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A fé vem pelo ouvir

Será que política virou um ídolo pra você? Não “venda a sua alma” – T04EP05

Será que política virou um ídolo pra você? Não “venda a sua alma” – T04EP05

Será que política virou um ídolo pra você? Não “venda a sua alma” – T04EP05

Política, gênero, educação, economia…
Na nossa cultura, tudo vira campo de batalha. E, mais cedo ou mais tarde, alguém exige: “de que lado você está?”

No Episódio 5 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente conversa sobre um erro cada vez mais comum:
cristãos confundindo a sua identidade em Cristo com uma identidade política.

Neste episódio, falamos sobre:

como a cultura usa a polarização para rotular e controlar: “conservador”, “progressista”, “de esquerda”, “de direita”;
o risco de o cristão trocar a mente de Cristo pela mente de um grupo, partido ou movimento;
o que acontece quando você abre mão de princípios bíblicos para “fechar com o seu lado” – e por que isso é como “vender a alma”;
por que ideologia nunca é neutra e, muitas vezes, vira quase uma religião;
a diferença entre ser sal e luz na política e ser apenas “gado” repetindo o que mandam;
se o cristão pode e deve se envolver em política, e como fazer isso a partir da identidade em Cristo, não de um rótulo.
Se você já viu família brigando por causa de eleição, cristão chamando outro de “inimigo” por causa de candidato, ou se sente pressionado a escolher um lado só para “pertencer”, esse episódio é pra você.

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

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Na sua opinião, qual é hoje o maior perigo para a identidade cristã na política? Comenta aqui embaixo.

cristão e política
identidade cristã e polarização
quando a cultura odeia você
Natasha Crain
direita x esquerda e fé cristã
ideologia e idolatria política
eleição e cristianismo
página virada podcast
cosmovisão cristã na política

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

E assim, quando você vai olhar, por
exemplo, eh, os candidatos, eles estão
tudo atrás do capital político
evangélico, por exemplo, porque esse
povo evangélico às vezes é meio gado
mesmo. O pastor falou: "Vota em fulano,
o povo vota mesmo, né?" E a gente tem, a
gente tem que tá por fora disso, né?
nosso nossa identidade ela é muito
superior. [música]
E quando a gente vai olhar para
política, a gente vai perceber, por
exemplo, que ideologias [música]
políticas, elas nunca são neutras.
>> Nenhuma, assim, esse é [música] o
pensamento, nenhuma ideologia pode ser
neutra porque ela parte de valores,
[música] né? Ela tem um pressuposto, tem
premissa, tem uma cosmovisão, ela tem
alguns fundamentos, ela [música] parte
de valores e ela está ligada a
interesses quaisquer que seja, tem
interesse, então ela não [música] pode
ser neutra. E, aliás, eu não acredito em
neutralidade, não existe nada neutro,
né, nesse mundo. Então, ela assim, ou
ela ou ela, na verdade, [música]
ela sempre vai ter um lado, ela vai est
com alguma conjunto de valores e
defendendo o interesse.
[música]
>> Boa noite, nós estamos começando a
quarta temporada. Estamos no quinto
episódio do Página Virada, onde nós
estamos discutindo o livro de Natasha
Crime, Quando a Cultura odeia você. E
tem sido um tempo desafiador, onde nós
temos visto à luz daquilo que Natasha
fala, bem como eh na perspectiva da
teologia reformada calvinista, tentando
trazer respostas e pensarmos um pouco
mais acerca daquilo que ela tem nos
falado. Tem sido uma descoberta, tem
sido um bate-papo maduro. Para você que
é cristão, você tem sido edificado, tem
fortalecido. Para você que não é crente
também tem aprendido através de uma boa
conversa, de um bom entendimento e de um
bom bate-papo. E você já percebeu como
que a cultura hoje ela polariza
absolutamente tudo?
>> Uhum. Ela coloca política, gênero,
educação,
economia, tudo no mesmo lugar, onde que
tudo vira um campo de batalha e você é
forçado a escolher um lado. E aqui que
tá o grande problema. Quando você
escolhe um lado, a cultura assume que
você criou aquela identidade.
>> Você é rotulado, você é definido como um
conservador, um progressista, um de
esquerda, um de direita. E a cultura a
partir dessa primícia rotula e define
você. Mas há um problema. O grande
problema é que muitos cristãos têm caído
nessa armadilha. Eles confundiram a sua
identidade cristã com uma identidade
política. E quando isso acontece, o
cristão deixa de ser sal da terra e luz
do mundo. Hoje nós vamos discutir um
pouco mais acerca disso e percebermos
nesse episódio como que a cultura tenta
polarizar
essa questão tão perigosa,
principalmente no que diz respeito à
nossa verdadeira identidade. E eu começo
geralmente com uma pergunta: como ou por
a cultura polariza tudo isso, Bianca?
É, é mais fácil, né, para começar você
saber com quem que você tá lidando e
qual que é a matéria prima que você tem
para trabalhar aí, né?
>> E assim, na nossa cultura moderna é
muito comum esse forçar a escolher lados
no Brasil. Então, se a gente quiser um
exemplo bem prático, é o futebol. Esses
dias eu vi um francês compartilhando a
visão dele assim de que no Brasil você
não ter um time de futebol é quase como
falta de caráter. assim, a pessoa ela
por isso falar que não torce para nada,
não, pera aí, você não, né? Você não tá
aceito aqui na nossa sociedade. Então,
essa coisa de você ter lados
específicos, bem definidos,
eh, ajuda até numa forma de controle,
>> porque quando você não tem esse
estabelecimento de de lados, como é com
você não sabe com que que você tá
lidando. Imprevisível. É, então é é uma
estratégia, é uma estratégia de de
controle, uma estratégia de manipulação,
uma estratégia de estabelecimento de
parâmetros. E uma vez que você viu onde
cada um está,
os que me atrapalham, eu passo a
direcionar, né, minha minhas
ferramentas, minhas estratégias para
poder ou excluir aquilo ali, demonizar
aquilo ali, ou trazer pro lado de cá,
né?
>> Uhum. E eu deixo claro para o lado que
me interessa quem são os inimigos a
serem combatidos, né? E o grande risco é
o cristão cair no meio disso também.
>> Uhum.
>> Sem ele perceber, ele vai se desviando
da verdade que dita a sua vida,
independente da cultura, e vai assumindo
lados,
>> né? naquilo que a cultura está
estabelecendo como sendo os lados
possíveis de se ter na vida em
sociedade.
E aí aos poucos a própria identidade
dele como cristão vai ficando em segundo
plano,
>> desaparece, né?
>> É pouco importa. Isso é quase como
assim: "Não, eu tenho essa religião
também faz um faz parte dos meus pacotes
de identidade."
>> Acaba se tornando uma idolatria, né?
>> Acaba se tornando uma idolatria os lados
que eu escolhi, né? Então pode parecer
pequeno no começo, né? Então assim, ah,
é um gosto musical, é um time de
futebol, é uma, mas aos poucos, quando
entra em ano política, então nem se
fala, né? É um lado político.
>> É um lado político. E eu dou muito mais
importância a isso do que aquilo que
norteia a minha, os meus meus
princípios, a minha noção de certo
errado.
>> Não. E é interessante o que você tá
falando que as pessoas ficam cegas.
Há 4 anos atrás, no ano político,
muitas famílias brigaram,
>> hum,
>> discutiram por candidato A e candidato
B. O WhatsApp perdeu muitos integrantes
de grupos, né? [risadas] Muitos grupos
de família foram desfeitos.
>> Tem gente que não conversa até hoje.
>> Pois é.
É triste e sério.
>> Sério.
>> Porque até eu tô adiantando, por trás
dessa escolha existem princípios e assim
tanto político quanto outros, né? E você
vai abrindo mão de princípios para
assumir lados.
>> Sim.
>> E isso é é eh eh demonstra,
não falo de caráter, mas da pessoa abrir
mão de princípios que são muito caros
para nós
>> por causa de de política assim de de
lado político, de ideologias que são
apresentadas. Então assim, quaisquer que
sejam, elas têm que passar num crio
>> isso
>> do princípio bíblico, que é aquilo que
acredita, minha cosmovisão, daquilo que
a Bíblia fala. E quando você abre mão
dos princípios bíblicos para assumir uma
ideologia, você tá vendendo sua alma.
>> Isso.
>> Vendendo a alma.
>> O cristão perdeu muito, né, Dr. Gustavo,
a aquilo que a gente chama de filtro,
né? a capacidade
de analisar, seja qualquer lado,
>> mas analisar numa perspectiva crítica.
>> Sim.
>> Observar pontos positivos, pontos
negativos,
porque nós temos essa liberdade de
pensar.
>> Precisa, é,
>> devemos ter essa liberdade. O grande
problema é que hoje a gente cai nos
extremos. Já percebeu? Eu acho que todo
isso é uma característica ser humano,
ser partidarista, né? Você vê até o
próprio apóstolo Paulo falando, acho que
é com os coríntios, né? Eu sou de Paulo,
eu sou de Apóo, sou de Cristo.
>> Origem das contendas em todas as
instituições é por partidarismo
na igreja,
>> dentro da igreja, né?
>> Isso na adolescência é muito notável. Na
adolescência adoro um bando, né? Eu sou
do bando de tal, bando de lá. Isso
>> é, eu sou do É,
>> é. E isso parecí na fase adulta a gente
tem essa tendência de ser partidarista,
>> sim,
>> né? E a identidade cristã, ela é é
muito mais do que partidarismo. A gente
faz parte de um reino, né?
é um reino diferente, é outro reino, é
outra estrutura de visão, de cosmovisão.
Quer dizer, Cristo nos chama eh para ter
um uma mentalidade totalmente diferente.
O Sermão do Monte é evidência disso, né,
do caráter cristã. Então a gente tá tem
que tá fora disso, desse partidarismo
que eu acho que com a com a internet,
com as mídias sociais, isso só deu uma
florada porque os algoritmos vai te
jogando mais ainda para aquele partido,
né?
>> E vai só vai te entusiasmando ainda mais
para aquele assunto, né?
>> Para que é?
>> É. Então a gente tá fora disso. A nossa
identidade é algo muito maior do que ser
do grupo A ou do grupo B. A gente tem
que olhar de fora, né? Isso é
libertário.
>> Você quer ser rotul? É,
>> isso é libertário. A minha mente tem que
estar liberta
do partidarismo.
>> Parece que é uma preguiça, você não acha
não? Uma preguiça. Você você assume um
rótulo,
assume um partido, uma algo que te
representa. Parece que é uma preguiça de
você lutar por nessa contracultura.
>> É uma preguiça de você pensar, de ter
liberdade de pensar.
Eh, eh sem ter alguém para te conduzir a
pensar como eles querem, assim, dessa
dentro da ideologia.
>> É, a gente a gente é muito manipulado
mesmo, gosto.
E as pessoas tentam fazer mesmo, jogar
para dentro de nós. A gente pode ver
isso na própria rede social, se você
expressar uma opinião como nós estamos
expressando a nossa opinião. Algumas
pessoas vão dizer: "Não, ali é de
esquerda, ali é de direita". Não, nós
não somos nem de esquerda, nem de
direita. Nós estamos analisando eh
aquilo que Natasha tá nos mostrando e
deixando muito claro para nós que toda
vez que a gente vai ou define um lado, a
gente pode assumir uma identidade.
>> Isso.
>> E que o cristão, a identidade cristã, a
perspectiva cristã é Cristo.
>> Uhum.
>> Ele tem filtros. Ele olha pro mundo de
uma maneira diferente. Então ele deixa a
pessoa que define por um lado, ela deixa
de ser guiada pela palavra de Deus e
começa a ser guiado por lealdade de
ideologia política. Concordo.
>> E não só a política, né? Acho que em
diversas esferas. Por exemplo, vou
trazer uma coisa bem simples aqui pro
nosso contexto, que não é não passa
muito dentro do do contexto cristão, mas
não cristão também. Há famílias que
optaram e vivem em comunidade, a
educação, homeschooling, né? Uhum.
>> Aí existem os os da turma do
homeschooling,
>> né? E e até não vou dizer que isso
sejaizado, tá? Mas dentro da turma dos
homeschoolers, eu não sei se é seu nome
certo, né? Não faz eh eh está na na
escola regular, é quase que um
julgamento assim, né, de você tá
deixando seus filhos serem contaminados
por um modo de de ensino. Não tô dizendo
que quem faz homeschooling tenha esse
tipo de pensamento, mas existe
>> porque já já se fechou tanto ali naquela
filosofia de vida, né? E o contrário
também. Às vezes quem acha que aquilo
ali é coisa de sei lá o quê, né? O povo
faz com escolha, esse povo é hip ou
qualquer coisa desse tipo, né? Já rotula
ali também. E aí você vai criando esses
subgrupos dentro de gente precisa disso,
de ter castas
em muito estranho. É, é os getos. Na
juventude isso é muito comum por um
processo de formação de identidade,
igual o Gustavo falou na adolescência,
principalmente quem é do sertanejo, quem
é de outro tipo musical, você nem
conversa, né? Né? Já distingue qual que
é o seu guia, identifica
>> teus emos, né? É, mas aí a gente vai
paraa vida adulta, talvez nem tanto numa
estética, mas em termos de ideologias
das ideias,
>> é,
>> você vê que assim isso acaba eh eh
suplantando, né?
>> Sim.
>> Fica prioritário.
>> Sim. E aí acaba que o cristão usa apenas
uma casta de um verniz, né? ele acaba
sendo alguém que na realidade é muito
manipulado,
muito manipulado. E quando a gente vai
olhar pro política, a gente vai
perceber, por exemplo, que ideologias
políticas, elas nunca são neutras.
Por qu
>> nenhuma, assim, esse é o pensamento,
nenhuma ideologia pode ser neutra porque
ela parte de valores, né? Ela tem um
pressuposto, tem premissa, tem uma
cosmovisão, ela tem alguns fundamentos,
ela parte de valores e ela está ligada a
interesses quaisquer que sejam. Tem
interesses. Então ela não pode ser
neutra. E, aliás, eu não acredito em
neutralidade, não existe nada neutro,
né, nesse mundo. Então, ela assim, ou
ela ou ela, na verdade, ela sempre vai
ter um lado, ela vai est com alguma
conjunto de valores e defendendo
interesses. Então, ela não pode ser
neutra por isso. Agora, eu até
interessante eu falar porque eu a minha
vida inteira eu sempre vivia assim, eu
não sabia o que que era direita,
esquerda. falando a verdade isso aqui
nesses últimosas últimas décadas que a
gente começou a ver, mas o que que é
direita, o que que é esquerda? A para eu
entender o que que é progressismo, foi
foi recente, o que que é progressismo e
o que que é o o conservador, né? E essas
esses termos inclusive se tornaram mais
frequentes ultimamente, não era assim? E
a gente não, eu realmente não sabia como
é que eu, eu ia filtrar ou avaliar
qualquer ideologia que chegasse perto
das das minhas escolhas, do cinema, que
é o filme que eu ia assistir, da música
que eu ia ouvir. E e isso começou lá na
infância. O seu filtro é a palavra de
Deus. A minha mãe sempre falava isso.
Não tem outro jeito de você analisar se
uma música, eh, uma um filme que você tá
assistindo, o que que tá por trás disso,
o que que ele tá te ensinando, se não
for pela palavra de Deus. Então, eu não
sabia o que que é direita, esquerda, não
sabia o que que era liberal, o que que
era e eh conservador, progressista ou
não. Mas eu sabia o que que eu sei, né?
Eu e eu peço a Deus para isso, para
iluminar a nossa mente, para você não
ser sutilmente envolvido com essas
ideologias que vem, inclusive não só no
seu modo de vestir, nas músicas que você
ouve, na nos filmes que você assiste, eh
na no vocabulário que você usa, tá? O
tempo todo a cultura tá impregnada
nisso. Por isso que ideologia não é
neutra, nunca vai ser.
>> A ideologia acaba virando uma religião
porque você precisa de alguma coisa para
acreditar, né? [risadas] É verdade.
>> Cas usa dizia, né? Ideologia eu quero
uma para viver. Não vive sem ideologia,
né?
>> Então a gente acaba se envolvendo muito
com as ideias e a ideologia nossa a
ideologia é a ideia do reino,
>> né? Quando a a eh Paulo vai falar em
Romanos, né? Não vos conformeis com esse
céro. É porque você tem a forma de cá, a
forma de cá, a forma de cá.
>> A nossa forma é lá do alto, é a cabeça
de Cristo,
>> é a mente de Cristo.
>> Então a nossa forma tem nada a ver com
as formas, as ideologias que são as
formas aqui.
>> É nossa forma é outra, entendeu? Mas
transformai-vos pela renovação da vossa
mente para que experimenteis qual seja a
boa, perfeita, agradável vontade de
Deus.
Então, se a gente quer experimentar a
vontade de Deus que é perfeita, a gente
tem que pensar com a mente em crise,
>> né?
>> Só que se a gente não beber da fonte,
>> não vai.
>> Aí a gente vai ter duas duas duas
reações possíveis. Hã,
>> ou eu vou dizer bem sinceramente, por
covardia,
>> hã,
>> a gente assume a posição da suposta
neutralidade. Então, eu não me envolvo
em certos assuntos, não me envolvo em
certos debates, não tenho coragem de
dizer se eu sou de um lado ou de outro,
>> fico em cima do muro.
>> Fico em cima do muro. É que é um diabo.
[risadas]
>> Como é? Não existe neutralidade. Como é
que é que falavam muito na última
polarização política que a gente viveu?
É o isentão, né? O isentão, eu me exento
de assumir qualquer coisa, mas no fundo,
no fundo, você não se exenta porque pelo
menos você fala que você não é contra.
>> Não, não, não, não tem nada contra não.
Aí morre aí, né?
>> Mas também não sou a favor. [risadas]
>> É desse jeito. Ou então não bebendo da
fonte, não tendo firmeza nesses
princípios que são eternos, a gente vai
aos poucos sendo influenciado. Daqui a
pouco a gente já sentou no banquinho
>> e toma a forma.
>> E toma a forma, né?
E a gente viu, inclusive no na temporada
passada como que a cultura vai aos
poucos moldando essas ideologias e
trazendo elas de uma forma muito
natural, que daí daqui a pouco a gente
assume aquilo como sendo verdade, coisa
que antes a gente tinha muito claro,
isso é errado, né? Daí a pouco não não é
tão errado assim. E aí não, pera aí, é
certo também. Só você olhar. Vou dar um
um exemplo. Repara para você ver filmes
infantis, filmes e séries. Como que o
protagonismo feminino ganhou assim a
força total?
>> Sim.
>> Se tudo se toda forma, toda narrativa
bonita de de vitória, de crescimento, de
superação, passa pelo protagonismo
feminino,
que tipo de ideia que a gente vai ter?
Qual cadeirinha que a gente vai assumir,
né? A, eu fico impressionada como é que
eles alteram até os passados. Vai ver
séries de medievais desses reinados, não
sei o quê. Só trazem as narrativas das
rainhas que fugiram dos padrões, não?
Mesmas tradicionais. Cinderela, ela não
precisa de príncipe mais
>> não,
>> não precisa masculinidade e o que a
gente percebe hoje, tendo essas
ideologias modernas, políticas,
a gente percebe que usa-se uma roupagem
cristã.
>> Uhum.
>> Em nome de Cristo, em nome de Deus. E aí
o cristão, ele perdeu a capacidade,
como os bereanos faziam,
>> de analisar aquela ideologia ou aquele
pensamento à luz
>> conferir
>> do padrão máximo. Qual que é o padrão
máximo nosso? A palavra de Deus.
>> Sim. Os bereanos em Atos 17, ouvindo
Paulo, falou: "Pera aí, vamos ver. Eles
recebem a palavra com avidez, mas eles
vão olhar pra palavra assim, vão ver se
as coisas de fato são assim.
Vamos observar.
>> Eles não caíam em fake news, né, pastor?
>> Mas hoje em dia
>> é muito fácil.
>> É uma eu sento na cadeira do suposto
conservadorismo e entendo que eu tô do
lado de Deus ali, né?
>> Né? Assim, é. Não, então eu vou assim
com a galera do Os conservadores, eu tô
com Deus. Isso
>> o que chegou para mim no WhatsApp, que é
contra, que abomina, que revela a
verdade. Olha o que que o fulano falou,
repasso. Nossa, realmente eu não vou nem
citar o nome do partido. Esse partido é
do diabo, né? Esse homem aqui é o
próprio demônio. E vou assumindo isso
aí. Cadê? Conferir.
>> Cadê a análise?
>> Nós precisamos. E é muito fácil a gente
fazer a síndrome de Adão, né? Jogar a
culpa no outro.
que é muito mais fácil isso.
>> E quando a gente vai olhar pra palavra
de Deus, a gente vai perceber que a a
identidade cristã ela é suficiente.
Não é suficiente, doutor?
>> Com certeza. Tá. A identidade cristã, a
gente tá muito, porque eu até confesso
um pecado aqui na última eleição,
né? Eu botei muita fé num candidato e
achei que se ele perdesse o Brasil já
era. E a gente tá aqui, não tá maravilha
não, mas a gente tá aqui. E o político,
ele sabe manipular a gente, sabe
manipular a nossa identidade
>> e se colocar como o porta-voz de Deus
aqui na terra.
E assim, quando você vai olhar, por
exemplo, eh, os candidatos, eles estão
tudo atrás do capital político
evangélico, por exemplo, porque esse
povo evangélico às vezes é meio gado
mesmo. O pastor falou: "Vota em fulano,
o povo vota mesmo, né?
>> E a gente tem a gente tem que est fora
disso, né? Nosso, nossa identidade
ela é muito superior ao que tenta nos no
nos, como posso dizer, né? É, é você
daqui ou você é de cá,
>> encachotar, né? Isso.
>> É, é óbvio que a gente tem um um lado
político.
>> Sim,
>> isso não tem como não ter. Mas é,
>> a gente tem um lado político,
>> mas eu não posso, eu não posso ser um
gado.
>> Isso.
>> Eu tenho que ter a minha posição
política, mas eu não posso ser um gado.
>> Eh, por isso que eu vejo que é uma
tensão muito grande e lembro da da
oração sacerdotal de Jesus.
>> Senhor Deus, eu peço que o Senhor não os
tire do mundo, mas que os livres do mal.
Nós estamos aqui para ser saluz. Se a
gente não mantém essa identidade, como é
que a gente vai viver essa tensão que é
eh estar aqui, viver nesse mundo, mas
ser cidadão do céu?
É, é, é uma, é uma luta que nós temos o
tempo todo. E assim, nós vamos entrar
ainda nessa, nesse assunto. A gente vai
ter postura política sim, porque nós
estamos nesse mundo. Enquanto a gente tá
aqui, nós nós participamos dessa
sociedade. E enquanto nós estamos nessa
sociedade, nós temos que ser salvo,
temos que ser luz.
>> Mas não é errado você ter um lado
político. Esse é o grande problema. O
grande problema é eu colocar aquilo
>> como uma espécie da minha identidade.
>> Isso.
>> O que eu gosto da IPB ou da Igreja
Prestitana do Brasil é que ela se define
como apolítica. Ou seja, nós não falamos
sobre política ou nós não defendemos um
candidato na igreja ou um partido.
>> Partido, né? sempre o púlpito não é
palanque
>> isso. Mas a gente apresenta princípios
que vão nortear o povo de Deus a
escolher o seu melhor candidato.
>> Uhum.
>> O que vai direcioná-lo a partir daquilo
que a palavra de Deus diz. Porque como a
gente tá discutindo, nós temos uma
identidade, uma identidade que é
suficiente, que é completa, que nós não
precisamos de mais nada, que Cristo é
suficiente. Sim. E a gente percebe esse
erro, por exemplo, nos tempos de Jesus.
O povo esperava que tipo de Messias?
>> Político, revolucionário.
>> O político, o revolucionário que punha
fim ali em Roma e que traria paz sobre
tudo. E não veio dessa forma.
Ele veio como servo sofredor. Falar em
todos os tempos durante a história
humana, o povo põe expectativa numas num
messias de de libertação política.
Exatamente,
>> né? de libertação política.
>> Então, por isso que o político ele usa
dessa figura de libertador, de um
Messias, que vai resolver todos os
problemas do país. Todo político, bom, o
político que ganha voto é aquele que
veste essa, né? Eu vou resolver tudo,
todos os problemas que você estão
passando. Vote em mim que eu resolvo.
>> E libertar da opressão, né? É sempre
essa essa promessa,
>> esse discurso libertador. Todos tm
>> discurso. Uhum. Sim. e de um e de estar
debaixo, né, de um domínio que tá
acabando com a sua vida, você não tá
vendo. É.
>> E Gustavo, a gente tem um bom exemplo
acerca disso. Lembra de Isaías capítulo
6?
>> Hum.
>> O profeta, no ano da morte do rei Osias,
trouxe várias reformas,
várias contribuições.
O profeta tá chorando.
>> Uhum. E ele tem uma visão do Senhor
assentado sobre um alto e sublimo.
>> Ou seja, Isaías, o rei humano morreu,
>> mas o rei eterno continua morrendo.
>> Então Deus pode colocar quem ele quiser.
>> Uhum.
>> A questão é: aonde tá a tua identidade?
>> Tá em Cristo.
Eu sou um cristão, né? Mais nada. Eu sou
um súdito do reino de Deus.
Eh, eu eu me prostro a ele somente,
somente.
>> Uhum.
>> Então, é isso que a gente precisa
perceber. Quando a minha identidade tá
em Cristo, a gente é livre. Livre para
pensar, livre para discernir, livre para
analisar a luz da palavra de Deus.
Porque é isso que essa polarização tenta
fazer, roubar a nossa identidade ou
querer nos colocar em caixas,
>> quadrado,
>> definido o jeito dela. E como que a
polarização, Bianca, rouba essa
identidade cristã?
>> Na prática, as pessoas passam a olhar
mais pras caixas, como o senhor falou,
do que do que tanto para o ser humano,
para o cristão, não cristão, né? E o, e
até mesmo essa percepção que nós temos,
né, de entender que o cristão é aquele
que serve a Cristo, que se rendeu ao
Senhor e Salvador Jesus, entregou sua
vida para ser resgatado. E existe um
cristão, né, que não foi alcançado, né,
por esse amor, por essa graça, por esse
entendimento, mas nem essa separação que
a Bíblia faz não nos dá o direito de
olhar de cima para baixo, né? Ou até
assim, não, eu tô no lado bom, aquele
ali tá do lado mau, ele é meu inimigo.
Muito pelo contrário, né? Deus nos chama
a amar a essa [roncando] pessoa e
desejar que ela também, né, seja
esclarecida. Mas para piorar o nosso mau
testemunho,
às vezes isso aí fica tão em segundo
plano, eu passo a enxergar até mesmo
outros cristãos que estão em caixas
diferentes da minha como inimigos.
Como inimigos,
>> sem humildade, né?
>> Sem humildade. Ou ele pensa isso ou ele
e eh tá no partido ou ou ele votou em em
um candidato que não é o candidato santo
conserv mega ultra conservador. Não,
como eu já ouvi, né? Não, eu não eu não
concebo um crente votar no partido tal.
Isso para mim é inadmissível.
Então assim, a gente tem que tomar muito
cuidado para não fazer essa
substituição, né? para deixar que esses
rótulos e esses caixas que muitas vezes
o ser humano assume como identidade,
isso não é nossa identidade.
Eu vi esses dias um um depoimento de um
ator americano que tá passando por um
tratamento de câncer muito sério e ele
falando como é que foi para ele. Ele
falou assim: "Eu antes me enxergava como
ator, para mim essa era a minha
identidade,
até que eu tive uma". E eu vou dizer bem
sincero, nem era o que me satisfazia
plenamente.
Até que eu fui marido e me casei. Aí eu
vi que isso me me eu me identifiquei
mais com isso, me satisfazia mais. Então
aquela identidade de ator tornou o
segundo plano. Até que eu fui pai e aí
eu me descobri ali. Ele vai falando
desse caminho, né? Só que ele falou, de
repente eu adoeci
e aí eu fui perdendo a minha capacidade
de ser todos esses que eu era. E aí eu
passei a me perguntar, quem de fato eu
sou? Qual é a minha identidade quando
tudo foi me foi retirado, né? E aí
depois ele terminou falando, eh, eu
entendi na minha solidão
que eu era alguém digno do amor de Deus.
E aí eu achei bonito ele falar isso, né?
Só que aí depois me deu uma tristeza que
ele fechou a fala final. Aí ele não, mas
se você achar que tá muito religiosa
essa fala, tira Deus, pensa assim: "Eu
sou digno de amor, é o moço".
Mas você tirou tudo,
>> acabou com a identidade. Você tava
construindo uma identidade, né? Você
tava chegando lá, você tirou
simplesmente o tudo [risadas]
>> e ficou sem nada. Porque ser digno de
amor, de qualquer coisa, de qualquer,
agora ser digno daquele
>> que criou o mundo e deu a própria vida
por você, isso aí supera qualquer um
desses rótulos.
>> E e é fantástico a gente observar isso e
ver que as pessoas à luz da ideologia ou
da definição dela, ela não consegue ser
crítica. até conceitos bíblicos ou
textos das escrituras, ele começa a ver
a partir da sua ideologia.
[limpando a garganta]
>> A hermenêutica dele
>> tá distorcida.
>> Ele começa, tá vendo? Jesus
>> é
>> era de direito, direita, esquerda. E
aqui não é, nós temos que perceber isso
de maneira muito clara, como que hoje a
identidade humana tem se perdido.
Como que a gente perdeu a capacidade?
Nós devemos ser pessoas que influencia,
mas na realidade nós estamos sendo
influenciados e de maneira sutil.
>> Uhum. Mas isso foi construído, né?
>> Sim.
>> A gente na temporada passada que a gente
falou do C Rumor, né? A gente viu que
foram 200 anos de construção disso, de
fazer ir perdendo essa desde o
renascimento lá a gente foi vendo isso
acontecer e desconstruindo a cosmovisão
da verdade absoluta o tempo todo,
tirando Deus da história. Deus não
existe. E daí você foi, a gente foi
vendo essa construção e a gente foi
embarcando nessa cultura.
>> Não, essa desconstrução, inclusive faz a
gente pensar o seguinte: o cristão pode
se envolver em política.
ele deve se envolver em política, né, o
Cristo, porque a política é a influência
que você tem numa sociedade.
Então, se, por exemplo, eu convivo num
prédio com vizinhos,
eu tenho que ter uma influência ali
>> Uhum.
>> pro bem comum, pro bem de todos. Eu tô,
por exemplo, na igreja, que é uma
comunidade, eu tenho que exercer uma
influência ali. Quando eu vejo que a
igreja tá tomando o caminho errado,
>> isso
>> eu tenho que eu tenho que influenciar de
forma política. Influenciando na base,
se todos tiverem essa visão de
influenciar na base, no meio onde eu tô,
>> você faz a coisa começa a mudar, ela
começa de baixo, porque políticos que
estão lá em cima é um reflexo do todo.
>> Sim. Sim,
>> né? Então o cristão ele deve se
posicionar sim,
>> o cristão ele não é neutro,
>> não pode ser neutro,
>> ele não pode ser neutro, ele é político,
tendo em vista que política não é
simplesmente cargos administrativos.
>> Uhum.
>> Quer que eu leio a definição dela aqui
ou que eu até fiz questão de anotar?
Eh, ela estabelece política como sendo
um processo pelo qual pessoas que
convivem em comunidades decidem os
parâmetros de como viverão juntos e como
será a sua vida em comum. Então, esse
isso é o que a gente chama de processo
político. Então, estar em sociedade por
si só implica em atitudes políticas.
Agora, o cristão precisar atuar
politicamente não significa que ele
tenha que escolher um candidato e um
partido, abraçar e pronto, essa é min,
esse é meu papel político, não é isso?
Esquece de
>> porque política faz parte da nossa
história.
>> Uhum.
>> A questão é dentro dessa política,
muitos entram no extremo. Não, a igreja
não pode se envolver com política, mas
esa aí. Então, o próprio conceito de
política da pessoa tá distorcido.
>> Uhum. Não, o cristão pode e deve se
envolver na política. Mas como que ele
pode e deve se envolver na política? A
partir da identidade que ele tem.
>> Uhum.
>> A identidade, vamos dizer, é a base, é o
filtro pelo qual ele vai ler o mundo e
ele vai optar à luz da palavra de Deus
por qual candidato ele vai escolher.
E aí ele vai fazer isso à luz da palavra
de Deus. E eu e não sou candidato, né,
pastor? Candidato. Ele ele é o
candidato.
>> Mas eu acho que não só candidato. Eu
acho que definições que estão sendo
tomadas, leis que estão sendo traçadas,
regras que estão sendo estabelecidas
>> que vão, né, vão vão contradizer e vão
impactar, vão contradizer aquilo que a
gente acredita e que nós sabemos que não
será para o bem comum, né?
>> Você tem o movimento da reforma, né? o
próprio Calvino, tanto que ele
influenciou a política da Suíça, de
Genebra, né, a estrutura política. Eh,
se você for notar, por exemplo, o
sistema presbiteriano, é uma democracia
representativa, né?
>> Sim. Uhum.
>> E quer dizer, o sistema presbiteriano é
uma forma de política.
>> É, sim.
>> Não que a gente faça politicagem, sim,
né? Mas é uma estrutura de política, uma
organização.
>> É, é uma estrutura de política.
[roncando] essa essa estrutura dos três
poderes, um temperando o outro, isso aí
é raciocínio da reforma, né? Pra gente
não ter ditaduras
eh de um dos poderes. Eh, a democracia,
apesar de todos os defeitos, é o melhor
regime, a gente tem liberdade, tudo isso
é mentalidade cristã aplicado
à política.
>> Sim. Sim.
>> A estrutura administrativa de uma nação.
>> Uhum.
>> Ah, então você é um democrata. Tô
brincando.
>> Tô dizendo assim, é que tem essas
coisas. Começa, começa os rotos, né?
E a cultura ela quer, na realidade, a
gente tem percebido que a cultura quer a
nossa identidade, quer que a gente
defina uma ideologia, um político, quer
colocar um rótulo. Por outro lado, a
nossa vida, a nossa escolha, o nosso
caráter
tem que partir sempre de Cristo. É isso
que nós temos que pensar. Ou seja, Jesus
nos chama para que a gente seja alguém
que controla, para que eu e você sejamos
livres, para que eu e você tenhamos
liberdade. Liberdade de escolher, de
raciocinar, de discernir. Então, essa
identidade tá em Cristo. Então, tudo
mais, seja política, seja ideologia,
seja rótulo, são aspectos secundários,
>> OK?
>> E é isso que a gente precisa entender. E
esse bate-papo tá muito bom quando a
gente fala sobre política. é um assunto
que ferve no nosso coração, ferve também
no contexto e as pessoas muito não
conseguem discutir. Mas a gente vai
tentar entender esse assunto no próximo
episódio, compreender mais como que o
cristão pode e deve se envolver na
política, mas ele deve se envolver
prático
>> a partir da identidade que ele tem de
Cristo.
>> Amém. Então participe conosco, não
deixe, curta, compartilhe, mande para
outra pessoa esse assunto, deixa aí sua
contribuição, a sua análise, fala
conosco que a gente pode melhorar
também, poder servir para que a gente
possa crescer, aprender junto, edificar
uma a outra e glorificar o nome do
Senhor. E até o próximo episódio. Boa
noite,

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