Davar Live – 22/05
23/05/2026
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Boa noite, como é que vocês estão? Tudo bem? Bem-vindos aí mais uma live. Já tava começando com fone de ouvido de novo, né? Acostumado. Começamos mais uma live, então uma boa noite para para todos aí que estão acompanhando a gente. Pessoal vai chegando aos pouquinhos aí. Eu também hoje esqueci de deixar a live programada antes, então não sei se todo mundo vai entrar. Todo mundo que costuma entrar vai entrar. Porque não sei se o pessoal vai ver aí que a live eh vai acontecer. Eu não sei se num frio desses as pessoas vem, talvez vejam mais live, né? Fiquem mais em casa e acabam acabem vendo mais eh live, essas coisas, né? Não sei. Vamos ver, né? Então, gente, como a gente costuma fazer o Vamos começar a live aqui vendo algum eh algumas eh algumas mensagens que foram deixadas durante a semana. Não tem muita coisa aqui, então só uma coisinha que eu achei interessante aqui. O Daniel Alde, inclusive tá aí na live, já deu um boa noite aí. Boa noite pro Daniel falando, né? está surgindo a igreja da Iá. Eh, e eu fiquei pensando no no que que ele quis dizer com isso, né? Boa, boa noite aí, Carlos. Mas assim, uma coisa que com certeza tá surgindo é uma espécie de senso de comunidade online. Isso tá surgindo, né? a gente começa a perceber aqui, por exemplo, é o que na minha igreja o pessoal chamaria de pequeno grupo. E é um pequeno grupo que se estende mais, né? Porque a gente tem aqui o pessoal que acompanha a live e tem o pessoal que depois assiste depois a live ou vê um vídeo depois, um corte de live. Então as coisas são são diferentes hoje, né? Você não precisa estar fisicamente em um lugar, em um salão cheio de pessoas para você ter esse essa sensação de de congregação, né, de fazer parte de um grupo de pessoas que tá ali conversando, que tem alguma coisa em comum e tal, né? Boa noite pro Carlos aí também no no bate-papo. Eh, e a gente tá vendo aí esses novos tipos de igreja aparecendo, né? Aí a pergunta é: qual vai ser o tipo de igreja predominante daqui a, sei lá, 20, 50, 100 anos? Como vai ser esse tipo, a experiência desse tipo de de de coisa, esse tipo de de congregação, esse tipo, esse tipo de relacionamento que as que que você tem, que as pessoas criam dentro da igreja, né? Então vai ser alguma coisa muito diferente, né? Eu vejo que a ideia de igreja vai vai mudando com o tempo, só que a ideia, a forma como as pessoas se relacionam mudaram mudou muito, né, nos últimos tempos, né? Eu vejo aí o pessoal mais novo que às vezes o quem é mais velho mais velho olha e acha que o pessoal mais novo é antisocial e tal. Não necessariamente. Eles têm uma forma diferente de se socializar, né? Ah, eles se socializam mais online do que offline. Eh, às vezes você tem uma essa geração mais nova conversando entre si via WhatsApp enquanto estão no mesmo lugar. Às vezes eu me pego fazendo isso com a minha esposa, a gente tá sentado um do lado do outro, mas eu acabo compartilhando um meme que eu vi na internet e tal, em vez de só mostrar a tela. Eh, essas coisas acontecem. O jeito das pessoas se relacionarem vão vai mudando, né, com o tempo. Boa noite aí pra Lilian, né? Quanto tempo, né? A Lilian apareceu aí e dizendo aqui que já não quer mais nem sair de casa. Fazer social é difícil, né? Olha, isso é uma coisa interessante, né? como os relacionamentos vão mudando e como os hábitos vão mudando com o tempo. Eu não sei. Eu tenho 42 e chega uma época da sua vida que você organiza a sua casa do jeito que você gosta, do jeito que você quer e acaba sendo um lugar bom de ficar em casa, né? Então agora tô falando com vocês aqui na live. Eu tô com o meu pé dentro de uma almofada que a gente comprou na Shopeque. Você liga na USB e ela esquenta e tem um buraco para você pôr o pé dentro. Tipo, eu não queria estar em outro lugar agora. Eu queria muito estar aqui. Eu não ia querer sair de casa agora, né? Se alguém me chamasse para sair de casa, eu ia est chateado de ter que sair de casa nesse frio, né? O meu computador já tá aqui tudo no esquema e tal, então é é muito difícil, né? O Carlos tá colocando aqui o pós-pandemia trouxe isso, né? Passamos dois anos cultuando online isso, né? até para trabalhar eu tô em home office dizer aqui ali. Pois é, gente. Olha, contando uma história mais pessoal aqui para vocês. Eu na na pandemia eu fiquei em casa no começo da pandemia, assim, eh, em fevereiro eu saí do emprego que eu tava e em março começou a fechar tudo, né? Então eu saí do emprego que eu tava e já nesse emprego que eu tava, eu fazia uns trabalhos online em em freelance online e aí acabei ficando online total, né, só com freelance. Eh, ainda bem que deu deu certo, consegui me manter na na pandemia. Até hoje eu trabalho com com freelance e e eu trabalhava em casa aqui no meu computador. Então o que que acontecia na pandemia? Às vezes eu ficava em casa durante a semana inteira, não saía. Eh, no máximo eu descia aqui do prédio para ir buscar compra na na portaria que aí alguém ia ia fazer nessa época, né? Fim de semana a gente não ia pra igreja. Ah, a gente não saía de casa para ver as pessoas. Demorou para eu ir ver meus pais que moravam aqui perto. Mas assim, eu acho que deve ter tido uns dois tr meses aí em que eu fiquei literalmente sem sair de casa, no máximo descer aqui no condomínio, mas dois tr meses sem sair para ir encontrar ninguém. E acho que isso chegou a acontecer, né? Então, a gente não só eh se acostumar a trabalhar online, mas a é muito doido, né, esse negócio da pandemia, mas não só a gente se acostumou a trabalhar online, como a gente se acostumou a viver online, a ficar dentro de casa. Então, a gente teve um treino de ficar dentro de casa nesse período de pandemia. E o que acontece? acaba a pandemia e agora volta a sua rotina anterior. Difícil, né? Não é difícil. Tanto que eu fiquei tão enfurnado dentro de casa que a minha esposa falou para mim: "Ó, você não parece est feliz, né? Você não, você não pensa em fazer alguma coisa, fazer um curso, você quer continuar nesse emprego, fazer freelance, tenta, pensa em alguma coisa, né? Você tá muito trancado, enfurnado em casa, sem fazer nada. E aí, nessa época que comecei a pensar em fazer outra faculdade, né, que eu que estou aí já indo mais pra reta final agora. Então, aconteceu, né, gente? A gente ficou esse período treinando uma vida isolada e é difícil destreinar isso, né? Eu fico imaginando o impacto que isso daí teve nessas gerações mais novas que a gente estava falando, né? Porque se pra gente for impactante, imagina paraas pessoas que nesse período da vida deveriam estar criando memórias de sair, encontrar as pessoas e tal. Isso muda muito, né? Minha esposa é professora, ela ela diz que na escola você vê um impacto assim fortíssimo desse período, né? Aí o pessoal colocando aqui, né? né? Eh, JL, JLS NFH, rapazes, irmãos. Eh, a Lina falou: "Eu eu com eu é controverso porque eu amo falar, conversar. Se eu não pudesse ficar em home office, eu pediria as contas, mas sou super produtivo em casa." Aí, tá vendo? É, sabe que eu também fico, mas fico em casa, mas eu eu sou uma pessoa social, eu sinto falta, mas quando é é uma coisa, né? Eu sinto falta, mas quando eu já estou acostumado com a rotina de ficar em casa, dá preguiça de sair de casa. Então, ao mesmo tempo que você sente falta de de encontrar pessoas, você também não tem não tá com muito ânimo, né, de se arrumar, sair de casa, encontrar pessoas, né? Então tem esse elemento aí. Eh, bom, gente, eu tava pensando em hoje falar uma coisa que fala um pouco sobre um tema que uma pessoa tinha conversado, tinha pedido, não na live passada, na outra falar sobre o Senhor dos Anéis. E eu tinha pensado em alguma coisa sobre isso com vocês. Eu não sei quem tá na live hoje, se é um assunto que é interessante ou se tem alguma outra sugestão, senão a gente conversa um pouco sobre isso. Eu gosto da ideia geral de de conversar sobre sobre as obras que a gente tá acostumado a ver no dia a dia, né? A gente chama de cultura pop, mas é difícil dizer qual que é o limite entre cultura, o que que tipo de filme é cultura pop, que filme tipo de filme não é cultura pop, que série que eu vejo que é cultura pop, que que série que não é, é só cultura mesmo, né? Então eu não sei, é um termo meio controverso, mas eu acho interessante ver as relações que a gente tem com essas obras culturais e e artísticas e Bíblia. A gente já falou aqui um pouco sobre Bíblia e arte. De vez em quando a gente cai nesse tema, eu acho super interessante. Eh, a religião e a arte são temas interessantes, né? Uma coisa que a gente comentou um tempo atrás aqui, o que eu acho muito legal é que o muita gente fala que a religião bíblica surgiu por causa da, deu até um um toquezinho aqui, que a religião bíblica surgiu por causa da necessidade das pessoas terem de uma resposta paraa morte. Então assim, a a religião bíblica surge em resposta ao medo de morrer. Como as pessoas não queriam sofrer a experiência da morte, eh essa religião acaba acaba tomando esse lugar no imaginário humano, né? Eh, mas o que que é interessante, né? Os escritos mais antigos da Bíblia, eles não falam de vida após a morte. Esse que é o ponto. Quando você olha paraa Bíblia, os escritos mais antigos, eu vou colocar aqui que é o Pentateuco, né? E tem aí discussões, tem gente que fala que, sei lá, o livro de Jó é mais antigo que o Pentateuco ou alguma outra passagem, mas eu acho que é mais seguro dizer que o Pentateu pelo menos mais gente considera que é os escritos mais antigos. A vida após a morte é um tema praticamente inexistente no Pentateu. No Antigo Testamento, em geral, são poucas as passagens que falam sobre vida após a morte. Mas quando a gente olha para esses primeiros escritos, principalmente lá no livro de Gênesis, o que o livro é recheado é do senso de o senso do inefável. Eu vou usar essa expressão que é do Hechel, né, do Abraão Joshua Hechel, mas é esse senso do sobrenatural que outros estudiosos aí da religião vão chamar do do senso de sagrado, né? Eh, o senso, a percepção do sagrado. E essa percepção do sagrado não tá relacionado com a ideia de vida após a morte, né? Aí, sei lá, vão ter outras críticas que se faz a religião bíblica, não, porque ela vai ocupar uma ideia de pai freudiana e tal, mas esse não é tanta pegada dos escritos mais antigos, mas esse senso de sagrado, a ideia de da percepção de uma perspectiva sobrenatural no mundo natural que você vive. Então, o Gênesis fala muito sobre a natureza, né, sobre o principalmente ali na criação, nos primeiros capítulos, mas a ideia de que a natureza é produção de um Deus sobrenatural, de um Deus eh transcendental e e que é incorpóreo, ele não tá contido na natureza, apesar da natureza manifestar de alguma forma a vontade desse Deus. Então, aquela sensação que você tem quando você tá sentado olhando pro horizonte e vendo aquele pôr do sol e pensando como aquilo é bonito, é tão bonito que parece que tá tocando alguma coisa na sua alma ver aquilo e você sente que você tá tendo uma experiência religiosa em ver aquele pô do sol. Essa sensação, ela é o o que motivou a religião bíblica e não o a a o medo da morte. Os escritos mais antigos da Bíblia estão recheados dessa desse senso de percepção do transcendental nas coisas, né? Então é muito mais nesse sentido, é muito mais essa esse esse lugarzinho na na na mente humana do que o medo da morte, né? E é por isso que a arte se relaciona com a religião. E quando eu digo a arte, não só a arte que você produz, mas a arte que você consome também, né? E com certeza, se eu falar aqui, pedir para vocês colocarem aí alguma música que não é religiosa, mas que dá para vocês uma experiência religiosa ouvir, com certeza muita gente vai colocar aí diversas músicas, né? músicas que são, ah, gente, sei lá, eh, na bruma leve das paixões que vem de dentro. Essa música é uma música popular, mas quando você pensa, né, tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais. A música, o tema da música é um é basicamente um um senso messiânico, né, dessa vinda esperada. E quem é religioso ouve essa música e tem uma experiência religiosa ouvir essa música, né? Eu não sei se vocês já pensaram nessa música nesse sentido, mas sem dúvida nenhuma tem diversas músicas que vocês já ouviram alguma vez e falaram: "Nossa, isso daqui para mim isso isso daqui devia tocar na igreja esse tipo de música, sabe? Alguma música popular assim". Então, algumas artes a gente tem uma percepção mais fácil dessa relação com o transcendental. do do ponto de vista religioso com o sagrado. Eh, em outras é um pouco mais parece um pouco mais distante, né? Mas a arte costuma ser mais aberta. A arte costuma ser um um tipo de linguagem que não tem um significado tão fechado. Isso faz com que a gente se relacione com a arte vendo a nós mesmos. Quando a gente vê a arte com aquela abertura de significados, a gente encontra significados que fazem sentido pra gente, né? E às vezes nem é o autor nem pensou nisso, né? E isso é interessante, né? Uma vez que o sujeito publica a arte dele, ela não pertence mais a ele. A arte não pertence mais a ele. O que é interessante para mim, pelo menos, é que eu tô pouco me lixando qual era a intenção do autor quando ele fez uma música. Ah, ele fez uma música. Ah, qual era a intenção do autor? Eu não me interessa a intenção do autor. Eu não me interessa o que o autor quis dizer. Me interessa o que o autor disse, entende? Eh, me interessa o que ele fez na obra, não que o que ele queria fazer. A intenção dele para mim é irrelevante. Eh, é muito mais importante o que eu entendo na obra do que o que o autor quis dizer. Às vezes, quando você ouve o que que o autor quis dizer, inclusive a arte diminui. Você fala: "Nossa, essa arte parecia tão legal. Agora quando eu vi que o cara disse que ele tá querendo dizer tal coisa. Putz, agora ficou tão sem graça, né? Não sei se vocês já tiveram esse tipo de sensação. Eh, mas isso que é interessante, né? Porque a a a arte é um tipo de linguagem que faz você ver coisas que tem a ver com você mesmo, né? Eh, a arte vem do ser humano que é a imagem semelhança de Deus. Diz aqui o JL, JLS NFH. Eu não sei como dizer esse nome aqui. Eh, mas exato, né? Eh, justamente como a arte é um produto daquele que é imagem e semelhança de Deus, seja lá o que quer dizer essa expressão, né? a gente já comentou aqui uma outra vez, que é uma expressão que tem um um aspecto artístico no sentido de que ela pode querer dizer muitas coisas também essa expressão, mas eh como ela é produto de alguém que é a imagem e semelhança de Deus, a gente tem um encontro com o humano e com o divino também na arte. Isso, gente, eu diria em toda a arte. Eu acredito que toda a arte leva a uma experiência religiosa e aspectos diferentes da experiência religiosa, porque nem sempre a experiência religiosa é aquela sensação de de conforto e de bondade, aquela sensação que a igreja contemporânea tenta trazer pra gente com aquelas músicas de igreja, né? Não sei se vocês já pensaram nisso, né? Músicas de igreja ultimamente elas são sempre parecidas um pouco com música romântica. é tudo leve, é tudo bonitinho e tal. Eh, mas ao mesmo tempo um heavy metal, ele pode ter uma mensagem religiosa no sentido de que, por exemplo, né, eu tô viajando aqui um pouco, tá, gente? Eu sei que vocês gostam quando eu viajo também. Eh, não sei se vocês já viram aquela aquela música Warps, né? Eh, a música do Black Sabat, né? Eh, e é uma música do do Osborne. E é uma música que, cara, quando eu leio a letra dessa música, é, é, eu não sei exatamente a classificação, não sei se é R metal ou esse tipo de música, é metal. É metal, metal antigo, né, dos anos 80. Eh, e quando você ouve esse tipo de, quando você lê a letra desse tipo de música, cara, para mim, a letra dessa música, ela podia muito bem tá ali no bem no meio do livro de Jeremias, entende? Porque eh por mais que o som da música faça com que a gente relacione com o exato oposto da ideia que a gente tem de igreja, porque também essa música faz parte de um movimento que hoje que existiu na época de contra cultura e é de contra essa cultura moralista cristã, tal. É por isso também que o rock tem lá o símbolo do do diabo que o pessoal faz com a mão quando vai no show, que é um uma espécie de manifesto de contracultura, eh, que surge dentro de uma sociedade cristã, que era os Estados Unidos lá nos anos 60, né? Então, eh, o som da música, ela pode, tá querendo parecer tudo que é o contrário do que você imagina numa igreja. Mas ao mesmo tempo, se você prestar atenção na mensagem da música, a mensagem da música ela é muito mais religiosa, ela é muito mais próxima de uma literatura bíblica do que muita música que a gente ouve dentro da igreja. Isso é muito doido. Isso é muito doido. Eh, o Carlos aqui falando: "Black Sabbath é classical metal". E sim, Warpig tem tudo a ver com texto bíblico. Sim, para mim é o texto profético, né? E tal, que que eh ele tem até uma uma uma poesia bonita, a música, uma música de protesto contra eh contra a cultura de guerra e tal. Quem não gosta de de metal, de metal clássico e tal, não precisa ouvir a música, vocês não vão gostar, né? Eh, e o que eu tô fazendo não é um convite a você necessariamente ter que apreciar esse tipo de música. Não precisa. Mas o que eu estou só dizendo, o meu ponto aqui é a arte, mesmo quando ela não é produzida dentro de uma igreja, ela é de certa forma religiosa também, entende? Eh, às vezes ela é religiosa no sentido de que ela tá falando contra a ideia de Deus mesmo às vezes, mas ela é religiosa no sentido, nesse sentido transcendental, ela vai além do cotidiano, entende? Nesse sentido é interessante porque a gente tem um autor que é o Token, o cara que escreveu o Senhor dos Anéis. Ele é um sujeito religioso, ele é muito católico. Eh, e ele escreve essa obra de literatura. eh a inspiração dele eh mais próxima é ali o digamos assim o o folclore eh o o folclore anglossaxão germânico ali daquela região. Eh a gente pode dizer que é inspiração direta dele, mas ele também eh ele é um professor de linguística, mas ele fez tradução de obras clássicas como Bell Wolf. Eh, então ele ele é um sujeito que ele tá acostumado com a lidar com mitologias anglossaxãs, germânicas, nórdicas. E ele vai fazer, então, ele ele quer criar um tipo de mitologia quando ele ele cria o Senhor dos Anéis. Ele quer criar um ele quer criar uma mitologia dele mesmo, uma mitologia própria. Ele escreve no Senhor dos Anéis, no, eu não sei quais são as versões que tem essa, essa esse texto do token, eh, que ele diz: "Olha, não tente achar significados nessa obra. Eu não quero dizer nada com ela no sentido de que não há uma mensagem oculta aqui. Não, não, não tente procurar, sei lá, que o anel significa o comunismo ou o anel significa sei lá, algum algum movimento político ou ou social específico e que o Frodo, então ele já alerta que olha, não tente fazer relações diretas, porque o objetivo do meu livro, dos meus livros não é fazer uma discussão da sociedade e tal, por mais que o autor mesmo que ele diga isso, ele não tem como fugir disso necessariamente, porque sem dúvida as pessoas vão fazer essas relações e sem dúvida quando ele escreve, ele tá escrevendo baseado no mundo que ele conheceu. Então ele tá, de certa forma imprimindo eh um reflexo da cultura dele, da época que ele viveu, do contexto que ele viveu naquela obra também, né? Eh, mas a obra não quer dizer nada em específico. Quais são as referências que são interessantes no Senhor dos Anéis e que tem eh, é claro que assim, tem muita gente que manja muito do Senhores Anéis e teria assim muita coisa muito profunda para falar sobre essa obra. Mas o, a gente vai pegar só alguns pontos aqui que eu acho que são legais, é que primeiro, o token ele lotou na Primeira Guerra Mundial e a Primeira Guerra Mundial foi uma guerra terrível, uma guerra de trincheiras. Eh, dizem que os soldados eh, não sei quem quem viu o Pick Blinders, né, sabe que eh os soldados britânicos lá e tal, eles tiveram um uma umas batalhas específicas dentro de Minas, um negócio horroroso ali. Eh, ou seja, uma guerra traumática. Toda guerra é traumática, né, mas de proporções mundiais. Mas eu sempre fico imaginando a loucura de uma guerra dessas é que eh você tem a experiência de ver de viver numa sociedade normal, né? E de repente você tá com uma arma matando pessoas que você não conhece do lado de pessoas que estavam ali participando da da sociedade com você. Então o cara que era o seu médico, ele tá lá do teu lado atirando com arma. O cara que era o sapateiro, ele tá lá do teu lado atirando com a arma. eh, o cara que é rico, o cara que é pobre e tal, é uma subversão total de toda a civilidade que foi construída e tal. Então, ter uma experiência dessa, sem dúvida nenhuma, mexe também com a cabeça das pessoas. E o token, ele vai escrever dentro dessa perspectiva também. A guerra é um é um é um tema muito presente no Senhor dos Anéis, desde o Hobbit, que termina com uma grande guerra de cinco exércitos, né? Eh, e no Senhor dos Anéis que você tem algumas batalhas aí dentro da Grande Guerra do Anel. Então você eh você vê elementos da vida do token ali, por mais que esses elementos não estejam eh eh eles não estejam sendo colocados literalmente ali, ele não vai citar literalmente a primeira Guerra Mundial e ele nem vai fazer um o coisa que eu sei que ele tinha discordância com o o Ces Lewis é que o C Lewis ele fez uma alegoria, né, no nos nas crônicas de Nar uma alegoria sobre o cristianismo. E o token, ele insiste que a obra dele não é uma alegoria de nada, ou seja, os personagens, os lugares e os elementos estão representando diretamente uma coisa da nossa sociedade, mas a gente encontra diversas representações na nossa sociedade, né? Então, algumas ideias que eu achei interessante. O anel ele representa várias coisas, né? Então, quem não quem não sabe, nunca leu Senhores dos Anéis, nunca viu os filmes e tal, o filme roda em torno da ideia de você tem que destruir um anel, eh, um anel de pôr no dedo e tal, que é um anel maligno que um senhor das trevas colocou a sua essência naquele anel. E esse Senhor das trevas, ele tá voltando à sua forma, ele tá reunindo exércitos, embora ele não tenha mais um corpo físico e tal, tem só um olho que tudo vem em cima de uma torre e tal. Mas ele quer reencontrar esse anel. Ele tá buscando esse anel para quando ele a as forças do mal conseguirem pegar o anel de volta, ele consegue retornar finalmente. Então a essência do do mal tá naquele anel e quem coloca o anel vai sendo corrompido pelo anel, né? Uma ideia muito interessante que, por mais que o Token diga que a obra dele não faz uma referência direta a nada, mas o anel assim ele faz um anel é uma referência direta a uma ideia que aparece lá no na na República de Platão, né? Eu vou até pegar aqui qual é o nome da referência, eh, porque tem um nome esse anel lá na República de de Platão, >> o anel de Jigs. É, não sei se é Gigis ou Jigs que pronuncia, mas é o anel de jigs. Eh, o Platão, ele tá argumentando sobre a minha esposa tá aqui comentando. Obrigado, Keilon. A minha esposa manja muito mais senhores an dos anéis que eu, inclusive. Eh, o Platão ele tá comentando, ele tá argumentando no sentido de que as pessoas elas vão se corrompendo, né? Eh, e ele vai propor uma ideia, ele vai fazer uma espécie de uma parábola. Imagina o seguinte, a pessoa tem um anel e quando ela coloca esse anel, ela fica invisível. E ele vai argumentar no sentido de que se você possui um anel que quando você coloca ele, você fica invisível, você se corrompe. Porque quando você eh tem a oportunidade de fazer o mal sem ser punido e essa punição vai incluir também uma punição social, ou seja, ninguém nem sabe que foi você que foi que fez o mal. Eh, isso é tentador demais pro ser humano conseguir eh eh conseguir suportar esse tipo de tentação. Ele vai se corromper. Então, o ser humano ele se mantém na justiça, ele se mantém justo porque ele vai ser se ele não eh se ele sair da justiça, ele vai ser punido. Então, ele vai argumentar no sentido que a verdadeira justiça é a justiça que você faz independente da punição e tal. Mas esse essa parábola que ele faz sobre o anel, é a ideia de que o anel que te torna invisível, ele te corrompe, é um dos motos centrais lá no Senhor dos Anéis. Porque é justamente a ideia de Platão é que a corrupção acontece por causa da falta de punição. O senhor Anéis vai pegar essa ideia, mas de uma forma diferente, porque ele vai falar que a corrupção, a corrupção maior acontece por causa do poder. Então, o anel te torna invisível, mas mais do que isso, o anel te traz o poder. você eh quando você põe o anel ou um anel, o anel que domina todos, né, o ashna, que é o anel na língua negra de Mordor. E quando você coloca o um anel, você de certa forma você tá experimentando os poderes de Saurum. Você você fica, você se liga a Saurum, que é esse senhor das trevas, né? Então ele corrompe. Então tem uma criatura que representa a corrupção do anel, que é o Golum no Senhor dos Anéis, que era uma criatura parecida ali com os hobbits que vão ser os heróis da história no final. E que esse esse Hobbit, ele usou esse anel por muito tempo e ele se torna uma criatura decrépta e no final a vida dele gira em torno do anel. Então ele usou o anel por séculos. O anel prolonga a vida também, né? Então ele chama o anel de o precioso e a vida dele gira em torno do anel. E no final, eh, por mais que você ache que houve uma redenção para esse personagem, não, não houve. Ele ainda tá corrompido pelo anel. Ele não consegue fugir da corrupção, do chamado que o anel faz para ele, né? Então, esse personagem tem essa representação e a gente vai ter diversos personagens, né? Eh, a gente tem personagens que são personagens muito nobres, muito guerreiros. O que eu acho interessante é que o token ele vai falar de diversos aspectos do heroísmo em personagens diferentes. Então, você tem personagens que são heróis por serem o que a talvez o Niet fale aqui que é o o que seja uma coisa mais apolínea, que são os elfos. Eles são belos, sábios e tal. Então, Galadriel é uma heroína porque ela é muito bela, muito sábia, ela compreende os mistérios do mundo e tal. Então, é aquele tipo de herói que tá mais relacionado com a gente, com a ideia que a gente tem de herói, né? O sujeito belo, sabe? Um grande guerreiro, né? No caso dos outros, dos outros elfos e tal. Só que a gente tem outros tipos de heróis. Então você tem o herói humilde, o herói que é rei, mas é humilde, que é, por exemplo, Aragorn, que é o rei, mas ele não é só o rei porque ele é forte em batalha, mas ele também cura. é o rei que cura, né, que é o Aragorn. Você tem um um tipo de herói que é mais rústico, que não é um herói de grandes modos, que sabe se portar eh de de com grandes modos no filme, isso fica mais exagerado ainda, que seria o gimb. E e você tem o grande herói, os grandes heróis da da da saga, que são os hobbits, que são pessoas simples, comuns, né? são pessoas assim que elas não têm grandes eh ambições. E existe uma frase que diz que eh dentro do Senhor Zé que não tem nada de errado em viver uma vida simples. E essa essência dos hobbits e do condado e essa talvez esse talvez seja um dos temas mais importantes pro próprio token, pelo jeito, né? Ele já diz que ele é um hobbit, sem dúvida. Então o que que que são esses hobbits? São criaturas simples, só é como se fossem homens pequenininhos que vivem numa vila no meio do mato. Eles não querem participar de grandes aventuras, eles não querem fazer parte de grandes histórias, eles só querem tipo comer a comida boa deles e e fumar o o as ervas de fumo que eles fazem e viver naquele lugarzinho que é uma espécie de um pequeno paraíso ali no meio do nada que ninguém conhece, passa despercebido dos grandes eventos do mundo. Eles só querem viver uma vida que não é o tipo de vida que vai est nos livros de história, mas que são vidas comuns, simples. E o token vai colocar que é esse tipo de pessoa que no final das contas salva o mundo, né? O mundo não é salvo pelos grandes heróis fortes e sábios e tal. O mundo é salvo por esse tipo de pessoa. Uma pessoa que sabe ver a beleza em coisas pequenas e que não tem grandes ambições na vida. Ela só quer viver uma vida boa e simples, né? né? Esse é um tema extraordinário nos senhores anéis. O tema da de humildade que perpassa os hobbits, perpassa o Aragor e tal, é um tema bíblico muito forte, né? O Aragorn ele acaba sendo uma espécie de de Messias também. É o rei que retorna, é o grande rei que cura as nações e que retorna e que vai unificar ah o mundo em torno da paz, né? Então tem uma figura messiânica em torno do Aragor, mas ao mesmo tempo você tem figuras mais simples ainda do que ele, que acabam sendo heróis maiores, que também tem uma representação mesiânica de certa forma aí, que são os Robbits, né? Então esse acho que é o tema que é mais legal e que mais me toca nos senhores anéis. Uma coisa que eu acho muito bacana, que é a ideia de que o grande herói no final da história ele falha. Então o o Frodo, que é o Hobbit que carrega o anel, o filme inteiro, o livro inteiro, chega no final, quando ele vai cumprir a missão que ele foi designado, que é destruir aquele anel, ele foi corrompido e ele falha. Existe um detalhezinho de diferença entre o filme e os livros. É que no no filme o Frodo coloca o anel, ele é corrompido, ele não consegue destruir o anel, ele coloca o anel, se torna invisível gol, aparece aquele final da do da história, aí os dois ficam lutando um contra o outro e lá e tal. E aí naquela luta, naquela briga, eles acabam caindo e o golum cai dentro do do lá do do monte da perdição, né, do vulcão e o anel é destruído. No livro, o livro parece mais bobo esse final, porque no livro quando o Frodo põe o anel, eles têm uma luta com o Golum e ele tem uma luta, mas o Golum consegue tirar o anel do Frodo, colocar o anel, pegar o anel, ele fica todo feliz. E quando ele tá comemorando, pulando que ele tem um anel, ele escorrega e cai e o anel é destruído. E tem um elemento muito interessante aí. Eh, que a ideia é de que no final das contas, pro anel chegar até aquele lugar, naquela situação, aquilo exigiu grandes feitos de grandes personagens, muito ato de heroísmo e coisa e tal, mas no final das contas, o que leva à destruição do anel e o mundo ser salvo, no final das contas, é um ato assim, eh, é um acaso, entre aspas, mas seria um acaso de benevolência divina, vamos chamar assim. Afinal das contas, não é a força dos personagens, nem se nem sequer a força moral deles que vai salvar o mundo, mas é um acaso. E esse acaso representa justamente um ato que tá para além da das forças dos heróis. O herói não, ele não consegue salvar realmente o mundo, né? Quem salva o mundo são as forças do acaso ou forças que estão para além daquilo que a gente consegue ver no mundo, né? Que seria o próprio Deus. Token ele é uma pessoa muito religiosa. Quando ele cria a mitologia lá do Senhores Anéis, ele cria lá várias entidades que seriam como deuses. Mas no final das da história, ele ele fica ele se sente incomodado com aquilo, ele acaba criando um Deus, uma entidade maior, que é como se fosse Deus dentro do universo do do do Senhores Anéis, né? Mas esses vários temas são interessantes no Senhor dos Anéis, que faz a gente ver, é só um exemplo do que a gente estava conversando aqui como eh uma obra, por mais que foi feita por um religioso, mas não fala diretamente de religião, ela usa referências, eh, a gente pode até chamar de referências pagãs de outros povos, eh, de outras formas de religião. ele vai usar eh como referências histórias populares de de grandes heróis e tal. Eh, e essas histórias elas podem ter também insites religiosos e morais. Eh, se você olha para elas com essa com esse olhar. Quando você olha com esse olhar, você vê a grande maioria das obras que você vê, se vai ver no final uma batalha do bem contra o mal. E o que você entende por significar o bem ou significar o mal faz sentido dentro daquela obra, né? E faz sentido para você, né? Então você acaba sendo a peça que completa a obra. A obra sozinha, sem ninguém ver, ela não ela não age no mundo. Ela age no mundo quando as pessoas vêm essa obra e se relacionam com ela. E quando você é uma pessoa religiosa e vê uma obra de arte, se relaciona com ela, você vê ela necessariamente de um ponto de vista também religioso, né? Eh, a gente, eu gosto de repetir isso, a gente devia estar muito mais preocupado, não em fazer os jovens da igreja não serem influenciados pelo mundo, não assistirem os filmes do mundo, não verem as, não ouvirem as músicas do mundo. Mas mais do que isso, a gente devia estar preocupado em fazer eles verem essas obras todas e serem críticos em relação a elas de um ponto de um ponto de vista religioso, de um ponto de vista cristão, religioso, bíblico, que eles consigam olhar para essas coisas e entenderem as relações que estão sendo feitas do ponto de vista dos valores que ele tem. Entende o que eu quero dizer com isso? Então, quando ele ouve uma música, ele fala: "Quem criou essa música? o que que ele queria dizer quando ele criou essa música? Por que que ele usou essa palavra e não aquela? O que que ele tava querendo causar em mim com essa música, né? E eu concordo ou discordo disso. Independente de você gostar ou não da música, às vezes você pode gostar da música, mas discordar de alguma coisa da letra, né? Eh, ou às vezes você pode gostar da música porque você viu algo na letra que não é o que o próprio autor viu, como a gente tava comentando. Eh, ou seja, não é você não ir assistir um filme blockbuster dos, sei lá, do do dos Vingadores, mas você assistir esse filme dos Vingadores de uma perspectiva religiosa, de uma perspectiva bíblica. É você vê o vilão de uma perspectiva das forças malignas que a Bíblia descreve. Eh, e eu acho que esse é o ponto, é você não deixar de ser uma pessoa religiosa quando você faz qualquer coisa, né? E eu acho que isso tem um pouco a ver com o que Paulo diz, né? Quer comais, quer bebais, fazer tudo pra glória de Deus. Quando uma pessoa é religiosa, ela não deve estar preocupada em não entrar em contato com coisas que não são religiosas, mas ela deve estar e preocupada em como ela como religiosa vai tocar o mundo, né? vai tatear o mundo, como ela, sendo uma pessoa religiosa, vai interpretar as coisas que existem no mundo. Ela não pode esquecer do ponto de vista dela. Aquela pessoa não pode esquecer do ponto de vista da fé e da religiosidade dela. E é isso, gente. Essa é a ideia que eu queria trazer para vocês aqui, né? Eu vi que hoje pessoal não tá fazendo com muitos comentários. Eu não sei se vocês conhecem o Senhor dos Anéis, se vocês gostam, se vocês acham interessante trazer coisas assim sobre obras específicas, né? Eu vi aqui que a Lilian tava falando que eh ela falou alguma coisa do Game of Thrones, né? Que a Bíblia também ela é muito sangre aqui. A Bíblia também é muito sangreta. É tipo Game of Thrones mesmo. Também também, né? É muito interessante como a Bíblia ela fere a sensibilidade de pessoas que vivem dentro de uma tradição religiosa que em tese é baseada na Bíblia, né? Então eu acho que quem é quem tá numa igreja e lê a Bíblia não deveria ficar chocado com com Game of Thrones, né? Né? Faça o favor, né? Porque a Bíblia tem coisas muito piores. Eh, eu acho engraçado isso, né? Eu lembro quando eu tava no no ensino médio, eu frequentava uma escola religiosa e tinha uma música que as pessoas cantavam na escola, né, que era estou sobre o sangue de Deus, salvo e coisa do sal do sangue, eh, como é? Salvo e eh remido do do poder do mal, alguma coisa assim, né? Eh, e uma aluna foi reclamar pra professora que achava aquela música, aquela letra daquela música muito ruim, porque fica falando muito de sangue e de sacrifício e tal. E eu fico pensando como uma pessoa que se diz religiosa cria esse tipo de sensibilidade, né? Ela cria o na mente dela, ela cria uma religiosidade que não tem absolutamente nada a ver com a religião bíblica. Eh, ela cria aversão a temas e e simpatia por temas que não são os temas da Bíblia. Eh, ela cria simpatia por temas que não são temas bíblicos e cria aversão a temas que são temas bíblicos. Ou seja, o relacionamento dela com religião, ela tá muito distante da literatura bíblica, que seria o que deveria fundamentar a religião da pessoa. Então, eu acho, eu, eu lembro que isso nunca saiu da minha cabeça, que é, é muito, eu fiquei, eu achei muito curioso isso, né? E eu fico me pensando, será que quando eu olho pr as coisas fal, nossa, isso daí é coisa do mal, ah, isso daí é coisa do bem, será que eu tô fazendo um um um juízo de valor que é minimamente coerente com o que eu acredito ser a revelação divina, né? Isso é uma coisa muito doida, né? Então, a gente ficar achar o Game of Thrones muito sangrento e tal, essas coisas. Pode ser que a Bíblia é uma obra de literatura, né? A violência bíblica não é gráfica como uma série de TV e coisa assim, né? A Bíblia fala muito de sexo também, mas é diferente de você ver um uma cena explícita acontecendo lá num numa série, num filme, né? Eh, até entendo isso, mas os temas em si, eles não deveriam ser não deveriam ser um um eh não deveriam causar esse tipo de reação na gente, né? Eu eu tô falando e tô vendo aqui algumas algumas mensagens de vocês aqui. Eh, eu gostei mais de anéis de poder do que da segunda temporada de A casa do Dragão. Ah, interessante, Lilian. Eu, muita gente não gostou muito do anéis do poder. Eu não gostei de várias coisas, mas o que eu não gostei é tem a ver mais assim com os caras não conseguirem abrir mão da de fazer relações sempre diretas com os filmes, que são as grandes obras. Então, o personagem que não deveria est lá no no no anoder, os caras fazem questão, não, o personagem tá lá, tá aqui, ó, um personagem que lá, então essas coisas que me fez não gostar, não comprar muito a série, né? Mas eu vou ver, eu vou continuar vendo, eu quero ver. Espero que que eu goste mais das próximas temporadas, né? Eh, o Carlos aqui falando da da letra do War Pigs, né, que eu tinha comentado. Ele comenta aqui também. Entendo quase nada de de senhores anéis, mas eu gostaria um eu ia gostar que a gente abordasse Matrix sobre a mesma ótica. Ah, boa, boa. Eu vou reassistir inclusive essa semana. Aí a gente comenta, pode comentar sobre Matrix aí na semana que vem, que é também um outro filme que faz diversas referências a temas bíblicos e tal. Isso é interessante, a gente pode comentar assim: "Pulo parece que conheceu os estádios, porque ele fala que só um que corre alcança o prêmio, mas para nós todos podemos vencer por causa de Jesus". Diz aqui o João. Exato, né? João, Paulo conhecia a literatura pagã. Ele vai falar, ele vai falar, vai fazer referências a literaturas, eh, a literatura grega e tal. Paulo era uma pessoa culta da sua época. Esse é o ponto, né? E ser culto na época de Paulo não é você ficar lá só dentro da religião judaica, que era a religião de Paulo, não. Ele conhecia, ele conhecia a cultura que mitologia grega ele devia conhecer, ele devia conhecer as obras mais conhecidas. Paulo era uma pessoa culta e de forma geral. E às vezes parece que dentro do cristianismo a gente tem um um pouco de de receio de cultura de forma geral, né? Aí o Carlos fala assim: "Sou fã da quadrilogia", né? Ele tá falando ali do do Matrix, né? E ele fala: "Essa música mudou para Estou sobre o sangue da cruz". É mesmo? Não sabia não. O Eduardo vai comentar aqui. Eu vi um anime chamado Vinland Saga. Não é cristão, mas há várias mensagens bíblicas como o protagonista que ao passar a vida toda matando, decide ser pacifista. Interessante, Eduardo. Tá vendo? Eh, existem obras que parecem não ter nada a ver com Bíblia e não tem, não é a referência direta da pessoa, mas se você é religioso e vê essa obra, você faz relações. Então, por exemplo, eh, o próprio Harry Potter, né? Eu não conheço os livros, eu eu vi só os filmes, mas temas que você vê e que são temas bíblicos, né? Então, eh, a ideia, por exemplo, de um herói que é arrogante é um é um tema que não é muito explorado. As pessoas preferem um herói que é humilde. O herói humilde, ele é ele parece ser mais interessante do que o herói arrogante. Isso é um tema bíblico, né? É, então o Harry Potter, você tem a fidelidade aos seus amigos, você tem um dos temas de Harry Potter que eu mais gosto é cuidado com as aparências, porque gente que parece ser muito boa não é tão boa assim, e gente que parece ser muito ruim, no final das contas, você não faz ideia do quanto essa pessoa carregou, suportou e de quão herói essa pessoa é, né? Então, esses tipos de temas que aparecem no no Harry Potter são muito interessantes e são temas que são importantes, são caros pra Bíblia, né? Então, saber assistir essas obras, reconhecendo a a essas essas coisas é é bom, é bom, interessante, né? O último anime que eu vi foi lá o Demons, Demon Slayer, né? É o Tandiro, Tangiro e Inesuko. É. E é interessante também porque os démons, os demônios lá, eh, no final das contas, ele ele vai derrotando os demônios, mas ele vai vendo que tem um outro aspecto. Aqueles monstros não são só monstros, eles têm alguma alma ali. Então, conforme ele vai derrotando os demônios, chega uma hora que você sente, começa a sentir até um pouco de dó, fala: "Cara, e ele, eles têm uma profundidade ali, que é um tema também cristão no sentido de você de você ter eh de você ter uma certa benevolência e de você ter uma certa empatia, a gente pode chamar também, mas de você aprender a ter um segundo olhar para as pessoas, sabe? de você ser mais misericordioso, eh, esse tipo de coisa. Então, tem muitas coisas que dá pra gente ver. Um um o outro anime que tem um tema que é muito interessante de uma ótica bíblica que é o o Death Note. O Death Note que mostra que também tem é um tema parecido com o senhor Anestes, que é a ideia de um poder que corrompe. Você tem um livro lá no na na história do Death Note, o o sujeito que é o Light, né? Ele é a luz, que é um rapaz inteligente, um rapaz muito bom, é um rapaz bonito, tipo, ele representa toda a bondade. Quando ele ele recebe um caderno em que ele descobre que ele consegue escrever o nome de uma pessoa e essa pessoa morre quando o nome é escrito, ele vai falar: "Não, eu vou usar esse caderno para fazer o bem, mas um poder bom daquele, ele acaba fazendo o mal através dele." É, é um tema muito parecido com o Senhor dos Anéis, porque essa essa frase é dita, né, no Senhor dos Anéis. Você não pode me entregar esse anel, porque eu ia usar o anel com a intenção de fazer o bem, mas através de mim esse anel ia causar o mal. Quer dizer, a ideia da corrupção vinda pelo poder é o mesmo tema do Death Note e do e dos senhores anéis. Ou seja, o sujeito vai usar aquele caderno, ah, eu vou usar só para matar as pessoas piores da sociedade, para construir uma sociedade melhor e tal. E no final das contas ele se perde completamente, né? E e o a história do Death Note é a história da corrupção, do light, da luz. É a luz se corrompendo pelo poder de tirar a vida das pessoas, né? Eh, outro tema importantíssimo do Senhor dos Anéis também, né? Eh, não seja eh, não tenha pressa em saber, em querer tirar, decidir quem morre e quem vive. eh uma uma ter a pena de alguém e não matar essa pessoa. É essa é uma coisa muito interessante que fecha uma trema, uma trama grande no Senhores Anéis, né? Se você for parar para pensar, quem conhece a história sabe que lá no Hobbit, que foi o primeiro livro que foi escrito, o Bilbo tá fugindo da caverna usando o anel. Ele tá invisível e a criatura que tá perseguindo ele, que é o Golum, tal, fica em um momento ali, fica e exposta. Ele pode matar aquela criatura, mas na hora que ele vai matar ela para ele poder sobreviver, ele fica com dóum. e ele vai embora. E o fato dele ter tido dó do Golum e não ter matado ele vai reverberar no final, no desfecho do filme. Se não fosse o Golum, que não é exatamente um herói, um mocinho, se ele não tivesse dó e não tivesse poupado o Golum décadas antes, lá no final o Golum não ia ter tirado o anel do Frodo quando o Frodo falhou e o anel não teria caído lá no Monte Dom, no monte da perdição. Então, no final das contas, a dó, a piedade, a misericórdia que um personagem teve lá no começo, num do primeiro filme da da da série, acaba reverberando na destruição do mal lá no final da série. Então, no final das contas, o que que salvou o mundo inteiro foi a misericórdia de uma pessoa que teve dó de tirar a vida de uma criatura que parecia ser má, né? Então, a ideia de que você não ser tão ávido a decidir quem vive e quem morre e tal, eh, é uma ideia em comum no Death Not e no Senhor dos Anéis, né? O poder que você tem sobre a vida das pessoas é um poder que corrompe grandemente, que corrompe grandemente, né? O tema que eu adoro lá no Death Note. Talvez até veja veja de novo esse anime, eu achei bem legal. Eh, o Carlos coloca aqui, é interessante notar que a cultura pop usa símbolos e história do judaísmo, cristianismo e quase nada de outras religiões. E quando usam é para um nicho. Exato. É, é isso mesmo, Carlos. Mesmo quando a cultura pop é produzida por eh por uma cultura que não é necessariamente cristã, como obras japonesas, né? Eh, não tô falando que eles sempre vão usar esses símbolos e tal, mas muitas vezes os símbolos são colocados. Você vê, por exemplo, o próprio um um outro anime que tem já pelo nome, né, tem diversas referências bíblicas, que é o Evangelion. E ele vai ter criaturas que ele chama de angels. Ele vai ter lá o o Adam Lilit, que não é uma criatura bíblica, mas faz parte aí, digamos assim, de um imaginário eh bíblico. Eh, e vai falar da árvore da vida, vai ter uns símbolos cabalísticos do judaísmo mesmo e tal. Então, eh, o ponto é, a Bíblia, ela é tão rica que ela é fonte de inspiração de arte também, mesmo para quem nem é religioso, né? Se você não é religioso, você não acredita em Deus nem nada, se você lê a Bíblia de um ponto de vista artístico, literário, aquilo é aquilo é extraordinário. Não é à toa. Não é à tua. Um livro que fosse superficial, ele não ia influenciar tão fortemente a história da humanidade. Não tem como. Precisa de profundidade para você ter o poder de influência que a Bíblia tem, né? Não dá para ser qualquer livro, não dá para ser qualquer obra. Tem que ser uma obra com profundidade, né? Aí o Henrique coloca aqui: "Lembrei de o nome da Rosa, onde um certo livro era proibido dentro de um mosteiro católico. Acho que o espírito da reforma protestante acabou se perdendo um pouco. Hoje temos acesso a livros, mas certas vezes as igrejas acabam proibindo seus membros de consumirem certas obras. É, então é a ideia do index, né? Index librorum proibitorum, né? a a lista de livros proibidos que se tinha lá na Idade Média. A gente acha que a gente, né, muitas vezes acha que a forma de você a forma de você preservar a religião bíblica é através da exclusão de de você não entrar em contato com coisas, eh você se isolar de algumas más influências, né? Eu li hoje agora no culto que a gente fez por sol, o Filipenses 4, que é é um texto que é muito usado para justificar isso, né? Isso aqui é uma coisa interessante. Eu acho que é legal a gente trazer aqui Filipenses capítulo 4, o versoito. É um verso que eu vi muitas vezes na minha igreja falando: "Olha, cuidado com o que você lê aí, viu? Cuidado, olhinhos, o que ouve, o que, o que olha, cuidado ouvidinhos, o que ouve, tal, música que era cantada para criança e tal. E esse verso era usado para justificar esse tipo de pensamento da gente ter eh se apartar das coisas que são mais influências, né? E diz o seguinte, né? Filipenses 4 verso 8. Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, que seja isso que ocupe o pensamento de vocês, tá vendo? Então, não é para ficar ouvindo música do mundo, não é para ficar vendo o filme por aí e tal. Então, era a forma como o pessoal usava. que é interessante que esse verso, eh, para mim hoje ele tem um sentido contrário do que é o que tentavam dizer na época. O verso ele não é excludente, ele é includente. Includente existe essa palavra, ele inclui as coisas. Ele não tá excluindo o verso. Não diz finalmente, irmãos, nada do que é falso, nada do que é desrespeitável, nada do que é injusto. Não é finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, ele vai terminar dizendo assim: "Se existe alguma virtude ou se existe algum louvor, e o louvor aqui não é no sentido religioso, que é alguma coisa louvável, alguma coisa que dá para elogiar, então isso ocupe o pensamento de vocês." Então, é muito mais inclui características. Se existe alguma virtude nisso, então que isso ocupe a cabeça de vocês. Eh, não é para, esse não é um verso falando o que que você não deve ver, não deve ler, não deve ouvir, não deve assistir. É o contrário. O que que você deve entrar em contato, o que que você deve ler, o que você deve assistir. Eh, é um é um verso que fala que é bom ocupar a cabeça com as coisas que t qualquer coisa de boa, qualquer coisa, qualquer virtude ou louvor, né? E a gente consegue vertude e louvor em muitas coisas e ocupar a mente disso não é necessariamente uma coisa ruim, né? Então, se a gente criasse esse esse senso crítico para as obras de acordo com a a a fé que a gente tem, a gente deveria usar também esse senso crítico, não só para as obras não religiosas, seculares, mas aí a gente deveria usar esse senso crítico também dentro da igreja, porque tem muita música que toca na igreja, que ouve, que a gente ouve dentro da igreja. Se a gente prestasse um pouquinho de mais atenção na letra, a gente falar: "Gente, essa letra não faz nenhum sentido. Essa música não tem nada a ver com nada. O que que a o que que esse cara tá defendendo? Não, não entra em contradição com com diversos princípios bíblicos. Então, aprender a criar um senso crítico fundamentado na Bíblia e na fé, em Deus, é uma coisa que deve acontecer dentro e fora da igreja, entende? para quem é religioso, tanto pra vida dele secular, para ele saber eh ter um senso crítico em relação que ele assiste, que ele ouve e também pra vida dele religiosa dentro da igreja, para ele ver as coisas que a própria igreja produz e ele saber eh saber ser crítico em relação à aquilo do ponto de vista dos fundamentos da fé, né? Então, e essa não é um tipo de coisa que também as pessoas na igreja gostariam que que as pessoas tivessem, né? Eh, não todas, claro, né? Mas existem pastores que a última coisa que eles querem é que os membros sejam críticos em relação ao que ele fala de púlpito, né? Eh, e esse é o tipo de líder de igreja que que precisa ser criticado, que precisa, alguém precisa levantar e falar: "Então, pera aí, o que você falou não faz sentido. A Bíblia não diz isso, não é por aí, né?" O Henrique fala também, eh, ah, não, eu já tinha lido esse, né? O João vai falar: "Eu estou lendo os Demônios de Dostoyevski". Fiquei com receio até de pegar o livro na livraria, mas quando li atrás disse que é uma das maiores obras das letras cristãs. Fala sobre o perigo da demonização. Poxa, que interessante, hein, João? Eu preciso ler Dostoyobski urgentemente. Eu vou em algum momento eu vou ler, mas é boa dica aí. Os demônios de Dosto eh, tá bom, gente. Acho que é isso, né? Eh, em Demon Layer, quando o demônio morre e se pode ver o passado dele, o protagonista vê que ele poderia ser o demônio. Como Paulo disse, Deus veio para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Ó, que interessante aí o o esse insight aqui do Eduardo. Olha só. Legal. Legal. Aí, aí você começa a ver que os demônios não são tão diferentes assim da gente, né? Aí que a gente começa a achar que nós somos os os puros que devem purificar o mundo dos demônios. E a gente começa a questionar, poxa, será que eu também não seria um demônio? Será que eu também não precisaria ser purificado, né? É, no final é e é o parecido com Death Note que a gente estava falando, né? O Light tá tão preocupado em eliminar as pessoas ruins do mundo que no final ele não ele acaba não percebendo que ele é uma pessoa que também precisa ser eliminada. Ele entrou naquela lista também. O final, a ideia é que ele também tá no Death Note, na lista dos que precisam morrer. Ele se tornou também um assassino, né? Aliás, eh é a grande trama do do anime, né? É o cara tentando saber quem é o grande assassino por trás de tudo, que é o o cara que quer matar assassinos para deixar o mundo melhor, né? Eh, essa é uma reflexão muito interessante, muito boa, né? que é quando eu tô tentando melhorar o mundo, eh, lutando contra as pessoas más, a primeira dúvida que deve vir é: será que eu sou uma pessoa boa o suficiente para essa tarefa? Será que eu não sou um mau também, né? Eh, como as pessoas, quando o pessoal disse, se eu não me engano, é uma obra do Batman que fala isso também, né? Quando um, uma pessoa mata um assassino, continua existindo o mesmo número de assassinos no mundo, né? O cara que matou ele mesmo se torna um assassino, né? Aí o João vai falar o filme Os Miseráveis também. Gente, uma grande parte das obras, sabe o que acontece também? Muito parte das obras de cultura pop, elas vão se utilizar da da elas vão estar fundamentadas no no senso moral de certo errado, de bem contra o mal, né? As obras não, elas não, não vai, não vai ter uma obra de grande sucesso que tá ali só louvando coisa ruim que ninguém gosta, que é tudo errado. As obras têm um senso de justiça, entende? Mesmo quando um mocinho mata o vilão, no final existe um senso de justiça. Fala: "Nossa, esse cara merecia ser punido, esse cara merecia morrer e tal". E aí tem aquele alívio moral no nosso cérebro. Nossa, finalmente o mal foi destruído. Olha esse cara, finalmente o bem venceu e tal, né? Então é fácil fazer essas pontes, né, com com o com essas obras, né? O Javé quer prender o protagonista porque ele quer cumprir a lei a ferro e fogo. Interessante. Os miseráis, eu eu eu já vi os miseráveis, já vi um filme, mas eu não lembro direito da da trama. Lembro que era uma Revolução Francesa, né? Então, tá bom, gente. Eh, todo mundo gosta do Justiceiro da Marvel. Você sabe por quê? Diz aqui o JL, JLS NFH. Olha, eu acho que talvez seja por causa desse senso de justiça. Aí a gente tem um senso de justiça rudimentar na nossa mente, né? Que a gente quer ver o quem é mau se dando mal e alguém tem que fazer o trabalho sujo, né? N é mais ou menos essa ideia. É o cara que vai sair detonando com todo mundo que é ruim, né? Então, existe um até um senso de vingança quando você vê o herói fazendo a rapa nos bandidos, né? Então eu imagino que seja isso. Não sei se foi uma pergunta retórica ou se você quer realmente saber a minha opinião, mas eu imagino que seja isso, que é a ideia do cara que não tem nem vi a nova série do do Justiceo, um sujeito que não tem e escrúpulos, ele não tem piedade para punir. Inclusive em inglês o justiceiro é the punisher, né? Então, a ideia de punição de criminosos, de maus e tal, é uma ideia que dá prazer na mente humana, né? E isso é explorado nessa série, né? Então, o o o filme clássico, filmes clássicos nos anos 80, é um filme de vingança. É o filme em que o cara era uma pessoa feliz, pai de família, veio alguém e matou a família dele inteira. E é feito, o a trama é feita de um jeito para você ficar revoltado com o que aconteceu, né? Inclusive, a nova versão dele é o o John Wick. O cara matou o cachorro do cara, que é para você ficar com raiva mesmo. Falou: "Não, esse cara tem que ir atrás e matar todo mundo, não pode sobrar ninguém. mataram o cachorro dele. Tô batendo aqui, deve est todo mundo tremendo aí. Eh, e o a ideia é justamente criar esse senso de indignação na gente para você ter um alívio no final quando o o o sujeito faz a vingança dele, quando aquele cara mal, inclusive, olha, a Lilan citou o Game of Thrones, né? O Game of Thrones é um é um exemplo ótimo do de uma parte da trama. Tem um personagem que é tão detestável, que é o o Jofrey lá, é tão absurdamente detestável que você até certa parte você só lê o livro ou assiste a série para cara, eu quero ver a hora que esse cara vai morrer. Eu preciso ver esse cara morrer. Porque ele é um sujeito tão detestável que você sente a vingança em você. Você quer ver aquele cara morrer, né? E quando ele finalmente morre, você tem um senso de justiça. A cena é prazerosa. Você fica feliz. Você fala esse cara porque é um personagem construído para ser o o o autor, ele usou toda a imaginação que ele tinha para construir um um personagem que ser que fosse o mais detestável possível em todos os aspectos possíveis, né? E o o ator fez isso muito bem, inclusive. Inclusive, ele teve problemas porque as pessoas passaram a detestar o ator, porque ele fez muito bem o papel de uma pessoa detestável, de uma pessoa que você quer ver morrer, né? Então, eh, a as obras em geral usam muito desse senso de vingança, um senso rudimentar de justiça que tem essa ideia de que eu quero ver esse cara pagar pelo que ele fez, né? Eu quero ver o mal ser punido e eu quero ver o bem eh ser eh eh recompensado, né? Que é o é o é o é o rudimentar de justiça que a gente tem, a punição do mal e a recompensa do do bom, né? Então tá, gente, é isso daí. A gente conversa mais aí semana que vem. Vamos ver. De repente a gente fala sobre Matrix. Vou ver se eu assisto essa semana aí ou alguma outra obra ou algum outro tema que eu achar interessante também eu trago. De repente a gente faz também. Eu vi uma outra coisa nessa semana também que eu fiquei com vontade de fazer um react. Eu não lembro o que que era. Se eu ver, se eu vir de novo, eu vou vou salvar. De repente a gente faz um react de alguma coisa também na próxima live. Vai ser uma surpresa. A gente vai saber semana que vem. E valeu, gente. Uma boa noite. Obrigado aí por quem acompanhou até aqui. A gente se vê aí no próximo, não sei se vai ser semana que vem, mas na próxima live, tá? Eu, essa live dessa semana eu fiz meio que em cima da hora, mas a ideia de a gente colocar uma live para estrear antes para vocês verem que vai ter a live, tá bom? Se não tiver, eu coloco também no canal uma mensagem ali falando que a gente não vai ter, mas a princípio teremos, tá bom? Valeu. Boa noite. Boa noite aí o João. Boa noite, pessoal. todo que comentou aí e até mais.