Rota 66 Português – Levítico 11 | Luiz Sayão | IBNU
27/04/2026
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Bem-vindo à Bíblia de estudo comentada em áudio. [música] Estudo 64, [música] baseado em Levítico 11. Hoje vamos falar sobre os animais puros e impuros, conforme a lei de Moisés aqui no livro de Levítico, trata da questão. Como nós sabemos, o livro de Levítico está falando sobre pureza e santidade. O povo que servia o Deus vivo deveria ter uma vida separada, diferenciada, uma vida que não se confundisse com a vida dos pagãos em nenhum aspecto. Diante dessa realidade, dessa maneira de cultuar a Deus de modo particularmente especial, Deus trouxe também regras e leis ligadas ao que os israelitas comiam. Então, como nós podemos ler na NVI, o texto bíblico nos diz o seguinte: "Disse o Senhor a Moisés e Arão: "Digam aos israelitas de todos os animais que vivem na terra, estes são os que vocês poderão comer. Qualquer animal que tem casco fendido e dividido em duas unhas e que rumina." Ah, olhando o texto bíblico, nós vamos observar que havia uma maneira de separar o que era considerado um animal puro e um animal impuro, um animal imundo. E havia regras diferentes, dependendo do tipo de animal. Com respeito aos mamíferos, aos animais de quatro patas, geralmente assim reconhecidos, havia uma regra, conforme pode ser observada no versículo 4, vocês não poderão comer aqueles que só ruminam, nem os que só tm o casco fendido, ou seja, qualquer animal que tivesse o casco fendido e que também [roncando] ruminasse, Como faço o boi, poderia ser comido sem problema algum, mas os outros animais, mesmo que tivessem somente uma das exigências, não podiam ser comidos pelo povo de Israel ali no Antigo Testamento. O camelo, por exemplo, foi proibido porque não tem casco fendido, a semelhança do cavalo. O coelho também era proibido, a lebre e outros bichos e principalmente o porco, que é tão comum e tão comido no mundo ocidental, mas que era rejeitado porque não rumina. Ah, há outras maneiras de classificar os bichos como puros ou impuros a partir do que nós vemos no versículo 9. Todas as criaturas que vivem nas águas do mar e dos rios, vocês poderão comer todas as que possuem barbatanas e escamas. Ou seja, todo peixe que não é, como se diz popularmente, um peixe de couro, poderia ser comido desde que tivesse escamas e também barbatanas. dos demais animais aquáticos seriam considerados impuros e, portanto, proibidos pela lei do Antigo Testamento. Ah, olhando um pouquinho mais para baixo, o versículo 13, as aves também, algumas delas não podiam ser comidas. Nós temos a águia, o urubu, diversos tipos de águia, o falcão, milhafre, corvo, coruja, gavião. E olhando para essas aves, nós vamos observar que a característica delas são aves que são aves de rapina, aves que estão acostumadas à caça, são consumidoras de carne de outros animais, portanto, tendo uma certa ligação com a morte. É surpreendente e interessante observar que o morcego é também classificado como ave, conforme nós lemos no versículo 19. Os hebreus costumavam entender que os animais eram divididos a partir ah de onde eles ocupavam espaço. Havia animais que estavam ah sobre a terra, animais que voam entre o céu e a terra e animais debaixo da terra que habitam as águas. E aí essa classificação de pureza e impureza está relacionada com isso e também com a questão da morte, como nós vamos ver com mais atenção um pouquinho a para a frente. Todas as pequenas criaturas, como insetos e outros seres menores que têm asas a e que se movem pelo chão, serão proibidas para vocês. Os bichos, ah, insetos, araquinnídios, eram proibidos, com exceção de alguns poucos. E entre eles destaca-se o gafanhoto, que era permitido pela lei. Ah, versículo 29 confirma também o fato de que todo animal que se arrasta pelo chão, conforme a NVI, dos animais que se movem rente ao chão, esses serão considerados impuros. O que significa isso aqui? Uma outra questão interessante da maneira dos antigos hebreus verem os bichos. Todo bicho que se arrasta ou que se move rente ao chão é, vamos assim dizer, um réptil. Hoje, quando falamos em réptilo, em cobra, em tartaruga. Na linguagem bíblica, por isso que a tradução da NVI é um pouco mais clara. Aqui qualquer bicho que anda rente ao chão é classificado dessa forma. Portanto, doninha, o rato, lagarto, lagartixa, camaleão, todos eles são chamados de animais que se movem rente ao chão e todos eram proibidos. Qualquer coisa a que tocasse o cadáver de um bicho desses também ficava impura. Ah, qualquer animal que morresse, mesmo que fosse um animal puro, um animal chamado limpo, esse animal tornava-se impuro. Ninguém poderia, como diz o texto do versículo 39, ah, quando morrer um animal que vocês têm permissão para comer, quem tocar no seu cadáver ficará impuro até à tarde. Quem comer da carne do animal morto terá que lavar as suas roupas e ficará impuro até à tarde. Portanto, era proibido também. E assim o texto de Levítico 11 termina dizendo: "Essa é a regulamentação acerca dos animais, das aves, de todos os seres vivos que se movem na água de todo animal que se move rente ao chão. Vocês farão separação entre o impuro e o puro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem." De modo geral, nós vamos ver a preocupação de Deus para com o seu povo de lhes ensinar de maneira concreto a separação entre pureza e impureza, entre santa e vida que não era santa. Essas regulamentações eh importantes e que valeram para a época da lei e do Antigo Testamento, elas tinham o foco voltado para que se fizesse uma distinção entre aquilo que estava ligado com a vida e aquilo que estava ligado com a morte. Todo animal que de alguma forma está envolvido com a morte é considerado impuro e rejeitado. A os as aves que matam para comer, as aves de rapinas são rejeitadas. Todos os animais ah que são carnívoros, os animais ah dos mamíferos que matam estão fora e são considerados impuros. Ah, todo animal que morreu é rejeitado como impuro também. Todos os peixes eh considerados carnívoros e destruidores estão fora da lista. A ideia geral é que a pureza e a santidade estão relacionados com a vida e que a impureza, ah, e que o oposto da santidade, a contaminação, está relacionado com a morte. Isso ajudava os israelitas a terem uma vida, vamos dizer assim, mais ah, razoavelmente protegida no mundo antigo. Mostrava também a uma separação da conduta dos outros povos e lhes dava uma noção bastante pedagógica e clara a respeito de uma separação entre aquilo que é santo e aquilo que não é santo, aquele que é puro, aquele que é impuro. grande foco, a grande razão da discussão dessa proibição é a relação entre santidade e vida em oposição à impureza, a contaminação e a questão da morte. É por essa razão, por exemplo, também que os animais que estão ah ligados, que se arrastam pela terra, a terra é o lugar onde se recebe aqueles que morrem, onde eles são enterrados. Todo animal que se arrasta, que anda pelo chão e que não está suficientemente afastado do chão, também é visto como um animal impuro. Essas regras não têm valor permanente, mas elas são de excelente a compreensão da separação daquilo que eh está diferente da proposta de Deus em termos de santidade e de pureza cerimonial, conforme nós podemos ver aqui. E assim nós, então, terminamos essa reflexão de hoje, que certamente tem bastante a nos ensinar do tema impureza não se põe na mesa. E vamos prosseguir daqui a pouco com as [música] questões que ainda estão na sua cabeça, as perguntas importantes sobre [música] Levítico, capítulo 11. Ok, [música] [música] sai chegando agora na segunda parte do programa. Levítico capítulo 11. O bicho vai pegar, viu, professor? Eu tô aqui com algumas perguntas e eu começo. É verdade que essas regras que você acabou de dizer, elas têm a ver com saúde, um bem-estar do povo? Pois é, Alberto. Uma grande parte das pessoas ao lerem esse capítulo que fala sobre animais que podem ser comidos e que não podem, imediatamente tem essa impressão. Muita gente diz o seguinte: "Olha, como o pessoal tava lá no deserto, ah, e eles poderiam comer lá uma feijoada e ter dor de barriga e eles poderiam comer alguns bichos." Então, Deus deu uma orientação desse tipo para que o pessoal pudesse ter a sua saúde preservada. >> Seria um cardápio para eles. >> Pois é. É, a ideia era não ter colesterol demais, né? Mas veja, a gente tem que tomar um certo cuidado, porque a gente tá às vezes colocando a nossa preocupação, a nossa ideia dentro da Bíblia. O texto, nenhum momento fala de saúde. É claro que todas as recomendações divinas são benéficas para aqueles que a a as recebem. Ah, e é claro que a maioria dessas coisas aqui tinha algum benefício nesse aspecto. Mas o o fundamental aqui, a intenção do texto não é falar sobre preocupação com saúde, até porque se este for assim a o fundamento, né, ou melhor a razão última do texto, fica difícil, né, porque a gente vai ver Jesus depois no Novo Testamento diz que todos os alimentos são considerados puros. A pergunta então fica: então Jesus queria tirar a nossa saúde, né? Se a gente tem agora liberdade de comer esses animais. Então o foco não é esse. A razão, né? A o foco, assim, o centro cerne da questão é ensinar pro povo a separação entre santo e profano, entre puro e impuro. Por isso que o versículo 44 vai dizer: "Pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Consagre-se e sejam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros com qualquer animal que se move rente ao chão. Eu sou o Senhor que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus. Por isso, sejam santos, porque eu sou santo. >> Tá nada a ver com o time de futebol, né? >> Não tem nada a ver com o time de futebol. Aqui o assunto aí, né? Eh, eh, são outros animais, nada a ver com os que estão, né? Muitas vezes no no campo. O foco é diferente. E, e então é importante ver isso, né? Que que não não dá mesmo que possa haver algum, porque a santidade tá ligado com vida, né? E a impureza tá ligado com morte. Então tem aí, vamos dizer, um reflexo menor de saúde. Ah, e a outra razão principal, porque não é esse o foco, é porque, por exemplo, a gente sabe que havia várias plantas venenosas no deserto. Havia outras coisas que a pessoa poderia comer e ser prejudicada e a lei não proibiu nenhuma delas. Então, assim, o foco tem a ver com a questão ctica, com a questão da relação com Deus e com a questão de separação dos pagãos, >> tá certo? Olhando aqui, acompanhando a sua aula em Levítico 11, encontrei alguns animais no versículo 5, no versículo 13. Olha só, arganá, quebrantoso, não sei como ele é, e o mocho, mas a sua Bíblia na NVI parece que não aparecem esses animais. Qual é o critério da NVI e como é que ela trabalha com essas diferenças? Bom, Alberto, em primeiro lugar, eu queria dar uma palavra, né? A NVI, a nova versão internacional da Bíblia, foi um projeto, uma Bíblia que foi traduzida recentemente, ela e tá em português há mais ou menos uns 6 anos, publicado pela editora Vida e pela Sociedade Bíblica Internacional. E é uma tradução muito mais fácil da pessoa ler e ela foi feita com base nas pesquisas mais recentes. Então, por exemplo, esses bichos são difíceis de ser identificados. Então, existe uma publicação específica, por exemplo, sobre a fauna e a flora na Bíblia, em que estuda cada um dos casos e existe estudiosos que dão uma sugestão mais clara. Então, essas traduções antigas têm sugestões que não são aceitas pela pesquisa mais profunda. Não é que ah, mudou o original, mudou o conhecimento que a gente tem sobre o assunto. Então, a NVI não só tem uma tradução mais precisa, por exemplo, o Arganas, na verdade, é traduzido por coelho, que é uma palavra muito mais conhecida, né? Então, o o as traduções são mais assim adequadas de acordo com a pesquisa. E a NVI é uma tradução feita por uma equipe de estudiosos, né, de vários lugares do mundo. Ah, um dos principais estudiosos que recomenda NVI, o Dr. Russeled, que é bem conhecido em todo o país, né, ah, e também fora dele. E por isso nós estamos usando, né, nós mesmos trabalhamos no projeto a uma tradução que consiga ter um impacto para que a pessoa entenda a mensagem de Deus e que isso faça diferença na sua vida. Muitas traduções mais antigas foram boas paraa época que foram lançadas, mas hoje fica mais difícil de entender numa linguagem que a pessoa não usa mais. >> Mesmo a atualizada que nós usamos hoje, na época que ela apareceu, também causou uma certa estranheza no meio do povo, né? >> É, exatamente. Toda vez que sai uma versão nova, muitas pessoas encontram algo, algo, alguma coisa que a qual não estão acostumadas, >> tá certo? Estas regras apresentadas até agora, elas valem hoje. O judeu as pratica e o cristão, como é que ele fica? Ele por ele não eh age dessa maneira também. >> Olha, Alberto, o que acontece, né? Os judeus religiosos, especialmente o que a gente chama de racidim, né? os racídicos e outros ortodoxos, eles observam com atenção aquilo que é chamado regra cocher de alimentação. É aquele judeu que a gente vê assim na televisão, né, com aquele terno preto, aquela cartola, né, todo cisudo. >> Exatamente. Esses judeus, eles têm um respeito muito grande pelo Antigo Testamento e entendem que devem observar literalmente essas leis. até tem um rabino que observa, né, o abate dos animais e e verifica tudo direitinho para ver se isso tá dentro da conformidade da exigência da lei. Então, o judeu religioso, não todo judeu, ele observa isso com bastante atenção em detalhe. Por que que os cristãos não fazem isso? por causa de uma palavra que vem do Novo Testamento. Jesus ah ensinou de maneira diferente da interpretação judaica da lei, que o que contamina o homem, na verdade, não é o que entra, que a lei teve um propósito para distinguir, né, cerimonialmente o o puro do impuro e que isso já tinha cumprido o seu propósito, né? Agora isso não tem o mesmo valor para nós, né? O que importa é não simplesmente o que entra, mas o que sai do homem, isso é que torna impuro. Então, em Marcos, capítulo 7, versículo 19, o texto diz explicitamente que, ao dizer isso, ele considerou ah puras eh puros todos os animais. Então, do ponto de vista religioso no cristianismo, do ponto de vista cerimonial, não existe proibição alimentar a ou dietética. Agora é bom prestar atenção. Não pode alguém aí que tá nos ouvindo, tem problema no coração ou tem uma dificuldade de saúde, falar: "Bom, já que Deus diz que não tem problema, hoje vai ser uma feijoada de manhã e outra noite". Aí é uma questão de ter bom senso, né? >> E uma capivara na brasa, né? >> Pois é. Então, a pessoa tem que ter bom senso. Não quer dizer que a pessoa deve comer qualquer coisa e que a pessoa pode fazer qualquer coisa irrefletidamente com o apoio divino. Ele tem que seguir, né, a regulamentação. Se o médico, né, e diz e a pessoa tem um problema de saúde, ah, o que o texto tá dizendo é que a alimentação, né, não deixa ninguém mais santo do que o outro. Esse não é o critério que o foco de Deus, no final das contas tá interessado em coisas mais importantes, em coisas ligadas à ética, ao procedimento com o próximo, em vez de a preocupação com a pureza do alimento em si. Tá certo? Última pergunta agora da nossa sessão aqui. Como é que os judeus classificavam os animais? Porque eu acho que tem gente que faltou na aula de biologia. Morcego aqui no texto é ave. Que história é essa? >> Pois é, olha só, essa pergunta é muito importante, Alberto, e vai ajudar os nossos amigos aí, né, e nossos ouvintes, a, de fato correrem atrás de conhecer mais a Bíblia. Porque veja bem, como é que a gente classifica os animais. Houve um cientista sueco chamado Carlos Lineu, que queria estudar mais profundamente os animais e ele definiu um tipo de classificação que a gente conhece hoje. No tempo dos hebreus, eles não tinham esse tipo de classificação, eles vinham de uma outra maneira. Então, é interessante, os estudiosos falam que os hebreus classificavam os animais fenomenologicamente. Olha, vou repetir de novo que o nome é diferente, né? esquisito, fenomenologicamente, quer dizer o quê? Que os animais eram classificados a partir de como eles eram vistos ou percebidos pelos olhos. Então, o que que você tem? Você tem o que tá dentro d'água, o que tá no chão, fora d'água e o que tá no ar. Então, né, o que tá em cima, o que tá abaixo, né, e o que tá na terra. Então, os bichos eram classificados assim. Qualquer bicho que se aventurasse a sair do chão e desse uma volta voando, ele é, conforme os hebreus diziam, um of canaf, né? Ou seja, um bicho que tem asas. Se ele é passarinho, se ele é beijaflor, se ele é morcego, se é libérula, é problema dele. Quem mandou ele ter asa? Então a ideia é assim, na verdade não é bem uma ave, é um ser alado, >> certo? >> Entendeu? Ah, da mesma forma, o bicho que tá na água, não, não importa se ele é um mamífero como um golfinho, não importa se ele é um peixe, né? Não importa se ele é um sirênio como o peixe boi, né? Ele é uma criatura aquática. Então é uma maneira simplificada de ver as coisas. Do mesmo da mesmo jeito, é um bicho que se arrasta no chão, né? Um um suposto réptil. Então, um rato, né, que corre assim raspando pelo chão com aquelas patinhas pequenas na mentalidade do do hebreu antigo, né, como eles diziam, remedo, romedo, salar, agora vamos explicar direitinho, né, é um bicho que se arrasta no chão. E então eh não é que tá errado isso, não é que isso deve ser condenado. Isso é uma maneira diferente de classificar e precisa ser entendido, senão a pessoa se confunde. >> Muito obrigado, Saão, pela explicação. E você aí acompanhe agora a aplicação desse estudo pra sua vida. >> [música] >> Hoje no Rota 66 [música] estudamos Levítico capítulo 11 e falamos sobre o tema impureza não se põe na mesa. A grande razão porque Deus deu essa lei cerimonial para Israel no Antigo Testamento foi para lhes ensinar a importância da santificação. Ser santo significa ser [música] diferente, ser separado e ter um comportamento reservado particularmente para [música] Deus. Mesmo que essas leis não vão nos influenciar, não tem valor para a realidade cristã [música] dos dias de hoje, nós devemos entender que a santificação é algo concreto que se manifesta na [música] prática, que se manifesta de uma maneira que se possa observar [música] perante os olhos de todos. Portanto, a grande lição para nós é o que o texto diz [música] no final. Seja santo, pois Deus também é um Deus salvador. >> [música] [música]