O Senhorio de Cristo no lar: relações transformadas pela Graça (Cl. 3.18 – 4.1) | Rev. Rubens Cirq.
28/04/2026
O Senhorio de Cristo no lar: relações transformadas pela Graça (Cl. 3.18 – 4.1) | Rev. Rubens Cirq.
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Legendas automáticas:
Paulo aos Colossenses, capítulo de número três. Nós vamos ler a partir do verso de número 18 até o verso 1 do capítulo 4. Mesmo assentados, nós vamos acompanhar a leitura da palavra do Senhor. Por favor, mantenha também a sua Bíblia aberta durante a exposição para que você possa acompanhar no texto. Palavra do Senhor que assim nos diz: "Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais, pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos para que não fiquem desanimados. Servos, obedecei tudo ao vosso Senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em sigeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, Senhor, é que estáais servindo. Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita. E nisto não há acepção de pessoas. Senhores, tratai os servos com justiça e com equidade, certos de que também vós tendes, Senhor no céu. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós estamos diante do Senhor e diante da palavra do Senhor que nós acabamos de ouvir. Queremos, ó Deus, portanto, que seja o Senhor, por meio do Teu Espírito, a nos guiar, ó Deus, para que, de fato, sejamos confrontados por meio da tua palavra, saiamos daqui edificados, ó Deus, mas principalmente que o nosso coração se converta ao Senhor, ó Deus, eh, por meio, ó Pai, do confronto da tua palavra. Que nós possamos, ó Deus, viver, ó Deus, de modo digno do evangelho, ó Deus, ao qual fomos chamados em Cristo Jesus. Abençoe-nos, ó Deus, e a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, nós estamos diante da carta de Paulo aos Colossenses e quando nós olhamos para esse texto, nós precisamos primeiro detectar qual é o foco aqui da condição caída. para que nós não caiamos no erro de pegar esse texto e transformá-lo apenas numa lista moral, uma lista de deveres onde nós devemos cumprir. Aqui nós temos, por causa do pecado, nossas relações, elas são marcadas por egoísmo, abuso, resistência, autoridade. Porém, nós vamos entender que aquilo que Paulo está falando nessa carta é que nós precisamos em Cristo entender que toda submissão precisa passar por Cristo Jesus. Portanto, lá ele só pode ser restaurado ou cada relacionamento quando ele é submetido a esse senhorio de Cristo Jesus. Aqui nós estamos então diante de um texto que Paulo após declarar aqui no verso anterior, no verso de número 17, ele termina dizendo: "Tudo quanto fizerdes, fazei-o em nome do Senhor Jesus". Agora ele está aplicando, a partir do verso de número 18, essa verdade num campo agora mais íntimo da vida, que é o lar. Então, nós vamos perceber que o cristianismo aqui e aquilo que Paulo está nos ensinando, ensinando a igreja de Colossos naquele momento e também nos ensinando por meio da palavra do Senhor, é que o cristianismo ele não é abstrato, ele precisa se manifestar agora no casamento, na criação de filhos e no trabalho. Mas olha aquilo que nós estamos inseridos para que a gente entenda quando muitas vezes nos dias de hoje as pessoas olham pro texto e fala: "Não, mas isso foi lá no tempo de Paulo isso não se aplica mais no tempo de hoje". Mas olha para aquilo que era a construção daquela sociedade ali em Colossos. Nós estamos na cidade de Colossos, que era uma pequena cidade aqui na Fríja, né, no Vale do Lico. Então nós vamos perceber que hoje, se você quiser se situar é a Turquia. E no primeiro século aqui, nós estamos percebendo e vê que aqui já era uma região em decadência. Ela ficava mais ou menos 15 km de Laudiceia, né, Ierápolis, que era a região rica ali daquela daquele lugar e com muita mistura. Aqui nós temos povos diversos. Aqui era gregos, frigígios, romanos e uma colônia judaica muito grande aqui neste lugar. E essa esse povo se misturou aqui e virou um sincretismo aqui religioso já naquele tempo. Eles já viviam esse sincretismo religioso diante de tantas misturas. Aqui nasce então a igreja de Colossos. Paulo, ele nunca esteve aqui nessa igreja ou em Colossos, porque essa igreja ela foi plantada por Epáfras, que era discípulo de Paulo durante o ministério dele lá em Éfeso. A gente vê isso lá em Atos, no capítulo 19 do verso 10. Ela era formada principalmente agora por gentios e alguns judeus dessa comunidade que tinha descido para aquela região e eles se reuniam em casas. Por isso que a gente vai perceber que também a ênfase no texto está no lar. Lembra que essa igreja começa na casa também de Epáfras? A gente vai vendo isso ao longo também de Colossenses, o capítulo 4, verso 15. Paulo então escreve essa carta à igreja. Ele estava preso nesse tempo. Ele já estava preso em Roma no ano 60, 62 aqui depois de Cristo. Possivelmente Epáfras procura Paulo para falar a respeito da igreja e daquilo que tinha sido uma ameaça que estava entrando para dentro da igreja ali de Colosso. A gente vai ver que há uma heresia aqui, Colossense, no meio dessa carta, que era uma mistura de legalismo com asetismo e, principalmente, uma mistura agora de culto aos anjos e também uma pitada de filosofia grega. A gente vê isso em Colossenses capítulo 2 verso 8 e do 16 até o 23. Essa heresia, o cerne dela é que atacava principalmente a suficiência de Cristo Jesus. Era o cerne de toda essa heresia aqui. Portanto, Paulo escreve a carta exaltando a supremacia de Cristo. A gente então tem um dos mais belos textos falando a respeito de Cristo Jesus no capítulo de número dois falando que ele é o cabeça da criação, da igreja e de tudo. No capítulo 1, do verso 15 até o 20 também falando a respeito disso. E só depois de firmar aqui a doutrina, ele começa a aplicar a prática dessa doutrina. Se nós temos a supremacia de Cristo Jesus, como que agora essa doutrina se aplica na nossa vida? Não apenas como um conceito, OK? Para eles, talvez pudessem dizer: "OK, nós concordamos, nós concordamos com o Cristo, talvez Cristo superior a todas as coisas, mas agora Paulo está falando, tudo isso precisa ser aplicado na nossa vida e na nossa vida prática". Por isso, capítulo 3, verso 18 até o capítulo 4 verso 1, ele vem depois de Colossenses 3:17, falando que tudo que nós devemos fazer, nós temos que fazer eh com base em Cristo Jesus. Mas aquele momento greco-romano, o lar aqui também ele era regido eh por aquilo que eles chamavam de páter família, ou seja, de um poder absoluto, né, e que, portanto, também havia muito abuso de escravos. Aqui nós temos as esposas nesse contexto como propriedade e também os filhos, eles não tinham direito nenhum. A heresia ensinava ainda regras extremas aqui para a santidade, né, em meio a tudo isso. E Paulo, ele vai cortando tudo isso, mostrando que não são regras místicas aqui, eh, que transforma a vida de alguém, mas é exatamente o senhorio de Cristo, o entendimento disso, a submissão ao senhorio de Cristo que transforma plenamente a nossa vida. Então ele pega a estrutura familiar da época e coloca Cristo agora como Senhor de cada relação. Então você vai perceber que quando Paulo escreve aqui, ele não está abolindo posições nenhuma, o que para aquela época seria algo também escandaloso. Falar: "Olha, se isso tudo é uma opressão, por que que não se determina que acabe com tudo isso?" Paulo não faz isso, mas ele transforma a motivação. Então, a motivação deveria ser como ao Senhor, no Senhor e porque no Senhor serviz. Ele vai repetindo a mesma expressão para mostrar a submissão de cada uma dessas classes e como o relacionamento deveria acontecer. Então ele vai fazendo uma repetição aqui no texto. Então quando ele fala tudo quanto fizerdes, fazei em nome do Senhor Jesus, ele logo aplica aqui no lá e está dizendo literalmente para nós, o campo de batalha da supremacia de Cristo não é só eh no templo, é a mesa da casa. Isso era revolucionário aqui para Colossos aqui no primeiro século. Você vai ver que havia também em meio a tudo isso, como eu falei na mistura de povos, um modelo romano ali que também estava ligado àquilo que chamava de Pax romana. Na cultura aqui greco-romana, você vai perceber que no primeiro século o lar ele girava em torno da do pater família ou o homem tinha o poder aqui da vida e da morte. Aquilo sim de vida e morte. pátrias potestas era aquilo que eles diziam sobre esposa, filhos e escravos. Portanto, a esposa que no contexto romano, ele era, ela era uma propriedade legal, portanto, o dever dela era submissão cega e gerir a casa. Os filhos, eles tinham que ter obediência total. Desobedecer podia também eh darem pena de morte. E aos escravos, aquilo que eles tinham como escravos, eles não passavam de ferramentas com voz. Era aquilo que eles entendiam a respeito dos escravos. Portanto, escravo não tinha direito nenhum. E estima-se que nesse tempo, na população ali onde a igreja está inserida, 1/3 da população de Colossos era escravo naquele tempo. Portanto, a gente vai perceber que o Estado romano exigia essa PX romana começando no lar. Então, o lema deles também era esse, casa em ordem, império em ordem. Então, aquilo que estava sendo determinado também era uma a partir da própria sociedade, mas também havia um apoio do Estado em meio a tudo isso. Portanto, quando nós olhamos para aquilo que a palavra de Deus está dizendo, nós vamos perceber que nós não vivemos um tempo pior do que aquele. Nós temos repetições das mesmas práticas, das mesmas condutas. E tudo isso por causa de uma rebelião do ser humano contra Deus e daquilo que é a vontade de Deus. Então Paulo confronta isso nesse capítulo a partir do verso 18 e ele pega o Código Doméstico Romano e também Aristóteles, o filósofo, né, que também já usava isso, inverte a lógica dos três aqui, das três formas que está sendo colocada. Paulo inverte a lógica, ele pega a cultura romana, Paulo aqui estava no meio de tudo isso e começa a confrontar. Mas perceba o que ele diz. Ele diz em primeiro lugar, esposa, sede submissas. E a primeira impressão era que ela é: "Mais Paulo, você vai repetir de novo aquilo que nós já vivemos em meio a essa sociedade, mas aquilo que ele está falando é algo completamente diferente. A estrutura é diferente. É diferente. Aliás, ele mantém a estrutura, mas ele tira o dono. Ou seja, a estrutura é essa fundamental, mas o dono é algo diferente. Então ele diz: "Convém no Senhor." Não é a César que convém, mas é ao Senhor. Submissão. Então, agora no contexto de casamento da esposa para com o marido se torna adoração e não escravidão. Ele inverte tudo isso. Nós vamos perceber agora que maridos, então talvez no império dizia: "Mandem". Essa essa é a função de vocês. Paulo então vem e escreve: "Marido, amai vossa esposa e não a trateis com amargura". Isso era a revolução total para esse tempo. Você não vai ver em nenhum código da época ali do império romano mandando o marido amar a sua esposa. E aí a gente vê quando tem o texto correlato lá de Efésios capítulo 5 e aí diz que como Cristo amou a sua igreja. Portanto, proíbe a amargura aqui, que normalmente está ligada ao abuso verbal comum na época, mas isso é comum em todo tempo e aquilo que normalmente se torna um poder completamente tirano. Mas ele diz ainda aos filhos, eh, aquilo que era na época vocês obedecem ou apanham. O texto vai dizer: "Filhos, obedeci a vossos pais em tudo, porque isso é agradável ao Senhor". Então, depois ele diz: "Pai, não irriteis os vossos filhos. filhos, obedeçam ao Senhor. Mas não é por medo, não é por medo a obediência aqui. E aqui, pela primeira vez numa literatura antiga, o pai é limitado em meio às suas, talvez aquilo que eles entendiam como funções. Ele diz: "Não irriteis", né? Falando a respeito dos filhos, né? Tirando esse poder dos pais. E Roma dava eh o poder ilimitado aos pais aqui. E aí Paulo diz: "Seu filho é do Senhor". Não é seu. O seu filho é do Senhor. E aí ele se volta para o escravo, que era como ferramentas da época, e ele diz: "Escravos, obedecei em tudo, mas como ao Senhor e Senhores, tratai os escravos com justiça, tendo em vista que também vós tendes Senhor nos céus". O verso 22. Então ele diz, e ele mostra agora na nesse terceiro golpe aqui que ele faz contra a sociedade é um golpe fatal, porque ele mostra que o mesmo senhor que o patrão tem no céu é o mesmo senhor do escravo. Tem Senhor no céu. Logo, se o escravo tem Senhor no céu, ele tem dignidade. Ele não é apenas uma ferramenta. E ele serve de coração porque serve a Cristo. Aí a pergunta é: "E o Senhor humano?" Sim, ele vai prestar contas diante de Deus. Porque quando Roma dizia: "O escravo não é gente", Paulo diz: "Os dois tem o mesmo Senhor". E agora nós vamos perceber de novo a lógica sendo invertida. trocou o medo por graça. Roma mantinha a casa por pela força. Agora o texto da palavra de Deus vai nos colocar que é em nome do Senhor Jesus o verso 17, que onde nós o anterior ao texto que nós lemos. Portanto, em meio a tudo isso, nós vamos ver que essas relações se transformam em um culto, porque tudo isso está voltado à adoração aqui. Então, quando Roma dizia: "Poder, mantém o lar". A heresia Colossense dizia: "Regras místicas mantém o lar". A palavra de Deus está dizendo: Cristo é o Senhor do lar e a graça transforma toda e qualquer relação. Diferente também de códigos agora greco-romano, se você faz um pulo na história, é interessante isso. E por que nós devemos sempre voltar à palavra de Deus? Olha um pou um pouco pro tempo da reforma, onde nós temos a ruptura ali, reforma protestante. Nós temos um código agora sendo feito por Lutero, uma tabela que Lutero fez com base nesse texto que é chamado House Taffel. E ele coloca aqui como que eh de novo, maridos, esposas, filhos e escravos, eles devem agir. Só que é interessante que isso foi popularizado por Matinho Lutero ali no tempo e ele eh começa a colocar os textos de Colossenses, de Efésios e de Primeira Pedro 2, do capítulo 13 e até o verso 7 do capítulo 3. Focados, né, parecendo que estavam focados no senhorio de Cristo e na vida. Mas quando a gente olha para esse código, nós vamos perceber que Lutero ele volta quase que a mesma coisa eh do Império Romano em meio ao seu catecismo de Lutéo que ele escreveu em 1529, colocando regras básicas domésticas ali e ele abordando essas relações todas e agora colocando quase que na mesma pé de igualdade que era no tempo do império romano. Portanto, quando Lutero olha para tudo isso, ele estabelece regras que naquele tempo pareciam falando: "Olha, nós como nós vamos agir no lar". Só que ele olha sobre a perspectiva moralista de como tudo isso deveria fazer. Se você pegar o texto de Lutéo, você vai perceber que em momento algum ele submete isso ao senhorio de Cristo, mas apenas como uma ordem fria. E aqui, olhando para esse texto, nós temos algumas lições para aplicar na nossa vida. O lar, então, é o primeiro campo onde o senhorio de Cristo deve ser visível. E aqui nós temos a primeira coisa que nós aplicamos na nossa vida. A primeira coisa é a reciprocidade aqui no matrimônio. O verso 18 e 19, ele nos diz assim: "Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor, e marido, amai vossa esposa e não a trateis com amargura". Nós vamos perceber que o senhorio de Cristo transforma o casamento por meio da submissão voluntária e amor sacrificial. submeter-se aqui no texto, é interessante olhar paraa palavra que é usada no texto original, né? É a mesma palavra de submissão quando nos fala da submissão de Cristo a Deus Pai. Portanto, aquilo que nós vamos perceber quando isso acontece na palavra de Deus é uma ordem funcional voluntária. Lembra daquilo que a palavra de Deus fala quando Paulo fala aos Filipenses que Cristo Jesus ele se humilha, ele se submete ao plano. O termo usado para Cristo e a sua submissão a Deus no plano de redenção é o mesmo termo usado para submissão da esposa para com o marido. Portanto, não implica inferioridade. Como que nós vamos dizer, então, se na trindade nós não temos uma hierarquia e agora quando nós aplicamos o mesmo termo nas nossas relações, nós olhamos pro nosso tempo e falamos: "Não, essa palavra não combina com o nosso tempo palavra não combinam mais com as nossas relações. Hoje nós vivemos um tempo diferente, só que é a mesma relação de Cristo Jesus para com o Pai. é o mesmo termo usado agora para submissão, que não implica inferioridade, mas no texto é uma ordem funcional voluntária. E de novo ele repete como convém no Senhor. O padrão não é cultural, mas é cristológico sempre. O padrão é cristológico. E aí ele vai dizer a respeito do amor, falando agora do amor do marido. E de novo, a palavra usada é muito bem usada no texto original. é o mesmo que nós conhecemos como ágape, que é um amor sacrificial. E normalmente aquilo que quando a palavra é usada, ela sempre está se referindo àquilo que Cristo Jesus fez por causa da sua igreja, por minha causa e por sua causa, esse amor sacrificial. Então agora ele coloca esse amor quando ele fala: "Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura". Ele coloca o mesmo termo quando sempre se refere aquilo que Cristo fez pela sua igreja. Como Efésios no capítulo 5 verso 25 ordena que esse amor seja espelhado naquilo que Cristo Jesus fez pela igreja. E agora o texto usa de novo um termo. Quando fala amargura não sejam ríspidos. Por que que a palavra de Deus fala isso? Porque Deus nos conhece. Deus conhece a todos nós. Deus conhece as nossas relações. Desde o início, a palavra de Deus está nos redimindo. E se você lembrar daquilo que acontece na relação lá do pecado em Gênesis, uma das coisas que a palavra de Deus nos mostra que esse embate entre esposa, querendo dominar, marido, né, e essa relação toda, isso tudo estava agora embotado pelo pecado. E, portanto, não e eh nós teríamos essas tensões todas e todas essas crises normalmente por causa do pecado, e nós não entenderíamos exatamente aquilo que é o plano original de Deus. Mas muitas vezes quando nós falamos a respeito disso, eh, pode ser um em alguns momentos um traço, né, de masculinidade, mas a palavra de Deus ela vai direto ao ponto, porque ela conhece a cada um. Ela conhece a dificuldade da esposa se submeter ao marido. Ela conhece a dificuldade do marido em mudar completamente a sua postura, né? Não sendo ríspido ou proibindo a dureza literalmente no texto, proibindo essa dureza. Portanto, aqui Paulo está rompendo com a cultura helenista, que era o padrão no tempo. E não apenas as esposas têm deveres, mas o marido também é responsabilidado, responsabilizado aqui. E agora nós vamos vendo que o argumento de Paulo está completamente ligado àquilo que Gênesis no capítulo 1:27 e Gálatas 3:28, a palavra de Deus dizendo, mostrando a igualdade ontológica, ou seja, de homem e de mulher. Lá no capítulo primeiro de Gênesis, a palavra de Deus quando diz: "Criou Deus, pois, o homem a sua imagem, imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou". A ideia que sempre passou em alguns momentos da história, que somente o homem foi gerado a imagem e semelhança de Deus. Alguns momentos, mesmo nessa cultura aqui, que mulher não tinha alma, a alma dela era ela só alcançava a alma quando ela se casava. Em meio a todas essas relações que haviam ao longo da história, a palavra de Deus já dizendo em Gênesis, no capítulo 1, verso 27, igualdade ontológica, palavra de Deus ainda falando, né, aos Gálatas diz: "Dissarte não pode haver nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Gálatas 3 verso 28. Portanto, a distinção é funcional. E lá em no capítulo 5 de Efésios, verso 23, ele diz: "Porque o marido é o cabeça da mulher, como convém a Cristo, é o como convém e como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo salvador do corpo." Esse é o amor sacrificial como reflexo agora da união de Cristo e da Igreja. algumas aplicações diretas nesse ponto aqui para que a gente relembre disso. Portanto, submissão não é opressão, é devoção a Cristo. Também liderança não é domínio, é serviço sacrificial. E aqui a gente vai perceber que o problema do casamento não é a estrutura, como alguns vão dizer e continuam dizendo no nosso tempo. O problema do casamento é que existe o casamento, alguns vão dizer, mas o o problema não é a estrutura, é o pecado que há no coração. Na história da igreja, quando a gente olha o Calvino, ele fala algo interessante que às vezes a gente não para para pensar, que o casamento é uma escola de santificação, onde nós aprendemos a morrer para nós mesmos. Casamento é uma escola de santificação. Se você não está preparado para isso, não casa, porque é exatamente isso. É lá no lar, no dia a dia, que nós vamos entender que a nossa submissão e que o nosso amor ele precisa acontecer, porque isso é uma ordem daquilo que Deus determinou. Mas é uma segunda coisa que nós aprendemos no texto a partir do verso 20 a 21, há uma reciprocidade agora na criação dos filhos. Ele diz que o senhorio de Cristo que molda filhos obedientes e pais e encorajando aqui e não esmagando. Então ele vai dizer: "Filhos, em tudo obedeci a vossos pais, pois fazê-lo é grato diante do Senhor." Ele está dizendo em tudo, ou seja, essa abrangência da autoridade parental é aquilo que Paulo está dizendo agora no texto, mas ele diz que isso é agradável diante do Senhor. Também a obediência, nós vamos perceber de filhos aos pais. Lembre-se que isso é um ato de culto também. Se isso está fazendo em submissão a Deus em Cristo Jesus, isso também é o culto que nós vivemos. Se nós vivemos sempre diante da face de Deus, então ele vai dizer agora aos pais, pais, não irriteis os vossos filhos para que não fiquem desanimados. A palavra irritar aqui é interessante, é provocar, exasperar. é um verbo presente, ativo, imperativo, ou seja, é algo contundente, é algo que eh normalmente nós entendemos que se nós não fizermos isso, né, o tempo todo, a hora toda, nós vamos perder os nossos filhos para que não fiquem desanimados. O texto vai dizer perder o ânimo ou essa identidade ferida. Então Paulo corrige dois extremos: A rebeldia dos filhos, por um lado, e o autoritarismo destrutivo dos pais. E aqui está também de novo, em consonância com o quinto mandamento lá de Êxodo, no capítulo 20 verso 12, quando ele diz: "Honra teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá". A gente vai ver que por causa do pecado original, como lá o salmista Davi no capítulo 51, Salmo 51 verso 5, vai nos mostrar que filhos precisam sim de direção. Quando o texto fala: "Eu nasci na iniquidade, em pecado, me concebeu minha mãe", nós vamos entender que desde o nascimento os filhos precisam de direção. Mas essa paternidade precisa eh refletir a Deus, como Efésios capítulo 6 verso 4 nos mostra. Então nós temos aqui algumas aplicações diretas do texto. Porque os filhos agora obedecem aos pais porque pertencem ao Senhor. Não pertencem aos pais, mas pertencem a Deus. Os pais disciplinam os filhos como representantes de Deus, mas essa autoridade sem a graça, ela vai gerar desespero. Autoridade sem a graça gera desespero. Jonath Eduardes, ele enfatizava que a disciplina deve sempre caminhar com afeição. Então ele diz algo muito interessante que nós precisamos gravar na nossa mente. Coração é moldado mais pelo amor do que pelo medo. coração é moldado mais pelo amor do que pelo medo. Só que nós aprendemos o inverso de tudo isso. Nós queremos aplicar o inverso disso. Nós entendemos que o medo ele vai disciplinar, mas o nosso coração ele é moldado pelo amor. Isso exemplifica aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus. Há uma terceira coisa no texto que aplica-se à nossa vida, a reciprocidade agora no trabalho, a partir do verso 22 em diante. Então ele diz: "Servos, obedecei tudo a vosso Senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar a homens." E a gente vai perceber que agora o senhorio de Cristo transforma o trabalho em adoração também. E a autoridade aqui, ela é transformada em justiça. Olha o que o texto diz a partir do verso de número 22. Primeiro ele fala, não é para agradar a homens. Ele rejeita a hipocrisia que eh que eh existe no nosso coração e que muitas vezes impera em nós como a singeleza de coração, ou seja, a integridade daquilo que deve se mostrar temendo ao Senhor e ser reverência a Deus. e de todo coração. Ou seja, é a totalidade do ser. É a totalidade do ser. Crente precisa entender a bênção do trabalho. Nós precisamos entender que trabalho foi estabelecido por Deus, foi criado por Deus. Isso reflete a Deus. Quando muitas vezes nós falamos algumas bobeiras aí numa plena segunda-feira, um dia que você está cansado, você diz assim: "Eu queria pegar aquele que inventou o trabalho". Cuidado quando você diz isso, porque quem inventou o trabalho foi Deus, o criador de todas as coisas. E ele é aquele que trabalha constantemente. O trabalho dá sentido à nossa vida. Portanto, nós precisamos compreender a ética do trabalho e aquilo que a palavra de Deus nos coloca em meio a tudo isso, porque normalmente nós temos uma tantas linhas de heresias e principalmente o não entendimento de trabalho por algo eh muitas vezes envieszado por tantas ideologias e tantas coisas que imperam no nosso tempo. Normalmente nós não entendemos à luz da palavra de Deus a bênção que é o trabalho de levantar todos os dias e falar graças a Deus porque eu tenho a oportunidade de glorificar a Deus pelo trabalho das minhas mãos. Parece que esse discurso se torna cada vez longe em meio às ideologias do nosso tempo, onde parece que é possível se viver em um mundo eh em férias permanente, constante o tempo todo, né? E que você não precise de trabalhar. Mas o trabalho ele dá sentido à nossa vida. E eu não sei, mas abrindo um parênteses aqui, eu vou dar o nome do teólogo para que eu não fique sozinho aqui, né? O Éber Carlos Campo, ele entende que depois no céu nós continuaremos trabalhando. Uma boa notícia para você, porque Deus continua trabalhando. Há uma mudança radical. O verdadeiro Senhor não é terreno, é Cristo Jesus. Trabalho como vocação é aquilo que nos mostra Gênesis 2:15, quando a palavra de Deus fala que Deus colocou o homem no jardim, aquilo era jardim naquele tempo ainda para cultivar e guardar. Isso tudo diz respeito a trabalho, vivendo diante, sempre diante da face de Deus. Agora, nós precisamos aplicar diretamente aquilo que o texto está dizendo às nossas vidas. Porque o texto está nos mostrando, trabalhe bem, mesmo sem reconhecimento. Fidelidade não depende de supervisão. Não depende de supervisão. Seu trabalho também ele é um culto ou uma adoração a Deus, porque ele é feito para o Senhor. A motivação escatológica aqui do texto, do verso 24 a 25, ele vai dizer agora a esses servos que naquele tempo eram entendidos como escravos, recebereis a herança. Há um contraste radical no texto agora. Quando é que escravo recebeu alguma herança? E agora a palavra de Deus está dizendo: herança é um contraste radical com o tempo. Não há acepção de pessoas aqui. Portanto, a justiça divina, ela é completamente imparcial. Há uma esperança cristã aqui no texto: Deus recompensa onde o mundo falha. Deus recompensa sempre onde o mundo falha. Há uma responsabilidade agora da nossa parte com respeito à autoridade. O verso 4, verso 1, ele diz a respeito daquele que está como o senhor ou o empregador, ele diz: "Senhores, tratai os servos com justiça e com equidade, certo? De que também vós tendaióz isoteta. Se você perceber o termo, você vai ver que o prefixo é ISO. É aquilo que é idêntico, semelhante, nós usamos em algumas palavras. Então, no texto grego, quando ele fala: "Tratai o serviça e equidade", ele está falando exatamente dessa justiça prática, sabendo que você é idêntico, semelhante. Isso implica então naquilo que nós devemos fazer, sendo justos, o reconhecimento da igualdade também diante de Deus. E o princípio central no texto é que quem tem autoridade também está sob autoridade. Quem tem autoridade sobre alguém precisa lembrar sempre que ele está debaixo de uma autoridade que é o Senhor nos céus. aplicações diretas nesse ponto aqui. Nós precisamos entender que liderança cristã é prestação de contas. Não há espaço, então, para a exploração. E aqui o poder é mordomia diante de Deus. Está ligado ao conceito de mordomia. Ao encerrar esse texto, nós, lembrando das sentenças do texto, nós precisamos trazer a nossa mente. Então, quando ele diz, esposas, a submissão é no Senhor, ela precisa ser no Senhor. Maridos, o amor ele precisa ser sacrificial. Os filhos, obediência que agrada a Deus. Os pais é o encorajamento gracioso, trabalhadores serviços como adoração, líderes, justiça sob a autoridade divina. Então, tudo converge para uma verdade no texto: Cristo é o Senhor do lar. Cristo é o Senhor e deve ser o Senhor do lar. Então, sem Cristo, esse texto viraria apenas, como em alguns momentos isso aconteceu, como eu falei no início dessa mensagem, apenas o moralismo faça isso ou faça aquilo outro, seria um peso impossível, porque nós sabemos a dificuldade de cumprir tudo isso aqui. Quando nós olhamos um para os outros, pecadores que se relacionam, são pecadores aqui que estão no relacionamento e, portanto, a dificuldade é imensa de completar ou de fazer aquilo que o texto está dizendo. Por isso que nós sentimos um desconforto tremendo. Mas aquilo que o texto está dizendo agora com Cristo, isso se torna possível, porque é uma transformação do coração, é uma vida vivida pela graça. Não são regras domésticas aqui, são frutos do evangelho aplicado ao lar. Portanto, algumas aplicações aqui rápidas na nossa vida e algumas perguntas para todos nós. O seu lar, ele revela o senhorio de Cristo? Seu casamento reflete o evangelho, sua liderança, ela aponta para Cristo? Porque a palavra de Deus vai nos mostrar que o evangelho não apenas salva indivíduos, ele reforma casas inteiras. E é esse o poder do evangelho. Portanto, nessa noite, se você se encontra em meio a tantos conflitos do lar, ouça aquilo que a palavra de Deus diz. Se arrependa daquilo que precisa ser confessado diante de Deus e submeta a sua vida ao senhorio de Cristo Jesus. Muito mais do que regras do que você deve ou não fazer. Lembre-se disso. Submeta-se a Cristo. O evangelho é prático. Não é apenas um conceito. A salvação de Cristo Jesus já é para hoje e agora. Salvar de você mesmo, salvar o seu lar aqui, nesse instante aqui, nesses momentos. Portanto, não perca a oferta da graça de Deus. Se arrependa diante da palavra do Senhor e se submeta ao senhorio de Cristo Jesus. Feche os seus olhos. Nós vamos orar.