O QUE SIGNIFICA O ESPÍRITO DE DEUS PAIRAR SOBRE AS AGUAS? – BTCast 641
14/04/2026
O QUE SIGNIFICA O ESPÍRITO DE DEUS PAIRAR SOBRE AS AGUAS? – BTCast 641
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Gutierres Siqueira se reúnem para explorar um tema tão urgente quanto profundo: qual é a relação entre o Espírito Santo, a criação e a ecoteologia? Em um tempo marcado por crises ambientais, debates teológicos e uma crescente preocupação com o cuidado da Terra, como a ação do Espírito se conecta com o mundo criado por Deus? Ao longo da conversa, eles refletem sobre o papel do Espírito Santo não apenas na redenção, mas também na sustentação da criação, e discutem como uma teologia bíblica pode fundamentar uma visão responsável e cristocêntrica do cuidado com o meio ambiente. Dê o play e venha entender como fé, criação e responsabilidade se encontram na missão do povo de Deus.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número 641. Eu sou Rodrigo Bib e Espírito Santo vai muito além do conceito de trindade ou Benigin. Aliás, por falar em Benigin, gente, ó, meu amigo Gutierre Siqueira vai lançar um livro aí sensacional. um livro que eu estou muito envolvido com esse livro, porque foi uma ideia que eu tive inclusive que é o Boa Noite Espírito Santo. Sério livraço que em breve você vai poder adquirir aí. E por que que eu tô citando o Gutierres? Boa noite, Espírito Santo. Espírito Santo. Porque esse podcast fala sobre o Espírito Santo. Você vai acompanhar uma conversa que eu tive com o Gutierre Siqueira sobre o Espírito Santo, ecologia, criação. Cara, muito legal olhar pra pessoa do Espírito Santo com esse aspecto. Vocês vão acompanhar, na verdade, uma aula que o Gutierres deu para os nossos alunos da Escola Bibotal de Teologia. Sim, estou compartilhando com vocês agora essa aula. E olha só, eu criei um curso completinho sobre a pessoa do Espírito Santo. Cara, esse curso ele tá muito legal, porque você vai ter aula com Guilherme Nunes, Cacau Marques e com este que vos fala. E nesse curso vocês vão aprender, cara, o que é de mais importante acerca da doutrina do Espírito Santo. Vai ter uma introdução sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo. Vamos falar sobre dons espirituais. Cara, você já viu o Guilherme Nunes falar sobre dons espirituais? Ah, já vi alguma coisa no Instagram? Então, tu já imaginou ter aulas com ele sobre dons espirituais? Incrível. Cacau Marx falando sobre o fruto do espírito. Você já gostou daquele podcast anterior que a gente soltou? Então, imagina Cacau Marx esmiuçando agora o fruto do espírito. Cara, esse esse curso ele tá incrível. E deixa eu falar um negócio para vocês. Olha só o que que eu fiz. Peguei esse curso com praticamente umas 9 horas de conteúdo, tem material didático, tá bom? Você vai ter também o quê? Acesso por um ano. E olha só, parcela única. Nossa, Bíblia, deve est uma facada isso aí, né? R9,90. É, é só isso. R9,90 acesso por um ano e você pode assistir todas essas aulas comigo, com o Cacau, com o Guilherme Nunes. Inclusive esse podcast que você vai ver ou ouvir, você tem lá também no nosso curso. Vai ter material de, né, escrito, enfim, alguns links, alguns materiais adicionais, mano. Sério, que me fala, pensa aí algum tema do Espírito Santo. Ah, blasfêmia contra o Espírito Santo tem lá. Ah, dom de línguas tem lá. Os principais temas da que envolvem a pessoa do Espírito Santo estão nesse curso, apenas R$9,90, parcela única, beleza? E acesso por um ano, tá incrível. Aproveita, mano, aproveita. O link tá aqui na descrição deste BTCash no YouTube, no nosso site. Às vezes no Spotify dá, às vezes não dá. Qualquer coisa, só você entrar aqui, vai procura no YouTube, ali na descrição do YouTube, no primeiro comentário fixado, vai tá esse link. ou digita aí escola Bibotal de Teologia, vai lá no final da nossa página, ó, o Rafa vai colocar na tela para vocês, lá no final tem o bannerzinho do Espírito Santo. Clica nesse bannerzinho e tá tudo certo, tá bom? Mas se você quiser acessar o nosso site ou aqui no YouTube, é certo que você encontra o link. Aliás, se eu aproveitar aqui um recado para você que ouve no Dieser? Bem, você nem tá ouvindo isso, provavelmente. Galera, não sabemos o que está acontecendo na Dieser. Tiraram a gente de lá, já abrimos chamados, colocaram de volta, depois não atualizaram. Não sei. A Dieser não gosta do bibotalk. Não é de hoje que dá problema na Dieser. Demorava dois dias para atualizar e tal. Agora até tiraram a gente, não sabemos o que tá acontecendo. Então, se porventura você veio ouvir a gente em algum outro meio e você, pô, sempre ouvi na Dieser, eu tô recebendo muita mensagem, cadê o BTC na Dieser? Não sei, gente. Abrimos o chamado, eles responderam, disseram que ia resolver, resolveram, depois resolveram tirar de novo. A gente não sabe o que tá acontecendo. Tá bom? É isso. Acompanha agora este podcast com Gutiérqueira que tá que assunto massa, gente. Vamos lá. E para falarmos sobre o Espírito Santo, pneumatologia, eh, ecologia e a criação, senhoras e senhores, recebam Gutierre Siqueira. Seja bem-vindo, Gutierres. >> Obrigado, Bibo. Obrigado aí pelo convite. Sempre um prazer estar aqui. >> Gutierres lançou o livro Pneumatologia, o subtítulo eu nunca lembro e o meu não chegou ainda. Olha aí, ó. Ó, coisa linda, hein? Como é que é o subtítulo? >> Uma perspectiva pentecostal. >> Olha, ó. Pneumatologia. Uma perspectiva pentecostal. um lançamento da Thomas Nelson Brasil em 2023 e livrar parabéns por esse livro aí. Tem BTC inclusive falando sobre experiências espirituais, né? Transe, êxtase. Muito legal. E a gente discutiu também um pouquinho isso aí nas aulas de pneumatologia. Gutierres, hoje vamos falar então sobre aqui, ó. Gutier até slide, cara. Pensa no cara dedicado. Olha aí, ó. Espírito Santo, criação e ecologia. Que relação que é essa, né? Espírito Santo, criação e ecologia. como é que tu desenvolve isso para nós? >> A primeira vez que eu falei que eu ia fazer essa relação, eu avisei lá no Twitter e alguém perguntou, né? Puxa, mas como eh eu nunca vi na Bíblia essa relação entre Espírito Santo ecologia. E tem tem uma relação muito estreita, tanto no Antigo como no Novo Testamento. >> Aham. E e assim, porque a gente imagina quando a gente trabalha a doutrina da trindade, normalmente a gente vai dar uma aula na escola dominical sobre a trindade, a gente costuma fazer uma divisão que a Bíblia não faz, né? A gente diz: "Ó, Deus ele criou o mundo, Jesus ele veio para salvar esse mundo, esse mundo que caiu e agora o Espírito Santo nos conduz nesse mundo." A gente faz uma divisãozinha assim bem bem estreita, né? como se o papel da criação fosse um papel apenas de Deus Pai. E embora a primeira palavra ali em Gênesis 1: 1 seja referente a Deus Pai, referente a Deus todo- poderoso como criador do céu e da terra, logo no versículo dois, Bíbl já tem uma menção ao Espírito Santo na criação, né? E quando João vai fazer a releitura desse texto de Gênesis, ele também põe ali a própria pessoa de Jesus nesse processo. Então o processo da criação é um processo que envolve toda a Santíssima Trindade. >> E então essa ideia do Espírito como criador, como criador de vida, já tá presente logo praticamente no segundo versículo da Bíblia. Então essa ideia criação e Espírito Santo tá muito próxima, né? Eu até pus aí na tela, eu escolho a versão Almeida da revista atualizada por um motivo específico, porque ela traduz o verbo eh hebraico eh por pairá e não por bovê, >> como as demais traduções. >> Eh, nenhuma tradução tá errada aí. Realmente o hebraico permite as duas traduções. Eh, mas o pano de fundo do texto, como ele quer passar eh o o símbolo do Espírito Santo, ou melhor dizendo, ele quer passar o Espírito Santo numa imagem de um pássaro que voa e nutre a sua criação. Então o verbo >> o verbo pairá ele cabe melhor aqui porque essa imagem porque o verbo pairá eu até ponho também na tela, ele aparece em Deuteronônio 32:11 usado para falar do processo que a águia usa para alimentar os seus filhotes. Ela voa, ela se move, né, de um lado para o outro e ela tá ali nutrindo os seus filhos, os seus filhotes. Então essa ideia tá presente aí em Gênesis 1:2. O Espírito Santo é como se fosse uma águia, eh, pairando sobre a face do abismo e criando nesse processo, alimentando a criação com vida, trazendo vida nesse processo de caos, de escuridão, de certa confusão. Esse lance, né, você já está lendo automaticamente, né, que esse rua, ah, esse rua ali, né, esse espírito de Deus, tu já toma como uma referência ao Espírito Santo. Sim, >> sim. E imagino que você não tá inventando isso. Você deve ter subido aí no ombro de gigantes e tal, mas alguns biblistas não fazem essa leitura, né? Tu discutiu, tu chega a pensar, eu vi que no teu livro tu não discute muito isso, até porque o teu livro é uma introdução à pneumatologia, mas eu sei que tu é um estudioso, por isso que eu me arrisquei a perguntar aqui nessa aula. É justamente essa discussão não tá no livro, mas ela existe porque também o hebraico permite a tradução do do Rua como eh vento, como ar em movimento, não apenas como espírito. Agora, se você pega, por exemplo, Von Rad, ele diz que o hebraico trabalha isso justamente porque existe esse caráter ambíguo na teologia hebraica. Você de fato não sabe se ali está tratando diretamente eh de uma ação divina, meramente uma ação divina. Ou seja, o vento que Deus empurra a criação a uma ação, a separação das águas, por exemplo, ou se é a descrição do próprio ser de Deus. Então, o texto bíblico, ele deixa isso em aberto. E aí o tradutor tem que fazer uma escolha. Se você pegar a maioria das versões usadas pelos evangélicos, Almeida revista atualizada, um exemplo, mas todas as traduções principais, NVT, NVI, Almeida Corregida, eles vão colocar aí o espírito com e maiúsculo como um sinônimo, né, de Espírito Santo. Eh, se você pegar uma discussão técnica, B, e falar: "Não, mas aqui a gente também pode traduzir por vento, como John Levson levanta, tá tudo certo, tá tudo correto, tá? Mas é próprio do texto bíblico que ele não deixa a gente fechar esse assunto. E isso é muito lindo, tá? Por quê? Porque ao mesmo tempo tá passando duas mensagens. O ser de Deus na pessoa do Espírito Santo tá trabalhando na criação, nutrindo essa criação, ao mesmo tempo que também isso denota uma ação direta de Deus, uma ação de separação daquilo que é caótico para aquilo que é ordeiro. É, então essa o vento de Deus, o movimento de Deus, ele produz ordem e não produz e bagunça. É o contrário, né? A bagunça tinha até essa ação, esse vento de Deus ocorrer. Então assim, >> eh, não vale a pena entrar num debate, ah, ou é uma coisa ou é outra, tá? Isso é típico, isso é uma luta que o Bibotal tem feito muito há muito tempo aqui, de mostrar que a Bíblia não foi escrita num contexto racionalista, num contexto grego, num contexto que tudo é muito lógico, né? Não. A Bíblia hebraica, ela tem essas aberturas que parecem contraditórias, mas que dentro da teologia hebraica ela faz sentido, porque são ideias que no fundo, no fundo se complementam. O que é Deus? Deus é esse ser que traz ordem ao caos, ao mesmo tempo que Deus ele está sempre produzindo movimentos. Isso o apóstolo Paulo vai falar lá no Novo Testamento quando ele diz que em Deus nos movemos. Então, toda ação também, o fundo dessa ação é a própria ação de Deus. Nós só produzimos, nós só criamos, nós só fazemos porque Deus antes faz, porque Deus antes produz, né? >> É, até porque Espírito de Deus do atê, ele é sinônimo de Espírito Santo, né? Vários teólogos vão afirmar isso. Até porque Pedro reconhece que o Espírito de Deus é o Espírito Santo, né? Jesus promete o Espírito Santo. Nós temos Pentecostes. Então Pedro ele associa o Espírito Santo ao Espírito de Deus. O que dá pra gente entender essa referência, né, que a os autores bíblicos utilizam o Espírito de Deus para se referir a Deus. Obviamente que a mentalidade do Antigo Testamento é uma mentalidade é monolátrica. Só existe um Deus. Essa ideia de uma outra pessoa, né, adjacente a Yahé, é estranha ao Antigo Testamento, mas nós temos a revelação completa, nós temos, né, uma leitura a partir também da segunda aliança. E a leitura a partir dessa segunda aliança influencia a leitura da primeira aliança, né, do primeiro testamento. Então ali a gente chapírito de Deus é uma possibilidade e é eh de ser a terceira pessoa da trindade, por assim dizer. É isso. É importante enfatizar porque certamente o autor de Gênesis, quem escreveu esse versículo no original, não tava pensando aí na segunda ou na terceira pessoa da Santíssima Trindade e tal ou ou mesmo na primeira pessoa, uma divisão entre pessoas, tá? Eh, isso certamente não aconteceu, mas como você bem lembrou, a gente tá à luz da revelação completa. A gente tem uma revelação progressiva nas Escrituras e o próprio Novo Testamento vai fazer essa releitura do Antigo e vai fazer essa releitura do Espírito de Deus como o espírito de Cristo. Então, tem essa ligação e também como uma pessoa, né? Vai dar atributos pessoais ao Espírito Santo, algo que o Antigo Testamento não faz. >> Muito bom. Vamos seguir então pro slide do Gutier. um cara super preparado aqui. Que que nós temos? Vamos lá. >> Um versículo de Lucas agora no Novo Testamento. O que que é interessante aqui? Eu acabei de falar lá na criação, o Espírito Santo como uma águia tava nutrindo essa criação sobre a face do abismo. E aí quando o anjo anuncia a Maria que ela tá grávida, ela faz uma pergunta óbvia: "Olha, eu tô, como que eu tô grávida ou como eu vou ficar grávida se eu nunca conheci homem?" Aí o anjo responde a ela: "O espírito virá sobre você e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra". Olha mais uma vez a imagem da águia aqui ou a imagem de um pássaro. O espírito envolvendo Maria com a sua sombra que remonta ao salmo de número 91. Ali é uma descrição do próprio Deus, né? como uma águia ou como um pássaro que protege. Olha como também Lucas e também Mateus que que cita esse episódio, eles fazem de alguma forma uma releitura de Gênesis 1, porque Jesus ou o ventre de Maria, melhor dizendo, ele é sem forma e vazio. Há trevas naquele abismo, não tem nada ali. E aí vai o espírito e põe a semente da criação. Então o espírito de vida é o espírito de vida lá em Gênesis 1 e o espírito de vida em Lucas. Então, é o mesmo espírito que produz a vida no mundo, é o espírito que vai produzir também a vida no ventre de Maria. Então, acho essa relação >> sensacional. É linda de a gente ver que o Espírito Santo, ele tá sempre produzindo vida. Onde ele age, ele produz vida, né? Não é um espírito de morte, não é um espírito eh de produção de caos, pelo contrário, ele vai trazendo ordem, ele vai trazendo beleza, ele vai trazendo bondade, ao ponto que a criação é retratada dessa forma, né? Deus sempre fala e viu Deus que era bom. Então, o bom e o belo ali no hebraico são palavras muito próximas, né? E viu e viu Deus que era belo e viu Deus que era bom. Então, da mesma forma a gente tem esse relato aqui no no Novo Testamento. >> Sensacional. >> O que eu quero apresentar com isso, no livro eu faço a menção esses dois textos, é que a Bíblia tá apresentando de Gênesis ao Apocalipse e a Bíblia como um todo, o espírito como criador, o espírito como produt, literalmente o espírito como produtor de vida. Então essa ideia é muito presente na Bíblia. >> O Jack Levon aqui, ele ele é bem ousado até nas conclusões que ele tem nesse livro aqui. E ele fala, né, que o espírito tá sobre toda a criação e ele assume isso, né, pelo que eu entendi do livro dele. Eu não cheguei a lê-lo completo, mas os capítulos em que ele aborda isso, não sei se tu já teve contato com essa obra aqui do Jack Lev, mas >> enfim, fui eu que indiquei para Thomas Nelson. >> Eu imaginei que tinha o teu dedo por aí, mas ele assume muito isso, né? por exemplo, ele se recusa a fazer essa distinção, né, de maiúsculo, minúsculo, gente, é o espírito, é o espírito, né, e esse espírito é de Deus e está sobre toda a criação, né? Então ele bate esse martelo aí, então esse fôlego que e aí onde ele talvez ele ele fere um pouco as mentes mais eh, eu não vou usar a palavra fundamentalista, vai, mas talvez as mentes mais dogmáticas, né? Porque não, como assim o espírito de Deus está sobre todo mundo, né? É uma afirmação meio forte que ele faz e tal. Claro que em alguns o espírito vai desenvolver questões morais e éticas a partir, né, da relação com Cristo e tal, mas ele, o espírito de Deus está sobre todo mundo. >> É, mas é necessário entender essa afirmação do Levison e do Amo Jong também, é que eles gostam de eles gostam de afirmar isso, mas eles não estão afirmando uma espécie de panteísmo, tá? Isso isso não quer dizer que a o espírito de alguma forma possua o objeto, ou seja, o espírito está na árvore, [limpando a garganta] o espírito está no seu computador, por exemplo. É, não é que o espírito está dentro ou se movendo dentro do objeto. Não é uma ideia panteísta aqui. A ideia é que de alguma forma o espírito está nutrindo toda a criação. Então, onde o espírito tá agindo, aliás, onde há vida, onde há movimento, onde há dinâmica, onde há criatividade, há uma ação do Espírito Santo. E aí essa ideia é importante, Bíblo, porque, por exemplo, e pense comigo aqui, eh, na lista dos dons espirituais que Paulo dá lá em Romanos. Ele cita um dom espiritual que é o dom da administração. [roncando] E ele cita o dom da misericórdia. Aí você pode pensar comigo, domist. Quantas pessoas têm capacidade administrativa que nunca pisaram numa igreja? Você deve conhecer pessoas assim. Eu conheço pessoas assim. Afinal trabalho, eu trabalho num ambiente em que há várias pessoas com uma baita capacidade administrativa, mas Paulo vai chamar isso de dom espiritual. Por Bíblia nem todo domáter meramente sobrenatural. Nem todo dom ele tem uma origem eh apenas pós conversão, ou seja, algo que eu recebo apenas depois de nascido de novo. Muito dos dons que nós temos são dons que a gente já nasce com eles, a gente já tem uma inclinação natural a eles e que quando a gente entra na comunidade cristã, Deus de alguma forma apenas intensifica ou santifica esse dom para que ele sirva ao reino de Deus. Mas a pessoa já tem aquilo na sua vida. O dono da administração é um exemplo disso. >> É, e tu aborda isso até no teu livro. Achei muito bacana, né? Dons, eh, dons e talentos, que a gente faz essa distinção de dons e talentos, mas na Bíblia é uma é uma parada mais fluída, né? Até porque a palavra talento, ela é bem recente na nossa no na nossa língua, né? Ou no nosso conceito, porque tu até fala no livro, eu esqueci agora de quando que ela remonta. É século agora. 17. É, é bem recente. >> É recente. E, e a Bíblia, e aí você fala que o espírito, né, o espírito de Deus está sobre várias pessoas no Antigo Testamento, por exemplo, para próprio Gênes, né, fazer artes e e ferramentas e música. Ah, e por aí vai, né? Os descendentes de Caim lá, né, eles são dinamizados. É isso que eu tô falando besteira aqui agora. Eh, eu dou exemplo lá do tabernáculo que você tem Balel, por exemplo, >> ele é capacitado capacitado pelo Espírito Santo para fazer o papel de arquiteto e o papel de artista do tabernáculo. Ele tá praticamente desempenhando esses dois papéis, né? E o texto é bem claro, dizendo que ele é cheio do Espírito Santo para fazer isso. Então, a gente pode pensar assim: "Olha, existe um lado, eu vou usar a palavra correta aqui, não tô usando a palavra mundano, mas existe uma ação de mundanidade do Espírito." Em que sentido? O Espírito Santo está agindo em toda a criação. Então, de alguma forma, aquele conceito dos irmãos reformados de graça comum, por exemplo, que que os pentecostais vão explicar? Essa graça comum é a ação do Espírito Santo, trazendo beleza, bondade e ordem para o mundo. Então, onde há essa ação, ainda que seja de pessoas que não conhecem a Deus, é uma ação do Espírito Santo. Então, é isso que o Levson, é isso que o Amo é isso que esses autores eh pentecostais, carismáticos, contemporâneos têm chamado atenção. Olha, vamos olhar o Espírito Santo além daquilo que a gente sempre aprendeu na escola dominical, o Espírito Santo só atuando na salvação. Não, esse não é o único papel que a Bíblia dá ao Espírito Santo. É verdade que em João esse é um papel muito central do Espírito Santo, o envolvimento de de do Espírito com a salvação, com o convencimento do pecado. Mas vamos lembrar que não existe só o Evangelho de João na Bíblia, né? E o Espírito Santo não é só retratado ali. Então, durante toda a escritura tem essa ideia que o Espírito Santo ele tá de alguma forma muito envolvido com a criação eh do mundo, né? >> Muito bom. E aí, Gutiér? Continua aqui, ó. proteção, presença e ação. Ah, já falamos isso, né? >> É justamente essa sombra, ela diz respeito a isso, ela simboliza isso, ela simboliza essa presença, essa proteção, eh essa ideia que permeia o texto, mas que tem essa ligação bem estreita, acima de tudo, que o espírito gera vi. >> Legal. >> Ô, desculpa interromper aí esse podcast, você tá vendo, você tá aprendendo um monte de coisa, né? Eu só quero te lembrar que a gente tem um curso inteirinho sobre a pessoa do Espírito Santo por apenas R9,90, parcela única, acesso por um ano e você vai ter horas de conteúdo sobre a pessoa do Espírito Santo comigo, Cacau Marques e Guilherme Nunes. Link aqui na descrição deste BTC 641 em bibotal.com ou aqui no YouTube, tá bom? Beijo. Aproveitou, sério, tá bom demais esse curso. Vá, vamos continuar. Vamos continuar. E aí, as primícias do espírito, o que que isso tem a ver com o nosso tema? Vamos lá. É, tem tudo a ver que tá em Romanos 8:19 a 23. É o grande capítulo em Romanos sobre o Espírito Santo. Então Paulo, ele vai falar da ação do Espírito Santo na vida do crente. E nesse trecho especial do versículo 19 ao versículo 23, o Paulo fala sobre o Espírito Santo e a criação. Então veja, esse tema volta aqui no Novo Testamento também em Paulo. E aí Paulo fala algumas questões. Primeiro ele fala: "A criação tá sujeita à vaidade". Ou seja, ela tá sujeita à destruição, aquilo que é ao vazio, a a de alguma forma a desordem, tá? Paulo diz, a criação tá sujeita a essa vaidade. E aí essa criação que ela tá manchada pelo pecado, ela anseia libertação. Ela anseia a libertação da corrupção. Então vamos lembrar duas palavrinhas que Paulo usa aí, vaidade e corrupção. E aí ele fala que a criação também gemeção tá sofrendo as consequências do pecado. O que que é interessante aqui? Mais uma vez o tema de ordem e desordem. Se o Espírito Santo estava criando ordem lá em Gênesis 1 2, o pecado em Gênesis 3 tá criando desordem. E aí Paulo tá mostrando aqui, olha, a criação sofre as consequências dessa desordem. Ela tá sujeita à desordem, ela é escrava da desordem, mas aí ela compartilha uma dor. Ela tem uma dor, ela tem uma, ela tem um anseio de se libertar dessa desordem. E Paulo vai lembrar, nós somos a primícia do Espírito em nós. Em primeiro lugar, antes da criação, o Espírito Santo já tá trazendo ordem. Porque, por exemplo, se eu penso aqui no pecado do ódio, ele é uma desordem em relação ao amor, que é uma ordem. Se eu penso aqui na impaciência, é uma desordem em relação a paciência, que é uma ordem, que é uma ação do Espírito Santo na nossa vida. Então Paulo tá dizendo: "Olha, a criação anseia por isso e vocês crentes vocês também anseiam por isso, porque vocês ainda estão naquele processo do já ainda não. Você já experimenta o Espírito Santo, mas não de maneira completa. Vocês ainda não estão totalmente restaurados." E aí Paulo vai falar da ressurreição. Quando que vai chegar esse momento da libertação da corrupção? No dia da última ressurreição. No dia que o nosso corpo, ele vai ser um corpo totalmente restaurado. E aí, Bibo, olha que interessante aqui, ó. O que que Paulo tá falando, ó o argumento dele. Ele tá dizendo o seguinte: o anseio que eu tenho, eu ser humano, eu homem tenho de um dia ser liberto da corrupção, da desordem do pecado. Esse anseio tá presente na criação, na natureza. Então ele tá, o anseio é o mesmo. A diferença entre eu e a natureza é que eu comecei esse processo, ou melhor dizendo, o Espírito Santo começou esse processo de restauração primeiro no ser humano, mas que virá o dia que isso também vai incluir a criação. Então a nova >> dos seres vivos, né, >> os seres vivos na natureza de maneira geral. >> E aí Paulo conclui esse esse argumento falando da ressurreição corporal. Então o que que o que que a gente tem aqui? Paulo literalmente está ensinando que a ressurreição corporal é a primícia do espírito também em relação à criação. A criação também vai sofrer, ou melhor dizendo, ela vai desfrutar de um processo de ressurreição. Isso aqui tem tudo a ver com ecologia. Aí eu falo até no livro, eu moro aqui próximo ao rio Pinheiros. O rio Pinheiros é um rio que tá sendo limpo. Nos últimos 3 anos o rio tá num processo de limpeza. Eh, eu cresci sempre aqui na zona sul de São Paulo e esse rio sempre marcou aqui a vida da gente negativamente. >> Eita! É porque o rio era literalmente um esgoto, água literalmente preta, né? Cheirava, cheirava mal, muito mal. E aí agora tá esse processo. Eu um dia eu tava andando de bicicleta ali no rio e ele já tá verde, ele já tá ficando mais claro, já tá surgindo vida, já tem pato, já tem ganso, vai, a vida animal já tá começando a surgir. O que que é isso se não processo de não só restauração, quando a gente vê isso é um processo de vida renascendo. Vida renascendo é ressurreição. Então, quando a gente a gente trabalha essa ideia de ecologia, eh, Bibo, a ecologia é um processo sim humano, sim, feito por nós, mas que de alguma forma tá antecipando o que um dia vai acontecer com essa criação. Então, é encarnar uma ideia, que essa ideia linda e maravilhosa que um dia esse mundo será restaurado. Agora, Gutierrez, e no isso implica no meuento e na minha consciência com o planeta, né, com a ecologia, assim, eu, o Franc Shafer chamava a a natureza de irmã. É muito legal isso, né? Porque não é a mãe, né? Tem a turma que diviniza a natureza, né? Eles têm intenção boa que é proteger a natureza, mas eles têm uma filosofia do nosso ponto de vista, a mãe natureza, a Gaia, não sei das quantas lá e tal. E a nós não precisamos, né, ter isso. Só que ao mesmo tempo, parece que o cristianismo, né, e o tema da ecologia nunca foram muit assim pautas relevantes na discussão teológica, né? Você tem alguns players discutindo ecologia e teologia e tal, mas não é um tema que ocupa, né, seminários, congressos e tal. a gente pensa pouco essa relação e meio que assim, ó, gente, vamos se preocupar em salvar pessoas porque o mundo vai acabar e eu não posso levar foca pro céu, né? Como que esse pensamento, né, da criação que geme, da criação que é perpass perpassada pelo espírito é complicaz, é no sentido da é perpassada, né? É esse Deus que é imanente, transcendente, eh, sabe, mesmo tempo é transente, né? Para usar uma linguagem do bof aqui. Como é que isso nos ajuda? essa compreensão, porque você fala ali, né, Espírito Santo e ecologia, que relação que é, porque assim, ah, beleza, ele aponta para algo futuro, mas age também, tem alguma ação no presente agora da igreja, do crente? >> Perfeito. Primeiro, por que que a gente tem essa dificuldade, né, com esse tema? Como tudo, tem duas questões, escatologia e política. A pauta ecológica normalmente é uma pauta vinculada a partir dos progressistas. Eh, os cristãos conservadores, os evangélicos que são conservadores em sua maioria, eles já têm uma certa dificuldade, preconceito com o tema, né? Puxa, ah, isso é coisa de de esquerdista, isso é coisa de progressista, então já tem esse problema. E aí eu sempre gosto de lembrar o Roger Scrut, que foi um filósofo britânico que é considerado basicamente o grande nome do final do século XX do conservadorismo, que ele escreveu um belíssimo livro em defesa da ecologia e ele dizendo que um bom conservador naturalmente tem que conservar a natureza. Ele não pode ser a favor da destruição eh da natureza, né? Então tem esse preconceito ideológico que a gente precisa romper porque o evangelho tá acima dessas discussões banais da da ideologia. Esse é o primeiro ponto. Segundo, Bibo, é escatologia. Escatologia, infelizmente, uma escatologia mal feita, ela atrapalha demais, porque por muito tempo a Igreja Evangélica tem trabalhado só a maioria com uma escatologia muito escapista, que é aquela ideia, ó, esse mundo vai de mal a pior, esse mundo não presta para nada, ele vai acabar e a gente vai pro céu. Então, por que que a gente vai se preocupar com esse mundo aqui? Só que não é isso que a Bíblia ensina. Eu acabei de de mencionar aqui Romanos 8, Paulo tá dizendo claramente, a criação ela anseia por redenção final. E Paulo diz, "E essa redenção vai chegar". Não é que ela só anseia e tá ansiando e vai morrer com esse anseio, não. Essa redenção vai chegar. A Bíblia fala em novo céu e nova terra. E aí tem um problema, porque muitos cristãos interpretam esse novo céu e a nova terra como algo totalmente novo, mas à luz do que Paulo fala, inclusive que a Bíblia precisa ser lida como um todo. Muito bem o Dicky Bailey, ele interpreta o Apocalipse 21 dessa forma. Ele lembra quando a gente fala em novo céu e nova terra, a gente tá falando literalmente de uma terra ressuscitada. Não é uma terra destruída e feita uma nova do zero, porque Deus aprecia sua criação. Deus ama a sua criação. Deus viu que ela era boa. Como que Deus vê que a criação é boa e ele vai destruir ela completamente? Não faz nenhum sentido. Então, à medida que a gente pensa, puxa, se Deus quer Deus, olha pra sua criação e vê bondade e beleza. Se Deus quer Deus, vai lutar de alguma forma, lutar aqui entre aspas, para que essa criação seja totalmente restaurada e ressuscitada. E faz isso inclusive através do Espírito Santo, porque o Espírito Santo que ressuscitou Jesus, isso Paulo vai falar em Romanos 8, ou seja, mais uma vez o Espírito Santo produzindo vida. Então, onde o Espírito tá, a vida sendo produzida. Então, se ele ressuscita Jesus, ele também vai nos ressuscitar. Paulo fala. E aí a gente pode fazer também essa implicação que o Espírito Santo vai ressuscitar a criação. >> Perfeito. >> Quais são as implicações disso? Então, Bibo, são várias. Puxa, se eu que sou uma criatura e Deus fala que essa criatura, que essa criação que eu faço parte dela é boa e que ele vai restaurar essa criação, eu devo valorizar essa criação. Eu não devo ser parte do caos, da confusão que produz mais morte e produz mais eh desordem. Não, pelo contrário, eu sou um agente de vida. Essa é a implicação prática, ética, moral que nós temos. Onde o cristão está, ele tá promovendo vida. E existe hoje, a gente pode, esse assunto aqui é tão rico, Bibbo, que a gente pode ir para vários aspectos. A gente pode ir para teologia pública, por exemplo. Existe hoje um processo no no mundo ocidental de necropolítica. Que o que que é a necropolítica? É a política da morte. É uma política que você trabalha em torno dela produzindo discursos de ódio, de rancor, de ressentimento, muito ressentimento envolvido. Isso produz o quê? Isso só produz morte. Então isso não é um tipo de política cristã, não é um tipo de ecologia cristã, né? Então essa ideia da preservação é uma ideia totalmente lógica à luz da Bíblia. >> Muito bom. Muito bom. Vamos lá. Olha, a aula tá tá indo, hein? Muito bom. E gente, tem isso no livro do Gutierre, sensacional. E a gente até ampliu aqui. Isso aqui já é um plus do livro. Enfim, o livro vai complementar o que é também um complemento aqui, essa essa essa multi essa linguagem, né? Essa, como é que é? essa troca de mías, essa interdisciplinariedade, essa, mas não é interdisciplinariedade, essa multimídia, né? Isso é muito legal, >> Bíblia. Então, eu encerro aqui a mais caminhando pra conclusão da aula com uma frase da da TW em que ela fala o seguinte: "Olha o que ela fala: "A natureza é um ícone". A natureza é um ícone. Eu tava, quando eu li essa frase, eu pensei: "Puxa, como que é algo tão simples assim? Eu nunca tinha parado para pensar." Sabe aquela sensação, né? Isso é tão óbvio que, mas eu nunca parei para pensar. A Bíblia diz que a natureza revela a glória de Deus. Isso tá presente o tempo todo em Salmos. Se a natureza revela a glória de Deus, a natureza é uma espécie de ícone. Que o que que é o ícone na liturgia? O ícone é um símbolo que que aponta para Deus, que aponta pra presença do Senhor. Então, a natureza é um ícone, é uma janela para o céu, como ela diz aqui. Agora, quando a gente destrói o ícone, não podemos mais ouvir o seu chamado adoração. Ou seja, se a natureza ela aponta para Deus, ou seja, ela aponta pra contemplação, ela aponta pra beleza de Deus, ela aponta pra bondade de Deus, é a natureza tem aquela capacidade de nos levar ao maravilhamento. E se ela é destruída, a gente perde essa capacidade de se maravilhar. E o mundo é moderno, ele é um mundo que vai perdendo sempre o seu encantamento. Então a gente não tem mais aquela coisa de acordar cedo e ver assim o nascimento do sol, né? A gente acorda num apartamento, tudo fechado e tal, a gente sai na rua, o sol já tá lá em cima, a gente nem percebe esse processo. Ah, o porro do sol sempre é um espetáculo o pôr do sol. Normalmente nas épocas do ano onde não há muita chuva, por do sol é maravilhoso, mas a gente tá no carro, a gente tá naquela correria, a gente nem presta atenção e a gente vai perdendo essa capacidade de se maravilhar e adorar. Isso aqui eu lembro uma vez, Bibo, há muito tempo atrás eu fui em Santiago, no Chile, e eu cheguei em Santiago à noite. Aí quando de manhã eu acordei, abri a janela do hotel e o meu hotel era aquele hotel antigo que a janela era de madeira ainda e aí a janela dava pra cogilheira dos antes. Foi a primeira vez que eu vi uma montanha com neve, né? A minha reação foi essa, assim, uau, que coisa maravilhosa, assim, é isso que ela tá falando, a natureza aponta para esse maravilhamento. Mas se tivesse uns cinco prédios na minha frente, eu não ia ter essa sensação maravilhosa, né, que a natureza nos convida a adorar, nos convida a louvar. E outra coisa, a natureza fará parte de todo processo de adoração no final dos tempos. Basta ler Apocalipse capítulo 4, capítulo 5. No capítulo 4 fala de quatro animais, de quatro seres. Esses quatro seres representam a criação, porque um representa o homem, o outro representa os animais domésticos, o outro representa os animais selvagens, outros as aves. Ou seja, uma forma na linguagem simbólica do apocalipse fala: "Toda a criação tá envolvida no processo de adoração a Deus. E os quatro seres viventes, dependendo da tradução, diz o texto que eles ficam cantando lá santo, santo, santo é o Senhor, que é o mesmo cântico dos anjos de Isaías, capítulo 6, né? >> Então, a criação louvando ao Senhor. Muito bom, cara. Muito bom. Poxa, Gutierrez, obrigado mesmo por essa aula aí, falar de criação. Ah, inclusive sobre criação, gente, nós temos o módulo Deus uma aula sobre a teologia da criação, que é um aspecto diferente, mas lá a gente também aborda questões eh pneumatológicas, mas a gente fala mais da teologia da criação, tá? Eu e o Paulo naquela aula tá sensacional também. E é isso, Gutierres, obrigado. Mostra de novo a capinha do livro. O meu não chegou ainda. Mostra aí. Aí, ó. Mostra. Olha aí, gentia. uma perspectiva pentecostal. Diga. >> E um último comentário, Bibo, assim, você citou eh que eu até comento no livro a respeito desses grupos que fazem do planeta Terra um ídolo, a deusa Gaia, né? Eh, de fato, isso existe, mas isso é uma minoria, sabe? E aí a gente fica se apegando, a gente, eu falo, nós evangélicos, ficamos nos apegando a isso para justificar a nossa preguiça muitas vezes de não fazer nada. Aí a gente, ah, tá vendo? Mas tem um pessoal aí tão radical que tá adorando o planeta Terra, tá? árvore, tá aplaudindo o sol, não sei o quê. Cara, isso é uma, isso é um bando assim de jovens adolescentes, coisa que adolescente jovem gosta, porque não tem muita ideia na cabeça e fica abraçando essas coisas. Mas isso é uma minoria. A maioria das pessoas não estão nem aí com esse assunto. >> Agora, ô Gutes, não fica cutucando muito que daqui a pouco vai entrar a galera que vai discutir sobre o Green Peace e aí as ideologias do Green Peace que apoia isso, que apoia, gente, a discussão não é essa, tá? Então assim, o Green tem, é óbvio que ele tem as ideias dele, faz as coisas dele, tal, enfim. E a gente não tá discutindo isso aqui. O fato é que sim, cristãos devem estar envolvidos nessas questões, nessas discussões, principalmente agora, né, pensando no futuro, ah, várias vários acordos, são discussões importantes e tal. A gente tá num estilo de vida eh bem complicado, né? o nosso estilo de vida, ele faz mal pro planeta e é muito difícil a gente reverter ele. Mas assim, dá pra gente fazer várias coisas antes de tudo, antes da gente deixar o livro de Eli, né? O mundo do livro de Eli pros nossos filhos, [risadas] dá pra gente tomar uma série de posturas e sim, a igreja deveria discutir esse tipo de coisa com certeza. Gutierres, estamos junto. Deus te abençoe, gente. O @ do Gutierres vai est aqui na descrição deste vídeo, dessa aula. Siga ele nas redes sociais. É mais ativo aonde, Gutierres? Facebook, né? Gutierres é velho. Instagram. Tô brincando. >> É, mas eu sei que tu curtiu. Tu tu tu atualiza lá o Facebook. É meio que simultâneo, né? Mas tem uma galerinha que >> é, mas tem uma galerinha que só te segue lá no Facebook, os irmãos, as irmã do coque e tal, que eu tô ligado. É isso, >> meus irmãos. 45 mais. >> Exatamente. Voltamos na próxima aula. Que Deus abençoe todos vocês.