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A fé vem pelo ouvir

O Senhorio de Cristo no lar: relações transformadas pela Graça (Cl. 3.18 – 4.1) | Rev. Rubens Cirq.

O Senhorio de Cristo no lar: relações transformadas pela Graça (Cl. 3.18 – 4.1) | Rev. Rubens Cirq.

O Senhorio de Cristo no lar: relações transformadas pela Graça (Cl. 3.18 – 4.1) | Rev. Rubens Cirq.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Paulo aos Colossenses,
capítulo de número três. Nós vamos ler a
partir do verso de número 18 até o verso
1 do capítulo 4.
Mesmo assentados, nós vamos acompanhar a
leitura da palavra do Senhor.
Por favor, mantenha também a sua Bíblia
aberta durante a exposição para que você
possa acompanhar no texto.
Palavra do Senhor que assim nos diz:
"Esposas,
sede submissas ao próprio marido, como
convém no Senhor.
Maridos, amai vossa esposa e não a
trateis com amargura.
Filhos, em tudo obedecei a vossos pais,
pois fazê-lo é grato diante do Senhor.
Pais, não irriteis os vossos filhos para
que não fiquem desanimados.
Servos, obedecei tudo ao vosso Senhor
segundo a carne, não servindo apenas sob
vigilância, visando tão somente agradar
homens, mas em sigeleza de coração,
temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes,
fazei-o de todo coração, como para o
Senhor e não para homens, cientes de que
recebereis do Senhor a recompensa da
herança. A Cristo, Senhor, é que estáais
servindo. Pois aquele que faz injustiça
receberá em troco a injustiça feita. E
nisto não há acepção de pessoas.
Senhores, tratai os servos com justiça e
com equidade, certos de que também vós
tendes, Senhor no céu.
Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós estamos diante do
Senhor e diante da palavra do Senhor que
nós acabamos de ouvir. Queremos, ó Deus,
portanto, que seja o Senhor, por meio do
Teu Espírito, a nos guiar, ó Deus, para
que, de fato, sejamos confrontados por
meio da tua palavra, saiamos daqui
edificados, ó Deus, mas principalmente
que o nosso coração se converta ao
Senhor, ó Deus, eh, por meio, ó Pai, do
confronto da tua palavra. Que nós
possamos, ó Deus, viver, ó Deus, de modo
digno do evangelho, ó Deus, ao qual
fomos chamados em Cristo Jesus.
Abençoe-nos, ó Deus, e a nossa oração em
nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos, nós estamos diante da carta
de Paulo aos Colossenses e quando nós
olhamos para esse texto, nós precisamos
primeiro detectar qual é o foco aqui da
condição caída. para que nós não caiamos
no erro de pegar esse texto e
transformá-lo apenas numa lista moral,
uma lista de deveres onde nós devemos
cumprir. Aqui nós temos, por causa do
pecado, nossas relações, elas são
marcadas por egoísmo, abuso,
resistência, autoridade. Porém, nós
vamos entender que aquilo que Paulo está
falando nessa carta é que nós precisamos
em Cristo entender que toda submissão
precisa passar por Cristo Jesus.
Portanto, lá ele só pode ser restaurado
ou cada relacionamento quando ele é
submetido a esse senhorio de Cristo
Jesus. Aqui nós estamos então diante de
um texto que Paulo após declarar aqui no
verso anterior, no verso de número 17,
ele termina dizendo: "Tudo quanto
fizerdes, fazei-o em nome do Senhor
Jesus". Agora ele está aplicando, a
partir do verso de número 18, essa
verdade num campo agora mais íntimo da
vida, que é o lar. Então, nós vamos
perceber que o cristianismo aqui e
aquilo que Paulo está nos ensinando,
ensinando a igreja de Colossos naquele
momento e também nos ensinando por meio
da palavra do Senhor, é que o
cristianismo ele não é abstrato, ele
precisa se manifestar agora no
casamento, na criação de filhos e no
trabalho. Mas olha aquilo que nós
estamos inseridos para que a gente
entenda quando muitas vezes nos dias de
hoje as pessoas olham pro texto e fala:
"Não, mas isso foi lá no tempo de Paulo
isso não se aplica mais no tempo de
hoje". Mas olha para aquilo que era a
construção daquela sociedade ali em
Colossos. Nós estamos na cidade de
Colossos, que era uma pequena cidade
aqui na Fríja, né, no Vale do Lico.
Então nós vamos perceber que hoje, se
você quiser se situar é a Turquia. E no
primeiro século aqui, nós estamos
percebendo e vê que aqui já era uma
região em decadência. Ela ficava mais ou
menos 15 km de Laudiceia, né, Ierápolis,
que era a região rica ali daquela
daquele lugar e com muita mistura. Aqui
nós temos povos diversos. Aqui era
gregos, frigígios, romanos e uma colônia
judaica muito grande aqui neste lugar. E
essa esse povo se misturou aqui e virou
um sincretismo aqui religioso já naquele
tempo. Eles já viviam esse sincretismo
religioso diante de tantas misturas.
Aqui nasce então a igreja de Colossos.
Paulo, ele nunca esteve aqui nessa
igreja ou em Colossos, porque essa
igreja ela foi plantada por Epáfras,
que era discípulo de Paulo durante o
ministério dele lá em Éfeso. A gente vê
isso lá em Atos, no capítulo 19 do verso
10. Ela era formada principalmente agora
por gentios e alguns judeus dessa
comunidade que tinha descido para aquela
região e eles se reuniam em casas. Por
isso que a gente vai perceber que também
a ênfase no texto está no lar. Lembra
que essa igreja começa na casa também de
Epáfras? A gente vai vendo isso ao longo
também de Colossenses, o capítulo 4,
verso 15. Paulo então escreve essa carta
à igreja. Ele estava preso nesse tempo.
Ele já estava preso em Roma no ano 60,
62 aqui depois de Cristo. Possivelmente
Epáfras procura Paulo para falar a
respeito da igreja e daquilo que tinha
sido uma ameaça que estava entrando para
dentro da igreja ali de Colosso.
A gente vai ver que há uma heresia aqui,
Colossense, no meio dessa carta, que era
uma mistura de legalismo com asetismo e,
principalmente, uma mistura agora de
culto aos anjos e também uma pitada de
filosofia grega. A gente vê isso em
Colossenses capítulo 2 verso 8 e do 16
até o 23. Essa heresia, o cerne dela é
que atacava principalmente a suficiência
de Cristo Jesus. Era o cerne de toda
essa heresia aqui. Portanto, Paulo
escreve a carta exaltando a supremacia
de Cristo. A gente então tem um dos mais
belos textos falando a respeito de
Cristo Jesus no capítulo de número dois
falando que ele é o cabeça da criação,
da igreja e de tudo. No capítulo 1, do
verso 15 até o 20 também falando a
respeito disso. E só depois de firmar
aqui a doutrina, ele começa a aplicar a
prática dessa doutrina. Se nós temos a
supremacia de Cristo Jesus, como que
agora essa doutrina se aplica na nossa
vida? Não apenas como um conceito, OK?
Para eles, talvez pudessem dizer: "OK,
nós concordamos, nós concordamos com o
Cristo, talvez Cristo superior a todas
as coisas, mas agora Paulo está falando,
tudo isso precisa ser aplicado na nossa
vida e na nossa vida prática". Por isso,
capítulo 3, verso 18 até o capítulo 4
verso 1, ele vem depois de Colossenses
3:17, falando que tudo que nós devemos
fazer, nós temos que fazer eh com base
em Cristo Jesus. Mas aquele momento
greco-romano, o lar aqui também ele era
regido eh por aquilo que eles chamavam
de páter família, ou seja, de um poder
absoluto, né, e que, portanto, também
havia muito abuso de escravos. Aqui nós
temos as esposas nesse contexto como
propriedade e também os filhos, eles não
tinham direito nenhum. A heresia
ensinava ainda regras extremas aqui para
a santidade, né, em meio a tudo isso. E
Paulo, ele vai cortando tudo isso,
mostrando que não são regras místicas
aqui, eh, que transforma a vida de
alguém, mas é exatamente o senhorio de
Cristo, o entendimento disso, a
submissão ao senhorio de Cristo que
transforma plenamente a nossa vida.
Então ele pega a estrutura familiar da
época e coloca Cristo agora como Senhor
de cada relação. Então você vai perceber
que quando Paulo escreve aqui, ele não
está abolindo posições nenhuma, o que
para aquela época seria algo também
escandaloso.
Falar: "Olha, se isso tudo é uma
opressão, por que que não se determina
que acabe com tudo isso?" Paulo não faz
isso, mas ele transforma a motivação.
Então, a motivação deveria ser como ao
Senhor, no Senhor e porque no Senhor
serviz. Ele vai repetindo a mesma
expressão para mostrar a submissão de
cada uma dessas classes e como o
relacionamento deveria acontecer. Então
ele vai fazendo uma repetição aqui no
texto. Então quando ele fala tudo quanto
fizerdes, fazei em nome do Senhor Jesus,
ele logo aplica aqui no lá e está
dizendo literalmente para nós, o campo
de batalha da supremacia de Cristo não é
só eh no templo, é a mesa da casa. Isso
era revolucionário aqui para Colossos
aqui no primeiro século. Você vai ver
que havia também em meio a tudo isso,
como eu falei na mistura de povos, um
modelo romano ali que também estava
ligado àquilo que chamava de Pax romana.
Na cultura aqui greco-romana, você vai
perceber que no primeiro século o lar
ele girava em torno da do pater família
ou o homem tinha o poder aqui da vida e
da morte.
Aquilo sim de vida e morte. pátrias
potestas era aquilo que eles diziam
sobre esposa, filhos e escravos.
Portanto, a esposa que no contexto
romano, ele era, ela era uma propriedade
legal, portanto, o dever dela era
submissão cega e gerir a casa. Os
filhos, eles tinham que ter obediência
total. Desobedecer podia também eh darem
pena de morte. E aos escravos, aquilo
que eles tinham como escravos, eles não
passavam de ferramentas com voz. Era
aquilo que eles entendiam a respeito dos
escravos. Portanto, escravo não tinha
direito nenhum. E estima-se que nesse
tempo, na população ali onde a igreja
está inserida, 1/3 da população de
Colossos era escravo naquele tempo.
Portanto, a gente vai perceber que o
Estado romano exigia essa PX romana
começando no lar. Então, o lema deles
também era esse, casa em ordem, império
em ordem. Então, aquilo que estava sendo
determinado também era uma a partir da
própria sociedade, mas também havia um
apoio do Estado em meio a tudo isso.
Portanto, quando nós olhamos para aquilo
que a palavra de Deus está dizendo, nós
vamos perceber que nós não vivemos um
tempo pior do que aquele. Nós temos
repetições das mesmas práticas, das
mesmas condutas. E tudo isso por causa
de uma rebelião do ser humano contra
Deus e daquilo que é a vontade de Deus.
Então Paulo confronta isso nesse
capítulo a partir do verso 18 e ele pega
o Código Doméstico Romano e também
Aristóteles, o filósofo, né, que também
já usava isso, inverte a lógica dos três
aqui, das três formas que está sendo
colocada. Paulo inverte a lógica, ele
pega a cultura romana, Paulo aqui estava
no meio de tudo isso e começa a
confrontar.
Mas perceba o que ele diz. Ele diz em
primeiro lugar, esposa, sede submissas.
E a primeira impressão era que ela é:
"Mais Paulo, você vai repetir de novo
aquilo que nós já vivemos em meio a essa
sociedade, mas aquilo que ele está
falando é algo completamente diferente.
A estrutura é diferente. É diferente.
Aliás, ele mantém a estrutura, mas ele
tira o dono. Ou seja, a estrutura é essa
fundamental, mas o dono é algo
diferente. Então ele diz: "Convém no
Senhor."
Não é a César que convém, mas é ao
Senhor. Submissão. Então, agora no
contexto de casamento da esposa para com
o marido se torna adoração e não
escravidão. Ele inverte tudo isso. Nós
vamos perceber agora que maridos, então
talvez no império dizia: "Mandem".
Essa essa é a função de vocês. Paulo
então vem e escreve: "Marido, amai vossa
esposa e não a trateis com amargura".
Isso era a revolução total para esse
tempo. Você não vai ver em nenhum código
da época ali do império romano mandando
o marido amar a sua esposa. E aí a gente
vê quando tem o texto correlato lá de
Efésios capítulo 5 e aí diz que como
Cristo amou a sua igreja. Portanto,
proíbe a amargura aqui, que normalmente
está ligada ao abuso verbal comum na
época, mas isso é comum em todo tempo e
aquilo que normalmente se torna um poder
completamente tirano. Mas ele diz ainda
aos filhos, eh, aquilo que era na época
vocês obedecem ou apanham. O texto vai
dizer: "Filhos, obedeci a vossos pais em
tudo, porque isso é agradável ao
Senhor". Então, depois ele diz: "Pai,
não irriteis os vossos filhos.
filhos, obedeçam ao Senhor. Mas não é
por medo, não é por medo a obediência
aqui. E aqui, pela primeira vez numa
literatura antiga, o pai é limitado em
meio às suas, talvez aquilo que eles
entendiam como funções. Ele diz: "Não
irriteis", né? Falando a respeito dos
filhos, né? Tirando esse poder dos pais.
E Roma dava eh o poder ilimitado aos
pais aqui. E aí Paulo diz: "Seu filho é
do Senhor". Não é seu. O seu filho é do
Senhor. E aí ele se volta para o
escravo, que era como ferramentas da
época, e ele diz: "Escravos, obedecei em
tudo, mas como ao Senhor e Senhores,
tratai os escravos com justiça, tendo em
vista que também vós tendes Senhor nos
céus". O verso 22. Então ele diz, e ele
mostra agora na nesse terceiro golpe
aqui que ele faz contra a sociedade é um
golpe fatal, porque ele mostra que o
mesmo senhor que o patrão tem no céu é o
mesmo senhor do escravo. Tem Senhor no
céu. Logo, se o escravo tem Senhor no
céu, ele tem dignidade. Ele não é apenas
uma ferramenta. E ele serve de coração
porque serve a Cristo. Aí a pergunta é:
"E o Senhor humano?" Sim, ele vai
prestar contas diante de Deus. Porque
quando Roma dizia: "O escravo não é
gente", Paulo diz: "Os dois tem o mesmo
Senhor". E agora nós vamos perceber de
novo a lógica sendo invertida. trocou o
medo por graça. Roma mantinha a casa por
pela força. Agora o texto da palavra de
Deus vai nos colocar que é em nome do
Senhor Jesus o verso 17, que onde nós o
anterior ao texto que nós lemos.
Portanto, em meio a tudo isso, nós vamos
ver que essas relações se transformam em
um culto, porque tudo isso está voltado
à adoração aqui. Então, quando Roma
dizia: "Poder, mantém o lar". A heresia
Colossense dizia: "Regras místicas
mantém o lar". A palavra de Deus está
dizendo: Cristo é o Senhor do lar e a
graça transforma toda e qualquer
relação. Diferente também de códigos
agora greco-romano, se você faz um pulo
na história, é interessante isso. E por
que nós devemos sempre voltar à palavra
de Deus? Olha um pou um pouco pro tempo
da reforma, onde nós temos a ruptura
ali, reforma protestante. Nós temos um
código agora sendo feito por Lutero, uma
tabela que Lutero fez com base nesse
texto que é chamado House Taffel. E ele
coloca aqui como que eh de novo,
maridos, esposas, filhos e escravos,
eles devem agir. Só que é interessante
que isso foi popularizado por Matinho
Lutero ali no tempo e ele eh começa a
colocar os textos de Colossenses, de
Efésios e de Primeira Pedro 2, do
capítulo 13 e até o verso 7 do capítulo
3. Focados, né, parecendo que estavam
focados no senhorio de Cristo e na vida.
Mas quando a gente olha para esse
código, nós vamos perceber que Lutero
ele volta quase que a mesma coisa eh do
Império Romano em meio ao seu catecismo
de Lutéo que ele escreveu em 1529,
colocando regras básicas domésticas ali
e ele abordando essas relações todas e
agora colocando quase que na mesma pé de
igualdade que era no tempo do império
romano. Portanto, quando Lutero olha
para tudo isso, ele estabelece regras
que naquele tempo pareciam falando:
"Olha, nós como nós vamos agir no lar".
Só que ele olha sobre a perspectiva
moralista de como tudo isso deveria
fazer. Se você pegar o texto de Lutéo,
você vai perceber que em momento algum
ele submete isso ao senhorio de Cristo,
mas apenas como uma ordem fria. E aqui,
olhando para esse texto, nós temos
algumas lições para aplicar na nossa
vida. O lar, então, é o primeiro campo
onde o senhorio de Cristo deve ser
visível. E aqui nós temos a primeira
coisa que nós aplicamos na nossa vida. A
primeira coisa é a reciprocidade aqui no
matrimônio. O verso 18 e 19, ele nos diz
assim: "Esposas, sede submissas ao
próprio marido, como convém no Senhor, e
marido, amai vossa esposa e não a
trateis com amargura". Nós vamos
perceber que o senhorio de Cristo
transforma o casamento por meio da
submissão voluntária e amor sacrificial.
submeter-se aqui no texto, é
interessante olhar paraa palavra que é
usada no texto original, né? É a mesma
palavra de submissão
quando nos fala da submissão de Cristo a
Deus Pai. Portanto, aquilo que nós vamos
perceber quando isso acontece na palavra
de Deus é uma ordem funcional
voluntária. Lembra daquilo que a palavra
de Deus fala quando Paulo fala aos
Filipenses que Cristo Jesus ele se
humilha, ele se submete ao plano. O
termo usado para Cristo e a sua
submissão a Deus no plano de redenção é
o mesmo termo usado para submissão da
esposa para com o marido. Portanto, não
implica inferioridade. Como que nós
vamos dizer, então, se na trindade nós
não temos uma hierarquia
e agora quando nós aplicamos o mesmo
termo nas nossas relações, nós olhamos
pro nosso tempo e falamos: "Não, essa
palavra não combina com o nosso tempo
palavra não combinam mais com as nossas
relações. Hoje nós vivemos um tempo
diferente, só que é a mesma relação de
Cristo Jesus para com o Pai. é o mesmo
termo usado agora para submissão, que
não implica inferioridade, mas no texto
é uma ordem funcional voluntária. E de
novo ele repete como convém no Senhor.
O padrão não é cultural, mas é
cristológico sempre. O padrão é
cristológico. E aí ele vai dizer a
respeito do amor, falando agora do amor
do marido. E de novo, a palavra usada é
muito bem usada no texto original.
é o mesmo que nós conhecemos como ágape,
que é um amor sacrificial. E normalmente
aquilo que quando a palavra é usada, ela
sempre está se referindo àquilo que
Cristo Jesus fez por causa da sua
igreja, por minha causa e por sua causa,
esse amor sacrificial. Então agora ele
coloca esse amor quando ele fala:
"Maridos, amai vossa esposa e não a
trateis com amargura". Ele coloca o
mesmo termo quando sempre se refere
aquilo que Cristo fez pela sua igreja.
Como Efésios no capítulo 5 verso 25
ordena que esse amor seja espelhado
naquilo que Cristo Jesus fez pela
igreja. E agora o texto usa de novo um
termo. Quando fala amargura não sejam
ríspidos.
Por que que a palavra de Deus fala isso?
Porque Deus nos conhece. Deus conhece a
todos nós. Deus conhece as nossas
relações. Desde o início, a palavra de
Deus está nos redimindo. E se você
lembrar daquilo que acontece na relação
lá do pecado em Gênesis, uma das coisas
que a palavra de Deus nos mostra que
esse embate entre esposa, querendo
dominar, marido, né, e essa relação
toda, isso tudo estava agora embotado
pelo pecado. E, portanto, não e eh nós
teríamos essas tensões todas e todas
essas crises normalmente por causa do
pecado, e nós não entenderíamos
exatamente aquilo que é o plano original
de Deus. Mas muitas vezes quando nós
falamos a respeito disso, eh, pode ser
um em alguns momentos um traço, né, de
masculinidade, mas a palavra de Deus ela
vai direto ao ponto, porque ela conhece
a cada um. Ela conhece a dificuldade da
esposa se submeter ao marido. Ela
conhece a dificuldade do marido em mudar
completamente a sua postura, né? Não
sendo ríspido ou proibindo a dureza
literalmente no texto, proibindo essa
dureza. Portanto, aqui Paulo está
rompendo com a cultura helenista, que
era o padrão no tempo. E não apenas as
esposas têm deveres, mas o marido também
é responsabilidado, responsabilizado
aqui. E agora nós vamos vendo que o
argumento de Paulo está completamente
ligado àquilo que Gênesis no capítulo
1:27 e Gálatas 3:28, a palavra de Deus
dizendo, mostrando a igualdade
ontológica, ou seja, de homem e de
mulher. Lá no capítulo primeiro de
Gênesis, a palavra de Deus quando diz:
"Criou Deus, pois, o homem a sua imagem,
imagem de Deus o criou, homem e mulher
os criou".
A ideia que sempre passou em alguns
momentos da história, que somente o
homem foi gerado a imagem e semelhança
de Deus. Alguns momentos, mesmo nessa
cultura aqui, que mulher não tinha alma,
a alma dela era ela só alcançava a alma
quando ela se casava.
Em meio a todas essas relações que
haviam ao longo da história, a palavra
de Deus já dizendo em Gênesis, no
capítulo 1, verso 27, igualdade
ontológica, palavra de Deus ainda
falando, né, aos Gálatas diz: "Dissarte
não pode haver nem grego, nem escravo,
nem liberto, nem homem, nem mulher,
porque todos vós sois um em Cristo
Jesus". Gálatas 3 verso 28. Portanto, a
distinção é funcional. E lá em no
capítulo 5 de Efésios, verso 23, ele
diz: "Porque o marido é o cabeça da
mulher, como convém a Cristo, é o como
convém e como também Cristo é o cabeça
da igreja, sendo este mesmo salvador do
corpo." Esse é o amor sacrificial como
reflexo agora da união de Cristo e da
Igreja. algumas aplicações diretas nesse
ponto aqui para que a gente relembre
disso. Portanto, submissão não é
opressão, é devoção a Cristo.
Também liderança não é domínio, é
serviço sacrificial.
E aqui a gente vai perceber que o
problema do casamento não é a estrutura,
como alguns vão dizer e continuam
dizendo no nosso tempo. O problema do
casamento é que existe o casamento,
alguns vão dizer, mas o o problema não é
a estrutura, é o pecado que há no
coração.
Na história da igreja, quando a gente
olha o Calvino, ele fala algo
interessante que às vezes a gente não
para para pensar, que o casamento é uma
escola de santificação, onde nós
aprendemos a morrer para nós mesmos.
Casamento é uma escola de santificação.
Se você não está preparado para isso,
não casa,
porque é exatamente isso.
É lá no lar, no dia a dia, que nós vamos
entender que a nossa submissão e que o
nosso amor ele precisa acontecer, porque
isso é uma ordem daquilo que Deus
determinou. Mas é uma segunda coisa que
nós aprendemos no texto a partir do
verso 20 a 21, há uma reciprocidade
agora na criação dos filhos. Ele diz que
o senhorio de Cristo que molda filhos
obedientes e pais e encorajando aqui e
não esmagando. Então ele vai dizer:
"Filhos, em tudo obedeci a vossos pais,
pois fazê-lo é grato diante do Senhor."
Ele está dizendo em tudo, ou seja, essa
abrangência da autoridade parental é
aquilo que Paulo está dizendo agora no
texto, mas ele diz que isso é agradável
diante do Senhor. Também a obediência,
nós vamos perceber de filhos aos pais.
Lembre-se que isso é um ato de culto
também. Se isso está fazendo em
submissão a Deus em Cristo Jesus, isso
também é o culto que nós vivemos. Se nós
vivemos sempre diante da face de Deus,
então ele vai dizer agora aos pais,
pais, não irriteis os vossos filhos para
que não fiquem desanimados. A palavra
irritar aqui é interessante, é provocar,
exasperar. é um verbo presente, ativo,
imperativo, ou seja, é algo contundente,
é algo que eh normalmente nós entendemos
que se nós não fizermos isso, né, o
tempo todo, a hora toda, nós vamos
perder os nossos filhos para que não
fiquem desanimados. O texto vai dizer
perder o ânimo ou essa identidade
ferida. Então Paulo corrige dois
extremos: A rebeldia dos filhos, por um
lado, e o autoritarismo destrutivo dos
pais. E aqui está também de novo, em
consonância com o quinto mandamento lá
de Êxodo, no capítulo 20 verso 12,
quando ele diz: "Honra teu pai e a tua
mãe, para que se prolonguem os teus dias
na terra que o Senhor, teu Deus, te dá".
A gente vai ver que por causa do pecado
original, como lá o salmista Davi no
capítulo 51, Salmo 51 verso 5, vai nos
mostrar que filhos precisam sim de
direção.
Quando o texto fala: "Eu nasci na
iniquidade, em pecado, me concebeu minha
mãe", nós vamos entender que desde o
nascimento os filhos precisam de
direção.
Mas essa paternidade precisa eh refletir
a Deus, como Efésios capítulo 6 verso 4
nos mostra. Então nós temos aqui algumas
aplicações diretas do texto. Porque os
filhos agora obedecem aos pais porque
pertencem ao Senhor. Não pertencem aos
pais, mas pertencem a Deus. Os pais
disciplinam os filhos como
representantes de Deus, mas essa
autoridade sem a graça, ela vai gerar
desespero.
Autoridade sem a graça gera desespero.
Jonath Eduardes, ele enfatizava que a
disciplina deve sempre caminhar com
afeição. Então ele diz algo muito
interessante que nós precisamos gravar
na nossa mente. Coração é moldado mais
pelo amor do que pelo medo.
coração é moldado mais pelo amor do que
pelo medo. Só que nós aprendemos o
inverso de tudo isso.
Nós queremos aplicar o inverso disso.
Nós entendemos que o medo ele vai
disciplinar, mas o nosso coração ele é
moldado pelo amor. Isso exemplifica
aquilo que Deus fez por nós em Cristo
Jesus.
Há uma terceira coisa no texto que
aplica-se à nossa vida, a reciprocidade
agora no trabalho, a partir do verso 22
em diante. Então ele diz: "Servos,
obedecei tudo a vosso Senhor segundo a
carne, não servindo apenas sob
vigilância,
visando tão somente agradar a homens." E
a gente vai perceber que agora o
senhorio de Cristo transforma o trabalho
em adoração também. E a autoridade aqui,
ela é transformada em justiça.
Olha o que o texto diz a partir do verso
de número 22. Primeiro ele fala, não é
para agradar a homens.
Ele rejeita a hipocrisia que eh que eh
existe no nosso coração e que muitas
vezes impera em nós como a singeleza de
coração, ou seja, a integridade daquilo
que deve se mostrar temendo ao Senhor e
ser reverência a Deus. e de todo
coração. Ou seja, é a totalidade do ser.
É a totalidade do ser. Crente precisa
entender a bênção do trabalho. Nós
precisamos entender que trabalho foi
estabelecido por Deus, foi criado por
Deus. Isso reflete a Deus.
Quando muitas vezes nós falamos algumas
bobeiras aí numa plena segunda-feira, um
dia que você está cansado, você diz
assim: "Eu queria pegar aquele que
inventou o trabalho". Cuidado quando
você diz isso, porque quem inventou o
trabalho foi Deus, o criador de todas as
coisas. E ele é aquele que trabalha
constantemente. O trabalho dá sentido à
nossa vida. Portanto, nós precisamos
compreender a ética do trabalho e aquilo
que a palavra de Deus nos coloca em meio
a tudo isso, porque normalmente nós
temos uma tantas linhas de heresias e
principalmente o não entendimento de
trabalho
por algo eh muitas vezes envieszado por
tantas ideologias e tantas coisas que
imperam no nosso tempo. Normalmente nós
não entendemos à luz da palavra de Deus
a bênção que é o trabalho de levantar
todos os dias e falar graças a Deus
porque eu tenho a oportunidade de
glorificar a Deus pelo trabalho das
minhas mãos.
Parece que esse discurso se torna cada
vez longe em meio às ideologias do nosso
tempo, onde parece que é possível se
viver em um mundo eh em férias
permanente, constante o tempo todo, né?
E que você não precise de trabalhar.
Mas o trabalho ele dá sentido à nossa
vida.
E eu não sei, mas abrindo um parênteses
aqui, eu vou dar o nome do teólogo para
que eu não fique sozinho aqui, né? O
Éber Carlos Campo, ele entende que
depois no céu nós continuaremos
trabalhando. Uma boa notícia para você,
porque Deus continua trabalhando.
Há uma mudança radical. O verdadeiro
Senhor não é terreno, é Cristo Jesus.
Trabalho como vocação é aquilo que nos
mostra Gênesis 2:15, quando a palavra de
Deus fala que Deus colocou o homem no
jardim, aquilo era jardim naquele tempo
ainda para cultivar e guardar. Isso tudo
diz respeito a trabalho, vivendo diante,
sempre diante da face de Deus. Agora,
nós precisamos aplicar diretamente
aquilo que o texto está dizendo às
nossas vidas. Porque o texto está nos
mostrando, trabalhe bem, mesmo sem
reconhecimento. Fidelidade não depende
de supervisão.
Não depende de supervisão. Seu trabalho
também ele é um culto ou uma adoração a
Deus, porque ele é feito para o Senhor.
A motivação escatológica aqui do texto,
do verso 24 a 25, ele vai dizer agora a
esses servos que naquele tempo eram
entendidos como escravos, recebereis a
herança. Há um contraste radical no
texto agora. Quando é que escravo
recebeu alguma herança?
E agora a palavra de Deus está dizendo:
herança
é um contraste radical com o tempo. Não
há acepção de pessoas aqui. Portanto, a
justiça divina, ela é completamente
imparcial. Há uma esperança cristã aqui
no texto: Deus recompensa onde o mundo
falha.
Deus recompensa sempre onde o mundo
falha. Há uma responsabilidade agora da
nossa parte com respeito à autoridade. O
verso 4, verso 1, ele diz a respeito
daquele que está
como o senhor ou o empregador, ele diz:
"Senhores, tratai os servos com justiça
e com equidade, certo? De que também vós
tendaióz
isoteta. Se você perceber o termo, você
vai ver que o prefixo é ISO.
É aquilo que é idêntico, semelhante, nós
usamos em algumas palavras. Então, no
texto grego, quando ele fala: "Tratai o
serviça
e equidade", ele está falando exatamente
dessa justiça prática, sabendo que você
é idêntico, semelhante.
Isso implica então naquilo que nós
devemos fazer, sendo justos, o
reconhecimento da igualdade também
diante de Deus. E o princípio central no
texto é que quem tem autoridade também
está sob autoridade.
Quem tem autoridade sobre alguém precisa
lembrar sempre que ele está debaixo de
uma autoridade que é o Senhor nos céus.
aplicações diretas nesse ponto aqui. Nós
precisamos entender que liderança cristã
é prestação de contas. Não há espaço,
então, para a exploração.
E aqui o poder é mordomia diante de
Deus. Está ligado ao conceito de
mordomia.
Ao encerrar esse texto, nós, lembrando
das sentenças do texto, nós precisamos
trazer a nossa mente. Então, quando ele
diz, esposas, a submissão é no Senhor,
ela precisa ser no Senhor. Maridos, o
amor ele precisa ser sacrificial.
Os filhos, obediência que agrada a Deus.
Os pais é o encorajamento gracioso,
trabalhadores serviços como adoração,
líderes, justiça sob a autoridade
divina. Então, tudo converge para uma
verdade no texto: Cristo é o Senhor do
lar. Cristo é o Senhor e deve ser o
Senhor do lar. Então, sem Cristo, esse
texto viraria apenas, como em alguns
momentos isso aconteceu, como eu falei
no início dessa mensagem, apenas o
moralismo faça isso ou faça aquilo
outro, seria um peso impossível, porque
nós sabemos a dificuldade de cumprir
tudo isso aqui. Quando nós olhamos um
para os outros, pecadores que se
relacionam,
são pecadores aqui que estão no
relacionamento
e, portanto, a dificuldade é imensa de
completar ou de fazer aquilo que o texto
está dizendo. Por isso que nós sentimos
um desconforto tremendo. Mas aquilo que
o texto está dizendo agora com Cristo,
isso se torna possível, porque é uma
transformação do coração, é uma vida
vivida pela graça. Não são regras
domésticas aqui, são frutos do evangelho
aplicado ao lar.
Portanto, algumas aplicações aqui
rápidas na nossa vida
e algumas perguntas para todos nós.
O seu lar, ele revela o senhorio de
Cristo? Seu casamento reflete o
evangelho,
sua liderança, ela aponta para Cristo?
Porque a palavra de Deus vai nos mostrar
que o evangelho não apenas salva
indivíduos,
ele reforma casas inteiras.
E é esse o poder do evangelho.
Portanto, nessa noite, se você se
encontra em meio a tantos conflitos do
lar, ouça aquilo que a palavra de Deus
diz.
Se arrependa daquilo que precisa ser
confessado diante de Deus e submeta a
sua vida ao senhorio de Cristo Jesus.
Muito mais do que regras do que você
deve ou não fazer. Lembre-se disso.
Submeta-se a Cristo. O evangelho é
prático. Não é apenas um conceito. A
salvação de Cristo Jesus já é para hoje
e agora. Salvar de você mesmo, salvar o
seu lar aqui, nesse instante aqui,
nesses momentos.
Portanto, não perca a oferta da graça de
Deus. Se arrependa diante da palavra do
Senhor e se submeta ao senhorio de
Cristo Jesus.
Feche os seus olhos. Nós vamos orar.

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