Davar Live – 01/05
02/05/2026
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Olá pessoal. Boa noite. Bem-vindos a mais uma live. Hoje um pouco atrasado. Eu também estou dando um tiro no escuro aqui. Estou tentando de um jeito que não deu certo numa outra vez. E eu estou sendo cabeça dura e estou tentando de novo. Então se tiver alguma coisa aí, vocês me avisam se não estiver funcionando bem, tá bom? Mas é isso. Boa noite. Bem-vindos aqui a mais uma live aqui do canal. Eh Hoje a gente também vai ser uma live que a gente não tem nada muito específico programado. Na verdade, semana passada a gente ficou mais conversando. Eu acho que funcionou bem. Então eu eu vou seguir no mesmo no mesmo caminho hoje, tá bom? Então eu já peço aí quem estiver vendo, se tiver alguma questão, se tiver bom o o áudio, vocês o áudio, a luz e tal, vocês me dão um feedback aí, tá bom? Estou vendo aqui Gil Pederiva, boa noite. Luiz Fernando, tudo ótimo por enquanto. É, vamos ver se dura, né? É, pois é, gente. Então é isso. Eh O Carlos Muniz aí também, até agora tudo bem. Então eu queria conver começar perguntando para vocês, se vocês estão bem, se vocês têm alguma pergunta, alguma pergunta que ficou da última vez. Sabe que esse começo de live é o mais difícil, né? Porque chega uma hora normalmente que a live começa a engatar e começa a andar e tudo funciona bem. Mas esse comecinho é o mais difícil. Eu estava vendo essa semana, a gente também não tem, assim, uma alguma questão, alguma pergunta que foi deixado no, no eh, no canal durante a semana, né? Eh, não vi nada muito específico falando. O, teve uma pessoa, a Elaine Souza, que comentou aqui, disse que eh, elogiou a live e tal. Eh, queria ver um comentário sobre a Divina Comédia de de Dante Alighieri. E como ela influenciou a nossa forma de pensar o inferno e o paraíso, né? Ela disse que ainda não leu o livro, mas a obra influenciou o pensamento ocidental e tal. Então, eu vou começar com essa questão. Eu também não sou um especialista nisso. A gente ficou para falar sobre o inferno. Mas eu ainda não Eu É, esse é um dos assuntos que eu preciso me preparar para falar. Trazer uns textos para a gente ver aqui. Mas, assim, de forma geral, o que que acontece, né? Esse é um tema que volta de vez em quando aqui no canal, que eu acho que é um tema importante. As pessoas têm uma forma de pensar dentro do cristianismo que tem muita influência platônica. E como isso acontece, né? O Platão era um cara que não sei se vocês já conhecem o conceito de dualismo platônico. Eu sei que quem acompanha o canal há mais tempo vai saber, né? Eh, e no dualismo platônico, o dualismo platônico é uma expressão do pensamento de Platão sobre a realidade em si, né? Então, o Platão, ele vai ele vai argumentar no seguinte sentido. Eh, isso aqui é a Apologia de Sócrates, se eu não me engano. Que ele vai falar sobre isso. Que é, quando ele fala que ele vai morrer, né? É, só que ele tá feliz porque a morte não é o o final de todas as coisas. Ah, na verdade, a morte é uma libertação da alma. Então, o pensamento platônico, assim, bem resumidamente, ele divide a realidade em duas instâncias de realidade, mais ou menos. Eu vou usar essa expressão, não sei se é a mais adequada. Mas você tem esse mundo físico, material, que a gente vê, né? O mundo sensitivo, mundo sensível, que você percebe através dos sentidos. E tem o o mundo, um mundo das ideias, que esse mundo, ele tá mais próximo da realidade do que esse mundo físico. Então, esse mundo físico, na verdade, é uma manifestação da realidade muito muito fraca, muito superficial. O mundo real mesmo é o mundo das ideias. E ele vai falar o porquê. Por que o mundo das ideias, né? Na verdade, o mundo físico é uma manifestação turva do mundo das ideias. Gente, eu tô de fone de ouvido e eu nem sei se por que eu tô de fone de ouvido. Sendo que eu não ouço vocês na live. É, o Então, por exemplo, no mundo das ideias existe o conceito de circunferência, a ideia de circu- circunferência. Isso se manifesta no mundo físico, mas as circunferências do mundo físico nunca são perfeitas quanto à ideia de círculo. É mais ou menos esse conceito, né? É, demora um tempo para ir se acostumando com o conceito do do do Sócrates, né? A do do Platão, né? O o pensamento socrático-platônico. Mas a ideia é que o mundo físico é só uma manifestação de um mundo metafísico, né? E vem toda a ideia de metafísica. É, isso também vai se manifestar no ser humano. O ser humano tem um uma expressão no mundo físico, que é o corpo, mas ele é mais do que isso, ele um mundo metafísico que seria a sua alma, né? Essa separação entre o físico e o eu vou chamar aqui de espiritual, não é o conceito de Platão, mas é o que depois vai ser meio que interpretado pelos cristãos, eh, é o pensamento que vem de Platão, ele entra no cristianismo e o cristianismo faz uma releitura disso, usando os com alguns conceitos bíblicos, né? E vai precisar jogar fora alguns textos da Bíblia porque eles simplesmente não encaixam assim claramente nesse nesse pensamento e aí a gente acaba surgindo essa ideia de uma punição fora do corpo físico, né? Eh, então, você tem na Grécia todo um conceito do Hades, que é o lugar aonde vão os mortos, os mortos eles vão para um submundo, eh, onde eles são jogados e tal. Eh, eu também não tenho assim um conhecimento muito profundo de como no pensamento grego o Hades se organiza, né? E quando a gente fala Hades, aqui tem um uma uma mistura, né? Porque Hades é o nome de um deus, o deus que cuida do submundo, né? E que é um deus lá, irmão de Zeus e tal, né? Eh, dos filhos de Cronos. E Hades também é o nome que se dá para o submundo em si. Então, existe uma confusão entre esses esses dois nomes, né? Eh, o ponto é: quando a Bíblia vai traduzir o termo Sheol para o grego, né? Que que é o Sheol? O Sheol é o termo que talvez a melhor tradução seja sepultura, que é o lugar onde estão os mortos, onde os mortos vão, para para debaixo da terra serem enterrados, é a sepultura. Então, o Sheol significa o fim. Na Bíblia, várias vezes você tem a expressão: "Ah, ninguém louva a Deus no Sheol", né? Porque o Sheol é onde não existe nada, né? Onde acabaram as coisas, né? O livro de Eclesiastes vai falar mais abertamente e claramente sobre isso, mas tem Salmos que falam sobre o Sheol sendo o lugar onde não acontece nada. Mas quando o Novo Testamento vai traduzir o termo Sheol pro grego às vezes ele usa o termo Hades. Que é um termo assim, na falta de uma palavra pra traduzir o termo hebraico o lugar no submundo onde ficam os mortos é o Hades. É, e essa e essa o uso dessa palavra no Novo Testamento também fez algumas pessoas confundirem o conceito do Novo Testamento do de submundo com o conceito grego do Hades. Então assim, isso é complexo, gente. É um é um é um buraco bem profundo, né? E é dentro de toda essa mistura, essa bagunça que surge é o pensamento do cristianismo do qual o o o o Dante bebeu pra pra fazer a Divina Comédia, entendeu? Então a Divina Comédia, na verdade o conceito de inferno da da Divina Comédia, eu também não li a Divina Comédia toda, né? Eu tô falando sobre o que eu sei do conceito que se refere na na Divina Comédia. É esse conceito é um conceito que mistura elementos platônicos que influenciaram todo o pensamento grego é e uma releitura de de de de de ideias bíblicas dentro desse conceito. Tá bom? E aí a gente vem com essa ideia de um inferno que tem círculos, é é um é um reino esse esse inferno, é todo um reino onde as pessoas estão lá pra serem torturadas e tal, né? Algumas coisas são curiosas nesse nessa concepção de inferno tradicional do cristianismo que não é muito bíblica, né? A gente pensa no inferno como sendo o lugar onde o o o o demônio reina, de Satanás reina no inferno. Então, qual que é a a mitologia, digamos assim, da tradição cristã? Existe um reino que é o inferno, que tá lá pegando fogo, Satanás tá lá, ele vive lá e ele fica torturando as almas das pessoas que que morreram e que não foram pro céu, né? Eh o que é curioso quando a gente compara com a Bíblia é que não tem nenhum lugar na Bíblia falando que Satanás vive no inferno ou está no inferno. Mais próximo que a gente vai chegar disso é um texto de Apocalipse que diz que o Satanás vai ser jogado no abismo no final dos tempos para ser destruído, né? Eh a ideia de Satanás sendo jogado no abismo para destruição é o é o é a ideia do final de todas as coisas dentro do conceito de Sheol que a gente tava comentando. Só que a Bíblia fala várias vezes da ideia de Satanás estar aqui na terra, né? Na na tentação de Cristo, o livro de Jó talvez seja o o exemplo mais mais claro disso, né? Que Satanás se apresenta entre os filhos de Deus diante de Deus. E Deus pergunta para Satanás: "De onde você vem?" Ele fala: "Eu venho de andar na terra e e passear por ela, né?" É o lugar onde é onde ele transita, né? E Jesus também fala que é o o o reino desse mundo e tal e faz uma associação com Satanás. Então, assim, eh se a gente for pensar nesse conceito de inferno onde as pessoas sofrem a consequência do pecado e onde Satanás reina, o inferno é muito mais aqui do do em uma instância de um reino, eh, submundo e e e como a tradição cristã coloca, né? Então, de acordo com a Bíblia, esse conceito de inferno é muito mais aqui do que em qualquer outro lugar, né? Hum, mas é isso. Eu não tenho muito o que falar sobre A Divina Comédia sem entrar nessas questões sobre o inferno, que a gente vai entrar numa outra ocasião. Deixa eu dar uma uma olhadinha aqui nos comentários, né? Aí o Daniel Algoverde também fala aqui, boa noite. O Carlos Muniz coloca, "Pode incluir Hades, Sheol, Geena". Exato, são diversas palavras que a Bíblia usa para se referir à situação dos mortos, né? Eh, eu não eu não entendo que o Sheol é uma localização geográfica, como acabou sendo o inferno na na na nessa tradição cristã toda, né? Eu entendo o o o Sheol muito mais como uma uma uma condição. Então, ser jogado no Sheol, ir para o Sheol, é muito mais estar na condição de de da finitude, né? Eh, é o jeito que eu entendo, pelo menos, né? Aí o canal Fanti Zero 7141 fala sobre sua trajetória no YouTube. Eu tô com um canal de psicologia e um de teologia. Está difícil pegar views. Tá, eh, vamos lá. Eh, antes de falar disso, eu vou ler só os outros comentários, eu volto aí, viu, canal canal canal Anti Zero. Ah, tá, canal Anti Zero. Eh, vou ler só as outra as outros comentários que tem a ver com esse assunto, depois eu volto aí, né? Que ali depois o Daniel Algoverde fala da a de Lázaro e o rico. A gente vai comentar mais disso quando a gente falar for falar de do inferno, mas é basicamente tem uma questão sobre interpretação bíblica que é importante considerar nesse caso principalmente, né? Por quê? Existem passagens bíblicas que parecem indicar essa ideia de inferno, de um lugar sei lá, metafísico também, um meta um um lugar metafísico platônico onde as almas estão, alguma coisa assim, que acontece fora do corpo. Uma dessas passagens é por exemplo a parábola de rico e Lázaro, né? A parábola em que a pessoa morre, é é, você tem o o Lázaro que era um era um era um nome para não é o Lázaro que Jesus ressuscita, né? Mas é o Lázaro é um sujeito pobre que sofria muito na mão nas mãos de um cara rico e tal e ele morre. Depois que o rico morre, ele vê Lázaro no seio de Abraão como se fosse o céu, né? E esse rico vai para uma espécie de Sheol, de um inferno, um de um lugar de sofrimento e ele fala, olha, é, lembra-se de mim e tal e e tem lá um um uma espécie de uma comparação dos dois lugares, né? Tem, então vamos dizer que a gente tem duas maneiras de entender essa parábola de Jesus. Uma delas é que Jesus tá se referindo a a um a uma questão literal de do que que acontece depois da morte. É, portanto é um ensinamento teológico que Jesus tá dando naquela naquela parábola, né? E a outra maneira de entender é a parábola tem um ensinamento mais moral, no sentido de recompensa. É, e que a ideia do do do Lázaro lá no seio de Abraão e tal, é uma uma ideia mais alegórica, mais para se referir à recompensa. Então, tem esses dois essas duas maneiras de interpretar esse texto. Se eu interpreto que o texto é literal, falando de um lugar real de recompensa e um lugar real de sofrimento, que é o a a o tipo de interpretação que levou a essa consideração desse inferno dentro da tradição cristã, se eu penso assim, eu vou ter que pegar vários outros textos bíblicos, uma enxurrada de textos bíblicos e reinterpretar eles. Falar: "Não, esse texto aqui não quer dizer o que ele quer dizer, eh, porque eu tô usando o essa interpretação da parábola do rico e Lázaro como critério para interpretar diversos outros textos bíblicos que parecem querer dizer o contrário dessa interpretação. Entende o que eu quero dizer? Eh, algumas delas logo no início da Bíblia, na criação do ser humano, né? Eh, Deus soprou no na narina do homem o fôlego de vida, ele se tornou uma alma vivente. Então, o homem é uma é uma alma, mais do que ter uma alma como uma entidade metafísica que habita seu corpo. A ideia de alma é a completude do homem, né? É o corpo físico mais esse fôlego de vida. Então, se eu entendo a parábola do rico Lázaro como sendo o literal, como existindo esses dois lugares, então tenho que entender melhor, eu vou ter que reinterpretar essa noção do que que é um ser humano dado pelo texto bíblico lá em Gênesis. E aí vai ter diversas outras palavras, eh, pa diversas outras passagens, a passagem lá de Eclesiastes, capítulo 9, talvez, que é o que o pessoal mais usa para falar sobre, eh, a ideia de que a morte é o fim, né? A própria ideia de ressurreição vira um problema. Porque se as pessoas morrem e já recebem a sua recompensa no céu ou no inferno, para que existe a ressurreição, então? E a ressurreição é a recompensa que Jesus fala extensamente no Novo Testamento, né? Então, imagina, a pessoa recebeu a recompensa, ela tá no céu e aí, na ocasião da volta de Cristo, essa pessoa ressuscitada, a alma dela volta pra terra de novo pra ser ressuscitada e pra ir depois ela voltar de novo pro céu, vira um, fica um pouco estranho. Então, se você rejeita essa, essa visão de que o homem é um só e que não existe entidade homem, ser humano, né, fora do corpo físico, se você rejeita essa, essa interpretação, você precisa reinterpretar um monte de texto bíblico que, assim, claramente tá falando abertamente contra ela. Só que é mais fácil de adaptar essa interpretação dessa parábola do rico e Lázaro, entende? Porque os textos bíblicos, eles não são tão simples de conciliar quanto parece. Então, quando você vai tentar entender eles de forma sistemática, né, seria a teologia sistemática que o pessoal fala, tá bom, eu quero entender o que que quer dizer, eh, a, qual que é o conceito bíblico sobre tal coisa? Então, você vai ter que olhar pra esses textos e conciliar eles de alguma forma. Existe muito mais textos falando sobre o ser humano como uma entidade única, física, a alma humana é um, é um ser só, não é uma entidade fora do corpo, eh, do que existem textos que parecem ter essa dualidade platônica, sabe? Então, eu tô falando meramente uma questão de quantidade, mas não é só quantidade, os textos que fazem essa, essa interpretação do ser humano como único, eles são mais claros. E textos como a parábola do rico e Lázaro, ela, eles são um pouco mais nebulosos. A própria parábola em si, o que que significa estar no seio de Abraão? É, esse é o céu da Bíblia, Estar no seio de Abraão? Como assim? É, Mamar no seio de Abraão? O que que significa essa expressão? Isso é literal? Então, eu entendo que é muito mais fácil você alegorizar essa essa parábola em específico para você conseguir entender todos os outros textos bíblicos de uma forma coesa do que eu entender essa parábola especificamente como sendo literal e e eu ter que reinterpretar todos os outros textos bíblicos, entende? É, então, eu vou eu sigo por essa linha. Quando a gente for falar de inferno, a gente vai ver melhor esses textos que eu tô falando, né? É, que a gente vai falar um pouco mais, a gente pode falar um pouco de alma humana e de e de inferno, todos esses conceitos de pós-morte, né? O que acontece fora do quando o corpo morre, o que acontece com o ser humano, dentro do da perspectiva bíblica, né? É, e claro, também tem gente que vai entender que a Bíblia é uma junção de de tradições diferentes que tem que tem, é, inclusive teologias diferentes. Então, na Bíblia eh existe textos contraditórios teologicamente, né? Tem gente que vai entender desse jeito também, né? Mas, resumidamente, sobre a parábola do rico do rico e do Lázaro, não sei se eu fui claro, talvez tenha sido um pouco confuso porque eu não quero destrinchar tanto sem abrir o texto aqui, a gente ler verso por verso, entender bem, né? Mas a gente vai fazer isso alguma hora, tá bom? Mas é isso. É, passagem do do rico do do Lázaro, do Lázaro, né? O detalhe é que nem o rico nem Lázaro fizeram algo para merecer o merecer o céu ou o inferno, diz aqui o Carlos Muniz, né? É, exato, é, essa é uma parábola que tem que ser entendida à parte, até porque ela tem elementos que são diferentes de outras parábolas que Jesus costuma contar. As parábolas de Jesus normalmente se referem a a sei lá ao contexto da sociedade da época, a questões agrícolas, eh a questões de de de de relações da da sociedade da época e mas essa ela sai um pouco desse padrão, né? Então eu acho uma parábola diferente essa. Então independente da forma como você interpreta ela, você já tem que partir do pressuposto que essa parábola é um pouco diferente das outras, né? Eh se eu não me engano também ela faz alguma menção a alguma alguma tradição eu vou vou dar uma pesquisadinha nisso e a gente conversa mais sobre esse assunto aí, né? O Luís Fernando fala seria a existência longe da presença seria a existência longe da presença de Deus? A existência está longe da presença de Deus? Digo pelas expressões tipo trevas exteriores ou lançado para fora onde haverá pranto e ranger de dentes. Eh Vamos lá, é uma questão complicada essa. Porque a a própria ideia de presença de Deus é uma ideia um pouco confusa no texto bíblico, ela não é uma ideia tão simples assim. Porque tentem entender assim, quando eu falo da minha presença eh eu posso falar vocês estão na minha presença? Não, vocês vocês não estão na minha presença, vocês estão me vendo mas de longe, né? Vocês estão vendo só uma uma transmissão do da minha imagem e do meu som, mas vocês não estão na minha presença. Eh se um dia a gente se encontrar pessoalmente, vocês vão estar na minha presença e eu vou estar na presença de vocês. Porque eu sou um um um ser um ser restrito a a uma às regras da física e tudo isso, né? A presença de Deus no texto bíblico, ela é mais confusa, porque a gente tem uma uma vamos lá, deixa eu ver se eu consigo organizar o pensamento para falar isso de uma forma mais clara. Existe um conceito no texto bíblico que é a glória de Deus, Kavod Adonai. O que que seria essa glória de Deus? Ela aparece a glória de Deus ela é é uma expressão da presença de Deus intensamente em um lugar. Então, por exemplo, lá no santuário quando as três vezes que se dedicou o santuário, quando se termina de dedicar o santuário a presença de Deus enche o lugar de forma tão intensa que fica insuportável para as pessoas ficarem lá, as pessoas saem do lugar, porque falam: "Não, esse lugar está sagrado demais", né? E aí diz que a glória de Deus se manifestou, aí usa essa expressão Kavod Adonai. A palavra Kavod, que a gente traduz como glória ela parece ter alguma relação com a palavra peso para dar essa sensação de uma presença muito intensa, né? Então, a glória de Deus, a presença de Deus intensa, acontece em momentos específicos lá no santuário. Mas ao mesmo tempo, a gente também tem na Bíblia a ideia de que a presença de Deus intensa está em todo o lugar. É, Isaías tem um texto interessante, né? Quando tem aquele é, a visão que Isaías tem do trono de Deus agora nossa, me fugiu se é Isaías três ou Isaías seis, se eu não me engano é Isaías seis. Né? Que ele tem a visão do trono de Deus e aí ele tem lá os serafins voando em torno do trono de Deus e os serafins os serafins, é é difícil para mim falar os serafins, porque a palavra serafim é o plural no no hebraico, né? Esse sufixo in é é plural masculino no hebraico, então é é esquisito falar serafins, é os serafim, né? O seraf, os serafim. Aí os serafim, eles estão pronunciando eh um texto que fala eh eh santo, santo, santo, Senhor Deus dos exércitos, toda a terra está cheia da sua glória. Então eles estão na presença de Deus e uma visão de Isaías, mas o que eles estão falando aqui a terra inteira tá cheia da do cavod Adonai, da presença intensa de Deus, aquela que aparecia só no santuário. Na verdade ela não tava só no santuário, ela tá na na terra inteira. Então Deus está presente em todos os lugares. Ao mesmo tempo parece que a presença de de Deus se manifesta especialmente em alguns lugares, mas mesmo nesses lugares onde a presença de Deus se manifesta especialmente, parece que na verdade ela tá se manifestando especialmente em todos os lugares, mas a gente só percebe em alguns. É mais ou menos isso no texto bíblico, vocês entendem? Ah, sei lá, Deus se manifestava em lá no povo de Israel em forma de uma nuvem. Beleza. Mas ao mesmo tempo Deus está em todos os todos os lugares. Então a gente tem no no acampamento israelita, isso é interessante, que eles tem um círculos concêntricos da presença de Deus. Deus está em toda a terra, mas ao mesmo tempo Deus está no acampamento de todos os israelitas. Mas o acampamento dos israelitas, Deus está em todo o acampamento dos israelitas, mas ao mesmo tempo Deus está especialmente ali no centro do acampamento onde estavam a o os acampamentos das ah dos levitas e das e do das tribo do dos sacerdotes, né? Dos filhos dos sacerdotes. Eh, mas ao mesmo tempo que Deus estava aí nesse lugar central do acampamento, ele tava especialmente no que tava bem no centro do acampamento, que era o santuário. Deus tá em todo santuário, mas ele tá em especialmente dentro do prédio do santuário, não só na no pátio. Deus tá no prédio do santuário, mas ele tá especialmente no santíssimo e não só no santo. Deus tá no santíssimo, mas ele tá especialmente em cima da da da arca da aliança. Então, entende o que eu quero dizer? Parece que eh aquela formação do da do dos do acampamento israelita, ele mostra essa dificuldade de de sistematizar, que a gente tava falando de de sistematizar o pensamento, em relação a umas coisas que são divinas. A presença de Deus é difícil, a mera presença de Deus é uma coisa difícil de você estabelecer no texto bíblico. Porque é paradoxal, como a gente tava falando de paradoxos umas lives atrás, porque ele é uma coisa que é uma coisa e outra ao mesmo tempo. Então, Deus tá em todos os lugares, mas Deus ao mesmo tempo ele está em lugares específicos. Entende? Isso é difícil no texto bíblico, né? E eu não sei se é pra ser uma coisa tão lógica assim, porque a ideia é que os atributos Deus e os atributos divinos, eles extrapolam a lógica humana, eles estão além da nossa percepção de da própria conceito de presença, né? Como você ia falar da presença de um Deus que não tá restrito a um a um um corpo físico, como a gente tava falando do eu, ser humano, né? Eh Deus está pra além de todas essas coisas. Deus já existia antes de existir qualquer coisa física. Antes de o universo existir, de existir uma coisa física, Deus já existia. Então, se existe algo metafísico na Bíblia, é Deus. Eh e não é só metafísico, ele ao mesmo tempo é físico também. Então, todas essas categorias que a gente coloca, elas não se enquadram em Deus. A própria categoria de estar presente ou não, é um é um tipo de categorização que não faz sentido em relação a Deus. Entende? É, isso é muito doido, né? É, então a gente tava falando sobre a a a como que era a pergunta aqui que tava falando sobre a a a presença de Deus, né? Em em é se a se o que foi lançado para fora, onde há há pranto e ranger de dentes e tal é que dá para existir algo fora da presença de Deus. Eu acho que não, mas ao mesmo tempo Deus está presente em tudo, por isso que existem coisas. Ao mesmo tempo Deus não é tudo. Deus não é uma substância para estar presente ou não. Entende? Então eu acho que aí a gente toca naquelas questões que que chegam na no limite do que que a gente consegue é deliberar racionalmente. Do que a gente consegue usar o nosso cérebro para conseguir encontrar uma resposta. Né? Porque se Deus existe da forma como é descrito na Bíblia essas categorias não se aplicam a ele. A mesma coisa por exemplo, que é um vídeo que eu gosto do do canal que fala sobre Deus ser um. É usando textos só textos judaicos, a gente vê que a própria ideia de um no sentido numeral é uma ideia que não se aplica também a Deus. É, isso é um conceito um conceito judaico, né? Que que no o guia dos perplexos de Maimônides, ele fala sobre esse esse conceito. Ele vai comentar sobre a trindade, é esse conceito dos dos cristãos, né? É heresia os cristãos acreditarem na trindade ou não e tal. E ele vai falar da unicidade de Deus, ele vai chegar a a conclusão que a própria unicidade de Deus também é um conceito que não consegue conter a Deus, né? O o o Abraham Joshua Heschel que é um rabino moderno, ele vai falar sobre isso também num livro, eu não lembro se é no Menas ou no Totalon, mas ele também vai falar sobre isso e vai falar como a ideia de números é uma a ideia de serialidade, de coisas que são seriais, que tem uma série, eh, então, como Deus não tem nada parecido com Deus, você não consegue quantificar a Deus, a própria ideia de número não se aplica a Deus. Falar que Deus é um só ou que Deus é três são palavras que não fazem sentido em relação ao que que a Bíblia tá descrevendo que é Deus, entende? Então, existem conceitos humanos que quando a gente aplica para Deus, eles não fazem sentido. É o mesmo do que a outra pergunta que eu tava vendo aqui, que é a ideia da temporalidade divina, né? Eh, cadê aqui? Eu tava vendo o o Gil Gil Pederiva, né? Eh, o que você pensa sobre a temporalidade de Deus? Ele está fora ou dentro do nosso tempo cronológico? Existem textos que parecem indicar que ele tá fora, no sentido de que ele não experimenta o tempo do mesmo jeito que a gente. E existem textos que dão a entender que ele tá dentro, que ele tá experimentando o tempo da junto do ser humano, apesar da experiência dele no tempo ser diferente. Eh, então, eu não acho que também isso é um é um que a temporalidade é uma é uma categoria que se aplica a Deus também. Eu não eu não consigo aplicar esses conceitos. Eu já tive alguma ideia de que quando Deus cria o universo e ele cria o tempo, o tempo passa a existir, então ele entra dentro do tempo para se relacionar com esse universo criado. Tem esse conceito. Mas ao mesmo tempo Deus transcende a ideia de tempo. Entende? Então, eu sei que assim não é totalmente a ideia que vou a resposta que alguém esperaria, né? Quando faz essa pergunta, né? Ah, Deus tá no tempo ou não tá? Ele tá e não tá ao mesmo tempo e e e ele não tá e tá também ao mesmo tempo. Porque essa categoria não se aplica a Deus. É não é uma resposta que dá para que é bacana de ouvir, né? Mas eu tenho muita dificuldade hoje, pelo que eu entendo do texto bíblico de fazer qualquer outra outro tipo de de de de de deliberação em relação à natureza de Deus quanto ao tempo, assim quanto ao espaço. Entende? O espaço e o tempo não conseguem conter a Deus. Deus não se contém no espaço, no tempo. Porque não existe um espaço onde Deus está e fora desse espaço Deus não está e não existe tempo onde Deus está e fora desse tempo Deus não está. É, ele transcende esses essas duas medidas, essas duas dimensões. Né? É ele transcende essas duas dimensões. Essas duas dimensões não servem para ele. Entende? Ah é o é o que eu entendo, pelo menos. É, ficou tudo bagunçado, tudo confuso, tudo viajado filosoficamente. Mas é o que para mim faz mais sentido hoje é não fazer sentido aplicar essa categoria a Deus. É, eu viajei aqui um pouco, né? >> [risadas] >> É, vai muito do significado da manifestação no local e no momento também, né? Sim, sim, é, Deus, Deus se manifesta em significados, isso sem dúvida. É, mais do que em, nas dimensões, ele está presente nos significados. Eu acho, eu, eu entendo dessa maneira, né? Nenhum conceito humano se aplica a Deus, porque ele criou tudo, o tempo, a existência, a vida, etc. Isso é, se ele precede todas essas categorias, então essas categorias não conseguem conter a Deus, entende? Até mesmo o tempo. Se ele precede a, a noção de tempo e esse preceder não é um preceder cronológico, necessariamente, se é que vocês me entendem, então ele está para além da ideia de tempo, não dá para a gente falar se ele está dentro ou fora, ele está dentro e fora ao mesmo tempo. E, e, a experiência dele com o tempo não é uma experiência que a gente consegue entender, faz sentido para o ser humano, né? É, é o que para mim, é o que para mim tem aí algum sentido. Eu estou pulando umas perguntas, mas depois eu volto nelas, né? Porque eu vou, vou voltar agora no que o, o canal Anti Zero perguntou aqui. É, a minha trajetória no YouTube, ele tem um canal de psicologia e um de teologia, está difícil pegar views. Então, ó, falando um pouco sobre YouTube, sobre a, esse canal mesmo, >> [roncando] >> o meu canal tem aí 10 anos. É, inclusive a gente fez 10 anos, não sei se, eu não lembro agora se já fez ou não. Deixa eu até ver, quando é o, o vídeo mais antigo do canal. É, qual que é a data do vídeo mais antigo? Não, não é esse aqui ainda. É, só para ter uma ideia aqui, porque aqui, né? O vídeo mais antigo, é, já temos mais de 10 anos. Fizemos aniversário e eu nem lembrei. O vídeo mais antigo do canal é de 17 de novembro de 2015. 17, 18 de novembro. Inclusive, são dois vídeos que falam do amor a Deus e amor ao próximo. Um fala sobre o maior mandamento, o outro sobre o bom samaritano. Uma uma questão que até comentei em live aqui há um tempo atrás, é o que foi falado nesses vídeos. Inclusive, eu lancei esses vídeos errado, né? Eu lancei o vídeo dois no dia 17 e o vídeo um tá no lancei no dia 18. Faz nenhum sentido, né? Eu Eu também tô fora do tempo, pelo jeito. Mas o que que que que acontece? Nessa época, eu tudo era diferente, entendeu? Então, eu tive é, eu consegui ter o tamanho do do canal que eu tenho hoje sendo displicente do jeito que eu sou em relação ao canal, coitado do canal. É, mas eu consegui o tamanho que eu tenho hoje porque eu comecei naquela época. Entende? Se hoje eu quisesse começar do zero um canal do jeito que eu fiz, não ia funcionar mais. Porque aquele bonde já passou, entende? É, então, eu tive esse eu eu eu eu fiz esse canal 10 anos atrás, 10 anos atrás o algoritmo do YouTube era diferente, ele entregava as coisas de um jeito diferente, as pessoas conseguiam conseguiram ter acesso ao meu meu conteúdo de um jeito diferente de hoje. É, e eu no começo eu tinha mais frequência, eu cheguei a lançar um vídeo por semana, lá no começo do canal, o que era uma frequência boa antigamente, hoje o YouTube ele ele exige mais frequência para as pessoas, para ele recomendar mais o seu canal. E não tinha tantos canais de teologia na época, entende? Pelo menos não com essa pegada que eu que eu que eu fiz aqui também, né? Não do jeito que eu tava fazendo, com essa pegada que eu tava fazendo, não tinha muita coisa. Então foi uma coisa assim, eh, deu certo naquele contexto. Hoje não eu não sei. Eu sei que também do jeito que a gente faz aqui, fazer essas viagens que a gente faz de vez em quando teológicas e tal, eh, também eu sei que não tem muito canal. Eu também devia eu eu eu tenho que que fazer o que eu falo aqui já faz, tipo, já deve fazer umas 10 lives também, que eu tenho que voltar colocar os cortes das lives para as pessoas conseguirem acessar o conteúdo das lives mais facilmente, não precisarem ver um vídeo de 1:30 para entender só um raciocínio que eu fiz dentro do canal. Posso fazer um vídeo, colocar. Eh, eu também queria com tempo fazer esses vídeos em outros formatos, em outras plataformas, que eu acho que dá para fazer cortes mais curtos e colocar, sei lá, no TikTok, no Instagram e tal. Eu acho que dá para fazer isso, mas também vai exigir um um trabalhinho aí que eu tenho que me organizar para para para fazer. Mas o canal foi foi crescendo naquela época, naquele contexto, dessa forma, entende? Então, eh, algumas algumas coisas no canal tiveram mais mais impulso. Tem um vídeo, na verdade, tem um vídeo no canal que dificilmente ele não é maior quando eu olho assim na nas visualizações da da da dos últimos dois dias, que dificilmente ele não é maior do que todas as outras visualizações somadas, que é esse vídeo aqui, "Aceitas Judaicas na Época de Jesus". Eu não sei exatamente o que que aconteceu. Foi nesse vídeo, aliás, quando eu lancei esse vídeo, ele não fez tanto sucesso. Ele foi fazendo sucesso depois. Ele foi descoberto por algum nicho, algum meio depois. E foi sendo espalhado e chama muita gente para o canal esse vídeo. Inclusive esse canal nem tem tanto mais apegada que tinha na época desse vídeo que eu falava muito de judaísmo primitivo, as relações entre judaísmo e Novo Testamento. Eu já nem faço tanto mais isso quanto eu fazia antes. O canal era quase que exclusivamente disso na época. Eh, mas eu prefiro ter um canal um pouco mais aberto, como é hoje. Então, ah, é é diferente. A época hoje é diferente, as coisas acontecem de um jeito diferente, sabe? É o Luís Quem que é que tinha perguntado? Canal Anti-Zero, né? Então, eu não sei direito nem como eu atingi o tamanho que eu tenho hoje. Não é um um grande tamanho também, né? 50.000 views, é 50.000 inscrições. Estou no 50 e quantos agora? 50 e eh, 53. Eu até perdi views. Nos últimos tempos eu tenho perdido muito muito inscrito, aliás. Tenho perdido muito inscrito. Eu não sei exatamente por quê. Depois que eu comecei a fazer as lives, eu comecei a perder inscritos. Provavelmente eram inscritos que vieram talvez por causa desse vídeo. Que eram inscritos que vieram por causa dessa pegada mais de judaísmo e cristianismo e depois ele vê que o que eu estou falando hoje não é tanto mais isso. E aí acho que as pessoas estão saindo aos poucos do meu canal, né? Porque eu estou aqui patinando para chegar nos 55.000 inscritos, né? Mas eh, é isso. O o YouTube hoje é outra coisa e acho que para esse tipo de canal também eh, é outra pegada. Então, que dica eu teria? Olha, consistência é uma dica boa. Então, uma dica que eu ouvi um tempo na há muito tempo atrás, quando estava mais no começo do canal, e realmente o conteúdo é o que manda. Se você tem um bom conteúdo, se você não tá só reproduzindo automaticamente alguma coisa, eh, se você tem um bom conteúdo, você tem que achar o seu público. Se você achar o seu público, você consegue você consegue crescer, você consegue ter um público fiel ali pro tipo de coisa que você tá fazendo, aí dá pra fazer bem. Então, por exemplo, você tá falando que tem um canal de teologia e um de, eh, psicologia, né? Você tem que entender de que eles não podem ser só um um canal genérico genérico de psicologia, você tem que entender mais ou menos qual que é a pegada do seu canal e não também não pode ser só um canal genérico de teologia. Você tem que entender qual é a pegada do seu canal. Que que você quer com Qual é o jeitão do seu canal, entende? E isso também vai mudando um pouco, né? Eu acho que esses papos mais filosóficos, mais viajados, são mais recentes aqui no no no canal e eu acho que eles predo- predominam, inclusive, aqui nas nas lives, né? Mas é isso. É isso, canal Anti-Zero. Boa sorte aí. Eh, eu também penso quando se eu deveria ter algum perfil, alguma coisa de psicologia pra também me me promover mais. Eu tô fazendo faculdade de psicologia, quando eu terminar era bom eu ter aí ser mais conhecido pra talvez na internet, mas ao mesmo tempo eu fico meio assim, cara, começar do zero um esse tipo de divulgação é tão ruim. Eu vejo muito canal de psicologia e eu penso, ah, não sei o que que eu que que eu faria de diferente, que que eu teria que acrescentar. No começo desse canal, do Davar, eu assistia muito vídeo de de debate, de de de de ateu e tal, era na mais ou menos na época que o canal do Pirula começou a fazer sucesso e o canal dele era era um canal de ateísmo no começo. Eh, esse tipo de e e eu via os vídeos desse tipo de de assunto e ficava pensando: "Cara, o cara podia ter falado tal coisa. É, isso daqui seria um bom argumento. Olha, isso daqui é um assunto que eles só passaram por cima, não se aprofundaram". Então, eu ficava pensando: "Ó, tem eu tenho alguma coisa para falar sobre o assunto". E aí eu criei o canal porque eu estava com vontade de falar o que tinha para falar, entende? E aí eu acho que funciona mais. E hoje também tenho o canal porque eu tenho vontade de falar algumas coisas que eu não vejo muitos canais no YouTube falando, e eu quero ter essa esse canal de expressão. Então, eu acho que tem que ser mais essa pegada, você tem algo a dizer e aí você faz um canal. Porque acho que se fazer um canal pensando: "Poxa, eu preciso me divulgar. Deixa eu criar um canal", eu acho que é mais difícil as as coisas funcionarem assim, sabe? Eu acho que fica mais mais difícil desse jeito. Tá, deixa eu ver aqui, tem bastante pergunta aqui. Então, vamos lá, vamos eu vou seguir na sequência aqui. Que eu sei que tem estou vendo aqui uns que vai voltar, tem uns que já falamos, não tem problema, a gente vai vai nesse vai e volta mesmo, não tem problema. >> [risadas] >> Então, deixa eu ver, é eu tinha visto aqui, na temporalidade de Deus, que é o que eu tinha deixado, voltamos. Jesus após sua morte ficou onde três dias antes de de ressuscitar? Diz aqui o Daniel Algoverde. Olha, eu esse é um tema que eu vou deixar devendo, porque eu vou precisar dar uma lida sobre isso. Porque quando eu topei nesse assunto e fui ler, falei: "É, é um pouco mais complicado do que eu do que eu achava". Então, eu sei que é um assunto que se eu falar aqui só de cabeça, eu vou acabar falando alguma besteira. Então, eu não eu vou dever. Mas é uma boa pergunta também. Onde Jesus ficou nos três dias? Onde ele estava? Três dias, né? Até ressuscitar, né? Porque dentro, encaixando na, na, nessa perspectiva que a gente disse, ah, Jesus estava morto, né? Antes de ressuscitar. Ele estava em lugar nenhum, ele estava morto. Mas existem textos bíblicos que vai falar que Jesus pregou às almas aprisionadas dos, no Sheol. Tem, tem textos que são confusos, difíceis e que eu preciso estudar para entender bem o que que esses textos querem dizer, eh, como encaixar nessa forma que eu entendo essa perspectiva bíblica. Eh, não é simples isso aí. Tem textos que você olha e fala, ué, que que esse texto tá querendo dizer? É difícil isso daí. >> [risadas] >> Aí o Luís Fernando vai muito do significado da manifestação, local e no momento também. Que acho que a gente tá falando aqui da manifestação de Deus, né? O Luís Fernando, né? Nenhum conceito humano se aplica a Deus, porque ele criou tudo. O, o, o Carlos tinha comentado, né? Significa que Deus não existe, ele é. É, eu, eu, de vez em quando eu topo com essa, com essa, com essa frase aí, Carlos. Eu entendo o que a frase quer dizer, mas ao mesmo tempo me parece uma pegadinha semântica, mas eu entendo, não, eu entendo o que quer dizer a frase, é. Ele não existe, ele é, no sentido de que o que a gente entende por existência, eh, não, não consegue chegar no que que Deus de fato é, né? Aí o Eduardo Ramos coloca aqui: "Você que estuda a psicologia, dá para afirmar que Elias teve depressão no episódio que se isolou no deserto? Depressão é algo espiritual?" Olha, é interessante essa pergunta, interessante. E talvez, ah, esses temas apareçam mais aqui, né? O que acontece? Eu já vi palestras sobre esse tipo de coisa, não, porque Elias sofria de depressão, Jacó sofria de de ansiedade e tal. É. E assim, até onde eu entendo, eu sou um psicólogo em formação ainda, mas até onde entendo, esse tipo de diagnóstico não deveria se fazer, principalmente com um texto que é uma literatura do Antigo Oriente Médio, entende? É. Se passarem um caso escrito, olha, a pessoa tem isso, isso, isso, isso, isso e aquilo, como você, é, como você vai diagnosticar? Não, eu preciso estar com a pessoa na minha frente. Eu preciso conversar com ela. Eu preciso fazer entrevistas com elas. Eu preciso fazer entrevistas com os com as pessoas que que convivem com ela. Então, um um diagnóstico não é feito desse jeito. Então, falar que ele tinha depressão pode ser assim uma uma um exercício diagnóstico, mas não é um diagnóstico sério, entende o que eu quero dizer? Além disso, falar que a pessoa tá com depressão porque ela tá muito triste, porque tá passando por um período difícil, também não é exatamente isso. Então, é, por exemplo, as pessoas passam por luto e muitas vezes no luto elas têm vários sintomas parecidos com depressão. Mas aquilo é um momento específico da vida e pode ser que um luto desencadeie uma depressão. Isso pode acontecer. Mas aquilo é a experime a experimentação de um luto. Ah, terminou o namoro, ficou com depressão? Não, ele tá triste porque terminou o namoro. Entende? É. Ele vai ter sintomas parecidos com depressão? Pode ter, mas não é um diagnóstico de depressão em si, entende? Porque depressão é uma coisa mais específica. É, apesar de existir uma variação em depressão e também você ter depressão não é necessariamente você ter um transtorno depressivo. Eh, você pode ter episódios de de depressão desencadeado por por inúmeros motivos. Mas assim, no meu entender, Elias só estava passando por um período muito difícil da vida dele. Não é uma depressão, né? Inclusive, os personagens bíblicos de forma geral, eu não entendo eles como depressivos. Eu entendo que o texto bíblico tá descrevendo uma pessoa passando por um momento difícil e todo mundo quando passa por um momento difícil chora, fica angustiado, se questiona o porquê. Isso é o é reação natural de se passar por um momento difícil. Se a pessoa não tem essa esse tipo de reação, então talvez tem alguma coisa diferente acontecendo com ela, entendeu? Então, ele só tá reagindo naturalmente pra pro contexto onde ele foi colocado. Ele tá sendo perseguido, ele acha que ele tá sozinho, que não que que não tem mais ninguém que segue a Deus, ele não sabe o que vai acontecer depois, eh, ele tá angustiado, ele então eu acho que é mais por esse sentido, sabe? E aí a depressão é algo espiritual? A depressão, eh, vamos lá, eu esse esse é um tipo de coisa que é difícil. Quando a gente começa a estudar esse tipo de área, quando você é uma pessoa muito religiosa, começa a estudar esse tipo de área, você tem que fazer algumas separações na sua cabeça. Porque de um ponto de vista, nossa, eu tô dando Hoje é o dia das respostas dúbias, viu, gente? As respostas que não respondem nada, né? Meu Deus, hoje eu tô essas respostas de mestre dos magos, que não não dá nenhuma resposta direta. Mas de uma perspectiva, depressão não é espiritual no sentido de que a depressão é um processo natural que acontece no no cérebro. Né? Nas vias dopaminérgicas, serotoninérgicas, etc e tal, né? Então é um processo eh biológico, cognitivo, que se manifesta no comportamento, né? Então não é espiritual nesse ponto de vista. Ao mesmo tempo, eu, como uma pessoa religiosa, entendo que a a a depressão é algo espiritual da mesma forma que eu entendo que quebrar uma perna também é uma coisa espiritual. Porque da forma como eu entendo, a espiritualidade não é um um um um compartimento separado da vida. A espiritualidade é uma perspectiva que permeia toda a existência. Então todas as coisas da nossa vida, na vida do ser humano, tudo é espiritual. Tudo é espiritual. Né? Tudo tem eh todas as coisas físicas se manifestam espiritualmente, as coisas eh espirituais elas se manifestam fisicamente. Então não existe uma separação entre o espiritual e o não espiritual tão simples assim, né? Eh As nossas experiências como pessoas religiosas são experiências espirituais, né? O exemplo que eu cito aqui de vez em quando, quando eu tô sentado assistindo o filme do Homem Aranha, eu tô tendo uma experiência espiritual. Eu olho, eu vejo o filme, eu entendo os personagens de uma forma que se relaciona com a minha fé, é uma forma espiritual, entende? Então nessa outra perspectiva, nessa compreensão específica, sim, a depressão é algo espiritual dentro dessa perspectiva específica. Então é e não é, depende do que você entende por espiritualidade, depende do que você tá entendendo até como depressão, né? Porque a a depressão das pessoas às vezes falam no senso comum, ah, eu tô meio deprimido hoje, e tal. né? Eh, depressão é deprimir, uma coisa cair, né? Então, pode, a palavra depressão também significa tá, ah, hoje eu tô meio pra baixo, tô meio deprimido. Então, não é o, o conceito eh, clínico da psicologia de depressão é uma coisa, depressão no jeito que é usado no senso comum é outra. Espiritualidade, do jeito que é usado num, assim, normalmente pelas pessoas é uma coisa, espiritualidade, no jeito que eu entendo que é a, a, a perspectiva bíblica é outra. Então, depende muito do que que quer dizer com essas palavras. Então, é, dentro de uma perspectiva, e não é, dentro de outra perspectiva, entende? O Luís Fernando falando aqui, tenta raspar a cabeça, deixar crescer o cabelo, no começo o Roli tinha outro estilo. É, pois é, fui mudando, né? Eu tô com o cabelo comprido faz tempo, inclusive, né? Eu comecei a deixar o cabelo comprido quando eu entrei na faculdade. E aí eu tava pensando, acho que eu quero deixar o cabelo comprido até eu terminar a faculdade, aí talvez eu raspe o cabelo no dia que eu pegar o diploma. Acho que ia ser simbólico, se isso acontecesse, né? Talvez não raspar, mas pelo menos cortar, não sei. Hebreus 11, verso 6, no original eh, grego, é dito que Deus é. Ah, interessante, Carlos, não sabia não. Vou dar uma separadinha nesse texto aí pra ver depois, né? Eh, eu nem lembro o que que é Hebreus 11, verso 6. Eh, Hebreus 11, 6. Cadê a minha Bíblia aqui? A Bíblia online. Vamos ver aqui o que que é essa passagem que o Carlos colocou aqui. Hebreus, 11, que é o capítulo da fé, né? Eh, verso 6. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aqueles que se aproximam de Deus creiam que ele é", no caso, né? "E que é galardoador", que é recompensador, né, "dos que o o buscam". Interessante, poxa. Legal. Vou dar uma olhada aí mais no no contexto desse texto aqui. Eh, o Oziel fala, "Muito interessante que o canal não é confessional". Pois é, Oziel. Eh, o canal não é confessional, né? De vez em quando eu falo aqui, aliás, a maior parte do tempo, acho que só depois que eu fui fazer as lives que eu fui falar que eu que eu era adventista aqui. E eu evito entrar em questões que são muito particulares do adventismo. Acho que eu não tenho nenhum vídeo sobre o sábado, inclusive, no no canal, né? Eh, porque uma coisa que eu não quero, nunca quis, que esse canal fosse um canal assim doutrinário, que fala sobre as doutrinas. Eu não gosto muito dessa dessa pegada. Eh, porque eu acho que nem é a pegada bíblica. A Bíblia fala, tem doutrinas na Bíblia, mas as doutrinas não se apresentam, eh, de uma forma tão igual a teologia moderna, tão organizada e tal. As doutrinas elas aparecem misturadas no meio de histórias, de de falas enigmáticas. Eh, as doutrinas não são, e inclusive algumas doutrinas, dependendo da denominação, você olha, eh, elas não são tão facilmente delineáveis na Bíblia, né? Assim, a gente pega doutrinas básicas do cristianismo, a própria trindade. Tem vários textos que parecem indicar a trindade, mas você não tem um texto que sistematiza, "Olha, a trindade significa", a palavra trindade não tem no texto bíblico, né? Mas Deus é ao mesmo tempo uma só entidade e também três. Opa, tipo, não não tem isso tão separadinho da forma como a gente costuma organizar o pensamento na sociedade moderna, dentro do contexto moderno, hoje em dia, né? Então, é, eu, eu, evito ficar focado em questões doutrinárias. Até quando eu falo de questões doutrinárias, eu tento falar com uma outra pegada, né? É, eu, eu, eu gosto de, de, de, de, de ter uma, um, outro jeito de falar as coisas aqui, né? É, porque eu gosto de ter pessoas que pensam diferente no canal. Eu não quero só falar para pessoas que que acreditam nas mesmas coisas, do mesmo jeito que eu. Eu gosto quando as pessoas questionam o canal. Eu gosto de, de ler comentários, o cara falou: "Nossa, nada a ver, porque isso daqui é assim, assim e assim e assado". É, eu, eu, eu sou até meio esquisito nesse sentido assim. Eu gosto de ver a, a variedade das coisas. Eu gosto de colocar à prova a, a, as coisas que eu penso, sabe? De, de, de, o, o canal tem um pouco disso, de pôr para fora o que eu penso e ver o que, que as, o jeito que as pessoas reagem, sabe? Então, eu quero ver reações fora do, do, do adventismo, que é a minha religião, né? É, e tem, bom, vários canais adventistas aí, né? O, Rodrigo Silva se tornou adventista muito conhecido aí na internet, e tal. É, é, mas eu prefiro fazer uma pegada diferente. Eu, eu prefiro esse, esse, esse esquema que a gente tá fazendo aqui, né? As viagens são boas, porque é sempre verdade, não é enlatado, não é fingido. Não é enlatado e não é fingido. Se é sempre verdade, eu não sei. Que que é a verdade? Aí a gente começa uma nova viagem aqui, né? >> [risadas] >> É, se eu não me engano, o Fernando Canali apresenta um conceito de tempo como algo que é propriedade de todas as coisas reais e não necessariamente uma relação espaço temporal como no cons, no conceito einsteiniano que temos atualmente. Então, nesse sentido, Deus seria a origem dessa propriedade que comunica a existência às coisas e como é algo que ele comunica de si. Então, Deus seria temporal, o que não significa finitude. Muitas pessoas entendem tendem a achar que Deus deveria ser atemporal por medo de tratar ele com uma categoria limitadora, mas nessa perspectiva eh isso não é necessário. É interessante isso daí, Age. Eu gostei dessa dessa perspectiva do Fernando Canali aqui. Porque, de fato, se você fala que Deus é tem todas essas essas essas questões, não dá para falar que Deus não é temporal totalmente porque só o fato de Deus falar com alguém, a fala é algo que acontece no tempo. Né? A fala é uma manifestação no tempo. Então, se Deus não é temporal, não existe fala. Mas Deus falou, Deus falou para Moisés, Deus fala com o povo de Israel né? Deus fala os 10 mandamentos. Eh Deus relembra o passado e tal. Então, nesse sentido, Deus claramente é temporal. Mas aí entra essa questão que você falou, as pessoas tendem a pensar, se ele é temporal, ele é finito, então ele não é temporal nesse sentido de que a temporalidade limita ele, né? Eh eu não sei eu também não sei se Deus experi experi experimenta o tempo de uma forma cronológica tão eh tão rígida quanto nós. Né? Tem aquelas outras passagens que falam lá que para Deus >> [roncando] >> eh um dia são 1.000 anos e tal. Eh ou antes de você nascer, Deus já te conhecia. Então, a forma de Deus experimentar o tempo é diferente. Mas Deus é de alguma forma, temporal, né? É, como você estava falando aqui, de alguma forma ele é temporal, de alguma em alguma definição de temporal, ele é, porque ele tá ele tá se se relacionando com criaturas que tão aqui dentro dessa perspectiva do tempo, né? Ceci Lobo, "Seus vídeos me ajudaram muito na época. Era muita novidade para mim, até hoje acompanho quando fico afastado e revejo muitos vídeos". Poxa, que legal, Ceci Lobo, que legal. Bacana. É, bacana saber que que ajudaram, né? É Eu também já tive na minha vida os meus perrengues religiosos, assim é quando era mais novo, né? Mas com o tempo a gente vai ajustando as coisas vão se assentando mais na nossa cabeça, né? Então uma das coisas que eu, inclusive, não é da época do que eu comecei a fazer vídeo é é anterior, mas tem a ver com a aquele sentimento que era internet é, aquela internet que era mais é que era mais, falava sobre mais sobre ateísmo ela era mais uma pegada do que eu pensava quando era adolescente. Quando eu era adolescente eu entrei num uns debates de internet, eu acho que não não, acho que não tinha YouTube. Quando é de quando é o YouTube? Não não sei. Mas quando eu tinha adole, quando era adolescente eu tinha 42 hoje. Então quando eu era adolescente eu eu fazia os debates de internet e já cheguei a algumas questões que eu não tinha resposta, sabe? Falei, "Poxa, mas pera aí se Deus existe, por que tal coisa, tal coisa, tal coisa?" E o trilema de Epicuro e não sei o que, eu ficava, "Poxa, não sei, não tenho resposta para isso". E na época eu lembro que eu tinha um o pastor da igreja que eu frequentava também era um uma pessoa assim muito ignorante, muito ignorante. E na época também eu tinha entrado na faculdade de design digital. E na época a faculdade de design digital tinha uma disciplina de filosofia que era mais voltada para estética. Mas eu tive um professor muito bom que falou da estética, hoje eu entendo que era o professor era mais socialista e tal, que ele falava, ele ele fez questão da gente estudar estética do ponto de vista da escola de Frankfurt, né? Então eu estudei na os textos do Teodoro Adorno que falava da indústria cultural e tal, né? É bem interessante, eu acho muito interessante, apesar de eu não ser comunista nem nada disso. É, nem muito marxista eu sou. Mas é bem, eu achava, nossa, na época quando eu comecei a estudar isso na época que eu entrei na faculdade com 17, né? Eu como eu, eu faço aniversário no meio do ano, a minha, minha vida escolar ela foi assim meio que adiantada 6 meses. Tentaram me reprovar uma vez para, para eu ficar mais ajustado com o tempo, mas acabaram desistindo e eu, então eu terminei o, o ensino médio com 17 e entrei na faculdade com 17. Então assim, eu estava estudando essas disciplinas e eu falava, cara, como isso daqui é profundo, isso é muito profundo. E aí quando eu chegava na igreja, né, no sábado, no caso, ouvia o pastor falando, nossa, como isso aqui é superficial, como isso aqui poxa vida, é só isso, só esse, esse essa superficialidade, não tem nada mais profundo, é só esse senso comum? >> [limpando a garganta] >> Então teve uma época, nessa época eu acho que foi a pior crise que eu tive em relação a, a religiosidade assim, né? É eu passei uma época indo para igreja mas ao mesmo tempo eu falava, eu acho que Deus não existe não, acho que isso aqui é tudo bobagem. Mas ao mesmo tempo eu ia para igreja porque eu tinha os os amigos na igreja e não queria também, falei "Ah, eu não quero também agora causar uma grande mas mais para frente eu saio da igreja". Mas eu não saí. Conheci pessoas interessantes na igreja, conheci coisas mais profundas dentro da igreja e eu aí eu vi que a coisa não era desse jeito não. Que as as questões religiosas, elas são extremamente profundas. Você pode ser superficial, mas elas têm profundidade. Assim como essas questões políticas, questões eh filosóficas, você pode abordar elas superficialmente, só sem estudar muito e acho que só para querer parecer que sabe alguma coisa. Ou também dá para se aprofundar de fato nas coisas, né? Então teve uma época ali que eu comecei a me reconectar assim com a minha espiritualidade, comecei a entender de novo algumas coisas de de uma forma diferente, né? Agora com com mais mais vontade de entender conceitos complexos, né? E eu acho que esse período da minha vida me fez gostar dessa pegada de coisas que, olha, essa resposta não é tão simples, hein? Olha, isso aqui não é bem assim. Olha só, para isso aqui não tem resposta mesmo, não adianta querer responder que não tem resposta. Então eu eu acho que vem mais dessa época, sabe? Nessa época que acho que a minha espiritualidade acabou se formando mais nesse nesse lado. Tanto que hoje, se alguém me falar "Olha, existe um argumento aqui muito difícil de se falar para em relação a Deus, da existência de Deus, tal argumento", eu falo "É, poxa, realmente não tenho resposta para ele". Continuo acreditando em Deus do mesmo jeito. Eh já não sou mais tão preso a essas questões lógicas. "Ó, isso daqui tem que encaixar logicamente aí é certo. Mas se não encaixar logicamente, aí é mentira". Não eu hoje eu entendo que a realidade é mais complicada do que só um só um, um um encaixar de peças do Tetris que se encaixam e se anulam e dá tudo certo, sabe? É, eu, eu entendo que a realidade, a espiritualidade, o, a vida, tá, tá tudo mais, mais difícil. Entende? E eu, e eu gosto de, de, quando eu lido com, com adolescentes, com jovens na igreja, eu gosto de eu gosto de deixar isso claro. Que olha, eles vão ter dúvidas e dúvidas legítimas e algumas delas não vão ter resposta, o que não significa que esse caminho tá errado. Né? Porque um amigo meu mais novo que eu tava conversando uns dias atrás aí que também tava tendo as crises dele em relação a, a religião. É a questão é que o debate é infinito. Eu tinha uma vontade, quando era mais novo de encontrar o final dos argumentos. Ah, esse cara argumentou, esse contra-argumentou, esse contra-argumentou e pronto, agora não tem mais resposta, acabou, esse assunto fechou. Mas depois eu vi que assuntos realmente complexos, realmente interessantes, o debate é infinito. O que significa que você nunca vai ter as respostas. Então, beleza, eu tô na igreja, eu vejo, poxa não existe esse argumento aqui pra existência de Deus, pô, acho que Deus não existe. Me tornei ateu. Agora, agora eu tô vivendo aquilo que eu sei que é verdade. Eu vou bater de frente com alguma coisa, de, em algum momento, que vai me mostrar, poxa, isso daqui, agora eu não tenho resposta pra isso, e agora? Então assim a condição humana, independente do que você acredita é uma condição imersa no mistério. Você sempre vai tá rodeado de coisas misteriosas que você não tem resposta. Eh, existe um jeito de você maquiar elas para você mesmo e fingir que elas não existem. Porque você está satisfeito com as respostas que você tem. E muitas vezes a igreja trabalha nesse sentido. Não, deixa eu trabalhar aqui para as pessoas não verem as dúvidas que existem, questões sérias de em relação à existência de Deus, em relação à nossa doutrina aqui da igreja, em relação à tradição cristã. Tipo, existem questões sérias, difíceis que não tem uma resposta final sobre elas, né? E e a igreja se preocupa muito em fazer o jovem não entrar em contato com essas questões. Não, cuidado, se ele fizer faculdade ele vai se desviar. Eh, eu acho que o caminho é o contrário. Quanto mais cedo você deixar claro pro pra pra pessoa na igreja que, olha, a gente não tem todas as respostas. Crer em Deus não é saber as coisas. Eh, e não crer em Deus também não vai ter as as respostas. As respostas elas estão para além da gente, né? Algumas respostas você pode ter, mas as respostas finais você não vai ter. Você é um ser humano, então você não vai ter respostas finais para nada, né? Então, o quanto mais cedo você fazer o jovem cristão entender isso, menos ele vai ficar abalado quando chegarem as dúvidas para ele. Ele vai estar acostumado com a ideia de dúvidas, ele vai estar acostumado com a ideia de questionamento. Mas isso é claro, eu eu não não eu não revolucionei nenhuma igreja, né? Não não convenci ninguém desse jeito de pensar. Mas um ou outro eu acabo ajudando, entendeu? Um ou outro jovem nas suas crises lá eu acabo ajudando na na nos lugares onde eu eu eu frequentei. Mas eu gosto de de pensar desse jeito. É um jeito que eu fico menos ansioso em relação a não saber as coisas, sabe? Você já estar consciente de da assim da das da logo na premissa de que você não vai saber não se preocupa, fica calmo. Você vai encontrar uma resposta boa aqui, mas vai vir outra pessoa que vai contra-argumentar, aí vai ter o depois você vai entender uma coisa que falou nossa essa contra-argumentação tem nada a ver, mas ao mesmo tempo tem outra coisa, então as coisas vão se tornando complexas, vão se ramificando e a gente não vai uma linha uma linha reta da dúvida até a resposta, né? É a dúvida que se ramifica em outras dúvidas, algumas são respondidas, outras não, outras levam a dúvidas mais profundas, dúvidas que não tem não nem existe uma resposta porque são dúvidas em relação a a a a a a paradoxos, a questões que são contraditórias na na própria existência. Então assim, apren quanto mais cedo você aprender que o mundo não é uma uma uma uma pecinha de de quebra-cabeça que vai encaixar uma resposta certa e tal você vai entender que o mundo é confuso, o mundo é contraditório, a existência é angustiante difícil de achar respostas. Quanto mais cedo você aprender isso, melhor, você vai conviver melhor com as crenças que você tem. As crenças podem até mudar, mas você convive melhor com elas, você não fica angustiado em relação a elas, entende? Bom, é isso, mais uma viagem aqui. Quem vai aceitar os sacrifícios no terceiro templo, já que os mesmos já cessaram? Isso aqui é a Roseli Parreira. É Roseli, olha depende do que você entende como o que será o terceiro templo, né? Uma tem uma interpretação mais tradicional mais ortodoxa judaica entende que o Messias, quando vier, ele vai fazer o terceiro templo fisicamente, como houve o primeiro e segundo templo e o tabernáculo do deserto. Eh, ele vai ele vai construir o templo e vai voltar a ter sacrifícios literalmente. Existe uma parte do judaísmo que já nem entende mais assim, que nem quer que se construa um novo templo, né? Eh, eu, olhando para o texto bíblico, entendo que no Novo Testamento o terceiro templo não é uma construção eh, onde acontecem sacrifícios literalmente da forma como eram os outros dois santuários. Entendo que o templo que, primeiro, existe mais de uma forma de entender o que que é esse templo. Uma delas, que é uma perspectiva bíblica, é que o próprio Jesus é o terceiro templo. Eh, existe uma passagem em João, não vou saber dizer de cabeça qual que é, mas quando os discípulos, quando Jesus comenta num num dos debates que ele tem, ele fala: "Olha, eu vou destruir esse santuário e em três dias eu vou reconstruir ele". E é mais uma dessas falas de Jesus que os fariseus ficam doidos, né? Ficam Fica o pessoal falando, tirando a cueca pela cabeça, né? Falando: "Ah, que absurdo! Como ele vai falar um negócio desse? Como assim vai ele vai destruir o templo e vai construir de novo e tal". Eh, e aí no texto de João, que isso aparece em mais de um evangelho, né? No texto de João, ele fala: "E ele falou sobre isso se referindo ao seu próprio corpo". Então, João já interpreta esse texto como, eh, a própria morte e ressurreição de Jesus foi uma destruição e uma reconstrução do santuário. O santuário seria o próprio corpo de Cristo. O que faz sentido, se a gente for pensar no livro de Hebreus que todo o todo o ofício do santuário, todo o serviço do santuário acontece na pessoa de Cristo. Ele é o sacerdote, ele é o sacrifício, né? Ele perdoa os pecados, ele leva os pecados diante do pai, eh entende? Ele todo aquele ah aquele processo do santuário acontece todo ele é como todas as partes acontecem no em Cristo, né? Então o próprio corpo de Cristo ressurreto seria o o terceiro templo. Essa é uma perspectiva que eu acho interessante, né? Outras pessoas podem entender talvez que o terceiro templo seja a nova Jerusalém que desce do céu, que é onde Deus habita e tal. Então eu vou mais para essa linha, eu não acredito na na ideia de um terceiro templo onde onde acontecem sacrifícios físicos, eh literais, né? Da forma como como os os judeus mais ortodoxos entendem. Eu não penso dessa forma não. Deixa eu ver aqui que eu tô meio perdido agora nos comentários. Vamos lá. Gente, eu sou tão ruim de vocês veem que eu sempre sou ruim de acompanhar os comentários, né? Fico indo e voltando também porque às vezes eu quero falar de um comentário que tem a ver com o tema e tal, né? Oziel falando: "Depressão não pode vir a se desencadear de problemas morais, por exemplo?" Eh diz pergunta aqui o Oziel. Eh eu acho que não, Oziel. Eu acho que não. Eu acho que a a a depressão vão vai ter até questões genéticas de de predisposição à depressão, eh as experiências de vida que você sofre podem desencadear essa esse um processo depressivo e tal. Eh, mas eu não acho que tem a ver com moralidade. Eu acho que a moralidade não A verdade moralidade é um assunto interessante. Eh, e não tem muita no Brasil não é o tipo de coisa que que que eu vejo muito em psicologia se falando sobre, né? Ela sempre fica meio a segundo plano. Tem um livro bom que chama A mente moralista de um um psicólogo americano, né? O Jonathan Haidt. Que ele vai falar sobre a moralidade de Inclusive ele tem uma ideia interessante que o a moralidade você e a moralidade é igual uma uma pessoa conduzindo um elefante. A moralidade é um é um elemento que conduz você inteiro e você não percebe. Na verdade assim, as questões morais você não determina elas no seu cérebro através de reflexão sobre o mundo. As questões morais elas surgem na sua cabeça de forma eh eh de forma muito mais assim eh eh espontânea. Elas surgem de forma muito mais de uma reação eh mais Ah, eu não tô achando a palavra, mas é uma coisa mais reativa em relação ao mundo do que uma coisa elaborada. A elaboração moral ela é posterior à moralidade, né? Existe algumas formas de se medir isso. Por exemplo, se você eh uma uma pesquisa que é interessante é falar é falar pra pessoa: "Olha, tal coisa é certa ou é errada?" Aí a pessoa vai responder se ela acha certo ou errado. Depois fala: "Por quê?" Aí você vai ver que a pessoa vai demorar um tempo pra elaborar isso, que é o tempo de, é o tempo de organização de como justificar aquela, aquela, aquele sentimento moral que ela tem, não é sentimento a palavra, né? Mas, ah, é quase um, é quase um instinto moral que ela tem, ela vai justificar aquilo depois que perguntam para ela. Então, as elaborações morais que a gente faz, elas são posteriores à nossa moralidade, isso é muito interessante. Inclusive tem fatores inclusive genéticos que podem influenciar a moralidade das pessoas. Eh, o que não significa que é uma passação de pano para quem faz coisas erradas, mas que tem coisas que são, tem, tem coisas que pessoas, algumas pessoas têm mais predisposição a ter uma questão em relação àquela coisa do que outras, né? Então, por exemplo, ah, as pessoas, esse cara aqui traiu a mulher 15 vezes. Eh, tá, existe, vamos supor que desse para mapear geneticamente, né? Mas exatamente qual é o gene do, sei lá, da, da traição e esse cara tem muito isso daí. Eh, não dá para falar, ah, não, então tudo bem, está perdoado, né? Final das contas, ele está, para, ele, ele foi criado geneticamente para trair a mulher. Não, não é isso. O que eu quero dizer é que, eh, eu não tenho problema em trair a minha mulher, nunca tive um, um, um, uma, um, um momento em que eu falasse, nossa, será que eu traio ou não traio? Isso não, nunca nem passou pela minha cabeça. Para outras pessoas, isso pode ser um problema mais sério, o jeito dele ver o mundo, dele entender as coisas, pode ser uma questão mais séria para ele. Eh, eu já, sei lá, eu também já tive vontade de descer a porrada em alguém, apesar de eu não ser uma pessoa violenta, mas às vezes tem gente que não, essa pessoa ela lida muito mais de boa com o mundo. Então, cada um tem a sua questão. Cada um tem um jeito de lidar com o mundo e tal. E eu acho muito interessante entender que a moralidade ela vem antes. Ela ela ela tem muito mais a ver com um um certo instinto do que com uma elaboração elaboração elaboração posterior. E a a religião se relaciona com isso de uma forma muito complexa, né? Muito complexa. Eh, tanto que existe muita gente que justifica eh teologicamente questões que outros acham imoral. E a moralidade para eles daquela questão também é justificada teologicamente. Então um acha imoral tal coisa, outro acha moral essa mesma coisa e os dois justificam teologicamente com base na mesma Bíblia. Quer dizer, a elaboração vem depois da da desse instinto moral, entende? Que e ele é formado de uma forma eh vou usar um termo aqui que é mais da psicologia bio psicossocial. Ele tem a ver com a a a cultura em que você cresceu, com o ambiente onde você está inserido e com a sua formação pessoal, o jeito particular que você percebe e se relaciona com o mundo, entende? Então, eh ela vai se formando de um jeito que você não tem controle. Você não tem controle sobre a sua moralidade. Você não consegue olhar para uma coisa e falar: "Não, eu pensei aqui racionalmente e agora eu acho que é certo eu matar um bebê". Mesmo que você achasse um argumento moral, se tivesse uma criança na sua frente e te dessem uma faca: "Mata essa criança", você não ia conseguir porque você ia sentir que aquilo está errado, entendeu? Então a a moralidade é uma coisa extremamente interessante. Eu vou ler mais sobre isso. Eu vou me aprofundar mais sobre isso com o tempo e eu vou trazer algumas questões aqui sobre isso. Mas eh eu acho que você tinha perguntado se a depressão pode ser uma coisa ah ah desencadeada por problema moral, eu acho que a a depressão, ansiedade, outras coisas, elas podem ser desencadeadas por dilemas morais. Por exemplo, se você é colocado numa situação que se repete em que você faz uma coisa que você não acha que é certo. Todo dia você tem que conviver com aquilo e isso pode causar uma angústia tão grande que pode desencadear um um um processo depressivo, né? Mas não que a depressão em si aconteça porque a pessoa é ruim. Entende? Então, você vê que eu estou pensando aqui moralidade em um termo um pouco diferente, eu acho que do que você você colocou aqui na sua pergunta, né? Mas é isso. O Luís Fernando Vales: "Antes eu achava que todos os adventistas eram meio Leandro Quadros, até conhecer você". Você não sei ao certo o nome desse pastor. >> [risadas] >> É, olha, eh, se tem uma pessoa que realmente eu não me identifico muito no jeito de de pensar religião, apesar de eu ser da mesma religião, é o Leandro Quadros, né? Que é o cara que vem com a Bíblia assim: "Ah, faz uma pergunta que eu respondo". Aí a pessoa pergunta: "Tá aqui, ó, texto, tá respondido, tal, acabei, agora, colega". Eh, eh, não é totalmente não é o meu jeito de pensar religião desse jeito, né? De fato, realmente estou bem distante. >> [suspirando] >> O Ozeias: "Uma vez eu vi explicação, mas que não foi a fundo buscar e meditar, que o reino só poderia existir no tempo, na história. Criar o reino de Deus de uma hora para outra não faria sentido ou não seria ideal. Com base nisso, em Efésios 1, começava a desenvolver uma explicação da eleição, etc. e tal". Eh, é, eu acho que faz sentido. O o o reino de Deus, Ele é um É um elemento bem interessante também Porque Jesus fala que também é o outro mais um elemento que a gente tá trazendo nessa live tá cheio de coisas ambíguas né? Mais um elemento que olha Tá aqui vocês estão inaugurando agora o reino de Deus Mas ao mesmo tempo o reino de Deus só vai vir no futuro Então o reino de Deus é quando Jesus voltar ou é o que a gente tá fazendo agora? É as duas coisas ao mesmo tempo Entende? Então esse reino de Deus também é um é um conceito cheio de ambiguidades, cheio de contradições não no sentido negativo da contradição mas cheio de questões que olha elas não encaixam tão logicamente assim porque é agora e é depois ao mesmo tempo né? É Então o reino de Deus também é É é complexo Aí o Luís Fernando também continua aqui eu conheci seu canal quando estava passando para algo parecido no meu caso na na CCB né? Comunidade Cristã do Brasil. Conheci seu canal na época buscando mais esse tipo de experiência racional ou meio acadêmica de trabalhar a fé Ah legal legal Luís Fernando pô é é legal saber essas histórias de que de alguma forma as as minhas reflexões aqui ajudaram alguém também a Encaixar alguma coisa ali na cabeça dele né? Aí o Wade fala é pois é muitos dos pastores de fato acreditam nas regrinhas fixas apresentar alguma complexidade é encarado como você não acredita na Bíblia ou então você tá faltando fé né? Ou na hora Deus proverá ou se eles se eles explicassem que não sabem de tudo seria um bom começo mas o apego à autoridade parece falar mais às vezes É difícil viu Wade porque eu vejo também que Muitas vezes os pastores também São colocados numa situação difícil de autoridade religiosa E é difícil sempre que você é colocado numa figura de autoridade, se você não tá muito bem resolvido em como legitimar essa autoridade, você sempre vai reforçar essa essa essa autoridade de de formas esquisitas, né? Então, esse medo, esse essa apelo à ignorância e tal, acaba sendo uma coisa que eles fazem até sem nem pensar, né? Tem muito Eles também são cobrados, inclusive, né? Pelo menos os pastores na igreja adventista, né? Tem instâncias na igreja, tem instâncias acima deles que que cobram: "Uau, você tem que ter um controle aí da sua igreja" e tal. Então, é é difícil a questão. É difícil a questão é assim, no sentido, o pastor nem sempre faz isso de má fé. Às vezes ele às vezes ele faz isso porque ele tá genuinamente preocupado com a sua fé, mas ele mesmo não consegue entender a fé de um jeito mais dinâmico, uma fé de um jeito mais fluido, uma uma fé de um jeito mais espiritual, por mais contraditório que pareça. Mas eu eu gosto dessa figura, porque quando Jesus [roncando] fala que a o espírito vai e volta e ninguém tem controle nenhum sobre ele, né? O espírito passa e tal. Porque a palavra espírito no grego, a palavra pneuma, é igual no hebraico, né? A palavra ruach, que é a palavra vento. Palavra vento e a palavra espírito é a mesma palavra. Então, quando você fala espírito, você tá falando vento ao mesmo tempo. Quando você pensa em espírito, você tá pensando em uma coisa meio ventosa, assim, sabe? Eh Então, quando Jesus fala que o espírito é assim, ele tá reforçando esse elo com a ideia do vento. Você não controla o vento. O vento tá Ele passa aqui, de repente ele para, depois ele vai, ele vai para onde ele quer, nem domesticável. É, e as coisas espirituais são assim também. Então, às vezes quando a gente tá numa igreja que a gente organiza a comunidade de fé, a gente quer às vezes, nas boas intenções até, ter controle sobre coisas que são incontroláveis. A espiritualidade é incontrolável, a espiritualidade é absolutamente selvagem, indomesticável, porque a espiritualidade vem de Deus, né? E Deus é indomesticável. Eu adoro essa expressão de uma é, de uma, de uma autora, eu não vou lembrar agora o nome dela, Kate alguma coisa. Deus é indomesticável. É, que é, a gente muitas vezes, muito, mas isso com muita frequência, quando a gente começa a prestar atenção, com muita frequência a gente quer domesticar a religio, a, a espiritualidade, domesticar a Deus. Deus é indomesticável, parece óbvio, né? Mas assim, pensa que um animal muito grande, muito mais forte que você e que tem um propósito muito fixo na cabeça, você não, não tem como fazer absolutamente nada em relação a ele. Mas você acha, você tem a sensação de que você tá controlando aquilo, de que você consegue, sei lá, manipular ele ou fazer ele fazer uma coisa que você quer, não, não, você não consegue. Não consegue, tá muito acima da sua capacidade, né? E é claro, eu usei um exemplo aqui que não, nem chega perto da nossa distância para Deus, né? Mas, é, mas eu gosto dessa palavra indomesticável porque a domesticação da religiosidade é uma coisa que a gente tá, assim, o tempo todo tentando fazer, né? E essa fala de Jesus é fortíssima. O espírito é igual ao vento, ele vai para onde ele quer e você não tem o que fazer. Não é para onde você quer, é para onde ele quer. Né? É, a espiritualidade é assim. Aí o Eduardo Ramos coloca aqui: "No caso do adventismo, a música é um debate infinito na igreja". É exato, é. É, é assim, é, chega a ser engraçado algumas coisas, né? É um debate infinito. Não sei se não veio alguma coisa para eu elaborar mais específica sobre isso, né? Mas acho que cada igreja tem as suas, suas questões, né? Aí o Luís Fernando: "Aí, para minha vergonha perante Deus, conheci um cara que nem era pastor, nem nada, era só um membro e tinha tanto conhecimento, dedicação e estudo, confesso que me deu raiva do Roni por subir o sarrafa". Ah, olha lá, hein? Então, tá vendo? É, pois é. Mas, eu não sei, muita gente me, me confunde com pastor e tal. Eu até acho que a função do pastor devia ser mais intelectual. Eu não sou pastor, então estou me metendo o bedelho em uma função que não é minha. Mas, é eu me atraí para entender mais a religião por causa de todas essas questões que eu passei no passado. É, e é engraçado, né? Isso tem um pouco a ver com o livro de Jó. O que me atrai a querer saber mais é ter a consciência de que as respostas estão para além de mim, sabe? Quando eu entendi que isso que eu estava comentando com vocês, que olha, o debate é infinito, você nunca vai ter a resposta final, aí me me uma vontade de querer conhecer mais, sabe? É, é engraçado quando a a quando a cobrança pelo conhecimento bíblico vem por um mero conhecimento fechado, lógico, sabe? Olha, você precisa estudar a Bíblia, viu? Porque quando você não estuda a Bíblia, o Satanás tá te influenciando, então é quase como, nossa, eu tenho que fazer o sacrifício então de sentar e ficar lendo esse livro aqui para não ser influenciado por Satanás, senão eu vou para o inferno, né? Mas quando você sai dessa lógica e você começa a ver, poxa, mas esse texto aqui é esquisito da Bíblia, hein? Olha só que estranho. Olha esse outro, olha só que que linguagem esquisita isso. Aí ele começa a ficar mais interessante, aí dá vontade de conhecer mais o texto. Quando o texto não se apresenta para você como historinhas de criança, mas como histórias adultas bizarras, complexas, grotescas, sexuais em algumas em algumas partes, eh, e assim, violentas em outras. Tipo, quando o texto começa a a a se mostrar mais forte, ele não é a história do dia Daniel no na cova dos leões, olha que bonitinho, o leão, não é isso, não é isso o texto. É muito mais difícil, é muito mais adulto o texto. Aí ele começa a ficar bem interessante, viu? Putz, ele fica muito interessante. Aí dá vontade de estudar. Aí dá vontade de estudar, porque aí você começa a ver o texto como um um um fenômeno muito muito doido. Muito doido. Aí é legal. Aí é legal. Aí esse que é o negócio, né? É difícil, porque muitas vezes na igreja a Bíblia não é apresentada como uma coisa interessante. Uma frase que me falavam lá na numa igreja que eu frequentava, que nossa, eu quase passava mal de ficar falando, a Bíblia tem a resposta para todas as perguntas, basta você ter coragem de ler o texto bíblico, você vai encontrar a resposta para todas as perguntas. Eh, e uma vez eu fui conversar com esse cara e falei, ué, me diz aí, onde na Bíblia tá a resposta pra pra desinteria? Quando eu tô com dor de barriga". Fala aí, onde na Bíblia tá o que eu tenho que fazer. Tipo, se a gente parar pra pensar dois segundos, a gente vê que a Bíblia não tem a resposta pra todas as perguntas, né? Mas a Bíblia tem perguntas mais interessantes do que as que a gente faz. Esse que é o ponto. Eh, eu acho que é por aí. Quando a gente pensa, "Não, Deus é a resposta pra tudo". Não, talvez Deus seja uma pergunta maior do que todas as perguntas. E aí fica mais legal se relacionar com Deus. Aí fica mais interessante de ler sobre Deus, sabe? Eu eu eu sou muito mais de ir pra esse caminho. Eu acho que aí é que as coisas começam a a ser papo de adulto, sabe? Eu acho que existe uma infantilização muito grande dentro do do contexto religioso. Muito infantil. E é uma coisa que Paulo já brigava lá atrás, gente, vocês vão sair desse desse leitinho aí materno. Tá na hora de comer coisa sólida, coisa que vai dar dor de barriga, vai fazer você vomitar às vezes, mas você precisa, sabe? Passar por essa experiência também. Eh eu gosto de ter essa experiência mais visceral com a Bíblia, é o que me faz tá vivo espiritualmente, sabe? Né? E eu e é o que eu tento passar um pouco aqui também, né? E e com as pessoas com quem eu me relaciono na na igreja também. Fazer elas ter um pouco mais dessa perspectiva, porque aí quando a sua vida ficar mais complexa, o texto bíblico não ficou mais simples do que a sua vida. Ele tá sempre um passo na frente. Não, agora as coisas ficaram complexas, mas olha esse texto aqui, olha que bizarro, isso aqui é mais isso é difícil, hein? Aí, cada vez que você você vai se tornando um um ser humano mais adulto, mais complexo, que vê as coisas com com de que as coisas são mais difíceis, o texto bíblico tá sempre um passo à sua frente, ele é sempre mais interessante. Ele é sempre mais aberto a mais uma forma de ver as coisas que você não tinha parado para pensar antes, né? Esse é o eu acho que esse é o caminho da gente entender melhor o a Bíblia, sabe? O fenômeno do texto bíblico. Daniel 9 diz que quando o Messias vier, ele cessa sacrifícios, diz aqui o Carlos Muniz. Ah, é que a gente tá falando lá do santuário, né, Carlos? É. É, creio que o método judaico do do Havruta, é, que é o confronto em dupla, grupo focado em um debate rigoroso, interpretação de texto, é bem feliz em habilitar o jovem a conviver com a dúvida ao mesmo tempo em que busca por resposta na Torá. É, olha, é, existem algumas coisas na na forma judaica de ver que hoje eu consigo olhar e falar, olha, isso totalmente não para mim não faz nenhum sentido. Mas existem coisas que são tão legais, tão legais, quer ver? É, muitas vezes o pessoal coloca aqui, o eu já ouvi isso mais de uma vez, que o o judaísmo hoje é é mais o judaísmo do Talmude do que da Torá. Em alguma e de uma certa forma é verdade mesmo, né? Você vai estudar o judaísmo, você vai estudar a Torá, mas da perspectiva da das discussões talmúdicas, você não estuda é, o o judaísmo não tem um um um um uma reforma protestante da forma como a gente teve. Até tem lá um um certo judaísmo que tenta se desvencilhar da tradição talmúdica e tal, mas é um movimento menor e tal, né? Mas o judaísmo predominante, ele não teve essa essa pegada protestante de falar: "Não, vamos voltar pro texto bíblico e ficar só nele". Então ele é ele é sempre intermediado pelo Talmud, né? Então o Talmud é uma literatura muito importante pro pro judaísmo, assim, fundamental. Mas quando você olha pro Talmud, ele não é um livro com dogmas, assim: "Olha, eu vim eu vim aqui explicar esse texto aqui, a explicação, pronto, acabou o mistério". Não, ele é mais discussões. E discussões muitas vezes sem ter uma uma uma conclusão. Ah, o rabino tal falou que isso é tal coisa, agora o outro rabino falou que é tal coisa. E aí, qual dos dois tá certo? Não sei. É, pensa aí sobre os dois, entende? É, isso eu acho tão bacana no judaísmo, eu acho que a gente devia criar mais essa discussão. A dis a gente devia criar mais essa tradição de discutir. Sabe? É, o o o estudo da Bíblia no dentro do do cristianismo, ele é ele é normalmente muito professoral. Chega o professor, senta e fala: "Olha, agora eu vou ensinar tal coisa pra vocês. Isso daqui é desse jeito, entenderam? Parabéns, agora vocês sabem, antes vocês não sabiam". Enquanto no judaísmo é muito mais: "Ó, senta aqui você, você e você, que que vocês acham desse texto"? Ah, eu acho que é tal coisa. O outro fala: "Não, não, nada a ver, eu acho que é por aqui". Aí o outro fala: "Puts, olha, vocês tão falando, mas pra mim é isso daqui". Aí chega um lado e fala: "Nossa, vocês tão doidos, vocês tão doidos, é isso aqui, ó". E e pronto, e aí, qual a conclusão pra gente poder aprender alguma coisa? Não, ah, o aprendizado tá na discussão em si, não precisa ter conclusão. É a discussão que faz você crescer no conhecimento do texto, não é a conclusão. Então, quando alguém traz uma resposta, ela tá diminuindo mais do que quando alguém traz uma pergunta, entende? É, essa essa tradição, esse jeito de ver as coisas no judaísmo, eu acho assim, poxa, fundamental. Acho que a gente devia ir muito mais pro estudo bíblico nesse jeito. Não que não tenha também seus dogmatismos no judaísmo. Oh, tem pra caramba, né? Mas tem esse aspecto que é bem legal, que a gente podia copiar bem mais, viu? Do judaísmo. Aí eu fiquei feliz porque eu pelo menos eu hoje eu frequento uma igreja que que a gente consegue sentar e e estudar, né? O que é a escola sabatina e em outras igrejas é a escola dominical, né? A gente é uma igreja que as pessoas conseguem trazer um texto e as pessoas falarem o que elas pensam e um discordar do outro e outro trazer uma Poxa, eu não tinha pensado nisso. Pô, que interessante, e tal. Eu eu gosto de dessa pegada, viu? Isso é bem legal. É, aí o Eduardo Ramos pergunta aqui: "Quando é falado meu povo perece por falta de conhecimento, e nesse sentido é nesse sentido intelectual? Nesse caso, um cristão que não busca se aprofundar estaria estaria pecando?" Olha, Eduardo, vamos eu não lembro agora qual é o contexto desse verso. Tem que ver o que que esse verso disse diz isso pra chegar em qual conclusão, sabe? É, mas é eu não acho que é exatamente isso. Não acho que é exatamente o o cristão que não se busca se aprofundar estaria pecando. É, porque assim, existem pessoas diferentes e eu demorei pra entender isso. Existem pessoas que a pegada delas não é intelectual, não é se aprofundar intelectualmente, buscar as discussões filosóficas. Tem gente que vai abrir meu canal, vai ver dois minutos essas discussões aqui que a gente gosta e tal de ver, falar nossa, nada a ver, putz que chato isso e vai embora. Isso não significa que essa pessoa é um mau cristão. É. Eu acho que. Essas discussões que a gente tem sobre o texto bíblico, elas não são o fim, elas são o meio. O fim. É um, uma forma de viver a vida. Entende? E nem todo mundo chega nessa forma de viver a vida através de todo esse embate intelectual. Às vezes a pessoa só leu o texto bíblico e falou ah, legal, entendi. Ah, é para oferecer outra face? Tá bom, entendi. Ele vai lá na esquina ele já tá oferecendo outra face. Ele entende as coisas, parece que ele é mais bobo, porque olha só, ele não quer discutir aqui profundamente o texto, mas ele consegue ser mais prático do que às vezes do que a gente que tá aqui fazendo toda uma discussão filosófica, entende? Se entende, né? Então assim. É, eu acho que o pecado não está em não se aprofundar no conhecimento bíblico. É, o pecado tá rondando. O meu jeito, que eu gosto, que faz sentido para mim e que me ajuda a evitar o pecado, é pensar em questões filosóficas e tal. E é o jeito que. Na minha cabeça faz acontecer mais praticamente para mim. Se eu não passo por essa, por essa. Por essa digestão. Opa, ah, ele não vira tão prático. Mas para muita gente não precisa ser desse jeito, entende? É, isso é uma coisa que foi difícil eu aprender, mas tem gente que não, o esquema dele não vai ficar sem, ficar sentado estudando o tempo todo e às vezes ele vai ser um, um cristão, olha, muito melhor melhor eu, muito melhor do que eu. É, então o texto tem maneiras diferentes de se relacionar com as pessoas. É, as pessoas têm maneiras diferentes também de se relacionar com o texto. Então, essa é a minha maneira. Faz sentido para mim, me ajuda e é bom, eu fico feliz de ver que ajudou muitos de vocês. Mas nem todas as crises de um adolescente eu tenho respostas. Às vezes o adolescente está passando por uma crise que se eu falar para ele: "Não, pera aqui, vamos pensar um pouco sobre o conceito hebraico e tal". Nossa, isso não vai fazer nenhum sentido para ele, só isso só vai tornar ainda mais chato a experiência de igreja, vai se tornar ainda só mais sem sentido para ele. É Então, as pessoas têm necessidades espirituais diferentes, sabe? É o é o que eu que eu aprendi na minha vida. É eu espero que com esse meu jeito eu ajude algumas pessoas que também têm essa mesma forma minha de se relacionar com o texto. Mas tem gente que é é um jeito diferente, é outra pegada, sabe? Que não vai ser isso daqui que vai ajudar ela espiritualmente, que vai fazer ela evitar de cometer um pecado. Quando eu digo pecado não é só o comportamento pecaminoso. Mas de agir de uma forma pecaminosa, sabe? É, inclusive, é é que é um é um é um dilema difícil, né? Jesus foi muito crítico à intelectualização da religião que afasta ela da prática. Então, Jesus falou muito contra os fariseus, que olha, vocês ficam aí o dia inteiro estudando a Bíblia, mas vocês não entenderam nada. Não adianta. Eu vou revelar isso para as pessoas aqui simples. Que elas não têm nem tempo de ficar estudando igual vocês, porque elas têm que trabalhar, elas têm que se sustentar, elas estão aqui, tipo, no no campo o dia inteiro cuidando de ovelha e tal. Eh, as verdades mais profundas de Deus, muitas vezes é revelado para essas pessoas e não para vocês que estão aí discutindo há séculos, o dia inteiro sentado lendo o texto bíblico que e chegando em em em assim discussões super profundas e tal e às vezes não é você que tá o mais importante não tá sendo revelado para você. Tá sendo revelado para o cara ali. Isso é uma coisa que me deixa meio assustado. Porque eu fico sempre me questionando: "Tá, mas pera aí, será que eu tô entendendo o que que é realmente importante? Ou eu tô distraído com com com perfumaria, entende?" Eh, então, o problema é que essa crítica que Jesus fez, que é importante a gente sempre ter em mente, mas ela também foi entendida por muita gente como um anti-intelectualismo. Tem gente que entendeu essa crítica como: "Olha, então estudar é uma coisa ruim. Não é para estudar muito". E a gente vai para um para um cristianismo muito anti-intelectual. Que acaba sendo o que é muitas igrejas a gente vê hoje, né? Então, eu acho que não é esse ponto. Acho que a crítica de Jesus é quando a intelectualidade se perde e não não encontra com a essência do texto. Então, tem discussões na Bíblia que eu acho, tipo, eu acho super interessantes, mas elas não têm muito muita validade espiritual, entende? É meio que você ser ser nerd, gosta de Star Trek e aprende Klingon. Tá, aprendi uma língua que, tipo, não tem aplicação prática para minha vida, mas eu acho legal. Então, beleza. Então, eu acho que tem discussões, às vezes até que a gente faz aqui, que não tem muita aplicação prática, muito profunda, mas na espiritualidade da gente. Mas que é um assunto interessante, de repente ele ajuda a chamar atenção para outras coisas mais profundas e tal, sabe? Então, eu não sou eu aí eu acho que é importante a gente saber que o importante é não ser anti-intelectual. A crítica de Jesus não é contra o estudar em si. Mas é o quando você estuda e fica nesse estudar você se distrai com coisas periféricas e não percebe o que é fundamental. Eu acho que isso é uma coisa importante. Então a busca intelectual ela ela pode ser uma ferramenta de aproximação a Deus, mas ela também pode ser uma ferramenta de distanciamento de Deus. De distanciamento de de coisas realmente importantes. Então, tem que ter esse cuidado porque a estudar a Bíblia pode te te ajudar em muitas coisas, mas pode atrapalhar também. Entende? É, eu conheço gente que é muito estudada na Bíblia e que às vezes faz umas coisas que você fala: "Pô, mas esse cara já devia ter aprendido que assim, espiritualmente não é assim que faz as coisas, não é assim que lida com uma pessoa que você discorda". Poxa, parece que ele não cresceu muito espiritualmente, mas o cara tem um conhecimento absurdo da Bíblia, entende? Então se o estudo da Bíblia acompanhado dessa preocupação, eu acho que é o caminho certo. Né? É mas se o estudo da Bíblia é um fim em si mesmo aí acabou, aí você se perdeu já. É, o Daniel Gouvêa coloca aqui: "Três judeus conversando tem três opiniões diferentes, né?" E dizem que quatro quatro partidos políticos. Dois judeus quando sentam tem três opiniões diferentes e quatro partidos políticos. É É, o Carlos põe embaixo aqui: "Onde há dois judeus conversando há três opiniões". O que me entristece no caso da da Cristã é que inicialmente o afastamento da academia se deu para dar liberdade teológica aos membros. A crítica era que as teologias estavam se tornando como a lei, eh, do antigo tratamento, deve ser Antigo Testamento, né? Aí a falta de busca intelectual acabou deixando a institu, a, a instituição muito carente de estudo. Os membros carentes, na verdade, né? Corrigindo. Eh, pois é, então. As, é difícil saber entender os perigos do intelectualismo e ao mesmo tempo não se tornar um anti-intelectual. Difícil achar esse equilíbrio, sabe? É difícil também, é uma coisa que eu demorei para, para aprender, a ver o mérito em gente que não tem nada de intelectual, mas que, putz, que cristianismo prático essas pessoas têm, sabe? Isso é, isso é uma coisa que às vezes é um tapa na cara, sabe? Aí você vê que tá, beleza, é, eu, eu não é o, o ponto não é isso que eu tô aqui mastigando e tal, né? Isso, não é que não, isso não tem validade nenhuma, mas eu tenho que estar sempre atento sobre qual é o ponto, qual é o fundamento, o que que é realmente importante, né? Se você perde esse norte, aí perdeu tudo. Aí perdeu tudo. Bom, gente, a gente foi tarde hoje, hein? 10:25 já. Eu acho que tá bom, né? Eh, pô, muito legal, sempre bom conversar com vocês. Eu gosto muito de fazer as lives aqui. Espero que seja bom para vocês também. Eh, só ler essa última mensagem do João. Ainda que eu tenha o dom de profetizar, conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de transportar os montes, se não tiver amor, nada serei. Primeiro Coríntios 13:2. Eh, perfeito, João. É perfeito isso, né? Não quer dizer que profetizar, conhecer todos os mistérios e toda a ciência e ter tamanha fé ao ao ponto de transportar mundos, que tudo isso é um lixo, que não tem valor nenhum. Não, não quer dizer, mas tem coisa que é tão fundamental que sem isso nada tem sentido. No caso aqui do de de de Primeiro Coríntios 13 é a a ideia do amor. É de você colocar é e é e é o amor ainda a gente fala desse amor de uma forma mais genérica, né? Mas ele está falando do amor quase como um ele está dentro da discussão dos dons, né? Então o amor como uma forma de se relacionar entre as pessoas da da da da própria comunidade de fé que você vive. Então assim, se o cara sabe grego, hebraico, o cara tipo você perguntar um texto aleatório lá do do meio de Amós, ele sabe qual quais são as discussões sobre o texto, entende muito o texto bíblico, mas ele é um babaca com as pessoas, não tem valor nenhum. Nenhum, nenhum, é é é é aí se perdeu, esse conhecimento ele passa a a ser a ser uma coisa assim, tipo, tá, beleza, não não importa você saber isso, né? Não quer dizer que não seja bom às vezes estudar o texto, entender o que o texto quis dizer, porque isso pode te levar a insights bons e que te façam tratar melhor as pessoas. Então o fim é esse. A finalidade é essa. É o reino de Deus. É a a a fé, esperança e o amor, e o maior deles é o amor. Então esse é o fim, a gente quer chegar aí. Um dos meios para chegar nisso é estudar o texto bíblico. Mas algumas pessoas têm outros meios e chegam bem nesses outros meios também. Então eu aprendi com o tempo a ter humildade em relação a gente que manja mais de cristianismo do que eu, embora às vezes eu manjo mais do que de Bíblia do que ela, entende? Elas manjam mais do que quer ser cristão de verdade. É, embora eu tenha mais conhecimento teórico. Né? É, para mim estudar a Bíblia é chupar bala embalada. Amo quando pratico ela no falar e no agir. É um relacionamento com o autor. É isso. Pauta da próxima sexta, o que vier na nossa cabeça pode ser, Carlos. >> [suspirando] >> Pode ser. Perfeito, as obras do amor possuem muitos frutos e cada um pode dar o seu fruto segundo o seu É, exato, Ed. Gente, boa noite então para vocês. A gente se vê aí na na próxima live, provavelmente semana que vem. Hoje vocês viram, né? Eu esqueci de de de criar uma live antes, então eu eu entrei na hora aqui. Até pensei, será que vai entrar alguém? Que bom que teve alguém aqui para conversar comigo. Mas valeu, gente. É, o tua live duas horas passam, a gente não sente o tempo, muito conhecimento, liberdade da palavra que o Eterno te abençoe. Obrigado, Daniel. Você também. Deus te abençoe também, abençoe todos vocês aí que estão no nosso chat aí. Que vocês tenham uma boa noite de descanso. Um bom fim de semana, bom sábado aí para vocês. E a gente se vê, gente. Até mais. Valeu.