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Makários – Romanos | A. 22 | O amor que cumpre a Lei (Rm 13.1-14) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 22 | O amor que cumpre a Lei (Rm 13.1-14) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 22 | O amor que cumpre a Lei (Rm 13.1-14) | Ákilla Nascimento

O amor que cumpre a Lei
Rm 13.1-14
Ákilla Nascimento

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Muito boa noite para todo mundo que já
chegou aqui paraa nossa aula do curso
Macários. Bem-vindo, bem-vinda para
nosso 22º encontro desse módulo. Se você
tá caindo de para-quedas aqui agora,
essa aula 22 de um módulo de 26 aulas a
respeito do texto de Paulo aos Romanos,
mas esse é um módulo que faz parte de um
curso maior que começou no ano passado.
Essa aula está indo ao ar no dia 14 de
maio de 2026. Mas esse módulo faz parte
de um curso que começou em 2025, que
teve três módulos.
Eh, constituindo a fase básica do nosso
curso de teologia, nós iniciamos em 2026
esse módulo avançado no texto de Romanos
e nós estamos concluindo nas próximas
semanas, como eu disse, 26 aulas, eh
esse nosso módulo de interpretação, até
certo ponto, uma exegese do texto de
Romanos, do capítulo 1 até o capítulo
16. Então, muito bem-vindo você que tá
acompanhando a gente desde o começo.
Muito bem-vinda a você que tá chegando
aqui agora. Em qualquer um dos casos,
nós esperamos poder caminhar com você
hoje ao longo do texto de Romanos,
capítulo 13.
Eh, esse já é a o quarto bloco da carta
aos Romanos, que é dividido em quatro
partes. E esse é o segundo capítulo do
quarto bloco. Então, nós temos o
capítulo 1 até o capítulo 4, capítulo 5
até o capítulo 8, o segundo bloco,
capítulo 9 até o capítulo 11, o terceiro
bloco, o capítulo 12 até o capítulo 16,
esse último bloco. E esse provavelmente
é um dos textos mais agradáveis de se
ler, porque nós estamos Brasil, estamos
no Brasil em ano eleitoral e nós temos
uma das cargas tributárias mais eh assim
inspiradoras do ponto de vista da
proporção entre renda alcançada e
dinheiro público bem aplicado eh diante
de uma população nada desigual. Por isso
lê o texto de Romanos, capítulo 13. É
muito fácil, muito simples, como vocês
vão ver, ainda mais num contexto em que
nós estamos lidando com a realidade de
polarização política acentuada. Lê as
palavras de Paulo em Romanos capítulo 13
é bastante desafiador entender o que é
que o apóstolo de fato está querendo
dizer com esse lance de toda a
autoridade política. Fica muito claro
que o contexto é de tratar a respeito
das autoridades políticas. Toda
autoridade é instituída por Deus. Isso
quer dizer o quê? Quais são as
implicações que isso possui para a o
posicionamento cristão diante da
realidade que a gente precisa lidar? De
a exercer a nossa responsabilidade
física, de interpretar os eventos que
acontecem ao nosso redor e também de
exercer influência, né? Novamente dentro
do nosso contexto, o Brasil hoje é um
país com pelo menos 1/3 da população
professando uma fé cristã evangélica e a
maior parte do restante da população é
cristã católica ou cristã não associada
a qualquer denominação. E por isso essa
relação entre cristianismo,
interpretação bíblica, Romanos capítulo
13 e a
o exercício do poder do ponto de vista
político é algo que tem bastante
relevância. Nós não vamos responder
todas as questões que envolvem esse tema
apenas analisando esse texto, mas esse
texto é um dos textos mais importantes
pra gente compreender a questão. E nós
então damos boas-vindas mais uma vez a
todos e já iniciamos com todas essas
provocações no intuito de justificar por
é que a aula de hoje tem tanta
pertinência. Obviamente que não tem a
ver com os meus bons argumentos, mas com
os argumentos que a gente encontra em
Paulo e na expectativa de que nós
possamos entendê-los adequadamente. Vou
dar o boa noite aqui diretamente para
quem já chegou, interagiu no chat. a
Fernanda, a Sandra, o Paulo, a Elis, a
Terezinha, a Mari Luci, o Manuel, a
[roncando]
o pastor Cláudio Homero, todos são muito
bem-vindos também, quem vai chegar mais
tarde ou quem vai assistir essa aula em
algum ponto do futuro. Vamos
compartilhar aqui nossa apresentação.
Romanos capítulo 13, o título da nossa
aula que você já viu aí no título que a
gente também colocou no vídeo do
YouTube, o amor que cumpre a lei.
Romanos capítulo 13. Eh, e a gente vai
varrer o capítulo completo, versículo 1
até o versículo 14. Ah, vamos lá começar
lendo o texto. Eu estou usando aqui a
nova versão internacional NVI.
Todos devem sujeitar-se às autoridades
governamentais, pois não há autoridade
que não venha de Deus. Olha a afirmação
categórica de Paulo. Pois não há
autoridade que não venha de Deus. As
autoridades que existem foram por ele
estabelecidas. Portanto, aquele que se
rebela contra a autoridade está se
colocando contra o que Deus instituiu. E
aqueles que assim procedem trazem
condenação sobre si mesmos. Pois os
governantes não devem ser temidos, a não
ser pelos que praticam o mal. Você quer
viver livre do medo da autoridade?
Pratique o bem e ela o enaltecerá, pois
é serva de Deus para o seu bem. Mas se
você praticar o mal, tenha medo, pois
ela não porta a espada sem motivo. É
serva de Deus, agente da justiça, para
punir quem pratica o mal. Portanto, é
necessário que sejamos submissos às
autoridades, não apenas por causa da
possibilidade de uma punição, mas também
porque mas também por questão de
consciência.
É por isso também que vocês pagam
imposto, pois as autoridades estão a
serviço de Deus, sempre dedicadas a esse
trabalho. Deem a cada um o que lhe é
devido. Se imposto, imposto. Se tributo,
tributo. Se temor, temor. Se honra,
honra.
Não devam nada a ninguém, a no seu amor
de uns pelos outros, pois aquele que ama
seu próximo tem cumprido a lei. Pois
estes mandamentos não adulterarás, não
matarás, não furtarás, não cobiçarás e
qualquer outro mandamento. Todos se
resumem neste preceito. Ame o seu
próximo como a si mesmo. O amor não
pratica o mal contra o próximo.
Portanto,
o amor é o cumprimento da lei. Façam
isso compreendendo o tempo em que
vivemos. Chegou a hora de vocês
despertarem do sono, porque agora a
nossa salvação está mais próxima do que
quando cremos. A noite está quase
acabando, o dia logo vem. Portanto,
deixemos de lado as obras das trevas e
revistamos-nos da armadura da luz.
Comportemo-nos com decência, como quem
age à luz do dia, não em orgias e
bebedeiras, não em imoralidade sexual e
depravação, não em desavença e inveja.
Ao contrário, revistam-se de Jesus
Cristo e não fiquem premeditando
como satisfazer os desejos da carne. Ah,
existe uma realidade muito fácil de ser
percebida eh na nossa eh postura e na
nossa inclinação de avaliar os nossos
próprios governantes democraticamente
eleitos. Estou aqui analisando o
contexto que não era o de Paulo, mas é o
nosso contexto, que vivemos em uma
democracia. Eu estou partindo do ponto
de vista de que o nosso sistema
democrático, na escolha dos nossos
governantes funciona ou, ou seja, é
legítima a presença daqueles governantes
nas instituições e nas funções que eles
ocupam.
Existe uma inclinação
muito fácil de ser percebida de um
grande descrédito por parte desses
governantes e ceticismo por parte do
cidadão comum do eleitor. Em muitos
países democráticos, os cidadãos
tornaram-se cínicos quanto aos seus
representantes eleitos e essa atitude
[limpando a garganta]
se estende cada vez mais a outras
instituições públicas, como por exemplo,
o papel da polícia. o papel da Receita
Federal, o papel do sistema judiciário.
Muitos cristãos consideram os
governantes corruptos e desumanos e vem
como responsabilidade sua fazer uma
oposição enérgica, independente do que a
Bíblia esteja dizendo diretamente sobre
a questão. Os cristãos sentem essa
indignação e essa convocação a uma
confrontação da injustiça, independente
dos meios em que isso possa acontecer, o
que é uma resposta muito perigosa e em
muitos momentos que levou a posturas
equivocadas em lutar contra o problema
certo da forma errada. Paulo escreve o
que escreve no capítulo 13 de Romanos,
por mais difícil que seja digerir o que
Paulo está afirmando aqui, ele escreve
isso dentro de um contexto de grande
corrupção. É, não era uma democracia,
era um império, não era qualquer
imperador que estava governando, era
Nero, que foi conhecido como um dos
imperadores mais cruéis que passaram
pela história do Império Romano, em
especial quando a gente considera o
papel que Nero teve em estabelecer uma
ah estabelecer uma uma visão popular,
uma visão eh difundida dentro do
império.
de forte antipatia e resistência em
relação aos cristãos. Então, a gente
está falando de uma palavra, de um
apóstolo que faz parte de um grupo que
não é bem visto, seja pelos gentios
romanos, seja pelos judeus, seja por
qualquer outro grupo social. Paulo faz
parte desse grupo em um momento eh de um
poder impositivo, que é o poder
imperial, sendo governado por um sujeito
bastante corrupto e pouco eh favorável
em relação ao grupo de cristãos que
habitava e era obviamente um grupo
minoritário na capital do império que
era a cidade de Roma. Então Paulo está
escrevendo dentro desse contexto, Paulo
sabia o que era viver diante de um
contexto desfavorável em relação aos
governantes. Ele não está falando o que
está falando apenas para manutenção de
uma relação política favorável aos
cristãos. Não é esse o cenário.
O que é então que justifica a postura de
Paulo de legitimar todo o poder
político, pelo menos dentro do contexto
em que ele estava, como uma autoridade
que foi instituída pelo próprio Deus. Se
a gente olhar no capítulo 12, a aula
passada que foi a realizada pelo
professor de Leão, você vai encontrar a
partir do versículo 20 o seguinte: ao
contrário, se o seu inimigo tiver fome,
dele de comer, se tiver sede, dele de
beber, fazendo isso, você amantoá brasas
vivas sobre a cabeça dele. E um pouco
antes, no versículo 19, ele afirma:
"Amados, nunca procurem vingar-se, mas
deixem com Deus a ira, pois se está
escrito: "Minha é a vingança, eu
retribuirei". Então Paulo acaba de
proibir no capítulo 12 a vingança
pessoal aos cristãos. Isso não significa
que Deus não se importe com o mal, nem
que o queira, nem que Deus queira o
colapso da sociedade, como se a Bíblia
ou o próprio apóstolo Paulo não tivesse
nada a afirmar a respeito a
a respeito da maneira como os
governantes deveriam se portar e a
respeito da maneira como os cristãos
deveriam reagir frente às injustiças
evidentes que esses governantes
realizam. no exercício do seu poder e da
função, seja o exercício do poder dentro
de um contexto imperial, seja ainda mais
no nosso contexto contemporâneo, em que
muitas das sociedades ocidentais são
democracias.
Mesmo quem odeia a polícia ou o sistema
judiciário, deseja uma autoridade que
encontre culpados e administre justiça
no momento em que a própria pessoa que
tem uma opinião desfavorável em relação
a essa instituição ou a essas
instituições, ela é prejudicada porque
foi furtada, porque eh não teve um
contrato eh
sendo obedecido e respeitado dentro das
condições que a legislação prevê, porque
de alguma forma ele sente que aquele que
tem força exerce o seu poder
simplesmente porque tem poder e precisa
ter uma autoridade à qual recorrer, para
que a justiça, para que o equilíbrio
entre as partes que vivem em comum
dentro da sociedade, para que esse
equilíbrio seja restabelecido.
Então, o que Paulo está argumentando
aqui é em relação a esse senso de ordem
para a qual toda a autoridade é
estabelecida. Paulo argumenta que os
cristãos já considerados, que já eram
considerados a escória, o povo mais mal
visto dentro do seu contexto, eles já
eram vistos de forma negativa. Eles não
precisavam arrumar para si outros
problemas. Eles não precisavam
acrescentar a essa reputação a reputação
de subversores da ordem pública. Então,
o argumento principal pra gente entender
o que Paulo está afirmando nesses
primeiros versículos, do versículo 8, em
especial até o versículo 10, é entender
que Paulo está querendo associar os
cristãos a uma ordem pública. É para
isso que os governantes servem. Paulo
não está comentando o que é que os
cristãos devem fazer quando os
governantes confrontarem ou exigirem a
negação da sua fé quando os governantes
extrapolarem os limites do poder que
eles devem exercer quando os governantes
agirem de forma injusta. O que Paulo
está argumentando aqui é: "Toda
autoridade é estabelecida por Deus para
estabelecer ordens sobre a sociedade.
Por isso, sujeitem-se a essas
autoridades. A autoridade exercendo seu
poder da forma adequada e devida, não
porta a espada sem motivo. Uma sociedade
em que as autoridades exercem o seu
poder da forma como elas devem exercer o
seu poder.
não gera no cidadão que age de forma
correta o medo de ser punido por um
crime que ele não cometeu. Então,
aqueles que se portam corretamente são
devidamente protegidos por essas
instituições e por essas autoridades.
Agora, muitos cristãos poderiam entender
aquilo que era a pregação do evangelho,
como professinado por Paulo como uma
convocação, a insubordinação a todos os
senhores da terra. Por quê? Porque a
todo momento Paulo está reforçando que
Jesus é o único que é verdadeiramente,
Senhor, com autoridade última e absoluta
sobre toda a criação e sobre todos os
povos da terra.
Então, uma linha de raciocínio muito
lógica, ainda que equivocada, seria por
eu devo me submeter a Roma, a César, a
Nero, se na verdade eu acredito que
aquele que é o meu Senhor é Senhor sobre
todos os homens, é Senhor sobre todas as
nações. Por que é que eu devo pagar
impostos se na verdade a única coisa que
eu devo é tudo que tenho e que sou? a
Deus, ao Senhor Jesus Cristo, que é dono
da prata e do ouro de todas as nações e
de toda a criação. E Paulo está
colocando eh um
forte limite nessa linha de
interpretação do evangelho que ele mesmo
pregou, que é não é assim que as coisas
funcionam dentro do mundo e da era ou
das eras em que nós habitamos. Nós
estamos nesse momento de inauguração e
de espera, aquilo que a gente já afirmou
em vários momentos do já e do ainda não.
É verdade que chegará o momento em que
toda língua confessará que Jesus Cristo
é o Senhor. Todo joelho se dobrará
diante do único e verdadeiro Deus
revelado na pessoa de Jesus Cristo. Mas
esse não é o nosso contexto.
Existem
expectativas,
existem formas de procedimento e de
relacionamento dentro da sociedade que
são conflitantes entre si. É preciso
estabelecer uma autoridade que limite os
poderes dessas partes. E por isso aquilo
que nós fomos chamados a fazer e a
realizar enquanto uma revolução dentro
desse mundo, não se faz e não se
estabelece como eh subversores da ordem
social, como pessoas que se eh insurgem
contra toda a ordem estabelecida que não
seja a ordem diretamente da pessoa de
Jesus Cristo. E é por isso que Paulo
está dizendo que a autoridade vem do
próprio Deus verdadeiro. Então, se nós
somos essa comunidade revolucionária,
nós precisamos entender quais são as
implicações
da revolução, a natureza da revolução
que Jesus estabelece a partir da sua
vida, morte e ressurreição. E quais são
as consequências disso para a postura
dos discípulos de Jesus, dos cristãos
dentro desse contexto conflituoso e
tenso em que nós vivemos. Primeira parte
é aquilo que nós já afirmamos em mais de
um momento da nossa conversa, autoridade
civil. Os governos foram instituídos
para Deus para que o mundo seja cordeiro
e não caótico. Imagine a realidade em
que o mal, a morte e o o pecado se fazem
presente e muito perceptíveis, muito
palpáveis, sem que houvesse qualquer
limite de autoridade imposto pelo
sistema judiciário, imposto pela
polícia, imposto por outras instituições
que pudessem limitar a progressão desse
mal.
Nós não tenderíamos a ser uma sociedade
mais harmoniosa. Não tenderíamos a uma a
uma construção de uma civilização mais
madura e avançada, mas pelo contrário,
pela descrição bíblica e conhecendo o
mal que habita não apenas no mundo, mas
dentro de mim mesmo, [roncando] eu posso
facilmente perceber como as coisas
seriam muito mais anárquicas no sentido
negativo da palavra anarquia. muito
semelhante ao que a gente encontra na
descrição do livro de Juízes, talvez
fazendo um paralelo muito grosseiro,
porque eu sei que os contextos são muito
diferentes, mas no sentido de que cada
um faz conforme o seu próprio juízo de
certo e errado, sem uma preocupação com
o seu próximo, sem uma preocupação com o
estabelecimento de uma ordem pública.
Por isso, a autoridade civil é uma
necessidade. Os cristãos devem se
submeter a essas autoridades.
Óbvio que isso não valida todas as
coisas. Isso não valida todas as
atitudes de todos os governantes, de
todos os sistemas político-econômicos.
Isso não validações específicas de
governos, apenas afirma que sempre será
necessário algum tipo de governo. Isso é
tão interessante que até dentro da
realidade escatológica de uma nova
criação,
existe ainda um senso de ordem que é
estabelecido a partir de uma presença de
autoridade absoluta, que é a presença do
próprio Deus e do cordeiro. Isso
estabelece pra nova Jerusalém a ordem
que ela deve assumir. Na verdade, a
ordem da nova criação é interpretada
como uma consequência da presença
gloriosa do próprio Deus dentro dessa
cidade jardim. Então, de alguma forma,
autoridade,
ordem e poder, não apenas para para
limitar a progressão do mal, mas para
manifestar beleza, poder e glória, é
algo que extrapola a realidade do
pecado. [roncando]
Cooperação prudente. Paulo não quer que
seguidores de Jesus provoquem conflitos
necessários com senhores menores. O que
é que estamos chamando de senhores
menores? O presidente do Brasil, o
governador do estado de São Paulo, o
presidente dos Estados Unidos, o
primeiro ministro ou a primeira ministra
do Japão. Todas essas grandes
autoridades políticas dentro da
perspectiva são senhores menores. Por
quê? Porque nós acreditamos que o quero,
Senhor, o governante sobre todas as
coisas, em última instância é o próprio
Jesus Cristo. Isso não significa que
esses governantes estão absolutamente
desautorizados, mas sim que eles estão
debaixo
daquilo que é o governo e o domínio do
próprio Senhor Jesus Cristo. E a ele
todos os governantes prestarão contas,
assim como todos nós seremos chamados a
prestar contas do ponto de vista
individual, todos os governantes que
exerceram poder em qualquer contexto, em
qualquer momento da história, país ou
condição e situação, prestarão contas
daquilo que foram as suas atitudes e
decisões diante do próprio Senhor Jesus
Cristo. Por isso, nós não devemos nos
insurgir contra essas autoridades. Se
optarem pela violência, como muito
provavelmente muitos cristãos foram
tentados a agir no primeiro século, eles
estariam jogando o próprio jogo do
Império Romano e o Evangelho é que
perderia dentro desse conflito. Por quê?
Porque essa é a forma como Roma adquiriu
poder. A maneira como a o império romano
se estabelece é por meio da espada. A
maneira como a besta conquista o seu
poder no apocalipse é por meio da
propaganda e do militarismo. Não deve
ser assim entre vocês. Palavras de Jesus
para os seus discípulos. Aquele que
quiser ser o primeiro ou maior no reino
dos céus deve servir a todos. deve se
colocar como servo de todos os outros.
Então, a gente de fato tem uma
comunidade revolucionária. A gente tem a
compreensão e convicção de que todos os
governantes da terra são senhores
menores,
momentâneos e de influência muito
limitada, que todos eles vão ser
julgados pelo próprio Senhor Jesus
Cristo, mas nós reconhecemos o papel
importante que eles exercem no tempo
presente. Nós devemos procurar uma
relação de submissão, de harmonia e de
estabelecimento de ordem dentro da
sociedade no tempo presente.
E por trás do raciocínio de Paulo está
uma tradição muito mais antiga
que nós encontramos no Antigo
Testamento. E a própria história do povo
de Israel, conforme citado no texto
bíblico, dá testemunho disso, que é a
gente encontra povos pagãos, povos que
têm, a partir das profecias que são
dadas para os profetas de Israel, a
garantia de que eles serão julgados e
condenados pelo próprio Deus. Nós temos
nesses povos pagãos o próprio
instrumento de Deus para trazer juízo e
ordem ou o tipo de ordem que Deus queria
estabelecer sobre o próprio povo de
Israel. Qual era o conflito? O povo de
Israel acreditava, pelo menos aquele que
era o remanescente fiel de Israel. que
mesmo fora daquilo que a gente poderia
considerar remanescente fiel de Israel,
essa convicção de que o Deus que eles
adoravam era o único Deus verdadeiro. A
história das convicções do povo de
Israel não é uma história tão simples,
mas eu estou considerando aqueles dentre
o povo de Israel que acreditavam de fato
que Yahé era o único Deus verdadeiro,
criador dos céus e da terra. E eles
acreditavam que todos os outros povos,
povos pagãos, adoravam a deuses falsos.
Logo, o conflito entre Israel, que
adorava e era de certa forma validado
por esse Deus verdadeiro, recebia a sua
autoridade e o poder enquanto povo a
partir desse único Deus verdadeiro,
sempre deveria ser um conflito que
traria vitória para Israel, porque Deus
estava com o povo de Israel.
Quando a gente encontra dentro da
revelação
que Deus dá aos profetas naquilo que ele
estava fazendo com o povo de Israel, a
afirmação que a derrota que eles
sofreriam para os assírios, o domínio
que viria por meio dos persas, o domínio
que viria por meio da Babilônia é
instrumento e decisão do próprio Deus.
Deus usa os povos pagãos para trazer
juízo sobre Israel. E Deus fala que é
ele que está fazendo todas as coisas.
Isso de certa forma dá um nó na cabeça
de um judeu do primeiro século.
Ou mais apropriadamente, isso deveria
trazer muitos conflitos para um membro
do povo judeu que estava prestes a ser
dominado pelo império babilônico, como
na época das profecias de Jeremias, ou
um membro do povo do reino de Israel,
como eh a gente encontra profetizado
também em Isaías.
eh entender que eles são parte do povo
do Deus verdadeiro e o Deus verdadeiro
está trazendo um povo idólatra, pagão,
para fazer justiça diante do pecado do
próprio povo de Israel.
Mas é essa realidade que está narrada
tanto em Isaías capítulo 10 com o caso
da Síria, Isaías 45 no caso do rei Siro,
e a o próprio domínio da Babilônia, como
foi profetizado por Jeremias, você
encontra em Jeremias capítulo 29. Paulo
se apoia em uma tradição judaica antiga.
Mesmo denunciando nações pagãs, os
profetas afirmavam que Deus agia através
delas. dessas nações, Aíria, Ciro e a
Babilônia foram instrumentos de Deus.
Essa mesma tensão aparece em João
capítulo 19:11, quando Jesus declara a
Pilatos que sua autoridade vinha de
Deus, mesmo que Pilatos estava estivesse
prestes a executar o próprio Jesus. Isso
soava como uma piada. Isso soava como
algo talvez incompreensível para
Pilatos. Ele e ele afirma isso para
Jesus. Ele tinha autoridade de mandar
não apenas prender e assoritar, mas
matar Jesus. Se o Jesus que estava
diante da representação do máximo poder
e governo
da época de Jesus, o representante de
Roma diante de si mesmo afirma isso:
você é apenas um servo. Você tem a
autoridade que tem, dada por Deus e não
teria essa essa autoridade se não fosse
da vontade de Deus que você tivesse essa
autoridade.
Por que que isso talvez fosse
incompreensível para Pilatos? Porque
Pilatos nunca pensou no mundo e na
realidade geopolítica, na grandeza e no
poder de Roma, como sendo algo que foi
dado por parte do Deus do povo de
Israel, que foi estabelecido por meio
desse povo que foi subjulgado por Roma.
Não faria sentido pensar nesses termos.
E mesmo desconsiderando todas essas
questões, Jesus está dizendo que ele que
está prestes a ser morto e executado por
decisão de Pilatos,
reconhece que Pilatos está fazendo a
vontade do próprio Deus, que ele afirma
ser filho dele, ou que ele afirma talvez
fosse difícil eh para os judeus, quanto
mais para Pilatos, pensar em Jesus como
sendo filho de Deus naquele momento da
história. Mas fica muito claro que Jesus
se coloca como aquele que foi enviado
por parte de Deus. Ele tá dizendo: "Não,
não, você só tá fazendo aquilo que você
foi enviado para fazer por parte daquele
que me enviou".
Então, essa tensão entre povo que não
reconhece a Deus, que é idólatra,
cumprindo a vontade de Deus, inclusive
sobre o povo de Deus e sobre o próprio
filho de Deus, que Paulo está apelando
nesse momento para dizer: "Nós
reconhecemos que é um povo pagão, que é
um poder que irá passar. serão todos
eles julgados, mas eles possuem uma
função e um papel importante no tempo
presente.
E aí Paulo fala não apenas desse assunto
bastante difícil, eh, e polêmico, que é
a realidade da autoridade política, mas
ele entra no assunto dos impostos e do
papel dos cristãos dentro de uma
sociedade que tinha uma carga de
impostos muito pesadas, muito pesada, em
muitos momentos desleais em relação ao
cidadão comum. Os cidadões romanos, os
cidadãos romanos pagavam impostos
diretos e no caso daqueles que moravam
na capital do império, na cidade de
Roma, também pagavam impostos indiretos.
Esses impostos indiretos eram tão
impopulares que levaram a revoltas na
cidade de Roma. Nero, o governante, na
época em que Paulo escreve essa carta,
prometeu cancelar, mas nunca cumpriu
essa promessa. Paulo se opõe à retenção
de impostos. Cristãos já tinham. Paulo
se opõe a, perdão, Paulo se opõe à
retenção de impostos porque ele
reconhece que os cristãos já tinham
problemas suficientes por motivos muito
mais graves. Então, o que Paulo também
está dizendo é: "Não apenas reconheça as
autoridades, mas pague os impostos". E
aqui ele não tá fazendo distinção de
qualquer tipo de imposto. Pague os
impostos diretos e pague os impostos
indiretos. Seja um bom cidadão. Você já
tem problemas sérios demais para
resolver apenas como decorrência do fato
de que você se reconhece como um
seguidor desse rabino judeu Jesus
Cristo, que não é apenas um
representante do povo judeu, mas que nós
alegamos que é Senhor sobre o mundo
todo. Isso já traria todo tipo de
consequência
civil, comunitária, religiosa para os
cristãos. Além de todos esses problemas,
você não precisa adicionar para si mesmo
também a justa [roncando] condenação de
que você é um cidadão irresponsável, de
que você é um cidadão eh inconsequente
em relação à postura das autoridades a
não pagar os impostos que todo cidadão
deve pagar. Seja um bom cidadão.
[roncando] Quando a autoridade erra,
naturalmente, essa é uma questão que nós
levantamos quando lemos um texto como
esse
e que a gente pode imaginar que foi uma
questão com a qual Paulo se deparou em
muitos momentos de uma forma muito
concreta, porque a gente precisa parar e
pensar mais cuidadosa, mais
cuidadosamente sobre isso dentro do
contexto de Paulo, antes de chegar a
conclusões sobre a nossa própria
postura.
Paulo escreve que o governo não porta a
espada sem motivo. Ou seja, as
autoridades
políticas, as autoridades civis, elas
não condenam injustamente.
Mas Paulo foi condenado injustamente.
Paulo, ele morre pela espada de Roma e
morre a partir de uma condenação injusta
que ele sofre em Jerusalém, de ter
levado um gentil para a área do templo,
que era reservada apenas para os judeus.
Esse processo começa em Jerusalém, mas
chega até Roma. Nós não sabemos
exatamente as circunstâncias em que
Paulo foi executado. Existem eh mais de
uma, existe mais de uma possibilidade
para narrar os últimos anos de Paulo,
mas com toda a probabilidade Paulo foi
morto e executado na cidade de Roma, que
a gente não sabe se ele teve uma
libertação entre a primeira prisão, que
é muito segura, que ele sofre na cidade
de Roma e uma provável segunda prisão
sendo executado depois desse segundo
momento de encarceramento. De qualquer
forma, a gente sabe que Paulo é morto
injustamente pela espada de Roma.
Não só isso, mas durante o seu
ministério, Paulo também foi preso e
açoitado em vários momentos, não apenas
nas sinagogas, mas também pelas
autoridades romanas. Por exemplo, Atos
capítulo 16, a gente encontra o seguinte
relato.
Ah, Paulo, ele foi morto, foi foi preso,
perdão, quando ele estava em Filipos e
no versículo 31 do capítulo 16 diz o
seguinte: "Eles responderam: "Creia no
Senhor, aquela situação em que eles
oram, Paulo e Silas estão na prisão, as
portas do cárcere se abrem, eles são
miraculosamente libertos. do carcereiro
está prestes a tirar a própria vida,
porque ele sabia que ele iria ser morto
pelos romanos quando vissem que todos os
prisioneiros fugiram. E aí ele pergunta
o que deve fazer para ser salvo. E aí
Paulo responde, ou eles responderam,
Paulo e Silas, creia no Senhor Jesus,
que serão salvos você e os de sua casa.
E pregaram a palavra de Deus a ele e a
todos os de casa. Naquela mesma hora da
noite, o ccereiro lavou as feridas deles
em seguida, por que feridas? Porque
Paulo foi açoitado antes de ser preso.
Eh, em seguida, ele e todos os seus
foram batizados, então os lavou, os
levou para sua casa, serviu-lhes uma
refeição e com todos os de casa
alegrou-se muito por haver crido em
Deus. E aí vem a parte relevante para
nossa conversa. Quando amanheceu, os
magistrados mandaram os seus soldados ao
carcereiro com esta ordem: "Solte estes
homens". O cereiro disse a Paulo: "Os
magistrados deram ordens para que você e
Silas sejam libertados. Agora podem
sair, vão em paz". Mas veja a postura de
Paulo. Mas Paulo disse aos soldados:
"Sendo nós cidadãos romanos, eles nos
açoitaram publicamente, sem processo
formal e nos lançaram na prisão. E agora
querem livrar-se de nós secretamente?
Não. Venham eles mesmos e e nos
libertem." Os soldados relataram isso
aos magistrados, os quais, ouvindo que
Paulo e Silas eram romanos, ficaram
atemorizados.
vieram para se desculpar diante deles e
conduzindo-os para fora da prisão,
pediram-lhes que saíssem da cidade.
Depois de saírem da prisão, Paulo e
Silas foram à casa de Lídia, onde se
encontraram com os irmãos e os
encorajaram e então partiram. Ou seja,
diante de uma prisão injusta e sem
processo, Paulo não ficou calado e ele
não aceitou isso como um ato legítimo
por parte da autoridade que foi
estabelecida por Deus. Ele sabia que a
autoridade foi estabelecida por Deus,
mas ele sabia que a autoridade havia
extrapolado
aquilo que estava em seu poder fazer. Os
magistrados prenderam secretamente,
açoitaram publicamente, sem qualquer
processo formal e depois, na verdade,
eles não prenderam secretamente, eles
açoitaram publicamente, prenderam
injustamente, fizeram tudo isso sem o
processo formal e depois queriam soltar
Paulo e Silas de forma secreta. Mas
Paulo, ele eh faz uso do seu direito
enquanto cidadão romano. Essa não era
uma categoria que todas as pessoas que
habitavam dentro do império possuíam.
Cidadão romano, cidadãos romanos tinham
direitos especiais e deveriam ser
julgados por um conjunto de leis
específicas. Paulo provavelmente comprou
essa cidadania ao longo de sua vida, ao
longo do seu desenvolvimento e não era
algo barato.
Então Paulo era um cidadão pleno dentro
do Império Romano e não deveria ser
tratado da forma como foi. [roncando]
Ele denuncia isso e ele exige que as
autoridades peçam perdão publicamente
antes de que eles fossem libertos e
prosseguissem com sua viagem. Então,
existe uma denúncia da corrupção e do
erro político que foi cometido, não só
no contexto romano, mas também no
contexto judaico, quando Paulo aparece
diante do Sinédrio. Atos capítulo 23,
Paulo fixando os olhos no Sinédrio,
disse: "Meus irmãos, tenho cumprido meu
dever para com Deus com toda a boa
consciência até o dia de hoje."
Diante disso, o sumo sacerdote Ananias
deu ordens ao que estavam perto, aos que
estavam perto de Paulo, para que lhe
batessem na boca. Então Paulo disse:
Deus te ferirá, parei de branqueada.
Estáis aí sentado para me julgar
conforme a lei, mas contra a lei me
mandas ferir? Os que estavam perto de
Paulo disseram: "Você ousa insultar o
sumo sacerdote de Deus?"
Paulo respondeu: "Irmãos, eu não sabia
que ele era o sumo sacerdote, pois está
escrito: "Não fale mal de uma autoridade
do seu povo." Eu não sei exatamente em
que tom nós devemos ler essa palavra de
Paulo no versículo 5, com toda a
sinceridade ou com um certo tom de ir.
De qualquer forma, enquanto Paulo estava
fazendo uso do seu direito à palavra, o
sumo sacerdote Ananias dá ordem para que
Paulo seja eh deu ordens para que Paulo
ah para que batessem na boca de Paulo e
aí ele chama o sumo sacerdote de parede
branqueada. Claro que parece ser uma
atitude impulsiva de Paulo, mas não
deixa de ser justa. ele não eh ele não
estava sendo tratado de forma honesta e
adequada diante do julgamento que ele
estava passando no Sinedo. E ele
denuncia isso no ato. Então, a postura
de Paulo, ainda mais por outras
narrativas que não estão ligadas à
autoridade política, seja no contexto
judaico ou no contexto a
no contexto gentílico, no contexto
romano, não é de omissão em relação à
injustiça, não é de omissão em relação
aos equívocos que acontecem tanto da
perspectiva teológica, dentro a das
comunidades cristãs, na discussão com a
comunidade jud judaica, que não
reconhecia Jesus como Messias. A gente
percebe a imagem de um Paulo que é muito
zeloso antes do seu encontro com Jesus e
que tem esse zelo reformulado a partir
da sua convicção em Jesus como sendo o
Messias. E isso também extrapola para
aquilo que é a sua compreensão da
postura que esse seguidor de Jesus como
o Senhor sobre o mundo todo deve ter na
sua relação com a esfera pública,
política. Lembrando que essas são
distinções que não existia no mundo de
Paulo, realidade religiosa,
política, civil, público, privado. Essas
são distinções que fazem muito mais
sentido paraa nossa cabeça hoje, mas que
estava muito mais integrado,
harmonizado, em outros momentos
bagunçado na cabeça do primeiro século.
As pessoas não entendiam isso como
coisas diferentes. Então, esse lance de
separar completamente fé e política, eu
sou batista, faço parte de uma
comunidade batista e sou pastor em uma
igreja batista. Eu sei que
historicamente nós defendemos a
separação entre igreja e estado e há
razões para isso. Mas nós precisamos
compreender que no primeiro século, no
contexto do Novo Testamento, essas não
eram distinções que existiam. E as
pessoas não pensavam que a sua
convocação para ser um seguidor de Jesus
não tinha qualquer relação com o que
acontecia
na sua relação com o Império Romano, na
sua vida pública, nos negócios que
faziam, na pregação, a na maneira como
constituía a sua família, como
organizava
a todo o exercício da sua fé. Então,
Paulo sabia que aquelas pessoas
precisavam estar atentas a todo tipo de
injustiça que acontecia ao seu redor e
denunciar todos os momentos em que as
autoridades extrapolavam no exercício do
seu poder. Mas a questão é como isso
deve ser feito e qual é a postura geral
que os cristãos deveriam ter quanto as
autoridades e as consequências dessa
vida em sociedade, inclusive
naquilo que era o pagamento dos
impostos.
E aí ele vai seguir no versículo 11 a
para falar sobre essa metáfora do
alvorecer, do despertar.
Ele afirma o seguinte em Romanos,
capítulo 13, versículo 11. Vou voltar
aqui que a gente vai poder ler juntos.
Façam isso compreendendo o tempo em que
vivemos. Chegou a hora de vocês
despertarem do sono, porque agora a
nossa salvação está mais próxima do que
quando cremos.
A noite está quase acabando, o dia logo
vem. Portanto, deixemos de lado as obras
das trevas e revistamos-nos da armadura
da luz. Muitas pessoas quando se deparam
com essa expressão, ah, chegou a hora de
vocês despertarem do sono, porque agora
a nossa salvação está mais próxima do
que quando cremos. Acreditam que Paulo
está falando sobre essa realidade da
segunda vinda de Cristo, da parusia.
Mas ah, isso não necessariamente
significa que Paulo está falando de um
fim do mundo iminente.
Ah, por quê? Porque muitos leitores
contemporâneos acreditam que a segunda
vinda de Jesus significa a destruição do
mundo, como nós conhecemos, e um
arrebatamento por um tempo indefinido
para os céus. Então Paulo, tanto aqui
como, por exemplo, em primeira
Tessalonicenses, capítulo 4, estaria
fazendo referência a esse momento da
segunda vinda de Jesus, que colocaria um
fim na história, uma destruição do mundo
todo e tornaria toda essa conversa a
respeito de autoridade, política, povos,
impostos, tornaria tudo isso
completamente irrelevante.
Não é esse o caso, não é esse o contexto
do que Paulo está discutindo em Romanos
capítulo 13. Qual é o texto que nos
ajuda a entender o que Paulo está
falando aqui em Romanos 13? Primeira
Tessalonicenses, capítulo 5.
O que a gente percebe é que Paulo está
fazendo um contraste entre a era
presente marcada pelas trevas e pelo
pecado. E essa nova era que Jesus já
inaugurou por meio da sua ressurreição,
por meio da sua morte e especialmente
por meio da sua ressurreição, que é o
que testifica que ele venceu sobre a
morte. Se Jesus inaugurou essa nova era,
esse novo dia já começou em seu
alvorecer.
Esse
esse despertamento
é a atitude e a resposta dos cristãos
para um novo dia que já se iniciou
com a ressurreição de Jesus Cristo, mas
que não chegou na plenitude
eh desse sol que começou a despontar no
horizonte.
Então, aquilo que Paulo está discutindo
aqui tem uma relação com a segunda vinda
de Jesus, certamente, mas não
necessariamente com a destruição do
mundo, como nós conhecemos. Essa nova
era de Deus já irrompeu e aqueles que
seguem Jesus são ordenados a viver agora
pelo padrão e mandamentos desse novo
mundo. Se a realidade já foi
transformada, se esse novo dia já se
iniciou, então nós precisamos despertar
desse sono e dessa postura
inadequada para o novo momento em que
nós estamos vivendo e começar a se
revestir dessa armadura de luz, como ele
coloca também nessa segunda parte do
capítulo 13. O dia já despertou, embora
a maioria das pessoas ainda não tenha
percebido, embora a maioria das pessoas
ao nosso redor ainda esteja dormindo.
E aí é quando ele vai falar a respeito
dessa armadura de luz, desse revestir-se
de Jesus, como aparece nos versículos
seguintes. Então, como a gente acabou de
ler, a gente encontra no capítulo 13,
ele diz: "Portanto, deixemos de lado as
obras das trevas e revistamos-nos da
armadura de luz". E aí ele vai partir
para uma série de contrastes.
Comportemo-nos com descência como quem
age à luz do dia, não em orgias e
bebedeiras, não em moralidade sexual e
depravação, não em desavença e inveja.
>> [roncando]
>> Quando a gente olha para essa realidade
de precisar ser revestido
da armadura de luz,
eh, a gente encontra no relato de muitos
cristãos práticas diferentes
de como eles encontraram uma forma de
tornar isso uma prática contínua, uma
prática constante.
Ah, eu particularmente encontro às vezes
muita e dificuldade em tornar essa
consciência, em tomar posse dessa
realidade que é a vida da eternidade,
a vida da salvação como como algo
constante. Nós temos momentos em que um
lampejo da presença gloriosa de Jesus
nos indica o que significa ser parte
dessa nova criação. Nós temos alguns
momentos mais inspiradores e motivadores
que nos mostram o que é ser parte desse
novo céu e da nova terra,
ser parte desse novo mundo que Jesus
iniciou. Mas em muitos outros momentos
de normalidade nós encontramos
dificuldade de viver de uma forma que
seja coerente com esse novo mundo em que
nós já fomos inseridos. Mas o que Paulo
em vários momentos, inclusive aqui em
Romanos capítulo 13, em especial no
versículo 12, está afirmando é que isso
precisa ser uma postura, uma um desejo e
uma busca consciente e constante da
nossa parte,
que que nos permita fazer disso eh
uma transformação
de mente. que acontece independente da
do desejo e da disposição do nosso
coração naquele dia, mas um esforço
consciente, tendo vontade ou não, mas um
esforço consciente de se lembrar das
coisas que nós já fomos convencidos.
um esforço consciente de amadurecer a
nossa salvação sobre esses fundamentos
que já foram lançados em nosso coração,
em nossa fé, e que nós acreditamos na
realidade que extrapola a nossa própria
consciência. Então, por exemplo, muitas
pessoas passaram a fazer essa leitura
lenta e meditativa de uma parte do
evangelho todos os dias, como uma
maneira de se revestir do caráter de
Jesus.
de uma forma que o envolva e o proteja
nessa missão de demonstrar o alvorecer
dessa nova criação para todas as pessoas
que estão ao seu redor. E isso é muito
importante porque em vários momentos
Paulo está discutindo questões que
parecem ser éticas e morais, mas que ele
coloca em um nível mais profundo, que é
a transformação de caráter da nossa vida
em semelhança àquilo que é a vida e o
caráter do Messias.
Isso não acontece em momentos de
inspiração.
E isso não acontece nos momentos em que
o nosso coração está inclinado a buscar
essas coisas. Isso só acontece como um
processo contínuo, persistente, que é
realizado independente das condições
favoráveis que nós temos em um dia e não
temos em outros dias. Então, essas
pessoas perceberam que essa leitura
constante, lenta, meditativa e sempre
acompanhada de oração são fundamentais
para se revestir dessa nova vida que
elas possuem em Cristo. Outras pessoas
fazem do batismo esse símbolo, que na
verdade é uma ordem de Jesus, uma
memória poderosa na transformação da
vida que elas têm em Cristo. essa
lembrança diária de que elas morreram
com Cristo, que o velho homem foi
crucificado junto com a carne e o corpo
de Jesus e a ressurreição com Cristo,
que eles já foram trazidos para uma nova
existência e ressuscitaram com Cristo,
por isso possuem uma nova vida. Outras
pessoas ainda procuram exercitar essa
renovação da mente por meio dessa
expressão que Paulo usa, o revestimento
da armadura de luz. A roupa do cristão é
o próprio Jesus. E aqui eu eu faço
referência a algo que eu não pensei e
não me dediquei eh por muito tempo e em
muitos momentos, mas que alguns teólogos
muito sabiamente ressaltam nesse que é
um tema constante no Novo Testamento,
que é a unidade com Cristo. Muitas vezes
nós pensamos na realidade de Jesus que
por meio do Espírito Santo se faz
presente dentro da nossa própria vida.
Mas nós não pensamos na realidade
recíproca, é que nós fomos inseridos na
vida de Cristo. Nós não apenas estamos
no corpo como essa metáfora que é a
igreja, o corpo de Cristo, mas a vida de
Jesus absorveu a nossa própria vida.
Então, o revestimento de Cristo não é
apenas eu trazendo mais do poder e da
presença de Deus para dentro da minha
própria vida, mas é entendendo que eu já
faço parte da vida do Messias. Eu fui
inserido na própria pessoa de Cristo.
Quais são as consequências de eu estar
sendo revestido por Jesus? que eu está
sendo inserido na vida que há no corpo
ressurreto e na presença poderosa que é
a pessoa de Cristo. Essa é a base de
toda a ética polena e é a essência do
ensinamento que ele traz sobre as
questões práticas que nós devemos
assumir. E aí Paulo faz essa afirmação
que dá título
a nossa aula de hoje, que nós não
devemos dever nada a ninguém senão o
amor, pois o amor é aquilo que cumpre a
lei. Quando ele coloca aqui no versículo
10: "O amor não pratica o mal contra o
próximo." Portanto, o amor é o
cumprimento da lei. E, provavelmente na
sua tradução, como aparece na NVI, lei
aparece com L maiúsculo. Por que isso?
Porque é uma referência à lei de Moisés.
E aquilo que Paulo está falando aqui não
é nenhuma novidade. É aquilo que Jesus
falou e de certa forma já estava
presente
no Pentateuco, já estava presente na
Torá, que o amor ao próximo como a si
mesmo e a Deus acima de todas as coisas
resume todos os 613 mandamentos.
Então Paulo usa esse cumprimento da lei,
o cumprimento da lei mediante o amor
como apelo para que os cristãos tenham
uma vida atrativa diante de pagãos
observadores. Não deva nada a ninguém.
Não faça dívida que você não possa
pagar. Não cobice aquilo que é o bem dos
outros. Não tenha uma forma de vida que
testemunhe que sua preocupação é maior
com você mesmo do que com qualquer outra
coisa, com seu próprio prazer e os
prazeres da sua carne, do que ir com
qualquer outra coisa. Não deva nada a
ninguém, exceto o amor, exceto a dívida
de amar a todos.
E a consequência muito direta que Paulo
está tratando é quando você ama uma
pessoa, obviamente você não mata essa
pessoa, você não rouba essa pessoa, você
não cobiça essa pessoa, você não trai
essa pessoa.
Quem ama não só não deixa eh não realiza
algo para prejudicá-la, mas não realiza
algo para prejudicar a si mesmo, porque
vive em inveja e cobiça por aquilo que o
outro tem. Quem ama fica feliz pelo que
o outro tem. A cobiça foi o ponto que
Romanos 7 tratou como sendo o ponto de
partida para Paulo falar sobre a sua
própria incapacidade e limitação. E a o
contraste que Paulo faz com essa cobiça
é o amor sacrificial ágape. Existem
várias discussões sobre os vários termos
que são utilizados para amor e as
nuances que existem em cada um desses eh
contextos. Mas ágap é o termo que ele
usa aqui para amor e se referia a esse
amor que não é egoísta
e que não é, na verdade uma busca de
satisfação do seu próprio desejo na
exploração do outro, chamando isso de
amor, mas é esse amor abnegado do
próprio Jesus. E a conclusão que então
que a gente encontra nesse capítulo é
perceber que Paulo está tratando dentro
dessa realidade política com um Deus que
legitima a existência de autoridades que
devem trazer ordem e não caos para a
sociedade. Fazer isso reconhecendo que
existe uma autoridade acima de todas as
outras autoridades. Jesus Cristo, que é
Senhor, é empossado, já está empossado
como supremo Senhor dos céus e da terra,
mas que não anula as autoridades
daqueles que daqueles que estão sob o
seu próprio domínio, lembrando que
inclusive os povos que não depositam sua
fé em Cristo Jesus também estão sob o
domínio de Jesus e que o sol já nasceu,
o novo dia já raiou. Por isso, a nossa
postura não deve ser de buscar encontrar
razões e motivos para entrar em
conflitos desnecessários com aqueles que
estão ao nosso redor. Não é sim surgindo
contra as autoridades políticas, não é
deixando de pagar os nossos impostos que
a gente vai promover a mudança que o
reino de Deus exige de nós que
promovamos, mas é justamente exercendo
essa nova forma de vida. nos revestindo
de Cristo, da armadura da luz,
manifestando uma forma de vida que não
deve nada a ninguém, que não cobiça nada
de ninguém,
mas que tem única e exclusiv
exclusivamente a dívida com o outro como
sendo o seu amor sacrificial.
Parece que essa parte final de Paulo é
um pouco distoante do assunto que ele
estava tratando no começo do capítulo,
mas não é. Paulo está mostrando pra
gente qual é o caminho pelo qual toda
essa realidade vai ser transformada. Não
é pegando em armas, não é buscando
derrubar os impérios da mesma forma que
todos os impérios sempre eh
exerceram o seu poder e estabeleceram
suas estratégias. Mas é por meio desse
amor em relação ao próximo que nós
alcançaremos a transformação dessa
antiga criação
em uma nova criação. não é ocupando mais
cargos no poder legislativo,
executivo ou judiciário, que nós teremos
condições de exercer a grande influência
que o mundo precisa para que ele seja
convencido de que o filho foi enviado
pelo pai. Mas pela oração sacerdotal de
Jesus em João capítulo 14 em diante, se
eu não estiver enganado,
ou João capítulo 17, estou um pouco em
dúvida agora em que ponto ele faz essa
oração,
mas é quando nós, discípulos de Jesus,
seguidores de Jesus, fomos capazes de
ser um,
assim como o filho é um com o pai,
Nesse momento, o mundo crerá que o filho
foi enviado pelo pai. Então, a única
maneira que nós podemos exercer isso um
um com o outro é justamente por esse
caminho que Paulo está tratando aqui,
que é
o exercício plenamente do amor pelos
nossos irmãos como uma forma de
testemunho, de transformação para
aqueles que estão de fora da comunidade,
que enxergarão em nós um tipo de vida e
uma realidade de transformação e
compromisso com o próximo que não existe
em nenhum outro contexto.
Esse é o testemunho de que um poder
diferente atua dentro de nós e a partir
de nós paraa transformação da realidade.
Então, a a gente chega à conclusão aqui
do capítulo 13 de Romanos, trazendo esse
contraste que Paulo faz entre a
realidade dos poderes do presente mundo,
a nossa postura em relação a esses
poderes e o caminho pelo qual nós
transformaremos todas essas coisas nesse
novo dia, nesse novo alvorecer que já
iniciou. Agora eu vou voltar aqui para a
a tela pra gente poder conversar.
uns com os outros. Se você não mandou
sua pergunta ainda,
pode colocar aqui no chat que a gente
vai conversar um pouquinho caso a gente
tenha pergunta sobre o assunto de hoje.
Vamos lá. A Marília colocou a seguinte
pergunta:
O ser humano é eterno ou somente Deus e
a trindade? Pode comentar. A eternidade
dos salvos inicia na conversão em Jesus?
Essa pergunta é muito boa, Marília. O
que é que você quer dizer com
eternidade?
Eh, se por eterno você significa um ser
que sempre existiu e que sempre irá
existir, então seres humanos obviamente
não são eternos. E Deus é eterno. Ele
sempre existiu, sempre irá existir. E
essa própria definição depende da
concepção de tempo, que nós também
entendemos que é parte da criação
divina. Os seres humanos foram criados
em um determinado momento da história e
vão continuar existindo após a morte.
Existe toda a conversa e discussão que é
a garantia de vida eterna. Aquele que
querer em mim, ainda que morra, viverá.
É a afirmação de Jesus a respeito
daqueles que creem nele nos dá certeza
de que nós que estamos em Cristo, mesmo
morrendo, ressuscitaremos para uma vida
eterna, nesse sentido de que não vai ter
eh
não vai ter mais qualquer limitação após
a sua ressurreição.
Agora, aqueles que são condenados
certamente possuem também existência
após a morte. que o que há de discussão
entre diferentes intérpretes da Bíblia e
diferentes teólogos é: será que essa
existência após a morte separada de Deus
no inferno, condenada pelos seus
pecados, irá durar também toda a
eternidade? Essas pessoas vão viver para
sempre nessa condição ou em algum
momento serão aniquiladas?
E aí essa é uma uma discussão que não
cabe completamente dentro desse
contexto, mas eu só gostaria de pontuar
que existem diferentes posicionamentos
quanto a isso, tá?
Ah, vamos lá para as próximas perguntas.
[roncando]
Podemos dizer que o apóstolo Paulo foi o
homem mais influente que já andou pela
terra? Olha, Marcos, não. A gente
acredita que Jesus foi plenamente homem,
encarnou
e que não existiria obviamente apóstolo
Paulo se não houvesse Jesus.
Então, Jesus é o homem mais influente
que já andou pela terra. Agora, após
Jesus, nós podemos considerar que a
influência de Paulo foi a maior
influência
eh que nós temos testemunho. Certamente
esse é um argumento que pode ser
sustentado por muitos motivos. Eh, é
difícil a gente ranquear essas coisas,
mas a gente pode destacar o fato de que
não existiria a teologia cristã se não
fosse o apóstolo Paulo. Esse pensamento
organizado sobre as consequências
daquilo que foi a morte.
e a ressurreição de Jesus. Certamente
que
os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e
João possuem muito de reflexão teológica
e de organização a respeito do
significado
eh da vida, da morte e da ressurreição
de Jesus.
Mas em muitos outros aspectos, a gente
percebe que o apóstolo Paulo foi aquele
que primeiro
reescreveu a história
daquilo que era a revelação de Deus à
luz da pessoa de Jesus. Os escritos de
Paulo, de forma geral, vieram antes dos
Evangelhos com algumas eh discussões
cronológicas, mas muito provavelmente
Paulo escreve boa parte das suas cartas
antes dos Evangelhos serem escritos.
E ele é quem primeiro registra essa
registra essa reinterpretação da Torá,
dos profetas e dos do escrito à luz da
vida, da morte e da ressurreição de
Jesus. e que estabelece que esse
pensamento teológico que não só ele fez,
mas que ele afirma que precisa continuar
sendo feito, era uma tarefa essencial a
toda a comunidade cristã para que ela
fosse fiel no cumprimento da missão que
cada uma dessas comunidades recebeu
dentro do seu contexto. Essa novamente
renovação da sua mente e reinterpretação
da realidade a partir da pessoa de
Jesus.
Então, eu acredito que eh Paulo
certamente foi uma das pessoas mais
influentes que andaram pela Terra.
Quais são as principais doutrinas do
cristianismo além da Santíssima
Trindade? Olha, Marcos, a gente trata
das principais doutrinas do cristianismo
em um outro momento do Macários, que foi
o nosso primeiro módulo do curso
Macários, o módulo sobre teologia
cristã. Mas a gente pode eh
a gente pode destacar algumas questões
aqui. Então, quando a gente fala de
Santíssima Trindade, a gente já tá
falando de muita coisa. a gente tá
falando de teologia própria ou
teontologia, que é aquilo da teologia
que trata da realidade de Deus Pai, da
sua função, daquilo que é a sua relação
com a humanidade, o propósito pelo qual
ele criou todas as coisas.
a gente tem a doutrina de Cristo, a
cristologia e a doutrina do Espírito
Santo. Então, aí já existe um mundo de
teologia, mas a gente pode tratar também
da antropologia, a doutrina a respeito
do ser humano, como uma das questões
mais fundamentais da revelação bíblica,
que é o que é o ser humano, para que que
ele foi criado, qual é o valor que o ser
humano possui, qual a sua posição em
relação aos outros eh seres criados. as
outras partes da criação. Certamente a
escatologia é fundamental. Por que que a
escatologia tão importante? Porque ele
aponta para o telos, para a finalidade,
o propósito para o qual todas as coisas
não só foram criadas, mas para o ponto
para o qual estamos todos caminhando.
Então, o fim revela muito a respeito do
começo. Então, eu destacaria eh algumas
dessas doutrinas como sendo mais
fundamentais e importantes. Certamente
que não são as únicas, mas alguns
exemplos, né?
Eh, quem seria o homem de Romanos no
capítulo 7? Seria o próprio Paulo? Aí
você tem que voltar. Na nossa aula de
Romanos capítulo 7. Eu dei essa aula,
Marcos, e lá eu pontuei a opinião que eu
sustento, tá bom?
Ah, o que você acha do livro A nova
perspectiva em Paulo? O que você achou
do livro A nova perspectiva em Paulo?
Olha, Marcos, a nova perspectiva em
Paulo não é um livro, mas é
uma tradição de interpretação do
apóstolo Paulo que ganhou mais que
ganhou mais notoriedade a partir da
segunda metade do século XX, a partir
dos estudos de um cara chamado Ipunders,
que na sua reconstrução do judaísmo do
primeiro século não
eh validou muitas das imagens e ideias
que tínhamos a respeito do judaísmo do
primeiro século, em especial dos
fariseus, e de como os judeus eh
interpretavam o significado das suas
obras da lei dentro daquele contexto. E
esse foi um trabalho de muita
fundamentação histórica e respeitada no
contexto acadêmico. A questão é se
judaísmo não era isso que a gente estava
pensando no primeiro século. Se os
fariseus não eram como a gente
imaginavam que eles eram, então contra o
que Paulo está falando? sobre o que ele
está discutindo quando ele fala de obras
da lei, o que significa justificação.
Dentro desse contexto, eu acredito que é
muito válido aquilo que a nova
perspectiva traz, mas eu reconheço que a
a nova perspectiva não é uma única
corrente de interpretação, mas surgiram
várias respostas diferentes
para eh esse mesmo ponto de partida. Eh,
vários pesquisadores reconheceram que a
impressão que possuíam a respeito do
judaísmo do primeiro século estava
incompleta. A questão é como é que a
gente recoloca as peças no seu devido
lugar. E aí você tem pesquisadores que
eh teólogos que propuseram respostas
diferentes para isso. Tá
bom? A Fabiana começou a fazer uma
pergunta, mas eu acho que ela não
terminou. tenho dúvidas sobre batismo e
tradição
ou como a circuncisão.
Eu acho que isso foi o começo de uma
pergunta, Fabiana, eh, mas não o seu
fim. Se toda a pergunta está contida
aqui, eu não consegui entendê-la muito
bem, tá? Ah, bom, pessoal, eu acho que
eu vou encerrando por aqui, respondi a
maior parte das perguntas que foram
colocadas no chat. A gente vai retomar
nossa conversa semana que vem,
terça-feira, tratando de Romanos,
tratando de Romanos, capítulo 14, na
sequência aqui do texto. Todos vão ser
muito bem-vindos paraa continuidade do
nosso estudo. Como sempre, a gente pede
que você ajude a gente curta o vídeo
aqui, se puder colocar algum comentário,
inclusive de coisas que a gente possa
melhorar nas nossas aulas, os
comentários vão ser bem-vindos, todas as
interações também e o compartilhamento
disso com outras pessoas. Muito obrigado
a por todos vocês, pelo tempo dedicado e
a gente espera cada um de vocês na nossa
próxima aula pra gente dar sequência
aqui ao nosso estudo. Boa noite a todos,
até o nosso próximo encontro. Ciao.
Ciao.

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