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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos | A. 24 | A aceitação mútua baseada no Messias (Rm 15.1-13) | Jônatas Hübner

Makários – Romanos | A. 24 | A aceitação mútua baseada no Messias (Rm 15.1-13) | Jônatas Hübner

Makários – Romanos | A. 24 | A aceitação mútua baseada no Messias (Rm 15.1-13) | Jônatas Hübner

A aceitação mútua baseada no Messias
Rm 15.1-13
Jônatas Hübner

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เ
>> [música]
>> Muito boa noite a todos que nos
acompanham aqui no nosso curso Macários.
Nós que estamos chegando ao final do
Macários dois, Macários focados aqui no
livro de Romanos. essa expressão
teológica tão importante do apóstolo
Paulo eh para aquela igreja, uma uma
igreja que tem um uma relevância muito
grande, na verdade, né? Nós
damos uma relevância muito grande a essa
igreja por conta dessa carta que nós
estamos estudando nesse período. É uma
carta que impacta muito o modo como nós
vamos pensar o evangelho.
Ah, principalmente
nessa etapa que nós estamos vendo agora,
que é a etapa da prática.
Basicamente, nós já estudamos os 14
capítulos iniciais, estamos agora
entrando no capítulo 15. Hoje vamos ver
o capítulo 15 dos versos de 1 até 13. E
nessa dimensão que nós estudamos ali,
vocês já devem ter aprendido, né? A
gente já viu isso nas aulas anteriores.
Antes de eu entrar no assunto
propriamente dito, já pode escrever aqui
de onde você tá acompanhando a gente, de
que região. Tem um pessoal aqui que já
escreveu, inclusive tem um pessoal que
está aqui em São Paulo. Ah, alguém
escreveu Itabuna da Bahia. Olha aí, ó.
Tenho muitos parentes na em Conquista,
né, que é próximo de Itabuna. a descida
ali da estrada que vai pra região de
Itapetinga, passa por aí depois de
Itapetinga, vai paraa Itabuna e também
chega até Ilhus e vai embora para lá.
Tem alguns familiares que moram naquela
região lá. Olha o Samuel que tava ontem
ao vivo no Macários presencial que nós
temos também todas as todas não,
quartas-feiras e 15 em 15 dias nós temos
o Macários presencial lá na sede da IBNU
aqui na cidade de São Paulo. Eh, seja
muito bem-vindo. Também tem o pessoal
dos states aí, olha que legal. Sejam
todos muito bem-vindos. Então, pra gente
poder fazer um breve resumo e entender
em que momento nós estamos aqui eh
na história
da da carta que nós estamos lendo, é
claro que hoje a gente já tá entendendo
ela, vamos dizer assim, se vocês
acompanharam as outras aulas, vocês
viram o desdobramento dos assuntos, a
gente já sabe que a carta aos romanos
Ela é basicamente dividida em dois
grandes pedaços, não é exatamente no
meio. A carta tem 16 capítulos e a gente
pode falar aí que tá dividido mais ou
menos em 2/3 e 1/3. 2/3 dessa carta. O
apóstolo Paulo, ele investe o seu tempo
explicando para aquela igreja tudo que
aconteceu. Como que vocês chegaram aqui,
já viu? tipo assim, eh eh como que vocês
podem agora se entender como irmãos,
como pessoas que pertencem ao mesmo
corpo? Essa figura do corpo que é usada
pouco em Romanos, vai ser muito
utilizada em outras cartas do apóstolo
Paulo, não é? Mas como que vocês vão
agora ser um só corpo? E Paulo vai
descrever toda essa trajetória a partir
do capítulo um. A gente já falou isso lá
na frente quando lá atrás, na verdade,
quando o apóstolo Paulo
aperta ali o acelerador e e põe pressão
em cima da igreja para mostrar, olha só,
nenhum de vocês é merecedor, nem o
gentil, nem você judeu, nenhum é
merecedor. Existe uma questão histórica
aqui da da da do desenvolvimento dessa
igreja em Roma. A gente até falou um
pouco disso na aula de ontem presencial,
mas eu vou falar aqui de novo para vocês
entenderem bem. Eu já falei isso lá
atrás também, tá? Na aula sobre na aula
sobre o capítulo um, eu acho que eu
falei sobre esse tema também. A carta de
Paulo aos Romanos, ela enfrenta, ela ela
é uma carta para um enfrentamento de um
problema que surge por uma questão eh
política. Em que sentido? A gente tem um
período na história que é mencionado em
Atos capítulo 19, que
eh Atos capítulo 18, perdão, que Paulo
vai chegar à cidade de Corinto e lá ele
encontra dois judeus provenientes da
capital Roma.
e diz que eles chegam a Corinto porque o
imperador Cláudio,
que assume o império no ano 41,
no ano 49 ele vai ter uma um decreto
dele expulsando os judeus de Roma, da
cidade de Roma. Então ele põe todos os
judeus para fora da cidade.
E é muito provável que ele tenha esses
sensos, né? ele tenha todas as
informações de quem é judeu na cidade e
tudo mais. Então ele expulsa os judeus
de Roma e vai passar 5 anos sem os
judeus estarem em Roma. Nero vai assumir
o trono em 54, ou seja, 49 ele expulsa
os judeus de Roma. Em 54 morre Cláudio,
entra Nero e Nero vai desfazer
a o decreto de Cláudio. Ele vai voltar
atrás, vai permitir novamente que judeus
voltem a habitar Roma. Então essa
mudança
faz com que nesse período de 5 anos a
igreja tenha uma administração não
judaica, que até aquele momento muito
provavelmente era de fundo judaico. Ou
seja, os judeus que estiveram lá em
Pentecostes, que voltam, nós estamos
falando do ano 30, 31, eles voltam para
Roma, fundam essa comunidade, começam a
a a crescer ali nessa nova realidade que
eles aprenderam lá do período em que
eles estiveram em em Jerusalém.
Provavelmente deve ter aí
correspondências que nós não temos. Deve
ter gente que morava na região e vai a
Roma ou de Roma que vai à região de
Jerusalém
para aprender como que é essa nova
realidade da igreja. E ali é muito
provável que essa liderança fosse judá
judia, porque o evangelho chega primeiro
aos judeus. Todos os primeiros
convertidos ali de Jerusalém e que vão
servir na igreja de Jerusalém são
judeus. Nós temos essa história até o
capítulo oito, mais ou menos, do livro
de Atos. No capítulo oito, você tem além
do martírio de Estevão, a expulsão, ou
seja, a perseguição, que faz com que
alguns dos judeus que estavam ali na
igreja de Jerusalém se dispersassem. Um
deles é o famoso Felipe, que era um dos
diáconos, eleito ali no capítulo 5, eh,
de Atos.
E Felipe vai descer a região de Samaria,
vai pregar paraos samaritanos e Pedro
depois vai se deslocar para a região do
mar, Jope depois chegando até Cesareia
para falar com Cornélio. E o Espírito
Santo se manifesta nessas duas
realidades, mostrando pra igreja de
Jerusalém, olha, não é exclusividade de
vocês, não é só para vocês, é para todas
as nações da terra. E aí agora a igreja
começa a entender e Antioquia, que vai
se tornar um grande polo eh do
cristianismo, inclusive a primeira vez
na história que os homens e mulheres
seguidores de Jesus são chamados de
cristãos, isso também está registrado em
Atos. Vai enviar
Paulo e Barnabé depois de um período de
oração. A igreja estava orando e o
espírito indica pra igreja: "Separem
para mim Paulo e Barnabé, que eles serão
meus missionários. E Paulo e Barnabé vão
ser enviados. Paulo não vai ter
conhecido Roma quando ele escreve essa
essa carta. Tô dando toda essa volta
porque nessas viagens paulinas, na
segunda viagem, mais especificamente,
Paulo encontra Priscila e Áquila que
[roncando] estão ali na na cidade de
Corinto. Vive com eles um ano e meio.
Diz ali que ele tinha profissão de
fazedor de tendas, né? Era um uma pessoa
que construía tendas. Eu não sei se ele
trabalhava no circo ou não. Talvez fosse
um circo, mas enfim. E aí Paulo vai
fazer isso lá com eles nesse um ano e
meio, vai estabelecer a comunidade de
Corinto, vai inclusive sofrer, vai ser
preso, vai ser perseguido, vai aparecer
diante do tribunal lá. Gal procôncio da
Caia vai estar diante dele no ano eh 50,
51, certo? E Paulo vai sair dali, passar
rapidamente por Éfeso e vai descer para
Jerusalém. Logo depois, ele cumprimenta
os irmãos de Jerusalém, volta para
Antioquia e volta fazendo as viagens. É
um versículozinho só. entre a segunda e
a terceira viagem do apóstolo Paulo.
Paulo vai voltar, vai passar um longo
período em Éfeso, mais ou menos 3 anos
ele passa em Éfeso, estabelece uma
grande, uma forte comunidade ali em
Éfeso, que vai inclusive se desdobrar
nas famosas igrejas das cartas do
apocalipse, ou seja, pelo menos seis
congregações de Éfeso são conhecidas por
conta das casas das cartas do
apocalipse, não é? Paulo vai fundar
outras igrejas, por exemplo, na na
cidade de Listre Conerbe. Muito
provavelmente de Éfeso vai sair a alguém
que vai fundar a igreja em Colossos, que
Paulo vai escrever a carta aos
Colossenses depois. Paulo também não tem
informação de ter conhecido essa igreja.
Não, nós não temos informação disso. Só
que aí Paulo vai depois de Éfeso, depois
daquela confusão famosa lá de grande
eadiana ártemes dos Efésios, que está lá
eh
lá na na na registrado no texto bíblico,
Paulo vai fugir de Éfeso e vai voltar
para a região da Europa para visitar as
igrejas que ele havia fundado em
Filipos, em Beria, em Tessalônica,
passando por Atenas e chegando novamente
a Corinto. Quando ele chega novamente a
Corinto, é que está o pulo do gato.
[roncando] É nesse momento que muito
provavelmente nós não temos essa
informação expressa no texto, mas é
muito provavelmente nesse momento que
ele fica sabendo das confusões dos
problemas que estão acontecendo na
igreja em Roma. Então eu dei toda essa
volta, foram simplesmente 11 minutos de
aula só para chegar nesse ponto. Porque
quando Paulo descobre que a igreja que
ele não havia conhecido ainda está tendo
brigas, distensões por conta de origem,
ou seja, você percebe que na carta de
Paulo aos Romanos, o problema qual é? É
a origem. Você tem judeus dizendo que
eles têm que ter proeminência. Você tem
gentios que dizendo que agora é a nossa
vez. E ele escreve toda essa carta
explicando para as duas partes, as duas
metades da igreja, as duas bandas da
laranja ali, explicando para eles que
agora não existem mais lados, todos
fazem parte do mesmo corpo. Não existe
mais judeus, não existe mais gentios,
existem o corpo. E aí, inclusive, a
gente viu rápida a há pouco tempo agora
na no capítulo 11, o Saião deu as duas
aulas, inclusive mostrando para essa
igreja, mostrando para nós que nós que
somos gentis, se você não tem origem
judaica, você também é gentil. Eh, nós
fomos enxertados na oliveira. Não somos
nós que alimentamos a oliveira, mas nós
somos alimentados pela oliveira para que
a gente não se vanglorie sobre ela. Ah,
agora vocês perderam a chance, é a nossa
vez. Não, a oliveira continua
alimentando os ramos. Deus teve
misericórdia da criação e enxertou a
criação fora dessa que estava fora da
oliveira nessa oliveira cortando ramos
da própria oliveira. Essa que é a
mensagem pesada. E aí, hoje a gente vai
falar sobre um tema muito interessante,
pelo menos para mim, eh,
que fala sobre o seguinte aspecto,
esse aspecto aqui, aceitação mútua
baseada no Messias, no que nós vamos ler
no capítulo 15, nos capítulos 12, 13 e
14, tá muito direcionada a praxis, como
que a igreja vai dar, vai caminhar nessa
nova realidade. Vocês agora eh são esse
novo corpo. Vocês precisam entender que
tudo aquilo que aconteceu no Antigo
Testamento, chegando em Cristo Jesus,
demonstrando o amor dele na cruz,
transformando essa criação condenada em
nova criação e agora todos caminhando no
exemplo de Jesus, capítulo 12, versos 1
e 2, vai dar vai dar o tom. Qual é o
tom? Vocês agora precisam
substituir
os animais sacrificados do Antigo
Testamento. Cristo é o sacrifício que
substitui o cordeiro e vocês vão
substituir o modelo agora. Lá os animais
morriam e derramavam sangue para limpar
vocês. Cristo fez isso por todos vocês.
Agora, agora vocês vão se oferecer em
sacrifício vivo como uma substituição do
modelo anterior. Então, a partir de
agora, vocês que são esse novo
sacrifício vão viver uma vida baseada em
Cristo. E aí ele vai explicar isso nos
capítulos 12, 13, 14, 15 e 16. Aqui no
capítulo 15, a gente vai ler rapidamente
e daqui vai desdobrar todos os assuntos
que nós vamos tratar hoje. Só tem um
eh vocês precisam fazer as perguntas. A
gente pode ter perguntas que vão estarem
a anexadas a alguns temas. A gente vai
ler essas perguntas no final e a gente
vai responder. Você já conhece o modelo
para aqueles aquelas pessoas que estão
chegando agora, que não conhecem, nós
temos depois um período de perguntas e
respostas no final da nossa aula, OK?
Que que vai nos dizer o texto bíblico?
a respeito dessa nova realidade.
Nós, que somos fortes, devemos suportar
as fraquezas dos fracos e não agradar a
nós mesmos.
Cada um de nós deve agradar ao seu
próximo para o bem dele, a fim de
edificá-lo.
E aí ele vai justificar: "Pois também
Cristo não agradou a si próprio, mas
como está escrito, os insultos daqueles
que te insultam caíram sobre mim. Pois
tudo o que foi escrito no passado foi
escrito para nos ensinar, de forma que,
por meio da perseverança e do bom ânimo,
procedentes das Escrituras,
mantenhamos a nossa esperança. O Deus
que concede perseverança e ânimo dê a
vocês um espírito de unidade, segundo
Cristo Jesus, para que como com um só
coração e uma só voz vocês glorifiquem
ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo. Jesus Cristo, perdão. Portanto,
aceitem-se uns aos outros da mesma forma
que Cristo os aceitou, a fim de que
vocês glorifiquem a Deus.
Pois eu digo a vocês que Cristo se
tornou servo dos que não são da
circuncisão por amor à verdade de Deus
para confirmar as promessas feitas aos
patriarcas, a fim de que os gentios
glorifiquem a Deus por sua misericórdia,
como está escrito: "Por isso eu te
louvarei entre os gentios,
cantarei louvores ao teu nome."
E também diz: "Cantem de alegria, ó
gentios, com o povo dele, e mais louvem
o Senhor todos vocês gentios.
Cantem louvores a ele todos os povos".
Isaías também diz: "Brotará a raiz de
Jessé, aquele que se levantará para
reinar sobre os gentios. Estes porão
nele a sua esperança. Que o Deus da
esperança os encha de toda alegria e paz
por sua confiança nele, para que vocês
transbordem de esperança pelo Espírito
Santo, pelo poder do Espírito Santo. O
que que nós temos nesse texto aqui que é
extremamente importante? a gente vai
eh
a gente vai destrinchar o o texto um
pouquinho e entrando nos pontos de de
relevância, de importância aqui pra
gente poder estudar bem o que a gente tá
querendo falar com vocês. Quem são esses
fortes e fracos o texto vai apresentar
aqui? a gente vê logo no início da
carta, né, da desse capítulo, ele já se
inclui nós que somos fortes.
E essa força, ela é uma força
que não, vamos dizer assim, é para ser
usada
para benefício próprio, como ele mesmo
vai falar no versículo seguinte. Quem
são então esses fortes? Qual é a disputa
que está aqui? Quem são? Dentro da
lógica do que Paulo escreveu até aqui,
nós podemos entender que provavelmente
são judeus convertidos e alguns perdão,
são os fracos. Eu tô lendo errado aqui.
Eu li a palavra aqui, eu acabei me
confundindo. Quem são esses fracos?
Provavelmente são alguns judeus que se
converteram e alguns gentios tementes a
Deus, que é uma expressão que aparece lá
em Atos, aparece vários lugares também
lá em Atos, por exemplo, para descrever
Cornélio. Cornélio era aquilo que eles
chamavam de temente a Deus. Era aquele
que gostava,
estava próximo
das expressões cultuais dos judeus. Ou
seja, ele via o que os judeus faziam nos
seus rituais. e tudo mais
e achava que aquilo ali tinha sentido,
fazia sentido, só que não
necessariamente eles tinham entrado de
cabeça no judaísmo. E olha que o
judaísmo nessa época ele era
proselitista. Em que sentido? Ele queria
buscar novos integrantes, porque como
ele era um movimento, vamos dizer assim,
que não tinha tanta expressão política
ou militar,
eles precisavam de integrantes, de novos
integrantes. Então, na cabeça do do do
pessoal que era esses chamados tementes
a Deus, o judaísmo fazia muito sentido.
Só que o judaísmo tinha algumas regras
que talvez a pessoa não encaixasse. Ah,
você tem que comer só certos tipos de
alimento. eh não pode trabalhar no
sábado, você tem que se circuncidar.
Então, várias questões.
Inclusive, o apóstolo Paulo vai
enfrentar esse esse dilema em algumas
cartas, como a carta aos Gálatas. Várias
questões que aparecem no texto aí fazem
com que eh a gente consiga entender quem
são esses, de ajeitar a câmera aqui,
quem são esses tementes a Deus. E esses
dois grupos, tanto os judeus que se
convertem como os tementes a Deus, eles
têm essa dificuldade de se libertar,
vamos dizer assim, de abandonar aquelas
restrições alimentares ou guardas de
dias especiais que a lei determinava,
mas que o próprio Senhor Jesus mostrou o
verdadeiro sentido desses pontos e que
não faziam sentido para outras
comunidades, para outros povos, porque o
povo que deveria guardar a aliança era
justamente o povo judeu. E foi o povo
que falhou na guarda da aliança. pro
povo que não conseguiu guardar essa
aliança. Então, por conta disso, eh, o
apóstolo Paulo vai escrever falando:
"Não, não faz sentido mais vocês estarem
eh, eh, eh, presos a esse tipo de
comportamento. Aliás, em Gálatas ele vai
ser muito muito voraz, assim, ele ele
vai pegar pesado com o pessoal eh eh
contra isso, né? Aqui aos na carta aos
romanos, ele tá numa fase, vamos dizer
assim, mais madura do seu da da sua
teologia. Então ele vai escrever isso
com muita mais, muito mais maestria do
que ele escreveu quando escreveu a carta
aos Gálatas. A carta aos Gálatas ele
pega bem pesado, não que esteja errado
nada do que ele escreveu lá, mas ele vai
bem pesado, vai bem no pescoço do
pessoal lá. E isso realmente é uma é uma
uma forma de falar muitas vezes que
afasta as pessoas e não atrai elas, não
faz com que elas revejam seus
pensamentos, simplesmente você expulsa
elas do seu ambiente, certo? Então, não
por legalismo, mas por consciência
formada pela lei de Moisés. Ou seja, os
judeus eles não estavam fazendo isso
para ser legalistas, mas eles estavam
fazendo isso por costume. E é óbvio que
quando você tem um costume, vou dar um
exemplo claro aqui, por exemplo, você
tem na igreja a
pessoas que não estão acostumadas ainda
com uma banda tocando hinos. Eles querem
que o hino seja apenas piano e voz. É um
piano, um órgão no máximo e a igreja
cantando, a congregação cantando. Aí
quando você coloca uma banda inteira,
bateria, teclado, guitarras, tocando o
mesmo hino, a pessoa se sente
incomodada. Ela tá cometendo algum
pecado, algum sacrilégio. Não, não é uma
questão de ter pecado de sacrilégio. É
porque é o costume dela fazer aquilo.
Ela gosta daquela forma e não quer que a
sua forma seja perdida. O apóstolo Paulo
vai falar que ele faz parte do grupo dos
fortes. E quem são esses fortes? São os
gentios que se converteram, que não
abraçaram as práticas da lei, porque nem
conheciam as práticas da lei. E alguns
judeus como com a cabeça mais aberta,
como Paulo, né, que entendiam que em
Cristo as distinções alimentares e de
dias já não eram obrigatórias. Ele se se
inclui explicitamente entre os fortes.
Nós que somos fortes, ele vai dizer, né?
Qual é o conflito que nós estamos vendo
aqui? Os fortes desprezavam os fracos
por escrúpulos desnecessários. Ou seja,
eles por simplesmente achar que aquilo
era besteira, então eles desprezavam:
"Ah, vocês não têm eh eh maturidade". E
os fracos julgavam os fortes por
liberdade excessiva. Ou seja, era uma
comunidade mista numa cidade imperial à
beira de uma ruptura real. Ou seja, você
tem esse problema que Paulo precisa
resolver. Paulo não resolve o conflito
escolhendo um dos lados. Ele eleva o
argumento. A questão não é quem está
certo sobre comida ou dias, é como
Cristo tratou quem era diferente dele.
Cristo vai falar com
Galileus, vai falar com habitantes da
Judeia, vai falar com fariseus, vai
falar com escribas, vai falar com gente
leiga, vai falar com centurião romano,
vai falar com mulher samaritana, vai
falar com prostituta, vai falar com
leproso. Ele trata a todos.
Todos que eram diferente dele com a
mesma misericórdia, com o mesmo amor.
Esse é o padrão que deve governar a
comunidade. E isso aqui ressoa
grandemente nos nossos ambientes
eclesiásticos, porque nós temos muita
dificuldade em aceitar o diferente. Ah,
então quer dizer que eu tenho que
abraçar todo mundo que chega de frente
na igreja. Se amanhã vier
uma comitiva drag queen na minha igreja
com as roupas que elas vêm vestidas, eu
tenho que aceitar e eu tenho que abraçar
essa comunidade.
Sim, não. Sim, porque você deve
respeito. Você deve saber como Cristo
tratou aqueles que eram marginalizados
da sociedade. E o não é porque essas
pessoas não podem, vamos dizer assim,
transformar
o ambiente da igreja. E aqui eu não tô
falando do espaço físico, do público,
mas da comunidade,
transformar
para uma quebra das da uma transformar
para um lugar onde se quebra
os preceitos bíblicos. Ou seja, ele não
l o próprio texto da carta aos Romanos
vai falar isso e o texto de Paulo aos
Coríntios também vai falar isso, que
Deus nos libertou para a liberdade,
não para usar dessa liberdade em função
da libertinagem, ou seja, no movimento
em que eu aceito o meu irmão diferente,
também tem que estar um movimento que eu
vou mostrar para ele o que significa
essa liberdade em Cristo Jesus. E é aí
que vai tá de grande transformação. Ah,
não é algo que é imposto.
Eu conheço vários casos, vários casos de
pessoas. Eu falei na questão da drag
queen, mas, por exemplo, existem muitos
casos de homossexuais dentro da igreja
e a igreja não precisou eh bater. Não, a
gente vai espancar essa pessoa até ela
se converter. Não, não era isso. A
pessoa, ela se sentiu incomodada no
ambiente. Ela se sentiu que o
comportamento dela não condizia com
aquilo que estava sendo vivido na
igreja. E ela nunca foi maltratada. ela
mesma pediu para sair porque ela ainda
não tinha condições de achar um caminho
de saída para a situação que ela tava
vivendo. Então é uma possibilidade você,
vamos dizer assim, estar amando a
pessoa, mas mostrando para ela qual é o
padrão que Deus colocou para a vida
dela. Então essa questão de tratar o
diferente de uma forma amorosa é muito
importante. Só que eu fui lá no extremo.
Eu não preciso ir no extremo para
mostrar as dificuldades que nós temos.
Basta algum irmão ter uma opinião
diferente dentro do corpo da igreja. A
gente tem ministérios dentro das nossas
igrejas e às vezes você tem duas
lideranças que estão ali e elas entram
em conflito e para de tratar uma bem a
outra. Não quer mais estar no mesmo
ambiente, não quer mais lidar com isso.
É muito difícil a gente conseguir. Eu eu
tenho falado tanto isso na nossa
comunidade, tanto porque é natural que
os problemas existam. Agora, por
exemplo, se vocês estão exercendo algum
papel de liderança, vocês que estão aqui
me acompanhando e vocês que estão me
acompanhando posteriormente,
quando você for relatar um problema para
alguém que você considera ter uma uma
posição, não vou chamar de posição
hierárquica, mas assim, uma capacidade
de resolução melhor do que a sua, não
vem só com o problema. Olha, tá
acontecendo isso, mas eu já pensei em
duas, três, quatro possibilidades de
solução, porque assim, eu tô numa
posição hoje na IBNU que é gestão de
ministérios, então acabo virando
pararaio de tudo. E aí eu falo pro
pessoal, pessoal, olha só, sei que vai
surgir problemas no ministério de vocês,
mas já vem com alguma coisa meio
mastigada pra gente poder pensar mais
rápido, porque durante a semana não tem
hora suficiente [risadas] para resolver
todos os problemas que surgem
semanalmente na igreja. Então assim,
essa dinâmica ela deve estar muito
embasada na ensabedoria. Como que eu vou
lidar com o meu irmão? Como que eu vou
aceitar o meu irmão, como que eu vou
perceber o que dentro da da prática do
meu irmão é usos e costumes e o que fere
a doutrina. O que ferir a doutrina tem
que ser exortado. A gente já viu isso
aqui também. Mas o que não fere a
doutrina, que é usos e costumes, eu
tenho que acatar, eu tenho que abraçar.
não abraçar como algo para mim, mas eu
entender quando o meu irmão quer alguma
coisa diferente. Então assim, é um
trabalho que é constante dentro dos
corpos do do corpo de Cristo, dos dos
das manifestações
eh eclesiásticas que nós temos em todas
as partes do mundo. Por que que isso
importa? Toda a comunidade cristã tem a
sua versão dos fortes e fracos. Práticas
de adoração, estilos de vida, posições
teológicas secundárias. O texto do
apóstolo Paulo responde a um conflito
específico, mas a sua lógica ela é
universal. Isso pode acontecer dentro da
nossa própria comunidade de fé, mas pode
acontecer também da relação entre
comunidades de fé. Por exemplo, você tem
eh irmãos que são da Assembleia de Deus,
batistas, presbiterianos, metodistas,
eh até mesmo católicos, luteranos,
existem elementos maiores que são
realmente que condições sinequanon,
condições que você não vai conseguir
caminhar junto, mas existem também
elementos menores que permitem permitem
a caminhada e a gente muitas vezes não
quer nem interagir por conta dessa
realidade tão complexa e conflituosa que
nós vivemos nas nossas igrejas, né?
Qual é o fundamento que o apóstolo Paulo
vai colocar no seu argumento aqui? Pois
também Cristo não agradou a si próprio,
mas como está escrito, os insultos
daqueles que te insultam caíram sobre
mim. Aliás, não querendo comparar os
insultos das igrejas com os insultos que
Cristo levou, ele tá falando,
obviamente, aqui do pecado do mundo que
ele carregou sobre si. Mas como é fácil
você tomar flechadas por conta de outra
pessoa? Às vezes você nem está na
disputa, mas você teve uma posição
exposta, ou seja, ah, não, eu concordo
com o fulano de tal. E aí a coisa que o
fulano de tal fez lá faz com que você
seja alvo das flechas e dos insultos de
outras pessoas. Isso é comum no reino e
assim não deveria obviamente acontecer,
mas não deve também ser tratado como um
bicho de sete cabeças. Ou seja,
acontece. E Jesus também enfrentou isso.
Olha só que interessante. Paulo poderia
ter apelado à tolerância, à maturidade
espiritual ou ao bem comunitário. Em vez
disso, ele apela ao padrão de Cristo. O
forte deve suportar o fraco, não porque
é virtuoso fazê-lo, mas porque é assim
que Cristo agiu. A ética cristã é
derivada da cristologia.
Para tudo na vida cristã. O alvo é
Filipenses 2 5 a 11. O Deus, criador dos
céus e da terra, se esvaziou. Não
considerou que o ser igual a Deus era
algo que devia se apegar. Ele se esvazia
e ele morre na cruz. Então esse é o
paradigma. O paradigma dos
relacionamentos está aí. é o Cristo que
agiu e que se entregou por por aqueles
que não poderiam se salvar. E aí ele vai
citar o Salmo 699, que é um eco
surpreendente nesse texto. Paulo vai
citar desse Salmo 699, um salmo de
sofrimento injusto, onde o aquele que
ora, né, o orante, é insultado por causa
de sua devoção a Deus. Ao aplicá-lo a
Cristo, Paulo identifica Jesus com
aquele que absorve a hostilidade alheia
ao invés em vez de revidá-la. Cristo não
apenas suportou o fraco, carregou o peso
dele. E aqui já vem o primeiro
tapa na nossa cara.
Porque nós às vezes podemos pensar
assim: "Ah, tudo bem, vou tolerar o
fulano, vou tolerar a fulana, tenho que
aguentar as ideias dele, as maluquícias
dele, as coisas que ele inventa de
fazer, tenho que aguentar tudo isso."
Beleza? Cristo não fez só isso, ele
carregou o peso.
Carregou o peso e a gente precisa
carregar uns aos outros.
E é engraçado que Paulo fala na na numa
das suas cartas, vocês têm que suportar
uns aos outros em amor. E muita gente
acha que aguentar, suportar, ah, eu vou
ter que suportar fulano e fulana, tenho
que aguentar aquele povo chato que só
fica falando as mesmas coisas. Não é. É
ser suporte,
é ser estribo. Sabe o que que é o
estribo? Quem conhece estribo aí,
escreve no chat. É ser estribo uns dos
outros. é você estar lá para apoiar o
outro a subir, para o outro crescer,
não virar uma pedra de tropeço, mas a
pedra onde ele pode pisar em cima para
crescer. É isso que nós devemos fazer.
Qual é a lógica do argumento paulino? O
movimento de Paulo é do geral para o
particular. Não agradar a si mesmo é o
princípio. Agradar o próximo para
edificá-lo é a aplicação. Ou seja, e
Cristo é o fundamento que torna esse
princípio obrigatório e não apenas
recomendável.
Adre escreveu cela. Não, estribo é o que
sobe na cela. Estribo é onde você põe o
pé. Então, para você subir na cela, você
pode tentar se abraçar no cavalo lá, né?
Dar um abraço no cavalo e jogar a perna
para cima. Ou você pisa no estribo e
passa a sua perna pelo outro lado para
sentar na cela. Então o estribo é esse
apoio.
Exatamente. É esse apoio, você servir de
apoio para o seu irmão que você não
gosta.
Aleluia.
Que aula boa hoje, hein? Vocês não
deviam ter entrado na aula de hoje. A
inversão da lógica do poder
na cultura romana.
O forte não deve nada ao fraco. O
patrono pode ser generoso, mas por
condescendência.
Paulo vai inverter essa lógica. O forte
tem a obrigação para com o fraco, não
como patrono magnânimo, mas como
imitador de Cristo que desceu para
servir. A hierarquia social, ela vai ser
desafiada diretamente na raiz. Na raiz.
Entendeu? Então essa é a dinâmica.
da nova criação. Essa é a dinâmica do
novo nascimento. Se você nasceu de novo,
é assim que você deve viver. E aí, para
que serve o Antigo Testamento? Essa é
uma questão que pode passar despercebido
nesse texto. E ele vai escrever aqui no
verso 4ro uma coisa que parece que tá
solta, mas olha que interessantíssimo.
Ele diz: "Pois tudo o que foi escrito no
passado foi escrito para nos ensinar, de
forma que, por meio da perseverança e do
bom ânimo, procedentes das Escrituras,
mantenhamos a nossa esperança."
Esse versículo passa despercebido, mas é
um dos mais importantes da carta toda
para a hermenêutica que o apóstolo Paulo
tá utilizando aqui. Por quê? Porque esse
versículo ele justifica retroativamente
todo o uso do Antigo Testamento na carta
aos Romanos. Ou seja, toda vez que Paulo
citou o Antigo Testamento, tá baseado
nessa ideia dele aqui. Tudo que foi
escrito foi escrito para nos ensinar.
Não é prova texto isolado. Ou seja, eu
não tô simplesmente pegando o texto para
provar um ponto que eu tô querendo aqui.
Não é argumento de autoridade. As
escrituras foram escritas para formar o
povo de Deus, sua perseverança, seu
ânimo e a sua esperança. lógica aqui que
ele faz ao utilizar essa ideia de que o
Antigo Testamento foi feito para
ensinar, é que ele é extremamente
importante para a realidade da igreja
naquele momento e para nós também.
Quando nós nos voltamos para o Antigo
Testamento para entender o caminho de
Deus para chegar ao ponto da salvação em
Cristo Jesus, nós aprendemos que todo
aquele relacionamento que Deus promulgou
para o seu povo, através das leis de
Moisés e da fala dos seus profetas,
continuam valendo hoje. Pera aí,
professor. Você tá dizendo que a lei é
válida hoje? Os princípios da lei, sim.
os efeitos da lei, não, porque a lei
nunca teve o efeito salvífico. A lei
sempre foi efeito de espelho. Ela nos
mostra o nosso pecado. A lei por si só,
ela já foi engendrada, já foi pensada,
já foi construída com a intenção de
mostrar o nosso pecado. Nunca ninguém
poderia, e Deus, obviamente, com toda a
sua sabedoria, fez isso propositalmente.
Nunca ninguém poderia cumprir a lei ao
pé da letra. Você quer dizer, então, que
foi um uma mentira de Deus. Deus mentiu
ao fazer a lei. Não. Se você cumprisse a
lei ao pé da letra, tudo que está ali no
preceito da lei, você seria salvo. Você
seria considerado justificado diante de
Deus. Só que a salvação não vinha pela
lei. Como que você prova isso? Nós já
vimos aqui na própria carta aos Romanos.
Quando que Abraão foi justificado? Ele
não foi justificado depois da lei, ele
foi justificado antes. Abraão foi
considerado justo porque depositou a sua
fé em Deus. E é a fé que traz a
justificação. Ele foi, teve fé na
promessa de que Deus traria a
restauração tanto através da história de
de Eva, quando diz lá que o descendente
dela eh pisaria na cabeça da serpente,
mas também pela sua própria história,
quando Deus diz que através da
descendência de Abraão, todas as nações
da terra seriam abençoadas. Essa fé que
ele depositou nessa declaração de Deus o
transformou em justificado diante de
Deus.
Ou seja, três funções específicas das
escrituras que Paulo vai colocar aqui.
Primeiro, ela tem a função de ensino. As
escrituras têm conteúdo cognitivo.
Ensinam quem é Deus, como ele age e qual
é a condição humana. Mas Paulo vai além
do informativo. Ele vai dizer que ela
também tem a a função de formar formar
perseverança e bom ânimos procedentes
das Escrituras. A leitura do Antigo
Testamento forma as virtudes. Não é um
manual de regras, é uma narrativa que
molda o caráter do leitor que nela se
vê. Ao ler as Escrituras Sagradas, ao
ler o Antigo Testamento, você consegue
se colocar em vários pontos daquela
trajetória, daquela história. Vários
pontos. E aí vai também fazer o quê? vai
nos ancorar, vai nos alicar para que nós
mantenhamos a nossa esperança. Ou seja,
a esperança cristã não é um otimismo
vago, é esperança ancorada na história
de um Deus que cumpriu as suas promessas
documentada nas escrituras que Paulo vai
citar logo mais aqui nos versos 9 até o
verso 12.
Ah,
tem muita mensagem interessante aqui. A
gente vai ler no final.
Paulo para e ora. Ele faz uma breve
oração. Por quê? No meio da frase, no
meio do texto, ele para e faz uma breve
oração. Ele diz nos versos 5 e se o Deus
que concede perseverança e ânimo dê a
vocês um espírito de unidade, segundo
Cristo Jesus, para que com um só coração
e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo
interrompe o argumento para fazer uma
oração. Isso é pastoralmente
significativo. Ele não confia apenas na
lógica teológica para produzir unidade.
A unidade que ele descreve excede a
capacidade humana, por isso pede a Deus
que a conceda. Se nós formos olhar para
a nossa realidade, para a nossa
situação, não há nada mais verdadeiro do
que isso. Em vários momentos da nossa
caminhada de fé, a vontade que a gente
tem é de abandonar tudo e sair fora,
porque o pessoal é muito cabeça duro, o
pessoal é muito chato, o pessoal não me
compreende, eu tenho boas ideias e sou
jogado para baixo ou estou passando por
um momento difícil, ninguém me estende a
mão. Nós queremos abandonar
a unidade só pode vir pela ação
intencional do Senhor através do
Espírito. Sem a presença do Espírito não
conseguimos manter a unidade. E ele
ainda vai falar que ele pede, pede para
que o Deus que concede a perseverança e
ânimo dê a vocês um espírito de unidade.
Aqui o espírito tá até com a letra
minúscula porque ele tá utilizando uma
uma locução
adverbial de eh como se fosse um
adjetivo, né? Então, que vocês sejam
unidos, então que esse espírito de
unidade esteja em vocês segundo Cristo
Jesus. E ele fala por que ele quer isso?
Ou seja, porque se vocês tiverem essa
unidade, vocês tiverem esse espírito,
vocês vão ter um coração e uma só voz
para glorificar ao Deus e Pai do nosso
Senhor Jesus Cristo. Ou seja, essa
glorificação de Deus virá uníssona
quando o espírito de unidade agir sobre
vocês. Então, eh, o argumento prepara
esse terreno. A oração reconhece que só
Deus pode torná-lo fértil. Ou seja,
Paulo prepara com a lógica
e pede que Deus plante
unidade, segundo Cristo Jesus. A unidade
pedida não é uniformidade cultural, nem
consenso teológico total. Ou seja, a
gente percebe que Paulo não tá dizendo
para que todos vocês façam o culto do
mesmo jeito, batam palma junto. Você já
viu a igreja batendo palma? É a coisa
mais engraçada do mundo. Pessoal, bater
palma. Aí um faz assim, o outro faz mais
lento. Então ninguém acerta o negócio.
Não é para todo mundo bater palma junto,
não é para todo mundo cantar uníssono
afinado ou fazer divisão de vozes
afinado. É para que todos se compreendam
e sejam um em Cristo Jesus. Ou seja, não
é ter consenso teológico, não é que todo
mundo vai pensar a mesma coisa de todos
os textos, é unidade segundo Cristo
Jesus. É só você olhar quais foram os 12
discípulos que ele escolheu. Gente de
todo tipo de pensamento. Gente que
queria se colocar na frente destacado
ali, como por exemplo Tiago e João.
Gente que era explosivo, como Pedro, que
corta a orelha. Gente que roubava
dinheiro da bolsa como Judas. Esse é o
grupo de Jesus. E é com esse grupo que
ele vai levar a mensagem que vai
transformar todo mundo. Ou seja, é a
unidade segundo o Cristo Jesus,
orientada pelo mesmo Senhor, que é o
centro. Duas pessoas podem diferir em
práticas e ainda assim glorificar a Deus
com uma só voz se ambas estão voltadas
para Cristo. Aliás, o grande papel da
pluralidade de ideias dentro do corpo de
Cristo é você atingir uma pluralidade de
pessoas. Você vai ter uma forma de
atingir que eu não vou conseguir e eu
vou ter uma forma de atingir que você
não vai conseguir. Então você tem essa
multiplicidade de formas para que o
maior número de pessoas possível possam
chegar-se a chegar-se ao evangelho. O
celos da unidade, o celos é a adoração,
é a é a é a é a finalidade, né? Ou seja,
a finalidade da unidade não é o conforto
da comunidade, nem a harmonia social, é
a glória de Deus. para que com um só
coração e uma só voz vocês glorifiquem a
Deus. Ou seja, a unidade é instrumental,
não terminal. Ela serve a um propósito
maior do que ela mesma. É através da
unidade que nós temos esse instrumento
de adoração glorificando ao Deus que nos
resgatou.
Certo? E aí temos esse versículo que é a
transição de toda essa passagem que nós
vimos aqui. Portanto, portanto,
aceitem-se uns aos outros da mesma forma
que Cristo os aceitou. Toma o segundo
tapa aí, ó. Segundo tapa de luva. Da
mesma forma que Cristo os aceitou, vocês
têm que aceitar uns aos outros. Gente,
como isso dói,
como meu ser humano pula aqui dentro de
mim agora. Não, não posso. Isso é uma
vergonha.
Isso é uma piada. Não é possível que eu
vou ter que aceitar os outros. O padrão
é só Cristo, somente.
O padrão é só ele.
Aceitem-se uns aos outros como Cristo os
aceitou. Esse versículo é o ponto de
virada de toda a sessão. A primeira
metade que foi do um ao seis argumentou
pela aceitação do outro com base em
Cristo. Agora, o imperativo é direto e o
fundamento não é mais horizontal.
Aceitem-se como Cristo os aceitou. Ou
seja, a aceitação mútua é resposta de
uma aceitação anterior. Ou seja,
nós nunca
tem a piada lá de do Saião, gosta de
contar, mas eu não vou contar não, de
como que o pessoal chega na lua, né, um
subindo na cabeça do outro. Eh,
nós nunca poderíamos, nenhum subindo no
ombro do outro atingir os céus, atingir
a a presença de Deus pelo nosso próprio
esforço. Então, quando nós falamos que a
aceitação horizontal aqui do meu irmão
do meu lado, ela é infinitamente menor
do que a aceitação de Cristo, é porque a
aceitação aqui é um salto muito menor do
que o salto que ele fez descendo da
glória para nos aceitar.
Ou seja, se Cristo nos recebeu e nos deu
passagem para a glória, eu vou até botar
aqui dentro da câmera, ó. Cristo nos
recebeu e nos deu passagem para a
glória, que nós não podemos aceitar.
Então, essa aceitação horizontal aqui,
ela é muito mais tranquila. A aceitação
que Cristo estendeu a cada um deles,
judeus e gentios, fracos e fortes, é, ao
mesmo tempo o modelo e a motivação
para que nós nos aceitemos mutuamente.
Isso aí tá no livro do do Douglas MU,
que é da Epístola aos Romanos. Um livro
muito interessante, se vocês quiserem
depois se aprofundar. Epístola aos
Romanos. Tenho também um outro livro
muito bom aqui, ó, que é
que é que é que é que é
Eu achei que ele tava mais fácil,
tá? Não. Eh, depois a gente vê que é o
livro do
Crowbart chamado Carta aos Romanos, né,
que é maravilhoso. Então, a estrutura da
aceitação, como nós vamos ver, primeiro,
ela é vertical. Cristo os aceitou
primeiro. Essa é a realidade ontológica
anterior a qualquer esforço humano. A
aceitação divina não foi condicional.
não esperou que eles se tornassem iguais
ou concordassem em tudo. Deus veio e nos
aceitou como nós estávamos. Para quê?
Para que haja essa transição de
pensamento. Então, da mesma forma que
Cristo me aceitou verticalmente, eu
agora vou buscar aceitar os outros
horizontalmente. A aceitação mútua entre
eles é derivada e responsiva, não
autônoma. Da mesma forma, tá no texto,
ou seja, estabelece esse padrão. A
qualidade, o caráter incondicional e a
profundidade da aceitação de Cristo são
o referencial. Da mesma forma que Cristo
nos aceitou, nós devemos aceitar uns aos
outros. Cristo não virou paraa mulher
pega em adultério. João capítulo 8
disse: "Olha, pessoal não compreendeu a
sua vida, a sua luta, então vai lá, tá
tudo de boa, segue, vai, pode viver a
vida do jeito que você quiser." Não, ele
depois de expulsar, ou seja, de
posicionar-se para colocar aquelas
pessoas na perspectiva de que elas
também precisavam consertar a vida
delas, vira pra mulher e fala: "O quê?
Agora vai e abandona a vida que você tem
de pecado. Não faz mais isso. Mude a sua
trajetória. Então, da mesma forma
que Cristo nos aceitou, nos orientando
para a transição da nossa vida, nós
temos que aceitar os outros e, se
necessário for, causar essa transição na
vida deles também. Qual que é a a
glória? A glória que o thelos a fim de
que vocês glorifiquem a Deus. A
aceitação mútua tem uma direção, não
termina em si mesma. Ela aponta para
além da comunidade, para a glória de
Deus, que é o propósito de toda essa
sessão que nós vimos até aqui, certo? E
aí, como que a gente vai entender esse
verbo aí que é o pros lamb lambanester?
Proslambanester?
Aceitem-se uns aos outros. A ideia de
prosque, direção a para junto de e
lambano, que é tomar, receber
literalmente, tome para junto de si,
acolher ativamente para o próprio
círculo. Olha que interessante essa
ideia. Ou seja, não é simplesmente
aceitar,
é abraçar, é colocar dentro do círculo.
Não é tolerância passiva, é movimento
deliberado em direção ao outro.
Portanto, aceitem-se uns aos outros.
Proslamban proslambane.
Proslambane.
E aí você tem aqui as diferenças.
Por que que essa tradução desse verbo
importa tanto? Porque a tradução aceitar
pode sugerir passividade. Ah, tudo bem,
eu não vou rejeitar fulano, deixa ele
lá. Mas o proslambano, ou seja, que é o
que está escrito no texto, implica ação.
É mover-se em direção ao outro e
incorporá-lo. É o que o anfitrião faz ao
receber um hóspede. Não apenas o deixa
entrar, mas o traz para dentro. Tipo
assim, o anfitrião bom, né? Não vai
chegar lá, apertar um botão no portão,
pode entrar aí e tal. Tem uns que fazem
isso mesmo. O cara que quer receber de
verdade, ele vai lá na porta, ele abre a
porta, ele espera a pessoa entrar, ele
acompanha a pessoa, apresenta os cômodos
da casa. É isso que tá em jogo aqui, é
essa a receptividade que está em jogo,
que está sendo colocada aqui. Esse verbo
também aparece em 141, acolham aquele
cuja fé é fraca. E no 143 também, Deus o
acolheu. Paulo cria um triângulo, ou
seja, Deus acolhe o fraco, portanto o
forte deve acolhê-lo também.
Ou seja, o imperativo de 157 é a
conclusão de um argumento que começou
dois capítulos antes, no caso, um
capítulo antes, né? [roncando] E esse
capítulo também é mencionado em Atos 28,
quando diz que os habitantes de Malta
receberam os náufragos, lembra da da
frase do apóstolo Paulo? com fogo e
hospitalidade. O acolhimento é concreto,
ele é prático, ele é corporal, não
apenas uma uma atitude, ah, OK, vamos
aceitar, vamos receber, não é? Então
essa é a dinâmica desse verbo que é
extremamente importante para a
compreensão de todo esse trecho aqui. E
aí os o continualidade é Cristo vai ser
esse servo, ou seja, o fundamento
histórico redentor.
Pois eu digo a vocês que Cristo se
tornou servo dos que não, dos que são da
circuncisão por amor à verdade de Deus,
para confirmar as promessas feitas aos
patriarcas, a fim de que os gentios
glorifiquem a Deus por sua misericórdia.
Paulo não está dando apenas mais um
exemplo moral da de humildade. Ele está
descrevendo o movimento histórico de
Deus na redenção. Cristo serviu os
judeus confirmando as promessas de
Abraão, Isaque e Jacó para que por meio
disso, os gentios também fossem
incluídos. A unidade na comunidade
romana é reflexo da unidade do plano
redentor de Deus, certo?
Dois movimentos paralelos e simultâneos
em Israel. Cristo se torna servo da
circuncisão por amor à verdade de Deus.
A fidelidade de Deus à suas promessas
exige que o Messias venha primeiro para
Israel. Não é exclusivismo, é fidelidade
à aliança, ou seja, cumprimento de
promessa. Aí com relação aos gentios, ao
mesmo tempo, não depois, os gentios
glorificam a Deus por sua misericórdia.
Israel recebe pela fidelidade da
promessa, os gentios recebem pela
misericórdia gratuita. dois caminhos
diferentes para o mesmo destino, a
glória de Deus. Atenção judeu gentil
aqui na comunidade de Roma não é apenas
um problema de convivência, é uma
questão teológica sobre a fidelidade de
Deus à história. Paulo resolve isso
mostrando que Deus planejou incluir
ambos desde o início. Aliás, na história
de Israel, isso já é patente. Você tem
vários personagens da história que
entram eh e são contados em genealogias.
Por exemplo, não vamos falar nem da
genealogia de Jesus, onde entram Raab e
depois Rute, mas vamos falar da
genealogia do do maior líder que Israel
teve, cujo messianismo depositou as
esperanças. Vai vir aquele que será um
líder como o rei Davi. Davi é
descendente de Rute, que é moabita, que
é um povo inimigo de Israel, que é
adorador de deuses, inclusive que
sacrificava crianças. Rute a Moabita.
Inclusive, isso é marcado no texto vez
após, vez após vez, alcunha moabita é
para mostrar que ela era de um povo
feiticeiro e pagão. Ou seja, o autor
está explicitando quem é Rute e por que
a misericórdia de Deus se estende também
aos gentios. Isso já tá lá atrás, bem
antes da escrita aqui do apóstolo Paulo.
Isso está claro no texto do Antigo
Testamento, que Deus sempre planejou
abençoar judeus e gentios, ou seja, o
povo de Abraão, descendente de Abraão,
povo de Israel e os gentios também estão
juntos nessa tomada aí de resgate da
criação, certo? E aí o Antigo Testamento
sempre soube disso. Você vai ter três
vozes. Então no salmo, por exemplo, que
ele vai citar: [roncando] "Por isso, eu
te louvarei entre os gentios, cantarei
louvores ao teu nome. Davi, entre os
gentios." Paulo cita o salmo de Davi,
onde o rei de Israel louva a Deus no
meio dos gentios. É uma voz israelita
que inclui os gentios no círculo de
louvor. Paulo vê nisso uma antecipação
do que Cristo realizou. O filho de Davi
traz os gentios para dentro da adoração
de Israel. Cantem de alegria aos gentios
com o povo dele. Deuteronômio 32 vai
falar isso, que isso é o cântico de
Moisés. É um dos salmos de Moisés que
está ainda na Torá. Do cântico final de
Moisés, um dos textos mais antigos do
Antigo Testamento, Paulo extrai um
convite explícito aos gentios para
celebrar com Israel. Desde Moisés, a voz
profética antecipava a inclusão das
nações. Depois, Salmo 117 vai dizer:
"Louvem o Senhor, todos vocês gentios.
Cantem louvores a ele todos os povos". O
salmo mais curto da Bíblia, o Salmo 117
é o mais curto de todo o saltério.
E o seu único conteúdo é um chamado
universal ao louvor. Paulo não poderia
ter escrito texto mais eloquente, A
missão de Deus às nações destilada. em
apenas dois versículos,
Paulo cita três textos de três partes
diferentes do canon hebraico. A lei, os
escritos e os profetas.
Isaías vai estar no próximo slide. Essa
distribuição é deliberada. Toda a
escritura aponta na mesma direção. E aí
ele vai citar Isaías mostrando essa raiz
de Jessé. Isaías também diz: "Brotará a
raiz de Jessé, aquele que se levantará
para reinar sobre os gentios. Estes
porão nele a sua esperança." Paulo deixa
a citação mais pesada para o final.
Isaías 11 é uma das grandes visões
messiânicas do Antigo Testamento, o
rebento da raiz de Jessé. E é
interessante porque dizem que Jesus é
chamado de Nazareno e raiz em hebraicos
que diz Netzer, não é? E aí existe uma
uma corrupção da palavra no aramaico que
vai virar natar. Então a cidade de
Nazaré poderia ser a cidade que tem o
nome chamado raiz. Ah, v naquela cidade
ali que é raiz. Então algumas pessoas
fazem essa alusão de que Cristo nasce em
Belém, mas vai ser chamado de Nazareno
porque ele é a raiz de Jessé, certo?
E aí tá dizendo aqui o rebento da raiz
de Jessé, pai de Davi, que reinará com
justiça e reunirá as nações dispersas.
Paulo diz: "Isso é Jesus". E se é Jesus,
então a unidade judeu gentil que ele
está pedindo não é uma novidade, é o
cumprimento do que Isaías viu séculos
antes, mais provavelmente ali, por volta
do ano, 700 e eh 700 e
30, 720 por ali, tá? E aí nós temos o
peso de Isaías 11. Raiz de Jessé diz
Isaías não diz o filho de Davi. Isaías
diz raiz de Jessé, o pai de Davi. É como
voltar um passo atrás na genealogia para
indicar uma renovação ainda mais
radical. O Messias não apenas continua a
linhagem, ele renova desde a raiz. E aí
reinar sobre os gentios, o reino
messiânico não é apenas para Israel.
Isaías vê um rei que reina sobre as
nações.
Não as conquista militarmente, mas as
governa com justiça. A esperança dos
gentios está nele, não em seus próprios
deuses ou impérios.
Eles porão nele a sua esperança. A
palavra grega que Paulo usa no versículo
seguinte, verso 13, o Deus da esperança,
ecoa aqui. A esperança dos gentios é
cristológica, não política, nem
cultural. é uma pessoa e não um programa
de governo. Ou seja, é crer que Cristo
faz tudo isso acontecer e ele é esse que
governa os gentios, que permite que nós
ponhamos nele a nossa esperança.
E aí ele termina, verso 13, o Deus, que
o Deus da esperança os encha de toda
alegria e paz por sua confiança nele,
para que vocês transbordem de esperança
pelo poder do Espírito Santo.
Paulo volta a orar e encerra a passagem
da mesma forma com que ele abriu, com
uma bênção direcionada a Deus,
não com o comando dirigido aos leitores.
A sessão começa com uma exortação, verso
1, e termina com uma oração no verso 13.
A mudança é tom pastoral. Mudança de tom
é pastoral. Paulo, o que Paulo pediu, no
caso, agora ele entrega nas mãos de
Deus.
A bênção tem uma estrutura trinitária
implícita. O Deus da esperança, pai,
encha de paz e alegria por sua
confiança nele, ou seja, fé em Cristo,
cujas promessas foram confirmadas no
versículos de 8 a 12.
E o agente que produz o transbordamento
é justamente
o Espírito Santo. Toda a trindade está
envolvida na esperança de cada membro
dessa comunidade. E aí aqui nós vamos
ver o transbordem de esperança. O verbo
grego periceuo significa abundar,
transbordar, exceder os limites normais.
Paulo usa o mesmo verbo em outros
lugares
para a graça que excede o pecado e para
o amor que cresce, ou seja, lá em
Filipenses, a esperança que Paulo pede
não é adequada, ela é excessiva,
transbordante, desproporcional ao
contexto do sofrimento. Ou seja, o Deus
da esperança vai encher você de toda
alegria e paz por sua confiança nele,
para que vocês
explodam de esperança. Essa que é a
lógica que o apóstolo Paulo está
aplicando
aqui.
A lógica da aceitação mútua de Romanos
capítulo 15 começa com que Cristo
desceu, serviu os fracos, absorveu
insultos, Cristo acolheu judeus e
gentius, fortes e fracos. Aí vem com
esse acolho, acolhamos-nos, ou seja, nos
acolhamos, que é o verbo grego. Tudo
isso feito para a glória de Deus, certo?
Eh, o final de todas as coisas, né? Ou
seja, o objetivo de todas as coisas é a
glória de Deus.
Aceitação não é indiferença.
O verbo proslambano
exige movimento ativo em direção ao
outro. Paulo não pede que toleremos quem
é diferente. Pede que os incorporemos
ativamente no nosso círculo, como Cristo
nos incorporou ao círculo do amor do
Pai.
A unidade que ele pede tem base
escriturística. As quatro citações do
Antigo Testamento mostram que a unidade
judeu gentil não é invenção de Paulo,
nem adaptação cultural. É o plano de
Deus desde Moisés, Davi e Isaías. A
comunidade que se divide contradiz a
narrativa inteira da Escritura.
O elo com Romanos 1 e 8. Romanos 1
mostrou como toda a humanidade está sob
julgamento. Romanos 8 declarou que nada
nos separa, nada separa os que estão em
Cristo. Romano 15. Romanos 15 responde:
"Então, o que separa as pessoas de que
Cristo uniu?" Nada deveria. Ou seja, a
aceitação mútua é a consequência da
ética da soterologia que o apóstolo
Paulo está colocando aqui. Amén.
Terminamos
nossa aula de oi
e eu les convido-lhes a perguntar o que
tiverem de perguntas. Eu vi que rolou
umas mensagens aqui.
Muito boa isso aqui. O pecado visível do
outro sempre será maior e pior que o
pecado meu oculto. É a famosa frase do
tira o trave do seu olho antes de tirar
o cisco do olho do teu irmão, né? A
gente sempre tem a tendência de expor e
extrapolar o pecado do nosso irmão para
poder justamente esconder o nosso. É a
forma que nós encontramos de nos
preservar e de nos defender, vamos dizer
assim. E isso não é bíblico, obviamente,
né? Se Cristo se fez vulnerável ao ponto
de morrer na cruz, nós podemos ter o
nosso ego vulnerável para sermos
transformados. Então, assim, a lógica é
completamente fora dos eixos e dos
padrões que nós estamos acostumados a
ver aí.
H, é exatamente o que Jesus faria, né?
What would Jesus do? Ã, quanto mais leio
a Bíblia, mais vejo que estou longe de
parecer com Jesus,
mas eu tento diariamente. Somos dois,
querida. Somos dois. Lê a Bíblia para
mim tem sido um sacrifício, porque é
melhor eu ficar no meu canto aqui com os
meus pecados do que ver se eles ver eles
sendo expostos toda vez que eu leio. Mas
essa é a caminhada, né? A caminhada de
fé é justamente isso. Se você deposita
fé nesse Deus que é transformador, você
tem que também aceitar a transformação
que ele quer causar. E ele vai causar
essa transformação pelas pessoas que
estão ao nosso redor, pela realidade que
nós enfrentamos muitas vezes as
dificuldades que nós enfrentamos pela
Escritura Sagrada, pela exortação dos
irmãos.
É assim, pela oração, desculpa que o
sono bateu aqui, é assim que a gente vai
crescer, é assim que a gente vai
construir esse novo homem. eh que vem da
ação do Espírito Santo e não apenas da
nossa própria tentativa de dominar todos
os nossos pecados e as nossas falhas,
certo?
[risadas]
Pelas igrejas que passei, conheci um
pessoal que eu comecei a entender,
presidiário que cava um túnel com uma
colher de sopa. Tem gente que só de
ficar perto é um martírio. Misericórdia.
Pode ter certeza que isso é verdade
verdadeira. Tem muita gente que é
difícil. Mas esses aí que a gente tem
que amar e não apenas amar e acolher,
suportar, temos que acolher. Essa aqui é
a dificuldade, não é?
Ã,
gostaria que na plataforma pudéssemos a
aula após a após a aula alongar esses
assuntos, porque fica aqui restrito e
meditando na palavra, as perguntas se
estendem. O que você acha? Eu acho que
cabe um e-mail paraa plataforma. Pode
mandar lá, a gente vai ver como é que
aplica isso. Talvez entrarem, a gente
vai entrar em contato para entender
melhor a ideia, mas é possível sim. Eu
creio que tem lá um, a gente tem um
fórum lá, né? Eu não sei se tem fórum,
tô falando alguma coisa que talvez não
tenha, tá? Não, não, não me me cite
nessa afirmação. Teria que ver se tem um
fórum lá pra gente poder ter esse
ambiente,
eh, um ambiente que possa
fomentar isso, né?
Ah,
muito difícil atingir o nível de Cristo,
com certeza.
Hum, hum.
Ã,
exatamente, ó, isso aqui é
importantíssimo. E muitas vezes nós não
suportamos a fragilidade do outro, sendo
assim, nós tornamos, nós nos tornamos
julgadores e desagradamos ao Pai. É
perfeito isso aqui. Exatamente.
Ah,
querida Ana, difícil a sua situação.
Vamos orar por você.
Mas é isso, existem muitos casos em que
a letra vai matar, não é? Eh, eu já
tenho casos assim, não aconteceu comigo,
eu agradeço a Deus até que não aconteceu
comigo, mas eu conheço casos de
pessoas que, por exemplo, o pastor da
igreja, a pessoa estava sendo agredida
e o pastor da igreja
falou que ela não poderia eh romper o
relacionamento no casamento, porque o
casamento era para sempre. E depois o
pastor de algum depois de alguns meses,
o pastor tava fazendo o funeral daquela
irmã. Eh, eu tenho uma tolerância muito
baixa paraa violência doméstica, muito
baixa. E isso talvez é um dos defeitos
que os irmãos têm que me aceitar, tá?
Assim,
a gente orienta,
tem muitos casos em que há um certo,
muitos casos mesmo, tá? em que há um
certo protecionismo,
ou seja, a própria pessoa que está
sofrendo a agressão, ela protege o
agressor.
Isso já já vi acontecer várias vezes. A
gente não consegue chegar na situação da
agressão porque ela foi lá e protegeu o
agressor. Não, não é bem assim, foi mal
compreendido e tudo mais e tal e a coisa
acabou morrendo ali.
Eh, nunca presenciei, não sei o que que
faria se presenciasse,
mas
eh é um
é um não apenas um despreparo, mas é um
desserviço que a igreja faz ao tentar
manter o uma
fachada
sem proteger a parte fraca.
Então, por exemplo, eu tenho um problema
muito sério. Vou abrir o coração para
meus irmãos. Eu xingo até a 15ª geração
quem dirige mal.
Eh,
agora tem um grupo que eu tenho mais
raiva ainda no trânsito, é aquela
mulher, normalmente é mulher, não quero
ser sexista, pode ser homem também, pode
ser qualquer um dos dois, mas que
inventa de atravessar rua que não tem
lugar para atravessar com criança?
Quando a pessoa atravessa sozinho,
sozinho eu já fico nervoso. Tipo, não
tem lugar para atravessar, a pessoa vale
esse méro no meio do trânsito para
atravessar. Eu tô falando com o trânsito
andando, não com o trânsito tá parado.
Mas aí vem a mulher e carrega a criança
junto.
Fala: "Minha filha quer se matar?" Eu tô
falando mulher de novo, desculpa, porque
na minha cabeça sempre tem a a imagem
que eu mais vejo a mulher fazendo. Mas o
homem pode fazer isso também. Mas você
quer se matar, vai sozinho, irmão. Não
carrega a criança junto, sabe? Então
assim, para mim é muito difícil.
E aí
a gente fica nessa história de que tem
que manter, porque é a a Paulo, ele vai
ser muito claro com relação ao casamento
na carta aos Coríntios, não é? Existe
uma questão lá que é chamado de abandono
do lar ou abandono até do próprio
casamento. Não é separar, ai porque eu
não gosto mais de você, eu não a achava
que te amava, não amo mais. Isso. Acho
que até porque amor é decisão, amor não
é sentimento, paixão é sentimento. O
amor você constrói. Então existem
esperanças para um casamento onde o amor
esfriou, mas o amor pode voltar a
aquecer.
Agora,
onde o homem e normalmente aí eu posso
ser mais sexista do que não, não
deveria, mas posso ser onde maioria das
vezes o homem agride,
esse homem ele no mínimo ele é
esquizofrênico.
Por quê? Porque quando os dois se casam,
os dois deixam de ser duas pessoas e
passam a ser uma só carne. Então, a
agressão à outra pessoa, ele tá
agredindo a própria carne, a não ser, e
aí vem o pulo do gato, que é o que eu
acho, na verdade, que ele não considere
o outro mais a sua carne. Então, isso
não é mais um casamento. Vocês estão
percebendo a lógica? Se o homem agrede a
mulher, ele não considera aquela mulher
como a sua própria carne. Isso não é
mais um casamento. Existem casos e
casos. Não é porque o homem bateu na
mulher, por exemplo, vou dar um caso
muito simples. Eu já sou já já ouvi
falar, não presenciei. Que o cara
agrediu a mulher porque ele era sim
esquizofrênico. Ele tinha problema de
esquizofrenia. Num surto partiu para
cima da mulher. E aí depois desse
evento, ele reconheceu, tipo, ele viu
que ele fez, passou a fazer tratamento.
Então acontecem essas questões, certo?
Mas o padrão, tipo assim, do homem
violento, o homem que é descompensado, o
homem que levanta a voz, pode ser uma
agressão verbal, uma agressão, porque a
agressão verbal antecipa agressão
física, tá? Então, esses casos têm que
ser tratados com muito cuidado, caso a
caso. E assim, não é pelo fato de
acontecer algo assim que a pessoa que
passou pela situação, agora ela precisa
ser excluída do ambiente como uma maçã
podre. Ela tem que ser acatada, ela tem
que ser abraçada, ela tem que ser
acolhida. É isso que eu penso, não é uma
aí é Jonatas falando, não é IBNU, tá?
Então, se alguém chegar amanhã
perguntar: "Ah, Ibnu acredita?" Não,
Jonathas acredita nisso. Não sei nem
qual é a posição de BNU com relação a
isso.
Ah.
É, não temos perguntas, temos
comentários muito bons, por sinal.
Mas
se, eu já falei isso para vocês e volto
a repetir, se no final da aula não há
perguntas, tem duas possibilidades.
Ou o professor é muito bom
ou ninguém entendeu nada. Eu acho que é
a segunda. Ninguém entendeu nada e
ninguém tem pergunta. Então assim, se
não temos perguntas,
eh,
agradeço demais a presença de todos aqui
[roncando] e se inscreva no canal, caso
você não tenha feito a inscrição ainda.
Ative o sininho para receber as
notificações. Se você tá chegando agora,
caiu de para-quedas aqui no Macários,
viu? Amac Romanos capítulo 15 é uma
queria estudar e caiu aqui. Saiba que
nós já fazem, já fizemos quase todo o
Romano, todos os capítulos de Romanos.
Temos o Macários 1.0 que foi feito no
ano passado, então para você também
ampliar ali o seu conhecimento, Macarius
1.0, 2.0 também, tá? Eh, o primeiro foi
teologia bíblica, o segundo foi teologia
prática e agora nós estamos falando de
teologia aplicada na carta aos romanos.
Então, que o Senhor abençoe a sua vida.
Se você quiser também é gratuito, todos
os cursos são gratuitos, você pode ir
lá, pode fazer. OK. E nos vemos na
próxima aula. Eu acho que eu não dou
mais aula nesse Macários Romanos, é a
última aula. Foi um prazer estar com
vocês e que nós possamos crescer em
sabedoria e graça para sermos bênção,
sal e luz na vida das pessoas que nos
cercam. OK, meus queridos?
Um forte abraço. Professor, poderia nos
dizer, ó, apareceu uma pergunta só
porque eu queria ir embora.
Eh,
vamos ver a pergunta. Podemos dizer que
o apóstolo Paulo foi homem mais
influente que já pisou na terra? Ah, não
dá para botar ele no lugar de Jesus, né?
Aí, se você falar homem, sim, desculpa.
Homem, homem, sim, homem Deus não. Homem
Deus é Jesus. Jesus ele muda o
calendário, né? Somente. Eu acho que
Paulo não mudou o calendário. Paulo vai
ser o homem mais importante para
a igreja cristã.
Se nós formos pegar todo o grupo
cristãos e judeus,
aí eles ainda são a maioria no mundo.
Mas você tem um outro aí, né? tal de
Maomé, o Mohamed, que também tem um
impacto gigantesco na história da da
humanidade.
Eh,
mas assim, ele talvez, Paulo, seja o que
mais causou impacto eh na Terra. Eu
poderia dizer que faz sentido essa
afirmação, sim. Tá.
Ah,
é isso, meu pessoar.
Foi
um prazer estar com vocês mais uma vez,
tá bom? Deus abençoe e nos vemos nos
próximos. Vai ter mais curso aí, a gente
vai estar junto, tá bom? Forte abraço e
que Deus abençoe cada um de vocês.

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