Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 22/05

Davar Live – 22/05

Davar Live – 22/05

Legendas automáticas:

Boa noite, como é que vocês estão? Tudo
bem?
Bem-vindos aí mais uma live. Já tava
começando com fone de ouvido de novo,
né? Acostumado.
Começamos mais uma live, então
uma boa noite para para todos aí que
estão acompanhando a gente. Pessoal vai
chegando aos pouquinhos aí. Eu também
hoje esqueci de deixar a live programada
antes,
então não sei se todo mundo vai entrar.
Todo mundo que costuma entrar vai
entrar. Porque não sei se o pessoal vai
ver aí que a live eh vai acontecer.
Eu não sei se num frio desses
as pessoas vem, talvez vejam mais live,
né? Fiquem mais em casa e acabam acabem
vendo mais
eh live, essas coisas, né? Não sei.
Vamos ver, né?
Então, gente,
como a gente costuma fazer o
Vamos começar a live aqui vendo algum eh
algumas
eh algumas mensagens que foram deixadas
durante a semana.
Não tem muita coisa aqui, então só uma
coisinha que eu achei interessante aqui.
O Daniel Alde, inclusive tá aí na live,
já deu um boa noite aí. Boa noite pro
Daniel falando, né? está surgindo a
igreja da Iá.
Eh, e eu fiquei pensando no no que que
ele quis dizer com isso, né? Boa, boa
noite aí, Carlos.
Mas assim, uma coisa que com certeza tá
surgindo é uma espécie de senso de
comunidade online. Isso tá surgindo, né?
a gente começa a perceber aqui, por
exemplo, é o que na minha igreja o
pessoal chamaria de pequeno grupo.
E é um pequeno grupo que se estende
mais, né? Porque a gente tem aqui o
pessoal que acompanha a live
e tem o pessoal que depois assiste
depois a live ou vê um vídeo depois, um
corte de live. Então as coisas são são
diferentes hoje, né? Você não precisa
estar fisicamente em um lugar, em um
salão cheio de pessoas para você
ter esse essa sensação de de
congregação, né, de fazer parte de um
grupo de pessoas que tá ali conversando,
que tem alguma coisa em comum e tal, né?
Boa noite pro Carlos aí também no no
bate-papo.
Eh, e
a gente tá vendo aí esses novos tipos de
igreja aparecendo, né? Aí a pergunta é:
qual vai ser o tipo de igreja
predominante daqui a, sei lá, 20, 50,
100 anos? Como vai ser esse tipo, a
experiência desse tipo de de de coisa,
esse tipo de de congregação, esse tipo,
esse tipo de relacionamento que as que
que você tem, que as pessoas criam
dentro da igreja, né? Então vai ser
alguma coisa muito diferente, né? Eu
vejo que
a ideia de igreja vai vai mudando com o
tempo, só que a ideia, a forma como as
pessoas se relacionam mudaram mudou
muito, né, nos últimos tempos, né? Eu
vejo aí o pessoal mais novo que
às vezes o quem é mais velho mais velho
olha e acha que o pessoal mais novo é
antisocial e tal. Não necessariamente.
Eles têm uma forma diferente de se
socializar, né? Ah, eles se socializam
mais online do que offline. Eh, às vezes
você tem uma essa geração mais nova
conversando entre si via WhatsApp
enquanto estão no mesmo lugar. Às vezes
eu me pego fazendo isso com a minha
esposa, a gente tá sentado um do lado do
outro, mas
eu acabo compartilhando um meme que eu
vi na internet e tal, em vez de só
mostrar a tela. Eh, essas coisas
acontecem. O jeito das pessoas se
relacionarem vão vai mudando, né, com o
tempo. Boa noite aí pra Lilian, né?
Quanto tempo, né? A Lilian apareceu aí e
dizendo aqui que já não quer mais nem
sair de casa. Fazer social é difícil,
né? Olha, isso é uma coisa interessante,
né? como os relacionamentos vão mudando
e como
os hábitos vão mudando com o tempo. Eu
não sei. Eu tenho 42
e
chega uma época da sua vida que você
organiza a sua casa do jeito que você
gosta, do jeito que você quer
e acaba sendo um lugar bom de ficar em
casa, né?
Então agora tô falando com vocês aqui na
live. Eu tô com o meu pé dentro de uma
almofada que a gente comprou na
Shopeque. Você liga na USB e ela
esquenta e tem um buraco para você pôr o
pé dentro. Tipo, eu não queria estar em
outro lugar agora. Eu queria muito estar
aqui. Eu não ia querer sair de casa
agora, né? Se alguém me chamasse para
sair de casa, eu ia est chateado de ter
que sair de casa nesse frio, né? O meu
computador já tá aqui tudo no esquema e
tal, então é é muito difícil, né? O
Carlos tá colocando aqui o pós-pandemia
trouxe isso, né? Passamos dois anos
cultuando
online isso, né? até para trabalhar eu
tô em home office dizer aqui ali. Pois
é, gente. Olha, contando uma história
mais pessoal aqui para vocês. Eu na na
pandemia
eu fiquei em casa no começo da pandemia,
assim, eh, em fevereiro eu saí do
emprego que eu tava
e em março começou a fechar tudo, né?
Então eu saí do emprego que eu tava e já
nesse emprego que eu tava, eu fazia uns
trabalhos online em em freelance online
e aí acabei ficando online total, né, só
com freelance.
Eh, ainda bem que deu deu certo,
consegui me manter na na pandemia. Até
hoje eu trabalho com com freelance e
e eu trabalhava em casa aqui no meu
computador. Então o que que acontecia na
pandemia? Às vezes eu ficava em casa
durante a semana inteira, não saía. Eh,
no máximo eu descia aqui do prédio para
ir buscar compra na na portaria que aí
alguém ia ia fazer nessa época, né?
Fim de semana a gente não ia pra igreja.
Ah, a gente não saía de casa para ver as
pessoas. Demorou para eu ir ver meus
pais que moravam aqui perto. Mas assim,
eu acho que deve ter tido uns dois tr
meses aí em que eu fiquei literalmente
sem sair de casa, no máximo descer aqui
no condomínio, mas dois tr meses sem
sair para ir encontrar ninguém. E acho
que isso chegou a acontecer, né? Então,
a gente não só
eh se acostumar a trabalhar online, mas
a é muito doido, né, esse negócio da
pandemia, mas não só a gente se
acostumou a trabalhar online, como a
gente se acostumou a viver online, a
ficar dentro de casa. Então, a gente
teve um treino de ficar dentro de casa
nesse período de pandemia. E o que
acontece? acaba a pandemia e agora volta
a sua rotina anterior. Difícil, né? Não
é difícil. Tanto que eu fiquei tão
enfurnado dentro de casa que a minha
esposa falou para mim: "Ó, você não
parece est feliz, né? Você não, você não
pensa em fazer alguma coisa, fazer um
curso, você quer continuar nesse
emprego, fazer freelance, tenta, pensa
em alguma coisa, né? Você tá muito
trancado, enfurnado em casa, sem fazer
nada. E aí, nessa época que comecei a
pensar em fazer outra faculdade, né, que
eu que estou aí já
indo mais pra reta final agora.
Então,
aconteceu, né, gente? A gente ficou esse
período treinando uma vida isolada
e é difícil destreinar isso, né? Eu fico
imaginando o impacto que isso daí teve
nessas gerações mais novas que a gente
estava falando, né? Porque se pra gente
for impactante, imagina paraas pessoas
que nesse período da vida deveriam estar
criando memórias de sair, encontrar as
pessoas e tal. Isso muda muito, né?
Minha esposa é professora, ela ela diz
que na escola você vê um impacto assim
fortíssimo desse período, né?
Aí o pessoal colocando aqui, né? né? Eh,
JL, JLS NFH, rapazes, irmãos. Eh, a Lina
falou: "Eu eu com eu é controverso
porque eu amo falar, conversar.
Se eu não pudesse ficar em home office,
eu pediria as contas, mas sou super
produtivo em casa." Aí, tá vendo? É,
sabe que eu também fico, mas fico em
casa, mas eu eu sou uma pessoa social,
eu sinto falta, mas quando é é uma
coisa, né? Eu sinto falta, mas quando eu
já estou acostumado com a rotina de
ficar em casa, dá preguiça de sair de
casa. Então, ao mesmo tempo que você
sente falta de de encontrar pessoas,
você também não tem não tá com muito
ânimo, né, de se arrumar, sair de casa,
encontrar pessoas, né?
Então tem esse elemento aí.
Eh, bom, gente, eu tava pensando em hoje
falar uma coisa que fala um pouco sobre
um tema que uma pessoa tinha conversado,
tinha pedido, não na live passada, na
outra falar sobre o Senhor dos Anéis.
E eu tinha pensado em alguma coisa sobre
isso com vocês. Eu não sei quem tá na
live hoje, se é um assunto que é
interessante ou se tem alguma outra
sugestão,
senão a gente conversa um pouco sobre
isso. Eu gosto da ideia geral de de
conversar sobre
sobre as obras que a gente tá acostumado
a ver no dia a dia, né? A gente chama de
cultura pop, mas é difícil dizer qual
que é o limite entre cultura, o que que
tipo de filme é cultura pop, que filme
tipo de filme não é cultura pop, que
série que eu vejo que é cultura pop, que
que série que não é, é só cultura mesmo,
né? Então eu não sei, é um termo meio
controverso, mas eu acho interessante
ver as relações que a gente tem com
essas obras culturais e e artísticas
e Bíblia. A gente já falou aqui um pouco
sobre Bíblia e arte. De vez em quando a
gente cai nesse tema, eu acho super
interessante.
Eh, a religião e a arte são temas
interessantes, né? Uma coisa que a gente
comentou um tempo atrás aqui, o que eu
acho muito legal é que
o
muita gente fala que a religião bíblica
surgiu
por causa da, deu até um um toquezinho
aqui, que a religião bíblica surgiu por
causa da necessidade das pessoas terem
de uma resposta paraa morte.
Então assim, a a religião bíblica surge
em resposta ao medo de morrer.
Como as pessoas não queriam sofrer a
experiência da morte, eh essa religião
acaba acaba tomando esse lugar no
imaginário humano, né? Eh, mas
o que que é interessante, né? Os
escritos mais antigos da Bíblia, eles
não falam de vida após a morte.
Esse que é o ponto. Quando você olha
paraa Bíblia, os escritos mais antigos,
eu vou colocar aqui que é o Pentateuco,
né? E tem aí discussões, tem gente que
fala que, sei lá, o livro de Jó é mais
antigo que o Pentateuco ou alguma outra
passagem, mas eu acho que é mais seguro
dizer que o Pentateu pelo menos mais
gente considera que é os escritos mais
antigos. A vida após a morte é um tema
praticamente inexistente no Pentateu. No
Antigo Testamento, em geral, são poucas
as passagens que falam sobre vida após a
morte.
Mas quando a gente olha para esses
primeiros escritos, principalmente lá no
livro de Gênesis,
o que o livro é recheado é do senso de o
senso do inefável. Eu vou usar essa
expressão que é do Hechel, né, do Abraão
Joshua Hechel, mas é esse senso do
sobrenatural
que outros estudiosos aí da religião vão
chamar do do
senso de sagrado,
né? Eh, o senso, a percepção do sagrado.
E essa percepção do sagrado não tá
relacionado com a ideia de vida após a
morte, né? Aí, sei lá, vão ter outras
críticas que se faz a religião bíblica,
não, porque ela vai ocupar uma ideia de
pai freudiana e tal, mas
esse não é tanta pegada dos escritos
mais antigos, mas esse senso de sagrado,
a ideia de da percepção de uma
perspectiva
sobrenatural
no mundo natural que você vive. Então, o
Gênesis fala muito sobre a natureza, né,
sobre o principalmente ali na criação,
nos primeiros capítulos, mas a ideia de
que a natureza é produção de um Deus
sobrenatural, de um Deus eh
transcendental
e e que é incorpóreo, ele não tá contido
na natureza, apesar da natureza
manifestar de alguma forma a vontade
desse Deus.
Então, aquela sensação que você tem
quando você tá sentado olhando pro
horizonte
e vendo aquele pôr do sol
e pensando como aquilo é bonito, é tão
bonito que parece que tá tocando alguma
coisa na sua alma ver aquilo e você
sente que você tá tendo uma experiência
religiosa em ver aquele pô do sol. Essa
sensação,
ela é
o o que motivou a religião bíblica e não
o a a o medo da morte. Os escritos mais
antigos da Bíblia estão recheados dessa
desse senso de percepção do
transcendental nas coisas, né? Então é
muito mais nesse sentido, é muito mais
essa
esse esse lugarzinho na na na mente
humana do que o medo da morte, né?
E é por isso que a arte se relaciona com
a religião.
E quando eu digo a arte, não só a arte
que você produz, mas a arte que você
consome também, né?
E com certeza, se eu falar aqui, pedir
para vocês colocarem aí alguma música
que não é religiosa,
mas que dá para vocês uma experiência
religiosa ouvir, com certeza muita gente
vai colocar aí diversas músicas, né?
músicas que são,
ah, gente, sei lá, eh,
na bruma leve das paixões que vem de
dentro. Essa música é uma música
popular, mas quando você pensa, né, tu
vens, tu vens, eu já escuto os teus
sinais. A música, o tema da música é um
é basicamente um um senso messiânico,
né, dessa vinda esperada. E quem é
religioso ouve essa música e tem uma
experiência religiosa ouvir essa música,
né? Eu não sei se vocês já pensaram
nessa música nesse sentido, mas sem
dúvida nenhuma tem diversas músicas que
vocês já ouviram alguma vez e falaram:
"Nossa, isso daqui para mim isso isso
daqui devia tocar na igreja esse tipo de
música, sabe? Alguma música popular
assim". Então, algumas artes a gente tem
uma percepção mais fácil dessa relação
com o transcendental.
do do ponto de vista religioso com o
sagrado. Eh, em outras é um pouco mais
parece um pouco mais distante, né? Mas a
arte costuma ser mais aberta. A arte
costuma ser um um tipo de linguagem que
não tem um significado tão fechado. Isso
faz com que a gente se relacione
com a arte vendo a nós mesmos. Quando a
gente vê a arte com aquela abertura de
significados, a gente encontra
significados que fazem sentido pra
gente, né? E às vezes nem é o autor nem
pensou nisso, né? E isso é interessante,
né? Uma vez que o sujeito publica a arte
dele, ela não pertence mais a ele. A
arte não pertence mais a ele. O que é
interessante para mim, pelo menos, é que
eu tô pouco me lixando qual era a
intenção do autor quando ele fez uma
música. Ah, ele fez uma música. Ah, qual
era a intenção do autor? Eu não me
interessa a intenção do autor. Eu não me
interessa o que o autor quis dizer. Me
interessa o que o autor disse, entende?
Eh, me interessa o que ele fez na obra,
não que o que ele queria fazer. A
intenção dele para mim é irrelevante.
Eh, é muito mais importante o que eu
entendo na obra do que o que o autor
quis dizer. Às vezes, quando você ouve o
que que o autor quis dizer, inclusive a
arte diminui. Você fala: "Nossa, essa
arte parecia tão legal. Agora quando eu
vi que o cara disse que ele tá querendo
dizer tal coisa. Putz, agora ficou tão
sem graça, né? Não sei se vocês já
tiveram esse tipo de sensação. Eh, mas
isso que é interessante, né? Porque a a
a arte é um tipo de linguagem que faz
você ver coisas que tem a ver com você
mesmo, né? Eh,
a arte vem do ser humano que é a imagem
semelhança de Deus. Diz aqui o JL, JLS
NFH. Eu não sei como dizer esse nome
aqui. Eh, mas exato, né? Eh, justamente
como a arte é um produto daquele que é
imagem e semelhança de Deus, seja lá o
que quer dizer essa expressão, né? a
gente já comentou aqui uma outra vez,
que é uma expressão que tem um um
aspecto artístico no sentido de que ela
pode querer dizer muitas coisas também
essa expressão, mas eh como ela é
produto de alguém que é a imagem e
semelhança de Deus, a gente tem um
encontro com o humano e com o divino
também na arte. Isso, gente, eu diria em
toda a arte. Eu acredito que toda a arte
leva a uma experiência religiosa
e aspectos diferentes da experiência
religiosa, porque nem sempre a
experiência religiosa
é aquela sensação
de de conforto e de bondade, aquela
sensação que a igreja contemporânea
tenta trazer pra gente com aquelas
músicas de igreja, né? Não sei se vocês
já pensaram nisso, né? Músicas de igreja
ultimamente elas são sempre parecidas um
pouco com música romântica. é tudo leve,
é tudo bonitinho e tal. Eh, mas ao mesmo
tempo um heavy metal, ele pode ter uma
mensagem
religiosa no sentido de que, por
exemplo, né,
eu tô viajando aqui um pouco, tá, gente?
Eu sei que vocês gostam quando eu viajo
também. Eh, não sei se vocês já viram
aquela
aquela música Warps,
né?
Eh, a música do Black Sabat, né? Eh, e é
uma música
do do Osborne. E é uma música que, cara,
quando eu leio a letra dessa música, é,
é, eu não sei exatamente a
classificação, não sei se é R metal ou
esse tipo de música, é metal. É metal,
metal antigo, né, dos anos 80. Eh, e
quando você ouve esse tipo de, quando
você lê a letra desse tipo de música,
cara, para mim, a letra dessa música,
ela podia muito bem tá ali no bem no
meio do livro de Jeremias, entende?
Porque eh por mais que o som da música
faça com que a gente relacione com o
exato oposto da ideia que a gente tem de
igreja, porque também essa música faz
parte de um movimento que hoje que
existiu na época de contra cultura e é
de contra essa cultura moralista cristã,
tal. É por isso também que o rock tem lá
o símbolo do do diabo que o pessoal faz
com a mão quando vai no show, que é um
uma espécie de manifesto de
contracultura,
eh, que surge dentro de uma sociedade
cristã, que era os Estados Unidos lá nos
anos 60, né? Então, eh, o som da música,
ela pode, tá querendo parecer tudo que é
o contrário do que você imagina numa
igreja. Mas ao mesmo tempo, se você
prestar atenção na mensagem da música, a
mensagem da música ela é muito mais
religiosa, ela é muito mais próxima de
uma literatura bíblica do que muita
música que a gente ouve dentro da
igreja. Isso é muito doido. Isso é muito
doido. Eh,
o Carlos aqui falando: "Black Sabbath é
classical metal". E sim, Warpig tem tudo
a ver com texto bíblico. Sim, para mim é
o texto profético, né? E tal, que que eh
ele tem até uma uma uma poesia bonita, a
música, uma música de protesto contra eh
contra a cultura de guerra e tal.
Quem não gosta de de metal, de metal
clássico e tal, não precisa ouvir a
música, vocês não vão gostar, né? Eh, e
o que eu tô fazendo não é um convite a
você
necessariamente
ter que apreciar esse tipo de música.
Não precisa. Mas o que eu estou só
dizendo, o meu ponto aqui é a arte,
mesmo quando ela não é produzida dentro
de uma igreja, ela é de certa forma
religiosa também, entende? Eh, às vezes
ela é religiosa no sentido de que ela tá
falando contra a ideia de Deus mesmo às
vezes, mas ela é religiosa no sentido,
nesse sentido transcendental, ela vai
além do cotidiano, entende?
Nesse sentido é interessante porque a
gente tem um autor que é o Token, o cara
que escreveu o Senhor dos Anéis. Ele é
um sujeito religioso, ele é muito
católico.
Eh, e ele escreve essa obra de
literatura. eh a inspiração dele eh mais
próxima é ali o digamos assim o o
folclore eh o o folclore anglossaxão
germânico ali daquela região.
Eh
a gente pode dizer que é inspiração
direta dele, mas ele também eh ele é um
professor de linguística, mas ele fez
tradução de obras clássicas como Bell
Wolf. Eh, então ele ele é um sujeito que
ele tá acostumado com a lidar com
mitologias anglossaxãs, germânicas,
nórdicas.
E ele vai fazer, então, ele ele quer
criar um tipo de mitologia quando ele
ele cria o Senhor dos Anéis. Ele quer
criar um ele quer criar uma mitologia
dele mesmo, uma mitologia própria.
Ele escreve no Senhor dos Anéis, no,
eu não sei quais são as versões que tem
essa, essa esse texto do token, eh, que
ele diz: "Olha, não tente achar
significados nessa obra. Eu não quero
dizer nada com ela no sentido de que não
há uma mensagem oculta aqui. Não, não,
não tente procurar, sei lá, que o anel
significa o comunismo ou o anel
significa
sei lá,
algum algum movimento político ou ou
social específico e que o Frodo, então
ele já alerta que olha, não tente fazer
relações diretas, porque o objetivo do
meu livro, dos meus livros não é fazer
uma discussão da sociedade e tal, por
mais que o autor
mesmo que ele diga isso, ele não tem
como fugir disso necessariamente, porque
sem dúvida as pessoas vão fazer essas
relações e sem dúvida quando ele
escreve, ele tá escrevendo baseado no
mundo que ele conheceu.
Então ele tá, de certa forma imprimindo
eh um reflexo da cultura dele, da época
que ele viveu, do contexto que ele viveu
naquela obra também, né? Eh, mas a obra
não quer dizer nada em específico.
Quais são as referências que são
interessantes no Senhor dos Anéis e que
tem eh, é claro que assim, tem muita
gente que manja muito do Senhores Anéis
e teria assim muita coisa muito profunda
para falar sobre essa obra. Mas o, a
gente vai pegar só alguns pontos aqui
que eu acho que são legais, é que
primeiro, o token ele lotou na Primeira
Guerra Mundial e a Primeira Guerra
Mundial foi uma guerra terrível, uma
guerra de trincheiras.
Eh,
dizem que os soldados eh, não sei quem
quem viu o Pick Blinders, né, sabe que
eh os soldados britânicos lá e tal, eles
tiveram um uma umas batalhas específicas
dentro de Minas, um negócio horroroso
ali. Eh, ou seja, uma guerra traumática.
Toda guerra é traumática, né, mas de
proporções mundiais. Mas eu sempre fico
imaginando a loucura de uma guerra
dessas é que eh você tem a experiência
de ver de viver numa sociedade normal,
né? E de repente você tá com uma arma
matando pessoas que você não conhece do
lado de pessoas que estavam ali
participando da da sociedade com você.
Então o cara que era o seu médico, ele
tá lá do teu lado atirando com arma. O
cara que era o sapateiro, ele tá lá do
teu lado atirando com a arma. eh, o cara
que é rico, o cara que é pobre e tal, é
uma subversão total de toda a civilidade
que foi construída e tal. Então, ter uma
experiência dessa, sem dúvida nenhuma,
mexe também com a cabeça das pessoas. E
o token, ele vai escrever dentro dessa
perspectiva também. A guerra é um é um é
um tema muito presente no Senhor dos
Anéis, desde o Hobbit, que termina com
uma grande guerra de cinco exércitos,
né?
Eh, e no Senhor dos Anéis que você tem
algumas batalhas aí dentro da Grande
Guerra do Anel.
Então você eh você vê elementos da vida
do token ali, por mais que esses
elementos não estejam eh eh eles não
estejam sendo colocados literalmente
ali, ele não vai citar literalmente a
primeira Guerra Mundial e ele nem vai
fazer um o coisa que eu sei que ele
tinha discordância com o o Ces Lewis é
que o C Lewis ele fez uma alegoria, né,
no nos nas crônicas de Nar
uma alegoria sobre o cristianismo. E o
token, ele insiste que a obra dele não é
uma alegoria de nada,
ou seja, os personagens, os lugares e os
elementos estão representando
diretamente uma coisa da nossa
sociedade, mas a gente encontra diversas
representações na nossa sociedade, né?
Então, algumas ideias que eu achei
interessante. O anel
ele representa várias coisas, né? Então,
quem não quem não sabe, nunca leu
Senhores dos Anéis, nunca viu os filmes
e tal, o filme roda em torno da ideia de
você tem que destruir um anel, eh, um
anel de pôr no dedo e tal, que é um anel
maligno que um senhor das trevas colocou
a sua essência naquele anel. E esse
Senhor das trevas, ele tá voltando à sua
forma, ele tá reunindo exércitos, embora
ele não tenha mais um corpo físico e
tal, tem só um olho que tudo vem em cima
de uma torre e tal. Mas ele quer
reencontrar esse anel. Ele tá buscando
esse anel para quando ele a as forças do
mal conseguirem pegar o anel de volta,
ele consegue retornar finalmente. Então
a essência do do mal tá naquele anel e
quem coloca o anel
vai sendo corrompido pelo anel, né? Uma
ideia muito interessante
que, por mais que o Token diga que a
obra dele não faz uma referência direta
a nada, mas o anel assim ele faz um anel
é uma referência direta a uma ideia que
aparece lá no na na República de Platão,
né? Eu vou até pegar aqui qual é o nome
da referência, eh,
porque tem um nome esse anel lá na
República de de Platão,
>> o anel de Jigs. É, não sei se é Gigis ou
Jigs que pronuncia, mas é o anel de
jigs. Eh, o Platão, ele tá argumentando
sobre a minha esposa tá aqui comentando.
Obrigado, Keilon. A minha esposa manja
muito mais senhores an dos anéis que eu,
inclusive. Eh, o
Platão ele tá comentando, ele tá
argumentando no sentido de que
as pessoas elas vão se corrompendo, né?
Eh, e ele vai propor uma ideia, ele vai
fazer uma espécie de uma parábola.
Imagina o seguinte, a pessoa tem um anel
e quando ela coloca esse anel, ela fica
invisível.
E ele vai argumentar no sentido de que
se você possui um anel que quando você
coloca ele, você fica invisível, você se
corrompe.
Porque quando você eh tem a oportunidade
de fazer o mal sem ser punido e essa
punição vai incluir também uma punição
social, ou seja, ninguém nem sabe que
foi você que foi que fez o mal. Eh, isso
é tentador demais pro ser humano
conseguir eh eh
conseguir suportar esse tipo de
tentação. Ele vai se corromper. Então, o
ser humano ele se mantém
na justiça, ele se mantém justo porque
ele vai ser se ele não eh
se ele sair da justiça, ele vai ser
punido. Então, ele vai argumentar no
sentido que a verdadeira justiça é a
justiça que você faz independente da
punição e tal. Mas esse essa parábola
que ele faz sobre o anel, é a ideia de
que o anel que te torna invisível, ele
te corrompe, é um dos motos centrais lá
no Senhor dos Anéis. Porque é justamente
a ideia de Platão é que a corrupção
acontece por causa da falta de punição.
O senhor Anéis vai pegar essa ideia, mas
de uma forma diferente, porque ele vai
falar que a corrupção,
a corrupção maior acontece por causa do
poder. Então, o anel te torna invisível,
mas mais do que isso, o anel te traz o
poder. você eh quando você põe o anel ou
um anel, o anel que domina todos, né, o
ashna, que é o anel na língua negra de
Mordor. E quando você coloca o um anel,
você de certa forma você tá
experimentando os poderes de Saurum.
Você você fica, você se liga a Saurum,
que é esse senhor das trevas, né? Então
ele corrompe. Então tem uma criatura que
representa a corrupção do anel, que é o
Golum no Senhor dos Anéis, que era uma
criatura parecida ali com os hobbits que
vão ser os heróis da história no final.
E que esse
esse Hobbit, ele usou esse anel por
muito tempo e ele se torna uma criatura
decrépta e no final a vida dele gira em
torno do anel. Então ele usou o anel por
séculos. O anel prolonga a vida também,
né? Então ele chama o anel de o precioso
e a vida dele gira em torno do anel. E
no final, eh, por mais que você ache que
houve uma redenção para esse personagem,
não, não houve. Ele ainda tá corrompido
pelo anel. Ele não consegue fugir da
corrupção, do chamado que o anel faz
para ele, né?
Então, esse personagem tem essa
representação e a gente vai ter diversos
personagens, né? Eh, a gente tem
personagens que são personagens muito
nobres, muito guerreiros. O que eu acho
interessante é que o token ele vai falar
de diversos aspectos do heroísmo em
personagens diferentes. Então, você tem
personagens que são heróis por serem
o que a talvez o Niet fale aqui que é o
o que seja uma coisa mais apolínea,
que são os elfos. Eles são belos, sábios
e tal. Então, Galadriel é uma heroína
porque ela é muito bela, muito sábia,
ela compreende os mistérios do mundo e
tal. Então, é aquele tipo de herói que
tá mais relacionado com a gente, com a
ideia que a gente tem de herói, né? O
sujeito belo, sabe? Um grande guerreiro,
né? No caso dos outros, dos outros elfos
e tal. Só que a gente tem outros tipos
de heróis. Então você tem o herói
humilde, o herói que é rei, mas é
humilde, que é, por exemplo, Aragorn,
que é o rei, mas ele não é só o rei
porque ele é forte em batalha, mas ele
também cura. é o rei que cura, né, que é
o Aragorn. Você tem um um tipo de herói
que é mais rústico, que não é um herói
de grandes modos, que sabe se portar eh
de de com grandes modos no filme, isso
fica mais exagerado ainda, que seria o
gimb.
E e você tem o grande herói, os grandes
heróis da da da saga, que são os
hobbits, que são pessoas simples,
comuns, né? são pessoas assim que elas
não têm grandes eh ambições.
E existe uma frase que diz que eh dentro
do Senhor Zé que não tem nada de errado
em viver uma vida simples. E essa
essência dos hobbits e do condado
e essa talvez esse talvez seja um dos
temas mais importantes pro próprio
token, pelo jeito, né? Ele já diz que
ele é um hobbit, sem dúvida. Então o que
que que são esses hobbits? São criaturas
simples, só é como se fossem homens
pequenininhos que vivem numa vila no
meio do mato. Eles não querem participar
de grandes aventuras, eles não querem
fazer parte de grandes histórias, eles
só querem tipo comer a comida boa deles
e e fumar o o as ervas de fumo que eles
fazem e viver naquele lugarzinho que é
uma espécie de um pequeno paraíso ali no
meio do nada que ninguém conhece, passa
despercebido dos grandes eventos do
mundo. Eles só querem viver uma vida que
não é o tipo de vida que vai est nos
livros de história, mas que são vidas
comuns, simples. E o token vai colocar
que é esse tipo de pessoa que no final
das contas salva o mundo, né? O mundo
não é salvo pelos grandes heróis fortes
e sábios e tal. O mundo é salvo por esse
tipo de pessoa. Uma pessoa que sabe ver
a beleza em coisas pequenas e que não
tem grandes ambições na vida. Ela só
quer viver uma vida boa e simples, né?
né? Esse é um tema extraordinário nos
senhores anéis. O tema da de humildade
que perpassa os hobbits, perpassa o
Aragor e tal, é um tema bíblico muito
forte, né? O Aragorn
ele acaba sendo uma espécie de de
Messias também. É o rei que retorna, é o
grande rei que cura as nações e que
retorna e que vai unificar ah o mundo em
torno da paz, né? Então tem uma figura
messiânica em torno do Aragor, mas ao
mesmo tempo você tem figuras mais
simples ainda do que ele, que acabam
sendo heróis maiores, que também tem uma
representação mesiânica de certa forma
aí, que são os Robbits, né?
Então esse acho que é o tema que é mais
legal e que mais me toca nos senhores
anéis. Uma coisa que eu acho muito
bacana,
que é a ideia de que o grande herói no
final da história ele falha.
Então o o Frodo, que é o Hobbit que
carrega o anel, o filme inteiro, o livro
inteiro, chega no final, quando ele vai
cumprir a missão que ele foi designado,
que é destruir aquele anel, ele foi
corrompido e ele falha.
Existe um detalhezinho de diferença
entre o filme e os livros. É que
no no filme o Frodo coloca o anel, ele é
corrompido, ele não consegue destruir o
anel, ele coloca o anel, se torna
invisível gol, aparece aquele final da
do da história, aí os dois ficam lutando
um contra o outro e lá e tal. E aí
naquela luta, naquela briga, eles acabam
caindo e o golum cai dentro do do lá do
do monte da perdição, né, do vulcão e o
anel é destruído.
No livro,
o livro parece mais bobo esse final,
porque no livro quando o Frodo põe o
anel, eles têm uma luta com o Golum e
ele tem uma luta, mas o Golum consegue
tirar o anel do Frodo, colocar o anel,
pegar o anel, ele fica todo feliz. E
quando ele tá comemorando, pulando que
ele tem um anel, ele escorrega e cai e o
anel é destruído. E tem um elemento
muito interessante aí.
Eh, que a ideia é de que
no final das contas,
pro anel chegar até aquele lugar,
naquela situação, aquilo exigiu grandes
feitos de grandes personagens, muito ato
de heroísmo e coisa e tal, mas no final
das contas, o que leva à destruição do
anel e o mundo ser salvo, no final das
contas, é um ato assim, eh, é um acaso,
entre aspas, mas seria um acaso de
benevolência divina, vamos chamar assim.
Afinal das contas, não é a força dos
personagens, nem se nem sequer a força
moral deles que vai salvar o mundo, mas
é um acaso. E esse acaso representa
justamente um ato que tá para além da
das forças dos heróis. O herói não, ele
não consegue salvar realmente o mundo,
né? Quem salva o mundo são as forças do
acaso ou forças que estão para além
daquilo que a gente consegue ver no
mundo, né? Que seria o próprio Deus.
Token ele é uma pessoa muito religiosa.
Quando ele cria a mitologia lá do
Senhores Anéis, ele cria lá várias
entidades que seriam como deuses. Mas no
final das da história, ele ele fica ele
se sente incomodado com aquilo, ele
acaba criando um Deus, uma entidade
maior, que é como se fosse Deus dentro
do universo do do do Senhores Anéis, né?
Mas esses vários temas são interessantes
no Senhor dos Anéis, que faz a gente
ver, é só um exemplo do que a gente
estava conversando aqui como eh uma
obra, por mais que foi feita por um
religioso, mas não fala diretamente de
religião, ela usa referências, eh, a
gente pode até chamar de referências
pagãs de outros povos, eh, de outras
formas de religião. ele vai usar eh como
referências histórias populares de de
grandes heróis e tal. Eh, e essas
histórias elas podem ter também insites
religiosos e morais. Eh, se você olha
para elas com essa com esse olhar.
Quando você olha com esse olhar, você vê
a grande maioria das obras que você vê,
se vai ver no final uma batalha do bem
contra o mal.
E o que você entende por significar o
bem ou significar o mal faz sentido
dentro daquela obra, né? E faz sentido
para você, né? Então você acaba
sendo a peça que completa a obra. A obra
sozinha, sem ninguém ver, ela não ela
não age no mundo. Ela age no mundo
quando as pessoas vêm essa obra e se
relacionam com ela. E quando você é uma
pessoa religiosa e vê uma obra de arte,
se relaciona com ela, você
vê ela necessariamente de um ponto de
vista também religioso, né? Eh, a gente,
eu gosto de repetir isso, a gente devia
estar muito mais preocupado, não em
fazer os jovens da igreja não serem
influenciados pelo mundo, não assistirem
os filmes do mundo, não verem as, não
ouvirem as músicas do mundo. Mas mais do
que isso, a gente devia estar preocupado
em fazer eles verem essas obras todas e
serem críticos em relação a elas de um
ponto de um ponto de vista religioso, de
um ponto de vista cristão, religioso,
bíblico, que eles consigam olhar para
essas coisas e entenderem as relações
que estão sendo feitas do ponto de vista
dos valores que ele tem. Entende o que
eu quero dizer com isso? Então, quando
ele ouve uma música, ele fala: "Quem
criou essa música? o que que ele queria
dizer quando ele criou essa música? Por
que que ele usou essa palavra e não
aquela? O que que ele tava querendo
causar em mim com essa música, né? E eu
concordo ou discordo disso. Independente
de você gostar ou não da música, às
vezes você pode gostar da música, mas
discordar de alguma coisa da letra, né?
Eh, ou às vezes você pode gostar da
música porque você viu algo na letra que
não é o que o próprio autor viu, como a
gente tava comentando.
Eh, ou seja, não é você não ir assistir
um filme blockbuster dos, sei lá, do do
dos Vingadores,
mas você assistir esse filme dos
Vingadores de uma perspectiva religiosa,
de uma perspectiva bíblica. É você vê o
vilão de uma perspectiva das forças
malignas que a Bíblia descreve.
Eh, e eu acho que esse é o ponto, é você
não deixar de ser uma pessoa religiosa
quando você faz qualquer coisa, né? E eu
acho que isso tem um pouco a ver com o
que Paulo diz, né? Quer comais, quer
bebais, fazer tudo pra glória de Deus.
Quando uma pessoa é religiosa, ela não
deve estar preocupada em não entrar em
contato com coisas que não são
religiosas, mas ela deve estar e
preocupada em como ela como religiosa
vai tocar o mundo, né? vai tatear o
mundo, como ela, sendo uma pessoa
religiosa, vai interpretar as coisas que
existem no mundo. Ela não pode esquecer
do ponto de vista dela. Aquela pessoa
não pode esquecer do ponto de vista da
fé e da religiosidade dela. E é isso,
gente. Essa é a ideia que eu queria
trazer para vocês aqui, né? Eu vi que
hoje pessoal não tá fazendo com muitos
comentários. Eu não sei se vocês
conhecem o Senhor dos Anéis, se vocês
gostam, se vocês acham interessante
trazer coisas assim sobre obras
específicas, né? Eu vi aqui que a Lilian
tava falando que eh
ela falou alguma coisa do Game of
Thrones, né? Que a Bíblia também ela é
muito sangre aqui. A Bíblia também é
muito sangreta. É tipo Game of Thrones
mesmo. Também também, né?
É muito interessante como a Bíblia ela
fere a sensibilidade de pessoas que
vivem dentro de uma tradição religiosa
que em tese é baseada na Bíblia, né?
Então eu acho que quem é
quem tá numa igreja e lê a Bíblia não
deveria ficar chocado com com Game of
Thrones, né? Né? Faça o favor, né?
Porque a Bíblia tem coisas muito piores.
Eh, eu acho engraçado isso, né? Eu
lembro quando
eu tava no no ensino médio, eu
frequentava uma escola religiosa
e tinha uma música que as pessoas
cantavam na escola, né, que era estou
sobre o sangue de Deus, salvo e coisa do
sal do sangue, eh, como é? Salvo e eh
remido do do poder do mal, alguma coisa
assim, né? Eh, e uma aluna foi reclamar
pra professora que achava aquela música,
aquela letra daquela música muito ruim,
porque fica falando muito de sangue e de
sacrifício e tal. E eu fico pensando
como uma pessoa que se diz religiosa
cria esse tipo de sensibilidade,
né? Ela cria o na mente dela, ela cria
uma religiosidade que não tem
absolutamente nada a ver com a religião
bíblica.
Eh, ela cria aversão a temas e e
simpatia por temas que não são os temas
da Bíblia. Eh, ela cria simpatia por
temas que não são temas bíblicos e cria
aversão a temas que são temas bíblicos.
Ou seja, o relacionamento dela com
religião, ela tá muito distante da
literatura bíblica, que seria o que
deveria fundamentar a religião da
pessoa. Então, eu acho, eu, eu lembro
que isso nunca saiu da minha cabeça, que
é, é muito, eu fiquei, eu achei muito
curioso isso, né? E eu fico me pensando,
será que quando eu olho pr as coisas
fal, nossa, isso daí é coisa do mal, ah,
isso daí é coisa do bem, será que eu tô
fazendo um um um juízo de valor que é
minimamente coerente com o que eu
acredito ser a revelação divina, né?
Isso é uma coisa muito doida, né? Então,
a gente ficar achar o Game of Thrones
muito sangrento e tal, essas coisas.
Pode ser que a Bíblia é uma obra de
literatura, né? A violência bíblica não
é gráfica como uma série de TV e coisa
assim, né? A Bíblia fala muito de sexo
também, mas é diferente de você ver um
uma cena explícita acontecendo lá num
numa série, num filme, né? Eh, até
entendo isso, mas os temas em si, eles
não deveriam ser não deveriam ser um um
eh não deveriam causar esse tipo de
reação na gente, né? Eu eu tô falando e
tô vendo aqui algumas
algumas
mensagens de vocês aqui. Eh,
eu gostei mais de anéis de poder do que
da segunda temporada de A casa do
Dragão. Ah, interessante, Lilian. Eu,
muita gente não gostou muito do anéis do
poder. Eu não gostei de várias coisas,
mas o que eu não gostei é
tem a ver mais assim com os caras não
conseguirem abrir mão da de fazer
relações sempre diretas com os filmes,
que são as grandes obras. Então, o
personagem que não deveria est lá no no
no anoder, os caras fazem questão, não,
o personagem tá lá, tá aqui, ó, um
personagem que lá,
então
essas coisas que me fez não gostar, não
comprar muito a série, né?
Mas eu vou ver, eu vou continuar vendo,
eu quero ver. Espero que que eu goste
mais das próximas temporadas, né?
Eh,
o Carlos aqui falando da da letra do War
Pigs, né, que eu tinha comentado. Ele
comenta aqui também. Entendo quase nada
de de senhores anéis, mas eu gostaria um
eu ia gostar que a gente abordasse
Matrix sobre a mesma ótica. Ah, boa,
boa. Eu vou reassistir inclusive essa
semana. Aí a gente comenta, pode
comentar sobre Matrix aí na semana que
vem, que é também um outro filme que faz
diversas referências a temas bíblicos e
tal. Isso é interessante, a gente pode
comentar assim:
"Pulo parece que conheceu os estádios,
porque ele fala que só um que corre
alcança o prêmio, mas para nós todos
podemos vencer por causa de Jesus". Diz
aqui o João. Exato, né? João, Paulo
conhecia a literatura pagã. Ele vai
falar, ele vai falar, vai fazer
referências a literaturas, eh, a
literatura grega e tal. Paulo era uma
pessoa culta da sua época. Esse é o
ponto, né? E ser culto na época de Paulo
não é você ficar lá só dentro da
religião judaica, que era a religião de
Paulo, não. Ele conhecia, ele conhecia a
cultura que mitologia grega ele devia
conhecer, ele devia conhecer as obras
mais conhecidas.
Paulo era uma pessoa culta e de forma
geral. E às vezes parece que dentro do
cristianismo a gente tem um um pouco de
de receio de cultura de forma geral, né?
Aí o Carlos fala assim: "Sou fã da
quadrilogia", né? Ele tá falando ali do
do Matrix, né?
E ele fala: "Essa música mudou para
Estou sobre o sangue da cruz".
É mesmo? Não sabia não.
O Eduardo vai comentar aqui. Eu vi um
anime chamado Vinland Saga. Não é
cristão, mas há várias mensagens
bíblicas como o protagonista que ao
passar a vida toda matando, decide ser
pacifista. Interessante, Eduardo. Tá
vendo? Eh, existem obras que parecem não
ter nada a ver com Bíblia e não tem, não
é a referência direta da pessoa,
mas se você é religioso e vê essa obra,
você faz relações. Então, por exemplo,
eh, o próprio Harry Potter, né? Eu não
conheço os livros, eu eu vi só os
filmes, mas temas que você vê e que são
temas bíblicos, né? Então, eh, a ideia,
por exemplo, de um herói que é arrogante
é um é um tema que não é muito
explorado. As pessoas preferem um herói
que é humilde. O herói humilde, ele é
ele parece ser mais interessante do que
o herói arrogante.
Isso é um tema bíblico, né? É,
então o Harry Potter, você tem a
fidelidade aos seus amigos, você tem um
dos temas de Harry Potter que eu mais
gosto é cuidado com as aparências,
porque gente que parece ser muito boa
não é tão boa assim, e gente que parece
ser muito ruim, no final das contas,
você não faz ideia do quanto essa pessoa
carregou, suportou e de quão herói essa
pessoa é, né? Então, esses tipos de
temas que aparecem no no Harry Potter
são muito interessantes
e são temas que são importantes, são
caros pra Bíblia, né? Então,
saber assistir essas obras, reconhecendo
a a essas essas coisas é é bom, é bom,
interessante, né? O último anime que eu
vi foi lá o Demons, Demon Slayer,
né? É o Tandiro, Tangiro e Inesuko. É. E
é interessante também porque os démons,
os demônios lá, eh, no final das contas,
ele ele vai derrotando os demônios, mas
ele vai vendo que tem um outro aspecto.
Aqueles monstros não são só monstros,
eles têm alguma alma ali. Então,
conforme ele vai derrotando os demônios,
chega uma hora que você sente, começa a
sentir até um pouco de dó, fala: "Cara,
e ele, eles têm uma profundidade ali,
que é um tema também cristão no sentido
de você de você ter eh
de você ter uma certa benevolência e de
você ter uma certa empatia, a gente pode
chamar também, mas de você aprender a
ter um segundo olhar para as pessoas,
sabe?
de você ser mais misericordioso,
eh, esse tipo de coisa. Então, tem
muitas coisas que dá pra gente ver. Um
um o outro anime que tem um tema que é
muito interessante de uma ótica bíblica
que é o o Death Note.
O Death Note que mostra que também tem é
um tema parecido com o senhor Anestes,
que é a ideia de um poder que corrompe.
Você tem um livro lá no na na história
do Death Note, o o sujeito que é o
Light,
né?
Ele é a luz, que é um rapaz inteligente,
um rapaz muito bom, é um rapaz bonito,
tipo, ele representa toda a bondade.
Quando ele ele recebe um caderno em que
ele descobre que ele consegue escrever o
nome de uma pessoa e essa pessoa morre
quando o nome é escrito,
ele vai falar: "Não, eu vou usar esse
caderno para fazer o bem, mas um poder
bom daquele,
ele acaba fazendo o mal através dele."
É, é um tema muito parecido com o Senhor
dos Anéis, porque essa essa frase é
dita, né, no Senhor dos Anéis. Você não
pode me entregar esse anel, porque eu ia
usar o anel com a intenção de fazer o
bem, mas através de mim esse anel ia
causar o mal. Quer dizer, a ideia da
corrupção vinda pelo poder é o mesmo
tema do Death Note e do e dos senhores
anéis. Ou seja, o sujeito vai usar
aquele caderno, ah, eu vou usar só para
matar as pessoas piores da sociedade,
para construir uma sociedade melhor e
tal. E no final das contas ele se perde
completamente, né? E e o a história do
Death Note é a história da corrupção,
do light, da luz. É a luz se corrompendo
pelo poder de tirar a vida das pessoas,
né? Eh, outro tema importantíssimo do
Senhor dos Anéis também, né? Eh, não
seja eh, não tenha pressa em saber, em
querer tirar, decidir quem morre e quem
vive.
eh uma uma ter a pena de alguém e não
matar essa pessoa. É essa é uma coisa
muito interessante que fecha uma trema,
uma trama grande no Senhores Anéis, né?
Se você for parar para pensar, quem
conhece a história sabe que lá no
Hobbit, que foi o primeiro livro que foi
escrito, o Bilbo tá fugindo da caverna
usando o anel. Ele tá invisível
e a criatura que tá perseguindo ele, que
é o Golum, tal, fica em um momento ali,
fica e exposta. Ele pode matar aquela
criatura,
mas na hora que ele vai matar ela para
ele poder sobreviver,
ele fica com dóum.
e ele vai embora. E o fato dele ter tido
dó do Golum e não ter matado ele vai
reverberar no final, no desfecho do
filme. Se não fosse o Golum, que não é
exatamente um herói, um mocinho, se ele
não tivesse dó e não tivesse poupado o
Golum décadas antes, lá no final o Golum
não ia ter tirado o anel do Frodo quando
o Frodo falhou e o anel não teria caído
lá no Monte Dom, no monte da perdição.
Então, no final das contas, a dó, a
piedade, a misericórdia que um
personagem teve lá no começo, num do
primeiro filme da da da série, acaba
reverberando na destruição do mal lá no
final da série. Então, no final das
contas, o que que salvou o mundo inteiro
foi a misericórdia de uma pessoa que
teve dó de tirar a vida de uma criatura
que parecia ser má, né?
Então, a ideia de que você não ser tão
ávido a decidir quem vive e quem morre e
tal, eh, é uma ideia em comum no Death
Not e no Senhor dos Anéis, né? O poder
que você tem sobre a vida das pessoas é
um poder que corrompe
grandemente, que corrompe grandemente,
né? O tema que eu adoro lá no Death
Note. Talvez até veja veja de novo esse
anime, eu achei bem legal.
Eh,
o Carlos coloca aqui, é interessante
notar que a cultura pop usa símbolos e
história do judaísmo, cristianismo e
quase nada de outras religiões. E quando
usam é para um nicho. Exato. É, é isso
mesmo, Carlos. Mesmo quando a cultura
pop é produzida por eh por uma cultura
que não é necessariamente cristã, como
obras japonesas, né? Eh, não tô falando
que eles sempre vão usar esses símbolos
e tal, mas muitas vezes os símbolos são
colocados. Você vê, por exemplo, o
próprio um um outro anime que tem já
pelo nome, né, tem diversas referências
bíblicas, que é o Evangelion.
E ele vai ter criaturas que ele chama de
angels. Ele vai ter lá o o Adam Lilit,
que não é uma criatura bíblica, mas faz
parte aí, digamos assim, de um
imaginário eh bíblico. Eh, e vai falar
da árvore da vida, vai ter uns símbolos
cabalísticos do judaísmo mesmo e tal.
Então, eh, o ponto é, a Bíblia, ela é
tão rica
que ela é fonte de inspiração de arte
também, mesmo para quem nem é religioso,
né? Se você não é religioso, você não
acredita em Deus nem nada, se você lê a
Bíblia de um ponto de vista artístico,
literário, aquilo é aquilo é
extraordinário. Não é à toa. Não é à
tua. Um livro que fosse superficial, ele
não ia influenciar tão fortemente a
história da humanidade. Não tem como.
Precisa de profundidade para você ter o
poder de influência que a Bíblia tem,
né? Não dá para ser qualquer livro, não
dá para ser qualquer obra. Tem que ser
uma obra com profundidade, né?
Aí o Henrique coloca aqui: "Lembrei de o
nome da Rosa, onde um certo livro era
proibido dentro de um mosteiro católico.
Acho que o espírito da reforma
protestante acabou se perdendo um pouco.
Hoje temos acesso a livros, mas certas
vezes as igrejas acabam proibindo seus
membros de consumirem certas obras. É,
então é a ideia do index, né? Index
librorum proibitorum, né? a a lista de
livros proibidos que se tinha lá na
Idade Média. A gente acha que
a gente, né, muitas vezes acha que a
forma de você
a forma de você preservar a religião
bíblica é através da exclusão de de você
não entrar em contato com coisas, eh
você se isolar de algumas más
influências, né? Eu li hoje agora no
culto que a gente fez por sol, o
Filipenses 4, que é é um texto que é
muito usado para justificar isso, né?
Isso aqui é uma coisa interessante. Eu
acho que é legal a gente trazer aqui
Filipenses capítulo 4,
o versoito.
É um verso que eu vi muitas vezes na
minha igreja falando: "Olha, cuidado com
o que você lê aí, viu? Cuidado,
olhinhos, o que ouve, o que, o que olha,
cuidado ouvidinhos, o que ouve, tal,
música que era cantada para criança e
tal. E esse verso era usado para
justificar esse tipo de pensamento da
gente ter eh se apartar das coisas que
são mais influências, né? E diz o
seguinte, né? Filipenses 4 verso 8.
Finalmente, irmãos, tudo que é
verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo
que é justo, tudo que é puro, tudo que é
amável, tudo que é de boa fama, se
alguma virtude há e se algum louvor
existe, que seja isso que ocupe o
pensamento de vocês,
tá vendo? Então, não é para ficar
ouvindo música do mundo, não é para
ficar vendo o filme por aí e tal. Então,
era a forma como o pessoal usava. que é
interessante que esse verso,
eh,
para mim hoje ele tem um sentido
contrário do que é o que tentavam dizer
na época. O verso ele não é excludente,
ele é includente. Includente existe essa
palavra, ele inclui as coisas. Ele não
tá excluindo o verso. Não diz
finalmente, irmãos, nada do que é falso,
nada do que é desrespeitável, nada do
que é injusto. Não é finalmente, irmãos,
tudo que é verdadeiro, tudo que é
respeitável, tudo que é justo, ele vai
terminar dizendo assim: "Se existe
alguma virtude ou se existe algum
louvor, e o louvor aqui não é no sentido
religioso, que é alguma coisa louvável,
alguma coisa que dá para elogiar, então
isso ocupe o pensamento de vocês."
Então, é muito mais inclui
características. Se existe alguma
virtude nisso, então que isso ocupe a
cabeça de vocês. Eh, não é para, esse
não é um verso falando o que que você
não deve ver, não deve ler, não deve
ouvir, não deve assistir. É o contrário.
O que que você deve entrar em contato, o
que que você deve ler, o que você deve
assistir. Eh, é um é um verso que fala
que é bom ocupar a cabeça com as coisas
que t qualquer coisa de boa, qualquer
coisa, qualquer virtude ou louvor, né? E
a gente consegue vertude e louvor em
muitas coisas
e ocupar a mente disso não é
necessariamente uma coisa ruim, né?
Então, se a gente criasse esse esse
senso crítico para as obras de acordo
com a a a fé que a gente tem, a gente
deveria usar também esse senso crítico,
não só para as obras
não religiosas, seculares, mas aí a
gente deveria usar esse senso crítico
também dentro da igreja, porque tem
muita música que toca na igreja, que
ouve, que a gente ouve dentro da igreja.
Se a gente prestasse um pouquinho de
mais atenção na letra, a gente falar:
"Gente, essa letra não faz nenhum
sentido. Essa música não tem nada a ver
com nada. O que que a
o que que esse cara tá defendendo? Não,
não entra em contradição com com
diversos princípios bíblicos. Então,
aprender a criar um senso crítico
fundamentado na Bíblia e na fé, em Deus,
é uma coisa que deve acontecer dentro e
fora da igreja,
entende? para quem é religioso, tanto
pra vida dele secular, para ele saber eh
ter um senso crítico em relação que ele
assiste, que ele ouve e também pra vida
dele religiosa dentro da igreja, para
ele ver as coisas que a própria igreja
produz e ele saber
eh saber ser crítico em relação à aquilo
do ponto de vista dos fundamentos da fé,
né? Então, e essa não é um tipo de coisa
que também as pessoas na igreja
gostariam que que as pessoas tivessem,
né?
Eh, não todas, claro, né? Mas existem
pastores que a última coisa que eles
querem é que os membros sejam críticos
em relação ao que ele fala de púlpito,
né?
Eh, e esse é o tipo de líder de igreja
que que precisa ser criticado, que
precisa, alguém precisa levantar e
falar: "Então, pera aí, o que você falou
não faz sentido. A Bíblia não diz isso,
não é por aí, né?"
O Henrique fala também, eh, ah, não, eu
já tinha lido esse, né? O João vai
falar: "Eu estou lendo os Demônios de
Dostoyevski". Fiquei com receio até de
pegar o livro na livraria, mas quando li
atrás disse que é uma das maiores obras
das letras cristãs. Fala sobre o perigo
da demonização. Poxa, que interessante,
hein, João? Eu preciso ler Dostoyobski
urgentemente. Eu vou em algum momento eu
vou ler, mas é boa dica aí. Os demônios
de Dosto
eh, tá bom, gente. Acho que é isso, né?
Eh, em Demon Layer, quando o demônio
morre e se pode ver o passado dele, o
protagonista vê que ele poderia ser o
demônio. Como Paulo disse, Deus veio
para salvar os pecadores, dos quais eu
sou o pior. Ó, que interessante aí o o
esse insight aqui do Eduardo. Olha só.
Legal. Legal.
Aí, aí você começa a ver que os demônios
não são tão diferentes assim da gente,
né?
Aí que a gente começa a achar que nós
somos os os puros que devem purificar o
mundo dos demônios. E a gente começa a
questionar, poxa, será que eu também não
seria um demônio? Será que eu também não
precisaria ser purificado, né? É, no
final é e é o parecido com Death Note
que a gente estava falando, né? O Light
tá tão preocupado em eliminar as pessoas
ruins do mundo que no final ele não ele
acaba não percebendo que ele é uma
pessoa que também precisa ser eliminada.
Ele entrou naquela lista também.
O final, a ideia é que ele também tá no
Death Note, na lista dos que precisam
morrer. Ele se tornou também um
assassino, né? Aliás, eh é a grande
trama do do anime, né? É o cara tentando
saber quem é o grande assassino por trás
de tudo, que é o o cara que quer matar
assassinos para deixar o mundo melhor,
né? Eh, essa é uma reflexão muito
interessante, muito boa, né? que é
quando eu tô tentando melhorar o mundo,
eh, lutando contra as pessoas más, a
primeira dúvida que deve vir é: será que
eu sou uma pessoa boa o suficiente para
essa tarefa? Será que eu não sou um mau
também, né? Eh, como as pessoas, quando
o pessoal disse, se eu não me engano, é
uma obra do Batman que fala isso também,
né? Quando um, uma pessoa mata um
assassino,
continua existindo o mesmo número de
assassinos no mundo, né? O cara que
matou ele mesmo se torna um assassino,
né?
Aí o João vai falar o filme Os
Miseráveis também. Gente, uma grande
parte das obras, sabe o que acontece
também? Muito parte das obras de cultura
pop, elas vão se utilizar da da elas vão
estar fundamentadas no no senso moral de
certo errado, de bem contra o mal, né?
As obras não, elas não, não vai, não vai
ter uma obra de grande sucesso que tá
ali só louvando coisa ruim que ninguém
gosta, que é tudo errado.
As obras têm um senso de justiça,
entende? Mesmo quando um mocinho mata o
vilão, no final existe um senso de
justiça. Fala: "Nossa, esse cara merecia
ser punido, esse cara merecia morrer e
tal". E aí tem aquele alívio moral no
nosso cérebro. Nossa, finalmente o mal
foi destruído. Olha esse cara,
finalmente o bem venceu e tal, né? Então
é fácil fazer essas pontes, né, com com
o com essas obras, né? O Javé quer
prender o protagonista porque ele quer
cumprir a lei a ferro e fogo.
Interessante. Os miseráis, eu eu eu já
vi os miseráveis, já vi um filme, mas eu
não lembro direito da da trama. Lembro
que era uma Revolução Francesa, né?
Então, tá bom, gente. Eh, todo mundo
gosta do Justiceiro da Marvel. Você sabe
por quê?
Diz aqui o JL, JLS NFH.
Olha, eu acho que talvez seja por causa
desse senso de justiça. Aí a gente tem
um senso de justiça rudimentar na nossa
mente, né? Que a gente quer ver o quem é
mau se dando mal
e alguém tem que fazer o trabalho sujo,
né? N é mais ou menos essa ideia. É o
cara que vai sair detonando com todo
mundo que é ruim, né? Então, existe um
até um senso de vingança quando você vê
o herói
fazendo a rapa nos bandidos, né? Então
eu imagino que seja isso. Não sei se foi
uma pergunta retórica ou se você quer
realmente saber a minha opinião, mas eu
imagino que seja isso, que é a ideia do
cara que não tem
nem vi a nova série do do Justiceo, um
sujeito que não tem e escrúpulos, ele
não tem piedade para punir. Inclusive em
inglês o justiceiro é the punisher, né?
Então, a ideia de punição de criminosos,
de maus e tal, é uma ideia que dá prazer
na mente humana, né? E isso é explorado
nessa série, né? Então, o o o filme
clássico, filmes clássicos nos anos 80,
é um filme de vingança. É o filme em que
o cara era uma pessoa feliz, pai de
família, veio alguém e matou a família
dele inteira. E é feito, o a trama é
feita de um jeito para você ficar
revoltado com o que aconteceu, né?
Inclusive, a nova versão dele é o o John
Wick. O cara matou o cachorro do cara,
que é para você ficar com raiva mesmo.
Falou: "Não, esse cara tem que ir atrás
e matar todo mundo, não pode sobrar
ninguém. mataram o cachorro dele. Tô
batendo aqui, deve est todo mundo
tremendo aí. Eh, e o
a ideia é justamente criar esse senso de
indignação na gente para você ter um
alívio no final quando o o o sujeito faz
a vingança dele, quando aquele cara mal,
inclusive, olha, a Lilan citou o Game of
Thrones, né? O Game of Thrones é um é um
exemplo ótimo do de uma parte da trama.
Tem um personagem que é tão detestável,
que é o o Jofrey lá, é tão absurdamente
detestável que você até certa parte você
só lê o livro ou assiste a série para
cara, eu quero ver a hora que esse cara
vai morrer. Eu preciso ver esse cara
morrer. Porque ele é um sujeito tão
detestável que você
sente a vingança em você. Você quer ver
aquele cara morrer, né? E quando ele
finalmente morre, você tem um senso de
justiça. A cena é prazerosa. Você fica
feliz. Você fala esse cara porque é um
personagem construído
para ser o o o autor, ele usou toda a
imaginação que ele tinha para construir
um um personagem que ser que fosse o
mais detestável possível em todos os
aspectos possíveis, né? E o o ator fez
isso muito bem, inclusive. Inclusive,
ele teve problemas porque as pessoas
passaram a detestar o ator, porque ele
fez muito bem o papel de uma pessoa
detestável, de uma pessoa que você quer
ver morrer, né? Então, eh, a as obras em
geral usam muito desse senso de
vingança, um senso rudimentar de justiça
que tem essa ideia de que eu quero ver
esse cara pagar pelo que ele fez, né? Eu
quero ver o mal ser punido e eu quero
ver o bem eh ser eh eh recompensado, né?
Que é o é o é o é o rudimentar de
justiça que a gente tem, a punição do
mal e a recompensa do do bom,
né? Então tá, gente, é isso daí.
A gente conversa mais aí semana que vem.
Vamos ver. De repente a gente fala sobre
Matrix. Vou ver se eu assisto essa
semana aí ou alguma outra obra ou algum
outro tema que eu achar interessante
também eu trago. De repente a gente faz
também. Eu vi uma outra coisa nessa
semana também que eu fiquei com vontade
de fazer um react. Eu não lembro o que
que era. Se eu ver, se eu vir de novo,
eu vou vou salvar. De repente a gente
faz um react de alguma coisa também na
próxima live. Vai ser uma surpresa. A
gente vai saber semana que vem.
E valeu, gente. Uma boa noite. Obrigado
aí por quem acompanhou até aqui. A gente
se vê aí no próximo, não sei se vai ser
semana que vem, mas na próxima live, tá?
Eu, essa live dessa semana eu fiz meio
que em cima da hora, mas a ideia de a
gente colocar uma live para estrear
antes para vocês verem que vai ter a
live, tá bom? Se não tiver, eu coloco
também no canal uma mensagem ali falando
que a gente não vai ter, mas a princípio
teremos, tá bom? Valeu. Boa noite. Boa
noite aí o João. Boa noite, pessoal.
todo que comentou aí e até mais.

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