Será que política virou um ídolo pra você? Não “venda a sua alma” – T04EP05
02/04/2026
Será que política virou um ídolo pra você? Não “venda a sua alma” – T04EP05
Política, gênero, educação, economia…
Na nossa cultura, tudo vira campo de batalha. E, mais cedo ou mais tarde, alguém exige: “de que lado você está?”
No Episódio 5 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente conversa sobre um erro cada vez mais comum:
cristãos confundindo a sua identidade em Cristo com uma identidade política.
Neste episódio, falamos sobre:
como a cultura usa a polarização para rotular e controlar: “conservador”, “progressista”, “de esquerda”, “de direita”;
o risco de o cristão trocar a mente de Cristo pela mente de um grupo, partido ou movimento;
o que acontece quando você abre mão de princípios bíblicos para “fechar com o seu lado” – e por que isso é como “vender a alma”;
por que ideologia nunca é neutra e, muitas vezes, vira quase uma religião;
a diferença entre ser sal e luz na política e ser apenas “gado” repetindo o que mandam;
se o cristão pode e deve se envolver em política, e como fazer isso a partir da identidade em Cristo, não de um rótulo.
Se você já viu família brigando por causa de eleição, cristão chamando outro de “inimigo” por causa de candidato, ou se sente pressionado a escolher um lado só para “pertencer”, esse episódio é pra você.
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Na sua opinião, qual é hoje o maior perigo para a identidade cristã na política? Comenta aqui embaixo.
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identidade cristã e polarização
quando a cultura odeia você
Natasha Crain
direita x esquerda e fé cristã
ideologia e idolatria política
eleição e cristianismo
página virada podcast
cosmovisão cristã na política
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Legendas automáticas:
E assim, quando você vai olhar, por exemplo, eh, os candidatos, eles estão tudo atrás do capital político evangélico, por exemplo, porque esse povo evangélico às vezes é meio gado mesmo. O pastor falou: "Vota em fulano, o povo vota mesmo, né?" E a gente tem, a gente tem que tá por fora disso, né? nosso nossa identidade ela é muito superior. [música] E quando a gente vai olhar para política, a gente vai perceber, por exemplo, que ideologias [música] políticas, elas nunca são neutras. >> Nenhuma, assim, esse é [música] o pensamento, nenhuma ideologia pode ser neutra porque ela parte de valores, [música] né? Ela tem um pressuposto, tem premissa, tem uma cosmovisão, ela tem alguns fundamentos, ela [música] parte de valores e ela está ligada a interesses quaisquer que seja, tem interesse, então ela não [música] pode ser neutra. E, aliás, eu não acredito em neutralidade, não existe nada neutro, né, nesse mundo. Então, ela assim, ou ela ou ela, na verdade, [música] ela sempre vai ter um lado, ela vai est com alguma conjunto de valores e defendendo o interesse. [música] >> Boa noite, nós estamos começando a quarta temporada. Estamos no quinto episódio do Página Virada, onde nós estamos discutindo o livro de Natasha Crime, Quando a Cultura odeia você. E tem sido um tempo desafiador, onde nós temos visto à luz daquilo que Natasha fala, bem como eh na perspectiva da teologia reformada calvinista, tentando trazer respostas e pensarmos um pouco mais acerca daquilo que ela tem nos falado. Tem sido uma descoberta, tem sido um bate-papo maduro. Para você que é cristão, você tem sido edificado, tem fortalecido. Para você que não é crente também tem aprendido através de uma boa conversa, de um bom entendimento e de um bom bate-papo. E você já percebeu como que a cultura hoje ela polariza absolutamente tudo? >> Uhum. Ela coloca política, gênero, educação, economia, tudo no mesmo lugar, onde que tudo vira um campo de batalha e você é forçado a escolher um lado. E aqui que tá o grande problema. Quando você escolhe um lado, a cultura assume que você criou aquela identidade. >> Você é rotulado, você é definido como um conservador, um progressista, um de esquerda, um de direita. E a cultura a partir dessa primícia rotula e define você. Mas há um problema. O grande problema é que muitos cristãos têm caído nessa armadilha. Eles confundiram a sua identidade cristã com uma identidade política. E quando isso acontece, o cristão deixa de ser sal da terra e luz do mundo. Hoje nós vamos discutir um pouco mais acerca disso e percebermos nesse episódio como que a cultura tenta polarizar essa questão tão perigosa, principalmente no que diz respeito à nossa verdadeira identidade. E eu começo geralmente com uma pergunta: como ou por a cultura polariza tudo isso, Bianca? É, é mais fácil, né, para começar você saber com quem que você tá lidando e qual que é a matéria prima que você tem para trabalhar aí, né? >> E assim, na nossa cultura moderna é muito comum esse forçar a escolher lados no Brasil. Então, se a gente quiser um exemplo bem prático, é o futebol. Esses dias eu vi um francês compartilhando a visão dele assim de que no Brasil você não ter um time de futebol é quase como falta de caráter. assim, a pessoa ela por isso falar que não torce para nada, não, pera aí, você não, né? Você não tá aceito aqui na nossa sociedade. Então, essa coisa de você ter lados específicos, bem definidos, eh, ajuda até numa forma de controle, >> porque quando você não tem esse estabelecimento de de lados, como é com você não sabe com que que você tá lidando. Imprevisível. É, então é é uma estratégia, é uma estratégia de de controle, uma estratégia de manipulação, uma estratégia de estabelecimento de parâmetros. E uma vez que você viu onde cada um está, os que me atrapalham, eu passo a direcionar, né, minha minhas ferramentas, minhas estratégias para poder ou excluir aquilo ali, demonizar aquilo ali, ou trazer pro lado de cá, né? >> Uhum. E eu deixo claro para o lado que me interessa quem são os inimigos a serem combatidos, né? E o grande risco é o cristão cair no meio disso também. >> Uhum. >> Sem ele perceber, ele vai se desviando da verdade que dita a sua vida, independente da cultura, e vai assumindo lados, >> né? naquilo que a cultura está estabelecendo como sendo os lados possíveis de se ter na vida em sociedade. E aí aos poucos a própria identidade dele como cristão vai ficando em segundo plano, >> desaparece, né? >> É pouco importa. Isso é quase como assim: "Não, eu tenho essa religião também faz um faz parte dos meus pacotes de identidade." >> Acaba se tornando uma idolatria, né? >> Acaba se tornando uma idolatria os lados que eu escolhi, né? Então pode parecer pequeno no começo, né? Então assim, ah, é um gosto musical, é um time de futebol, é uma, mas aos poucos, quando entra em ano política, então nem se fala, né? É um lado político. >> É um lado político. E eu dou muito mais importância a isso do que aquilo que norteia a minha, os meus meus princípios, a minha noção de certo errado. >> Não. E é interessante o que você tá falando que as pessoas ficam cegas. Há 4 anos atrás, no ano político, muitas famílias brigaram, >> hum, >> discutiram por candidato A e candidato B. O WhatsApp perdeu muitos integrantes de grupos, né? [risadas] Muitos grupos de família foram desfeitos. >> Tem gente que não conversa até hoje. >> Pois é. É triste e sério. >> Sério. >> Porque até eu tô adiantando, por trás dessa escolha existem princípios e assim tanto político quanto outros, né? E você vai abrindo mão de princípios para assumir lados. >> Sim. >> E isso é é eh eh demonstra, não falo de caráter, mas da pessoa abrir mão de princípios que são muito caros para nós >> por causa de de política assim de de lado político, de ideologias que são apresentadas. Então assim, quaisquer que sejam, elas têm que passar num crio >> isso >> do princípio bíblico, que é aquilo que acredita, minha cosmovisão, daquilo que a Bíblia fala. E quando você abre mão dos princípios bíblicos para assumir uma ideologia, você tá vendendo sua alma. >> Isso. >> Vendendo a alma. >> O cristão perdeu muito, né, Dr. Gustavo, a aquilo que a gente chama de filtro, né? a capacidade de analisar, seja qualquer lado, >> mas analisar numa perspectiva crítica. >> Sim. >> Observar pontos positivos, pontos negativos, porque nós temos essa liberdade de pensar. >> Precisa, é, >> devemos ter essa liberdade. O grande problema é que hoje a gente cai nos extremos. Já percebeu? Eu acho que todo isso é uma característica ser humano, ser partidarista, né? Você vê até o próprio apóstolo Paulo falando, acho que é com os coríntios, né? Eu sou de Paulo, eu sou de Apóo, sou de Cristo. >> Origem das contendas em todas as instituições é por partidarismo na igreja, >> dentro da igreja, né? >> Isso na adolescência é muito notável. Na adolescência adoro um bando, né? Eu sou do bando de tal, bando de lá. Isso >> é, eu sou do É, >> é. E isso parecí na fase adulta a gente tem essa tendência de ser partidarista, >> sim, >> né? E a identidade cristã, ela é é muito mais do que partidarismo. A gente faz parte de um reino, né? é um reino diferente, é outro reino, é outra estrutura de visão, de cosmovisão. Quer dizer, Cristo nos chama eh para ter um uma mentalidade totalmente diferente. O Sermão do Monte é evidência disso, né, do caráter cristã. Então a gente tá tem que tá fora disso, desse partidarismo que eu acho que com a com a internet, com as mídias sociais, isso só deu uma florada porque os algoritmos vai te jogando mais ainda para aquele partido, né? >> E vai só vai te entusiasmando ainda mais para aquele assunto, né? >> Para que é? >> É. Então a gente tá fora disso. A nossa identidade é algo muito maior do que ser do grupo A ou do grupo B. A gente tem que olhar de fora, né? Isso é libertário. >> Você quer ser rotul? É, >> isso é libertário. A minha mente tem que estar liberta do partidarismo. >> Parece que é uma preguiça, você não acha não? Uma preguiça. Você você assume um rótulo, assume um partido, uma algo que te representa. Parece que é uma preguiça de você lutar por nessa contracultura. >> É uma preguiça de você pensar, de ter liberdade de pensar. Eh, eh sem ter alguém para te conduzir a pensar como eles querem, assim, dessa dentro da ideologia. >> É, a gente a gente é muito manipulado mesmo, gosto. E as pessoas tentam fazer mesmo, jogar para dentro de nós. A gente pode ver isso na própria rede social, se você expressar uma opinião como nós estamos expressando a nossa opinião. Algumas pessoas vão dizer: "Não, ali é de esquerda, ali é de direita". Não, nós não somos nem de esquerda, nem de direita. Nós estamos analisando eh aquilo que Natasha tá nos mostrando e deixando muito claro para nós que toda vez que a gente vai ou define um lado, a gente pode assumir uma identidade. >> Isso. >> E que o cristão, a identidade cristã, a perspectiva cristã é Cristo. >> Uhum. >> Ele tem filtros. Ele olha pro mundo de uma maneira diferente. Então ele deixa a pessoa que define por um lado, ela deixa de ser guiada pela palavra de Deus e começa a ser guiado por lealdade de ideologia política. Concordo. >> E não só a política, né? Acho que em diversas esferas. Por exemplo, vou trazer uma coisa bem simples aqui pro nosso contexto, que não é não passa muito dentro do do contexto cristão, mas não cristão também. Há famílias que optaram e vivem em comunidade, a educação, homeschooling, né? Uhum. >> Aí existem os os da turma do homeschooling, >> né? E e até não vou dizer que isso sejaizado, tá? Mas dentro da turma dos homeschoolers, eu não sei se é seu nome certo, né? Não faz eh eh está na na escola regular, é quase que um julgamento assim, né, de você tá deixando seus filhos serem contaminados por um modo de de ensino. Não tô dizendo que quem faz homeschooling tenha esse tipo de pensamento, mas existe >> porque já já se fechou tanto ali naquela filosofia de vida, né? E o contrário também. Às vezes quem acha que aquilo ali é coisa de sei lá o quê, né? O povo faz com escolha, esse povo é hip ou qualquer coisa desse tipo, né? Já rotula ali também. E aí você vai criando esses subgrupos dentro de gente precisa disso, de ter castas em muito estranho. É, é os getos. Na juventude isso é muito comum por um processo de formação de identidade, igual o Gustavo falou na adolescência, principalmente quem é do sertanejo, quem é de outro tipo musical, você nem conversa, né? Né? Já distingue qual que é o seu guia, identifica >> teus emos, né? É, mas aí a gente vai paraa vida adulta, talvez nem tanto numa estética, mas em termos de ideologias das ideias, >> é, >> você vê que assim isso acaba eh eh suplantando, né? >> Sim. >> Fica prioritário. >> Sim. E aí acaba que o cristão usa apenas uma casta de um verniz, né? ele acaba sendo alguém que na realidade é muito manipulado, muito manipulado. E quando a gente vai olhar pro política, a gente vai perceber, por exemplo, que ideologias políticas, elas nunca são neutras. Por qu >> nenhuma, assim, esse é o pensamento, nenhuma ideologia pode ser neutra porque ela parte de valores, né? Ela tem um pressuposto, tem premissa, tem uma cosmovisão, ela tem alguns fundamentos, ela parte de valores e ela está ligada a interesses quaisquer que sejam. Tem interesses. Então ela não pode ser neutra. E, aliás, eu não acredito em neutralidade, não existe nada neutro, né, nesse mundo. Então, ela assim, ou ela ou ela, na verdade, ela sempre vai ter um lado, ela vai est com alguma conjunto de valores e defendendo interesses. Então, ela não pode ser neutra por isso. Agora, eu até interessante eu falar porque eu a minha vida inteira eu sempre vivia assim, eu não sabia o que que era direita, esquerda. falando a verdade isso aqui nesses últimosas últimas décadas que a gente começou a ver, mas o que que é direita, o que que é esquerda? A para eu entender o que que é progressismo, foi foi recente, o que que é progressismo e o que que é o o conservador, né? E essas esses termos inclusive se tornaram mais frequentes ultimamente, não era assim? E a gente não, eu realmente não sabia como é que eu, eu ia filtrar ou avaliar qualquer ideologia que chegasse perto das das minhas escolhas, do cinema, que é o filme que eu ia assistir, da música que eu ia ouvir. E e isso começou lá na infância. O seu filtro é a palavra de Deus. A minha mãe sempre falava isso. Não tem outro jeito de você analisar se uma música, eh, uma um filme que você tá assistindo, o que que tá por trás disso, o que que ele tá te ensinando, se não for pela palavra de Deus. Então, eu não sabia o que que é direita, esquerda, não sabia o que que era liberal, o que que era e eh conservador, progressista ou não. Mas eu sabia o que que eu sei, né? Eu e eu peço a Deus para isso, para iluminar a nossa mente, para você não ser sutilmente envolvido com essas ideologias que vem, inclusive não só no seu modo de vestir, nas músicas que você ouve, na nos filmes que você assiste, eh na no vocabulário que você usa, tá? O tempo todo a cultura tá impregnada nisso. Por isso que ideologia não é neutra, nunca vai ser. >> A ideologia acaba virando uma religião porque você precisa de alguma coisa para acreditar, né? [risadas] É verdade. >> Cas usa dizia, né? Ideologia eu quero uma para viver. Não vive sem ideologia, né? >> Então a gente acaba se envolvendo muito com as ideias e a ideologia nossa a ideologia é a ideia do reino, >> né? Quando a a eh Paulo vai falar em Romanos, né? Não vos conformeis com esse céro. É porque você tem a forma de cá, a forma de cá, a forma de cá. >> A nossa forma é lá do alto, é a cabeça de Cristo, >> é a mente de Cristo. >> Então a nossa forma tem nada a ver com as formas, as ideologias que são as formas aqui. >> É nossa forma é outra, entendeu? Mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa, perfeita, agradável vontade de Deus. Então, se a gente quer experimentar a vontade de Deus que é perfeita, a gente tem que pensar com a mente em crise, >> né? >> Só que se a gente não beber da fonte, >> não vai. >> Aí a gente vai ter duas duas duas reações possíveis. Hã, >> ou eu vou dizer bem sinceramente, por covardia, >> hã, >> a gente assume a posição da suposta neutralidade. Então, eu não me envolvo em certos assuntos, não me envolvo em certos debates, não tenho coragem de dizer se eu sou de um lado ou de outro, >> fico em cima do muro. >> Fico em cima do muro. É que é um diabo. [risadas] >> Como é? Não existe neutralidade. Como é que é que falavam muito na última polarização política que a gente viveu? É o isentão, né? O isentão, eu me exento de assumir qualquer coisa, mas no fundo, no fundo, você não se exenta porque pelo menos você fala que você não é contra. >> Não, não, não, não tem nada contra não. Aí morre aí, né? >> Mas também não sou a favor. [risadas] >> É desse jeito. Ou então não bebendo da fonte, não tendo firmeza nesses princípios que são eternos, a gente vai aos poucos sendo influenciado. Daqui a pouco a gente já sentou no banquinho >> e toma a forma. >> E toma a forma, né? E a gente viu, inclusive no na temporada passada como que a cultura vai aos poucos moldando essas ideologias e trazendo elas de uma forma muito natural, que daí daqui a pouco a gente assume aquilo como sendo verdade, coisa que antes a gente tinha muito claro, isso é errado, né? Daí a pouco não não é tão errado assim. E aí não, pera aí, é certo também. Só você olhar. Vou dar um um exemplo. Repara para você ver filmes infantis, filmes e séries. Como que o protagonismo feminino ganhou assim a força total? >> Sim. >> Se tudo se toda forma, toda narrativa bonita de de vitória, de crescimento, de superação, passa pelo protagonismo feminino, que tipo de ideia que a gente vai ter? Qual cadeirinha que a gente vai assumir, né? A, eu fico impressionada como é que eles alteram até os passados. Vai ver séries de medievais desses reinados, não sei o quê. Só trazem as narrativas das rainhas que fugiram dos padrões, não? Mesmas tradicionais. Cinderela, ela não precisa de príncipe mais >> não, >> não precisa masculinidade e o que a gente percebe hoje, tendo essas ideologias modernas, políticas, a gente percebe que usa-se uma roupagem cristã. >> Uhum. >> Em nome de Cristo, em nome de Deus. E aí o cristão, ele perdeu a capacidade, como os bereanos faziam, >> de analisar aquela ideologia ou aquele pensamento à luz >> conferir >> do padrão máximo. Qual que é o padrão máximo nosso? A palavra de Deus. >> Sim. Os bereanos em Atos 17, ouvindo Paulo, falou: "Pera aí, vamos ver. Eles recebem a palavra com avidez, mas eles vão olhar pra palavra assim, vão ver se as coisas de fato são assim. Vamos observar. >> Eles não caíam em fake news, né, pastor? >> Mas hoje em dia >> é muito fácil. >> É uma eu sento na cadeira do suposto conservadorismo e entendo que eu tô do lado de Deus ali, né? >> Né? Assim, é. Não, então eu vou assim com a galera do Os conservadores, eu tô com Deus. Isso >> o que chegou para mim no WhatsApp, que é contra, que abomina, que revela a verdade. Olha o que que o fulano falou, repasso. Nossa, realmente eu não vou nem citar o nome do partido. Esse partido é do diabo, né? Esse homem aqui é o próprio demônio. E vou assumindo isso aí. Cadê? Conferir. >> Cadê a análise? >> Nós precisamos. E é muito fácil a gente fazer a síndrome de Adão, né? Jogar a culpa no outro. que é muito mais fácil isso. >> E quando a gente vai olhar pra palavra de Deus, a gente vai perceber que a a identidade cristã ela é suficiente. Não é suficiente, doutor? >> Com certeza. Tá. A identidade cristã, a gente tá muito, porque eu até confesso um pecado aqui na última eleição, né? Eu botei muita fé num candidato e achei que se ele perdesse o Brasil já era. E a gente tá aqui, não tá maravilha não, mas a gente tá aqui. E o político, ele sabe manipular a gente, sabe manipular a nossa identidade >> e se colocar como o porta-voz de Deus aqui na terra. E assim, quando você vai olhar, por exemplo, eh, os candidatos, eles estão tudo atrás do capital político evangélico, por exemplo, porque esse povo evangélico às vezes é meio gado mesmo. O pastor falou: "Vota em fulano, o povo vota mesmo, né? >> E a gente tem a gente tem que est fora disso, né? Nosso, nossa identidade ela é muito superior ao que tenta nos no nos, como posso dizer, né? É, é você daqui ou você é de cá, >> encachotar, né? Isso. >> É, é óbvio que a gente tem um um lado político. >> Sim, >> isso não tem como não ter. Mas é, >> a gente tem um lado político, >> mas eu não posso, eu não posso ser um gado. >> Isso. >> Eu tenho que ter a minha posição política, mas eu não posso ser um gado. >> Eh, por isso que eu vejo que é uma tensão muito grande e lembro da da oração sacerdotal de Jesus. >> Senhor Deus, eu peço que o Senhor não os tire do mundo, mas que os livres do mal. Nós estamos aqui para ser saluz. Se a gente não mantém essa identidade, como é que a gente vai viver essa tensão que é eh estar aqui, viver nesse mundo, mas ser cidadão do céu? É, é, é uma, é uma luta que nós temos o tempo todo. E assim, nós vamos entrar ainda nessa, nesse assunto. A gente vai ter postura política sim, porque nós estamos nesse mundo. Enquanto a gente tá aqui, nós nós participamos dessa sociedade. E enquanto nós estamos nessa sociedade, nós temos que ser salvo, temos que ser luz. >> Mas não é errado você ter um lado político. Esse é o grande problema. O grande problema é eu colocar aquilo >> como uma espécie da minha identidade. >> Isso. >> O que eu gosto da IPB ou da Igreja Prestitana do Brasil é que ela se define como apolítica. Ou seja, nós não falamos sobre política ou nós não defendemos um candidato na igreja ou um partido. >> Partido, né? sempre o púlpito não é palanque >> isso. Mas a gente apresenta princípios que vão nortear o povo de Deus a escolher o seu melhor candidato. >> Uhum. >> O que vai direcioná-lo a partir daquilo que a palavra de Deus diz. Porque como a gente tá discutindo, nós temos uma identidade, uma identidade que é suficiente, que é completa, que nós não precisamos de mais nada, que Cristo é suficiente. Sim. E a gente percebe esse erro, por exemplo, nos tempos de Jesus. O povo esperava que tipo de Messias? >> Político, revolucionário. >> O político, o revolucionário que punha fim ali em Roma e que traria paz sobre tudo. E não veio dessa forma. Ele veio como servo sofredor. Falar em todos os tempos durante a história humana, o povo põe expectativa numas num messias de de libertação política. Exatamente, >> né? de libertação política. >> Então, por isso que o político ele usa dessa figura de libertador, de um Messias, que vai resolver todos os problemas do país. Todo político, bom, o político que ganha voto é aquele que veste essa, né? Eu vou resolver tudo, todos os problemas que você estão passando. Vote em mim que eu resolvo. >> E libertar da opressão, né? É sempre essa essa promessa, >> esse discurso libertador. Todos tm >> discurso. Uhum. Sim. e de um e de estar debaixo, né, de um domínio que tá acabando com a sua vida, você não tá vendo. É. >> E Gustavo, a gente tem um bom exemplo acerca disso. Lembra de Isaías capítulo 6? >> Hum. >> O profeta, no ano da morte do rei Osias, trouxe várias reformas, várias contribuições. O profeta tá chorando. >> Uhum. E ele tem uma visão do Senhor assentado sobre um alto e sublimo. >> Ou seja, Isaías, o rei humano morreu, >> mas o rei eterno continua morrendo. >> Então Deus pode colocar quem ele quiser. >> Uhum. >> A questão é: aonde tá a tua identidade? >> Tá em Cristo. Eu sou um cristão, né? Mais nada. Eu sou um súdito do reino de Deus. Eh, eu eu me prostro a ele somente, somente. >> Uhum. >> Então, é isso que a gente precisa perceber. Quando a minha identidade tá em Cristo, a gente é livre. Livre para pensar, livre para discernir, livre para analisar a luz da palavra de Deus. Porque é isso que essa polarização tenta fazer, roubar a nossa identidade ou querer nos colocar em caixas, >> quadrado, >> definido o jeito dela. E como que a polarização, Bianca, rouba essa identidade cristã? >> Na prática, as pessoas passam a olhar mais pras caixas, como o senhor falou, do que do que tanto para o ser humano, para o cristão, não cristão, né? E o, e até mesmo essa percepção que nós temos, né, de entender que o cristão é aquele que serve a Cristo, que se rendeu ao Senhor e Salvador Jesus, entregou sua vida para ser resgatado. E existe um cristão, né, que não foi alcançado, né, por esse amor, por essa graça, por esse entendimento, mas nem essa separação que a Bíblia faz não nos dá o direito de olhar de cima para baixo, né? Ou até assim, não, eu tô no lado bom, aquele ali tá do lado mau, ele é meu inimigo. Muito pelo contrário, né? Deus nos chama a amar a essa [roncando] pessoa e desejar que ela também, né, seja esclarecida. Mas para piorar o nosso mau testemunho, às vezes isso aí fica tão em segundo plano, eu passo a enxergar até mesmo outros cristãos que estão em caixas diferentes da minha como inimigos. Como inimigos, >> sem humildade, né? >> Sem humildade. Ou ele pensa isso ou ele e eh tá no partido ou ou ele votou em em um candidato que não é o candidato santo conserv mega ultra conservador. Não, como eu já ouvi, né? Não, eu não eu não concebo um crente votar no partido tal. Isso para mim é inadmissível. Então assim, a gente tem que tomar muito cuidado para não fazer essa substituição, né? para deixar que esses rótulos e esses caixas que muitas vezes o ser humano assume como identidade, isso não é nossa identidade. Eu vi esses dias um um depoimento de um ator americano que tá passando por um tratamento de câncer muito sério e ele falando como é que foi para ele. Ele falou assim: "Eu antes me enxergava como ator, para mim essa era a minha identidade, até que eu tive uma". E eu vou dizer bem sincero, nem era o que me satisfazia plenamente. Até que eu fui marido e me casei. Aí eu vi que isso me me eu me identifiquei mais com isso, me satisfazia mais. Então aquela identidade de ator tornou o segundo plano. Até que eu fui pai e aí eu me descobri ali. Ele vai falando desse caminho, né? Só que ele falou, de repente eu adoeci e aí eu fui perdendo a minha capacidade de ser todos esses que eu era. E aí eu passei a me perguntar, quem de fato eu sou? Qual é a minha identidade quando tudo foi me foi retirado, né? E aí depois ele terminou falando, eh, eu entendi na minha solidão que eu era alguém digno do amor de Deus. E aí eu achei bonito ele falar isso, né? Só que aí depois me deu uma tristeza que ele fechou a fala final. Aí ele não, mas se você achar que tá muito religiosa essa fala, tira Deus, pensa assim: "Eu sou digno de amor, é o moço". Mas você tirou tudo, >> acabou com a identidade. Você tava construindo uma identidade, né? Você tava chegando lá, você tirou simplesmente o tudo [risadas] >> e ficou sem nada. Porque ser digno de amor, de qualquer coisa, de qualquer, agora ser digno daquele >> que criou o mundo e deu a própria vida por você, isso aí supera qualquer um desses rótulos. >> E e é fantástico a gente observar isso e ver que as pessoas à luz da ideologia ou da definição dela, ela não consegue ser crítica. até conceitos bíblicos ou textos das escrituras, ele começa a ver a partir da sua ideologia. [limpando a garganta] >> A hermenêutica dele >> tá distorcida. >> Ele começa, tá vendo? Jesus >> é >> era de direito, direita, esquerda. E aqui não é, nós temos que perceber isso de maneira muito clara, como que hoje a identidade humana tem se perdido. Como que a gente perdeu a capacidade? Nós devemos ser pessoas que influencia, mas na realidade nós estamos sendo influenciados e de maneira sutil. >> Uhum. Mas isso foi construído, né? >> Sim. >> A gente na temporada passada que a gente falou do C Rumor, né? A gente viu que foram 200 anos de construção disso, de fazer ir perdendo essa desde o renascimento lá a gente foi vendo isso acontecer e desconstruindo a cosmovisão da verdade absoluta o tempo todo, tirando Deus da história. Deus não existe. E daí você foi, a gente foi vendo essa construção e a gente foi embarcando nessa cultura. >> Não, essa desconstrução, inclusive faz a gente pensar o seguinte: o cristão pode se envolver em política. ele deve se envolver em política, né, o Cristo, porque a política é a influência que você tem numa sociedade. Então, se, por exemplo, eu convivo num prédio com vizinhos, eu tenho que ter uma influência ali >> Uhum. >> pro bem comum, pro bem de todos. Eu tô, por exemplo, na igreja, que é uma comunidade, eu tenho que exercer uma influência ali. Quando eu vejo que a igreja tá tomando o caminho errado, >> isso >> eu tenho que eu tenho que influenciar de forma política. Influenciando na base, se todos tiverem essa visão de influenciar na base, no meio onde eu tô, >> você faz a coisa começa a mudar, ela começa de baixo, porque políticos que estão lá em cima é um reflexo do todo. >> Sim. Sim, >> né? Então o cristão ele deve se posicionar sim, >> o cristão ele não é neutro, >> não pode ser neutro, >> ele não pode ser neutro, ele é político, tendo em vista que política não é simplesmente cargos administrativos. >> Uhum. >> Quer que eu leio a definição dela aqui ou que eu até fiz questão de anotar? Eh, ela estabelece política como sendo um processo pelo qual pessoas que convivem em comunidades decidem os parâmetros de como viverão juntos e como será a sua vida em comum. Então, esse isso é o que a gente chama de processo político. Então, estar em sociedade por si só implica em atitudes políticas. Agora, o cristão precisar atuar politicamente não significa que ele tenha que escolher um candidato e um partido, abraçar e pronto, essa é min, esse é meu papel político, não é isso? Esquece de >> porque política faz parte da nossa história. >> Uhum. >> A questão é dentro dessa política, muitos entram no extremo. Não, a igreja não pode se envolver com política, mas esa aí. Então, o próprio conceito de política da pessoa tá distorcido. >> Uhum. Não, o cristão pode e deve se envolver na política. Mas como que ele pode e deve se envolver na política? A partir da identidade que ele tem. >> Uhum. >> A identidade, vamos dizer, é a base, é o filtro pelo qual ele vai ler o mundo e ele vai optar à luz da palavra de Deus por qual candidato ele vai escolher. E aí ele vai fazer isso à luz da palavra de Deus. E eu e não sou candidato, né, pastor? Candidato. Ele ele é o candidato. >> Mas eu acho que não só candidato. Eu acho que definições que estão sendo tomadas, leis que estão sendo traçadas, regras que estão sendo estabelecidas >> que vão, né, vão vão contradizer e vão impactar, vão contradizer aquilo que a gente acredita e que nós sabemos que não será para o bem comum, né? >> Você tem o movimento da reforma, né? o próprio Calvino, tanto que ele influenciou a política da Suíça, de Genebra, né, a estrutura política. Eh, se você for notar, por exemplo, o sistema presbiteriano, é uma democracia representativa, né? >> Sim. Uhum. >> E quer dizer, o sistema presbiteriano é uma forma de política. >> É, sim. >> Não que a gente faça politicagem, sim, né? Mas é uma estrutura de política, uma organização. >> É, é uma estrutura de política. [roncando] essa essa estrutura dos três poderes, um temperando o outro, isso aí é raciocínio da reforma, né? Pra gente não ter ditaduras eh de um dos poderes. Eh, a democracia, apesar de todos os defeitos, é o melhor regime, a gente tem liberdade, tudo isso é mentalidade cristã aplicado à política. >> Sim. Sim. >> A estrutura administrativa de uma nação. >> Uhum. >> Ah, então você é um democrata. Tô brincando. >> Tô dizendo assim, é que tem essas coisas. Começa, começa os rotos, né? E a cultura ela quer, na realidade, a gente tem percebido que a cultura quer a nossa identidade, quer que a gente defina uma ideologia, um político, quer colocar um rótulo. Por outro lado, a nossa vida, a nossa escolha, o nosso caráter tem que partir sempre de Cristo. É isso que nós temos que pensar. Ou seja, Jesus nos chama para que a gente seja alguém que controla, para que eu e você sejamos livres, para que eu e você tenhamos liberdade. Liberdade de escolher, de raciocinar, de discernir. Então, essa identidade tá em Cristo. Então, tudo mais, seja política, seja ideologia, seja rótulo, são aspectos secundários, >> OK? >> E é isso que a gente precisa entender. E esse bate-papo tá muito bom quando a gente fala sobre política. é um assunto que ferve no nosso coração, ferve também no contexto e as pessoas muito não conseguem discutir. Mas a gente vai tentar entender esse assunto no próximo episódio, compreender mais como que o cristão pode e deve se envolver na política, mas ele deve se envolver prático >> a partir da identidade que ele tem de Cristo. >> Amém. Então participe conosco, não deixe, curta, compartilhe, mande para outra pessoa esse assunto, deixa aí sua contribuição, a sua análise, fala conosco que a gente pode melhorar também, poder servir para que a gente possa crescer, aprender junto, edificar uma a outra e glorificar o nome do Senhor. E até o próximo episódio. Boa noite,