É o Senhor quem dá pastores fiéis – Rev. Marcos Rogério
12/05/2026
É o Senhor quem dá pastores fiéis – Rev. Marcos Rogério
Nesta mensagem baseada em 1 Tessalonicenses 2:1–12, somos conduzidos a refletir sobre o valor dos pastores fiéis como uma dádiva graciosa de Deus para o cuidado da sua igreja.
Em um tempo marcado por crise de autoridade, maus exemplos públicos e desprezo pelo ministério pastoral, a Palavra de Deus nos chama a reconhecer o trabalho frutífero, o apelo sincero, a motivação amorosa e o comportamento piedoso daqueles que foram chamados por Deus para apascentar o seu rebanho.
Ao defender seu ministério diante das acusações feitas contra ele, o apóstolo Paulo nos oferece um paradigma bíblico de fidelidade pastoral: coragem para pregar o evangelho, sinceridade diante de Deus, amor sacrificial pela igreja e compromisso com uma vida piedosa.
Uma mensagem necessária para a igreja de Cristo, tanto para que os crentes reconheçam e usufruam da provisão graciosa de pastores fiéis, quanto para que os pastores perseverem no chamado do Senhor com alegria, temor e fidelidade.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Rev. Marcos Rogério
Passagem: 1 Tessalonicenses 2.1-12
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução e saudação à igreja
00:50 – Leitura bíblica: 1 Tessalonicenses 2:1–12
03:43 – Oração pela exposição da Palavra
04:52 – A crise de autoridade no cenário evangélico
06:32 – Pastores fiéis como dádiva de Deus
07:55 – O contexto de Tessalônica e as acusações contra Paulo
09:21 – Falsos mestres e pregadores itinerantes no primeiro século
12:29 – Paulo chega a Tessalônica após sofrer em Filipos
13:34 – A tentativa de desacreditar o ministério apostólico
15:07 – Paulo faz defesa do seu ministério
16:02 – Deus concede pastores fiéis ao seu rebanho
17:00 – O trabalho frutífero de pastores fiéis
18:45 – O testemunho pessoal da igreja sobre Paulo
21:13 – A entrada de Paulo não foi em vão
22:39 – O fruto da pregação fiel
23:14 – A importância de reconhecer o fruto pastoral
25:18 – O apelo sincero dos pastores fiéis
27:04 – Pastores aprovados e chamados por Deus
28:26 – Agradar a Deus, não aos homens
29:41 – Deus continua provando o coração dos seus servos
32:30 – A motivação genuína e amorosa do pastor
33:31 – Paulo como criança no meio da igreja
35:46 – Paulo como mãe que cuida dos filhos
37:37 – Pastores fiéis sofrem por amor ao rebanho
40:07 – O comportamento piedoso dos pastores fiéis
41:20 – Paulo trabalha para não ser peso à igreja
44:14 – Viver e ensinar piedade
45:27 – O cuidado pastoral como o de um pai
46:17 – O sacrifício daqueles que servem no ministério
47:56 – Reconhecer, honrar e usufruir dos pastores fiéis
48:27 – Palavra de encorajamento aos pastores
49:35 – Chamado final à igreja e aos pastores
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Amados irmãos, para mim é uma alegria imensa estar aqui para servir os irmãos no ministério da palavra. Uma alegria por poder servir nesta igreja em que o meu mestre, tanto do período do seminário quanto da pós-graduação, né, e ensinou tantas coisas boas a respeito da verdade da escritura e do ensino dela, mas eu confesso que também é uma grande responsabilidade, uma alegria, mas também um grande peso por ser este então o meu mestre, o meu professor de exegese e de hermenêutica. Eu escapo só da omilética, mas talvez não por muito. De fato, irmãos, é um privilégio fazer isso, estar aqui adorando o Senhor com os irmãos. E para isto, então, eu gostaria de convidar os amados irmãos que abrissem as Escrituras Sagradas na primeira carta que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Tessalônica. Eu vou ler com os irmãos o capítulo 2, apenas os 12 primeiros versículos deste texto. Diz assim então a palavra do Senhor, o nosso Deus em Primeira Tessalonicenses, capítulo 2, versos 1 a 12. Irmãos, vocês sabem muito bem que a nossa chegada no meio de vocês não foi em vão. Pelo contrário, apesar de maltratados e insultados em Filipos, como vocês sabem, tivemos ousada confiança em nosso Deus para anunciar a vocês o evangelho de Deus em meio a muita luta. Pois a nossa exortação não procede de erro ou de intenção, de intenções impuras, nem se baseia no engano. Pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus a ponto de ele nos confiar o evangelho, assim falamos, não para agradar as pessoas, e sim para agradar a Deus que prova o nosso coração. A verdade, como vocês sabem, é que nunca usamos de linguagem de bajulação, nem de pretextos gananciosos. Deus é testemunha disso. Também jamais andamos buscando elogios das pessoas, nem de vocês, nem de outros. Embora como apóstolos de Cristo pudéssemos ter feito exigências, preferimos ser carinhosos quando estivemos aí com vocês. Assim como uma mãe que acarecia os próprios filhos, assim, com muito afeto, estávamos prontos a lhe oferecer não somente o evangelho de Deus, mas até mesmo a própria vida. Porque vocês se tornaram muito amados de nós, pois vocês com certeza se lembram, irmãos, do nosso esforço e fadiga e de como trabalhando de noite e de dia, para não vivermos à custa de nenhum de vocês, proclamamos a vocês o evangelho de Deus. Vocês e Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira piedosa, justa e irrepreensível em relação a vocês, os que creem. E vocês sabem muito bem que tratamos cada um de vocês como um pai trata seus filhos, exortando, consolando e admoestando vocês a viverem de uma maneira digna de Deus, que os chama para o seu reino e para a sua glória. Vamos orar mais uma vez, amados irmãos, ao Senhor. Ó Pai bendito, muito obrigado pelo privilégio gracioso que nós temos. de receber a palavra do Senhor, sermos graciosamente convocados para esta santa adoração, onde já cantamos louvores, oramos, confessamos o nosso pecado, presenciamos e participamos do sacramento. E agora, Deus, na continuidade deste culto, com toda a devoção da nossa mente e coração, vamos ouvir a instrução da palavra do Senhor, a fior e verdadeira palavra do Senhor. que o Senhor nos deu para conhecer o Senhor e andarmos nos teus caminhos pela tua graça. Us o teu servo que irá pregar a tua palavra nesta noite, tenha compaixão da igreja e do teu servo, ó Deus, para que todos nós, pela compaixão e graça do Senhor, sejamos edificados e nutridos, fortalecidos na fé para viver para o Senhor e desfrutar da graça da vida na tua presença. No nome de Jesus, assim oramos. Amém. Amados irmãos, existe uma crise generalizada de autoridade no cenário evangélico dos nossos dias. E dentre tantos motivos que levam a isso, nós podemos considerar alguns. É innegável que péssimos exemplos públicos de pastores estão aí a toda hora. Isso é inegável. É visível também, irmãos, que o padrão de referência para se estabelecer liderança evangélica tem sido deplorável em nosso tempo. Crianças excêntricas são chamadas de pastores. Pior ainda, homens que são que são notoriamente imorais seguem no ministério pastoral. É fato ainda, irmãos, que nós vivemos um tempo de desprezo generalizado por autoridade constituída. Isso envolve as coisas que eu já falei, mas é fato que o quinto mandamento perdeu o valor para nós em grande medida. é próprio do nosso tempo. Mas ainda, irmãos, há um fator que nós não deveríamos jamais descartar. Se nós quisermos, então, avaliar esta crise no nosso tempo, que é este: servos fiéis de Cristo, servos dedicados ao ministério, sofrem duras perseguições dos ímpios e do próprio Satanás. E quais são os efeitos então, amados irmãos, desta realidade na nossa vida como igreja? Um deles, os crentes perderam de vista que pastores fiéis são uma dádiva de Deus, uma provisão graciosa do Senhor para o cuidado da sua igreja. Eles perderam ou t perdido de vista que o Senhor concede pastores fiéis para apacentar seu rebanho. Outro efeito, os crentes não valorizam nem honram o ministério de tais homens fiéis, como é biblicamente devido. Outro ainda, irmãos, e consequente disso, por fim, é os crentes não usufruírem desta provisão graciosa, deixando de contar com o auxílio de pastores para sua caminhada cristã, difícil caminhada cristã. Que que eu posso dizer isso com clareza? Vocês conhecem os desigrejados? Não nasceram hoje. É um fenômeno antigo, mas eles são uma prova disso. Nós não precisamos de pastores para nos ajudar na nossa caminhada. Ou seja, meus irmãos, o Senhor concede como uma provisão graciosa pastores fiéis para apacentar seu rebanho. Todavia, a igreja de Cristo está em franco risco de não reconhecer, honrar e usufruir desta dádiva graciosa. Por que que eu estou dizendo isso? Porque a passagem que eu li para os irmãos agora a pouco que lemos de Primeira Tessalonicenses, capítulo 2, versos 1 a 12, nos ajuda a refletir seriamente sobre esta questão. É uma passagem que está instruindo, corrigindo e fortalecendo, então, o povo de Deus no entendimento da graça de Deus que concede pastores fiéis para apacentar seu rebanho. Nos ajuda a entender isso e como lidar com isso com clareza. Há pouco. É verdade que eu mencionei que péssimos exemplos e padrão baixo de referência são uma realidade do nosso tempo, mas não exclusivamente. Isto é verdade. Paulo já tem que lidar com isso no contexto da plantação da igreja em Tessalônica. E uma das coisas que eu gostaria de ajudar os irmãos a consolidar na compreensão é que por vezes nós temos uma visão do ministério missionário dos apóstolos e particularmente do apóstolo Paulo, como se o cenário fosse fácil para realizar este ministério e que no máximo tinha as perseguições ali por onde passavam. Mas não é conhecido, irmãos, na história fora das escrituras péssimos exemplos daqueles que são chamados de pregadores ou os filósofos itinerantes dos dias de Paulo. Sabe, irmãos, sair com uma comitiva, entrar numa cidade e levar uma nova mensagem não é algo exclusivo do cristianismo daqueles dias. Muitos faziam a mesma coisa, só que o faziam de uma maneira absolutamente deplorável. Um filósofo do primeiro século chamado Dio Crisóstomo ou Dio da Prussa, que viveu aí em torno do ano 40, 120, em torno então do período paulino, é alguém que que criticamente que eh severamente critica os seus pares, vários dos grupos, mas especialmente um deles, que eram os conhecidos filósofos cínicos itinerantes, que iam de cidade em cidade, então pregando suas fantasias ilusórias, enganando as pessoas. pessoas. Eu vou ler as palavras do Dióstomo para este quadro difícil. Ele diz que os cínicos itinerantes eram homens bastardos e nóis, por assim dizer, sem conhecimento, mas necessitado de pão. Ele se reúne nas esquinas das praças ou nas esquinas das ruas, nos becos e nos portões dos templos, enganando garotos, marinheiros e uma multidão desse tipo, ao juntar zombarias, inúmeras conversas inúteis e respostas triviais de mercado. No entanto, diz Crisóstomo, não produzem bem algum, mas o mal mais evidente. Qual é o mal mais evidente? acostumando-os os ignorantes a ridicularizar os filósofos, assim como alguém habituaria criança a desprezarem os mestres. Veja só a imagem de alguém que ia de cidade em cidade pregando uma nova mensagem por conta desta situação generalizada dos itinerantes cínicos, que de maneira deplorável então desprezava os verdadeiros mestres. Isso é um pagão falando. Agora, é claro, né? As escrituras também nos deixa evidente, irmãos, que as coisas não eram boa mesmo. Inclusive dentro da igreja, da esfera cristã, Jesus diz que a a respeito dos fariseus que eles iam longe para fazer prosélitos, fazendo os filhos do inferno duas vezes mais. Também Pedro vai dizer que surgiriam falsos mestres, muitos seguiriam suas práticas libertinas. E eles, diz Pedro no capítulo, na segunda epístola, no capítulo 2, verso 3, movidos por avareza, explorariam as pessoas com palavras fictícias. João não fica em silêncio e diz: "Muitos profetas têm saído pelo mundo aa". E o próprio Paulo, escrevendo para Tito, no capítulo 1, verso 10 e 11, lembra que existem muitos que enganam as pessoas. Eles andam pervertendo casas inteiras. E observemos, né, com a intenção vergonhosa de ganhar dinheiro. Irmãos, foi nesse contexto que Paulo se dispôs a sair de cidade em cidade pregando o evangelho. É com essa imagem então de alguém que tem uma notícia nova para levar, que o apóstolo com a sua comitiva empreendeu a sua obra. E Lucas nos conta, então, isso em Atos 16, que Paulo na sua segunda viagem missionária, depois de ter sido preso e sofrido humilhação, sofrimento em Filipos, chega com seus companheiros na cidade de Tessalônica, prega naquela igreja por um período curto, menor que um mês, três sábados de uma sinagoga, mas um período curto. sofre perseguição ali junto com os recém-convertidos daquela cidade, tanto dos judeus como dos seus compatriotas. E especialmente Paulo precisa deixar aquela cidade rapidamente. Um novo mensageiro que chega, prega uma mensagem e diante da primeira oposição precisa ir embora rapidamente. É assim que ele foi visto por alguns pelos inimigos do evangelho. É claro que Paulo, assim que recebe a notícia da situação daquela nova igreja por meio de Timóteo, quando está em Coríntios, escreve esta carta para tratar das necessidades daquela daquela igreja nova, daqueles irmãos recém-convertidos. E uma destas necessidades destacadas aqui nesse texto é que a igreja de Tessalônica estava sendo atacada pelos inimigos do evangelho, que estão buscando desqualificar o ministério do apóstolo Paulo e de seus companheiros ali com uma intenção específica, desacreditar a mensagem do evangelho proclamada por eles e com isso enfraquecer ou destruir a fé daqueles irmãos. Então, vejam, Paulo foi e pregou rapidamente surgiu uma perseguição. Com pouco tempo ele foi embora e os inimigos do evangelho que ficaram ali estavam dizendo aqueles novos crentes: "Mais um pregador charlatão, itinerante, que trouxe mais uma mensagem nova e fantasiosa e na primeira oposição foi embora. Ele veio aqui pegar o dinheiro de vocês. O caráter dele é reprovado. O que eles vieram fazer aqui não tem fruto nenhum. Tanto é que já foram embora. E adiante então desta acusação severa feita pelos inimigos do evangelho, com o propósito de então desqualificando o ministério de Paulo e os seus companheiros de missão, tendo êxito nisso, eles desqualificariam aquela nova mensagem que chegou ali, atingiu o coração dos irmãos. E tendo êxito nisso, então o evangelho mesmo seria dissipado, destruído naquele lugar. Este era o plano satânico. Por isso, então, irmãos, Paulo tratando de várias necessidades da igreja, particularmente essa no capítulo dois, faz uma defesa do seu ministério apostólico. Ele defende, se defende das acusações que recebeu e demonstra então para aquela igreja, não pros inimigos, ele não fala com os inimigos, ele fala com a igreja que está sendo atacada pelos inimigos, que de maneira nenhuma o trabalho que ele realizou ali foi infrutífero, não foi. Nós vemos isso no verso e dois, que o apelo dele, a exortação, aquilo que ele os chamou a viver à luz do evangelho, foi sincero. Versos 3 e 4. Que a motivação genuína e amorosa deles era algo evidente. E ele prova isso nos versos 5 a 8. E que o comportamento deles era um comportamento piedoso. O restante do texto, dos versos 9 a 12 nos mostra isso, irmãos. Essa defesa, então, como palavra de Deus para a igreja de Cristo de todas as épocas, estabelece um ensino importante para nós que estamos aqui hoje, a saber que o Senhor Deus concede pastores fiéis para apacentar o seu rebanho. E a igreja do Senhor, portanto, deve reconhecer o trabalho frutífero desses servos do Senhor. Deve reconhecer também que o apelo deles é um apelo sincero. deve reconhecer neles uma motivação genuína e amorosa pelo rebanho e bem como o comportamento piedoso que eles têm contra todo esse quadro dramático e generalizado da desvalorização do ministério pastoral por conta daquilo que eu já apresentei pros irmãos no início. Sim, irmãos, é isso que nós vamos ver nesse texto com isso em mente, é compreender como Paulo faz essa defesa, que é um paradigma, é uma defesa paradigmática para todos aqueles que estão no ministério e pra igreja do Senhor compreender isso. Veja que então o Senhor concede pastores fiéis para apentar seu rebanho. Portanto, nós devemos reconhecer seu trabalho frutífero. Versos 1 e 2. Paulo diz aí nesse texto que ele fazendo sua primeira defesa, então contra as acusações de que a entrada deles em Tessalônica tinha sido infrutífera, ele demonstra que ao contrário disso, eles tiverem tiveram coragem em Deus para pregar o evangelho, ainda que em meio a muito sofrimento. Veja, irmãos, que Paulo começa lembrando aquela igreja que existe um testemunho incontestável. Se vocês observarem comigo no texto, e eu peço que façam isso por gentileza, ao longo de todos esses 12 versículos, nós encontramos seis ocasiões em que o apóstolo Paulo apela para o testemunho pessoal daqueles irmãos em relação ao caráter e o ministério apostólico. Veja que no verso um, a igreja de Tessalônica sabia que a entrada dos missionários não tinha sido em vão ou infrutífera. Nos versos dois, nós lemos, no verso dois nós lemos que a igreja sabia do sofrimento que eles tinham experimentado para chegar até ali, mas mesmo assim tinha ido. Nós a igreja sabia no verso 5 que eles não eram bajuladores de ninguém. Sabia também e por isso se lembrava, este é o verbo, do trabalho ádo que eles realizaram ali. Verso 9. sabia como testemunhas pessoais que estes eram homens piedosos. Verso 10. E sabia aquela igreja do cuidado amoroso de Paulo e seus companheiros para com aqueles irmãos. Verso 11. Veja então que a nossa tradução Nova Almeida Atualizada interpreta esse versículo quando o traduz e diz assim: "Irmãos, vocês sabem muito bem". A nossa antiga revista atualizada dizia: "Irmãos, vocês sabem ou vós sabeis pessoalmente?" A ideia aqui de fato, é que há na igreja um testemunho pessoal contra as acusações dos inimigos de que a vida daqueles irmãos e o ministério deles, então, no caso aqui particularmente não tinha sido infrutífero. E de fato, a ideia aí de eh uma entrada ou uma chegada em Tessalônica, que não foi em vão ou não foi em frutífera, eh combina muito bem com o contexto do primeiro século. Um comentarista bíblico vai dizer assim que em uma época em que filósofos, itinerantes e oradores frequentemente chegavam a uma cidade com pompa extravagante e motivos egoístas para obter o louvor e o dinheiro dos seus cidadãos, as pessoas por toda a Macedônia e acaia e até a lei reconheceram que a visita da missão fundadora de Paula, Tessalônica, não exibiu nenhuma dessas práticas vãs e desonestas. Era mais ou menos assim. Quando des charlatães iam chegar numa nova cidade, eles criavam todo um cenário, mandava os seus pupilos, contratava gente da cidade e preparava todo um público que não era legítimo, mas um público preparava toda a entrada cerimonial deles para quando eles chegassem naquela nova cidade, é como se tivesse chegando alguém importante. Isso é um termo, então, que é comumente usado na literatura do primeiro século, mesmo entre os pagãos, para se referir a isso. Só que quando eles entravam na cidade, o resultado do que eles ofereciam era nada, porque não tinha nada para apresentar. Logo, isso jamais geraria qualquer resultado na vida da igreja. Eu fiquei feliz quando eu li a Nova Almeida Atualizada que corrigiu a revista atualizada aqui trocando o termo estada por entrada. Porque exatamente isso que Paulo está dizendo, então, que a nossa entrada na cidade para levar a mensagem do evangelho não foi em vão. E em vão aqui, compreendo eu, tem mais a ver não com uma mensagem que é vazia, mas com um resultado, podendo então ser entendido como a nossa entrada aí não foi sem frutos ou não foi infrutífera. Porque no capítulo um, quando Paulo dá graças a Deus pela vida daquela igreja, um dos elementos da gratidão que ele apresenta naquela igreja é exatamente o evangelho produziu fruto, está frutificando no meio de vocês. Então a nossa entrada não foi vom. Pelo contrário, diz ele, apesar de todo o sofrimento que nós experimentamos previamente maltratados e insultados, nós tivemos ousada confiança em nosso Deus para pregar o evangelho em meio a muitas lutas. Uma característica dos falsos mestres, tanto dos falsos eh mestres no contexto pagão da filosofia, como nos falsos mestres no contexto da igreja, é que eles jamais iam sofrer por aquilo que eles não acreditavam. Então, diante das primeiras adversidades que enfrentavam no seu caminho, eles simplesmente mudavam a direção, porque não vale sofrer por aquilo que você finalmente não acredita, mas só usa como benefício próprio. E Paulo então toma conta disso e diz: "Nós não fomos aí à toa porque nós tínhamos motivos para deixar o caminho. O sofrimento foi duro." Lembra que acontece em Filipos? Mas nós fomos mesmo assim e tivemos ousadia, coragem, intrepidez para, apesar das perseguições, anunciar para vocês o evangelho de Deus, ainda que em meio de grande sofrimento, coragem de pregar o evangelho de Deus. Irmãos, o Senhor concede pastores fiéis para cuidar do seu rebanho e o ministério deles é frutífero. Essa é uma verdade importante aqui para nós. Paulo quando escreve aos Colossenses, faz um elogio devido a Epáfras, o pastor daquela igreja, quando diz para aqueles irmãos: "O evangelho está produzindo fruto e crescendo no meio de vocês". E aí Paulo acrescenta desde que vocês ouviram a graça da verdade e conclui então: "Segundo fostes instruídos por Epáfras". A pergunta para nós aqui, irmãos, é se em meio a tudo isso, nós que somos eh ensinados pela pregação fiel, aconselhados, corrigidos, exortados, repreendidos, consolados em outros momentos, segundo as escrituras, por pastores fiéis, se nós estamos enxergando o quanto isso é frutífero na nossa vida, Nós corremos o risco, irmãos, de nos acostumar com o que é bom. E ao fazer isso distraídamente, nós perdemos a o nível de atenção para com aquilo que de bom nós temos. Saia para jantar e coma um prato especial um dia. Agora saia para comer aquele mesmo prato especial. Daqui a pouco ele se torna comum para você. E ao fazer isso, nós corremos o risco de usufruir deste ensino verdadeiro e entender que ele está nos sendo oferecido pela graça de Deus para o nosso crescimento espiritual. Então, a pergunta aqui para todos nós é nós que temos pastores fiéis, que pregam fielmente a escritura, nos ensina aquilo que gera fruto. Esse fruto tem sido percebido na sua vida. A sua esposa percebe esse fruto na sua vida? Os seus pais percebem eh em vocês esse fruto. A sua mulher quando olha para você, homem, depois de um domingo de culto, na segunda-feira, vê que um coração adubado pelo evangelho está dando frutos novos. Porque esse deveria ser, deveria ser a maneira pela qual nós usufruímos de pastores fiéis dado pelo Senhor para nos ensinar a palavra frutífera de Deus. Irmãos, em segundo lugar, esse texto nos ensina que pastores fiéis do rebanho, que Deus concede pastores fiéis para apentar seu rebanho e que nós devemos perceber neles um apelo sincero. A nossa tradução eh coloca aí exortação. E eu chamei de apelo porque aqui imediatamente não é o contexto de exortação no sentido pastoral, de chamar um crente e seja para consolá-lo, para adverti-lo, para ensiná-lo, pastorear o seu coração como um aconselhamento pastoral. Imediatamente no contexto, a palavra aqui, que embora possa ser traduzida por exortação, tem a ver com aquele apelo a fé em Cristo, apelo ao abandono do caminho mal e o chamado a voltar-se então dos ídolos para Deus, que eh chama os seus servos, então, chama aqueles seus escolhidos ali em Tessalônica para uma nova vida. Paulo está dizendo, então, nesse caso é que este esta mensagem, esta exortação, podemos chamar assim, mas este apelo que nós fizemos aí para vocês em relação a Deus, não é um apelo que tem como motivação em enganar ninguém, não procede do erro, não tem como intenção impura, não está baseado em intenção impuras ou não tem como objetivo, né, não está motivado por intenção impuras, mas também não se baseia no engano ou no doo. E aí o apóstolo vai afirmar depois disso que não é assim. E não é assim, irmãos, porque há um Deus que os chamou para esta missão. Ele diz: "Pelo contrário, visto que nós fomos aprovados por Deus, essa é uma linguagem bastante interessante usada por Paulo, onde ele diz que Deus e esse termo tem esse sentido de um exame bastante criterioso feito por Deus. e um exame bastante criterioso feito por Deus, que tem como resultado a aprovação. E esta aprovação da parte de Deus gerou em Deus a disposição de confiar a eles o evangelho de Deus. Veja, Deus chama os seus servos, os avalia criteriosamente, os aprova e depois de aprovados lhes confia o evangelho para eles pregarem no mundo. Como é que alguém que passa por isso diante de Deus pode então estar fazendo isso por motivações impuras, por motivações dolosas ou então e envolto em engano, como faziam os falsos mestres? Não é também, irmãos, eles são confiados para pregar este evangelho e por isso eles não podem agradar os homens. Eles falam não para agradar os homens, diz a palavra do Senhor aqui nesse texto para nós. Nós não temos interesse em agradar pessoas, mas agradar quem? Ora, aquele que nos chamou, nos confiou o evangelho e nos deu a tarefa de pregar a sua palavra. É a esse que nós devemos prestar contas, portanto, agradá-lo. E de modo interessante ainda, irmãos, Paulo não se esquece de dizer que essa chancela para o chamado missionário, pregação da palavra, ministério da palavra, é um chamado que Deus dá e depois não pode ser de maneira nenhuma reavaliado, porque Paulo mesmo diz que o Deus que nos avaliou, nos considerou aprovados, nos confiou o evangelho, nos chamou a pregá-lo e também por isso nós somos chamados agradar a Deus e não as pessoas com a mensagem que pregamos. Ele termina dizendo que esse Deus continua, é a melhor maneira de traduzir isso aqui, continua provando os nossos corações. Isso aqui é bastante assustador para mim como pastor que já fui ordenado pelo meu presbitério, já tenho a minha carteira de ministro, já pastoreio, mas eu não posso me esquecer que o mesmo Deus que me ordenou é o Deus que continua julgando o meu ministério. Nesse sentido, irmãos, o julgamento que a igreja faz de um pastor é pequeno aos olhos do Senhor, porque a igreja vê a aparência, embora isso seja necessário avaliar, mas há um Deus que vê o profundo do coração dos seus servos e os avalia seriamente. Isso deveria dar uma tranquilidade para nós como igreja do Senhor, sabendo que os nossos pastores, nesse sentido, portanto, não estão livres, mas eles têm que agradar o Senhor. E é por isso que eles fazem isso contra toda a vontade daqueles que querem ser agradados e bajulados por pastores, que Deus os chamou e continua chamando e positivamente continua aprovando ministérios fiéis. Vocês conhecem a história de Mica e os ídolos em juízes? Camarada, rouba a mãe, faz um ídolo, conta pra mãe, rouba a mãe, pega o dinheiro, conta pra mãe, a mãe consagra esse dinheiro, faz um ídolo, ele se torna ídolo. De repente vem um sacerdote, um levita, e ele diz: "Vem ser meu sacerdote". O levita gosta disso e vai ser sacerdote. Daí a pouco vem então os hã a a tribo de Dan e toma o levita para si junto com o ídolo. E a Bíblia não deixa de dizer que o levita fica contente com isso. Veja, irmãos, sacerdotes particulares de rebanho particular Deus. É uma combinação trágica, mas não é isso que está acontecendo aqui e não é o que acontece na verdadeira igreja de Cristo. Por isso, irmãos, nós deveríamos seriamente olhar para os pastores fiéis que Deus nos concede e entender que eles têm uma mensagem sincera para transmitir, porque esta mensagem pertence ao Deus que os chamou para fazer isso e há um Deus que os julga para fazer isso. a um Deus a quem eles querem agradar em tudo que falam, ainda que isso doa em nós, porque para nos tratar o coração precisa limpar as feridas por meio deste apelo, desta exortação da palavra de Deus. Em terceiro lugar, irmãos, este texto nos ensina que o Senhor concede pastores fiéis para apentar o seu rebanho. E estes devem reconhecer, então, nestes pastores uma motivação genuína e amorosa. Veja que Paulo aqui nesta passagem que vai dos versos 5, então a oito, diz que foi paraa Tessalônica e lá ele não usou de linguagem de bajulação. Ele estava sendo acusado disso. Ele não foi lá para ganhar dinheiro, não é isso que ele foi fazer. E Deus era testemunha disso. Eles também não foram lá para ganhar elogio de ninguém. Verso 6 vai nos afirmar isso, de ninguém. E ele acrescenta dizendo, irmãos, que embora como apóstolos de Cristo, eles pudessem ter feito exigências ali naquela cidade como apóstolos de Cristo, eles preferiram então ser crianças quando estiveram com eles. Veja então que Paulo usa duas metáforas aqui para falar do seu ministério eh amoroso com aquela igreja, sua motivação então genuína e amorosa para com aquela igreja. A primeira imagem que ele usa no texto é a imagem de uma criança. Há uma questão aqui que evidentemente não é o lugar para tratarmos, eh, que onde nós lemos na nossa Bíblia traduzido como ah carinhosos, a tradução mais específica desse termo deveria ser crianças ou infantes. É uma questão de variante textual. Se você tem a sua Bíblia eh novamente atualizada com alguma nota, você vai encontrar escrito nela aí que eh alguns manuscritos trazem crianças. Talvez você encontre isso em uma Bíblia sua. E na verdade não são alguns manuscritos. O peso desses manuscritos é um peso bastante substancial. E isso já é provado por eh estudiosos sobre o assunto. E eu assumo isso aqui pros irmãos, que a ideia que Paulo está trazendo aqui é que embora ele pudesse exigir daqueles irmãos o que é próprio da autoridade de um ministério, ele se comportou como se fosse criança no meio deles para provar o quanto então ele era alguém disposto a servir aquele rebanho. a mais por motivações então enganosas e torpes, mas para levar o verdadeiro evangelho. Assim, esta primeira parte desse capítulo, desse versículo 5 a 8, e Paulo está fazendo a seguinte afirmação. Ele nunca foi lá com linguagem de bajulação. A igreja testemunha. verso 5 ainda. Eles não foram como pretexto de ganância, foram como objetivo de lucro. Deus é testemunha disso. No verso 6 agora ele vai dizer: "Nem fomos buscando glória de ninguém, embora nós pudéssemos exigir como apóstolos de Cristo." E aí ele conclui. Então, pelo contrário, nós preferimos ser crianças no meio de vocês. Inclusive, a pontuação precisa ser aqui no texto, porque agora nós temos uma segunda metáfora, que é a metáfora do amor, onde Paulo vai mostrar aqui que ele amava tanto aquela igreja, assim como estava desprovido de motivações impuras, ele amava tanto aquela igreja que ele se compara como uma mãe que cuida dos seus próprios filhos, muito mais do que cuida de um filho de lei. Essa é a linguagem que Paulo usa. Então, final do verso 7, verso 8, nos diz assim: "Como uma mãe que acarici os próprios filhos, assim com muito afeto, estávamos prontos a lhes oferecer não somente o evangelho, mas a própria vida, como vocês se tornaram muito amados de nós." A imagem é simples. As mães de leite do mundo antigo cuidavam dos seus pupilozinhos com muito amor. Tanto é que muitas inscrições antigas há tributos às amas de leite nas lápides dos, né, nobres, onde eles reconhecem então esse cuidado tão amoroso da parte delas, onde elas inclusive não apenas, né, os amamentavam, mas livrava das das dos excessos dos pais, protegia, cuidava, os amava profundamente. Só que a imagem que Paulo está usando não é de uma ama de leite para com seus filhos. É mais ainda que em tese se ela cuida tão bem de um filho que não é dela, em tese, cuidaria muito mais do seu. Percebe a imagem? Exatamente essa imagem que Paulo está apelando. Nós fomos assim, nós fomos então inocentes como criança, desprovido de malícia. E nós fomos então carinhosos com vocês, como uma ama que cuida dos seus filhos. Essa linguagem doméstica perpassa essa escritura. E nós veremos mais uma dela para terna. O ponto aqui, irmãos, é que servos do Senhor estão dispostos a sofrer por amor ao rebanho, sendo amável com esse rebanho, cuidando dele, embora tenham autoridade do ministério, verdadeiros servos do Senhor não eh vivem em função de se autenticar e exigir do seu rebanho aquilo que eles até tinham direito. Mas eles, sabendo da sua autoridade, da sua grande responsabilidade com o rebanho, se coloca então como crianças no meio deles, ou seja, inocentes, desprovidos de malícia. Que criança não seja pecadora, mas é o que Paulo diz, que na malícia nós devemos ser como crianças. E eles também são carinhosos com o rebanho, tratam como filhos amados e cuida deles com carinho. A pergunta é se você experimenta e percebe isso na vida, na sua vida, você que tem pastores fiéis para cuidar de você. Ou nesse momento você tá aí achando que seu pastor é muito duro ou não te ama, tá? Porque ele te chamou mesmo, né? Com a varinha, corrigiu você, João. Não tá bom. Como você tá tratando a sua esposa. Não sei se é você, João. Por favor, Maria, o João tá reclamando que o seu trato não tá adequado. Não é isso que a escritura ensina. Mas não sei se é você, Maria. André, o seu filho está excessivamente triste e eu conversei com ele. É a sua dureza. Não é isso que a escritura ensina para você. Talvez, e evidentemente que isso acontece e deve acontecer, mas isso tá gerando o qu em você? a compreensão de que este pastor fiel te ama e que é o seu bem e por isso te conduz o ensino da escritura ou agora ele se tornou um casco para você, alguém que é autoritário e é duro. Eu espero em Deus, irmãos, que de fato, tendo vocês pastores fiéis como tem, que vocês percebam isso. E por fim, nesse texto, o tempo avança. E eu quero terminar de maneira breve esta breve exposição, que o Senhor concede pastores fiéis para apentar seu rebanho e, portanto, nós deverem devemos reconhecer o comportamento piedoso deles. Essa era a quarta grande acusação que Paulo estava sofrendo. Vocês vieram aqui, mas foram e morais no meio desta igreja. Como eram então os falsos mestres, seja no contexto pagão ou mesmo no contexto da igreja, como Pedro, Judas, João condenam severamente. E nesta passagem, então, irmãos, o que nós encontramos é Paulo dizendo mais uma vez que vocês têm certeza que com certeza se lembram que nós não fomos aí para viver imoralmente. Pelo contrário, nós trabalhamos duro dia e noite, para não vivermos à custas de nenhum de vocês. E vocês também são testemunhas da nossa vida piedosa. E vocês são testemunhas de como nós ensinamos a piedade para vocês. Esta esta era a acusação que eles estavam sofrendo de que eles foram lá, mas o comportamento deles não era piedoso. Foram lá para arrancar dinheiro e viveram dissolutamente ensinando inclusive dissoluções aqueles irmãos. Paulo diz: "Não, não é assim que nós vivemos entre vocês. Primeiro, vocês mesmos sabem que nós trabalhamos duro entre vocês, em labor e fadiga dia e noite, para não viver as custas de nenhum de vocês." O contexto aqui é importante, sim, é muito importante entender o contexto, tá? Não distorcer o texto. O que os filósofos itinerantes e os falsos mestres faziam quando iam às igrejas? Buscar dinheiro. Buscar dinheiro. Iam, ensinavam fantasias. pegava o dinheiro das pessoas, vivia dissolutamente entre eles e na primeira situação iam embora. Paulo, iluminado pelo Senhor, embora tivesse o direito de sustento, ele sabiamente, e um comentarista B vai dizer como Paulo foi sábio em ter a perspicácia de perceber isso, que era lícito, mas o contexto poderia permitir que isso fosse usada contra ele. Ele não aceitou um centavo daquela igreja que ele estava plantando, como nossos missionários fazem normalmente. Outras igrejas os ajudam. E quando Paulo escreve a Filipos, ele vai dizer que a igreja de Filipos enviou pelo menos duas vezes dinheiro para ele em Tessalônica. Então não é que os pastores não devem ter sustento, mas o contexto aqui é se Paulo aceitasse o recurso daquela igreja nascente que não estava solidificada e definida, seria então ruína para ele. E é provável aqui, irmãos, que alguma coisa tenha acontecido, especialmente o recurso tenha acabado e Paulo teve que trabalhar com as próprias mãos para sustentar. Veja, ele tinha duas opções. Ou ele pedia dinheiro paraa igreja, o que era lícito, quero continuar pregando e preciso de liberdade para isso, ou ele ia trabalhar dioturnamente para conseguir recurso. A gente pensa que a o trabalho de artesanato, né, trabalho artesanal exercido por Paulo era muito lucrativo, mas não é não, porque se fosse tão lucrativo, ele não precisava de muito trabalho. Um pouco de trabalho fazia uma tenda, vendia por e R$ 20.000, R$ 1000, né? E lá no Nordeste tem rede de R$ 300, mas tem rede de 2, 3, 4.000. Aí tem para todo gosto, né? O o trabalho de manual que Paulo fazia não era tão rentável, mas ele precisava sustentar ele e seus companheiros. Então ele trabalhava dia e noite, pregava na sinagoga, pregou por três semanas, mas trabalhava e noite. Enquanto ele trabalhava, ele pregava o evangelho. O ponto aqui é que ele está provando que não foi lá de maneira imoral. Porque o dinheiro não é o centro de um pastor fiel, ainda que ele possa ter o direito, há ocasiões onde que ele abre mão disso para o seu próprio bem. Agora, prestem atenção, essa não é uma questão de pastores locais especificamente para você ser sustentado pelo seu rebanho. Aqui é um contexto muito específico e os irmãos entendem esta mensagem com clareza. Paulo também, irmãos, diz aqui no texto que tanto viveu como ensinou piedade. Tanto viveu como ensinou. É possível que nós, como ovelhas, gostemos que os nossos pastores sejam homens ilibados, íntegros, fiéis, mas eles deixa a gente viver do nosso jeito, desde que eles sejam fiéis. Não é engraçado, né? Mas não é verdade, por vezes, pelo menos. Ou não? Infelizmente, posso pelo menos falar por mim. E Paulo diz, "Nós não fomos imorais, porque nós tanto vivemos a piedade como nós instamos vocês para uma vida piedosa. Está aí no seu texto. Vocês e Deus são testemunhas da maneira piedosa, justa e irrepreensivelmente irrepreensível em relação a vocês. Nós vivemos assim. A nossa vida diante de vocês e de Deus foi elibada. E nós ensinamos a piedade. Vocês sabem ainda, diz o verso 11, de que maneira como um pai a seus filhos, a cada um de vocês. A cada um de vocês é o pai que ensina filho por filho. Nós exortamos vocês, ou seja, apelamos para que vocês vivam piedosamente. Nós consolamos vocês, ou seja, fomos ao encontro de vocês nas suas aflições para suportarem a diversidade. se reanimarem no Senhor. E nós admoestamos vocês. Fomos solenes em dizer para vocês qual é o padrão que Deus nos chama para viver de maneira digna dele, no seu reino, paraa sua glória, porque é para isso que ele nos chama. Irmãos, eu, como professor do seminário, lido com muitos irmãos que eh deixam tudo, tudo deixam bons empregos, profissões de valor econômico bastante significativo, jovens que embora não chegam muito jovens, mas jovens inteligentes que se seguissem, teria um futuro, né, próspero profissional e econômico, muito bem sucedido. Seguramente aqueles que deixam a riqueza para ir pro ministério e lá tem vários, como tem no nosso seminário aqui, como talvez alguns dos irmãos pastores tiveram que fazer isso. Estes nunca mais vão ganhar como ganhavam, nunca mais vão galgar os caminhos que poderiam galgar no estado social, mesmo de maneira lista, como muitos irmãos fazem, porque abriram mão pelo evangelho. Eles não estão, irmãos, decididamente atrás de dinheiro. Os fiéis não, eles não estão atrás de títulos e notoriedades. Eles abriram mão de tudo isso. Sabe para quê? para nos servir como igreja do Senhor. Eles abriram mão, inclusive assumindo uma grande demanda para sua alma, que é esmurrar o seu próprio corpo, lutar duramente contra o pecado, sim, para serem exemplo pros demais irmãos na vida piedosa, mas eles fizeram isso por amor ao Senhor, homens piedosos do Senhor que for são um presente para a igreja de Cristo. Portanto, irmãos, uma vez que o Senhor concede pastores fiéis pro seu rebanho, a igreja deve reconhecer esses homens fiéis. devem perceber o trabalho deles frutífero na vida da igreja. Deve aceitar o seu apelo sincero, a sua exortação. Deve enxergar neles essa motivação genuína e amorosa e também ver o seu comportamento piedoso para ele e para você que é chamado por ele para seguir os caminhos do seu redentor que te conduz pro reino e glória. As palavras para os pastores aqui, é claro que esse texto nos constrange, irmãos. É claro que nós somos fracos e falhos, como já confessamos aqui. Esse texto nos constrange, mas também nos anima. E se eu tivesse pregando no presbitério, inverteria as ênfases, mas aqui não é essa, porque há pastores fiéis aqui, homens de Deus, de Deus, dedicados ao ministério. E o apelo que esse texto faz para esses homens de Deus é: continuem cumprindo o chamado gracioso do Senhor pra vida de vocês. Contra tudo e todos. Sondando o coração de vocês, é fato, mas contra tudo e todos. Sigam fiéis. Suportem as aflições, façam o trabalho pastoral e descansem naquele que os chamou para o seu reino e glória, no supremo pastor Jesus, que os chamou para serem pastores auxiliares do rebanho dele e que quando voltar dará a vocês um prêmio gracioso, uma coroa de glória para o deleite eterno do Senhor. Irmãs, eu deixo esta mensagem da palavra do Senhor paraa igreja, rogando que, de fato, esta igreja ame seus pastores fiéis. Sirva-os, dediquem-se, submetam biblicamente a eles e usufruam sobretudo deste privilégio gracioso que é ter pastores fiéis diante de um cenário tão trágico do nosso tempo. E eu apelo, então à luz desse texto aos pastores fiéis que perseverem suportando com alegria e suportando, então, esse ministério tão gracioso que Deus chamou para fazer. Amém. M.