🔴AULIVE DE LANÇAMENTO DE LIVRO: MARXISMO E RELIGIÃO NA AMÉRICA LATINA
16/04/2026
🔴AULIVE DE LANÇAMENTO DE LIVRO: MARXISMO E RELIGIÃO NA AMÉRICA LATINA
Pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. [canto] Uma utopia, livres do rio ao mar. [música] Um sonho pelo dia da paz entre nós. [canto] Guerra [música] aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, [música] ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra, o sal. [música] Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e [música] religião. Praticamos pologia diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do [música] mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo [música] a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Seguimos [música] trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, pela [música] vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. >> [música] >> Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam [música] nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. [música] Ciência [música] do mundo, luz. Testemunos ser da terra [canto] o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia [música] útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho da terra, o salimos [música] trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Segue nos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Ciência do mundo, luz descer da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] >> [música] >> Bom dia, minha gente. Tudo bem com vocês? Bom dia. Vai lá para mais um conteúdo totalmente excelente. Sim, o som tá bom. Baixar aqui. Tudo bem? Como é que tá o sonzinho do microfone? Tá estourando muito no ouvido de vocês? Tá mais ou menos. Um dia a gente melhora o equipamento, mas até [música] lá a gente tira leite de pedra. Tur, bom dia, William. Como é que você tá, meu querido? Tudo bom? Tudo em paz com você? Desejo que sim. Que bom que você tá com a gente. Seja muito bem-vindo. Diz teus queridos, fazer o quê? Fazer o watch [música] que ia ser. Tá, tá. Eu. Bom dia a todos. Bom dia, querido. Fazer o watch. Fazer o que? Queria ser. Bom dia. [música] Tudo bom, meu bom? Espero desejo que sim. Buenos dias, querido Gabriel. Como é que você tá? Bom dia. Que bom que você tá aqui novamente conosco nessa comunidade totalmente excelente, totalmente saudável, aparentemente. Aparentemente. Bom dia, Felipe. Felipe, primeira pessoa canonizada aqui na nossa igreja baristas, né? Betificado em vida. Então, seja muito bem-vindo. Bom dia, meu bom. Aliás, hoje a gente vai se encontrar algumas vezes, aparentemente. Bom dia. [risadas] Fala, Morduna. Tudo bom, meu bom? Bueno. TS, bom. Good morning, Guten. Olha, a gente tá aqui hoje já no poliglota, falando em línguas, tal qual um pentecostal faz. Bom dia, mano. Tudo bem? Tô bem, tô bem, tô exausto. A gente vai comentar rapidinho, inclusive, uma breve reflexão existencial daqui a pouquinho, eh, antes da nosso lançamento de livro. Hoje é live de lançamento de livro. [risadas] Pior que é mesmo. Mas eu tô vou comentar um bagulho aqui desse. Essa pergunta do você tá bem, [ __ ] Depende. Depende do dia que você me perguntar vai ser complicado. Tamires tá com a gente. Bom dia, Tamires. Como está Tamires? Cuja vida está ligada a uma outra pessoa a qual nós admiramos bastante aqui também. Ou seja, duas pessoas que nós adivinamos, você e o seu cônjugo, né, ela é a pessoa referência, até onde eu sei, também para o querido ateu, que informa pessoas. Estamos aí junto. Tudo bom com você? Ai, que massa. Que bom você tá aqui com nós de manhã. Estamos junto. Se eu não estou confundindo a pessoa, eu acho que eu não estou confundindo a pessoa. Já pensou se eu confundi as pessoas? E eu estou chamando uma pessoa, pensando que ela é outra pessoa. E na confusão das pessoas, eu tô cometendo aqui um uma traição sem querer. Eu tô cometendo aqui um trisal sem querer. Eu tô aqui criando fofocas para depois. Já pensou isso acontece? Jesus Cristo ia dar muito problema. A vida de alguém estaria em risco. Eu posso estar equivocado. Bom dia, Thaago. Como é que você tá, meu bom? Buenos dias a todos os baristas e não baristas da América Latina inteira, porque aqui a gente é pessoas do mundo inteiro acompanha o nosso canal. Impressionante. Não, mas tem pessoas em situação de Canadá, isso a gente já sabe. Inclusive, um grande beijo para as pessoas em situação de Canadá que tanto apoiam este canalzinho, graças ao frio de lá. Agradeço [música] aí. Sim. Sim, [roncando] nosso querido fazer o ótimo. Bem-vinda, Tamías. Aí, ó, como a pessoa é gentil, saudável, né? Recebe pessoa em sua casa, no encontro, fala: "Ô, seja bem-vinda, chega aí junto, tal". [risadas][suspirando] Sim, é ela mesmo. Não errei, não cometi nenhum nenhum equívoco, não criei nenhuma situação de adultério involuntário, né? Adultério culposo, sem intenção de adorar, adulterar. Mas deu tudo certo. Então, aparentemente [risadas] a gente pode inventar fofoca também. Faz sentido. Faz sentido. A gente cria umas fixs interessantes. Bom, bom. Anima o pessoal. [risadas] Ficamos satisfeitos. Podemos, podemos, né? Ai, ai, ai, que coisa. Ah, deixa eu só separar o material aqui antes que eu esqueça para poder utilizar. Hoje teve que ser mais cedo por motivos de trabalho, né? motivos de trabalho. A gente tenta sobreviver nessa vida, mas vai dar tudo certo. E também além de ter que acab fazer mais cedo o trem, a gente vai necessariamente acabar um pouquinho mais cedo também. Hoje tem uma longa jornada. Deixa eu já separar o nosso materialzinho de lançamento de livro, live de lançamento de livro e fazer uma propagandinha da firma também. importante. Não que a firma me pague para além do que do meu salário, né? Então acabo fazendo de graça a propaganda pra firma. Mais um grande abraço para as pessoas da firma. [risadas] Ah, fazer é uma boa questão, né? Diz nosso querido fazer o Eu tenho que repetir que diz quem diz, né? Quem está falando, porque muitas pessoas sabiamente para não ter que ficar olhando pra minha cara, elas só apenas ouvem. Então eu tenho que explicar o comentário. Então o pessoal tem que ter essa audiodescrição. [roncando] Diz nosso querido fazer o watch. Largue o trabalho e faz mais lives. Adoraria. Não vou negar que seria muito interessante. Teria um certo tempo para fazer esse tipo de atividade. Poderia contribuir mais para aquilo que eu gosto no meu coraçãozinho, que é formação popular, educação popular, né? Eu gosto muito mais disso do que trabalho na universidade, academia, eh escritório, coordenação, qualquer coisa, eu prefiro educação popular. Eu sou um apaixonado por isso, assim, eh, se eu pudesse viver divulgando conteúdo, eu faria isso, divulgando conhecimento em diferentes âmbitos, né? Não, só online, obviamente que não, porque acho que online extremamente limitado. Em sala de aula é muito mais gostoso. Ou em galpão. [risadas] Esses dias tava dando um curso de galpão, começou a chover a telha de de como é que é o nome daquele negócio? Como não pode mais amianto, graças a Deus, né? A gente quer evitar câncer. Como é que é o nome daquele bagulho? É uma lata. É tipo um alumínio. E aí, mano? Começa a chover um barulho danado, um galpão, 75 pessoas. Zinco. Exatamente. Obrigado, Thaago. Cara, 75 pessoas, o galpão, pé direito alto, aquela lata começa a chover, meu irmão, que barulhei. Tava um calor da bexiga, então o ventilador ligado, você tem que falar com os decibéis lá em cima. É, ainda bem que eu consigo fazer isso, né, sem [música] destruir minha garganta. Treino importante, inclusive para quem gosta de dar aula, faça aulas de canto para aprender a usar o diafragma e você fazer uma um atingir alta intensidade do seu somar machucar a gargantinha. Cara, mas é muito doido, mano. Dá muita canceira e a noite, loucura. Mas é legal. Foi esses dias aí, foi pouco tempo. Adoro. Sou apaixonado por isso. É o que eu mais me divirto de fazer. Mas somos impedidos. Temos que pagar contas. Tem criança para alimentar. A vida, ter uma criança custa bastante, gente. [risadas] Vou contar para vocês que custa muito. É um é muito caro, [risadas] mas é uma delícia. Caro graças ao capitalismo que transforma a criança em mercadoria e tudo que ela precisa em mercadoria também, né? Então assim, vamos culpar as pessoas educadas. [roncando] Mas eu gostaria, mas não dá, infelizmente não dá. Infelizmente não dá. E esses esse mês, como a gente comentou, o canalzinho esteve sob risco, coitado. Mas a gente vai superar, vamos sobreviver. Teve um idiota que resolveu invadir um país estrangeiro por motivos de deu vontade e aí por efeitos não intencionais o dólar baixou, o que é muito bom em certo sentido para boa parte da população, para todo mundo, em muitos sentidos, inclusive para mim. Mas no ponto de vista do Adicense é uma bosta. [risadas] Então a gente nos últimos dois meses o nosso canalzinho não tá se pagando. Aí quero na minha vida. [risadas] Exatamente. Exatamente. Diz do nosso querido Felipe. Gostamos do Bruno Fanfiqueiro. Tenho várias fanfic, velho. Tenho várias fanfic interessantíssimas, mas que em outro momento eu conto. Tenho funfix sobre muitas [música] coisas. Brasil. Exatamente. Diso Walter Brown 48. Olá Walter Brown 48. Tudo bem? Marxismo e religião é como água e óleo. Um é viscoso e o outro não. Imagino. Hoje a gente vai falar um pouquinho sobre isso já já. Espero que vocês gostem do livrinho. O livrinho é legal. Ficou bem, ficou bem bom. Diz nosso querido fazer o ódio. Bruno, você é muito necessário. Depende do momento da hora. Nem sempre. Necessidade. Quando a necessidade chama, a gente aparece. Isso em contextos outros pode dar significados esquisitos. Ai meu povo, mas deixa eu antes de pegar o livrinho, cara, eu tô muito cansado, pelo amor de Jesus Cristo. O que me fez fazer alguma série de reflexões? Quando eu chego em pontos de exaustão, eu começo a fazer reflexões sobre a vida. Eh, porque aqui é importante, né? Hum. Diz nosso querido Walter Brown, se o livro for bom, eu baixo PDF. Então, agora eu tenho uma missão, Walter. Eu tenho a missão de demonstrar que o livro tá bom. Você pode não concordar com conteúdo, mas o livro tá bom. Aí você pode ler ele e criticar com vontade, mas o livro tá bom. Modéstia parte, tá bom? A escrita tá boa? Não. Por quê? Porque é um texto que eu aproveitei parte da pesquisa que eu fiz durante o doutorado, que não entrou na no texto final. Eh, então a minha versão final da tese teve três capítulos que depois eu retirei que não cabia, tava na verdade só ocupando espaço, coitado. Então, eu tirei alguns capítulos e aí eu transformei esses essas discussões, essas pesquisas que eu fiz aqui em um livrinho, um livreto, e guardei ele, guardei ele nas minhas, né, no meu drive. Falei, em algum momento isso aqui vai ser necessário, né? em algum momento isso aqui vai ter uma oportunidade. E eis que ano passado surgiu uma oportunidade. Falou: "Pô, você não tem algum material para poder produzir um conteúo de livro? Você gostaria de escrever e tal? O tempo é um pouco exíguo de entrega, mas eu falei: "Pô, eu tenho material, tenho material." Aí eu falei qual era o tema que tinha a ver com o marxismo e religião na América Latina e falei e tá bacana, é uma parte da minha pesquisa, só não tá com texto agradável assim, ele não é um uma leitura gostosa. Eu se fosse escrever assim do zero, né, ou dar uma repaginada, ia deixar muito mais fluido, mais gostoso, uma leitura mais agradável. Ela não é uma leitura agradável, ela é acadêmica, bem quadrada, travada, então ele fica pesado, né? Você lê quatro linhas, tem que dar aquela parada. Falei: "Caraca, que textinho". Mas o conteúdo tá legal, então assim, eu vou achar, vou tentar convencê-lo. Vou tentar aqui usar todas as artemanhas para convencê-lo. Eu acho que você vai curtir. Espero que curta. Mesmo que não goste do conteúdo do das resoluções, vale a pena a leitura. A gente tem que ler até aquilo que a gente não gosta, não concorda para poder criticar. Legal. Diz o nosso querido Thiago: "O livro tá bom?" É, o livro tá bom. Tá bom. Ele tá bem. Não sei se, né? Fome ele não sente, sede também não. Frio menos ainda. Ele não passa frio porque ele está coberto de razão. [risadas] Mas cara, eu eu tô muito quebrado. Não sei vocês, mas o o ano de março, né, não foi o mês de março, o ano de março foi muito desgastante. Eu fui destruído por esta bagaça. E sempre que eu chego em picos de exaustão, meu cérebro fala: "Você precisa fazer uma reflexão sobre sua vida porque alguma coisa tá dando errado". E eu falei: "Não, não é possível". E aí eu tô nesse momento reflexivo e tenso e cansado e exausto e querendo dormir, [risadas] o que é um sinal de que eu tô cansado. Eu desde pequeno, eh, não, eu durmo muito pouco, sempre dormi pouco, muito pouco, assim, desde de crianças. Meus pais reclamam até coitadas do dos meus paisam que que o menino não dormia. Meu pai faz piada disso, que ele dormia no colo dele, ia me botar na cama, a criança acordava, ia botar no beço, criança acordava. Aí não tinha o que fazer. Eu era criança, dormia pouco, não queria dormir sempre, sim. Adolescência, quase nada, dormir pouco também para, quer dizer, adolescente a gente acaba dormindo mais porque o corpo pede, né, de hormônios que estão em crescimento te obriga a ficar todo molengo, mas dormi a pouco na média e depois quando eu fui na quando já era na juventude, aí eu não dormia mesmo, trabalhando, estudando, fazendo tudo ao mesmo tempo, loucura e tava na rotina pirada e tal. Quando eu tô muito quebrado, o meu corpo fala: "Por que você não tá dormindo?" E aí eu falo: "Eita, acho que eu não tô legal não." [risadas] Só que também tem a ver com a idade, né? Vou completar 37 aninhos de idade. O que significa que o pace da rotina, esse ritmo constante aí não fala: "Cara, você não aguenta mais não, mano. Tô baixa a guarda aí". E tô tão exausto, exausto, exausto, exausto, exausto. [roncando] Se eu tô querendo, eu eu tô lendo o livrinho com a minha criança lá, né? antes de dormir, eu boto leio o livrinho com ela, o jeito tal, a gente agradece, aquele agradecimento antes de dormir e normalmente eu já levanto, ela dormiu, levanto pai e venho fazer minhas coisas. Minha rotina é bem acelerada assim e eu tô capotando, tô lendo junto com ela o livrinho, daqui a pouco, pum, dormi e nem vi o que não acontecia. É uma loucura. [risadas] É uma loucura. Então tô capotando. Aí eu falei: "Cara, eu tô muito cansado, assim, isso é um sinal de que eu tô muito exausto e eu preciso rever alguns gastos de energia e planejamento dessa vida." E comecei a pensar inclusive sobre esse lance da disso que motiva, né? Que que mais motiva? O Pep Morrica, Pepe Mojica, né? Ele tinha ele tem uma definição de liberdade que me pega muito. Ele fala: "Liberdade é você ter tempo para fazer aquilo que te motiva, aquilo que te anima". E eu falei: "Pô, é isso." Então, eu sempre busquei janelas na minha vida para fazer o que me motiva, o que me anima. que me anima educação popular, que me anima e formação, espaço de formação, de trabalho, de conhecimento, de divulgação de conteúdo, de reflexões que não sejam no ambiente acadêmico formal, que ele é muito elitista, não no sentido negativo, tipo, ai só Playboy, tá lá, no sentido de que a estrutura desigual da sociedade brasileira impede que você tenha acesso a uma série de conteúdos que são fundamentais. Eu tive acesso, pude conectar, por que não distribuir, né? Então, para mim é uma parada que me pega. Eu fui formado para fazer isso, né? Me enculcaram na cabeça de que isso é importante. Eu assumi e gosto. E gosto disso no ambiente laico, né? No ambiente não religioso. E aí p discussão de filosofia, de economia e tal, e no ambiente religioso também. E eu acho que eu tenho sentido falta desse espaço de formação, de atuação e de articulação, porque eu já tô esgotado. Chega no fim de semana, cara, eu não tô conseguindo levantar a cabeça. E isso tá me pegando. Eu tô fal: "Caraca, eu não tô conseguindo desenrolar uma parada que eu sou muito apaixonado por isso. Esse ambiente da do espaço religioso para quem é religioso, né? Ele é importante e eu sou uma pessoa que tem minhas tradições, as minhas experiências de fé antigas e novas, e as mantenho e para mim faz muito sentido. Eh, e não consigo não estar nesses espaços e não estar me fazendo uma uma falta danada, mas aí não só no estado, ah, vou lá fazer meu cultinho, não, de poder fazer educação popular nesses ambientes. E isso tá me quebrando, eu tô sofrendo, eu tô cansado e tô em crise existencial. É a vida, não é? É a vida. Pronto, compartilhado aí esse momento aí agradável. Dito isso, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para agradejar, espalhar a palavra por aí. Seja bem-vindo, bem-vinda, bem-vindo aqui à nossa igreja barista, a primeira igreja barista do YouTube. Tomamos bastante café, sem dúvida nenhuma. E daí, minha gente, se você, né, não tá podendo curtir, comentar essa coisa toda, numa próxima, não esqueça de fazer isso. E também considere ser membro, membra, membre, membresia aqui do canalzinho, porque a gente tem conteúdos exclusivos para você. Inclusive um curso chamado Marx e Religião. É um curso bem bacana, acho que é o curso mais com mais aulas que a gente tem aqui, que tá bem bom, bem bom mesmo. E além de Evangélicos e política no Brasil, é objeto de pesquisa, de trabalho há um tempo aqui na minha vida. como fazer o seu projeto de pesquisa. A gente tem umas dicas aqui também, tá bem legal. Então, tem uns vídeos, uns materiais bem interessantes que você pode acompanhar sobre isso. Você que tá querendo fazer um projeto de pesquisa, você que tá querendo buscar alguns ou alguma orientação mínima, não para você, né, não é um orientador acadêmico estrito, mas aqui em sites, né, aquelas sacadinhas para te ajudar a destravar e mesmo organizar o seu projeto de pesquisa. Às vezes você tem uma boa ideia, mas não consegue desenrolar. Então, acho que pode ser bem útil, além de muitos outros conteúdos que estão espalhados por aí, de vídeos de reflexão, de discussão, de debate, além da rádio que a gente tem aqui, uma rádio que tem um material legal. Então, fica aí a a proposta para vocês se tornarem membros, membras membresia aqui do canal, porque é membresia que sustenta esse canalzinho. Estamos aí com 82 pessoas de membresia. Olha que coisa incrível, nunca atingimos um nível tão alto. Então, agradeço vocês que tm apoiado. E para quem não tá podendo apoiar desse sentido também fica aqui, ó, a chave do Pix que está aqui passando na sua tela. É a chave do Pix passando na sua tela. Bruno@rekidal.net. Tá bom? E se você entra como membro, membro, membro, membre aqui do canal, você também pode fazer parte do nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Para quem é membresia, né? é para você e para todas as outras pessoas que queiram também são da membreia, que é bem bom, bem bom mesmo. Um grupinho pessoal muito saudável, muito gentil e que a gente tem excelentes trocas de informação, de conteúdos, reflexões, provocações e mesmo quando há discordância, o pessoal tem sido muito cordial. Eh, fico feliz quando a gente recebe uma mensagenzinha assim: "Nossa, esse é o grupo mais saudável que eu já participei". Eu fico feliz aqui dá para conversar. Fico feliz também. [risadas] Ai então estão todos convidados feitas as propagandas. Diz o nosso querido Borduna, tipo o livro do Dusel com língua mais elaborada. Sim. É quando baixa o acadêmico na minha cabeça, o texto fica horrível. Eu eu já tenho dificuldade na escrita, eu sou muito formal, muito estruturado, diferente da fala, que é uma tristeza, né? Eh, e aí quando tá no ambiente acadêmico, contexto acadêmico, então fica horrível. Nossa, eu tenho uns artigos que eu falo: "Como é que eu fiz isso?" Pergunta nosso querido Walter Brown, o marxismo na República das Bananas, onde seria isso? Não faço ideia. Tem a ver com Gramish escola de Frankfurt? Não, não. Escola de Frankfurt fica em Frankfurt. Gram tá na Itália. Tem influências graminianas bastante, tem relação com a teoria crítica também, mas não é um grande plano de dominação global, hein? Cuidado com Olavismo em sua vida, pode fazer mal e causa danos quase irreparáveis. 37 é um, mas é um menino, diz na skill do Borduna. Não, não. Bom dia, Rubens. Como é que você tá, meu bom? Olá, chat. Vind do passado em 2 x. Já já tô live com vocês, meu amigo. Em 2x com a velocidade que eu já falo, meu irmão, você tá ouvindo em 7x. Diz Gabriel. Testemunho do irmão barista sioramos junto. [risadas] E comentando nosso querido Walter Brown 48. Religioso marxista é um redondo quadrado? Não sei. Talvez. Me parece que não. Vamos descobrir, meu querido. E pai, diz Thago. É isso, pai. E por fim, nosso querido fazer o Watch fala do curso Marx e Religião. Falei, o curso é bom, excelente. Você não vai encontrar o conteúdo tão bom aqui nessa internet e isso é verdade. Sobre marxismo e religião e marx e religião. Curso de marx e religião tá bem bom. Moléstia a parte bom. Bem bom. Então eu queria gravar uma parte três do curso para ele ficar um pouquinho maior para avançar um pouquinho como é que chega o conteú a crítica de Marx mais pra frente, como é que a crítica da religião aparece em textos os chamados textos maduros, né? Não faz sentido nenhum para mim essa divisão mesmo, coisa minha. E ia ficar bem legal, mas eu não tô conseguindo tempo. Falta tempo. Tempo não tá permitindo. Ah, que desgraça. Perdão. O tempo tá impedindo. Ai, ai, mas sobreviveremos. Deixa eu pegar para vocês então o nosso livrinho. Oleamolo. Vamos ler o livrinho. Essa musiquinha nucle agradável aqui do fundo. Deixa eu botar outra. Vamos pro nosso livrinho aqui. Pera aí. Espero que não trave. Ah, tá aí o livrinho. É, meu povo, vai sair esse livrinho. O livrinho estará disponível para você poder acessá-lo na plataforma do Instituto Conhecimento Liberto. Então, vai tá lá, você vai poder acessar, tem vários livros disponíveis lá, entre eles o marxismo e religião na América Latina de autoria desse que vos fala. E vai ficar bem legal, tá bonitinho. Marxismo e religião na América Latina. Importante a gente destacar que então vamos discutir a questão do marxismo e da religião num lugar específico que é a América Latina. Então tem contexto, né? Afinal não vai se dar mesma maneira que se dá em outros territórios. Se você simplesmente faz uma transposição, dá errado. Eu vou pegar, aliás, me lembrei aqui, eu tenho um alguns livros para quem se interessar e tiver na nossa na nossa igreja barista ali do WhatsApp, né? Quem tiver no grupinho do WhatsApp por ser m heresia, me cobra depois de dar as referências, né? Porque vai que vocês encontram caminhões por aí com os livros, né? lugares em que tem o livro, mas são referências que falam sobre, por exemplo, marxismo e islamismo. Eh, então são autores que refletem sobre isso. Assim como outros que são, tem um texto, uma pesquisa interessantíssima que eu li de uma autora que não é marxista, não é comunista nem nada, uma autora chinesa, o sino estadunidense e ela escreveu sobre os camponeses no Vietnã pré-revolução e durante o processo da revolução, né? e comenta o papel que foi desempenhado por uma religiosidade camponesa de ela chama de seitas budistas milenaristas, né? Que é um budismo milenarista específico do território, como isso se conectou muito bem com o discurso da revolucionário. Então é massa, massa, muito interessante. É uma pesquisa interessantíssima. Tem um outro que eu li sobre a é, na verdade, é uma coletânia, eu tô tentando lembrar o nome dos autores, uma coletânia chinesa fazendo reflexões sobre diferentes movimentos religiosos que tem na China e como eles se desenvolveram, né, em relação ao estado chinês no desde a revolução. E aí faz reflexões das tensões, dos conflitos, dos acordos, né, como se estrutura. É um texto bem interessante. Putz, eu esqueci o nome. Eu lembro que é religião na China, mas eu esqueci o nome do autor. Eh, Ri, alguma coisa assim. Lai. Mas vai vai chegar. Eu vou lembrar que se eu abrir agora para pesquisar, vou ficar três dias pesquisando e não vou achar. Eh, e tem o famoso livro do Roland Bower, que eu vou citar ele várias vezes, já citei aqui, que eu vou citar para vocês novamente, que é um livro que faz um apanhado sobre marxismo e religião em processos revolucionários na Europa e na Ásia, que é Red Theology do Roland Boer, muito bom também. Qual que é o problema de todos esses textos que eu falei? Não tem nenhum em português. E beleza. Então aí complica a nossa vida também. Faz facilita inclusive uma péssima e má compreensão sobre o tema, né? Que a gente não discute essa esse tema. Em português tem pouco material ou quase nada de material, então não dá para conversar. As referências fica no disse que me disse, no que eu li de orelha aqui, li de orelha lá, ouvi o fulano de tal falar, ouvi o pastor falar, ouvi não sei quem e não tem material, não tem referência interessante. Então esse livrinho também é bem bom. O problema é que tá tudo em inglês, [roncando] tudo em inglês. Em espanhol tem algumas coisas interessantes, especialmente pensando teologia da libertação na América Latina, essas coisas. Eh, mas eu acho que as reflexões teóricas mais interessantes não não vira. Exato, querido Walter Brown. Tirei da cabeça. Referência tirei da cabeça é um complicado. Ou tirei da cabeça ou tirei das aulas do Olave também não dá certo, que é a mesma coisa inclusive. Então, é importante ter referência, importante buscar o objeto, né? quer discutir um objeto, conhecê-lo bem. É bem legal, é bem interessante. Diz o nosso querido Rubens, eu sempre achei a ideia de Dharma. Dharma me lembra Lost. Não sei se você tem idade para lembrar de Lost, mas era uma loucura no início dos anos 2000. Sempre achei que a ideia de dharma do budismo muito parecido com o materialismo. O único problema é que na minha percepção, o budismo lida com aceitação das coisas como são, sem a intenção de mudá-las. Mas isso poderia ser aplicado, por exemplo, para um calvinismo, né, para um a ideia de predestinação protestante também, porque é um entra no âmbito de uma disputa que não é só do discurso, do valor, da doutrina posta, é de qual papel ela desempenha nas relações sociais e na reprodução social. É uma discussão que não pode ser simplesmente do que se diz, mas de como isso que se diz está conectado com a vida das pessoas e com a reprodução social. Aliás, deixa eu até aproveitar aqui, né, esse lance da religião, do marxismo, tal, do discurso, da doutrina. Muitas vezes as pessoas caem nessa armadilha de falar sobre o discurso, a doutrina, o que acredita ou o que não acredita. Ah, isso é um âmbito da interpretação e tal. As palavras elas não têm conteúdo ou sentido fora ou descolada das relações sociais efetivas. A gente não pode esquecer disso. E eu gosto sempre de contar uma historinha que eu já contei aqui, vou recontar e espero que vocês espalhem isso por aí, que é a história da de Aristófanes, né? Aristófanes tem uma peça chamada As Nuvens Aristófanes, que é uma sátira que ele faz com Sócrates. E eu gosto dessa história, gosto de uma parte dela, porque ela é bem ilustrativa disso que eu tô falando, de que as palavras não podem ser vistas como descoladas das relações efetivas. Diz Aristofanes em sua peça que tinha um adolescente que vivia com seu pai e o seu pai havia proibido, né, havia proibido esse adolescente de ter aulas com Sócrates. Então ele fala: "Olha, você não deve ter aulas com Sócrates. Já tinha tido sua experiência com Sócrates, não vai ter aula com esse homem. E o filho, pera aí, por ser um adolescente extremamente rebelde, né, faz parte da idade, resolve desobedecer o pai e vai ter aulas com Sócrates. Então ele vai atrás do Sócrates para ter aula com Sócrates. Quando ele chega para ter aula com Sócrates, fica um tempo fora de casa, pai percebe que o filho não está lá, né? Depois de uns quatro dias fala: "Cadê aquela criança?" Brincadeira. O pai percebe que ele não tava lá e falou: "Pô, onde é que ele tá?" Quando o moleque aparece e retorna, ele chega para falar [risadas] com chega para falar com o pai e ele aprendeu com o Sócrates que ele tem que falar a verdade. Então quando ele chega pro pai e o pai pergunta: "Onde é que você tava?" O menino fala: "Tava tendo aula com Sócrates. Afinal, ele aprendeu que tem que falar a verdade, não pode mentir. E o pai tinha proibido ele ter aula com Sócrates. Então ele, o pai fala: "Ah, estava tendo aula com Sócrates?" Então beleza. Aí ele faz uma coisa que você que exerce paternidade ou maternidade não deve fazer. Ele agride o jovem, dá surra no menino, não deve se fazer isso, mas ele fez isso. Dá uma surra no menino, o menino para tal e ele olhe pro pai e fala: "Pai, por que você me bateu?" E o pai diz: "Porque eu te amo muito". E o menino olha para ele e fala: "Pode deixar que quando eu crescer eu vou te amar muito também". Essa essa história trágica e cômica ao mesmo tempo, ela reflete que para esse jovem não tem diferença ou não tem oposição entre a palavra amor e a agressão, porque o conteúdo desta palavra só tem sentido na relação efetiva. Ele vai aprender que você não dissocia uma coisa da outra. As palavras não têm sentido por si mesmas. Isso é muito importante da gente considerar. Por quê? Porque para fazer uma análise de religião, para fazer uma análise de doutrina, para fazer uma análise do que você acredita ou não acredita, você tem que considerar esse elemento importante. As palavras, o que se diz, elas só têm sentido dentro de uma relação social específica, dentro de uma instituição específica e no papel que desempenha dentro da reprodução social. Aí você vai ter a tal chamada de disputa. Aí você vai ter uma interpretação, tal, mas ela tá conectada com essas estruturas. É importante entendê-las para você revelar qual é o fundamento do que se do que está sendo dito, né? Isso é muito importante, porque ao não fazer isso, a gente não faz uma análise materialista do fenômeno, não faz uma discussão materialista do fenômeno e não faz uma disputa real sobre o discurso religioso ou qualquer outro discurso que seja, que é a tal das novas narrativas, né? Você tem que, ah, estamos numa disputa de narrativas. Aí o pessoal acha que disputa de narrativa é você ajustar legal a palavra, a frase, o discurso. Não, mano, é você entender o papel que essa palavra, essa frase, esse discurso desempenha na reprodução social para poder fazer uma crítica e uma narrativa que tenha sentido. Não sentido bonito, fofo, estético, mas que mexa nessa estrutura que sustenta o discurso. E você consegue fazer uma disputa. Se for a palavra pela palavra, quem for apelativo mais ganha. Quem for apelativo e tem ainda a estrutura social a seu favor, ganha duas vezes, porque o que ele disser vai ser reforçado na realidade. Então assim, você diz algo em defesa de manutenção da reprodução social, na hora que o cara tá olhando para fora, olha pela janela e vê que deu merda, ele fala aí, ó, viu? Esse discurso faz sentido. O cara tá dizendo, olha pra realidade, tá tudo conectado. Por quê? Porque o próprio discurso se reforça na reprodução social. O problema tá na reprodução social não é a palavra pela palavra. Não é importante pensar sobre isso. Acho fundamental sobre religião também. Tá bom? Então, cérebrozinho trabalhando em Jesus Cristo. Minha querida Ana Reis, bom dia. Como você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Discorda de Rubens. Discord Rubens. Você agora vai aceitar essa discordância. [risadas] Discord Rubens. posto que no budismo só há mudança quando ocorre no indivíduo. Assim não há mudança coletiva sem que um único ser seja mudado por si mesmo em si mesmo. Olha, eu não faço ideia sobre a doutrina budista. O pouco que eu sei fica a sob meus limites. Mas até onde eu sei, do pouco que eu sei, faz sentido. Faz sentido, faz sentido. Não, não vou negar que faz sentido. Tem um lance de busca pessoal, né, que você realmente tem que fazer o seu caminho. Isso é uma parada interessante você pensar que eu não teria considerado. Agora eu tô pensando por outro lado, Ana, numa parada que é nesse. Tô lembrando agora do livro e do livro que eu tava lendo. Eu vou pegar esse livro agora também. Ah, agora já era. Eu vou ter que achar esse essa birosca. Ai, livrinho legal. É um livrinho bem bom, só que infelizmente não tem em portuguêes. Deixa eu ver se eu acho aqui. Em teoria é para eu ter acesso fácil. Ai, desgraça. Milenaisma. Deixa eu ver se eu acho um. Ah, não é possível. Deixa eu ver se eu acho aqui milenaries, mano. Deixa eu ver se tem aqui. Não. Ah, boa fe aqui, ó. Cara, isso aqui gold vale ouro. Botar aqui, ó. >> [suspirando] >> Lembrando que eu estou fazendo um comentário de orelha e de leituras esparsas, ou seja, eu não sou um especialista no tema, teria que perguntar pr os meus camaradas que são budistas. Inclusive, seria muito legal se eu conseguisse fazer de novo a o as nossas entrevistas com regularidade, ia ser legal trazer a galera de outras tradições religiosas para papear. Pô, tem uns camaradas muito massa. Inclusive, acabei de lembrar de de uma camarada que trocaria uma uma ideia muito massa sobre isso. Ela tem uma imersão muito interessante no ambiente do mudismo crítico progressístico. Aqui, ó, esse livrinho aqui, quem puder dar uma lida depois, é uma pesquisa, né? Pesquisa do ano da graça de 1983, pesquisa antiga. Millenarism and Politics in Vietnam. né? Milenarismo [risadas] é a política do pessoal aí dos camponeses na no Vietnã dess dessa autora aqui que é Ruetan Rotai. Eu não sei se eu falei corretamente, talvez eu esteja pronunciando sabe Deus como e a pessoa está ofendida porque eu falei errado. Sou de outra maneira, talvez ofensiva. Perdão, já peço perdão, mas é um cara, é uma pesquisa muito interessante, eu fiquei muito surpreso com ela. E comenta sobre essas que ela chama, né, chama de seitas, eh, seitas budistas, milenaristas do Vietnã. E é muito massa, cara. Eu fiquei muito impressionado, Ana. Fiquei muito impressionado porque eu falava, cara, que legal, é um um me fez conexões que como funcionava a religiosidade popular aqui na América Latina entre na resistência da luta pela terra, essa coisa toda. Fiz conexões entre isso, assim e é muito interessante, muito interessante. Só que aí tô comentando isso porque especificamente eram grupos que se viam numa luta comum e a e esse milenarismo, né, essa ideia de que vai vir um momento de salvífico, ele envolvia uma necessidade de uma organização que todo mundo se ajudasse ali. É muito interessante assim, eu fiquei bem impressionado. muita informação, não era o meu objeto de estudo específico, né, sobre o tema, porque eu tava tendo que fazer sobre outras coisas, mas eu fui pesquisar sobre outras tradições e o marxismo, porque eu ia falar porque a ideia, né, como é o título aqui do livrinho, marxismo e religião na América Latina. Só que quando eu me dei conta, não é bem marxismo e religião, é marxismo e cristianismo na América Latina, porque era desse âmbito. E na Europa também se discutia o cristianismo, não se discutia outras tradições. Então eu falei: "Pô, vou procurar outras tradições. Será que tem marxismo e islã?" Me surpreendi que sim. "Será [roncando] que tem eh marxismo e tradições budistas?" Aí eu encontrei esse texto por causa da revolução vietnamita, a luta de independência e depois a revolução eh que se converte, né? Se torna comunista. Eh, e aí eu procurei religião na China, procurei religião na Coreia do Norte, fui procurando para ver se tinha essas conexões entre diferentes tradições. Foi onde eu descobri, por exemplo, que o o o mano que fez a a o King Jong, né, o cara que puxou o falei certo o nome, devo ter falado errado, perdão. O cara que puxou a revolução efetivamente na Coreia Popular, ele era de tradição presbiteriana. Falei: "Caraca, olha o mundo me surpreendendo aqui. Eu não fazia ideia disso, né? O cara era protestante, tradição protestante. E aí tinha uma religiosidade popular camponesa que tinha uma profecia, esqueci o nome da dessa tradição, que tinha uma profecia de que a libertação viria de uma região no norte e tal. E ele meio que tem uma trajetória de herói parecida com isso. E também o pessoal busca certas conexões para acreditar. Então tem um papel aí desse ambiente do do simbólico, do místico que que a gente nem percebe. É interessantíssimo. Mas agradeço o carinho, o cuidado e a discordância do Rubens. Rubens, você tá errado. [risadas] Deus abençoe. É, vocês estão falando uns bagulhos que eu não faço ideia. Bodavata. para não faço ideia o que seja. Então, culpa minha de não manjar desse rolê. Ah, ih, caraca, travou os bagulho aqui. Bom dia, Cléber. Como é que você tá? Tudo bom, meu querido? Bom dia, Cléber Lauer. Tudo bem com você? Espero deseja que sim. Que bom que você tá com nós de novo. Bom dia, Kevin. Nosso querido Kevin. Tudo bem com você, meu bom? Espero e desejo que sim. Eh, Kevin que já está sendo convertido ao dinismo, é inevitável. O homem tá certo, Bruno, chegando atrasado e pegando ao vivo, quando sai o livrinho? Em teoria vai sair entre hoje e amanhã na plataforma do Instituto Conhecimento Liberta. Então, vai tá disponibilizado para você que o Instituto Conhecimento Liberta terá acesso a este livro e outros. Ou seja, chega lá na firma. Chega lá na firma. Diz nosso Rubens, vivendo e aprendendo, né? Sim, vivendo, e aprendendo. Eu fui surpreendido nessas pesquisas. Foi bem legal. Diz nosso querido Cláudio. Cláudio, bom dia. Bom dia, Cláudio. Como é que você tá, cara? Chegando agora. Bom dia. Bom dia, Cláudio. Seja muito bem-vindo. Ai, ai. Muito massa. Para você ver, Rubens, você precisa melhorar, porque Ana concordou com Gabriel. Então, Gabriel tá na linha correta. Você tá na linha errada. Vai lá. Deixa eu colocar aqui o nosso livrinho de volta na tela. Opa. Hum. [risadas] É a vida, Rubens. É a vida. Isso que dá falar do que não sabe. [risadas] É vivendo e aprendendo aqui. Como é que eu achei o negócio do milenarismo lá? Porque é a referência no livrinho, ó. O livrinho, eu citei essa referência, eu lembrei que eu citei essa referência no livrinho. Foi a parte que não entrou na versão final do da da tese, que tem isso também. Na tese a gente se mata para pesquisar, faz um monte de coisa e depois não entram os negócios. Mas aí ficou guardado. E já que ficou guardado, reutilizamos marxismo e religião na América Latina. Vamos lá. Sumário. Importante apresentar o sumário. Tem uma apresentação escrita pela nossa totalmente excelente Suzi Pisa. Faz uma apresentação muito generosa do livrinho. Uma intro que eu escrevi apresentando a proposta do livrinho. Então, eh, para quem for ler já fica sabendo disso também, né? Já fica sabendo disso também. E pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Ai, caraca. E aí vem, né, uma estrutura de de argumentação que eu que fica relativamente claro entender qual é a proposta do livro, que eu espero que ajude vocês de alguma maneira na caminhada, nos estudos, no conhecimento a respeito dessa relação entre o marxismo e religião. Capítulo um, situando o problema, que é o que a gente vai ler hoje, tá? Como o marxismo pode pensar a religião? Como é que o marxismo pode pensar a religião? Então, fazer uma reflexão sobre isso. Eu acho muito curioso quando a gente tem um um quadro lá no canal do Farol Brasil, né? Tem um quadro lá com a revista Zelota, a parceria entre a revista Zelota, que eu faço parte, tá aqui, né? Fazer propaganda da propaganda do nosso coletivo, revista Zelota. Então, estamos aqui com a revista Zelota e a gente tem um quadro lá no Farol Brasil, um quadro recente que a gente fez piloto esse esse ano e um quadro que ficou legal, tá tá bem bacana, chama Brasil Avivado para falar sobre os evangélicos dentro de um ambiente que é um canal de esquerda, né? Uma esquerda comunista revolucionária, reconstruindo a revolução revolucionstica. [risadas] E aí a gente foi, a gente produziu os conteúdos para lá e os comentários são muito interessantes. Tem uns que o pessoal entende, tem outros que o pessoal acha que é só uma questão de eleições, tem outros que o pessoal fala assim: "É um canal comunista falando sobre religião, onde já se viu?" Falou: "Gente, não é fazendo propaganda da religião. Se você é uma pessoa que considera, por exemplo, que marxismo é ciência, como essa ciência estuda este fenômeno social? Você pode dizer: "Ah, eu não acredito em Deus. Eu acho que Deus não existe. Eu tenho a minha minha não fé, eu sou ateu, tá tranquilo. Ninguém tá tá suave, vida que segue." Inclusive, espero que você consiga viver tranquilo nessa correria, fazendo a militância da ateísta, tá tudo certo. O ponto é, ainda que você não creia, é um dado da realidade. A religião existe. Sendo ela existente, como você analisa ela enquanto fenômeno? E não pode ser uma análise que parta de um preconceito, senão não é análise. E menos ainda, se você é um materialista dialético, você não pode tratar como se fosse uma essência. A religião é dois pontos e você fala, dá um adjetivo para ela. Aí você essencializa a religião e perdeu toda a análise do fenômeno. Aí qualquer religião que aparecer, ela vai se enquadrar nessa essência que você criou. Aí você forerba, né? foi barriano e de com materialismo contemplativo não tá tendo o materialismo da praxis, não tá tendo um materialismo dialético que analisa efetivamente esse fenômeno da realidade em sua história. Você tá simplesmente essencializando esse fenômeno. Então falta ali materialismo, falta ali capacidade analítica. Estou aqui denunciando. Então como é que um um um marxismo, né, o marxista pode pensar a religião? Essa é a situa situar o problema que não é uma questão de você gostar ou não dela, é lidando com a realidade e havendo esse fenômeno religioso, como eu trato esse objeto sem sem essencializá-lo. Faz sentido? Faz sentido. Eu acho que é bem plausível, sabe? Eu uso um instrumento para análise da realidade social, uso esse instrumento. É um aparato teórico. O fenômeno que aparecer, como é que eu analiso ele? Como é que eu aperfeiço minha ferramenta? Como é que eu trabalho esse esse dado? é sempre a mesma coisa na história. Então é uma essência desde sempre, né? Desde que o mundo é mundo, religião é e ela será. Então pronto, você encontrou o único elemento da realidade imutável, né? Da realidade social que é imutável e você voltou pro essencialismo, foi barriano. [risadas] Então assim, né? Melhor diz queridos fazer é materialista é materialismos precisa, ciência, desenvolvimento de ciência. Então, situando o problema, como o marxismo pode pensar a religião. Então, isso a gente vai falar no capítulo dois, a gente vai direcionar, né, a partir dessa desse estruturação de aparato histórico, a gente fala sobre as condições históricas paraa emergência da teologia da libertação. Porque agora eu vou analisar um fenômeno específico da religião na América Latina, que é a teologia da libertação. Então, pô, quais são as condições históricas que fazem com que esse fenômeno seja possível? Isso, por exemplo, já é uma análise materialista. Eu não quero discutir se esses caras estão certos ou estão errados. Eu quero entender quais foram as condições históricas que fizeram com que esta este fenômeno emergisse na realidade. Simples assim. aconteceu tal coisa, foi essa contradição, foi um conflito interno na igreja, foi um conflito social, foi uma transformação do processo de modernização capitalista na América Latina que só foi possibilitado por causa das revoluções de independência, formações da República, com tipo de burguesia específico, uma inserção específica no mercado mundial, as grandes guerras na Europa que fazem com que o centro esqueça das periferias. Você tem um um conjunto de coisas que fazem com que dada esse monte de cacareco que tá acontecendo, surge, entendeu? Análise, surge esse fenômeno. Então, mais ou menos isso. Exato, Gabriel. Gabriel diz assim: "Estudar religião, a galera acha que vai cair em proselitismo e e discutir o tema, né? assim, converse sobre, [risadas] entenda o que tá acontecendo, quais são os efeitos disso na vida das pessoas. Tem efeitos positivos, efeitos negativos, efeitos intencionais, não intencionais, papel na reprodução social, pô, há de se estudar, né, pô, gente, é o mimino, como diria meu avô. Meu avô diria, é o mimino que eu espero. É o mimino, Bruno. É o mínimo. Capítulo 3, marxismo e cristianismo, né, delimitante especificamente sobre a crítica da religião no ocidente, porque aí eu vou fazer um apanhado, né, falando sobre emergência da teologia da libertação, que é influenciada por um pensamento europeu, eh, óbvio, porque a estrutura colonial acadêmica universitária forma a os grupos de inteligência, né, seguindo as toadas que você tem nos centros, né, do mercado mundial, que depois irradia para as periferias, recebido de maneira crítica ou apologética, depender do ponto de vista, que aí vem inclusive especificamente diante de uma religião que é o cristianismo. E há um tipo de discussão da religião cristã no ocidente, um tipo específico. Eu não tô falando das religiões orientais, não estou falando das religiões onde não é o ocidente ou ele onde ele não chega com seus tentáculos tão poderosos. Então é marxismo e cristianismo. Então a gente vai passar ali sobre a crítica de Lenin, Rosa Luxemburgo, eh Engels, o próprio Marx, a Kautsky, eh, quem mais é uma galera aí que tem uma tradição já de discussões sobre a religião e que a gente também não vê, né, dentro do da própria tradição marxista. E aí o capítulo 4ro é uma pequena digressão que é a crítica ao marxismo como se ele fosse uma religião. O pessoal gosta de citar o Walter Benjamin. Inclusive eu perdi um comentário que alguém citou o Walter Benjamin. Deixa eu voltar aqui. Perdão. Alguém tinha citado em algum lugar e eu tinha lido e deixei passar. Ai cara, cadê aqui querido Mangit Boy? Eu adoro esse nome. Bom dia, Bruno. Bom dia, Mangit Boy. Cheguei atrasado, não sei se já comentou, mas acho muito legal a caracterização do Walter Benjamin, do capitalismo como religião. Exatamente. Esse é um texto do Benjamin, né? Muito conhecido. A gente até leu esse texto aqui no nosso canalzinho uma vez. A gente tem um vídeo aqui em algum lugar, em alguma live que eu não lembro qual. Você vai assistindo todas. Aquela que você achar era essa. O que a gente lê esse trecho do Benjamin lê de maneira crítica, né? inclusive apontando limites, coisas interessantes. O que que ele tá tentando desenrolar ali. É um texto, inclusive antes de Benjamim ser marxista ou se assumir enquanto tal. Fica aqui uma informação importante. O pessoal acha que o Benjamin nasceu marxista, né? Ele não, não. Ele ainda tá ali numa transição teórica e numa análise crítica interessante que ele faz um uma passagem do pensamento weberiano paraa recepção marxista. Ele é muito influenciado nesse momento por Weber. Eh, e já tá fazendo uma crítica a Weber nesse passo, mas o capitalismo como religião, né, que é um livretinho que a Boi Tempo publicou como uma coletânea de textos do Benjamin, como introdução do Michel Lovi, eh, que é bem interessante, vale a pena ler, é bem bem interessante, tem bem interessante. Eh, mas tem o contrário também, tem muitas críticas que falam: "O marxismo é uma religião". Muitas, muitas, muitas, muitas, especialmente no âmbito religioso, inclusive marxismo é religião. Ah, o marxismo é uma religião que quer disputar com cristianismo. Ai, que preguiça. Tudo bem. Então, o que que a gente tem que fazer? passar por esse tipo de de discussão também, a crítica que fazem ao marxismo enquanto religião, porque aqui eu tô fazendo uma crítica da religião, tô falando tal os apontamentos, faça essa digressão, ó, também se critica como se o marxismo fosse uma religião. E aí eu mostro, ah, quem que são os autores? Eu já nem lembro de cabeça. É o [música] Robert Robert Tucker. Eu sigo a linha de argumentação do David McLan. Ele tem o David Mcillan tem um capítulo que ele discute um pouco sobre isso. E eu segui os mesmos autores e fui buscar eh o que que esses autores disseram, porque o Mcleilan só cita eles, ele não desenvolve a argumentação. Então eu fui atrás. Schum Peter, Robert Tucker, Nicolai Berdev, o próprio Pareto do Ótimo de Pareto, famoso Pareto. Acho que são os quatro. Acho que você usei os quatro que falam que o marxismo seria uma religião. E aí esses quatro eles têm abordagens diferentes. E o Cpper também, cinco, lembrei, são cinco autores. Todos eles falam que o marxismo seria uma religião e usam estratégias argumentativas que a gente pode construir até tipos de análises que adjetivam o marxismo como religião. E aí eu digo, não é uma análise, é uma adjetivação. É diferente. Uma coisa é você analisar, discutir, estruturar um um ponto de observação que seja funcional para poder discutir o tema. No caso, eles só adjetivam o marxismo como religião e fazem analogias, que é o problema que eu tenho com o próprio texto do Walter Benjamin. Ele abre uma possibilidade de reflexão, mas muitas vezes ele funciona como analogia, ele não funciona como análise. Ele faz analogias, mas analogia por analogia você abstrai o o conteúdo da dos fenômenos. E aí você pode fazer comparações, OK? não funciona necessariamente e fica muito abstrato. Então são apontamentos aí que eu que eu gosto de tensionar pra gente poder discutir e e qualificar os debates. Então, inclusive, com esse comentário que eu acabei de fazer, eu acho que 75% das pessoas que discutem marxismo e religião vão ficar bravas comigo, mas tudo bem, porque são só umas cinco pessoas, então não é tanta gente assim, o volume é pequeno. Faz isso não. Pronto. Diz nosso querido Rubens, Bruno, tem algo parecido para outras religiões abraâmicas, tipo marxismo e is tem, tem, tem. Ô, caraca, agora eu seria obrigado, Rubens, a abrir aqui uma aba também, então. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Eu vou pegar um livro de exemplo aí, pera que eu vou ter que fechar meu computador. Vai travar se eu não parar de compartilhar. Pera aí, deixa eu parar de compartilhar. Tem um bem interessante que eu recomendo, querido Rubens, que é esse aqui, ó. Deixa eu ver lá para baixo. Marxism and Muslim World Maxim Rodingson. É um clássico que discute essas relações entre marxismo e o Islã. Então, Marxism and Muslim World do Maxim Rodinson. é um texto bem interessante. Eh, tive dificuldades de ler, não nego, pela minha inabilidade de conhecer a discussão a respeito do mundo muçulmano, né? Então, assim, eu sou um desconhecedor, então eu não sou capaz de acompanhar uma série de discussões que tem lá, tal qual o negócio do do budismo do vietnamita lá. Então, não vou conseguir fazer uma dissertação sobre discutir a respeito de maneira nenhuma. Mas é um é a referência que eu utilizei que eu achei bem interessante. Eu achei um outro livro também, mas aí era um capítulo de um texto do Edward Said. Bem interessante. Bem interessante também. Preciso achar esse capítulo. Será que eu tenho ele aqui? É fácil. Ah, cara. Acho que eu não tenho não. Ah, não falei. Ah, é por isso que eu errei. Tá aqui, ó. Ah, [risadas] é um capítulo desse livro aqui, ó, do Gilbert Art. Vou botar aqui também porque vai que alguém se interessa pelo tema. Gilbert Ashkar. Botar aqui. Ah, pá, p paá. Tem um capítulo deste livrinho aqui que é bem interessante também. Eu gostei dele. Falei Eduardo Said, sei lá por quê. É Gilbert Ashkar. É porque ah, eu lembrei porque que eu falei isso. Porque no livro ele usa o termo orientalismo. É por isso. Marxism orientalism em cosmo cosmopo cosmopolitânia. Ah, se lascar. Nem em português eu consigo falar essa palavra. Marxismo, orientalismo e cosmopolitanismo. Ah, caraca, que palavra horrível. Ele tem um capítulo chamado eh religião e política hoje em perspectiva marxista, que é bem interessante. E tem uns comentários interessantes ali também, tá bom? Mas são comentários. Acho que melhor o texto Rodinson mesmo. Ah, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê? P pa pa pa pa pá. Ai, excelente lembrar. Por isso que esse homem ele é beatificado aqui nesse canal, né, Felipe? que é a primeira pessoa beatificada e santificada no nosso canalzinho. Corte dois pontos. Capitalismo como religião. Qual a tese de Benjamin? Então, nós temos um um vídeo nesse canal com corte que foi o Felipe que fez, por isso que ele foi canonizado. Ele tem um canal do corte, [risadas] foi canonizado por motivos de fazer cortes. Eh, que tem um a gente lendo o texto do Benjamin, eu não lembrava disso. Obrigado por me lembrar, Filipe, você lembrou porque foi você que se lascou fazendo isso. Então, assim, agradeço de coração por essa força. Corte capitalismo como religião. Qual Qual a tese do Benjamin? Então tá aí, tá aí, tá aí. Depois, depois desse vídeo aqui você assiste lá, a gente faz uma leitura crítica. É legal, interessante. Bom dia, Juan Gabriel, que me diz: "Bom dia, Bruno Natural". Eu eu preciso fazer uma coleção. Vou ter que assistir todos os meus vídeos para pegar todos os comentários de trocadilhos que você fez com o meu nome e fazer uma lista, porque eu adorei eles. Eu preciso começar a aproveitá-los todos. O do Bruno Requeijão me pegou muito uma vez. Um dia eu lembrei sozinho. Bruno Requeijão. Gostei. Gostei desse. Diz nosso querido Gabriel. Eu sempre ouvi as várias versões de Pareto e Vglin. Também também. Então, engraçado, deveria ter citado Vling, né? Deveria. Mosquei. Diz nosso querido Cláudio. Comprei um livro do professor Alan Coelho. Ah, a tese do tese doutorado do Alan. Alan é gente boa para caramba. Inclusive, talvez ele fique chateado com o comentário que eu fiz. [risadas] Comprei o livro do professor Alan Coelho, capitalismo como religião. Walter Benjamin, os teólogos da libertação. É muito bom, inclusive, tá? Muito bom livro muito bom. E o Benjamin desempenha um papel mesmo pessoal da teologia da libertação, em especial porque esse texto do Benjamin, ele é muito posterior. Se eu não me engano, ele foi publicado nos anos 80, final dos anos 70, começo dos anos 80, acho que foi anos 80, que encontraram esse manuscrito e publicaram. E quando publicaram, o pessoal da teologia da libertação ficou super feliz, porque agora eles tinham uma autoridade para poder utilizar debaixo do seu braço. [risadas] Porque essa discussão de utilizar recursos da crítica da religião para criticar o capitalismo foi um dos grandes avanços da teoria da teologia da libertação na passagem da crítica da religião paraa crítica da economia política e a articulação do pensamento de Marx. Então, quando eles encontram esse texto do Benjam falam: "Pô, salvou a nossa vida". Agora a gente ainda tem mais um para botar na lista dos das autoridades que nos protegem. [risadas] Então, o pessoal e pessoal utilizou bastante esse texto. T Rubens, valeu, profe. Não, tamo junto, pô. T querido Alexandre, bom dia, meus queridos. Bom dia, Alexandre. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Esteja bem. Este bem. Pergunta ao nosso querido Thago. A relação do marxismo com religiões de matriz afro. Confesso que nunca pesquisei sobre nem eu. E eu vou dizer, vou dizer que eu até procurei e não encontrei muito material. Na verdade, não encontrei nenhum material. Pode ter sido cabacice minha de não ter encontrado a referência adequada. Então eu nem incluí isso nas minhas bibliografias porque eu não consegui encontrar um debate sobre. Então eu foquei no qual aí eu fiz o seguinte recorte, as discussões em torno ou a partir de de territórios que tiveram uma revolução, né? Ou seja, religiões que estavam conectados com lugares que onde houve revolução. Eu busquei tentar fazer essas articulações. Então, mas eu não conheço também, então fico aqui na dívida. Pergunta diz nosso querido Borduna. O Maxin Rodinson fala sobre Ásia Central e criação das repúblicas soviéticas na região. E agora você me pegou? Eu acho que não. Eu acho que ele foca no norte da África, mas eu posso estar errado. Então eu posso estar falando duas grosélias ao mesmo tempo. Cadê o nosso querido Carapa? Cadê o Não, carapa diz, perdão. Eh, meu hiperfoco. Carapa disse: "Cadê o cupom de desconto?" Hum. É, cadê? Tinha escrito. Cadê o cupom de desconto para se inscrever? Pelo menos o link da filiada. Ah, eu esqueço desse bagulho. Eu preciso fazer. Em algum momento eu vou lembrar de fazer isso. Você tem outra razão. Tô moscando. Ai, é muita moscação. A vida é complicada. Deixa eu voltar aqui. Onde é que a gente estava? Para você ver, né? Pessoal vai falando de marxismo e religião e com certeza ninguém se preocupou em fazer uma análise, uma pesquisa bibliográfica das pesquisas existentes, de como articular. Aí a gente faz, né? A gente faz, a gente faz. Mas o que que vai valer é o algum proselitismo de alguém em algum momento. Ai que triste. Isso me deixa tão triste. Ou uma frase feita de algum manual sobre religião. Mas vamos lá. A crítica ao marxismo como religião. [limpando a garganta] E aí a gente então faz essa discussão que eu comentei agora sobre o pessoal que diz que o marxismo é religião, né? Aí vamos lá. Retoma a discussão sobre a recepção do marxismo na América Latina. e do pensamento de Marx sobre religião. Então, o pressuposto de toda a crítica, a retomada da teoria do fetichismo. Aqui eu faço uma recuperação de como a teoria do fetichismo vai ser lida, interpretada na América Latina e também de como ela se conecta com a crítica da religião, né? as conexões entre crítica da religião e a teoria do fetichismo. Porque a tese de fundo, é uma tese que eu assumo do Hink Lammert e que eu acho que ele tá plenamente correto, é que a [música] teoria do fetichismo, a crítica que o Marx faz sobre o fetismo da mercadoria, o fundamento é a crítica da religião de 1844. Dali para frente, Mike só desenvolve um aparelho crítico. Ele utiliza uma estrutura crítica para fazer a discussão sobre religião. E essa estrutura, ela vai se manter. Só que ele vai começar a utilizar essa estrutura para observar outros fenômenos, outros processos. E é por isso que na segunda versão do capital ele adiciona, né, na segunda edição do capital, eh, que é a edição que a gente tem completa. Portanto, depois eu esqueci qual que é o ano, 1872, talvez 74, alguma coisa assim. Ele diz, eh, pra gente poder discutir a questão do fetichismo, não há outro lugar pra gente buscar senão nos melindres teológicos e no âmbito, né, místico ali da religião, nesse âmbito anviado da religião. Então, é engraçado ele retomar isso, inclusive, né? Olha, para poder conseguir, a gente vai ter que entender o papel que o fetismo desempenha, recuperando a crítica da religião, recuperando esse espaço de discussão de melindres teológicos. E aí, se você leva isso a sério, fica legal a a discussão. Então, é o segundo passo da argumentação, articulando a crítica da religião à crítica da economia política burguesa, né? como se deu essa passagem da crítica da religião para a crítica da economia política burguesa. E aí a última etapa é trabalhar especificamente um grupo do movimento da teologia da libertação que discutiu o fetichismo da mercadoria levando isso a sério. Então a teoria do fetismo no Day, que é o Departamento Ecumênico de Investigações da Costa Rica, a articulação entre crítica da religião e crítica da economia política. E aí finaliza o nosso livrinho e vai para as referências bibliográfica e alguém colocou sobre o autor que deve ser uma pessoa muito interessante. Beleza? Mas a gente vai ler aqui a nossa introdução. Não, não introdução pro capítulo um, perdão. Nós vamos ler o capítulo um, só pra gente poder desenvolver ver aqui uma conversa bacana. Preparados? Uh! Tururururuuru. Aliás, vamos fazer o seguinte. Ah, não, acho que dá. Tá tranquilo. Ah, vamos lá. Leamos o capítulo um desta obra que você pode acessar se você entrar lá no na plataforma do ICL. Ele tá lá disponível para você poder ler o livrinho do plataforma de CL. Vai est livrinho disponível para você poder ler, então junto com outros livrinhos interessantes também. Então você vai poder dar uma olhadinha lá. Vamos pro livro. Situando o problema, como o marxismo pode pensar a religião? Primeira reflexão importante. Muitas vezes a relação entre religião e marxismo pode soar como contraditória. Isso já apareceu aqui inclusive nos nossos comentários. Não sei se o nosso querido Walter Brown 48 ainda está por aqui, mas lá na nossa live, no início dela, Walter Brown 48 já fez algumas indicações de que para ele parece que é água e óleo, eh, coisas que não se juntam, imam com polos iguais, se separam, não se conectam. Então pode soar como contraditória ou mesmo com a combinação de termos potencialmente excludentes entre si. Então já temos um exemplo inclusive aqui no nosso chat para trásmente no histórico dele de uma pessoa que comentou isso, né, que para ele não faz sentido, é redondo quadrado. Então pode parecer contraditório ou com termos potencialmente potencialmente excludentes entre si. Já percebemos que sim. Contudo, contudo, eu adoro a palavra com tudo. Historicamente, movimentos revolucionários estiveram conectados com grupos de bases religiosas. Historicamente, movimentos revolucionários estiveram conectados com grupos e bases religiosas. Isso é óbvio, mas assim, não precisa de muito esforço para entender. Tudo bem? Significa que o revolucionário faz bandeira religiosa, que ele é proselitista? Não, mas que a revolução só acontece porque tem gente crente envolvida em diferentes tradições e e bases. É óbvio, se é uma revolução popular, a população é majoritariamente, até hoje é uma população de fé ou que no mínimo se apresenta como tal. Simples assim. Tudo bem. [risadas] Avião sem asa, fogueira sem braço. É fogo que arde sem doer, né? [risadas] Vamos lá para os oxímoros. Fogo que arde sendo isso. Então, eh, conectados com grupos e bases religiosas. Então, um comentário importante aqui, inclusive nota de rodapé. Eu eu uso muita nota de rodapé para fazer comentários aqui que sustentem minha argumentação. Acho que o zoom aqui vai ser necessário, né? Deixa eu dar um zoom maior aqui. Vamos aqui ver angels, por exemplo. Nota de rodapé. Importante ler nota de rodapé. Tudo bem, minha gente? Já com Engels, encontramos uma produção teórica sobre bases marxistas que abre a possibilidade de se avaliar os conteúdos revolucionários no interior de movimentos religiosos. Em, eu utilizei a versão em espanhol, por isso que tá assim, mas é na guerra camponesa na Alemanha de 1850. No início do século XX, Carl Ksky também contribuiu para esse tipo de retomada histórica com abre com o livro, né, abre aspas aqui, A origem do cristianismo, 1908. Como veremos adiante em nossa investigação, a questão religiosa permeou a produção teórica de marxistas, ao passo que também o uso dessa teoria animou movimentos religiosos que participaram de projetos e processos revolucionários. a esse respeito em Red Theology, que eu recomendo que vocês leiam, on the Christian Communist tradition, né? Então, teologia vermelha. Na tradição do cristianismo comunista, Roland Bower apresenta um compilado de experiências históricas nas quais convergiram em processos revolucionários, grupos laicos e religiosos na tradição cristã comunista. É interessante considerar isso, minha gente, porque não é uma questão do, ah, na igreja primitiva o pessoal era comunista ou não era? O Jesus era era comunista, não é isso. É em processos revolucionários, pessoas que participaram em grandes massas eram de tradições religiosas. Simples assim. Portanto, há de se considerar que existe uma tradição religiosa que se conecta com processos de movimentos eh revolucionários e entender o fenômeno. Só isso. Simples, gente, simples. Só um comentário importante. Para quem é da gastronomia, na proporção correta, água e óleo podem virar uma emulsão, diz nosso querido Felipe Souza. Ou seja, na proporção correta, marxismo e cristianismo fazem emulsões. Revoluções não, emulções. Viram uma pastinha gostosa. Diz o nosso querido Juan Gabriel: "Então tem que passar a certidão de batismo para ser comunista." Hum. Aí você me pegou. Mas o grande ponto é esse, gente. Por exemplo, se é movimentos de massas revolucionárias, essas massas populares que entram na revolução tem tradições de fé, pô. Diz nosso querido Rubens. Nota bonita, hein? É, adoro notas de rodapé. Eu acho que eu escrevo melhor notas de rodapé do que textos corridos. Eu podia fazer um livro inteiro só de nota de rodapé, ia ficar melhor. Ah, contar uma história para vocês. Contar uma história para vocês. Não sei se já contei essa história. Eu tenho um hábito de usar muita nota de rodapé, muita mesmo. Assim, eu uso muita nota de rodapé, o que é um vício horrível que eu peguei. E por que que eu peguei esse vício? Porque eu tinha entendido e enta de rodapé eu posso ser mais livre. Então assim, tem argumentações que eu falo: "Pô, isso aqui sustenta, isso aqui dá uma referência legal, mas se eu colocar no texto vai ficar muito pesado, vou jogar pra nota e na nota eu posso fazer um comentário mais livre". Então uso nota para fazer comentários, para poder dar referências de pesquisa para quem quiser aprofundar, para não colocar no corpo do texto, porque minha escrita já é meio desagradável. Então eu sempre fiz isso, sempre. Desde que entrei na graduação, comecei a usar muita nota de rodapé. Aí o TCC na graduação tinha que entregar uma monografia. Eu fiz a minha monografia, entreguei e tinha banca, então tinha banca de avaliação, tal qual, uma banca de mestrado, uma banca de doutorado. E aí o professor que era o professor avaliador, querido professor Luís Paulo Neves, eu tenho a gravação desse dia. Eu tenho, eu tenho eu tenho gravação desse dia, não é mentira. Então, ou seja, eu consigo mostrar e provar para vocês. O querido professor Luiz disse assim: "Bruno, seu trabalho tá muito bom, seu trabalho tá muito legal. Eh, aprendi bastante, achei muito interessante, tal, não sei o que lá, fez aqueles monte de elogios. Aí ele foi fazer a primeira crítica e a primeira crítica foi, mas assim, parece que eu li dois textos, tem muita nota de rodapé, parece que eu tô lendo Espinosa. E aí continuam as críticas dele e continua apontando pontos, tal, coisas que ele queria discutir. Aí eu podia fazer uma, como é que é que fala? Uma reação, né? Eu podia então fazer uma uma réplica. Ele fez a crítica, eu poderia fazer a réplica e ele poderia ter uma tréplica. Quando volta para fazer a réplica, eu sou um animal, né, que eu não entendo às vezes algumas coisas e eu resolvi falar o que tava na primeira cabeça, o que vem de primeiro na cabeça, porque eu fui anotando as críticas e a primeira crítica que tinha falado é era essa, muita nota de rodapé. Aí eu disse, primeiro queria agradecer a melhor crítica que eu já recebi na minha vida. Nunca tinham me comparado à Espinosa. [risadas] Me sinto honrado. É, eu corri um risco ali. Eu tinha um risco de de me lascar. Ah, não precisava, né? Não precisava. Mas eu fiz. E aí eu falei: "Brincadeira, brincadeira, né? Brincadeira para garantir que não vai dar merda. Falei: "Brincadeira, brincadeira. Queria agradecer aqui ser comparado a Espinosa. Ninguém tinha feito isso comigo. [risadas] Exatamente. Tuan se parecer um Espinosa, é uma crítica ou elogia. Foi essa a minha dúvida no momento. Falei achei bom. Não achei ruim não. Comparar com Espinosa. Tô satisfeito. Parece que eu sei o que eu tô fazendo. [risadas] É bom. Temos. Eu uso muita nota de rodapé. Perdão. Tem que escrever um livro só de nota de rodapé. Acho que vai ficar melhor. Eh, mas vamos lá. Então, contudo, né, os movimentos historicamente revolucionários estiveram conectados com grupos de bases religiosas, como comenta Roland Bower, né, aqui do do livrinho que eu comentei para vocês, Red Theology, é comum cair na armadilha de estabelecer, veja, dois grupos distintos, um marxista e outro religioso. E aqui a gente já tem um descompasso, né? Porque se eu já vou estabelecer um grupo marxista e outro grupo religioso, significa que eu tô fazendo o quê? Eu estou comparando um posicionamento ideológico político de transformação do modo de produção com uma experiência institucional, comunitária e coletiva que tem conexões com orientação de moral de vida, de fé e não sei que lá com ritos, né? Tipo, são o ponto de partida da análise já é complicado. É a mesma coisa que o pessoal fala, a esquerda e os evangélicos, né? Uma posição política, ideológica e um fenômeno religioso institucionalizado. Você tá comparando duas coisas que não são equilibradas, elas não estão na mesma balança, não tem sentido, entendeu? É falar: "Ai, gente, os abacates e as bolas de basquete, entendeu? Não, não dá, não dá, não dá, não dá. O abacate é a bola de basquete, entendeu? Não, não cabe, não cabe, não cabe. Tá comparando incomparáveis ou ou você tá utilizando categorias que não são adequadas para você poder colocar numa mesma balança ou colocar como opostas, essencialmente opostas, não tem como. Então você cai nessa nessa armadilha, né? E a gente já viu essa armadilha ser reproduzida muitas e muitas e muitas e muitas e muitas vezes e ainda é a famosa frase, a esquerda não sabe falar com os evangélicos, né? Ai meu Deus, esquerda é posição política, desgraça. Mas tudo bem, vamos lá. Dessa maneira, logo de início, fica estabelecida ou mesmo pressuposta a impossibilidade de que um mesmo sujeito ou coletivo possa ocupar uma posição de intersecção entre estes polos, né? Então você parte dessa separação de polos e eles nunca se conectam. É óbvio porque eles estão em categorias distintas, mas não existe intersecção a pessoa ser ao mesmo tempo religiosa e marxista ao mesmo tempo. Tivemos um exemplo agora h pouco do nosso querido Walter Brown 48. Observando as dinâmicas sociais europeias a partir da segunda metade do século XIX, David McLillen, né, outro autor, um autor estadounidense, analisou que houve tendencialmente um recrudecimento das instituições religiosas em um conservadorismo aliado à manutenção da ordem econômica vigente. Ou seja, sim, isso aconteceu durante o século XIX, as instituições religiosas se recrudeceram em apoio a uma ordem vigente, seja católica, seja protestante, dentro do âmbito cristão europeu. Isso aconteceu na Europa. Então, qual foi a posição tomada pelas instituições? Recrudescimento conservador em defesa da manutenção da ordem, porque eles têm um papel jogado nessa reprodução social. O que não significa que é a mesma posição das pessoas que estão na atuação cotidiana. São coisas distintas. Uma é esse recrudimento institucional, outra é o posicionamento tomado de posição política, organização da classe trabalhadora. São coisas distintas, tudo bem? Então, pode ter pessoas nas fileiras de fiéis que também estão junto com movimentos de trabalhadores e aí entram em conflito com a própria instituição religiosa sem deixar de ser religioso. É por isso que tem um famoso texto do próprio Lenin sobre o partido e a religião, sobre o qual o papel da do partido diante da religião, assim como tem o o texto da da Rosa, o socialismo é religião, né, do Lene, tem o texto da Rosa Luxemburgo, que é o socialismo e as igrejas, né? Tem reflexões sobre isso e que comentam o povo, tem gente aqui no nossas nas nossas fileiras de militantes que são fiéis. Assim, né, por favor. Ao mesmo tempo, movimentos revolucionários marxistas europeus se fecharam cada vez mais para o fenômeno religioso. E o texto do McLyan, que é óbvio, né? Então, ao mesmo tempo que a igreja, as instituições religiosas se recrudecem no conservadorismo de manutenção da ordem. Por outro lado, os movimentos revolucionários rejeitam e se fecham paraa discussão sobre o fenômeno religioso. Não é tema. E aí pode ser não é tema por uma posição inteligente do tipo isso não é uma prioridade, eu acho inteligente, não é uma prioridade, não vou aqui me gastar gastar minha moringa. Ou numa posição de não é tema burra, que é a gente é antireligão e dan religião não dá para misturar com o nosso movimento aqui. [risadas] Então que aí falta análise, falta aí cuidados. Você não precisa ser religioso, mas tem que analisar o fenômeno. Em termos gerais, o resultado nesse contexto foi o déficit no aparato marxista para a compreensão do fenômeno religioso e para o desenvolvimento de uma crítica sofisticada da religião. Ou seja, em termos gerais, o marxismo perdeu, tem déficit em estruturas, em categorias, em instrumentos de análise da religião. Simples assim. Simples assim. Tá bom? E aí eu vou fazer mais uma leitura de nota de rodapé. Opa, aqui leitura de nota de rodapé. G nesse âmbito, McLillan, né, o David McLen comenta que sobre uma perspectiva marxista redutiva, dogmaticamente abre aspasos para McLilan. A religião pode ser descartada não em eh não em termos metafísicos, mas em termos funcionais. A religião é um instrumento de governo da classe, um baloarte ideológico da classe dominante. E aí, mesmo que você não esteja rejeitando para um ponto de vista de fé, né, metafísico, está rejeitando em termos funcionais. Ah, ela necessariamente é da classe dominante. Necessariamente essencializou do mesmo modo. Andrew Mcinon, por sua vez, chama a atenção para o risco de se perder o trabalho histórico e dialético diante dos processos sociais em torno da religião. acriticamente, né, sem nenhuma crítica, produziram um tipo de, abre aspas para o Minon, Andrew Mainon, teorias universais abstratas que se aplicariam a todos os fenômenos religiosos. É uma teoria universalizante, abstrata, que aplica qualquer coisa. Hum, perdeu história, perdeu crítica, perdeu dialética, falta ali materialismo. Diante de um posicionamento fechado como esse que Michel Lovi questiona se há uma teoria marxista da religião capaz de compreender o fenômeno da teologia da libertação e suas vertentes revolucionárias na América Latina. Então, que é isso, inclusive é o que vai dar grande potência pro pensamento do do Lovi. O Lovi, ele se destaca porque ele fala: "Cara, eu acho que não tem aparato marxista para entender o fenômeno da teologia da libertação, então eu vou tentar desenvolver um para poder discutir". E aí ele ganha proeminência. Genial, né? Então, notas aqui, comentários que eu considero bons. Ã, pergunta ao nosso querido Rubins, mas esse fechamento tem a ver com fascismos? Não tem? Quando a igreja apoia Mussolini e que combate socialistas é naturalisão entre marxismo e religião nesse contexto tem e não tem porque você tem especificamente nesse caso essa posicionamento radicalizado junto ao fascismo. Mas desde antes, desde antes, desde o século XIX, metade do século XIX, tendencialmente as instituições foram se recrudecendo porque elas estavam buscando uma posição dentro da reprodução social. E aí, eh, nesse esforço de buscar uma posição nesse processo de modernização, quando se vê diante de um conflito que envolve conflito de classe, superação da sociedade existente, das instituições vigentes e tal, não sei o que lá, é mais fácil para você conseguir certos privilégios e e posições, você se aliar as instituições de execução de poder burguesa, porque institucionalmente você vai ter apoio e ainda vai ofertar o seu apoio. Éí, nessa troca você recrudece. Não precisaria ser necessariamente fascismo, mas é isso só piora o caso. Não sei se eu me fiz claro, mas por aí. Nesse sentido, Michel Lovi comenta que muitos marxistas, ao se depararem com algum movimento religioso que se aproximasse das lutas revolucionárias, lançaram mão de um abre aspas que que os marxistas fizeram. modelo tradicional de interpretação contrapondo a igreja, o clero, um órgão totalmente reacionário, os trabalhadores e camponeses cristãos que poderiam ser considerados defensores da religião, né? Então, é claro, é reacionário, desgraça, é ruim, é, é problema. Aí você pode ter ouvido e falar: "Ah, sim, faz sentido". Porém, contudo, todavia, qual é o problema? O movimento da teologia da libertação, ele inclui padres. [risadas] clérigos que se tornam revolucionários e mesmo bispos que vêm em apoio desses dessa galera. Então, acaba sendo a própria estrutura da instituição religiosa atuando pró-revolução. Então, você não pode simplesmente criar essa tendência também. Então, já é mais um problema de análise. Aqui a gente tá limpando o terreno, evitando o que não fazer, né? Não crie essências, não separe. Não compare o incomparável, não caia na armadilha de achar igreja é ruim, as pessoas são boas. [risadas] Calma, calma, calma, torcedores, calma. Tratava-se, portanto, de um aparato conceitual que estabelecia uma diferença comum entre prática social válida desses cristãos e a ideologia religiosa, definida como necessariamente reacionária e idealista. Novamente, tá bom? Então aqui vamos limpando o terreno, ó. Isso aqui não ajuda na análise. Você pode até concordar apologeticamente, mas não ajuda na análise. Já entre alguns movimentos religiosos que buscaram se aproximar das lutas revolucionárias, aí é o comentário meu. O uso de produções teóricas marxistas foi muitas vezes justificado como meramente instrumental, que era o jeito ou do pessoal se proteger ou dizer: "Não, não é que eu sou marxista, não, não. Eu só uso como ciência". [risadas] E aí busca um espaço de neutralidade, né? a ciência sem prática social, a ciência sem estar conectado com as lutas eh com a luta de classes, né? A ciência neutra, ciência limpol, né? Ciência limpol. Então, não, não, não é que o o marxismo que eu uso é só a parte da ciência, [risadas] não dá. Então, muitos religiosos faziam isso. Não, não, não. Eu sou religioso, uso Marx, mas é só instrumentalmente, hein? É só uso limpol [suspirando] com o manejo como o manejo crítico de uma ferramenta científica útil para fiéis em sua vida prática e na organização social. De todo modo, como identifica Lovi, esta posição religiosa religiosa funcionava como uma justificativa ambígua, ao mesmo tempo ampla e estreita. Ampla porque o marxismo não é a única ciência social, né? poderia serberianismo, poderia ser qualquer outra coisa estreita, porque o marxismo não é somente uma ciência e tem como base uma escolha prática, o que é óbvio. Então, né, era o jeito do pessoal escapar sem escapar, né? Aí, aí não dá também não dá para fazer isso não. Eu uso Marx, mas é só instrumentalmente, só instrumentalmente. [risadas] Moi a dificuldade do trabalho teórico sobre a relação entre marxismo e religião se daria, portanto, pelo estabelecimento de modelos ideais que separam os conteúdos essenciais do marxismo e da revolução de um lado e os conteúdos essenciais da religião e da doutrina de outro. Aí, meu amigo, se você tá fazendo isso, eu tenho uma péssima informação para você. Se você cria os valores e os conteúdos essenciais da religião de um lado e os valores e os conteúdos essenciais do marxismo do outro e tenta combinar ou separar, sabe o que você tá sendo? Começa com i, termina com de a lista. [risadas] Começa com i, termina com d a lista. Então você tá equivocado, não adianta. Aí é uma questão de uso do aparato teórico adequado, não é uma questão de interpretações, né? Agora é uma questão de você manejar adequadamente o método que você diz seguir. Se você, tal qual Frederico Crep diz: "Não, eu sou idealista mesmo porque" e dá uma resposta muito ruim, tudo bem, eu aceito a sua argumentação. Afinal, a resposta é ruim. Mas se você eh é marxista, se você é uma pessoa que utiliza desse método de uma ciência adequada, que busca observar um fenômeno da realidade social a partir de estruturas críticas, bom, aí sinto lhe informar, não dá para fazer isso. Você não vai poder criar essas duas essências e brincar com elas. Começa com I e, termina com D a lista. Então aí dá errado, tá bom? Não vou ler essa nota, mas ela é interessante, que é o, tô explicando por o conceito de modelos ideais, tá? Uma nota teórica, né? Então eu usei aqui o termo modelos ideais. Parece que é só uma frase bonita, né? Vai, olha que bonito essa expressão, modelos ideais, não é um conceito. E aí eu expliquei aqui essa notinha de rodapé para explicar o que são modelos ideais. Não sei se eu devo ler, que horas são. Ah, vou ler. [ __ ] ó. Tá. Vamos. Reflexão metodológica, importante. Reflexão metodológica. Conceito de modelo ideal. Utilizamos o conceito de modelos ideais como propõe Franz Rinkelam no livro Crítica de Raçon Utópica de 1984 ou Crítica da Razão Utópica apresentado como o que que é o modelo ideal, né? Um recurso teórico necessário para a prática científica. Veja, modelo ideal é um recurso necessário paraa prática científica. Então, não tô dizendo que você não deva utilizá-lo, porque você não pode essencializá-lo. Ele é necessário paraa prática científica. Você vai descrever, vai explicar, olha, a religião tem essa estrutura e tal, marxismo tem essa, e tal, beleza? OK, estou descrevendo e observando esse modelo. Em um longo debate de epistemologia nas ciências sociais, Hinkamet demonstra o modo como diferentes correntes e teóricos utilizam modelos ideais para construir sistemas, propor institucionalidades e soluções para determinados problemas. Estes modelos, por sua vez, encontram limites de factibilidade em sua realização. Ou seja, limites na hora que você coloca na realidade pro jogo, não dá igual o modelo. O que não os torna menos científicos, mas revela que no trato com a realidade esses modelos são sua eh esses modelos são sua especificamente texto aqui seu errado, ó, são sua referência de racionalidade. Esses modelos não se pode deduzir jamais a impossibilidade de processos reais. Vou repetir. Desses modelos, esses modelos são especificamente referência de racionalidade. Eles me ajudam a interpretar. Mas não se pode deduzir jamais a impossibilidade de processos reais. é você dizer: "É impossível ter um marxista cristão." Aí você encontra o marxista cristão. Não, ele é uma impossibilidade. Entendeu? Ei, não, não é impossibilidade. Ele tá na tua frente, você tá vendo esta pessoa, você tá falando com ela. Então assim, é entender, OK? Como então se organiza esse fenômeno, essa pessoa, esse grupo, né? Aí aparece um movimento no Chile chamado cristãos pelo socialismo, revolucionário para caramba. Eh, não, não, isso é impossível. Existiu, tá na história, durou, teve reunião, teve encontro, teve atuação, teve delegados, teve congresso, teve luta eleitoral, teve apoio no pro Salvador Agender, teve formação popular, formação de quadros. existiu. Só que se você pensa, não, religião é uma coisa, marxismo é outra, não tem conexão, não é possível, é uma impossibilidade. Você tá confundindo seu modelo ideal com a factibilidade, como a realidade se impõe, pelo amor de Deus. Senão unicamente que os processos reais nunca podem ser uma simples repetição desses modelos. Ou seja, a realidade não repete o seu modelo ideal. Ele te ajuda a conceber o mundo, mas ele não decide sobre o mundo. Desse modo, nas ciências sociais, os modelos sociais têm referência em determinadas relações objetivadas por meio do trabalho teórico, mas jamais são a própria relação trabalhada, né? Você cria esse objeto, você cria um instrumento de análise, você cria um modelo, mas o modelo não é a realidade em si. A realidade ela se impõe e essa tradução de análise ela tem que saber se comportar nessas tensões. Como comenta Juan José Bautista a esse respeito, diz Juan Rossé Bautista, na formulação de hipóteses nas ciências sociais, sempre e inevitavelmente se recorre a modelos ideais tranquilo? os quais subjazem como pressupostos as hipóteses que habitualmente contrastamos com a realidade. Eles sempre estão presentes, os modelos ideais, eles estruturam as nossas hipóteses, mas a gente tem que entender hipótese é hipótese, modelo ideal é modelo ideal, a realidade é outra coisa. A realidade se impõe, eu tenho, eu preciso de um modelo ideal, mas ele não pode se confundir como determinante sobre a realidade. Bom dia, Rian. Como é que você tá, Ryan? Como é que você tá, mano? Tudo bem? Espero desejo que sim. Um bom dia. Teminha aqui que eu acho que você curte. Diz o nosso querido Rubens, tipo, seu modelo claramente não condiz com a realidade. Aí ao invés dos caras adaptarem o modelo, eles batem o pé e dizem que é impossível. Exato. Essa é a burrice, né? Esse esse é o problema. Esse é o problema. Fala: "Não, isso é impossível. F tá na sua frente, tá acontecendo. [risadas] Então, ai meu Deus do céu. O teor desses polos é normalmente, né, dos polos religião de um lado, marxismo do outro, abordados nos termos de um aí o utilizando expressão do roll andand bower, modelo centroperiferia, como propõe o roll andande. Esse modelo funciona a partir da determinação de elementos que constituiriam o núcleo de valores de um grupo, né? Então, os valores tá aqui, os valores religiosos estão aqui no centro desse núcleo, seja religioso ou marxista, destacando e marginalizando elementos rivais que comporiam o núcleo de sua contraparte, de modo a ocupar posições periféricas ou mesmo desempenhar o papel de distorções do núcleo de valores do grupo observado em relação ao outro. Então você cria uma essência de um lado, essência do outro e aí você vai ver, ah, é impossível comparar essas duas coisas, elas são incompatíveis. Então você cria um modelo, como o Bower disse aqui, de centro periferia. Eu tenho um núcleo de valores centrais do que é religião e qualquer outro valor desse núcleo, que é o marxismo, aparece aqui ou como periférico ou como distorção desse núcleo. Então ele nunca é observado como um fenômeno impróprio. Ele é sempre nessas comparações. Quando tenta juntar acontece isso. Ou esse é o núcleo do marxismo. Aí se cria quais são os valores hipotéticos do modelo ideal do que é marxismo. E todo elemento que tiver estruturado com religião, ele vai ser ou distorção ou periférico. Esse modelo você não observa o fenômeno. você tá fazendo encaixar nessa estrutura de modelos ideais. Aí já sou eu dizendo, né? Porque eu tô combinando aqui as as análises do McLillan, do Lovi, do Hinkelamt sobre modelos ideais. Eu tô usando a teoria do do Hinkelam e aqui do Roland Bore sobre o fenômeno religioso. Então tô estruturando essa argumentação para mostrar esse problema, né? são autores que tateiam esse problema de diferentes abordagens, mas a questão é, a gente essencializa e não trata do fenômeno enquanto fenômeno. É aí que tá o tá o ponto. Ciência, né, meus amigos? Ciência. [risadas] Modéstia à parte estou fazendo ciência. É um pouquinho diferente de opologia ou de apologia, então importante. Ou de o que o pessoal pós-moderno faz, que é alquimia, né? Alquimia teórica. vai misturando autor porque eu gosto por afinidade. Esse modelo funciona a partir da determinação de elementos que constituiriam o núcleo de valores de um grupo, seja religioso ou marxista, destacando e marginalizando elementos rivais que comporiam o núcleo de sua, ah, já li essa parte, comporiam o núcleo de sua parte, OK? perdão. Ao observar as interpretações que visam avaliar se o conteúdo próprio de uma determinada religião é conservador ou revolucionário, né? Roland Bower dissolve a questão apontando para o fato de que o desenvolvimento histórico se dá na luta e na tensão entre os posicionamentos, de forma que, abre aspas Roland Bower, os mesmos textos sagrados e as mesmas posições doutrinárias podem facilmente apoiar o status qu ou podem inspirar críticas profundas ou mesmo uma ação revolucionária. Os mesmos textos podem, por um lado, apoiar uma revolução e, por outro ser totalmente antrevolucionário, o mesmo texto, o que significa que o problema não é o texto. Aí que tá, ele disse, não é o texto, a questão não é a doutrina, é o papel desempenhado nas relações sociais. Vamos observar esse fenômeno, como ele está acontecendo de maneira total, observando a história, os processos, as relações envolvidas, o papel desempenhado na reprodução social e na atuação dos coletivos. Então vamos dissolver esse negócio. Não é essência. Religião é isso, marxismo é isso. Vamos ver o que acontece. Papel desempenhado, certo? Então, pronto. E isso vale inclusive pro marxismo, tá? Não só pra religião. Marxismo também. Você tem que analisar desse ponto de vista mais crítico e criterioso. Fundamental. Além da verdade, o que Boer busca é deslocar uma análise essencialista de valores e afirmações dogmáticas para o trato crítico, histórico e materialista do fenômeno religioso. Portanto, explicitamente busca aperfeiçoar o próprio aparato marxista para lidar com a questão religiosa. E por que que aqui a gente vai pegar no pé do marxismo? Porque o marxismo se propõe ciência, a religião não. Então a religioso vai ficar lá apologeta. A gente não enquanto marxista não, você fala: "Não, pera aí, per a gente faz análise." Análise. Então, a gente tem que ter critério. É aqui que a gente vai jogar no último volume de seu trabalho sobre as incursões de marxistas no campo da teologia da religião, da teologia e da religião, que o Boer tem um uma coleção sobre On marks and Angels Theology. É bem interessante. São cinco livros muito bons. Bower discute a oposição que se dá entre aceitação ou rejeição do campo teológico e do tema religioso no interior das tradições marxistas. Ele percebe que se o crio da análise for estabelecido a partir de uma crença ou discrença em uma divindade ou em uma religião, o elemento histórico de como se constituiriam e ocorreram os processos de movimentos revolucionários se perde ou é ignorado. Ou seja, a discussão sobre o fenômeno religioso não se dá e não deve se dar sobre a crença ou discrença na divindade. Porque se você foca nesse elemento de crer ou não crer, de Deus existe, ou não existe, você perde o processo histórico. Porque o que importa é isso, é como ele está se desenrolando na história e como ele se adapta ou se organiza nesse processo de lutas sociais, de transformação das relações sociais, de desenvolvimento das forças produtivas, da luta de classes, essa coisa toda. Além disso, quando o debate gira em torno da determinação desse elemento central, no caso, a disputa pela necessidade de crer ou não crer em uma divindade para lidar no campo teológico e com as experiências religiosas, não se nota que o conteúdo efetivo para um processo revolucionário é saber. abre aspas por Bower. Se tanto teísmo quanto ateísmo se conformam com a opressão ou protestam contra ela. [risadas] Aqui o crivu prático, né? Ele utiliza da argumentação de Marx, no texto do crítica da filosofia do direito de Hegel Introdução para dizer: "Olha, o que importa em última instância é, seja você ateu ou cristão, você tá conformado ou não com essas relações de dominação, você protesta ou não contra elas, esse é um critério prático." [risadas] Por quê? que eu posso ter um cara que é ateu e que é extremamente conservador e babaca, assim como eu posso ter uma pessoa marxista ou uma pessoa religiosa que é uma pessoa progressista, marxista ou mesmo revolucionária, defensora dos direitos humanos, né? Então você pode ter essas duas coisas tranquilamente. Então não é esse o elemento central. O definidor, o critério da prática tá em outro lugar. E já diria um tal de mal Setung o critério da verdade é a prática, né? A prática que da verdade. Eu gosto, eu gosto. E aí pra gente fechar, né, tem mais um pouquinho aqui de texto, mas acho que aqui já é o suficiente. Com esta posição, Bower busca apresentar os resultados esperados da crítica da religião indicada por Marx em crítica da filosofia do direito de regulo, introdução. Nesse artigo de 1844, Marx destaca tanto a ambiguidade do fenômeno religioso, cuja miséria é a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. Eu gosto da miséria religiosa, né, pro Marx. A miséria religiosa é a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real ao mesmo tempo, que é isso que o Boer tá tentando chamar atenção. Ao mesmo tempo. Não é que ela é isso ou aquilo. Ao mesmo tempo. A religião ou fenômeno religioso, ele tensiona entre expressão da miséria, expressão da desgraça, expressão do modo de produção e manutenção de seus valores e ao mesmo tempo entre em conflito com isso. Assim como qualquer conteúdo ideológico, ele ao mesmo tempo ele tensiona, ele cai para um lado ou pro outro, ele tá sobensão diante do modo de produção. Saca? A aposta de Marx é com que com a ciência, né, e com um uma crítica científica, você consiga desfazer essa atenção e entender que só faz sentido a reprodução social se ela estiver equilibrada, sustentada e garantindo as condições de produção ali da própria reprodução social. E o capitalismo destrói essas bases. Então você vai pender para um lado que vá, em teoria pro lado da interesse da classe trabalhadora, que quer manter-se viva, né? Então eh tá aí nessa atenção, mas é ao mesmo tempo. Tá bom? Quanto ao papel crítico do movimento revolucionário, para Marx, a crítica religiosa revolucionária avisa que que que a crítica religiosa busca, né? Porque eu posso ter uma crítica crítica religiosa que não é revolucionária, posso ter uma crítica religiosa de manutenção do status qu, eu posso ter uma crítica religiosa reformista, eu posso ter uma crítica religiosa revolucionária. No caso, a crítica religiosa revolucionária, que que ela visa de acordo com Marx, a supressão Alfhebon da religião como felicidade ilusória do povo é a exigência de sua felicidade real. Então, superar a religião como felicidade ilusória é a exigência da felicidade real. Então, se a religião tá desempenhando um papel de felicidade ilusória, o que precisa de o que vai ajudar a superar esse processo é inclusive a felicidade real. A exigência de que abandonem as ilusões acerca de uma condição é a exigência de que abandonem uma condição que necessita de ilusões. Eu adoro essa citação de Marx. Olha, eu tô aqui para que a gente faça uma crítica à religião para superar esse papel ilusório. Fala, mas a verdadeira superação é da condição que exige essa ilusão. Então, se ela tá existindo, vamos dizer assim, né? Se a religião, se gente como ateu, sei lá o que lá, o cara não é religioso e fala: "Isso é uma ilusão". Eu tenho que criticar a condição que faz com que essa ilusão seja necessária e não a ilusão por ela mesma. É aí que tá uma crítica adequada. em acordo com Marcos, saca? O ponto não está na ilusão pela ilusão, mas a condição que requer uma ilusão. Isso muda seu posicionamento e sua análise no ponto de vista prático. Comentando as passagens do artigo de Marx, Andrew Mckinon, inclusive esse artigo do Mon é muito bom, destaca como resultado que a análise marxista da religião deve ser deve-se voltar para o a concretude de relações sociais que tornam possível determinadas expressões religiosas. De modo que a crítica da religião, abre aspas, não tem um fim em si mesma, mas é antes um meio. A crítica da religião não se encerra em si, mesmo no pensamento de Marx. A crítica da religião não é a crítica da religião pela religião, ela é um meio meio para uma crítica da totalidade das relações sociais. Nesse sentido, Maquinon sustenta que o ponto central do texto é não é que o homem faz a religião, não faz religião, né? Eh, a religião não faz o homem. Aliás, não é que o homem faz religião, a religião não faz o homem, né? Que isso é uma um trecho que Marx tem lá no texto. Olha, é o o é o homem que faz a religião, não é a religião que produz seres humanos. Marcos faz essa crítica lá, mas ela, essa crítica nem é dele. A crítica é do é do Forba e de outros, né? Mas especialmente do Forba, é o Forba que diz isso. Ao falar de Deus, na verdade, tá falando dos homens. Ele tá reproduzindo Forba. Então esse não é a tese central de Marx. Qual que é a tese central de Marx? Aí desmaquinam, mas sim superar a situação que os seres humanos estão acorrentados. Ah, eu gosto. Por quê? que ele tá usando um outro trecho em que Marx fala assim: "Retirar as flores que adornam as correntes, né, ou os grilhões, retirar as flores que adornam as correntes ou os grilhões, né, que estão ali ornando, tão escondendo as correntes e os grilhões. Porque a religião seria isso, essa flor que tá escondendo o grilhão ou a corrente. Não é para que as pessoas vivam sem as flores e só com as correntes, né? Então vou tirar aqui esse adorno da religião, vai ficar só o grilhão, vai ficar só a corrente. Não é para que você viva agora então acorrentado, é para que você veja a corrente para se desvincilhar dela, para que se desvincilhe dos grilhões. E aí Marcos utiliza uma frase que eu acho linda e que eh para que floresça a verdadeira flor, para que desabroche a verdadeira flor. E aí abre margem para interpretações. Tudo bem? A minha interpretação, a minha interpretação é se tem religião ou não, é outro problema. O papel que ela tá desempenhando é esconder a corrente. Se depois que você tirou as correntes, você vai manter uma espiritualidade, que seja uma espiritualidade de uma verdadeira flor que desabrocha, meu amigo. Vai manter que não seja papel de manutenção de relações de dominação e das correntes. É isso. E eu acho isso muito legal. Você acha isso sensacional? Moléstia à parte. Eu me agrada, não sei a vocês, mas me agrada. Me agrada bastante. Bom dia, querido Ederson. Como é que você tá, mano? Tudo bom? Cheguei atrasado. Tô atualizado, atualizando freneticamente o painel do série para ver quando aparece o livro. Calma, calma, torcedores, calma. Logo menos em suas livrarias. Calma, calma. Sou um pouco ansioso. Calma, pô. Tá chegando, tá chegando. Diz o nosso querido Alexandre: "Primeiro acabamos com o capitalismo, depois eh nos preocupamos com as ilusões. Você pulou a minha pergunta anterior, importantíssima". Ai, perdão, eu não vi a pergunta anterior. Eu tava aqui lendo freneticamente e não vi. Não vi. Ih, perdi agora. Não, cara. Mas o grande ponto nem é esse. É o Tá correto, né? Mas o grande ponto para Max, inclusive assim, se ela vai se fazer desnecessária, ela se faz desnecessária por ela mesmo, porque acabou as condições que precisam dela, né? Esse é o foco. Esse esse seria o foco. Faz sentido. Diz o Borduna. Vou precisar assistir algumas vezes para organizar as ideias. Espero que seja útil. Espero que seja útil. Tamamos junto. [risadas] Beleza, minha gente. Eh, eu teria mais coisas para escrever aqui, para escrever para ler. Aqui tem ainda mais umas páginas, né, de mais reflexões a respeito, mas como vocês podem ver, não poderei prosseguir porque o tempo tá acabando. São poucas páginas, né? Será que eu leio mais um pouquinho? Ah, eu só vou ler sem muitas explicações, só pra gente já terminar esse capítulo aí, porque eu acho que tá legal. Texto ficou bom, né? Modestia parte, eu gosto desse livrinho, desse textinho aqui. A proposta, portanto, dizend Maquinon, né, seria constituir uma crítica engajada e situada, cuja construção encontraria como desfecho a busca abre aspas para o Maquinon, pela possibilidade positiva de emancipação da sociedade alemã, né? Aliás, esse é o texto Marx, perdão. Poscidade positiva de emancipação da sociedade alemã. Como comenta Roland Bower, a evolução da crítica da religião não pode ser reduzida ao julgamento do próprio fenômeno religioso, posto que o movimento de superação ou supressão é amplo, não restrito, envolvendo ao mesmo tempo ao mesmo tempo, alienação religiosa e econômica. Ao mesmo tempo, alienação religiosa e econômica, uma da consciência e a outra das duras realidades da vida. abrange ambos os aspectos. Então, não é só uma crítica da religião, ela conecta com a crítica da vida sobre a qual das pessoas religiosas na realidade em qual na qual elas estão inseridas. Seguindo um caminho semelhante, Mcinon também indica a necessidade de maior sofisticação na análise da crítica do fenômeno religioso a partir do instrumental marxista, que não deve se não deve recair em termos abstratos que tomam a religião como uma categoria reificada, por meio da qual processos sociais com história específica são forçosamente igualados. Já comentamos comentar que abacate e bola de basquete é a mesma coisa. Compar as duas coisas não dá. O trato redutivo dos fenômenos religiosos faz com que seja assumida, no ponto de partida, uma concepção não dialética, na qual, abre aspas, todos os fenômenos religiosos são momentos não contraditórios e todos têm basicamente o mesmo efeito. Você negou as contradições da realidade, negou os efeitos sociais, negou a história, negou a dialética, negou tudo, né? E aí? Aí aí, aí, aí você me quebra. Aí não funciona. [risadas] Daí não funciona. Ah, meu pai amado. Dessa maneira, a relação entre religião e marxismo pode soar contraditória ou como fenômenos potencialmente excludentes entre si, quando percebidas sobre o modelo redutivo e reificado, que foi como a gente começou a argumentação desse texto. Em uma perspectiva como esta, fica obstaculizada. Essa palavra aqui foi gastei a avaliação da teologia e dos movimentos sociais populares compostos por pessoas religiosas. Ou seja, se você já parte dessa reificação, fica obstaculizada a avaliação da teologia e dos movimentos sociais populares que são compostos por pessoas religiosas, tal qual o fenômeno da teologia da libertação, ou tal qual organizações revolucionárias que você teve no Vietnã, ou tal qual organizações revolucionárias eh que também são religiosas, que teve na Coreia Popular, ou tal qual em vários outros territórios desse planetinha. Desse modo, opa, pera aí. Desse modo, ao tratarmos a temática da relação entre marxismo e religião, seja no Brasil, na América Latina ou em outros territórios do Globo, são necessárias essas reflexões e considerações preliminares para ajuste de nosso aparato metodológico, qualificando e complexificando a questão. Veja que eu vocês sabem que eu sou uma pessoa religiosa, mas meu objetivo aqui é aperfeiçoar o aparato de análise. Aparato de análise. Assim, vamos analisar sem essencializar. E aí não é o discurseiro, porque isso corre o risco de ser discurseiro do pessoal progressista. Veja, nem todo evangélico é igual. Veja, gente, nem toda pessoa que é religiosa, ela é conservadora. Não é isso que eu estou dizendo. [risadas] O que eu quero discutir é outra coisa. O que eu quero discutir é, olha, o fenômeno religioso, ele existe, ele está aí. A estrutura na história nos colocou diante de processos partidários, revolucionários que tem gente religiosa. Como que eu lido com isso? Como que eu lido com esse fenômeno? Esse é o passo um. Passo dois, tendo um aparato adequado para analisar o fenômeno religioso, como eu aperfeiço ele para observar, por exemplo, o desenvolvimento dos evangélicos no Brasil? Aí foi a pesquisa que eu fiz sobre evangélicos no Brasil. Analisar esse fenômeno a partir de um aparato marxista. as condições que fazem esse movimento crescer, a reprodução social capitalista brasileira, o efeito da modernização industrial capitalista no Brasil para que essa religiosidade fosse adequada, crescesse e se desenvolvesse sob um tipo de condição específica, ou seja, não foi na gargantada dos pastores, não foi porque as pessoas só têm sua experiência religiosa, tem condição histórica material a ser analisada. É isso, entendeu? cientista é uma coisa da nossa parte, nesse momento, interessa-nos particularmente apontar alguns aspectos em torno do movimento da chamada teologia da libertação em suas expressões mais radicalizadas. Então, o primeiro capítulo aqui, limpando o terreno para falar no segundo de condições históricas para a emergência da teologia da libertação. [risadas] Ai, é divertido. Me gusta, me gusta mútio, cara. Cara, isso é bom, é bom, é bom. Obrigado. De nada. Não sei porque que a gente tá agradecendo, [limpando a garganta] mas é isso. Deve ser para outra pessoa, né? Pergunta ao nosso querido Alexandre. O que significa igreja barista? Ah, querida Alexandra, é uma igreja que nós fundamos aqui no nosso canal acidentalmente, graças ao comentário do irmão Airton, que estava aqui um dia em uma live. E irmão Airton queria falar da igreja batista, primeira igreja batista, mas o corretor dele, provavelmente acostumado a tomar café qualificado gourmê, ao invés de colocar Batista, colocou barista. E na hora que eu li, eu comecei a rir pelo fato de eu ser uma pessoa apaixonada por café, adorar café. E quanto mais chique o café for, mais feliz eu fico. Eu falo: "Olha, pessoa preocupada que eu tome um café de qualidade, pessoa preocupada com a minha gastrite, um sabor e um aroma agradável, uma mistura diferenciada para explosões de sabores diante desse líquido escuro, agradável e que deixa a gente ansioso, com taquicardia mais feliz. Então, a igreja barista nasceu neste dia, no dia em que irmão Airton, ao ter sido influenciado pelo corretor, né, que eu não acredito em coincidências, uma jesucidência, que é crente dos anos 90 conhece essa expressão. E o corretor dele fez a igreja barista. A igreja barista surgiu exatamente assim. Não sei se dá para ver, mas aqui em cima tem uma logo da igreja barista, ó. Igreja barista. Um café no meio, né? Um café aqui, igreja, primeira igreja barista. E aqui tem o nosso versículo, desperta, ó tu que dormes. Efésios, alguma coisa. [risadas] Então, igreja de apreciadores de café, né? Por isso tá explicado. Diz nosso Rubens. Texto bom. Sim, que bom. Texto, texto bom. E diz Ryan Ran R. Mas Bruno, se a religião geralmente é utilizada como instrumento da reprodução do capitalismo, uma crítica à religião não seria algo que deveria andar junto à crítica da economia política e ao Estado? Sem dúvida. E mais do que isso, cara, na verdade, ah, se a gente fizer uma análise de como se desenvolve, amadurece e evolui o pensamento de Marx, diferente de alto, não para não faz sentido quebrar em jovem Marx e velho Marx, é um Marx cumulativo, né? ele ele ele não vai abandonando o que ele pensa, ele vai aperfeiçoando. Eu tenho a plena convicção disso. Eh, se você construir a crítica da religião de Marx, ele é um ponto de partida para ele conseguir aprofundar e perceber essas essas estruturas. Então, você consegue analisar de maneira mais adequada. A questão é que você não pode analisar todo o objeto da realidade social como se ele fosse a mesma coisa que outro. Então, no ambiente da economia, essa crítica vai desempenhar um papel distinto diante de um objeto. No ambiente dessa [música] separação que a gente faz, por exemplo, para analisar o papel da reprodução, do papel que uma escola ou sistema de educação funciona dentro da reprodução social. Esse papel desempenhado eu vou analisar de uma outra maneira. A estrutura dos de saúde, né, de atendimento de saúde da população nos hospitais vai ser de outra maneira, das igrejas vai ser de outra maneira. Então vai requerer aí algumas especificidades, mas você tem razão. Toda a razão. Realmente ótimo texto. Muito obrigado, Alexandre. Ah, entendi. Então é nós. Estamos junto. É isso. Diz nosso querido Rubens. Muito bom, Bruno. Depois que sair o livro do site do patrão, posta lá na comunidade pra gente lá derrubar o site com milhões de downloads. [risadas] [suspirando] Quando sair, vocês vocês serão informados. Mas vai sair, vai sair em nome de Jesus. Diz o nosso querido Ederson, a igreja barista é a igreja de quem gosta de café com bom, não, de café bom e trocadilho ruim, que é melhor ainda, sem dúvida. Aqui trocadilhos ruins, nós somos apaixonados por eles. Obrigado pelas reflexões, Brunovski. Brunnovski, tamamo junto, querido. Fazer o que fazer cacer o quê, minha gente? Era isso que tínhamos por hoje. Quinta-feira, fim de semana, já está quase decretado. Nós precisamos dele. Eu preciso dormir. Eu tô exausto e a gente tem que aproveitar, né? Então, dinistas hoje estão se unindo comigo e nós seguiremos aqui vendo a religião o tesismo melhorar o Corinthians. Tinismo sendoismo sendo a professora Corinthians salvar a nossa vida e a gente ah pessoal, ah, mas é só dura 8 [música] meses o trabalho do Dinis. Nós estamos em abril, eu só preciso de 8 meses. Eu só preciso de [música] 8 meses, preciso de mais nada. Oito meses bem jogados. Eu tô feliz. Já faz tempo que eu não vejo meu time jogar. Futebol, praticar o futebol. Tá uma delícia. Mas é isso, minha gente. Aproveitem aí, fiquem bem, cuidem-se, ah, desfrutem do fim de semana e não se esqueçam [música] aí de quem puder curtir, comentar, engajar aí espalhando a palavra por aí, dá aquela rypada ou quem sabe virar membro, membro membro de membresia [música] do canal. Seria muito importante pra gente conseguir seguir aqui trazendo a boa tod boa nova todo dia útil até a vitória final porque a gente segue aqui. Trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. >> Valeu, gente. Fiquem bem, se cuidem, desfrutem [música] da vida com muita responsabilidade e a gente vai se ajudando. Ah, canseira, bora trabalhar. Hoje a jornada vai até de noite, então a jacaté. Valeu, tchau.