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A fé vem pelo ouvir

🔴 AULIVE: O CONCEITO DE TRABALHO COMO VOCÊ NUNCA VIU: ENTRE ADAM SMITH E THOMAS HOBBES

🔴 AULIVE: O CONCEITO DE TRABALHO COMO VOCÊ NUNCA VIU: ENTRE ADAM SMITH E THOMAS HOBBES

🔴 AULIVE: O CONCEITO DE TRABALHO COMO VOCÊ NUNCA VIU: ENTRE ADAM SMITH E THOMAS HOBBES

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Legendas automáticas:

Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade e uma utopia,
livres do rio ao mar.
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho
ser da terra ao sol. Seguimos trazendo a
boa nova, todo dia útil até a vitória
final.
Filosofia,
economia, sociedade e religião.
Praticamos a criminologia diplomada,
fazemos propaganda e agitação. Fé,
ciência do mundo, luz, testemunho ser da
terra ao sol.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade e uma utopia,
livres do rio ao mar.
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições
de viver para fazer história.
Ciência do mundo,
testemunho da terra o chão.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Ciência do mundo,
testemunho da terra o chão. Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Ciência do mundo,
testemunho da terra o chão.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil
até a vitória final.
Bom dia, tudo bem? Como é que vocês
estão?
O som está bom?
O som está Tudo boa?
Está bala?
Tá saindo adequadamente este volume?
Bora lá para mais um conteúdo totalmente
excelente e mais de hoje. Como é que
vocês estão? Hoje excepcionalmente
terça-feira.
Excepcionalmente.
Dado o motivo de eu não vou conseguir
gravar depois. Então eu precisava gravar
aí.
Para tentar
fechar a renda mensal.
Nós.
Tudo bem, minha gente?
Não esquece de curtir esse vídeo,
comentar para divulgar a palavra a
palavra por aí e hoje tem um conteúdo
totalmente isolante para você. E se você
quiser ser membro membro membro membro
membro membro membro do canal, não
esqueça de talvez participar disso que
vale a pena. Experimente. Temos curso de
marketing, religião, evangélicos e
política no Brasil, como fazer o seu
projeto de pesquisa, além de que se você
virar membro membro membro membro membro
membro membro do canal, você pode
participar do nosso grupo do zap.
Exatamente, um grupo totalmente
exclusivo e totalmente excelente, com
pessoas muito saudáveis, gente que diz,
você pode trocar uma ideia muito bacana.
Só mandar um e-mail para este
Cadê?
Este e-mail aqui que está passando na
sua tela, você vai poder mandar,
identifique-se para que eu possa
verificar que você é você mesmo. A gente
começa a trocar uma ideia, você pode
participar lá. A gente manda bastante
conteúdo exclusivo por lá também.
Beleza? Acho que vale a pena. É muito
conteúdo e conteúdo. Dá para falar por
horas, por dias, horas
com conteúdo excelente.
Bom dia.
Fala, querido fazer o watch, fazer o
quê? Conhecer.
Fazer o watch.
Bom dia, amigo. Tudo bem?
Ai, ai. Bom dia, Carapa. Como é que você
tá, mano? Carapa, nosso consultor em
marketing digital.
Totalmente excelente. Ele que nos ajuda.
Espero ter feito uma propaganda decente,
tá?
Bom dia.
Bom dia, Rubens. Sempre aí com a gente
trocando ideia. Bom, cara.
Espero que você curta o conteúdo hoje.
Eu acho que você vai gostar.
Dados dos nossos últimos papos aí
recentes.
Via canalzinho, eu acho que você vai
curtir. Acho que você vai
Live sobre empreendedorismo?
Não.
Live de discutir uma parada massa.
O poder do trabalho, ou melhor, o poder
produtivo do trabalho.
Vão gostar, cara. Vai ser uma parada que
vocês provavelmente não viram em outro
território da internet, talvez, quiçá do
planeta.
Então,
de verdade.
Acho acho que vocês vão gostar.
E o Rubens também acha.
Bora, mano. Bora, bora. Podia fazer um
bom dia, fazer. Bom dia, bom dia. Acabei
de mandar um bom dia para você. Você foi
o primeiro a receber um bom dia nesse
bom dia dia.
O som tá bom, gente? Tá muito alto o
volume da musiquinha ou tá adequado?
Só para eu me ajeitar aqui, que eu não
quero ensurdecer vocês.
Me parece que está adequado.
Mas hoje hoje o papo não será Marx,
mas a gente vai passar por lá. Hoje nós
vamos para os pré-Marx.
Hoje vai ser um papo que vai misturar um
pouco sobre pesquisa,
como fazer pesquisa. São entre Vão Vão
curtir uma parada que eu vou fazer aqui.
Eu vou mostrar in loco
e
ao vivo
o passo a passo de pesquisa, de trabalho
de pesquisa, que acho que vai ser muito
legal.
Vão gostar.
E nós vamos falar sobre
a articulação profunda de economia e
política. Uma discussão muito
interessante.
Economia e política, que foi separada no
final do século XIX para o começo do
século XX,
acelerada e progressivamente,
eh, entre dois campos, né?
E aí tem um texto muito interessante,
inclusive, do Immanuel Wallerstein, né?
Botar o nomezinho dele bonito aqui para
vocês.
Immanuel Wallerstein.
A velhinha é muito bom.
Immanuel Wallerstein.
Tem um texto do Wallerstein que ele faz
uma análise e uma crítica sobre as
ciências sociais muito, muito
interessante.
Que ele fala assim:
A formação das ciências sociais
modernas, né, como elas se dão, é muito
recente.
E elas vão replicando progressivamente o
papel desempenhado pela
pelas chamadas ciências duras, né?
As ciências exatas, chamadas exatas,
as ciências físicas e
biológicas, mas especialmente físicas,
as que são matematizáveis.
E por que que é interessante ele falar
isso? Porque ele fala assim: nessa
reprodução, você define a ciência a
partir do objeto.
E nas ciências sociais é:
o estado se torna o objeto da pesquisa
política, e aí você faz uma ciência
política.
O mercado, instituição do mercado, se
torna o objeto
da
ciência
que estuda mercados, a economia, e no
caso, especialmente a partir da divisão
anglófona dos falantes de inglês, né?
Economics, a economics.
A
partir desse objeto, e o que sobra vai
para sociedade, aí vem a sociologia.
O que sobrou dessas duas grandes
instituições se reúne num grande objetão
chamado sociedade.
E aí vem a fundação da sociologia.
Posteriormente vão tentar estabelecer
também o âmbito da antropologia, um
pouco mais problemático, porque ele vai
vir de um lugar esquisito. Mas também
depois se constitui como uma das
quatro pernas desse animal quadrúpede
chamado ciências sociais.
E aí o o
quando você vai fazendo essas
especializações, você perde a conexão
profunda entre esses âmbitos, né? Não
existe sociedade sem instituições. A
sociedade moderna é uma sociedade
baseada em duas grandes instituições,
mercado e estado.
Eh,
e se você fragmenta o estudo de cada uma
por seu objeto, você perde o todo em seu
funcionamento.
Simples assim.
E antes de ter essa fragmentação, esse
campo do estudo da sociedade, do estado
e do mercado,
como três objetos abstratamente
separados, era dado pela economia
política.
De onde vem a crítica de Marx, a crítica
da economia política burguesa.
Pois é, a partir do final do século XIX,
começo do século XX, vai se fragmentando
esse tipo de estudo e se perde essas
conexões. E hoje a gente vai ver um
elemento muito interessante numa
pesquisa que conecta
política
e economia.
O poder, poder é uma uma palavra muito
política,
fundamentalmente,
e o funcionamento do mercado e a
compreensão da economia. A gente vai
estudar Hobbes e Adam Smith e suas
conexões. Eu acho que vocês vão gostar.
Bem legal,
modéstia à parte.
Bem legal.
Diz nosso querido Fazer Watch, "O som tá
show".
Tá show, então. Esse climinha gostoso.
Eu gosto dessas grovezinhas aí.
Fala, Kevin, bom dia, meu querido mais
novo dinizista deste país. Sim, você
será dinisizado. Você será dinisizado.
Eu faço uma profecia aqui.
Pode anotar.
Não dá para printar, porque não dá. A
foto não vai sair com o que eu tô
falando. Mas grava, então. Mas se você
será dinisizado, você se renderá à
loucura de Fernando Diniz.
Nós vamos ser felizes, nem que seja por
oito meses. Mas seremos.
Importa hoje ser feliz por oito meses.
Tal qual fomos ano passado, com aquela
truculência do Dorival.
Tipo o feio da bexiga.
Agora vai ter um futebol bonito, pelo
menos. Se é para sofrer que seja
sofrendo bonito e jogando maluco. Não
aguento mais ver quatro volantes, quatro
volantes fechados numa linha que um não
toca para o outro, cada um num canto,
numa ponta do campo, nenhuma associação
possível e chutando e torcendo para o
Mateuzinho, para os laterais lá, o
Mateuzinho vir e ficar fazendo
chuveirinho na área para ver se alguém
dá a casquinha.
Meu Deus do céu, que coisa horrível,
horrível.
Futebol inglês dos anos 80.
Diz nosso querido Rubens: "A economia
virou administração de empresas".
Exatamente, porque cada vez mais ela vai
se especializando em mercado como sua
instituição objeto
e dentro do mercado seus pequenos
núcleos.
"Que campo?" disse fazer o watch. O
nosso campo.
Estou com raiva dessa expressão. Eu
também.
Eu nem sei que campo que a gente tá
falando.
Espero que seja campo de futebol ou
campo econômico ou campo de estudos.
Campo de estudos.
Ah, verdade. Querido Gabriel fez aqui
uma menção importante. Agradecemos
Bianca. Bianca.
Bianca.
Querida Bianca.
Atendente.
Terceirizada do telemarketing
da Vivo que me atendeu via WhatsApp.
Ontem pela manhã.
Você foi canonizada no nosso canal.
Por salvar a minha vida.
Tentando comprovar que eu já tinha pago
a conta da internet. Poderia não ter
pago?
Sim. Paguei atrasado?
Também. Mas eu havia pago e a minha
internet estava sendo suspensa por
motivos de
não reconhecer o pagamento depois de já
ter sido pago por pix. Mas Bianca,
obrigado Bianca do telemarketing da Vivo
que atendeu por WhatsApp ontem pela
manhã
por nos ajudar a voltar a internet e
comprovar para a empresa que eu já havia
pago os serviços.
Muito obrigado Bianca.
Bianca da Vivo, você está canonizada na
igreja barista. Obrigada, Bianca.
E o Gabriel sabe disso porque ele é
membro do canal e fez parte lá dos
nossos
grandes debates ontem pela manhã.
Nosso
grupo do WhatsApp.
Chegou o nosso querido Kevin.
O tempo de crítica acabou. Agora é
apoiar. É isso, Kevin. Você já está
canonizado. Você já viu a foto dele de
cara de maluco. Ele é doido.
Ele é doido. E a gente é maluco também.
Então vai dar tudo certo. Louco por
louco, mano.
Bando de louco.
Parabéns aos corintianos por perderem o
último jogo. É, muito obrigado aí
fazendo o ódio pela né, alegria.
Não dá para criticar o Diniz? Não, não
dá, ainda não.
Daqui a oito meses, quando a gente
começar a entrar no ciclo da derrota,
tudo bem. Mas temos oito meses de
alegria. Então calma.
Calma, torcedores. Torcedores, calma.
Bianca.
Obrigado, Bianca.
Bianca que é o nome da professora da
minha filha.
Eu sei que não é a mesma pessoa por
outros motivos.
Mas bora lá, bora lá, bora lá, bora lá.
Deixa eu botar aqui o nosso
somzinho agradável. Ó,
você vai começar o seguinte.
Vou abrir com vocês testículos,
textinhos, pequenos textos. Na verdade,
não são não, porque são textos longos em
que a gente vai poder discutir um
um tema massa.
Cara, de verdade, vocês vão se
surpreender.
Eu tenho certeza disso.
Bom dia, querido Diogo. Bom dia, Bruno.
Hoje é só vai ter live live ou vai
trabalhar? Eu tô trabalhando todo dia,
loucamente.
Faz um tempo. E em três trabalhos
diferentes. Um formal e dois não. Ou
seja,
Deus nos proteja.
Minha companheira, como diz o querido
Filipe, que também já foi canonizado
aqui no nosso canalzinho, o Filipe já
disse,
Bruno,
a Bruna, nome da minha esposa Bruna.
Nome da A Bruna
já pode dizer, como a Rochelle, que o
marido dela tem três empregos. Falei:
"É".
Já, já pode.
A vida tá, o açougueiro aqui, ela não é
sem motivo, ela tem muitos motivos. A
vida tá maluca. Mas vamos sobreviver,
vitória trabalhador. Brincadeira, eu sei
que você tá brincando também. É para
aproveitar que nós fala que a gente é
trabalhador, é, é, aproxima, aproxima o
pessoal. Oi, o menino é trabalhador.
Não sei se
até estourando o som, peraí.
Perdão.
Acho que agora vai ficar melhor, hein?
Obrigado pelo aviso, querido Diogo. O
som estourando não é gostoso não, tem
que ser um som agradável aos ouvidos.
Quer dizer para as pessoas: "É, você é,
você é trabalhador, trabalho, trabalho
muito".
Bom dia, querido Tiago, tudo bem, meu
bom? Espero, desejo que sim, espero,
desejo que esteja tudo em paz por aí.
Bom dia a todos baristas e não baristas
da América Latina.
E diz o Rubens: "Mas trabalho é só dar
aula". Essa pergunta, ela é, né?
É, é isso, é isso.
Que que a comunicação não faz, né? Diz o
nosso querido Diogo: "Não está
estourando o som, você está estourando
na, estourando na mídia, aparece nos
lugares". Ah, claro, só se fala em outra
coisa.
Foi mal.
Estourou para mim é, o som tá
estourando, tá ligado? O som tá, tá
estourando no ouvido, essas
Eu fiquei muito tempo na igreja
trampando em mesa de som quando eu era
adolescente.
Voluntário, obviamente, né? Porque
trabalho de igreja é, é voluntário. E
foi bom, devia ter uns, dos 12 até uns
13, dos 12 até uns 14 anos, eu ficava
circulando ali na mesa de som.
E eu queria ficar aprendendo, vendo como
os caras faziam, então ficava
acompanhando lá. Aí tinha um mano que
mexia nas luzes, um mano que mexia no
som, O mano que fazia os bagulhos, eu
queria, tipo, caraca, que da hora, eu
queria entender aqueles negócio ali. Foi
bom para mim.
Essas coisas é legal. Eu
Esses dias eu tava pensando nisso, né?
Tive muita sorte de poder ter muitas
experiências diferentes na
comunidades que eu frequentei,
religiosas e não religiosas, e de querer
me meter em trabalhos aleatórios, de
fazer funções nada a ver.
E aprendi muito nesse processo. Eu sei
hoje, por exemplo, desentupir privadas
com ziplock.
Ziplock não com com insulfilm, tá vendo?
Ziplock Ziplock é o quê? É a bolsinha.
Eu com insulfilm.
Uma coisa pequenininha. Sei.
Sei desentupir privada com insulfilm.
Com insulfilm.
Graças a trabalhos dessa vida.
E funciona.
Informações importantes.
Pergunta, Tiago, me atrasei?
Perdi a chamada.
Não, você está em dia.
Você será contabilizado.
Presente. Tiago, presente. Essa frase
não é bom de dizer não, porque no
pessoal fala isso, né? Naquelas
encontros de movimento social, não sei
quem presente é porque o maluco morreu.
Não, você tá você tá aqui. Tá nós. Tá Tá
vivo também.
Quatro trabalhos, né? Diz Carapa. Olha a
invisibilidade da paternidade e de
serviços domésticos. Ah, é verdade, eu
esqueci de considerar o trabalho
reprodutivo.
Três trabalhos pagos e um não pago.
E desses três pagos tem um que não tá me
pagando faz um tempo.
Mas tudo bem. Me disseram que vão
ressarcir, a gente confia. Afinal, né?
Confia.
Bom dia, William, tudo bom, meu querido?
Seja bem-vindo. Espero que sim.
Com o ziplock. Não, eu falei errado, é
insulfilm. Insulfilm plástico.
É, eu falei bobagem. Pensei num negócio,
falei outro.
Diz dos querido Diogo, sei como é. Eu
sou desses cria de igreja que faz tudo.
O faz tudo, o curinga. Exato. Tinha uma
uma mina lá na igreja que me chamava de
Severino.
Por causa dessa, né, essa, ah, essa
acostumamento horrível aqui em São Paulo
de considerar a pessoa chamada Severino
como o zelador de algum lugar que sabe
fazer tudo.
E aí me, ah, me chamava de Severino.
Falava: "Bruno Severino". Porque eu
fazia tudo, sabia fazer, cumprir quase
todas as funções requeridas naquele
ambiente.
Então,
quase todas.
Eu não sabia pedir dinheiro.
Não sei até hoje. Que bom. Deus abençoe.
Dizem por aí, dizem por aí, exatamente.
Saquinho de leite.
Gente, são 8:38 minutos da manhã,
trucada, calma aí.
Ai, da hora.
Cara, mas a gente vai ler coisas
interessantes, vocês vão gostar.
Este livrinho fará parte do nosso papo
de hoje.
O Leviatã de Thomas Hobbes. Essa
tradução eu gosto muito. Pena que eu não
tenho ele em PDF, porque seria errado.
Mas ela é muito boa.
Ela é muito boa. Eu recomendo, recomendo
bastante.
E a gente vai ler também A Riqueza das
Nações de Adam Smith.
E vocês vão gostar.
A gente vai fazer umas conexões bem
interessantes. Não tem como não gostar
desse tema, cara.
Só para dar uma, um, uma ideia para
vocês.
Eu apresentei essa conversa, essa
discussão aqui
no, quando eu estava no doutorado.
Comecei a fazer pesquisa do doutorado. E
qual que era o meu problema?
Meu grande problema é que eu era da
filosofia e eu estava mudando para a
área de economia.
E os meus conhecimentos econômicos,
eles,
numa escala de zero a 10, eles giravam
ali em torno de menos quatro.
Então, eu precisava dar uma estudada
considerável.
É, precisava correr atrás do prejuízo.
E comecei a estudar loucamente. Nessa
que eu comecei a estudar loucamente,
comecei a aplicar tudo quanto é método
que eu tinha de pesquisa e de estudo
para tentar entender aqueles bagulho.
E aí eu fui entendendo que eu podia
fazer uma abordagem dentro do campo da
economia sem precisar ser um economista
stricto sensu.
Eu poderia
como filósofo ou como alguém que estudou
métodos filosóficos abordar os textos de
economia
pensando filosoficamente e trabalhando
com metodologia de pesquisa filosófica.
Seja a leitura do método estrutural,
sejam outros métodos hermenêuticos. Eu
falei: "Pô, vou fazer isso".
E comecei a fazer.
Só que isso ali para entrar no
doutorado.
Entrei no doutorado e continuei fazendo,
porque eu precisava correr atrás dos
clássicos, eu precisava conhecer
minimamente panoramas de principais
autores e autoras da história da
economia, essas coisas.
Eu falei: "Pô, tenho que tenho que fazer
isso aqui acontecer".
E aí nesse processo
um ano, dois anos depois, quase.
Dois anos? É. No meu segundo ano.
Indo ali para o segundo ano do do
fechando o segundo ano no doutorado
a gente teve uma disciplina sobre
metodologia científica, de pesquisa
científica.
E aí, porque todo bendito programa de
pós-graduação exige algum de metodologia
e não sei o que lá.
Aí é claro que você pode convalidar e
tal. Mas como era um programa novo
e requeria um tipo de pesquisa
específico e que fosse interdisciplinar
e que também recebia gente diferente de
outros campos
tem que fazer. Bora fazer. Aí eu fui
fazer.
E foi legal.
Porque aí a gente teve realmente um
encontro com abordagens e metodologias
que eu não manejava tanto dentro dos
âmbitos das
ciências sociais para além da
sociologia e da
filosofia.
Na economia, ciência política, essas
paradas todas. Eu falei: "Pô, legal. Tô
gostando. Me interessa".
Só que nesses estudos, a professora que
dirigia essa disciplina,
ela, inclusive,
um beijo imenso pra querida professora
Maria.
Não vou falar o sobrenome por respeito a
ela, de não expô-la.
Não porque tenha feito algo errado, mas
por que que vai ficar falando o nome da
coitada?
Cara, mas foi uma aula muito legal,
professora muito gente boa, gente boa
demais.
E ela
falou: "E tem métodos hermenêuticos de
filosofia e tal,
mas que a gente talvez não entre". Eu
falei: "Pô, legal". Aí ela olhou pra mim
e falou:
"Bruno, você está
formado em filosofia, não é?" Eu falei:
"É, sou".
"Você poderia então trazer pra gente um
dia uma aula sobre esse tipo de
pesquisa, de filosofia?" Posso.
Aí com outro colega com outro colega
nosso, aí aí quando a gente viu, na
verdade, virou um uma troca de
diferentes metodologias de pesquisa e
trabalhos realizados. Então a gente
acabou se apresentando uns pros outros
pesquisas que já realizamos na nossa
vida.
E aí eu resolvi fazer, apresentar pra
ele, pra galera, pra turma,
uma uma metodologia de trabalho de
pesquisa dentro da hermenêutica
filosófica
pra poder discutir um tema de economia.
E eu fiz, apresentei exatamente o que eu
vou apresentar pra vocês aqui com alguns
outros detalhes
mais aprofundados.
Mas é uma discussão que surgiu nas
minhas pesquisas nesse período de
transição entre a filosofia e a
economia.
E eu acho que vocês vão gostar.
E vem dessa leitura de Adam Smith.
Adam Smith.
E o
Thomas Hobbes, tá?
Então vamos lá, Adam Smith e Thomas
Hobbes.
E essa conexão não fui eu que
estabeleci. Falei: "Hum, vou ler os
dois.
Vai ser legal". Na verdade, foi lendo
Adam Smith
que eu fui parar em Hobbes.
E aí, Hobbes eu já tinha lido, mas aí eu
vi Hobbes de outra maneira e eu vou até
dizer aqui:
subestimado Hobbes, hein? Eu como
crítico de Hobbes, muito crítico de
Hobbes, com muitos problemas com Hobbes.
Subestimado Hobbes, hein?
Às vezes a gente não dá o valor
necessário a este homem.
Para ser crítico tem que reconhecer os
méritos.
E vamos lá.
Vou mostrar para vocês, cara, vou
mostrar, vai ser legal.
Beleza.
Deixa eu abrir aqui.
Poxa, que história massa. Espero que
seja massa. Agora vem a linha do Locke.
Cara, não, pior é que foi legal mesmo. A
galera gostou muito, todo mundo pirou,
falou: "Meu Deus, que nunca tinha visto
isso, que bagulho legal". Falei: "Pois
é, acontece". Você aplica uma
metodologia de leitura num lugar, dá um
bagulho que você não tava esperando
e acontece.
Mas vou mostrar para vocês.
Deixa eu abrir aqui. Nós vamos E hoje,
inclusive, a live bilíngue, hein?
Vai ter português, inglês,
inglês, português, português, português.
Deixa eu pegar os livros aqui.
Aqui.
Deixa eu pegar primeiro em português.
Uma tradução bem conhecida de Adam
Smith.
Tum! Aqui.
Isso aqui tá bem conhecido, tá? Essa
tradução aqui de Adam Smith,
a famosa dos economistas, daquela famosa
coleção dos economistas.
Cara, isso aqui fez um bem para a nossa
humanidade, né? Brasileiro, assim, ter
essas coleções
Os economistas, os pensadores, essas
paradas todas. Cara, isso foi muito bom
para a gente.
Pude ter acesso a muita coisa boa.
Obrigado aí.
Abril, Abril Cultural por ter feito isso
para a gente. Isso aqui salvou vidas.
Aqui, nos economistas, Adam Smith,
A riqueza das nações. É essa que nos
interessa.
Só lembrando que Adam Smith era um
filósofo, professor de ética,
puritano, né? De tradição protestante,
que de acordo com o Juan José Bautista
Segales, seculariza a compreensão
de natureza humana protestante para
economia política. Ele faz esse papel,
de acordo com o Juan José Bautista
Segales.
O que é interessante de se pensar.
Eu vou ler aqui para vocês.
Aqui.
Que me interessou isso aqui.
Porque eu fui ler a introdução. A
riqueza das nações, pronto.
Ah, isso aqui é introdução, prefácio,
pipipi, popopo, que ele estava em
Glasgow, que foi não sei aonde, pipipi,
lalala, nanana.
Fiz isso, fiz aquilo. A parte desse
livro um fala disso, a parte dois fala
daquilo, a parte três fala daquilo.
Três
265 km de de prefácio. Jesus Cristo,
acaba? Aí, foi. Não, não foi não. Oh,
[ __ ]
Já partiu um logo, desgraça.
É por isso que o pessoal desiste de ler.
Pronto.
Agora sim, A riqueza das nações.
Ah, não, é outro. É introdução e plano
da obra. Oh, lá vamos nós.
Agora, livro um. O primeiro.
Livro primeiro. Ó.
Começa aqui o problema.
Essas coleções eram bem massa, diz o
nosso querido Diogo. Eu lembro de pegar
vários livros desses na escola. Eram
bonitos, para quem curte aparência mais
tradicional. É mesmo. Capa dura,
clássico, com aquela parada dourada, né?
Às vezes tinha a cara do do intelectual
lá na frente. É legal, eu também gosto,
também gosto. Acho eu acho bacana. Mas
esse aqui foi salvou vidas, gente.
Ó, agora eu começar aqui pelos títulos.
Paulo fez aqui um comentário importante
para correção científica adequada. Vamos
lá.
Diz Paulo.
Comentário irrelevante, não,
extremamente relevante, porque se você
confunde uma coisa com a outra, tua
salada que estava protegida na geladeira
pode ser um pouco complicado.
Comentário irrelevante. Insufilm é a
película de escurecimento de carro. A
película de alimentos é filme de PVC.
Você tem toda a razão.
Então, eu desentupi privadas com filme
de PVC, não com insufilm de carros.
Inclusive, eu não recomendo que vocês
tentem com insufilm de carros.
E nem que vocês tentem cobrir a salada,
por exemplo, que vai colocar na
geladeira com insufilm de carro. É
melhor usar o filme de PVC,
esse plasticozinho.
Melhor.
É, dá, dá tranquilo, pá, tranquilo.
Utilizei muitas vezes esse método, dado
que às vezes eu tinha que desentupir
privadas de banheiros e a gente estava
sem desentupidor. E aí, o primeiro
método que eu utilizava era esse.
Funcionava. Uma pressão forte que a
gente faz. Mas depois eu explico para
vocês.
A vida tem dessas coisas.
O livro primeiro.
As causas do aprimoramento das forças
produtivas do trabalho. Veja aqui, ó,
forças
produtivas
do trabalho.
Veja, o título de nossa live que estava
na thumb era o poder produtivo do
trabalho.
E a mudança de forças produtivas para
poder produtivo é o que vai nos
interessar aqui.
Vocês vão ver
que o bagulho é diferente.
E é legal. Ó.
Sério mesmo.
Que que aconteceu?
Método importante em filosofia ou
hermenêutica,
uma hermenêutica filosófica, sei lá,
é que se você é capaz de ler na língua
original, de alguma maneira, nem que
seja de maneira instrumental,
vale a pena você pegar o texto
da tradução
e comparar com o original.
Porque você vai poder fazer correções,
ajustes, entender melhor o contexto do
texto, vai perceber se teve alguma
distorção na tradução, essa coisa toda.
E isso me chamou atenção.
Porque eu falei: "Pô, legal, vamos ler
aqui o livro do Adam Smith". Comecei a
ler
e falei: "Pô, mas e se eu fosse no
original? Vou comparar
o inglês e o português, português e
inglês".
Pode parecer bobagem, mas é uma língua
que eu consigo manejar minimamente.
Então, talvez,
talvez,
seja importante.
E eu comecei a ler o texto do Adam
Smith, né?
Capítulo 1:
a divisão do trabalho. Lembrando que
essa seção primeira fala sobre as causas
do aprimoramento, ou do aperfeiçoamento,
do melhoramento, melhorismo das forças
produtivas do trabalho.
E aí,
começou com a divisão do trabalho.
E Adam Smith, esse querido economista,
nos diz o seguinte:
"O maior aprimoramento das forças
produtivas do trabalho e a maior parte
da habilidade, destreza e bom senso com
os quais o trabalho é em toda a parte
dirigido ou executado,
parecem ter sido resultados da divisão
do trabalho".
Isso já me pegou, porque eu realmente
levei a sério essa parte
de considerar a partir, a análise a
partir da divisão do trabalho, divisão
social do trabalho.
Mas eu falei: "Pô, legal, mas vamos
comparando português e inglês, beleza?
Beleza?
Então,
vamos lá para
o
outro livrinho de Adam Smith.
Que é o tal
Mudou para vocês aí? Deixa eu ver. Não,
não mudou. Ah, que sacanagem.
Ah, que é o tal do
o mesmo livro.
Ah, só que
em inglês.
Vou compartilhar a janela que vai ser
melhor.
O mesmo livro
só que em inglês.
The Wealth of Nations.
An Inquiry into the Nature and Causes of
the Wealth of the Nations of the Wealth
of Nations.
Então vamos lá, daí de novo, hein? 365
introduções, por isso que o pessoal
desiste de ler.
Mas aí vamos lá para o para o famoso
índice, né? Daqui a pouco aparece o
índice. Introdução geral e [ __ ]
7 kg de introdução geral.
Ai, gente, o pessoal desiste de ler por
causa disso, gente.
Meu Deus do céu, vai direto para o
livro. Põe isso aí no final, quem quiser
se interessar vai ler o contexto.
Eu sou contra essas 575 introdução
geral.
Ai, ai, vocês estão bem? Ah, pronto, né?
Não, ainda não.
Ajuste do texto, não sei o quê. Ah,
aqui. Finalmente. Contents.
Aí vamos aqui para o nosso querido na
introdução, né?
Livro 1, que é aquele que a gente tava
lendo lá.
As causas do aprimoramento
nas
eh,
no poder
dos poderes
produtivos do trabalho. Poderes
produtivos do trabalho. Productive
powers of labour.
Mas veja bem, veja, veja bem.
Lá tá forças produtivas.
Lembra? Aqui, ó.
Forças
produtivas do trabalho.
Forças produtivas do trabalho. Deixa eu
ver se mudou. Mudou.
E aqui
poderes produtivos do trabalho.
E isso já me chamou a atenção.
É diferente a palavra força
para poder.
Mas eu poderia ser uma questão de
adaptação e para mim tá tranquilo. Não,
ele só adaptou, é uma adaptação suave,
suave, sem crise, ninguém vai se encanar
com isso. Pode ser só um ajuste, porque,
né, para tornar mais claro o que que o
Adam Smith tá falando. Ele, pode ser que
o Adam Smith não tinha nenhum, nenhuma
preocupação com o termo poder. Poder
para ele é qualquer porcaria.
Peraí, poder, força, tanto faz. O que
importa é entender a mensagem. Pode ser.
Falei, então,
não vou aqui me encanar.
Não vou me encanar.
Vou só fazer essa anotação.
Vou só fazer essa pequena anotação.
E aí,
mas, aliás, mas tem um ponto que é, ele
chamou powers of labour
em letra maiúscula, né? Deu ali um, uma,
uma substantividade muito forte para
essa palavra.
Ela não ficou só como objeto. Ele, ele
deu ali um, um ar de conceituação na
própria forma de expressão.
E aí eu falei, será que tem alguma
coisa? Não sei. Vou ficar atento.
Aí vamos para o livro.
Powers of labour me pegou muito. Pode
ser só uma frescura, mas eu fiquei com
isso na cabeça. Pode ser frescura.
Ô, caraca, cadê o livro um? Aí vamos lá
para o livro
Livro um.
Novamente, as causas do aprimoramento
tal dos poderes do trabalho.
Beleza.
Poderes do trabalho.
Aí aqui já não tá com a a frescura da
grafia. Eu falei: "Então talvez eu
esteja só com coisa na cabeça".
Eu tô aqui enfrescando. Tô aqui
enfrescando, tô pegando detalhezinho que
não faz sentido.
Mas vou ficar atento.
Então o grande aprimoramento nas forças
produtivas do trabalho, ou melhor, nos
poderes produtivos do trabalho
e grande parte da habilidade, da
destreza do não sei o que lá, não sei o
que lá, não sei o que lá, vem da divisão
do trabalho.
Mas eu fiquei encanado com essa
palavrinha powers. E eu falei: "Vou
ficar de olho na palavrinha power".
A palavrinha poder vai ficar aqui atenta
pra mim a todo momento.
E eu fui lendo.
E eu não vou não vou me estender muito
em ler cada trecho por trecho, porque
senão a gente ia ficar aqui até amanhã.
Vou pegar só no
no
perdão, aqui no
no sumário que vai me ajudar.
Porque aqui no sumário vai aparecer, se
eu não tiver equivocado
se eu não me confundi
onde é que tá?
Hum,
é, não vou achar no sumário.
Ca sete dias eu fico procurando o
sumário e não vou achar. Então eu vou
por aqui que vai ficar mais fácil.
Se a gente pesquisa
quando o Adam Smith vai falar sobre
valor, ele também falou a palavra valor
tem que ser observada nos seus dois
diferentes sentidos e em alguns momentos
expressa a utilidade de um objeto
particular e em alguns momentos o
poder
power of
purchasing.
Deixa eu botar aqui.
Poderia então ser força, né?
Cadê?
Poderia ser força.
Cadê? Pera aí.
A gente pode colocar aqui. Importa
observar a palavra valor em dois
significados. Às vezes designa a
utilidade de determinado objeto, outras
vezes o poder de compra. Perdão. Poderia
ser força de compra.
Mas aqui tá
power of purchasing. Eu já achei
estranho. Poder do trabalho se
transformou em força do trabalho.
Poder de compra
não virou força de compra.
Continuou como poder de compra.
Percebe? Aí é uma escolha que tem duas
opções.
Ou o tradutor
ficou
quis dar uma maior precisão
e são dois contextos diferentes
que requerem
termos diferentes
ou ele arbitrariamente, por outros
motivos
alterou
poder de compra
força de trabalho
não poder de trabalho.
Percebe? Tudo bem? Então,
aí a minha dúvida era por que o tradutor
fez isso. Isso pode ter uma importância,
isso pode não ter nenhuma importância.
Isso pode não ter nenhuma importância.
Mas aí tem.
Agora sim, né?
Vamos de novo. Agora o outro.
Aí a gente continua lendo o texto.
Eita, caraca.
Oh, Jesus Cristo.
Caraca, tá travando meu teclado. Ah!
Não trava, desgraça.
Não, não.
Ah, eu não vou achar.
Pera aí.
Pera aí, que travou esse bagulho aqui.
Não, não, não, não, não. Volta aqui.
Volta aqui.
Ai, pera aí, pera aí, deixa eu pausar
aqui.
Aí eu já acho.
Então, pera aí, porque eu travei esse
bagulho aqui.
Ai, tá travando.
Agora vai. Meu dedo no F saiu.
Ufa!
Pronto.
Não trava mais.
Poder de também poderia daí tá aqui,
poder de venda, né? Power of exchange.
Mas eu poderia também transformar como
força de venda.
Então eu falei, pô, são três conceitos
agora. Poder de compra,
poder de venda, poder de trabalho.
Mas pode ser, em última instância, que
para o Adam Smith, pouco importa a
palavra poder. A palavra poder ela pode
ter 30 significados e aí dependendo do
contexto, o tradutor ficou preocupado.
Não é um conceito claro, não é um
conceito filosófico estrito.
Ele pode variar.
Então eu fui lendo, comparando o inglês
e o português, power of exchange, power
of purchasing, power of labor, power of
exchange, power of of purchasing, power
of labor. E eu fui, pá, pá,
pá, pá.
Até aqui,
Productive powers of labor.
Até que eu cheguei num lugar estranho.
Que é este lugar aqui, ó.
Ah.
Vai, teclado.
Capítulo cinco.
Ah, eu já sei, eu já sei de cor esse
trem. Capítulo cinco.
Preço real e preço nominal, né? Então,
comparação, discussão sobre preços das
mercadorias e o seu preço em trabalho e
preço em dinheiro. Preço em trabalho e
preço em dinheiro, preço real e preço
nominal. Mercadorias, vamos falar sobre
preços, né? Variações de preços, já
dentro das discussões que o que o Adam
Smith tá tá desenvolvendo na primeira
seção
do do Riqueza das Nações.
Aí, todo homem é rico ou pobre de acordo
com o grau que consegue desfrutar das
coisas necessárias, das coisas
convenientes e dos prazeres da vida.
Aqui eu já acho, inclusive, o Adam Smith
muito honesto. Ele distingue três
coisas, né? Uma é a coisa necessidade,
outra é a conveniência, outra é o prazer
da vida, que não é nem necessário, nem
conveniente.
Outra coisa.
Mas tudo bem, depois o pessoal vai
abandonar isso, vai virar tudo
preferência, né? Esquece da necessidade
e da conveniência. Mas vamos lá.
Veja, aí eu cheguei nesse capítulo e
aconteceu o seguinte.
Adam Smith escreve:
"Riqueza é poder".
Aí eu já fiquei obcecado, né? Afinal, eu
estava lendo,
comparando as traduções.
Eu falei: "Não".
"Wealth, riqueza,
como diz senhor Hobbes,
é poder". Aí eu fiquei obcecado, eu
estava aqui com hiperfoco. Uma fixação
na palavra poder
e eu falei: "Não".
"Riqueza é poder, como diz Hobbes.
Riqueza, como diz Hobbes, é poder.
E aí eu fiquei obcecado, eu falei: "Não,
peraí, peraí".
Se ele
diz
que Hobbes
diz que riqueza é poder
e aqui não tem outra tradução, riqueza é
força, não, riqueza é poder. E é Hobbes
que tá falando.
Com certeza, ele usa a palavra poder de
maneira precisa. Ele tem uma
conceituação a respeito de poder.
Ele não tá usando a arbitrariamente
o termo poder.
Ele não pode ser traduzido de qualquer
maneira.
Adam Smith tem um background aqui, ele
tem referência, ele tem uma estrutura,
ele tá fazendo um desenvolvimento de
análise conceitual precisa sobre o que
interessa pra ele.
Eu falei:
"Caraca, Hobbes disse que riqueza é
poder?
Não me recordo disso.
Mas por que que a gente tá traduzindo
uma palavra como força, a outra como
poder, a outra como isso e agora riqueza
é um poder?
Poder de riqueza, por exemplo.
Nem lembro de onde isso aconteceu, de
onde apareceu.
Vou buscar
aonde está o querido Mr. Hobbes, onde
ele disse isso.
Eh, e aí eu fiquei ainda encanado com a
coisa, porque eu falei: "Será que o
Hobbes é o Hobbes mesmo?
Pode ser outro Hobbes, pode ser um
Hobbes de outro lugar. Não
necessariamente o senhor Hobbes que eu
tô pensando, porque poder e Hobbes eu só
penso em um, Leviathan, Thomas Hobbes.
Mas vai que eu tô errado".
Eu posso tá completamente equivocado.
Eu posso aqui tá viajando,
né? Mas aí eu vim pra nota de rodapé.
Riquezas, junto à liberalidade, é poder.
Porque isso pode garantir, né, amigos e
servos.
Sem liberalidade, nem tanto.
Porque isso pode causar, é, pode, pode
fazer com que eles não te defendam, né?
Mas te, mas exponham
a pessoa, é,
é, exponha a pessoa, deixa ela, ela
desprotegida, né?
Pronto, Hobbes, Leviatã e aí tem a
indicação aqui, capítulo 10.
Aí eu falei, lá vamos nós. E ainda
descobri, ó, Smith comenta nisso na
doutrina de Hobbes, porque o Smith tem
um livro chamado doutrina de Hobbes.
Aí eu tive que ler os bagulho tudo, mas
esse livro eu achei bem ruim, inclusive,
mas é outra coisa. Tem uns
comentáriozinho lá do, sobre, sobre
Hobbes que eu não gostei. Mas eu falei,
caraca, o Adam Smith tá baseado em
Hobbes?
Adam Smith tá baseado em Hobbes?
E então, para eu entender agora o
conceito de poder, como ele tá
manejando, eu vou ter que ler os
comentários de Adam Smith sobre Hobbes e
vou ter que ir lá ver o que que o Hobbes
disse sobre riqueza
e disse sobre poder.
Mas de tudo isso que me importa, e a
gente vai fazer isso, a gente vai ler
Hobbes, mas o que me importa é, eu não
posso entender aqui Adam Smith falando
sobre riqueza como se fosse algo
separado do poder. E no caso do poder,
como execução de poder, como exercício
de poder, como conexão que não separa,
não distingue economia e política.
E aí eu fui me dar conta do título do
livro de novo, uma obviedade, a riqueza
das nações.
Das nações. O querido tá, meu irmão.
O querido não tá pensando em economia de
mercado da sua empresinha.
Entendeu?
Só que, aí eu fiquei lembrando dos
vários comentários que eu li sobre Adam
Smith, sobre liberalismo, sobre não sei
o que lá, que fala sobre o, como o
Rubens, como o Rubens comentou no, no
começo dessa live aqui, sobre
administração de empresa.
Não, meu irmão, o que que vocês estão
fazendo? Vocês estão maluco?
Tá ligado?
Vamos usar o cérebro.
Você tem um cérebro aí dentro da sua
cabeça? Utilize-o, né?
Mas se a gente vê, né,
que que que que bobagem, que que
desastre que acontece depois.
Então,
olha a importância de fazer pesquisa, de
fazer análise, de tomar cuidado com os
textos, né?
De fazer um trabalho mais adequado.
E aí a gente vai ler então aqui alguns
textos de Hobbes, porque aqui o o Adam
Smith fez uma citação, né, colocou sobre
Hobbes, que ele diz que é poder, embaixo
tá a citação do texto que vem lá do do
livro 10.
E eu fui lendo aquele bagulho até chegar
no livro 10, inclusive. Eu não fui
direto para o livro 10, eu fui lendo o
livro inteiro para chegar no livro 10 e
falar: "OK, estou entendendo essa
birosca".
Mas é isso, tá? Então, é importante a
gente ver isso. Aí eu falei: "Pô,
talvez", porque qual que é a minha tese?
Era a minha tese nesse momento de
leitura, né? Ou hipótese, qual era a
minha hipótese de leitura? Perdão.
Como a gente tava falando aqui, a minha
hipótese de leitura é que poder
poder não era ali um conceito que você
poderia substituir por força.
Começou aí o problema. Por que que o
cara traduziu poder por força?
Comecei aí, começou aí minha crise,
de comparar as leitura e falar: "Pô, por
que que ele traduziu poder por força?" E
aí em nenhum outro momento apareceu o
poder, tipo, em nenhum outro momento a
palavra poder é transformada em força.
Sempre era traduzido como poder, só foi
transformado em força quando fala de
poder do trabalho.
Por isso o título desta live e na thumb
o poder produtivo do trabalho.
A gente tá reconceituando aqui nessa
leitura de Adam Smith.
A partir junto com Hobbes, né, porque
ele tá referenciando, coitado, o Hobbes.
Mas a gente vai lá para o Hobbes.
Legal, né?
Ou eu gosto.
Eu gosto, eu gosto, gosto desse tipo de
leitura, gosto dessa discussão. Mas a
gente já vai pular pro Hobbes. Primeiro
vamos vir aqui no nosso chat totalmente
excelente, porque eu fui falando sem
parar.
"Cheguei", diz Kleber Lauer. Bom dia.
Bom dia, Kleber, tudo bem, meu querido?
Você tá bem?
Espero, desejo que sim, cara.
Bom dia, Borduna. Como é que você tá,
meu querido? Tudo em paz?
Tudo em paz.
"Já mudou o texto". É, a tradução já
mudou o texto, já muda tudo.
Diz nosso querido Carapa: "Enquanto uns
desistem, outros leem em duas línguas e
tem eu que peço resumo pra IA".
É, com todo o respeito, a IA não faria
esse trabalho que eu que eu acabei de
fazer aqui.
Garanto pra vocês.
Mesmo que ela acelerasse meu processo.
Eu vou fazer até um comentário aqui,
porque eu tenho problemas com esse
negócio de IA.
Não é o o tiozão que que nega
o desenvolvimento da tecnologia.
Como um leigo que não discute questão de
tecnologia de tecnologia, eh, e a
inteligência artificial, eu não entendo
esse bagulho, pra mim pouco importa,
assim, nesse momento, porque eu não
posso me desdobrar assim pro tema.
Então, o que eu vou falar aqui é
totalmente opinologia generalizada, tudo
lógica, né?
Então, assim,
não é por desprezar, porque eu tenho que
escolher o que eu vou fazer na vida. Eu
não vou discutir tecnologia nem IA. Mas
tem uma parada, cara, que eu acho muito
importante sobre racionalidade.
Racionalidade desenvolve a partir de
resolução de problemas.
Reconhecer um problema e buscar uma
solução.
E reconhecer um problema que não é
perceptível no primeiro momento. Aí vem
a a inventividade.
Você ser capaz de ver um problema e
buscar uma solução alternativa.
Como diz nosso querido John Dewey,
o pensamento
se desenvolve a partir de resolução de
problemas. Mas a resolução de problema
depende do reconhecimento de um
problema.
E esse reconhecimento exige uma
inventividade que a IA não vai fazer.
Desculpa, isso aqui que a gente tá
fazendo aqui não tem IA que faz.
Porque ela não ia considerar um problema
a diferença de tradução entre força
produtiva e poder produtivo.
Não ia.
Poder do trabalho, força de trabalho,
ela não vai diferenciar.
Ela vai utilizar a partir dos dados que
já existem, o IA generativa, a partir de
textos tão colocados e vai reproduzir
esse processo. O reconhecimento de um
problema para resolução de algum novo
ela não vai criar. E para mim não é
invenção, a criatividade não inventei
algo novo, é o reconhecimento de um
problema.
É aí que entra o âmbito da criatividade
humana em espaços que a galera, essa
aceleração de informação não não ajuda.
Se eu tivesse um IA na época
que me auxiliasse a acelerar ou
encontrar determinados temas no texto, a
fazer, pode ser, pode ser que meu
trabalho que levou horas e horas e horas
e dias fosse muito menor.
Mas o reconhecimento do problema para
buscar essa solução, aí desculpa.
Tô ganhando do Gemini. Chupa Gemini.
Chupa Claude.
Chupa Open AI, chupa
Deep Psyche.
Não vão fazer, meu irmão. Pode
Pode pode tentar, não vai, não vai.
Com todo o respeito. Assim como vocês
reconhecem problemas e soluções que,
cara, não é perceptível, cara, a gente
encontra no nosso dia a dia. É aí que
vem a criatividade.
Diz nosso querido, cara, já usou
notebook LM, Bruno? Eu não sabia que
existia até duas semanas atrás. Nem sei
o que é isso. Descobri há duas semanas
atrás a existência, mas nunca utilizei.
Joga essas duas versões lá e pede para
ele destacar todos os textos para ti, se
quiser montar algo para suas aulas. Eu
já fiz isso. É, era para as aulas pode
ser legal para botar no nos slides, né?
Vê se ele acha.
Mas eu fiz isso. Vocês viram, o o o o
PDF tava marcado em amarelo ali, é
porque eu já fiz isso. Eu separei todo o
conteúdo três,
[ __ ] me deu um trabalho do [ __ ] Mas
tudo bem, é outra vida.
Diz nosso querido Bortuna, aí preciso
saber o que Mr. Hobbs disse em tem, é, o
que Mr. Hobbs entende do que é poder,
né? Sim.
Diz fazer o watch. Smith já distorceu
Hobbs. Você é louco.
Nem sei se distorceu. Acho que não.
De quando é de que ano? É Hobbs mesmo?
1600? Sim, século XVII.
Adam Smith vem no século XVIII
produzindo seu trabalhinho.
Diz querido Tiago. Bruno mostrando como
se lê as paradas igual adulto. Igual
adulto não. Igual alguém que se formou
para fazer isso, né?
E
aí a raiva que eu tenho da galera que se
forma num bagulho e não pratica e a
galera que não se formou em [ __ ]
nenhuma e sai falando qualquer groselha,
né?
Tem que ter alguma função você ter
aprendido metodologia, pesquisa, essas
coisas na sua vida. Tem que ter alguma
função. Não é possível que você vai
tratar como se não servisse para nada,
né?
Não, não. E aí os doido que vem o lavar,
né? Que o a o lavagem cultural.
Que sai falando qualquer groselha para
achando que leu o texto e sabe o que
está dizendo, né? E sai reproduzindo um
biruleibada
não liga lé com cré.
Começa a nota zero do do da Fuvest esses
tempo aí, né? Da redação. O cara vai
colocando um monte de palavras sem
sentido nenhum.
Que que maluquice é essa?
Essa galera acha que não tem porquê, né?
Tem pesquisa, se formar para isso,
especialização. Dá dinheiro? Nem um
pouco. Tô sofrendo para pagar as contas.
Inclusive se tiver sobrando uma merreca
aí, manda um pix.
Mas
a gente faz as coisas legal.
Diz fazer o watch. É economia de estado.
É.
Exatamente.
Diz querido Carapa. Só por isso fui ler
o Hobbit. É. Se confundir Hobbs com
Hobbit, você vai achar que o o Hobbs
estava preocupado
com o anel.
E com o poder do anel.
Ou seja, se preocupou com poder do seu
anel hoje.
>> Bom dia querido @asreligiões
esc ex clavisa, não sei que significa,
mas bom dia Paulo, tudo bem meu querido?
Como é que você tá? Em Atibaia? Cara, eu
tava em Atibaia esse fim de semana,
acredita? Acredita velho? Eu tava aí em
Atibaia esse fim de semana. Fui visitar
minha vó, minha vó mora em Atibaia, tava
curtindo
um fim de semana em Atibaia.
Passei dois dias aí lá e voltei, gosto
demais, cresci aí por aí nessa região.
Até a de psi, disse fazendo o lote, sim.
Kleber Lauer diz, notebook LM é bom pra
estudar, deve ser, deve ser maravilhoso,
mas eu não faço ideia que seja.
Diz Diogo, Thomas Hobbit, exatamente,
ele tinha um grande pé, morava numa
casinha pequena, era peludo e
preguiçoso.
Gostava de ficar na dele sem trocar
ideia com os outros.
E as religiões te ex clavisa.
Esclavisa.
Sei lá.
Diz querido fazer o lote, The Power of
the Ring, exatamente, The Power de
The productive power of the of ring.
O
força produtiva do anel.
Então diz o querido Rubens, mas poder e
força não são parecidos no sentido de
abre aspas, mexer as coisas, fecha
aspas, ou tipo gerar uma consequência?
Pode ser, eu também pensei sobre essa
possibilidade Rubens, considerei esta
possibilidade.
Considerei profundamente, contudo,
porém, todavia,
no momento que nosso querido
Adam Smith cita Hobbes e dá a
referência, eu falei, hum,
não poderei fazer tal transposição com
tal facilidade.
Vou ter que olhar com maior cuidado.
Diz querido Rubens, tipo força, poder da
gravidade, não é habilidade de gerar
mudança de um estado para outro? Sim,
perfeitamente, você tem toda razão.
A questão é que aí eu fiquei preocupado
de onde é que vinha
essa tradução sobre força produtiva, né?
Falei: "Cara, por que que ele traduziu
como força produtiva e não como poder
produtivo?"
É uma distinção específica.
E essa distinção tem uma explicação
clara.
Marx
a tradução, ela já foi influenciada pelo
productive force, sei lá como é que fala
em em alemão.
Alemão é muito belo, né? Productive
force, iPhone.
Productive force,
vou até tentar ver como é que fala. É
que eu sei a palavra, mas eu não sei
falar. Deixa eu ver se eu ouvindo eu
consigo.
Deixa eu ver se eu consigo reproduzir. É
impossível falar isso aqui.
Não dá para falar isso, cara.
Arbeitskraft,
não dá para falar isso. É muito difícil.
Arbeitskraft
Ah, eu não sei falar isso.
Arbeitskraft
Parece um problema danado.
Marx traduz como força de trabalho.
Marx, na verdade, usa o termo força de
trabalho. Joga joga no Ai, putz, eu
acabei de fechar o bagulho. Perdão,
Rubens, eu ia jogar é Ai.
Putz, deixa eu ver se eu consigo lembrar
de cabeça.
Arbeitskraft
Kraft ou Kraft? Acho que é Kraft.
Eu acho que é assim.
É, algo assim.
Não sei falar isso.
Deve estar escrito errado, com certeza,
mas é isso.
É, mas o o o o
Se eu falar cinco vezes isso, invoca um
bode aqui atrás de ca de mim,
provavelmente. Mas o Marx utiliza força
de trabalho. E aí o tradutor
do texto do Adam Smith já imprime
sobre o texto de Adam Smith a
conceituação que Marx utiliza.
Para não usar o termo poder, Marx
utiliza o termo força.
Força de trabalho.
Distinguindo teoricamente, inclusive.
E para falar sobre poder, Marx vai falar
de outro bagulho. Ele vai especializar o
negócio. Arbeit, Arbeit, é esse aqui. É
esse aqui que o Gesa colocou.
Arbeit,
Arbeit, Arbeit, Kraft, Arbeit, Arbeit,
sei lá como é que fala isso aí.
Eu quase escrevi certo, hein? Faltou um
i aqui, ó.
Foi Arbeit, Kraft.
Arbeit, Kraft. Faltou um i.
Mas é, é difícil, cara. Então, assim,
o lance é, Marx faz essa
espe, espe,
especifica
o do, o que Adam Smith tá falando. E aí
o tradutor já imprime
a conceituação marxista sobre o texto de
Adam Smith.
Porque vai se tornar uma base teórica
fundamental. Só que aí escapa da
compreensão do que Adam Smith tá
discutindo. E por um lado, isso é muito
bom, porque Marx especializa o termo,
estabelece um, um aí, um léxico comum,
que a gente começa a falar sobre força
de trabalho, força produtiva, tal.
É, mas perde o caráter, por exemplo, que
é o que me interessava, de recuperar o
elemento da conexão política e economia.
Que é aquilo que se perde na passagem do
século XIX para o século XX.
E aí vem um textinho de Hobbes, que é
muito interessante. E quando eu fui ler
o raio do
o raio do, do, do, tipo, texto do
Leviatã,
eu percebi que não era só o, o, o
conceito de poder que Adam Smith assume.
A argumentação de Hobbes vai parar em
Adam Smith.
Tipo, a estrutura lógica
de um elemento de Hobbes, falando sobre
o mérito e a honra,
vai para conexão do preço das
mercadorias.
E isso é muito legal, porque eu falei:
"Caraca, velho!"
Adam Smith pega uma estrutura lógica de
Hobbes, coloca para analisar mercado,
para discutir a questão de de de
precificação das mercadorias, enquanto
Hobbes falava sobre o valor, não a
precificação, o valor dos seres humanos
de acordo com a honra e o mérito do que
eles fazem. Cara, é genial! Eu falei:
"Caraca, velho!" Aí imagina, né? Tô numa
aula lá com um bando de economista, com
a galera nas aulas, apresento o bagulho,
galera
"Porra!"
Nunca tinha visto isso, maluco! Eu
falei:
"Aí a filosofia servindo para alguma
coisa!"
Se liga, se liga, se liga. É legal, é
legal, é legal, é legal. É muito legal,
muito legal.
Vou abrir aqui. Eu eu não sei que
tradução é essa que eu tenho em PDF
aqui, mas não eu com certeza não é essa
aqui, essa aqui eu gosto bastante.
Isso aqui é tradução que eu gosto muito,
é da Edipro.
Do Hobbes.
Obviamente que eu fui pegar depois o o
Leviatã em em inglês também, para ficar
comparando, o que dificulta muito a
nossa vida.
Dá trabalho pesquisar, que [ __ ] que
pariu!
E ninguém me pagou por isso. Mas vamos
lá.
Mais um trabalho não pago.
Mas o capítulo 10, né? Sobre o poder, o
valor, a dignidade, a honra e o mérito.
Isso aqui já poderia ser brasão de
alguma de algum núcleo conservador
templário.
Mas vamos lá.
Algum grupo conservador templário pode
fazer um brasão com esse título de
livro, mas eu de de capítulo. Mas vou
pegar aqui no no Leviatã, para a gente
poder
Ah.
Peraí.
Pá! Para a gente poder ver, porque o o o
Adam Smith citou o
o mano lá, Então vamos lá.
Lembrando
que Hobbes
não está tratando o poder de maneira
vulgar, simplória ou simplificada.
É um tema central em seu livrinho.
Então Adam Smith lê o nosso querido
sabendo disso, inclusive.
E aí vem.
Thomas Hobbes de
Malmesbury, Malmesbury, Malmesbury.
Leviatã ou
subtítulo
matéria, forma e poder
de um estado eclesiástico
e civil.
Ai, a galera fica muito nervosa, né?
Ai, ai, ai.
Parapapapá. Vamos lá, capítulo 10.
Eh, nem sei onde é que tá o capítulo 10
nessa
birosca. Vamos só no rápido que eu vou
chegar no capítulo 10.
Mas pelo menos aqui não tem 765
introduções, já vai direto pros
capítulos. Facilita a nossa vida.
Capítulo 4. Não, tem mais pra frente.
Cara, e essa argumentação do Hobbes, ela
é muito
muito sistemática.
Pelo amor de Deus. Começa do o homem.
O surgimento do homem.
O homem e suas habilidades, o intelecto
do homem.
A linguagem, o não sei o quê. Capítulo
10, chegamos.
Pera aí que a letra é pequena desse PDF.
Capítulo 10.
Do poder, valor, dignidade, honra e
merecimento. Mérito, melhor, mas tudo
bem. Pra você ver que a gente tem
diferenças de traduções. Se eu encontrar
algum problema na tradução aqui, eu vou
pegar essa outra aqui
que me parece mais interessante e
confiável.
Ah, mas pera aí, antes disso.
Deixa eu só
recolher aqui rapidinho.
É, cadê?
Rabisquem seus livros, tá?
Risquem, rabisquem, façam anotação.
Isso é importante, inclusive para
pesquisa posterior, ó, ó, faz rabisco.
Faz anotação, por favor.
Não tenha dó do livro.
Use e abuse do livro.
Desfrute deste processo com o livro.
Rabisca ele, faz anotação, faz
asterisco, mesmo que esteja errado,
porque depois que você for reler isso,
você vai ver: "Pô, que ideia idiota".
"Putz, que que interpretação tosca que
eu fiz". Mas rever até sua anotação no
livro. Importante rabiscar livro,
rabiscar livro.
Usa ele, ele foi feito para isso, foi
feito para ser usado.
Então, use o livrinho.
Mas vamos lá.
Voltando, perdão, precisava fazer esse
comentário.
Eh, do poder, do valor, da dignidade,
honra e merecimento ou mérito, né?
Lá vai o nosso querido Hobbes. Lembra
que eu tô com obsessão aqui, hiperfoco
na palavra poder, né?
O poder de um homem, universalmente
considerado,
consiste nos meios de que presentemente
dispõe para obter qualquer bem visível,
é, qualquer bem, nossa, por que essa
tradução tá visivelmente, qualquer bem
visível futuro.
Pode ser original ou instrumental, ou
pode ser natural ou instrumental.
Então, poder consiste naquilo, nos meios
que você dispõe para obter um bem
futuro, ou seja, um bem projetado, eu
preciso daquilo. Quais são os meios que
eu disponho para poder obter esse
resultado?
Já é quase uma racionalidade
instrumental incipiente aqui.
A partir daquilo que você tem,
eh,
como poder, seja pelo poder original,
natural, que você tem, o dom divino que
lhe lhe foi dado e concedido e posso
utilizar esse termo tranquilamente,
porque Hobbes está falando a partir de
uma concepção criacionista, protestante
e que acha que Deus saiu distribuindo
dom para as pessoas
ou aquilo que é instrumental, ou seja,
não é o que foi lhe foi dotado desde seu
nascimento.
O poder natural é a eminência das
faculdades do corpo ou do espírito, né?
Então, se você tem aí faculdade no seu
corpo ou faculdade no seu espírito
As habilidades, as capacidades do corpo
do espírito.
Então, a capa capacidade, né, de
extraordinária força, de beleza, de
prudência, né?
Habilidade, capacidade aqui de novo.
Eloquência, liberalidade ou nobreza, né?
Que seriam aí
faculdades do corpo ou do espírito.
Os poderes
poderes instrumentais são os que se
adquirem mediante os anteriores ou pelo
acaso, né? Então, ou seja, pelo uso da
sua força você obteve alguma coisa que
vai ser útil para depois. Por causa da
sua beleza, você obteve alguma coisa que
lhe vai ser útil como instrumento para
depois. Você pode obter por pelas pelos
poderes que você já tem ou ainda pelo
acaso. Deu sorte, tropeçou, caiu na rua,
viu um bagulho ali que te lhe dá um
poder incrível, né?
Então, pode ser assim também. Você
estava lá andando na rua, caiu um
negócio, nossa, isso aqui me pode ser
útil.
Cá estamos. Encontrou 50 conto na rua,
pode ser útil.
E constituem meios e instrumentos para
adquirir mais. Mais o quê? Mais poder ou
mais bens que você considera valorosos
para o futuro.
Como? Quais são os poderes? Quais são os
poderes instrumentais?
Quais são os poderes instrumentais?
Prestem atenção.
A riqueza
já é o primeiro. Como a riqueza?
A riqueza é um poder.
Entendido em Hobbes aqui
como um meio para obter os bens visíveis
em um futuro.
Eu quero obter uma tal coisa. Aquilo que
me garante os meios neces, os meios ou a
capacidade que eu tenho que me garantem
a obtenção deste bem são poderes.
O primeiro poder que ele destaca, a
riqueza.
Um meio que possibilita a obtenção de um
bem visível futuro dentro de um projeto.
Para realizar aquilo que me interessa.
Que desejo.
Como a riqueza,
a reputação,
os amigos,
os amigos são poder.
E olha que interessante, para Hobbes os
amigos são poder porque eles são meios
que lhe garantem a possibilidade de
obter um bem visível futuro.
E os secretos desígnios de Deus.
Eu gosto desse poder também.
O poder dos secretos desígnios de Deus,
porque é aquilo que você não tem o que
fazer. Na palavra de Maquiavel, a
fortuna, né? A sorte.
Eu não sei como, mas
isso aí me deu uma sorte danada que eu
consegui alcançar um bagulho. Eu
consegui aquele negócio lá. Secretos
desígnios de Deus. É um poder aí com o
qual você pode ou não pode contar. E
fica aí
para a sua opção na vida se você, o
problema é a pessoa que tem como único
poder os secretos desígnios de Deus. Ela
tá bem lascada. Vamos combinar que ela
não tem os outros. Isso aí confunde,
complica consideravelmente a vida dela.
Mas tem um ponto que eu acho
interessante de um outro poder que o
Hobbes ia comentar que não tá listado
aqui, que vai ser engraçado de ler já
já.
Vamos lá.
Aqui os homens chamam de boa sorte, né?
Porque a natureza do poder é nesse ponto
idêntica a da fama, né? A da reputação,
a daquilo que foi construído em torno do
seu nome.
Dado que cresce à medida que progride.
Ou a do movimento dos corpos pesados, e
aqui Rubens, aquele comentário que você
havia feito sobre a força, né? Tá usando
como analogia para falar sobre o poder,
uma força gravitacional, por exemplo.
Que quanto mais longe vão, mais rápido
se movem. Aí a física de Hobbes e seu
freestyle, de acordo com as
as capacidades que ele tinha de falar um
pouquinho sobre isso.
O maior dos poderes humanos é aquele que
é composto pelos poderes de vários
homens. Guarde assim essa compreensão
simples.
O poder, o poder,
o maior dos poderes humanos é aquele
composto pelos poderes de vários homens,
unidos por um, por consentimento numa só
pessoa, natural ou civil, né? O estado
ou mesmo uma pessoa que reúne vários
homens para trabalhar para ela, ou com
ela, que tem o uso de todos os seus
poderes na dependência de sua vontade.
Aí, para Hobbes, é o caso do poder de um
estado, porque esse é o objeto de
análise de Hobbes. Mas preste atenção
aqui, preste atenção. Queridos humanos
que estão aqui conosco.
Voltemos para o livro um,
capítulo do capítulo um do livro um da
seção da seção primeira de riqueza das
nações.
Venham comigo.
Venham comigo ser felizes.
Sejamos felizes.
Capítulo dois não, capítulo um da
primeira seção, tudo bonitinho. Ah,
livro primeiro, capítulo um.
Ah, deixa eu só fazer uma coisa aqui
para não dar ruim na próxima mudança de
slide e de de livro.
Peraí.
Ô, por que que eu não tô conseguindo
fazer isso?
Obedecei-me.
Ah,
deu.
Voltemos aqui para a riqueza das nações.
Se liga.
Lembrem que aqui o o Hobbes disse aqui
que
o maior dos poderes humanos é aquele
composto pelos poderes de vários homens,
quando eles se unem sobre a dependência
de uma vontade natural ou civil,
consentidos numa só pessoa.
Ponto um para falar sobre o
aprimoramento das dos poderes produtivos
do trabalho.
O maior aprimoramento dos poderes
produtivos do trabalho e a maior
habilidade da destreza e bom senso com
os quais o trabalho é em toda parte
dirigido ou executado parecem ter sido
resultados da divisão
do trabalho.
E aqui Adam Smith vai começar a falar
sobre o trabalho combinado.
A reunião de diferentes trabalhos dentro
da manufatura, dentro de um espaço
produtivo, que faz com que esse trabalho
fique mais poderoso, com que ele cresça
e se expanda.
Se Hobbes está falando do estado com o
maior poder ou de mesmo em torno de uma
pessoa, reunião desses poderes, Adam
Smith pega a estrutura para falar
o aprimoramento,
o aperfeiçoamento do poder do trabalho
se dá pela reunião dos diferentes
trabalhos dos seres humanos reunidos
ali, tal qual Hobbes está falando ali do
estado, agora ele traz aqui para o
âmbito econômico da força produtiva, ou
melhor, do poder do trabalho.
Isso não é casual.
Isso não é casual. Ele tá Cara, isso é
genial. Isso é legal demais, assim.
Isso é muito massa.
Ele tá agora aprimorando essa percepção
a partir da análise ali do Hobbes,
trazendo para o campo da economia,
pensando o trabalho. É genial! Isso é
genial!
Só que o Hobbes não tinha pensado em
trabalho. Hobbes não tinha pensado sobre
economia, sobre desenvolvimento de força
produtiva, não tava no escopo dele, não
tava ali no negócio. Ele traz agora para
observar isso. Agora veja.
Veja. Veja bem.
Né?
Isso aqui, meus amigos, isso aqui é
Isso aqui é a aula que custa milhões.
Brincadeira.
Isso é muito genial, cara. Isso é isso é
isso é um bagulho muito sofisticado,
muito interessante de perceber.
É, as ideias não caíram do céu. O cara
tá aqui fazendo uma análise sofisticada
a partir do pensamento de Hobbes,
analisando agora outro problema que ele
reconheceu na realidade.
É, meus amigos.
Aqui é coisa fina.
Coisa fina.
Ou, diz Hobbes, né? Voltando aqui para o
Leviatã. Na dependência da vontade de
cada indivíduo, né? Porque não é só
trabalho combinado, também é a
dependência da vontade de cada
indivíduo. É o caso do poder de uma
facção
central
ou de várias facções coligadas.
Consequentemente, ter servidores é
poder.
Consequentemente, ter servidores é
poder.
Ter trabalhadores é poder.
Reunir pessoas para trabalhar para você
é
poder.
Poder.
Legal, né?
Eu gosto.
Me agrada.
Poder.
E
ter amigos é poder.
Porque são, perdão, vou espirrar. Ai,
Jesus.
Não pode segurar espirro, faz mal.
São força
É, tá espirrando.
São força unida
unidos venceremos
também a riqueza aliada a liberalidade é
poder, essa é a citação que o Adam Smith
fez lá no na nota 9 de rodapé do trecho
que a gente tava lendo na riqueza das
nações, não na tradução mas na no
original
também a riqueza aliada a liberdade é
poder
porque consegue amigos e servidores
ou servos
amigos e tem uma tradução diferente aqui
eu acho
hã, cadê?
acho que é diferente aqui
empregados, né? empregados, não sei,
empregados, força empregada, né? também
consegue servos, servidores, empregados
sem a liberalidade, sem a liberdade ou
liberalidade, na verdade o certo seria
liberalidade, tá tudo bem
não é, porque nesse caso a riqueza não
protege, você precisa de liberalidade,
né? você conseguir
liberar a riqueza, fazer ela rodar,
trocar, realmente não ficar conservando
ela, não ficar segurando esse dinheiro,
esse esse poder chamado riqueza, não
fica se segurando ele, porque se você
não distribuir, se você não der para os
seus amigos, se você não der, não pagar
bem os seus empregados, o que que
acontece? expõe o homem como presa a
inveja
então, não vai ficar segurando milhões
aí, não vai ficar segurando seu dinheiro
aí, porque as pessoas vão te invejar,
tem a riqueza mas liberalidade, é o que
o Hobbes tá dizendo
troca aí, faz rodar, ah, não tá, peraí,
peraí que não mudou
ficou só nesse aqui, caraca
eu já tava lendo o Hobbes e tava o Adam
Smith na na tela, perdão
vocês não viram porque vocês tão tudo
trabalhando, né?
e assistindo a live sem acompanhar a
tela
perdão, tava aqui, ó
eu não tô
tá, perdão, li quatro linhas aqui e tal,
mas expõe o homem como presa a inveja,
né? Então é importante que você tenha
riquezas, mas com liberalidade. Isso é o
Hobbes falando.
Adam Smith vai levar isso ao extremo.
Liberdade de mercados, liberdade de
troca, liberdade de compra e venda.
Ele tá pensando em outra relação. O o o
Hobbes tá pensando aqui na relação de
estado, na relação de organização de uma
facção poderosa, de um grupo que deseja
executar um determinado projeto
conjunto, né?
Eh, e é isso.
A reputação do poder é poder.
A reputação do poder é poder, diz
Hobbes, né? Você
ter uma reputação de que você é poderoso
já te garante aí um um poder. É o é o
pessoal que apela pro Neymar ir pra
Copa, que não faz sentido nenhum.
O pessoal vai ter medo dele. Ele chega
lá, ele tá no banco de reserva, ele vai
entrar no jogo? A reputação de poder
dele já vai deixar todo mundo se se se
melar de medo. O adversário já vai ficar
preocupado.
O cara que tá pensando isso tá
reproduzindo essa ideia de que a
reputação de poder já é um poder e
realmente ela é, mas ela não
necessariamente vai garantir que você
consiga fazer as coisas, né? Porque na
hora que o menino entrar e não conseguir
andar em linha reta, vai ficar que nem o
Tio Doido do Zorra Total, aí o pessoal
vai falar: "É,
a reputação de poder, mas a execução
Pois com ela, né, com com essa reputação
de poder, se consegue a adesão daqueles
que necessitam de proteção. No caso, o
pessoal dos meninos da Seleção
Brasileira que tão tudo com medo de ir
pra Copa sozinho e quer o Neymar pra
junto.
Também o é, pela mesma razão, a
reputação de amor da nação de um homem
ou que o o povo que ama uma pessoa,
a qual se chama popularidade. Também te
dá poder. Vide Lula.
Faz o L.
Por que que
o o carinho, o amor, o carisma, essa
essa adesão das pessoas a essa
personagem, ela garante poder, converte
em poder por ele ser popular, ter uma
grande popularidade.
Essa análise aqui é interessante do do
Hobbes.
Da mesma maneira, qualquer qualidade que
torna um homem amado ou temido por
muitos é poder.
Porque constitui um meio para adquirir
ajuda e o serviço de muitos.
Veja, é exatamente assim que também vai
funcionar a estrutura de mercado, mas em
outros sentidos, porque o Adam Smith não
vai considerar a reputação, não vai
considerar o mérito, não vai considerar
a honra, não vai considerar o amor, não
vai considerar o medo, vai considerar
dinheiro, circulação de trocas entre
pares de indivíduos que querem executar
suas vontades, realizar suas vontades
aparentemente iguais ou equivalentes e
por isso eles vão poder por liberalidade
trocar essas ajudas, se unirem de acordo
com seus interesses e realizar projetos
comuns, mas por meio do mercado. Mas a
estrutura e a ideia é a mesma. O que ele
vai é reduzir, discutir não a questão de
todos esses poderes envolvidos na
discussão de Hobbes, mas especificamente
da riqueza, do dinheiro.
Beleza?
Mas vale a pena ler aqui o texto, é bom.
O sucesso é poder. Porque traz
reputação.
De sabedoria ou boa sorte, né? Se você
conseguiu realizar um negócio e dá
reputação de que você é sábio ou tem uma
sorte boa. O cara é sortudo, ele
consegue.
É
Eu ia pensar em outro exemplo
futebolístico, mas deixa quieto. O que
faz os homens recearem ou confiarem em
quem o consegue.
Tá, eu vou usar o exemplo futebolístico
que é o Zagallo, chama o Zagallo que ele
ganha.
Zagallo por muito tempo era esse cara
que conseguiu sucesso em determinados
momentos, isso já traz a reputação, já
garante sua vaguinha em qualquer canto,
porque não tem como.
O velho lobo.
Vocês vão ter que me engolir. A
afabilidade dos homens que já estão no
poder é aumento de poder, né? Você ser
afável, você ser, você já tá no poder,
não precisa mais ser tão temido assim.
Por quê? Porque atrai amor e aí você
consegue ser mais do que temido, amado.
Importante.
A reputação de prudência na conduta da
paz ou da guerra é poder.
Porque confiamos o governo de nós mesmos
de melhor grau ou de melhor, de boa
vontade, melhor grado, aos homens
prudentes do que aos outros, né?
Em teoria,
pela prudência na conduta da paz ou da
guerra, aquele que é prudente
tende a receber um maior apoio popular.
A nobreza é poder, não em todos os
lugares, mas somente naqueles em que,
naqueles estados onde goza de
privilégios, pois é nesses privilégios
que consiste seu poder. Exatamente. Aqui
não goza poder nobreza, então é
nobre de [ __ ] nenhuma, rei de josta
nenhuma, monarquia é o baralho, né?
Então é assim que a gente vai trocar
ideia daqui pra frente. Nunca vou
esquecer um dia interessante aqui,
rapidão, momento.
Tava aqui,
moro no Capão Redondo, Minha Casa Minha
Vida, zona sul de São Paulo.
2022, período eleitoral.
Eu abro a janela de casa pela manhã
e o vizinho da torre do lado
tá com a bandeira do império
na janela.
No Capão Redondo,
zona sul de São Paulo.
Tem sangue azul, doido?
Aí, né, querido vizinho, que talvez se
chame Silvio,
recebeu uma leve represália.
No bullying pedagógico, muito cuidadoso
e respeitoso.
Mas foi, alguém aparentemente mandou nos
grupos dos condomínios,
a frase
"Não sabia que tinha nobre aqui no Capão
Redondo. Cadê o sangue azul?
Tá esperando o quê pra assumir o
título?"
Ai, mano, é [ __ ]
Esse dia foi doido.
Isso não é possível.
Não é possível.
Ixi, parou minha música?
Não é possível, mas é possível. Tinha
isso, cara. Você tá
Você acredita num bagulho desse? Tá no
Capão Redondo, Capão Redondo.
O maluco me mete a bandeira do Império
na janela.
Ele tá de sacanagem comigo.
Tá de sacanagem.
Mas a gente sobrevive, né?
A gente vive essas loucuras.
Silvio provavelmente é um
nobre
que veio para cá por acidente. Então,
isso. O duque do Capão. Exatamente.
Duque do Capão, barão do Capão, né?
E aí, você tem que pensar, cara,
a humanidade tá perdida mesmo.
Mas vamos sobreviver.
Eh, dito isso,
a nobreza, onde ela tem privilégios, ela
é um poder. Onde não tem, não é. Então,
querido
hipotético vizinho chamado Silvio que
resolveu colocar uma bandeira do Império
durante as eleições de 2022 aqui no
nosso condomínio.
Eh,
se você for nobre, você não tem
privilégios. Então, aqui você não tem
poder.
Obrigado, República Brasileira.
É embaçado.
Voltando.
A eloquência é poder, porque se
assemelha à prudência. Eu adoro esta
frase do Hobbes. Ele não desenvolveu,
mas
ela poderia servir para umas três horas
de papo. A eloquência, né?
A gargantada, a capacidade de falar bem,
ela é poder, porque ela parece ser
prudência, mas ela não é.
Você parece ser uma pessoa sensata se
você fala bem, se você tem uma
eloquência bacana, né? Uma pessoa
eloquente, que se comunica bem, uma
pessoa sensata. Não, ela parece ser
sensata. Então, por ela parecer ser
prudente, ela ganha reputação, ela ganha
poder, ela consegue um espaço de
confiança das pessoas, não porque ela
seja prudente, porque ela é eloquente,
que ela é capaz de parecer ser prudente.
Pô, isso é genial. É, é, eu adoro isso
aqui, isso aqui é bom, isso aqui é bom,
é bom, é bom, é bom, é bom.
A beleza é poder.
Pois, sendo uma promessa de Deus, aí,
né?
Parabéns aí, Hobbes, por sua
argumentação profunda.
Recomendo os homens a favor das mulheres
e dos estranhos. Meu irmão,
aqui eu não consigo entender Hobbes, né?
Aqui eu falo, é, Hobbes, você devia ser
uma pessoa um pouco feia, ressentida,
incapaz aí de conseguir apoio de homens
e de mulheres por sua feiura e falou, é,
só Deus que dá mesmo, porque eu não
tive. Os desígnios secretos de Deus que
ele comentou antes, talvez fosse a
beleza, que ele foi desprovido dele.
A ciência são um pequeno poder. Aqui,
lembra que eu falei que eu tinha uma, na
lista de poderes ele tinha esquecido
uma, ou ele não colocou antes, era essa
aqui.
Ele tinha esquecido de falar da ciência.
Na, na lista de poderes ele não cita a
ciência, aí aparece aqui.
A ciência,
a ciências, são um pequeno poder. É um
poder, mas ele é pequeno, é um
pequenininho, poderzinho, um poder eco,
ciência é um poder eco.
Porque são eminentes e,
consequentemente, não são reconhecidas
por todos, ou melhor, porque só algumas
pessoas conseguem ter, fazer ciência ou
entender a ciência, não é para todo
mundo. Então, nem todo mundo tá tendo
acesso a produzir ciência, então nossa
ciência é muito pequena, porque ela só
vai ter sentido para aqueles que
entendem. Aqueles que não entendem vão
cagar para ciência.
Eu acho muito bom, velho. Eu acho que a
tradução aqui, até nesse livro aqui tá
diferente, acho que é até mais
interessante.
Deixa eu ver, é,
aqui, pronto, é, aqui tá mais
interessante.
A ciência são poderes pequenos,
porque não são proeminentes, não são
proeminentes.
E, consequentemente, não são
reconhecidas em qualquer homem.
Nem existem em todos.
Mas apenas em alguns.
E nestes, apenas em relação a algumas
coisas. Quer dizer, nem todo mundo faz
ciência, apenas algumas pessoas fazem
ciência e essas pequenas, algumas
pessoas que fazem ciência nem faz sobre
tudo, faz sobre algumas coisas
específicas, porque não dá para saber de
tudo. Então quer dizer, te reduz tanto a
capacidade de poder que você só vai ter
um espacinho pequenininho para atuar.
É uma ciência, um poderzinho.
Eh, mas apenas em alguns e nestes apenas
em algumas coisas. Pois a ciência tem
aquela natureza de que ninguém pode
compreendê-la sem, em boa medida, ter a
alcançado.
Só dá para alcançar a ciência, só dá
para entender a ciência depois que você
alcançou ela, mas nem todo mundo
alcança, então não dá para entender.
Então ela consegue, ela tem um espaço
muito reduzido de atuação.
E aí eu gosto dessa análise do Hobbes,
tá? Pelo seguinte, ela só vai ter função
de poder, como poder mesmo, quando ela
tiver aliada com algum dos outros
poderes.
Só vai ser, ser poderosa mesmo quando
ela se aliar aos outros, quando ela for
um instrumento para os outros poderes.
Ela é quase como um poder terciário.
Uma ciência sobre a beleza, uma ciência
sobre as relações humanas, uma ciência
sobre a riqueza, uma ciência sobre cada
uma dessas, talvez potencialize, mas ela
mobilizada pelos outros poderes, ela
sozinha não vai dar conta. Ela, ela não
faz, ela é muito pequena. Ela fica no
estrito, no estrito espaço do estudo
acadêmico, né, do estudo científico.
Genial.
Cara, eu acho genial, acho genial,
genial, genial, genial. Um pequeno
poder. Por isso o o quem é cientista ou
quem faz ciência, cara, vê, vê, fica
desesperado com os espaços que tem de
atuação, né, e com a limitação que tem
para poder fazer as coisas.
Porque sozinho não faz, a ciência por si
só não dá conta.
Ela é um poder pequeno.
Mas ela utilizada por outros poderes, aí
sim. Então uma ciência que se alia ao
mercado desenvolve força produtiva
bizarramente, tecnologia vai para cada
chapéu, ligado ao estado, desenvolve
outro tipo de de de de
de saber sobre o mundo, de projetos e
tal. Ligado a cada um desses outros
poderes vai vai desenvolvendo, mas
sozinha, coitada,
fica restrita.
As artes de utilidade pública, como uma
fortificação,
a fabricação de máquinas e outros
instrumentos de guerra são poder, porque
facilitam a defesa e conferem vitória.
Embora a sua verdadeira mãe seja a
ciência, nomeadamente a matemática,
mesmo assim, dado que são dadas à luz
pela mão do artífice,
são consideradas nesse caso para o
vulgo, nossa, parteira, meu Deus do céu,
que tradução bosta. Espera aí, deixa eu
pegar outra que tá melhor. Essa parte
aqui ficou ruim.
As artes de uso público, como as
fortificações, construção de máquinas e
outro outros instrumentos de guerra,
porque conferem defesa e vitória, são
poderes.
E embora a verdadeira mãe deles seja
ciência e também a matemática, elas são
trazidas à luz
pela mão do artesão e por isso estimadas
como a parteira que é vista como mãe
pelo populacho, pelo vulgo, pelo leigo,
como filhas dele, né? Então não vê como
filha da ciência, mas vê como filha do
artesão, aquele que realiza é visto como
pai da criança e não propriamente a
ciência, não esse poder mais abstrato e
genérico.
E agora vem uma última parte que a gente
vai ler, que é a parte que eu disse
sobre que influencia muito Adam Smith,
que é o valor de uma pessoa, no caso o
Hobbes fala só de homens porque o Hobbes
é
muito problemática a antropologia
filosófica dele.
Homens é o que vale, mulheres não vale
nada e homens surgem como cogumelos na
terra, não da barriga de pessoas, né? É
uma coisa meio maluca.
Hobbes é um é estranho.
O valor de um homem,
tal como todas as outras coisas, é seu
preço.
O valor de um homem,
tal como todas as outras coisas, é seu
preço.
Eu vou até voltar no trecho aqui do
do capítulo cinco.
Da
riqueza das nações. Mudou aí para vocês
também, né?
O capítulo que vai falar sobre esse
poder, né? Tal como Hobbes diz sobre
riqueza e poder, aqui, ó. O preço real e
o preço nominal das mercadorias. E o seu
preço em trabalho e seu preço em
dinheiro.
Valor e preço.
O valor de um homem, tal como todas as
outras coisas, é seu preço.
Hobbes.
E aí vem para Adam Smith.
Preço real, preço nominal das
mercadorias, preço trabalho, preço em
dinheiro.
Bem-vindos.
Isto é,
tanto quanto seria dado pelo uso do seu
poder.
Portanto, não absoluto,
mas algo que depende da necessidade e do
julgamento de outrem.
Veja, o valor ou o seu, o o
preço de uma pessoa
vai ser dada pela capacidade dela, pelo
poder que ela tem.
Só que esse poder vai ser valorizado ou
precificado não por ela mesma, não pelo
quanto ela se estima
sozinha,
mas pelo julgamento de outrem. Ou seja,
o seu valor e o seu preço serão
determinados pelo julgamento dos outros.
O que os outros dizem,
preferem ou querem em determinado
contexto de você, é o que determina seu
valor e seu preço, e não o que você
estima de você mesmo.
Beleza?
Mas veja, Hobbes diz: "Para os homens
como para todas as outras coisas".
O Adam Smith vai levar a sério isso,
para todas as outras coisas, e inclui os
seres humanos daí dentro do circuito do
mercado, do trabalho de cada ser
humaninho dentro do circuito do mercado
e como se valoriza o trabalho da pessoa.
Como se precifica o trabalho.
Então vamos lá.
"Um hábil condutor de soldados, né, um
senhor da guerra,
é de alto preço em tempo de guerra,
presente ou iminente,
mas não o é em tempos de paz".
Ou seja, você vai valorizar um general,
você vai valorizar alguém que é um um
senhor da guerra no período de guerra ou
próximo à guerra. Em período de paz ele
não tem valor nenhum.
Para que que você vai precisar de um
cara desses?
Então o valor dele cai.
"Um juiz, né, douto e incorruptível,
é de grande valor em tempo de paz, mas
não é tanto em tempo de guerra".
Um juiz capaz, um juiz incorruptível, um
juiz correto, em tempos de paz ele é
excelente. Em tempo de guerra, olha
querido, não vai dar para respeitar
tanto assim as leis também.
Não vai dar para ser incorruptível, a
gente está em guerra. Em guerra é
dedo no furico e gritaria. Então assim,
não vai dar para ser o senhor, não vai
dar para o senhor
trabalhar aí com paz e tranquilidade.
Então o preço desse juiz
cai e o do senhor da guerra se eleva.
O valor do senhor da guerra, no período
de guerra, é muito estimado, no período
de paz não. O do juiz, no período de
paz, é muito estimado, no de guerra não.
Isso parece alguma coisa.
"E tal como nas outras coisas, também no
homem não é o vendedor,
mas o comprador quem determina o preço.
Oferta
e demanda em Adam Smith.
Power of exchanging
power of purchasing.
Poder de compra, poder de venda.
Mas em última instância quem determina é
a demanda. É o comprador que vai
determinar o preço e não o vendedor.
Uma disputa de poderes, poder de compra,
poder de venda.
E o que foi suprimido dessa discussão? O
poder do trabalho.
Poder produtivo do trabalho agora nas
traduções e na concepção de economia
política perdem o caráter de poder
humano
e se transformam em força produtiva.
E converte em outra coisa. Perde esse
caráter político do trabalho.
Fundamentalmente, conceitualmente
político.
De realização de poder.
E eu não tô tirando isso da minha
cabeça, pelo amor de Deus. Eu tô
trabalhando com essa reconstituição da
conceituação de poder de trabalho, da do
poder produtivo do trabalho em Adam
Smith. Não é casual. Ele tá utilizando
aqui uma estrutura
conceitual. Ela é estrita, ela é
pensada, ela é desenvolvida
para ser criticada.
E aí eu acho sensacional o que Marx faz
ao usar o termo força produtiva.
Porque aí ele agora vai falar, ó, dentro
da economia política burguesa
é força produtiva.
É força de trabalho. Não é poder de
trabalho.
É força de trabalho que vai ser comprada
ou vendida, objetificada, separada do
ser humaninho.
Aí eu entendo a precisão conceitual
também.
Marx precisa conceitualmente dentro da
economia política burguesa para poder
fazer a crítica.
Mas Adam Smith, quando ele tá
desenvolvendo conceituação dele, já é
outra parada.
Então, essas gradações e alterações,
elas vão mudando a nossa própria
compreensão sobre o pensa, elas são, na
verdade, expressão da mudança do tempo e
do pensamento econômico,
mas que é importante recuperar
para conseguir ler bem, inclusive, o
próprio Adam Smith,
para conseguir fazer um uma reconexão
entre economia e política, de maneira
fundamental, conceitual.
Mas vamos lá, que ainda tem mais.
Porque mesmo que um homem,
como muitos fazem, atribua a si mesmo o
mais alto valor possível,
apesar disso, seu verdadeiro valor não
será superior ao que lhe for atribuído
pelos outros. O mercado decide o valor
das mercadorias. A sociedade ou os
outros decidem o valor desse homem, o
preço dessa pessoa.
A manifestação do valor que mutuamente
nos atribuímos é o que vulgarmente se
chama a honra e desonra.
Atribuir a um homem um alto valor é
honrá-lo e um baixo valor é desonrá-lo.
Mas neste caso, o alto e o baixo devem
ser entendidos em comparação com o valor
que cada homem se atribui a si próprio.
E aí vem a questão do valor de si em
relação ao valor que se é atribuído
pelos outros em cada um dos contextos e
aí a gente vai ver a circulação, a
discussão aqui sobre valor, mérito,
honra, desonra e não sei o quê,
diferente do que Adam Smith vai fazer.
Porque daqui para frente Hobbes,
inclusive, vai falar sobre valor, honra,
desonra do ponto de vista do Estado,
dessa sociedade, da Commonwealth, né? Do
Estado eclesiástico comum, desta
Commonwealth que está sendo construída.
E já o o Adam Smith já tá falando em
Wealth of Nations,
pensando em outros termos, em outras
disputas, em outras estruturas, ainda
dentro do Estado, ainda no âmbito
político, mas agora focando no
desenvolvimento das forças produtivas,
da riqueza, da economia, enquanto os
o Leviatã,
Hobbes no Leviatã tá pensando a
instituição do Estado. Duas instituições
fundamentais para o mundo moderno,
mercado e Estado, mas elas pensando aqui
funcionando de maneira muito articulada
para entender um e outro.
Já nas ciências que vão se estabelecer
como ciências sociais a partir do final
do século 19, começo do século 20,
separam esses dois âmbitos e tratam o
objeto fundado, para dizer assim, por
Hobbes, como Estado, como um objeto
fixo, observado só pela ciência política
e o objeto mercado de Adam Smith,
observado só pela economia, ou melhor,
pela economics dentro da própria
tradição britânica, que abandona a
political economy, né, a economia
política. E desmembra de vez essas
paradas.
Enquanto a gente tá vendo aqui a
fundação tanto do Estado quanto do
mercado em Hobbes e Adam Smith,
conectando esses âmbitos
fundamentalmente, conceitualmente.
Da hora, né?
Gostaram?
Curtiram?
Ixi, meu amigo, que foi aula de
pesquisa, aula de poder, aula de
economia, aula de política, aula de Adam
Smith, aula de Hobbes.
Massa.
Eu gostei. Tava precisando trocar umas
ideias.
Achei que
achei que seria interessante.
E eu deixei aqui um monte de coisa para
trás que esqueci de comentar.
Buenos dias, querido Tiago, tudo bom,
meu querido? Como é que você tá? Tudo
bem? Espero e desejo que sim.
Espero e desejo que sim.
Bruno dando papo.
Tá grandinho, inclusive. Bem chato.
Diz o querido Rubens, também nunca tinha
visto isso, mas para mim faz sentido,
porque até até porque, né?
Honra e mérito entram em acumulação
primitiva do Adam Smith, perfeito. Tipo,
tipo, tiveram pessoas com mais honra e
mérito, pouparam,
pouparam e ficaram mais ricos também. A
habilidade de você mesmo manejar o
poder, né?
Diz querido Tiago, se no rabisco o livro
tá impecável, tá impecável.
Mas o, nosso querido fazer o what diz,
eu tenho dó do livro.
Perco a dó do livro, ele é um objeto,
ele não é uma pessoa.
Diz o querido Tiago, inclusive eu meto
minhas considerações ao lado do
parágrafo, eu também, faço vários
rabiscos.
Borduna também tem dó de livros, pô, eu
não tenho, não se preocupe.
Mas colo notas e pa, e nas páginas
anotadas. Bom,
post-it também ajuda.
A sorte é um poder instrumental, é, mas
você não tem controle sobre ela, aí
lasca.
Aí diz Borduna, pronto, Leviatã
esquerdista woke, é.
Diz o querido Diogo, escreve um livro
sobre isso, gostaria, não tenho tempo,
nem dinheiro, infelizmente. Me falta
mérito e honra.
Também faltou no isso.
Diz Rubens, e tudo isso pensando na
indústria. Cara, olha,
os cara olhavam pela janela e viam que
todo mundo trabalhando no mesmo prédio
para produzir camisa era mais eficiente
do que cada um fazer a sua camisa,
exato.
Exato, exato. E aí o,
a análise do Hobbes sobre o estado,
sobre a guerra, sobre a união de facções
para poder realizar o poder,
cai como uma luva isso aqui.
Diz o querido Carapa, não custa milhões,
mas em menos de um café para ser membro
e con, do canal e continuar acompanhando
nosso trabalho, verdade.
A aula aqui não custa milhões, mas você
pode virar membro, membro, membro e
membresia do canal, que dá um talento,
ou se você fala, não dá, não quero pagar
4,99, manda um pix.
Tá aqui na tela, aqui embaixo.
[email protected]
É o pix.
Tá sobrando uma merreca aí.
Diz Carapa, ler sem contexto é igual
fofoca pela metade, não dá para entender
direito, exato, perfeito.
Diz Rubens, Maquiavel já ia por aí
também. Ser amado e temido e tals,
também, também, também, também.
Diz querido fazer o what, totalmente
inspirado em Hobbes.
Muito bom, você é louco, é nós, estamos
juntos. Da hora, né? É legal, é legal,
pô.
Diz nosso querido Ryan, Ryan, bom dia,
Ryan, como é que você tá, cara? Tudo
bem, Ryan? De boa?
Peguei no final, mas achei genial. Que
bom, espero que seja útil e possa
contribuir de alguma maneira.
Bom demais, é nós, Rubens.
Show. Diz querida Franciele, Franciele,
um beijo, querida, tudo bem com você?
Espero que esteja que sim.
Hobbes em céu.
É, ele talvez hoje, Hobbes tem um
potencial muito grande de ser aquele
zancap, tem, de ser um cogos hoje em
dia, mas com intelecto, né?
Sim, não estou dizendo da genialidade,
Hobbes é genial. Tô falando sobre
o estereótipo. Poderia acabar sendo aí
um templário
ancap.
Aí cada um entenda como isso aqui se deu
a sua maneira.
Diz querido Diogo, foi excelente, que
bom.
Pergunta Diogo, "Hobbes cai livre é
dogma da igreja barrista já?" Não é
dogma, mas é recomendável, é
recomendável que você pratique isso,
é, profane o livro para não profanar
o desenvolvimento
de suas capacidades produtivas e
intelectuais.
Profane livros, importante.
Beleza, minha gente? Bom,
por hoje era isso que eu tinha para
compartilhar.
E eu acho que ficou legal, hein? Não
esquece de compartilhar esse videozinho
aqui com as pessoas também,
especialmente quem gosta dessa discussão
sobre economia, política, filosofia,
essas paradas que pode ser útil.
É um tipo de papo útil. E se você fizer
uma auto reflexão,
também é um papo útil para conversa
sobre
pesquisa, né? Sobre fazer pesquisa em em
textos, buscar fontes,
essas buscas
hermenêuticas da da Patra esmente.
Eu não contei o meu segredinho para ter
chegado nisso.
Só falei que foi uma hiper um hiper foco
em poder, né?
Porque eu achei que a tradução tava meio
esquisita.
Mas é isso também é é parte do
da metodologia que eu utilizo.
De buscar termos chave dentro dos
textos. Eita Deus, cadê?
Deu algum problema aqui.
Hã.
Jesus Cristo.
Mas é isso.
De nada, tamo junto.
Que fazer?
Pergunta o nosso querido
Ravi Ravi Ravi Oliva ou seu nome é
Ravioliva? Vá.
Pode ser Ravioliva ou Ra
Violiva.
Ra Violiva também um bom nome.
Fala Ra Violiva.
Acho que é Ravioliva.
Ravioliva. Mas podia ser Ravioliva.
Ra Violiva.
Ravioliva.
Eu não sei.
Cara.
Bruno eu.
Minha sobrinha 8 anos já perguntou abre
aspas "O que é filosofia?" fecha aspas
ponto final.
O que falar de interessante? Tem dica?
Manda um salve para Ana Clara que eu
mostrarei depois. Ai querida Ana Clara
de 8 anos, assista só esse trecho porque
nos outros eu falei coisas
desagradáveis. Um salve querida Ana
Clara. Um beijo imenso. Tudo bem com
você? Espero desejo que sim. 8 anos bom
momento para começar a pensar sobre
filosofia.
Querida Ana.
Ana Clara.
Com dois Ns.
Ana Clara.
Ana.
seguinte.
Minha filha tem seis anos,
então ela é dois anos mais nova que
você.
E várias vezes aqui em casa,
ela
quer fazer alguma coisa, assim,
ah,
por exemplo, hoje é uma terça-feira, é
um dia que ela não assistiria TV.
Por exemplo, toda semana ela tem um
tempinho muito curto quando volta da
escola. Mas hoje ela acordou cedo pela
manhã e ela queria assistir desenho pela
manhã, a gente desenho pela manhã só no
sábado do fim de semana.
Então tem essa regrinha aqui em casa.
E aí ela falou: "Mas eu queria
assistir".
E aí,
ela precisa justificar para mim o porquê
eu deveria deixar ela assistir.
Quando ela busca justificar o motivo
pelo qual eu deveria deixar ela assistir
esse desenho,
essa justificação, essa explicação,
falar: "Ah, deixa por causa disso.
Ó, tal coisa tá acontecendo, deixa por
causa disso. Vamos mudar essa regra hoje
é por causa disso". Essa explicação,
essa justificativa,
ela é
fruto
de uma reflexão,
de um pensamento
que dê para os outros, que compartilhe
a razão
porque algo deve ou não deve ser feito,
deve ou não deve ser mantido.
Buscar as razões do porquê a gente faz
as coisas, buscar as razões, os motivos
do porquê as coisas são como são, é o
esforço de uma filosofia.
Por isso que filo significa amor, amor
de amigo, de amizade, de carinho que a
gente tem pelas pessoas amigas e amigos.
Pela a pela sabedoria.
Sabedoria como se saber viver, como esse
saber explicar o porquê a gente faz o
que a gente faz, o porquê não faz o que
a gente não faz.
E as causas do mundo.
Essa reflexãozinha aqui de justificar o
porquê a gente faz o que a gente faz,
como tal qual minha filha precisou fazer
hoje pela manhã,
ela
foi suficientemente convincente, ela
conseguiu me convencer, então ela foi
muito bem no manejo do discurso
filosófico para dar razões pelo motivo
que ela poderia assistir.
É, filosofia. A gente pode começar por
aí.
Pensar aí sobre os motivos,
justificações, causas, razões do porquê
a gente faz as coisas que a gente faz,
do porquê o mundo é como ele é.
Espero que tenha sido útil, querido
Ravi Oliveira.
Um beijo na Clara, um salve, querido.
Não sei se foi útil, mas é por aí.
Pelo menos eu acredito nisso. Agora
falando adultisticamente,
a minha definição de filosofia é
trabalhar com sistemas significativos de
justificação. É um nome que eu dei há
muitos anos atrás, eu mantenho ele.
A gente cria sistemas significativos de
justificação pela manutenção ou não de
determinadas relações e ordens,
então a gente cria justificações do
porquê que a gente deve fazer tal coisa
ou outra coisa. A filosofia trabalha
nesse mundinho aí.
Espero que seja útil.
Diz nosso querido Carapa, já tem Marx
para crianças. É, mas eu não tenho Marx
para crianças. Já me disseram que eu
precisaria conseguir, mas eu tenho um
vídeo que eu vou mandar no nosso chat lá
do nosso WhatsApp para membresia.
Vou mandar o vídeo da minha filha
pegando o livro de Marx algumas vezes
desde sua infância.
Vamos ler Marx, papai?
Ela me viu muito lendo essa desgraça,
coitada.
Que lindo, diz querido Ryan.
É, mas é isso. Marx para baixinhos é
embaçado.
Marx para baixinhos é bom.
É,
Xuxa Marx.
Marcuxa.
Já sei o que falar quando minha a filha
da crescer. É, não, a minha filha,
coitada, ela sofre porque eu meto umas
frases de filósofo que eu lembro assim,
algumas citações, eu falo: "Decora.
Tal coisa". Aí ela:
"Hum". Eu falo: "Repete, repete comigo".
Aí ela repete. Ela: "Mas o que que
significa"? Eu falo: "Um dia você vai
entender. Só guarda a frase, depois você
trabalha com ela".
Mais pra frente. Então ela já decorou o
"Só sei que nada sei".
"Só sei que nada sei" do Sócrates.
E aí eu vi os outros falando: "Como como
é que é aquele negócio lá"? "Só sei"?
Ela: "Só sei que nada sei". Eu falei: "É
isso aí. Primeiro passo pra aprender as
coisas é saber que você não sabe".
Aí dá pra aprender as paradas.
Teve outra que foi, putz, teve uma muito
boa, cara.
Qual que foi?
Ah, é, uma de Marx também. É uma uma de
Marx que era da ciência.
A gente tava indo, eu tava indo cortar o
cabelo, ela foi comigo. Ela tava comigo.
Ela ia ficar comigo lá. Eu ia cortar o
cabelo, ela tava comigo. Aí no caminho a
gente conversando.
Aí não sei porque ela falou uma frase
tipo assim: "As coisas não são o que
elas parecem ser".
Algo assim. Foi no passado, foi no ano
passado isso.
Eu falei: "É, isso aí".
Falei: "Por causa disso aqui, filha.
Decora essa frase aqui".
"Se aparência e essência fossem o mesmo,
não seria necessária ciência".
Ela: "Que"? Falei: "É.
Se aparência e essência fossem o mesmo,
não seria necessária ciência". Consegue
reproduzir? Ela copiou, decorou, está
decorando essa agora.
"Não entendeu"? Falei: "Não precisa
entender também, porque um dia ela vai
entender. O que importa é depois mente".
Então se aparência e essência fossem o
mesmo, não seria necessária ciência.
Vamos lá, uma fenomenologia
às avessas aqui para crianças.
Beleza, minha gente? Acho que é isso.
Acho que cá chegamos.
Tenho reunião daqui a uns minutinhos.
Começa a correria até de noite.
Força pra nós. Deus abençoe e bora lá.
Mas hoje é terça-feira, ainda está longe
do fim de semana, então não dá para
falar que está perto do fim de semana.
Não sei ainda muito bem como vai ser a
mensagem motivacional, mas hoje é
terça-feira.
Terça-feira, terça-feira.
Terça-feira é quase quarta-feira.
Quase quarta-feira significa
que a gente pode continuar amanhã.
Mas não hoje.
Não. Já vemos que não dá para todos.
Vamos
curtir o dia do trabalhador.
Final de
semana.
Talvez Páscoa.
Semana que vem.
O futebol é apenas um pretexto, né?
É uma desculpa para você.
Dito isso,
dito isso,
o ateísmo nos apoiou,
nos dominou, nos curou.
E é para ser louco. Que a loucura seja
levada ao limite.
Por isso,
gosto de Fernando Diniz. Ele é maluco.
Mas tem que
Vai por
Temos bem,
estamos por aqui.
Sempre trazendo a boa nova todo dia
útil.
Curte esse vídeo aí.
Comenta.
Vira membro do canal.
Manda
Vai que o nome é R P.
Mas é isso. Valeu, beijo. Fiquem bem,
Deus abençoe.
Falou, tamo junto.
É nós.
Pois é.
A desconstrução tem um preço.
Óbvio que tem. Poder, valor, moral,
honra, mérito.

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