Makários – Romanos | A. 24 | A aceitação mútua baseada no Messias (Rm 15.1-13) | Jônatas Hübner
22/05/2026
Makários – Romanos | A. 24 | A aceitação mútua baseada no Messias (Rm 15.1-13) | Jônatas Hübner
A aceitação mútua baseada no Messias
Rm 15.1-13
Jônatas Hübner
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[música] เ >> [música] >> Muito boa noite a todos que nos acompanham aqui no nosso curso Macários. Nós que estamos chegando ao final do Macários dois, Macários focados aqui no livro de Romanos. essa expressão teológica tão importante do apóstolo Paulo eh para aquela igreja, uma uma igreja que tem um uma relevância muito grande, na verdade, né? Nós damos uma relevância muito grande a essa igreja por conta dessa carta que nós estamos estudando nesse período. É uma carta que impacta muito o modo como nós vamos pensar o evangelho. Ah, principalmente nessa etapa que nós estamos vendo agora, que é a etapa da prática. Basicamente, nós já estudamos os 14 capítulos iniciais, estamos agora entrando no capítulo 15. Hoje vamos ver o capítulo 15 dos versos de 1 até 13. E nessa dimensão que nós estudamos ali, vocês já devem ter aprendido, né? A gente já viu isso nas aulas anteriores. Antes de eu entrar no assunto propriamente dito, já pode escrever aqui de onde você tá acompanhando a gente, de que região. Tem um pessoal aqui que já escreveu, inclusive tem um pessoal que está aqui em São Paulo. Ah, alguém escreveu Itabuna da Bahia. Olha aí, ó. Tenho muitos parentes na em Conquista, né, que é próximo de Itabuna. a descida ali da estrada que vai pra região de Itapetinga, passa por aí depois de Itapetinga, vai paraa Itabuna e também chega até Ilhus e vai embora para lá. Tem alguns familiares que moram naquela região lá. Olha o Samuel que tava ontem ao vivo no Macários presencial que nós temos também todas as todas não, quartas-feiras e 15 em 15 dias nós temos o Macários presencial lá na sede da IBNU aqui na cidade de São Paulo. Eh, seja muito bem-vindo. Também tem o pessoal dos states aí, olha que legal. Sejam todos muito bem-vindos. Então, pra gente poder fazer um breve resumo e entender em que momento nós estamos aqui eh na história da da carta que nós estamos lendo, é claro que hoje a gente já tá entendendo ela, vamos dizer assim, se vocês acompanharam as outras aulas, vocês viram o desdobramento dos assuntos, a gente já sabe que a carta aos romanos Ela é basicamente dividida em dois grandes pedaços, não é exatamente no meio. A carta tem 16 capítulos e a gente pode falar aí que tá dividido mais ou menos em 2/3 e 1/3. 2/3 dessa carta. O apóstolo Paulo, ele investe o seu tempo explicando para aquela igreja tudo que aconteceu. Como que vocês chegaram aqui, já viu? tipo assim, eh eh como que vocês podem agora se entender como irmãos, como pessoas que pertencem ao mesmo corpo? Essa figura do corpo que é usada pouco em Romanos, vai ser muito utilizada em outras cartas do apóstolo Paulo, não é? Mas como que vocês vão agora ser um só corpo? E Paulo vai descrever toda essa trajetória a partir do capítulo um. A gente já falou isso lá na frente quando lá atrás, na verdade, quando o apóstolo Paulo aperta ali o acelerador e e põe pressão em cima da igreja para mostrar, olha só, nenhum de vocês é merecedor, nem o gentil, nem você judeu, nenhum é merecedor. Existe uma questão histórica aqui da da da do desenvolvimento dessa igreja em Roma. A gente até falou um pouco disso na aula de ontem presencial, mas eu vou falar aqui de novo para vocês entenderem bem. Eu já falei isso lá atrás também, tá? Na aula sobre na aula sobre o capítulo um, eu acho que eu falei sobre esse tema também. A carta de Paulo aos Romanos, ela enfrenta, ela ela é uma carta para um enfrentamento de um problema que surge por uma questão eh política. Em que sentido? A gente tem um período na história que é mencionado em Atos capítulo 19, que eh Atos capítulo 18, perdão, que Paulo vai chegar à cidade de Corinto e lá ele encontra dois judeus provenientes da capital Roma. e diz que eles chegam a Corinto porque o imperador Cláudio, que assume o império no ano 41, no ano 49 ele vai ter uma um decreto dele expulsando os judeus de Roma, da cidade de Roma. Então ele põe todos os judeus para fora da cidade. E é muito provável que ele tenha esses sensos, né? ele tenha todas as informações de quem é judeu na cidade e tudo mais. Então ele expulsa os judeus de Roma e vai passar 5 anos sem os judeus estarem em Roma. Nero vai assumir o trono em 54, ou seja, 49 ele expulsa os judeus de Roma. Em 54 morre Cláudio, entra Nero e Nero vai desfazer a o decreto de Cláudio. Ele vai voltar atrás, vai permitir novamente que judeus voltem a habitar Roma. Então essa mudança faz com que nesse período de 5 anos a igreja tenha uma administração não judaica, que até aquele momento muito provavelmente era de fundo judaico. Ou seja, os judeus que estiveram lá em Pentecostes, que voltam, nós estamos falando do ano 30, 31, eles voltam para Roma, fundam essa comunidade, começam a a a crescer ali nessa nova realidade que eles aprenderam lá do período em que eles estiveram em em Jerusalém. Provavelmente deve ter aí correspondências que nós não temos. Deve ter gente que morava na região e vai a Roma ou de Roma que vai à região de Jerusalém para aprender como que é essa nova realidade da igreja. E ali é muito provável que essa liderança fosse judá judia, porque o evangelho chega primeiro aos judeus. Todos os primeiros convertidos ali de Jerusalém e que vão servir na igreja de Jerusalém são judeus. Nós temos essa história até o capítulo oito, mais ou menos, do livro de Atos. No capítulo oito, você tem além do martírio de Estevão, a expulsão, ou seja, a perseguição, que faz com que alguns dos judeus que estavam ali na igreja de Jerusalém se dispersassem. Um deles é o famoso Felipe, que era um dos diáconos, eleito ali no capítulo 5, eh, de Atos. E Felipe vai descer a região de Samaria, vai pregar paraos samaritanos e Pedro depois vai se deslocar para a região do mar, Jope depois chegando até Cesareia para falar com Cornélio. E o Espírito Santo se manifesta nessas duas realidades, mostrando pra igreja de Jerusalém, olha, não é exclusividade de vocês, não é só para vocês, é para todas as nações da terra. E aí agora a igreja começa a entender e Antioquia, que vai se tornar um grande polo eh do cristianismo, inclusive a primeira vez na história que os homens e mulheres seguidores de Jesus são chamados de cristãos, isso também está registrado em Atos. Vai enviar Paulo e Barnabé depois de um período de oração. A igreja estava orando e o espírito indica pra igreja: "Separem para mim Paulo e Barnabé, que eles serão meus missionários. E Paulo e Barnabé vão ser enviados. Paulo não vai ter conhecido Roma quando ele escreve essa essa carta. Tô dando toda essa volta porque nessas viagens paulinas, na segunda viagem, mais especificamente, Paulo encontra Priscila e Áquila que [roncando] estão ali na na cidade de Corinto. Vive com eles um ano e meio. Diz ali que ele tinha profissão de fazedor de tendas, né? Era um uma pessoa que construía tendas. Eu não sei se ele trabalhava no circo ou não. Talvez fosse um circo, mas enfim. E aí Paulo vai fazer isso lá com eles nesse um ano e meio, vai estabelecer a comunidade de Corinto, vai inclusive sofrer, vai ser preso, vai ser perseguido, vai aparecer diante do tribunal lá. Gal procôncio da Caia vai estar diante dele no ano eh 50, 51, certo? E Paulo vai sair dali, passar rapidamente por Éfeso e vai descer para Jerusalém. Logo depois, ele cumprimenta os irmãos de Jerusalém, volta para Antioquia e volta fazendo as viagens. É um versículozinho só. entre a segunda e a terceira viagem do apóstolo Paulo. Paulo vai voltar, vai passar um longo período em Éfeso, mais ou menos 3 anos ele passa em Éfeso, estabelece uma grande, uma forte comunidade ali em Éfeso, que vai inclusive se desdobrar nas famosas igrejas das cartas do apocalipse, ou seja, pelo menos seis congregações de Éfeso são conhecidas por conta das casas das cartas do apocalipse, não é? Paulo vai fundar outras igrejas, por exemplo, na na cidade de Listre Conerbe. Muito provavelmente de Éfeso vai sair a alguém que vai fundar a igreja em Colossos, que Paulo vai escrever a carta aos Colossenses depois. Paulo também não tem informação de ter conhecido essa igreja. Não, nós não temos informação disso. Só que aí Paulo vai depois de Éfeso, depois daquela confusão famosa lá de grande eadiana ártemes dos Efésios, que está lá eh lá na na na registrado no texto bíblico, Paulo vai fugir de Éfeso e vai voltar para a região da Europa para visitar as igrejas que ele havia fundado em Filipos, em Beria, em Tessalônica, passando por Atenas e chegando novamente a Corinto. Quando ele chega novamente a Corinto, é que está o pulo do gato. [roncando] É nesse momento que muito provavelmente nós não temos essa informação expressa no texto, mas é muito provavelmente nesse momento que ele fica sabendo das confusões dos problemas que estão acontecendo na igreja em Roma. Então eu dei toda essa volta, foram simplesmente 11 minutos de aula só para chegar nesse ponto. Porque quando Paulo descobre que a igreja que ele não havia conhecido ainda está tendo brigas, distensões por conta de origem, ou seja, você percebe que na carta de Paulo aos Romanos, o problema qual é? É a origem. Você tem judeus dizendo que eles têm que ter proeminência. Você tem gentios que dizendo que agora é a nossa vez. E ele escreve toda essa carta explicando para as duas partes, as duas metades da igreja, as duas bandas da laranja ali, explicando para eles que agora não existem mais lados, todos fazem parte do mesmo corpo. Não existe mais judeus, não existe mais gentios, existem o corpo. E aí, inclusive, a gente viu rápida a há pouco tempo agora na no capítulo 11, o Saião deu as duas aulas, inclusive mostrando para essa igreja, mostrando para nós que nós que somos gentis, se você não tem origem judaica, você também é gentil. Eh, nós fomos enxertados na oliveira. Não somos nós que alimentamos a oliveira, mas nós somos alimentados pela oliveira para que a gente não se vanglorie sobre ela. Ah, agora vocês perderam a chance, é a nossa vez. Não, a oliveira continua alimentando os ramos. Deus teve misericórdia da criação e enxertou a criação fora dessa que estava fora da oliveira nessa oliveira cortando ramos da própria oliveira. Essa que é a mensagem pesada. E aí, hoje a gente vai falar sobre um tema muito interessante, pelo menos para mim, eh, que fala sobre o seguinte aspecto, esse aspecto aqui, aceitação mútua baseada no Messias, no que nós vamos ler no capítulo 15, nos capítulos 12, 13 e 14, tá muito direcionada a praxis, como que a igreja vai dar, vai caminhar nessa nova realidade. Vocês agora eh são esse novo corpo. Vocês precisam entender que tudo aquilo que aconteceu no Antigo Testamento, chegando em Cristo Jesus, demonstrando o amor dele na cruz, transformando essa criação condenada em nova criação e agora todos caminhando no exemplo de Jesus, capítulo 12, versos 1 e 2, vai dar vai dar o tom. Qual é o tom? Vocês agora precisam substituir os animais sacrificados do Antigo Testamento. Cristo é o sacrifício que substitui o cordeiro e vocês vão substituir o modelo agora. Lá os animais morriam e derramavam sangue para limpar vocês. Cristo fez isso por todos vocês. Agora, agora vocês vão se oferecer em sacrifício vivo como uma substituição do modelo anterior. Então, a partir de agora, vocês que são esse novo sacrifício vão viver uma vida baseada em Cristo. E aí ele vai explicar isso nos capítulos 12, 13, 14, 15 e 16. Aqui no capítulo 15, a gente vai ler rapidamente e daqui vai desdobrar todos os assuntos que nós vamos tratar hoje. Só tem um eh vocês precisam fazer as perguntas. A gente pode ter perguntas que vão estarem a anexadas a alguns temas. A gente vai ler essas perguntas no final e a gente vai responder. Você já conhece o modelo para aqueles aquelas pessoas que estão chegando agora, que não conhecem, nós temos depois um período de perguntas e respostas no final da nossa aula, OK? Que que vai nos dizer o texto bíblico? a respeito dessa nova realidade. Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo. E aí ele vai justificar: "Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas como está escrito, os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim. Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo, procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança. O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que como com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo, perdão. Portanto, aceitem-se uns aos outros da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus. Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que não são da circuncisão por amor à verdade de Deus para confirmar as promessas feitas aos patriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito: "Por isso eu te louvarei entre os gentios, cantarei louvores ao teu nome." E também diz: "Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele, e mais louvem o Senhor todos vocês gentios. Cantem louvores a ele todos os povos". Isaías também diz: "Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios. Estes porão nele a sua esperança. Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança pelo Espírito Santo, pelo poder do Espírito Santo. O que que nós temos nesse texto aqui que é extremamente importante? a gente vai eh a gente vai destrinchar o o texto um pouquinho e entrando nos pontos de de relevância, de importância aqui pra gente poder estudar bem o que a gente tá querendo falar com vocês. Quem são esses fortes e fracos o texto vai apresentar aqui? a gente vê logo no início da carta, né, da desse capítulo, ele já se inclui nós que somos fortes. E essa força, ela é uma força que não, vamos dizer assim, é para ser usada para benefício próprio, como ele mesmo vai falar no versículo seguinte. Quem são então esses fortes? Qual é a disputa que está aqui? Quem são? Dentro da lógica do que Paulo escreveu até aqui, nós podemos entender que provavelmente são judeus convertidos e alguns perdão, são os fracos. Eu tô lendo errado aqui. Eu li a palavra aqui, eu acabei me confundindo. Quem são esses fracos? Provavelmente são alguns judeus que se converteram e alguns gentios tementes a Deus, que é uma expressão que aparece lá em Atos, aparece vários lugares também lá em Atos, por exemplo, para descrever Cornélio. Cornélio era aquilo que eles chamavam de temente a Deus. Era aquele que gostava, estava próximo das expressões cultuais dos judeus. Ou seja, ele via o que os judeus faziam nos seus rituais. e tudo mais e achava que aquilo ali tinha sentido, fazia sentido, só que não necessariamente eles tinham entrado de cabeça no judaísmo. E olha que o judaísmo nessa época ele era proselitista. Em que sentido? Ele queria buscar novos integrantes, porque como ele era um movimento, vamos dizer assim, que não tinha tanta expressão política ou militar, eles precisavam de integrantes, de novos integrantes. Então, na cabeça do do do pessoal que era esses chamados tementes a Deus, o judaísmo fazia muito sentido. Só que o judaísmo tinha algumas regras que talvez a pessoa não encaixasse. Ah, você tem que comer só certos tipos de alimento. eh não pode trabalhar no sábado, você tem que se circuncidar. Então, várias questões. Inclusive, o apóstolo Paulo vai enfrentar esse esse dilema em algumas cartas, como a carta aos Gálatas. Várias questões que aparecem no texto aí fazem com que eh a gente consiga entender quem são esses, de ajeitar a câmera aqui, quem são esses tementes a Deus. E esses dois grupos, tanto os judeus que se convertem como os tementes a Deus, eles têm essa dificuldade de se libertar, vamos dizer assim, de abandonar aquelas restrições alimentares ou guardas de dias especiais que a lei determinava, mas que o próprio Senhor Jesus mostrou o verdadeiro sentido desses pontos e que não faziam sentido para outras comunidades, para outros povos, porque o povo que deveria guardar a aliança era justamente o povo judeu. E foi o povo que falhou na guarda da aliança. pro povo que não conseguiu guardar essa aliança. Então, por conta disso, eh, o apóstolo Paulo vai escrever falando: "Não, não faz sentido mais vocês estarem eh, eh, eh, presos a esse tipo de comportamento. Aliás, em Gálatas ele vai ser muito muito voraz, assim, ele ele vai pegar pesado com o pessoal eh eh contra isso, né? Aqui aos na carta aos romanos, ele tá numa fase, vamos dizer assim, mais madura do seu da da sua teologia. Então ele vai escrever isso com muita mais, muito mais maestria do que ele escreveu quando escreveu a carta aos Gálatas. A carta aos Gálatas ele pega bem pesado, não que esteja errado nada do que ele escreveu lá, mas ele vai bem pesado, vai bem no pescoço do pessoal lá. E isso realmente é uma é uma uma forma de falar muitas vezes que afasta as pessoas e não atrai elas, não faz com que elas revejam seus pensamentos, simplesmente você expulsa elas do seu ambiente, certo? Então, não por legalismo, mas por consciência formada pela lei de Moisés. Ou seja, os judeus eles não estavam fazendo isso para ser legalistas, mas eles estavam fazendo isso por costume. E é óbvio que quando você tem um costume, vou dar um exemplo claro aqui, por exemplo, você tem na igreja a pessoas que não estão acostumadas ainda com uma banda tocando hinos. Eles querem que o hino seja apenas piano e voz. É um piano, um órgão no máximo e a igreja cantando, a congregação cantando. Aí quando você coloca uma banda inteira, bateria, teclado, guitarras, tocando o mesmo hino, a pessoa se sente incomodada. Ela tá cometendo algum pecado, algum sacrilégio. Não, não é uma questão de ter pecado de sacrilégio. É porque é o costume dela fazer aquilo. Ela gosta daquela forma e não quer que a sua forma seja perdida. O apóstolo Paulo vai falar que ele faz parte do grupo dos fortes. E quem são esses fortes? São os gentios que se converteram, que não abraçaram as práticas da lei, porque nem conheciam as práticas da lei. E alguns judeus como com a cabeça mais aberta, como Paulo, né, que entendiam que em Cristo as distinções alimentares e de dias já não eram obrigatórias. Ele se se inclui explicitamente entre os fortes. Nós que somos fortes, ele vai dizer, né? Qual é o conflito que nós estamos vendo aqui? Os fortes desprezavam os fracos por escrúpulos desnecessários. Ou seja, eles por simplesmente achar que aquilo era besteira, então eles desprezavam: "Ah, vocês não têm eh eh maturidade". E os fracos julgavam os fortes por liberdade excessiva. Ou seja, era uma comunidade mista numa cidade imperial à beira de uma ruptura real. Ou seja, você tem esse problema que Paulo precisa resolver. Paulo não resolve o conflito escolhendo um dos lados. Ele eleva o argumento. A questão não é quem está certo sobre comida ou dias, é como Cristo tratou quem era diferente dele. Cristo vai falar com Galileus, vai falar com habitantes da Judeia, vai falar com fariseus, vai falar com escribas, vai falar com gente leiga, vai falar com centurião romano, vai falar com mulher samaritana, vai falar com prostituta, vai falar com leproso. Ele trata a todos. Todos que eram diferente dele com a mesma misericórdia, com o mesmo amor. Esse é o padrão que deve governar a comunidade. E isso aqui ressoa grandemente nos nossos ambientes eclesiásticos, porque nós temos muita dificuldade em aceitar o diferente. Ah, então quer dizer que eu tenho que abraçar todo mundo que chega de frente na igreja. Se amanhã vier uma comitiva drag queen na minha igreja com as roupas que elas vêm vestidas, eu tenho que aceitar e eu tenho que abraçar essa comunidade. Sim, não. Sim, porque você deve respeito. Você deve saber como Cristo tratou aqueles que eram marginalizados da sociedade. E o não é porque essas pessoas não podem, vamos dizer assim, transformar o ambiente da igreja. E aqui eu não tô falando do espaço físico, do público, mas da comunidade, transformar para uma quebra das da uma transformar para um lugar onde se quebra os preceitos bíblicos. Ou seja, ele não l o próprio texto da carta aos Romanos vai falar isso e o texto de Paulo aos Coríntios também vai falar isso, que Deus nos libertou para a liberdade, não para usar dessa liberdade em função da libertinagem, ou seja, no movimento em que eu aceito o meu irmão diferente, também tem que estar um movimento que eu vou mostrar para ele o que significa essa liberdade em Cristo Jesus. E é aí que vai tá de grande transformação. Ah, não é algo que é imposto. Eu conheço vários casos, vários casos de pessoas. Eu falei na questão da drag queen, mas, por exemplo, existem muitos casos de homossexuais dentro da igreja e a igreja não precisou eh bater. Não, a gente vai espancar essa pessoa até ela se converter. Não, não era isso. A pessoa, ela se sentiu incomodada no ambiente. Ela se sentiu que o comportamento dela não condizia com aquilo que estava sendo vivido na igreja. E ela nunca foi maltratada. ela mesma pediu para sair porque ela ainda não tinha condições de achar um caminho de saída para a situação que ela tava vivendo. Então é uma possibilidade você, vamos dizer assim, estar amando a pessoa, mas mostrando para ela qual é o padrão que Deus colocou para a vida dela. Então essa questão de tratar o diferente de uma forma amorosa é muito importante. Só que eu fui lá no extremo. Eu não preciso ir no extremo para mostrar as dificuldades que nós temos. Basta algum irmão ter uma opinião diferente dentro do corpo da igreja. A gente tem ministérios dentro das nossas igrejas e às vezes você tem duas lideranças que estão ali e elas entram em conflito e para de tratar uma bem a outra. Não quer mais estar no mesmo ambiente, não quer mais lidar com isso. É muito difícil a gente conseguir. Eu eu tenho falado tanto isso na nossa comunidade, tanto porque é natural que os problemas existam. Agora, por exemplo, se vocês estão exercendo algum papel de liderança, vocês que estão aqui me acompanhando e vocês que estão me acompanhando posteriormente, quando você for relatar um problema para alguém que você considera ter uma uma posição, não vou chamar de posição hierárquica, mas assim, uma capacidade de resolução melhor do que a sua, não vem só com o problema. Olha, tá acontecendo isso, mas eu já pensei em duas, três, quatro possibilidades de solução, porque assim, eu tô numa posição hoje na IBNU que é gestão de ministérios, então acabo virando pararaio de tudo. E aí eu falo pro pessoal, pessoal, olha só, sei que vai surgir problemas no ministério de vocês, mas já vem com alguma coisa meio mastigada pra gente poder pensar mais rápido, porque durante a semana não tem hora suficiente [risadas] para resolver todos os problemas que surgem semanalmente na igreja. Então assim, essa dinâmica ela deve estar muito embasada na ensabedoria. Como que eu vou lidar com o meu irmão? Como que eu vou aceitar o meu irmão, como que eu vou perceber o que dentro da da prática do meu irmão é usos e costumes e o que fere a doutrina. O que ferir a doutrina tem que ser exortado. A gente já viu isso aqui também. Mas o que não fere a doutrina, que é usos e costumes, eu tenho que acatar, eu tenho que abraçar. não abraçar como algo para mim, mas eu entender quando o meu irmão quer alguma coisa diferente. Então assim, é um trabalho que é constante dentro dos corpos do do corpo de Cristo, dos dos das manifestações eh eclesiásticas que nós temos em todas as partes do mundo. Por que que isso importa? Toda a comunidade cristã tem a sua versão dos fortes e fracos. Práticas de adoração, estilos de vida, posições teológicas secundárias. O texto do apóstolo Paulo responde a um conflito específico, mas a sua lógica ela é universal. Isso pode acontecer dentro da nossa própria comunidade de fé, mas pode acontecer também da relação entre comunidades de fé. Por exemplo, você tem eh irmãos que são da Assembleia de Deus, batistas, presbiterianos, metodistas, eh até mesmo católicos, luteranos, existem elementos maiores que são realmente que condições sinequanon, condições que você não vai conseguir caminhar junto, mas existem também elementos menores que permitem permitem a caminhada e a gente muitas vezes não quer nem interagir por conta dessa realidade tão complexa e conflituosa que nós vivemos nas nossas igrejas, né? Qual é o fundamento que o apóstolo Paulo vai colocar no seu argumento aqui? Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas como está escrito, os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim. Aliás, não querendo comparar os insultos das igrejas com os insultos que Cristo levou, ele tá falando, obviamente, aqui do pecado do mundo que ele carregou sobre si. Mas como é fácil você tomar flechadas por conta de outra pessoa? Às vezes você nem está na disputa, mas você teve uma posição exposta, ou seja, ah, não, eu concordo com o fulano de tal. E aí a coisa que o fulano de tal fez lá faz com que você seja alvo das flechas e dos insultos de outras pessoas. Isso é comum no reino e assim não deveria obviamente acontecer, mas não deve também ser tratado como um bicho de sete cabeças. Ou seja, acontece. E Jesus também enfrentou isso. Olha só que interessante. Paulo poderia ter apelado à tolerância, à maturidade espiritual ou ao bem comunitário. Em vez disso, ele apela ao padrão de Cristo. O forte deve suportar o fraco, não porque é virtuoso fazê-lo, mas porque é assim que Cristo agiu. A ética cristã é derivada da cristologia. Para tudo na vida cristã. O alvo é Filipenses 2 5 a 11. O Deus, criador dos céus e da terra, se esvaziou. Não considerou que o ser igual a Deus era algo que devia se apegar. Ele se esvazia e ele morre na cruz. Então esse é o paradigma. O paradigma dos relacionamentos está aí. é o Cristo que agiu e que se entregou por por aqueles que não poderiam se salvar. E aí ele vai citar o Salmo 699, que é um eco surpreendente nesse texto. Paulo vai citar desse Salmo 699, um salmo de sofrimento injusto, onde o aquele que ora, né, o orante, é insultado por causa de sua devoção a Deus. Ao aplicá-lo a Cristo, Paulo identifica Jesus com aquele que absorve a hostilidade alheia ao invés em vez de revidá-la. Cristo não apenas suportou o fraco, carregou o peso dele. E aqui já vem o primeiro tapa na nossa cara. Porque nós às vezes podemos pensar assim: "Ah, tudo bem, vou tolerar o fulano, vou tolerar a fulana, tenho que aguentar as ideias dele, as maluquícias dele, as coisas que ele inventa de fazer, tenho que aguentar tudo isso." Beleza? Cristo não fez só isso, ele carregou o peso. Carregou o peso e a gente precisa carregar uns aos outros. E é engraçado que Paulo fala na na numa das suas cartas, vocês têm que suportar uns aos outros em amor. E muita gente acha que aguentar, suportar, ah, eu vou ter que suportar fulano e fulana, tenho que aguentar aquele povo chato que só fica falando as mesmas coisas. Não é. É ser suporte, é ser estribo. Sabe o que que é o estribo? Quem conhece estribo aí, escreve no chat. É ser estribo uns dos outros. é você estar lá para apoiar o outro a subir, para o outro crescer, não virar uma pedra de tropeço, mas a pedra onde ele pode pisar em cima para crescer. É isso que nós devemos fazer. Qual é a lógica do argumento paulino? O movimento de Paulo é do geral para o particular. Não agradar a si mesmo é o princípio. Agradar o próximo para edificá-lo é a aplicação. Ou seja, e Cristo é o fundamento que torna esse princípio obrigatório e não apenas recomendável. Adre escreveu cela. Não, estribo é o que sobe na cela. Estribo é onde você põe o pé. Então, para você subir na cela, você pode tentar se abraçar no cavalo lá, né? Dar um abraço no cavalo e jogar a perna para cima. Ou você pisa no estribo e passa a sua perna pelo outro lado para sentar na cela. Então o estribo é esse apoio. Exatamente. É esse apoio, você servir de apoio para o seu irmão que você não gosta. Aleluia. Que aula boa hoje, hein? Vocês não deviam ter entrado na aula de hoje. A inversão da lógica do poder na cultura romana. O forte não deve nada ao fraco. O patrono pode ser generoso, mas por condescendência. Paulo vai inverter essa lógica. O forte tem a obrigação para com o fraco, não como patrono magnânimo, mas como imitador de Cristo que desceu para servir. A hierarquia social, ela vai ser desafiada diretamente na raiz. Na raiz. Entendeu? Então essa é a dinâmica. da nova criação. Essa é a dinâmica do novo nascimento. Se você nasceu de novo, é assim que você deve viver. E aí, para que serve o Antigo Testamento? Essa é uma questão que pode passar despercebido nesse texto. E ele vai escrever aqui no verso 4ro uma coisa que parece que tá solta, mas olha que interessantíssimo. Ele diz: "Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo, procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança." Esse versículo passa despercebido, mas é um dos mais importantes da carta toda para a hermenêutica que o apóstolo Paulo tá utilizando aqui. Por quê? Porque esse versículo ele justifica retroativamente todo o uso do Antigo Testamento na carta aos Romanos. Ou seja, toda vez que Paulo citou o Antigo Testamento, tá baseado nessa ideia dele aqui. Tudo que foi escrito foi escrito para nos ensinar. Não é prova texto isolado. Ou seja, eu não tô simplesmente pegando o texto para provar um ponto que eu tô querendo aqui. Não é argumento de autoridade. As escrituras foram escritas para formar o povo de Deus, sua perseverança, seu ânimo e a sua esperança. lógica aqui que ele faz ao utilizar essa ideia de que o Antigo Testamento foi feito para ensinar, é que ele é extremamente importante para a realidade da igreja naquele momento e para nós também. Quando nós nos voltamos para o Antigo Testamento para entender o caminho de Deus para chegar ao ponto da salvação em Cristo Jesus, nós aprendemos que todo aquele relacionamento que Deus promulgou para o seu povo, através das leis de Moisés e da fala dos seus profetas, continuam valendo hoje. Pera aí, professor. Você tá dizendo que a lei é válida hoje? Os princípios da lei, sim. os efeitos da lei, não, porque a lei nunca teve o efeito salvífico. A lei sempre foi efeito de espelho. Ela nos mostra o nosso pecado. A lei por si só, ela já foi engendrada, já foi pensada, já foi construída com a intenção de mostrar o nosso pecado. Nunca ninguém poderia, e Deus, obviamente, com toda a sua sabedoria, fez isso propositalmente. Nunca ninguém poderia cumprir a lei ao pé da letra. Você quer dizer, então, que foi um uma mentira de Deus. Deus mentiu ao fazer a lei. Não. Se você cumprisse a lei ao pé da letra, tudo que está ali no preceito da lei, você seria salvo. Você seria considerado justificado diante de Deus. Só que a salvação não vinha pela lei. Como que você prova isso? Nós já vimos aqui na própria carta aos Romanos. Quando que Abraão foi justificado? Ele não foi justificado depois da lei, ele foi justificado antes. Abraão foi considerado justo porque depositou a sua fé em Deus. E é a fé que traz a justificação. Ele foi, teve fé na promessa de que Deus traria a restauração tanto através da história de de Eva, quando diz lá que o descendente dela eh pisaria na cabeça da serpente, mas também pela sua própria história, quando Deus diz que através da descendência de Abraão, todas as nações da terra seriam abençoadas. Essa fé que ele depositou nessa declaração de Deus o transformou em justificado diante de Deus. Ou seja, três funções específicas das escrituras que Paulo vai colocar aqui. Primeiro, ela tem a função de ensino. As escrituras têm conteúdo cognitivo. Ensinam quem é Deus, como ele age e qual é a condição humana. Mas Paulo vai além do informativo. Ele vai dizer que ela também tem a a função de formar formar perseverança e bom ânimos procedentes das Escrituras. A leitura do Antigo Testamento forma as virtudes. Não é um manual de regras, é uma narrativa que molda o caráter do leitor que nela se vê. Ao ler as Escrituras Sagradas, ao ler o Antigo Testamento, você consegue se colocar em vários pontos daquela trajetória, daquela história. Vários pontos. E aí vai também fazer o quê? vai nos ancorar, vai nos alicar para que nós mantenhamos a nossa esperança. Ou seja, a esperança cristã não é um otimismo vago, é esperança ancorada na história de um Deus que cumpriu as suas promessas documentada nas escrituras que Paulo vai citar logo mais aqui nos versos 9 até o verso 12. Ah, tem muita mensagem interessante aqui. A gente vai ler no final. Paulo para e ora. Ele faz uma breve oração. Por quê? No meio da frase, no meio do texto, ele para e faz uma breve oração. Ele diz nos versos 5 e se o Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo interrompe o argumento para fazer uma oração. Isso é pastoralmente significativo. Ele não confia apenas na lógica teológica para produzir unidade. A unidade que ele descreve excede a capacidade humana, por isso pede a Deus que a conceda. Se nós formos olhar para a nossa realidade, para a nossa situação, não há nada mais verdadeiro do que isso. Em vários momentos da nossa caminhada de fé, a vontade que a gente tem é de abandonar tudo e sair fora, porque o pessoal é muito cabeça duro, o pessoal é muito chato, o pessoal não me compreende, eu tenho boas ideias e sou jogado para baixo ou estou passando por um momento difícil, ninguém me estende a mão. Nós queremos abandonar a unidade só pode vir pela ação intencional do Senhor através do Espírito. Sem a presença do Espírito não conseguimos manter a unidade. E ele ainda vai falar que ele pede, pede para que o Deus que concede a perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade. Aqui o espírito tá até com a letra minúscula porque ele tá utilizando uma uma locução adverbial de eh como se fosse um adjetivo, né? Então, que vocês sejam unidos, então que esse espírito de unidade esteja em vocês segundo Cristo Jesus. E ele fala por que ele quer isso? Ou seja, porque se vocês tiverem essa unidade, vocês tiverem esse espírito, vocês vão ter um coração e uma só voz para glorificar ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, essa glorificação de Deus virá uníssona quando o espírito de unidade agir sobre vocês. Então, eh, o argumento prepara esse terreno. A oração reconhece que só Deus pode torná-lo fértil. Ou seja, Paulo prepara com a lógica e pede que Deus plante unidade, segundo Cristo Jesus. A unidade pedida não é uniformidade cultural, nem consenso teológico total. Ou seja, a gente percebe que Paulo não tá dizendo para que todos vocês façam o culto do mesmo jeito, batam palma junto. Você já viu a igreja batendo palma? É a coisa mais engraçada do mundo. Pessoal, bater palma. Aí um faz assim, o outro faz mais lento. Então ninguém acerta o negócio. Não é para todo mundo bater palma junto, não é para todo mundo cantar uníssono afinado ou fazer divisão de vozes afinado. É para que todos se compreendam e sejam um em Cristo Jesus. Ou seja, não é ter consenso teológico, não é que todo mundo vai pensar a mesma coisa de todos os textos, é unidade segundo Cristo Jesus. É só você olhar quais foram os 12 discípulos que ele escolheu. Gente de todo tipo de pensamento. Gente que queria se colocar na frente destacado ali, como por exemplo Tiago e João. Gente que era explosivo, como Pedro, que corta a orelha. Gente que roubava dinheiro da bolsa como Judas. Esse é o grupo de Jesus. E é com esse grupo que ele vai levar a mensagem que vai transformar todo mundo. Ou seja, é a unidade segundo o Cristo Jesus, orientada pelo mesmo Senhor, que é o centro. Duas pessoas podem diferir em práticas e ainda assim glorificar a Deus com uma só voz se ambas estão voltadas para Cristo. Aliás, o grande papel da pluralidade de ideias dentro do corpo de Cristo é você atingir uma pluralidade de pessoas. Você vai ter uma forma de atingir que eu não vou conseguir e eu vou ter uma forma de atingir que você não vai conseguir. Então você tem essa multiplicidade de formas para que o maior número de pessoas possível possam chegar-se a chegar-se ao evangelho. O celos da unidade, o celos é a adoração, é a é a é a é a finalidade, né? Ou seja, a finalidade da unidade não é o conforto da comunidade, nem a harmonia social, é a glória de Deus. para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem a Deus. Ou seja, a unidade é instrumental, não terminal. Ela serve a um propósito maior do que ela mesma. É através da unidade que nós temos esse instrumento de adoração glorificando ao Deus que nos resgatou. Certo? E aí temos esse versículo que é a transição de toda essa passagem que nós vimos aqui. Portanto, portanto, aceitem-se uns aos outros da mesma forma que Cristo os aceitou. Toma o segundo tapa aí, ó. Segundo tapa de luva. Da mesma forma que Cristo os aceitou, vocês têm que aceitar uns aos outros. Gente, como isso dói, como meu ser humano pula aqui dentro de mim agora. Não, não posso. Isso é uma vergonha. Isso é uma piada. Não é possível que eu vou ter que aceitar os outros. O padrão é só Cristo, somente. O padrão é só ele. Aceitem-se uns aos outros como Cristo os aceitou. Esse versículo é o ponto de virada de toda a sessão. A primeira metade que foi do um ao seis argumentou pela aceitação do outro com base em Cristo. Agora, o imperativo é direto e o fundamento não é mais horizontal. Aceitem-se como Cristo os aceitou. Ou seja, a aceitação mútua é resposta de uma aceitação anterior. Ou seja, nós nunca tem a piada lá de do Saião, gosta de contar, mas eu não vou contar não, de como que o pessoal chega na lua, né, um subindo na cabeça do outro. Eh, nós nunca poderíamos, nenhum subindo no ombro do outro atingir os céus, atingir a a presença de Deus pelo nosso próprio esforço. Então, quando nós falamos que a aceitação horizontal aqui do meu irmão do meu lado, ela é infinitamente menor do que a aceitação de Cristo, é porque a aceitação aqui é um salto muito menor do que o salto que ele fez descendo da glória para nos aceitar. Ou seja, se Cristo nos recebeu e nos deu passagem para a glória, eu vou até botar aqui dentro da câmera, ó. Cristo nos recebeu e nos deu passagem para a glória, que nós não podemos aceitar. Então, essa aceitação horizontal aqui, ela é muito mais tranquila. A aceitação que Cristo estendeu a cada um deles, judeus e gentios, fracos e fortes, é, ao mesmo tempo o modelo e a motivação para que nós nos aceitemos mutuamente. Isso aí tá no livro do do Douglas MU, que é da Epístola aos Romanos. Um livro muito interessante, se vocês quiserem depois se aprofundar. Epístola aos Romanos. Tenho também um outro livro muito bom aqui, ó, que é que é que é que é que é Eu achei que ele tava mais fácil, tá? Não. Eh, depois a gente vê que é o livro do Crowbart chamado Carta aos Romanos, né, que é maravilhoso. Então, a estrutura da aceitação, como nós vamos ver, primeiro, ela é vertical. Cristo os aceitou primeiro. Essa é a realidade ontológica anterior a qualquer esforço humano. A aceitação divina não foi condicional. não esperou que eles se tornassem iguais ou concordassem em tudo. Deus veio e nos aceitou como nós estávamos. Para quê? Para que haja essa transição de pensamento. Então, da mesma forma que Cristo me aceitou verticalmente, eu agora vou buscar aceitar os outros horizontalmente. A aceitação mútua entre eles é derivada e responsiva, não autônoma. Da mesma forma, tá no texto, ou seja, estabelece esse padrão. A qualidade, o caráter incondicional e a profundidade da aceitação de Cristo são o referencial. Da mesma forma que Cristo nos aceitou, nós devemos aceitar uns aos outros. Cristo não virou paraa mulher pega em adultério. João capítulo 8 disse: "Olha, pessoal não compreendeu a sua vida, a sua luta, então vai lá, tá tudo de boa, segue, vai, pode viver a vida do jeito que você quiser." Não, ele depois de expulsar, ou seja, de posicionar-se para colocar aquelas pessoas na perspectiva de que elas também precisavam consertar a vida delas, vira pra mulher e fala: "O quê? Agora vai e abandona a vida que você tem de pecado. Não faz mais isso. Mude a sua trajetória. Então, da mesma forma que Cristo nos aceitou, nos orientando para a transição da nossa vida, nós temos que aceitar os outros e, se necessário for, causar essa transição na vida deles também. Qual que é a a glória? A glória que o thelos a fim de que vocês glorifiquem a Deus. A aceitação mútua tem uma direção, não termina em si mesma. Ela aponta para além da comunidade, para a glória de Deus, que é o propósito de toda essa sessão que nós vimos até aqui, certo? E aí, como que a gente vai entender esse verbo aí que é o pros lamb lambanester? Proslambanester? Aceitem-se uns aos outros. A ideia de prosque, direção a para junto de e lambano, que é tomar, receber literalmente, tome para junto de si, acolher ativamente para o próprio círculo. Olha que interessante essa ideia. Ou seja, não é simplesmente aceitar, é abraçar, é colocar dentro do círculo. Não é tolerância passiva, é movimento deliberado em direção ao outro. Portanto, aceitem-se uns aos outros. Proslamban proslambane. Proslambane. E aí você tem aqui as diferenças. Por que que essa tradução desse verbo importa tanto? Porque a tradução aceitar pode sugerir passividade. Ah, tudo bem, eu não vou rejeitar fulano, deixa ele lá. Mas o proslambano, ou seja, que é o que está escrito no texto, implica ação. É mover-se em direção ao outro e incorporá-lo. É o que o anfitrião faz ao receber um hóspede. Não apenas o deixa entrar, mas o traz para dentro. Tipo assim, o anfitrião bom, né? Não vai chegar lá, apertar um botão no portão, pode entrar aí e tal. Tem uns que fazem isso mesmo. O cara que quer receber de verdade, ele vai lá na porta, ele abre a porta, ele espera a pessoa entrar, ele acompanha a pessoa, apresenta os cômodos da casa. É isso que tá em jogo aqui, é essa a receptividade que está em jogo, que está sendo colocada aqui. Esse verbo também aparece em 141, acolham aquele cuja fé é fraca. E no 143 também, Deus o acolheu. Paulo cria um triângulo, ou seja, Deus acolhe o fraco, portanto o forte deve acolhê-lo também. Ou seja, o imperativo de 157 é a conclusão de um argumento que começou dois capítulos antes, no caso, um capítulo antes, né? [roncando] E esse capítulo também é mencionado em Atos 28, quando diz que os habitantes de Malta receberam os náufragos, lembra da da frase do apóstolo Paulo? com fogo e hospitalidade. O acolhimento é concreto, ele é prático, ele é corporal, não apenas uma uma atitude, ah, OK, vamos aceitar, vamos receber, não é? Então essa é a dinâmica desse verbo que é extremamente importante para a compreensão de todo esse trecho aqui. E aí os o continualidade é Cristo vai ser esse servo, ou seja, o fundamento histórico redentor. Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que não, dos que são da circuncisão por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia. Paulo não está dando apenas mais um exemplo moral da de humildade. Ele está descrevendo o movimento histórico de Deus na redenção. Cristo serviu os judeus confirmando as promessas de Abraão, Isaque e Jacó para que por meio disso, os gentios também fossem incluídos. A unidade na comunidade romana é reflexo da unidade do plano redentor de Deus, certo? Dois movimentos paralelos e simultâneos em Israel. Cristo se torna servo da circuncisão por amor à verdade de Deus. A fidelidade de Deus à suas promessas exige que o Messias venha primeiro para Israel. Não é exclusivismo, é fidelidade à aliança, ou seja, cumprimento de promessa. Aí com relação aos gentios, ao mesmo tempo, não depois, os gentios glorificam a Deus por sua misericórdia. Israel recebe pela fidelidade da promessa, os gentios recebem pela misericórdia gratuita. dois caminhos diferentes para o mesmo destino, a glória de Deus. Atenção judeu gentil aqui na comunidade de Roma não é apenas um problema de convivência, é uma questão teológica sobre a fidelidade de Deus à história. Paulo resolve isso mostrando que Deus planejou incluir ambos desde o início. Aliás, na história de Israel, isso já é patente. Você tem vários personagens da história que entram eh e são contados em genealogias. Por exemplo, não vamos falar nem da genealogia de Jesus, onde entram Raab e depois Rute, mas vamos falar da genealogia do do maior líder que Israel teve, cujo messianismo depositou as esperanças. Vai vir aquele que será um líder como o rei Davi. Davi é descendente de Rute, que é moabita, que é um povo inimigo de Israel, que é adorador de deuses, inclusive que sacrificava crianças. Rute a Moabita. Inclusive, isso é marcado no texto vez após, vez após vez, alcunha moabita é para mostrar que ela era de um povo feiticeiro e pagão. Ou seja, o autor está explicitando quem é Rute e por que a misericórdia de Deus se estende também aos gentios. Isso já tá lá atrás, bem antes da escrita aqui do apóstolo Paulo. Isso está claro no texto do Antigo Testamento, que Deus sempre planejou abençoar judeus e gentios, ou seja, o povo de Abraão, descendente de Abraão, povo de Israel e os gentios também estão juntos nessa tomada aí de resgate da criação, certo? E aí o Antigo Testamento sempre soube disso. Você vai ter três vozes. Então no salmo, por exemplo, que ele vai citar: [roncando] "Por isso, eu te louvarei entre os gentios, cantarei louvores ao teu nome. Davi, entre os gentios." Paulo cita o salmo de Davi, onde o rei de Israel louva a Deus no meio dos gentios. É uma voz israelita que inclui os gentios no círculo de louvor. Paulo vê nisso uma antecipação do que Cristo realizou. O filho de Davi traz os gentios para dentro da adoração de Israel. Cantem de alegria aos gentios com o povo dele. Deuteronômio 32 vai falar isso, que isso é o cântico de Moisés. É um dos salmos de Moisés que está ainda na Torá. Do cântico final de Moisés, um dos textos mais antigos do Antigo Testamento, Paulo extrai um convite explícito aos gentios para celebrar com Israel. Desde Moisés, a voz profética antecipava a inclusão das nações. Depois, Salmo 117 vai dizer: "Louvem o Senhor, todos vocês gentios. Cantem louvores a ele todos os povos". O salmo mais curto da Bíblia, o Salmo 117 é o mais curto de todo o saltério. E o seu único conteúdo é um chamado universal ao louvor. Paulo não poderia ter escrito texto mais eloquente, A missão de Deus às nações destilada. em apenas dois versículos, Paulo cita três textos de três partes diferentes do canon hebraico. A lei, os escritos e os profetas. Isaías vai estar no próximo slide. Essa distribuição é deliberada. Toda a escritura aponta na mesma direção. E aí ele vai citar Isaías mostrando essa raiz de Jessé. Isaías também diz: "Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios. Estes porão nele a sua esperança." Paulo deixa a citação mais pesada para o final. Isaías 11 é uma das grandes visões messiânicas do Antigo Testamento, o rebento da raiz de Jessé. E é interessante porque dizem que Jesus é chamado de Nazareno e raiz em hebraicos que diz Netzer, não é? E aí existe uma uma corrupção da palavra no aramaico que vai virar natar. Então a cidade de Nazaré poderia ser a cidade que tem o nome chamado raiz. Ah, v naquela cidade ali que é raiz. Então algumas pessoas fazem essa alusão de que Cristo nasce em Belém, mas vai ser chamado de Nazareno porque ele é a raiz de Jessé, certo? E aí tá dizendo aqui o rebento da raiz de Jessé, pai de Davi, que reinará com justiça e reunirá as nações dispersas. Paulo diz: "Isso é Jesus". E se é Jesus, então a unidade judeu gentil que ele está pedindo não é uma novidade, é o cumprimento do que Isaías viu séculos antes, mais provavelmente ali, por volta do ano, 700 e eh 700 e 30, 720 por ali, tá? E aí nós temos o peso de Isaías 11. Raiz de Jessé diz Isaías não diz o filho de Davi. Isaías diz raiz de Jessé, o pai de Davi. É como voltar um passo atrás na genealogia para indicar uma renovação ainda mais radical. O Messias não apenas continua a linhagem, ele renova desde a raiz. E aí reinar sobre os gentios, o reino messiânico não é apenas para Israel. Isaías vê um rei que reina sobre as nações. Não as conquista militarmente, mas as governa com justiça. A esperança dos gentios está nele, não em seus próprios deuses ou impérios. Eles porão nele a sua esperança. A palavra grega que Paulo usa no versículo seguinte, verso 13, o Deus da esperança, ecoa aqui. A esperança dos gentios é cristológica, não política, nem cultural. é uma pessoa e não um programa de governo. Ou seja, é crer que Cristo faz tudo isso acontecer e ele é esse que governa os gentios, que permite que nós ponhamos nele a nossa esperança. E aí ele termina, verso 13, o Deus, que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança pelo poder do Espírito Santo. Paulo volta a orar e encerra a passagem da mesma forma com que ele abriu, com uma bênção direcionada a Deus, não com o comando dirigido aos leitores. A sessão começa com uma exortação, verso 1, e termina com uma oração no verso 13. A mudança é tom pastoral. Mudança de tom é pastoral. Paulo, o que Paulo pediu, no caso, agora ele entrega nas mãos de Deus. A bênção tem uma estrutura trinitária implícita. O Deus da esperança, pai, encha de paz e alegria por sua confiança nele, ou seja, fé em Cristo, cujas promessas foram confirmadas no versículos de 8 a 12. E o agente que produz o transbordamento é justamente o Espírito Santo. Toda a trindade está envolvida na esperança de cada membro dessa comunidade. E aí aqui nós vamos ver o transbordem de esperança. O verbo grego periceuo significa abundar, transbordar, exceder os limites normais. Paulo usa o mesmo verbo em outros lugares para a graça que excede o pecado e para o amor que cresce, ou seja, lá em Filipenses, a esperança que Paulo pede não é adequada, ela é excessiva, transbordante, desproporcional ao contexto do sofrimento. Ou seja, o Deus da esperança vai encher você de toda alegria e paz por sua confiança nele, para que vocês explodam de esperança. Essa que é a lógica que o apóstolo Paulo está aplicando aqui. A lógica da aceitação mútua de Romanos capítulo 15 começa com que Cristo desceu, serviu os fracos, absorveu insultos, Cristo acolheu judeus e gentius, fortes e fracos. Aí vem com esse acolho, acolhamos-nos, ou seja, nos acolhamos, que é o verbo grego. Tudo isso feito para a glória de Deus, certo? Eh, o final de todas as coisas, né? Ou seja, o objetivo de todas as coisas é a glória de Deus. Aceitação não é indiferença. O verbo proslambano exige movimento ativo em direção ao outro. Paulo não pede que toleremos quem é diferente. Pede que os incorporemos ativamente no nosso círculo, como Cristo nos incorporou ao círculo do amor do Pai. A unidade que ele pede tem base escriturística. As quatro citações do Antigo Testamento mostram que a unidade judeu gentil não é invenção de Paulo, nem adaptação cultural. É o plano de Deus desde Moisés, Davi e Isaías. A comunidade que se divide contradiz a narrativa inteira da Escritura. O elo com Romanos 1 e 8. Romanos 1 mostrou como toda a humanidade está sob julgamento. Romanos 8 declarou que nada nos separa, nada separa os que estão em Cristo. Romano 15. Romanos 15 responde: "Então, o que separa as pessoas de que Cristo uniu?" Nada deveria. Ou seja, a aceitação mútua é a consequência da ética da soterologia que o apóstolo Paulo está colocando aqui. Amén. Terminamos nossa aula de oi e eu les convido-lhes a perguntar o que tiverem de perguntas. Eu vi que rolou umas mensagens aqui. Muito boa isso aqui. O pecado visível do outro sempre será maior e pior que o pecado meu oculto. É a famosa frase do tira o trave do seu olho antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, né? A gente sempre tem a tendência de expor e extrapolar o pecado do nosso irmão para poder justamente esconder o nosso. É a forma que nós encontramos de nos preservar e de nos defender, vamos dizer assim. E isso não é bíblico, obviamente, né? Se Cristo se fez vulnerável ao ponto de morrer na cruz, nós podemos ter o nosso ego vulnerável para sermos transformados. Então, assim, a lógica é completamente fora dos eixos e dos padrões que nós estamos acostumados a ver aí. H, é exatamente o que Jesus faria, né? What would Jesus do? Ã, quanto mais leio a Bíblia, mais vejo que estou longe de parecer com Jesus, mas eu tento diariamente. Somos dois, querida. Somos dois. Lê a Bíblia para mim tem sido um sacrifício, porque é melhor eu ficar no meu canto aqui com os meus pecados do que ver se eles ver eles sendo expostos toda vez que eu leio. Mas essa é a caminhada, né? A caminhada de fé é justamente isso. Se você deposita fé nesse Deus que é transformador, você tem que também aceitar a transformação que ele quer causar. E ele vai causar essa transformação pelas pessoas que estão ao nosso redor, pela realidade que nós enfrentamos muitas vezes as dificuldades que nós enfrentamos pela Escritura Sagrada, pela exortação dos irmãos. É assim, pela oração, desculpa que o sono bateu aqui, é assim que a gente vai crescer, é assim que a gente vai construir esse novo homem. eh que vem da ação do Espírito Santo e não apenas da nossa própria tentativa de dominar todos os nossos pecados e as nossas falhas, certo? [risadas] Pelas igrejas que passei, conheci um pessoal que eu comecei a entender, presidiário que cava um túnel com uma colher de sopa. Tem gente que só de ficar perto é um martírio. Misericórdia. Pode ter certeza que isso é verdade verdadeira. Tem muita gente que é difícil. Mas esses aí que a gente tem que amar e não apenas amar e acolher, suportar, temos que acolher. Essa aqui é a dificuldade, não é? Ã, gostaria que na plataforma pudéssemos a aula após a após a aula alongar esses assuntos, porque fica aqui restrito e meditando na palavra, as perguntas se estendem. O que você acha? Eu acho que cabe um e-mail paraa plataforma. Pode mandar lá, a gente vai ver como é que aplica isso. Talvez entrarem, a gente vai entrar em contato para entender melhor a ideia, mas é possível sim. Eu creio que tem lá um, a gente tem um fórum lá, né? Eu não sei se tem fórum, tô falando alguma coisa que talvez não tenha, tá? Não, não, não me me cite nessa afirmação. Teria que ver se tem um fórum lá pra gente poder ter esse ambiente, eh, um ambiente que possa fomentar isso, né? Ah, muito difícil atingir o nível de Cristo, com certeza. Hum, hum. Ã, exatamente, ó, isso aqui é importantíssimo. E muitas vezes nós não suportamos a fragilidade do outro, sendo assim, nós tornamos, nós nos tornamos julgadores e desagradamos ao Pai. É perfeito isso aqui. Exatamente. Ah, querida Ana, difícil a sua situação. Vamos orar por você. Mas é isso, existem muitos casos em que a letra vai matar, não é? Eh, eu já tenho casos assim, não aconteceu comigo, eu agradeço a Deus até que não aconteceu comigo, mas eu conheço casos de pessoas que, por exemplo, o pastor da igreja, a pessoa estava sendo agredida e o pastor da igreja falou que ela não poderia eh romper o relacionamento no casamento, porque o casamento era para sempre. E depois o pastor de algum depois de alguns meses, o pastor tava fazendo o funeral daquela irmã. Eh, eu tenho uma tolerância muito baixa paraa violência doméstica, muito baixa. E isso talvez é um dos defeitos que os irmãos têm que me aceitar, tá? Assim, a gente orienta, tem muitos casos em que há um certo, muitos casos mesmo, tá? em que há um certo protecionismo, ou seja, a própria pessoa que está sofrendo a agressão, ela protege o agressor. Isso já já vi acontecer várias vezes. A gente não consegue chegar na situação da agressão porque ela foi lá e protegeu o agressor. Não, não é bem assim, foi mal compreendido e tudo mais e tal e a coisa acabou morrendo ali. Eh, nunca presenciei, não sei o que que faria se presenciasse, mas eh é um é um não apenas um despreparo, mas é um desserviço que a igreja faz ao tentar manter o uma fachada sem proteger a parte fraca. Então, por exemplo, eu tenho um problema muito sério. Vou abrir o coração para meus irmãos. Eu xingo até a 15ª geração quem dirige mal. Eh, agora tem um grupo que eu tenho mais raiva ainda no trânsito, é aquela mulher, normalmente é mulher, não quero ser sexista, pode ser homem também, pode ser qualquer um dos dois, mas que inventa de atravessar rua que não tem lugar para atravessar com criança? Quando a pessoa atravessa sozinho, sozinho eu já fico nervoso. Tipo, não tem lugar para atravessar, a pessoa vale esse méro no meio do trânsito para atravessar. Eu tô falando com o trânsito andando, não com o trânsito tá parado. Mas aí vem a mulher e carrega a criança junto. Fala: "Minha filha quer se matar?" Eu tô falando mulher de novo, desculpa, porque na minha cabeça sempre tem a a imagem que eu mais vejo a mulher fazendo. Mas o homem pode fazer isso também. Mas você quer se matar, vai sozinho, irmão. Não carrega a criança junto, sabe? Então assim, para mim é muito difícil. E aí a gente fica nessa história de que tem que manter, porque é a a Paulo, ele vai ser muito claro com relação ao casamento na carta aos Coríntios, não é? Existe uma questão lá que é chamado de abandono do lar ou abandono até do próprio casamento. Não é separar, ai porque eu não gosto mais de você, eu não a achava que te amava, não amo mais. Isso. Acho que até porque amor é decisão, amor não é sentimento, paixão é sentimento. O amor você constrói. Então existem esperanças para um casamento onde o amor esfriou, mas o amor pode voltar a aquecer. Agora, onde o homem e normalmente aí eu posso ser mais sexista do que não, não deveria, mas posso ser onde maioria das vezes o homem agride, esse homem ele no mínimo ele é esquizofrênico. Por quê? Porque quando os dois se casam, os dois deixam de ser duas pessoas e passam a ser uma só carne. Então, a agressão à outra pessoa, ele tá agredindo a própria carne, a não ser, e aí vem o pulo do gato, que é o que eu acho, na verdade, que ele não considere o outro mais a sua carne. Então, isso não é mais um casamento. Vocês estão percebendo a lógica? Se o homem agrede a mulher, ele não considera aquela mulher como a sua própria carne. Isso não é mais um casamento. Existem casos e casos. Não é porque o homem bateu na mulher, por exemplo, vou dar um caso muito simples. Eu já sou já já ouvi falar, não presenciei. Que o cara agrediu a mulher porque ele era sim esquizofrênico. Ele tinha problema de esquizofrenia. Num surto partiu para cima da mulher. E aí depois desse evento, ele reconheceu, tipo, ele viu que ele fez, passou a fazer tratamento. Então acontecem essas questões, certo? Mas o padrão, tipo assim, do homem violento, o homem que é descompensado, o homem que levanta a voz, pode ser uma agressão verbal, uma agressão, porque a agressão verbal antecipa agressão física, tá? Então, esses casos têm que ser tratados com muito cuidado, caso a caso. E assim, não é pelo fato de acontecer algo assim que a pessoa que passou pela situação, agora ela precisa ser excluída do ambiente como uma maçã podre. Ela tem que ser acatada, ela tem que ser abraçada, ela tem que ser acolhida. É isso que eu penso, não é uma aí é Jonatas falando, não é IBNU, tá? Então, se alguém chegar amanhã perguntar: "Ah, Ibnu acredita?" Não, Jonathas acredita nisso. Não sei nem qual é a posição de BNU com relação a isso. Ah. É, não temos perguntas, temos comentários muito bons, por sinal. Mas se, eu já falei isso para vocês e volto a repetir, se no final da aula não há perguntas, tem duas possibilidades. Ou o professor é muito bom ou ninguém entendeu nada. Eu acho que é a segunda. Ninguém entendeu nada e ninguém tem pergunta. Então assim, se não temos perguntas, eh, agradeço demais a presença de todos aqui [roncando] e se inscreva no canal, caso você não tenha feito a inscrição ainda. Ative o sininho para receber as notificações. Se você tá chegando agora, caiu de para-quedas aqui no Macários, viu? Amac Romanos capítulo 15 é uma queria estudar e caiu aqui. Saiba que nós já fazem, já fizemos quase todo o Romano, todos os capítulos de Romanos. Temos o Macários 1.0 que foi feito no ano passado, então para você também ampliar ali o seu conhecimento, Macarius 1.0, 2.0 também, tá? Eh, o primeiro foi teologia bíblica, o segundo foi teologia prática e agora nós estamos falando de teologia aplicada na carta aos romanos. Então, que o Senhor abençoe a sua vida. Se você quiser também é gratuito, todos os cursos são gratuitos, você pode ir lá, pode fazer. OK. E nos vemos na próxima aula. Eu acho que eu não dou mais aula nesse Macários Romanos, é a última aula. Foi um prazer estar com vocês e que nós possamos crescer em sabedoria e graça para sermos bênção, sal e luz na vida das pessoas que nos cercam. OK, meus queridos? Um forte abraço. Professor, poderia nos dizer, ó, apareceu uma pergunta só porque eu queria ir embora. Eh, vamos ver a pergunta. Podemos dizer que o apóstolo Paulo foi homem mais influente que já pisou na terra? Ah, não dá para botar ele no lugar de Jesus, né? Aí, se você falar homem, sim, desculpa. Homem, homem, sim, homem Deus não. Homem Deus é Jesus. Jesus ele muda o calendário, né? Somente. Eu acho que Paulo não mudou o calendário. Paulo vai ser o homem mais importante para a igreja cristã. Se nós formos pegar todo o grupo cristãos e judeus, aí eles ainda são a maioria no mundo. Mas você tem um outro aí, né? tal de Maomé, o Mohamed, que também tem um impacto gigantesco na história da da humanidade. Eh, mas assim, ele talvez, Paulo, seja o que mais causou impacto eh na Terra. Eu poderia dizer que faz sentido essa afirmação, sim. Tá. Ah, é isso, meu pessoar. Foi um prazer estar com vocês mais uma vez, tá bom? Deus abençoe e nos vemos nos próximos. Vai ter mais curso aí, a gente vai estar junto, tá bom? Forte abraço e que Deus abençoe cada um de vocês.