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A fé vem pelo ouvir

O QUE SIGNIFICA O ESPÍRITO DE DEUS PAIRAR SOBRE AS AGUAS? – BTCast 641

O QUE SIGNIFICA O ESPÍRITO DE DEUS PAIRAR SOBRE AS AGUAS? – BTCast 641

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Gutierres Siqueira se reúnem para explorar um tema tão urgente quanto profundo: qual é a relação entre o Espírito Santo, a criação e a ecoteologia? Em um tempo marcado por crises ambientais, debates teológicos e uma crescente preocupação com o cuidado da Terra, como a ação do Espírito se conecta com o mundo criado por Deus? Ao longo da conversa, eles refletem sobre o papel do Espírito Santo não apenas na redenção, mas também na sustentação da criação, e discutem como uma teologia bíblica pode fundamentar uma visão responsável e cristocêntrica do cuidado com o meio ambiente. Dê o play e venha entender como fé, criação e responsabilidade se encontram na missão do povo de Deus.

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 641.
Eu sou Rodrigo Bib e Espírito Santo vai
muito além do conceito de trindade ou
Benigin. Aliás, por falar em Benigin,
gente, ó, meu amigo Gutierre Siqueira
vai lançar um livro aí sensacional. um
livro que eu estou muito envolvido com
esse livro, porque foi uma ideia que eu
tive inclusive que é o Boa Noite
Espírito Santo. Sério livraço que em
breve você vai poder adquirir aí. E por
que que eu tô citando o Gutierres? Boa
noite, Espírito Santo. Espírito Santo.
Porque esse podcast fala sobre o
Espírito Santo. Você vai acompanhar uma
conversa que eu tive com o Gutierre
Siqueira sobre o Espírito Santo,
ecologia, criação. Cara, muito legal
olhar pra pessoa do Espírito Santo com
esse aspecto. Vocês vão acompanhar, na
verdade, uma aula que o Gutierres deu
para os nossos alunos da Escola Bibotal
de Teologia. Sim, estou compartilhando
com vocês agora essa aula. E olha só, eu
criei um curso completinho sobre a
pessoa do Espírito Santo. Cara, esse
curso ele tá muito legal, porque você
vai ter aula com Guilherme Nunes, Cacau
Marques e com este que vos fala. E nesse
curso vocês vão aprender, cara, o que é
de mais importante acerca da doutrina do
Espírito Santo. Vai ter uma introdução
sobre a pessoa e a obra do Espírito
Santo. Vamos falar sobre dons
espirituais. Cara, você já viu o
Guilherme Nunes falar sobre dons
espirituais? Ah, já vi alguma coisa no
Instagram? Então, tu já imaginou ter
aulas com ele sobre dons espirituais?
Incrível. Cacau Marx falando sobre o
fruto do espírito. Você já gostou
daquele podcast anterior que a gente
soltou? Então, imagina Cacau Marx
esmiuçando agora o fruto do espírito.
Cara, esse esse curso ele tá incrível. E
deixa eu falar um negócio para vocês.
Olha só o que que eu fiz. Peguei esse
curso com praticamente umas 9 horas de
conteúdo, tem material didático, tá bom?
Você vai ter também o quê? Acesso por um
ano. E olha só, parcela única. Nossa,
Bíblia, deve est uma facada isso aí, né?
R9,90.
É, é só isso. R9,90 acesso por um ano e
você pode assistir todas essas aulas
comigo, com o Cacau, com o Guilherme
Nunes. Inclusive esse podcast que você
vai ver ou ouvir, você tem lá também no
nosso curso. Vai ter material de, né,
escrito, enfim, alguns links, alguns
materiais adicionais, mano. Sério, que
me fala, pensa aí algum tema do Espírito
Santo. Ah, blasfêmia contra o Espírito
Santo tem lá. Ah, dom de línguas tem lá.
Os principais temas da que envolvem a
pessoa do Espírito Santo estão nesse
curso, apenas R$9,90,
parcela única, beleza? E acesso por um
ano, tá incrível. Aproveita, mano,
aproveita. O link tá aqui na descrição
deste BTCash no YouTube, no nosso site.
Às vezes no Spotify dá, às vezes não dá.
Qualquer coisa, só você entrar aqui, vai
procura no YouTube, ali na descrição do
YouTube, no primeiro comentário fixado,
vai tá esse link. ou digita aí escola
Bibotal de Teologia, vai lá no final da
nossa página, ó, o Rafa vai colocar na
tela para vocês, lá no final tem o
bannerzinho do Espírito Santo. Clica
nesse bannerzinho e tá tudo certo, tá
bom? Mas se você quiser acessar o nosso
site ou aqui no YouTube, é certo que
você encontra o link. Aliás, se eu
aproveitar aqui um recado para você que
ouve no Dieser? Bem, você nem tá ouvindo
isso, provavelmente. Galera, não sabemos
o que está acontecendo na Dieser.
Tiraram a gente de lá, já abrimos
chamados, colocaram de volta, depois não
atualizaram. Não sei. A Dieser não gosta
do bibotalk. Não é de hoje que dá
problema na Dieser. Demorava dois dias
para atualizar e tal. Agora até tiraram
a gente, não sabemos o que tá
acontecendo. Então, se porventura você
veio ouvir a gente em algum outro meio e
você, pô, sempre ouvi na Dieser, eu tô
recebendo muita mensagem, cadê o BTC na
Dieser? Não sei, gente. Abrimos o
chamado, eles responderam, disseram que
ia resolver, resolveram, depois
resolveram tirar de novo. A gente não
sabe o que tá acontecendo. Tá bom? É
isso. Acompanha agora este podcast com
Gutiérqueira que tá que assunto massa,
gente. Vamos lá. E para falarmos sobre o
Espírito Santo, pneumatologia, eh,
ecologia e a criação, senhoras e
senhores, recebam Gutierre Siqueira.
Seja bem-vindo, Gutierres.
>> Obrigado, Bibo. Obrigado aí pelo
convite. Sempre um prazer estar aqui.
>> Gutierres lançou o livro Pneumatologia,
o subtítulo eu nunca lembro e o meu não
chegou ainda. Olha aí, ó. Ó, coisa
linda, hein? Como é que é o subtítulo?
>> Uma perspectiva pentecostal.
>> Olha, ó. Pneumatologia. Uma perspectiva
pentecostal. um lançamento da Thomas
Nelson Brasil em 2023 e livrar parabéns
por esse livro aí. Tem BTC inclusive
falando sobre experiências espirituais,
né? Transe, êxtase. Muito legal. E a
gente discutiu também um pouquinho isso
aí nas aulas de pneumatologia.
Gutierres, hoje vamos falar então sobre
aqui, ó. Gutier até slide, cara. Pensa
no cara dedicado. Olha aí, ó. Espírito
Santo, criação e ecologia.
Que relação que é essa, né? Espírito
Santo, criação e ecologia. como é que tu
desenvolve isso para nós?
>> A primeira vez que eu falei que eu ia
fazer essa relação, eu avisei lá no
Twitter e alguém perguntou, né? Puxa,
mas como eh eu nunca vi na Bíblia essa
relação entre Espírito Santo ecologia. E
tem tem uma relação muito estreita,
tanto no Antigo como no Novo Testamento.
>> Aham. E e assim, porque a gente imagina
quando a gente trabalha a doutrina da
trindade, normalmente a gente vai dar
uma aula na escola dominical sobre a
trindade, a gente costuma fazer uma
divisão que a Bíblia não faz, né? A
gente diz: "Ó, Deus ele criou o mundo,
Jesus ele veio para salvar esse mundo,
esse mundo que caiu e agora o Espírito
Santo nos conduz nesse mundo." A gente
faz uma divisãozinha assim bem bem
estreita, né? como se o papel da criação
fosse um papel apenas de Deus Pai. E
embora a primeira palavra ali em Gênesis
1: 1 seja referente a Deus Pai,
referente a Deus todo- poderoso como
criador do céu e da terra, logo no
versículo dois, Bíbl já tem uma menção
ao Espírito Santo na criação, né? E
quando João vai fazer a releitura desse
texto de Gênesis, ele também põe ali a
própria pessoa de Jesus nesse processo.
Então o processo da criação é um
processo que envolve toda a Santíssima
Trindade.
>> E então essa ideia do Espírito como
criador, como criador de vida, já tá
presente logo praticamente no segundo
versículo da Bíblia. Então essa ideia
criação e Espírito Santo tá muito
próxima, né? Eu até pus aí na tela, eu
escolho a versão Almeida da revista
atualizada por um motivo específico,
porque ela traduz o verbo eh hebraico eh
por pairá e não por bovê,
>> como as demais traduções.
>> Eh, nenhuma tradução tá errada aí.
Realmente o hebraico permite as duas
traduções. Eh, mas o pano de fundo do
texto, como ele quer passar eh o o
símbolo do Espírito Santo, ou melhor
dizendo, ele quer passar o Espírito
Santo numa imagem de um pássaro que voa
e nutre a sua criação. Então o verbo
>> o verbo pairá ele cabe melhor aqui
porque essa imagem porque o verbo pairá
eu até ponho também na tela, ele aparece
em Deuteronônio 32:11
usado para falar do processo que a águia
usa para alimentar os seus filhotes. Ela
voa, ela se move, né, de um lado para o
outro e ela tá ali nutrindo os seus
filhos, os seus filhotes. Então essa
ideia tá presente aí em Gênesis 1:2. O
Espírito Santo é como se fosse uma
águia, eh, pairando sobre a face do
abismo e criando nesse processo,
alimentando a criação com vida, trazendo
vida nesse processo de caos, de
escuridão, de certa confusão. Esse
lance, né, você já está lendo
automaticamente, né, que esse rua, ah,
esse rua ali, né, esse espírito de Deus,
tu já toma como uma referência ao
Espírito Santo. Sim,
>> sim. E imagino que você não tá
inventando isso. Você deve ter subido aí
no ombro de gigantes e tal, mas alguns
biblistas não fazem essa leitura, né? Tu
discutiu, tu chega a pensar, eu vi que
no teu livro tu não discute muito isso,
até porque o teu livro é uma introdução
à pneumatologia, mas eu sei que tu é um
estudioso, por isso que eu me arrisquei
a perguntar aqui nessa aula. É
justamente essa discussão não tá no
livro, mas ela existe porque também o
hebraico permite a tradução do do Rua
como eh vento, como ar em movimento, não
apenas como espírito. Agora, se você
pega, por exemplo, Von Rad, ele diz que
o hebraico trabalha isso justamente
porque existe esse caráter ambíguo na
teologia hebraica. Você de fato não sabe
se ali está tratando diretamente eh de
uma ação divina, meramente uma ação
divina. Ou seja, o vento que Deus
empurra a criação a uma ação, a
separação das águas, por exemplo, ou se
é a descrição do próprio ser de Deus.
Então, o texto bíblico, ele deixa isso
em aberto. E aí o tradutor tem que fazer
uma escolha. Se você pegar a maioria das
versões usadas pelos evangélicos,
Almeida revista atualizada, um exemplo,
mas todas as traduções principais, NVT,
NVI, Almeida Corregida, eles vão colocar
aí o espírito com e maiúsculo como um
sinônimo, né, de Espírito Santo. Eh, se
você pegar uma discussão técnica, B, e
falar: "Não, mas aqui a gente também
pode traduzir por vento, como John
Levson levanta, tá tudo certo, tá tudo
correto, tá? Mas é próprio do texto
bíblico que ele não deixa a gente fechar
esse assunto. E isso é muito lindo, tá?
Por quê? Porque ao mesmo tempo tá
passando duas mensagens. O ser de Deus
na pessoa do Espírito Santo tá
trabalhando na criação, nutrindo essa
criação, ao mesmo tempo que também isso
denota uma ação direta de Deus, uma ação
de separação daquilo que é caótico para
aquilo que é ordeiro. É, então essa o
vento de Deus, o movimento de Deus, ele
produz ordem e não produz e bagunça. É o
contrário, né? A bagunça tinha até essa
ação, esse vento de Deus ocorrer. Então
assim,
>> eh, não vale a pena entrar num debate,
ah, ou é uma coisa ou é outra, tá? Isso
é típico, isso é uma luta que o Bibotal
tem feito muito há muito tempo aqui, de
mostrar que a Bíblia não foi escrita num
contexto racionalista, num contexto
grego, num contexto que tudo é muito
lógico, né? Não. A Bíblia hebraica, ela
tem essas aberturas que parecem
contraditórias, mas que dentro da
teologia hebraica ela faz sentido,
porque são ideias que no fundo, no fundo
se complementam. O que é Deus? Deus é
esse ser que traz ordem ao caos, ao
mesmo tempo que Deus ele está sempre
produzindo movimentos. Isso o apóstolo
Paulo vai falar lá no Novo Testamento
quando ele diz que em Deus nos movemos.
Então, toda ação também, o fundo dessa
ação é a própria ação de Deus. Nós só
produzimos, nós só criamos, nós só
fazemos porque Deus antes faz, porque
Deus antes produz, né?
>> É, até porque Espírito de Deus do atê,
ele é sinônimo de Espírito Santo, né?
Vários teólogos vão afirmar isso. Até
porque Pedro reconhece que o Espírito de
Deus é o Espírito Santo, né? Jesus
promete o Espírito Santo. Nós temos
Pentecostes. Então Pedro ele associa o
Espírito Santo ao Espírito de Deus. O
que dá pra gente entender essa
referência, né, que a os autores
bíblicos utilizam o Espírito de Deus
para se referir a Deus. Obviamente que a
mentalidade do Antigo Testamento é uma
mentalidade é monolátrica. Só existe um
Deus. Essa ideia de uma outra pessoa,
né, adjacente a Yahé, é estranha ao
Antigo Testamento, mas nós temos a
revelação completa, nós temos, né, uma
leitura a partir também da segunda
aliança. E a leitura a partir dessa
segunda aliança influencia a leitura da
primeira aliança, né, do primeiro
testamento. Então ali a gente chapírito
de Deus é uma possibilidade e é eh de
ser a terceira pessoa da trindade, por
assim dizer. É isso. É importante
enfatizar porque certamente o autor de
Gênesis, quem escreveu esse versículo no
original, não tava pensando aí na
segunda ou na terceira pessoa da
Santíssima Trindade e tal ou ou mesmo na
primeira pessoa, uma divisão entre
pessoas, tá? Eh, isso certamente não
aconteceu, mas como você bem lembrou, a
gente tá à luz da revelação completa. A
gente tem uma revelação progressiva nas
Escrituras e o próprio Novo Testamento
vai fazer essa releitura do Antigo e vai
fazer essa releitura do Espírito de Deus
como o espírito de Cristo. Então, tem
essa ligação e também como uma pessoa,
né? Vai dar atributos pessoais ao
Espírito Santo, algo que o Antigo
Testamento não faz.
>> Muito bom. Vamos seguir então pro slide
do Gutier. um cara super preparado aqui.
Que que nós temos? Vamos lá.
>> Um versículo de Lucas agora no Novo
Testamento. O que que é interessante
aqui? Eu acabei de falar lá na criação,
o Espírito Santo como uma águia tava
nutrindo essa criação sobre a face do
abismo. E aí quando o anjo anuncia a
Maria que ela tá grávida, ela faz uma
pergunta óbvia: "Olha, eu tô, como que
eu tô grávida ou como eu vou ficar
grávida se eu nunca conheci homem?" Aí o
anjo responde a ela: "O espírito virá
sobre você e o poder do Altíssimo a
envolverá com a sua sombra". Olha mais
uma vez a imagem da águia aqui ou a
imagem de um pássaro. O espírito
envolvendo Maria com a sua sombra que
remonta ao salmo de número 91. Ali é uma
descrição do próprio Deus, né? como uma
águia ou como um pássaro que protege.
Olha como também Lucas e também Mateus
que que cita esse episódio, eles fazem
de alguma forma uma releitura de Gênesis
1, porque Jesus ou o ventre de Maria,
melhor dizendo, ele é sem forma e vazio.
Há trevas naquele abismo, não tem nada
ali. E aí vai o espírito e põe a semente
da criação. Então o espírito de vida é o
espírito de vida lá em Gênesis 1 e o
espírito de vida em Lucas. Então, é o
mesmo espírito que produz a vida no
mundo, é o espírito que vai produzir
também a vida no ventre de Maria. Então,
acho essa relação
>> sensacional. É linda de a gente ver que
o Espírito Santo, ele tá sempre
produzindo vida. Onde ele age, ele
produz vida, né? Não é um espírito de
morte, não é um espírito eh de produção
de caos, pelo contrário, ele vai
trazendo ordem, ele vai trazendo beleza,
ele vai trazendo bondade, ao ponto que a
criação é retratada dessa forma, né?
Deus sempre fala e viu Deus que era bom.
Então, o bom e o belo ali no hebraico
são palavras muito próximas, né? E viu e
viu Deus que era belo e viu Deus que era
bom. Então, da mesma forma a gente tem
esse relato aqui no no Novo Testamento.
>> Sensacional.
>> O que eu quero apresentar com isso, no
livro eu faço a menção esses dois
textos, é que a Bíblia tá apresentando
de Gênesis ao Apocalipse e a Bíblia como
um todo, o espírito como criador, o
espírito como produt, literalmente o
espírito como produtor de vida. Então
essa ideia é muito presente na Bíblia.
>> O Jack Levon aqui, ele ele é bem ousado
até nas conclusões que ele tem nesse
livro aqui. E ele fala, né, que o
espírito tá sobre toda a criação e ele
assume isso, né, pelo que eu entendi do
livro dele. Eu não cheguei a lê-lo
completo, mas os capítulos em que ele
aborda isso, não sei se tu já teve
contato com essa obra aqui do Jack Lev,
mas
>> enfim, fui eu que indiquei para Thomas
Nelson.
>> Eu imaginei que tinha o teu dedo por aí,
mas ele assume muito isso, né? por
exemplo, ele se recusa a fazer essa
distinção, né, de maiúsculo, minúsculo,
gente, é o espírito, é o espírito, né, e
esse espírito é de Deus e está sobre
toda a criação, né? Então ele bate esse
martelo aí, então esse fôlego que e aí
onde ele talvez ele ele fere um pouco as
mentes mais eh, eu não vou usar a
palavra fundamentalista, vai, mas talvez
as mentes mais dogmáticas, né? Porque
não, como assim o espírito de Deus está
sobre todo mundo, né? É uma afirmação
meio forte que ele faz e tal. Claro que
em alguns o espírito vai desenvolver
questões morais e éticas a partir, né,
da relação com Cristo e tal, mas ele, o
espírito de Deus está sobre todo mundo.
>> É, mas é necessário entender essa
afirmação do Levison e do Amo Jong
também, é que eles gostam de eles gostam
de afirmar isso, mas eles não estão
afirmando uma espécie de panteísmo, tá?
Isso isso não quer dizer que a o
espírito de alguma forma possua o
objeto, ou seja, o espírito está na
árvore, [limpando a garganta] o espírito
está no seu computador, por exemplo. É,
não é que o espírito está dentro ou se
movendo dentro do objeto. Não é uma
ideia panteísta aqui. A ideia é que de
alguma forma o espírito está nutrindo
toda a criação. Então, onde o espírito
tá agindo, aliás, onde há vida, onde há
movimento, onde há dinâmica, onde há
criatividade, há uma ação do Espírito
Santo. E aí essa ideia é importante,
Bíblo, porque, por exemplo, e pense
comigo aqui, eh, na lista dos dons
espirituais que Paulo dá lá em Romanos.
Ele cita um dom espiritual que é o dom
da administração. [roncando] E ele cita
o dom da misericórdia. Aí você pode
pensar comigo, domist. Quantas pessoas
têm capacidade administrativa que nunca
pisaram numa igreja? Você deve conhecer
pessoas assim. Eu conheço pessoas assim.
Afinal trabalho, eu trabalho num
ambiente em que há várias pessoas com
uma baita capacidade administrativa, mas
Paulo vai chamar isso de dom espiritual.
Por Bíblia nem todo domáter
meramente sobrenatural. Nem todo dom ele
tem uma origem eh apenas pós conversão,
ou seja, algo que eu recebo apenas
depois de nascido de novo. Muito dos
dons que nós temos são dons que a gente
já nasce com eles, a gente já tem uma
inclinação natural a eles e que quando a
gente entra na comunidade cristã, Deus
de alguma forma apenas intensifica ou
santifica esse dom para que ele sirva ao
reino de Deus. Mas a pessoa já tem
aquilo na sua vida. O dono da
administração é um exemplo disso.
>> É, e tu aborda isso até no teu livro.
Achei muito bacana, né? Dons, eh, dons e
talentos, que a gente faz essa distinção
de dons e talentos, mas na Bíblia é uma
é uma parada mais fluída, né? Até porque
a palavra talento, ela é bem recente na
nossa no na nossa língua, né? Ou no
nosso conceito, porque tu até fala no
livro, eu esqueci agora de quando que
ela remonta. É século agora. 17. É, é
bem recente.
>> É recente. E, e a Bíblia, e aí você fala
que o espírito, né, o espírito de Deus
está sobre várias pessoas no Antigo
Testamento, por exemplo, para próprio
Gênes, né, fazer artes e e ferramentas e
música. Ah, e por aí vai, né? Os
descendentes de Caim lá, né, eles são
dinamizados. É isso que eu tô falando
besteira aqui agora. Eh, eu dou exemplo
lá do tabernáculo que você tem Balel,
por exemplo,
>> ele é capacitado capacitado pelo
Espírito Santo para fazer o papel de
arquiteto e o papel de artista do
tabernáculo. Ele tá praticamente
desempenhando esses dois papéis, né? E o
texto é bem claro, dizendo que ele é
cheio do Espírito Santo para fazer isso.
Então, a gente pode pensar assim: "Olha,
existe um lado, eu vou usar a palavra
correta aqui, não tô usando a palavra
mundano, mas existe uma ação de
mundanidade do Espírito." Em que
sentido? O Espírito Santo está agindo em
toda a criação. Então, de alguma forma,
aquele conceito dos irmãos reformados de
graça comum, por exemplo, que que os
pentecostais vão explicar? Essa graça
comum é a ação do Espírito Santo,
trazendo beleza, bondade e ordem para o
mundo. Então, onde há essa ação, ainda
que seja de pessoas que não conhecem a
Deus, é uma ação do Espírito Santo.
Então, é isso que o Levson, é isso que o
Amo é isso que esses autores eh
pentecostais, carismáticos,
contemporâneos têm chamado atenção.
Olha, vamos olhar o Espírito Santo além
daquilo que a gente sempre aprendeu na
escola dominical, o Espírito Santo só
atuando na salvação. Não, esse não é o
único papel que a Bíblia dá ao Espírito
Santo. É verdade que em João esse é um
papel muito central do Espírito Santo, o
envolvimento de de do Espírito com a
salvação, com o convencimento do pecado.
Mas vamos lembrar que não existe só o
Evangelho de João na Bíblia, né? E o
Espírito Santo não é só retratado ali.
Então, durante toda a escritura tem essa
ideia que o Espírito Santo ele tá de
alguma forma muito envolvido com a
criação eh do mundo, né?
>> Muito bom. E aí, Gutiér? Continua aqui,
ó. proteção, presença e ação. Ah, já
falamos isso, né?
>> É justamente essa sombra, ela diz
respeito a isso, ela simboliza isso, ela
simboliza essa presença, essa proteção,
eh essa ideia que permeia o texto, mas
que tem essa ligação bem estreita, acima
de tudo, que o espírito gera vi.
>> Legal.
>> Ô, desculpa interromper aí esse podcast,
você tá vendo, você tá aprendendo um
monte de coisa, né? Eu só quero te
lembrar que a gente tem um curso
inteirinho sobre a pessoa do Espírito
Santo por apenas R9,90, parcela única,
acesso por um ano e você vai ter horas
de conteúdo sobre a pessoa do Espírito
Santo comigo, Cacau Marques e Guilherme
Nunes. Link aqui na descrição deste BTC
641 em bibotal.com ou aqui no YouTube,
tá bom? Beijo. Aproveitou, sério, tá bom
demais esse curso. Vá, vamos continuar.
Vamos continuar. E aí, as primícias do
espírito, o que que isso tem a ver com o
nosso tema? Vamos lá. É, tem tudo a ver
que tá em Romanos 8:19 a 23. É o grande
capítulo em Romanos sobre o Espírito
Santo. Então Paulo, ele vai falar da
ação do Espírito Santo na vida do
crente. E nesse trecho especial do
versículo 19 ao versículo 23, o Paulo
fala sobre o Espírito Santo e a criação.
Então veja, esse tema volta aqui no Novo
Testamento também em Paulo. E aí Paulo
fala algumas questões. Primeiro ele
fala: "A criação tá sujeita à vaidade".
Ou seja, ela tá sujeita à destruição,
aquilo que é ao vazio, a a de alguma
forma a desordem, tá? Paulo diz, a
criação tá sujeita a essa vaidade. E aí
essa criação que ela tá manchada pelo
pecado, ela anseia libertação. Ela
anseia a libertação da corrupção. Então
vamos lembrar duas palavrinhas que Paulo
usa aí, vaidade e corrupção. E aí ele
fala que a criação também gemeção
tá sofrendo as consequências do pecado.
O que que é interessante aqui? Mais uma
vez o tema de ordem e desordem. Se o
Espírito Santo estava criando ordem lá
em Gênesis 1 2, o pecado em Gênesis 3 tá
criando desordem. E aí Paulo tá
mostrando aqui, olha, a criação sofre as
consequências dessa desordem. Ela tá
sujeita à desordem, ela é escrava da
desordem, mas aí ela compartilha uma
dor. Ela tem uma dor, ela tem uma, ela
tem um anseio de se libertar dessa
desordem. E Paulo vai lembrar, nós somos
a primícia do Espírito em nós. Em
primeiro lugar, antes da criação, o
Espírito Santo já tá trazendo ordem.
Porque, por exemplo, se eu penso aqui no
pecado do ódio, ele é uma desordem em
relação ao amor, que é uma ordem. Se eu
penso aqui na impaciência, é uma
desordem em relação a paciência, que é
uma ordem, que é uma ação do Espírito
Santo na nossa vida. Então Paulo tá
dizendo: "Olha, a criação anseia por
isso e vocês crentes vocês também
anseiam por isso, porque vocês ainda
estão naquele processo do já ainda não.
Você já experimenta o Espírito Santo,
mas não de maneira completa. Vocês ainda
não estão totalmente restaurados." E aí
Paulo vai falar da ressurreição. Quando
que vai chegar esse momento da
libertação da corrupção? No dia da
última ressurreição. No dia que o nosso
corpo, ele vai ser um corpo totalmente
restaurado. E aí, Bibo, olha que
interessante aqui, ó. O que que Paulo tá
falando, ó o argumento dele. Ele tá
dizendo o seguinte: o anseio que eu
tenho, eu ser humano, eu homem tenho de
um dia ser liberto da corrupção, da
desordem do pecado. Esse anseio tá
presente na criação, na natureza. Então
ele tá, o anseio é o mesmo. A diferença
entre eu e a natureza é que eu comecei
esse processo, ou melhor dizendo, o
Espírito Santo começou esse processo de
restauração primeiro no ser humano, mas
que virá o dia que isso também vai
incluir a criação. Então a nova
>> dos seres vivos, né,
>> os seres vivos na natureza de maneira
geral.
>> E aí Paulo conclui esse esse argumento
falando da ressurreição corporal. Então
o que que o que que a gente tem aqui?
Paulo literalmente está ensinando que a
ressurreição corporal é a primícia do
espírito também em relação à criação. A
criação também vai sofrer, ou melhor
dizendo, ela vai desfrutar de um
processo de ressurreição. Isso aqui tem
tudo a ver com ecologia. Aí eu falo até
no livro, eu moro aqui próximo ao rio
Pinheiros. O rio Pinheiros é um rio que
tá sendo limpo. Nos últimos 3 anos o rio
tá num processo de limpeza. Eh, eu
cresci sempre aqui na zona sul de São
Paulo e esse rio sempre marcou aqui a
vida da gente negativamente.
>> Eita! É porque o rio era literalmente um
esgoto, água literalmente preta, né?
Cheirava, cheirava mal, muito mal. E aí
agora tá esse processo. Eu um dia eu
tava andando de bicicleta ali no rio e
ele já tá verde, ele já tá ficando mais
claro, já tá surgindo vida, já tem pato,
já tem ganso, vai, a vida animal já tá
começando a surgir. O que que é isso se
não processo de não só restauração,
quando a gente vê isso é um processo de
vida renascendo. Vida renascendo é
ressurreição. Então, quando a gente a
gente trabalha essa ideia de ecologia,
eh, Bibo, a ecologia é um processo sim
humano, sim, feito por nós, mas que de
alguma forma tá antecipando o que um dia
vai acontecer com essa criação. Então, é
encarnar uma ideia, que essa ideia linda
e maravilhosa que um dia esse mundo será
restaurado. Agora, Gutierrez, e no isso
implica no meuento e na minha
consciência com o planeta, né, com a
ecologia, assim, eu, o Franc Shafer
chamava a a natureza de irmã. É muito
legal isso, né? Porque não é a mãe, né?
Tem a turma que diviniza a natureza, né?
Eles têm intenção boa que é proteger a
natureza, mas eles têm uma filosofia do
nosso ponto de vista, a mãe natureza, a
Gaia, não sei das quantas lá e tal. E a
nós não precisamos, né, ter isso. Só que
ao mesmo tempo, parece que o
cristianismo, né, e o tema da ecologia
nunca foram muit assim pautas relevantes
na discussão teológica, né? Você tem
alguns players discutindo ecologia e
teologia e tal, mas não é um tema que
ocupa, né, seminários, congressos e tal.
a gente pensa pouco essa relação e meio
que assim, ó, gente, vamos se preocupar
em salvar pessoas porque o mundo vai
acabar e eu não posso levar foca pro
céu, né? Como que esse pensamento, né,
da criação que geme, da criação que é
perpass perpassada pelo espírito é
complicaz, é no sentido da é perpassada,
né? É esse Deus que é imanente,
transcendente,
eh, sabe, mesmo tempo é transente, né?
Para usar uma linguagem do bof aqui.
Como é que isso nos ajuda? essa
compreensão, porque você fala ali, né,
Espírito Santo e ecologia, que relação
que é, porque assim, ah, beleza, ele
aponta para algo futuro, mas age também,
tem alguma ação no presente agora da
igreja, do crente?
>> Perfeito. Primeiro, por que que a gente
tem essa dificuldade, né, com esse tema?
Como tudo, tem duas questões,
escatologia e política. A pauta
ecológica normalmente é uma pauta
vinculada a partir dos progressistas.
Eh, os cristãos conservadores, os
evangélicos que são conservadores em sua
maioria, eles já têm uma certa
dificuldade, preconceito com o tema, né?
Puxa, ah, isso é coisa de de
esquerdista, isso é coisa de
progressista, então já tem esse
problema. E aí eu sempre gosto de
lembrar o Roger Scrut, que foi um
filósofo britânico que é considerado
basicamente o grande nome do final do
século XX do conservadorismo, que ele
escreveu um belíssimo livro em defesa da
ecologia e ele dizendo que um bom
conservador naturalmente tem que
conservar a natureza. Ele não pode ser a
favor da destruição eh da natureza, né?
Então tem esse preconceito ideológico
que a gente precisa romper porque o
evangelho tá acima dessas discussões
banais da da ideologia. Esse é o
primeiro ponto. Segundo, Bibo, é
escatologia. Escatologia, infelizmente,
uma escatologia mal feita, ela atrapalha
demais, porque por muito tempo a Igreja
Evangélica tem trabalhado só a maioria
com uma escatologia muito escapista, que
é aquela ideia, ó, esse mundo vai de mal
a pior, esse mundo não presta para nada,
ele vai acabar e a gente vai pro céu.
Então, por que que a gente vai se
preocupar com esse mundo aqui? Só que
não é isso que a Bíblia ensina. Eu
acabei de de mencionar aqui Romanos 8,
Paulo tá dizendo claramente, a criação
ela anseia por redenção final. E Paulo
diz, "E essa redenção vai chegar". Não é
que ela só anseia e tá ansiando e vai
morrer com esse anseio, não. Essa
redenção vai chegar. A Bíblia fala em
novo céu e nova terra. E aí tem um
problema, porque muitos cristãos
interpretam esse novo céu e a nova terra
como algo totalmente novo, mas à luz do
que Paulo fala, inclusive que a Bíblia
precisa ser lida como um todo. Muito bem
o Dicky Bailey, ele interpreta o
Apocalipse 21 dessa forma. Ele lembra
quando a gente fala em novo céu e nova
terra, a gente tá falando literalmente
de uma terra ressuscitada. Não é uma
terra destruída e feita uma nova do
zero, porque Deus aprecia sua criação.
Deus ama a sua criação. Deus viu que ela
era boa. Como que Deus vê que a criação
é boa e ele vai destruir ela
completamente? Não faz nenhum sentido.
Então, à medida que a gente pensa, puxa,
se Deus quer Deus, olha pra sua criação
e vê bondade e beleza. Se Deus quer
Deus, vai lutar de alguma forma, lutar
aqui entre aspas, para que essa criação
seja totalmente restaurada e
ressuscitada. E faz isso inclusive
através do Espírito Santo, porque o
Espírito Santo que ressuscitou Jesus,
isso Paulo vai falar em Romanos 8, ou
seja, mais uma vez o Espírito Santo
produzindo vida. Então, onde o Espírito
tá, a vida sendo produzida. Então, se
ele ressuscita Jesus, ele também vai nos
ressuscitar. Paulo fala. E aí a gente
pode fazer também essa implicação que o
Espírito Santo vai ressuscitar a
criação.
>> Perfeito.
>> Quais são as implicações disso? Então,
Bibo, são várias. Puxa, se eu que sou
uma criatura e Deus fala que essa
criatura, que essa criação que eu faço
parte dela é boa e que ele vai restaurar
essa criação, eu devo valorizar essa
criação. Eu não devo ser parte do caos,
da confusão que produz mais morte e
produz mais eh desordem. Não, pelo
contrário, eu sou um agente de vida.
Essa é a implicação prática, ética,
moral que nós temos. Onde o cristão
está, ele tá promovendo vida. E existe
hoje, a gente pode, esse assunto aqui é
tão rico, Bibbo, que a gente pode ir
para vários aspectos. A gente pode ir
para teologia pública, por exemplo.
Existe hoje um processo no no mundo
ocidental de necropolítica. Que o que
que é a necropolítica? É a política da
morte. É uma política que você trabalha
em torno dela produzindo discursos de
ódio, de rancor, de ressentimento, muito
ressentimento envolvido. Isso produz o
quê? Isso só produz morte. Então isso
não é um tipo de política cristã, não é
um tipo de ecologia cristã, né? Então
essa ideia da preservação é uma ideia
totalmente lógica à luz da Bíblia.
>> Muito bom. Muito bom. Vamos lá. Olha, a
aula tá tá indo, hein? Muito bom. E
gente, tem isso no livro do Gutierre,
sensacional. E a gente até ampliu aqui.
Isso aqui já é um plus do livro. Enfim,
o livro vai complementar o que é também
um complemento aqui, essa essa essa
multi essa linguagem, né? Essa, como é
que é? essa troca de mías, essa
interdisciplinariedade,
essa, mas não é interdisciplinariedade,
essa multimídia, né? Isso é muito legal,
>> Bíblia. Então, eu encerro aqui a mais
caminhando pra conclusão da aula com uma
frase da da TW em que ela fala o
seguinte: "Olha o que ela fala: "A
natureza é um ícone". A natureza é um
ícone. Eu tava, quando eu li essa frase,
eu pensei: "Puxa, como que é algo tão
simples assim? Eu nunca tinha parado
para pensar." Sabe aquela sensação, né?
Isso é tão óbvio que, mas eu nunca parei
para pensar. A Bíblia diz que a natureza
revela a glória de Deus. Isso tá
presente o tempo todo em Salmos. Se a
natureza revela a glória de Deus, a
natureza é uma espécie de ícone. Que o
que que é o ícone na liturgia? O ícone é
um símbolo que que aponta para Deus, que
aponta pra presença do Senhor. Então, a
natureza é um ícone, é uma janela para o
céu, como ela diz aqui. Agora, quando a
gente destrói o ícone, não podemos mais
ouvir o seu chamado adoração. Ou seja,
se a natureza ela aponta para Deus, ou
seja, ela aponta pra contemplação, ela
aponta pra beleza de Deus, ela aponta
pra bondade de Deus, é a natureza tem
aquela capacidade de nos levar ao
maravilhamento. E se ela é destruída, a
gente perde essa capacidade de se
maravilhar. E o mundo é moderno, ele é
um mundo que vai perdendo sempre o seu
encantamento. Então a gente não tem mais
aquela coisa de acordar cedo e ver assim
o nascimento do sol, né? A gente acorda
num apartamento, tudo fechado e tal, a
gente sai na rua, o sol já tá lá em
cima, a gente nem percebe esse processo.
Ah, o porro do sol sempre é um
espetáculo o pôr do sol. Normalmente nas
épocas do ano onde não há muita chuva,
por do sol é maravilhoso, mas a gente tá
no carro, a gente tá naquela correria, a
gente nem presta atenção e a gente vai
perdendo essa capacidade de se
maravilhar e adorar. Isso aqui eu lembro
uma vez, Bibo, há muito tempo atrás eu
fui em Santiago, no Chile, e eu cheguei
em Santiago à noite. Aí quando de manhã
eu acordei, abri a janela do hotel e o
meu hotel era aquele hotel antigo que a
janela era de madeira ainda e aí a
janela dava pra cogilheira dos antes.
Foi a primeira vez que eu vi uma
montanha com neve, né? A minha reação
foi essa, assim, uau, que coisa
maravilhosa, assim, é isso que ela tá
falando, a natureza aponta para esse
maravilhamento. Mas se tivesse uns cinco
prédios na minha frente, eu não ia ter
essa sensação maravilhosa, né, que a
natureza nos convida a adorar, nos
convida a louvar. E outra coisa, a
natureza fará parte de todo processo de
adoração no final dos tempos. Basta ler
Apocalipse capítulo 4, capítulo 5. No
capítulo 4 fala de quatro animais, de
quatro seres. Esses quatro seres
representam a criação, porque um
representa o homem, o outro representa
os animais domésticos, o outro
representa os animais selvagens, outros
as aves. Ou seja, uma forma na linguagem
simbólica do apocalipse fala: "Toda a
criação tá envolvida no processo de
adoração a Deus. E os quatro seres
viventes, dependendo da tradução, diz o
texto que eles ficam cantando lá santo,
santo, santo é o Senhor, que é o mesmo
cântico dos anjos de Isaías, capítulo 6,
né?
>> Então, a criação louvando ao Senhor.
Muito bom, cara. Muito bom. Poxa,
Gutierrez, obrigado mesmo por essa aula
aí, falar de criação. Ah, inclusive
sobre criação, gente, nós temos o módulo
Deus uma aula sobre a teologia da
criação, que é um aspecto diferente, mas
lá a gente também aborda questões eh
pneumatológicas, mas a gente fala mais
da teologia da criação, tá? Eu e o Paulo
naquela aula tá sensacional também. E é
isso, Gutierres, obrigado. Mostra de
novo a capinha do livro. O meu não
chegou ainda. Mostra aí. Aí, ó. Mostra.
Olha aí, gentia. uma perspectiva
pentecostal. Diga.
>> E um último comentário, Bibo, assim,
você citou eh que eu até comento no
livro a respeito desses grupos que fazem
do planeta Terra um ídolo, a deusa Gaia,
né? Eh, de fato, isso existe, mas isso é
uma minoria, sabe? E aí a gente fica se
apegando, a gente, eu falo, nós
evangélicos, ficamos nos apegando a isso
para justificar a nossa preguiça muitas
vezes de não fazer nada. Aí a gente, ah,
tá vendo? Mas tem um pessoal aí tão
radical que tá adorando o planeta Terra,
tá?
árvore, tá aplaudindo o sol, não sei o
quê. Cara, isso é uma, isso é um bando
assim de jovens adolescentes, coisa que
adolescente jovem gosta, porque não tem
muita ideia na cabeça e fica abraçando
essas coisas. Mas isso é uma minoria. A
maioria das pessoas não estão nem aí com
esse assunto.
>> Agora, ô Gutes, não fica cutucando muito
que daqui a pouco vai entrar a galera
que vai discutir sobre o Green Peace e
aí as ideologias do Green Peace que
apoia isso, que apoia, gente, a
discussão não é essa, tá? Então assim, o
Green tem, é óbvio que ele tem as ideias
dele, faz as coisas dele, tal, enfim. E
a gente não tá discutindo isso aqui. O
fato é que sim, cristãos devem estar
envolvidos nessas questões, nessas
discussões, principalmente agora, né,
pensando no futuro, ah, várias vários
acordos, são discussões importantes e
tal. A gente tá num estilo de vida eh
bem complicado, né? o nosso estilo de
vida, ele faz mal pro planeta e é muito
difícil a gente reverter ele. Mas assim,
dá pra gente fazer várias coisas antes
de tudo, antes da gente deixar o livro
de Eli, né? O mundo do livro de Eli pros
nossos filhos, [risadas] dá pra gente
tomar uma série de posturas e sim, a
igreja deveria discutir esse tipo de
coisa com certeza. Gutierres, estamos
junto. Deus te abençoe, gente. O @ do
Gutierres vai est aqui na descrição
deste vídeo, dessa aula. Siga ele nas
redes sociais. É mais ativo aonde,
Gutierres? Facebook, né? Gutierres é
velho. Instagram. Tô brincando.
>> É, mas eu sei que tu curtiu. Tu tu tu
atualiza lá o Facebook. É meio que
simultâneo, né? Mas tem uma galerinha
que
>> é, mas tem uma galerinha que só te segue
lá no Facebook, os irmãos, as irmã do
coque e tal, que eu tô ligado. É isso,
>> meus irmãos. 45 mais.
>> Exatamente. Voltamos na próxima aula.
Que Deus abençoe todos vocês.

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