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A fé vem pelo ouvir

🔴 Culto Vespertino | 24/05/2026 | 18h – Rev. Guilherme Alcântara

🔴 Culto Vespertino | 24/05/2026 | 18h – Rev. Guilherme Alcântara

🔴 Culto Vespertino | 24/05/2026 | 18h – Rev. Guilherme Alcântara

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

เฮ [música]
[música]
>> [música]
[música]
>> Boa noite, meus irmãos. Sejam bem-vindos
a mais um culto da Igreja Presbiteriana
de Santo Amaro.
A história nos conta que uma ocasião
profeta Daniel ficou sabendo que ele ia
morrer porque o rei Nabuco Donozor não
havia conseguido nenhum dos seus sábios
para interpretar um sonho que ele teve e
nem procurou uma segunda opinião. Quando
ele ficou sabendo, ele iria morrer
juntamente com todos os sábios da
Babilônia.
E quando ele ficou sabendo disso, Daniel
foi, orou a Deus pedindo a ajuda para
que Deus lhe desse a interpretação desse
grande mistério
que o rei estava preocupado. E aí a
Bíblia diz que ele orou a Deus. E vejam
só a resposta que é a que eu lerei agora
para vocês.
Então, o mistério foi revelado a Daniel
numa visão de noite. E Daniel bendice o
Deus do céu, dizendo: "Bendito seja o
nome de Deus de eternidade à eternidade,
porque dele é a sabedoria e o poder. É
ele quem muda o tempo e as estações,
remove reis e estabelece reis. Ele dá
sabedoria aos sábios e entendimento aos
inteligentes. Ele revela o profundo e o
escondido. Conhece o que está nem trevas
e com ele mora a luz. Nós, ao vir na
igreja, nos cultos, nós também somos a
mostrados. é nos revelado essa sabedoria
de Deus, não só nesse caso, mas em toda
a escritura. Portanto, adorar um Deus
que se fez conhecido mediante as
escrituras é uma jornada de descobertas.
de hoje. A nossa oração é que Deus mais
uma vez revele parte da sua multiforme
sabedoria, porque ele é um Deus sábio, é
um Deus que faz todas as coisas para a
sua glória. Coloquem-nos de pé, então, e
vamos adorar esse Deus que é grandioso,
que é sábio e tem feito notória a sua, o
seu poder entre nós.
>> [música]
[sino]
>> A vida [música]
adoremos,
gente. Ele nos prostremos, [música]
ajoelhemos [canto]
diante de quem nos criou. [música]
Ouvinde
cantemos [música]
[canto]
com louvor o exaltemos.
Pois grande é o [música] Senhor, tão
grande é o nosso [canto]
Deus.
Nas [música]
suas mãos [música]
estão
as profundezas
da terra, [música][canto]
as alturas
dos montes.
[música] Ele é o céu [canto]
e o mar.
Com [música] suas mãos el fez o poder
[música] fez. Hum.
Adoremos [canto]
diante dele nos torcemos.
[música][canto]
Ajoemos
diante de quem nos criou.
>> [música]
>> Deus,
o louvoro é Deus. [música]
Pois grande é o Senhor, tão grande é
[canto] o
Deus.
[música]
Maravilhoso
é Senhor, [canto] tremendo [música]
em dor
majestade e glória
em toda a terra. Ninguém
não [música] te temerá,
quem não te glorificará.
Só tu és santo, ó [música] Senhor,
incomparável.
Maraventoso
é Senhor,
emor [música]
majestade, glória
em toda a [música] terra.
Quem não teerá, [música]
quem não te glorificará.
Tu és santo,
>> [música]
>> ó Senhor,
incomparável.
[música]
Oremos. Ó Deus, a tua palavra nos diz
que o Senhor é aquele que revela o
profundo e o escondido.
Pedimos que neste culto o Senhor
ajude-nos ao ouvir a tua palavra, ao te
adorar. Ajude-nos, ó Deus, a ver se há
em nós algum caminho mal.
Transforme-nos, ó Deus, a semelhança do
teu filho Jesus. Não nos deixe sair
daqui da mesma maneira que entramos.
Permita que esse tempo, juntos em
adoração, como parte do teu povo,
sejamos, ó Deus, mais uma vez
transformados por meio daquilo que o
Senhor faz. O Senhor fez coisas grandes,
ó Deus, no passado. O Senhor fez coisas
notórias que o mundo ficou boque aberto.
Nós não vivemos, ó Deus, apenas de
coisas grandiosas que o Senhor faz. O
Senhor também faz coisas pequenas,
todavia profundas, mas acima de tudo, ó
Deus, permita que aqui hoje juntos como
teu povo, nós possamos ouvir a tua voz e
que ela possa nos ensinar, ela possa nos
corrigir, confortar, consolar, enfim,
fazer aquilo para o que o Senhor já
designou cada ato deste culto. Nós
pedimos isso porque sabemos que é aquilo
que o Senhor quer de nós. E oramos
pedindo isso em nome do teu filho Jesus,
aquele que fez todas essas coisas
possíveis. É em nome dele que nós
oramos. Amém. Os irmãos podem se
assentar.
Meus irmãos, está registrado no livro de
Daniel uma oração que, na verdade, é uma
confissão e que de certa maneira, em
certa medida, nós podemos fazer ah como
nossas palavras ou pelo menos nos
relacionando ela de certa maneira. Diz
assim a palavra do Senhor: "Orei ao
Senhor, meu Deus, e fiz a seguinte
confissão:
Ah, Senhor, Deus grande e temível, que
guardas a aliança e a misericórdia para
com os que te amam e guardam os teus
mandamentos.
Nós temos pecado e cometido iniquidades.
Procedemos mal e fomos rebeldes,
afastando-nos dos teus mandamentos e dos
teus juízos.
Não demos ouvido aos teus servos, os
profetas, que em teu nome falaram aos
nossos reis, aos nossos príncipes, aos
nossos pais e a todo o povo da terra. A
ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a
nós cabe o corar de vergonha, como hoje
se vê, a saber, aos homens de Judá, aos
moradores de Jerusalém, a todo Israel,
tanto os de perto como os de longe, em
todas as terras para onde os expulsaste,
por causa das transgressões que
cometeram contra ti, ó Senhor, a nós
pertence o orar de vergonha aos nossos
reis, aos nossos príncipes e aos nossos
pais, porque temos pecado contra ti. Ao
Senhor, nosso Deus, pertence a
misericórdia e o perdão, pois nos
rebelamos contra ele e não obedecemos a
voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos
nas suas leis, que nos deu por meio dos
seus servos, os profetas.
A Deus pertence a justiça e a
misericórdia, e a nós o corar de
vergonha. Nós iremos agora nos colocar
diante do Senhor, pedindo perdão pelos
nossos pecados. Envergonhados, é
verdade, daquilo que nós temos cometido,
mas certos de que o nosso Deus é justo e
de que o nosso Deus é misericordioso. Se
coloque agora em uma oração silenciosa
diante do Senhor, confessando a ele os
seus pecados.
Pai amado, como nós lemos agora, tu és
um Deus justo.
Tu és um Deus misericordioso
e tu és um Deus que guarda a aliança.
Essa razão, Pai, é a única que nos
impede de sermos destruídos. Na
realidade, o que nós merecemos, de fato,
é a condenação eterna, por tudo aquilo
que nós cometemos contra ti, um Deus tão
santo, tão perfeito, tão maravilhoso e
eterno como és. Por isso, Pai, nós
queremos pedir perdão ao Senhor. Pedimos
perdão por todas as vezes, Pai, que nós
temos o colocado em um local que não é
teu. Todas as vezes que nós temos
colocado algo acima do Senhor, nós
queremos pedir perdão ao Senhor, Pai,
por todas as vezes que nós temos
cometido algum tipo de idolatria,
confiando em algo além de Ti, amando
algo além do Senhor. Pedimos, Pai,
perdoa-nos. Tem misericórdia de nós,
Pai, por todas as nossas omissões,
quando nós sabemos o bem que devemos
fazer e ainda assim não fazemos.
por todas as ações que vão contra o Teu
nome. Por todas as vezes, Pai, que nós
seguimos os nossos desejos que são
carnais, que muitas vezes vão contra a
tua vontade e não seguimos aquilo que tu
queres. Pedimos, Pai, perdão. Tem
misericórdia de de nós, Pai. Como nós
lemos aqui, nós estamos corados de
vergonha. Vergonha por não cumprir
aquilo que nós devemos.
e ainda assim ter recebido tanto.
Pedimos, Pai, tem misericórdia, derrama
a tua graça sobre nós e ajuda-nos, Pai,
para que nós sejamos cada vez mais
santos. Dê-nos a graça, Pai, de crescer
em santidade, de sermos transformados
por ti, de vivermos, Pai, cada vez de
maneira mais plena o evangelho. Dessa
maneira, Pai, com a tua ajuda, com a tua
graça, que nós possamos glorificar o teu
nome da maneira que o Senhor deseja.
Pedimos, Pai, ser conosco, porque sem o
Senhor nós nada podemos. Derrama a tua
graça sobre esta igreja. É a nossa
oração, confiando sempre no teu amor, na
tua graça, no teu perdão e nos méritos
do Senhor Jesus. É que nós oramos. Amém.
Meus irmãos, nós fomos perdoados, apesar
de nós não merecermos. E é por isso que
eu queria convidar a igreja agora a se
colocar de pé e a adorar ao Senhor,
porque nós recebemos algo que nós não
merecemos e nós temos de dar a ele tudo
aquilo que nós temos. Adoremos ao nosso
Senhor com tudo aquilo que nós temos.
>> [música]
>> Seja bendito [música] o cordeiro
[canto] que na cruz por nós pade
[música] descer.
Seja [canto] bendito seu sangue
e por [música][canto] nós pecadores
verte.
Enche [música][canto] no sangue lavados
do puro coração
[música]
os pecadores
remidos
por Jesus com [música] Deus comunhão.
>> [música][canto]
>> Algo
mais que a deve
algo mais que [música] a deve
se sangue lavado, [canto]
mais almo [música] que é eu estou.
Quão [música][canto] espinhosa
coroa
que Jesus por [música] nós suportou.
Ó quão profundas as chagas [música]
que nos provam [canto]
o quanto ele amor [música]
e as chagas pureza [canto]
para [música]
o maior pecador.
Há [canto] quem mais algo que alegre
o teu sangue transforma, [canto][música]
Senhor.
Algo
mais que a neve,
[música][canto]
algo mais que a neve.
sangue lavado,
mas aon [música]
é meu estou.
>> [música]
>> De as [canto] faltas nós confessamos
e seguirmos
[canto][música] na tua luz.
Tu [música] não somente perdoas,
purificas
também, ó [música] Jesus.
Lava [canto] de todo pecado, [música]
que é maravilha
de amor. [música]
Pois [canto]
mais algo que a neve,
o teu sangue [música]
[canto] nos torna, Senhor.
[música][canto]
Como mais que a leve,
[música] algo
mais que a leve,
se
[canto] lavado
mais alvo [música]
que é meu Eu sou
Se [canto] há motivos sem fim [música]
para cantar
e bendizer com [canto] louvores.
Aquele que veu a nós por [música][canto]
amor,
fez tudo novo e se faz [canto][música]
presente.
Se há motivo sem fim para [canto]
cantar.
e [música] bendizer com louvores.
[canto]
Aquele queu a nós por amor, fez tudo
[música][canto] novo e se faz presente
quando [canto] de tudo que eu fizer.
[música]
Quero estar atento ao teu falar.
Vem [música] a tempestade [canto]
que fiel.
Bem seguro [música]
nele posso confiar
sempre, [música]
Jesus
[música]
nossa
[canto]
esperança.
>> [música]
>> Deus presente
[música]
entre nós.
Palavra viva, [música]
verdade, [canto]
viva, nossa
salvação. [música]
No.
[música]
[canto]
Aquele que veio a nós por amor,
[música][canto]
fez tudo novo e se faz presente
todo dia em tudo que eu [música][canto]
fizer.
Quero estar atento ao [música] teu
falar.
Vem a tempestade [canto]
[música] que vier.
Bem seguro nele posso confiar.
Sempre [música]
Jesus
Cristo,
[música] nossa [canto]
esperança.
>> [canto]
>> emas. [música]
>> [música]
>> Palavra [canto]
viva, verdade, vida, nossa [canto]
salvação [música]
sem
[canto]
Jesus
crê [música]
tua
[canto]
[música]
esperança.
[música]
Deus
em
paz. [música]
Palavra viva, verdade, [música] filha,
nossa
salvação.
>> [música]
[música]
>> Os irmãos podem se assentar.
Quero convidar a todos para que abram
suas Bíblias, acompanhem a leitura que
faremos, meus irmãos,
na epístola
de Pedro, a primeira epístola,
capítulo 2,
do verso 13 ao verso 17.
>> [roncando]
>> Primeira epístola de Pedro, capítulo 2,
o final do capítulo, portanto, do verso
13 ao verso 17.
Palavra do Senhor nos diz:
"Por causa do Senhor,
estejam sujeitos a toda a instituição
humana, quer seja ao rei como soberano,
quer seja as autoridades como enviadas
por ele, tanto para castigo dos
malfeitores como para louvor dos que
praticam o bem. Porque assim é a vontade
de Deus, que pela prática do bem vocês
silenciem a ignorância dos insensatos
como pessoas livres que são. Não usem a
liberdade como desculpa para fazer o
mal. Pelo contrário, vivam como servos
de Deus. Tratem todos com honra. Amem os
irmãos na fé. Temam a Deus.
e honrem o rei. Vamos orar.
Senhor Deus, graças te damos. Estamos no
culto que é oferecido ao Senhor,
desfrutando de momentos especiais,
cantando, bendizendo o Teu nome por
conta das tuas maravilhas, por conta de
quem o Senhor é. E nós, nesse instante,
ó Pai, nesse momento do nosso culto tão
importante, queremos ouvir a tua voz.
aprender da tua palavra. Queremos ser
instruídos na verdade, porque sabemos
que a tua verdade tem nos guiado nesse
mundo, tem fortalecido a nossa fé, a
nossa comunhão, tem formado a nossa
cosmovisão, o nosso caráter. A tua
palavra faz isso. E por isso, ó Deus,
nós queremos pedir que mais uma vez o
Senhor aplique a porção dela que será
exposta nesta noite para o benefício,
para o enriquecimento do teu povo, do
povo que se prostra diante do Senhor e
do povo que reconhece o teu senhorio. Em
nome de Jesus e para a glória de Jesus
nós oramos. Amém.
Meus irmãos, 2026
é um ano eleitoral
e ninguém precisa começar a arrepiar os
cabelos, [roncando]
porque eu não vou entrar em alguns
pormenores sabendo da sensibilidade do
assunto e das diferentes posições que
podem existir entre nós.
Mas isso significa que dentro de alguns
meses estaremos todos exercendo o nosso
papel de cidadãos. e escolhendo os
nossos próximos governantes e
legisladores,
inclusive o próximo presidente da
República Federativa do Brasil.
E eu sei, como acabei de falar, que esse
é um assunto delicado em um mundo com
tantas complexidades,
em um país tão confuso e cheio de
mazelas quanto nós. Mas como cristãos,
não podemos nos eximir das nossas
responsabilidades quanto aquilo que as
Escrituras Sagradas ensinam de forma
direta e inconfundível sobre qualquer
que seja o assunto.
É claro que resistências e preferências
pessoais irão despontar, mas para não
nos perdermos em nosso horizonte,
precisamos buscar a diretriz do Senhor
acima de qualquer juízo individual. Isso
é importante, irmãos, sobretudo quando
as emoções afloram e alguns crentes
aparentemente
se esquecem daquele que é o seu
compromisso maior.
Aliás, aqui também nós podemos ser um
pouco mais abrangentes para nos lembrar
de diversos outros tipos de autoridades
que em nosso sistema não são escolhidas
pelo povo diretamente, mas asem poder.
se valendo de outros mecanismos
previstos em lei. Algumas delas estão
tomando decisões justas e injustas,
outras estão fiscalizando
estabelecimentos nas ruas, outras estão
monitorando a cidade, outras estão
ocupando postos específicos, algumas
estão agindo de maneira muito
responsável e eficiente, promovendo
avanços na nação. Outras estão
extrapolando e distorcendo suas
prerrogativas,
aceitando suborno e praticando
corrupção.
Há ações das autoridades que merecem
elogios efusivos e há ações das
autoridades que merecem as mais elevadas
críticas. Há mandatários que atendem em
alguma medida a comunidade e há
mandatários que geram com razão uma
grande indignação nos indivíduos. Dessa
maneira, irmãos, creio que a exposição
fiel de um texto como esse que acabamos
de ler é de suma importância, sobretudo
para responder perguntas como: "Devemos
nos sujeitar mesmo a toda a autoridade
humana?
Em que sentido devemos nos sujeitar a
elas em todos os casos ou há exceções?
Se há exceções, quais exatamente seriam?
E o tipo de governo importa?
Que tipo de protesto ou manifestação
nós podemos fazer sem que isso seja
desrespeitoso
aos nossos líderes?
Qual é efetivamente a maneira cristã de
lidar com essas questões? é o que nós
gostaríamos de responder parcialmente,
porque não temos aqui a condição e o
tempo suficiente para abordar todas as
possíveis situações que levantam dúvidas
sinceras em nós. Pelo menos, irmãos,
podemos encontrar princípios e critérios
bíblicos para proceder de uma forma
coerente com a nossa fé. E isso é o
mínimo que nós deveríamos buscar,
coerência com aquilo que nós afirmamos,
que nós cremos. Defenderei então que de
uma forma geral e de acordo com a nossa
herança reformada,
nós devemos sim nos submeter a toda a
autoridade humana por alguns bons
motivos que apresentaremos com base em
nosso texto. A pergunta agora nesse
momento é: por quê?
Por que nós devemos nos submeter às
autoridades e às instituições humanas?
Em primeiro lugar, meus irmãos, porque
elas foram instituídas por Deus. Esse é
o ponto fundamental. E para nós
cristãos, esse é o ponto basilar. Elas
foram instituídas pelo próprio Deus. A
primeira e certamente a principal razão
que nós temos para nos sujeitarmos à
autoridade é justamente essa. Observem
que no verso 13 nos é dito: "Por causa
do Senhor
estejam sujeitos a toda a instituição
humana". E no verso 15 temos a frase:
"Porque assim é a vontade de Deus".
Amados, vejam como a boa teologia sempre
lança luz de um modo prático sobre as
nossas condutas.
Isso porque Pedro revela que não é
possível transitarmos bem nesse assunto
sem ter uma compreensão preliminar
acerca da soberania
do Senhor. É aí que tudo começa. Talvez
você queira discutir a proposição. O
crente deve se submeter às autoridades
instituídas. Mas dificilmente um cristão
verdadeiro ousaria debater a proposição.
Deus é soberano sobre todas as coisas.
Desde quando Deus criou Adão e Eva,
estava implícito que a criatura devia
submissão ao seu criador. Notem que o
conceito de submissão, ele é
estabelecido logo no princípio de todas
as coisas. Estava
implícito ali quando o Senhor deu vida a
Adão e Eva que a criatura devia
submissão ao seu criador. E quando Deus
deu mandatos e ordens claras, essa
premissa básica foi confirmada. Deus
falou, Deus mandou, logo obedeçam.
Desde então, Deus estabeleceu
estruturas hierárquicas que pressupõe
liderança
na família, na igreja, no estado e na
sociedade de uma forma geral.
O entendimento desse fato é certamente
um ponto de partida fundamental aqui
para nós, irmãos.
De modo que se nós resistimos à lógica
de autoridade, nós estamos resistindo à
lógica como Deus fez todas as coisas.
A Bíblia revela muito claramente que é
Deus quem levanta reis e é Deus quem
abate os reis. Não há autoridade humana
que possa se estabelecer ou se sustentar
a parte do propósito de Deus, ainda que
tais autoridades tentem no fundo, no
fundo, lutar contra Deus.
Os salmos e o apocalipse falam de um
trono celestial e daquele que nele se
assenta. O apóstolo Paulo fala de um rei
eterno, imortal, invisível e único, a
quem será dada honra e glória para todo
sempre.
Um exemplo formidável desse domínio
amplo de Deus se dá quando observamos,
por exemplo, o capítulo primeiro do
livro de Daniel.
Ali aquela passagem mostra que Deus
levantou o reino da Babilônia e entregou
nas mãos de Nabuco Donozor o seu próprio
povo.
Algo que inclusive Abacuk não conseguia
compreender. Ele dizia: "Mas como assim?
Quer dizer que um povo impuro e malvado,
mais perverso e ímpio do que Israel vai
dominar? sobre aqueles que Deus escolheu
com mão de ferro. Pois é, meus irmãos,
Deus fez isso acontecer porque Deus
reina soberano acima de todos os reinos
e de todas as autoridades. Mas depois do
tempo determinado por ele, outro
governante pagão vai conceder aos
hebreus a condição de retornarem para
sua terra e reconstruírem a sua nação.
Você vai se lembrar quando Pilatos quis
se impor diante de Jesus em seu
julgamento, dizendo: "Você não responde,
você não responde às acusações que te
fazem. Não sabe você que eu tenho
autoridade tanto para te soltar como
para te crucificar?"
e ouviu de Cristo a sonora resposta. O
Senhor não teria nenhuma autoridade
sobre mim se de cima não tivesse sido
dada.
Portanto, temos de levar em
consideração, irmãos, que o governo
supremo desse universo é de Deus e que
todos os demais governantes humanos
atuam de forma temporária e limitada
pelo controle maior daquele que excede
todas as coisas. E aí quando pensamos
nisso, o tipo de governo ou o contexto
da época é o que menos importa. Não
interessa nesse sentido se estamos
falando aqui de monarquia, democracia,
parlamentarismo,
presidencialismo.
Não interessa se a figura que vem à
nossa mente é a figura de um rei, um
presidente, um ditador ou um primeiro
ministro. E não interessa se nós estamos
aqui falando do período do Antigo
Testamento, do período do Novo
Testamento ou dos dias atuais.
Vamos concordar que Nabuco Donozor e
Pilatos não eram exemplos de homens
corretos, muito menos de homens tementes
a Deus. Não eram exemplos de homens
cordatos e cheios de compaixão. Muito
pelo contrário.
Mas alguém discorda que Deus deu a eles
poder por algum tempo de acordo e para
cumprir os seus desígnios?
Meus irmãos, a Bíblia nos estimula a
orar. orar em favor dos reis e de todos
os que exercem autoridade, para que
vivamos vida mansa e tranquila, com toda
piedade e respeito. Mas eu não tenho
dúvidas de que em algumas situações, em
alguns lugares, por algumas razões, Deus
também levanta governantes que lideram
mal e que até oprimem o seu próprio
povo. E não é que Deus aprove
alguma, mas ele os usa como instrumento
para algo, porque ele é Deus. E ele usa
pessoas e ele usa anjos e ele usa
elementos da sua criação, e ele usa
animais e ele usa até Satanás para
cumprir os seus planos. ele é soberano.
Nesse sentido,
ainda que estejamos diante de um governo
ou de um sistema lamentável em muitos
aspectos, o princípio da submissão
permanece posto. Só que detalhe, não de
forma absoluta, porque de forma absoluta
e irrestrita nós só devemos submissão a
Deus.
E é com base na submissão a Deus que nós
mensuramos os limites da nossa submissão
a qualquer outra autoridade.
Mas o ponto central aqui é que o crente
não vai abandonar o princípio da
submissão facilmente.
Querem um exemplo disso? Nós não
precisamos buscar nenhuma outra fonte.
Nós não precisamos fugir do texto que
foi lido. Vejam só, quando Pedro
escreveu a sua carta, quem era o
imperador de Roma?
Ninguém menos do que Nero.
Nero era o imperador nesse momento. Roma
foi um império que se construiu na base
da força, da conquista territorial, da
imposição, como aliás era comum.
Naqueles tempos, Nero foi um imperador
romano
especialmente pervertido no seu caráter
e perverso na maneira como ouvia e como
lidava com os cristãos. Historiadores
sérios apontam que foi durante o seu
reinado que Pedro foi morto. Pedro, o
autor dessa carta, foi morto durante o
reinado de Nero. E também dizem os
estudiosos que Nero
possivelmente pôs fogo em Roma para a
acusar falsamente os seguidores de
Jesus. Imaginem, irmãos, a perseguição
que se instalou então nos tempos daquele
homem desequilibrado, cheio de torpezas,
extravagâncias, imoralidades e que
inclusive cometeu suicídio anos mais
tarde. Ou seja, aquele homem com esse
perfil não era digno do cargo que
ocupava, era o chefe maior de um
império, de uma civilização grandiosa.
Não que ele tivesse dignidade para isso,
mas ocupava esse poder, como muitos que
exercem alguma autoridade sobre o nosso
próprio povo e no mundo inteiro também.
E que nesse momento nós podemos dizer
não tem nem dignidade para ocupar o
cargo que ocupam, porque suas práticas
são libertinas ou porque eles agem de
modo desprezível. Mas o fato é que,
concordam comigo,
se houve um momento na história
em que os fiéis tinham motivos de sobra
para desprezar inteiramente uma
autoridade, era esse.
Era exatamente esse. E essa é a ironia
da história. Quer dizer, Pedro está
escrevendo nesse contexto
e dizendo para os crentes a quem ele
destinava esta sua epístola, que cabia a
estes crentes eh agir em sujeição às
autoridades estabelecidas. Nós não vemos
então Pedro apontar um caminho de
rebelião, nem minimamente. A palavra que
ele usa traduzida aqui como estejam
sujeitos é um verbo imperativo e
passivo,
ou seja, em obediência a Deus e de modo
consciente aceitem, se submetam a toda
instituição humana, não apenas ao
governante maior, que ele diz seria o
rei,
como também as autoridades inferiores a
ele, autoridades secundárias por ele
enviadas ou estabelecidas. Quer dizer,
são termos que nós nem temos como
discutir, irmãos. Nem temos como
discutir. O padrão bíblico é que como
regra as autoridades
devem ser respeitadas. Uma conclusão que
extraímos então desse ponto é que o
comportamento moral indecente,
condenável ou mesmo a hostilidade
contra os cristãos da parte de um
indivíduo que ocupa uma posição de
poder, não é por si só razão para que os
servos de Deus se recusem à sujeição.
E eu sei que isso é duro de ouvir.
Eu sei que não é fácil de ouvir isso.
E meus irmãos, nós não precisamos
no sentido pessoal ou no sentido
ideológico nos identificar ou gostar das
autoridades que estão lá.
Nesse sentido também nós podemos
externar algum tipo de inconformismo,
algum tipo de crítica de insatisfação,
mas colocar estas coisas nas mãos de
Deus e se sujeitar acima de tudo ao
próprio Deus.
explicitamente ou nas entrelinhas, Pedro
argumenta que os cristãos tinham que
fazer isso, não porque eram obrigados a
ter qualquer inclinação favorável a um
soberano, mas porque nesse momento é
necessário deixar os nossos interesses
de lado e pensar no que é melhor para a
causa de Cristo e para o reino de Deus.
>> [roncando]
>> E é nesse ponto que está também o limite
da nossa submissão.
Essa é a linha que modifica a história.
Por discordâncias meramente
administrativas,
ideias próprias do campo político que
estão na esfera e na competência do
governo não é motivo para nos
rebelarmos, para nos insurgirmos, nada
disso. Há coisas mais importantes para
erguer as nossas vozes. E os crentes não
devem ser inclinados à prática de
arroaças, badernas, ataques violentos,
nada desse tipo. Isso não combina
conosco.
Devemos ser, como servos de Deus, que
somos submissos às autoridades,
desde que elas não queiram nos obrigar a
renegar a nossa fé em qualquer ponto.
Porque não estamos também como crentes
dispostos a recuar 1 mm naquilo que é
essencial à nossa vida com Deus. E desde
que elas não tentem impedir que nós
cumpramos o nosso dever como cidadãos
dos céus, como igreja, como filhos do
Altíssimo, inclusive no sentido de
apontar o erro, acusar o pecado, cobrar
a justiça, divulgando e vivendo com as
nossas convicções bíblicas muito bem
firmadas, porque o nosso compromisso
maior é com Deus. E se nós somos
submissos às autoridades humanas, é
porque, em primeiro lugar, somos
submissos a Deus. Esse é o princípio.
Foi com essa ótica que João Batista
falou contra Herodes e Herodias e isso
lhe custou a liberdade depois a morte.
Um episódio, aliás, que não é estranho
na biografia dos profetas antigos.
Foi também em uma situação assim que
Pedro e João se pronunciaram diante do
sinédrio judaico, dizendo: "Antes
importa que obedeçamos a Deus que aos
homens quando lhe mandaram parar de
falar de Jesus.
Estar sujeito, então,
não significa de forma alguma avalizar,
apoiar ou ser cúmplice de tudo que uma
autoridade faz. E todas as vezes que
elas atingirem arbitrariamente
os pilares da nossa crença, invadindo
esta esfera motivada pela própria
rebelião que algumas destas autoridades
têm contra Deus, aí sim e somente aí nós
não obedeceremos.
Quando quiserem mudar a nossa identidade
que está vinculada a Cristo, quando
quiserem desconfigurar a pregação
ortodoxa,
modificar os mandamentos de Deus, quando
quiserem colocar impecílios a oração,
quando quiserem nos calar diante de leis
injustas e opressoras que atentam contra
a vida,
contra a vida de bebês que promovem a
imoralidade e a prostituição. que
degradam a dignidade humana, que
corrompem crianças, que afetam
casamentos.
quando nos quiserem obrigar a desfazer
dos absolutos de Deus e a aceitar estas
coisas e até quem sabe alguns queiram
nos obrigar a defendê-las sob a ameaça
de sermos punidos, banidos ou coisa
parecida, quando nos quiserem proibir de
simplesmente existirmos como crentes e
agirmos como crentes, então as coisas
mudam.
Continuaremos submissos às às
autoridades,
mas não estamos prontos a obedecê-las
cegamente quando elas incidem de modo
flagrante em atos de afronta e de
blasfêmia contra Deus, querendo impor
estas normas a nós. Os crentes serão
cidadãos mais honros com os governantes.
Aliás, historicamente sempre foi, sempre
foram,
mas não a ponto de substituírem a sua
devoção a Deus por qualquer outra
personalidade ou instituição.
E aqui está um ponto que deveria nos
preocupar, irmãos. Esse é um ponto que
deveria nos preocupar em nosso contexto.
Nós temos visto muitos cristãos
idolatrando autoridades,
endeusando pessoas, às vezes até
esquecendo da doutrina da depravação
total e enxergando nas instituições
humanas a razão de ser das suas batalhas
e a solução para suas crises,
colocando nelas também a sua esperança
de mudança, de alegria, de melhora, de
progresso. Isso é um absurdo,
porque isso é negar que o pecado está
entranhado nos homens
e que isso por si só deveria nos fazer
ter uma visão mais crítica e desconfiar,
desconfiar das intenções de quem nos
governa, quem quer que seja, porque são
seres humanos
comandando máquinas.
O nosso Deus é um só.
O nosso Salvador morreu na cruz e
ressuscitou.
A cura do coração não vai se dar com
programas ou projetos sociais, mesmo que
exista algum mérito neles.
E nós somos capazes de reconhecer os
méritos dessas coisas.
Como crentes, nós devemos estar prontos
a pagar o preço da nossa fidelidade
naquilo que nós sabemos ser o nosso
dever diante de Deus, a única autoridade
absoluta e inquestionável que existe
nesse mundo.
E pelo Senhor vale a pena qualquer coisa
pagar o preço, vale a pena até morrer
pelo Senhor. Por qualquer outra não.
Não mesmo,
porque todas as outras autoridades são
derivadas de Deus e recebem de Deus a
incubir.
Ninguém alcança posições elevadas sem o
aval, sem a permissão, sem a
determinação de Deus. Portanto, não tem
cabimento que alguém queira sobrepor
autoridade maior de todo o cosmos. que é
a autoridade de Deus.
Mas via de regra, irmãos, não somos
chamados a resistir,
somos chamados a nos submeter.
Portanto, que fique claro que as
ressalvas que eventualmente nós podemos
fazer e que eu mesmo fiz devem ser
encaradas como exceção, em condições
específicas. Porque como ensinam os
apóstolos Pedro e Paulo, que foram
perseguidos por autoridades
inescrupulosas,
devemos como princípio, nos sujeitar às
instituições humanas, porque não sem
razão, elas foram estabelecidas pelo
próprio Senhor. Se amamos a Deus, se
confiamos na sua sabedoria, não há outra
coisa a ser feita.
A segunda razão porque nós devemos nos
submeter às autoridades humanas
é porque por meio delas malfeitores são
castigados e benfeitores são
recompensados.
Esse é o segundo ponto. Por meio das
autoridades que Deus instituiu,
malfeitores são castigados e benfeitores
são recompensados.
Deixa eu explicar o que eu quero dizer
com isso, irmãos. E o que Pedro está
também destacando,
qualquer forma de governo é melhor do
que a anarquia.
Qualquer forma de governo é melhor do
que o caos.
O evangelho não é uma doutrina de
anarquia. O cristão não é fomentador de
contenda, não é um perturbador da paz.
O cristão carrega consigo o espírito da
conciliação.
Por isso, se você começou a se afastar
do seu irmão, se você começou a ter
problema em casa, se você se afastou do
seu pai, da sua mãe, do seu filho, por
questões desse tipo, por questões
políticas do campo administrativo,
social, seja lá qual for, comece a rever
qual é a sua prioridade, o que é que
domina o seu coração.
Porque o evangelho é de reconciliação.
E o e o cristão se submete às
autoridades por amor do Senhor e até
mesmo em coisas que não o agradam
pessoalmente.
Deus é o criador das instituições mais
importantes que existem. Gravem isso.
Ele é o criador da família, ele é o
criador da igreja, ele é o criador do
estado em última instância. E ele mesmo
deu as prerrogativas, os limites, os
deveres e os direitos dessas
instituições.
É claro que tudo que vem de Deus é bom.
Se tudo que vem de Deus é bom, por
inferência, o Estado, no cumprimento da
sua função também o é.
Ora, se há tantos problemas no mundo com
leis a serem observadas, com punições
que elas trazem, imaginem se não
existissem homens que elaborassem as
leis, que as aplicassem, que julgassem
segundo elas. Imaginem o que seria do
mundo. As leis, irmãos, mesmo as leis,
os códigos legais humanos cheios de
falhas, lacunas, elas são, entretanto,
uma expressão da graça comum de Deus que
dota os homens de algum senso de dever,
verdade e justiça.
Nesse sentido, elas servem como
termômetro, como parâmetro a posteriore,
para que você avalie, por exemplo, se um
legislador é bom ou mau pela maneira
como ele utiliza ou se utiliza da lei,
ou se um determinado juiz é bom ou mau
pelo mesmo motivo.
Mas o ponto aqui é que se não existissem
autoridades, restaria apenas o
discernimento individual e o relativismo
no seu estágio mais avançado. E quando a
sociedade é deixada a mercê do seu
próprio crivo, a perversidade encontra o
seu apogeu.
Recentemente, em uma das nossas classes,
estudamos o livro de Juízes, quando
pecados terríveis são trazidos à luz e a
calamidade moral tomou conta das tribos
de Israel. E o autor do livro traz uma
explicação óbvia para esse cenário. Ele
diz: "Naqueles dias, cada homem fazia o
que achava mais reto."
Que medo dessa frase.
Imagine uma sociedade, uma comunidade em
que cada pessoa faz o que bem quer,
o que na sua avaliação é correto ou
justo.
Quer ver uma sociedade se destruir ou
quer ver a maldade se espalhar em
proporções gigantescas? Retire as
autoridades,
rechace os governantes e deixe cada um
por si.
Então, irmãos, as autoridades
servem a um propósito de Deus.
Elas servem ao propósito de frear e
inibir o mal. É como um escudo que Deus
nos dá para conter o ímpeto dos homens
cruéis. que não poucas vezes são detidos
e postos em cárcere ou até perdem a
própria vida no confronto com forças de
segurança, por exemplo.
Como diz Pedro, as autoridades estão aí
para castigo dos malfeitores, mas não
somente, elas estão aí também para o
benefício dos que praticam o bem.
Nós nos valemos ou podemos nos valer
algumas vezes ou muitas vezes das
autoridades
de modo direto ou indireto,
com vistas à validação de um ato, a
proteção de uma propriedade, a resolução
de conflitos diversos, enfim,
talvez o sentimento padrão que você
tenha no momento é eu passo mais raiva
com as autoridades do que tenho
satisfação com elas. Tudo bem, mas
existe um padrão,
existe uma ordem estabelecida por Deus e
as autoridades são peças do tabuleiro de
Deus.
Elas funcionam em alguma medida elas são
úteis e importantes.
Por isso, é claro que é sempre positivo
termos boas autoridades e não más
autoridades nos governando ou decidindo
aspectos do nosso cotidiano, das nossas
logísticas, enfim, das nossas vidas.
Embora nossas vidas não se limitem a
esse mundo, é sempre bom lembrar,
porque tem gente que parece que quer
construir um paraíso na Terra.
E isso não vai acontecer até que Cristo
volte.
No contexto de Pedro,
no antigo império romano,
Deus usou iniciativas de governantes
para fazer avançar a mensagem do
evangelho. E eu quero que você reflita
sobre isso.
Por exemplo, na chamada Pax romana,
o império trabalhou pela integração dos
povo sobre o seu domínio, o que ajudou a
unificar certas características da
cultura e da língua por extensos
territórios.
Mais do que isso, lembre-se de que
estamos falando do mundo antigo, bem
diferente do nosso, e a construção de
estradas
em grande escala, trabalho difícil,
pesado, mas muito bem feito para as
possibilidades da época, representou um
marco impressionante,
um avanço civilizatório que acabou
contribuindo para o interesse de Deus e
da sua própria igreja.
E nós podemos dizer, meus irmãos, que
esses extraordinários projetos da
engenharia antiga não se deram porque as
autoridades romanas eram boazinhas,
mas porque elas almejavam mais controle,
a facilitação do recolhimento de
impostos, mais poderio militar e
econômico, porque também assim as
atividades comerciais se tornavam mais
dinâmicas.
Esse era o projeto de Roma. O projeto de
Roma era esse, mas o projeto divino
executado por meio daqueles agentes é
sempre muito mais glorioso.
que a disseminação do evangelho de
Jesus, a mensagem do Cristo que
ressuscitou, ganhou força e se espalhou
intensamente por conta de toda a
infraestrutura que foi montada com
outros fins e por causa de esforços no
sentido de aproximar pessoas de
diferentes etnias ou como nós
chamaríamos no mundo moderno, pessoas de
diferentes nacionalidades.
Então
você percebe
como mesmo governantes maus
podem promover algum bem, ainda que não
intencional
ou ainda que com motivações erradas.
Você percebe como as pessoas miram o que
elas veem, mas Deus acerta o que ninguém
vê.
De forma superficial ou mais direta,
podemos dizer que pouco benefício
específico os cristãos recebia recebiam
do governo que os perseguia. Concorda?
Que tipo de benefício maior os crentes
dos dias de Pedro recebiam de
autoridades como aquelas?
Mas a compreensão
do que Deus constrói a partir dos ímpios
mantém a visão de Pedro e a cabeça dos
crentes no lugar.
Porque apesar de tudo havia benefícios
gerais dos quais todos desfrutavam de
certa forma. E meus irmãos, é isso que
Deus faz.
Deus usa invenções humanas, Deus usa
esforços humanos, Deus usa instituições
humanas, Deus usa criatividade humana. E
mesmo que estes homens nem estejam aí
para Deus, ele faz coisas grandiosas. É
como a gente pensar que a invenção da
imprensa por Gutenberg
possibilitou o avanço da reforma
protestante, dos escritos, da divulgação
da teologia naqueles tempos.
Então, vejam que Pedro diz isso e o
apóstolo Paulo vai na mesma linha.
Ele nos ensina em Romanos capítulo 13,
porque os magistrados não são para temor
quando se faz o bem e sim quando se faz
o mal. Você quer viver sem medo da
autoridade? Faça o bem e você terá o
louvor dela. Pois a autoridade é
ministro de Deus para o seu bem. Mas se
você fizer o mal, então tenha medo,
porque não é sem motivo que a autoridade
traz a espada, pois é ministro de Deus
vingador para castigar quem pratica o
mal.
Então, Deus muitas vezes recompensa as
boas obras por meio das autoridades e
Deus muitas vezes pune pessoas malignas
por meio das autoridades também.
É só lembrar, irmãos, e aí eu sei que é
um exemplo extremo, mas como eu estou
tratando do império romano, faça um
exercício e lembre-se, por exemplo, do
que era a crucificação em Roma e ao que
que ela se destinava. É claro que nós
ficamos horrorizados com todos aqueles
pormenores e os sofrimentos que eram
impostos aos condenados. Eh, OK. Eh,
ainda ainda mais eh pela relação óbvia
com a injustiça que era cometida em
alguns casos, sendo a crucificação de
Jesus o ato mais odioso que o ser
humano, com todo o seu potencial
destrutivo foi capaz de produzir. Ainda
assim, naqueles tempos e em outros
tempos mais antigos, nós sabemos que
muitas autoridades vigentes e tribunais
do passado, daquela época, pensavam em
punições exemplares aos malfeitores, aos
perturbadores da ordem, aos assassinos,
aos ladrões e assim por diante.
ainda que em grande parte os próprios
governantes
se mostrassem fascínas e tiranos
desvairados curiosamente,
curiosamente.
E Deus faz isso.
Eles eram também a vara
que usada pelo próprio Deus castigava
homens violentos que cometiam
atrocidades e algumas atrocidades
inomináveis.
Deus faz isso também. Deus usa ímpio
para punir ímpio.
Deus usa ímpio como vara para castigar
outro ímpio.
Ele é Deus, ele faz isso. Ele governa
assim.
Portanto, Deus intervém e direciona a
história através das autoridades, dos
governos, das instituições. Inclusive,
nesse dever fundamental, o Estado deve
ser cobrado.
Algumas autoridades às vezes fazem
exatamente o oposto, não é? premiam a
indecência, a incompetência, o deslecho
e oprimem os que querem ser
responsáveis, coerentes, trabalhadores,
enfim.
Mas a responsabilidade fundamental delas
está em retribuir
de acordo com o bem ou o mal que os
indivíduos praticam. A expressão
ministro de Deus, que as caracteriza
aqui em Romanos, é forte. Deus deu às
autoridades o direito de fazer uso da
espada, o que legitima que as mesmas
apliquem prisões, sanções diversas, até
mesmo autorizem a morte de alguém nos
casos mais extremos e que impliquem
legítima defesa ou cumprimento pleno e
estrito da função legal.
Em alguns países a pena capital
funciona, mas Deus deu a esse mesmo
estado a prerrogativa e a condição de
promover o louvor dos retos, de
incentivar as boas obras, de recompensar
o procedimento adequado, de ajudar e
facilitar a vida dos que são honestos e
leais.
Quer dizer, os governantes são colocados
no poder como ministros de Deus, não
sendo eles necessariamente crentes, nem
tementes a Deus. Oupando esse espaço,
deveriam servir a Deus e à sociedade,
estabelecendo a ordem, fazendo
prevalecer a lei e trabalhando pelo
bem-estar geral.
Com isso, irmãos, devemos nos sujeitar
às instituições humanas, porque por meio
delas os malfeitores são castigados e
também por meio delas os benfeitores são
recompensados.
Em terceiro e último lugar,
nós devemos nos sujeitar às autoridades
e as instituições humanas estabelecidas
por Deus, porque isso é fundamental para
o nosso testemunho pessoal
e isso é fundamental para a promoção da
glória de Deus também nesse mundo.
Observem o que Pedro ressalta nos versos
15 e 16. Porque assim é a vontade de
Deus, que pela prática do bem vocês
silenciem a ignorância dos insensatos.
Como pessoas livres que são, não usem a
liberdade como desculpa para fazer o
mal. Pelo contrário, vivam como servos
de Deus. A expressão à vontade de Deus é
recorrente na epístola. Em alguns
momentos, Pedros, Pedro faz uso dela
para enfatizar coisas que ele considera
relevantes.
E o que é relevante aqui agora, irmãos,
é demonstrar que os cristãos precisam se
submeter às autoridades com o fim de
silenciar
ou emudecer
os insensatos e ignorantes. Vejam que
interessante. Essa expressão silenciar
pode ser aplicada ou podia ser aplicada
quando se colocava uma fcinheira no
animal perigoso.
Sabe o animal perigoso? Você coloca a
fucinheira e ele fica ali sem conseguir
causar dano. É, essa é uma imagem muito
boa. Sabe por quê?
Porque quando você faz isso, quando você
coloca a focinheira num animal feroz,
você não muda a natureza dele.
Você não muda a natureza. A natureza
dele é aquela, é uma natureza até má. O
animal continua querendo morder, ele
continua desejando atacar, mas ele é
contido, ele é impedido pela focinheira.
O que Pedro está dizendo é que os
insensatos desse mundo estão loucos
para ter do que acusar os crentes.
Querem uma chance,
querem uma oportunidade. Os insensatos
são como animais babando para prejudicar
a igreja de Jesus. E aí ele disse para
os crentes: "Não deem chance.
Não deem chance. Coloquem uma
furcinheira neles para que não tenham do
que falar e fiquem em silêncio. De um
modo que mesmo que eles queiram morder,
eles não possam fazer isso. E qual seria
uma forma eficiente de alcançar esse
objetivo? mostrando boa vontade e se
sujeitando às autoridades.
Como é que o crente coloca a focinheira
nesse povo
sendo crente de verdade,
temendo a Deus, servindo as pessoas,
amando as pessoas, se sujeitando às
autoridades estabelecidas.
Notem mais um detalhe. Pedro diz assim:
"Como pessoas livres,
sem usar a liberdade para fazer o mal".
Isso é irônico e curioso.
Pedro enfatiza
que os cristãos são livres. Irmãos,
prestem atenção nisso, porque Pedro está
dizendo estas coisas. Ele está
escrevendo para um grupo de pessoas que
estavam sendo perseguidas e ameaçadas. É
como se ele então estivesse dizendo, "Os
crentes em Jesus são verdadeiramente
livres.
Eles podem estar sendo perseguidos, eles
podem estar perdendo coisas, eles podem
ter a liberdade suprimida, mas eles são
livres.
E de fato nós temos liberdade em sentido
amplo.
Os cristãos estão livres da escravidão
do pecado. Os cristãos estão livres do
medo. Os cristãos estão livres da
condenação. Os cristãos estão livres da
morte. Os cristãos têm liberdade de
consciência. Os cristãos são livres para
amar, para perdoar. Os cristãos não são
escravos dos seus impulsos. Os cristãos
são livres, inclusive para fazer o bem.
a quem lhe deseja o mal.
E para elucidar um pouco mais,
lembro-me aqui muito bem da ocasião em
que religiosos hipócritas dos dias de
Cristo armaram uma situação para o
lançarem contra as autoridades.
Você lembra disso?
Lucas nos conta no capítulo 20 do seu
evangelho que aqueles religiosos
subordnaram emissários que vieram até
Cristo perguntar: "É lícito pagar
imposto a César ou não?"
E o que eles intentavam, na verdade era
criar embaraços a Cristo, fazendo-o
definir se ele aceitava ou não o governo
de César,
considerando que nenhum judeu estava
satisfeito em estar sob o domínio de
Roma. A pergunta astuciosa era uma forma
de dizer: "Você está ao lado dos judeus
ou você está ao lado dos romanos?
Você acha justo que um judeu seja
obrigado a pagar tributo a César ou
deveríamos nos rebelar contra isso?" E
Jesus fez o quê? Jesus pediu um denário
que era a moeda da época. E ele
perguntou: "De quem é essa figura e
inscrição?" "De César", responderam
eles. Então disse Jesus: "Deem a César o
que é de César e a Deus o que é de
Deus".
E o versículo 26 afirma então que não
puderam apanhá-lo em palavra alguma
diante do povo e admirados da sua
resposta calaram-se. Jesus fez emudecer
aqueles homens pela sabedoria da sua
resposta. Eles se calaram.
Jesus colocou uma focinheira [risadas]
nos seus adversários
porque ele deu uma resposta correta.
Entreguem a César o que é de César.
Entreguem a Deus o que é de Deus.
O que os inimigos de Jesus fizeram e
muitos desavisados ainda fazem, irmãos,
é uma estratégia de Satanás para
diminuir a relevância do ministério de
Cristo.
como se o rei do universo estivesse em
uma disputa por um reino terreno,
como se ele fosse apenas um sustentador
de uma filosofia meramente humana e como
se o problema central do homem se
resolvesse com boa gestão, com
investimento em algumas áreas, com
paliativos frágeis e fora da cruz.
Lembram quando Jesus multiplicou pães?
Jesus multiplicou pães e quiseram fazer
dele um rei.
Os imediatistas de plantão, os
materialistas que só pensam em comida e
na satisfação de anseios pontuais, fazem
constantemente esse tipo de confusão.
Alguns ainda hoje querem transformar
Jesus em uma espécie de revolucionário
que morreu por estar envolvido em um
tipo de luta social em favor dos
marginalizados e contra os poderosos.
Irmão, sabe por que isso não procede?
Pelo menos dessa maneira?
Porque na verdade Jesus veio não apenas
por causa dos marginalizados, mas ele
também veio por causa daqueles que se
acham alguma coisa quando nada são.
Jesus morreu pelos pobres, pelos cegos,
pelos publicanos, pelas prostitutas,
pelos leprosos. Mas ele morreu também
por aqueles que se consideravam sábios,
pelos que se consideravam prósperos, mas
cuja única riqueza que conheciam não
podiam levar consigo desse mundo. Jesus
morreu por viúvas e órfãos, mas ele
também morreu por Zaqueu, por José de
Arimateia, possivelmente por Nicodemos,
pelo apóstolo Paulo, que também tinha
prestígio e credibilidade diante do seu
povo.
Jesus morreu pelos desfavorecidos, mas
ele morreu também por autoridades desse
mundo.
E a nossa submissão às autoridades e
oração por elas também se dá devido a
isso. Jesus morreu por muita gente, cujo
nome jamais se tornará conhecido nas
manchetes globais. Mas ele morreu também
por famosos que arrastam multidões. Ele
morreu por plebeus e por reis. Ele
morreu pelos esquecidos e abandonados,
mas morreu por alguns astros de
Hollywood. Ele morreu por gente de nação
subdesenvolvida e ele morreu por gente
de nação do primeiro mundo. Essa
divisão, essa categorização do ser
humano é negativa.
Os homens são pobres sem Deus e precisam
de Deus. Independente da sua condição,
todos pecaram e carecem da glória de
Deus.
Então, não queira apenquenar o Senhor
Jesus e o seu ministério, associando-o a
um conceito menor, a uma figura menor,
como César.
César pode até ser o imperador de Roma,
o homem mais poderoso da época, mas ele
é uma figura menor, muito menor em
comparação com o filho de Deus. Jesus
não está aqui equiparando forças com
ele.
E então Jesus diz: "Entrega o denário
para ele."
O que que consta nessa moeda? Qual é a
figura que tá aí? Não é a de César?
Entrega o denário para ele, porque essa
é a glória que ele tem. Mas não
equiparem Jesus a isso. Jesus domina
sobre César.
Teve até um decreto imperial no contexto
do nascimento do Messias que ajudou a
cumprir a profecia em Belém. Lembram?
Jesus domina sobre o império romano.
Jesus está em um plano maior.
Não dá para equiparar as duas coisas,
porque isso é como equiparar o
temporário ao infinito. É como enquadrar
o céu em um sistema falido. É como
reduzir a mensagem de redenção
abrangente que reconcilia os homens com
Deus a uma briga de egos e a uma feira
de vaidades localizada que divide os
homens.
Entenda que Jesus pode fazer diferença
para melhorar o nosso cotidiano através
dos nossos governantes e escolhas. E nós
somos responsáveis pelas escolhas que
fazemos. Sim, diante de Deus. Não pense
que não,
mas ele é sobretudo Jesus é sobretudo um
rei transcendente,
como o ladrão da cruz entendeu que ele
era.
O ladrão da cruz estava morrendo e via
Jesus agonizando ao seu lado, mas
encontrou o fôlego suficiente para fazer
a súplica que mudou não a sua vida
terrena, porque a sua vida terrena
estava literalmente acabando, mas mudou
a sua eternidade.
Jesus, lembre-se de mim quando você vier
no seu reino.
Porque na hora da morte, como aquele
ladrão estava, na hora da morte, o reino
desse mundo não conta nada.
E o que vai ficar e o que é eterno é o
reino celestial, é o reino de Cristo.
E é com esse reino e com essa condição
que você e eu e todos nós deveríamos nos
preocupar em primeiro plano.
Jesus claramente reconheceu que existe
uma esfera,
uma esfera de ação na qual o Estado
atua, que é plenamente legítima,
como no que diz respeito à cobrança de
tributos.
Jesus não quis entrar nessa discussão
com aqueles que lhe trouxeram a É lícito
pagar tributos. Isso é uma esfera do
Estado.
E naquilo que é legítimo o Estado fazer,
nós temos sim, meus irmãos, que nos
submeter.
E é assim que desmoralizamos
aqueles que eventualmente nos acusam,
mostrando que a nossa causa, nossa luta,
nosso interesse pode tangenciar questões
de um governo ou outro, mas vão muito
além.
E sim, existem governos e governantes
melhores e piores.
E sim, a nossa cosmovisão deve estar bem
ajustada para discernir e escolher, já
que o nosso sistema permite, com
sabedoria e temor a Deus em consonância
com o que cremos.
Mas em nosso coração
pulsa algo grandioso,
uma glória maior, uma glória que os
maiorais desse mundo não alcançam com as
suas benevolências ou crueldades, com as
suas articulações ou tramas de todo
tipo.
E então pelo nosso exemplar
comportamento, pela nossa inquestionável
moralidade, lisura, honestidade, pelas
nossas boas obras, pela firmeza das
nossas respostas, como Jesus, fazemos
calar os insensatos que não conhecem o
Senhor.
Essa é a proposta.
Charles Spur disse certa vez que a
ignorância é barulhenta.
Como nós devemos silenciar a ignorância
barulhenta? Por argumento? Não. Porque a
ignorância não se submete a argumentos.
A ignorância só pode ser silenciada
quando nós fazemos o bem.
Você
já tentou discutir com uma pessoa
insensata
ou perda de tempo?
Ou perda de tempo é discutir com alguém
insensato, com alguém endurecido e tolo.
A ignorância é barulhenta
e discutir ou conversar com a ignorância
não faz bem.
O que muda uma situação
de maneira muito eficaz é a forma como
nós vivemos, são as práticas que nós
adotamos.
E é isso que Pedro está dizendo, com o
seu comportamento no meio dos gentios,
com a sua sujeição às autoridades
instituídas, mesmo más autoridades,
nos limites possíveis estejam submissos
a elas. É por isso que Paulo diz que nós
devemos estar sujeitos, irmãos, aos
superiores,
não apenas por temor da punição,
mas por dever de consciência, uma vez
que o nosso testemunho está em jogo, e
está em jogo a glória do Deus que nós
servimos. É desse modo que nós vamos
cumprir a determinação de Pedro no verso
16 e viver como servo de Deus. O
princípio básico que verificamos é que
não podemos dever nada a ninguém. Você,
você percebe essa lógica no texto? O que
Pedro tá dizendo é: "Não devam nada a
ninguém".
Isso é o crente. O crente não deve nada
a ninguém. Jesus não disse: "Dai a César
o que é de César?
Dai a Deus o que é de Deus". Não deva
nada, nem a César e nem a Deus.
Paulo diz em Romanos 13 verso 7: "Paguem
a todos o que lhes é devido. A quem
tributo, tributo. A quem imposto,
imposto. A quem respeito, respeito. A
quem honra, honra.
E Pedro diz aqui no verso 17, "Tratem
todos com honra, amem os irmãos na fé,
temam a Deus e honrem o rei."
Com palavras diferentes,
todos dizem a mesma coisa quanto a nossa
conduta diante dos magistrados. Agora, o
que essas autoridades não podem fazer,
irmãos, em hipótese nenhuma,
é delimitar o nosso testemunho,
é tirar o nosso direito de sermos
crentes,
é podar a pregação do evangelho fiel,
é invadir o espaço que Deus nos deu, que
também é legítimo para nós. O espaço
delas é legítimo. O nosso espaço como
crentes e como igreja também é legítimo.
É querer que fiquemos omissos ou calados
diante de afrontas a Deus ou injustiças.
É ditar os nossos referenciais morais,
porque esse não é um papel do Estado,
nunca foi.
Aliás, se você pensa nisso, eu convido
você a repensar. A fonte da nossa
autoridade não é o estado.
A fonte da nossa moralidade é Deus.
Não podem então querer nos obrigar a
aceitar certas coisas ou a fazer coisas
que sejam incompatíveis com o propósito
do Senhor que nós procuramos cumprir.
Porque essa é a razão da nossa vida. É
para isso que nós estamos no mundo, para
fazer a vontade de Deus.
Não podem querer ferir a nossa
consciência como crentes. Isso não.
A igreja dos dias dos apóstolos não
estava calada, passiva, inerte, mas ao
mesmo tempo se preocupava com questões
mais profundas em como deveria trabalhar
pelo reino de Deus. E não admitia que
ninguém os impedisse de fazer isso,
porque isso era simplesmente a razão das
suas vidas, como tem que ser da nossa.
Não desejamos esse cenário, irmãos,
mas muitos cristãos no mundo inteiro e
ao longo da história morreram nas mãos
de altas autoridades
porque se recusaram a abandonar a sua fé
como os apóstolos,
como este apóstolo que escreve esta
epístola. O que nós devemos fazer é
lutar para inserir os nossos valores e
viver de tal maneira a vida cristã
que sejamos notados como modelos para
todos quantos não obedecem a Deus e não
conhecem a Cristo. E isso tem que
começar urgentemente
na família, entre os parentes, na
própria igreja, entre os amigos,
colegas, vizinhos. É assim que a
sociedade pode ser impactada pela
palavra de Deus e experimentar
transformações concretas em sua
estrutura. Qualquer outra forma de
conduta agressiva, truculenta, rebelde,
é temerária, porque além de não
alcançarmos respeito e nem os alvos
pretendidos, ainda ferimos o nosso
testemunho cristão e deixamos de
glorificar a Deus.
Como dissemos no início do nosso sermão,
esse é um ano em que mais uma vez
teremos logo logo mais a imensa
responsabilidade
de escolher os nossos governantes.
Alguns estão aí em término de mandato,
outros estão no meio do mandato, mas
independente de quem ocupe o poder
político no país, a nossa postura e a
nossa visão cristã não pode mudar.
Há um governante maior sobre o mundo,
que por sinal é também o criador de
todas as coisas. A ele nós nos devotamos
acima de qualquer coisa e é com ele,
lembrem, o nosso compromisso maior.
Dessa forma, é a partir disso que
entendemos que não existe autoridade
humana que não esteja ocupando um lugar
ou função que Deus lhe concedeu.
Ainda que uma autoridade específica não
esteja à altura do seu cargo.
Nós confiamos é no Senhor
e assim nos submetemos a aqueles que o
Senhor colocar para liderar sobre nós.
Por essas autoridades devemos interceder
para termos tranquila. A elas devemos
honrar pela importante missão que está
nas suas mãos e por causa do nosso
testemunho e da honra de Cristo.
Mas nunca jamais cederemos um só espaço
para que interfiram na nossa fé.
Nunca jamais venderemos nossos
princípios ou rebaixaremos o nosso
padrão, o padrão de Deus, para o deleite
de uma sociedade promíscua ou para o
deleite de governantes corruptos,
usando um ideal reformado,
só lhe deu glória.
É a Deus, meus irmãos, sobretudo, acima
de tudo, a Deus que nós devemos render
toda honra e toda glória.
Vamos orar.
Senhor,
nesse mundo nós somos peregrinos e
forasteiros,
como diz teu servo, apóstolo Pedro.
Então, não colocamos o nosso coração
nestas coisas,
mas temos obrigações e responsabilidades
como crentes no testemunho que damos a
teu respeito,
como pessoas que observam os teus
parâmetros, a tua palavra, que vivem
para te agradar e não para agradar
homens, e que temem o Senhor acima de
qualquer homem.
Então, ó Deus, fortalece estas nossas
convicções,
dá sabedoria pro teu povo, Senhor,
dê discernimento para nós, para que
sejamos fiéis ao Senhor,
para que tenhamos caráter cristão,
para que ousemos falar de Ti, para que
oremos em todo lugar,
para que honremos aqueles que o Senhor
estabeleceu como autoridade sobre nós,
mas que nunca nos esqueçamos
de que o nosso compromisso maior é com o
Senhor
e que isso nos direcione, que isso nos
mova, que isso nos desperte
pra glória de Jesus Cristo, aquele que
vive e reina para sempre pelos séculos
dos séculos. E é em nome dele nós também
oramos. Amém. Vamos ficar de pé, irmãos.
Vamos cantar.
Enquanto cantamos o hino final.
Aqueles que estão preparados podem
trazer diante do Senhor os seus dízimos
e ofertas.
>> [música]
[música]
>> Deos amigo é Cristo.
[música]
Revelou no [canto] seu amor
[música]
>> e nos diz queos.
>> [música]
>> Cuidado, sem temor.
Fa [música]
o coração morindo
[música]
comção.
[canto]
[música]
>> É porque nós não levamos.
Ó [música][canto] ele em oração.
Tristado,
te
[música]
[canto] sentido.
>> A Jesus [música][canto] eterna vida.
Com fé [música][canto] teu mal estou.
>> Meus amigos te desprezam.
[música]
em oração
e por [música] seu amor tão
[música]
serás no coração. [canto]
>> Cristo é verdadeiro
amigo. [música]
Prova [música][canto]
nos mostrou
>> tudo
para resgataros [canto][música]
e o files se [música][canto] encantou
[música] amor precioso [canto] sangue
para
nos [canto] purificar. [música]
Hoje em vida e [música] o futuro
já
podemos [música][canto] alcançar.
[música]
>> [música]
>> Vamos orar, irmãos.
Ó Deus bendito, receba nossas ofertas
fruto
da fé que temos de que o Senhor é o
nosso Deus.
é capaz de fazer muito
com o pouco que trazemos
e nunca, ó Deus, seremos capazes de
bancar,
financiar tudo aquilo que a tua boa mão
e a tua boa vontade
intenta e executa em nosso meio. Mas, ó
Deus, trazemos nossas ofertas porque
somos convidados e somos ordenados a
isso. é uma maneira de cooperarmos com
aquilo que o Senhor faz.
Portanto, receba testemunho da nossa
fidelidade e da nossa generosidade. Use,
ó Deus, para a expansão e a manutenção
do teu reino. E agora, irmãos, que a
graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o
amor de Deus, o Pai e a comunhão bendita
do Espírito Santo repouse sobre cada um
de nós hoje e para todo sempre. Amém. Os
irmãos podem se assentar. Vamos ouvir o
póslúdio.
>> [música]
[música]
>> Muito bem, meus irmãos. Nosso culto está
encerrado. Obrigado por participar
conosco aqui. Temos,
embora a metade da igreja aqui, nós
temos 12 pessoas nos visitando hoje.
Então, vamos começar com a Leslie. Onde
está você, Lesl, entre nós? Ah, está
ali. Seja bem-vinda, Lesl. Atrás de você
aí, Elô.
Seja bem-vinda.
Temos também o Guilherme Nunes,
a do lado da Lesle, está com ela. Seja
bem-vindo.
Temos também o Gerson da Silva.
Ah, o Gerson tá do lado de cá. Seja
bem-vindo, Gerson.
Receba os cumprimentos aí. Quem que tá
aí perto dele que viu ele aí?
OK.
Temos também o o Víctor Santana.
Ah, tá aqui. Seja bem-vindo, Víctor.
Deus abençoe.
Temos também o Vinícius Santana.
Tá do lado aí, irmão. [risadas]
OK. Temos também o Rafael.
A Rafael tá aqui na frente, né, de boné
vermelho. Seja bem-vindo, Rafael.
Rafael.
E temos uma família aqui, a Geovânia
Carreiro. Ela tá com o Cauan, com a
Lavinia, o Davi e o Samuel. Onde está
essa família aqui? Ah, tá todo mundo
aqui, né? Sejam todos bem-vindos.
Ah,
é o marido, esposa, filhos.
E temos também o Gustavo, está com a
Milene. Onde está o Gustavo e a Milene
entre nós? Ah, estão lá atrás. Sejam
bem-vindo, Gustavo e Milene.
Recebam os cumprimentos aí,
irmãos. Para vocês que estão nos
visitando, ah, nós preparamos um lanche,
tá?
E os irmãos da igreja já sabem que eles
só comem depois que os visitantes
comerem, tá? Então, eles vão aguardar
vocês comerem. É servido ali um coquetel
ali para recebê-los. E hoje a informação
aqui é de que eles servirão uma polenta
da dona Naí e também um raguânia,
seu Els e a Margarete. E o pessoal ainda
avisa que se as mães quiserem uma porção
mais um pouco mais morna e não tão
quente, é só pedir na cozinha que eles
têm. Então nós estamos aqui, ah,
aguardaremos os nossos visitantes, né, a
comer para depois nós servirmos atrás
dele, viu? conto com a singeleza de
corações dos irmãos.
Alguns avisos aqui para continuarmos.
[limpando a garganta] Bom, essa semana
temos, né, a semana aqui há uma reunião
dos homens. Então, na quinta-feira
agora, às 19:30, ah, aqui na igreja, o
encontro dos homens da igreja. Então,
participe. É uma oportunidade que tem se
tornado bastante eficiente. Vários
homens têm participado. Se você é homem
e quer um grupo para você ah caminhar
junto, não é apenas o estudo, é a
comunhão, tem conversa, tem várias
coisas. Então, venha quinta-feira às
19:30 aqui na igreja, eles se reúnem no
salão social.
Também já foi avisado bastante pela
manhã, nós teremos esse day camp, já
será no sábado que vem, né? Sábado que
vem, das 8 até às 17 horas. O que que é
isso? Isso aqui é uma celebração de
todos os pequenos grupos que a igreja
tem. São vários, tá? Então, nessa
ocasião, eh, eles reúnem toda equipe,
reúne quem participa, quem é líder, quem
é anfitrião e também quem não é nada e
quer conhecer, está convidado. Se você é
membro da igreja pode participar, tá
certo? O valor aí é simbólico, tá? R$ 30
por indivíduo e R$ 50 por família, tá?
R$ 30, eu creio que você não compra
nenhum sanduíche no McDonald's por esse
preço, não tem mais, né? Já era tempo
que você comprava um sanduíche por R$
30. Então venha mais uma coisa
inestimável é a comunhão dos irmãos e a
oportunidade de conhecer aqueles que têm
se reunido nas casas. Então participe. O
Qcode também aparece no grupo de ah de
WhatsApp da igreja. Se você está nos
visitando e não tem o grupo de WhatsApp
ainda, esses avisos eles ficam
aparecendo no monitor grande que tem lá
no salão social. Então você pode acessar
depois, tá bom?
E Encontro de casais, já falamos também
pela manhã, a oportunidade que você tem
então de investir ah em seu casamento,
tá? Isso aqui não é um acampamento. Você
não vai dormir no chão, no colchão, não.
Isso aqui é você, sua esposa, num chalé
desse aí, se você correr, né? Porque tem
vagas. Então, eh, é um investimento, tá?
É investimento, não é barato, tá? Mas
quando você olha para o bem que isso
trará paraa sua vida, eu eu creio que é
algo que vale a pena nós investirmos,
tá?
E nós entendemos que na situação que nós
vivemos hoje no nosso país, não é todo
mundo realmente, irmãos, que tem esse
valor para mesmo que queiram investir,
tá? Mas se esse é o seu caso,
procure-nos. Nós temos vários dons na
igreja, exceto um, que é o dom de
adivinhar. Não tem como a gente
adivinhar quem precisa de ajuda. Ah,
então se você quer, procure de maneira
privada o pastor Guilherme, que tá
coordenando isso, Junqueira, né? e faça
a conhecer a sua necessidade se você
precisa de algum tipo de ajuda. Mas 11 a
13 de setembro, esse é o encontro que
nós teremos, fazemos isso anualmente e
queremos que você participe, tá? Não
estamos aqui dando dinheiro de graça,
mas se você realmente precisar de uma
ajuda, nós queremos te ajudar, mas para
isso a gente precisa saber qual é a sua
necessidade. É isso aí por hoje, irmãos.
Que Deus nos dê uma boa semana na
presença dele, que nos traga aqui na
semana que vem. Tenham todos uma boa
noite.

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