Makários – Romanos | A. 25 | Planos para viagens de Paulo (Rm 15.14-33) | Ákilla Nascimento
27/05/2026
Makários – Romanos | A. 25 | Planos para viagens de Paulo (Rm 15.14-33) | Ákilla Nascimento
Planos para viagens de Paulo
Rm 15.14-33
Ákilla Nascimento
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เฮ [música] [música] >> [música] [música] >> เ Muito boa noite para todo mundo que já chegou aqui paraa nossa aula do curso de teologia Macários, o curso de teologia promovido pela Igreja Batista Nações Unidas e que tem o prazer de estar quase concluindo mais um módulo do nosso curso que já acumula quatro módulos. Hoje é a nossa 25ª aula do módulo avançado de Romanos. Eh, concluiremos o capítulo 15 de Romanos hoje, se Deus permitir. E na quinta-feira nós vamos concluir a carta de Paulo aos Romanos. Então, a gente vai chegar ao ponto final desse módulo que iniciou em março e estará sendo concluído na próxima quinta-feira, final de maio. Por isso, a gente parabeniza a todo mundo que tá acompanhando a os nossos encontros, as nossas aulas desde o início desse módulo. A sua presença aqui até o final é uma demonstração concreta da perseverança dos santos. Só os eleitos chegaram até aqui. Perdoem aí os armenianos. Mas a gente fica muito feliz de poder ver que várias pessoas que iniciaram o curso com a gente continuam caminhando conosco até o fim. Sempre acontece de termos mais audiência no começo e menos audiência no final. é uma curva um pouco natural, mas o que nos importa é que aqueles que assistiram um pouco do curso foram, espero eu, abençoados naquilo que puderam acompanhar. E vocês que estão chegando até o fim são aqueles que colherão os frutos mais maduros dessa longa semeadora, né? Então, mais uma vez, boa noite para todo mundo. Boa noite aí pro Eli ou Elim, não sei ao certo qual que é o o nome. A Elisa, a Sandra, o Samuel, a Ana Flora, o Fred, a Sandra, eu acho que eu já tinha dado, é, já tinha dado. Boa noite, sim. o Paulo, a Carla, o Manuel, a Fernanda, todo mundo que já deu seu boa noite aí. Então, muito bom acompanhar vocês, a Tita também lá de Itabu na Bahia. Muito bom acompanhar vocês com a gente aqui para nossa aula de hoje que vai tratar de Romanos, capítulo 15, versículos 14 até o 33. Vamos lá pro texto de hoje. Depois da leitura, eu vou compartilhar aqui eh os slides, a nossa apresentação da aula de hoje. Romanos 15, versículo 14 em diante. Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondade e plenamente instruídos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros. A respeito de alguns assuntos, eu lhes escrevi com toda franqueza, uma tradução um pouco mais literal seria com toda ousadia, principalmente para fazê-los lembrar-se novamente deles por causa da graça que Deus me deu de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo. Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus, sem meu serviço a Deus. Ou uma outra tradução pro versículo 17. Portanto, eu me orgulho em Cristo Jesus, em meu serviço a Deus. Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavras e em ação, a fim de levar os gentios a obedecerem a Deus pelo poder de sinais e maravilhas, e por meio do poder do Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém e arredores até o ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo. Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de outro. Mas antes, como está escrito, hão de vê-lo aqueles que não tinham ouvido falar dele e o entenderão aqueles que não haviam escutado. É por isso que muitas vezes foi impedido de chegar até vocês. Agora, não havendo nestas reuniões, nessas regiões, perdão, nenhum lugar em que precise trabalhar, e visto que há muitos anos anseio vê-los, planejo fazê-lo quando for a Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. Agora, porém, estou de partida para Jerusalém a serviço dos santos, pois a Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de Jerusalém. tiveram prazer nisso e de fato, são devedores aos santos de Jerusalém, pois seus gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus bens materiais. Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem. Sei que quando for visitá-los, irei na plenitude da bênção de Cristo. Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor. Orem para que eu esteja livre dos descrentes da Judeia e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos, de forma que, pela vontade de Deus, eu os visite com alegria e juntamente com você desfrute de um período de refrigério. O Deus da paz seja com todos vocês. Amém. Vou tirar aqui o texto da tela e pedir só um segundo para projetar a nossa apresentação de hoje, que deve estar aqui, se não saiu do lugar, tá aqui direitinho. Beleza, entrou aí a nossa apresentação de hoje que vai falar sobre os planos para viagens de Paulo, nossa 25ª aula aqui desse módulo. Que que acontece? Se você retomar a aula 24, você vai perceber que Paulo conclui o versículo 13, essa longa sessão de Romanos, que inicia em 14, versículo 1, e termina em 15, versículo 13, com a citação de vários textos do Antigo Testamento. A gente encontra a citação do Salmo 18, Deuteronômio 32, Salmo 117 e Isaías capítulo 11. Tudo isso entre Romanos capítulo 15 versículo 9 até o versículo 12 do capítulo 15. Logo depois ele tem uma fala de transição que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz por sua confiança nele para que vocês transbordem de esperança pelo poder do Espírito Santo. E aqui ele chega à conclusão de um argumento de fôlego que ele vinha desenvolvendo desde o começo do capítulo 14. E aí depois desse tom bastante exaltado, como a gente coloca aqui no slide, era de se esperar que ele mudasse a bastante assim a o ritmo da prosa. E não é exatamente isso que acontece, apesar eh após esse tom exaltado e o conteúdo denso e dinâmico da carta até aqui, nós esperaríamos, chegando já ao fim da correspondência, um tom mais suave e pastoral de Paulo. E Paulo permanece ele mesmo. Mesmo em um modo um pouco mais relaxado, ele ainda apela às escrituras e ainda teste a sua prosa de uma forma que é característica de todos os escritos de Paulo, quer ser muito compacta e muito alusiva, completamente interpretativa das passagens do Antigo Testamento como fundamento para a compreensão do que aconteceu em Jesus, das consequências desse evangelho para os gentios, já que essa é a vocação particular de Paulo e como isso impacta os planos que eles que ele tem para as viagens. futuras, inclusive passando pela cidade de Roma. E essa passagem, ela tem uma eh ela tem um significado todo especial, porque é uma das mais longas discussões em que Paulo oferece em qualquer lugar de todos os escritos dele ou sobre ele, eh em que ele fala sobre como ele concebe o seu trabalho apostólico e por ele tomou as decisões que tomou, com exceção da segunda carta aos Coríntios, que trata desse assunto na carta como um todo, mas olhando para uma fala específica. de Paulo dentro de um contexto mais variado. Essa passagem é muito reveladora sobre como Paulo enxerga o próprio apostolado e como ele tomou as decisões que tomou. A passagem que vai do versículo 14 até o 33 aqui do capítulo 15 é dividida em duas partes principais. cada uma dessas partes principais subdividida em outras duas partes. Então, a gente tem aí o número um e dois com essa primeira parte maior, três e quatro constituindo a segunda parte e cada uma delas detalhadas segundo os temas que a gente apresenta para vocês. Versículo 14 até o 21, ele fala sobre o trabalho apostólico recente que ele vinha fazendo nos últimos anos, a explicação do trabalho recente como razão para ele escrever aquela carta. versículo 22 ao 24 fala dos planos de Paulo para Roma e Espanha. A intenção dele de visitar Roma, mas na verdade seguir pra região da Espanha. Versículo 25 a 29 fala sobre essa coleta que ele está levando para os santos de Jerusalém, para os pobres santos de Jerusalém. Santos significa nesse contexto os irmãos em Cristo que estão em Jerusalém e que passam nessa cidade. E os últimos quatro versículos do 30 ao 33, esse pedido de oração, a solicitação solene de intercessão diante dos perigos que se aproximam. O que que a gente percebe na fala de Paulo? Às vezes se sugere que Paulo escreveu a Roma por haver sérios problemas doutrinários na igreja, considerando que essa é uma carta fortemente doutrinária e que ele vai muito fundo aqui na carta aos romanos, como em nenhum outro contexto, em questões como justificação pela fé, relação entre judeus e gentios. A gente acabou de ver o capítulo 14, que a carne que deve ser consumida ou não, dias sagrados ou não. Então, para muitas pessoas, a motivação para Paulo escrever a carta aos Romanos foi justamente esses problemas doutrinários da igreja, que, por exemplo, não havia uma real compreensão naquela comunidade sobre a justificação pela fé. Contudo, não há razão para supor que um versículo como esse que a gente encontra aqui no versículo 14, meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios da bondade e plenamente instruídos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros. Não há razão para supor que um versículo como esse não seja sincero. Paulo realmente considerava que aquela comunidade tinham pessoas que conhecia a realidade do evangelho, conforme a pregação que Paulo já vinha fazendo há anos. Paulo escreve no contexto de maturidade do seu ministério aqui, eh, e que eles tinham capacidade de explicar muitas coisas que o próprio Paulo explicou nessa carta. Paulo conhece vários cristãos em Roma e está confiante de que estão no caminho certo. São pessoas de bom coração, bem instruídas e capazes de ensinar uns aos outros. Quem são essas pessoas? Próxima aula, conclusão do nosso curso. Vai falar sobre a longa lista de saudações que Paulo coloca no último capítulo da sua carta. Claro que último capítulo da forma como nós organizamos a carta aos Romanos, não como o próprio Paulo eh numerou as partes da carta, né? Então, o que a gente percebe é a motivação principal da escrita não é deficiência da igreja em Roma. Paulo não precisou escrever porque a igreja estava em um mau estado, mas porque sua vocação apostólica exigia que sua nova fase de trabalho, que na sua nova fase de trabalho eles fossem trazidos como parceiros, que aquela igreja em Roma fosse parceira dessa nova missão que Paulo estava se lançando a fazer na região da Espanha. Essa era uma parceria necessária para que a igreja romana apoiasse Paulo em seu trabalho no Mediterrâneo Oental. Era vital que eles compreendessem a dinâmica interna e a perspectiva do evangelho como ele o anuncia. E é muito importante perceber como o mesmo evangelho também havia sido anunciado por outras pessoas e outros grupos de uma perspectiva diferente do que Paulo estava fazendo. Basta ler a carta aos Gálatas para ganhar um pouco mais de contorno e contexto dessas disputas que existiam nas pequenas comunidades cristãs em perspectivas diferentes da pregação do evangelho. E em último lugar para esse versículo 14, a integridade preservada. Isso não quer dizer que não havia problemas potenciais na igreja romana. A gente sabe que existia, como, por exemplo, Romanos, capítulo 11, versículo 11 ao 32, questão da oliveira brava e da oliveira eh natural. Ah, e aquilo que a gente encontra aqui em Romanos 14 do eh versículo 1 até o a capítulo 15, versículo 13, que é justamente a questão daqueles que acreditam que podiam comer todas as coisas, aqueles que acreditavam que era necessário comer apenas vegetais, daqueles que julgavam alguns dias mais especiais do que outros e aqueles que julgavam todos os dias como iguais. É discussão sobre os fortes e fracos na fé. Mas a questão é que Paulo não considera esses problemas como comprometendo a integridade e a maturidade básica da igreja como um todo. que a gente vê logo na sequência, versículos 15 e 17, essa apresentação do ministério sacerdotal de Paulo numa linguagem ctica, numa linguagem de da oferta de sacrifícios, conforme nós encontramos em mais detalhes no Levítico, aplicado agora ao ministério que Paulo tem entre os gentios. Paulo descreve a carta como um lembrete escrito com certa ousadia. afirmação que nenhum leitor de Romanos contestará. Ele invoca a sua vocação única pela graça de Deus para explicar o que é que ele tem feito nos últimos anos. Nem sempre isso daqui é muito claro, mas eu gostaria que você repensasse a maneira como Paulo era visto por muitos cristãos, por muitos judeus, cristãos e não cristãos, e por muitos gentios, cristãos e não cristãos do primeiro século. Paulo era uma figura estranha no mundo antigo. era um judeu errante que falava, argumentava, sofria, orava, celebrava, fazia tendas, viajava, persuadia, chorava, sempre falando de Deus e do Messias, do Jesus como Senhor e da ressurreição dos mortos. era como um filósofo itinerante, mas sem uma mensagem, mas com uma mensagem, perdão, completamente diferente, única e incomparável aos filósofos itinerantes que aqueles habitantes de cidade como Corinto de Éfeso, estavam acostumados a ouvir, eh, como um apologista ou um apologeta judeu, mas as comunidades que fundou e E a mensagem que trouxe, embora saturadas das escrituras judaicas do início ao fim, eram algo que nenhum judeu havia ouvido. Aqui saiu uma palavra eh equivocada, que nenhum judeu havia conhecido, ouvido falar anteriormente. Então, Paulo parecia ser mais ou menos como esse filósofo itinerante, mas isso não era comum dos judeus e ele era claramente eh devedor e completamente fundamentado nas escrituras judaicas. fazia isso de forma intensa, hora passando um dia aqui, hora parando por um ano inteiro ali. E fazia isso de uma maneira muito peculiar, trazendo uma mensagem sem paralelo com aquilo que os outros pregadores, filósofos, itinerantes, trouxeram para essas regiões do Império Romano. Então, é muito plausível que mesmo para cristãos do primeiro século que já tinham ouvido falar alguma coisa de Paulo, ele fosse uma figura bastante peculiar. E Paulo explica então a maneira como ele enxerga o seu ministério, não apenas de anúncio do evangelho de forma geral, mas o anúncio do evangelho aos gentios de maneira particular. A explicação de Paulo é marcante. Ele tem sido um ministro cultual do Messias com responsabilidade especial pelo mundo gentil. Ministro cultual também poderia ser trazido como um sacerdote cultual, aquela figura do Antigo Testamento responsável pela apresentação dos sacrifícios que o povo de Israel deveria trazer ao tabernáculo, no período em que eles estavam no deserto ou ao templo de Jerusalém depois da construção concluída por Salomão. É mais ou menos a essa figura. Na verdade, é exatamente a essa figura que Paulo está remetendo a si mesmo quando ele explica aquilo que é a sua função apostólica. Ele tem trabalhado no serviço sacerdotal do evangelho de Deus. E qual era a sua tarefa? Garantir que quando as ofertas sacrificiais fossem apresentadas a Deus, as ofertas que consistem precisamente no próprio mundo gentil. Para Paulo, o mundo gentil era uma oferta que deveria ser apresentada a Deus. Ele trabalhava para que quando isso acontecesse, essas ofertas fossem agradáveis a Deus por terem sido santificadas pelo Espírito Santo. Paulo se vê como esse sacerdote que está reunindo, preparando a oferta que deveria ser apresentada diante do altar de Deus, na expectativa que o próprio Espírito Santo santificasse os gentios. Este súbito fluxo de imagens sacrificiais e cultuais dificilmente é acidental. Paulo está a caminho de Jerusalém para trazer um presente de dinheiro altamente significativo. E o pensamento de subir ao templo como um judeu da diáspora em peregrinação, como era a realidade da maior parte dos judeus do primeiro século, está claramente na mente de Paulo. Quando a gente prossegue um pouco mais pros versículos 18 a 21, a gente vê esse panorama daquilo que Paulo já havia realizado, do Evangelho de Jerusalém ao ilírico. Paulo explica o que o Messias realizou através dele por meio de um duplo negativo oblíquo. Não ousarei falar de nada que o Messias não tenha realizado através de mim. ele menciona eh rapidamente os vários meios e e provavelmente essa expressão um pouco complicada do duplo negativo oblíquo, é apenas uma força expressiva que Paulo utiliza para dizer: "Eu estou falando para vocês aquilo que é completamente verdade. Não ouso falar qualquer coisa que não tenha acontecido por meio do meu trabalho através da ação do Espírito Santo." Ele menciona rapidamente os vários meios pelos quais esse trabalho foi realizado. Palavra e obra, o poder de sinais e maravilhas e o poder do espírito de Deus que dificilmente poderia ser eh separado justamente das outras formas de trabalho que ele acabou de mencionar. A palavra, a obra, o poder de sinais e maravilhas. Na verdade, é nisso que consiste o trabalho que o Espírito de Deus havia realizado, vinha realizando por meio do apóstolo Paulo. Paulo claramente pressupõe que obras poderosas, particularmente curas, faziam parte de seu ministério evangelístico. Ele não enfatiza isso em muitos momentos de sua carta, mas aqui ele coloca isso como uma das maneiras pelas quais Deus havia manifestado o seu poder, o poder do espírito para alcançar os gentios por meio do ministério de Paulo. E ele traça esse arco geográfico. A afirmação de Paulo é de fato extraordinária. Anunciar o Evangelho do Messias em um longo arco que vai de Jerusalém, no Sudeste. A gente não tá com o mapa aqui. É, a gente, infelizmente, eu comei um um mapa aqui, mas você pode pegar um mapa, seja no final da sua Bíblia, seja procurando no Google do mundo, do império romano na época de Paulo. E você vai ver que Jerusalém tá no sudeste dessa região até o ilírico, que é essa costa balcânica oposta à Itália. Se você olhar hoje paraa Itália, você vai ver o mar Adriático. Então tá do outro lado do Mar Adriático em relação à Itália, que está lá no noroeste do Império Romano. E nós não temos qualquer registro de Paulo chegando a essa região, tanto em Atos quanto em qualquer uma de das outras cartas que nós temos acesso do apóstolo Paulo. Mas o arco descrito por todo esse trabalho de Paulo é algo impressionante. a enorme amplitude geográfica que ele poôde alcançar indo para regiões como Antioquia, Éfeso, Corinto, Filipos e todas as outras cidades, conforme mencionado no livro de Atos. E mais, porque como a gente está percebendo aqui, existem várias ocasiões e situações de trabalho do ministério de Paulo que não foram contempladas no relato de Lucas, no livro de Atos. E é de fato uma conquista muito expressiva. Antes de Paulo começar, nem a Ásia Menor, nem a Grécia haviam ouvido falar de Jesus de Nazaré. Ao escrever esta carta, havia pequenas comunidades por toda aquela parte do império de César. Considerando que Paulo já escreve isso num momento bastante maduro do seu ministério, vários anos em que ele havia feito as suas três viagens missionárias. eh mostra pra gente que depois de todo esse trabalho já havia em toda aquela parte do império de César, incluindo muitos centros do novo culto imperial, comunidades cristãs nas quais Jesus era celebrado como Messias ressurreto, o verdadeiro Senhor do mundo. E a gente percebe não apenas aqui na citação indireta que Paulo faz, na verdade na citação direta que Paulo faz, no versículo 21, uma citação de Isaías, capítulo 52, do 13 ao 15. E também, na verdade, a nota de rodapé e da NVI traz pra gente que o texto citado é Isaías 52, versículo, não é? 52, versículo 15. Perdão. Eu pensei que havia uma inconsistência entre o que eu coloquei no slide e o que estava aqui na nota de rodapé. Mas essa citação que Paulo faz de Isaías capítulo 52 mostra pra gente como esse trecho que vai de Isaías 40 até Isaías 55, os cânticos do servo, era fundacional para compreensão de Paulo do que Jesus havia feito, o paradigma que deveria ser estabelecido, o que foi estabelecido ali para todos os apóstolos e Paulo incluso. E a maneira como os próprios cristãos, gentius e judeus, deveriam se entender nessa nova comunidade. Entender Isaías 40 a 55 era fundamental. O ponto pode ser expresso em termos do tema do servo eh de Isaías, que Paulo já utilizou na carta, por exemplo, no capítulo 10, mas também no capítulo 14, claramente. E aqui no capítulo 15. Isaías 52:13 a 15 fala do servo sendo anunciado diante das nações e reis, surpreendendo-os com a estranha mensagem, efeito que Paulo já viu onde quer que ele tenha ido e também o efeito positivo de que muitos nesses lugares creram na mensagem do evangelho. E agora Paulo então torna explícito e aquilo que era o motivo e o objetivo desde o começo quando ele escreve essa carta, que é ele está indo ou planejando uma viagem para a Espanha via a capital do Império Romano, via a cidade de Roma e também a comunidade cristã que se reunia em Roma. E assim a Espanha, esta proposta certamente seria uma surpresa para aqueles que leram essa carta inicialmente. Todos os caminhos levavam a Roma e a igreja lá poderia muito bem ter suposto que agora que Paulo já chegou a grande capital, já fez tanta coisa, ele ficaria satisfeito em se estabelecer e realizar o restante do seu ministério na grande cidade, que era a capital do mundo, como os próprios romanos a enxergavam. Mas Paulo tem os olhos em um alvo diferente. Os profetas, em cujas obras ele se havia impregnado, falavam das ilhas e costas distantes, vindo a ouvir do único Deus, de seu verdadeiro Senhor. Como a gente já colocou o profeta Isaías, não só os cânticos do servo, que vai de 40, 55, mas várias outras passagens fazem alusão a isso. Como você pode ver, tirando Isaías capítulo 11, todas as outras passagens estão nesse texto, nesse trecho que vai do 40 até o 55. Paulo, como cidadão romano, uma questão logística relevante para nossa observação aqui, podia usar sua cidadania como auxílio para viajar dentro do Império Romano. Sua estratégia aparente era levar o evangelho a pontos centrais e deixá-lo fazer seu trabalho. A partir daí, o próximo passo lógico era completar todo o circuito do lado norte do Mediterrâneo. começa na região ali da Judeia. Apesar de Atos nos relatar que Antioquia é a base inicial do trabalho de Paulo, ele faz esse desenho geográfico, ao meu ver, mas por um critério de coesão geográfica. Então ele começa em Jerusalém passando por toda a região da Ásia Menor. Ele também eh entra na Europa, ele fala na Grécia, ele chega na região do ilírico, ele agora está olhando para toda a parte norte e a região oeste do Mar Mediterrâneo. E quando ele fala sobre esse objetivo de seguir paraa Espanha através da cidade de Roma, a gente percebe quatro pontos fundamentais na fala de Paulo. Primeiro, a explicação dele em dizer porque que ele demorou tanto ou porque ele eh tem demorado tanto, uma vez que ele não estava em Roma, obviamente quando ele escreve essa carta, mas expressa o desejo de passar por ali. E a razão é muito simples. Paulo vem trabalhando incansavelmente nesse grande eh contexto da Ásia Menor, da Grécia, a Europa, anunciando o evangelho e por isso ele precisou demorar muito mais do que ele gostaria para alcançar todos esses lugares antes de poder chegar na cidade de Roma. Em segundo lugar, missão cumprida no leste. Os seus objetivos para o Mediterrâneo oriental foram cumpridos. Não há mais espaço para novo trabalho ali. Terceiro lugar, Roma era vista por Paulo como uma base para a missão que ele faria na Espanha. Ele pretende fazer de Roma sua base para operações até a Espanha, sem impor autoridade apostólica sobre a igreja. Isso está relacionado com o ponto que a gente trouxe dois slides antes, que é Paulo, ele se justifica naquilo que ele vinha fazendo, a maneira como ele enxergava o evangelho e aquilo que ele pretendia fazer no futuro, a fim de conquistar não apenas a simpatia, mas o apoio daquela igreja em Roma, porque ele entende que aquilo que ele vinha fazendo nem sempre poderia ser plenamente compreendido por todos os cristãos e que quando ele está falando com uma igreja que ele não plantou e que ele nunca havia visitado presencialmente, ele não desejava exigir o apoio daquela comunidade simplesmente pela força da autoridade apostólica que a princípio ele poderia recorrer, que ele poderia utilizar como argumento. Mas não é esse o caminho que Paulo toma aqui na carta aos Romanos. E em quarto lugar, o seu desejo de ser renovado. Ele espera ser renovado na companhia deles por um tempo antes de seguir adiante. E Paulo então fala nos versículos seguintes 25 a 27 sobre essa coleta para os santos Jerusalém. O que que era a coleta? Paulo havia organizado uma coleta de dinheiro em todas as igrejas do mundo grego para levar a pobre igreja em Jerusalém. Os santos, como ele chama nos versículos 25 e 26. A Galácia, Macedônia e a Acaia contribuíram generosamente. E esse é um processo visível que a gente inclusive encontra alguns detalhes delicados, mostrando como foi uma ação delicada da parte de Paulo, conforme o comentário de Paulo sobre esse ato em Primeira Coríntios 16 1 a 4 e especialmente segunda Coríntios 8:9. Provavelmente isso que Paulo está fazendo meio do mundo gentílico, em especial nessa região ah da Grécia, é um cumprimento, uma fidelidade de Paulo aquilo que foi pedido por aqueles que permaneceram em Jerusalém, que a gente encontra no capítulo 2 do livro de Gálatas, naquele concílio de Jerusalém, que ele participa junto com Barnabé. E no final daquela conversa, os líderes de Jerusalém pediram que Paulo e Barnabé se lembrassem dos pobres. E fica claro que já era uma referência à dificuldade financeira que aqueles em especial que Jerusalém ou estavam passando, ou uma referência também a uma realidade mais ampla que veio a alcançar a situação dos cristãos que permaneceram em Jerusalém. E isso que está envolvido nessa coleta tem um significado teológico muito profundo. A coleta foi motivada por muito mais do que o simples desejo de aliviar a pobreza, ainda que aliviar a pobreza seja um motivo mais do que suficiente paraa realização da coleta. Paulo via essa coleta como parte de uma ação recíproca entre judeus e gentius, a ser compreendida compreendida no mapa maior esboçado em Romanos. capítulo 3 e 4, 9, 11 e 14 15. Essa questão dessa relação de reciprocidade que existia entre judeus e gentios, que se tornaram um só povo em Jesus, no Messias, tem toda a relevância em Romanos. E por isso a citação dessa coleta aqui no final do livro de Romanos ganha um significado todo especial, ganha um peso muito maior. Os cristãos gentius, afirma Paulo, estão em dívida com os judeus. Vieram a participar de suas bênçãos espirituais. Portanto, é justo que eles ministrem a eles em coisas materiais, usando eh leiorgesai, cognato da linguagem sacerdotal que Paulo usou sobre si mesmo no versículo 16, quando ele explica o caráter do seu ministério. Então, isso que Paulo faz em favor dos gentios é aquilo que os gentios também devem fazer em favor dos seus irmãos judeus e que são irmãos na fé em Cristo Jesus. A coleta foi projetada para realizar mutatis mutantes a mesma coisa que Paulo havia convocado, urgido os seus irmãos em 141 e 15 a fazer para os gentios darem dinheiro para os cristãos judeus. Era sinal de que os gentios consideravam os judeus, cristãos judeus, membros da mesma família. Para os cristãos judeus, aceitar esse dinheiro seria sinal de que, por sua vez, eles aceitavam os gentios como parte de sua família. E aí a gente chega já próximo ao final dessa passagem, versículo 28 e 29, eh que Paulo usa uma expressão muito curiosa, que é selar o fruto e a outra mais explícita, partir para Roma. O que é que Paulo quer dizer com selar o fruto? Na verdade, aqui na NVI, eu acho que não aparece essa expressão. Essa seria uma alternativa bem mais literal. Versículo 28 diz assim: "Depois de completar essa tarefa e ter certeza de que eles receberam esse fruto, então receberam esse fruto é que esse depois que esse fruto foi selado, seria uma forma de explicação mais literal". O que é que isso quer dizer? A linguagem de Paulo para completar a tarefa é muito peculiar. O texto grego lê literalmente e tiver selado a eles este fruto. Algumas interpretações. Paulo como arredendatário, entregando fruto ao proprietário. Outra, o fruto sendo todo o seu trabalho entre os gentios, que este presente, que esta coleta irá selar. Outra alternativa, simplesmente que quando eh simplesmente que sendo o celar, o último ato antes de entregar o artigo, ele significa quando o assunto da coleta estiver completo. Existem várias alternativas de interpretação, mas todas elas para esse papel conclusivo do que estava acontecendo no ato de Paulo de levar a coleta que ele reúne a partir dos gentios para os cristãos em Jerusalém. E essa outra realidade eh que Paulo demonstra uma certa segurança, mas que ele também vai falar em mais detalhes nos versículos seguintes. Isso é a última coisa que Paulo fará, ir para Jerusalém, até onde eh Paulo sabia naquele momento em que ele estava escrevendo aquela carta antes de seguir via Roma para Espanha. E no versículo 29, ele tem a tranquila confiança em Deus, não em si mesmo, de que quando vier, a bênção do Messias o acompanhará, como sempre aconteceu até aquele momento. Quanto à viagem à Espanha, nós não sabemos exatamente o que aconteceu quando Paulo tentou entregar o dinheiro em Jerusalém. Aqui ficou a uma informação equivocada. deveria ler quanto à viagem para Jerusalém. Nós não sabemos o que aconteceu exatamente quando Paulo tentou entregar o dinheiro para aquelas pessoas em Jerusalém. Atos que entra em grande detalhe sobre essa visita que Paulo faz à cidade de Jerusalém, eh, não menciona esse dinheiro, exceto como parte do discurso que Paulo faz a festo em Atos capítulo 24 versículo 17. Então, a gente não sabe muito bem como aquelas pessoas, como aqueles santos em Jerusalém receberam esse valor da coleta. E aí nos últimos versículos, Paulo apresenta um pedido de oração que está relacionado a justamente essa viagem que ele faria para Jerusalém antes de seguir para Roma, de passagem para a Espanha. A solenidade do pedido de Paulo chama atenção, porque Paulo é consciente dos perigos que ele enfrenta. Não é simplesmente uma viagem para a amada cidade de Jerusalém, que tem toda a importância pro apóstolo Paulo, como quem faz uma visita aos seus irmãos, à sua família. Paulo, ele é muito consciente que essa viagem carregava muitos perigos. E Paulo conclui com um pedido de oração feito com solene formalidade por nosso Senhor Jesus. do Messias e pelo amor do Espírito. E a oração que aqueles irmãos de Roma deveriam fazer em favor de Paulo nessa viagem para Jerusalém era em si mesmo uma luta. Lutai comigo em oração a Deus em meu favor. O grego sinagonisast moi. Sinagonistas moi transmite a força de ser aliados em combate, não apenas participantes em uma oração tranquila. Então Paulo entendia a tensão envolvida no seu retorno para Jerusalém. Ele era um inimigo do Estado. Ele era o inimigo do povo judeu, conforme os judeus não cristãos que conheciam Paulo diantes da sua conversão e que agora ouviam falar daquilo que Paulo estava fazendo em favor do anúncio desse Messias que ele considerava ser Jesus. E ele sabia que isso poderia trazer consequências muito sérias. Mas apesar de não saber exatamente o que vai acontecer, ele sabe que a missão a que ele se lançou não tem mais volta, não tem mais retorno. Ele não deixaria de levar aquela coleta para Jerusalém. E aí ele tem duas petições específicas: livramento dos incrédulos. Que seja resgatado das mãos dos incrédulos na Judeia. Paulo não tem ilusões quanto a sua reputação como traidor da nação, traidor da lei e traidor do próprio Deus no julgamento daqueles judeus, não cristãos que conheciam Paulo, que estavam relacionados a ele na sua história anterior. E em segundo lugar, eh a sua petição é por um ministério aceitável, que o seu ministério seja aceitável ao povo de Deus, isto é, aos cristãos judeus em Jerusalém. Ele prevê este como um tempo difícil e perigoso. Paulo fala de via Roma depois, quase como se estivesse planejando umas férias para se recuperar. Esse tom de expectativa positiva não é reservada para Jerusalém e sim para Roma. Ele quer vir a eles em alegria pela vontade de Deus e ser renovado com eles e por eles. E é um momento tocante. E nós que sabemos como a história continuou, sabemos que as coisas não se desenrolaram como Paulo esperava, só podemos contemplar com uma admiração a fé e a esperança do homem que planejou e escreveu essas coisas. Paulo era consciente do que poderia acontecer, mas obviamente ele não sabia o que iria acontecer. E mesmo sabendo que entre as coisas que eram plausíveis estavam cenários muito perigosos e que colocavam a sua vida em risco, ainda assim ele escreve com fé e com esperança tudo aquilo que ele coloca aqui nos capítulos e nos versículos finais da carta aos romanos. E o que foi que de fato aconteceu? Paulo não sabia escrever esta carta que sua viagem em Jerusalém, sua viagem a Jerusalém quase lhe custaria a vida e que seriam anos, não semanas, antes que ele finalmente chegasse a Roma. E quando ele chega a Roma, não é da forma como ele estava planejando inicialmente. Por quê? Porque tudo o que Paulo [limpando a garganta] sabia era que havia posto a mão no arado com considerável risco e custo pessoal e que ele não devia voltar atrás. Quais foram os eventos que se desenrolaram? Paulo chega a Jerusalém. Ele é espancado, quase linchado, levado a julgamento perante o sumo sacerdote. Ele é preso e ele é submetido por uma acusação falsa de ter levado um gentil para as áreas proibidas do templo de Jerusalém, coisa que ele não fez, mas ele é preso sobante governadores romanos sucessivos, mantido preso por 2 anos ou até mesmo mais. a cronologia não é tão fechada nesse eh na nos valores e nos anos específicos em que esse processo de prisão inicial de Paulo levou, mas pelo menos ele foi mantido 2 anos nesses [roncando] sucessivos julgamentos dos governadores romanos. E Paulo, como cidadão romano, ele apela para César, era seu direito e ele utiliza esse direito. E ele então precisa ser levado para Roma para ser julgado na capital do império. Ele chega a Roma com escolta armada para ser julgado na capital. Veja o contraste. Paulo sabia que a viagem a Jerusalém ia ser difícil, mas esperava chegar em Roma como um tempo de descanso. A história demora muito mais do que ele imaginava. E quando ele chega em Roma, ele chega preso sob escolta armada para ser julgado na capital. E onde é que fica a Espanha nessa história toda? Não há evidência de que Paulo realmente tenha chegado além de Roma. Apesar de várias possibilidades e tentativas de dizer que ele foi solto, foi a Espanha, depois foi preso de novo, voltou para Roma e então foi executado em Roma. O fato é que nós não temos dados o suficiente para preencher as lacunas dessa maneira e nós não temos razões convincentes para acreditar que Paulo de fato conseguiu chegar na Espanha. Então o que a gente tem é o registro do desejo e dos planos de Paulo, mas não temos qualquer certeza que ele conseguiu chegar lá. O conteúdo principal da carta está completo. O final da carta aos Romanos, os últimos, o último versículo do capítulo 15 e todo o capítulo 16, em especial essa doxologia, essa palavra de louvor que encerra a carta aos Romanos, em especial do versículo 25 até o 27. é uma disputa dessa tradição textual, porque os manuscritos trazem isso em posições diferentes. O conteúdo principal é o mesmo na maior parte dos manuscritos, mas a gente traz aqui alguns detalhes. O conteúdo principal da carta está completo no encerramento de Paulo no capítulo 15. Paulo acrescenta o versículo eh 33 como uma breve bênção, desta vez invocando o Deus da paz e passa para as saudações pessoais. Mas nem todos os escribas deixaram o texto nessa ordem. Um manuscrito muito antigo, o P46. Essa nomenclatura é a identificação de diferentes manuscritos antigos. Então, P46 é um deles. Datada por volta de 200 anos depois de Cristo. Insere a doxologia conclusiva que hoje conhecemos como 16 25 a 27, ou seja, o capítulo que a gente não estudou hoje. Os últimos versículos da carta aos Romanos, conforme está no nosso texto na Bíblia, pelo menos na versão NVI, na maior parte das versões que tem acesso. Desconheço se isso mudou em alguma versão contemporânea. Ele insere a doxologia conclusiva que hoje conhecemos como 16 25 a 27, justamente aqui no final do capítulo 15 de Romanos, antes de continuar com o que nós chamamos de Romanos 1 16 versículo 1 a 23, que são todas aquelas saudações pessoais. E aí tem toda essa questão de será que esse texto realmente é de Paulo? foi uma escriba que colocou aí depois. Isso aí é adição posterior. Enfim, mas muitos estudiosos consideram que esse finalzinho 16 versículo 25 aou 27 é uma adição pós-paulina. Mas esse julgamento é alcançado tanto com base em seu conteúdo quanto em sua localização eh manuscrita notavelmente versátil. Com base na leitura do restante da carta, o conteúdo é confortavelmente paulino. Não existe qualquer incoerência entre aquilo que a gente encontra nesses três versículos finais do capítulo 16 e todo o conteúdo anterior. Além disso, é provável que o que Paulo tivesse escrito uma doxologia adequada, em vez de permitir que a carta terminasse abruptamente com uma breve bênção, como a gente encontra em 1533. De fato, 153 tem um tom conclusivo, mas seria estranho que diante de tudo que Paulo escreveu e todo o desenvolvimento da carta aos Romanos, a única saudação final fosse, como a gente encontra eh no versículo 33. Portanto, a doxologia do capítulo 16 é provavelmente original e originalmente veio a no final da carta e não no final do capítulo 15, que é a ordem que a gente encontra na Bíblia como está hoje. Deslocamentos de manuscritos são facilmente explicados. Escribas confrontados com uma lista de saudações mais longas que o usual. E de fato, capítulo 16 de Romanos. Espero que a próxima aula consiga transmitir. Acredito que vai transmitir isso muito bem. é um capítulo singular na maneira como a gente encontra o restante da correspondência de Paulo, porque é muita saudação, são muitos nomes citados, muitas histórias que estão integradas a esse frutífero ministério do apóstolo Paulo. E aí os escribas se deparando com uma coisa que não era nada habitual de Paulo eh e muito mais longa do que usual, poderiam desejar criar um documento um pouco mais utilizável. Vamos tirar esse negócio que tá aqui no meio da carta entre tudo aquilo que Paulo vinha discutindo e essa doxologia, essa esse essa palavra final de louvor mais elaborada. Vamos tirar todas essas saudações do meio, colocar lá pro fim, trazer essa doxologia aqui mais para perto do capítulo 15, que a coisa vai ficar mais utilizável, a a as partes importantes estarão mais próximas umas das outras. Isso explica porque que existe essa diversidade no posicionamento da doxologia entre diferentes manuscritos. Eh, então eles poderiam desejar criar um documento mais utilizável trazendo a doxologia mais para frente. Esse é um um aspecto secundário, mas que vale a pena eh para aqueles que se aprofundam no livro de Romanos. Porque que tem tanta diversidade nesse finalzinho do texto de Romanos? E a síntese do que a gente tratou aqui eh em Romanos, capítulo 15, versículo 14 até o 33, é o seguinte. Romanos 14 a 33 revela Paulo em um momento de transição apostólica. Ele tá olhando para trás para o marco de missão de Jerusalém ao ir ilírico, olhando pra frente paraa sua passagem em Roma, indo para Espanha e também olhando para baixo para o peso da coleta e os perigos de Jerusalém que ele teria de enfrentar. A carta é uma expressão da parceria que ele eh esperava encontrar. Paulo escreveu: "Não porque a igreja estava em um mau estado, mas para trazer os romanos como parceiros em sua nova fase de trabalho no ocidente. Paulo se apresenta com essa vocação sacerdotal. Paulo se vê como ministro cultual do Messias, como sacerdote cultual do Messias, apresentando o mundo gentil como oferta agradável a Deus. Essa imagem sacrificial deliberada e teologicamente muito rica, muito densa. A coleta como uma expressão de unidade. A coleta para Jerusalém não era apenas alívio ou a pobreza, mas um sinal vital da unidade entre cristãos, judeus e gentios. A mesma unidade que foi convocada eh em Romanos 14:1 até o 15:13. E a postura pessoal de Paulo, essa fé diante do perigo. O pedido de oração de Paulo revela consciência lúcida dos perigos que o aguardam em uma fé e esperança que só podemos contemplar com admiração. Ele tem tranquila confiança em Deus, não em si mesmo, de que quando vier a bênção do Messias, quando vier a bênção do Messias, o acompanhará, como aconteceu em todos os momentos até aqui. Então a gente chega assim ao fim do capítulo 15, é observando um período muito importante do ministério do apóstolo Paulo, a razão pela qual ele escreveu essa carta, a expectativa que ele tinha de relação com aquela igreja e os preparativos para aquilo que Paulo vai tratar nas saudações finais do capítulo 16. E como a gente acabou de colocar também a doxologia na conclusão da carta, tá bom? Bom, pessoal, é isso que eu separei para nossa aula de hoje. Vou conversar aqui um pouquinho com vocês nas mensagens do chat. Desculpa a voz um pouco fanha agora que a aula acabou que eu tô pedindo desculpa, mas voz um pouco fanha que eu tô saindo de uma gripe bem chata aqui, uma virosa, não sei o que que foi. E aí ainda tô com a voz em recuperação. Mas olha, antes de iniciar, o Elin falou que tá acompanhando aqui o Macaros desde o começo, mas algumas aulas do Saião e da SUS estão sem áudio. E aí ele numerou: Elin, obrigado pelo alerta. ou Eli, obrigado pelo alerta. você colocou aqui as aulas, eu vou verificar, mas como eu não tinha recebido qualquer informação sobre isso, eu fiquei um pouco surpreso com a sua mensagem aqui. Vou pedir para vocês que estão assistindo a aula ao vivo, se alguém puder olhar, acredito que ele tá se referindo ao curso ao Macários, ao módulo avançado do de Romano. Se alguém puder olhar se a aula nove realmente está sem áudio, a gente pode até dizer se foi um problema lá na no acesso do Eli ou se tá todo mundo de fato eh com uma aula só com vídeo e sem áudio, tá? Mas vamos ver aqui o que que a gente tem de pergunta e assunto da aula de hoje. Ah, eu cliquei porque eu vi oferta, eu pensei que era coleta que Paulo estava tratando. Depois eu vi que era aqui do Macários. Professor, para quem quer dar uma oferta por agradecimento pelo curso, a melhor opção é pelo site da IBNW, terminando em 25, como foi o Macarios anterior. Exatamente, Sandra. Muito obrigado pela disposição em ajudar eh esse ministério de ensino da IBNU, que tem sido Macários e você pode fazer isso pelo pelo a Pix da IBNU, que é o CNPJ da nossa igreja, com o identificador 25 centavos no final pro pessoal saber que é para isso, tá? Então, Deus abençoe, que esse recurso possa frutificar ainda em muitas outras coisas e bênçãos para quem nos acompanha por aqui. Ah, então é importante nós atualmente sempre nos lembrarmos mutualmente dos ensinamentos de Deus para que nossa fé não enfraqueça. Com certeza, Carla. Eh, muito importante aquilo que Paulo coloca no começo dessa passagem, que parece ser uma obviedade e não é, que é ele escreve essa carta que para muitas pessoas é a principal carta de Paulo e é justificável que muitas pessoas achem que de fato Romanos é o grande ato teológico de Paulo. Isso é um pouco discutível se Romanos é um tratado teológico ou não, mas ninguém deixará de reconhecer o valor, a importância do que Paulo está tratando aqui. Ele começa a passagem que nós estudamos hoje, dizendo: "Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondade e plenamente destruídos, sendo capaz capazes de aconselhar-se uns aos outros." E em algumas outras versões, se eu não me engano, no capítulo um, Paulo fala que ele está escrevendo essas coisas como um lembrete. Então, esse lance de não apenas saber o que é verdade, mas lembrar e retomar aquilo que é o assunto da verdade, da revelação de Deus, é uma parte fundamental para o exercício da nossa fidelidade ao Messias. Não lembrar gera necessariamente uma atitude de afastamento e de enfraquecimento por parte daquele que acredita que simplesmente ter ouvido a mensagem do evangelho uma única vez ou por algum tempo é suficiente, não é? Existe muita coisa que precisa ser retomada e sempre aprofundada algum aspecto não explorado que precisa ser o ponto de partida da palavra de Deus em que o Espírito Santo atuará paraa transformação do nosso coração, né? Paulo falou para quem nunca ouvira sobre Deus. Antes de Abraão, ninguém sabia que Deus era o único verdadeiro. Sim. Não, Carla, de fato. Ah, bom, Paulo está falando em pregar para aqueles que nunca ouviram falar a respeito de Deus, conforme revelado no Messias. O que a gente sabe é que os judeus estavam espalhados pelo pelo Império Romano e existiam aqueles que eram os proséritos, aqueles que eh existiam a a muitos dentro do Império Romano que tinham simpatia pela fé judaica no meio daquela grande confusão que era o panteísmo, eh, o panteão grego e romano, o oferecimento de sacrifício a diferentes divindades, uma ética sexual que provavelmente leva levava pessoas com um pouco mais de sensibilidade, sinceridade na sua busca da verdade, a um esgotamento e uma suspeita de que algo estava errado. Muitas pessoas quando se deparavam com a fé judaica depositavam sua convicção no Deus de Abraão. O anúncio do Deus de Abraão, conforme expresso e revelado na pessoa de Jesus, a mensagem do evangelho é algo que não havia sido pregado nessas localidades que Paulo faz referência aqui em Romanos, tá? Então, eh, a gente de fato encontra a uma, ah, uma algo único na vocação de Paulo e algo inédito naquilo que estava acontecendo por meio do seu ministério. Tá bom? Digo, antes que existissem os judeus, ninguém sabia que era que Deus era o único verdadeiro? Essa é uma história que nós não temos todos os capítulos. Como a gente vê na pregação de Paulo em Atos capítulo 17, ele faz referência ao Deus desconhecido no meio de toda aquela busca incessante dos gregos pelas divindades que deveriam ser adoradas, a ira que deveria ser atacada, os sacrifícios que deveriam ser oferecidos. Eh, existe essa abertura paraa realidade de que talvez exista um Deus verdadeiro que mude completamente o cenário. E é essa a porta que Paulo utiliza para a sua fala. Ali em Atos capítulo 17, a gente também tem a história de Melquiz Melquizede em Gênesis, que é tratado como um sacerdote do Deus Altíssimo, que não fazia parte do povo hebreu, que não era judeu. E é o ponto de partida para o que Hebreus vai chamar de sacerdócio de Jesus Cristo, segundo a linhagem de Melquizedeque. Então, a gente não tem como fazer essa afirmação de maneira tão categórica, ainda que a gente saiba que é por meio da pregação do evangelho que essa o conhecimento da verdade foi dado a foi derramado com graça e na sua plenitude para todos os povos. Mas isso não significa que Deus não agiu de forma particular na história dos povos para se dar a conhecer a esses povos, tá? Eh, o que a gente sabe é que o plano de Deus é que esse conhecimento fosse alcançado por meio da pessoa de Jesus Cristo e a pregação do evangelho era o aspecto central dessa missão. Ah, verifiquei as aulas e aqui para mim o áudio está funcionando normal em todas as aulas que você apontou. A Lubnética afirmou aqui, tá? Eh, seria algum problema de configuração dos seus dispositivos? Pode ser navegador, pode ser configuração dos dispositivos. O fato é que se uma pessoa conseguiu ouvir o áudio, é porque o áudio está disponível. Então, aqueles que não conseguiram ouvir, precisam ver aí como é que tá eh o acesso a essas aulas. Então é um pouco mais tranquilizador pra gente saber que a gente não perdeu o áudio. Bom, pessoal, muito obrigado pelas perguntas que foram eh colocadas aqui no chat sobre o conteúdo da nossa aula de hoje. Também essa questão aí que a gente resolveu sobre a as aulas anteriores. Bom que você mais uma vez acompanhou a gente até aqui, que esse conteúdo está disponível para você que não pôde assistir todas as aulas, mas pode maratonar agora, volta lá pro comecinho do nosso módulo. E nós convidamos você paraa conclusão do nosso módulo avançado de Romanos que acontece depois de amanhã, quinta-feira, então dia 28 de maio de 2026, a gente vai concluir essa etapa. E você que eh chegou até esse momento aqui acompanhando, assistindo todas as aulas desse módulo, saiba que a gente não vai parar nesse módulo. A gente vai a partir da semana que vem começar um novo módulo. Esse ano a gente iniciou pela parte de Bíblia, estudando o livro de Romanos. O próximo módulo vai ser de doutrina. Então, semana que vem a gente vai começar um novo módulo eh ligado à teologia sistemática. E vocês que acompanham o Macários podem aguardar aí a divulgação das informações, que muito em breve a gente vai poder dar detalhes do que é que a gente vai fazer nos próximos três meses. Deus abençoe vocês. Uma boa noite, um bom uma boa semana e a gente espera vocês no nosso próximo encontro. Ciao. Ciao.