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A fé vem pelo ouvir

É o Senhor quem dá pastores fiéis – Rev. Marcos Rogério

É o Senhor quem dá pastores fiéis – Rev. Marcos Rogério

É o Senhor quem dá pastores fiéis – Rev. Marcos Rogério

Nesta mensagem baseada em 1 Tessalonicenses 2:1–12, somos conduzidos a refletir sobre o valor dos pastores fiéis como uma dádiva graciosa de Deus para o cuidado da sua igreja.

Em um tempo marcado por crise de autoridade, maus exemplos públicos e desprezo pelo ministério pastoral, a Palavra de Deus nos chama a reconhecer o trabalho frutífero, o apelo sincero, a motivação amorosa e o comportamento piedoso daqueles que foram chamados por Deus para apascentar o seu rebanho.

Ao defender seu ministério diante das acusações feitas contra ele, o apóstolo Paulo nos oferece um paradigma bíblico de fidelidade pastoral: coragem para pregar o evangelho, sinceridade diante de Deus, amor sacrificial pela igreja e compromisso com uma vida piedosa.

Uma mensagem necessária para a igreja de Cristo, tanto para que os crentes reconheçam e usufruam da provisão graciosa de pastores fiéis, quanto para que os pastores perseverem no chamado do Senhor com alegria, temor e fidelidade.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Rev. Marcos Rogério
Passagem: 1 Tessalonicenses 2.1-12

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução e saudação à igreja
00:50 – Leitura bíblica: 1 Tessalonicenses 2:1–12
03:43 – Oração pela exposição da Palavra
04:52 – A crise de autoridade no cenário evangélico
06:32 – Pastores fiéis como dádiva de Deus
07:55 – O contexto de Tessalônica e as acusações contra Paulo
09:21 – Falsos mestres e pregadores itinerantes no primeiro século
12:29 – Paulo chega a Tessalônica após sofrer em Filipos
13:34 – A tentativa de desacreditar o ministério apostólico
15:07 – Paulo faz defesa do seu ministério
16:02 – Deus concede pastores fiéis ao seu rebanho
17:00 – O trabalho frutífero de pastores fiéis
18:45 – O testemunho pessoal da igreja sobre Paulo
21:13 – A entrada de Paulo não foi em vão
22:39 – O fruto da pregação fiel
23:14 – A importância de reconhecer o fruto pastoral
25:18 – O apelo sincero dos pastores fiéis
27:04 – Pastores aprovados e chamados por Deus
28:26 – Agradar a Deus, não aos homens
29:41 – Deus continua provando o coração dos seus servos
32:30 – A motivação genuína e amorosa do pastor
33:31 – Paulo como criança no meio da igreja
35:46 – Paulo como mãe que cuida dos filhos
37:37 – Pastores fiéis sofrem por amor ao rebanho
40:07 – O comportamento piedoso dos pastores fiéis
41:20 – Paulo trabalha para não ser peso à igreja
44:14 – Viver e ensinar piedade
45:27 – O cuidado pastoral como o de um pai
46:17 – O sacrifício daqueles que servem no ministério
47:56 – Reconhecer, honrar e usufruir dos pastores fiéis
48:27 – Palavra de encorajamento aos pastores
49:35 – Chamado final à igreja e aos pastores

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Amados irmãos, para mim é
uma alegria imensa estar aqui para
servir os irmãos no ministério da
palavra. Uma alegria por poder servir
nesta igreja em que o meu mestre, tanto
do período do seminário quanto da
pós-graduação,
né, e ensinou tantas coisas boas a
respeito da verdade da escritura e do
ensino dela, mas eu confesso que também
é uma grande responsabilidade, uma
alegria, mas também um grande peso por
ser este então o meu mestre, o meu
professor de exegese e de hermenêutica.
Eu escapo só da omilética, mas talvez
não por muito.
De fato, irmãos, é um privilégio fazer
isso, estar aqui adorando o Senhor com
os irmãos. E para isto, então, eu
gostaria de convidar os amados irmãos
que abrissem as Escrituras Sagradas na
primeira carta que o apóstolo Paulo
escreveu à igreja de Tessalônica. Eu vou
ler com os irmãos o capítulo 2, apenas
os 12 primeiros versículos
deste texto.
Diz assim então a palavra do Senhor, o
nosso Deus em Primeira Tessalonicenses,
capítulo 2, versos 1 a 12. Irmãos, vocês
sabem muito bem que a nossa chegada no
meio de vocês não foi em vão. Pelo
contrário, apesar de maltratados e
insultados em Filipos, como vocês sabem,
tivemos ousada confiança em nosso Deus
para anunciar a vocês o evangelho de
Deus em meio a muita luta.
Pois a nossa exortação não procede de
erro ou de intenção, de intenções
impuras, nem se baseia no engano. Pelo
contrário, visto que fomos aprovados por
Deus a ponto de ele nos confiar o
evangelho, assim falamos, não para
agradar as pessoas, e sim para agradar a
Deus que prova o nosso coração.
A verdade, como vocês sabem, é que nunca
usamos de linguagem de bajulação,
nem de pretextos gananciosos.
Deus é testemunha disso. Também jamais
andamos buscando elogios das pessoas,
nem de vocês, nem de outros. Embora como
apóstolos de Cristo pudéssemos ter feito
exigências, preferimos ser carinhosos
quando estivemos aí com vocês. Assim
como uma mãe que acarecia os próprios
filhos, assim, com muito afeto,
estávamos prontos a lhe oferecer não
somente o evangelho de Deus, mas até
mesmo a própria vida.
Porque vocês se tornaram muito amados de
nós, pois vocês com certeza se lembram,
irmãos, do nosso esforço e fadiga e de
como trabalhando de noite e de dia, para
não vivermos à custa de nenhum de vocês,
proclamamos a vocês o evangelho de Deus.
Vocês
e Deus são testemunhas de como nos
portamos de maneira piedosa, justa e
irrepreensível em relação a vocês, os
que creem. E vocês sabem muito bem que
tratamos cada um de vocês como um pai
trata seus filhos, exortando, consolando
e admoestando vocês a viverem de uma
maneira digna de Deus, que os chama para
o seu reino e para a sua
glória. Vamos orar mais uma vez, amados
irmãos, ao Senhor. Ó Pai bendito, muito
obrigado pelo privilégio gracioso que
nós temos.
de receber a palavra do Senhor,
sermos graciosamente convocados para
esta santa adoração,
onde já cantamos louvores, oramos,
confessamos o nosso pecado, presenciamos
e participamos do sacramento. E agora,
Deus, na continuidade deste culto, com
toda a devoção da nossa mente e coração,
vamos ouvir a instrução da palavra do
Senhor, a fior e verdadeira palavra do
Senhor. que o Senhor nos deu para
conhecer o Senhor e andarmos nos teus
caminhos pela tua graça. Us o teu servo
que irá pregar a tua palavra nesta
noite, tenha compaixão da igreja e do
teu servo, ó Deus, para que todos nós,
pela compaixão e graça do Senhor,
sejamos edificados e nutridos,
fortalecidos na fé para viver para o
Senhor e desfrutar da graça da vida na
tua presença. No nome de Jesus, assim
oramos. Amém.
Amados irmãos, existe uma crise
generalizada de autoridade no cenário
evangélico dos nossos dias.
E dentre tantos motivos
que levam a isso, nós podemos considerar
alguns.
É innegável que péssimos exemplos
públicos de pastores estão aí a toda
hora. Isso é inegável. É visível também,
irmãos, que o padrão de referência para
se estabelecer liderança evangélica tem
sido deplorável em nosso tempo.
Crianças excêntricas são chamadas de
pastores. Pior ainda, homens que são que
são notoriamente imorais seguem no
ministério pastoral.
É fato ainda, irmãos, que nós vivemos um
tempo de desprezo generalizado por
autoridade constituída.
Isso envolve as coisas que eu já falei,
mas é fato que o quinto mandamento
perdeu o valor para nós em grande
medida. é próprio do nosso tempo. Mas
ainda, irmãos, há um fator que nós não
deveríamos jamais descartar. Se nós
quisermos, então, avaliar esta crise no
nosso tempo, que é este: servos fiéis de
Cristo, servos dedicados ao ministério,
sofrem duras perseguições dos ímpios e
do próprio Satanás.
E quais são os efeitos então, amados
irmãos, desta realidade
na nossa vida como igreja?
Um deles, os crentes perderam de vista
que pastores fiéis são uma dádiva de
Deus, uma provisão graciosa do Senhor
para o cuidado da sua igreja.
Eles perderam ou t perdido de vista que
o Senhor concede pastores fiéis para
apacentar seu rebanho.
Outro efeito, os crentes não valorizam
nem honram o ministério de tais homens
fiéis, como é biblicamente devido. Outro
ainda, irmãos, e consequente disso, por
fim, é os crentes não usufruírem desta
provisão graciosa,
deixando de contar com o auxílio de
pastores para sua caminhada cristã,
difícil caminhada cristã. Que que eu
posso dizer isso com clareza? Vocês
conhecem os desigrejados? Não nasceram
hoje. É um fenômeno antigo, mas eles são
uma prova disso. Nós não precisamos de
pastores para nos ajudar na nossa
caminhada.
Ou seja, meus irmãos, o Senhor concede
como uma provisão graciosa pastores
fiéis para apacentar seu rebanho.
Todavia, a igreja de Cristo está em
franco risco de não reconhecer, honrar e
usufruir desta dádiva graciosa. Por que
que eu estou dizendo isso? Porque a
passagem que eu li para os irmãos agora
a pouco que lemos de Primeira
Tessalonicenses, capítulo 2, versos 1 a
12, nos ajuda a refletir seriamente
sobre esta questão. É uma passagem que
está instruindo, corrigindo e
fortalecendo, então, o povo de Deus no
entendimento da graça de Deus que
concede pastores fiéis para apacentar
seu rebanho.
Nos ajuda a entender isso e como lidar
com isso com clareza. Há pouco. É
verdade que eu mencionei que péssimos
exemplos e padrão baixo de referência
são uma realidade do nosso tempo, mas
não exclusivamente. Isto é verdade.
Paulo já tem que lidar com isso no
contexto da plantação da igreja em
Tessalônica.
E uma das coisas que eu gostaria de
ajudar os irmãos a consolidar na
compreensão é que por vezes nós temos
uma visão do ministério
missionário dos apóstolos e
particularmente do apóstolo Paulo, como
se o cenário fosse fácil para realizar
este ministério e que no máximo tinha as
perseguições ali por onde passavam. Mas
não é conhecido, irmãos, na história
fora das escrituras péssimos exemplos
daqueles que são chamados de pregadores
ou os filósofos itinerantes dos dias de
Paulo. Sabe, irmãos, sair com uma
comitiva, entrar numa cidade e levar uma
nova mensagem não é algo exclusivo do
cristianismo daqueles dias. Muitos
faziam a mesma coisa, só que o faziam de
uma maneira absolutamente deplorável.
Um filósofo do primeiro século chamado
Dio Crisóstomo ou Dio da Prussa, que
viveu aí em torno do ano 40, 120, em
torno então do período paulino, é alguém
que que criticamente que eh severamente
critica os seus pares, vários dos
grupos, mas especialmente um deles, que
eram os conhecidos filósofos cínicos
itinerantes, que iam de cidade em
cidade, então pregando suas fantasias
ilusórias, enganando as pessoas.
pessoas. Eu vou ler as palavras do
Dióstomo para este quadro difícil.
Ele diz que os cínicos itinerantes eram
homens bastardos e nóis, por assim
dizer, sem conhecimento, mas necessitado
de pão. Ele se reúne nas esquinas das
praças ou nas esquinas das ruas, nos
becos e nos portões dos templos,
enganando garotos, marinheiros e uma
multidão desse tipo, ao juntar
zombarias, inúmeras conversas inúteis e
respostas triviais de mercado. No
entanto, diz Crisóstomo, não produzem
bem algum, mas o mal mais evidente. Qual
é o mal mais evidente? acostumando-os os
ignorantes a ridicularizar os filósofos,
assim como alguém habituaria criança a
desprezarem os mestres. Veja só a imagem
de alguém que ia de cidade em cidade
pregando uma nova mensagem por conta
desta
situação generalizada dos itinerantes
cínicos, que de maneira deplorável então
desprezava os verdadeiros mestres. Isso
é um pagão falando. Agora, é claro, né?
As escrituras também nos deixa evidente,
irmãos, que as coisas não eram boa
mesmo. Inclusive dentro da igreja, da
esfera cristã, Jesus diz que a a
respeito dos fariseus que eles iam longe
para fazer prosélitos, fazendo os filhos
do inferno duas vezes mais.
Também Pedro vai dizer que surgiriam
falsos mestres, muitos seguiriam suas
práticas libertinas.
E eles, diz Pedro no capítulo, na
segunda epístola, no capítulo 2, verso
3, movidos por avareza, explorariam as
pessoas com palavras fictícias.
João não fica em silêncio e diz: "Muitos
profetas têm saído pelo mundo aa". E o
próprio Paulo, escrevendo para Tito, no
capítulo 1, verso 10 e 11, lembra que
existem muitos que enganam as pessoas.
Eles andam pervertendo casas inteiras. E
observemos, né, com a intenção
vergonhosa de ganhar dinheiro. Irmãos,
foi nesse contexto que Paulo se dispôs a
sair de cidade em cidade pregando o
evangelho. É com essa imagem então de
alguém que tem uma notícia nova para
levar, que o apóstolo com a sua comitiva
empreendeu a sua obra.
E Lucas nos conta, então, isso em Atos
16, que Paulo na sua segunda viagem
missionária, depois de ter sido preso e
sofrido humilhação, sofrimento em
Filipos, chega com seus companheiros na
cidade de Tessalônica, prega naquela
igreja por um período curto, menor que
um mês, três sábados de uma sinagoga,
mas um período curto. sofre perseguição
ali junto com os recém-convertidos
daquela cidade, tanto dos judeus como
dos seus compatriotas.
E especialmente Paulo precisa deixar
aquela cidade rapidamente. Um novo
mensageiro que chega, prega uma mensagem
e diante da primeira oposição precisa ir
embora rapidamente. É assim que ele foi
visto por alguns pelos inimigos do
evangelho. É claro que Paulo, assim que
recebe a notícia da situação daquela
nova igreja por meio de Timóteo, quando
está em Coríntios, escreve esta carta
para tratar das necessidades daquela
daquela igreja nova, daqueles irmãos
recém-convertidos. E uma destas
necessidades
destacadas aqui nesse texto é que a
igreja de Tessalônica estava sendo
atacada pelos inimigos do evangelho, que
estão buscando desqualificar o
ministério do apóstolo Paulo e de seus
companheiros ali com uma intenção
específica,
desacreditar a mensagem do evangelho
proclamada por eles e com isso
enfraquecer ou destruir a fé daqueles
irmãos. Então, vejam, Paulo foi e pregou
rapidamente surgiu uma perseguição. Com
pouco tempo ele foi embora e os inimigos
do evangelho que ficaram ali estavam
dizendo aqueles novos crentes: "Mais um
pregador charlatão, itinerante, que
trouxe mais uma mensagem nova e
fantasiosa e na primeira oposição foi
embora. Ele veio aqui pegar o dinheiro
de vocês. O caráter dele é reprovado. O
que eles vieram fazer aqui não tem fruto
nenhum. Tanto é que já foram embora. E
adiante então desta acusação severa
feita pelos inimigos do evangelho, com o
propósito de então desqualificando o
ministério de Paulo e os seus
companheiros de missão, tendo êxito
nisso, eles desqualificariam aquela nova
mensagem que chegou ali, atingiu o
coração dos irmãos. E tendo êxito nisso,
então o evangelho mesmo seria dissipado,
destruído naquele lugar. Este era o
plano satânico.
Por isso, então, irmãos, Paulo tratando
de várias necessidades da igreja,
particularmente essa no capítulo dois,
faz uma defesa do seu ministério
apostólico.
Ele defende, se defende das acusações
que recebeu e demonstra então para
aquela igreja, não pros inimigos, ele
não fala com os inimigos, ele fala com a
igreja que está sendo atacada pelos
inimigos, que de maneira nenhuma o
trabalho que ele realizou ali foi
infrutífero, não foi. Nós vemos isso no
verso e dois, que o apelo dele, a
exortação, aquilo que ele os chamou a
viver à luz do evangelho, foi sincero.
Versos 3 e 4. Que a motivação genuína e
amorosa deles era algo evidente. E ele
prova isso nos versos 5 a 8. E que o
comportamento deles
era um comportamento piedoso. O restante
do texto, dos versos 9 a 12 nos mostra
isso, irmãos. Essa defesa, então, como
palavra de Deus para a igreja de Cristo
de todas as épocas, estabelece um ensino
importante para nós que estamos aqui
hoje, a saber que o Senhor Deus concede
pastores fiéis para apacentar o seu
rebanho. E a igreja do Senhor, portanto,
deve reconhecer o trabalho frutífero
desses servos do Senhor. Deve reconhecer
também que o apelo deles é um apelo
sincero.
deve reconhecer neles uma motivação
genuína e amorosa pelo rebanho e bem
como o comportamento piedoso que eles
têm contra todo esse quadro dramático e
generalizado da desvalorização do
ministério pastoral por conta daquilo
que eu já apresentei pros irmãos no
início. Sim, irmãos, é isso que nós
vamos ver nesse texto com isso em mente,
é compreender como Paulo faz essa
defesa, que é um paradigma, é uma defesa
paradigmática para todos aqueles que
estão no ministério e pra igreja do
Senhor compreender isso. Veja que então
o Senhor concede pastores fiéis para
apentar seu rebanho. Portanto, nós
devemos reconhecer seu trabalho
frutífero. Versos 1 e 2. Paulo diz aí
nesse texto que ele fazendo sua primeira
defesa, então contra as acusações de que
a entrada deles em Tessalônica tinha
sido infrutífera, ele demonstra que ao
contrário disso, eles tiverem tiveram
coragem em Deus para pregar o evangelho,
ainda que em meio a muito sofrimento.
Veja, irmãos, que Paulo começa lembrando
aquela igreja que existe um testemunho
incontestável.
Se vocês observarem comigo no texto, e
eu peço que façam isso por gentileza, ao
longo de todos esses 12 versículos, nós
encontramos seis ocasiões em que o
apóstolo Paulo apela para o testemunho
pessoal daqueles irmãos em relação ao
caráter e o ministério apostólico. Veja
que no verso um, a igreja de Tessalônica
sabia
que a entrada dos missionários não tinha
sido em vão ou infrutífera. Nos versos
dois, nós lemos, no verso dois nós lemos
que a igreja sabia do sofrimento que
eles tinham experimentado para chegar
até ali, mas mesmo assim tinha ido. Nós
a igreja sabia no verso 5 que eles não
eram bajuladores de ninguém.
Sabia também e por isso se lembrava,
este é o verbo, do trabalho ádo que eles
realizaram ali. Verso 9. sabia como
testemunhas pessoais que estes eram
homens piedosos. Verso 10. E sabia
aquela igreja do cuidado amoroso de
Paulo e seus companheiros para com
aqueles irmãos. Verso 11. Veja então que
a nossa tradução Nova Almeida Atualizada
interpreta esse versículo quando o
traduz e diz assim: "Irmãos, vocês sabem
muito bem". A nossa antiga revista
atualizada dizia: "Irmãos, vocês sabem
ou vós sabeis pessoalmente?" A ideia
aqui de fato, é que há na igreja um
testemunho pessoal contra as acusações
dos inimigos de que a vida daqueles
irmãos e o ministério deles, então, no
caso aqui particularmente não tinha sido
infrutífero. E de fato, a ideia aí de eh
uma entrada ou uma chegada em
Tessalônica, que não foi em vão ou não
foi em frutífera, eh combina muito bem
com o contexto do primeiro século.
Um comentarista bíblico vai dizer assim
que em uma época em que filósofos,
itinerantes e oradores frequentemente
chegavam a uma cidade com pompa
extravagante e motivos egoístas para
obter o louvor e o dinheiro dos seus
cidadãos,
as pessoas por toda a Macedônia e acaia
e até a lei reconheceram que a visita da
missão fundadora de Paula, Tessalônica,
não exibiu nenhuma dessas práticas vãs e
desonestas. Era mais ou menos assim.
Quando des charlatães iam chegar numa
nova cidade, eles criavam todo um
cenário, mandava os seus pupilos,
contratava gente da cidade e
preparava todo um público que não era
legítimo, mas um público preparava toda
a entrada cerimonial deles para quando
eles chegassem naquela nova cidade, é
como se tivesse chegando alguém
importante. Isso é um termo, então, que
é comumente usado na literatura do
primeiro século, mesmo entre os pagãos,
para se referir a isso. Só que quando
eles entravam na cidade, o resultado do
que eles ofereciam era nada, porque não
tinha nada para apresentar. Logo, isso
jamais geraria qualquer resultado na
vida da igreja. Eu fiquei feliz quando
eu li a Nova Almeida Atualizada que
corrigiu a revista atualizada aqui
trocando o termo estada por entrada.
Porque exatamente isso que Paulo está
dizendo, então, que a nossa entrada na
cidade para levar a mensagem do
evangelho não foi em vão. E em vão aqui,
compreendo eu, tem mais a ver não com
uma mensagem que é vazia, mas com um
resultado, podendo então ser entendido
como a nossa entrada aí não foi sem
frutos ou não foi infrutífera.
Porque no capítulo um, quando Paulo dá
graças a Deus pela vida daquela igreja,
um dos elementos da gratidão que ele
apresenta naquela igreja é exatamente o
evangelho produziu fruto, está
frutificando no meio de vocês. Então a
nossa entrada não foi vom. Pelo
contrário, diz ele, apesar de todo o
sofrimento que nós experimentamos
previamente maltratados e insultados,
nós tivemos ousada confiança em nosso
Deus para pregar o evangelho em meio a
muitas lutas. Uma característica dos
falsos mestres, tanto dos falsos eh
mestres no contexto pagão da filosofia,
como nos falsos mestres no contexto da
igreja, é que eles jamais iam sofrer por
aquilo que eles não acreditavam. Então,
diante das primeiras adversidades que
enfrentavam no seu caminho, eles
simplesmente mudavam a direção, porque
não vale sofrer por aquilo que você
finalmente não acredita, mas só usa como
benefício próprio. E Paulo então toma
conta disso e diz: "Nós não fomos aí à
toa porque nós tínhamos motivos para
deixar o caminho. O sofrimento foi
duro." Lembra que acontece em Filipos?
Mas nós fomos mesmo assim e tivemos
ousadia, coragem, intrepidez para,
apesar das perseguições, anunciar para
vocês o evangelho de Deus, ainda que em
meio de grande sofrimento, coragem de
pregar o evangelho de Deus. Irmãos,
o Senhor concede pastores fiéis para
cuidar do seu rebanho e o ministério
deles é frutífero. Essa é uma verdade
importante aqui para nós. Paulo quando
escreve aos Colossenses, faz um elogio
devido a Epáfras, o pastor daquela
igreja, quando diz para aqueles irmãos:
"O evangelho está produzindo fruto e
crescendo no meio de vocês". E aí Paulo
acrescenta desde que vocês ouviram a
graça da verdade e conclui então:
"Segundo fostes instruídos por Epáfras".
A pergunta para nós aqui, irmãos, é
se em meio a tudo isso, nós que somos
eh ensinados pela pregação fiel,
aconselhados, corrigidos, exortados,
repreendidos, consolados em outros
momentos, segundo as escrituras, por
pastores fiéis, se nós estamos
enxergando o quanto isso é frutífero na
nossa vida,
Nós corremos o risco, irmãos, de nos
acostumar com o que é bom.
E ao fazer isso distraídamente, nós
perdemos
a o nível de atenção
para com aquilo que de bom nós temos.
Saia para jantar e coma um prato
especial um dia. Agora saia para comer
aquele mesmo prato especial.
Daqui a pouco ele se torna comum para
você.
E ao fazer isso, nós corremos o risco de
usufruir deste ensino verdadeiro e
entender que ele está nos sendo
oferecido pela graça de Deus para o
nosso crescimento espiritual. Então, a
pergunta aqui para todos nós é nós que
temos pastores fiéis, que pregam
fielmente a escritura,
nos ensina aquilo que gera fruto. Esse
fruto tem sido percebido na sua vida.
A sua esposa percebe esse fruto na sua
vida? Os seus pais
percebem eh em vocês esse fruto.
A sua mulher quando olha para você,
homem, depois de um domingo de culto, na
segunda-feira, vê que um coração adubado
pelo evangelho está dando frutos novos.
Porque esse deveria ser, deveria ser a
maneira pela qual nós usufruímos de
pastores fiéis dado pelo Senhor para nos
ensinar a palavra frutífera de Deus.
Irmãos, em segundo lugar,
esse texto nos ensina que pastores fiéis
do rebanho, que Deus concede pastores
fiéis para apentar seu rebanho e que nós
devemos perceber neles um apelo sincero.
A nossa tradução eh coloca aí exortação.
E eu chamei de apelo porque aqui
imediatamente não é o contexto de
exortação no sentido pastoral, de chamar
um crente e seja para consolá-lo, para
adverti-lo, para ensiná-lo, pastorear o
seu coração como um aconselhamento
pastoral. Imediatamente no contexto, a
palavra aqui, que embora possa ser
traduzida por exortação, tem a ver com
aquele apelo a fé em Cristo, apelo ao
abandono do caminho mal e o chamado a
voltar-se então dos ídolos para Deus,
que eh chama os seus servos, então,
chama aqueles seus escolhidos ali em
Tessalônica para uma nova vida. Paulo
está dizendo, então, nesse caso é que
este esta mensagem, esta exortação,
podemos chamar assim, mas este apelo que
nós fizemos aí para vocês em relação a
Deus, não é um apelo que tem como
motivação
em enganar ninguém,
não procede do erro, não tem como
intenção impura, não está baseado em
intenção impuras ou não tem como
objetivo, né, não está motivado por
intenção impuras, mas também não se
baseia no engano ou no doo.
E aí
o apóstolo vai afirmar depois disso que
não é assim. E não é assim, irmãos,
porque há um Deus que os chamou para
esta missão.
Ele diz: "Pelo contrário, visto que nós
fomos
aprovados por Deus, essa é uma linguagem
bastante interessante usada por Paulo,
onde ele diz que Deus e esse termo tem
esse sentido de um exame bastante
criterioso feito por Deus. e um exame
bastante criterioso feito por Deus, que
tem como resultado a aprovação.
E esta aprovação da parte de Deus
gerou em Deus a disposição de confiar a
eles o evangelho de Deus.
Veja, Deus chama os seus servos, os
avalia criteriosamente,
os aprova e depois de aprovados lhes
confia o evangelho para eles pregarem no
mundo. Como é que alguém que passa por
isso diante de Deus pode então estar
fazendo isso por motivações impuras, por
motivações dolosas ou então e envolto em
engano, como faziam os falsos mestres?
Não é
também, irmãos, eles são confiados para
pregar este evangelho
e
por isso eles não podem agradar os
homens.
Eles falam não para agradar os homens,
diz a palavra do Senhor aqui nesse texto
para nós.
Nós
não temos interesse
em agradar pessoas, mas agradar quem?
Ora, aquele que nos chamou, nos confiou
o evangelho e nos deu a tarefa de pregar
a sua palavra. É a esse que nós devemos
prestar contas, portanto, agradá-lo.
E de modo interessante ainda, irmãos,
Paulo não se esquece de dizer que essa
chancela para o chamado missionário,
pregação da palavra, ministério da
palavra, é um chamado que Deus dá e
depois
não pode ser de maneira nenhuma
reavaliado, porque Paulo mesmo diz que o
Deus que nos avaliou, nos considerou
aprovados, nos confiou o evangelho, nos
chamou a pregá-lo e também por isso nós
somos chamados agradar a Deus e não as
pessoas com a mensagem que pregamos. Ele
termina dizendo que esse Deus continua,
é a melhor maneira de traduzir isso
aqui, continua provando os nossos
corações.
Isso aqui é bastante assustador para mim
como pastor que já fui ordenado pelo meu
presbitério,
já tenho a minha carteira de ministro,
já pastoreio, mas eu não posso me
esquecer que o mesmo Deus que me ordenou
é o Deus que continua julgando o meu
ministério.
Nesse sentido, irmãos, o julgamento que
a igreja faz de um pastor
é pequeno aos olhos do Senhor, porque a
igreja vê a aparência,
embora isso seja necessário avaliar, mas
há um Deus que vê o profundo do coração
dos seus servos e os avalia seriamente.
Isso deveria dar uma tranquilidade para
nós como igreja do Senhor, sabendo que
os nossos pastores, nesse sentido,
portanto, não estão livres, mas eles têm
que agradar o Senhor. E é por isso que
eles fazem isso contra toda a vontade
daqueles que querem ser agradados e
bajulados por pastores, que Deus os
chamou e continua chamando e
positivamente continua aprovando
ministérios fiéis. Vocês conhecem a
história de Mica e os ídolos em
juízes?
Camarada, rouba a mãe, faz um ídolo,
conta pra mãe, rouba a mãe, pega o
dinheiro, conta pra mãe, a mãe consagra
esse dinheiro, faz um ídolo, ele se
torna ídolo. De repente vem um
sacerdote, um levita, e ele diz: "Vem
ser meu sacerdote". O levita gosta disso
e vai ser sacerdote. Daí a pouco vem
então os hã
a a tribo de Dan e toma o levita para si
junto com o ídolo. E a Bíblia não deixa
de dizer que o levita fica contente
com isso.
Veja, irmãos, sacerdotes particulares
de rebanho particular
Deus. É uma combinação trágica,
mas não é isso que está acontecendo aqui
e não é o que acontece na verdadeira
igreja de Cristo.
Por isso, irmãos, nós deveríamos
seriamente
olhar para os pastores fiéis que Deus
nos concede e entender que eles têm uma
mensagem sincera para transmitir, porque
esta mensagem pertence ao Deus que os
chamou para fazer isso e há um Deus que
os julga para fazer isso. a um Deus a
quem eles querem agradar em tudo que
falam, ainda que isso doa em nós, porque
para nos tratar o coração precisa limpar
as feridas por meio deste apelo, desta
exortação da palavra de Deus.
Em terceiro lugar, irmãos, este
texto nos ensina que o Senhor concede
pastores fiéis para apentar o seu
rebanho. E estes devem reconhecer,
então, nestes pastores uma motivação
genuína e amorosa. Veja que Paulo aqui
nesta passagem que vai dos versos 5,
então a oito,
diz que foi paraa Tessalônica e lá ele
não usou de linguagem de bajulação. Ele
estava sendo acusado disso. Ele não foi
lá para ganhar dinheiro, não é isso que
ele foi fazer. E Deus era testemunha
disso. Eles também não foram lá para
ganhar elogio de ninguém. Verso 6 vai
nos afirmar isso, de ninguém.
E ele acrescenta dizendo, irmãos, que
embora como apóstolos de Cristo, eles
pudessem ter feito exigências ali
naquela cidade como apóstolos de Cristo,
eles preferiram então ser
crianças quando estiveram
com eles.
Veja então que Paulo usa duas metáforas
aqui para falar do seu ministério eh
amoroso com aquela igreja, sua motivação
então genuína e amorosa para com aquela
igreja. A primeira imagem que ele usa no
texto é a imagem de uma criança.
Há uma questão aqui que evidentemente
não é o lugar para tratarmos, eh, que
onde nós lemos na nossa Bíblia traduzido
como ah carinhosos,
a tradução mais específica desse termo
deveria ser crianças ou infantes. É uma
questão de variante textual. Se você tem
a sua Bíblia eh novamente atualizada com
alguma nota, você vai encontrar escrito
nela aí que eh alguns manuscritos trazem
crianças. Talvez você encontre isso em
uma Bíblia sua. E na verdade não são
alguns manuscritos. O peso desses
manuscritos é um peso bastante
substancial. E isso já é provado por eh
estudiosos sobre o assunto. E eu assumo
isso aqui pros irmãos, que a ideia que
Paulo está trazendo aqui é que embora
ele pudesse exigir daqueles irmãos o que
é próprio da autoridade de um
ministério, ele se comportou como se
fosse criança no meio deles
para provar o quanto então ele era
alguém disposto a servir aquele rebanho.
a mais por motivações então enganosas e
torpes, mas para levar o verdadeiro
evangelho.
Assim, esta primeira parte desse
capítulo, desse versículo 5 a 8, e Paulo
está fazendo a seguinte afirmação.
Ele nunca foi lá com linguagem de
bajulação. A igreja testemunha.
verso 5 ainda. Eles não foram como
pretexto de ganância, foram como
objetivo de lucro. Deus é testemunha
disso.
No verso 6 agora ele vai dizer: "Nem
fomos buscando glória de ninguém,
embora nós pudéssemos exigir como
apóstolos de Cristo." E aí ele conclui.
Então, pelo contrário, nós preferimos
ser crianças no meio de vocês.
Inclusive, a pontuação precisa ser aqui
no texto, porque agora nós temos uma
segunda metáfora, que é a metáfora do
amor, onde Paulo vai mostrar aqui que
ele amava tanto aquela igreja,
assim como estava desprovido de
motivações impuras, ele amava tanto
aquela igreja que ele se compara como
uma mãe que cuida dos seus próprios
filhos,
muito mais do que cuida de um filho de
lei. Essa é a linguagem que Paulo usa.
Então, final do verso 7, verso 8, nos
diz assim: "Como uma mãe que acarici os
próprios filhos, assim com muito afeto,
estávamos prontos a lhes oferecer não
somente o evangelho, mas a própria vida,
como vocês se tornaram muito amados de
nós." A imagem é simples. As mães de
leite do mundo antigo cuidavam dos seus
pupilozinhos com muito amor. Tanto é que
muitas inscrições antigas há tributos às
amas de leite nas lápides dos, né,
nobres, onde eles reconhecem então esse
cuidado tão amoroso da parte delas, onde
elas inclusive não apenas, né, os
amamentavam, mas livrava das das dos
excessos dos pais, protegia, cuidava, os
amava profundamente. Só que a imagem que
Paulo está usando não é de uma ama de
leite para com seus filhos. É mais ainda
que em tese se ela cuida tão bem de um
filho que não é dela,
em tese, cuidaria muito mais do seu.
Percebe a imagem? Exatamente essa imagem
que Paulo está apelando. Nós fomos
assim, nós fomos então inocentes como
criança, desprovido de malícia.
E nós fomos então carinhosos com vocês,
como uma ama que cuida dos seus filhos.
Essa linguagem doméstica perpassa essa
escritura. E nós veremos mais uma dela
para terna. O ponto aqui, irmãos, é que
servos do Senhor
estão dispostos a sofrer por amor ao
rebanho,
sendo amável com esse rebanho, cuidando
dele, embora tenham autoridade do
ministério, verdadeiros servos do Senhor
não eh vivem em função de se autenticar
e exigir do seu rebanho aquilo que eles
até tinham direito.
Mas eles, sabendo da sua autoridade, da
sua grande responsabilidade com o
rebanho, se coloca então como crianças
no meio deles, ou seja, inocentes,
desprovidos de malícia. Que criança não
seja pecadora, mas é o que Paulo diz,
que na malícia nós devemos ser como
crianças. E eles também são carinhosos
com o rebanho, tratam como filhos amados
e cuida deles com carinho. A pergunta é
se você experimenta e percebe isso na
vida, na sua vida, você que tem pastores
fiéis para cuidar de você.
Ou nesse momento você tá aí achando que
seu pastor é muito duro
ou não te ama,
tá? Porque ele te chamou mesmo, né? Com
a varinha, corrigiu você,
João.
Não tá bom. Como você tá tratando a sua
esposa.
Não sei se é você, João. Por favor,
Maria,
o João tá reclamando que o seu trato não
tá adequado. Não é isso que a escritura
ensina. Mas não sei se é você, Maria.
André,
o seu filho está excessivamente triste e
eu conversei com ele. É a sua dureza.
Não é isso que a escritura ensina para
você.
Talvez, e evidentemente que isso
acontece e deve acontecer, mas isso tá
gerando o qu em você? a compreensão de
que este pastor fiel te ama
e que é o seu bem e por isso te conduz o
ensino da escritura ou agora ele se
tornou um casco para você, alguém que é
autoritário
e é duro.
Eu espero em Deus, irmãos, que de fato,
tendo vocês pastores fiéis como tem, que
vocês percebam isso. E por fim, nesse
texto, o tempo avança. E eu quero
terminar de maneira breve esta breve
exposição,
que o Senhor concede pastores fiéis para
apentar seu rebanho e, portanto, nós
deverem devemos reconhecer o
comportamento piedoso deles. Essa era a
quarta grande acusação que Paulo estava
sofrendo.
Vocês vieram aqui, mas foram e morais no
meio desta igreja.
Como eram então os falsos mestres, seja
no contexto pagão ou mesmo no contexto
da igreja, como Pedro, Judas, João
condenam severamente. E nesta passagem,
então, irmãos, o que nós encontramos é
Paulo dizendo mais uma vez que vocês têm
certeza
que com certeza se lembram que nós não
fomos aí para viver imoralmente. Pelo
contrário, nós trabalhamos duro dia e
noite, para não vivermos à custas de
nenhum de vocês. E vocês também são
testemunhas da nossa vida piedosa. E
vocês são testemunhas de como nós
ensinamos a piedade para vocês. Esta
esta era a acusação que eles estavam
sofrendo de que eles foram lá, mas o
comportamento deles não era piedoso.
Foram lá para arrancar dinheiro e
viveram dissolutamente ensinando
inclusive dissoluções aqueles irmãos.
Paulo diz: "Não, não é assim que nós
vivemos entre vocês. Primeiro, vocês
mesmos sabem que nós trabalhamos duro
entre vocês, em labor e fadiga dia e
noite, para não viver as custas de
nenhum de vocês." O contexto aqui é
importante, sim, é muito importante
entender o contexto, tá? Não distorcer o
texto. O que os filósofos itinerantes e
os falsos mestres faziam quando iam às
igrejas? Buscar dinheiro. Buscar
dinheiro. Iam, ensinavam fantasias.
pegava o dinheiro das pessoas, vivia
dissolutamente entre eles e na primeira
situação iam embora.
Paulo, iluminado pelo Senhor, embora
tivesse o direito de sustento, ele
sabiamente,
e um comentarista B vai dizer como Paulo
foi sábio em ter a perspicácia de
perceber isso, que era lícito, mas o
contexto poderia permitir que isso fosse
usada contra ele. Ele não aceitou um
centavo daquela igreja que ele estava
plantando, como nossos missionários
fazem normalmente. Outras igrejas os
ajudam. E quando Paulo escreve a
Filipos, ele vai dizer que a igreja de
Filipos enviou pelo menos duas vezes
dinheiro para ele em Tessalônica. Então
não é que os pastores não devem ter
sustento, mas o contexto aqui é se Paulo
aceitasse o recurso daquela igreja
nascente que não estava solidificada e
definida, seria então ruína para ele. E
é provável aqui, irmãos, que alguma
coisa tenha acontecido, especialmente o
recurso tenha acabado e Paulo teve que
trabalhar com as próprias mãos para
sustentar. Veja, ele tinha duas opções.
Ou ele pedia dinheiro paraa igreja, o
que era lícito, quero continuar pregando
e preciso de liberdade para isso, ou ele
ia trabalhar
dioturnamente para conseguir recurso. A
gente pensa que a o trabalho de
artesanato, né, trabalho artesanal
exercido por Paulo era muito lucrativo,
mas não é não, porque se fosse tão
lucrativo, ele não precisava de muito
trabalho. Um pouco de trabalho fazia uma
tenda, vendia por e R$ 20.000, R$ 1000,
né? E lá no Nordeste tem rede de R$ 300,
mas tem rede de 2, 3, 4.000. Aí tem para
todo gosto, né? O o trabalho de manual
que Paulo fazia não era tão rentável,
mas ele precisava sustentar ele e seus
companheiros. Então ele trabalhava dia e
noite, pregava na sinagoga, pregou por
três semanas, mas trabalhava e noite.
Enquanto ele trabalhava, ele pregava o
evangelho. O ponto aqui é que ele está
provando que não foi lá de maneira
imoral. Porque o dinheiro não é o centro
de um pastor fiel, ainda que ele possa
ter o direito, há ocasiões onde que ele
abre mão disso para o seu próprio bem.
Agora, prestem atenção, essa não é uma
questão de pastores locais
especificamente para você ser sustentado
pelo seu rebanho. Aqui é um contexto
muito específico e os irmãos entendem
esta mensagem com clareza. Paulo também,
irmãos, diz aqui no texto que tanto
viveu como ensinou piedade. Tanto viveu
como ensinou. É possível que nós, como
ovelhas,
gostemos que os nossos pastores sejam
homens ilibados, íntegros, fiéis,
mas eles
deixa a gente viver do nosso jeito,
desde que eles sejam fiéis.
Não é engraçado, né? Mas não é verdade,
por vezes, pelo menos.
Ou não?
Infelizmente,
posso pelo menos falar por mim.
E Paulo diz, "Nós não fomos imorais,
porque nós tanto vivemos a piedade
como nós instamos vocês para uma vida
piedosa. Está aí no seu texto. Vocês e
Deus são testemunhas
da maneira piedosa, justa e
irrepreensivelmente
irrepreensível em relação a vocês. Nós
vivemos assim. A nossa vida diante de
vocês e de Deus foi elibada. E nós
ensinamos a piedade. Vocês sabem ainda,
diz o verso 11, de que maneira como um
pai a seus filhos, a cada um de vocês. A
cada um de vocês é o pai que ensina
filho por filho. Nós exortamos vocês,
ou seja, apelamos para que vocês vivam
piedosamente.
Nós consolamos vocês, ou seja, fomos ao
encontro de vocês nas suas aflições para
suportarem a diversidade. se reanimarem
no Senhor. E nós admoestamos vocês.
Fomos solenes em dizer para vocês qual é
o padrão que Deus nos chama para viver
de maneira digna dele,
no seu reino,
paraa sua glória, porque é para isso que
ele nos chama.
Irmãos,
eu, como professor do seminário,
lido com muitos irmãos que eh deixam
tudo, tudo
deixam bons empregos,
profissões de valor econômico bastante
significativo,
jovens que embora não chegam muito
jovens,
mas jovens inteligentes que se
seguissem, teria um futuro, né, próspero
profissional e econômico, muito bem
sucedido.
Seguramente aqueles que deixam a riqueza
para ir pro ministério e lá tem vários,
como tem no nosso seminário aqui, como
talvez alguns dos irmãos pastores
tiveram que fazer isso. Estes nunca mais
vão ganhar como ganhavam,
nunca mais vão galgar os caminhos que
poderiam galgar no estado social, mesmo
de maneira lista, como muitos irmãos
fazem, porque abriram mão pelo
evangelho.
Eles não estão, irmãos, decididamente
atrás
de dinheiro. Os fiéis não, eles não
estão atrás de títulos e notoriedades.
Eles abriram mão de tudo isso. Sabe para
quê?
para nos servir como igreja do Senhor.
Eles abriram mão, inclusive
assumindo uma grande demanda para sua
alma, que é esmurrar o seu próprio
corpo, lutar duramente contra o pecado,
sim, para serem exemplo pros demais
irmãos na vida piedosa,
mas eles fizeram isso por amor ao
Senhor, homens piedosos do Senhor que
for são um presente para a igreja de
Cristo. Portanto, irmãos, uma vez que o
Senhor concede pastores fiéis pro seu
rebanho, a igreja deve reconhecer esses
homens fiéis. devem perceber o trabalho
deles frutífero na vida da igreja. Deve
aceitar o seu apelo sincero, a sua
exortação. Deve enxergar neles essa
motivação genuína e amorosa e também ver
o seu comportamento piedoso para ele e
para você que é chamado por ele para
seguir os caminhos do seu redentor que
te conduz pro reino e glória.
As palavras para os pastores aqui, é
claro que esse texto nos constrange,
irmãos.
É claro que nós somos fracos e falhos,
como já confessamos aqui. Esse texto nos
constrange, mas também nos anima.
E se eu tivesse pregando no presbitério,
inverteria as ênfases, mas aqui não é
essa, porque há pastores fiéis aqui,
homens de Deus, de Deus, dedicados ao
ministério. E o apelo que esse texto faz
para esses homens de Deus é: continuem
cumprindo o chamado gracioso do Senhor
pra vida de vocês. Contra tudo e todos.
Sondando o coração de vocês, é fato, mas
contra tudo e todos. Sigam fiéis.
Suportem as aflições, façam o trabalho
pastoral e descansem
naquele que os chamou para o seu reino e
glória, no supremo pastor Jesus, que os
chamou para serem pastores auxiliares do
rebanho dele e que quando voltar dará a
vocês um prêmio gracioso,
uma coroa de glória
para o deleite eterno do Senhor. Irmãs,
eu deixo esta mensagem da palavra do
Senhor paraa igreja, rogando que, de
fato, esta igreja ame seus pastores
fiéis. Sirva-os, dediquem-se, submetam
biblicamente a eles e usufruam sobretudo
deste privilégio gracioso que é ter
pastores fiéis diante de um cenário tão
trágico do nosso tempo. E eu apelo,
então à luz desse texto aos pastores
fiéis que perseverem suportando com
alegria e suportando, então, esse
ministério tão gracioso que Deus chamou
para fazer. Amém. M.

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