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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos | A. 25 | Planos para viagens de Paulo (Rm 15.14-33) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 25 | Planos para viagens de Paulo  (Rm 15.14-33) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 25 | Planos para viagens de Paulo (Rm 15.14-33) | Ákilla Nascimento

Planos para viagens de Paulo
Rm 15.14-33
Ákilla Nascimento

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Muito boa noite para todo mundo que já
chegou aqui paraa nossa aula do curso de
teologia Macários, o curso de teologia
promovido pela Igreja Batista Nações
Unidas e que tem o prazer de estar quase
concluindo mais um módulo do nosso curso
que já acumula quatro módulos. Hoje é a
nossa 25ª aula do módulo avançado de
Romanos. Eh, concluiremos o capítulo 15
de Romanos hoje, se Deus permitir. E na
quinta-feira nós vamos concluir a carta
de Paulo aos Romanos. Então, a gente vai
chegar ao ponto final desse módulo que
iniciou em março e estará sendo
concluído na próxima quinta-feira, final
de maio. Por isso, a gente parabeniza a
todo mundo que tá acompanhando a os
nossos encontros, as nossas aulas desde
o início desse módulo. A sua presença
aqui até o final é uma demonstração
concreta da perseverança dos santos. Só
os eleitos chegaram até aqui. Perdoem aí
os armenianos. Mas a gente fica muito
feliz de poder ver que várias pessoas
que iniciaram o curso com a gente
continuam caminhando conosco até o fim.
Sempre acontece de termos mais audiência
no começo e menos audiência no final. é
uma curva um pouco natural, mas o que
nos importa é que aqueles que assistiram
um pouco do curso foram, espero eu,
abençoados naquilo que puderam
acompanhar. E vocês que estão chegando
até o fim são aqueles que colherão os
frutos mais maduros dessa longa
semeadora, né? Então, mais uma vez, boa
noite para todo mundo. Boa noite aí pro
Eli ou Elim, não sei ao certo qual que é
o o nome. A Elisa, a Sandra, o Samuel, a
Ana Flora, o Fred, a Sandra, eu acho que
eu já tinha dado, é, já tinha dado. Boa
noite, sim. o Paulo, a Carla, o Manuel,
a Fernanda, todo mundo que já deu seu
boa noite aí. Então, muito bom
acompanhar vocês, a Tita também lá de
Itabu na Bahia. Muito bom acompanhar
vocês com a gente aqui para nossa aula
de hoje que vai tratar de Romanos,
capítulo 15, versículos 14 até o 33.
Vamos lá pro texto de hoje. Depois da
leitura, eu vou compartilhar aqui
eh
os slides, a nossa apresentação da aula
de hoje. Romanos 15, versículo 14 em
diante. Meus irmãos, eu mesmo estou
convencido de que vocês estão cheios de
bondade e plenamente instruídos, sendo
capazes de aconselhar-se uns aos outros.
A respeito de alguns assuntos, eu lhes
escrevi com toda franqueza, uma tradução
um pouco mais literal seria com toda
ousadia, principalmente para fazê-los
lembrar-se novamente deles por causa da
graça que Deus me deu de ser um ministro
de Cristo Jesus para os gentios, com o
dever sacerdotal de proclamar o
evangelho de Deus, para que os gentios
se tornem uma oferta aceitável a Deus,
santificados pelo Espírito Santo.
Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus,
sem meu serviço a Deus.
Ou uma outra tradução pro versículo 17.
Portanto, eu me orgulho em Cristo Jesus,
em meu serviço a Deus. Não me atrevo a
falar de nada, exceto daquilo que Cristo
realizou por meu intermédio em palavras
e em ação, a fim de levar os gentios a
obedecerem a Deus pelo poder de sinais e
maravilhas, e por meio do poder do
Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém
e arredores até o ilírico, proclamei
plenamente o evangelho de Cristo. Sempre
fiz questão de pregar o evangelho onde
Cristo ainda não era conhecido, de forma
que não estivesse edificando sobre
alicerce de outro. Mas antes, como está
escrito, hão de vê-lo aqueles que não
tinham ouvido falar dele e o entenderão
aqueles que não haviam escutado. É por
isso que muitas vezes foi impedido de
chegar até vocês. Agora,
não havendo nestas reuniões, nessas
regiões, perdão, nenhum lugar em que
precise trabalhar, e visto que há muitos
anos anseio vê-los, planejo fazê-lo
quando for a Espanha. Espero visitá-los
de passagem e dar-lhes a oportunidade de
me ajudarem em minha viagem para lá,
depois de ter desfrutado um pouco da
companhia de vocês. Agora, porém, estou
de partida para Jerusalém a serviço dos
santos, pois a Macedônia e a Acaia
tiveram a alegria de contribuir para os
pobres dentre os santos de Jerusalém.
tiveram prazer nisso e de fato, são
devedores aos santos de Jerusalém, pois
seus gentios participaram das bênçãos
espirituais dos judeus, devem também
servir aos judeus com seus bens
materiais.
Assim, depois de completar essa tarefa e
de ter a certeza de que eles receberam
esse fruto, irei à Espanha e visitarei
vocês de passagem. Sei que quando for
visitá-los, irei na plenitude da bênção
de Cristo. Recomendo-lhes, irmãos, por
nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor
do Espírito, que se unam a mim em minha
luta, orando a Deus em meu favor. Orem
para que eu esteja livre dos descrentes
da Judeia e que o meu serviço em
Jerusalém seja aceitável aos santos, de
forma que, pela vontade de Deus, eu os
visite com alegria e juntamente com você
desfrute de um período de refrigério. O
Deus da paz seja com todos vocês. Amém.
Vou tirar aqui o texto da tela e pedir
só um segundo para projetar a nossa
apresentação de hoje, que deve estar
aqui, se não saiu do lugar, tá aqui
direitinho. Beleza, entrou aí a nossa
apresentação de hoje que vai falar sobre
os planos para viagens de Paulo, nossa
25ª aula aqui desse módulo. Que que
acontece? Se você retomar a aula 24,
você vai perceber que Paulo conclui o
versículo 13, essa longa sessão de
Romanos, que inicia em 14, versículo 1,
e termina em 15, versículo 13, com a
citação de vários textos do Antigo
Testamento. A gente encontra a citação
do Salmo 18, Deuteronômio 32, Salmo 117
e Isaías capítulo 11. Tudo isso entre
Romanos capítulo 15 versículo 9 até o
versículo 12 do capítulo 15. Logo depois
ele tem uma fala de transição que o Deus
da esperança os encha de toda alegria e
paz por sua confiança nele para que
vocês transbordem de esperança pelo
poder do Espírito Santo. E aqui ele
chega à conclusão de um argumento de
fôlego que ele vinha desenvolvendo desde
o começo do capítulo 14. E aí depois
desse tom bastante exaltado, como a
gente coloca aqui no slide, era de se
esperar que ele mudasse a bastante assim
a o ritmo da prosa. E não é exatamente
isso que acontece, apesar eh após esse
tom exaltado e o conteúdo denso e
dinâmico da carta até aqui, nós
esperaríamos, chegando já ao fim da
correspondência, um tom mais suave e
pastoral de Paulo. E Paulo permanece ele
mesmo. Mesmo em um modo um pouco mais
relaxado, ele ainda apela às escrituras
e ainda teste a sua prosa de uma forma
que é característica de todos os
escritos de Paulo, quer ser muito
compacta e muito alusiva, completamente
interpretativa das passagens do Antigo
Testamento como fundamento para a
compreensão do que aconteceu em Jesus,
das consequências desse evangelho para
os gentios, já que essa é a vocação
particular de Paulo e como isso impacta
os planos que eles que ele tem para as
viagens. futuras, inclusive passando
pela cidade de Roma. E essa passagem,
ela tem uma eh ela tem um significado
todo especial, porque é uma das mais
longas discussões em que Paulo oferece
em qualquer lugar de todos os escritos
dele ou sobre ele, eh em que ele fala
sobre como ele concebe o seu trabalho
apostólico e por ele tomou as decisões
que tomou, com exceção da segunda carta
aos Coríntios, que trata desse assunto
na carta como um todo, mas olhando para
uma fala específica.
de Paulo dentro de um contexto mais
variado. Essa passagem é muito
reveladora sobre como Paulo enxerga o
próprio apostolado e como ele tomou as
decisões que tomou. A passagem que vai
do versículo 14 até o 33 aqui do
capítulo 15 é dividida em duas partes
principais. cada uma dessas partes
principais subdividida em outras duas
partes. Então, a gente tem aí o número
um e dois com essa primeira parte maior,
três e quatro constituindo a segunda
parte e cada uma delas detalhadas
segundo os temas que a gente apresenta
para vocês. Versículo 14 até o 21, ele
fala sobre o trabalho apostólico recente
que ele vinha fazendo nos últimos anos,
a explicação do trabalho recente como
razão para ele escrever aquela carta.
versículo 22 ao 24 fala dos planos de
Paulo para Roma e Espanha. A intenção
dele de visitar Roma, mas na verdade
seguir pra região da Espanha. Versículo
25 a 29 fala sobre essa coleta que ele
está levando para os santos de
Jerusalém, para os pobres santos de
Jerusalém. Santos significa nesse
contexto os irmãos em Cristo que estão
em Jerusalém e que passam nessa cidade.
E os últimos quatro versículos do 30 ao
33, esse pedido de oração, a solicitação
solene de intercessão diante dos perigos
que se aproximam. O que que a gente
percebe na fala de Paulo? Às vezes se
sugere que Paulo escreveu a Roma por
haver sérios problemas doutrinários na
igreja, considerando que essa é uma
carta fortemente doutrinária e que ele
vai muito fundo aqui na carta aos
romanos, como em nenhum outro contexto,
em questões como justificação pela fé,
relação entre judeus e gentios.
A gente acabou de ver o capítulo 14, que
a carne que deve ser consumida ou não,
dias sagrados ou não. Então, para muitas
pessoas, a motivação para Paulo escrever
a carta aos Romanos foi justamente esses
problemas doutrinários da igreja, que,
por exemplo, não havia uma real
compreensão naquela comunidade sobre a
justificação pela fé. Contudo, não há
razão para supor que um versículo como
esse que a gente encontra aqui no
versículo 14, meus irmãos, eu mesmo
estou convencido de que vocês estão
cheios da bondade e plenamente
instruídos, sendo capazes de
aconselhar-se uns aos outros. Não há
razão para supor que um versículo como
esse não seja sincero. Paulo realmente
considerava que aquela comunidade tinham
pessoas que conhecia a realidade do
evangelho, conforme a pregação que Paulo
já vinha fazendo há anos. Paulo escreve
no contexto de maturidade do seu
ministério aqui, eh, e que eles tinham
capacidade de explicar muitas coisas que
o próprio Paulo explicou nessa carta.
Paulo conhece vários cristãos em Roma e
está confiante de que estão no caminho
certo. São pessoas de bom coração, bem
instruídas e capazes de ensinar uns aos
outros. Quem são essas pessoas? Próxima
aula, conclusão do nosso curso. Vai
falar sobre a longa lista de saudações
que Paulo coloca no último capítulo da
sua carta. Claro que último capítulo da
forma como nós organizamos a carta aos
Romanos, não como o próprio Paulo eh
numerou as partes da carta, né?
Então, o que a gente percebe é a
motivação principal da escrita não é
deficiência da igreja em Roma. Paulo não
precisou escrever porque a igreja estava
em um mau estado, mas porque sua vocação
apostólica exigia que sua nova fase de
trabalho, que na sua nova fase de
trabalho eles fossem trazidos como
parceiros, que aquela igreja em Roma
fosse parceira dessa nova missão que
Paulo estava se lançando a fazer na
região da Espanha. Essa era uma parceria
necessária para que a igreja romana
apoiasse Paulo em seu trabalho no
Mediterrâneo Oental. Era vital que eles
compreendessem a dinâmica interna e a
perspectiva do evangelho como ele o
anuncia. E é muito importante perceber
como o mesmo evangelho também havia sido
anunciado por outras pessoas e outros
grupos de uma perspectiva diferente do
que Paulo estava fazendo. Basta ler a
carta aos Gálatas para ganhar um pouco
mais de contorno e contexto dessas
disputas que existiam nas pequenas
comunidades cristãs em perspectivas
diferentes da pregação do evangelho. E
em último lugar para esse versículo 14,
a integridade preservada. Isso não quer
dizer que não havia problemas potenciais
na igreja romana. A gente sabe que
existia, como, por exemplo, Romanos,
capítulo 11, versículo 11 ao 32, questão
da oliveira brava e da oliveira eh
natural.
Ah,
e aquilo que a gente encontra aqui em
Romanos 14 do eh versículo 1 até o a
capítulo 15, versículo 13, que é
justamente a questão daqueles que
acreditam que podiam comer todas as
coisas, aqueles que acreditavam que era
necessário comer apenas vegetais,
daqueles que julgavam alguns dias mais
especiais do que outros e aqueles que
julgavam todos os dias como iguais. É
discussão sobre os fortes e fracos na
fé. Mas a questão é que Paulo não
considera esses problemas como
comprometendo
a integridade e a maturidade básica da
igreja como um todo. que a gente vê logo
na sequência, versículos 15 e 17, essa
apresentação do ministério sacerdotal de
Paulo numa linguagem ctica, numa
linguagem de da oferta de sacrifícios,
conforme nós encontramos em mais
detalhes no Levítico, aplicado agora ao
ministério que Paulo tem entre os
gentios. Paulo descreve a carta como um
lembrete escrito com certa ousadia.
afirmação que nenhum leitor de Romanos
contestará. Ele invoca a sua vocação
única pela graça de Deus para explicar o
que é que ele tem feito nos últimos
anos. Nem sempre isso daqui é muito
claro, mas eu gostaria que você
repensasse a maneira como Paulo era
visto por muitos cristãos, por muitos
judeus, cristãos e não cristãos, e por
muitos gentios, cristãos e não cristãos
do primeiro século. Paulo era uma figura
estranha no mundo antigo. era um judeu
errante que falava, argumentava, sofria,
orava, celebrava, fazia tendas, viajava,
persuadia, chorava, sempre falando de
Deus e do Messias, do Jesus como Senhor
e da ressurreição dos mortos. era como
um filósofo itinerante, mas sem uma
mensagem, mas com uma mensagem, perdão,
completamente diferente, única e
incomparável aos filósofos itinerantes
que aqueles habitantes de cidade como
Corinto de Éfeso, estavam acostumados a
ouvir,
eh, como um apologista ou um apologeta
judeu, mas as comunidades que fundou e E
a mensagem que trouxe, embora saturadas
das escrituras judaicas do início ao
fim, eram algo que nenhum judeu havia
ouvido. Aqui saiu uma palavra eh
equivocada, que nenhum judeu havia
conhecido, ouvido falar anteriormente.
Então, Paulo parecia ser mais ou menos
como esse filósofo itinerante, mas isso
não era comum dos judeus e ele era
claramente eh devedor e completamente
fundamentado nas escrituras judaicas.
fazia isso de forma intensa, hora
passando um dia aqui, hora parando por
um ano inteiro ali. E fazia isso de uma
maneira muito peculiar, trazendo uma
mensagem sem paralelo com aquilo que os
outros pregadores, filósofos,
itinerantes, trouxeram para essas
regiões do Império Romano. Então, é
muito plausível que mesmo para cristãos
do primeiro século que já tinham ouvido
falar alguma coisa de Paulo, ele fosse
uma figura bastante peculiar. E Paulo
explica então a maneira como ele enxerga
o seu ministério, não apenas de anúncio
do evangelho de forma geral, mas o
anúncio do evangelho aos gentios de
maneira particular. A explicação de
Paulo é marcante. Ele tem sido um
ministro cultual do Messias com
responsabilidade
especial pelo mundo gentil. Ministro
cultual também poderia ser trazido como
um sacerdote cultual, aquela figura do
Antigo Testamento responsável pela
apresentação dos sacrifícios que o povo
de Israel deveria trazer ao tabernáculo,
no período em que eles estavam no
deserto ou ao templo de Jerusalém depois
da construção concluída por Salomão. É
mais ou menos a essa figura. Na verdade,
é exatamente a essa figura que Paulo
está remetendo
a si mesmo quando ele explica aquilo que
é a sua função apostólica. Ele tem
trabalhado no serviço sacerdotal do
evangelho de Deus. E qual era a sua
tarefa? Garantir que quando as ofertas
sacrificiais
fossem apresentadas a Deus, as ofertas
que consistem precisamente no próprio
mundo gentil. Para Paulo, o mundo gentil
era uma oferta que deveria ser
apresentada a Deus. Ele trabalhava para
que quando isso acontecesse,
essas ofertas fossem agradáveis a Deus
por terem sido santificadas pelo
Espírito Santo. Paulo se vê como esse
sacerdote que está reunindo, preparando
a oferta que deveria ser apresentada
diante do altar de Deus, na expectativa
que o próprio Espírito Santo
santificasse os gentios. Este súbito
fluxo de imagens sacrificiais e cultuais
dificilmente é acidental. Paulo está a
caminho de Jerusalém para trazer um
presente de dinheiro altamente
significativo. E o pensamento de subir
ao templo como um judeu da diáspora em
peregrinação, como era a realidade da
maior parte dos judeus do primeiro
século, está claramente na mente de
Paulo. Quando a gente prossegue um pouco
mais pros versículos 18 a 21, a gente vê
esse panorama daquilo que Paulo já havia
realizado, do Evangelho de Jerusalém ao
ilírico. Paulo explica o que o Messias
realizou através dele por meio de um
duplo negativo oblíquo. Não ousarei
falar de nada que o Messias não tenha
realizado através de mim. ele menciona
eh rapidamente os vários meios e e
provavelmente essa expressão um pouco
complicada do duplo negativo oblíquo, é
apenas uma força expressiva que Paulo
utiliza para dizer: "Eu estou falando
para vocês aquilo que é completamente
verdade. Não ouso falar qualquer coisa
que não tenha acontecido por meio do meu
trabalho através da ação do Espírito
Santo."
Ele menciona rapidamente os vários meios
pelos quais esse trabalho foi realizado.
Palavra e obra, o poder de sinais e
maravilhas e o poder do espírito de Deus
que dificilmente poderia ser eh separado
justamente das outras formas de trabalho
que ele acabou de mencionar. A palavra,
a obra, o poder de sinais e maravilhas.
Na verdade, é nisso que consiste o
trabalho que o Espírito de Deus havia
realizado, vinha realizando por meio do
apóstolo Paulo. Paulo claramente
pressupõe que obras poderosas,
particularmente curas, faziam parte de
seu ministério evangelístico. Ele não
enfatiza isso em muitos momentos de sua
carta, mas aqui ele coloca isso como uma
das maneiras pelas quais Deus havia
manifestado o seu poder, o poder do
espírito para alcançar os gentios por
meio do ministério de Paulo. E ele traça
esse arco geográfico. A afirmação de
Paulo é de fato extraordinária.
Anunciar o Evangelho do Messias em um
longo arco que vai de Jerusalém, no
Sudeste. A gente não tá com o mapa aqui.
É, a gente, infelizmente, eu comei um um
mapa aqui, mas você pode pegar um mapa,
seja no final da sua Bíblia, seja
procurando no Google do mundo, do
império romano na época de Paulo. E você
vai ver que Jerusalém tá no sudeste
dessa região até o ilírico, que é essa
costa balcânica oposta à Itália. Se você
olhar hoje paraa Itália, você vai ver o
mar Adriático. Então tá do outro lado do
Mar Adriático em relação à Itália, que
está lá no noroeste do Império Romano. E
nós não temos qualquer registro de Paulo
chegando a essa região, tanto em Atos
quanto em qualquer uma de das outras
cartas que nós temos acesso do apóstolo
Paulo. Mas o arco descrito por todo esse
trabalho de Paulo é algo impressionante.
a enorme amplitude
geográfica que ele poôde alcançar indo
para regiões como Antioquia, Éfeso,
Corinto, Filipos e todas as outras
cidades, conforme mencionado no livro de
Atos. E mais, porque como a gente está
percebendo aqui, existem várias ocasiões
e situações de trabalho do ministério de
Paulo que não foram contempladas no
relato de Lucas, no livro de Atos.
E é de fato uma conquista muito
expressiva. Antes de Paulo começar, nem
a Ásia Menor, nem a Grécia haviam ouvido
falar de Jesus de Nazaré. Ao escrever
esta carta, havia pequenas comunidades
por toda aquela parte do império de
César. Considerando que Paulo já escreve
isso num momento bastante maduro do seu
ministério, vários anos em que ele havia
feito as suas três viagens missionárias.
eh
mostra pra gente que depois de todo esse
trabalho já havia em toda aquela parte
do império de César, incluindo muitos
centros do novo culto imperial,
comunidades cristãs nas quais Jesus era
celebrado como Messias ressurreto, o
verdadeiro Senhor do mundo. E a gente
percebe não apenas aqui na citação
indireta que Paulo faz, na verdade na
citação direta que Paulo faz, no
versículo 21, uma citação de Isaías,
capítulo 52,
do 13 ao 15. E também, na verdade, a
nota de rodapé e da NVI traz pra gente
que o texto citado é Isaías 52,
versículo, não é? 52, versículo 15.
Perdão. Eu pensei que havia uma
inconsistência entre o que eu coloquei
no slide e o que estava aqui na nota de
rodapé. Mas essa citação que Paulo faz
de Isaías capítulo 52 mostra pra gente
como esse trecho que vai de Isaías 40
até Isaías 55, os cânticos do servo, era
fundacional para compreensão de Paulo do
que Jesus havia feito, o paradigma que
deveria ser estabelecido, o que foi
estabelecido ali para todos os apóstolos
e Paulo incluso. E a maneira como os
próprios cristãos, gentius e judeus,
deveriam se entender nessa nova
comunidade. Entender Isaías 40 a 55 era
fundamental. O ponto pode ser expresso
em termos do tema do servo eh de Isaías,
que Paulo já utilizou na carta, por
exemplo, no capítulo 10, mas também no
capítulo 14, claramente. E aqui no
capítulo 15. Isaías 52:13 a 15 fala do
servo sendo anunciado diante das nações
e reis, surpreendendo-os com a estranha
mensagem, efeito que Paulo já viu onde
quer que ele tenha ido e também o efeito
positivo de que muitos nesses lugares
creram na mensagem do evangelho. E agora
Paulo então torna explícito e aquilo que
era o motivo e o objetivo desde o começo
quando ele escreve essa carta, que é ele
está indo ou planejando uma viagem para
a Espanha via a capital do Império
Romano, via a cidade de Roma e também a
comunidade cristã que se reunia em Roma.
E assim a Espanha, esta proposta
certamente seria uma surpresa para
aqueles que leram essa carta
inicialmente. Todos os caminhos levavam
a Roma e a igreja lá poderia muito bem
ter suposto que agora que Paulo já
chegou a grande capital, já fez tanta
coisa, ele ficaria satisfeito em se
estabelecer e realizar o restante do seu
ministério na grande cidade, que era a
capital do mundo, como os próprios
romanos a enxergavam. Mas Paulo tem os
olhos em um alvo diferente. Os profetas,
em cujas obras ele se havia impregnado,
falavam das ilhas e costas distantes,
vindo a ouvir do único Deus, de seu
verdadeiro Senhor. Como a gente já
colocou o profeta Isaías, não só os
cânticos do servo, que vai de 40, 55,
mas várias outras passagens fazem alusão
a isso. Como você pode ver, tirando
Isaías capítulo 11, todas as outras
passagens estão nesse texto, nesse
trecho que vai do 40 até o 55. Paulo,
como cidadão romano, uma questão
logística relevante para nossa
observação aqui, podia usar sua
cidadania como auxílio para viajar
dentro do Império Romano. Sua estratégia
aparente era levar o evangelho a pontos
centrais e deixá-lo fazer seu trabalho.
A partir daí, o próximo passo lógico era
completar todo o circuito do lado norte
do Mediterrâneo. começa na região ali da
Judeia. Apesar de Atos nos relatar que
Antioquia é a base inicial do trabalho
de Paulo, ele faz esse desenho
geográfico, ao meu ver, mas por um
critério de coesão geográfica. Então ele
começa em Jerusalém passando por toda a
região da Ásia Menor. Ele também eh
entra na Europa, ele fala na Grécia, ele
chega na região do ilírico, ele agora
está olhando para toda a parte norte e a
região oeste do Mar Mediterrâneo. E
quando ele fala sobre esse objetivo de
seguir paraa Espanha através da cidade
de Roma, a gente percebe quatro pontos
fundamentais na fala de Paulo. Primeiro,
a explicação dele em dizer porque que
ele demorou tanto ou porque ele eh tem
demorado tanto, uma vez que ele não
estava em Roma, obviamente quando ele
escreve essa carta, mas expressa o
desejo de passar por ali.
E a razão é muito simples. Paulo vem
trabalhando incansavelmente nesse grande
eh contexto da Ásia Menor, da Grécia, a
Europa, anunciando o evangelho e por
isso ele precisou demorar muito mais do
que ele gostaria para alcançar todos
esses lugares antes de poder chegar na
cidade de Roma. Em segundo lugar, missão
cumprida no leste. Os seus objetivos
para o Mediterrâneo oriental foram
cumpridos. Não há mais espaço para novo
trabalho ali. Terceiro lugar, Roma era
vista por Paulo como uma base para a
missão que ele faria na Espanha. Ele
pretende fazer de Roma sua base para
operações até a Espanha, sem impor
autoridade apostólica sobre a igreja.
Isso está relacionado com o ponto que a
gente trouxe dois slides antes, que é
Paulo, ele se justifica naquilo que ele
vinha fazendo, a maneira como ele
enxergava o evangelho e aquilo que ele
pretendia fazer no futuro, a fim de
conquistar não apenas a simpatia, mas o
apoio daquela igreja em Roma, porque ele
entende que aquilo que ele vinha fazendo
nem sempre poderia ser plenamente
compreendido por todos os cristãos e que
quando ele está falando com uma igreja
que ele não plantou e que ele nunca
havia visitado presencialmente, ele não
desejava exigir o apoio daquela
comunidade simplesmente pela força da
autoridade apostólica que a princípio
ele poderia recorrer, que ele poderia
utilizar como argumento. Mas não é esse
o caminho que Paulo toma aqui na carta
aos Romanos. E em quarto lugar, o seu
desejo de ser renovado. Ele espera ser
renovado na companhia deles por um tempo
antes de seguir adiante. E Paulo então
fala nos versículos seguintes 25 a 27
sobre essa coleta para os santos
Jerusalém. O que que era a coleta? Paulo
havia organizado uma coleta de dinheiro
em todas as igrejas do mundo grego para
levar a pobre igreja em Jerusalém. Os
santos, como ele chama nos versículos 25
e 26.
A Galácia, Macedônia e a Acaia
contribuíram generosamente. E esse é um
processo visível que a gente inclusive
encontra alguns detalhes delicados,
mostrando como foi uma ação delicada da
parte de Paulo, conforme o comentário de
Paulo sobre esse ato em Primeira
Coríntios 16 1 a 4 e especialmente
segunda Coríntios 8:9.
Provavelmente isso que Paulo está
fazendo meio do mundo gentílico, em
especial nessa região ah da Grécia,
é um cumprimento, uma fidelidade de
Paulo aquilo que foi pedido por aqueles
que permaneceram em Jerusalém, que a
gente encontra no capítulo 2 do livro de
Gálatas, naquele concílio de Jerusalém,
que ele participa junto com Barnabé. E
no final daquela conversa, os líderes de
Jerusalém pediram que Paulo e Barnabé se
lembrassem dos pobres. E fica claro que
já era uma referência à dificuldade
financeira que aqueles em especial que
Jerusalém ou estavam passando, ou uma
referência também a uma realidade mais
ampla que veio a alcançar a situação dos
cristãos que permaneceram em Jerusalém.
E isso que está envolvido nessa coleta
tem um significado teológico muito
profundo. A coleta foi motivada por
muito mais do que o simples desejo de
aliviar a pobreza, ainda que aliviar a
pobreza seja um motivo mais do que
suficiente paraa realização da coleta.
Paulo via essa coleta como parte de uma
ação recíproca entre judeus e gentius, a
ser compreendida compreendida no mapa
maior esboçado em Romanos. capítulo 3 e
4, 9, 11 e 14 15. Essa questão dessa
relação de reciprocidade que existia
entre judeus e gentios, que se tornaram
um só povo em Jesus, no Messias, tem
toda a relevância em Romanos. E por isso
a citação dessa coleta aqui no final do
livro de Romanos ganha um significado
todo especial, ganha um peso muito
maior. Os cristãos gentius, afirma
Paulo, estão em dívida com os judeus.
Vieram a participar de suas bênçãos
espirituais. Portanto, é justo que eles
ministrem a eles em coisas materiais,
usando eh leiorgesai,
cognato da linguagem sacerdotal que
Paulo usou sobre si mesmo no versículo
16, quando ele explica o caráter do seu
ministério. Então, isso que Paulo faz em
favor dos gentios é aquilo que os
gentios também devem fazer em favor dos
seus irmãos judeus e que são irmãos na
fé em Cristo Jesus. A coleta foi
projetada para realizar mutatis mutantes
a mesma coisa que Paulo havia convocado,
urgido os seus irmãos em 141 e 15 a
fazer para os gentios darem dinheiro
para os cristãos judeus. Era sinal de
que os gentios consideravam os judeus,
cristãos judeus, membros da mesma
família. Para os cristãos judeus,
aceitar esse dinheiro seria sinal de
que, por sua vez, eles aceitavam os
gentios como parte de sua família. E aí
a gente chega já próximo ao final dessa
passagem, versículo 28 e 29, eh que
Paulo usa uma expressão muito curiosa,
que é selar o fruto e a outra
mais explícita, partir para Roma.
O que é que Paulo quer dizer com selar o
fruto? Na verdade, aqui na NVI, eu acho
que não aparece essa expressão. Essa
seria uma alternativa bem mais literal.
Versículo 28 diz assim: "Depois de
completar essa tarefa e ter certeza de
que eles receberam esse fruto, então
receberam esse fruto é que esse depois
que esse fruto foi selado, seria uma
forma de explicação mais
literal". O que é que isso quer dizer? A
linguagem de Paulo para completar a
tarefa é muito peculiar. O texto grego
lê literalmente e tiver selado a eles
este fruto. Algumas interpretações.
Paulo como arredendatário, entregando
fruto ao proprietário.
Outra, o fruto sendo todo o seu trabalho
entre os gentios, que este presente, que
esta coleta irá selar. Outra
alternativa, simplesmente que quando eh
simplesmente que sendo o celar, o último
ato antes de entregar o artigo, ele
significa quando o assunto da coleta
estiver completo. Existem várias
alternativas de interpretação, mas todas
elas para esse papel conclusivo do que
estava acontecendo no ato de Paulo de
levar a coleta que ele reúne a partir
dos gentios para os cristãos em
Jerusalém. E essa outra realidade eh que
Paulo demonstra uma certa segurança, mas
que ele também vai falar em mais
detalhes nos versículos seguintes. Isso
é a última coisa que Paulo fará, ir para
Jerusalém, até onde eh Paulo sabia
naquele momento em que ele estava
escrevendo aquela carta antes de seguir
via Roma para Espanha. E no versículo
29, ele tem a tranquila confiança em
Deus, não em si mesmo, de que quando
vier, a bênção do Messias o acompanhará,
como sempre aconteceu até aquele
momento. Quanto à viagem à Espanha, nós
não sabemos exatamente o que aconteceu
quando Paulo tentou entregar o dinheiro
em Jerusalém. Aqui ficou a uma
informação equivocada. deveria ler
quanto à viagem para Jerusalém. Nós não
sabemos o que aconteceu exatamente
quando Paulo
tentou entregar o dinheiro para aquelas
pessoas em Jerusalém. Atos que entra em
grande detalhe sobre essa visita que
Paulo faz à cidade de Jerusalém, eh, não
menciona esse dinheiro, exceto como
parte do discurso que Paulo faz a festo
em Atos capítulo 24 versículo 17. Então,
a gente não sabe muito bem como aquelas
pessoas, como aqueles santos em
Jerusalém receberam esse valor da
coleta.
E aí nos últimos versículos, Paulo
apresenta um pedido de oração que está
relacionado a justamente essa viagem que
ele faria para Jerusalém antes de seguir
para Roma, de passagem para a Espanha.
A solenidade do pedido de Paulo chama
atenção, porque Paulo é consciente dos
perigos que ele enfrenta. Não é
simplesmente uma viagem para a amada
cidade de Jerusalém, que tem toda a
importância pro apóstolo Paulo, como
quem faz uma visita aos seus irmãos, à
sua família. Paulo, ele é muito
consciente que essa viagem carregava
muitos perigos. E Paulo conclui com um
pedido de oração feito com solene
formalidade por nosso Senhor Jesus. do
Messias e pelo amor do Espírito. E a
oração que aqueles irmãos de Roma
deveriam fazer em favor de Paulo nessa
viagem para Jerusalém era em si mesmo
uma luta. Lutai comigo em oração a Deus
em meu favor. O grego sinagonisast
moi. Sinagonistas moi transmite a força
de ser aliados em combate, não apenas
participantes em uma oração tranquila.
Então Paulo entendia a tensão envolvida
no seu retorno para Jerusalém. Ele era
um inimigo do Estado. Ele era o inimigo
do povo judeu, conforme os judeus não
cristãos que conheciam Paulo diantes da
sua conversão e que agora ouviam falar
daquilo que Paulo estava fazendo em
favor do anúncio desse Messias que ele
considerava ser Jesus. E ele sabia que
isso poderia trazer consequências muito
sérias. Mas apesar de não saber
exatamente o que vai acontecer, ele sabe
que a missão a que ele se lançou não tem
mais volta, não tem mais retorno. Ele
não deixaria de levar aquela coleta para
Jerusalém.
E aí ele tem duas petições específicas:
livramento dos incrédulos. Que seja
resgatado das mãos dos incrédulos na
Judeia. Paulo não tem ilusões quanto a
sua reputação como traidor da nação,
traidor da lei e traidor do próprio Deus
no julgamento daqueles judeus, não
cristãos que conheciam Paulo, que
estavam relacionados a ele na sua
história anterior. E em segundo lugar,
eh a sua petição é por um ministério
aceitável, que o seu ministério seja
aceitável ao povo de Deus, isto é, aos
cristãos judeus em Jerusalém. Ele prevê
este como um tempo difícil e perigoso.
Paulo fala de via Roma depois, quase
como se estivesse planejando umas férias
para se recuperar. Esse tom de
expectativa positiva não é reservada
para Jerusalém e sim para Roma.
Ele quer vir a eles em alegria pela
vontade de Deus e ser renovado com eles
e por eles. E é um momento tocante. E
nós que sabemos como a história
continuou, sabemos que as coisas não se
desenrolaram como Paulo esperava, só
podemos contemplar com uma admiração a
fé e a esperança do homem que planejou e
escreveu essas coisas. Paulo era
consciente do que poderia acontecer, mas
obviamente ele não sabia o que iria
acontecer. E mesmo sabendo que entre as
coisas que eram plausíveis estavam
cenários muito perigosos e que colocavam
a sua vida em risco, ainda assim ele
escreve com fé e com esperança tudo
aquilo que ele coloca aqui nos capítulos
e nos versículos finais da carta aos
romanos. E o que foi que de fato
aconteceu? Paulo não sabia escrever esta
carta que sua viagem em Jerusalém, sua
viagem a Jerusalém quase lhe custaria a
vida e que seriam anos, não semanas,
antes que ele finalmente chegasse a
Roma. E quando ele chega a Roma, não é
da forma como ele estava planejando
inicialmente.
Por quê? Porque tudo o que Paulo
[limpando a garganta] sabia
era que havia posto a mão no arado com
considerável risco e custo pessoal e que
ele não devia voltar atrás. Quais foram
os eventos que se desenrolaram? Paulo
chega a Jerusalém. Ele é espancado,
quase linchado, levado a julgamento
perante o sumo sacerdote.
Ele é preso e ele é submetido por uma
acusação falsa de ter levado um gentil
para as áreas proibidas do templo de
Jerusalém, coisa que ele não fez, mas
ele é preso sobante
governadores romanos sucessivos, mantido
preso por 2 anos ou até mesmo mais. a
cronologia não é tão fechada nesse eh
na nos valores e nos anos específicos em
que esse processo de prisão inicial de
Paulo levou, mas pelo menos ele foi
mantido 2 anos nesses [roncando]
sucessivos julgamentos dos governadores
romanos. E Paulo, como cidadão romano,
ele apela para César, era seu direito e
ele utiliza esse direito. E ele então
precisa ser levado para Roma para ser
julgado na capital do império. Ele chega
a Roma com escolta armada para ser
julgado na capital. Veja o contraste.
Paulo sabia que a viagem a Jerusalém ia
ser difícil, mas esperava chegar em Roma
como um tempo de descanso. A história
demora muito mais do que ele imaginava.
E quando ele chega em Roma, ele chega
preso sob escolta armada para ser
julgado na capital. E onde é que fica a
Espanha nessa história toda? Não há
evidência de que Paulo realmente tenha
chegado
além de Roma. Apesar de várias
possibilidades e tentativas de dizer que
ele foi solto, foi a Espanha, depois foi
preso de novo, voltou para Roma e então
foi executado em Roma. O fato é que nós
não temos dados o suficiente para
preencher as lacunas dessa maneira e nós
não temos razões convincentes para
acreditar que Paulo de fato conseguiu
chegar na Espanha. Então o que a gente
tem é o registro do desejo e dos planos
de Paulo, mas não temos qualquer certeza
que ele conseguiu chegar lá.
O conteúdo principal da carta está
completo. O final da carta aos Romanos,
os últimos, o último versículo do
capítulo 15 e todo o capítulo 16, em
especial essa doxologia, essa palavra de
louvor que encerra a carta aos Romanos,
em especial do versículo 25 até o 27. é
uma disputa dessa tradição textual,
porque os manuscritos trazem isso
em posições diferentes. O conteúdo
principal é o mesmo na maior parte dos
manuscritos, mas a gente traz aqui
alguns detalhes. O conteúdo principal da
carta está completo no encerramento de
Paulo no capítulo 15. Paulo acrescenta o
versículo eh 33 como uma breve bênção,
desta vez invocando o Deus da paz e
passa para as saudações pessoais. Mas
nem todos os escribas deixaram o texto
nessa ordem. Um manuscrito muito antigo,
o P46. Essa nomenclatura é a
identificação de diferentes manuscritos
antigos. Então, P46 é um deles. Datada
por volta de 200 anos depois de Cristo.
Insere a doxologia conclusiva que hoje
conhecemos como 16 25 a 27, ou seja, o
capítulo que a gente não estudou hoje.
Os últimos versículos da carta aos
Romanos, conforme está no nosso texto na
Bíblia, pelo menos na versão NVI, na
maior parte das versões que tem acesso.
Desconheço se isso mudou em alguma
versão contemporânea. Ele insere a
doxologia conclusiva que hoje conhecemos
como 16 25 a 27, justamente aqui no
final do capítulo 15 de Romanos, antes
de continuar com o que nós chamamos de
Romanos 1 16 versículo 1 a 23, que são
todas aquelas saudações pessoais. E aí
tem toda essa questão de será que esse
texto realmente é de Paulo? foi uma
escriba que colocou aí depois. Isso aí é
adição posterior. Enfim, mas muitos
estudiosos consideram que esse
finalzinho 16 versículo 25 aou 27 é uma
adição pós-paulina. Mas esse julgamento
é alcançado tanto com base em seu
conteúdo quanto em sua localização
eh manuscrita notavelmente versátil. Com
base na leitura do restante da carta, o
conteúdo é confortavelmente paulino. Não
existe qualquer incoerência entre aquilo
que a gente encontra nesses três
versículos finais do capítulo 16 e todo
o conteúdo anterior. Além disso, é
provável que o que Paulo tivesse escrito
uma doxologia adequada, em vez de
permitir que a carta terminasse
abruptamente com uma breve bênção, como
a gente encontra em 1533. De fato, 153
tem um tom conclusivo, mas seria
estranho que diante de tudo que Paulo
escreveu e todo o desenvolvimento da
carta aos Romanos, a única saudação
final fosse, como a gente encontra eh no
versículo 33. Portanto, a doxologia do
capítulo 16 é provavelmente original e
originalmente veio a no final da carta e
não no final do capítulo 15, que é a
ordem que a gente encontra na Bíblia
como está hoje. Deslocamentos de
manuscritos são facilmente explicados.
Escribas confrontados com uma lista de
saudações mais longas que o usual. E de
fato, capítulo 16 de Romanos. Espero que
a próxima aula consiga transmitir.
Acredito que vai transmitir isso muito
bem. é um capítulo singular na maneira
como a gente encontra o restante da
correspondência de Paulo, porque é muita
saudação, são muitos nomes citados,
muitas histórias que estão integradas a
esse frutífero ministério do apóstolo
Paulo. E aí os escribas se deparando com
uma coisa que não era nada habitual de
Paulo eh e muito mais longa do que
usual, poderiam desejar criar um
documento um pouco mais utilizável.
Vamos tirar esse negócio que tá aqui no
meio da carta entre tudo aquilo que
Paulo vinha discutindo e essa doxologia,
essa esse essa palavra final de louvor
mais elaborada. Vamos tirar todas essas
saudações do meio, colocar lá pro fim,
trazer essa doxologia aqui mais para
perto do capítulo 15, que a coisa vai
ficar mais utilizável, a a as partes
importantes estarão mais próximas umas
das outras. Isso explica porque que
existe essa diversidade no
posicionamento da doxologia entre
diferentes manuscritos. Eh, então eles
poderiam desejar criar um documento mais
utilizável trazendo a doxologia mais
para frente. Esse é um um aspecto
secundário, mas que vale a pena eh para
aqueles que se aprofundam no livro de
Romanos. Porque que tem tanta
diversidade nesse finalzinho do texto de
Romanos? E a síntese do que a gente
tratou aqui eh em Romanos, capítulo 15,
versículo 14 até o 33, é o seguinte.
Romanos 14 a 33 revela Paulo em um
momento de transição apostólica. Ele tá
olhando para trás para o marco de missão
de Jerusalém ao ir ilírico, olhando pra
frente paraa sua passagem em Roma, indo
para Espanha e também olhando para baixo
para o peso da coleta e os perigos de
Jerusalém que ele teria de enfrentar.
A carta é uma expressão da parceria que
ele eh esperava encontrar. Paulo
escreveu: "Não porque a igreja estava em
um mau estado, mas para trazer os
romanos como parceiros em sua nova fase
de trabalho no ocidente. Paulo se
apresenta com essa vocação sacerdotal.
Paulo se vê como ministro cultual do
Messias, como sacerdote cultual do
Messias, apresentando o mundo gentil
como oferta agradável a Deus. Essa
imagem sacrificial deliberada e
teologicamente muito rica, muito densa.
A coleta como uma expressão de unidade.
A coleta para Jerusalém não era apenas
alívio ou a pobreza, mas um sinal vital
da unidade entre cristãos, judeus e
gentios. A mesma unidade que foi
convocada eh em Romanos 14:1 até o
15:13. E a postura pessoal de Paulo,
essa fé diante do perigo. O pedido de
oração de Paulo revela consciência
lúcida dos perigos que o aguardam em uma
fé e esperança que só podemos contemplar
com admiração. Ele tem tranquila
confiança em Deus, não em si mesmo, de
que quando vier a bênção do Messias,
quando vier a bênção do Messias, o
acompanhará, como aconteceu em todos os
momentos até aqui. Então a gente chega
assim ao fim do capítulo 15, é
observando um período muito importante
do ministério do apóstolo Paulo, a razão
pela qual ele escreveu essa carta, a
expectativa que ele tinha de relação com
aquela igreja e os preparativos para
aquilo que Paulo vai tratar nas
saudações finais do capítulo 16. E como
a gente acabou de colocar também a
doxologia na conclusão da carta, tá bom?
Bom, pessoal, é isso que eu separei para
nossa aula de hoje. Vou conversar aqui
um pouquinho com vocês nas mensagens do
chat.
Desculpa a voz um pouco fanha agora que
a aula acabou que eu tô pedindo
desculpa, mas voz um pouco fanha que eu
tô saindo de uma gripe bem chata aqui,
uma virosa, não sei o que que foi. E aí
ainda tô com a voz em recuperação. Mas
olha, antes de iniciar, o Elin falou que
tá acompanhando aqui o Macaros desde o
começo, mas algumas aulas do Saião e da
SUS estão sem áudio. E aí ele numerou:
Elin, obrigado pelo alerta. ou Eli,
obrigado pelo alerta. você colocou aqui
as aulas, eu vou verificar, mas como eu
não tinha recebido qualquer informação
sobre isso, eu fiquei um pouco surpreso
com a sua mensagem aqui. Vou pedir para
vocês que estão assistindo a aula ao
vivo, se alguém puder olhar, acredito
que ele tá se referindo ao curso ao
Macários, ao módulo avançado do de
Romano. Se alguém puder olhar se a aula
nove realmente está sem áudio, a gente
pode até dizer se foi um problema lá na
no acesso do Eli ou se tá todo mundo de
fato eh com uma aula só com vídeo e sem
áudio, tá? Mas vamos ver aqui o que que
a gente tem de pergunta e assunto da
aula de hoje.
Ah, eu cliquei porque eu vi oferta, eu
pensei que era coleta que Paulo estava
tratando. Depois eu vi que era aqui do
Macários. Professor, para quem quer dar
uma oferta por agradecimento pelo curso,
a melhor opção é pelo site da IBNW,
terminando em 25, como foi o Macarios
anterior. Exatamente, Sandra. Muito
obrigado pela disposição em ajudar eh
esse ministério de ensino da IBNU, que
tem sido Macários e você pode fazer isso
pelo pelo a Pix da IBNU, que é o CNPJ da
nossa igreja, com o identificador 25
centavos no final pro pessoal saber que
é para isso, tá? Então, Deus abençoe,
que esse recurso possa frutificar ainda
em muitas outras coisas e bênçãos para
quem nos acompanha por aqui.
Ah,
então é importante nós atualmente sempre
nos lembrarmos mutualmente dos
ensinamentos de Deus para que nossa fé
não enfraqueça. Com certeza, Carla. Eh,
muito importante aquilo que Paulo coloca
no começo dessa passagem, que parece ser
uma obviedade e não é, que é ele escreve
essa carta que para muitas pessoas é a
principal carta de Paulo e é
justificável que muitas pessoas achem
que de fato Romanos é o grande ato
teológico de Paulo. Isso é um pouco
discutível se Romanos é um tratado
teológico ou não, mas ninguém deixará de
reconhecer o valor, a importância do que
Paulo está tratando aqui. Ele começa a
passagem que nós estudamos hoje,
dizendo: "Meus irmãos, eu mesmo estou
convencido de que vocês estão cheios de
bondade e plenamente destruídos, sendo
capaz capazes de aconselhar-se uns aos
outros." E em algumas outras versões, se
eu não me engano, no capítulo um, Paulo
fala que ele está escrevendo essas
coisas como um lembrete. Então, esse
lance de não apenas saber o que é
verdade, mas lembrar e retomar aquilo
que é o assunto da verdade, da revelação
de Deus, é uma parte fundamental para o
exercício da nossa fidelidade ao
Messias. Não lembrar gera
necessariamente uma atitude de
afastamento e de enfraquecimento
por parte daquele que acredita que
simplesmente ter ouvido a mensagem do
evangelho uma única vez ou por algum
tempo é suficiente, não é? Existe muita
coisa que precisa ser retomada e sempre
aprofundada algum aspecto não explorado
que precisa ser o ponto de partida da
palavra de Deus em que o Espírito Santo
atuará paraa transformação do nosso
coração, né?
Paulo falou para quem nunca ouvira sobre
Deus. Antes de Abraão, ninguém sabia que
Deus era o único verdadeiro. Sim. Não,
Carla, de fato. Ah, bom, Paulo está
falando em pregar para aqueles que nunca
ouviram falar a respeito de Deus,
conforme revelado no Messias. O que a
gente sabe é que os judeus estavam
espalhados pelo pelo Império Romano e
existiam aqueles que eram os proséritos,
aqueles que eh existiam a a muitos
dentro do Império Romano que tinham
simpatia pela fé judaica no meio daquela
grande confusão que era o panteísmo,
eh, o panteão grego e romano, o
oferecimento de sacrifício a diferentes
divindades, uma ética sexual que
provavelmente leva levava pessoas com um
pouco mais de sensibilidade, sinceridade
na sua busca da verdade, a um
esgotamento e uma suspeita de que algo
estava errado. Muitas pessoas quando se
deparavam com a fé judaica
depositavam sua convicção no Deus de
Abraão.
O anúncio do Deus de Abraão, conforme
expresso e revelado na pessoa de Jesus,
a mensagem do evangelho é algo que não
havia sido pregado nessas localidades
que Paulo faz referência aqui em
Romanos, tá? Então,
eh, a gente de fato encontra a uma,
ah, uma algo único na vocação de Paulo e
algo inédito naquilo que estava
acontecendo por meio do seu ministério.
Tá bom?
Digo, antes que existissem os judeus,
ninguém sabia que era que Deus era o
único verdadeiro? Essa é uma história
que nós não temos todos os capítulos.
Como a gente vê na pregação de Paulo em
Atos capítulo 17, ele faz referência ao
Deus desconhecido no meio de toda aquela
busca incessante dos gregos pelas
divindades que deveriam ser adoradas, a
ira que deveria ser atacada, os
sacrifícios que deveriam ser oferecidos.
Eh, existe essa abertura paraa realidade
de que talvez exista um Deus verdadeiro
que mude completamente o cenário. E é
essa a porta que Paulo utiliza para a
sua fala.
Ali em Atos capítulo 17, a gente também
tem a história de Melquiz Melquizede em
Gênesis, que é tratado como um sacerdote
do Deus Altíssimo, que não fazia parte
do povo hebreu, que não era judeu. E é o
ponto de partida para o que Hebreus vai
chamar de sacerdócio de Jesus Cristo,
segundo a linhagem de Melquizedeque.
Então, a gente não tem como fazer essa
afirmação de maneira tão categórica,
ainda que a gente saiba que é por meio
da pregação do evangelho que essa o
conhecimento da verdade foi dado a foi
derramado
com graça e na sua plenitude para todos
os povos. Mas isso não significa que
Deus não agiu de forma particular na
história dos povos para se dar a
conhecer a esses povos, tá? Eh, o que a
gente sabe é que o plano de Deus é que
esse conhecimento fosse alcançado por
meio da pessoa de Jesus Cristo e a
pregação do evangelho era o aspecto
central dessa missão.
Ah, verifiquei as aulas e aqui para mim
o áudio está funcionando normal em todas
as aulas que você apontou. A Lubnética
afirmou aqui, tá? Eh, seria algum
problema de configuração dos seus
dispositivos? Pode ser navegador, pode
ser configuração dos dispositivos. O
fato é que se uma pessoa conseguiu ouvir
o áudio, é porque o áudio está
disponível. Então, aqueles que não
conseguiram ouvir, precisam ver aí como
é que tá eh o acesso a essas aulas.
Então é um pouco mais tranquilizador pra
gente saber que a gente não perdeu o
áudio.
Bom, pessoal, muito obrigado pelas
perguntas que foram eh colocadas aqui no
chat sobre o conteúdo da nossa aula de
hoje. Também essa questão aí que a gente
resolveu sobre a as aulas anteriores.
Bom que você mais uma vez acompanhou a
gente até aqui, que esse conteúdo está
disponível para você que não pôde
assistir todas as aulas, mas pode
maratonar agora, volta lá pro comecinho
do nosso módulo. E nós convidamos você
paraa conclusão do nosso módulo avançado
de Romanos que acontece depois de
amanhã, quinta-feira, então dia 28 de
maio de 2026, a gente vai concluir essa
etapa. E você que eh chegou até esse
momento aqui acompanhando, assistindo
todas as aulas desse módulo, saiba que a
gente não vai parar nesse módulo. A
gente vai a partir da semana que vem
começar um novo módulo. Esse ano a gente
iniciou pela parte de Bíblia, estudando
o livro de Romanos. O próximo módulo vai
ser de doutrina. Então, semana que vem a
gente vai começar um novo módulo eh
ligado à teologia sistemática. E vocês
que acompanham o Macários podem aguardar
aí a divulgação das informações, que
muito em breve a gente vai poder dar
detalhes do que é que a gente vai fazer
nos próximos três meses. Deus abençoe
vocês. Uma boa noite, um bom uma boa
semana e a gente espera vocês no nosso
próximo encontro. Ciao. Ciao.

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