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EVANGELHO PARA MÃES CANSADAS | Baixo Clero #59 | Quarta Temporada

EVANGELHO PARA MÃES CANSADAS | Baixo Clero #59 | Quarta Temporada

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Legendas automáticas:

Quer que eu dê o play e tu
>> não, eu começo aí passo para ti.
>> O cara quer ser o rosto principal mesmo.
>> Claro, sou eu. [risadas]
Você me chamou para isso
>> depois, né, cara?
>> Garçon, cancela o goró. Desce aí um copo
com dois dedos de teologia.
[música]
Seja muito bem-vindo a mais um baixo
clero aqui no Dois Dedos de Teologia.
Esse é o nosso podcast. Eu sou o Pedro
Pamplona, host aqui deste dessa produção
junto com o meu amigo Iago Martin. Seja
muito bem-vindo, Iago, viu? Meu podcast
aqui. [risadas]
>> Obrigado por me receber, Pedro Popono.
Uma alegria ser convidado aqui nesse
maravilhoso programa
>> que me prometeram que seria que
>> nunca mais ia parar, que ia continuar.
>> Olí, já estamos aqui no caminho bom,
viu? Gravamos, ó. Saltou um há pouco
tempo, tem esse agora.
>> Ó, cobrem, cobrem o Pedro porque vocês
ficam me cobrando. Cadê o baixo cler?
Água. Ele não quer, ele não quer ser o
host e eu sou o convidado. O host fica
falhando aí o convidado vai fazer o quê?
>> Vamos ver se pega em bala agora, né?
Apresente a nossa convidada de hoje,
>> e nós estamos hoje presencial. É sempre
bom gravar um episódio presencial. Eu
não aguento mais olhar pr as pessoas por
meio das telas.
>> Vou ter que citar um livro meu, certo? Ó
o egotrip aí. A gente veio para divulgar
o livro dos outros. A gente vouar o meu.
Mas quando quando eu escrevi o no
alvorecer dos deuses, tem uma
recomendação lá que é para Valbert e
Renata Veras, meus pais da fé. Tá lá
esse livro. Pesadísimo.
>> E pesadíssimo, pesadíssimo. E tô aqui
com o Renata Veras, né? Quando a tá tá a
o Walbert é o pastor titular da Igreja
Batista Manaim, não é? Ah, e a Renata
Veras é a esposa do pastor Valbert.
Então eu tô no ministério pastoral ao
lado deles já há mais de 10 anos. Para
mim é uma alegria poder finalmente
depois de muita [risadas]
>> muita humilhação.
>> Ok. Isso.
>> Por favor, Renata, vem pro podcast. Como
é que eu te apresento, Renata? Como é
que você gostaria de ser apresentado
agora? Tô agora tô pensando aqui porque
tem muitas linhas, muitas vias pela qual
posso apresentar a Renata.
>> Fica à vontade, me surpreenda. [risadas]
>> Eu quero saber quantas vi o CPF da
Renata
>> surpreender a senha do cartão dela. Aí
seria uma grande surpresa se eu
soubesse.
>> Mas ó, dá para Ó, tem a via do que eu
conheço mais a Renata, né? Que a Renata
ela é esposa do Valbert, ela é mãe da
Valentina e da Carol. É uma mulher de
Deus que ama Cristo e que tem dedicado a
sua vida ao serviço do evangelho.
Própria igreja. Lá na Batista Manaim,
ela é líder de mulheres lá na Batista
Manaim, diaconiza. A gente tem, vamos
começar com polêmica já, porque nossa
igreja tem diaconisas, porque a gente é
bíblico.
>> Amém.
>> Eita.
>> É, tem, tem essas duas vias para
começar, né? Tem a via da Renata, que
serve com mulheres lá na Manaim, tem a
via da Renata e para mim é uma maravilha
poder ver em loco o trabalho da Renata
com mulheres, ah, liderando mulheres,
discipulando mulheres, treinando
mulheres para que elas discipulem e
cuidem de outras mulheres. É um trabalho
que tem sido muito abençoado ah na nossa
igreja e na minha própria família. tem o
aspecto de estar na vida familiar da
Renata e do Valber. a gente passou
desses 10 anos ah, com aproximações e
distanciamentos em termo de rotina, de
vida e tal, porque a vida pega para todo
mundo. Mas nesses 10 anos, a maior parte
desse tempo, eu tive lá na casa do
Walbert, da Renata, com minha esposa,
com meus filhos, ah, vendo a a vida
familiar e comum da Renata e do Walbert.
E claro, é um casal comum, seus defeitos
e batalhas e lutas, como todo casal tem,
mas é muito maravilhoso quando você
conhece a pessoa, as pessoas nas suas
nas suas vidas normais, né? hã,
enfrentando suas batalhas e lutas do dia
a dia e você sai admirando ainda mais
essas pessoas. Mas tem outra via que é a
Renata Acadêmica, é Renata eh mestre em
teologia, é a Renata eh, com bacharel em
teologia, com outras formações, formada
em psicopedagogia infantil, né, na
pós-graduação. Acertei?
>> Uhum.
>> Olha aí. Nem nem olhei, viu?
>> Ah, não sabia disso. Legal.
>> Fica aí. É, rapaz, surpreender.
>> Sabia da área teológica. Isso. Acima de
tudo, eu acho que é que é isso. A gente
tem a Renata como uma escritora, uma
autora, uma professora de Bíblia, uma
acadêmica, uma serva do evangelho. E eu
sou um homem muito abençoado. Eu vivo
dizendo assim que o que a Renata faz lá
na Manaim é o tipo de coisa que, cara, o
mundo tinha que ver isso aí, sabe?
Qualquer outro estaria vendendo já curso
de feminilidade na internet, alguma
coisa assim. Ah, e a Renata tá cuidando
das mulheres da igreja com muito
carinho, com muito amor, com muito
serviço, preparando materiais. A Isa,
minha esposa, é uma mulher muito
abençoada e admira muito também o
ministério da Renata. A gente é muito
grato pelo serviço dela. Eu vou dizer,
vocês internet, vocês valorizem isso
aqui, porque o que brota, o que sai, né,
daquilo que a Renata faz no ministério
lá na igreja é uma fração muito, muito
relevante, muito abençoada, mas ainda é
uma fração daquilo que a gente tem
vivido através do ministério dela lá com
as mulheres da igreja. É isso, foi
bastante.
>> Pronto, bora acabar, né? Porque eu tô
com medo agora de falar alguma coisa e
estragar tudo que o Iago falou. Tá, você
pediu para eu para eu surpreender, eu
tentei, eu pude pegar todos os os
parâmetros aqui.
>> Obgada colegas, né, de turma do
mestrado. É verdade.
>> Exatamente.
>> Ah, lembrei dessa também, tá? Renata era
melhor aluno da nossa turma.
>> Olha,
>> a gente fazendo no mestrado, as melhores
notas era da única mulher da turma,
>> esposa do professor, né?
>> O que [risadas]
>> o que prejudica ordenador
>> do ordenador, né? O
>> que me prejudica, né? Porque
>> é o Valvert. Não, não ajuda, não é?
Assim que corrigiu os trabalhos era os
professores, não era, não era o Valbert,
né?
>> Mas ele tinha,
>> bom, se você conhece Dr. Valbert Veras,
não faria nenhuma diferença. Acho que é
até pior.
>> É verdade, é pior.
>> Um homem idônio nas suas no seus
trabalhos acadêmicos
>> e as notas tinham que ser melhores, viu,
Val? Tem que ter me ajudado mais.
[risadas]
>> Mas Renata, seja bem-vinda. Nós estamos
aqui por ocasião deste livro aqui da
Renata Veras, Maternidade. Eu sempre
digo maternidade em apuros, mas é
maternidade sem apuros, certo? [risadas]
Maternidade sem apuros. A graça
suficiente de Cristo para mães
insuficientes. A Larissa, ela gosta
muito do que a Renata produz, né? E aí
toda vez que sai uma coisa da Renato,
né? Aqueles materiais que você faz, né?
Isso que eu acho muito bonitos assim,
tem um bom gosto sensacional. A Larissa,
Renata, vai lançar um negócio, já quero
aqui em casa. Quando é que vai chegar
aqui em casa?
>> Então, que bção ver que a Mono Cristão
publicou um livro seu maternidade,
textos seus aí já de um bom tempo, né?
Tava lendo aqui,
>> né? que tava no seu blog e tal, e você
revisitou e a gente queria ouvir aí de
você como surgiu esses textos, como foi
o processo na época, como foi esse
desenvolvimento de escrever sobre
maternidade e agora do livro. Fica à
vontade aí para apresentar este projeto
aí para nós. Depois a gente faz umas
perguntas aqui, né?
>> A gente conversa sobre isso. Conteúdo aí
para mães e pais também.
>> Sim, com certeza. Quero agradecer
muitíssimo pelo convite. É uma honra
estar aqui. Estou encabuladíssima, né?
[risadas]
Mas vamos lá. Para mim, esse livro e
cada livro, quem publica, né, sabe dos
das dores e dos de sabores e dos sabores
também de publicar, mas esse livro
especialmente foi um desafio para mim.
Um dos desafios foi justamente o fato de
serem textos antigos, né? Eu não tô na
blogosfera materna ultimamente, né? Não
é o meu nicho de de produção. Acho que
eu nem tenho nicho, né? Eu falo de tudo
um pouco ali, quando falo, quando não
falo, me senti um pouco assim, acho que
não é meu lugar de fala, quase mesmo
sendo mãe, né? Tem tanta gente boa
falando sobre maternidade, tanta gente
produzindo coisa legal. Mas a editora
escolheu, né, justamente esse material,
dentre outros, né, que foram
disponibilizados. E eu eu entendi que
Deus tinha um propósito e achei legal,
né? Vamos lá, vamos revisitar, vamos
reler esses textos, né? Vamos ver eh de
que forma isso pode abençoar outras
mulheres. E para mim, né, como a gente
estava conversando antes, para mim foi
muito bom porque eu tô em um novo
momento da maternidade. A maioria desses
textos foram escritos quando Carolzinha
era muito novinha ainda. A Valentina
também eu falo um pouco sobre as
experiências de infertilidade e outras
coisas também relacionadas. Então hoje o
meu momento é outro, né, de mãe de
adolescente, outros desafios, outras
lutas. E reler foi muito bom para mim,
porque trouxe verdades que são eternas,
né? Eu gosto de dizer que, por mais que
sejam reflexões íntimas e pessoais a
respeito da maternidade, a base, o
fundamento é a base sólida das
escrituras. Então, são válidas para
sempre, né, por todo tempo. Então, para
mim foi muito bom reler esses textos,
né, ser confrontada com as verdades das
escrituras e ser encorajada também, né,
com com relação a essas coisas. uma
experiência boa, apesar de não é dessa
dessa insegurança aí em algumas algumas
áreas.
>> Não é o seu primeiro livro, não é?
>> Não,
>> já é qual? O quarto, terceiro,
>> eu nunca sei dizer porque [risadas]
tem aqueles que que são são publicados
de bandeira independente, mas eu tenho
lugar de mulher, né, onde é, tem o
devoção, pela peregrino,
>> pela peregrino, tem o devoção, que foi
pelo pelo 200 de teologia.
>> Sim. E aí teve aquele que foi junto com
com as outras mulheres pela mundo
cristão também, né? Não, primeiro com
vocês, né? Não, 171,
>> quer dizer 171 a [risadas] ver.
>> Que é isso, rapaz? Que achei que
>> eu fiz, eu fiz uma apresentação tão tão
entendeu? Vidadosa, amorosa aqui e tal.
>> Editora é 171.
>> Ah, editor 171.
>> Não, mas eu não recebi né abraço,
Guilherme.
>> Eu não recebi nenhum calote,
>> mas era tão que eu nun editora editora
371 que era o Deus trino, perfeito e
único.
>> Olha só. 371
>> vi entender, vim entender agora. É isso
mesmo.
>> Eu também sabia não.
>> Olha aí. Sabia não.
>> Para virar a editora aqui agora.
>> A gente pagou todos os nossos equipos.
[risadas]
>> Ah, que mais? Aí eu não lembro. Aí tem
os tem os os estudos bíblicos, né, que a
gente tem publicado pela Vero.
>> Tem muito material que tem produzido
sobre teologia bíblica, né? apresentação
do do evangelho e das mensagens cristãs
ao longo de toda a escritura que tem se
disponibilizadas tanto gratuitamente na
internet, muitos são disponibilizados
através de ofertas missionárias, né? A
galera oferta quanto quiser para uma
obra missionária e recebe o material.
Outros são download gratuito mesmo,
alguns consegue comprar fisicamente. Ah,
eu vi pessoa, eu viajo muito, você sabe
disso. Ah, e sempre que eu vou numa
igreja, onde onde quer que eu vá,
geralmente era, eu recebo, manda um
abraço pra Isa ou avisa pra Renata que a
gente usa material dela na nossa igreja.
É, se
>> gente. Ah, isso é tão especial, né?
Incrível. Legal. Materiais usados em
todo todo mundo assim, porque em
Portugal eu recebi esse tipo de mensagem
do material sendo usado por lá. Cristã
nos Estados Unidos usando esse material
nas suas casas ah com seus filhos, com
seus maridos e tal. Ah, e é muito
interessante. Fala sobre esses materiais
também que você produz. Eu sei que a
gente vai falar principalmente desse
aqui, mas o podcast é mais longo, então
não é ritmo de YouTube, é é uma conversa
mais tranquila, então dá pra gente a
gente atravessar a obra de Renata Velos.
>> Eita. Então, os estudos bíblicos, né, os
materiais de estudo de estudo bíblico,
eles são eles nascem da nossa vivência
dentro da igreja, né? Desde que a gente
voltou dos Estados Unidos, né, da nossa
temporada fora, que eu fui intimada ao
ministério, né, de mulheres, eu voltei
dizendo quem quem fez isso,
>> né? Eu voltei dizendo: "Eu quero
qualquer ministério senhor, menos o
ministério de mulheres, né? Já deu,
vamos deixar outras pessoas servir nesse
lugar". E aí teve a reunião de
diretoria, eu recebi esse telefone,
Renata, não tem ninguém aí para o
ministério de mulheres. Eu disse:
"Senhor, quero chegar seu marido estava
lá e ele deixou ligar. Só fui o buxa de
canhão, tá?" Disse: "Não, então vamos
lá". E aí a partir desse momento disse:
"Tá, tá bom, vamos fazer aqui
diferente." Ah, com base em algumas
experiências que eu tive lá também na
nossa no nosso tempo nos Estados Unidos.
Ah, eu disse, não, acho que o ministério
de mulheres geralmente, principalmente
no Brasil, e da minha experiência mesmo
antes, né, na na nossa igreja e e
percebendo também outras igrejas irmãs,
é muito relacionado com chá de não sei o
quê, né, a festinha de não sei o quê, é
o o jantar de não sei o quê. E a gente
fica naquela tentando agradar todo mundo
e é sempre uma uma dificuldade, aquela
aquela sensação de que você não tá
fazendo ministério de direito. Espera
aí, vamos botar a os pingos nos is, né?
colocar o que é central no centro, que é
a palavra de Deus. E aí, ã, eu comecei a
produzir materiais para que as mulheres
andassem sozinhas, né, no seu momento
devocional diário por cada um dos
livros, primeiro do Antigo Testamento. E
aí a gente tinha um esquema, né, que era
tríplice, né, po, a gente pode dizer
assim, elas tinham material que ajudava
e guiava para esse estudo individual nas
escrituras, né? tinha o guia de leitura,
ah, algumas informações que que eram
importantes para entender o contexto,
etc. E aí elas tinham momentos de
pequenos grupos onde elas podiam
compartilhar aquilo que elas tinham
aprendido, né, com o Espírito Santo
tinha falado para elas no momento
sozinho ali de contato com as escrituras
nesse grupo menor. E a gente tinha os
encontros de mulheres que era esse
encontro maior que eu sempre gostava de
de salientar que aquele era o menos
importante de todos que era aquele
momento de juntar todo mundo e aí cada
um falar um pouco, né, do que aprendeu e
aí eu podia também fazer uma exposição
mais detalhada daquele livro. E aí a
gente foi fazendo isso, a gente passou
por todos os livros do Antigo
Testamento, né, no Filhas de Eva, que
ainda hoje a gente faz hora, né, com
Filhas da Eva, quem é do de João Ego,
quem é do do Ceará sabe.
>> E depois a gente foi para os livros do
Novo Testamento e assim estamos, né? E
alguns desses já saíram como o que a
gente chama de Bible God, né? que são
guias de estudo bíblico. Tem o Mateus, a
gente agora nesse semestre na igreja já
estudou Marcos, estamos estudando Lucas,
então o material tá quase pronto, só sai
depois que é usado e testado com as
mulheres, né? E elas são as minhas
revisoras. Eu eu disse: "Olha, vocês vão
vendo, vão fazendo, anotando aí, mas
>> cobaias também. É, mas são cobaias
também.
>> E aí, ó, vocês vão anotando, aí vocês
passam para mim, aí eu faço a revisão e
a gente pode publicar e disponibilizar."
Eu acho isso sensacional, Renato. Às
vezes eu percebo que as reuniões de
mulheres elas elas vareiam, como a gente
diz aqui, né,
>> em dois temas. Ser uma boa mãe, ser uma
boa esposa. Aí no outro mês, ser uma boa
mãe. No próximo mês ser uma boa esposa,
né?
>> E aí teve uma época lá na igreja que a
gente percebeu isso e a gente começou a
incentivar as mulheres, vamos, vamos
trabalhar outros temas, né? estudar
livros bíblicos, estudar outros temas
teológicos logicamente aplicar essas
coisas pra vida da mulher, já que nós
estamos no ministério feminino, no
ministério de mulheres, a gente faz essa
aplicação, essa contextualização, mas
abrir mais a mente do ministério
feminino para você estudar a Bíblia e
para você estudar outros temas que são
importantes para as mulheres também,
nutros temas teológicos, sei lá, vamos
estudar sobre quem é Jesus, sobre o que
é o pecado, sobre cosmovisão, né? E não
só esses temas que são bons e
importantes, lógico, né? O homem também
quer ser um bom pai e um bom marido e a
mãe e a mulher quer ser a mãe e a
esposa, né? Então, não é que sejam
ruins, mas tem mais coisa pra gente ver.
Acho isso muito bom, principalmente
quando se a gente vai para um estudo
expositivo da palavra de Deus, um estudo
bíblico assim, acho esse tipo de
material muito bom, tanto para homens
como para mulheres.
>> Uhum. Uma uma coisa interessante é que
tanto os temas teológicos, né, como um
todo precisam ser trabalhados com as
mulheres, elas precisam entender quanto
eu percebo, né, uma um um ministério
feminino quase assim de dois textos, né,
ou é Provérbios 31, né, ou é Tito 2, ou
fica só naquilo, vai e volta. E as
mulheres não conhecem as escrituras, né?
Não tem, não tem contato, às vezes tem
medo de, de ter contato com as
escrituras. E o fato é que cada um dos
livros bíblicos tem muito a falar para o
tema da feminilidade, né? E a gente fica
muito pensando que só ali o Acá. E aí e
foi interessante a nossa experiência no
Filho de Eva, né? Passando por todo o
Antigo Testamento, que todo mês, porque
cada mês a gente estudava um livro, todo
mês eu ficava andando assim: "Levítico
não vai ter nada, não é possível. Por
que que eu vou falar de feminilidade,
né? Como é que eu vou trazer aplicações
e e todas as vezes fui surpreendida
assim maravilhosamente pelo Senhor com
temas assim importantíssimos. É, é o meu
xodó, filhas de Eva, né? nunca saiu, mas
as mulheres da igreja têm acesso. Mas
>> vem aí, vem aí,
>> vai que vem, né? E aí, ã, cada um dos
livros me surpreendeu e as e as
mulheres, eu posso dizer hoje que as
mulheres têm propriedade de dizer, li,
né, conheço, né, passei ali pelo
Levítico, por todos os os livros do
Pentateuco, pelos livros históricos e aí
se eu for falar, eu vou até 10 horas da
noite, porque é maravilhoso,
maravilhoso.
>> É muito bom quando a gente tem uma
femininidade que é, e falando de
masculinidade também, né, que é
fundamentado na teologia, não é? Não é?
Eu lembro sempre da frase do John Piper,
eu repito o tempo inteiro de que uma
igreja que quer casamentos fortes é uma
igreja que prega mais sobre Jesus do que
sobre casamentos, né? Então no fim das
contas, uma igreja que procura uma
femininidade forte é uma igreja muito
mais preocupada com o que é que o
evangelho tem a dizer sobre a
femininidade, sobre o que que a teologia
bíblica tem para aprofundar a nossa
nossa vida e compreensão do evangelho,
do que só ficar repetindo os temas de
femininidade o tempo inteiro,
masculinidade o tempo inteiro, porque a
gente acaba reduzindo muito a própria
experiência de vida, né? Nós somos
homens e mulheres, faz parte de quem nós
somos. E isso gera algumas diferenças,
não só biológicas, mas emocionais,
psicológicas, avolitivas. Existem
diferenças de propósito que Deus colocou
a gente para fazer no mundo, mas ao
mesmo tempo nós somos todos seres
humanos e aquilo que que é igual na
gente é maior do que aquilo que é
diferente. Existe aspectos diferentes e
aí cremos nisso até como
complementaristas, mas existe uma
igualdade muito grande do pecado tos
afetado, do evangelho, o mesmo evangelho
nos salva. Ah, os temas maiores da
teologia se aplicam a nós quase que do
mesmo jeito, na maior parte do tempo.
Então, às vezes a gente tentando
resgatar uma femininidade bíblica, já
que a gente vive numa época que isso se
perdeu, uma masculinidade bíblica, já
que a é uma época em que a gente não tem
mais essas essas substâncias muito bem
estabelecidas pra gente, a gente acaba
focando tanto nas diferenças que a gente
esquece que existe uma igualdade que
fundamenta até a diferença. Sim. E essa
igualdade se expressa muito fortemente
ao longo de toda a revelação teológica
da escritura. Por isso que tem uma
teologia, né, e tem uma teóloga falando
sobre esses temas. É uma vantagem muito
grande, porque a gente vai para além do
do pasiche, né, das redes sociais, do
mulher é isso e aquela feminilidade
muito estanque, né? Mulher é isso, tá tá
tá tá. Se homem é isso aqui, tá tá tá tá
tá. E às vezes tá, mas abre a Bíblia aí,
me explica direitinho esse negócio. Às
vezes não tem.
>> Sim, sim. E eu acho que é uma uma
vantagem, né, algo muito bom que é comum
também a pregação expositiva, né? Você
não precisa est percebendo, né, quais
são os problemas específicos das
mulheres, né, e aproveitar aquele
momento para puxar a orelha, porque os
temas vão brotando naturalmente do
texto, né, e você vai tratando e o
Espírito Santo vai fazendo as coisas
convergirem. Isso é bem interessante. E
outra coisa que eu sinto falta mesmo é
de uma teologia bíblica da feminilidade,
que é teologia bíblica mesmo, porque o
que a gente tem muito, eh, Iago e Pedro,
é estudo de personagens. você vai ter,
né, os personagens, é, do Antigo
Testamento e tal, mas de você olhar,
parar, tá bom, eu vou olhar aqui o livro
de Gênesis, né, vamos pensar o argumento
do autor, né? Por que que o autor que
podia não ter colocado essas mulheres ou
não ter contado a história dessas
mulheres escolheu incluí-las aqui, né? E
no livro como um todo, né? Como é que é,
como é que a presença da mulher aparece?
E isso é tão tão interessante. Você vai
para o livro de Juízes, você consegue
ver um por exemplo, né, um um esboço
paralelo que é correndo ali de mulheres,
né, sofrendo na mão de homens por conta
de uma de uma de uma masculinidade
impiedosa, né, distante do Senhor, do
daquilo que que Deus disse que como
deveria ser. Então você consegue ver
isso com a de uma forma mais clara e
você consegue perceber a beleza mesmo
dessa complementaridade da necessidade,
né, dos papéis e tudo.
>> Tem um erro comum, Renata, e algo que eu
vejo, a Renata falou, por exemplo, de
ah, é um ministério de basicamente dois
textos, né? E alguns ministérios
femininos ou masculinos acabam reduzindo
essa teologia a poucos textos, a poucas
ideias bíblicas sobre masculinidade. E
aí você vai esgotando aquilo, né? Você
já falou muito disso e quando você não
consegue enxergar que a Bíblia fala mais
sobre esse tema, você começa a buscar em
outros lugares.
>> E aí a gente vê ministérios femininos e
masculinos que estão buscando novas
ideias ou novos conteúdos ou, né, novas
coisas para encher ali o seu, sei lá, o
seu conteúdo, enfim, a sua agenda, né,
de ensino. E aí você começa aí para
outros referenciais teóricos, outros
exemplos de masculinidade e feminidade
fora da Bíblia, fora de Jesus Cristo,
fora das mulheres exemplares da Bíblia.
E a gente começa a ter uma construção de
masculinidade ou femininidade, né, para
além das escrituras, né? Por quê? Porque
a gente só consegue ver na Bíblia
aqueles poucos textos e aqueles poucos
ensinos ali, não consegue construir essa
teologia bíblica riquíssima sobre o ser
humano, né, de modo geral e sobre a
mulher, sobre o homem, inclusive até
sobre a criança, né? A Bíblia fala nas
entrelinhas muito para nós. Então aí a
gente começa a ter as reações a isso,
né? Ah, o cara puxou muito para um lado,
>> mas aí o outro agora vai puxar muito pro
outro lado. E a gente esqueceu do padrão
bíblico porque de guerra, né? É, a gente
tem muita teologia de reação, né, na
nessa área da feminilidade. E agora a
gente tá vendo na masculinidade também,
né, o que a gente pode falar, que já
falaram, né, já chamaram de reforma do
machismo, né? E é um machismo só que
reformado no sentido de que
>> esses termos nunca nunca tinha ouvido,
>> nunca tinha ouvido falar da reforma do
machismo,
>> não
>> é o mesmo machismo, só que agora numa
roupagem evangélica, né? O cara é bruto
em casa, mas ele não bebe mais, né?
Então ele vai pra igreja, ele é ele é
desrespeitoso, ele é agressivo, ele até
às vezes bate na mulher, mas ele não é
mais bêbado, ele vai mais paraa festa,
né? Ele vai ali pro culto e tal. Não há
mudança profunda e significativa. E aí a
gente pode dizer que não há evangelho,
né? Porque se tem evangelho, tem que ter
uma mudança radical na forma como, né?
Os papéis e a e osó, só para dar um
exemplo. Outro dia me perguntaram assim:
"Qual um livro bom aí pro ministério de
homens?" Aí eu peguei, man humilde, é um
ótimo livro pro Ministério de Hom. Aí
nem fala masculinidade, cara. Fala de
Jesus, o caráter de Jesus. Eu acho que
os homens precisam aprender muito sobre
mansidão e humildade com Jesus. Então
nem é um livro sobre masculinidade, né?
Nem toca nisso, mas é um outro tema que
você pode muito bem aplicar e
contextualizar a masculinidade e a
feminilidade também.
>> Eu responderia teologia sistemática do
Mila de Eric. [limpando a garganta]
Outro material para Ministero Jones.
>> Também. Exatamente.
>> Ah, eu diria juízes, né? É, juízes junto
ali com Rut, depois faz junto.
Engraçado, quando a gente foi estudar
juízes, as mulheres terminou naquele
climão pesado, né? Porque é terrível,
acaba com a mulher esquartejada, né? E a
gente falando sobre violência e tal e e
que a grande tragédia da feminilidade é
a tragédia da masculinidade, porque não
tem como uma coisa est desligada da
outra, porque Deus fez de uma forma
muito, né, entrelaçada e e complementar.
E as mulheres, não, esse estudo aqui
tinha que ser pros homens, não pr as
mulheres, não. Vamos cuidar do nosso
aqui, tá? Tem alguém cuidando dos homens
lá fora.
>> No Instagram tem um negócio que eu vi
uma vez que a galera faz tipo, sei lá,
chega para mim um vídeo de uma mulher
falando alguma coisa sobre como tratar
bem os maridos. Aí sempre tem um homem
comentando para mim não, algoritmo para
[risadas] ela.
>> Exatamente.
>> É tipo isso.
>> Não sei. Então pergunta capciosa,
Renato. Difícil. A gente tá falando
sobre todo esse arcabolso teológico,
esse background de teologia bíblica. Ah,
você é uma teóloga cuidando, né, de
mulheres na igreja. Como esse arcabolso
teológico faz diferença na experiência
de maternidade,
>> porque não é só ter menino e e dar
comida e e é isso, não é isso não. Só
isso não.
>> Não é não. [risadas]
>> Me explica como é que é.
>> Muda a perspectiva, né? Eu acho que que
eu acho que os grandes problemas
maternos a gente podia até resumir em
três, né? Culpa, medo e cansaço. E o
evangelho, não, a gente precisa falar de
teologia, né? Falar do evangelho, né? da
mensagem das Escrituras, da mensagem de
Cristo, ele tem respostas objetivas e
trata objetivamente cada uma dessas
áreas, né? A questão da culpa, a questão
do medo e a questão também do cansaço.
Então, a mulher tem aquela frase, né?
Nasce uma mãe, nasce uma culpa, né? E a
gente vive muito com isso. Acho que tem
muito a ver com a romantização da
maternidade, né? Idealizações. A gente
traz muito de fora aquilo que a gente
acha que é ser mãe e a gente precisa
olhar de forma mais objetiva, né? O que
é que Deus espera de mim? como mãe,
quais são os meus limites, entender que
que tem coisa que eu consigo fazer e tem
coisa que eu não consigo fazer e eu
preciso me resumir, né, ou me recolher a
minha insignificância e andar em
humildade, andar em independência. Mas
existe muito uma culpa que é que é
relacionada a esses padrões mesmos que a
gente impõe, né, pros outros, pra gente
e e que torna a maternidade muito
pesada, né, muito pesada mesmo. E
existem os dados aí que que que saíram
muito agora nesse período de dia das
mães, são os dados de burnout parental,
né, de adoecimento materno, de burnout
materno, que nove em cada 10 mulheres
tem queixas, né, ou ou sente alguma
coisa relacionada a isso. E eu acho que
tem muito a ver com uma pressão
desnecessária. A gente quer ter o
controle de tudo quando a Bíblia fala
que a gente não tem, né? Entender a
nossa a nossa humanidade, a nossa
insuficiência e lembrar que Cristo é
suficiente para tomar de conta, né, da
daquilo que a gente não dá conta. Eu
acho que isso já tira, né, um grande
peso das costas. Questão do medo também
é até complicado quando a gente vai
falar para públicos não cristãos, porque
nós temos uma esperança objetiva quando
a gente pensa no evangelho, né? Quando a
gente olha pr pra Bíblia e entende, tem
uma antropologia correta, tem uma
teologia correta, a gente sabe que tem
alguém que tá acima de todas as coisas,
soberano, que escreveu todos os nossos
dias, inclusive dos nossos filhos, que
cuida de nós, nos ama e ama os nossos
filhos mais do que a nós mesmos. E a
gente olha para o mundo, que é um mundo
caótico, caído. E é normal que a gente
tenha medo, mas a gente tem a esperança
de que tem alguém que tá no controle,
né? E é complicado pensar em mães que
não têm essa segurança, né? Não tem esse
esse esse apoio, né? Que que não é
subjetivo, mas é objetivo de saber que
existe alguém, né? Existe um Deus que tá
cuidando. Então, dentre tantas outras
coisas. [risadas]
>> Eu sempre fiquei, eu fiquei pensando
sobre essa questão muitas vezes da
culpa, né? O o que é que você acha que
faz com que a gente viva muitas vezes
tão culpado no processo de cuidar dos
nossos filhos? Eu fico dizendo pr pra
minha esposa, nunca conheci uma mãe uma
mãe insegura que fosse uma mãe ruim.
>> Uhum.
>> Dizendo, porque muitas vezes é muito
engraçado, né? É e você conhece a vida
pastoral, você não conhece tudo na da
mané, obviamente, mas você tá envolvido
com a vida da igreja, você sabe muito
das coisas que acontecem ali. Mas eu, o
Valbert, né, que tá aqui inclusive ah
como pastor da igreja, a gente acaba
lidando inclusive de lidar com muito
isso também, de muitas mães terríveis,
né? Sim,
>> eu sempre digo para isso, a gente
canálha também tem filho,
>> né? Também tem canalha fértil, né?
Porque é mãe que virou santo e tem mães
horríveis, mães assim, coisas terríveis.
E às vezes quanto são da igreja mais
fácil, porque a gente tem alguma
autoridade para cuidar, mas às vezes os
filhos são da igreja e as nues não. E às
vezes, por exemplo, tem cenários de
violência doméstica terrível, em que o
pai espanca já a filha adulta, ah, e a
mãe aprova ou apoia ou ou ignora ou
coisas do tipo, a casos de abuso sexual
de e que a mãe não tá nem aí, bz
abusador pr dentro de casa. Tem muitos
casos terríveis sendo muitas vezes lida.
E eu nunca eu nunca conversei com uma
mãe dessa que ela não achasse que era
boa mãe.
>> Uhum.
>> Né? A velha soberba que precede a ruína,
né? É uma falta de autocrítica muito
grande. Por outro lado, a gente conhece
mães maravilhosas na nossa comunidade
que vivem atormentadas por algum tipo de
de culpa de não serem o suficiente, não
cuidarem bastante, não serem presentes o
bastante. Às vezes nas mais variáveis
coisas, ela tem que trabalhar fora e ele
não consegue estar ali naquele padrão de
de feminilidade que é integral com os
filhos, aí se sente mal ou está integral
com os filhos, mas ele consegue faça
alguma dificuldade financeira porque o
marido não dá conta sozinho, aí sente
mal para não tá trabalhando e aí nasce a
mãe e nasce a culpa, né? Ah, o que que
você acha que que o evangelho pode nos
ajudar mais objetivamente a lidar com
essa dor interior que é tão comum na
vida de boas mães?
>> Sim, eu gostaria de dividir aqui duas
coisas como diferentes, né? Uma coisa é
culpa e outra coisa é insegurança.
>> Eu acho que são duas coisas diferentes
quando a gente pensa em culpa, o
evangelho ele é o evangelho do perdão,
né? Do exatamente de tirar essa culpa,
né? De forma objetiva, porque Cristo
leva a culpa em nosso lugar. Então, o
evangelho nos ajuda a lidar
objetivamente com a culpa, que é
diferente do que a gente encontra lá
fora, né? A gente tem que ter cuidado
porque a gente traz padrões que não são
os padrões bíblicos e que são irreais.
Então, a gente nunca alcance e a gente
tem que sempre tá se sentindo culpada
porque não chegou lá. Eu preciso parar e
analisar objetivamente, biblicamente,
onde é que eu estou errando. Quando eu
percebo que estou errada, eu preciso
lidar objetivamente com a culpa, né?
Assim como a Bíblia me diz que eu devo
lidar. Então, eu preciso pedir perdão a
Deus, né? quando eu sou uma péssima mãe
e mesmo boas mães às vezes são péssimas
mães, né? Tem dias que são péssimas
mães. Então preciso pedir perdão a Deus,
eu preciso pedir perdão a quem eu
ofendi, meu filho. E e para algumas mães
e pais isso é quase inadmissível, né?
Preciso pedir perdão, preciso reparar,
né? Preciso mudar, preciso traçar um
novo caminho, preciso aprender a ser
diferente. E pronto. E aí eu tenho essa
segurança e eu tenho esse esse alívio
mental de saber que fiz o que Cristo
requer que eu faça, né? preciso ficar
naquele remoer eterno da culpa, porque
eu consegui tratar objetivamente aquilo,
né, com Deus, com aquele contra quem eu
pequei e e etc. Diferente, né, do do de
padrões que são reais, porque aí você
vai ficar todo tempo, ah, eu pequei
porque deveria ter feito um rabo de
cavalo mais bonito na minha filha, né, e
ela saiu com cabelo descabelado. Será
que isso realmente é é motivo para uma
um sentimento de culpa? Será que eu
estou falhando realmente diante do meu
Deus, na minha criação, nas minhas
filhas? Existe um tema que é inclusive
muito polêmico, né, que é a questão de
de dormir no quarto dos pais ou cama
compartilhada e tal. E eu lembro que da
última vez que eu dei
>> isso aí no mundo, isso aí é pior do que
discutir sugonização interno do filho.
[risadas]
>> Isso aí é a polêmica.
>> É, viu? E aí
>> eu pensei, eu pensei que ela ia falar
quantos filhos você tem outra polêmica,
né?
>> Nice, nissia é pouco, man. Comparado com
essas tretas da de cama compartilhada.
>> [risadas]
>> É verdade. E a gente na última vez que
eu dei teologia bíblica da mulher no
Antigo Testamento, a gente estava
falando sobre essas coisas e eu falando:
"Olha, é engraçado como existem
problemas que são muito atuais, são
muito da nossa geração, né? Antigamente
dormia todo mundo num vão só no mesmo
tapete, né? E não era o problema, não é
se eu compartilho a cama ou não. Eu acho
que existem outros problemas mais
profundos que eu devo me preocupar aqui,
né? Será que existe uma dependência
emocional da mãe com a filha, né? Que
não é capaz de deixar ela dormir em
outro cômodo se existe, né? é mais
confortável, etc. Será que existe alguma
questão aqui do casamento, né, ou da
intimidade? Mas às vezes se resume, né,
a a coisas que são superficiais que não
são realmente problema, né? E a gente
precisa ir ir mais fundo e tratar.
Geralmente não tem uma culpa ali
superficial, mas talvez você precise só
ir mais profundo. Com relação à
insegurança é aceitar a nossa natureza,
né? A nossa natureza limitada. Gosto
muito do que o nosso professor, né, do
mestrado, um texto, nunca mais esqueci
daquele texto que era limites do
perfeito. Não sei se vocês lembram, ah,
quando Deus cria homem e mulher, por
mais que tenham tenha criado cada um
perfeito, eles não eram limitados, né?
Então, uma mulher, mesmo se fosse
perfeita, não seria limitada, né? Ela
teria limitações de de espaciais, né?
Cognitivas, né? Ela não poderia estar em
vários lugares ao mesmo tempo, não
poderia saber tudo. E a gente precisa
entender que para ainda, né? existem
limitações que são naturais. Aí você
ainda soma isso a questão do pecado, né?
E a gente tem que entender que nesse
cenário todo, entender a nossa a nossa
insuficiência, né, ou a nossa
insegurança, deve fazer brotar no nosso
coração dois sentimentos muito
importantes, né, duas atitudes muito
importantes, que é a humildade, né,
andar na maternidade humildemente, né,
sabendo ali, né, bem peinho, sabendo,
ah, eu sei que eu preciso estar
constantemente diante do Senhor, né,
reconhecendo os meus erros e também
dependência, né, humildade e
dependência. Acho que são as duas
palavras que resumem também o o livro
como um todo.
>> Tem uma coisa que aconteceu comigo
recentemente, Renato, que eu acho que
tem muita ver o que você tá falando. Eu
fui ensinar uma turma de noivos sobre
Provérbios 31, né? Sobre a mulher de
Provérbos 31. E aí eu fui ler alguns
comentários, acho que eu li três
comentários, Provérbio 31. Em dois deles
disse algo muito interessante que eu
nunca tinha lido, assim, que eu nunca
tinha percebido. E os, eu não lembro
quais eram, quais eram os autores, eu
lembro que um era uma mulher,
>> escreveu comentário de Provérbios. E ele
dizia assim: "Olha, essa mulher aqui,
ela está personificando a sabedoria
>> na prática ali do lar, né? Então, tenha
muito cuidado para você não querer
imitá-la e cobrá-la de si mesmo, que
você precisa ser em tudo igual a ela,
>> porque nem todas as mulheres vão
conseguir fazer isso." E aí ele explicou
por quê? Porque essa mulher aqui, pelo
que ela faz, ela é uma mulher de muitas
posses. Ela vende as propriedades da
família e negocia essas propriedades
para investir em outras coisas e ela tem
um negócio, né? Então, a maioria das
mulheres que está lendo não tem terras,
não tem terrenos, não tem negócios, né?
Não tem servas. A mai várias mulheres
não tem isso. Então, se você, né, se
você for se culpar, porque ah, eu não,
eu não administro nada, eu não vendo
nada, né? Eu nem tenho essas coisas para
fazer, eu não tenho servas para eu ter a
minha autoridade sobre elas, para
administrar a a casa grande assim. Então
eu achei muito interessante esse essa
sensibilidade do autor ali de dos
comentários dizer nem mesmo essa mulher
você pode querer ser exatamente igual a
ela porque aquela é uma personificação
da sabedoria em várias áreas. Sim. Sim.
Ela pode ser uma mulher real que tem,
né, os seus grandes afazeres, mas nem
toda mulher vai ter todos aqueles
afazeres, né? Então a gente ve cobra
muito, né? Tempo inteiro, né?
>> Você isso o tempo inteiro. Mas que eu
posso dar é a gente se culpar como
pastores por não ser igual a Paulo,
apóstolo Paulo, entendeu? E o apóstolo
Paulo não é uma pessoa edificação de
nada, uma pessoa real mesmo assim. Aí se
eu todo dia vou dormir à noite. Nossa,
sou um pastor muito ruim. Eu não fiz
igual o Paulo, não, eu não levei três e
quarentenas quotadão pelo evangelho e e
sabe preguei em várias igrejas da ASA e
tal. Cara, não dá, você vai morrer vai
ficar louco.
>> Não. E o fato é que a gente sempre vai
ter alguém pior e melhor do que a gente,
né, para se comparar. Então, dá para
sofrer e dá para se alegrar. Então, o
negócio é
>> para bem infinito. Para ser bem
infinito. Sempre
>> é. E o negócio é olhar para Deus, né?
olhar para Cristo e que é o nosso o
nosso promo, o nosso E é interessante o
Pedro falou de Provérbios e quando você
pensa, né, no argumento do autor, né, e
você pensa no papel da mulher ali, é tão
interessante você ver inclusive essa
relação complementar. Você vai começar o
livro com o meu filho, né, o pai falando
pro filho e a gente termina com as as
palavras de uma mãe, né, para o mesmo
filho ali, um livro escrito para homem,
né, para para homens, para homens que
estão entrando, né, numa fase importante
da vida de decidir com quem vai casar e
etc. E ela dizendo: "Olha, cuidado com
quem você escolhe, né? Porque isso aqui
é muito importante. Então, se você quer
escolher alguém, escolha essa mulher
que, se você for parar, né, pensar ponto
por ponto, vai ser exatamente aquela
mulher ã que escuta, né, o que o pai
falou também ali em todas as áreas com
relação à preguiça, com relação ao
trabalho, com relação a a tantas outras
coisas, né? E o tema pai e mãe, pai e
mãe sempre muito muito junto, muito,
muito presente, né, no livro todo, no
argumento todo do autor. E eu acho muito
bonito, começa com a palavra do pai,
termina com a palavra da mãe. É legal,
muito legal. Ah,
>> legal. Eu tenho uma pergunta aqui,
Renato, de um capítulo que eu achei
muito interessante o título, que se
chama A fabulosa escola da
infertilidade.
>> Já que a gente tá falando de culpa,
queria que você tocasse nesse ponto. No
cristianismo Lev, eu escrevi um capítulo
que tocou muito nisso, né, das pressões
que nós mesmos, as próprias mulheres,
né, nós aqui est falando seres humanos,
né, e no caso aqui as mulheres, mas
também a igreja às vezes coloca sobre
pessoas que não t filhos ainda, né?
>> Uhum.
>> Ou que tem um filho só. Eu conheço
casos, né, de pessoas que nunca tiveram,
conseguiram ter nenhum e pessoas que
tiveram primeiro, mas nunca conseguiram
ter mais, até querem, né? E aí fica com
pessoal, ih, tem um filho único, é isso,
tem que ter mais filho e tal, né? Ou não
tem nenhum. E aí, quando é que tem?
Então você acha que esse é um é uma
culpa muito grande que essas pessoas
carregam, né? E aí eu transitei aqui pro
título, nossa, ela chamou de uma escola
fabulosa. A gente sabe que não é uma
coisa boa, né? Mas é uma coisa ao mesmo
tempo que pode ensinar. Sim.
>> Acho que contar um pouco da sua história
para quem não conhece,
>> né? É, a gente é, eu acho que a
infertilidade é uma fabulosa escola,
porque nos ensina muitas coisas
importantes, né, a respeito dos nossos
limites, principalmente. Então, ah,
geralmente a gente coloca a maternidade
como mais um pontinho ali na lista das
coisas que a gente vai fazer, né? Então,
casei, eu quero ajeitar minha casa, né?
Eu quero fazer uma viagem e aí depois tá
lá no checklist, ter um filho. E foi
mais ou menos assim, comigo e com
Valbert, com dois anos de casado, a
gente decidiu, pronto, agora tá na hora,
né? E aí a gente faz aquele negócio
pensando que vai acontecer, porque a
gente acha que tem controle sobre todas
as coisas. E o fato é que só 5 anos
depois a gente conseguiu engravidar da
Valentina depois de muitas tentativas,
né? A gente já ia pr algumas opções de
de de reprodução assistida, né? As que
estavam dentro da nossa realidade. E aí
Deus nos abençoou com a vinda natural da
Valentina. Mas a gente aprende que
primeiro a gente não tem controle sobre
todas as coisas, né? E maternidade é uma
dessas coisas que a gente não tem
controle. Geralmente a gente lida como
se fosse, né, uma coisa que eu escolho
ou não escolho. A gente sabe de
histórias de mulheres que se previnem e
de repente engravidam e de mulheres que
tentam de toda forma e também não
conseguem.
>> Então eu entendo que a essa experiência
me ensinou muito a respeito disso, né?
Deus está no controle de todas as
coisas, inclusive da questão da
maternidade. E é importante a gente
entender que não é algo que a gente
faça, né? Porque porque eu quero, por
mais que pareça, né? a gente tem a nossa
participação, mas a gente entende que
que se Deus não quiser e Deus não
conceder, então para essas pessoas que
lidam com a infertilidade, eu acredito
sim que existe, né, um certo estigma ou
um certa culpa carregada, né? E é
interessante a gente até pensar nas
mulheres, né, no Antigo Testamento, né,
no numa sociedade onde ter filhos era
muito importante, né, e as famílias e é
interessante a gente pensar nas famílias
como diferentes das famílias de hoje,
né, as famílias como unidade de produção
e não como unidade de consumo, como é
hoje, né, todo mundo trabalha junto.
Então, os filhos eram importantes, eram
importantes para que fossem força, né,
de trabalho ali para aquela, para aquela
unidade ali familiar. E Deus olhando
para aquelas mulheres, né, que sofriam
esse estigma ou que sofriam porque
gostariam de ter essa experiência
também. Mas, ah, uma coisa é a culpa,
né, que a gente carrega, né, dentro do
coração. E a gente precisa tratar isso
com o Senhor, entendendo que os caminhos
do Senhor são mais elevados do que os
nossos, né? Ele sabe o que é melhor pra
gente. É, é complicado. Eu até não não
fico muito à vontade para falar porque
eu tive meus 5 anos de infertilidade,
mas Deus me deu, né? No final das contas
tive duas. Desde que Carolina nasceu, a
gente espera Deus mandar outro. Deus
também não mandou, né? Então só dois. E
>> aí, quem sabe?
>> Ixe, eu acho que já passamos do tempo,
mas
>> não vai vir o Val Prime
seria o nome, seria o Val Prime, né,
Vales? É isso, né? Ainda vamos,
[risadas]
>> mas eu eu entendo que a dor, né,
carregada pela mulher que já sabe que
pronto, não deu mais, né, ou como amiga
que eu tenho, né, que que Deus demorou,
né, no na visão humana, demorou para
mandar o marido e quando ela casou ela
já não era mais fértil, né? Então, ah,
eu acho que a culpa precisa sair, né, de
de de cena. E a gente precisa ter
empatia, né? Sofrer junto com o que
sofre, né? Entender ali. Então, talvez a
igreja falha nisso aí, né? Em vez de
colocar pressão, a gente devia estar
chorando junto, né? E quem já tentou e
já esgotou todas as as possibilidades
para ter um filho e viu que o tempo já
passou, ã, ou que ainda tá nesse
processo, né? E é incerto ainda, porque
ainda tem uma jornada pela frente, tem
alguns anos e é difícil, né? Quando você
vira o mês lá e você tá naquela
expectativa e aí você vê que não foi
ainda. É, é. pesado e acho que a igreja
devia ser um pouco mais sensível, né?
Existem questões que são femininas, né?
E que só a mulher vai entender assim de
de maneira muito íntima e profunda. Eu
tava inclusive estudando Lucas, né?
Esses dias a gente tá estudando com as
mulheres e perceber e e entender que
Maria teve uma experiência ali que
ninguém mais teve, né? Porque só ela
sentiu no corpo, né? De carregar ali
aquela gestação e o estigma da
sociedade, né? as pessoas falando que
ela podia ter ter cometido algum pecado
e tal. Então, existem algumas
experiências, né, algumas dores que são
que são intimamente femininas, né, mas
que Deus conhece e que a gente no no que
for possível a gente precisa se se
aproximar como igreja e tentar amar e
chorar junto e sofrer juntos.
>> Amém.
>> Não, você também tem um um capítulo em
que você lida com a questão do da perda
gestacional também, né, do aborto, coisa
assim. Muitas mulheres acabam se
culpando também, né? Mesmo que as perdas
gestacionais não sejam decisão do
próprio indivíduo, obviamente. Ah, mas
estranhamente ainda existe também um
estigma social em cima disso, como se
fosse: "Ah, meu meu corpo não é forte
bastante, saudável bastante para poder
me dar filhos e coisa do tipo." E essa
experiência se sobrepõe à infertilidade,
né? Porque algumas mulheres não tm
porque tem perdas, né? Repetitivas e e
mas aí a gente precisa lidar
objetivamente com a culpa, né? A gente
precisa às vezes parar, sentar, ã, abrir
o coração, ver o que que a Bíblia fala a
respeito daquilo e crer também no que
Cristo fala a respeito daquilo, né? A
gente não tem muitas respostas, né? Eu
sei que às vezes a gente quer dizer que,
né, que a gente quer dar uma esperança
que talvez a Bíblia não dê, mas existem
outras que são suficientes, né? E Cristo
é suficiente.
>> Cristo é suficiente. Isso é isso é, isso
é muito legal. Eu tava conversando, eh,
hoje, hoje, manhã mesmo com um parente e
aí eu tava tava falando de filhos,
alguma coisa assim, eh,
coincidentemente, não foi nem por causa
do podcast. E aí eu tava comentando que
queria queria mais filhos, né? Queria
ter mais um e tal ou dois. E aí a parag
não tá satisfeito não, já tem um casal,
um parente mais idoso, né? Pessoal vai
ter no filho ainda tem um casal, já tem
um casal, então não precisa ter mais
filho. Você aí, aí hoje achei essa
expressão interessante. Você perguntou:
"Tá, você não tá satisfeito?"
>> Uhum.
>> Aí eu falei, "Fulano, eu tava satisfeito
sem filho. Aham.
>> Eu já tava satisfeito sem filho, não é?
E aí veio o primeiro filho, eu não
consegui imaginar a vida sem aquele sem
a Catarina". Eu disse: "Caraca, irmão,
eu era plenamente satisfeito. Parece
que, claro que que nada é perfeito na
vida presente, mas só para evocar a
ideia lá do M." perfeição, né? É como se
a perfeição tivesse graus de perfeição,
sabe? Cara, é o bastante, é perfeito, só
nós dois aqui. Veio o primeiro filho,
meu Deus, dá para ser mais perfeito, né?
E veio o segundo filho. Então, tava
ótimo. Eu pensava, cara, não sei se
consigo amar outra criança, como eu amo
a Catarina. E aí vem outra criança e
deitar, entendeu? E vem, é um negócio
maravilhoso assim.
>> Então, manda brasa meu amigo.
Deus tem que ter o trabalho dele também.
>> É isso.
>> Não depende, né? orar, orar eutar, né? É
isso.
>> Ah, na mão de Deus. Isso acaba sendo uma
questão de que pode incentivar as
inseguranças e as culpas e todas essas
dores quando a gente acaba projetando
nos filhos algum tipo de busca de
satisfação ou ah os filhos é um tipo de
de sonho, algum tipo de realização
pessoal e que acaba tornando a luta
contra infertilidade às vezes mais
dolorosa. Ah, lidar com os abortos
espontâneos às vezes uma coisa ainda
mais terrível. Não que a gente não
queira filhos ou não deseje, porque é
uma coisa boa, obviamente aquilo que é
bom a gente quer o que é bom, mas a
gente tem que colocar no lugar certo,
porque senão essa dor pode acabar
tirando, né, desestruturando a gente de
forma muito completa.
>> Perder um bebê no ventre, sem fértil é
uma coisa que pode gerar um sentimento
negativo, talvez até deva em certo
sentido gerar um sentimento de perda.
Poxa, eu perdi uma coisa boa na vida.
>> É importante ter, né? Você não chora no
no veló parente. Tem alguma coisa
estranha,
>> coisa estranha. Você você chora aquilo
que você gostaria e não tem?
>> Sim. Mas é uma dor que tem que ser
colocada no lugar da vez apropriado,
porque muitas vezes idolatria aos
filhos, à fecundidade, esse tipo de
coisa e a gente perde muita coisa.
>> E é outra coisa que a gente aprende, né,
nessa escola da infertilidade, o lugar,
né, do filho, porque revela os nossos
ídolos, né, e não tem como lembrar de
Raquel, né, dizendo lá, me dê filho,
senão eu morro. Será? Aí Deus disse:
"Pô, espera ainda que eu não vou dar não
e tu nem vai morrer, né?"
>> [risadas]
>> Esse é um texto muito bom, cara, porque
eu lembro da primeira vez que alguém me
disse isso por essa perspectiva, eu
fiquei assim: "Cara, eu já li isso
tantas vezes e eu sempre achava lindo,
inclusive tem música, né, sobre isso
assim, né? Se não moressa
música é meio que vai para filho
espiritual, então
>> tá.
>> Ah, é me lembro bem, né?
>> Acho que é assim mesmo. E eu ficava
assim, poxa, mas é um erro mesmo, né? É
um exagero assim de alguém que tá assim,
ou eu tenho filho, eu não tenho mais
nada, né? Então d fix não, a vida, a
vida, a vida não faz mais sentido, né?
>> Para atrair a atenção exatamente, briga
de úter briga de úter.
>> É, era e bota a serva no meio e é
colhbação.
>> Eu lembro de um de um
>> guerra de úteros. Um bom
>> dá um nome de livro isteros.
>> Guerra de úteros.
>> Aí o tema pro próximo.
>> Vem aí.
>> Vem aí. Vamos pro chão. Ah, eu lembro de
uma história, eu tava a história não, de
um caso, tava dando um curso de noivos
para um casal. Depois eu conto qual é o
casal. Não conto. Não, não é segredo.
[risadas] Vou ficar estudo casal. Não,
não sa confidencialidade do
aconselhamento.
>> Ninguém sabe quem é. Ninguém sabe quem
é. Mas eu citei num livro sem dar os
nomes também. É o casal, né?
>> Ah,
>> ah, mas é melhor coisa do não saber. É
melhor coisa.
>> Não, eu é e
>> minha bção.
>> A melhor forma de você deixar de ser
fofoqueiro é você tá envolvido no
problema alheiro o tempo inteiro. Aí
você não quer saber mais problema de
ninguém. É verdade.
>> Mas chamos de de gredindo já. O, eu tava
num curso de noivos, a gente vai falar
de fecundidade, maternidade, tipo de
coisa. E geralmente a minha experiência
pastoral é tentar falar positivamente de
ter filhos. falar sobre a importância da
fecundidade, esse tipo de coisa. Só
queelee gera aquele casal ali que sabe,
padrão, família tradicional absoluta, a
mulher queria ficar em casa com 300
filhos, fazer home schooling, fazer o
próprio pão, entendeu? Colher os
temperos da própria horta do quintal,
era todo assim, marido ali e tal, aquele
e o estereótipo foi completo, show de
bola. Não preciso me esforçar para
convencer-los disso. Mas eu quis
condenar pro outro lado, né? Aí eu
perguntei, tá? falando sobre filhos, não
pastor, eu vou tal foninho consegue
sustentar a gente, já vou ficar em casa
logo no começo do casamento, já tentar
filhos logo no começo e tá tá tal, a
gente quer ter seis filhos, hisória tudo
lá. Aí eu perguntei assim, certo? Mas e
se Deus não der filho? E se você
descobrir no começo do casamento que é
infértil ou ele é infértil, você tentam
de tudo e e não vai para canto nenhum e
as coisas e talvez ele perca o emprego e
não consegue mais sustentar, talvez tem
que fazer alguma coisa por fora para
ajudar. Como é que você se enxerga no no
casamento numa situação dessa? Meu
irmão, parecia que tinha morrido na
minha frente. Morri morrido. Ela usou
expressão que eu nunca esqueci. Ela diz:
"Eu não saberia como viver assim."
>> Nunca planejou, né?
>> Nunca planejou, nunca, nunca teve,
passou pela cabeça dela a possibilidade
de não ter filhos e ter que trabalhar
fora para ajudar o marido.
>> E a gente pode ainda ir mais, né? Se não
deu, Deus não der nenhum marido.
>> Sim, né? Tem mais se ele morresse,
>> não é? Porque muitas mulheres vivem
nessa expectativa, né? De que vão casar.
Sim, mas será que é isso que Deus tem
para você? Você tem o hoje. Então no
hoje você precisa fazer o melhor que
você pode fazer. O que Deus coloca aí na
sua frente, vai estudar, vai
>> sim preparar pra vida, né? Às vezes seu
marido adoecer e aí você f responsável
por cuidar financeiramente da casa,
marido ficar camado, esse tipo de coisa,
exatamente.
>> Você nunca sabe o que é que Deus tá
esperando para você. E entrar num
casamento, entrar na maternidade, é
isso. E se o filho vier doente, né? Se o
filho vier com síndrome, se o filho,
sabe, se você perderu o seu filho jovem,
não acontece tão tão tão comumente, mas
muitas vezes o bebê pode morrer no no
vento. Tem um colega que o bebê viveu 40
dias, eu acho,
>> né? E aí, né? Será que sou você tem
graça em Cristo bastante para um momento
como esse? Porque a vida ela é
complicada, é cheio de dificuldade,
cheio de coisas imprevisemíveis. Seu
filho pode ir pro caminhos se você não
planejou para eles,
>> né?
o quanto você projeta da tua própria
identidade na na tua pro.
>> Sim.
>> E aí vira aquele aquele pai e mãe que
não deixa o filho crescer, sair de casa,
casar,
>> todo pretendente do filho vira um
inimigo, porque, né, vai levar minha
filha de mim ou meu filho de mim e tal.
E aí você acaba destruindo parte da tua
missão como pai e mãe, né, que é lançar
a flecha para longe para manter aquele
aquilo como um item, né? Você às vezes
eu vi eu vi uma espada, fui viajei para
algum lugar, tinha uma espada bonita,
dis, eu queria comprar essa espada,
deixará guardada assim e tal, não sei o
quê. Espada do Aragor.
>> Não, não era espada genérica lá de
>> Ah, não vale não.
>> Vale não. Vale, vai bonita a espada. Era
muito bonita. Espada de Londres assim.
Gosto muito, sabe? Clássico, tal,
medieval. E aí eu, para que que eu
queria a espada? Eu queria a espada para
deixar, sei lá, na minha sala pendurado
na prateleira. E a galera acha que o
filho é esse tipo de arma, né? É, é a
flecha que vai ficar lá para sentar, né?
Para eu mostrar com meus amigos ou para
eu me satisfazer com as conquistas e
tal.
>> E a frustração vem aí, né?
>> É, vem. [risadas]
Pode vir aí, né?
>> Pode quer, né? Mas é exatamente.
>> Você nunca sabe o que é que o que é que
pode ser, né?
>> Sim, sim. Renato, posso mudar de
assunto?
>> Pode.
>> Tem um capítulo aqui que eu achei muito
legal também. Tem vários, né? Vários
capítulos. É, vários capítulos nesse
nesse livro que o título chama muita
atenção. Aí tem um nove aqui que é 50
maneiras de provocar seu filho a ira.
>> Aham.
>> Aquele texto do comecinho de
>> tem gente,
>> do comecinho do capítulo se de Efésios,
né? Eu me lembrei muito naqueles
materiais de aconselhamento bíblico de
casamento, né? 150 maneiras de amar sua
esposa, de amar o seu marido, né? E aqui
tem, né, também. E aí a lista aqui
começa, por exemplo, quando os
criticamos frequentemente e
excessivamente, quando os humilhamos
verbalmente, quando usamos palavras
ofensivas para repreendê-lo, quando
descontrolados usamos linguajar
grosseiro. Enfim, vou ler a 50 aqui, né?
Você compra o livro para saber a 50. Mas
eh eu só to nesse assunto porque
geralmente quando a gente vai ensinar
sobre criação de filhos, a gente lê só o
o começo desse texto, né? Pais obedece
os seus filhos no Senhor e tal. Pais
criem seus [risadas]
>> Pais criem seus filhos no tradução aí na
>> Isso aí tá complicado mesmo. Pais criem
seus filhos na disciplina do Senhor, né?
E a gente lê o restinho aqui. Aí esquece
essa parte aí, né? Do não não colocar
esse peso excessivo ou incitá-los à ira,
né? Provocá-los à ira.
>> É, sempre que você tivesse, é, sempre
que você tivesse se sentindo assim um
ótimo pai, uma ótima mãe, dá uma lidinha
aqui nessa lista que no instante, no
instante você fica humilde, né? E vai.
É,
>> mas achei uma boa lista e nós como pais
e as mães, né, precisam ter esse cuidado
de não provocar os filhos a ira, né?
Inclusive isso faz um mal muito grande.
>> Uhum. E tem uma coisa que que eu acho
que faz parte dessa idealização,
romantização materna de achar que esse
amor materno é algo muito natural, né,
instintivo. Então, vai nascer meu filho,
então já vai nascer a mãe que ama
perfeitamente. Não existe amor perfeito
debaixo do sol, começa por aí, né? Nem o
de mãe, né? por mais que a gente ache
que é um amor muito maravilhoso. Ah, e
aí eu tava acho que no discipulado com
alguém hoje, foi ontem e aí a gente tava
conversando, disse: "Olha, interessante,
até para amar a gente precisa aprender,
né?" E Tito dois fala exatamente disso,
as mulheres mais velhas ensinarem a amar
o marido e os filhos. Como assim, né?
Não, já é para saber, né? Só vou casar
se eu amar.
>> O amor não já vem pronto,
>> não é? E o fato é que a gente precisa
aprender a amar nossos filhos. A gente
ama errado, né? a gente acha que ama ou
tem outros tipos de de sentimentos ou
emoções ali envolvidos, mas amar, né,
como a gente deve amar mesmo, a gente tá
tá precisando aprender sempre, né, com
nossos filhos, ah, com Deus. E a gente
peca muito, a gente erra muito, né? E aí
vem a questão da culpa. Eu acho que aí é
o pior para mim é o que pesa mais, né?
Porque eu diariamente sou confrontada
com a realidade que não sou perfeita,
né? E aí a gente precisa novamente vai e
corre para Cristo, né? se humilha ali
diante de de Deus, se humilha diante dos
filhos também, né? E eu gosto de dizer
que tem uma coisa que mães perfeitas não
são capazes de ensinar, né? Porque mãe
perfeita não erra, né? Mas mães que
erram podem ensinar seus filhos a como
lidarem, né? Com lidar com os seus erros
também.
>> São coisas que para mim é muito tocante
assim. Eu sempre costumo dizer por aí
que que a Isa mãe, né? A Isa, minha
esposa, para quem tiver caído aqui de
paraquedas, a Isa mãe é uma das melhores
versões da Isa que eu conheço, né? A
Isa, no relacionamento dela com a
Catarina, com o Bernardo, para mim é uma
coisa muito fascinante. Assim, é muito
bonito a vel Isa pedindo desculpa para
Catarina, sabe?
>> Ah, quando ela às vezes
[limpando a garganta] exagera alguma
coisa assim, que todo mundo, eu exagero
muito mais, mas às vezes minha mulher,
minha mulher quase não peca, mas aí vez
no passo quando cometa Harley, ela peca,
meninos, vem, aí é sempre muito rápido
assim
>> chamar os meninos, ela faz, ela faz uma
cerimônia e tá, pede desculpa e diz o
que foi que fez, usa um texto bíblico
para explicar o próprio pecado. É um
negócio assim maravilhoso de de vir,
sabe? E aí é muito bonito ver os meninos
reproduzindo o padrão.
>> Uhum.
>> Não é de a Catarina, não gosto de falar
do pecado filhos que eu sei que você é
coisa de pastor, né? Pastor sempre usa o
pecado dos filhos como ilustração de
tudo. Mas a Catarina ela ela ela
menorzinha hoje ela tá com se anos. Ela
não pedia desculpa, então ela fazia
alguma coisa muito errada. A gente peça
desculpa pra sua mãe, peça desculpa pro
seu pai, peço desculpa pro seu avó e ela
não pedia para ela coisa assim, pedir
desculpa era não ia, cara. A gente tinha
que engrossar com ela para pedir
desculpa contra gosto. E ela hoje com se
anos, né? Eu acho que muito influenciada
também pelos padrões que ela vem em
casa. Nossa, fácil. Ela faz uma coisa
errada, ela vem, pede desculpa, não sei
o quê. Ah, e e é muito isso, né? Mães
perfeitas no ensino, né?
>> Se nossos cosos não são perfeitos, eles
precisam de pais que não são perfeitos
para poder aprender a lidar com a
própria imperfeição. Uhum.
>> E isso é uma coisa que eu acho muito
bonita, né? Eu lembro quando a não vou
dizer o nome também para não expor
ninguém, mas um casal conhecido, né?
Lidando com os filhos, os filhos lidando
com questões psicológicas um pouco
severas de ansiedade, de ansiedade, né?
De coisas assim. Ah, e e os pais por o
pai, principalmente por lidar com coisas
parecidas, tendo paciência, explicando e
ele nas próprias coisas de ansiedade,
sabendo como lidar com isso, e o e o
filho aprendendo a se regular melhor,
porque via o pai se regular melhor,
sabe? [limpando a garganta] E os nossos
defeitos, as nossas falhas, as nossas
dificuldades, nossas limitações, às
vezes até os nossos pecados podem ser
instrumentos para que a gente em caminho
de arrependimento e de luta contra o
nosso pecado e e de estabelecimento de
uma busca com santidade, a gente ensina
os nossos filhos no mesmo
>> Sim. Sim. Esse é o nosso Deus, né? Ele
ele usa inclusive as nossas falhas. Não
vamos pecar, né? Vamos fazer
superabundar o pecado agora. Pecar
>> não. Filho v o erro.
>> É, você não vai precisar se esforçar
para isso, não. Mas mas é interessante,
né? Isso aí é um um texto que eu nunca
tinha relacionado à maternidade, mas me
veio à mente depois que que a gente
começou a divulgar o livro, foi o texto
lá de segunda Coríntios, né? Quando
Paulo fala, fala da sua experiência, né,
do espinho da carne e pede para que Deus
tire aquilo lá dele. E Deus disse: "Não,
não vou tirar não, porque a minha graça
te basta e o meu poder se aperfeiçoa na
sua fraqueza". Então, nós como mães
temos fraqueza, né? Como pais todos
temos fraquezas. Algumas nós do fundo do
do coração, né? Queremos nos livrar
delas. Mas ah, algumas limitações
permanecerão, né? Os pecados não, a
gente tem que tratar, não tem negócio
não, mas as limitações algumas
permanecerão e a gente precisa ver
aquilo ali como uma oportunidade também
paraa força de Deus, né, a glória de
Deus se manifestar ali no meio.
>> Mas é muito difícil, né? É muito
difícil. Eu vi uma uma um videozinho, um
videozinho não, acho que era um, mandei
para eles, achei engraçado, que era
mulher dizendo: "Decidi ficar uma semana
sem gritar com os meus filhos". E sabe
qual foi o resultado disso? Nos
atrasamos para todos os compromissos,
[risadas]
tudo ficou sujo dentro de casa, eles só
comeram doce.
E aí às vezes a gente eh nada tão assim,
não, não, agora não, agora eu vou
resolver, agora eu vou ter paciência,
agora vai dar tudo certo. Mas aí às
vezes o menino só obedece no grito, né?
A é tudo loucura de baixo que se você
não não às vezes a gente imagina que a
única forma de resolver aquele problema
é passando do limite muitas vezes e
achar o tom certo, achar o jeito certo
de fazer as coisas. Às vezes é muito
difícil dentro de casa, né? Às vezes a
gente foi criado em padrões também de
matundade ou feminilidade. A gente só
teve uma família, né? Uhum.
>> Então a gente só só soube ver aquele
casamento, aquela maternidade. E aí, meu
irmão, eu só ten só tive só tenho dois
filhos, não é?
>> Eu só tô tô aprendi um pouco com a
Catarina, não é? Agora tô
>> Pois é. A primeira é sempre a cobaia,
né? Eu sempre disse pr pra Valentina,
Valentina, mulher, tu tem que ter
paciência porque tu foi a primeira
pedir mais perdão.
>> É minha primeira é minha primeira vez
sendo pai também, né? Minha primeira vez
sendo mãe. Então, também a gente também
tem que ter essa humildade também. Agora
eu não sei você, mas eu vi de uma
geração que pai e mãe pedir desculpa,
reconhecer, não era muito
>> não, não. A gente talvez a gente é a
geração mais esclarecida, né, nessas
questões assim desse cuidado, né?
>> Talvez seja mesmo.
>> Ah, mas ameaça meus filhos. Eu vejo isso
muito, cara, na alimentação, quando eu
lembro da minha alimentação, quando eu
era criança, tô vivo, eu não sei,
>> aí hoje eu vejo minha minha minha esposa
assim, não, mas tem que comer isso, tem
que comer aquilo, não pode dar isso
agora, tá muito cedo para isso. Eu,
irmão, já comi essas porcarias aí desde
que eu comecei a mexer a boca e
mastigar.
>> Afra, eu devia estar morto assim, porque
conta o que me dava assim, meu Deus, se
fizer isso hoje, eu acho que o conselho
que tu tá lá me leva, não leva nem meu
filho, não leva eu, entendeu? É loucura.
É verdade,
>> mas eu fico ameaçando os meninos, eu
digo assim: "Olha, eu sou a primeira
geração de parentalidade amorosa, né, da
sociedade. Eu consigo voltar para que
psicopata no passado. Você me respeite."
>> É, você pode escolher, né?
>> É, você escolhe que tem e tem pinochê.
Você escolhe o que é que você quer, né?
>> É isso aí. [risadas]
>> É brincadeira com você lá.
>> Brincadeira, Ministério Pública. Só
piada, só humor e piada. Tá bom.
>> Eu aquele silêncio agora, né?
>> Por favor, não tem nada a ver com isso,
né? Meus filhos, meus filhos estão lá,
são os salvos.
Sal é útimo.
>> Renato, o que que você diria mais para
mães que estão se sentindo em apuros e
porque esse livro faria sentido na vida
delas, já que esse é o público do livro,
>> certo? Eu eu gosto de dizer que esse
livro é quase assim um abraço, né? É um
livro abraço. Já viu isso? Livro abraço,
diferente, né? Mas livro que é bacana,
né? Tem livro que é soco.
>> É. Não, mas tem. Eu acho que tem assim
uns cascudos aqui no meio, mas em geral
>> cascudo é um termo nacional.
Não faço, não faço ideia.
>> Cascul é aquela, aquele
>> cocorootor,
>> tem outro nome no Ceará.
>> Eu não vou dizer porque agora eu não sei
se é imoral, mas tem outro nome.
>> Sabacu famosacu
>> não é moral não. Sei que tem
não. Aí
>> não é porque tem o
>> eu sou daqui, mas se aí eu desconheço.
Não, mas eu já ouvi falar, mas não era
comum.
>> Não conheci por Savacu
>> é aquela é a mãozada que fechada na
cabeça.
>> Aberta é a salga fechada. Não, mas se na
minha cabeça salga, eu tinha que ter
mais de uma pessoa fazendo
>> também, mas é aberto. Não pode, não pode
salgar o outro com a mão fechada, com
ardia. Não,
>> não, mas ninguém consegue dar um salga
sozinho. Salga é por definição quando
>> examente tipo linchamento na cabeça, né?
>> É,
>> mas enfim,
>> onde a gente estava enfim, um abraço.
Abraço.
>> O livro não vai dar salga em ninguém,
nem cascudo, né?
>> É lembrar do que é importante, né?
Lembrar da sua limitação, né? Se colocar
no seu lugar. Às vezes a gente a gente
se vê, né, como mãe, como pequenas
deusas, né, ali do lar. Ui, Deus é uma
frente sempre, [risadas]
>> meu Deus. Ah,
>> com muito controle de muita coisa. E o
fato é que não, né? E e que bom, por
isso, né? Que bom que a gente tem um
Deus que tá acima do nosso controle,
cuidando de tudo. E esse é um lembrete
importante, né, para acalmar o coração,
saber que que apesar das limitações, né,
e das fragilidades nas insuficiências,
Cristo é suficiente e o poder dele se
aperfeiçoa na nossa fraqueza. Que bção.
O título do livro é uma promessa muito,
muito ousada. Maternidade sem apuros, o
que eu acho que é impossível em certo
sentido, mas o subtítulo,
>> né, estabelece onde é que está a falta
desse
>> sua maternidade só será sem apuros se
você reconhecer que os apuros virão.
Você depende de Deus.
>> Isso. A graça suficiente de Cristo para
mães insuficientes. Essa graça de Cristo
que nos ajuda. Um Cristo que nos ajuda
pelo exemplo, não é? O melhor exemplo de
feminilidade que existe é Jesus Cristo.
>> Isso mesmo.
>> É um termo poder, o termo é trans. Isso
é movimento transwar.
>> Ah, se é, não sei. Que que eu uso,
>> mas é isso. O melhor exemplo de
maternidade que nós temos é Jesus
Cristo, né? A o amor, o amor de Deus é
comparado ao amor de mãe no Antigo
Testamento. E o modo como Jesus Cristo
encarna a perfeição como ser humano é um
modelo não só de masculinidade, mas de
toda a nossa existência de forma geral.
Ele nunca foi mulher, não é, obviamente,
mas ele também nunca viveu muitas coisas
comuns à masculinidade. Jesus nunca foi
casado, Jesus nunca foi pai de crianças,
né? Jesus nunca teve relações íntimas.
Ele não viveu muitas coisas comuns da da
do que seria uma vida de masculinidade.
E ele continua sendo o melhor exemplo e
modelo de masculinidade, assim como ele
não viveu muito da femininidade, não
viveu nada da feminilidade em si,
daquilo que é exclusivo do que é ser
feminino, mas o modo como ele encarna a
vida daquele que obedece a ao pai de
forma perfeita para a levar o amor de
forma perfeita, ele estabelece aquele
ponto central que é o é o paradigma da
nossa masculinidade, da nossa
feminilidade, da nossa filiação, da
nossa maternidade, paternidade como
funcionário, como cidadão, tudo. Ele é
o, ele é o modelo perfeito, mas ele não
é só um modelo, porque olhar para Jesus
como modelo pode acabar virando um peso
muito grande. Porque quem que vai seguir
esse modelo perfeitamente? Impossível,
porque ele é Deus. Nós não somos. Nós
somos, temos a natureza pecaminosa. Ele
não tinha, ele não tem. Mas a obra dele
no fim das contas é o que faz essa
grande diferença, né? E eu acho que é
essa a grande paz. Se a gente olha para
Jesus só como modelo, a gente vai ter o
peso no nosso pecado, não é? Isso é uma
notícia, né? Tá aqui o modelo. Você vai
ser igual a ele, não vai. Mas a gente
não recebe dele apenas a imposição da
imitação, da da perfeição, né? A gente
recebe dele também a bênção da graça
emerecida e do favor em merecido que
provém de um Cristo que foi perfeito
para que nós que não somos, né, possamos
ser aperfeiçoados nele todos os dias,
seja na masculinidade, seja na
feminidade, seja como filhos, seja como
pais e mães. E essa essa é a graça da
existência, né, Deus apuros da vida, é
uma graça maravilhosa que faz com que
tudo se justifique, né? Isso.
>> Eu acho que essa obra é um é um caminho
muito maravilhoso de nos lembrar disso,
né? Aplicar isso à vida de feminidade.
>> Sim. Lembrar também que mães perfeitas
não precisam de Cristo, não é verdade?
Então, quando a gente olha pra gente,
né, e reconhece a nossa fragilidade, a
nossa insuficiência, o nosso pecado,
isso deve nos fazer correr para Cristo,
né? Como aquele que cumpre tudo que é
necessário e que supre, né, aquilo que
nos falta também.
>> Renata, como é que te encontra nas redes
sociais?
>> Boa pergunta. Eu acho que é Renata
Peveras. [risadas]
Um segredo.
>> T vai colocar aí, vai pesquisar
como é o ar da Renata V. Ela sabe aqui
estará.
>> Eu acho que é Renata Pedra.
>> Eu acho que é Renata Pelé.
>> Acho. Tenho certeza também.
>> É. É. Não sou muito boa Instagram não,
mas
>> mas você próxima lá ver. Como é que
entra na Vero Copen também para conhecer
os materiais?
>> Ajuda Valbert verico.com.br.
>> Tá na tela, tá em tela. na descrição
também para facilitar aí sua busca e
obviamente o melhor link para você
comprar maternidade sem apuro de Renata
Veras. A graça suficiente de Cristo para
mães suficientes estará aí na descrição
do YouTube desse desse episódio, no
comentário fixado também do YouTube
deste episódio, na descrição do Spotify,
ah, esse seu agregador aí de podcasts
mostra também links, vai est o link aí
para você ir atrás, mas na Amazon e na
Mundo Cristão você encontra com certeza
o Maternidade sem apur.
>> Que conversa boa, gente. Feliz. Muito
obrigado, Renato, por esse tempo. É bom
conversar com gente daqui do Ceará.
>> A conversa é mais desenrolada,
[risadas]
>> é mais comédia. Também mais leve que com
os amigos mais próximos também, né?
>> Segurei, segurei meu cears um pouco.
>> Tem que segurar um pouquinho. Descobri
que tem que segurar.
>> Que é isso? Tem que libera o cear. Não,
pessoal, a gente bota a legenda aqui
não entender, né?
>> Ah, cara, mas excelência mesmo.
>> Sou cara,
>> excelência, né? É porque o tu não usa
muita expressão regional, eu acho.
>> Tu acha?
>> Eu acho, cara.
>> Cara, eu me acho cearense demais, bicho.
Meus tom de voz assim, sei lá.
>> Quando eu me vejo falando com outras
pessoas assim, caramba, bicho, galera.
O o Bernardo fala muito cantado. O
Bernardo é muito esse esse mundo tá para
matar muito, muito cantado. Ele falando
>> é muito bom. Mas
>> Aham.
>> Pode falar, Renato.
>> Muito obrigada. Quero agradecer muito
pelo convite. A gente sabe que você é
uma mulher discreta. Você não é não
gosta desse desse ambiente. Então eu sei
que é um sacrifício que você faz para
poder ah não simplesmente atender ao
pedido insistente de um amigo, mas
também para poder servir as pessoas com
esse material. A gente é muito grato aí
pelos sacrifícios de que nem a galera
todo mundo acha que todo mundo quer
estar na internet, todo mundo quer estar
com a cara do famoso para muitas pessoas
se expor é um sacrifício, né? Eu acho
que são as melhores pessoas cá entre
nós, não é? Que que entendem que isso
aqui é um serviço, é um serviço. Se
expor é um serviço. Ah, eu agradeço
muito pelo seu serviço aqui nesse
podcast. A gente se sente muito honrado.
>> Que agradeço pela paciência. Ainda tinha
duas duas chances, né, para desmarcar.
Fiquei honrada com aquele duas chances,
>> não é? Porque ela marcou uma vez, aí eu
falei, aí eu falei: "Não, aí tentamos
marcar". Aí não sei o que foi que ela
falou que eu disse, "Ó, na terceira vez
você desmarcar, eu entendo que você não
quer, eu paro deix,
>> mas eu achei, nossa, ainda posso mais
duas vezes."
>> Duas vezes, duas vezes.
>> Mas é isso, gente. Eu também quero
agradecer demais, Renata, e pedir pro
pessoal, ó, link na descrição, mamães
aí, pais, homens, dê sua esposa, se ela
é uma mãe recente, ela tá pensando em
ser mãe,
>> boa além,
>> enfim,
>> papais leiam também. Ló se levantado pr
pra pr maternidade, tem muita coisa aqui
que é geral.
>> É, tem muita coisa que é geral.
Exatamente. Aqui é vários capítulos aqui
que a gente falou, inclusive servem
muito para homens. É,
>> é, às vezes é uma forma de você entrar
na mente, né, da mulher também e sentir
um pouquinho, né, do que como pensa o
lado de lá. Exatamente. Então vai tá aí,
por favor também comente aqui a sua
opinião sobre este papo, sobre esse
assunto, como ele edificou e compartilha
aí com o pessoal da sua igreja,
compartilha aí com sua família, com
outras mães, pais, leve essa mensagem aí
para mais pessoas. Alguma declaração
final, Iago?
>> Não,
>> então encerramos esse podcast por então
final. Para mim, eu me sinto muito
feliz. Eu adoro, adoro poder sentar com
meus amigos aqui.
>> Ah, volte Renato, então. Volte você,
volte o Valvert. Traga o Valt nunca vai
ser no canal. Val é professor do
Instituto Chafer.
>> A gente bota ele aqui só a voz dele, sei
lá.
>> Bora, bora deix. Bora agora. Vai agora
lugar. [risadas]
>> Olha essa cara aí sorrindo de caixa
aqui. É. Aí explodi a audiência. Grande
não.
>> O que quem faz sucesso é o bombonzão,
né?
>> Grande Bombonzão. [risadas]
>> Não sou eu. Não sou eu. Não.
>> Não. E a Catarina que não sabia o nome
do Val, ela esqueceu, né?
Bzão.
>> Era o bumbonzão.
>> Bombonzão. Bom nome de pastor. Me impõe
moral.
>> Se inscreve no canal, acificações,
avalia a gente no Spotify, deixe seu
comentário e até o próximo. Baixo clero
quando o Pedro Popula quiser que tenha,
porque agora é assim. [música]
Par. Valeu, gente.

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