JESUS SERIA WOKE? QUE ISSO?
29/05/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
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Seja muito bem-vindo ao Dois Dedos de Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e você está comigo no quê? Você está comigo no Teólogos do Twitter, este programinha chuchu beleza? Em que a gente, ó, chacurda na lama do que está viralizando sobre Deus aí na internet. Às vezes tem coisas boas também, tá? Que o pessoal separa aqui para poder meu meu ainda tem alguma gota de juízo na minha cabeça. Você chegou aqui pela primeira vez. Sou o pastor Iago Martins, sou pastor Batista aqui no Ceará, doutorando em teologia. É um prazer imenso passar esse esse essa hora do almoço com você, porque a maioria parece que eu descobri que a maioria da galera assiste no almoço ou então lavando lavando os prato, né? E varrend na casa. Tem vários programas diferentes nesse canal. Tem exagese de textos bíblicos, tem ensino de temas teológicos, tem resenha de livro, de filme, tem podcast, tem tudo. Então, se você gosta de aprender teologia em vários formatos, não deixe de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Como sempre, vou abrir aqui o o grupo do nosso Telegram, onde a equipe separou aqui para mim tudo que vocês mandaram lá no @ustos teólogos do Twitter. E bom, dá meu minha meu primeiro minha primeira reação, meu react, minha primeira impressão sobre as coisas aqui. Vamos ver >> qual que é o drive que você pensa quando você tá no limite? >> Eu lembro de Gênesis 126. Mano, Deus criador, ele criou nós em espírito. Nós somos seres espirituais [música] habitando num corpo. >> Então não tá, nós não somos seres espirituais habitando em um corpo. Nós somos uma unidade psicossomática. Pode parecer uma besteira teológica, mas isso tem aplicações práticas muito sérias no fim da cadeia, né, da construção do pensamento. Nós não somos seres espirituais habitando em um corpo, nós somos também o nosso corpo. Tanto que o nosso corpo também afeta a nossa personalidade, afeta a nossa mente. Se assim não fosse, um remédio psiquiátrico, não afetava o teu comportamento, por exemplo. Se assim não fosse, a tua fome ou a ou o teu ciclo menstrual, não afetaria o modo como você se sente, o modo como você reage, o modo como você vê as coisas. Então, ah, sim, nós somos o nosso corpo também. O corpo faz parte da nossa identidade também. Nós não somos só seres espirituais habitando em um corpo. Vocês já ter ouvido essa essa conversa, né? O cara morre e aí o o pessoa que tá pregando no velório vai dizer: "Aqui está o corpo do nosso irmão." Ele mesmo está lá em cima, mas o corpo dele está aqui. Não é isso. O irmão está aqui. O corpo dele tá aqui, que é ele, mas ele também tá lá. Porque a morte, eu já falei isso mil vezes aqui no canal, aí eu tô ficando velho, só me repetindo. A morte é uma separação de si, de si. você se separou de si mesmo. Por isso que na ressurreição, como descrito em Primeiro Coríntios 15, nós somos devolvidos a nós mesmos. Ou seja, o meu corpo será refeito e eu serei unido novamente a mim por meio de um novo corpo. Então nós não somos apenas figuras etéreas que habitam em uma casca. Nós não somos o ghost in the shell. Nós não somos a uma coisa espiritual e material habitando em um corpo. Nós somos o corpo e somos a alma. Nós somos a nossa parte espiritual e o corpo. Tudo em uma unidade onde você não sabe exatamente separar o que é de um e o que é do outro. Mas vamos lá. um corpo. O corpo é formado o quê? Corpo é formado de terra. Pegou [música] o barro, moldou o homem do barro, átomos e elétrons. Aqui a gente espor drive para você vencer isso aí é você entender que quando Deus falou assim: "Subjulgar e a terra" é você colocar a terra debaixo dos seus pés e subirjulgar. Só que as pessoas [música] acham que é todas as coisas e tá tudo certo. É mesmo, é as finanças, é o governo. Só que o primeiro governo que Deus sonha [música] para nós é o alto governo. É o governo com o nosso corpo, porque ele é feio de terra. Só que tem gente que tá governando as outras coisas, mas não tá governando o próprio corpo. >> Eu vou, eu vou. Olha, quem diria. Eu vou dar o braço a você e dizer que existe alguma razão aqui, tá? Você vai dizer: "Ah, tá viajando." Esse cara tá viajando total. Talvez esteja viajando um pouquinho mesmo. Mas existe dentro da teologia de Gênesis uma percepção muito interessante sobre quando o pecado entra no mundo e agora a terra começa a dar abrolhos, a terra agora começa a ter ervas daninhas, existe uma aplicação ao próprio indivíduo como alguém feito de terra, porque agora o homem soa para poder comer, agora o homem morre, agora o homem também cai. Essa maldição que recai sobre a criação, sobre a terra, é uma maldição que também recai sobre nós como seres humanos, justamente porque somos partes dessa grande, não é, criação de Deus. Então, sim, existe um aspecto em que nós somos também confundidos com a criação, ainda que sejamos distintos da de outros, não é, elementos da criação. Agora, no entanto, quando a escritura fala sobre subjulgar a terra, sobre governar a Terra, fala sobre o que é que a gente governa, né? Fala sobre os animais, sobre as coisas, sobre os elementos da da criação. É uma sociedade cada vez mais complexa, né? Aí eu vou aplicar Durkaim, Emily Durchim, quando fala de uma sociedade mecânica, uma sociedade orgânica, uma sociedade que vai ficando cada vez mais orgânica, cada vez mais complexa, com cada vez mais divisão de trabalho, você vai ter se cuidar da terra virando coisas cada vez mais complexas, como gerenciar empresa, como construir arte, né, política e coisas do tipo. Ou seja, quando a escritura fala sobre o esse domínio sobre a criação, o texto bíblico não está lidando diretamente com o ser humano. No entanto, existe uma relação um tanto mais íntima do que a gente geralmente assume entre a coisa criada e o indivíduo como parte dessa criação. Claro que tem um sentido diferente do que ele tá dizendo aqui, mas que é uma aplicação que muitas vezes a gente perde também. Ou seja, eu chegaria no que ele tá estabelecendo por outros termos. Eu discordo aqui do caminho teológico dele, mas eu acho que o sentido final é um sentido um tanto parecido. A gente quer dominar as coisas externas a nós, mas a gente não participa do domínio de si, do controle de si. A gente gerencia a criação, a gente cuida da criação e esquece que nós também somos criação e também devemos, né, cuidar de nós mesmos, lidar com o nosso próprio corpo, nossa própria materialidade. Paulo vai usar uma linguagem muito forte de governar a si mesmo, governar os próprios membros, né? Por exemplo, que pode ser um tipo de alusão à própria linguagem de controle, de governo, de domínio, que é usado no livro de Gênesis, não é? Então assim, não sigo exatamente o mesmo percurso teológico dele, mas chego no mesmo lugar em termos de a gente deveria cuidar de nós mesmos, a gente deveria cuidar do nosso próprio corpo e tudo mais. Nesse sentido aí eu vou concordar com ele aqui. >> Tá goando as emoções, tá goverando aqui dentro, entendeu? [música] Se ele fala uma parada também antes, quando ele tá criando a terra, ele fala assim, ó, terra, produza ervas de acordo [música] com as suas espécies. Tudo que Deus cria, ele já sabe a capacidade. Ele não vai fazer nada que você tenha capacidade de fazer. O maior problema dos religiosos, da sinagoga, das igrejas, [música] é a pessoa ficar esperando que Deus vai fazer por ela aquilo que ela já tem o acesso, como tá escrito nas escrituras. [música] A mesa tá posta. Sir, e agora eu não consigo não achar achar um caminho para justificar teologicamente, não é muito alegórico, né? Muitas metáforas em cima de de textos bíblicos genéricos aqui. Eu não acho que necessariamente [risadas] é é isso tá certo, não. Tá, tô tô tentando chegar num ponto como que eu tô tentando concordar, entendeu? Tô tentando concordar. Acho que era Olavo de Carvalho que dizia isso. Grande Olavo. Grande Olavo. Muitas discordâncias com Olavo de Carvalho. Mas ele falou uma coisa uma vez que eu achei muito interessante. Ele disse que todo processo de boa leitura é um esforço para tentar concordar. Então eu quero tentar concordar. Não parece um bom argumento, não parece ter sentido. Eu vou tentar achar o sentido, vou tentar encontrar a lógica do argumento. Então, uma boa leitura tentar concordar. Se você assiste um negócio já querendo discordar, tenta concordar, tenta achar o caminho da da concordância e aí você obviamente vai estabelecendo depois quais são as discordâncias, né, vendo o argumento do outro com mais profundidade. Mas que eu acho que existe uma uma leitura muito alegórica da escritura, né? Esses textos bíblicos não falam sobre isso necessariamente. Não, o que ele tá dizendo faz sentido. O que ele tá dizendo faz todo sentido. Só o uso dos textos bíblicos é que é um uso que é um pouco complicado. Esses textos bíblicos não estão falando sobre isso, mas que Deus não vai fazer por nós o que nós podemos fazer, né? Deus não vai te levantar de manhã, sei lá, tu tem, tu devia estar trabalhando, devia estar malhando, se exercitando e aí tu não tá porque aí Deus é que claro que não. Você não pode jogar em Deus a responsabilidade do do teu próprio cuidado com a tua vida, mas eu não usaria nenhum desses textos [risadas] para fazer isso, tá? Deus já fez tudo agora no primeiro dia, só que ele deu o princípio do acesso e nós entendemos [música] que o acesso é parte da nossa o princípio do acesso que ele não faz. Caraca, achei que tá grosso o café, meu irmão. Olha isso aqui. Olha esse café aqui, gente. Dá pr ver aí, ô Yasmin? Dá pr ver. Ó como tá grosso esse café aqui, ó. São vitamina de café. Olha isso. Dá pr ver aí? Não, mas tá matar uma vitamina isso aqui, meu irmão. Leite pó precipitou pro fundo, misturou acho que uma borra aqui com uma borra aqui de café e virou uma vitamina. Isso aqui tá assimável, tá asqueroso, mas eu não jogo comida fora. Sabe o que eu aprendi uma vez, Arasmin? Que jogar comida fora é dar uma oferenda a Satanás. Pesado, hein? Minha mãe falava que as crianças na África ia morrer de fome nesse tipo de coisa. A gente dizia, né? Pô, mas se eu comer, as crianças na África vão continuar morrendo de fome, né? Que diferença que fazim das contas, era para ser um argumento de gratidão assim, ó. Tanta gente gostaria de estar no seu lugar. É, o argumento faz mais sentido, né? E você deveria ser grato por ter, né? O que muita gente gostaria de ter e tal, mas às vez o argumento chegava de um jeito que não, que a mente infantil achava jeito de esquivar do argumento. Pois é. Mas vamos voltar aqui. Cara, essa chave do acesso, esse negócio, eu acho muito complicado. Esses argumentos aqui >> é responsabilidade, [música] o acesso a tudo. Só que se eu fui feito por um Deus e habita em mim um espírito sem limite, eu tenho acesso aqui dentro a [música] esse espírito sem limite. Primeiro na corrida, depois a voar, depois andar sobre as águas, depois fazer cura, depois multiplicar, prosperar e tudo mais que é subjulgado que é. >> Não, esse esse drive aí, meu irmão, tá é assim, fala muito bem o cabo. O caba tá no shape, mas não sei, tá? É, é meio teologia da popularidade aqui. É meio Pablo Marçal do Crossfit, sabe? Não, não, não vamos por essa não, galera. Que a que a que não é assim que a gente usa a escritura para validar nossas coisas. Não dava uma públ perfeita pra Grof agora, né? Cou Jesus na Grof. Mas não vou usar não. Vamos pra próxima aqui. Mandaram para mim do ah Thiago Cavaco. Não, Thiago Cavaco. Ou não tem como ser uma coisa ruim, um corte do Thiago Cavaco. Vou começar aqui, tá? Não tem como ser um vídeo ruim, um corte de Thiago Cavaco. Já vou assistir aqui sabendo que vai ver uma coisa maravilhosa, uma preciosidade, entendeu? Escute, você que tá lavando o louço aí, ó, almoçando, sei que tá fazendo outra coisa enquanto escuto o vídeo, já pare agora e ouça com atenção, porque ninguém pode ouvir um trecho de Thiago Cavaco em vão, certo? Meu pregador de fala portuguesa favorito. Top one, top one. Ouça tudo, Thiago Cavaco. Sou sou um grande aprendiz. Olha, eu queria na minha vida se Deus me desse a graça de ser um pregador como Thiago Cavaco, seria um homem muito feliz e realizado. Infelizmente nunca serei, nunca chegarei a esse nível. Mas pare, pare agora. Pode termin termina de mastigar, termina de mastigar. Limpa aí tua mão aí no pano de prata aí um pouquinho. Você que tá aí no supino, entendeu? Para, para, pode parar. Dá, dá um descanso maior aí já. Deixa o coleguinha que tá revesando fazer uma série na sua frente, tá? Vamos ouvir agora com atenção, com respeito e reverência. >> Quando tu começaste a ver vídeos e o calvinista ganhava o Arminiano, tu tornaste calvinista. Quando tu começaste a ver vídeos e o católico ganhava, ao calvinista, tu tornaste católico. Mas deixa-me dizer, tu não és nem católico, tu não és nem calvinista, não és presbiteriano, não és anglicano, tu és um youtubiano. E quanto mais te convertes, mais vais ficar igual a ti próprio. Porque o teu negócio, quanto mais te convertes, é tu seres igual a ti próprio. Simplesmente significa que tu tens narinas para quem parece que sai por cima. [música] >> Olha, olha que construção frasal. O que acontece é que tu tem narinas. Olha só. Olha, cara. É o espuljo da nossa geração. Tá, deixa eu falar aqui agora. Agora, agora tranquilamente, tá? Tranquilamente. Thiago Cavaco é o Charles Radon Expurion da nossa geração. Tá aí, tá? Tá dito frase poder, frase pesada, mas o modo como Thiago usa o fraseado dele na construção do seu argumento é: Ó, nunca seremos, nunca chegaremos aos pés dos grandes. Que coisa linda. Olha, eu sou um homem muito grato a Deus por existir um Thago Cavaco na minha geração. As pessoas no futuro, daqui a algumas gerações à frente, peregrinarão por Portugal e farão vídeos teologia da estrada de frente pra igreja da Lapa para dizer: "Aqui pregou o príncipe dos pregadores de Portugal". Entendeu? Porque olha, é inacreditável. E se tu vires um vídeo em que parece que o católico sai por cima em relação ao calvinista, tu vais tornar católico da mesma maneira. Quando viste um vídeo que parecia que o calvinista era melhor do que o pentecostal. Porque o que está em causa não é o que Jesus fez por ti, é a maneira como tu pareces melhor do que os outros. Cara, aqui matou a pau. Matou a pau, cara. Já vi muito isso no Ministério Pastoral, tá? O cara assiste uma semana de vídeo no YouTube e já mudou a teologia dele totalmente. Aí o cara era batista, virou católico com uma semana de de vendo debate no Inteligência Limitada. Aí o cara era era preseriano, virou ortodoxo, assistindo um monte de rios no no Instagram. Cara, o modo como a galera faz um trânsito religioso e um trânsito teológico baseado unicamente naquilo que parece mais coerente do dos debates de rede social é uma vergonha. É uma vergonha. A gente tem que demorar. A gente tem que ser lento em mudar de posições. Tem que demorar. Eu lembro quando eu era pentecostal e comecei a ter acesso ao material calvinista, cara, eu demorei anos para realmente me assumir um calvinista publicamente, para mudar de teologia, para largar o os ambientes que eu que eu que eu tava. Ninguém pode mudar de teologia e naquilo que é que é importante tão rápido. A gente é youtubano. É isso. Muitos de nós não somos calvinistas, não somos armenianos, não somos pentecostais, batistas, somos o quê? Somos youtubeianos. Nós somos a aquilo que mais parece coerente naquele momento. Vou falar aqui para você que é me acompanha, tá? Quantos de vocês aqui neste canal Denúncia não mudaram de perspectiva sobre teologia? Não porque foram realmente conhecidos teologicamente, é só porque o meu argumento pareceu mais coerente e ó, rapidamente a fé de vocês mudou pra outra. Sabe o que vai acontecer? Um dia vai aparecer um youtuber melhor do que eu, com argumentação que pareça mais coerente que a minha e rapidinho vai mudar também, entendeu? E aí é a galera do trânsito religioso, teve um negócio viralizou, acho que eu vi no Twitter, mas não sei quem foi, o cara em 15 dias largou o adventismo e virou católico em 15 dias, entendeu? Aí daqui a pouco ele larga o catolicista, vira ortodoxo, vai largar a igreja ortodoxa, vai virar muçulmano, porque isso acontece, é isso que acontece. Se o trânsito religioso é tão fácil no fim das contas, né? O que é que sobra para o Betinha? Não sobra nada para o Betinha. Brutal. Cavaco. É top. Próximo. Nandaram aqui do Clarion de Lafalote no Twitter. mandaram para ele aqui. Claro. O que você acha do argumento muito usado pelos cristãos de que as pessoas que foram perseguidas, torturadas ou martirizadas ao longo da história, principalmente os primeiros cristãos do Iméio Romano, não teriam aceitado destinos horríveis, podendo ter renunciado à fé e evitado morrer, a menos que elas soubessem que estavam morrendo pela verdade? Então, o argumento não é exatamente esse, tá? Porque o argumento é exclusivamente sobre as testemunhas oculares da ressurreição. Por que eu digo isso? Porque pessoas podem morrer pela sua fé. Se alguém morre pela sua fé, uma coisa você pode concordar. A única coisa aquela pessoa está convicta daquilo que está dizendo. Quando um muçulmano se explode, você pode discordar de tudo, mas você tem que acreditar que aquele cabra crê naquilo. Crê tanto que se mata. Então os cristãos do cristianismo primitivo a partir do século eram cristãos que estavam morrendo em nome de uma fé. Eles acreditavam. Então o que é que você tira do martírio desses cristãos? Que eles criam muito naquilo. Agora, quando a gente fala do martírio dos primeiros cristãos ali no século daqueles que alegavam ser testemunhas oculares da ressurreição, a gente não tá lidando com a fé. que a gente tá lidando com um testemunho de um fato histórico. As pessoas viram algo, alegaram terem visto aquilo, não como uma experiência momentânea ou uma experiência de trânsito ou de êxase. Ah, não, eu vi Jesus passar de relance, não, eu sonhei com Jesus, não, eu vi um clarão e Jesus estava lá, não. Aí eu tava em jejum e aí eu tive experiência de um Cristo. Não, eles, ele Jesus morreu e ficou 50 dias andando com eles. 50 dias ouvindo, conversando, falando com esse Jesus. quando foram colocados na parede, nega ou morre. Todos, todos disseram: "Não posso negar aquilo que eu vi e eu ouvi". E todos eles morreram mortes terríveis e torturantes em nome de uma coisa que eles criam, não, que eles viram, que eles alegaram ter visto, que escreveram a respeito. Então, é muito diferente. Você tem o martírio de uma pessoa em nome de uma fé e o martírio de uma pessoa em nome de um testemunho. Eles viram logo esse testemunho é confiável. Esses homens acreditavam que tinham visto e ouvido aquilo. Aí você tem que achar alguma boa desculpa para eles terem visto e ouvido aquilo, morrerem em nome daquilo que viram e ouviram e explicar. Não, acho que foi uma alucinação coletiva. Primeiro conceito de alucinação coletiva não existe, tá? Isso é uma uma fake news, uma pseudociência maluca. Segundo, que alucinação é essa que dura 50 dias? Só sobre a ressurreição, tá? Tem falar os 3 anos de milagres que os apóstolos andaram com Jesus poros três anos. Foram 3 anos acompanhando o cara e morreram em nome daquele testemunho. Aí você vai me dizer que era uma alucinação coletiva? Não faz nenhum sentido, né? Ah, foi uma invenção romana, cara. Não existe nenhuma explicação mais elegante, mais intelectualmente coerente, mais válida para aquilo que foi registrado sobre Jesus do que ser verdade. Jesus viveu, Jesus andou sobre a terra, Jesus rusou milagres, alegou ser Deus, morreu e ressuscitou ao terceiro dia. Isso está registrado por meio de testemunhos oculares e confiáveis e um documento que chega até nós de forma confiável e innegável. Como é que você lida com isso? Mudando a tua vida e obedecendo aquilo que esse Cristo falou sobre si mesmo. Mas vamos ver o que é que o Claron argumentou aqui. Claro, eu acho que Claron é teu. Eu não, eu não, eu não não conheço ele muito bem. Já vi alguns vídeos muito antigos dele aqui na internet. Eu nem sei mais o que que ele produz hoje em dia, mas eu gostava dos vídeos dele que eu que eu assisti há faz muitos anos isso. Ele diz: "O erro desse argumento é partir da premissa que uma pessoa disposta a morrer por uma causa prova que aquela crença é verdadeira. Não prova que ele crê naquela crença. Bões budistas atravia fogo em si mesmos. Los camicazes se suicidavam pela pátria. Muçulmanos se explodem em nome de Alá. Integrantes de certas seitas praticam suicídio coletivo que acreditavam que suas almas seriam resgatadas por alienígenas em uma nave espacial. Como eu já expliquei, uma coisa tem nada a ver com a outra. Não é a questão de morrer por uma fé, é morrer por um testemunho de algo que foi visto. O ser humano é capaz de aceitar dois sofrimentos extremos e até mesmo morte quando está radicalizado. Não é sim, quando está radicalizado, sim. Mas essa radicalização é em nome de qu. Essa é a grande questão. Em nome de qu. E é isso que o Claron tem que explicar no argumento dele aqui. Bora pra próxima. >> Três coisas que eu aprendi vindo na academia todo dia. >> Primeiro, o Pom Jesus na Grove Suplementos. Mas você é um cara muito mais legal. Aí você apoia o nosso canal, você compra o seu suplemento lá na Grof. Inclusive uns tripties aqui na internet. Tô com minha roupinha da Grofo baixo aqui, ó. [risadas] Nem nem não tinha planejado isso, eu juro. Olha a minha roupinha da Grof aqui, ó. Olha aqui, rapaz. Eu sou o Batman da Grove. O Super Homem. Batman não, né? O super homem da Grove. Ó, Grove aqui por baixo. Vai na Grove Suplementos. Tem roupa de treino na Grove Suplementos. Eh, porque você tá usando a roupa da Grove baixo da sua outra roupa social? Depois eu tava gravando outra coisa, eu tava de social, aí eu fiquei com preguiça de tirar a blusa da Grof e coloquei essa aqui por cima, gente. Mas tem tudo lá na Grof, ó. Tem pré-treino, tem protein, tem creatina, tem tudo. Usa o cupon teologia lá para você contar para si mesmo e pro pessoal da Grove. Você cuida da sua saúde pra glória de Jesus. Vai ter um link na descrição. Vai lá e aproveita. E vamos ver aqui o que que a moça falou sobre o que ela aprendeu na academia. >> Conhecimento número um. Aquele short com vinco na bunda não serve para nada além da vulgaridade e promiscuidade. >> Moça, se você se você concorda com isso, por que que você colocou a foto de um short com vinco na bunda aqui pra gente ver? Mas você acha que é vulgar o vinco na bunda? Eu também acho. Aí por isso que eu não olho. Aí eu tô vendo que seu vídeo aqui você falando mal do negócio, você bota o negócio, entendeu? [risadas] Pô, é falta de de senso. É que tem aquela mulher que às vezes posta assim: "Ah, minha vida antes de Jesus". Olha, olha aí, gente, como eu era indecente. Aí um monte de de edit lá da pessoa lá indecente, semipelada na academia e tal. Aí disse: "Mas agora eu sou uma crente, agora eu me visto todo". Aí bota roupinha, né? Bom, meu irmão, aí você quer mostrar aí me me perdoe, que eu não vou acreditar que você tá realmente querendo se cobrir, não. Você tá você ainda registra e faz se expõe ainda, né? Para dizer: "Olha, olha com o meu passado, olha olha o meu passado." Parece a galera que tá contando testemunho. Gente, antes eu eu era uma pessoa entregue às drogas, as drogas, não sei o quê. Nossa, eu gostava tanto, era nossa, madrugada inteira usando droga. Ai, as drogas, sabe? Mas encontrei Jesus, sabe? Sabe, é tipo os cara parece que fala do passado com com amor ao passado. Então assim, você vai falar mal de uma parada que é um problema visual também, você não bota a parada visual paraos outros ver, né? Você cobre aí. Não precisa desse exemplo todo. Todo mundo sabe o que diabo é esse short do demônio. Então, por favor, quando você for fazer os seus vídeos, tomei esse cuidado aí. Então, você cobre aí, tá? Cobre aí, cobre. >> O fato de ser uma ilusão de ótica não muda o fato de ser uma ilusão. >> Uma ilusão de ótica. Eu vinco na bunda pr fazer a bunda parecer mais maior. Eu eu não vou. Bom, deve ser isso mesmo. Deve deve ser roupa que faz a bunda crescer. Será que é isso pra bunda crescer? Deve ser, né? >> Conhecimento número dois. Todo mundo sabe quem usa a bomba, homens e mulheres. O que não diminui o fato deles serem atletas praticamente. E é uma realidade que nós pessoas normais não teremos. A menos que a gente aceite as restrições e as consequências de uma vida que tem isso por realidade, né? Agora vou discordar dessa senhora aqui. Vou ter que falar uma coisa aqui muito triste. Ah, todo mundo sabe quem usa bomba. Sabe o que foi que eu descobri sobre o vida, a vida da academia? Tem um monte de gente que usa bomba que não parece que usa porque não tem shape. E essa é a grande vergonha. O cara tá acabando com a saúde dele, gastando um dinheiro amoado, injetando as paradas que ele que foi feito, sei lá, no quintal ali no na parangaba de alguém que veio, sei lá, não sei da onde, nos fundos de um Celta. Aí o caba tá se enchendo de bomba e ele não tem um shape, aí você jura que o cara é natural e aí é para matar. É o coitado. Aí é para morrer logo. É para triste. Triste. A vida do bombado que não tem shape, que só tem só tem os colaterais, não tem. É triste, triste. E aí, aí aí só sobra o churrascamento. Aí não tem mais jeito. Acabou. Triste. Mas mulher que usa bomba, todo mundo sabe mesmo porque não tem jeito, entendeu? A voz vai logo pro buraco. A voz é um negócio que é batata. Batata. Terceiro fato que eu aprendi que você precisa saber também para não ser iludido. A sua blogueira preferida, ela não vai te falar que tá usando bomba, porque ela vai querer que você acredite que o dela, que as cápsulas dela, que os produtos dela tão fazendo com que ela chegue naquele corpo perfeito. E aí você iludida acha que tomando a vai ficar assim? Não vai. >> Vai não, viu? Ó, o protein da Grove não tem bomba. Essa história é maravilhosa. Talvez vocês não saibam, mas a minha sogra, minha sogrinha mora comigo, né? Minha soginha é viúva, mora com a gente, a gente adotou a minha sogra, cuida dela e aí minha sogra não conhece muito do mundo da maromba, né? Um dia chegou lá em casa uma caixa da Grove lá no começo da do patrocínio e aí a tinha lá um b proteio, umas creatinas e tal. Aí minha sogra pregou, ficou nervosíssima, conversou com a minha esposa, "Isa, não deixa o Iago tomar essas coisas, não, essas bombas, não sei o quê, isso faz um mal danado e tal". [risadas] E falar que até hoje minha sogra deve achar que o e protein é é bomba. Vem quando ela pergunta, né? Se aparecer por aí que eu na internet que eu tomo bomba, foi minha sogra que pegou meu zoi, protei. E teve outra, eu quando tava tentando mais, essa essa é melhor ainda. Assim, eu tava num num período que tava tentando me esforçar para emagrecer. Aí eu conheci uma coisa chamada massa de conjaque. Já ouvi falar? Massa de conjaque. Conhece massa de conjaque? É o o é tipo um um uma raiz, uma coisa assim, não digerível. E aí tem tipo assim 100 g de arroz feito nesse negócio. Tem nove calorias. Maluquí. É uma fortuna. Comi por um tempo. Me ajudou a emagrecer, controlar fome e tal. É o nome negócio, o negócio é conj. E aí minha sogra começou a dizer por aí, ó, chegou aqui umas caixas de Monjaro [risadas] do Iago. Ele dis, eu nem sabia que dava para comer monjaro. Eu disse: "Não, não é monjaro não, filho. É conjque outra parada. É um negócio." Só que eu parei porque é asqueroso. O gosto do negócio é horrível. O arroz de conjac parece tapuru. É melhor passar fome mesmo. Mas mas então é uma digressãoamente absurda que eu tô fazendo no meio do vídeo da mulher aqui. Vamos lá. >> E aí talvez você me pergunte, Juliana, então para que ir pra academia se a gente não vai ficar com o shape da blogueira? Eu te mostro. É para isso aqui. Esse foi um dos vídeos que motivou, que me motivou a começar a treinar. Imagina você não ser capaz de socorrer um filho, de não ser capaz de abaixar e se levantar para brincar com ele. Imagina você ter a força para empurrar um pneu, mas não ser capaz de carregar uma criança no colo. Então, se você é mãe como eu e católica e fica se perguntando: "Ah, devo treinar, devo fazer atividade física?" Deve sim. Não é para ter o shape, mas para ter qualidade de vida, para cuidar do templo do Espírito Santo, que é você. Amém. Bora para cima. Bora treinar com shape ou sem shape, mas com saúde sempre. Deus abençoe. >> Excelente. Com shape ou sem shape? Mas o shape vem. Vem, vem um shaping. Um shape vem, entendeu? Se você se comparar com os outros, aí você tá lascado, entendeu? Vou me comparar com as outras pessoas. O shape aí é o fim. É uma coisa que me desmotiva muito na vida da academia eu me comparar com os outros, porque eu tô na academia faz quatro anos, mais de quro anos tô na academia, tô correndo há um ano. É muito esforço, muito sacrifício. E aí eu penso assim, ó, ó, esse é o pensamento da sabotagem. É, me irmão, por tanto que eu me esforço, eu tinha que estar mais bonito, entendeu? Tinha que estar com mais músculo. Eu eu tinha que ter visto ao menos, menos meio gomim no meu bucho, entendeu? Ao menos meio gomim, meio gomim. Eu tô há 4 anos na academia, eu ainda tenho um buchinho, entendeu? A barriguinhazinha aqui para cima aqui, perdi 25 kg, né? Tem uma barriguinha. Não tenho musculão. Meu Deus, não tenho, desculpa aí, não tenho. Mas assim, quando eu paro e olho minhas fotos de 4 anos atrás, aí eu venci na vida, entendeu? Mas se eu me comparo com os outros, eu fiz, eu tenho um colega, pô, tava treinando com o Unique. A gente fez aqui um fé em forma com o Nick, que é meu parceiro aí de Grove Suplementos. Ele ganhou 10 kg em três meses de academia. Ele ganhou 10 kg. Escute, ele ganhou 10 kg em 3 meses de academia. Eu estou há 4 anos e não ganhei 10 kg de músculo, entendeu? Na academia. Aí eu vou dizer o quê? Se eu me comparar com o cara, eu eu acabou, sobrou nada. Brutal para o Betinha. Mas quando eu me comparo com eu tava, tanto em termos de saúde, de qualidade de vida, de de capacidade, de fôlego, de bem-estar, de saúde mental e até mesmo de aparência, cara, aí você tem que se comparar com quem? Se compare com você mesmo ontem, não com os outros, né? Porque os outros são os outros. Deus deu mais para uns do que para outros, nesse sentido. Então vai treinar pr você ficar melhor da sua saúde. Se você ficar bonito, melhor ainda. Não é? Não é? Fica de boa aí. Próximo. Quando Jesus conta a história do filho pródigo, os fariseus que estavam em volta deles ficaram um tanto pálidos. E nem foi por causa do filho, foi por causa do pai. Bom, a verdade é que a gente cresceu ouvindo essa história como uma linda história de arrependimento e de volta pros caminhos de Deus. >> E não é não. Deixa, vamos lá. Eu eu eu escreveria como isso. O que o que é o que é a parábola do filho pródigo? é a terceira de três parábolas em que Jesus está respondendo porque é que ele se relaciona e vive ao lado, né, do de pecadores, não é, dos gentios, não é, dos cobradores de impostos, das prostitutas e tal. Ele conta a parábola da ovelha perdida, da dracma perdida, então do filho pródigo, em que no caso o filho pródigo são gentios, longe de Deus, o filho mais velho que tá na casa representa os judeus, né? É a volta dos gentios ali, o recebimento dos gentios é o grande argumento que tá sendo posto. Jesus tá criticando os judeus por não se alegrarem com a volta dos gentios, com a chegada dos gentios, né, a aliança. Vamos ver se é isso que ela vai colocar aqui. >> O filho some, gasta tudo e quando ele volta, seu pai recebe de braços abertos. Fim, [música] uma linda mensagem para se contar pra igreja. Só que essa leitura superficial tira 90% do escândalo que houve quando Jesus contou essa história pela primeira vez. Agora eu estou estou interessado, talvez a qual o plot do aqui. >> Porque existem três momentos dentro dessa história que fariam qualquer fariseu do primeiro século se escandalizar com tudo isso. >> Olha, tem tem realmente tem alguns pontos como o caba correr, né? Ele corre em direção ao filho, os judeus adultos não corriam, né? Tem a questão do do Bom, vamos ver, vamos, não vou me adiantar não, que vocês reclamam que eu fico falando antes do vídeo terminar. Vamos lá. >> Bom, primeiro, quando o filho mais velho ele pede a sua herança ainda em vida, ele tá literalmente dizendo: "Pai, eu adoraria que você estivesse morto". Pedir a herança para um pai vivo num contexto de honra e vergonha dentro do Oriente Médico, era a maior afronta que um filho poderia cometer com seu pai. >> Olha, ó, tem a mulher tem bagagem, tá? Porque ela entende sobre cultura de honra e vergonha. Isso é antropologia cultural. Interessante. Ela sabe disso. Já estou interessada porque quando as pessoas parecem ter conteúdo, eu me interesso o que elas estão falando. E é isso mesmo, tá? Ela quando o cara pede a herança, né? Pô, pedir a herança para um pai vivo e ir embora é uma ofensa terrível mesmo. Isso é um escândalo realmente muito grande. Excelente. É o tipo de coisas que se você lê o livro O Deus Pródigo do Timot Keller, Timot Keller estabelece isso com muita clareza. Assim, é o melhor material sobre o filho pródigo que você vai encontrar em português, assim, acho que em qualquer idioma, o deus pródigo, Timot Keller é um livro lindo que explica esses esses detalhes culturais aí da parábola. >> O esperado era que o pai expulsasse esse menino de casa, talvez até o agredisse publicamente e não desse absolutamente nada. Mas não foi isso que esse pai fez. E por isso essa história já começa errada para aqueles homens. Segundo ponto, quando o filho retorna, existe uma tradição judaica chamada Quezazá, a cerimônia da quebra. Quando um filho judeu perdia sua herança entre os gentios, quando ele voltava paraa sua aldeia, os anciãos eles quebravam um pote de barro na frente dele e diziam: "Você está cortado do teu povo". Era uma exclusão pública e o filho pródigo tinha feito exatamente isso. Ele gastou tudo entre gentios e porcos. A aldeia inteira tinha o direito de fazer quesazar nele. >> Olha, interessante. Eu não sabia disso, viu? Formação nova para mim. Legal. Nunca tinha nunca tinha lido sobre isso nome canto nenhum. Que eu me lembro pelo menos, né? Poxa. Legal. >> O ponto que talvez seja o mais escandaloso para aqueles homens. O pai corre ao seu encontro. A palavra diz que o pai vê o filho de longe e corre ao seu encontro. Pra gente isso é realmente muito fofo. Uma cena linda de se imaginar, mas para eles era algo impensável. Um patriarca judaico, um ancião respeitado. Vestido uma túnica longa, ele não corria porque correr exigia levantar a sua túnica, mostrar as suas pernas e isso era considerado humilhante. Então pensa comigo. Pai chega para encontrar seu filho e corre para o encontrar antes da aldeia chegar. E ele atravessou a vergonha pública para encontrar o seu filho antes que os anciãos encontrassem o pote e quebrassem na frente dele. O pai tomou a humilhação que era do filho. Isso não é sobre uma parábola de um menino que se arrependeu, mas é a parábola sobre um pai que carrega a vergonha do filho para que o filho possa voltar para casa. E quando a gente lê assim, a gente vê. Por que que Jesus conta essa história pros fariseus que estavam reclamando que Jesus estava se assentando com pecadores. Ele não tava falando daquele menino, ele tava falando dele mesmo. Então salve esse vídeo que esse é o primeiro da nossa série, O que eles ouviam, que a gente vai falar sobre as parábolas e o que os fariseus realmente ouviam quando Jesus as contava. >> Excelente. Tô seguindo agora, viu? Seguindo aqui a moça Laura Barg. Gostei bastante. Excelente. Muito bom. Muito bom mesmo. Ótimo. Sigam aí. Sigam, siga o pessoal que faz coisa boa no YouTube e no Instagram. Pessoal gosta de seguir, só porcaria. Vamos seguir coisa boa. Gostei. Muito bom. Muito bom. Acho que eu vou ler o Deus pródigos de novo. Agora fique com vontade. >> Jesus claramente seria o amigo Tewok. Sim, sim. Finalmente estamos fazendo essa conversa. Olá crentes, web crentes e pessoas normais. Eu sou Pela Campos, historiadora, teóloga, evangélica há mais de 20 anos e eu simplesmente amo falar de Bíblia por uma perspectiva cultural também. E aí eu soltei um vídeo há algum tempinho atrás aqui no meu perfil, que >> esse óculos dela que é filtro estranho, né? era varão. Jesus não seria seu brother porque Jesus não era cúmplice dos patriarcados romano e nem judaico. E aí todo mundo começou a chiar. Muitas divas vieram aqui me dar o apoio. Eu amei inclusive este divo aqui também. Mas muitos homens se doeram com essa fala, porque eu disse que de fato Jesus não seria dessa cultura passar pano para atitudes que não são legais com mulheres. Acho que nós amigas mulheres aqui divas que entendemos que Jesus também era pai de menina e Deus é pai de menina, vocês vão entender o que que eu tô falando. >> Deus é pai de menina. É, ele é pai de mulheres. Sim, sim, sim. Tá, por enquanto tá muito obscuro tudo para mim aqui, tá? Jesus seria o amigo Oak no sentido de ser oak, de ser o não. Obviamente Jesus não é o pensando nesse movimento pr LGBT que crê criança trans, decolonial, sei lá esse negócio todo, não dá para colocar Jesus nesses movimentos, tá? Jesus seguia uma ética sexual tradicional. A ética sexual cristã, não é? É geralmente tratada como em ruptura com a ética sexual da cultura LGBTQ e a mais por um motivo. É porque é, entendeu? Ah, então Jesus seria tok no sentido de ser realmente o de jeito nenhum. Jesus talvez fosse interpretado como por aqueles hiper fundamentalistas que o odeiam, talvez, porque tem uma galera aí que você, se você disser que mulher é gente, você é é feminista. Sei lá, se você disser que tem que, sei lá, que que mulher pode fazer parte do reino de Deus evangelizando, ensinando, não, acabou. Sete w não é, pô. Chamam Francine de de feminista, pô. Então, assim, galera, a galera tem essas coisas, né? Então, talvez Jesus fosse chamado de walk pelos seus inimigos. Talvez quando a gente tem os fariseus atacando Jesus, dizendo que ele é beberão, amigo de pecadores, não é? os fariseus exagerando a aproximação de Jesus com a sociedade, esse tipo de, entendeu? Então, talvez ele fosse xingado de WK sem ser, talvez fosse o caso, mas eu ainda tô meio perdido aqui no no vídeo da da mulher, vou pr chamar mais atenção aqui. >> Mas enfim, caso não tenha ficado claro, a gente tem inúmeras passagens na Bíblia, né, no Novo Testamento, que fazem parte da tradição cristã, né, e que são direcionadas a Jesus, que mostram que o comportamento de Jesus era realmente transgressor no sentido da cultura patriarcal da época. H, em certo sentido, sim. Em certo sentido, sim. Por exemplo, o testemunho de mulheres não era aceito em tribunais romanos, mas as primeiras testemunhas da ressurreição foram mulheres. Então, sim, Jesus tinha um um trato com mulheres que era transgressor. Judeus não aceitariam ser tocados por prostitutas, por mulheres socialmente desgraçadas, enquanto Jesus, não é, aceita que a prostituta ungeja os seus pés, o narrado e tal. Então, sim, Jesus tinha uma postura considerada transgressora. Agora isso significa o quê? Não é até onde se leva esse aspecto? Tudo aquilo que é transgressor é necessariamente então bíblico e coerente com a figura de Jesus? Não, certo? Não dá para para ir nesse caminho. >> Vamos começar pelo básico. Ele não casou, tá? E e já começa daí. Segundo, eh, ele chamava as mulheres para aprender com ele, o Rabi, tá? Eh, é só a gente lembrar da passagem de Marta e Maria, que muita gente reduz a coisa do, olha, as tarefas domésticas são importantes, mas Jesus tá te chamando para ter um tempo com ele. Não era só sobre ter um tempo com Jesus de Nazaré, não. Era sobre aprender com o mestre. Isso era uma coisa destinada a homens. >> É verdade. >> Exemplo, quem aprendeu aos pés de Gamaliel na Bíblia, que era o mestre dele na época, Paulo. E Marta e Maria estavam sendo convocados ali para prender os pés de Jesus, né? É assim que fala o texto bíblico. Se a gente pensar na mulher do fluxo de sangue, que foi o exemplo que eu usei no no último vídeo, né, falando sobre isso, eh Jesus contraria leis de pureza judaicas >> e também toda a organização social daquele momento para poder trazer essa mulher pro holofote. E a protagonista dessa história não é Jesus, é a mulher do fluxo de sangue que toma essa decisão. >> Não, calma aí. Aí dizer que a protagonista dessa história não é Jesus, é complicado, porque essa história vem numa história dual. Você tem a filha de Jairo que tá que tem 12 anos e essa mulher que tá a 12 anos com essa doença. Então existe um dualismo na história entre 12 anos de alegria com aquela menina que agora morre e os 12 anos de sofrimento dessa mulher que agora é curada. Então o que é que liga essas duas histórias? A pessoa de Jesus. Então o protagonista dessa história, assim como é o protagonista de todo o texto bíblico, é Jesus, certo? Essa mulher aparece dentro de um fluxo histórico muito maior do que ela própria. >> Aí tem a mulher samaritana. Aí também tem a mulher cirofenícia. E aí o fato de Jesus ser querido por mulheres a ponto de ter o seu ministério financiado por elas também mostra muito isso. Sim. >> Jesus com certeza seria o amigo açucarado, gente. E aqui eu não tô dando conotações cuir para Jesus, mas eu tô dizendo que daquela cultura, Jesus era um homem completamente transgressor e aliado das mulheres é dentro daquele sistema patriarcal romano e judeu. Tá? >> Eu vou ter que concordar. Terei que concordar. Meu ponto não é a locução, o aspecto locucionário da fala dela aqui. Minha questão é o aspecto perlocucionário. É é o que é que ela quer assumir a partir disso, porque o que ela tá dizendo, eu vou concordar. O que é que pode dar a entender? E assim, claro, eu tô tentando prever sobre uma pessoa que eu não conheço, um todo teórico que eu também não sei qual é. Então assim, esse é o programa de improvisos, minha primeira reação. Nunca vi essa moça na minha vida. Mas ela tá querendo dar a entender, então, que posturas transgressoras modernas a estruturas consideradas patriarcais vão representar necessariamente o ministério de Jesus e o modo como o cristianismo tende o papel das mão na sociedade? Não necessariamente. Tem coisa na nossa sociedade que ser cristão vai fazer a gente transgressor, mas a o aspecto de transgressão social é em certo sentido, irrelevante na construção de uma postura social cristã. Ser uma transgressão social por si só, ser uma coisa que vai transgredir certos padrões culturalmente estabelecidos, não é isso que vai fazer uma coisa ser correta. Então, tem certos padrões estabelecidos no sentido do relacionamento entre homens e mulheres e tal. Quais deles são bíblicos, quais não são? A pergunta é: "O que que a palavra de Deus diz e ponto". O aspecto de transgressão, se é isso, não sei se é, mas se é isso que ela tá tentando construir aqui, aí eu discordaria completamente da da tese dela. >> Então assim, contra fatos, não argumentos, beijo, Deus te abençoe. E é isso, ele seria de fato o amigo de >> OK. Bom, vou encerrar o vídeo aqui. Não deixa de usar o cupom Jesus lá na Grupo Suplementos para que você possa, ó, dar uma moral aí para nós também no cuidado aí do da produção teológica aqui no YouTube. Um cheiro no seu cangote e até a próxima. M.