# 69 Os Estados de Cristo | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
14/05/2026
# 69 Os Estados de Cristo | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
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Legendas automáticas:
Meus irmãos, boa noite. Nós vamos começar nosso estudo bíblico nessa noite, eh, dando continuidade à nossa caminhada, né? E hoje nós estaremos vendo essa necessidade, né? Porque era necessário essa humilhação de Cristo, os estados de Cristo na sequência daquilo que nós vimos na última quarta-feira. Antes nós vamos orar pedindo a bênção de Deus sobre nós nessa noite. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós queremos te agradecer, ó Deus, pelo dia que o Senhor nos deu. Obrigado, ó Deus, porque a cada dia nós podemos ver, ó Pai, a tua graça e a tua misericórdia sempre, ó Deus, sobre a nossa vida. E como a tua palavra diz, a tua fidelidade, ó Deus, vai do nascente ao poente. Portanto, ó Deus, estamos guardados, ó Pai, debaixo da tua providência e da tua boa mão. Obrigado, ó Deus, por tudo. E queremos pedir nessa noite que o Senhor, ó Deus, nos auxilie com o poder do Espírito Santo do Senhor. Ó Deus, quando nós abrirmos a tua palavra, ó Deus, que o Senhor mesmo, ó Deus, por meio do teu espírito, torneo, ó Deus, a nossa vida e aplique, ó Deus, a tua palavra ao nosso coração. Nos abençoe a todos nós presentes aqui e aqueles que nos acompanham à distância também. É a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Os irmãos, nós saímos, nós fizemos a transição da antropologia e e nós vimos dentro daquilo que a teologia reformada nos mostra a respeito do ser humano, nós vimos algumas coisas eh que são fundamentais para que a gente entenda a necessidade de Cristo, da obra de Cristo e principalmente daquilo que nós chamamos eh do estado de humilhação, de Cristo Jesus. Qual era a necessidade? Nós vimos a condição do ser humano que era irremediável, né? Era irremediável diante de Deus. Então, todos estavam encerrados dentro daquilo que a palavra de Deus diz, todos condenados, então o salário do pecado e a morte. Portanto, a todos, né, a morte chegaria. Isso. Nós estamos falando apenas dessa, claro, essa primeira morte física, mas nós estamos falando da condenação, porque o pecado ele, na verdade, não é apenas um desvio de uma rota, um pequeno deslize, né? É uma talvez uma pequena um transtorno pequeno, mas a palavra de Deus coloca tudo isso como uma ofensa eh grave diante de Deus. A quebra desses, eh, vamos dizer, da lei de Deus, ela traz a condenação, eh, da parte de Deus. Então, quando a palavra de Deus nos mostra essa condição do ser humano e que o pecado ele atingiu completamente, né, não apenas partes, e nós vimos isso que em alguns momentos ou alguns grupos ainda hoje eles entendem que o pecado nos atingiu por partes, né? Então, talvez eh alguma questão de do do pensamento ou para muitos na história, o pecado ele estava naquilo que é a carne, né? Portanto, eh, se mortificar a carne, nós traríamos a santificação por meio dessa mortificação, mas infringindo, eh, dores e sofrimento à própria carne. Só que isso vai permeando a a vamos dizer, o imaginário e a cultura das pessoas. Tanto é que as pessoas entendem que sofrimento é um componente redentivo. Já viu isso? as pessoas falam: "Olha, tem pessoas que sofrem muito eh nesse mundo, né? Tem muita gente que sofre eh eh doenças ou algumas coisas assim que a gente eh fica diante dessa situação sem conseguir palavras para dizer, né? e algumas pessoas e no imaginário popular, eh, quanto mais se sofre aqui no mundo, eh, mais direito a à redenção você vai ter, né? Então, essa é um uma sistema salvífico paralelo, né? Eh, a parte de Jesus, eh, dependendo daquilo que a pessoa passa aqui na terra, ela, eh, pode, vamos dizer, purgar os seus pecados, né, como alguns vão dizer. dentro da da do próprio sofrimento. Esse seria um sistema salvífico paralelo, tá? E o sofrimento ele não santifica ninguém, na verdade. Então, há um componente filosófico por trás disso. Eu sei que isso é do imaginário popular, mas há um componente filosófico que dentro daquela filosofia grega eh da dualidade, né, espírito e corpo, o corpo era onde residia o pecado. É dentro do corpo que reside o pecado. Portanto, em alguns eh vertentes religiosas, isso é pregoado de maneira mais contundente, onde eh pessoas elas eh se cortam, se retalham, eh fazem uma série de coisas eh eh bem estranhas, né, com o corpo e depois de fazer isso ao corpo chicotadas, lembra que algumas ordens era assim, Lutero ele passa por isso. Eh, Lutero, a na história dele, quando ele começa essa compreensão de pecado, eh, naquele livro do Timotor, ele conta que em alguns momentos Lutero quase se matou, tentando eh infringir a si mesmo uma um sofrimento tal para que ele pudesse sentir, ter a sensação de que ele foi perdoado dos seus pecados. E e em alguns momentos desses, até momentos que ele ficava deitado ao chão, de cabeça para baixo lá até dias, né, e sem comer, ele começa a perceber que ao levantar dali, eh, a mesma sensação continuava sobre ele, que aí ele percebe depois que o justo viverá pela fé, entendendo que a justificação só podia ser por meio de Cristo e não por meio eh de sofrimento autoinflingido, né? Então assim, a gente vai vendo isso em algumas coisas mais contundentes, né? Mas a gente vai perceber que que isso sempre está na no também no imaginário pagão. Lembra quando a palavra de Deus conta a história do de Elias e os profetas de Baal? Que eles manquejavam em torno do altar e se lancetavam, né? Eh, essa era uma prática também pagã. Ou seja, se eu eh se eu mortificar de tal forma a minha carne, infringir sofrimento, os deuses eles não têm outra opção a não ser me ouvir e me atender. E aí a gente vai perceber que isso está dentro do coração do ser humano, pecador, que ele tal ele se sinta capaz de ascender aos céus. Quando a gente lembra da história de Babel, na verdade é esse a o imaginário deles. Nós vamos construir uma torre, vamos chegar até os céus sem a mediação de ninguém. nós vamos conseguir. Essa é a história do ser humano à parte de Cristo. Ele acha que consegue. Aí a gente traduz isso, vamos dizer assim, de maneira um pouco mais leve, mas aquilo que tá na religiosidade, quando você paga promessas, eh, grandes distâncias que são cobertas aí ou andar também uma grande distância de joelho, eh fazer uma série de coisas que as pessoas elas eh eh se lançam a fazer, porque elas têm na ideia que ao final elas vão ser recompensadas. pelo esforço que elas tiveram. E aí a palavra de Deus está mostrando que nada disso vai ser suficiente para eh chegar à salvação, porque só há um meio por qual os o homem pode ser salvo. É por meio de Cristo. Então, não é por meio de sofrimento, não é por meio da do acetismo, né? eh acetismo, você infringir alguma privação à sua vida. Digamos que você entenda que se você viver agora o resto da sua vida eh bebendo um copo d'água por dia e comendo um pedaço de pão, eh você vai ser mais santo do que os outros, né? Eh, isso também muitas vezes aconteceu na história da humanidade. Então, a palavra de Deus vai nos mostrar aonde o ser humano chegou. para que a gente pudesse perceber que esse é um abismo intransponível. Não adianta esse esforço, não adianta essa, né, essa eh mortificação externa da carne. Quando a palavra de Deus fala de eh mortificar a carne, né, o pecado, eh nos fala de algo eh que não é nesse sentido, nos fala dessa ação eh mediante a palavra, ação do Espírito Santo, né, essa essa mortificação do pecado. Então aí a partir desse estado, sabendo que não havia possibilidade, agora a gente entende a necessidade de Cristo de um mediador. Caso contrário, ninguém seria salvo. E agora entrando nesse aspecto eh eh que nós vamos falar hoje para que a gente entenda qual é a necessidade então que Jesus viesse e fosse humilhado. Porque também pra gente a gente imagina eh Deus poderia simplesmente eh escolher quem ele queria, tirar e pronto e acabou, né? Mas aí a palavra de Deus nos mostra o porquê disso. Nós vamos ler um texto primeiro, eh, falando a respeito de da obra de Cristo. Abra comigo em Filipenses, no capítulo 2. Filipenses, capítulo 2. ao longo do caminho aqui vai ter algumas terminologias um pouco mais complicadas, mas nós vamos tentando deixar aqui um pouco mais claro, tá? Eh, capítulo 2, verso 5 em diante. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não o julgou como usurpação ser igual a Deus? Antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz, pelo que também Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai. O foco central. Então aqui eh nós vamos perceber que recai sobre a posição forense, questão da lei aqui, de Cristo, não apenas nessas circunstâncias, porque normalmente nós eh ao olhar a a principalmente a morte de Cristo, nós temos uma eh um entendimento de que o sofrimento de Cristo Jesus foi eh ou a humilhação foi naquele dia no Getsemman. ou no processo da sua da da sua crucificação, certo? Desde a ida dele para lá. Só que biblicamente a palavra de Deus vai nos mostrar que desde o ato da sua encarnação, isso é eh faz parte, né, da humilhação. Portanto, aqui nós temos os dois lados, um é o estado, o outro é a condição, né? Quando nós falamos de estado, essa relação forente perante a lei, posição judicial ou categoria primária. Então, a aplicação a Cristo, ele colocou-se sobre a lei como regra de vida, condição da aliança das obras, eh, e pena pelo pecado. Ou seja, eh, era necessário que Cristo Jesus vivesse. Às vezes a gente não para para pensar que era necessário que Jesus vivesse um tempo na Terra para que ele vivesse eh e estivesse sob a lei. Portanto, eh digamos que de alguma maneira a gente falasse assim: "Ah, Jesus veio um dia, veio aqui e voltou". Não é? Aí o ser humano falaria: "Ah, um dia sem pecar é fácil, né? Eh, poderia passar na mente de alguém, né, há um dia só que ele teve aqui na terra, mas a gente tá aqui esse tempão todo, né? Eh, poderia passar no imaginário das pessoas, mas havia a necessidade. Isso também diz respeito à humilhação. Você eh agora vamos pensar biblicamente aqui nesse ato. Um Deus todo- poderoso que estava desde o início criador de todas as coisas, como Colossenses vai dizer, sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. Ele entra no espaço, no tempo de algo que ele criou, onde ele está fora do tempo e do espaço. ele entra nesse espaçotempo e agora ele entra eh humanamente limitado pelo corpo eh para que ele vivesse entre os homens. Eh, nenhum de nós seremos capazes de ter essa condição de viver esse tempo todo, eh, tendo tanto poder quanto Jesus o tinha, continuando sendo Deus, limitado. Mas havia uma necessidade para que ele cumprisse a lei. Ele esteve todo aquele tempo debaixo e sobre o escrutínio da lei. Ou seja, a lei estava olhando para Cristo, né? Porque era necessário que ele fosse perfeito para que ele pudesse pagar os pecados meus e seus. Portanto, era necessário isso. Mas ele estava sobre o escrutino da lei. Portanto, esse é o estado. E aqui, eh, Jesus se submete a isso, né, durante a a sua trajetória, né? Interessante quando a gente vai ver na tentação de Jesus, aquilo que Satanás propõe são questões eh do coração do ser humano. Ele oferecendo eh eh ou seja, quebra de, vamos dizer assim, se eu tenho poder para satisfazer qualquer desejo meu, né, para nós pecadores, eu faço, né? Aí a primeira proposta é, se você, né, tá com fome lá, transforma essas pernas, pedras em pães, né? Eh, pra gente seria, né, se a gente tivesse no local, pecadores que somos, fal já deu 40 dias, né? Eh, questão de poder, olha, do isso vou te dar. Ou demonstrar que de fato a gente teria poder, né? Isso é desde criança, gente. Eu imagino uma criança que expõe o pecado dentro dela. Se ela tem uma uma capacidade de alguma coisa e alguém eh chega nela e fala assim: "Eu duvido que você faça", né? Ele vai fazer para mostrar que ele é bom. Aí fala assim: "Olha, eh, se é assim mesmo, atira-te daqui abaixo, que aos seus anjos dará ordem a seu respeito, né? Eh, Jesus não cai nenhuma dessas, nenhuma das das opções ali. Ele responde com a palavra de Deus em todas elas, né? Portanto, a palavra de Deus nos mostra sim, ele foi tentado em todas as coisas. Quando fala todas as coisas, são todas as coisas. Então, isso é o, imagine Deus todo- poderoso sendo tentado em todas as coisas. Isso não é uma humilhação. Só que aí a palavra de Deus nos diz que ele se humilhou. Cristo Jesus quis fazê-lo por amor a nós. Cristo Jesus quis fazer. Na condição aqui, eh, seria a definição resultado prático existencial [roncando] do estado, né? Determinado pelas circunstâncias da vida, ou seja, o encarceramento, vergonha, sofrimento físico, espiritual. tudo aquilo que eh Jesus passou aqui, né? Eh, vivendo eh entre os humanos, né? Em vários momentos a gente vê isso nos relatos do dos Evangelhos, mostrando eh Jesus extremamente manso, mas ao mesmo tempo, né, como eh Paulon vai dizer, bom e bravo, né? eh o equilíbrio perfeito daquele que é bom e bravo, mas eh vivendo exatamente debaixo nesse estado aqui. Então não era uma brincadeira apenas. Alguns acham que que, como eu já falei das heresias lá para trás, ah, não era exatamente Deus, não era exatamente ele, uma série de coisas para tentar explicar isso e retirar eh esse ato de humilhação. Portanto, frequentemente a teologia foca nas condições, sofrimento visível, mas o estado da culpa judicial assumida é o fundamento primário. Lá, lá está o fundamento primário. Vocês lembram que quando soltou aquele filme antigo do eh Paixão de Cristo, né, as pessoas ficaram impactadas com aquele filme, né? E assim, sim, de fato, a a o sofrimento que que Jesus passou ali, né, as chicotadas todas, tudo aquilo que ele passa, aquilo é cruel, extremamente cruel. Mas a minha pergunta é, se for por questão de sofrimento físico, comparar sofrimento físico, tem casos de de pessoas que sofreram fisicamente sofrimentos eh bem extremos, não é verdade? Quando Paulo fala dele, que ele leva os açoites lá, né? Eh, uma quarentena lá, menos um. Eh, Paulo ele foi apedrejado, né? Tentaram matar ele e pararam de tacar pedra nele porque acharam que ele tava morto. Aí vocês imaginam, a morte por apedrejamento é uma das mortes mais terríveis, né, já inflingida do que o ser humano já inventou. Eh, ele foi apedrejado e largaram ele lá, né, porque pensaram, morreu, né? Aí vem os discípulos, vê que ele tá leva ele, cuida dele, né? Eh, aí a gente pensa, ah, né? Por isso que de vez em quando alguém fala por aí, ah, tô sofrendo mais que Jesus Cristo. Tem umas pessoas que diz isso aí na roça bem comum. Isso é palavreado de de ditado por aí, né? Porque as pessoas focam aqui no momento, eles focam nesse momento solar, o momento da cruz, mesmo que tenha sido extremamente cruel aquilo, aí algumas pessoas acham que o sofrimento dela pode topar com o sofrimento de Cristo e eles não percebem que há algo muito maior ali em Cristo. Você já experimentou eh sofrer uma pena eh no lugar de outra pessoa? Já aconteceu, sei lá, você pagou. Normalmente quem tem muitos irmãos, antigamente você apanhava pelo outro irmão, né? Ele fez alguma coisa, aí fala: "Vocês vão apanhar tudo junto, fica de a ver se não foi vocês, né? você vai fazer alguma coisa até o final do dia e já tá pago. Mas imagina a aquela revolta que dá nas pessoas de pagar por uma coisa que você não fez, foi o outro que fez. Mas agora você lembra que Jesus pagou não foi por uma pessoa, não. Milhões, milhões de pecados que estavam sobre ele, [roncando] sobre ele. Ninguém suportaria isso. Somente Deus. Somente Deus. Então, essa doutrina consolidou-se no século X7, mas sucumbiu a teologias modernas. Aqui só dando uma pincelada, porque muitas vezes aos desvios, né, a gente eh a partir da dessas teologias, principalmente a questão da teologia eh liberal, ela ela entra com tudo, principalmente porque ela nega eh as questões de divindade, humanidade de Cristo. Então a gente vê que no século X7, né? Então aqui os luteranos, né, eles entendem que o sujeito dos estados é a natureza humana de Cristo, né, eles entendem que a humilhação aqui foi apenas a parte humana. Parte humana é a teologia luterana. A teologia reformada eh vai entender que o sujeito do Estado é a pessoa do mediador, portanto Deus homem de maneira completa, né? O sofrimento é de Deus homem, tá? Então assim, não apenas uma figura e ao e ao longo do tempo foram tentando desvencilhar, né? Nós já vimos a até alguns desenhos, né? O que que as pessoas entendem de Cristo? É uma mistura do humano com o divino ou é separado? Ou uma hora é um, outra hora é outro. Tudo isso heresia ao longo do tempo, né? Ah, boa parte disso nós não abarcamos com a nossa, eh, razão, mas aquilo que a palavra de Deus diz é isso. Cristo Jesus sofreu sendo aqui Deus, homem. Portanto, essas tendências aqui, eh, Tilemark, é, eh, principalmente teólogo da de teologia liberal, eh, tendências panteizantes, né, perda do deus transcendente, negação de direito, lei objetiva, ou seja, essa ideia, né, de de que apenas o humano aqui, portanto, não tinha nada de ligação com o transcendente ou com o Deus mesmo, né, sendo divino. E sem um Deus soberano, cuja lei exige justiça, a ideia de uma posição então judicial, estado de mediador, desaparece completamente aqui eh da dogmática moderna, né? ela vai desaparecendo ao longo do tempo. Nós temos um período muito próximo a nós, que muitas heresias entraram para dentro da igreja, né, por causa da teologia chamada teologia liberal, principalmente por negar boa parte da obra de Cristo. A gente vai perceber que ao longo da história a 90% dos ataques a aquilo que a palavra de Deus diz está na área da cristologia. está dentro da cristologia, praticamente isso, porque se você derrubar aquilo que a palavra de Deus fala de Cristo Jesus, o restante vem abaixo, né? Então, a teologia reformada organiza a obra do mediador em dois grandes estados. A primeira fase é antecipação eternidade. O ser divino, então, lá eh preexistente, tá? Eh, isso diz respeito à aliança da redenção, ela antecipa essa humilhação, tá? Então, a dentro do conselho da vontade eh de Deus, Deus estabelece isso, que eh essa ordem toda, Deus sendo o criador, determinador, decreto, Cristo Jesus sendo o objeto, o Espírito Santo sendo aquele que aplica. Então, por que apenas dois estados? Só podemos falar em humilhação e exaltação em relação à pessoa de Cristo como Deus homem, não referindo-se à sua essência divina imutável. O valor então aqui o estado de humilhação, sujeição ativa às exigências da lei, né? É exatamente isso que nós estamos falando. Era necessário isso para que ele cumprisse a lei. O pico de exaltação é essa vitória, a vindicação e glória celestial. Aquilo que nós acabamos de ler em Filipenses, né? Que no final de todas as coisas, diante dele, todo o joelho se dobrará diante de Cristo Jesus. Eh, todos reconhecerão. Palavra de Deus nos fala que um dia todos estarão diante dele, todos de todas as épocas, tribos, povos, nações e raças diante eh de Cristo Jesus. Então, a humilhação exige aqui o esvaziamento da majestade, submissão à lei, renúncia da majestade de supremo governador do universo, sução da natureza humana, né, em forma de servo, como nós lemos no texto, né, e o verso 78, ele fala eh antes, a si mesmo se esvaziou, é literalmente essa e quenos tá? eh assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecida em figura humana, a si mesmo se humilhou. As duas palavras eh fundamentais aqui eh o esvaziou e humilhou eh tornando-se obediente até a morte, morte de cruz, tá? Então, tudo isso está agindo junto, eh, formando aquilo que nós falamos dessa humilhação de Cristo. Portanto, aqui nós temos sujeição extrema às exigências de maldição da lei, obediência ativa e passiva até a morte de cruz. Lembre-se que toda a lei ela ela vem do próprio caráter de Deus. A lei diz respeito à santidade de Deus. Quando nós olharmos pro, vamos dizer decálogo, se você olhar ali, a primeira coisa que tem que saltar os seus olhos, isso aqui diz respeito à santidade de Deus. E aí quando a gente olha pro decálogo, nós vamos perceber que nós nós não chegamos, não dá para cumprir isso aqui. É um ser humano que tem a a ele foi, vamos dizer, eh tirado da morte, os olhos abriu, ele olha paraa lei e fala: "Senhor, misericórdia, não dou conta de cumprir essa lei". Aí aquele que ordena todas as coisas, vamos dizer, dentro do conselho da trindade, segundo o conselho da sua vontade, ele se submete a entrar nessa realidade e falar: "Eu vou cumprir a lei da qual ele é maior. Cristo é maior do que a lei. Aí ele se submete à lei, né? Então isso aqui diz respeito a que é o cerne da humilhação. Então o senhor Supremo coloca-se no no banco dos réus, torna-se legalmente responsável responsável pelos pecados do seu povo. essa parte legal que nós estamos falando, essas eh eh muito mais do que o sofrimento físico, há esse sofrimento e essa humilhação de ter entrado nessa realidade, se submetido e ser julgado pela própria lei. E Deus se submeteria a isso de se colocar nos no banco dos réus para que pudesse ser julgado pela lei da qual ele é maior e aceitasse isso, né? Então, a palavra de Deus nos mostra que isso é eh, como diz o texto, é uma humilhação. E Cristo Jesus passou isso porque ele quis. Ele não foi obrigado a fazer. Palavra de Deus repete sempre isso que ele quis fazer. Deus agradou. Quando lá em Isaías fala que agradou o moelo, quando vê o eh o penoso fruto do seu trabalho, mas a palavra de Deus também nos assevera que Cristo Jesus quis fazer por nós, por amor a nós. Não apenas não é que ele foi obrigado a fazê-lo. Então a trajetória seria essa. Se a gente olhar a trajetória de humilhação por cinco degraus aqui sucessivos, tá? Eh, a gente não vai entrar em questões aqui de outras teologias, por exemplo, luterana fala de oito estágios, né? Mas nós estamos focando na teologia reformada. Ela trabalha cinco estágios aqui, eh, dessa humilhação contínua até, eh, o juízo divino, até lá chegar, né, aquilo que é o o ponto alto ali. Então, nós temos a encarnação. Sim, encarnação é humilhação. Nós já falamos isso. Um Deus abre mão da sua glória, descer até a nossa realidade. Isso é humilhação. Ele se encarnou, ele se submeteu a ser nascido de mulher. Sim. eh o sofrimento ao longo da sua própria vida, a a sua trajetória toda de vida, tá? Então assim, eh, lembre-se que é tão difícil esse entendimento que as pessoas criam quadros para tentar minimizar isso. Por exemplo, aqueles filmes que passa de Jesus aí, que é com base no aqueles evangelhos gnósticos, quando quer mostrar como que foi a vida de Jesus na sua infância e adolescência, né? Aí fica assim, ah, será que ele foi um adolescente rebelde, né? Como é que foi, né? Como é que foi Jesus, né? Aí fica o imaginário. Aí, eh, escreveram, né, uma série de histórias lá. Eh, se você ler isso, né, eu espero que você não perca seu tempo, mas um dia se você tiver com muito tempo para jogar fora, você pega alguns textos desse para você ler. Mas quando você vai ler, aí você vai perceber que é uma tentativa, né, de eh esvaziar tudo aquilo que a palavra de Deus está dizendo para mostrar que Jesus era assim, tipo, mais ou menos humano, né? Aquela historinha lá de Jesus ressuscitando passarinho que tinha uns amiguinhos que era os amiguinhos dele era pecador, né? Aí os amiguinhos tá estilingada no passarinho, mata o passarinho. Aí Jesus vai lá, pega o passarinho, Jesus menino lá e sopa no biquinho do passarinho, o passarinho volta a viver, né? Aí as pessoas falam: "Nossa, que bonitinho, né? nem percebe que há um componente de rebeldia contra a palavra de Deus no meio disso. As pessoas acham tudo bonitinho. Nossa, que Jesus ressuscitou um passarinho. Jesus limpava a a oficina macenaria do seu pai lá, né? Ele eh nunca deu uma martelada, né? Fora do prego, né? Ah, né? Jesus, sei lá, aquelas histórias lá que inventa lá e passa no filme e o povo acha eh bonito tudo isso, mas não percebe que essa é uma tentativa de de na verdade esvaziar aquilo que Deus fez em Cristo Jesus, esse plano redentivo de Deus. aí de falar que ele era mais ou menos humano, só ele não era totalmente humano assim, não. Não, ele se humilhou de tal forma que ele entra na realidade, na limitação que todos nós temos, nas mesmas limitações de fome, de sede, né, de frio, né, de tudo que qualquer ser humano pode passar. Aí ele se submeteu a isso. Isso é humilhação, né? A sua morte, humilhação, seu sepultamento também e aquilo que a palavra de Deus vai dizer também da descida ao nós vamos ver rapidamente eh o que que está dizendo sobre isso. Então, Logos Eterno encarnou-se condicionado à necessidade de salvação, tá? Então, a segunda pessoa da trindade, o verbo sarques é carne, né? Se fez carne, natureza humana completa, corpo e alma, tá? como a palavra de Deus descreve, a realização ativa do logos preexistente, contraindo forma adicional sem eh alterar sua essência divina, não houve alteração. Como isso aconteceu, a palavra de Deus não vai nos falar, só que nós não podemos esvaziar aquilo que a palavra de Deus diz, tá? Então, há várias questões normalmente eh que que ao longo da história causam as dificuldades aqui. A a pergunta é: a encarnação ocorreria sem a queda para essa linha dizia que a encarnação faria parte do plano original da criação, independente do pecado, né? Cristo como telos, o fim, princípio lá final da criação. Eh, Tomás Jaquino, juntamente com reformadores, eu entender que não, tá? A escritura condiciona a encarnação à redenção. Por que que houve essa encarnação? Por causa da redenção. Vamos olhar dois textos, por favor. Primeiro lá em Lucas, Lucas capítulo 19 verso de número 10. Palavra de Deus é categórico em dizer: "Porque o filho do homem veio buscar e salvar o perdido, tá?" Gálatas capítulo 4 verso 4. Então ele diz: "Vindo porém, à plenitude do tempo, Deus enviou seu filho nascido de mulher, nascido sob a lei. Aí para quê? para resgatar o os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Portanto, a essa encarnação, ela serve exatamente a esse propósito, ao propósito redentor. Portanto, nessa, na perspectiva da eternidade, apenas um plano divino que inclui desde o início, eh, tanto a queda quanto a encarnação para a redenção, tá? Isso é fundamental também na escritura. O nascimento virginal, ela isenta a natureza de Cristo da culpa pactual. Nós vimos isso dentro e quando nós falamos a respeito dessa concepção de Cristo Jesus, né? Então, a linhagem pactual ali biológica de Adão, há uma intervenção do espírito. Isso é caro pra teologia. Sim, foi dessa forma que que a palavra de Deus diz uma ação do Espírito Santo, né? Não houve participação do eh eh do homem ali, tá? A palavra de Deus nos mostra isso. A e vem a a natureza humana, né, a partir do seu nascimento por meio eh de de Maria, né? Então aqui causa eficiente excluiu a atividade masculina eh ao não derivar a vontade volitiva de um pai humano, né? E a santificação aqui, o espírito santificou a natureza no ventre. mantendo alívio de corrupção inerente ao pecado original. Cristo Jesus, ele não eh participa ou não herda esse pecado original que todos nós herdamos, tá? Todos nós nascemos assim. Portanto, Cristo assumiu a natureza humana enfraquecida pós queda, né? O que constitui a sua humilhação inicial, mas absolutamente sem pecado. Então, ele assumiu a substância real de Maria, estando organicamente ligado à raça humana. Era necessário que isso acontecesse. Então, o sofrimento não foi um evento isolado, como nós falamos, mas é a textura de toda a vida de Cristo. Toda a vida de Cristo faz parte, né, desse sofrimento, né, por causa da da nossa eh redenção. Então, toda a vida duração, toda a vida eh foi de submissão, solidão. solidão, ela culmina lá na grande paixão, né? Ou seja, a morte operou nele desde o princípio. A extensão corpo e alma, a dor física acompanhada da esmagadora consciência mediatória do pecado da humanidade. Sim, Cristo Jesus sofreu, né? Cristo Jesus sofreu essa essa dor física junto com a a dor maior que era carregar os nossos pecados. Capacidade infinita de sofrimento. Sua perfeita santidade permitiu-lhe sentir a monstruosidade do mal moral de uma forma inatingível para nós, o peso ativo da ira de Deus. Tá? Então, as tentações reais e agonizantes, o dilema teológico, como que aquele que não podia pecar sofre tentações genuínas, a santidade ética triunfante em meio à prova que eh a gente vai perceber que em meio a tudo isso, né, de daquilo que é o plano redentivo de Deus, sim, ele passa sim por isso, eh, o entendimento disso, porque nós entendemos a a partir de nós, de homens pecadores, de pessoas pecadoras, né? Então, a a eh de novo, voltando a alguns escritos gnósticos que vão dizer que Cristo Jesus tinha eh sucumbiu, um caso com Maria Madalena e coisa desse tipo, né? eh por porque o ser humano também ele vai ter esse entendimento de que talvez eh há uma impossibilidade, né, de passar por essa vida eh sem ser eh eh que haja esse gancho da tentação ou de alguma coisa que exista, né? Mas a palavra de Deus nos fala que ele foi sim, foi tentado. Por isso que ele se compadece de nós. A morte do Salvador combinou a ruptura biológica como abandono judicial e eterno, morte física lá, separação de corpo e alma e a morte judicial eterna. Ou seja, a ira infinita suportada de forma intensiva, eh, não extensiva no tempo, né? A natureza humana perdeu o conforto consciente da união divina, né? Quando ele diz lá, por que me desamparastes? Isso é real. Isso é real. O abandono ali é como se Deus virasse as costas, né? Por um momento Deus se vira à costas por causa dos nossos pecados, né? A ira de Deus, ela veio sobre Cristo Jesus, aquilo que a gente não suportaria. Portanto, quando nós falamos da união hipostática, hipostática, tá? Ela não foi desfeita aqui, né, essa união, né, divina, humana ali. Caráter forense. Então, Cristo não morreu por assassinato acidental, mas sob sentença de um juiz romano, poder judicial mais alto do mundo, uma morte maldita na cruz, cumprindo perfeitamente exigências extremas da lei. Gálatas 3:13 vai nos falar isso, eh, a respeito daquele maldito aquele que, eh, morrer no madeiro. Tudo isso prefigurava aquilo que já tava lá no início, tá? Lá no início. Inúmeros nos conta a história do povo. Eh, interessante aquela história, né? Quando o povo se rebela contra Deus por causa do maná. Pão ele não queria. Se rebela de novo contra Deus. Só que a gente vai olhar as figuras do texto. Eh, depois Jesus ele fala assim: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu." Jesus está se comparando àquele maná que descia no deserto lá. Só que o povo não estava entendendo. Aí o povo amaldiçoou o maná. não aguenta esse negócio. Deus permitiu que entrasse um monte de serpente na no meio do povo de Israel e começou a matar a gente. E aí ele fala para Moisés vai interceder pelo povo, fala para que ele fizesse uma serpente de bronze, pendurasse numa num madeira lá em cima. Todo mundo que olhasse para aquela serpente não morreria. A gente fica perguntando assim, alguns lexe muito rápida e não liga isso com o restante da escritura, vai falar: "Mas pera aí, a palavra de Deus tá ensinando fazer rituais, magia? Como assim, né? Tanto é que essa cobra virou coisas de outras religiões, né? Eh, n adorada a Newstan, né? Adorada pelos povos e tal. essas coisas tudo. Não, gente, aquilo lá tava falando de Cristo, né? Sendo levantado no madeiro, maldição. E aquele que olhar para ele, estiver nele, esse será salvo. Agora, se a gente ligar com aquela história de Números, a gente vai perceber que nós, a gente fala assim: "Como é que esse povo era tão ruim assim?" Aí quando a gente descobre que é a gente também, aí a gente fala assim: "Como é que eu posso ser tão ruim assim e Deus me amar desse tanto por causa de Cristo". por causa de Cristo. Do mesmo jeito daquele povo lá, quando eles olhavam, eles estavam eh, vamos dizer assim, antecipando ou é uma prefiguração daquilo que aconteceria lá na frente. Essas pessoas que eram salvas da morte primeira lá da serpente, não era salva por causa daquela serpente, mas era salva por aquilo que ela prefigurava, que era Cristo. Cristo Jesus. As pessoas do Antigo Testamento, elas também foram salvas por causa do sacrifício de Cristo, mesmo Cristo Jesus vendo eh vindo eh mais adiante. Sepultamento representou a descida literal ao pó e a confirmação da maldição. Maldição do pó, ou seja, retornar ao pó ápice visível da punição do pecado, humilhação profunda. e simbólica da degradação aqui do pecador. A prova material demonstrou inequivocamente que a sua morte foi real, não foi um desmaio. Tem gente que fala que Jesus desmaiou. Vocês já ouviram isso? Não. Mas Jesus não morreu não. Ele só desmaiou. >> É, ele só, né, né? Tipo, era uma encenação, um teatro, tipo um teatro. Não, a palavra de Deus nos fala da da sua morte e morte real. Ao habitar então o sepulcro, o Salvador desarmou o ambiente da morte. Ele remove os terrores do túmulo para os remidos e santifica a septura para eh os crentes. Então, a morte ela foi vencida. John Owen fala isso de maneira bela naquele livro A morte da morte na morte de Cristo. Eh, fantástico perceber tudo isso. E aí a gente vai saber que até aplicação prática na nossa vida, eu sei que morrer é ruim. Eu não sei porque ainda não morri, mas mas assim, para nós sempre passa no nosso imaginário a hora da morte, a gente sempre fica aquelas coisas, ah, meu Deus, ah, eu queria acordar morto, né? Eh, ou ah, queria uma série de coisas, porque a gente tem, isso é real. A morte permanece como inimiga, não tem problema disso, não, tá? Eh, ela permanece como uma inimiga. Mas se a gente lembrar que palavra de Deus fala que nós morremos em Cristo lá, então a morte já não é uma novidade paraa nossa vida, porque eh é em Cristo Jesus, agarrado em Cristo Jesus que a gente tem esperança tanto para viver quanto para morrer. Se se não tivermos agarrados nessa doutrina, tudo isso parece tanto, a vida parece complicadíssima. de se viver quanto à morte. Não é só a morte, é a vida também. Se nós não estivermos ligados a Cristo Jesus. Então, Romanos 6 vai dizer: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum, como viveremos ainda no pecado nós que para ele morremos? Ou porventura ignorais que que todos nós que fomos batizados em Cristo fomos batizados na sua morte? Fomos, pois sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos. são propósito redentor. Aqui alguns textos bem complicados, eu vou passar rapidamente, um dia a gente volta neles. Mas a base bíblica aqui da descida ao inferno, né, carece de algumas questões aqui, tá? De proposições literais diretas. É, isso foi colocado também adicionado no credo, né? Descend-te infernicionado aqui depois lá em 390, mas com base em alguns textos. Por exemplo, Efésios 4:9 vai dizer: "Desceu até as regiões inferiores da terra". Aí eu vou falar só aqui a posição da teologia reformada, né? A provável referência aqui é a encarnação. Teologia reformada vai defender isso. A terra é eh vinda do céu não ao inferno, tá? não ao inferno. Aquilo que para alguns vão dizer, não, ele foi lá ao inferno. Primeira Pedro 3:18, quando fala que aí pregou aos espíritos em prisão. Eh, pra gente assim, eu sei que há várias linhas de entendimento, mas o espírito de Cristo ele prega através de Noé, né? a geração desobediente antes do dilúvio, não a missão de resgate de Cristo lá no inferno. Essa ideia de que Cristo vai lá no inferno, né, é uma ideia que carece de uma série de outros arranjos para que a gente possa defendê-lo, né? Qual é a intenção, né? Se se lá no inferno já não há possibilidade de redenção, qual é? ou apenas para juízo, como alguns vão dizer, mas eh a a dentro da teologia reformada, essa é a posição que a maior parte defende. Quando Salmo 16:10 fala assim: "Não deixarás a minha alma no sheol ou na morte". Tá? É um paralelismo hebraico, poético, significando simplesmente que Jesus não seria deixado sobre o poder definitivo da morte. tem eh questões ads, sheol, eh normalmente eh na nas escrituras e a gente vai perceber que que eh a melhor tradução seria lugar dos mortos, né, e não eh exatamente inferno, que seria a tradução, tá? Então assim, essa o que eu quero, aquilo que a gente precisa compreender é que essa questão de descida ao inferno, eh, isso foi algo, né, que acrescentaram aqui ao longo da história, tá? Eh, teologias aqui que divergem então sobre esse significado eh do Ades. A Igreja Católica, ela vai dizer que é o limbus 4, né? que Cristo desceu literalmente para pregar os santos do Antigo Testamento, conduzi-los ao céu. É a posição da Igreja Católica. Os luteranos, eles vão falar da marcha triunfal, que é visto não como humilhação, mas como o primeiro estágio de exaltação que ele desceu para condenar Satanás e o mundo inferior. Então essa é questão da da eh da descida pro luterano, acha que na verdade é estágio de exaltação, que ele foi lá para para provar que tinha vencido, tá? Os anglicanos vai falar de paraíso, né? A alma de Cristo foi a habitação das almas justas no Ades para explorou plenamente a verdade. A teologia eh reformada, isso aqui você vai ver reflexo tanto na teologia, nas obras de Calvino, quanto no catecismo lá de Heidelberg, né? Eh, descida refere-se às agonias infernais indescritíveis sofridas no Getseman e na cruz, combinada com a sua entrada na mais profunda humilhação do estado literal de morte. Tá? Esse é o que a teologia reformada vai dizer. E por fim, então, por que tudo isso? Por que que a palavra de Deus nos fala a respeito de de tudo isso? Então aqui a descida máxima foi o pré-requisito absoluto para a redenção cósmica. A humilhação de Cristo não foi uma tragédia circunstancial, mas uma arquitetura judicial impecável. Se a gente olhar pelo lado de cá, alianças das obras, essa exigência da lei, aquilo que tinha feito lá com Adão, o pacto que ele não cumpriu, era necessário que alguém viesse e cumprisse. Então Jesus, ele passa por tudo isso. Por isso que eu falei que era necessário tempo de vida, Jesus vivendo aqui plenamente, em todas as situações, tá? eh, e cumpriss-se plenamente. Então, encarnação, sofrimento, morte, sepultamento, agonia infernal, tudo isso vai culminando para cá, que é redenção objetiva e essa exaltação que a gente leu lá em Filipenses, né? Eh, e aquilo que a palavra de Deus vai mostrar depois também em Apocalipse, mostrando aquilo que aconteceria em Cristo Jesus. Domingo, possivelmente, se Deus permitir, eh, à noite estarei expondo esse texto de Apocalipse 5, mas se você puder abrir lá, por favor, Apocalipse 5, que diz: "Vi na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livre escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi também um anjo forte que proclamava em grande voz: "Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?" Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. Todavia, um dos anciãos me disse: "Não chores, eis que o leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livre os seus sete selos. Então vi no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos de pé um cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviado por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono. E quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os 24 anciãos prostraram-se diante do cordeiro, tendo cada um deles uma arpa e taças de ouro cheias de incenso, que são os corações dos santos. E entoava o novo cântico, dizendo: "Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação. E para o nosso Deus o constituístes, reino e sacerdotes, e reinarão sobre a terra". Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares. proclamando em grande voz: Digno é o cordeiro que foi morto de receber o poder e a riqueza e sabedoria e força e honra e glória e louvor. Então eu vi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo que neles há, estava dizendo: "Aquele que está sentado no trono e ao cordeiro seja o louvor e a honra e a glória e o domínio pelos séculos dos séculos." E os quatro seres viventes respondiam: "Amém". Também os anciãos prostraram-se e adoraram. Essa é esse é o cumprimento daquilo que a palavra de Deus está falando a respeito da necessidade da humilhação para que também chegasse a exaltação. Aí o ciclo fecha, aí tudo fecha, né? Então, eh, ao percorrer todos os degraus, a pessoa do mediador, eh, ela exauriu completamente a pena judicial que pesava sobre a humanidade. O estado então forense de humilhação fecha o ciclo permitindo a transição definitiva para o estado de exaltação. A majestade vaziada, que é quenzes, né, é devolvida em glória triunfante. Por isso que é necessário que tudo isso acontecesse, né, dentro do plano redentivo de Deus. Por isso que foi necessário que Cristo Jesus viesse como plenamente homem, sendo também 100% Deus. Que Deus nos ajude compreender, que Deus aplique a sua palavra em nosso coração, mas principalmente nos alegre por saber que fomos alvo de tão grande amor por parte de um Deus que domina sobre tudo e mesmo assim se importou conosco. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai, bendizer o teu nome e te agradecer, ó Deus, quando nós olhamos para aquilo que a tua palavra nos revela a respeito da tua obra. O nosso coração se enche de alegria. Alegria essa, ó Deus, por saber, ó Pai, que nós não seríamos capazes, ó Deus, de cumprir a lei. Não somos. Reconhecemos, ó Deus, que quebramos a tua lei diariamente. E, portanto, ó Deus, nós queremos eh bendizer ao Senhor, ó Deus, por Cristo Jesus. agradecê-lo, ó Deus, eh, por nos revelar, eh, tudo aquilo, ó Deus, que nos diz a respeito de ti mesmo e nos abençoe, ó Deus, que eh não seja apenas doutrina para nossa vida, mas que isso, ó Pai, se se traduza em prática, ó Deus, na nossa vida diária. Traga, ó Deus, saúde aos nossos ossos, à nossa alma, ó Deus. Que essa doutrina seja viva em nós. Abençoe-nos, ó Deus, nos leve em paz debaixo da tua bênção e proteção. É a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Que Deus abençoe, nos dê a boa noite de descanso. Se Deus quiser, estaremos aqui na próxima quarta-feira.