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A fé vem pelo ouvir

# 69 Os Estados de Cristo | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 69 Os Estados de Cristo | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 69 Os Estados de Cristo | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos

O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:

“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.

Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:

“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

Meus irmãos, boa noite.
Nós vamos começar nosso estudo bíblico
nessa noite, eh, dando continuidade à
nossa caminhada,
né? E hoje nós estaremos vendo essa
necessidade, né? Porque era necessário
essa humilhação de Cristo, os estados de
Cristo na sequência daquilo que nós
vimos na última quarta-feira. Antes nós
vamos orar pedindo a bênção de Deus
sobre nós nessa noite. Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós queremos te
agradecer, ó Deus, pelo dia que o Senhor
nos deu. Obrigado, ó Deus, porque a cada
dia nós podemos ver, ó Pai, a tua graça
e a tua misericórdia
sempre, ó Deus, sobre a nossa vida. E
como a tua palavra diz, a tua
fidelidade, ó Deus, vai do nascente ao
poente. Portanto, ó Deus, estamos
guardados, ó Pai, debaixo da tua
providência e da tua boa mão. Obrigado,
ó Deus, por tudo. E queremos pedir nessa
noite que o Senhor, ó Deus, nos auxilie
com o poder do Espírito Santo do Senhor.
Ó Deus, quando nós abrirmos a tua
palavra, ó Deus, que o Senhor mesmo, ó
Deus, por meio do teu espírito, torneo,
ó Deus, a nossa vida e aplique, ó Deus,
a tua palavra ao nosso coração. Nos
abençoe a todos nós presentes aqui e
aqueles que nos acompanham à distância
também. É a nossa oração em nome de
Cristo Jesus.
Os irmãos, nós saímos, nós fizemos a
transição da antropologia
e e nós vimos dentro daquilo que a
teologia reformada nos mostra a respeito
do ser humano, nós vimos algumas coisas
eh que são fundamentais para que a gente
entenda a necessidade de Cristo, da obra
de Cristo e principalmente daquilo que
nós chamamos eh do estado de humilhação,
de Cristo Jesus. Qual era a necessidade?
Nós vimos a condição do ser humano que
era irremediável,
né? Era irremediável diante de Deus.
Então, todos estavam encerrados dentro
daquilo que a palavra de Deus diz, todos
condenados, então o salário do pecado e
a morte. Portanto, a todos, né, a morte
chegaria. Isso. Nós estamos falando
apenas dessa, claro, essa primeira morte
física, mas nós estamos falando da
condenação, porque o pecado ele, na
verdade, não é apenas um desvio de uma
rota, um pequeno deslize, né? É uma
talvez uma pequena um transtorno
pequeno, mas a palavra de Deus coloca
tudo isso como uma ofensa eh grave
diante de Deus. A quebra desses, eh,
vamos dizer, da lei de Deus, ela traz a
condenação,
eh, da parte de Deus. Então, quando a
palavra de Deus nos mostra essa condição
do ser humano e que o pecado ele atingiu
completamente,
né, não apenas partes, e nós vimos isso
que em alguns momentos ou alguns grupos
ainda hoje eles entendem que o pecado
nos atingiu por partes, né? Então,
talvez eh alguma questão de do do
pensamento ou para muitos na história, o
pecado ele estava naquilo que é a carne,
né? Portanto, eh, se mortificar a carne,
nós traríamos a santificação por meio
dessa mortificação,
mas infringindo, eh, dores e sofrimento
à própria carne. Só que isso vai
permeando a a vamos dizer, o imaginário
e a cultura das pessoas. Tanto é que as
pessoas entendem que sofrimento é um
componente redentivo. Já viu isso? as
pessoas falam: "Olha, tem pessoas que
sofrem muito eh nesse mundo, né? Tem
muita gente que sofre eh eh
doenças ou algumas coisas assim que a
gente eh fica diante dessa situação sem
conseguir palavras para dizer, né? e
algumas pessoas e no imaginário popular,
eh, quanto mais se sofre aqui no mundo,
eh, mais direito a à redenção você vai
ter, né? Então, essa é um uma sistema
salvífico paralelo, né? Eh, a parte de
Jesus, eh, dependendo daquilo que a
pessoa passa aqui na terra, ela, eh,
pode, vamos dizer, purgar os seus
pecados, né, como alguns vão dizer.
dentro da da do próprio sofrimento. Esse
seria um sistema salvífico paralelo, tá?
E o sofrimento ele não santifica
ninguém, na verdade. Então, há um
componente filosófico por trás disso. Eu
sei que isso é do imaginário popular,
mas há um componente filosófico que
dentro daquela filosofia grega eh da
dualidade, né, espírito e corpo, o corpo
era onde residia o pecado.
É dentro do corpo que reside o pecado.
Portanto, em alguns eh vertentes
religiosas, isso é pregoado de maneira
mais contundente, onde eh pessoas elas
eh se cortam, se retalham, eh fazem uma
série de coisas eh eh bem estranhas, né,
com o corpo e depois de fazer isso ao
corpo chicotadas, lembra que algumas
ordens era assim, Lutero ele passa por
isso. Eh, Lutero, a na história dele,
quando ele começa essa compreensão de
pecado, eh, naquele livro do Timotor,
ele conta que em alguns momentos Lutero
quase se matou, tentando eh infringir a
si mesmo uma um sofrimento tal para que
ele pudesse sentir, ter a sensação de
que ele foi perdoado dos seus pecados. E
e em alguns momentos desses, até
momentos que ele ficava deitado ao chão,
de cabeça para baixo lá até dias, né, e
sem comer, ele começa a perceber que ao
levantar dali, eh, a mesma sensação
continuava sobre ele, que aí ele percebe
depois que o justo viverá pela fé,
entendendo que a justificação só podia
ser por meio de Cristo e não por meio eh
de sofrimento autoinflingido, né?
Então assim, a gente vai vendo isso em
algumas coisas mais contundentes, né?
Mas a gente vai perceber que que isso
sempre está na no também no imaginário
pagão. Lembra quando a palavra de Deus
conta a história do de Elias e os
profetas de Baal? Que eles manquejavam
em torno do altar e se lancetavam, né?
Eh, essa era uma prática também pagã. Ou
seja, se eu eh se eu mortificar de tal
forma a minha carne, infringir
sofrimento, os deuses eles não têm outra
opção a não ser me ouvir e me atender.
E aí a gente vai perceber que isso está
dentro do coração do ser humano,
pecador, que ele tal ele se sinta capaz
de ascender aos céus. Quando a gente
lembra da história de Babel, na verdade
é esse a o imaginário deles. Nós vamos
construir uma torre, vamos chegar até os
céus sem a mediação de ninguém. nós
vamos conseguir. Essa é a história do
ser humano à parte de Cristo. Ele acha
que consegue. Aí a gente traduz isso,
vamos dizer assim, de maneira um pouco
mais leve, mas aquilo que tá na
religiosidade, quando você paga
promessas,
eh, grandes
distâncias que são cobertas aí ou andar
também uma grande distância de joelho,
eh fazer uma série de coisas que as
pessoas elas eh eh se lançam a fazer,
porque elas têm na ideia que ao final
elas vão ser recompensadas.
pelo esforço que elas tiveram. E aí a
palavra de Deus está mostrando que nada
disso vai ser suficiente para eh chegar
à salvação, porque só há um meio por
qual os o homem pode ser salvo. É por
meio de Cristo. Então, não é por meio de
sofrimento, não é por meio da do
acetismo, né? eh acetismo, você
infringir alguma privação à sua vida.
Digamos que você entenda que se você
viver agora o resto da sua vida eh
bebendo um copo d'água por dia
e comendo um pedaço de pão, eh você vai
ser mais santo do que os outros, né? Eh,
isso também muitas vezes aconteceu na
história da humanidade. Então, a palavra
de Deus vai nos mostrar aonde o ser
humano chegou. para que a gente pudesse
perceber que esse é um abismo
intransponível. Não adianta esse
esforço, não adianta essa, né, essa eh
mortificação externa da carne. Quando a
palavra de Deus fala de eh mortificar a
carne, né, o pecado, eh nos fala de algo
eh que não é nesse sentido, nos fala
dessa ação eh mediante a palavra, ação
do Espírito Santo, né, essa essa
mortificação do pecado.
Então aí a partir desse estado, sabendo
que não havia possibilidade, agora a
gente entende a necessidade de Cristo de
um mediador. Caso contrário, ninguém
seria salvo. E agora entrando nesse
aspecto eh
eh que nós vamos falar hoje para que a
gente entenda qual é a necessidade então
que Jesus viesse e fosse humilhado.
Porque também pra gente a gente imagina
eh Deus poderia simplesmente
eh escolher quem ele queria,
tirar e pronto e acabou, né? Mas aí a
palavra de Deus nos mostra o porquê
disso. Nós vamos ler um texto primeiro,
eh, falando a respeito de da obra de
Cristo. Abra comigo em Filipenses, no
capítulo 2.
Filipenses, capítulo 2.
ao longo do caminho aqui vai ter algumas
terminologias um pouco
mais complicadas, mas nós vamos tentando
deixar aqui um pouco mais claro, tá? Eh,
capítulo 2, verso 5 em diante.
Tende em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus,
pois ele, subsistindo em forma de Deus,
não o julgou como usurpação ser igual a
Deus?
Antes a si mesmo se esvaziou,
assumindo a forma de servo, tornando-se
em semelhança de homens e reconhecido em
figura humana, a si mesmo se humilhou,
tornando-se obediente até à morte e
morte de cruz, pelo que também Deus o
exaltou sobre maneira e lhe deu o nome
que está acima de todo nome, para que ao
nome de Jesus se dobre todo joelho.
nos céus, na terra e debaixo da terra. E
toda língua confesse que Jesus Cristo é
Senhor para a glória de Deus Pai.
O foco central. Então aqui eh nós vamos
perceber que recai sobre a posição
forense, questão da lei aqui, de Cristo,
não apenas nessas circunstâncias, porque
normalmente nós eh ao olhar a a
principalmente a morte de Cristo, nós
temos uma eh um entendimento de que o
sofrimento de Cristo Jesus foi eh ou a
humilhação foi naquele dia no Getsemman.
ou no processo da sua da da sua
crucificação, certo? Desde a ida dele
para lá. Só que biblicamente a palavra
de Deus vai nos mostrar que desde o ato
da sua encarnação, isso é eh faz parte,
né, da humilhação. Portanto, aqui nós
temos os dois lados, um é o estado, o
outro é a condição, né? Quando nós
falamos de estado, essa relação forente
perante a lei, posição judicial ou
categoria primária. Então, a aplicação a
Cristo, ele colocou-se sobre a lei como
regra de vida, condição da aliança das
obras, eh, e pena pelo pecado. Ou seja,
eh, era necessário que Cristo Jesus
vivesse.
Às vezes a gente não para para pensar
que era necessário que Jesus vivesse um
tempo na Terra para que ele vivesse eh e
estivesse sob a lei. Portanto, eh
digamos que de alguma maneira a gente
falasse assim: "Ah, Jesus veio um dia,
veio aqui e voltou". Não é? Aí o ser
humano falaria: "Ah, um dia sem pecar é
fácil, né?
Eh, poderia passar na mente de alguém,
né, há um dia só que ele teve aqui na
terra, mas a gente tá aqui esse tempão
todo, né? Eh, poderia passar no
imaginário das pessoas, mas havia a
necessidade. Isso também diz respeito à
humilhação. Você eh agora vamos pensar
biblicamente aqui nesse ato. Um Deus
todo- poderoso que estava desde o início
criador de todas as coisas, como
Colossenses vai dizer, sustenta todas as
coisas pela palavra do seu poder. Ele
entra no espaço, no tempo de algo que
ele criou, onde ele está fora do tempo e
do espaço. ele entra nesse espaçotempo
e agora ele entra eh humanamente
limitado pelo corpo eh para que ele
vivesse entre os homens.
Eh, nenhum de nós seremos capazes de ter
essa condição de viver esse tempo todo,
eh, tendo tanto poder quanto Jesus o
tinha, continuando sendo Deus,
limitado. Mas havia uma necessidade para
que ele cumprisse a lei. Ele esteve todo
aquele tempo debaixo e sobre o
escrutínio da lei. Ou seja, a lei estava
olhando para Cristo, né? Porque era
necessário que ele fosse perfeito
para que ele pudesse pagar os pecados
meus e seus. Portanto, era necessário
isso. Mas ele estava sobre o escrutino
da lei. Portanto, esse é o estado. E
aqui, eh, Jesus se submete a isso, né,
durante a a sua trajetória, né?
Interessante quando a gente vai ver na
tentação de Jesus, aquilo que Satanás
propõe são questões eh do coração do ser
humano. Ele oferecendo eh eh ou seja,
quebra de, vamos dizer assim, se eu
tenho poder para satisfazer qualquer
desejo meu,
né,
para nós pecadores, eu faço, né? Aí a
primeira proposta é, se você, né, tá com
fome lá, transforma essas pernas, pedras
em pães,
né? Eh, pra gente seria, né, se a gente
tivesse no local, pecadores que somos,
fal já deu 40 dias, né? Eh, questão de
poder, olha, do isso vou te dar. Ou
demonstrar que de fato a gente teria
poder, né? Isso é desde criança, gente.
Eu imagino uma criança que expõe o
pecado dentro dela. Se ela tem uma uma
capacidade de alguma coisa e alguém eh
chega nela e fala assim: "Eu duvido que
você faça",
né? Ele vai fazer para mostrar que ele é
bom. Aí fala assim: "Olha, eh, se é
assim mesmo, atira-te daqui abaixo, que
aos seus anjos dará ordem a seu
respeito, né?
Eh, Jesus não cai nenhuma dessas,
nenhuma das das opções ali. Ele responde
com a palavra de Deus em todas elas, né?
Portanto, a palavra de Deus nos mostra
sim, ele foi tentado em todas as coisas.
Quando fala todas as coisas, são todas
as coisas. Então, isso é o, imagine Deus
todo- poderoso sendo tentado em todas as
coisas. Isso não é uma humilhação. Só
que aí a palavra de Deus nos diz que ele
se humilhou. Cristo Jesus quis fazê-lo
por amor a nós. Cristo Jesus quis fazer.
Na condição aqui, eh, seria a definição
resultado prático existencial [roncando]
do estado, né? Determinado pelas
circunstâncias da vida, ou seja, o
encarceramento, vergonha, sofrimento
físico, espiritual.
tudo aquilo que eh Jesus passou aqui,
né? Eh, vivendo eh entre os humanos, né?
Em vários momentos a gente vê isso nos
relatos do dos Evangelhos, mostrando eh
Jesus extremamente manso, mas ao mesmo
tempo, né, como eh Paulon vai dizer, bom
e bravo, né? eh o equilíbrio perfeito
daquele que é bom e bravo, mas eh
vivendo exatamente debaixo nesse estado
aqui. Então não era uma brincadeira
apenas. Alguns acham que que, como eu já
falei das heresias lá para trás, ah, não
era exatamente Deus, não era exatamente
ele, uma série de coisas para tentar
explicar isso e retirar eh esse ato de
humilhação. Portanto, frequentemente
a teologia foca nas condições,
sofrimento visível, mas o estado da
culpa judicial assumida é o fundamento
primário. Lá, lá está o fundamento
primário. Vocês lembram que quando
soltou aquele filme antigo do
eh Paixão de Cristo, né, as pessoas
ficaram impactadas com aquele filme, né?
E assim, sim, de fato, a a o sofrimento
que que Jesus passou ali, né, as
chicotadas todas, tudo aquilo que ele
passa, aquilo é cruel,
extremamente cruel. Mas a minha pergunta
é, se for por questão de sofrimento
físico,
comparar sofrimento físico,
tem casos de de pessoas que sofreram
fisicamente sofrimentos
eh bem extremos,
não é verdade?
Quando Paulo fala dele, que ele leva os
açoites lá, né? Eh, uma quarentena lá,
menos um. Eh, Paulo ele foi apedrejado,
né? Tentaram matar ele e pararam de
tacar pedra nele porque acharam que ele
tava morto. Aí vocês imaginam, a morte
por apedrejamento é uma das mortes mais
terríveis, né, já inflingida do que o
ser humano já inventou. Eh, ele foi
apedrejado e largaram ele lá, né, porque
pensaram, morreu, né? Aí vem os
discípulos, vê que ele tá leva ele,
cuida dele, né? Eh, aí a gente pensa,
ah, né? Por isso que de vez em quando
alguém fala por aí, ah, tô sofrendo mais
que Jesus Cristo. Tem umas pessoas que
diz isso aí na roça bem comum. Isso é
palavreado de de ditado por aí, né?
Porque as pessoas focam aqui no momento,
eles focam nesse momento solar, o
momento da cruz, mesmo que tenha sido
extremamente cruel aquilo, aí algumas
pessoas acham que o sofrimento dela pode
topar com o sofrimento de Cristo e eles
não percebem que há algo muito maior ali
em Cristo. Você já experimentou eh
sofrer uma pena eh no lugar de outra
pessoa? Já aconteceu, sei lá, você
pagou.
Normalmente quem tem muitos irmãos,
antigamente você apanhava pelo outro
irmão, né? Ele fez alguma coisa, aí
fala: "Vocês vão apanhar tudo junto,
fica de a ver se não foi vocês, né?
você vai fazer alguma coisa até o final
do dia e já tá pago. Mas imagina a
aquela revolta que dá nas pessoas de
pagar por uma coisa que você não fez,
foi o outro que fez.
Mas agora você lembra que Jesus pagou
não foi por uma pessoa, não.
Milhões, milhões
de pecados que estavam sobre ele,
[roncando] sobre ele. Ninguém suportaria
isso. Somente Deus. Somente Deus. Então,
essa doutrina consolidou-se no século
X7, mas sucumbiu a teologias modernas.
Aqui só dando uma pincelada, porque
muitas vezes aos desvios, né, a gente eh
a partir da dessas teologias,
principalmente a questão da teologia eh
liberal, ela ela entra com tudo,
principalmente porque ela nega
eh as questões de divindade, humanidade
de Cristo. Então a gente vê que no
século X7, né? Então aqui os luteranos,
né, eles entendem que o sujeito dos
estados é a natureza humana de Cristo,
né, eles entendem que a humilhação aqui
foi apenas a parte humana.
Parte humana é a teologia luterana. A
teologia reformada eh vai entender que o
sujeito do Estado é a pessoa do
mediador, portanto Deus homem de maneira
completa, né? O sofrimento é de Deus
homem, tá? Então assim, não apenas uma
figura e ao e ao longo do tempo foram
tentando desvencilhar, né? Nós já vimos
a até alguns desenhos, né? O que que as
pessoas entendem de Cristo? É uma
mistura do humano com o divino ou é
separado? Ou uma hora é um, outra hora é
outro. Tudo isso heresia ao longo do
tempo, né? Ah, boa parte disso nós não
abarcamos com a nossa, eh, razão, mas
aquilo que a palavra de Deus diz é isso.
Cristo Jesus sofreu sendo aqui Deus,
homem. Portanto, essas tendências aqui,
eh, Tilemark, é, eh, principalmente
teólogo da de teologia liberal, eh,
tendências panteizantes, né, perda do
deus transcendente, negação de direito,
lei objetiva, ou seja, essa ideia, né,
de de que apenas o humano aqui,
portanto, não tinha nada de ligação com
o transcendente ou com o Deus mesmo, né,
sendo divino. E sem um Deus soberano,
cuja lei exige justiça, a ideia de uma
posição então judicial, estado de
mediador, desaparece completamente aqui
eh da dogmática moderna, né? ela vai
desaparecendo ao longo do tempo. Nós
temos um período
muito próximo a nós, que muitas heresias
entraram para dentro da igreja, né, por
causa da teologia chamada teologia
liberal, principalmente por negar boa
parte da obra de Cristo. A gente vai
perceber que ao longo da história a 90%
dos ataques a aquilo que a palavra de
Deus diz está na área da cristologia.
está dentro da cristologia, praticamente
isso, porque se você derrubar aquilo que
a palavra de Deus fala de Cristo Jesus,
o restante vem abaixo, né?
Então, a teologia reformada organiza a
obra do mediador em dois grandes
estados. A primeira fase é antecipação
eternidade. O ser divino, então, lá eh
preexistente,
tá? Eh, isso diz respeito à aliança da
redenção, ela antecipa essa humilhação,
tá? Então, a dentro do conselho da
vontade eh de Deus, Deus estabelece
isso, que eh
essa ordem toda, Deus sendo o criador,
determinador, decreto, Cristo Jesus
sendo o objeto, o Espírito Santo sendo
aquele que aplica. Então, por que apenas
dois estados? Só podemos falar em
humilhação e exaltação em relação à
pessoa de Cristo como Deus homem, não
referindo-se à sua essência divina
imutável.
O valor então aqui o estado de
humilhação, sujeição ativa às exigências
da lei, né? É exatamente isso que nós
estamos falando. Era necessário isso
para que ele cumprisse a lei. O pico de
exaltação é essa vitória, a vindicação e
glória celestial. Aquilo que nós
acabamos de ler em Filipenses, né? Que
no final de todas as coisas, diante
dele, todo o joelho se dobrará diante de
Cristo Jesus. Eh, todos reconhecerão.
Palavra de Deus nos fala que um dia
todos estarão diante dele, todos de
todas as épocas, tribos, povos, nações e
raças diante eh de Cristo Jesus.
Então, a humilhação exige aqui o
esvaziamento da majestade, submissão à
lei, renúncia da majestade de supremo
governador do universo, sução da
natureza humana, né, em forma de servo,
como nós lemos no texto, né, e o verso
78,
ele fala eh antes, a si mesmo se
esvaziou, é literalmente essa e quenos
tá? eh assumindo a forma de servo,
tornando-se em semelhança de homens e
reconhecida em figura humana, a si mesmo
se humilhou. As duas palavras eh
fundamentais aqui eh o esvaziou e
humilhou eh tornando-se obediente até a
morte, morte de cruz, tá? Então, tudo
isso está agindo junto, eh, formando
aquilo que nós falamos dessa humilhação
de Cristo. Portanto, aqui nós temos
sujeição extrema às exigências de
maldição da lei, obediência ativa e
passiva até a morte de cruz. Lembre-se
que toda a lei ela ela vem do próprio
caráter de Deus. A lei diz respeito à
santidade de Deus. Quando nós olharmos
pro, vamos dizer decálogo, se você olhar
ali, a primeira coisa que tem que saltar
os seus olhos, isso aqui diz respeito à
santidade de Deus.
E aí quando a gente olha pro decálogo,
nós vamos perceber que nós nós não
chegamos, não dá para cumprir isso aqui.
É um ser humano que tem a a ele foi,
vamos dizer, eh tirado da morte, os
olhos abriu, ele olha paraa lei e fala:
"Senhor, misericórdia, não dou conta de
cumprir essa lei".
Aí aquele que ordena todas as coisas,
vamos dizer, dentro do conselho da
trindade, segundo o conselho da sua
vontade, ele se submete a entrar nessa
realidade e falar: "Eu vou cumprir a lei
da qual ele é maior.
Cristo é maior do que a lei. Aí ele se
submete à lei, né? Então isso aqui diz
respeito a que é o cerne da humilhação.
Então o senhor Supremo coloca-se no no
banco dos réus, torna-se legalmente
responsável responsável pelos pecados do
seu povo. essa parte legal que nós
estamos falando, essas eh eh muito mais
do que o sofrimento físico, há esse
sofrimento e essa humilhação de ter
entrado nessa realidade, se submetido e
ser julgado pela própria lei.
E Deus se submeteria a isso de se
colocar nos no banco dos réus
para que pudesse ser julgado pela lei da
qual ele é maior
e aceitasse isso, né? Então, a palavra
de Deus nos mostra que isso é eh, como
diz o texto, é uma humilhação. E Cristo
Jesus passou isso porque ele quis. Ele
não foi obrigado a fazer.
Palavra de Deus repete sempre isso que
ele quis fazer. Deus agradou. Quando lá
em Isaías fala que agradou o moelo,
quando vê o eh o penoso fruto do seu
trabalho, mas a palavra de Deus também
nos assevera que Cristo Jesus quis fazer
por nós, por amor a nós. Não apenas não
é que ele foi obrigado a fazê-lo. Então
a trajetória seria essa. Se a gente
olhar a trajetória de humilhação por
cinco degraus aqui sucessivos, tá? Eh, a
gente não vai entrar em questões aqui de
outras teologias, por exemplo, luterana
fala de oito estágios, né? Mas nós
estamos focando na teologia reformada.
Ela trabalha cinco estágios aqui, eh,
dessa humilhação contínua até, eh, o
juízo divino, até lá chegar, né, aquilo
que é o o ponto alto ali. Então, nós
temos a encarnação. Sim, encarnação é
humilhação. Nós já falamos isso.
Um Deus abre mão da sua glória, descer
até a nossa realidade. Isso é
humilhação. Ele se encarnou, ele se
submeteu a ser nascido de mulher. Sim.
eh o sofrimento ao longo da sua própria
vida, a a sua trajetória toda de vida,
tá? Então assim, eh, lembre-se que é tão
difícil esse entendimento que as pessoas
criam quadros para tentar minimizar
isso. Por exemplo, aqueles filmes que
passa de Jesus aí, que é com base no
aqueles evangelhos gnósticos,
quando quer mostrar como que foi a vida
de Jesus na sua infância e adolescência,
né? Aí fica assim, ah, será que ele foi
um adolescente rebelde, né? Como é que
foi, né? Como é que foi Jesus, né? Aí
fica o imaginário. Aí, eh, escreveram,
né, uma série de histórias lá. Eh, se
você ler isso, né, eu espero que você
não perca seu tempo, mas um dia se você
tiver com muito tempo para jogar fora,
você pega alguns textos desse para você
ler. Mas quando você vai ler, aí você
vai perceber que é uma tentativa,
né, de eh esvaziar tudo aquilo que a
palavra de Deus está dizendo para
mostrar que Jesus era assim, tipo, mais
ou menos humano, né? Aquela historinha
lá de Jesus ressuscitando passarinho que
tinha uns amiguinhos que era os
amiguinhos dele era pecador, né? Aí os
amiguinhos tá estilingada no passarinho,
mata o passarinho. Aí Jesus vai lá, pega
o passarinho, Jesus menino lá e sopa no
biquinho do passarinho, o passarinho
volta a viver, né? Aí as pessoas falam:
"Nossa, que bonitinho, né? nem percebe
que há um componente de rebeldia contra
a palavra de Deus no meio disso. As
pessoas acham tudo bonitinho. Nossa, que
Jesus ressuscitou um passarinho. Jesus
limpava a a oficina macenaria do seu pai
lá, né? Ele eh nunca deu uma martelada,
né? Fora do prego, né? Ah, né? Jesus,
sei lá, aquelas histórias lá que inventa
lá e passa no filme e o povo acha eh
bonito tudo isso, mas não percebe que
essa é uma tentativa de de na verdade
esvaziar aquilo que Deus fez em Cristo
Jesus, esse plano redentivo de Deus. aí
de falar que ele era mais ou menos
humano, só ele não era totalmente humano
assim, não. Não, ele se humilhou de tal
forma que ele entra na realidade, na
limitação que todos nós temos,
nas mesmas limitações de fome, de sede,
né, de frio, né, de tudo que qualquer
ser humano pode passar. Aí
ele se submeteu a isso. Isso é
humilhação, né? A sua morte, humilhação,
seu sepultamento também e aquilo que a
palavra de Deus vai dizer também da
descida ao nós vamos ver rapidamente eh
o que que está dizendo sobre isso.
Então, Logos Eterno encarnou-se
condicionado à necessidade de salvação,
tá? Então, a segunda pessoa da trindade,
o verbo sarques é carne, né? Se fez
carne, natureza humana completa, corpo e
alma, tá? como a palavra de Deus
descreve, a realização ativa do logos
preexistente, contraindo forma adicional
sem eh alterar sua essência divina, não
houve alteração. Como isso aconteceu, a
palavra de Deus não vai nos falar, só
que nós não podemos esvaziar aquilo que
a palavra de Deus diz, tá? Então, há
várias questões normalmente eh que que
ao longo da história causam as
dificuldades
aqui. A a pergunta é: a encarnação
ocorreria sem a queda para
essa linha dizia que a encarnação faria
parte do plano original da criação,
independente do pecado, né? Cristo como
telos, o fim, princípio lá final da
criação. Eh, Tomás Jaquino, juntamente
com reformadores, eu entender que não,
tá? A escritura condiciona a encarnação
à redenção.
Por que que houve essa encarnação? Por
causa da redenção. Vamos olhar dois
textos, por favor. Primeiro lá em Lucas,
Lucas capítulo 19
verso de número 10.
Palavra de Deus é categórico em dizer:
"Porque o filho do homem veio buscar
e salvar o perdido, tá?"
Gálatas capítulo 4 verso 4.
Então ele diz:
"Vindo porém, à plenitude do tempo, Deus
enviou seu filho nascido de mulher,
nascido sob a lei. Aí para quê? para
resgatar o os que estavam sob a lei, a
fim de que recebêssemos a adoção de
filhos. Portanto, a essa encarnação, ela
serve exatamente a esse propósito, ao
propósito redentor. Portanto, nessa, na
perspectiva da eternidade, apenas um
plano divino que inclui desde o início,
eh, tanto a queda quanto a encarnação
para a redenção, tá? Isso é fundamental
também na escritura.
O nascimento virginal, ela isenta a
natureza de Cristo da culpa pactual. Nós
vimos isso dentro e quando nós falamos a
respeito dessa concepção de Cristo
Jesus, né? Então, a linhagem pactual ali
biológica de Adão, há uma intervenção do
espírito. Isso é caro pra teologia. Sim,
foi dessa forma que que a palavra de
Deus diz uma ação do Espírito Santo, né?
Não houve participação do eh eh do homem
ali, tá? A palavra de Deus nos mostra
isso. A e vem a a natureza humana, né, a
partir do seu nascimento por meio eh de
de Maria, né? Então aqui causa eficiente
excluiu a atividade masculina eh ao não
derivar a vontade volitiva de um pai
humano, né? E a santificação aqui, o
espírito santificou a natureza no
ventre. mantendo alívio de corrupção
inerente ao pecado original. Cristo
Jesus, ele não eh participa ou não herda
esse pecado original que todos nós
herdamos, tá? Todos nós nascemos assim.
Portanto, Cristo assumiu a natureza
humana enfraquecida pós queda, né? O que
constitui a sua humilhação inicial, mas
absolutamente sem pecado. Então, ele
assumiu a substância real de Maria,
estando organicamente ligado à raça
humana. Era necessário que isso
acontecesse. Então, o sofrimento não foi
um evento isolado, como nós falamos, mas
é a textura de toda a vida de Cristo.
Toda a vida de Cristo faz parte, né,
desse sofrimento, né, por causa da da
nossa eh redenção. Então, toda a vida
duração, toda a vida eh foi de
submissão, solidão.
solidão, ela culmina lá na grande
paixão, né? Ou seja, a morte operou nele
desde o princípio. A extensão corpo e
alma, a dor física acompanhada da
esmagadora consciência mediatória do
pecado da humanidade. Sim, Cristo Jesus
sofreu,
né? Cristo Jesus sofreu essa essa dor
física junto com a a dor maior que era
carregar os nossos pecados. Capacidade
infinita de sofrimento. Sua perfeita
santidade permitiu-lhe sentir a
monstruosidade do mal moral de uma forma
inatingível para nós, o peso ativo da
ira de Deus. Tá? Então, as tentações
reais e agonizantes, o dilema teológico,
como que aquele que não podia pecar
sofre tentações genuínas, a santidade
ética triunfante em meio à prova que eh
a gente vai perceber que em meio a tudo
isso, né, de daquilo que é o plano
redentivo de Deus, sim, ele passa sim
por isso,
eh, o entendimento disso, porque nós
entendemos a a partir de nós, de homens
pecadores, de pessoas pecadoras,
né? Então, a a
eh de novo, voltando a alguns escritos
gnósticos que vão dizer que Cristo Jesus
tinha eh sucumbiu, um caso com Maria
Madalena e coisa desse tipo, né? eh por
porque o ser humano também ele vai ter
esse entendimento de que talvez eh há
uma impossibilidade, né, de passar por
essa vida eh sem ser eh eh que haja esse
gancho da tentação ou de alguma coisa
que exista, né? Mas a palavra de Deus
nos fala que ele foi sim, foi tentado.
Por isso que ele se compadece de nós. A
morte do Salvador combinou a ruptura
biológica como abandono judicial e
eterno, morte física lá, separação de
corpo e alma e a morte judicial eterna.
Ou seja, a ira infinita suportada de
forma intensiva, eh, não extensiva no
tempo, né? A natureza humana perdeu o
conforto consciente da união divina, né?
Quando ele diz lá, por que me
desamparastes? Isso é real. Isso é real.
O abandono ali é como se Deus virasse as
costas, né? Por um momento Deus se vira
à costas por causa dos nossos pecados,
né? A ira de Deus, ela veio sobre Cristo
Jesus, aquilo que a gente não
suportaria. Portanto, quando nós falamos
da união hipostática,
hipostática,
tá? Ela não foi desfeita aqui, né, essa
união, né, divina, humana ali. Caráter
forense. Então, Cristo não morreu por
assassinato acidental, mas sob sentença
de um juiz romano, poder judicial mais
alto do mundo, uma morte maldita na
cruz, cumprindo perfeitamente exigências
extremas da lei. Gálatas 3:13 vai nos
falar isso, eh, a respeito daquele
maldito aquele que, eh, morrer no
madeiro. Tudo isso prefigurava aquilo
que já tava lá no início, tá? Lá no
início. Inúmeros nos conta a história
do povo. Eh, interessante aquela
história, né? Quando o povo se rebela
contra Deus por causa do maná.
Pão ele não queria.
Se rebela de novo contra Deus.
Só que a gente vai olhar as figuras do
texto. Eh, depois Jesus ele fala assim:
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu."
Jesus está se comparando àquele maná que
descia no deserto lá. Só que o povo não
estava entendendo. Aí o povo amaldiçoou
o maná.
não aguenta esse negócio. Deus permitiu
que entrasse um monte de serpente na no
meio do povo de Israel e começou a matar
a gente. E aí ele fala para Moisés vai
interceder pelo povo, fala para que ele
fizesse uma serpente de bronze,
pendurasse numa num madeira lá em cima.
Todo mundo que olhasse para aquela
serpente não morreria. A gente fica
perguntando assim, alguns lexe muito
rápida e não liga isso com o restante da
escritura, vai falar: "Mas pera aí, a
palavra de Deus tá ensinando fazer
rituais, magia?
Como assim, né? Tanto é que essa cobra
virou coisas de outras religiões, né?
Eh, n adorada a Newstan, né? Adorada
pelos povos e tal. essas coisas tudo.
Não, gente, aquilo lá tava falando de
Cristo, né? Sendo levantado no madeiro,
maldição.
E aquele que olhar para ele, estiver
nele, esse será salvo. Agora, se a gente
ligar com aquela história de Números, a
gente vai perceber que nós, a gente fala
assim: "Como é que esse povo era tão
ruim assim?"
Aí quando a gente descobre que é a gente
também,
aí a gente fala assim: "Como é que eu
posso ser tão ruim assim e Deus me amar
desse tanto
por causa de Cristo".
por causa de Cristo. Do mesmo jeito
daquele povo lá, quando eles olhavam,
eles estavam eh, vamos dizer assim,
antecipando ou é uma prefiguração
daquilo que aconteceria lá na frente.
Essas pessoas que eram salvas da morte
primeira lá da serpente, não era salva
por causa daquela serpente, mas era
salva por aquilo que ela prefigurava,
que era Cristo.
Cristo Jesus. As pessoas do Antigo
Testamento, elas também foram salvas por
causa do sacrifício de Cristo, mesmo
Cristo Jesus vendo eh vindo eh mais
adiante.
Sepultamento representou a descida
literal ao pó e a confirmação da
maldição. Maldição do pó, ou seja,
retornar ao pó ápice visível da punição
do pecado, humilhação profunda.
e simbólica da degradação aqui do
pecador. A prova material demonstrou
inequivocamente que a sua morte foi
real, não foi um desmaio. Tem gente que
fala que Jesus desmaiou. Vocês já
ouviram isso? Não. Mas Jesus não morreu
não. Ele só desmaiou.
>> É, ele só, né, né? Tipo, era uma
encenação, um teatro,
tipo um teatro. Não, a palavra de Deus
nos fala da da sua morte e morte real.
Ao habitar então o sepulcro, o Salvador
desarmou o ambiente da morte. Ele remove
os terrores do túmulo para os remidos e
santifica a septura para eh os crentes.
Então, a morte ela foi vencida. John
Owen fala isso de maneira bela naquele
livro A morte da morte na morte de
Cristo.
Eh, fantástico perceber tudo isso.
E aí a gente vai saber que até aplicação
prática na nossa vida, eu sei que morrer
é ruim. Eu não sei porque ainda não
morri, mas mas assim, para nós sempre
passa no nosso imaginário a hora da
morte, a gente sempre fica aquelas
coisas, ah, meu Deus, ah, eu queria
acordar morto, né?
Eh, ou ah, queria uma série de coisas,
porque a gente tem, isso é real. A morte
permanece como inimiga, não tem problema
disso, não, tá? Eh, ela permanece como
uma inimiga. Mas se a gente lembrar que
palavra de Deus fala que nós morremos em
Cristo lá, então a morte já não é uma
novidade paraa nossa vida, porque eh é
em Cristo Jesus, agarrado em Cristo
Jesus que a gente tem esperança tanto
para viver quanto para morrer.
Se se não tivermos agarrados nessa
doutrina, tudo isso parece tanto, a vida
parece complicadíssima. de se viver
quanto à morte. Não é só a morte, é a
vida também. Se nós não estivermos
ligados a Cristo Jesus. Então, Romanos 6
vai dizer: "Que diremos, pois?
Permaneceremos no pecado para que seja a
graça mais abundante? De modo nenhum,
como viveremos ainda no pecado nós que
para ele morremos? Ou porventura
ignorais que que todos nós que fomos
batizados em Cristo fomos batizados na
sua morte?
Fomos, pois sepultados com ele na morte
pelo batismo, para que, como Cristo foi
ressuscitado dentre os mortos pela
glória do Pai, assim também andemos nós
em novidade de vida. Porque se fomos
unidos com ele na semelhança da sua
morte, certamente o seremos também na
semelhança da sua ressurreição.
Sabendo isto, que foi crucificado com
ele o nosso velho homem, para que o
corpo do pecado seja destruído e não
sirvamos o pecado como escravos. são
propósito
redentor. Aqui alguns textos bem
complicados, eu vou passar rapidamente,
um dia a gente volta neles.
Mas a base bíblica aqui da descida ao
inferno, né, carece de algumas questões
aqui, tá? De proposições literais
diretas. É, isso foi colocado também
adicionado no credo, né? Descend-te
infernicionado
aqui depois lá em 390, mas com base em
alguns textos. Por exemplo, Efésios 4:9
vai dizer: "Desceu até as regiões
inferiores da terra".
Aí eu vou falar só aqui a posição da
teologia reformada, né? A provável
referência aqui é a encarnação. Teologia
reformada vai defender isso. A terra é
eh vinda do céu não ao inferno, tá? não
ao inferno. Aquilo que para alguns vão
dizer, não, ele foi lá ao inferno.
Primeira Pedro 3:18, quando fala que aí
pregou aos espíritos em prisão. Eh, pra
gente assim, eu sei que há várias linhas
de entendimento, mas o espírito de
Cristo ele prega através de Noé,
né? a geração desobediente antes do
dilúvio, não a missão de resgate de
Cristo lá no inferno. Essa ideia de que
Cristo vai lá no inferno, né, é uma
ideia que carece de uma série de outros
arranjos para que a gente possa
defendê-lo, né? Qual é a intenção, né?
Se se lá no inferno já não há
possibilidade de redenção, qual é? ou
apenas para juízo, como alguns vão
dizer, mas eh a a dentro da teologia
reformada, essa é a posição que a maior
parte defende. Quando Salmo 16:10 fala
assim: "Não deixarás a minha alma no
sheol ou na morte". Tá? É um paralelismo
hebraico, poético, significando
simplesmente que Jesus não seria deixado
sobre o poder definitivo da morte. tem
eh questões ads, sheol, eh normalmente
eh na nas escrituras e a gente vai
perceber que que eh
a melhor tradução seria lugar dos
mortos, né, e não eh exatamente inferno,
que seria a tradução, tá? Então assim,
essa o que eu quero, aquilo que a gente
precisa compreender é que essa questão
de descida ao inferno, eh, isso foi
algo, né, que acrescentaram aqui ao
longo da história, tá? Eh, teologias
aqui que divergem então sobre esse
significado eh do Ades. A Igreja
Católica, ela vai dizer que é o limbus
4, né? que Cristo desceu literalmente
para pregar os santos do Antigo
Testamento, conduzi-los ao céu.
É a posição da Igreja Católica. Os
luteranos, eles vão falar da marcha
triunfal, que é visto não como
humilhação, mas como o primeiro estágio
de exaltação que ele desceu para
condenar Satanás e o mundo inferior.
Então essa é questão da da eh da descida
pro luterano, acha que na verdade é
estágio de exaltação, que ele foi lá
para para provar que tinha vencido, tá?
Os anglicanos vai falar de paraíso, né?
A alma de Cristo foi a habitação das
almas justas no Ades para explorou
plenamente a verdade.
A teologia eh reformada, isso aqui você
vai ver reflexo tanto na teologia, nas
obras de Calvino, quanto no catecismo lá
de Heidelberg, né? Eh, descida refere-se
às agonias infernais indescritíveis
sofridas no Getseman e na cruz,
combinada com a sua entrada na mais
profunda humilhação do estado literal de
morte. Tá? Esse é o que a teologia
reformada vai dizer. E por fim, então,
por que tudo isso? Por que que a palavra
de Deus nos fala a respeito de de tudo
isso? Então aqui a descida máxima foi o
pré-requisito absoluto para a redenção
cósmica. A humilhação de Cristo não foi
uma tragédia circunstancial,
mas uma arquitetura judicial impecável.
Se a gente olhar pelo lado de cá,
alianças das obras, essa exigência da
lei, aquilo que tinha feito lá com Adão,
o pacto que ele não cumpriu, era
necessário que alguém viesse e
cumprisse. Então Jesus, ele passa por
tudo isso. Por isso que eu falei que era
necessário tempo de vida, Jesus vivendo
aqui plenamente, em todas as situações,
tá? eh, e cumpriss-se plenamente. Então,
encarnação, sofrimento, morte,
sepultamento, agonia infernal, tudo isso
vai culminando para cá, que é redenção
objetiva e essa exaltação que a gente
leu lá em Filipenses, né? Eh, e aquilo
que a palavra de Deus vai mostrar depois
também em Apocalipse, mostrando aquilo
que aconteceria em Cristo Jesus.
Domingo, possivelmente,
se Deus permitir,
eh,
à noite estarei expondo esse texto de
Apocalipse 5, mas se você puder abrir
lá, por favor,
Apocalipse 5,
que diz:
"Vi na mão direita daquele que estava
sentado no trono, um livre escrito por
dentro e por fora, de todo selado com
sete selos. Vi também um anjo forte que
proclamava em grande voz: "Quem é digno
de abrir o livro e de lhe desatar os
selos?"
Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem
debaixo da terra, ninguém podia abrir o
livro, nem mesmo olhar para ele. E eu
chorava muito, porque ninguém foi achado
digno de abrir o livro, nem mesmo de
olhar para ele. Todavia, um dos anciãos
me disse: "Não chores, eis que o leão da
tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu
para abrir o livre os seus sete selos.
Então vi no meio do trono e dos quatro
seres viventes e entre os anciãos de pé
um cordeiro como tendo sido morto. Ele
tinha sete chifres, bem como sete olhos,
que são os sete espíritos de Deus
enviado por toda a terra.
Veio, pois, e tomou o livro da mão
direita daquele que estava sentado no
trono. E quando tomou o livro, os quatro
seres viventes e os 24 anciãos
prostraram-se diante do cordeiro, tendo
cada um deles uma arpa e taças de ouro
cheias de incenso, que são os corações
dos santos.
E entoava o novo cântico, dizendo:
"Digno és de tomar o livro e de
abrir-lhe os selos, porque foste morto e
com o teu sangue compraste para Deus os
que procedem de toda tribo, língua, povo
e nação. E para o nosso Deus o
constituístes, reino e sacerdotes, e
reinarão sobre a terra". Vi e ouvi uma
voz de muitos anjos ao redor do trono,
dos seres viventes e dos anciãos, cujo
número era de milhões de milhões e
milhares de milhares. proclamando em
grande voz: Digno é o cordeiro que foi
morto de receber o poder e a riqueza e
sabedoria e força e honra e glória e
louvor. Então eu vi que toda criatura
que há no céu e sobre a terra, debaixo
da terra e sobre o mar, e tudo que neles
há, estava dizendo: "Aquele que está
sentado no trono e ao cordeiro seja o
louvor e a honra e a glória e o domínio
pelos séculos dos séculos." E os quatro
seres viventes respondiam: "Amém".
Também os anciãos prostraram-se
e adoraram.
Essa é esse é o cumprimento daquilo que
a palavra de Deus está falando a
respeito da necessidade da humilhação
para que também chegasse a exaltação. Aí
o ciclo fecha, aí tudo fecha, né? Então,
eh, ao percorrer todos os degraus, a
pessoa do mediador, eh, ela exauriu
completamente a pena judicial que pesava
sobre a humanidade. O estado então
forense de humilhação fecha o ciclo
permitindo a transição definitiva para o
estado de exaltação. A majestade
vaziada, que é quenzes, né, é devolvida
em glória triunfante. Por isso que é
necessário que tudo isso acontecesse,
né, dentro do plano redentivo de Deus.
Por isso que foi necessário que Cristo
Jesus viesse como plenamente homem,
sendo também 100%
Deus.
Que Deus nos ajude compreender, que Deus
aplique a sua palavra em nosso coração,
mas principalmente nos alegre por saber
que fomos alvo de tão grande amor por
parte de um Deus que domina sobre tudo e
mesmo assim se importou conosco.
Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai,
bendizer o teu nome e te agradecer, ó
Deus, quando nós olhamos para aquilo que
a tua palavra nos revela a respeito da
tua obra. O nosso coração se enche de
alegria.
Alegria essa, ó Deus, por saber, ó Pai,
que nós não seríamos capazes, ó Deus, de
cumprir a lei. Não somos.
Reconhecemos, ó Deus, que quebramos a
tua lei diariamente.
E, portanto, ó Deus, nós queremos eh
bendizer ao Senhor, ó Deus, por Cristo
Jesus. agradecê-lo, ó Deus, eh, por nos
revelar, eh, tudo aquilo, ó Deus, que
nos diz a respeito de ti mesmo
e nos abençoe, ó Deus, que eh não seja
apenas doutrina para nossa vida, mas que
isso, ó Pai, se se traduza em prática, ó
Deus, na nossa vida diária. Traga, ó
Deus, saúde aos nossos ossos, à nossa
alma, ó Deus. Que essa doutrina seja
viva em nós. Abençoe-nos, ó Deus, nos
leve em paz debaixo da tua bênção e
proteção. É a nossa oração em nome de
Jesus.
Amém. Que Deus abençoe, nos dê a boa
noite de descanso. Se Deus quiser,
estaremos aqui na próxima quarta-feira.

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