Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE DE LANÇAMENTO DE LIVRO: MARXISMO E RELIGIÃO NA AMÉRICA LATINA

🔴AULIVE DE LANÇAMENTO DE LIVRO: MARXISMO E RELIGIÃO NA AMÉRICA LATINA

🔴AULIVE DE LANÇAMENTO DE LIVRO: MARXISMO E RELIGIÃO NA AMÉRICA LATINA

Pix: bruno@reikdal.net

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736

Legendas automáticas:

[música]
pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade. [canto] Uma
utopia, livres do rio ao mar. [música]
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
[canto]
Guerra [música] aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, [música] ciência do mundo, luz,
testemunho ser da terra, o sal. [música]
Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia
útil até a vitória final.
Filosofia,
economia, sociedade e [música] religião.
Praticamos pologia diplomada, fazemos
propaganda e agitação. Fé, ciência do
[música] mundo, luzes, testemunho, ser
da terra, o sal. Seguimos trazendo
[música] a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
[música]
Seguimos [música] trazendo a boa nova,
todo dia útil até a vitória final.
Pela verdade, pela [música] vida, pela
luta popular, pela realidade, uma
utopia.
>> [música]
>> Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia
da paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam [música]
nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições e
viver para fazer história. [música]
Ciência [música] do mundo, luz.
Testemunos ser da terra [canto] o sal.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
[música] útil até a vitória final.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho da
terra, o salimos [música]
trazendo a boa nova todo dia útil até a
vitória final.
Segue nos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
[música] Ciência do mundo, luz descer da
terra, o sal.
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
[música]
>> [música]
>> Bom dia, minha gente. Tudo bem com
vocês?
Bom dia. Vai lá para mais um conteúdo
totalmente excelente. Sim, o som tá bom.
Baixar aqui. Tudo bem?
Como é que tá o sonzinho do microfone?
Tá estourando muito no ouvido de vocês?
Tá mais ou menos. Um dia a gente melhora
o equipamento, mas até [música] lá a
gente tira leite de pedra.
Tur,
bom dia, William. Como é que você tá,
meu querido? Tudo bom? Tudo em paz com
você? Desejo que sim. Que bom que você
tá com a gente. Seja muito bem-vindo.
Diz teus queridos, fazer o quê? Fazer o
watch [música] que ia ser. Tá,
tá. Eu.
Bom dia a todos. Bom dia, querido. Fazer
o watch. Fazer o que? Queria ser. Bom
dia. [música] Tudo bom, meu bom? Espero
desejo que sim.
Buenos dias, querido Gabriel. Como é que
você tá? Bom dia. Que bom que você tá
aqui novamente conosco nessa comunidade
totalmente excelente, totalmente
saudável, aparentemente. Aparentemente.
Bom dia, Felipe. Felipe, primeira pessoa
canonizada aqui na nossa igreja
baristas, né? Betificado em vida. Então,
seja muito bem-vindo. Bom dia, meu bom.
Aliás, hoje a gente vai se encontrar
algumas vezes, aparentemente. Bom dia.
[risadas]
Fala, Morduna. Tudo bom, meu bom? Bueno.
TS, bom.
Good morning, Guten. Olha, a gente tá
aqui hoje já no poliglota, falando em
línguas, tal qual um pentecostal faz.
Bom dia, mano. Tudo bem?
Tô bem, tô bem, tô exausto. A gente vai
comentar rapidinho, inclusive, uma breve
reflexão existencial daqui a pouquinho,
eh, antes da nosso lançamento de livro.
Hoje é live de lançamento de livro.
[risadas]
Pior que é mesmo. Mas eu tô vou comentar
um bagulho aqui desse. Essa pergunta do
você tá bem, [ __ ] Depende. Depende do
dia que você me perguntar vai ser
complicado. Tamires tá com a gente. Bom
dia, Tamires. Como está Tamires?
Cuja vida está ligada a uma outra pessoa
a qual nós admiramos bastante aqui
também. Ou seja, duas pessoas que nós
adivinamos, você e o seu cônjugo, né,
ela é a pessoa referência, até onde eu
sei, também para o querido ateu, que
informa pessoas.
Estamos aí junto. Tudo bom com você? Ai,
que massa. Que bom você tá aqui com nós
de manhã.
Estamos junto.
Se eu não estou confundindo a pessoa, eu
acho que eu não estou confundindo a
pessoa. Já pensou se eu confundi as
pessoas? E eu estou chamando uma pessoa,
pensando que ela é outra pessoa. E na
confusão das pessoas, eu tô cometendo
aqui um
uma traição sem querer. Eu tô cometendo
aqui um trisal sem querer. Eu tô aqui
criando fofocas para depois. Já pensou
isso acontece? Jesus Cristo ia dar muito
problema.
A vida de alguém estaria em risco. Eu
posso estar equivocado.
Bom dia, Thaago. Como é que você tá, meu
bom? Buenos dias a todos os baristas e
não baristas da América Latina inteira,
porque aqui a gente é pessoas do mundo
inteiro acompanha o nosso canal.
Impressionante. Não,
mas tem pessoas em situação de Canadá,
isso a gente já sabe. Inclusive, um
grande beijo para as pessoas em situação
de Canadá que tanto apoiam este
canalzinho,
graças ao frio de lá. Agradeço [música]
aí.
Sim.
Sim,
[roncando] nosso querido fazer o ótimo.
Bem-vinda, Tamías. Aí, ó, como a pessoa
é gentil, saudável, né? Recebe pessoa em
sua casa, no encontro, fala: "Ô, seja
bem-vinda, chega aí junto, tal".
[risadas][suspirando]
Sim, é ela mesmo. Não errei, não cometi
nenhum nenhum equívoco, não criei
nenhuma situação de adultério
involuntário, né? Adultério culposo, sem
intenção de adorar, adulterar. Mas deu
tudo certo. Então, aparentemente
[risadas]
a gente pode inventar fofoca também. Faz
sentido. Faz sentido. A gente cria umas
fixs interessantes. Bom, bom. Anima o
pessoal. [risadas]
Ficamos satisfeitos.
Podemos, podemos, né?
Ai, ai, ai, que coisa. Ah, deixa eu só
separar o material aqui antes que eu
esqueça para poder utilizar. Hoje teve
que ser mais cedo por motivos de
trabalho, né? motivos de trabalho.
A gente tenta sobreviver nessa vida, mas
vai dar tudo certo.
E também além de ter que acab fazer mais
cedo o trem, a gente vai necessariamente
acabar um pouquinho mais cedo também.
Hoje tem uma longa jornada.
Deixa eu já separar o nosso
materialzinho de lançamento de livro,
live de lançamento de livro
e fazer uma propagandinha da firma
também. importante. Não que a firma me
pague para além do que do meu salário,
né? Então acabo fazendo de graça a
propaganda pra firma. Mais um grande
abraço para as pessoas da firma.
[risadas]
Ah, fazer é uma boa questão, né? Diz
nosso querido fazer o Eu tenho que
repetir que diz quem diz, né? Quem está
falando, porque muitas pessoas
sabiamente para não ter que ficar
olhando pra minha cara, elas só apenas
ouvem. Então eu tenho que explicar o
comentário. Então o pessoal tem que ter
essa audiodescrição. [roncando]
Diz nosso querido fazer o watch. Largue
o trabalho e faz mais lives. Adoraria.
Não vou negar que seria muito
interessante. Teria um certo tempo para
fazer esse tipo de atividade. Poderia
contribuir mais para aquilo que eu gosto
no meu coraçãozinho, que é formação
popular, educação popular, né? Eu gosto
muito mais disso do que trabalho na
universidade, academia, eh escritório,
coordenação, qualquer coisa, eu prefiro
educação popular. Eu sou um apaixonado
por isso, assim, eh, se eu pudesse viver
divulgando conteúdo, eu faria isso,
divulgando conhecimento em diferentes
âmbitos, né? Não, só online, obviamente
que não, porque acho que online
extremamente limitado. Em sala de aula é
muito mais gostoso. Ou em galpão.
[risadas]
Esses dias tava dando um curso de
galpão, começou a chover a telha de de
como é que é o nome daquele negócio?
Como não pode mais amianto, graças a
Deus, né? A gente quer evitar câncer.
Como é que é o nome daquele bagulho? É
uma lata. É tipo um alumínio. E aí,
mano? Começa a chover um barulho danado,
um galpão, 75 pessoas.
Zinco. Exatamente. Obrigado, Thaago.
Cara, 75 pessoas, o galpão, pé direito
alto, aquela lata começa a chover, meu
irmão, que barulhei. Tava um calor da
bexiga, então o ventilador ligado, você
tem que falar com os decibéis lá em
cima. É, ainda bem que eu consigo fazer
isso, né, sem [música] destruir minha
garganta.
Treino importante, inclusive para quem
gosta de dar aula, faça aulas de canto
para aprender a usar o diafragma e você
fazer uma um atingir alta intensidade do
seu somar machucar a gargantinha. Cara,
mas é muito doido, mano. Dá muita
canceira e a noite, loucura. Mas é
legal. Foi esses dias aí, foi pouco
tempo. Adoro. Sou apaixonado por isso. É
o que eu mais me divirto de fazer. Mas
somos impedidos. Temos que pagar contas.
Tem criança para alimentar.
A vida, ter uma criança custa bastante,
gente. [risadas]
Vou contar para vocês que custa muito. É
um é muito caro, [risadas]
mas é uma delícia. Caro graças ao
capitalismo que transforma a criança em
mercadoria e tudo que ela precisa em
mercadoria também, né? Então assim,
vamos culpar as pessoas educadas.
[roncando]
Mas eu gostaria, mas não dá,
infelizmente não dá. Infelizmente não
dá. E esses esse mês, como a gente
comentou, o canalzinho esteve sob risco,
coitado. Mas a gente vai superar, vamos
sobreviver. Teve um idiota que resolveu
invadir um país estrangeiro
por motivos de deu vontade e aí por
efeitos não intencionais o dólar baixou,
o que é muito bom em certo sentido para
boa parte da população, para todo mundo,
em muitos sentidos, inclusive para mim.
Mas no ponto de vista do Adicense é uma
bosta. [risadas]
Então a gente nos últimos dois meses o
nosso canalzinho não tá se pagando. Aí
quero na minha vida.
[risadas]
Exatamente. Exatamente. Diz do nosso
querido Felipe. Gostamos do Bruno
Fanfiqueiro. Tenho várias fanfic, velho.
Tenho várias fanfic interessantíssimas,
mas que em outro momento eu conto. Tenho
funfix sobre muitas [música] coisas.
Brasil. Exatamente. Diso Walter Brown
48. Olá Walter Brown 48. Tudo bem?
Marxismo e religião é como água e óleo.
Um é viscoso e o outro não. Imagino.
Hoje a gente vai falar um pouquinho
sobre isso já já. Espero que vocês
gostem do livrinho. O livrinho é legal.
Ficou bem, ficou bem bom. Diz nosso
querido fazer o ódio. Bruno, você é
muito necessário. Depende do momento da
hora. Nem sempre.
Necessidade.
Quando a necessidade chama, a gente
aparece. Isso em contextos outros pode
dar significados esquisitos.
Ai meu povo, mas deixa eu antes de pegar
o livrinho, cara, eu tô muito cansado,
pelo amor de Jesus Cristo. O que me fez
fazer alguma série de reflexões? Quando
eu chego em pontos de exaustão, eu
começo a fazer reflexões sobre a vida.
Eh, porque aqui é importante, né? Hum.
Diz nosso querido Walter Brown, se o
livro for bom, eu baixo PDF. Então,
agora eu tenho uma missão, Walter. Eu
tenho a missão de demonstrar que o livro
tá bom. Você pode não concordar com
conteúdo, mas o livro tá bom. Aí você
pode ler ele e criticar com vontade, mas
o livro tá bom. Modéstia parte, tá bom?
A escrita tá boa? Não. Por quê? Porque é
um texto que eu aproveitei parte da
pesquisa que eu fiz durante o doutorado,
que não entrou na no texto final.
Eh, então a minha versão final da tese
teve três capítulos que depois eu
retirei que não cabia, tava na verdade
só ocupando espaço, coitado. Então, eu
tirei alguns capítulos e aí eu
transformei esses essas discussões,
essas pesquisas que eu fiz aqui em um
livrinho, um livreto, e guardei ele,
guardei ele nas minhas, né, no meu
drive. Falei, em algum momento isso aqui
vai ser necessário, né? em algum momento
isso aqui vai ter uma oportunidade. E
eis que ano passado surgiu uma
oportunidade. Falou: "Pô, você não tem
algum material para poder produzir um
conteúo de livro? Você gostaria de
escrever e tal? O tempo é um pouco
exíguo de entrega, mas eu falei: "Pô, eu
tenho material,
tenho material."
Aí eu falei qual era o tema que tinha a
ver com o marxismo e religião na América
Latina e falei e tá bacana, é uma parte
da minha pesquisa, só não tá com texto
agradável assim, ele não é um uma
leitura gostosa. Eu se fosse escrever
assim do zero, né, ou dar uma
repaginada, ia deixar muito mais fluido,
mais gostoso, uma leitura mais
agradável. Ela não é uma leitura
agradável, ela é acadêmica, bem
quadrada, travada, então ele fica
pesado, né? Você lê quatro linhas, tem
que dar aquela parada. Falei: "Caraca,
que textinho". Mas o conteúdo tá legal,
então assim, eu vou achar, vou tentar
convencê-lo. Vou tentar aqui usar todas
as artemanhas para convencê-lo. Eu acho
que você vai curtir. Espero que curta.
Mesmo que não goste do conteúdo do das
resoluções, vale a pena a leitura. A
gente tem que ler até aquilo que a gente
não gosta, não concorda para poder
criticar. Legal. Diz o nosso querido
Thiago: "O livro tá bom?" É, o livro tá
bom. Tá bom. Ele tá bem. Não sei se, né?
Fome ele não sente, sede também não.
Frio menos ainda. Ele não passa frio
porque ele está coberto de razão.
[risadas]
Mas
cara, eu eu tô muito quebrado. Não sei
vocês, mas o o ano de março, né, não foi
o mês de março, o ano de março foi muito
desgastante. Eu fui destruído por esta
bagaça. E sempre que eu chego em picos
de exaustão, meu cérebro fala: "Você
precisa fazer uma reflexão sobre sua
vida porque alguma coisa tá dando
errado". E eu falei: "Não, não é
possível".
E aí eu tô nesse momento reflexivo e
tenso e cansado e exausto e querendo
dormir, [risadas]
o que é um sinal de que eu tô cansado.
Eu desde pequeno, eh, não, eu durmo
muito pouco, sempre dormi pouco, muito
pouco, assim, desde de crianças. Meus
pais reclamam até coitadas do dos meus
paisam que que o menino não dormia. Meu
pai faz piada disso, que ele dormia no
colo dele, ia me botar na cama, a
criança acordava, ia botar no beço,
criança acordava. Aí não tinha o que
fazer. Eu era criança, dormia pouco, não
queria dormir sempre, sim. Adolescência,
quase nada, dormir pouco também para,
quer dizer, adolescente a gente acaba
dormindo mais porque o corpo pede, né,
de hormônios que estão em crescimento te
obriga a ficar todo molengo, mas dormi a
pouco na média e depois quando eu fui na
quando já era na juventude, aí eu não
dormia mesmo, trabalhando, estudando,
fazendo tudo ao mesmo tempo, loucura e
tava na rotina pirada e tal. Quando eu
tô muito quebrado, o meu corpo fala:
"Por que você não tá dormindo?" E aí eu
falo: "Eita, acho que eu não tô legal
não." [risadas]
Só que também tem a ver com a idade, né?
Vou completar 37 aninhos de idade. O que
significa que o pace da rotina, esse
ritmo constante aí não fala: "Cara, você
não aguenta mais não, mano. Tô baixa a
guarda aí". E tô tão exausto, exausto,
exausto, exausto, exausto. [roncando]
Se eu tô querendo, eu eu tô lendo o
livrinho com a minha criança lá, né?
antes de dormir, eu boto leio o livrinho
com ela, o jeito tal, a gente agradece,
aquele agradecimento antes de dormir e
normalmente eu já levanto, ela dormiu,
levanto pai e venho fazer minhas coisas.
Minha rotina é bem acelerada assim e eu
tô capotando, tô lendo junto com ela o
livrinho, daqui a pouco, pum, dormi e
nem vi o que não acontecia. É uma
loucura. [risadas] É uma loucura. Então
tô capotando. Aí eu falei: "Cara, eu tô
muito cansado, assim, isso é um sinal de
que eu tô muito exausto e eu preciso
rever alguns gastos de energia e
planejamento dessa vida."
E comecei a pensar inclusive sobre esse
lance da
disso que motiva, né? Que que mais
motiva? O Pep Morrica, Pepe Mojica, né?
Ele tinha ele tem uma definição de
liberdade que me pega muito. Ele fala:
"Liberdade é você ter tempo para fazer
aquilo que te motiva, aquilo que te
anima". E eu falei: "Pô, é isso." Então,
eu sempre busquei janelas na minha vida
para fazer o que me motiva, o que me
anima. que me anima educação popular,
que me anima e formação, espaço de
formação, de trabalho, de conhecimento,
de divulgação de conteúdo, de reflexões
que não sejam no ambiente acadêmico
formal, que ele é muito elitista, não no
sentido negativo, tipo, ai só Playboy,
tá lá, no sentido de que a estrutura
desigual da sociedade brasileira impede
que você tenha acesso a uma série de
conteúdos que são fundamentais. Eu tive
acesso, pude conectar, por que não
distribuir, né? Então, para mim é uma
parada que me pega. Eu fui formado para
fazer isso, né? Me enculcaram na cabeça
de que isso é importante. Eu assumi e
gosto. E gosto disso no ambiente laico,
né? No ambiente não religioso. E aí p
discussão de filosofia, de economia e
tal, e no ambiente religioso também. E
eu acho que eu tenho sentido falta desse
espaço de formação, de atuação e de
articulação, porque eu já tô esgotado.
Chega no fim de semana, cara, eu não tô
conseguindo levantar a cabeça. E isso tá
me pegando. Eu tô fal: "Caraca, eu não
tô conseguindo desenrolar uma parada que
eu sou muito apaixonado por isso. Esse
ambiente da do espaço religioso para
quem é religioso, né?
Ele é importante e eu sou uma pessoa que
tem minhas tradições, as minhas
experiências de fé antigas e novas, e as
mantenho e para mim faz muito sentido.
Eh, e não consigo não estar nesses
espaços e não estar me fazendo uma uma
falta danada, mas aí não só no estado,
ah, vou lá fazer meu cultinho, não, de
poder fazer educação popular nesses
ambientes. E isso tá me quebrando, eu tô
sofrendo, eu tô cansado e tô em crise
existencial. É a vida, não é?
É a vida. Pronto, compartilhado aí esse
momento aí agradável. Dito isso, não
esquece de curtir esse vídeo, comentar
para agradejar, espalhar a palavra por
aí. Seja bem-vindo, bem-vinda, bem-vindo
aqui à nossa igreja barista, a primeira
igreja barista do YouTube. Tomamos
bastante café, sem dúvida nenhuma. E
daí, minha gente, se você, né, não tá
podendo curtir, comentar essa coisa
toda, numa próxima, não esqueça de fazer
isso. E também considere ser membro,
membra, membre, membresia aqui do
canalzinho, porque a gente tem conteúdos
exclusivos para você. Inclusive um curso
chamado Marx e Religião. É um curso bem
bacana, acho que é o curso mais com mais
aulas que a gente tem aqui, que tá bem
bom, bem bom mesmo.
E além de Evangélicos e política no
Brasil, é objeto de pesquisa, de
trabalho há um tempo aqui na minha vida.
como fazer o seu projeto de pesquisa. A
gente tem umas dicas aqui também, tá bem
legal. Então, tem uns vídeos, uns
materiais bem interessantes que você
pode acompanhar sobre isso. Você que tá
querendo fazer um projeto de pesquisa,
você que tá querendo buscar alguns ou
alguma orientação mínima, não para você,
né, não é um orientador acadêmico
estrito, mas aqui em sites, né, aquelas
sacadinhas para te ajudar a destravar e
mesmo organizar o seu projeto de
pesquisa. Às vezes você tem uma boa
ideia, mas não consegue desenrolar.
Então, acho que pode ser bem útil, além
de muitos outros conteúdos que estão
espalhados por aí, de vídeos de
reflexão, de discussão, de debate, além
da rádio que a gente tem aqui, uma rádio
que tem um material legal. Então, fica
aí a a proposta para vocês se tornarem
membros, membras membresia aqui do
canal, porque é membresia que sustenta
esse canalzinho. Estamos aí com 82
pessoas de membresia. Olha que coisa
incrível, nunca atingimos um nível tão
alto. Então, agradeço vocês que tm
apoiado. E para quem não tá podendo
apoiar desse sentido também fica aqui,
ó, a chave do Pix que está aqui passando
na sua tela.
É a chave do Pix passando na sua tela.
Bruno@rekidal.net.
Tá bom? E se você entra como membro,
membro, membro, membre aqui do canal,
você também pode fazer parte do nosso
grupo exclusivo do WhatsApp. Para quem é
membresia, né? é para você e para todas
as outras pessoas que queiram também são
da membreia, que é bem bom, bem bom
mesmo. Um grupinho pessoal muito
saudável, muito gentil e que a gente tem
excelentes trocas de informação, de
conteúdos, reflexões, provocações e
mesmo quando há discordância, o pessoal
tem sido muito cordial. Eh, fico feliz
quando a gente recebe uma mensagenzinha
assim: "Nossa, esse é o grupo mais
saudável que eu já participei".
Eu fico feliz aqui dá para conversar.
Fico feliz também. [risadas]
Ai então estão todos convidados feitas
as propagandas.
Diz o nosso querido Borduna, tipo o
livro do Dusel com língua mais
elaborada. Sim. É quando baixa o
acadêmico na minha cabeça, o texto fica
horrível. Eu eu já tenho dificuldade na
escrita, eu sou muito formal, muito
estruturado, diferente da fala, que é
uma tristeza, né?
Eh, e aí quando tá no ambiente
acadêmico, contexto acadêmico, então
fica horrível. Nossa, eu tenho uns
artigos que eu falo: "Como é que eu fiz
isso?"
Pergunta nosso querido Walter Brown, o
marxismo na República das Bananas, onde
seria isso? Não faço ideia. Tem a ver
com Gramish escola de Frankfurt?
Não,
não. Escola de Frankfurt fica em
Frankfurt. Gram tá na Itália.
Tem influências graminianas bastante,
tem relação com a teoria crítica também,
mas não é um grande plano de dominação
global, hein? Cuidado com Olavismo em
sua vida, pode fazer mal e causa danos
quase irreparáveis.
37 é um, mas é um menino, diz na skill
do Borduna. Não, não. Bom dia, Rubens.
Como é que você tá, meu bom? Olá, chat.
Vind do passado em 2 x. Já já tô live
com vocês, meu amigo. Em 2x com a
velocidade que eu já falo, meu irmão,
você tá ouvindo em 7x.
Diz Gabriel. Testemunho do irmão barista
sioramos junto. [risadas]
E comentando nosso querido Walter Brown
48. Religioso marxista é um redondo
quadrado?
Não sei. Talvez. Me parece que não.
Vamos descobrir, meu querido.
E pai, diz Thago. É isso, pai. E por
fim, nosso querido fazer o Watch fala do
curso Marx e Religião. Falei, o curso é
bom, excelente. Você não vai encontrar o
conteúdo tão bom aqui nessa internet e
isso é verdade. Sobre marxismo e
religião e marx e religião. Curso de
marx e religião tá bem bom.
Moléstia a parte bom. Bem bom. Então eu
queria gravar uma parte três do curso
para ele ficar um pouquinho maior para
avançar um pouquinho como é que chega o
conteú a crítica de Marx mais pra
frente, como é que a crítica da religião
aparece em textos os chamados textos
maduros, né? Não faz sentido nenhum para
mim essa divisão mesmo, coisa minha.
E ia ficar bem legal, mas eu não tô
conseguindo tempo. Falta tempo. Tempo
não tá permitindo. Ah, que desgraça.
Perdão. O tempo tá impedindo.
Ai, ai, mas sobreviveremos.
Deixa eu pegar para vocês então o nosso
livrinho.
Oleamolo.
Vamos ler o livrinho.
Essa musiquinha nucle agradável aqui do
fundo. Deixa eu botar outra.
Vamos pro nosso livrinho aqui.
Pera aí.
Espero que não trave.
Ah, tá aí o livrinho.
É, meu povo, vai sair esse livrinho. O
livrinho estará disponível para você
poder acessá-lo na plataforma do
Instituto Conhecimento Liberto. Então,
vai tá lá, você vai poder acessar, tem
vários livros disponíveis lá, entre eles
o marxismo e religião na América Latina
de autoria desse que vos fala. E vai
ficar bem legal, tá bonitinho. Marxismo
e religião na América Latina. Importante
a gente destacar que então vamos
discutir a questão do marxismo e da
religião num lugar específico que é a
América Latina. Então tem contexto, né?
Afinal não vai se dar mesma maneira que
se dá em outros territórios. Se você
simplesmente faz uma transposição, dá
errado. Eu vou pegar, aliás, me lembrei
aqui,
eu tenho um alguns livros para quem se
interessar e tiver na nossa
na nossa igreja barista ali do WhatsApp,
né? Quem tiver no grupinho do WhatsApp
por ser m heresia, me cobra depois de
dar as referências, né? Porque vai que
vocês encontram caminhões por aí com os
livros, né? lugares em que tem o livro,
mas são referências que falam sobre, por
exemplo, marxismo e islamismo.
Eh, então são autores que refletem sobre
isso.
Assim como outros que são, tem um texto,
uma pesquisa interessantíssima que eu li
de uma autora que não é marxista, não é
comunista nem nada, uma autora chinesa,
o sino estadunidense e ela escreveu
sobre
os camponeses no Vietnã pré-revolução e
durante o processo da revolução, né? e
comenta o papel que foi desempenhado por
uma religiosidade camponesa de ela chama
de seitas budistas milenaristas, né? Que
é um budismo milenarista específico do
território, como isso se conectou muito
bem com o discurso da
revolucionário. Então
é massa, massa, muito interessante. É
uma pesquisa interessantíssima.
Tem um outro que eu li
sobre a
é, na verdade, é uma coletânia, eu tô
tentando lembrar o nome dos autores, uma
coletânia chinesa fazendo reflexões
sobre diferentes movimentos religiosos
que tem na China e como eles se
desenvolveram, né, em relação ao estado
chinês no desde a revolução. E aí faz
reflexões das tensões, dos conflitos,
dos acordos, né, como se estrutura. É um
texto bem interessante. Putz, eu esqueci
o nome. Eu lembro que é religião na
China, mas eu esqueci o nome do autor.
Eh, Ri, alguma coisa assim. Lai.
Mas vai vai chegar. Eu vou lembrar que
se eu abrir agora para pesquisar, vou
ficar três dias pesquisando e não vou
achar.
Eh, e tem o famoso livro do Roland
Bower, que eu vou citar ele várias
vezes, já citei aqui, que eu vou citar
para vocês novamente, que é um livro que
faz um apanhado sobre marxismo
e religião em processos revolucionários
na Europa e na Ásia,
que é Red Theology do Roland Boer, muito
bom também. Qual que é o problema de
todos esses textos que eu falei? Não tem
nenhum em português.
E beleza. Então aí complica a nossa vida
também. Faz facilita inclusive uma
péssima e má compreensão sobre o tema,
né? Que a gente não discute essa esse
tema. Em português tem pouco material ou
quase nada de material, então não dá
para conversar.
As referências fica no disse que me
disse, no que eu li de orelha aqui, li
de orelha lá, ouvi o fulano de tal
falar, ouvi o pastor falar, ouvi não sei
quem e não tem material, não tem
referência interessante. Então esse
livrinho também é bem bom. O problema é
que tá tudo em inglês, [roncando] tudo
em inglês. Em espanhol tem algumas
coisas interessantes,
especialmente pensando teologia da
libertação na América Latina, essas
coisas. Eh, mas eu acho que as reflexões
teóricas mais interessantes não não
vira. Exato, querido Walter Brown. Tirei
da cabeça. Referência tirei da cabeça é
um complicado. Ou tirei da cabeça ou
tirei das aulas do Olave também não dá
certo, que é a mesma coisa inclusive.
Então, é importante ter referência,
importante buscar o objeto, né? quer
discutir um objeto, conhecê-lo bem. É
bem legal, é bem interessante.
Diz o nosso querido Rubens, eu sempre
achei a ideia de Dharma. Dharma me
lembra Lost. Não sei se você tem idade
para lembrar de Lost, mas era uma
loucura no início dos anos 2000.
Sempre achei que a ideia de dharma do
budismo muito parecido com o
materialismo. O único problema é que na
minha percepção, o budismo lida com
aceitação das coisas como são, sem a
intenção de mudá-las. Mas isso poderia
ser aplicado, por exemplo, para um
calvinismo, né, para um a ideia de
predestinação protestante
também, porque é um entra no âmbito de
uma disputa que não é só do discurso, do
valor, da doutrina posta, é de qual
papel ela desempenha nas relações
sociais e na reprodução social.
É uma discussão que não pode ser
simplesmente do que se diz, mas de como
isso que se diz está conectado com a
vida das pessoas e com a reprodução
social. Aliás, deixa eu até aproveitar
aqui, né, esse lance da religião, do
marxismo, tal, do discurso, da doutrina.
Muitas vezes as pessoas caem nessa
armadilha de falar sobre o discurso, a
doutrina, o que acredita ou o que não
acredita. Ah, isso é um âmbito da
interpretação e tal. As palavras elas
não têm conteúdo ou sentido fora ou
descolada das relações sociais efetivas.
A gente não pode esquecer disso. E eu
gosto sempre de contar uma historinha
que eu já contei aqui, vou recontar e
espero que vocês espalhem isso por aí,
que é a história da
de Aristófanes, né? Aristófanes tem uma
peça chamada As Nuvens Aristófanes, que
é uma sátira que ele faz com Sócrates. E
eu gosto dessa história, gosto de uma
parte dela, porque ela é bem ilustrativa
disso que eu tô falando, de que as
palavras não podem ser vistas como
descoladas das relações efetivas.
Diz Aristofanes em sua peça que tinha um
adolescente que vivia com seu pai e o
seu pai havia proibido, né, havia
proibido esse adolescente de ter aulas
com Sócrates. Então ele fala: "Olha,
você não deve ter aulas com Sócrates. Já
tinha tido sua experiência com Sócrates,
não vai ter aula com esse homem.
E o filho, pera aí, por ser um
adolescente extremamente rebelde, né,
faz parte da idade, resolve desobedecer
o pai e vai ter aulas com Sócrates.
Então ele vai atrás do Sócrates para ter
aula com Sócrates. Quando ele chega para
ter aula com Sócrates, fica um tempo
fora de casa, pai percebe que o filho
não está lá, né? Depois de uns quatro
dias fala: "Cadê aquela criança?"
Brincadeira. O pai percebe que ele não
tava lá e falou: "Pô, onde é que ele
tá?" Quando o moleque aparece e retorna,
ele chega para falar [risadas] com chega
para falar com o pai e ele aprendeu com
o Sócrates que ele tem que falar a
verdade.
Então quando ele chega pro pai e o pai
pergunta: "Onde é que você tava?" O
menino fala:
"Tava tendo aula com Sócrates. Afinal,
ele aprendeu que tem que falar a
verdade, não pode mentir. E o pai tinha
proibido ele ter aula com Sócrates.
Então ele, o pai fala: "Ah, estava tendo
aula com Sócrates?" Então beleza. Aí ele
faz uma coisa que você que exerce
paternidade ou maternidade não deve
fazer. Ele agride o jovem, dá surra no
menino, não deve se fazer isso, mas ele
fez isso. Dá uma surra no menino, o
menino para tal e ele olhe pro pai e
fala: "Pai,
por que você me bateu?"
E o pai diz: "Porque eu te amo muito". E
o menino olha para ele e fala: "Pode
deixar que quando eu crescer eu vou te
amar muito também".
Essa
essa história trágica e cômica ao mesmo
tempo, ela reflete que para esse jovem
não tem diferença ou não tem oposição
entre a palavra amor e a agressão,
porque o conteúdo desta palavra só tem
sentido na relação efetiva. Ele vai
aprender que você não dissocia uma coisa
da outra. As palavras não têm sentido
por si mesmas. Isso é muito importante
da gente considerar. Por quê? Porque
para fazer uma análise de religião, para
fazer uma análise de doutrina, para
fazer uma análise do que você acredita
ou não acredita, você tem que considerar
esse elemento importante. As palavras, o
que se diz, elas só têm sentido dentro
de uma relação social específica, dentro
de uma instituição específica e no papel
que desempenha dentro da reprodução
social. Aí você vai ter a tal chamada de
disputa. Aí você vai ter uma
interpretação, tal, mas ela tá conectada
com essas estruturas. É importante
entendê-las para você revelar qual é o
fundamento do que se do que está sendo
dito, né? Isso é muito importante,
porque ao não fazer isso, a gente não
faz uma análise materialista do
fenômeno, não faz uma discussão
materialista do fenômeno e não faz uma
disputa real sobre o discurso religioso
ou qualquer outro discurso que seja, que
é a tal das novas narrativas, né? Você
tem que, ah, estamos numa disputa de
narrativas. Aí o pessoal acha que
disputa de narrativa é você ajustar
legal a palavra, a frase, o discurso.
Não, mano, é você entender o papel que
essa palavra, essa frase, esse discurso
desempenha na reprodução social para
poder fazer uma crítica e uma narrativa
que tenha sentido. Não sentido bonito,
fofo, estético, mas que mexa nessa
estrutura que sustenta o discurso. E
você consegue fazer uma disputa. Se for
a palavra pela palavra, quem for
apelativo mais ganha. Quem for apelativo
e tem ainda a estrutura social a seu
favor, ganha duas vezes, porque o que
ele disser vai ser reforçado na
realidade. Então assim, você diz algo em
defesa de manutenção da reprodução
social, na hora que o cara tá olhando
para fora, olha pela janela e vê que deu
merda, ele fala aí, ó, viu? Esse
discurso faz sentido. O cara tá dizendo,
olha pra realidade, tá tudo conectado.
Por quê? Porque o próprio discurso se
reforça na reprodução social. O problema
tá na reprodução social não é a palavra
pela palavra. Não é importante pensar
sobre isso. Acho fundamental sobre
religião também. Tá bom? Então,
cérebrozinho trabalhando em Jesus
Cristo. Minha querida Ana Reis, bom dia.
Como você tá? Tudo bem? Espero desejo
que sim. Discorda de Rubens. Discord
Rubens. Você agora vai aceitar essa
discordância.
[risadas] Discord Rubens. posto que no
budismo só há mudança quando ocorre no
indivíduo.
Assim não há mudança coletiva sem que um
único ser seja mudado por si mesmo em si
mesmo. Olha, eu não faço ideia sobre a
doutrina budista. O pouco que eu sei
fica a sob meus limites. Mas até onde eu
sei, do pouco que eu sei, faz sentido.
Faz sentido, faz sentido. Não, não vou
negar que faz sentido. Tem um lance de
busca pessoal, né, que você realmente
tem que fazer o seu caminho. Isso é uma
parada interessante você pensar que eu
não teria considerado. Agora eu tô
pensando por outro lado, Ana, numa
parada que é
nesse. Tô lembrando agora do livro e do
livro que eu tava lendo. Eu vou pegar
esse livro agora também. Ah, agora já
era. Eu vou ter que achar esse essa
birosca.
Ai, livrinho legal. É um livrinho bem
bom, só que infelizmente não tem em
portuguêes.
Deixa eu ver se eu acho aqui. Em teoria
é para eu ter acesso fácil.
Ai, desgraça. Milenaisma.
Deixa eu ver se eu acho um.
Ah, não é possível.
Deixa eu ver se eu acho aqui milenaries,
mano. Deixa eu ver se tem aqui.
Não.
Ah,
boa fe
aqui, ó. Cara, isso aqui
gold
vale ouro.
Botar aqui, ó.
>> [suspirando]
>> Lembrando que eu estou fazendo um
comentário de orelha e de leituras
esparsas, ou seja, eu não sou um
especialista no tema, teria que
perguntar pr os meus camaradas que são
budistas.
Inclusive, seria muito legal se eu
conseguisse fazer de novo a o as nossas
entrevistas com regularidade, ia ser
legal trazer a galera de outras
tradições religiosas para papear. Pô,
tem uns camaradas muito massa.
Inclusive, acabei de lembrar de de uma
camarada que trocaria uma uma ideia
muito massa sobre isso.
Ela tem uma imersão muito interessante
no ambiente do mudismo crítico
progressístico.
Aqui, ó, esse livrinho aqui, quem puder
dar uma lida depois, é uma pesquisa, né?
Pesquisa do ano da graça de 1983,
pesquisa antiga. Millenarism and
Politics in Vietnam. né? Milenarismo
[risadas]
é a política do pessoal aí dos
camponeses na no Vietnã dess dessa
autora aqui que é Ruetan Rotai. Eu não
sei se eu falei corretamente, talvez eu
esteja
pronunciando sabe Deus como e a pessoa
está ofendida porque eu falei errado.
Sou de outra maneira, talvez ofensiva.
Perdão, já peço perdão, mas é um cara, é
uma pesquisa muito interessante, eu
fiquei muito surpreso com ela. E comenta
sobre essas que ela chama, né, chama de
seitas, eh,
seitas budistas, milenaristas do Vietnã.
E é muito massa, cara. Eu fiquei muito
impressionado, Ana. Fiquei muito
impressionado porque eu falava, cara,
que legal, é um um me fez conexões que
como funcionava a religiosidade popular
aqui na América Latina entre na
resistência da luta pela terra, essa
coisa toda. Fiz conexões entre isso,
assim e é muito interessante, muito
interessante. Só que aí tô comentando
isso porque especificamente eram grupos
que se viam numa luta comum e a e esse
milenarismo, né, essa ideia de que vai
vir um momento de salvífico, ele
envolvia uma necessidade de uma
organização que todo mundo se ajudasse
ali. É muito interessante assim, eu
fiquei bem impressionado.
muita informação, não era o meu objeto
de estudo específico, né, sobre o tema,
porque eu tava tendo que fazer sobre
outras coisas, mas eu fui pesquisar
sobre outras tradições e o marxismo,
porque eu ia falar porque a ideia, né,
como é o título aqui do livrinho,
marxismo e religião na América Latina.
Só que quando eu me dei conta, não é bem
marxismo e religião, é marxismo e
cristianismo na América Latina, porque
era desse âmbito. E na Europa também se
discutia o cristianismo, não se discutia
outras tradições. Então eu falei: "Pô,
vou procurar outras tradições. Será que
tem marxismo e islã?" Me surpreendi que
sim. "Será [roncando] que tem eh
marxismo e tradições budistas?" Aí eu
encontrei esse texto por causa da
revolução vietnamita,
a luta de independência e depois a
revolução eh que se converte, né? Se
torna comunista. Eh, e aí eu procurei
religião na China, procurei religião na
Coreia do Norte, fui procurando para ver
se tinha essas conexões entre diferentes
tradições. Foi onde eu descobri, por
exemplo, que o o o mano que fez a a
o King Jong, né, o cara que puxou o
falei certo o nome, devo ter falado
errado, perdão. O cara que puxou a
revolução efetivamente na Coreia
Popular, ele era de tradição
presbiteriana. Falei: "Caraca, olha o
mundo me surpreendendo aqui. Eu não
fazia ideia disso, né? O cara era
protestante, tradição protestante. E aí
tinha uma religiosidade popular
camponesa que tinha uma profecia,
esqueci o nome da dessa tradição, que
tinha uma profecia de que a libertação
viria de uma região no norte e tal. E
ele meio que tem uma trajetória de herói
parecida com isso. E também o pessoal
busca certas conexões para acreditar.
Então tem um papel aí desse ambiente do
do simbólico, do místico que que a gente
nem percebe. É interessantíssimo.
Mas agradeço o carinho, o cuidado e a
discordância do Rubens. Rubens, você tá
errado.
[risadas]
Deus abençoe.
É, vocês estão falando uns bagulhos que
eu não faço ideia. Bodavata. para não
faço ideia o que seja. Então, culpa
minha de não manjar desse rolê.
Ah, ih, caraca, travou os bagulho aqui.
Bom dia, Cléber. Como é que você tá?
Tudo bom, meu querido? Bom dia, Cléber
Lauer. Tudo bem com você? Espero deseja
que sim. Que bom que você tá com nós de
novo. Bom dia, Kevin. Nosso querido
Kevin. Tudo bem com você, meu bom?
Espero e desejo que sim.
Eh, Kevin que já está sendo convertido
ao dinismo,
é inevitável.
O homem tá certo,
Bruno, chegando atrasado e pegando ao
vivo, quando sai o livrinho? Em teoria
vai sair entre hoje e amanhã na
plataforma do Instituto Conhecimento
Liberta. Então, vai tá disponibilizado
para você que o Instituto Conhecimento
Liberta terá acesso a este livro e
outros. Ou seja, chega lá na firma.
Chega lá na firma. Diz nosso Rubens,
vivendo e aprendendo, né? Sim, vivendo,
e aprendendo. Eu fui surpreendido nessas
pesquisas. Foi bem legal. Diz nosso
querido Cláudio. Cláudio, bom dia. Bom
dia, Cláudio. Como é que você tá, cara?
Chegando agora. Bom dia. Bom dia,
Cláudio. Seja muito bem-vindo.
Ai, ai. Muito massa.
Para você ver, Rubens, você precisa
melhorar, porque Ana concordou com
Gabriel. Então, Gabriel tá na linha
correta. Você tá na linha errada.
Vai lá. Deixa eu colocar aqui o nosso
livrinho de volta na tela. Opa.
Hum.
[risadas]
É a vida, Rubens. É a vida. Isso que dá
falar do que não sabe. [risadas]
É vivendo e aprendendo aqui. Como é que
eu achei o negócio do milenarismo lá?
Porque é a referência no livrinho, ó. O
livrinho, eu citei essa referência, eu
lembrei que eu citei essa referência no
livrinho. Foi a parte que não entrou na
versão final do da da tese, que tem isso
também. Na tese a gente se mata para
pesquisar, faz um monte de coisa e
depois não entram os negócios. Mas aí
ficou guardado. E já que ficou guardado,
reutilizamos marxismo e religião na
América Latina.
Vamos lá.
Sumário. Importante apresentar o
sumário. Tem uma apresentação escrita
pela nossa totalmente excelente Suzi
Pisa. Faz uma apresentação muito
generosa do livrinho.
Uma intro que eu escrevi apresentando a
proposta do livrinho. Então, eh, para
quem for ler já fica sabendo disso
também, né? Já fica sabendo disso
também.
E pera aí, pera aí, pera aí, pera aí,
pera aí. Ai, caraca.
E aí vem, né, uma estrutura de de
argumentação que eu que fica
relativamente claro entender qual é a
proposta do livro, que eu espero que
ajude vocês de alguma maneira na
caminhada, nos estudos, no conhecimento
a respeito dessa relação entre o
marxismo e religião.
Capítulo um, situando o problema, que é
o que a gente vai ler hoje, tá? Como o
marxismo pode pensar a religião? Como é
que o marxismo pode pensar a religião?
Então, fazer uma reflexão sobre isso. Eu
acho muito curioso quando a gente tem um
um quadro lá no canal do Farol Brasil,
né?
Tem um quadro lá com a revista Zelota, a
parceria entre a revista Zelota, que eu
faço parte, tá aqui, né? Fazer
propaganda da propaganda do nosso
coletivo, revista Zelota.
Então, estamos aqui com a revista Zelota
e a gente tem um quadro lá no Farol
Brasil, um quadro recente que a gente
fez piloto esse esse ano e um quadro que
ficou legal, tá tá bem bacana, chama
Brasil Avivado para falar sobre os
evangélicos dentro de um ambiente que é
um canal de esquerda, né? Uma esquerda
comunista revolucionária, reconstruindo
a revolução revolucionstica.
[risadas]
E aí a gente foi, a gente produziu os
conteúdos para lá e os comentários são
muito interessantes. Tem uns que o
pessoal entende, tem outros que o
pessoal acha que é só uma questão de
eleições, tem outros que o pessoal fala
assim: "É um canal comunista falando
sobre religião, onde já se viu?" Falou:
"Gente, não é fazendo propaganda da
religião. Se você é uma pessoa que
considera, por exemplo, que marxismo é
ciência, como essa ciência estuda este
fenômeno social? Você pode dizer: "Ah,
eu não acredito em Deus. Eu acho que
Deus não existe. Eu tenho a minha minha
não fé, eu sou ateu, tá tranquilo.
Ninguém tá tá suave, vida que segue."
Inclusive, espero que você consiga viver
tranquilo nessa correria, fazendo a
militância da ateísta, tá tudo certo. O
ponto é, ainda que você não creia, é um
dado da realidade. A religião existe.
Sendo ela existente, como você analisa
ela enquanto fenômeno? E não pode ser
uma análise que parta de um preconceito,
senão não é análise. E menos ainda, se
você é um materialista dialético, você
não pode tratar como se fosse uma
essência. A religião é dois pontos e
você fala, dá um adjetivo para ela. Aí
você essencializa a religião e perdeu
toda a análise do fenômeno.
Aí qualquer religião que aparecer, ela
vai se enquadrar nessa essência que você
criou. Aí você forerba, né? foi barriano
e de com materialismo contemplativo não
tá tendo o materialismo da praxis, não
tá tendo um materialismo dialético que
analisa efetivamente esse fenômeno da
realidade em sua história.
Você tá simplesmente essencializando
esse fenômeno. Então falta ali
materialismo, falta ali capacidade
analítica. Estou aqui denunciando. Então
como é que um um um marxismo, né, o
marxista pode pensar a religião? Essa é
a situa situar o problema que não é uma
questão de você gostar ou não dela, é
lidando com a realidade e havendo esse
fenômeno religioso, como eu trato esse
objeto sem sem essencializá-lo.
Faz sentido? Faz sentido. Eu acho que é
bem plausível, sabe? Eu uso um
instrumento para análise da realidade
social, uso esse instrumento. É um
aparato teórico.
O fenômeno que aparecer, como é que eu
analiso ele? Como é que eu aperfeiço
minha ferramenta? Como é que eu trabalho
esse esse dado?
é sempre a mesma coisa na história.
Então é uma essência desde sempre, né?
Desde que o mundo é mundo, religião é e
ela será.
Então pronto, você encontrou o único
elemento da realidade imutável, né? Da
realidade social que é imutável e você
voltou pro essencialismo, foi barriano.
[risadas]
Então assim,
né? Melhor diz queridos fazer é
materialista é materialismos precisa,
ciência, desenvolvimento de ciência.
Então, situando o problema, como o
marxismo pode pensar a religião. Então,
isso a gente vai falar no capítulo dois,
a gente vai direcionar, né, a partir
dessa
desse estruturação de aparato histórico,
a gente fala sobre as condições
históricas paraa emergência da teologia
da libertação. Porque agora eu vou
analisar um fenômeno específico da
religião na América Latina, que é a
teologia da libertação. Então, pô, quais
são as condições históricas que fazem
com que esse fenômeno seja possível?
Isso, por exemplo, já é uma análise
materialista. Eu não quero discutir se
esses caras estão certos ou estão
errados. Eu quero entender quais foram
as condições históricas que fizeram com
que esta este fenômeno emergisse na
realidade.
Simples assim.
aconteceu tal coisa, foi essa
contradição, foi um conflito interno na
igreja, foi um conflito social, foi uma
transformação do processo de
modernização capitalista na América
Latina que só foi possibilitado por
causa das revoluções de independência,
formações da República, com tipo de
burguesia específico, uma inserção
específica no mercado mundial, as
grandes guerras na Europa que fazem com
que o centro esqueça das periferias.
Você tem um um conjunto de coisas que
fazem com que dada esse monte de
cacareco que tá acontecendo,
surge, entendeu?
Análise,
surge esse fenômeno. Então, mais ou
menos isso. Exato, Gabriel. Gabriel diz
assim: "Estudar religião, a galera acha
que vai cair em proselitismo e e
discutir o tema, né? assim, converse
sobre, [risadas]
entenda o que tá acontecendo, quais são
os efeitos disso na vida das pessoas.
Tem efeitos positivos, efeitos
negativos, efeitos intencionais, não
intencionais, papel na reprodução
social, pô, há de se estudar, né, pô,
gente, é o mimino, como diria meu avô.
Meu avô diria, é o mimino que eu espero.
É o mimino, Bruno. É o mínimo.
Capítulo 3, marxismo e cristianismo, né,
delimitante especificamente sobre a
crítica da religião no ocidente, porque
aí eu vou fazer um apanhado, né, falando
sobre emergência da teologia da
libertação, que é influenciada por um
pensamento europeu,
eh, óbvio, porque a estrutura colonial
acadêmica universitária forma a os
grupos de inteligência, né, seguindo as
toadas que você tem nos centros, né, do
mercado mundial, que depois irradia para
as periferias,
recebido de maneira crítica ou
apologética, depender do ponto de vista,
que aí vem inclusive especificamente
diante de uma religião que é o
cristianismo. E há um tipo de discussão
da religião cristã no ocidente, um tipo
específico. Eu não tô falando das
religiões orientais, não estou falando
das religiões onde não é o ocidente ou
ele onde ele não chega com seus
tentáculos tão poderosos.
Então é marxismo e cristianismo. Então a
gente vai passar ali sobre a crítica de
Lenin, Rosa Luxemburgo,
eh Engels, o próprio Marx, a Kautsky,
eh, quem mais é uma galera aí que tem
uma tradição já de discussões sobre a
religião e que a gente também não vê,
né, dentro do da própria tradição
marxista.
E aí o capítulo 4ro é uma pequena
digressão que é a crítica ao marxismo
como se ele fosse uma religião. O
pessoal gosta de citar o Walter
Benjamin. Inclusive eu perdi um
comentário que alguém citou o Walter
Benjamin. Deixa eu voltar aqui. Perdão.
Alguém tinha citado em algum lugar e eu
tinha lido e deixei passar.
Ai cara, cadê
aqui querido Mangit Boy? Eu adoro esse
nome. Bom dia, Bruno. Bom dia, Mangit
Boy. Cheguei atrasado, não sei se já
comentou, mas acho muito legal a
caracterização do Walter Benjamin, do
capitalismo como religião. Exatamente.
Esse é um texto do Benjamin, né? Muito
conhecido. A gente até leu esse texto
aqui no nosso canalzinho uma vez. A
gente tem um vídeo aqui em algum lugar,
em alguma live que eu não lembro qual.
Você vai assistindo todas. Aquela que
você achar era essa. O que a gente lê
esse trecho do Benjamin lê de maneira
crítica, né? inclusive apontando
limites, coisas interessantes. O que que
ele tá tentando desenrolar ali. É um
texto, inclusive antes de Benjamim ser
marxista ou se assumir enquanto tal.
Fica aqui uma informação importante. O
pessoal acha que o Benjamin nasceu
marxista, né? Ele não, não. Ele ainda tá
ali numa transição teórica e numa
análise crítica interessante que ele faz
um uma passagem
do pensamento weberiano paraa recepção
marxista. Ele é muito influenciado nesse
momento por Weber.
Eh, e já tá fazendo uma crítica a Weber
nesse passo, mas o capitalismo como
religião, né, que é um livretinho que a
Boi Tempo publicou como uma coletânea de
textos do Benjamin, como introdução do
Michel Lovi, eh, que é bem interessante,
vale a pena ler, é bem bem interessante,
tem bem interessante. Eh,
mas tem o contrário também, tem muitas
críticas que falam: "O marxismo é uma
religião". Muitas, muitas, muitas,
muitas, especialmente no âmbito
religioso, inclusive marxismo é
religião. Ah, o marxismo é uma religião
que quer disputar com cristianismo.
Ai, que preguiça. Tudo bem. Então, o que
que a gente tem que fazer? passar por
esse tipo de de discussão também, a
crítica que fazem ao marxismo enquanto
religião, porque aqui eu tô fazendo uma
crítica da religião, tô falando tal os
apontamentos, faça essa digressão, ó,
também se critica como se o marxismo
fosse uma religião.
E aí eu mostro, ah, quem que são os
autores? Eu já nem lembro de cabeça. É o
[música] Robert Robert Tucker. Eu sigo a
linha de argumentação do David McLan.
Ele tem o David Mcillan tem um capítulo
que ele discute um pouco sobre isso. E
eu segui os mesmos autores e fui buscar
eh o que que esses autores disseram,
porque o Mcleilan só cita eles, ele não
desenvolve a argumentação. Então eu fui
atrás. Schum Peter, Robert Tucker,
Nicolai Berdev,
o próprio Pareto do Ótimo de Pareto,
famoso Pareto.
Acho que são os quatro. Acho que você
usei os quatro que falam que o marxismo
seria uma religião. E aí esses quatro
eles têm abordagens diferentes. E o
Cpper também, cinco, lembrei, são cinco
autores. Todos eles falam que o marxismo
seria uma religião e usam estratégias
argumentativas que a gente pode
construir até tipos de análises que
adjetivam o marxismo como religião. E aí
eu digo, não é uma análise, é uma
adjetivação. É diferente.
Uma coisa é você analisar, discutir,
estruturar um um ponto de observação que
seja funcional para poder discutir o
tema. No caso, eles só adjetivam o
marxismo como religião e fazem
analogias, que é o problema que eu tenho
com o próprio texto do Walter Benjamin.
Ele abre uma possibilidade de reflexão,
mas muitas vezes ele funciona como
analogia, ele não funciona como análise.
Ele faz analogias, mas analogia por
analogia você abstrai o o conteúdo da
dos fenômenos. E aí você pode fazer
comparações,
OK? não funciona necessariamente e fica
muito abstrato. Então são apontamentos
aí que eu que eu gosto de tensionar pra
gente poder discutir e e qualificar os
debates. Então, inclusive, com esse
comentário que eu acabei de fazer, eu
acho que 75% das pessoas que discutem
marxismo e religião vão ficar bravas
comigo, mas tudo bem, porque são só umas
cinco pessoas, então não é tanta gente
assim, o volume é pequeno.
Faz isso não. Pronto.
Diz nosso querido Rubens, Bruno, tem
algo parecido para outras religiões
abraâmicas, tipo marxismo e is tem, tem,
tem. Ô, caraca, agora eu seria obrigado,
Rubens, a abrir aqui uma aba também,
então. Pera aí,
pera aí, pera aí, pera aí. Eu vou pegar
um livro de exemplo
aí, pera que eu vou ter que fechar meu
computador. Vai travar se eu não parar
de compartilhar. Pera aí, deixa eu parar
de compartilhar.
Tem um
bem interessante que eu recomendo,
querido Rubens, que é esse aqui, ó.
Deixa eu ver lá para baixo.
Marxism and Muslim World Maxim
Rodingson. É um clássico que discute
essas relações entre marxismo e o Islã.
Então, Marxism and Muslim World do Maxim
Rodinson. é um texto bem interessante.
Eh, tive dificuldades de ler, não nego,
pela minha inabilidade de conhecer a
discussão a respeito do mundo muçulmano,
né? Então, assim, eu sou um
desconhecedor, então eu não sou capaz de
acompanhar uma série de discussões que
tem lá, tal qual o negócio do do budismo
do vietnamita lá. Então, não vou
conseguir fazer uma dissertação sobre
discutir a respeito de maneira nenhuma.
Mas é um é a referência que eu utilizei
que eu achei bem interessante. Eu achei
um outro livro também, mas aí era um
capítulo de um texto do Edward Said. Bem
interessante. Bem interessante também.
Preciso achar esse capítulo. Será que eu
tenho ele aqui? É fácil.
Ah,
cara. Acho que eu não tenho não. Ah, não
falei. Ah, é por isso que eu errei. Tá
aqui, ó.
Ah, [risadas]
é um capítulo desse livro aqui, ó, do
Gilbert Art.
Vou botar aqui também porque vai que
alguém se interessa pelo tema.
Gilbert Ashkar.
Botar aqui. Ah, pá, p paá. Tem um
capítulo deste livrinho aqui que é bem
interessante também. Eu gostei dele.
Falei Eduardo Said, sei lá por quê. É
Gilbert Ashkar.
É porque ah, eu lembrei porque que eu
falei isso. Porque no livro ele usa o
termo orientalismo. É por isso. Marxism
orientalism em cosmo cosmopo
cosmopolitânia.
Ah, se lascar.
Nem em português eu consigo falar essa
palavra.
Marxismo, orientalismo e
cosmopolitanismo.
Ah, caraca, que palavra horrível.
Ele tem um capítulo chamado eh
religião e política hoje em perspectiva
marxista, que é bem interessante. E tem
uns comentários interessantes ali
também, tá bom? Mas são comentários.
Acho que melhor o texto Rodinson mesmo.
Ah, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê?
P pa pa pa pa pá.
Ai, excelente lembrar. Por isso que esse
homem ele é beatificado aqui nesse
canal, né, Felipe? que é a primeira
pessoa beatificada e santificada no
nosso canalzinho. Corte dois pontos.
Capitalismo como religião. Qual a tese
de Benjamin? Então, nós temos um um
vídeo nesse canal com corte que foi o
Felipe que fez, por isso que ele foi
canonizado. Ele tem um canal do corte,
[risadas]
foi canonizado por motivos de fazer
cortes. Eh, que tem um a gente lendo o
texto do Benjamin, eu não lembrava
disso. Obrigado por me lembrar, Filipe,
você lembrou porque foi você que se
lascou fazendo isso. Então, assim,
agradeço de coração por essa força.
Corte capitalismo como religião. Qual
Qual a tese do Benjamin? Então tá aí, tá
aí, tá aí. Depois, depois desse vídeo
aqui você assiste lá,
a gente faz uma leitura crítica. É
legal, interessante. Bom dia, Juan
Gabriel, que me diz: "Bom dia, Bruno
Natural". Eu eu preciso fazer uma
coleção. Vou ter que assistir todos os
meus vídeos para pegar todos os
comentários de trocadilhos que você fez
com o meu nome e fazer uma lista, porque
eu adorei eles. Eu preciso começar a
aproveitá-los todos. O do Bruno
Requeijão me pegou muito uma vez. Um dia
eu lembrei sozinho. Bruno Requeijão.
Gostei. Gostei desse.
Diz nosso querido Gabriel. Eu sempre
ouvi as várias versões de Pareto e
Vglin. Também também. Então, engraçado,
deveria ter citado Vling, né? Deveria.
Mosquei. Diz nosso querido Cláudio.
Comprei um livro do professor Alan
Coelho. Ah, a tese do tese doutorado do
Alan. Alan é gente boa para caramba.
Inclusive, talvez ele fique chateado com
o comentário que eu fiz. [risadas]
Comprei o livro do professor Alan
Coelho, capitalismo como religião.
Walter Benjamin, os teólogos da
libertação. É muito bom, inclusive, tá?
Muito bom livro muito bom. E o Benjamin
desempenha um papel mesmo pessoal da
teologia da libertação, em especial
porque esse texto do Benjamin, ele é
muito posterior. Se eu não me engano,
ele foi publicado nos anos 80, final dos
anos 70, começo dos anos 80, acho que
foi anos 80, que encontraram esse
manuscrito e publicaram. E quando
publicaram, o pessoal da teologia da
libertação ficou super feliz, porque
agora eles tinham uma autoridade para
poder utilizar debaixo do seu braço.
[risadas]
Porque essa discussão de utilizar
recursos da crítica da religião para
criticar o capitalismo foi um dos
grandes avanços da teoria da teologia da
libertação na passagem da crítica da
religião paraa crítica da economia
política e a articulação do pensamento
de Marx. Então, quando eles encontram
esse texto do Benjam falam: "Pô, salvou
a nossa vida". Agora a gente ainda tem
mais um para botar na lista dos das
autoridades que nos protegem. [risadas]
Então, o pessoal e pessoal utilizou
bastante esse texto.
T Rubens, valeu, profe. Não, tamo junto,
pô. T querido Alexandre, bom dia, meus
queridos. Bom dia, Alexandre. Como é que
você tá? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Esteja bem. Este bem. Pergunta ao
nosso querido Thago. A relação do
marxismo com religiões de matriz afro.
Confesso que nunca pesquisei sobre nem
eu. E eu vou dizer, vou dizer que eu até
procurei e não encontrei muito material.
Na verdade, não encontrei nenhum
material. Pode ter sido cabacice minha
de não ter encontrado a referência
adequada. Então eu nem incluí isso nas
minhas bibliografias porque eu não
consegui encontrar um debate sobre.
Então eu foquei no qual aí eu fiz o
seguinte recorte, as discussões em torno
ou a partir de de territórios que
tiveram uma revolução, né? Ou seja,
religiões que estavam conectados com
lugares que onde houve revolução. Eu
busquei tentar fazer essas articulações.
Então, mas eu não conheço também, então
fico aqui na dívida.
Pergunta diz nosso querido Borduna. O
Maxin Rodinson fala sobre Ásia Central e
criação das repúblicas soviéticas na
região.
E agora você me pegou?
Eu acho que não. Eu acho que ele foca no
norte da África, mas eu posso estar
errado. Então eu posso estar falando
duas grosélias ao mesmo tempo.
Cadê o nosso querido Carapa? Cadê o Não,
carapa diz, perdão. Eh,
meu hiperfoco. Carapa disse: "Cadê o
cupom de desconto?"
Hum.
É,
cadê?
Tinha escrito. Cadê o cupom de desconto
para se inscrever? Pelo menos o link da
filiada. Ah, eu esqueço desse bagulho.
Eu preciso fazer. Em algum momento eu
vou lembrar de fazer isso. Você tem
outra razão. Tô moscando.
Ai, é muita moscação.
A vida é complicada.
Deixa eu voltar aqui.
Onde é que a gente estava?
Para você ver, né? Pessoal vai falando
de marxismo e religião e com certeza
ninguém se preocupou em fazer uma
análise, uma pesquisa bibliográfica das
pesquisas existentes, de como articular.
Aí a gente faz, né? A gente faz, a gente
faz. Mas o que que vai valer é o algum
proselitismo de alguém em algum momento.
Ai que triste. Isso me deixa tão triste.
Ou uma frase feita de algum manual sobre
religião. Mas vamos lá. A crítica ao
marxismo como religião.
[limpando a garganta]
E aí a gente então faz essa discussão
que eu comentei agora
sobre o pessoal que diz que o marxismo é
religião, né?
Aí vamos lá. Retoma a discussão sobre a
recepção do marxismo na América Latina.
e do pensamento de Marx sobre religião.
Então, o pressuposto de toda a crítica,
a retomada da teoria do fetichismo. Aqui
eu faço uma recuperação de como a teoria
do fetichismo vai ser lida, interpretada
na América Latina e também de como ela
se conecta com a crítica da religião,
né? as conexões entre crítica da
religião e a teoria do fetichismo.
Porque a tese de fundo, é uma tese que
eu assumo do Hink Lammert e que eu acho
que ele tá plenamente correto, é que a
[música] teoria do fetichismo, a crítica
que o Marx faz sobre o fetismo da
mercadoria, o fundamento é a crítica da
religião de 1844. Dali para frente, Mike
só desenvolve um aparelho crítico. Ele
utiliza uma estrutura crítica para fazer
a discussão sobre religião. E essa
estrutura, ela vai se manter. Só que ele
vai começar a utilizar essa estrutura
para observar outros fenômenos, outros
processos. E é por isso que na segunda
versão do capital ele adiciona, né, na
segunda edição do capital,
eh, que é a edição que a gente tem
completa. Portanto, depois eu esqueci
qual que é o ano, 1872, talvez 74,
alguma coisa assim. Ele diz,
eh,
pra gente poder discutir a questão do
fetichismo, não há outro lugar pra gente
buscar senão nos melindres teológicos e
no âmbito, né, místico ali da religião,
nesse âmbito anviado da religião. Então,
é engraçado ele retomar isso, inclusive,
né? Olha, para poder conseguir, a gente
vai ter que entender o papel que o
fetismo desempenha, recuperando a
crítica da religião, recuperando esse
espaço de discussão de melindres
teológicos.
E aí, se você leva isso a sério, fica
legal a a discussão. Então, é o segundo
passo da argumentação, articulando a
crítica da religião à crítica da
economia política burguesa, né? como se
deu essa passagem da crítica da religião
para a crítica da economia política
burguesa. E aí a última etapa é
trabalhar especificamente um grupo do
movimento da teologia da libertação que
discutiu o fetichismo da mercadoria
levando isso a sério. Então a teoria do
fetismo no Day, que é o Departamento
Ecumênico de Investigações da Costa
Rica, a articulação entre crítica da
religião e crítica da economia política.
E aí finaliza o nosso livrinho
e vai para as referências bibliográfica
e alguém colocou sobre o autor que deve
ser uma pessoa muito interessante.
Beleza? Mas a gente vai ler aqui a nossa
introdução. Não, não introdução pro
capítulo um, perdão. Nós vamos ler o
capítulo um, só pra gente poder
desenvolver ver aqui uma conversa
bacana. Preparados?
Uh!
Tururururuuru.
Aliás, vamos fazer o seguinte. Ah, não,
acho que dá. Tá tranquilo.
Ah,
vamos lá.
Leamos o capítulo um desta obra que você
pode acessar se você entrar lá no na
plataforma do ICL. Ele tá lá disponível
para você poder ler o livrinho
do plataforma de CL. Vai est livrinho
disponível para você poder ler, então
junto com outros livrinhos interessantes
também. Então você vai poder dar uma
olhadinha lá. Vamos pro livro.
Situando o problema,
como o marxismo pode pensar a religião?
Primeira reflexão importante.
Muitas vezes a relação entre religião e
marxismo pode soar como contraditória.
Isso já apareceu aqui inclusive nos
nossos comentários. Não sei se o nosso
querido Walter Brown 48 ainda está por
aqui, mas lá na nossa live, no início
dela, Walter Brown 48 já fez algumas
indicações de que para ele parece que é
água e óleo, eh, coisas que não se
juntam, imam com polos iguais, se
separam, não se conectam.
Então pode soar como contraditória ou
mesmo com a combinação de termos
potencialmente excludentes entre si.
Então já temos um exemplo inclusive aqui
no nosso chat para trásmente no
histórico dele de uma pessoa que
comentou isso, né, que para ele não faz
sentido, é redondo quadrado. Então pode
parecer contraditório ou com termos
potencialmente potencialmente
excludentes entre si. Já percebemos que
sim.
Contudo, contudo, eu adoro a palavra com
tudo. Historicamente, movimentos
revolucionários estiveram conectados com
grupos de bases religiosas.
Historicamente, movimentos
revolucionários
estiveram
conectados com grupos e bases
religiosas. Isso é óbvio, mas assim, não
precisa de muito esforço para entender.
Tudo bem? Significa que o revolucionário
faz bandeira religiosa, que ele é
proselitista? Não, mas que a revolução
só acontece porque tem gente crente
envolvida em diferentes tradições e e
bases. É óbvio, se é uma revolução
popular,
a população é majoritariamente,
até hoje é uma população de fé
ou que no mínimo se apresenta como tal.
Simples assim. Tudo bem.
[risadas]
Avião sem asa, fogueira sem braço.
É fogo que arde sem doer, né? [risadas]
Vamos lá para os oxímoros.
Fogo que arde sendo isso. Então, eh,
conectados com grupos e bases
religiosas. Então, um comentário
importante aqui, inclusive nota de
rodapé. Eu eu uso muita nota de rodapé
para fazer comentários aqui que
sustentem minha argumentação.
Acho que o zoom aqui vai ser necessário,
né? Deixa eu dar um zoom maior aqui.
Vamos aqui ver angels, por exemplo.
Nota de rodapé. Importante ler nota de
rodapé. Tudo bem, minha gente?
Já com Engels, encontramos uma produção
teórica sobre bases marxistas que abre a
possibilidade de se avaliar os conteúdos
revolucionários no interior de
movimentos religiosos. Em, eu utilizei a
versão em espanhol, por isso que tá
assim, mas é na guerra camponesa na
Alemanha de 1850.
No início do século XX, Carl Ksky também
contribuiu para esse tipo de retomada
histórica com abre com o livro, né, abre
aspas aqui, A origem do cristianismo,
1908.
Como veremos adiante em nossa
investigação,
a questão religiosa permeou a produção
teórica de marxistas, ao passo que
também o uso dessa teoria animou
movimentos religiosos que participaram
de projetos e processos revolucionários.
a esse respeito em Red Theology,
que eu recomendo que vocês leiam, on the
Christian Communist tradition, né?
Então, teologia vermelha. Na tradição do
cristianismo comunista, Roland Bower
apresenta um compilado de experiências
históricas nas quais convergiram em
processos revolucionários, grupos laicos
e religiosos na tradição cristã
comunista. É interessante considerar
isso, minha gente, porque não é uma
questão do, ah, na igreja primitiva o
pessoal era comunista ou não era? O
Jesus era era comunista, não é isso. É
em processos revolucionários,
pessoas que participaram em grandes
massas eram de tradições religiosas.
Simples assim.
Portanto, há de se considerar que existe
uma tradição religiosa que se conecta
com processos de movimentos eh
revolucionários e entender o fenômeno.
Só isso.
Simples, gente, simples.
Só um comentário importante. Para quem é
da gastronomia, na proporção correta,
água e óleo podem virar uma emulsão, diz
nosso querido Felipe Souza. Ou seja, na
proporção correta, marxismo e
cristianismo fazem emulsões.
Revoluções não, emulções. Viram uma
pastinha gostosa. Diz o nosso querido
Juan Gabriel: "Então tem que passar a
certidão de batismo para ser comunista."
Hum.
Aí você me pegou.
Mas o grande ponto é esse, gente. Por
exemplo, se é movimentos de massas
revolucionárias, essas massas populares
que entram na revolução tem tradições de
fé, pô. Diz nosso querido Rubens. Nota
bonita, hein? É, adoro notas de rodapé.
Eu acho que eu escrevo melhor notas de
rodapé do que textos corridos. Eu podia
fazer um livro inteiro só de nota de
rodapé, ia ficar melhor. Ah, contar uma
história para vocês. Contar uma história
para vocês. Não sei se já contei essa
história.
Eu tenho um hábito de usar muita nota de
rodapé, muita mesmo. Assim, eu uso muita
nota de rodapé, o que é um vício
horrível que eu peguei. E por que que eu
peguei esse vício? Porque eu tinha
entendido e enta de rodapé eu posso ser
mais livre. Então assim, tem
argumentações que eu falo: "Pô, isso
aqui sustenta, isso aqui dá uma
referência legal, mas se eu colocar no
texto vai ficar muito pesado, vou jogar
pra nota e na nota eu posso fazer um
comentário mais livre". Então uso nota
para fazer comentários, para poder dar
referências de pesquisa para quem quiser
aprofundar, para não colocar no corpo do
texto, porque minha escrita já é meio
desagradável. Então eu sempre fiz isso,
sempre. Desde que entrei na graduação,
comecei a usar muita nota de rodapé. Aí
o TCC na graduação tinha que entregar
uma monografia. Eu fiz a minha
monografia, entreguei e tinha banca,
então tinha banca de avaliação, tal
qual, uma banca de mestrado, uma banca
de doutorado. E aí o professor que era o
professor avaliador, querido professor
Luís Paulo Neves, eu tenho a gravação
desse dia. Eu tenho, eu tenho eu tenho
gravação desse dia, não é mentira.
Então, ou seja, eu consigo mostrar e
provar para vocês. O querido professor
Luiz disse assim: "Bruno, seu trabalho
tá muito bom, seu trabalho tá muito
legal. Eh, aprendi bastante, achei muito
interessante, tal, não sei o que lá, fez
aqueles monte de elogios. Aí ele foi
fazer a primeira crítica e a primeira
crítica foi, mas assim,
parece que eu li dois textos,
tem muita nota de rodapé, parece que eu
tô lendo Espinosa.
E aí continuam as críticas dele e
continua apontando pontos, tal, coisas
que ele queria discutir. Aí eu podia
fazer uma, como é que é que fala? Uma
reação, né? Eu podia então fazer uma uma
réplica. Ele fez a crítica, eu poderia
fazer a réplica e ele poderia ter uma
tréplica. Quando volta para fazer a
réplica, eu sou um animal, né, que eu
não entendo às vezes algumas coisas e eu
resolvi falar o que tava na primeira
cabeça, o que vem de primeiro na cabeça,
porque eu fui anotando as críticas e a
primeira crítica que tinha falado é era
essa, muita nota de rodapé. Aí eu disse,
primeiro queria agradecer a melhor
crítica que eu já recebi na minha vida.
Nunca tinham me comparado à Espinosa.
[risadas]
Me sinto honrado.
É, eu corri um risco ali. Eu tinha um
risco de de me lascar. Ah, não
precisava, né? Não precisava. Mas eu
fiz. E aí eu falei: "Brincadeira,
brincadeira, né? Brincadeira para
garantir que não vai dar merda. Falei:
"Brincadeira, brincadeira. Queria
agradecer aqui ser comparado a Espinosa.
Ninguém tinha feito isso comigo.
[risadas]
Exatamente. Tuan se parecer um Espinosa,
é uma crítica ou elogia. Foi essa a
minha dúvida no momento. Falei achei
bom. Não achei ruim não. Comparar com
Espinosa. Tô satisfeito. Parece que eu
sei o que eu tô fazendo. [risadas]
É bom. Temos. Eu uso muita nota de
rodapé. Perdão. Tem que escrever um
livro só de nota de rodapé. Acho que vai
ficar melhor.
Eh, mas vamos lá.
Então, contudo, né, os movimentos
historicamente revolucionários estiveram
conectados com grupos de bases
religiosas, como comenta Roland Bower,
né, aqui do do livrinho que eu comentei
para vocês, Red Theology,
é comum cair na armadilha de
estabelecer,
veja, dois grupos distintos, um marxista
e outro religioso. E aqui a gente já tem
um descompasso, né? Porque se eu já vou
estabelecer um grupo marxista e outro
grupo religioso, significa que eu tô
fazendo o quê? Eu estou comparando um
posicionamento ideológico político de
transformação do modo de produção com
uma experiência institucional,
comunitária e coletiva que tem conexões
com orientação de moral de vida, de fé e
não sei que lá com ritos, né? Tipo, são
o ponto de partida da análise já é
complicado. É a mesma coisa que o
pessoal fala, a esquerda e os
evangélicos, né? Uma posição política,
ideológica e um fenômeno religioso
institucionalizado. Você tá comparando
duas coisas que não são equilibradas,
elas não estão na mesma balança,
não tem sentido, entendeu? É falar: "Ai,
gente, os abacates e as bolas de
basquete, entendeu? Não, não dá, não dá,
não dá, não dá. O abacate é a bola de
basquete,
entendeu? Não, não cabe, não cabe, não
cabe. Tá comparando incomparáveis ou ou
você tá utilizando categorias que não
são adequadas para você poder colocar
numa mesma balança ou colocar como
opostas, essencialmente opostas, não tem
como. Então você cai nessa nessa
armadilha, né? E a gente já viu essa
armadilha ser reproduzida muitas e
muitas e muitas e muitas e muitas vezes
e ainda é
a famosa frase, a esquerda não sabe
falar com os evangélicos, né? Ai meu
Deus, esquerda é posição política,
desgraça. Mas tudo bem, vamos lá.
Dessa maneira, logo de início, fica
estabelecida ou mesmo pressuposta a
impossibilidade de que um mesmo sujeito
ou coletivo possa ocupar uma posição de
intersecção entre estes polos, né? Então
você parte dessa separação de polos e
eles nunca se conectam. É óbvio porque
eles estão em categorias distintas, mas
não existe intersecção a pessoa ser ao
mesmo tempo religiosa e marxista ao
mesmo tempo.
Tivemos um exemplo agora h pouco do
nosso querido Walter Brown 48.
Observando as dinâmicas sociais
europeias a partir da segunda metade do
século XIX, David McLillen, né, outro
autor, um autor estadounidense, analisou
que houve tendencialmente um
recrudecimento das instituições
religiosas em um conservadorismo
aliado
à manutenção da ordem econômica vigente.
Ou seja, sim, isso aconteceu durante o
século XIX, as instituições religiosas
se recrudeceram em apoio a uma ordem
vigente, seja católica, seja
protestante, dentro do âmbito cristão
europeu. Isso aconteceu na Europa.
Então, qual foi a posição tomada pelas
instituições? Recrudescimento
conservador em defesa da manutenção da
ordem, porque eles têm um papel jogado
nessa reprodução social. O que não
significa que é a mesma posição das
pessoas que estão na atuação cotidiana.
São coisas distintas. Uma é esse
recrudimento institucional, outra é o
posicionamento tomado de posição
política, organização da classe
trabalhadora. São coisas distintas, tudo
bem? Então, pode ter pessoas nas
fileiras de fiéis que também estão junto
com movimentos de trabalhadores
e aí entram em conflito com a própria
instituição religiosa sem deixar de ser
religioso. É por isso que tem um famoso
texto do próprio Lenin sobre o partido e
a religião, sobre o qual o papel da do
partido diante da religião, assim como
tem o o texto da da Rosa, o socialismo é
religião, né, do Lene, tem o texto da
Rosa Luxemburgo, que é o socialismo e as
igrejas, né? Tem reflexões sobre isso e
que comentam o povo, tem gente aqui no
nossas nas nossas fileiras de militantes
que são fiéis.
Assim, né, por favor.
Ao mesmo tempo, movimentos
revolucionários marxistas europeus se
fecharam cada vez mais para o fenômeno
religioso. E o texto do McLyan, que é
óbvio, né? Então, ao mesmo tempo que a
igreja, as instituições religiosas se
recrudecem no conservadorismo de
manutenção da ordem. Por outro lado, os
movimentos revolucionários rejeitam e se
fecham paraa discussão sobre o fenômeno
religioso. Não é tema. E aí pode ser não
é tema por uma posição inteligente do
tipo isso não é uma prioridade, eu acho
inteligente, não é uma prioridade, não
vou aqui me gastar gastar minha moringa.
Ou numa posição de não é tema burra, que
é
a gente é antireligão e dan religião não
dá para misturar com o nosso movimento
aqui. [risadas]
Então que aí falta análise, falta aí
cuidados. Você não precisa ser
religioso, mas tem que analisar o
fenômeno.
Em termos gerais, o resultado nesse
contexto foi o déficit no aparato
marxista para a compreensão do fenômeno
religioso e para o desenvolvimento de
uma crítica sofisticada da religião. Ou
seja, em termos gerais, o marxismo
perdeu, tem déficit em estruturas, em
categorias, em instrumentos de análise
da religião. Simples assim. Simples
assim. Tá bom? E aí eu vou fazer mais
uma leitura de nota de rodapé.
Opa,
aqui leitura de nota de rodapé.
G nesse âmbito, McLillan, né, o David
McLen
comenta que sobre uma perspectiva
marxista redutiva, dogmaticamente abre
aspasos para McLilan. A religião pode
ser descartada não em eh não em termos
metafísicos, mas em termos funcionais. A
religião é um instrumento de governo da
classe, um baloarte ideológico da classe
dominante. E aí, mesmo que você não
esteja rejeitando para um ponto de vista
de fé, né, metafísico, está rejeitando
em termos funcionais. Ah, ela
necessariamente é da classe dominante.
Necessariamente
essencializou do mesmo modo. Andrew
Mcinon, por sua vez, chama a atenção
para o risco de se perder o trabalho
histórico e dialético diante dos
processos sociais em torno da religião.
acriticamente, né, sem nenhuma crítica,
produziram um tipo de, abre aspas para o
Minon, Andrew Mainon, teorias universais
abstratas que se aplicariam a todos os
fenômenos religiosos. É uma teoria
universalizante, abstrata, que aplica
qualquer coisa. Hum, perdeu história,
perdeu crítica, perdeu dialética, falta
ali materialismo.
Diante de um posicionamento fechado como
esse que Michel Lovi questiona se há uma
teoria marxista da religião capaz de
compreender o fenômeno da teologia da
libertação e suas vertentes
revolucionárias na América Latina.
Então, que é isso, inclusive é o que vai
dar grande potência pro pensamento do do
Lovi. O Lovi, ele se destaca porque ele
fala: "Cara, eu acho que não tem aparato
marxista para entender o fenômeno da
teologia da libertação, então eu vou
tentar desenvolver um para poder
discutir". E aí ele ganha proeminência.
Genial, né? Então, notas aqui,
comentários que eu considero bons.
Ã, pergunta ao nosso querido Rubins, mas
esse fechamento tem a ver com fascismos?
Não tem? Quando a igreja apoia Mussolini
e que combate socialistas é naturalisão
entre marxismo e religião nesse contexto
tem e não tem porque você tem
especificamente nesse caso essa
posicionamento radicalizado junto ao
fascismo. Mas desde antes, desde antes,
desde o século XIX, metade do século
XIX,
tendencialmente as instituições foram se
recrudecendo porque elas estavam
buscando uma posição dentro da
reprodução social.
E aí, eh, nesse esforço de buscar uma
posição nesse processo de modernização,
quando se vê diante de um conflito que
envolve conflito de classe, superação da
sociedade existente, das instituições
vigentes e tal, não sei o que lá, é mais
fácil para você conseguir certos
privilégios e e posições, você se aliar
as instituições de execução de poder
burguesa, porque institucionalmente você
vai ter apoio e ainda vai ofertar o seu
apoio. Éí, nessa troca você recrudece.
Não precisaria ser necessariamente
fascismo, mas é isso só piora o caso.
Não sei se eu me fiz claro, mas por aí.
Nesse sentido, Michel Lovi comenta que
muitos marxistas, ao se depararem com
algum movimento religioso que se
aproximasse das lutas revolucionárias,
lançaram mão de um abre aspas que que os
marxistas fizeram. modelo tradicional de
interpretação contrapondo a igreja, o
clero, um órgão totalmente reacionário,
os trabalhadores e camponeses cristãos
que poderiam ser considerados defensores
da religião, né? Então, é claro, é
reacionário, desgraça, é ruim, é, é
problema. Aí você pode ter ouvido e
falar: "Ah, sim, faz sentido". Porém,
contudo, todavia, qual é o problema? O
movimento da teologia da libertação, ele
inclui padres. [risadas]
clérigos que se tornam revolucionários e
mesmo bispos que vêm em apoio desses
dessa galera. Então, acaba sendo a
própria estrutura da instituição
religiosa atuando pró-revolução. Então,
você não pode simplesmente criar essa
tendência também. Então, já é mais um
problema de análise. Aqui a gente tá
limpando o terreno, evitando o que não
fazer, né? Não crie essências, não
separe. Não compare o incomparável, não
caia na armadilha de achar igreja é
ruim, as pessoas são boas. [risadas]
Calma, calma, calma, torcedores, calma.
Tratava-se, portanto, de um aparato
conceitual que estabelecia uma diferença
comum entre prática social válida desses
cristãos e a ideologia religiosa,
definida como necessariamente
reacionária e idealista. Novamente,
tá bom? Então aqui vamos limpando o
terreno, ó. Isso aqui não ajuda na
análise. Você pode até concordar
apologeticamente, mas não ajuda na
análise.
Já entre alguns movimentos religiosos
que buscaram se aproximar das lutas
revolucionárias, aí é o comentário meu.
O uso de produções teóricas marxistas
foi muitas vezes justificado como
meramente instrumental, que era o jeito
ou do pessoal se proteger ou dizer:
"Não, não é que eu sou marxista, não,
não. Eu só uso como ciência". [risadas]
E aí busca um espaço de neutralidade,
né? a ciência sem prática social, a
ciência sem estar conectado com as lutas
eh com a luta de classes, né? A ciência
neutra, ciência limpol, né? Ciência
limpol. Então, não, não, não é que o o
marxismo que eu uso é só a parte da
ciência, [risadas]
não dá. Então, muitos religiosos faziam
isso. Não, não, não. Eu sou religioso,
uso Marx, mas é só instrumentalmente,
hein? É só uso limpol
[suspirando]
com o manejo como o manejo crítico de
uma ferramenta científica útil para
fiéis em sua vida prática e na
organização social. De todo modo, como
identifica Lovi, esta posição religiosa
religiosa funcionava como uma
justificativa ambígua, ao mesmo tempo
ampla e estreita. Ampla porque o
marxismo não é a única ciência social,
né? poderia serberianismo, poderia ser
qualquer outra coisa
estreita, porque o marxismo não é
somente uma ciência e tem como base uma
escolha prática, o que é óbvio. Então,
né, era o jeito do pessoal escapar sem
escapar, né? Aí, aí não dá também não dá
para fazer isso não. Eu uso Marx, mas é
só instrumentalmente, só
instrumentalmente.
[risadas]
Moi a dificuldade do trabalho teórico
sobre a relação entre marxismo e
religião se daria, portanto, pelo
estabelecimento de modelos ideais que
separam os conteúdos essenciais do
marxismo e da revolução de um lado e os
conteúdos essenciais da religião e da
doutrina de outro. Aí, meu amigo, se
você tá fazendo isso, eu tenho uma
péssima informação para você. Se você
cria os
valores e os conteúdos essenciais da
religião de um lado e os valores e os
conteúdos essenciais do marxismo do
outro e tenta combinar ou separar, sabe
o que você tá sendo?
Começa com i, termina com de a lista.
[risadas]
Começa com i, termina com d a lista.
Então você tá equivocado,
não adianta. Aí é uma questão de uso do
aparato teórico adequado, não é uma
questão de interpretações, né? Agora é
uma questão de você manejar
adequadamente o método que você diz
seguir. Se você, tal qual Frederico Crep
diz: "Não, eu sou idealista mesmo
porque" e dá uma resposta muito ruim,
tudo bem, eu aceito a sua argumentação.
Afinal, a resposta é ruim. Mas se você
eh é marxista, se você é uma pessoa que
utiliza desse método de uma ciência
adequada, que busca observar um fenômeno
da realidade social a partir de
estruturas críticas, bom, aí sinto lhe
informar, não dá para fazer isso. Você
não vai poder criar essas duas essências
e brincar com elas. Começa com I e,
termina com D a lista. Então
aí dá errado, tá bom? Não vou ler essa
nota, mas ela é interessante, que é o,
tô explicando por
o conceito de modelos ideais, tá? Uma
nota teórica, né? Então eu usei aqui o
termo modelos ideais. Parece que é só
uma frase bonita, né? Vai, olha que
bonito essa expressão, modelos ideais,
não é um conceito. E aí eu expliquei
aqui essa notinha de rodapé para
explicar o que são modelos ideais. Não
sei se eu devo ler, que horas são.
Ah, vou ler. [ __ ] ó.
Tá. Vamos. Reflexão metodológica,
importante. Reflexão metodológica.
Conceito de modelo ideal.
Utilizamos o conceito de modelos ideais
como propõe Franz Rinkelam no livro
Crítica de Raçon Utópica de 1984 ou
Crítica da Razão Utópica apresentado
como o que que é o modelo ideal, né? Um
recurso teórico necessário para a
prática científica. Veja, modelo ideal é
um recurso necessário paraa prática
científica. Então, não tô dizendo que
você não deva utilizá-lo, porque você
não pode essencializá-lo.
Ele é necessário paraa prática
científica. Você vai descrever, vai
explicar, olha, a religião tem essa
estrutura e tal, marxismo tem essa, e
tal, beleza? OK, estou descrevendo e
observando esse modelo.
Em um longo debate de epistemologia nas
ciências sociais, Hinkamet demonstra o
modo como diferentes correntes e
teóricos utilizam modelos ideais para
construir sistemas, propor
institucionalidades e soluções para
determinados problemas. Estes modelos,
por sua vez, encontram limites de
factibilidade em sua realização. Ou
seja, limites na hora que você coloca na
realidade pro jogo, não dá igual o
modelo.
O que não os torna menos científicos,
mas revela que no trato com a realidade
esses modelos são sua eh esses modelos
são sua especificamente
texto aqui seu errado, ó, são sua
referência de racionalidade.
Esses modelos não se pode deduzir jamais
a impossibilidade de processos reais.
Vou repetir. Desses modelos, esses
modelos são especificamente referência
de racionalidade. Eles me ajudam a
interpretar. Mas não se pode deduzir
jamais a impossibilidade de processos
reais. é você dizer: "É impossível ter
um marxista cristão." Aí você encontra o
marxista cristão. Não, ele é uma
impossibilidade.
Entendeu?
Ei, não, não é impossibilidade. Ele tá
na tua frente, você tá vendo esta
pessoa, você tá falando com ela. Então
assim, é entender, OK? Como então se
organiza esse fenômeno, essa pessoa,
esse grupo, né? Aí aparece um movimento
no Chile chamado cristãos pelo
socialismo,
revolucionário para caramba. Eh, não,
não, isso é impossível.
Existiu, tá na história, durou, teve
reunião, teve encontro, teve atuação,
teve delegados, teve congresso, teve
luta eleitoral, teve apoio no pro
Salvador Agender, teve formação popular,
formação de quadros. existiu.
Só que se você pensa, não, religião é
uma coisa, marxismo é outra, não tem
conexão, não é possível, é uma
impossibilidade. Você tá confundindo seu
modelo ideal com a factibilidade, como a
realidade se impõe,
pelo amor de Deus.
Senão unicamente que os processos reais
nunca podem ser uma simples repetição
desses modelos. Ou seja, a realidade não
repete o seu modelo ideal.
Ele te ajuda a conceber o mundo, mas ele
não decide sobre o mundo. Desse modo,
nas ciências sociais, os modelos sociais
têm referência em determinadas relações
objetivadas por meio do trabalho
teórico, mas jamais são a própria
relação trabalhada, né? Você cria esse
objeto, você cria um instrumento de
análise, você cria um modelo, mas o
modelo não é a realidade em si. A
realidade ela se impõe e essa tradução
de análise ela tem que saber se
comportar nessas tensões.
Como comenta Juan José Bautista a esse
respeito, diz Juan Rossé Bautista, na
formulação de hipóteses nas ciências
sociais, sempre e inevitavelmente se
recorre a modelos ideais tranquilo? os
quais subjazem como pressupostos as
hipóteses que habitualmente
contrastamos com a realidade. Eles
sempre estão presentes, os modelos
ideais, eles estruturam as nossas
hipóteses, mas a gente tem que entender
hipótese é hipótese, modelo ideal é
modelo ideal, a realidade é outra coisa.
A realidade se impõe, eu tenho, eu
preciso de um modelo ideal, mas ele não
pode se confundir como determinante
sobre a realidade. Bom dia, Rian. Como é
que você tá, Ryan? Como é que você tá,
mano? Tudo bem? Espero desejo que sim.
Um bom dia. Teminha aqui que eu acho que
você curte. Diz o nosso querido Rubens,
tipo, seu modelo claramente não condiz
com a realidade. Aí ao invés dos caras
adaptarem o modelo, eles batem o pé e
dizem que é impossível. Exato. Essa é a
burrice, né? Esse esse é o problema.
Esse é o problema. Fala: "Não, isso é
impossível. F tá na sua frente, tá
acontecendo.
[risadas]
Então,
ai meu Deus do céu.
O teor desses polos é normalmente, né,
dos polos religião de um lado, marxismo
do outro, abordados nos termos de um aí
o utilizando expressão do roll andand
bower, modelo centroperiferia, como
propõe o roll andande. Esse modelo
funciona a partir da determinação de
elementos que constituiriam o núcleo de
valores de um grupo, né? Então, os
valores tá aqui, os valores religiosos
estão aqui no centro desse núcleo,
seja religioso ou marxista, destacando e
marginalizando elementos rivais que
comporiam o núcleo de sua contraparte,
de modo a ocupar posições periféricas ou
mesmo desempenhar o papel de distorções
do núcleo de valores do grupo observado
em relação ao outro. Então você cria uma
essência de um lado, essência do outro e
aí você vai ver, ah, é impossível
comparar essas duas coisas, elas são
incompatíveis. Então você cria um
modelo, como o Bower disse aqui, de
centro periferia. Eu tenho um núcleo de
valores centrais do que é religião e
qualquer outro valor desse núcleo, que é
o marxismo, aparece aqui ou como
periférico ou como distorção desse
núcleo. Então ele nunca é observado como
um fenômeno impróprio. Ele é sempre
nessas comparações. Quando tenta juntar
acontece isso. Ou esse é o núcleo do
marxismo. Aí se cria quais são os
valores hipotéticos do modelo ideal do
que é marxismo. E todo elemento que
tiver estruturado com religião, ele vai
ser ou distorção ou periférico.
Esse modelo você não observa o fenômeno.
você tá fazendo encaixar nessa estrutura
de modelos ideais. Aí já sou eu dizendo,
né? Porque eu tô combinando aqui as as
análises do McLillan, do Lovi, do
Hinkelamt sobre modelos ideais. Eu tô
usando a teoria do do Hinkelam e aqui do
Roland Bore sobre o fenômeno religioso.
Então tô estruturando essa argumentação
para mostrar esse problema, né? são
autores que tateiam esse problema de
diferentes abordagens, mas a questão é,
a gente essencializa e não trata do
fenômeno enquanto fenômeno. É aí que tá
o tá o ponto. Ciência, né, meus amigos?
Ciência. [risadas]
Modéstia à parte estou fazendo ciência.
É um pouquinho diferente de opologia ou
de apologia, então importante.
Ou de o que o pessoal pós-moderno faz,
que é alquimia, né? Alquimia teórica.
vai misturando autor porque eu gosto
por afinidade.
Esse modelo funciona a partir da
determinação de elementos que
constituiriam o núcleo de valores de um
grupo, seja religioso ou marxista,
destacando e marginalizando elementos
rivais que comporiam o núcleo de sua,
ah, já li essa parte, comporiam o núcleo
de sua parte, OK? perdão. Ao observar as
interpretações que visam avaliar se o
conteúdo próprio de uma determinada
religião é conservador ou
revolucionário, né? Roland Bower
dissolve a questão apontando para o fato
de que o desenvolvimento histórico se dá
na luta e na tensão entre os
posicionamentos, de forma que, abre
aspas Roland Bower, os mesmos textos
sagrados e as mesmas posições
doutrinárias podem facilmente apoiar o
status qu ou podem inspirar críticas
profundas ou mesmo uma ação
revolucionária. Os mesmos textos podem,
por um lado,
apoiar uma revolução e, por outro ser
totalmente antrevolucionário, o mesmo
texto, o que significa que o problema
não é o texto. Aí que tá, ele disse, não
é o texto, a questão não é a doutrina, é
o papel desempenhado nas relações
sociais. Vamos observar esse fenômeno,
como ele está acontecendo de maneira
total, observando a história, os
processos, as relações envolvidas, o
papel desempenhado na reprodução social
e na atuação dos coletivos.
Então vamos dissolver esse negócio. Não
é essência. Religião é isso, marxismo é
isso. Vamos ver o que acontece.
Papel desempenhado,
certo? Então, pronto. E isso vale
inclusive pro marxismo, tá? Não só pra
religião. Marxismo também. Você tem que
analisar desse ponto de vista mais
crítico e criterioso.
Fundamental. Além da verdade, o que Boer
busca é deslocar uma análise
essencialista de valores e afirmações
dogmáticas para o trato crítico,
histórico e materialista do fenômeno
religioso. Portanto, explicitamente
busca aperfeiçoar o próprio aparato
marxista para lidar com a questão
religiosa. E por que que aqui a gente
vai pegar no pé do marxismo? Porque o
marxismo se propõe ciência, a religião
não. Então a religioso vai ficar lá
apologeta. A gente não enquanto marxista
não, você fala: "Não, pera aí, per a
gente faz análise." Análise. Então, a
gente tem que ter critério. É aqui que a
gente vai jogar
no último volume de seu trabalho sobre
as incursões de marxistas no campo da
teologia da religião, da teologia e da
religião, que o Boer tem um uma coleção
sobre On marks and Angels Theology. É
bem interessante. São cinco livros muito
bons. Bower discute a oposição que se dá
entre aceitação ou rejeição do campo
teológico e do tema religioso no
interior das tradições marxistas.
Ele percebe que se o crio da análise for
estabelecido a partir de uma crença ou
discrença em uma divindade ou em uma
religião, o elemento histórico de como
se constituiriam e ocorreram os
processos de movimentos revolucionários
se perde ou é ignorado. Ou seja, a
discussão sobre o fenômeno religioso não
se dá e não deve se dar sobre a crença
ou discrença na divindade. Porque se
você foca nesse elemento de crer ou não
crer, de Deus existe, ou não existe,
você perde o processo histórico. Porque
o que importa é isso, é como ele está se
desenrolando na história e como ele se
adapta ou se organiza nesse processo de
lutas sociais, de transformação das
relações sociais, de desenvolvimento das
forças produtivas, da luta de classes,
essa coisa toda.
Além disso, quando o debate gira em
torno da determinação desse elemento
central, no caso, a disputa pela
necessidade de crer ou não crer em uma
divindade para lidar no campo teológico
e com as experiências religiosas, não se
nota que o conteúdo efetivo para um
processo revolucionário é saber. abre
aspas por Bower. Se tanto teísmo quanto
ateísmo se conformam com a opressão ou
protestam contra ela.
[risadas] Aqui o crivu prático, né? Ele
utiliza da argumentação de Marx, no
texto do
crítica da filosofia do direito de Hegel
Introdução para dizer: "Olha, o que
importa em última instância é, seja você
ateu ou cristão, você tá conformado ou
não com essas relações de dominação,
você protesta ou não contra elas, esse é
um critério prático." [risadas]
Por quê? que eu posso ter um cara que é
ateu e que é extremamente conservador e
babaca, assim como eu posso ter uma
pessoa marxista ou uma pessoa religiosa
que é uma pessoa progressista, marxista
ou mesmo revolucionária, defensora dos
direitos humanos, né? Então você pode
ter essas duas coisas tranquilamente.
Então não é esse o elemento central. O
definidor, o critério da prática tá em
outro lugar. E já diria um tal de mal
Setung o critério da verdade é a
prática, né? A prática que da verdade.
Eu gosto, eu gosto.
E aí pra gente fechar, né, tem mais um
pouquinho aqui de texto, mas acho que
aqui já é o suficiente.
Com esta posição, Bower busca apresentar
os resultados esperados da crítica da
religião indicada por Marx em crítica da
filosofia do direito de regulo,
introdução. Nesse artigo de 1844,
Marx destaca tanto a ambiguidade do
fenômeno religioso, cuja miséria é a
expressão da miséria real e o protesto
contra a miséria real. Eu gosto da
miséria religiosa, né, pro Marx. A
miséria religiosa é a expressão da
miséria real e o protesto contra a
miséria real ao mesmo tempo, que é isso
que o Boer tá tentando chamar atenção.
Ao mesmo tempo. Não é que ela é isso ou
aquilo. Ao mesmo tempo. A religião ou
fenômeno religioso, ele tensiona entre
expressão da miséria, expressão da
desgraça, expressão do modo de produção
e manutenção de seus valores e ao mesmo
tempo entre em conflito com isso. Assim
como qualquer conteúdo ideológico, ele
ao mesmo tempo ele tensiona, ele cai
para um lado ou pro outro, ele tá
sobensão diante do modo de produção.
Saca? A aposta de Marx é com que com a
ciência, né, e com um uma crítica
científica, você consiga desfazer essa
atenção e entender que só faz sentido a
reprodução social se ela estiver
equilibrada, sustentada e garantindo as
condições de produção ali da própria
reprodução social. E o capitalismo
destrói essas bases. Então você vai
pender para um lado que vá, em teoria
pro lado da interesse da classe
trabalhadora, que quer manter-se viva,
né? Então eh tá aí nessa atenção, mas é
ao mesmo tempo. Tá bom?
Quanto ao papel crítico do movimento
revolucionário, para Marx, a crítica
religiosa revolucionária avisa que que
que a crítica religiosa busca, né?
Porque eu posso ter uma crítica crítica
religiosa que não é revolucionária,
posso ter uma crítica religiosa de
manutenção do status qu, eu posso ter
uma crítica religiosa reformista, eu
posso ter uma crítica religiosa
revolucionária. No caso, a crítica
religiosa revolucionária, que que ela
visa de acordo com Marx, a supressão
Alfhebon da religião como felicidade
ilusória do povo é a exigência de sua
felicidade real. Então, superar a
religião como felicidade ilusória é a
exigência da felicidade real. Então, se
a religião tá desempenhando um papel de
felicidade ilusória, o que precisa de o
que vai ajudar a superar esse processo é
inclusive a felicidade real. A exigência
de que abandonem as ilusões acerca de
uma condição é a exigência de que
abandonem uma condição que necessita de
ilusões. Eu adoro essa citação de Marx.
Olha, eu tô aqui para que a gente faça
uma crítica à religião para superar esse
papel ilusório. Fala, mas a verdadeira
superação é da condição que exige essa
ilusão. Então, se ela tá existindo,
vamos dizer assim, né? Se a religião, se
gente como ateu, sei lá o que lá, o cara
não é religioso e fala: "Isso é uma
ilusão". Eu tenho que criticar a
condição que faz com que essa ilusão
seja necessária e não a ilusão por ela
mesma. É aí que tá uma crítica adequada.
em acordo com Marcos,
saca?
O ponto não está na ilusão pela ilusão,
mas a condição que requer uma ilusão.
Isso muda seu posicionamento e sua
análise no ponto de vista prático.
Comentando as passagens do artigo de
Marx, Andrew Mckinon, inclusive esse
artigo do Mon é muito bom, destaca como
resultado que a análise marxista da
religião deve ser deve-se voltar para o
a concretude de relações sociais que
tornam possível determinadas expressões
religiosas. De modo que a crítica da
religião, abre aspas,
não tem um fim em si mesma, mas é antes
um meio. A crítica da religião não se
encerra em si, mesmo no pensamento de
Marx. A crítica da religião não é a
crítica da religião pela religião, ela é
um meio meio
para uma crítica da totalidade das
relações sociais.
Nesse sentido, Maquinon sustenta que o
ponto central do texto é não é que o
homem faz a religião, não faz religião,
né? Eh, a religião não faz o homem.
Aliás, não é que o homem faz religião, a
religião não faz o homem, né? Que isso é
uma um trecho que Marx tem lá no texto.
Olha, é o o
é o homem que faz a religião, não é a
religião que produz seres humanos.
Marcos faz essa crítica lá, mas ela,
essa crítica nem é dele.
A crítica é do
é do Forba e de outros, né? Mas
especialmente do Forba, é o Forba que
diz isso. Ao falar de Deus, na verdade,
tá falando dos homens. Ele tá
reproduzindo Forba. Então esse não é a
tese central de Marx. Qual que é a tese
central de Marx? Aí desmaquinam, mas sim
superar a situação que os seres humanos
estão acorrentados. Ah, eu gosto. Por
quê? que ele tá usando um outro trecho
em que Marx fala assim:
"Retirar as flores que adornam as
correntes, né, ou os grilhões,
retirar as flores que adornam as
correntes ou os grilhões, né, que estão
ali ornando, tão escondendo as correntes
e os grilhões. Porque a religião seria
isso, essa flor que tá escondendo o
grilhão ou a corrente.
Não é para que as pessoas vivam
sem as flores e só com as correntes, né?
Então vou tirar aqui esse adorno da
religião, vai ficar só o grilhão, vai
ficar só a corrente. Não é para que você
viva agora então acorrentado, é para que
você veja a corrente para se
desvincilhar dela, para que se
desvincilhe dos grilhões. E aí Marcos
utiliza uma frase que eu acho linda e
que eh para que floresça a verdadeira
flor,
para que desabroche a verdadeira flor. E
aí abre margem para interpretações. Tudo
bem? A minha interpretação, a minha
interpretação é se tem religião ou não,
é outro problema. O papel que ela tá
desempenhando é esconder a corrente. Se
depois que você tirou as correntes, você
vai manter uma espiritualidade, que seja
uma espiritualidade de uma verdadeira
flor que desabrocha, meu amigo. Vai
manter que não seja papel de manutenção
de relações de dominação e das
correntes. É isso. E eu acho isso muito
legal.
Você acha isso sensacional?
Moléstia à parte. Eu me agrada, não sei
a vocês, mas me agrada. Me agrada
bastante.
Bom dia, querido Ederson. Como é que
você tá, mano? Tudo bom? Cheguei
atrasado. Tô atualizado, atualizando
freneticamente o painel do série para
ver quando aparece o livro. Calma,
calma, torcedores, calma.
Logo menos em suas livrarias. Calma,
calma. Sou um pouco ansioso. Calma, pô.
Tá chegando, tá chegando. Diz o nosso
querido Alexandre: "Primeiro acabamos
com o capitalismo, depois eh nos
preocupamos com as ilusões. Você pulou a
minha pergunta anterior,
importantíssima". Ai, perdão, eu não vi
a pergunta anterior. Eu tava aqui lendo
freneticamente e não vi. Não vi.
Ih, perdi agora. Não, cara. Mas o grande
ponto nem é esse. É o Tá correto, né?
Mas o grande ponto para Max, inclusive
assim, se ela vai se fazer
desnecessária, ela se faz desnecessária
por ela mesmo, porque acabou as
condições que precisam dela, né?
Esse é o foco.
Esse esse seria o foco.
Faz sentido.
Diz o Borduna. Vou precisar assistir
algumas vezes para organizar as ideias.
Espero que seja útil. Espero que seja
útil.
Tamamos junto.
[risadas]
Beleza, minha gente. Eh, eu teria mais
coisas para escrever aqui, para escrever
para ler. Aqui tem ainda mais umas
páginas, né, de mais reflexões a
respeito, mas como vocês podem ver, não
poderei prosseguir porque o tempo tá
acabando. São poucas páginas, né? Será
que eu leio mais um pouquinho?
Ah, eu só vou ler sem muitas
explicações, só pra gente já terminar
esse capítulo aí, porque eu acho que tá
legal. Texto ficou bom, né? Modestia
parte, eu gosto desse livrinho, desse
textinho aqui. A proposta, portanto,
dizend Maquinon, né, seria constituir
uma crítica engajada e situada, cuja
construção encontraria como desfecho a
busca abre aspas para o Maquinon, pela
possibilidade positiva de emancipação da
sociedade alemã, né? Aliás, esse é o
texto Marx, perdão. Poscidade positiva
de emancipação da sociedade alemã.
Como comenta Roland Bower, a evolução da
crítica da religião não pode ser
reduzida ao julgamento do próprio
fenômeno religioso, posto que o
movimento de superação ou supressão é
amplo, não restrito, envolvendo ao mesmo
tempo
ao mesmo tempo, alienação religiosa e
econômica. Ao mesmo tempo, alienação
religiosa e econômica, uma da
consciência e a outra das duras
realidades da vida.
abrange ambos os aspectos. Então, não é
só uma crítica da religião, ela conecta
com a crítica da vida sobre a qual das
pessoas religiosas na realidade em qual
na qual elas estão inseridas.
Seguindo um caminho semelhante, Mcinon
também indica a necessidade de maior
sofisticação na análise da crítica do
fenômeno religioso a partir do
instrumental marxista, que não deve se
não deve recair em termos abstratos que
tomam a religião como uma categoria
reificada, por meio da qual processos
sociais com história específica são
forçosamente igualados. Já comentamos
comentar que abacate e bola de basquete
é a mesma coisa. Compar as duas coisas
não dá. O trato redutivo dos fenômenos
religiosos faz com que seja assumida, no
ponto de partida, uma concepção não
dialética, na qual, abre aspas, todos os
fenômenos religiosos são momentos não
contraditórios e todos têm basicamente o
mesmo efeito. Você negou as contradições
da realidade, negou os efeitos sociais,
negou a história, negou a dialética,
negou tudo, né? E aí? Aí aí, aí, aí você
me quebra. Aí não funciona.
[risadas]
Daí não funciona.
Ah, meu pai amado.
Dessa maneira, a relação entre religião
e marxismo pode soar contraditória ou
como fenômenos potencialmente
excludentes entre si, quando percebidas
sobre o modelo redutivo e reificado, que
foi como a gente começou a argumentação
desse texto.
Em uma perspectiva como esta, fica
obstaculizada.
Essa palavra aqui foi gastei a avaliação
da teologia e dos movimentos sociais
populares compostos por pessoas
religiosas. Ou seja, se você já parte
dessa reificação, fica obstaculizada
a avaliação da teologia e dos movimentos
sociais populares que são compostos por
pessoas religiosas, tal qual o fenômeno
da teologia da libertação, ou tal qual
organizações revolucionárias que você
teve no Vietnã, ou tal qual organizações
revolucionárias eh que também são
religiosas, que teve na Coreia Popular,
ou tal qual em vários outros territórios
desse planetinha.
Desse modo, opa, pera aí.
Desse modo, ao tratarmos a temática da
relação entre marxismo e religião, seja
no Brasil, na América Latina ou em
outros territórios do Globo, são
necessárias essas reflexões e
considerações preliminares para ajuste
de nosso aparato metodológico,
qualificando e complexificando a
questão. Veja que eu vocês sabem que eu
sou uma pessoa religiosa, mas meu
objetivo aqui é aperfeiçoar o aparato de
análise. Aparato de análise. Assim,
vamos analisar sem essencializar.
E aí não é o discurseiro, porque isso
corre o risco de ser discurseiro do
pessoal progressista. Veja, nem todo
evangélico é igual. Veja, gente, nem
toda pessoa que é religiosa, ela é
conservadora. Não é isso que eu estou
dizendo. [risadas]
O que eu quero discutir é outra coisa. O
que eu quero discutir é, olha, o
fenômeno religioso, ele existe, ele está
aí. A estrutura na história nos colocou
diante de processos partidários,
revolucionários que tem gente religiosa.
Como que eu lido com isso? Como que eu
lido com esse fenômeno? Esse é o passo
um. Passo dois, tendo um aparato
adequado para analisar o fenômeno
religioso, como eu aperfeiço ele para
observar, por exemplo, o desenvolvimento
dos evangélicos no Brasil? Aí foi a
pesquisa que eu fiz sobre evangélicos no
Brasil. Analisar esse fenômeno a partir
de um aparato marxista.
as condições que fazem esse movimento
crescer,
a reprodução social capitalista
brasileira, o efeito da modernização
industrial capitalista no Brasil para
que essa religiosidade fosse adequada,
crescesse e se desenvolvesse sob um tipo
de condição específica, ou seja, não foi
na gargantada dos pastores, não foi
porque as pessoas só têm sua experiência
religiosa, tem condição histórica
material a ser analisada.
É isso,
entendeu?
cientista é uma coisa
da nossa parte, nesse momento,
interessa-nos particularmente apontar
alguns aspectos em torno do movimento da
chamada teologia da libertação em suas
expressões mais radicalizadas. Então, o
primeiro capítulo aqui, limpando o
terreno para falar no segundo de
condições históricas para a emergência
da teologia da libertação.
[risadas]
Ai, é divertido. Me gusta, me gusta
mútio,
cara. Cara, isso é bom, é bom, é bom.
Obrigado. De nada. Não sei porque que a
gente tá agradecendo,
[limpando a garganta] mas é isso. Deve
ser para outra pessoa, né? Pergunta ao
nosso querido Alexandre. O que significa
igreja barista? Ah, querida Alexandra, é
uma igreja que nós fundamos aqui no
nosso canal acidentalmente, graças ao
comentário do irmão Airton, que estava
aqui um dia
em uma live.
E irmão Airton queria falar da igreja
batista, primeira igreja batista, mas o
corretor dele, provavelmente acostumado
a tomar café qualificado gourmê, ao
invés de colocar Batista, colocou
barista. E na hora que eu li, eu comecei
a rir pelo fato de eu ser uma pessoa
apaixonada por café, adorar café. E
quanto mais chique o café for, mais
feliz eu fico. Eu falo: "Olha, pessoa
preocupada que eu tome um café de
qualidade, pessoa preocupada com a minha
gastrite, um sabor e um aroma agradável,
uma mistura diferenciada para explosões
de sabores diante desse líquido
escuro, agradável e que deixa a gente
ansioso, com taquicardia mais feliz.
Então, a igreja barista nasceu neste
dia, no dia em que irmão Airton, ao ter
sido influenciado pelo corretor, né, que
eu não acredito em coincidências, uma
jesucidência,
que é crente dos anos 90 conhece essa
expressão.
E o corretor dele fez a igreja barista.
A igreja barista surgiu exatamente
assim. Não sei se dá para ver, mas aqui
em cima tem uma logo da igreja barista,
ó. Igreja barista. Um café no meio, né?
Um café aqui, igreja, primeira igreja
barista. E aqui tem o nosso versículo,
desperta, ó tu que dormes. Efésios,
alguma coisa. [risadas]
Então, igreja de apreciadores de café,
né? Por isso tá explicado.
Diz nosso Rubens. Texto bom. Sim, que
bom. Texto, texto bom. E diz Ryan Ran R.
Mas Bruno, se a religião geralmente é
utilizada como instrumento da reprodução
do capitalismo, uma crítica à religião
não seria algo que deveria andar junto à
crítica da economia política e ao
Estado? Sem dúvida. E mais do que isso,
cara, na verdade, ah, se a gente fizer
uma análise de como se desenvolve,
amadurece e evolui o pensamento de Marx,
diferente de alto, não para não faz
sentido quebrar em jovem Marx e velho
Marx, é um Marx cumulativo, né? ele ele
ele não vai abandonando o que ele pensa,
ele vai aperfeiçoando. Eu tenho a plena
convicção disso. Eh, se você construir a
crítica da religião de Marx, ele é um
ponto de partida para ele conseguir
aprofundar e perceber essas essas
estruturas. Então, você consegue
analisar de maneira mais adequada. A
questão é que você não pode analisar
todo o objeto da realidade social como
se ele fosse a mesma coisa que outro.
Então, no ambiente da economia, essa
crítica vai desempenhar um papel
distinto diante de um objeto. No
ambiente dessa [música] separação que a
gente faz, por exemplo, para analisar o
papel da reprodução, do papel que uma
escola ou sistema de educação funciona
dentro da reprodução social. Esse papel
desempenhado eu vou analisar de uma
outra maneira. A estrutura dos de saúde,
né, de atendimento de saúde da população
nos hospitais vai ser de outra maneira,
das igrejas vai ser de outra maneira.
Então vai requerer aí algumas
especificidades, mas você tem razão.
Toda a razão.
Realmente ótimo texto. Muito obrigado,
Alexandre.
Ah, entendi. Então é nós. Estamos junto.
É isso. Diz nosso querido Rubens. Muito
bom, Bruno. Depois que sair o livro do
site do patrão, posta lá na comunidade
pra gente lá derrubar o site com milhões
de downloads. [risadas]
[suspirando] Quando sair, vocês vocês
serão informados. Mas vai sair, vai sair
em nome de Jesus. Diz o nosso querido
Ederson, a igreja barista é a igreja de
quem gosta de café com bom, não, de café
bom e trocadilho ruim, que é melhor
ainda, sem dúvida. Aqui trocadilhos
ruins, nós somos apaixonados por eles.
Obrigado pelas reflexões, Brunovski.
Brunnovski, tamamo junto, querido. Fazer
o que fazer cacer o quê, minha gente?
Era isso que tínhamos por hoje.
Quinta-feira,
fim de semana, já está quase decretado.
Nós precisamos dele. Eu preciso dormir.
Eu tô exausto
e a gente tem que aproveitar, né? Então,
dinistas hoje estão se unindo comigo
e nós seguiremos
aqui
vendo a religião
o tesismo melhorar o Corinthians.
Tinismo sendoismo
sendo a professora Corinthians salvar a
nossa vida e a gente ah pessoal, ah, mas
é só dura 8 [música] meses o trabalho do
Dinis. Nós estamos em abril, eu só
preciso de 8 meses. Eu só preciso de
[música] 8 meses, preciso de mais nada.
Oito meses bem jogados. Eu tô feliz. Já
faz tempo que eu não vejo meu time
jogar. Futebol, praticar o futebol. Tá
uma delícia. Mas é isso, minha gente.
Aproveitem aí, fiquem bem, cuidem-se,
ah, desfrutem do fim de semana e não se
esqueçam [música] aí de quem puder
curtir, comentar, engajar aí espalhando
a palavra por aí, dá aquela rypada ou
quem sabe virar membro, membro membro de
membresia [música] do canal. Seria muito
importante pra gente conseguir seguir
aqui trazendo a boa tod boa nova todo
dia útil até a vitória final porque a
gente segue aqui. Trazendo [música] a
boa nova todo dia útil até a vitória
final.
Seguimos trazendo [música] a boa nova
todo dia útil
até a vitória final.
>> Valeu, gente. Fiquem bem, se cuidem,
desfrutem [música] da vida com muita
responsabilidade e a gente vai se
ajudando.
Ah, canseira, bora trabalhar.
Hoje a jornada vai até de noite, então a
jacaté. Valeu, tchau.

Tags: