Está evidente à vista de todos. E o que
Paulo está dizendo é: "A lei serve para
isso, para mostrar a nossa total
condição, a nossa total depravação,
o nosso total distanciamento daquele que
deu as a lei." Portanto, a lei serve
para caracterizar a nossa consciência ou
apontar para a nossa consciência de que
somos condenados e não podemos obter
nada diante de Deus. Não há nada em nós
que nos faça aprasíveis aos olhos do
Senhor. Por conta do pecado original
e a queda da raça humana, nos tornamos
cegos à nossa própria realidade. Você
pode estar ouvindo isso agora e
concordando com tudo que eu estou
falando, que está nas escrituras, mas a
grande verdade é que no nosso dia a dia,
na vida comum, isso tende a se perder.
Isso tende a ficar em um local onde não
retorna a nossa mente, a nossa
consciência de que somos falhos, somos
fracos, somos suscetíveis a tentações.
O apóstolo Paulo disse muito bem isso:
"O bem que eu quero, esse eu não faço,
mas o mal que eu não quero, esse está
constantemente, dia após dia diante de
mim. Miserável homem que eu sou, quem me
livrará?"
Se Paulo parasse aí, estávamos todos
perdidos. Mas ele traz a solução.
E a solução que eu gostaria de trazer
aqui é a que Paulo traz.
Se o primeiro ponto é que o papel da lei
é apontar ao pecado, é nos acusar do
pecado,
o segundo ponto e papel da lei é nos
ensinar o caminho da salvação.
Sim, não somente acusar-nos do pecado,
mas nos ensinar o caminho da salvação.
O verso 20 do capítulo 3 nos mostra que
a lei foi acrescentada por causa dos
nossos pecados.
até que viesse o descendente a quem fez
a promessa.
A lei nos foi dada até que o descendente
viesse. Ora, o mediador,
um mediador, ou seja, este papel de
acusação da lei tem um tempo determinado
de execução. A lei cumpre o seu papel de
acusar-nos do pecado até que venha o
descendente que receberá a promessa ou a
promessa dada ao descendente.
A palavra de Deus, Paulo diz, promulgada
por anjos no verso 20. E veja só que
interessante quando ele diz logo para
que a lei ela foi acrescentada por causa
das transgressões. Nós já vimos isso.
Até que viesse o descendente a quem fez
a promessa. Nós começamos ver isso
agora. A lei tem o seu papel de acusar o
nosso pecado limitada até determinado
momento. E foi promulgada por anjos, por
meio de anjos, pela mão de um mediador.
Ora, o mediador não é de um só, mas Deus
é um só. Será que Paulo estava querendo
dizer com essa a elucidação a respeito
de dada por mão de anjos? Quando nós
voltamos para o livro do Êxodo e vemos a
narrativa de Deus dando a lei ao seu
povo, em momento algum diz a respeito de
anjos. Mas durante o período
intertestamentário,
ou seja, entre o Antigo e o Novo
Testamento, muito da tradição judaica
foi passada oralmente.
E havia uma crença comum, muito comum,
de que no alto do monte Sinai, anjos
deram as tábuas da lei a Moisés. Isso de
alguma forma poderia ainda glorificar
mais ou dar motivos de orgulho para os
judeus.
Mas quando nós vamos para Hebreus
no capítulo 2, ele trata essa questão
também de anjos, da lei sendo dada por
anjos. Mas em Hebreus ele diminui isso
dizendo que olha, mesmo que a leia tenha
sido dada por anjos,
o evangelho de Cristo Jesus é superior a
tudo isso. E aqui é o contraste que
Paulo diz mediador. Aqui ele está
citando Moisés de que alguma forma houve
um mediador entre Deus e os homens para
que a sua lei fosse dada. Mas Cristo,
sendo um só com Deus, ele é a lei. Ele é
o cumprimento da lei. Se no Antigo
Testamento Deus usou Moisés para ser o
mediador, no evangelho ou na pessoa de
Cristo Jesus não há mais intermediário.
Ele é o mediador sendo Deus.
Ele é o mediador, garantindo o
cumprimento da promessa e da salvação.
Por isso que a teologia reformada não
aceita nenhum tipo de mediação.
Homem, mulher, mãe, pai.
Não há mediador entre Deus e o homem,
pois Cristo, Deus encarnado,
é o único e suficiente mediador.
Portanto, o papel da lei, se
primeiramente é nos acusar do pecado, o
segundo papel é nos conduzir à salvação.
Paulo não está defendendo que o
evangelho é superior à lei, não. O que
ele está afirmando é que a lei foi dada
por meio de anjos ou entregues pela mão
de um mediador e isto agora não é mais
necessário.
No alto do Monte Sinai, Deus deu a lei.
A lei que desde o início mostrava que
seria inferior porque veio pelas mãos de
homens. Mas o evangelho não é assim,
porque Deus é um só. Portanto, a lei não
é contrária às promessas. Não há luta,
não há guerra entre lei e promessa.
A lei não é contra a promessa, porque
ela, o objetivo da lei nunca foi salvar.
O objetivo dos mandamentos dado por Deus
nunca foi salvar, mas conduzir ou
ensinar o caminho da salvação.
O seu papel é preparar o nosso coração.
O seu papel é mostrar a realidade do
nosso pecado. O seu papel é mostrar a
nossa incapacidade de conseguirmos
acesso ao Pai. Mas ao mesmo tempo o seu
papel é nos mostrar que há um caminho de
salvação.
Essa é a forma correta de pregar o
evangelho. E eu não estou falando aqui
de evangelismo explosivo, de cinco
pontos paraa evangelização, não. Estou
falando da essência do evangelho,
que a lei do Senhor acusa os nossos
pecados, acusa a nossa incapacidade, mas
ao mesmo tempo nos pega pela mão e diz:
"Vem cá, há algo, há algo para você em
Cristo Jesus, o seu único e suficiente
Salvador." A escritura ou a lei encerrou
tudo sobre o pecado. Paulo diz no verso
22, mas a escritura encerrou tudo sobre
o pecado, ou seja, a lei dada por Deus
calou qualquer argumento humano de
meritocracia para a salvação. Ela
cumpriu o seu papel.
A escritura encerrou tudo sobre o
pecado. O mundo inteiro está debaixo do
pecado.
Efésios 2 nos lembra a respeito disso.
Mortos em nossos delitos e pecados.
Pronto, esta é a realidade.
E este é o motivo de indignação de Paulo
nesta carta em dizer aos irmãos Gálatas:
"Vocês não ouviram o evangelho? Vocês
não ouviram a minha pregação?
Vocês não entenderam quando eu falei
sobre a lei e que nós somos justificados
mediante a fé em Cristo Jesus? Agora
vocês estão procurando migalhas,
vocês estão se pegando a lixo
e transgridem a lei ou o papel da lei,
trazendo ela para um local ou para um um
patamar que não é o dela.
Sim, a lei tem o seu uso de acusar e
apontar a salvação.
Então Paulo continua no verso 23 dizendo
que a salvação vem pela fé. em Cristo
Jesus. Mas antes dessa fé, o papel era
da lei, de nos conduzir.
Aqui ele vai dizer que a lei serviu como
guardião para nos conduzir a Cristo,
como aquele que guarda alguém que
espera. A palavra guardião pode não ser
a melhor para interpretar aqui. A
palavra aqui é pedagogo. E nós sabemos
que o pedagogo, trazendo pro contexto
atual, é aquele que ensina crianças,
adolescentes, instrui,
ou seja, não só guarda a criança, né?
Nós dizemos, o professor ele não fica só
cuidando para as crianças não se matem,
eles também ensinam. Sim,
o principal papel do professor é esse, é
ensinar e não a proteger as crianças de
se matarem dentro de uma sala de aula.
Ensinar.
E Paulo então coloca esse adjetivo à
lei. Ela é o guardião, ela ensina, ela é
como um pedagogo que não apenas protege,
mas que ensina o caminho e aponta para
Cristo. A lei mostra que eu sou um
pecador. Sim.
A lei me ensina que todos aqueles
rituais do Antigo Testamento
prefiguravam a morte de Cristo. E aqui
nós precisamos voltar um pouco para o
contexto para aplicar no nosso contexto.
Paulo está escrevendo a pessoas que
estão deturpando o evangelho, dizendo
que há há algo além de Cristo.
E essas pessoas eram judeus da cultura
judaica, que tinham o Antigo Testamento
como a sua regra, mas que distorciam
isso e que não aceitavam ter que abrir
mão disso. A carta aos Hebreus é isso.
Se você for ler a carta aos Hebreus, ela
é isso, um manifesto dizendo: "Olha,
tudo aquilo que o Antigo Testamento nos
apresentou préfigurava, apontava para
Cristo.
O templo, o sacrifício, as ordenanças,
tudo isso tinha o seu valor enquanto
apontava para Cristo."
Mas agora no verso 25 ele diz: "Mas
agora que a fé veio, ou seja, agora que
a fé em Cristo nos foi dada, mas agora
que a veio a fé, já não permanecemos
subordinados ao guardião."
A lei cumpriu o seu propósito de
acusar-nos do pecado, de nos
conduzirmos, de nos conduzir para
Cristo.
E agora, pela fé naquilo que a lei
ensinou, nós temos comunhão com Deus.
Pela fé naquilo que a lei apresentou,
Cristo morto e ressurreto, temos
comunhão com Deus. Isso quer dizer que
agora que Cristo veio e nós cremos nele,
já não permanecemos subordinados ao
guardião. Não obedecemos a lei do Senhor
para a salvação. Não obedecemos a lei do
Senhor ou aquilo que Deus exige de nós
simplesmente para conquistarmos a
salvação. Pelo contrário, obedecemos e
amamos seguir a lei do Senhor porque já
recebemos a salvação.
Uma vez salvo em Cristo Jesus, o que eu
mais quero agora é andar na lei do
Senhor dia e noite.
Vejam a ordem correta que a lei nos foi
dada. Por crer na obra de Cristo Jesus,
por crer na suficiência da obra de
Cristo Jesus. Ah, como eu amo a tua lei.
Nela medito dia e noite. É mais rica do
que o ouro que prata. Por meio dela eu
me torno mais sábio do que os meus
mestres. Por meio dela, eu me torno mais
inteligente do que os doutos que estão
ao meu lado.
Este é o papel da lei, apresentar o
pecado, nos conduzir a Cristo e agora
nos servir de caminho, de pedagogo, para
andarmos segundo a vontade de Deus. Sim,
quando Paulo afirma essas realidades,
então ele pode concluir dizendo: "Todos
os que creem nisso são descendentes de
Abraão".
Voltemos para o contexto. Veja o choque.
As igrejas da Galáia, igreja de gentios,
estavam recebendo o título de
descendentes de Abraão. Paulo escreveu
isso para atacar aqueles judais antes,
dizendo: "Vocês acham que vocês são
descendência de Abraão? por conta da sua
árvore genealógica.
Não. Todos aqueles que creem em Cristo
como seu único e suficiente Salvador são
descendentes de Abarão. Aqueles que
foram batizados, Paulo diz, vocês foram
batizados e revestidos
de Cristo. Vocês são descendentes e
vocês são as nações que são abençoados
por esta promessa. E aqui, quando Paulo
utiliza o termo batizado, ele não está
querendo dizer que o batismo salva.
Mas neste período
era a evidência da conversão. Você
poderia substituir conversão por ser
batizado.
Aqueles que eram batizados eram
batizados ao professar o nome de Cristo
Jesus como seu único suficiente
Salvador. Ao longo dos séculos e da
história da igreja, nós vemos que o
cristianismo, de certa forma, não na sua
essência, mas pelo querer das pessoas,
começa a ser flexibilizado.
E por isso hoje, quando uma pessoa quer
ser batizada e vem à nossa igreja, uma
igreja séria, nós temos a preocupação de
verificar se essa pessoa
professor.
Este é o cuidado que nós temos.
para que ela entenda o que é fazer
parte. Mas aqui no contexto de Paulo, na
época de Paulo, uma coisa era igual a
outra.
E hoje o que nós temos aqui, o batismo,
é exatamente isso, a exposição. Mas
quando Paulo diz, olha, vocês foram
batizados e se revestiram de Cristo
Jesus, então vocês fazem parte do povo
de Deus,
merecedores da promessa.
Diante de nós, somos salvos da mesma
maneira. Quer judeus,
quer gentios, quer homens, quer
mulheres, pobre, rico. Isso pesava
demais aos ouvidos dos judeus daquela
época. Hoje, talvez nem tanto, por se
distanciarem até mesmo daquilo que
tinham como lei. Mas nós que recebemos a
graça em Cristo Jesus, podemos saber que
o evangelho tem poder para salvar quem
quer que seja. Este é o poder do
evangelho por meio da lei, apresentando
o pecado e nos conduzindo à salvação.
Eu não sei se você conhece a obra
chamada O Peregrino.
Ela foi uma obra escrita em 1678
por John Bwin.
Este foi uma um material utilizado para
vocês terem só uma noção da importância
dele para evangelização no Brasil.
Quando Simon
vem ao Brasil para evangelizar, um dos
materiais utilizados,
dentre tanto outros, além, claro, da
pregação da palavra, era este livro, o
peregrino. E eu gostaria de ler aqui
para concluir uma passagem deste livro.
Esse livro, o autor diz que tem um sonho
e ele sonha com um personagem chamado
cristão.
E no seu sonho, cristão entra numa
jornada como um peregrino em rumo à
terra santa ou à terra divina e encontra
neste caminho várias pessoas,
personagens.
E eu vou contar quando ele está na casa
do intérprete.
E esse assim se dá o texto. Cristão é
conduzido por intérprete até uma sala
muito grande que estava cheia de poeira,
onde nunca havia sido varrida. Cristão,
então, junto com a intérprete, estão
dentro de uma sala muito grande, cheia
de poeira e que nunca havia sido
varrida.
Após um tempo contemplando esta sala,
intérprete chamou um homem para varrê-la
e disse: "Por favor, varra a sala".
Quando este homem começou a varrer, o pó
era tão grande e tão denso que se
levantou e quase deixou o cristão
sufocado.
Então o intérprete chamou uma moça que
estava de prontidão e disse: "Traga água
e borrife nessa sala".
A moça, então, fazendo isso, logo
borrifou toda a água pela sala. Então, a
sala pôde ser varrida. A poeira sentou e
ela pôde ser varrida prazerosamente.
Cristão então pergunta para intérprete:
"O que isso significa?"
Inérprete respondeu: "Esta sala é o
coração de um homem que nunca foi
santificado pela doce graça do
evangelho.
O pó é seu pecado original e as
corrupções interiores que contaminam
todo o seu coração.
Aquele que começou varrer a sala e
levantar a poeira é a lei. Mas aquela
que trouxe a água e aspergiu é o
evangelho.
Ora, logo que o primeiro ou a lei
começou a varrer, a poeira se levantou
em redor. A sala não pôde ser limpa por
ele e você ficou sufocado.
Isso lhe mostra que a lei, em vez de
limpar do coração o pecado, reanima-o,
fortalece-o, aumenta-o na alma, ao mesmo
tempo que o revela e o proíbe, porque
não consegue poder para reprimi-lo. Por
outro lado, assim como você viu a moça
borrifando água na sala com água, deste
modo, a limpeza foi realizada com
prazer. Isso lhe mostra que o evangelho,
ao entrar no coração, exerce seus doce e
preciosas influências.
Então digo-lhe que assim como você viu a
moça fazer o pó sentar-se borrifando o
chão com água, assim também o pecado é
vencido e subjulgado e a alma torna-se
limpa pela fé descrita no Evangelho e
consequentemente a sala fica limpa,
pronta, em condições para o rei da
glória habitar.
Este é o papel da lei e o papel da graça
do evangelho em Cristo Jesus. nos
conduzir à salvação, mas apresentando o
pecado, apresentando a nossa condição de
pecadores. Portanto, concluindo, a lei
que nos foi dada não tem por objetivo
conceder a salvação, mas deixar claro a
nossa condição de pecadores e condenados
diante de Deus. Se você crê em Cristo,
que ele é o descendente da promessa, que
a salvação e a justificação não são por
obras da lei, você também é um dos
descendentes de Abraão. Sabe aquele
homem que foi chamado na terra de Ur,
dos caldeus, que creu e foi justificado?
Ele representa a nossa fé. Se cremos em
Cristo como nosso único e suficiente
Salvador, não há dois povos,
não há israelitas
e gentios.
Há o Israel espiritual, o verdadeiro
Israel, constituído por todos aqueles
que clamam Cristo como seu único e
suficiente Salvador. Deus disse a Abraão
que herdaria a terra prometida.
Esta terra se encontra na eternidade
para todos aqueles que creem em Cristo
Jesus como seu único e suficiente
Salvador.
Como transportarmos isso para os nossos
dias?
Como nos colocarmos no lugar destes
irmãos da igreja da Galáia?
Respondendo a perguntas a respeito de
como interpretamos ou como reconhecemos
os mandamentos do Senhor,
você compreende que os mandamentos do
Senhor conduzem você a reconhecer os
seus pecados e aquilo que você tem feito
que desagrada ao Senhor, ao mesmo tempo
que produz em você alegria e preenche o
seu coração na certeza de sua salvação
em Cristo Jesus.
A lei não invalida a promessa, ela
ratifica, ela confirma e ela nos
apresenta o caminho pelo qual devemos
percorrer.
A justiça da fé nos conduz a isso, a
reconhecer o papel da lei e a
experimentá-lo dia após dia em nossa
vida. Que o nosso dia comum, que a nossa
vida diária seja reconhecendo o papel da
lei e usufruindo deste papel em nossa
vida. Certos de que fazemos parte da
descendência que recebe a promessa em
Cristo Jesus. Vamos orar.
Ó Senhor,
o nosso coração é duro,
a nossa mente é cauterizada muitas vezes
pelos pensamentos dos nossos dias.
A nossa própria fé, Senhor, é muitas
vezes abalada
pelos pensamentos que cercam a nossa
vida,
pela imposição cultural,
muitas vezes, Senhor, pelo nosso desejo
de querermos estabelecermos o nosso
relacionamento contigo da nossa forma,
mas a tua palavra nos ensina
que a tua lei, que é boa, perfeita e
agradável sempre cumprirá o seu
propósito
e ela está diante de nós, Senhor,
lembrando-nos da nossa condição
sem Cristo e ao mesmo tempo nos
apresentando a nossa nova realidade em
Cristo.
Que possamos, Senhor, lembrar e não ser
insensatos como os nossos irmãos foram
no passado e nos deixar levar, ó Deus,
por subterfúgios, por desculpas, por
justificativas.
que nos distanciem de sermos o
verdadeiro povo do Senhor. Que o nosso
amor, que o nosso desejo é estarmos e
sermos encontrados debaixo da tua lei,
não para conquista da salvação, mas
porque fomos conquistados para isso.
Encha o nosso coração dessa verdade.
Fortaleça a nossa coragem nesta
esperança. É o que pedimos em nome de
Cristo Jesus. Amém. Yeah.

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