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A fé vem pelo ouvir

Não sou perseguido, não sou cristão?

Não sou perseguido, não sou cristão?

Não sou perseguido, não sou cristão?

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Legendas automáticas:

เฮ
Nós comemos o pastel de Belém original.
Aquele é original que a gente comeu?
Sim,
>> é original, né?
>> 1839.
É isso.
>> Não, não lembro. Eu tenho a foto aqui.
Eu tenho a foto. Mas, ô Cagal, tu que é
um especialista em viagens? Eh,
>> eu não sou especialista em viagem não.
>> Eu só viajo aqui. Eu fico viajando aqui
no BT.
>> Não, você viaja não, você viaja. Você já
foi para muitos países, você é um cara
viajado e você faz viagens e você tem um
destaque para a gastronomia, né? Ou
seja, viajar para ti estar ligado a
comer coisas eh eh locais. Você tá você
tem essa essa dinâmica, né?
>> É assim, porque quando você viaja você
não vai passar fome, você não, você não
mistura viagem com jejum.
>> Ah, tá tudo engraçadinho ele.
>> Não, não, eu tô falando sério. Não, eu
tô falando sério. Calma, levanta a voz
para mim. Não levant,
>> eu vou chegar lá. Eu vou chegar lá.
>> O teu áudio tá muito alto para mim,
galera. Como é que tá o áudio do cacau
para vocês? tá muito mais alto que o
meu. Você dão dá um um feedback aí. Mas
fala fala fala que fala.
>> Eu vou chegar lá. O que eu quero dizer é
você vai ter que comer,
>> entendeu?
>> Tá. Tá.
>> Você vai ter que comer.
>> Vou.
>> Então, eh,
faz sentido você comer as coisas do
lugar, entendeu?
>> Tá. Não, Cacau, eu não como as coisas do
lugar quando eu viajo.
>> Então, pois é. Pois é, mas você também
não conhece o lugar. Não, isso é porque
para ti tá ligado, a culinária passa por
comer a coisa do lugar, entendeu?
>> Todo o turismo faz sentido.
>> Não, eu não.
>> Você abre mão de todo o turismo, não só
da comida.
>> Quase.
>> Cara, eu juro que eu queria ser melhor,
mas eu me esforcei isso aí. Não é uma
questão moral. Não é ser melhor,
>> claro que não. Só que faltava eu ser uma
pessoa pior, porque eu não gosto de
bater perna e
>> só faltava, né? Exatamente.
Mas eu me esforço. Mas é que tava a fila
tava muito grande. Mas enfim. Tá. O
Cacau é uma pessoa que Não é que eu dig
é que você fal é não, Cacau. Vamos lá. É
que você já falou isso, Cacau, que
viajar é comer. Você é uma experiência
culinária também. Você passa por isso.
Eu se eu se eu passasse por Portugal,
>> é que a minha minha esclarecimento tem a
ver com o fato de que tem gente que
viaja para comer coisas caras e tal. Não
é meu caso.
>> Ah, não, não, não. É isso que eu quis
ressaltar. Falei, eu já estarei no
lugar, então quero comer, quero, quero
que faça parte disso também.
>> Agora não é uma, não é um, um
>> não é um turismo gastronômico.
>> Eu eu digo que todo o turismo é
gastronômico.
>> OK.
>> Mas não porque você quer ir comer o
chique do não sei que não, porque nem
tem dinheiro para isso,
>> entendeu?
>> Não, não, isso eu entendi, Cacau. É
1900, 1837 é o pastel de Belém, o lugar
que a gente foi. É o original mesmo.
>> Foi. Quase do anos. Chegou por dois
anos. 1837. Não, eu quero dizer assim,
mas eu me esforcei nessa viagem. Eu comi
bacalhau pela primeira vez na minha
vida,
>> né? O nosso anfitrião Paulo tava bom. Eu
acho que eu tomei mosca, não. Enfim, eh,
o bacalhau tava muito bom e foi, né, a
primeira vez que eu comi bacalhau. Comi
uma, eh, comi uma comida chamada
francesinha. Essa eu não curti tanto,
mas também os locais disseram que ali
não era o melhor lugar para se comer
aquela comida cujo nome é francesinha.
Mas o que mais? Eu comi o pastel de
nata, né? ou melhor, pastel de Belém,
né, que é chamado pastel de nat. Um
pastel de nata, mas aquele aquele é o
pastel de é o único que pode ser chamado
de pastel de Belém. Chora, Rab.
>> Pois é, exato, cara. Mas aqui em
Joinville, por exemplo, e eu acho que
aqui em Joinville a galera chama de
pastel de Belém também. Na panificadora
que tem aqui perto de casa, o pessoal
fala pastel de Belém. Sei, mas tá errado
também. Aqui também tem. Mas tá errado.
>> É, enfim. Mas gostei. Gostei. É, eu não.
E a minha pergunta é a seguinte: tu
achou esse original que a gente comeu
diferente dos outros pastéis de nata que
você já comeu ou no Brasil ou aqui?
É uma pergunta ruim essa. A gente pode
pular.
>> Não é ruim, mas é capiciosa.
>> É
>> porque você já me disse
>> e eu já disse e a gente já discutiu
sobre isso. Sério?
>> Você tá querendo tornar pública essa
discussão.
>> Eu não lembro. Eu juro,
>> é diferente. Não significa que o que a
gente come aqui não é gostoso.
>> E não significa
>> porque cada cada receita lá, cada lugar
que você comer é uma receita um
pouquinho diferente. Então eles não são
iguais, certo?
>> É, a do aeroporto tava muito bom que eu
comi também.
>> Então há quem goste mais de outros,
inclusive nem todo mundo fala que o de
Belém é o melhor. Tem gente que acha que
outros são melhores,
>> né? Uhum.
>> Eh, então assim, você pode até achar o
de Joinville mais gostoso. Você pode
achar. Mas é de não sei o de Joinville,
eu não comi, mas do que eu do que eu
como aqui no Brasil que eu amo é
diferente,
>> tá? Aí acho que a Deb ela baixou um
pouco o nível da conversa dizendo que o
melhor que ela já comeu é do Graal.
Achei ofensivo. Vou deletar is
>> Não, mas mas não não tem uma coisa aqui,
ó. Não é públo, mas se quiser.
>> É,
>> o pastel do grau, ele é da fábrica da
nata, que é uma uma
confeitaria de pastel de de pastel de
nata portuguesa. É um acordo que eles
têm o grau com eles. Então ele é muito
original o do grau,
>> tá? Olha aí. Legal.
>> E é uma delícia mesmo. A deb tá certa. É
uma delícia. Só que é caro, tá? Eu vou
falar, mano. É bem caro do grau, tá?
Tudo no grau é caro, né? Mas assim,
a gente tava viajando e parou no pastel
de de no parou no grau. Eu tava, eu, a
Nati
>> Uhum.
>> a minha irmã e o meu cunhado e a minha
outra irmã e o meu outro cunhado. É.
>> E aí eu quis fazer uma média, eu olhei o
preço errado, falei: "Não, vou comprar
passe de nato para todo mundo". Rapaz,
>> hum,
>> quando eu vi, mas eu paguei, né?
Prometi.
>> É aquela generosidade, né? E até hoje eu
não sei quanto que custou a bermuda do
pijama, cara. Eu não quis olhar. É só,
entendeu? Camiseta do pijama, você sabe.
>> Nossa, não peguei. Ai,
>> a bermuda do pijama. Você comprou uma um
pijama. A bermuda você não sabe quanto
custa, mas a camiseta você sabe.
>> Ah, tá, tá, tá, tá, tá. Ó, a Olha aqui,
ó. O Bom dia. Os episódios do BTPo vão
sair no pro e por pro Spotify? Vão. A
partir dessa sexta eles voltam pro
Spotify e demais agregadores.
>> Só não aguenta mais olhar pra nossa cara
porque nós temos, enfim. Enfim. É, não é
que é que assim, sabe que que é a nossa
maior audiência ainda é no Spotify, só
áudio, né? Então, a galera tá eh muita
gente não só ouve o que a gente eh a
gente faz aqui. Tá tudo bem, beleza. Vai
sim. A partir de sexta-feira, Lucas,
>> é, tá errado.
>> Tô perdendo esse colírio para os seus
olhos.
>> Exato. Mas olha só, eh, então é isso. Eu
experimentei bacalhau.
>> Luiz reclamou que a gente falou mal do
Graal, do grupo rodoviário Augusto
Liberato.
>> É isso?
>> Não.
>> Ah, tá. Não, o grau ele é caro porque
aquele restaurante de beira de estrada
que tipo, meu, que até que enfim achei
um grau, entendeu? Aí você para, você
vai no banheiro, você come, é normal ser
mais inflacionado. É tipo, ó, o café
mais caro da minha vida eu tomei lá no
aeroporto de Lisboa.
Cafezinho.
>> Tudo no aeroporto é muito caro, velho.
>> É, no Brasil já é caro um café, né? Aí
imagina pagando em euros, aí converte,
dá um desespero, entendeu? Mas enfim,
galera, lá no meu Instagram tem umas
fotinhas do BTD de Lisboa. Foi
sensacional. Muito obrigado ao Nico,
pastor Thago, no no do Cacau também tem
pastor Rafael. Fomos muito bem acolhidos
pela Casa Nova Cidade. Muito obrigado à
galera que se deslocou.
>> Casa nova cidade, não, casa da cidade.
>> Casa da cidade. Exato. Interrompendo
para caramba hoje, né?
>> Não tem problema. É porque eu eu tô eu
tô eu tô devagar. É porque duas pessoas
me perguntaram curiosamente, Cacau, uma
igreja boa em Florianópolis para
congregar. E eu não conheço muitas
igrejas em Florianópolis, mas amigos
meus estão frequentando uma igreja
chamada Nova Cidade. Aí, tipo, eu, ó,
tem amigos que são sérios e tal e estão
frequentando essa igreja. Eu recomendei
com base na frequência dos meus amigos
essa comunidade. Eu não conheço a
comunidade.
>> Tem igreja do André Hik também é a PIB
de Flor,
>> que a Batista muito boa, PIB de Floripa,
uma igreja muito séria. Pô, verdade,
mano.
>> Esqueci da PIB. A gente foi muito bem
acolhido. Inclusive, tu tava nesse
evento que a gente fez lá em Floripa,
nãoé?
>> A gente foi muito bem acolhido lá
também. Foi muito bom. Foi muito bom. E
olha só, por falar em BTD, eu, Cacau e
Víor estaremos. Cadê? Cadê?
>> Fou na Ficou o É,
>> é aqui. Aqui, ó. A gente vai estar em
Governador Valadares, tá bom galera?
Btdi, Governador Valadares, façam um
esforço relacional de estarmos com a
gente lá. Tá bom? Caiu alguma coisa aí?
Tudo bem, Cacau?
>> Bate não bateu a porta aqui.
>> Podia, por falar em Minas Gerais, né?
Podia ser um avião, né? Deus o livre.
Então, que bom que foi só uma porta, tá?
Eh, é isso, é isso. Recados dados. Ah,
mais um recadinho só, Cacau, só para
aproveitar e chamar a vinheta. Galera,
semana que vem, hein, aqui em Joinville.
Corre, corre, compra um ônibus ou vende
ônibus, lota uma fr, uma uma Fran, lota
uma van e vem, tá bom? Cristo completo.
Hum.
>> Pode ser. Esses eventos aí pode ser
capítulos de um livro, né? A igreja
perfeita, o Cristo completo, a Bíblia
plena. Pronto, queremos já, já, já
queremos, já vamos encomendar. Tá bom,
gente. Tá aí então essa conferência
teóric.
>> Vou encomendar. Não, você escreve,
rapaz.
>> Tá bom. Não, eu escrevo um capítulo, né?
Eu escrevo um capítulo, a galera escreve
outros. Poxa, é igual um que eu tava
fazendo aí, mas não vou falar mais nada,
tá? Tá bom.
>> Então, olha aí, cola com a gente, gente,
tá bom? Tem os links aqui na descrição.
Cacau, bora chamar a vinheta e vamos
para o betepo
>> Talca apresenta BTP, uma conversa regada
bíblia, teologia e risadas.
Meu Deus, esse esse esse essa fen cortar
essa parte preta aí, mas isso é o que
ele usa nas edições, é que ele usava.
Cacau, a pergunta hoje,
>> eu não sei do que que você tá falando,
mas tem uma pergunta aqui, ó.
>> Oi.
>> Que não tem a ver com a nossa pergunta,
mas eu quero responder.
>> Vanderson perguntou: "Bibo, Cacau, quais
são as denominações atuais de vocês?" E
ambos são filhos da assembleia.
Eh, eu eu sou batista, sempre fui
batista, sempre forever na minha vida.
Nunca fui da assembleia.
Eu nasci batista e acho talvez eu vou
morrer Batista, mas acho que sim. Cada
dia eu tô mais batista, então deve ser.
E você, Bib?
>> Eu espiritualmente nasci na Assembleia
de Deus, né? Enfim, é falar assim que eu
sou crente na Assembleia.
Ah, entendi.
>> É, não, porque eu eu era eu eu fui
católico romano, né, até os meus 17
anos, mas pouquíssimo praticante.
Cheguei a fazer a comunhão, tudo. Cara,
sabia que eu sempre gostei de religião.
Desde pequeno eu curti o lance
religioso. Tanto que a minha mãe, que
não também não era muito ligada à
questão de religião, tipo, tá ensinando
bem, pode ser qualquer coisa, eu cheguei
a fazer um curso quase completo de dos
testemunhas de Jeová. Eles iam toda
semana lá na minha casa me dar um estudo
bíblico, cara. E eu gostava para
caramba, sabia? Eh, e só que a minha
avó, daí quando a minha avó descobriu,
ela era uma católica mais praticante,
ela proibiu então a galera de lá me
ensinar lá testemunha de Jeová. Mas
depois eu cresci, fiz a comunhão e tal,
mas também depois da comunhão larguei a
igreja. Com 17 anos, né, fui eh fui
evangelizado por amigos que frequentavam
a assembleia, que é o melhor modelo de
evangelismo, né? Ou seja, amizades,
convivência e tal. Fui parar na
assembleia, fiquei lá até 2014. Então,
sou filho da assembleia. Atualmente
estou na Igreja Luterana, na Missão
Evangélica União Cristã, que é a mesma
do nosso amigo Alexander Stalrefa, tá? E
é também a instituição onde tem a
faculdade que me formei em teologia, que
é a faculdade luterana de teologia.
Então, há um ano e pouco estou voltei e
há um ano e pouco estou eh na Ame,
Missão Evangélica União Cristã. E sim,
voltei e peguei alguma coisa de
Portugal, Jenny, eh, fiquei um pouco
doente. Eh, também questão de jetlag. Eu
fui sentir jetlag ontem, Cacau. Olha só
que loucura. Eu cheguei tão cansado na
segunda que ontem eu fui sentir, era 8
horas, eu tava morrendo de sono.
Loucura. Tá bom. E aqui um comentário
bem legal. Cacau. É isso, pessoal.
Seguinte, lembrando que quer fazer
alguma pergunta, quer dar um super chat,
isso abençoa demais aí o nosso
ministério e a gente consegue ver melhor
a sua pergunta, tá? A pergunta de hoje,
Cacau, é a seguinte. Eu vou ler a
pergunta completa da pessoa que nos
mandou lá. Deixa eu ver se eu acho aqui.
Ah, ela mandou uma pergunta lá no meu
Instagram. Eu trouxe aqui para dividir
com o cacau essa pergunta tão legal. Tá
aqui, ó.
>> Quero ler mais um comentário aqui.
>> Tá bom. Lê mais um.
>> A deb de novo. A deb de novo. A não tá
pagando para comentar tanto. Hã,
>> cacau é uma pessoa normal que come bem
em todos os lugares, bibo fresco.
Concordo,
>> cara. Então é que fresco é que depende o
qu Não, não, não, não, não, não, não,
não, não. Vou defender. O Bibo tá
melhorando muito, gente, muito. Toda vez
que a gente vai algum lugar, ele faz um
esforço. Em Portugal, ele fez três.
Então,
>> quais foram os três? Ah, o pastel de
nata, né? O pastel de Belém,
>> bacalhau, francesinho e o passe de nata.
>> É,
>> o pastel de nata você já tinha comido,
né? Mas
>> eu já comi. É, mas não é, mas de fato
assim, eu lá eu comi porque, pô, eu tô
em Portugal e não vou comer o pastel de
Belém original em Belém. Então, e teve
outras coisas também. Ah,
>> onde Jesus nasceu. Exato. Não. E outra
coisa aí, o Moscatel, acho que foi a
primeira vez que eu bebi Moscatel e eu
amei. Que bebida boa.
>> Vamos lá. Pergunta de hoje.
>> A pergunta é a seguinte, desculpa,
Gagal. A pergunta é o seguinte. A
pergunta quem fez foi a Kelm. Tá. Um
notável. Não sabemos.
>> Falar o nome,
>> cara. É que tem tanta Kelmo, né? Fazia
Jéssica. É, Artur, não
>> tem pouca Kelm no mundo. Nunca eu
conheci nenhuma. Eu já conheci Kelmer e
era um homem.
>> Pode ser. E e se aqui for um homem com
cabelo comprido? Eu não sei, a foto tá
muito pequena,
>> não é? O que eu conheci? Não tinha
cabelo comprido.
>> Então o ser humano chamado Kelm nos
perguntou: "Um notável disse que cristão
de verdade tem que estar sendo
perseguido. Fiquei confusa. É uma
mulher.
>> É,
>> pois eu não estou sofrendo perseguição,
porém creio na minha salvação pela
graça. Boa pergunta, Kelm. Isso. Então
vamos eh vamos começar respondendo aí.
Vamos lá.
>> Vamos começar dizendo que a gente não
sabe quem é esse notável. Nós
procuramos, tentamos descobrir de quem
ela tava falando. Então não criem
polêmicas entre nós. Nós não estamos
brigando com ninguém nem tá. Então
assim, nós não sabemos. É bem possível
que seja um amigo nosso, inclusive, né?
Porque a gente tem muito amigo e muito
amigo que produz na internet. Pode ser,
a gente não sabe
>> porque
>> é que cara, não, deixa eu dizer uma
coisa aqui, ó. Uma discussão
completamente inútil essa discussão, mas
o Cacau levantou. Eu vou, eu vou. É
inútil. É que Cacau, tu sabe que a
internet é muito grande,
>> cara. De vez em quando eu fico sabendo
de influencers cristãos. Claro, cara.
Meu Deus, 1 milhão de seguidores. Eu
nunca vi esse moleque na vida. Entendeu?
>> É, mas o que eu quero dizer é que do
rolê da teologia a gente tem muito
contato.
>> Pode ser.
>> E é comum que as pessoas perguntem
dentro de círculos mais ou menos
próximos. A gente vê isso no Instagram,
entendeu? Que as pessoas fazem pergunta,
a mesma pergunta para vários de nós,
entendeu?
>> Então, mas eu já eu já expliquei também,
que eu já entendi esse fenômeno também,
né? Antes eu achava que era uma
provocação para ver se a gente entrava
em contradição.
>> Mas é porque a galera quer uma resposta
e então ela joga em todas para ver se
alguém responde. Aí às vezes a pergunta
é boa, quatro respondem e responde
quatro respostas diferente. Aí fica Mas
vamos lá. É, então a gente não sabe o
que é notável. Nós não estamos brigando
com ninguém. Nós não estamos, né?
>> Se você fizer um corte da pessoa falando
e a gente falando depois,
>> a gente pode fazer nada porque isso não
é contra a lei. Então, né? Tudo bem.
Obção, gente. E aqui não é culpa, não é,
a gente realmente não sabe quem é o
notável. Eu também não fui no direct
perguntar para ela, tá? Quem é o notável
que falou?
>> É, nós não fomos, até porque essa
pergunta tem um tempo já. Essa pergunta
tem um tempo.
>> É, nossa, tem, é, tem bastante tempo.
>> Pesso à vezes nem lembra que perguntou.
>> Exato. Vamos lá, Cacau. Vamos pro
conteúdo que o pessoal que aqui conta
nunca. Essa pergunta é muito legal,
porque uma contam que alguém respondeu e
na história que eu ouvi era a Azira,
mas eu não sei se foi ela, tá? Disseram
que foi a Nalzira.
>> Na história que tu vai contar agora, não
notável que a gente tava falando antes.
Ok. É, não, não, não. A história que eu
vou contar agora, dizem que perguntaram
e na na história que eu vi, perguntaram
pra Azira, não sei se é foi para ela
mesmo, se eh a igreja fosse perseguida,
ela seria melhor. E a resposta dela foi
não. Se ela fosse melhor, ela seria
perseguida,
né? Que eu acho que é uma frase muito
legal.
Boa. É uma pra de impacto. Leva uma
reflexão. Leva uma reflexão.
>> É, mas eh esse esse tema é importante
porque volta e meia as pessoas falam
assim: "Não, porque a gente tá a gente é
perseguido, cristofobia, tal". E outros
vão falar: "Não, olha só como os
cristãos têm privilégios e tal". E de
certa forma
eh você vai encontrar evidências das
duas coisas,
entendeu?
E isso é uma um problema para essas
discussões, como para quase todas hoje
com a internet, você encontra evidência
para tudo, né? Eh, então vamos lá. A
Bíblia fala que o cristão será
perseguido.
Fala, certo? Alguns textos, por exemplo,
Jesus fala: "Olha, não estranhe vão te
perseguir, porque se perseguiram a mim,
vão perseguir a vocês também, né? Eh,
Pedro fala, né, do fogo que vem provar,
no estranho fogo que vem provar, quando
ele tá falando num contexto de
perseguição. E há muitas outras
passagens que falam sobre essa
perseguição que viria, né? Então, sim, a
Bíblia fala isso, tá? Eh,
a Bíblia,
>> cal, eu posso entender, Cagal, desculpa
te entrer. Você pode com certeza.
>> É, eu eu poderia dizer que até uma seria
isso uma promessa, nós seremos
perseguidos. É como até Jesus fala tem
tom de se perseguiram a mim, perseguir,
perseguirão vocês. Tipo, é quase que uma
condicional, né? Se me perseguiram, hão
de perseguir vocês. É meio que faz parte
dessa característica do crente, né, da
igreja, o, né, o povo de Deus ser
perseguido.
Poderia até entender como uma promessa,
tipo como neste mundo tereis aflições,
então ter de bom ânimo, eu venci o mundo
e tal. Ou seja, e parte dessas aflições,
>> passa por esse anos da perseguição. E
aí, só para ampliar um pouco a minha
ideia e barra pergunta, no livro de
Atos, a gente vê isso acontecendo, a
igreja sendo perseguida.
>> A gente tem a carta de Hebreus que pode
ter um pano de fundo ali de perseguição
que está acontecendo ou que vai
acontecer, né? O capítulo 12 passa um
pouco essa ideia, pelo menos é o
capítulo que eu lembro agora. Ah, é, eu
acho, eu acho que naquele, porque tem em
Hebreus tem aquele texto que fala que na
luta contra o pecado eles não resistiram
até o sangue, né?
>> Exato. Exato.
>> Então, dá a impressão de que naquele
momento exatamente a coisa não tava tão
quente.
>> Exato. Mas se você,
>> mas é uma promessa mesmo.
>> Exato. É carta de Pedro, se tem essa
discussão também, né? Se eles estão em
perseguição ou vão ou estão a eminência
de uma perseguição. Então,
>> é, e a carta de Pedro também, ela vai
para tantos lugares que as realidades
podem ser diferentes também. Pode ter um
lugar que é perseguido, o outro não.
>> Exato. Exato. Mas tem ali esse lance de,
galera, vão perguntar a razão da fé de
vocês. Eh, se preparem, cuidem desse
mundo mal, resistam. Então, tem um pouco
essa essa essa ve, então, no Novo
Testamento, nessa igreja do Novo
Testamento, a gente tem esse cheiro, né?
E não só cheiro, a gente tem realidades
de perseguição e e para algumas
comunidades o cheiro de uma perseguição.
Paralelo a isso, a gente vai então para
pro pra Apocalipse. Também tem esse
lance da perseguição que pode estar
acontecendo, mas também a promessa de
que vai acontecer uma perseguição e a
gente precisa resistir até o final.
>> É o que acontece é a palavra promessa é
interessante, né? Porque promessa parece
quase que uma coisa que Jesus promete
que ele vai realizar, né? Mas há há num
sentido, acho que ela é bem utilizada,
que é naquele do sermão do monte, né,
que manda que nós exultemos quando
formos perseguidos, porque assim também
foram os profetas, né? Então há há uma
ideia de que isso é até visto como uma
graça de certa forma, né? Ou é Paulo
mesmo que fala, né? A nós foi dado o
privilégio não apenas eh o o como é que
é? Viver com Cristo, mas também padecer
por ele, alguma coisa assim, né? Tô
tentando me lembrar assim, eh, então é
existe esse privilégio, né, de certa
forma. Então, existe de certa forma essa
promessa. Eh, então sim, há todas essas
questões colocadas lá na na escritura,
tá? Eh, agora
a Bíblia
costumeiramente coloca lado a lado a
perseguição
e a o crescimento, não crescimento
espiritual, o crescimento da da igreja.
Então, por exemplo, em Atos, você tem
milhares de pessoas sendo batizadas, eh
cidades se rendendo a pregação dos
apóstolos, pessoas vindo trazer pessoas
para para receber cura dos apóstolos e
tem perseguição ao mesmo tempo,
entendeu? Então, tem Atos 2 falando que
eles cresciam em graça diante do povo,
ou seja, eles eram e o povo os via com
uma coisa boa, ao mesmo tempo que eles
também são perseguidos. Ou você vê Paulo
indo a Tessalônica, tendo sair correndo
de lá porque tava sendo perseguido e
chegar em Bereia e todo mundo aceitar a
pregação dele. Então essas coisas elas
são concomitantes na palavra de Deus,
são simultâneas na palavra de Deus
mesmo, mesmo com Jesus, tá? Você pega,
por exemplo, o Sinédrio, perseguiu
Jesus, perseguiu, mas tinha José de
Arimateia, que também era do Sinédrio,
entendeu? Então você tem e eh manda
>> não, um bom ponto não é primeiro que
esse lance de Atos eu acho bem
sensacional, né? como pentecostal gosta
de fazer o paralelo, né? Atos 18,
recebem o poder para ser testemunha.
Atos 81, a perseguição vem, a galera se
espalha e de alguma forma, né, essa
perseguição ajuda a espalhar os crentes
pelo império e a cumprir o cara que
botou fogo na frigideira com óleo e
jogou água, né?
Não pode fazer isso, você sabe, né?
>> Tá assim d explosão. Aham.
>> Exato. Porque a água espalha o óleo
porque elas não se misturam. O óleo tá
pegando fogo e pega fogo na casa
inteira. Entendeu?
>> Exato. É,
>> é a mesma coisa. Tá pegando o fogo do
espírito. Tá pegando fogo do espírito.
Aí, ó. Mas é óleo, meu irmão. É óleo. É
óleo. É óleo pegando fogo. E aí vem o
império para jogar água e o fogo de Deus
espalha por toda aquela região. Tô
tentando.
>> Eu queria que tu pregasse assim. Seria
top,
>> cara. E primeiro que eu não vou pregar
assim porque eu estava na casa da
cidade, eu fiquei encantado, ouvi várias
pregações da casa da cidade, como o
português fala muito mais baixinho,
muito cara.
>> Sim, bem manso, né? Bem manso. Mas tu
viu que até eu preguei?
>> Agora eu acabei de assistir a pregação
da Helena Raquel
>> e se algum dia eu fui pentecostal, o dia
é hoje, meu amigo.
>> É hoje. Glória a Deus. Ei, Deus, agora
mais muito bom.
>> Eu tenho uma palavra, eu vou entregar.
Exato. An,
>> inclusive se você não assistiu a
pregação da da pastora Helena Raquel nos
gideões, vai lá assistir depois depois
aqui da live que a gente tá ao vivo. Ela
não, né? Ela te espera lá, depois você
assiste. Tá lá, tá lá, tá lá. E aí,
Cacau, mas vamos lá, voltando aqui.
Então, é muito interessante, de fato,
vem a perseguição e espalha o povo e
isso ajuda no cumprimento da mensagem e
no espalhar a mensagem eh do evangelho.
E aí aqui, ó, é interessante que o o
alguém comenta aqui: "Paulo orienta
orarmos pelos governantes para termos
uma vida sossegada." E aí não é
justamente, se possível tenham paz com
todos, né? A orientação paulina é essa,
galera. Inclusive até o o Stanley
Porter, se eu não me engano, ele fala
naquele livro, no artigo dele do
igualitarismo, ou alguém fala naquele
livro que é maravilhoso, tá, galera? Vou
até pegar aqui.
>> É, é.
>> Não, desculpa, Kagal, que esse livro é
bom mesmo. Não, acho que tu não, tu
recebeu ele? Não posso recebeu. Legal.
Esse livro aqui é esse livro aqui é
maravilhoso, tá? Eu li o artigo do
Stanley Porter e eu acho que eu li um
outro que eu não lembro agora, mas ele
até fala, tá, que tem coisas que o
apóstolo Paulo talvez até pegue mais
leve nas suas cartas, porque ele poderia
incendiar uma perseguição eh muito
complicada pra igreja, entende?
Paulo defende a escravidão.
>> Exato. Não, cara, não é que Paulo
defende a escravidão. Se Paulo ele ele
vem com uma parada assim para tipo, não
acabem com a escravidão, mano, o
cristianismo seria dizimado lá já. Não,
não ia dar nem espaço. Então, é muito
louco que Paulo ele preserva algumas
coisas. Só que é incrível que na minha
opinião, e acho que o Stanley Porter
fala isso também, eu tô aqui parafraendo
ele, mas ao mesmo tempo ele coloca algo
novo, entendeu? E vai subvertendo por
dentro, sabe? Então assim, ele não faz
um discurso aberto contra a escravidão,
mas para os irmãos ele fala: "Ô, trata
como irmão, cuida bem". É, tem um artigo
também do Lourenço Estélio Rega de um
livro sobre Paulo.
É, é um livro desses livros que são
feitos em homenagem a algum tal, algum
liv.
>> Ah, eu achei que era uma biografia. Acho
que ele não tem uma biografia de Paulo
também. Biografia de Paul,
>> não sei, mas é um livro que é uma
coletânia de artigos em homenagem a
algum pastor. Eu não me lembro nem que
era quem que era o pastor homenageado.
Eu tenho esse livro aqui, inclusive. Mas
tinha um artigo sobre a ética de Paulo,
porque o o Lourenço era professor de
ética no na teológico de São Paulo. Não
sei se ainda é
>> o livro dele Dando um jeito no jeitinho.
Acho que não é publicado mais. Ele foi
até pro Jo Soares por causa de si, né?
>> Mas ele nesse nesse artigo ele fala que
Paulo tem uma ética progressiva, né? Não
tô falando que Paulo tinha uma ética
progressista, progressiva, né? Que é o
seguinte, ele vai a existe o existe o
objetivo final, existe o que se pode
fazer e existe a realidade presente.
Então ele vai levando até lá. É muito
legal a a a abordagem do Lourenço nesse
nesse artigo aí. Vale a pena dar uma
olhada. Eh, agora, eh, então assim,
essas realidades de perseguição, elas
todas acontecem, certo? E aí tem a mais
clara que a gente gosta de falar e a
gente comete um erro sobre ela, é Jesus
entrando na entrada triunfal, sendo
saudado e depois eh eh na mesma cidade
sendo condenado com clamor popular. Eh,
algumas pessoas falam: "A mesma cidade
que saudou Jesus, o o crucificou
depois". Provavelmente não foi isso, tá
gente? Provavelmente eram grupos
diferentes. Um grupo saudando Jesus e
tinha um grupo mandando soltar barra
bás. Tá.
>> Ah, mas é tão legal fazer essa analogia.
>> Ah, acho tão legal. Acho legal. O mesmo
povo que gritou hosana, salva-nos, ó
Deus, é o povo que depois estava
gritando crucificam. Não reconde alguém
que mudou de opinião quando Jesus limpou
o templo. Pode, mas não é não.
Provavelmente não é a maioria, entendeu?
Não, não é,
>> mas é difícil afirmar que é o mesmo
povo. Eu concordo contigo.
>> É, não, exegeticamente provavelmente não
era o mesmo povo, né? Sim. Quer dizer,
eu eu eu diria com bem mais certeza do
que eu tô falando, mas eu não quero
também tocar em nenhum notável aí,
porque eu não sei o que os notáveis
estão falando.
Mas
>> responde agora a pergunta da moça. Vai
lá, vamos responder agora.
>> Não tô respondendo, eu tô respondendo
aos poucos. Então existe isso. Então
então não esque resposta progressiva. É
muito paulina essa resposta progressiva.
>> Não não esqueça, galera. Essas coisas
são ao mesmo tempo. Outro exemplo, em
Apocalipse nem todas as sete igrejas
estão em perseguição, tá? Tem igreja que
não tá sendo perseguida e tem igreja que
tá sendo perseguida. Inclusive as que
estão sendo perseguidas são mais
elogiadas. E nem todas, porque tem
algumas que também tm o tenho contra ti,
né? São perseguidas, mas também tem o
tenho contra ti, mas algumas não estão
sendo perseguidas. Então isso é muito
difuso. A nossa percepção de
perseguição, ela é diferente. Alguns vão
dizer até os que acreditam no milênio
literal e algumas e de uma igreja que
passa pela tribulação, né? que são
pós-ribulacionistas vão dizer inclusive
sobre isso, vão falar que olha,
provavelmente essa grande tribulação não
vai ser igual para todo mundo e nem na
mesma intensidade em todo lugar. E, né,
então até nessas interpretações essa
possibilidade. Então, essa percepção ela
é difusa, tá? Ela é difusa. Eh, então
então assim, para haver perseguição, o
que precisa haver? Meios de perseguição,
ou seja, precisa haver alguma forma de
poder para perseguir. Poderes são
difusos. Existe o grande poder, o
pequeno poder. Aqui eu tô quase virando
fucotiano aqui na microfísica do poder,
mas não vou fazer isso. É que é muito
interessante a tese dele também, mas a
ideia é o poder se estabelece nas
relações, tá? Então alguém pode sofrer
perseguição em casa porque se tornou
cristão num país cada vez mais
evangélico e ele pode sofrer perseguição
em casa, certo? Não significa,
>> trabalho, OK?
>> Isso não significa que existe uma
cristofobia eh generalizada. Ao mesmo
tempo, em outros lugares, pode haver uma
grande perseguição generalizada,
eh, mas em contextos menores haver uma
forma de retaliação. Tem aquele livro do
Victor Frankel em busca de sentido, que
ele narra sua experiência no campo de
concentração e ele vai dizer assim: "Uma
coisa que eu percebi é que existe gente
boa e gente ruim em todos os grupos." E
ele vai dar um exemplo de que até
guardas nazistas às vezes tinham
compaixão, porque quando morria alguém
pegava logo o sapato daquela pessoa que
morreu com sapato para dar para outra
que não tinha sapato. Enquanto tinha
gente que tentava logo que alguém
morreu, que que tava totalmente zoado,
né? Logo que alguém morreu, ia lá atrás
de alguma coisa para tentar. Então
assim, até ele tem essa ideia. Então
isso também pode acontecer. Então qual
que é o lance?
Eh, eu acho que tem duas respostas para
essa pergunta da nossa irmã. Primeiro
lugar, eh,
sim, cristãos
serão perseguidos e o fato de não sermos
perseguidos
eh eh denota algum tipo de complacência
com a injustiça. Por quê? Porque a
maneira como Jesus fala sobre a
perseguição que nos virá tem a ver com o
fato de que perseguiram a ele, certo?
Inclusive, quando ele se apresenta para
Paulo no caminho de Damasco, ele fala
que a persegução da igreja é uma
perseguição a ele. E Paulo, quando sofre
perseguição e sofre na cadeia, ele fala
que ele tava no seu próprio corpo
completando o sofrimento de Cristo.
Então, é Cristo que tá sofrendo em mim,
certo? Então, se de alguma maneira
Cristo não tá sendo perseguido aqui e a
gente ainda não tá no céu, então de
alguma maneira a gente não tá tão
correspondente a quem Cristo é. Então,
sim, isso faz sentido. Agora, a gente
tem que se perguntar por que isso
acontece.
Isso acontece porque nós estamos vivendo
em círculos menos persecutórios. A
igreja tá crescendo, a gente tá vivendo
muito dentro da igreja. Isso. E tudo
bem, porque ali a gente tem segurança e
não tem não tem problema, a gente tá
construindo ali.
Ou é porque nós somos complacentes com a
injustiça e também perseguidores.
Lembra que eu falei? Para perseguir tem
que ter poder, tem que ter meios de
perseguição. E essa que é que eu acho
que é a discussão que a gente tem que
fazer sobre a qualidade da igreja no
Brasil. A igreja no Brasil se esforça
muito para não ser perseguida, o que ela
não deveria se esforçar tanto assim,
porque
afinal de contas esse não é esse não é o
que Jesus Cristo mandou a gente fazer.
Mandou orar, como o irmão falou aí, né?
Paulo mandou orar e não mandou ficar
buscando poderes para não ser
perseguidos. Agora, tendo poder, seja
justo e perseguição nunca é justo.
Então, tudo bem, mas não tendo poder,
não fica correndo atrás disso também,
certo? Eh, segunda coisa,
nós hoje como evangélicos temos mais
meios de perseguir ou menos meios de
perseguir
>> no Brasil? Mais meio de perseguir de
depende, depende a área também, né?
Depende área. Então, alguém pode falar:
"Ah, não, mas tem gente no Congresso ou
tem gente no STF ou tem gente em algum
lugar propondo pautas antiscrição ou
leis antiscrição." Como eu falei, essas
coisas são difusas. E existe mesmo.
Existe. Tem da psicologia que tá
sofrendo bastante com alguns conceitos.
Esse é esse é outro polêmica que a gente
pode entrar em outro momento. Eu preciso
estudar melhor sobre isso. Mas a a tem
as tem essas questões, elas acontecem.
Elas acontecem, certo? Se elas
acontecem, a gente tem que perguntar
onde que tá a a a o maior poder ali.
Gente, desculpa, não são os evangélicos
que
temem e eh ter as suas igrejas
apedrejadas, queimadas no Brasil. Não.
>> Uhum. Tá, são o que o que o pessoal
confunde um pouco agora, até queria te
ouvir assim, que acho que até um tema
meio delicado, mas para eu tentar
construir alguma coisa aqui junto com a
audiência. Ah, às vezes os evangélicos,
na minha opinião, eles confundem algumas
coisas como perseguição. Por exemplo,
determinada lei vai contra um princípio
cristão. Isso quer dizer que é uma
perseguição? Às vezes não tem outras
coisas envolvidas que tem a ver com, né,
enfim, saúde pública ou outras questões
e que às vezes a gente coloca como se
fosse uma persegção aos cristãos e não é
exatamente, né? Mas não que a gente
confunde uma
>> é a gente confunde uma coisa conde com a
lei, é, mas não é uma perseguição direta
a nós, entendeu?
>> A gente às vezes acha que um direito
concedido
do qual nós não faremos benefício, qual
nós não faríamos uso, significa uma
afronta ao nosso estilo de vida. Não é
>> numa democracia, não é, é um direito
concedido a um outro grupo, não é um,
não é contra você, entendeu? Exato.
Então, a gente confunde um pouco isso
também, assim, sabe que ah, é
perseguição e tal, não. Às vezes você tá
confundindo o direito que o estado tá
dando para determinado grupo que tem
prática que você não concorda, como uma
perseguição eh ao que você ou às vezes
tem aquele lance também, né? Nós fazemos
algumas coisas eh
>> que a gente, por exemplo, né, teve a
menina que foi retirada do voo da Latan
porque estava, né, enfim, pregando em
alta voz no meio da
>> inclusive essa era uma proposta de
Paulo, tá? O bíbo tá doido para falar
desse assunto, mas deu uma oportunidade.
Olha que beleza.
>> É, a gente mata em dois minutos isso,
né? Acho que nem daria uma pauta inteira
mesmo. Mas tipo assim, ah, porque o
evangelho está sendo perseguido nas
companhias aéreas, cara. Será, será que
a menina começar a perseguido
por companhias aéreas porque sempre tem
que despachar minha mala de mão.
>> Exato. Eu ainda não sou do grupo dois.
>> Dessa vez não precisou. Dessa vez
>> que bom. Então tá. Mas aí que tá. É,
houve uma perseguição à igreja ou a
companhia aérea está só preservando uma,
né, um um bem-estar de outros
passageiros ou até talvez uma regra
interna e ali do do avião, uma pessoa
que estava falando alto no meio do
corredor, entende? É uma perseguição. O
evangelho está sendo proibido de pregar,
não. Mas a companha aérea talvez tenha o
direito de tirar alguém que estava
perturbando a ordem pública, entende?
Então assim,
>> eh, né? Ou por exemplo, as pessoas que
começam a pregonta
o ao outro, a a
>> Não, não, só para terminar do outro no
voo.
>> Exato. É a paz do outro. Outra coisa,
pregando nas praias, né? Teve um caso
também aqui, o cara berrando na praia, o
guardinha foi lá pedir para ele parar e
tal.
>> Era guardinha aquilo? Achei que era
banhista.
>> Não, parecia um cara, ele tava com roupa
da prefeitura ali da praia ali de
Balneário. Eu entendi que era alguém
funcionário da praia de Balneário. Qual
era a função do cara? Não sei. Mas aí
que tá. Tipo, ó, estão impedindo o
evangelho. Cara, será que é uma
perseguição ao evangelho? Será que não
tem outras formas de pregar o evangelho
na praia? Caso você ache necessário?
Será que ficar berrando, né, tipo,
perturbando às vezes quem quer ir pra
praia para botar ali um fone de ouvido,
para dar uma relaxada, é o melhor
caminho. Eu não acho que seja
perseguição ao evangelho. Pode ser uma
perseguição aquela pessoa, aquela
atitude em específico, entende? A menina
que é retirada do voo, sabe? Talvez eles
pediram para ela ficar em silêncio, ela
não quis. Outros passageiros pediram
para ela ficar em silêncio. Ela não
ficou.
>> Cara, eu acho que eles não estão errado
em silenciá-la ou tirarem da aeronave.
>> O pai dessa menina ou responsável tá
mais errado ainda.
>> É porque uma vez que o avião tá no céu,
não dá para parar no no na na guia e
mandar ela descer da calçada.
>> Exato. Ela berrando o voo inteiro,
gente, pelo amor de Deus,
>> vai ter que prender ela lá no fundo. E
>> é uma coisa é uma criança chorando, né?
Que é uma coisa que irrita, mas é uma
criança chorando. Não tem o que fazer. O
que a gente tem que fazer é tentar eh
dar um olhar de compaixão pros pais que
estão ali, porque eles também tão
desconfortáveis com o choro da criança.
Eles não tão felizes com a criança
chorando. Então é oferecer um olhar de
conforto, não de julgamento, porque a
criança, né, ou uma criança autista
tendo uma crise no voo, como eu já
experienciei, ok? Tá? Então assim, agora
uma menina de 14 anos berrando e
pregando e sempre uma pregação de
inferno, né? É sempre inferno que essa
galera prega. É, eu vi o teor das duas
pregações. É sempre maior.
>> É, não é que teve
>> não. Da praia do voo. Tá, tá. Aí também
era inferno. Se arrependa. Jesus tá
voltando. É sempre essa assim.
>> É no avião eu entendo que assim, esse
avião pode cair e tal, né? Agora na
praia o quê? Tá vindo um tsunami, um
tubarão vai te pegar, sua caipirinha tem
metanol, sei lá, alguma coisa. Exato.
Enfim, mas eu não acho que isso seja uma
perseguição evangelho. Quanto tempo
>> é galera, perseguição ao evangelho no
sentido assim, é a galera que tá
cultuando e chega, né, o o órgão do
estado e mata a galera ou inimigos que,
né, como a gente tem, né, outras facções
e e por aí vai que chega matando a
galera. Eu acho que há, eu acho que há
perseguições também em alguns sentidos
quando alguma forma de evangelismo é
coibida, mas por razões completamente de
intolerância religiosa, né?
>> Exato. Que acontece, a gente não tá
negando que isso aconteça no Brasil,
acontece,
>> só que assim, curiosamente, isso
acontece em vários lugares do mundo. No
Brasil, acho que não, no Brasil não me
lembro de ser coibido por razões de
intolerância religiosa. São coibidas por
razões Canadá tá proibido, né? No Canadá
acho que teve uma proibição bem severa
lá, se eu não me engano. É, alguém
cuidado, quem disse? Olha o nosso nosso
vídeo do que
>> não teve uma notícia e tem um influencer
que eu vi que ele também faz conteúdo
para ele mora no Canadá.
>> Vocês ficam seguindo assim esses canais
de YouTube do Bibotal.
Mas o que que rola é o seguinte, não
porque a galera fica falando de Londres.
A gente foi em Londres e viu as pessoas
pregando a rua em vários lugares,
>> vários lugares
>> lugares lotados. Ah, não, porque Londres
não pode mais falar do Cara, a gente viu
em vários lugares as pessoas pregando na
rua.
>> Pelo menos até setembro do ano passado
tava podendo, né? É, por vários lugares,
galera pregando.
>> E mais do que no outro ano, porque no
outro ano a gente foi, andou mais pela
cidade e viu menos.
>> Exatamente. Exatamente.
>> E a gente foi no verão. E dessa vez a
gente não foi no verão. Então tem.
Mas o que o que rola é o seguinte. Ah, a
a uma pergunta que fica é então, como
ser perseguido pelo motivo certo, certo?
Como que a gente pode ser perseguido
pelo motivo certo?
Então vem aí a ideia. A perseguição na
Bíblia, ela acontece por alguns motivos.
Um motivo tem a ver com culto ao
imperador.
Não porque o imperador tinha que ser
adorado por todas as pessoas. Não, os
judeus não adoravam o imperador. E tinha
uma uma paz ali, uma paz tensa, mas
tinha tinha uma permissão para que eles
não fizessem rituais, para que eles
trocassem dinheiro no no câmbio para eh
ofertar no templo sem a imagem do
imperador. Então, havia eh não tava lá o
imperador impondo o culto o tempo todo
lá em Jerusalém, nem tava fazendo isso,
né?
O problema é que os cristãos estavam
pregando,
pregando o evangelho e fazendo mais
pessoas não adorar o imperador,
entendeu? Então eles estavam pondo o
culto ao imperador em risco como cultura
e não só como prática individual. E isso
tava punha medo no império. Esse é um
motivo. Ou seja, eh a perseguição pela
negação da idolatria, que é parecido com
o que acontece com Daniel, OK? parecido.
Se obrigado a adorar, não vou adorar.
Então vai ser lançado os os amigos na na
fornalha de fogo e o e o na fornalha de
fogo, né? Toda fornalha de fogo, né? Na
fornalha e o e o Daniel nas cova dos
leões. Então essa é uma coisa, beleza? É
a perseguição porque se recusa a
idolatrar. A outra perseguição é pela
bondade inconveniente ou pelo amor
inconveniente, que a perseguição com
escrição no Novo Testamento sofrem dos
judeus.
o das lideranças judaicas não são de
todos os judeus, inclusive muitos
cristãos eram judeus, né? E muitos dos
dos cristãos eram judeus e muitos judeus
eram cristãos. Mas a perseguição
pela eh eh pelas lideranças judaicas e
até por cristãos mesmo que ainda eram
judaizantes ou legalistas, certo? Que é
a perseguição que Paulo sofre, que ele
fala em Gálatas, se eu eh não sirvo a
Senhor, porque estou sendo perseguido,
né? Então essa é uma parada e essa é a
perseguição que nos falta, porque
ninguém tá obrigando a gente a adorar
ninguém no nosso contexto, né? Que que
chegou, chegou o almoço aí,
>> a bateria do meu fone sem sem fio. Vai
lá.
>> Ah, entendi. Então, ninguém tá ali e eh
ninguém tá nos forçando a adorar,
ajoelhar. Não, agora vai lá, adore o
presidente ou adore, sei lá. Ninguém tá
forçando a gente a fazer isso, né?
Mas
>> a gente adora o presidente sem a galera
pedir mesmo. Desculpa. Continua.
>> Às vezes, às vezes é, às vezes é. Não
sou presidente, né? Tem, tem, eu adoro
aquele membro do meu prefeito, né? Eu
acho muito engraçado, né? Meu prefeito
não, meu prefeito.
Mas existe a
>> pera aí que agora sumiu tudo. Agora pera
aí. Mas continua que agora não tô
ouvindo mais nada, mas continua aí.
>> Existe falta, tá? existe a falta da da
dessa perseguição pela bondade
inconveniente, ou seja, quando nós
amamos aqueles que não são amados pela
sociedade, que é o que acontece quando,
por exemplo, os cristãos começam a
pregar o evangelho para os gentios. Isso
gera um monte de perseguição. Paulo vai
ser perseguido em Jerusalém porque dizem
que ele introduziu no templo um gentil e
era mentira, ele não fez isso. Mas a
ideia é essa, entendeu? E é isso que
fomenta a perseguição por parte dos
judeus, tanto com Jesus, quando ele
promete que os gentios receberiam também
da graça de Deus, aí as pessoas
levantam, vão embora, passam a
persegui-lo, ele atribui a si mesmo a a
o termo do filho do homem, da de Daniel
e aí passa a ser perseguido a partir
dali, quanto com Paulo, ele é perseguido
pelo mesmo motivo. Então isso nos falta
e eu vou dar alguns exemplos aqui de
como a gente poderia estar sendo
perseguido. Por exemplo, a igreja
brasileira nos Estados Unidos. E com
isso espero não estar colocando meu meu
risco, meu visto em risco. Ela deveria
estar perseguido por acolher os
imigrantes,
porque isso é um mandamento bíblico do
Pentateuco, dizendo que você deveria
tratar o estrangeiro como um nacional
e há um lavar de mãos de muita gente
para não se indispor
eh eh estatais. E por que que esse tipo
de perseguição a gente não tá sofrendo
no Brasil? Semelhante a isso, talvez
seria a o a compaixão que nós deveríamos
ter. E temos em grande parte, e eu
preciso dizer que isso realmente eh eh
os evangélicos fazem um trabalho forte
nisso, mas deveríamos ter mais com as
pessoas que estão encarceradas no
sentido inclusive de termos bandeiras de
compaixão pelas tratos desumanos que
eles têm. Isso a gente não faz muito. A
gente tá lá presente na na nas coisas,
mas a gente não olha isso como uma
bandeira nossa, sendo que em Hebreus
fala: "Compadeço dos que estão presos
como se estivessem presos com eles e dos
que eh eh dos que sofrem como se vocês
sofressem com eles. Dos que são
maltratados como se fossem maltratados
com eles." Que é o quê? Tortura. E tem
tortura para caramba no nosso sistema eh
judicial. E a gente não tá eh eh
assumindo essa perseguição, se
compadecendo como a gente sofresse com
eles. Alguém poderia até dizer: "Olha,
mas ali é presos por perseguição, compa
desses presos". Pode ser, mas não tá
claro e não tá explicitado. Isso tem uma
coisa que a gente entende é que existe a
a imagem de Deus as pessoas e ninguém
perde a imagem de Deus. A gente devia
estar defendendo esse tipo de coisa. A
gente não tá, entendeu? Então nos falta
uma perseguição que é a perseguição pela
bondade inconveniente, a bondade que
enche o saco dos outros de ser bondoso e
amoroso com quem as pessoas não querem
ser bondosas e amorosas. Esse é o tipo
de perseguição que a gente não quer
sofrer. A gente só quer sofrer
perseguição porque alguém tá recebendo
um direito que a gente não tá, porque
alguém disse alguma coisa, porque a
Luana Biovani falou alguma coisa sobre a
gente que a gente não gostou,
sendo que ela não tem poder nenhum. Ela
não exerceu poder nenhum. Isso aí não é
perseguição, isso aí é só preconceito
mesmo, entendeu?
>> É uma boa diferenciação. É. É, então a
gente precisa começar a querer sofrer o
tipo de perseguição que Jesus sofria,
começar a querer sofrer o tipo de
perseguição que Paulo sofria, que é o da
bondade inconveniente. E aí eu não vejo
muita gente sofrendo. Então é mais ou
menos isso.
>> É esse lance aí do dos imigrantes. Eh e
isso pega, tem isso daria até um uma
discussão talvez um pouco à parte, não
sei, porque por exemplo, tem igrejas que
de fato apoiaram e compraram algumas
brigas lá que a gente ouve falar assim
tal, né?
>> Certeza. Com certeza. É lógico, eu tô,
eu tô falando de vários, mas eu não tô,
obviamente, cara, há muitos exemplos, há
muitos exemplos positivos,
>> mas não é uma comoção nacional e e tipo
e muita gente silenciou e tipo não
comprou uma briga e tal, ah, porque no
fundo tem muito imigrante que aumentou
os índices de isso, disso e daquilo,
tal, tal, tal, né? Mas é o preço da
bondade, né, gente? A, junto com a
bondade pode vir alguns riscos que a
igreja deveria estar dispostas a a a
enfrentar. Cara, eu não sei falar com
detalhes agora, mas se eu não me engano,
quando teve um eu não sei como é que tá
a situação hoje em Roraãima, né, mas
teve um êxodo muito grande de
venezuelanos, eh, e vindo para Rorâima.
Alguém que tá assistindo tá por dentro
que tava, cara, eu sei que a igreja eh
algumas igrejas fizeram um trabalho
muito bom nos assentamentos que foram
criados lá pra galera venezuelana que
que que vinha na fronteira e tal, enfim.
de fato teve aumentou algumas coisas de
ruim na cidade lá e tal, eh, que
infelizmente é isso, faz parte da
bondade sofrer alguns danos muitas
vezes, né? Isso. Mas aí vamos deixar
claro também, já que a gente estendeu
para esse assunto, porque é
completamente diferente como eh se
recebe e se trata imigrante no Brasil,
como se recebe e trata imigrante nos
Estados Unidos, completamente diferente.
Eh, por vários, por várias razões,
inclusive por número, a gente recebe
muito menos por várias razões. Mas tem
uma coisa que a gente precisa entender,
receber pessoas refugiadas
ou imigrantes de outros países e terem
consequência disso um aumento de
violência, não é porque essas pessoas de
alguma maneira carregam com si valores
que aumentam violência. Não é por isso,
é porque nós temos um sistema desigual
que coloca essas pessoas em uma situação
de desigualdade que fomenta violências.
E eu não tô falando que isso justifica,
e entendam isso, meus queridos, por
favor, para vocês não falarem que eu tô
falando outra coisa. Não justifica a o o
a imoralidade pessoal, entendeu? O fato
de você tá numa sistema injusto não
justifica que você seja um ladrão. Mas a
gente precisa entender em termos de
conjuntura
vai aumentar. Se você quer menos
violência, você precisa de uma sociedade
menos desigual. É isso. Ah, então o cara
é só vítima da sociedade. Não tô falando
isso porque cada um toma a decisão que
toma. Mas se você quer uma coisa melhor,
entendeu? É, é, é como, por exemplo,
eh,
tem uma rua onde acontecem muitos
atropelamentos
e acontec muitos atropelamentos porque
as pessoas passam a velocidades eh
altíssimas lá, altíssimas. Beleza? Tudo
bem. Alguém pode falar assim: "Por
favor, alguém coloca um quebra-mola
nessa rua para diminuir a velocidade
desses carros e salvar vidas?" Aí outra
pessoa fala: "Ah, então você tá dizendo
que o cara não é culpado, então porque
tá correndo mais rápido?" Não, não. Você
quer um sistema que faça com que o cara
que já estava errado tenha uma maneira
de não estar, não cometer esse erro,
entendeu? Beleza? É essa questão. No
caso aqui a gente tá falando até de
outras de outras coisas mais positivas
do que essa. Que foi o exemplo que veio
na minha cabeça.
>> Então, deu para entender onde tu quer
chegar. A gente não tá, a gente não tá
diminuindo a culpa do cara que anda
rápido na via. Não,
>> que não é.
que roua
de desigualdade, não numa situação de
miséria, que é uma outra história. Mas é
como se o ambiente, o ambiente precisa
ser controlado e proporcionar realidades
onde a maldade já dessa pessoa não tem
espaço para florescer.
>> Além disso, não. E e não é maldade da
pessoa, porque todo mundo é mau.
Esse sistema. E aí a gente precisa
entender o a desigualdade, ela cria
conflitos que fazem com que essa maldade
se estabeleça. Só que assim, uma maldade
se manifestará por meios legais e outra
se manifestará por meios ilegais. Então
a gente precisa ter sistemas mais justos
em que o que se que se flores seja
virtude, não injustiça e não maldade.
Entendeu? E aí a gente escapou bastante
da questão da perseguição, mas é só para
diferenciar, para ninguém falar assim:
"Ah, então tá bom, vamos receber esse
povo ruim para Não, não é povo ruim não.
Ruim é todo mundo. Ruim a gente também
é.
>> Vamos receber e vamos melhorar a nossa
sociedade para que nós possamos acolher
pessoas que precisam da gente, entendeu?
Isso é é um esforço que vale a pena
fazer.
>> Exato. E é difícil. É aí que aí para
falar da questão carcerária, gente, você
não vai melhorar ninguém submetendo
pessoas a trato desumano. Isso aí gente,
o que há de estudo sobre isso no mundo é
gigantesco. E a gente acredita que não
tem que ser mesmo, tem que viver igual
um bicho, porque assim não vai cometer
crime de novo. Não é assim que funciona.
>> Em nenhum lugar do mundo funciona assim.
As pesquisas mostram o contrário, que o
trato mais humano é que mais
ressocializa. E a gente pensa por quê?
Porque a gente não quer ter a bondade
inconveniente, aí a gente não se não é
perseguido, a gente se torna
perseguidor. Por quê? Porque a gente
quer alimentar um sistema no qual a
gente continua por cima e os outros
comecem a quebrar a cara. E aí? E é isso
aí. Bom, cara, dá para desenrolar tanto
isso. Chega. Parei, parei. Porque a
gente tem que almoçar.
>> Leva pro fé pública. Quando é que o
Thiago volta?
>> Vou falar. Não, a gente tá gravando à
distância. O o vou te falar uma coisa. O
Rafael falou o dia que a gente que você
chegou em Portugal, né? A gente tava
tendo uma conversa no carro. Eu não vou
falar o teor da conversa porque na
verdade eu nem lembro, mas ele tava
tendo uma conversa no carro e a gente
começou a dar umas opiniões assim bem
fortes. Não era nada pecaminoso não, mas
era coisas assim meio meio assim
apaixonadas. E aí uma hora o Rafa falou
pro Bibo assim: "Bibo, o Bibo não dormiu
no voo de ida hora nenhuma, né? Aí falou
assim: "Bipo, lembra que você tá em
privação de sono e privação de alimento,
então cuidado."
>> A gente deu risada, tava brincando.
>> Segura.
>> E eu tô em privavação de alimento aqui
que eu tô com fome. Então,
>> tá, então tá beleza. É isso. Não, mas
deu para entender o teu ponto. Mas vamos
lá. Então, é isso. Acho que a gente
respondeu. Ah, sim. O cristão ele será
perseguido. É, é, é uma condição, mas
não quer dizer que vai ser perseguido a
todo momento, né? Tratando da nossa
realidade aqui no Brasil. Você pode
sofrer uma perseguição no trabalho por
ter uma postura, não concordar com
determinada coisa. Sim, você pode ser às
vezes até demitido porque você não foi
junto com a turma numa decisão que na
sua visão cristã era antiética. Faz
parte, né? E eles vão dizer para você, e
claro, você foi demitido porque você não
está mais eh alinhado com os valores da
empresa e tal. Não vão dizer demitimos
porque você é cristão. Não, não vão
falar isso. Eles não podem fazer isso,
né? Mas você sabe que por trás está as
escolhas que você fez por ser cristão.
Mas o fato de você não ser perseguido a
todo momento, né, isso é um pouco aí,
esse notável foi exagerado. O que o
cristão tem que ter essa O que o cristão
precisa ter essa consciência de que se
acontecer a perseguição, não é nenhuma
novidade. Ele foi avisado, né? A
perseguição.
>> Isso. Ah, eu ia falar isso também. As
promessas de perseguição na Bíblia não
são para você avaliar a sua fé.
As promessas de perseguição na Bíblia
são para você não desesperar quando elas
chegarem.
>> Exato. Exatamente. Exatamente.
>> Se mantenha firme, entendeu? Elas virão,
né? Elas
>> e não e não deixar de ser fiel. E não
deixar de ser fiel.
>> Exato. Que é o apelo, né, das cartas de
Apocalipse, né, preservar até o final e
tal, que receberá a coroa da vida. Mas
então é isso, gente. A perseguição faz
parte. Eh, que a gente possa ser
perseguido realmente pela coisa certa,
né, e não por equívocos, não por
misturas ideológicas, como muitas vezes
acontece. Ah, então que a gente possa
ser perseguido pelo realmente o motivo
certo, se ele se ela vier, né? E pode
ser que chegue, a gente não sabe, mas
quando chegar não, não é para ser
nenhuma novidade, tá? Até porque no
mundo a gente vai ter aflição mesmo. E
aí tem maior e menor grau, enfim, tem
coisa, tem escalas eh que são talvez
globais, tem escalas que são locais, tem
escalas que são e pessoais, grupais,
enfim, depende muito, gente. Tem cada
caso é um caso, precisa ser analisado e
tal, mas sim, a perseguição faz parte da
vida cristã. Agora deixa eu falar uma
coisa aqui. O Nico falou que você tá de
cabelinho novo.
>> Tô, cortei.
>> Eu tô muito chateado porque eu também
cortei o cabelo, voltando de Portugal e
ele não falou nada.
>> Ele não percebeu.
>> Então fica aqui meu meu porque quando
ele fez a barba, todos nós comentamos.
>> Exato. Exato. É verdade. É. Eu comentei
porque a Bárba tá muito feia antes, né?
É que o meu cabelo tava muito feia. Não,
tava da hora. Tava da hora, mas ficou
boa depois também ficou. O que
>> importa o que a Jéssica pensa. O que a
gente pensa não importa.
>> Exatamente. Gente, é isso. Qual é a sua
opinião nesse BTC? Comente aqui, tá bom?
no YouTube, se puder. Eu acho que agora
no Spotify a gente tá postando vídeo
também no Spotify. Eh, enfim, agora tá
um pouco diferente lá, mas se você
quiser vir aqui no YouTube e comentar,
ajuda a colocar os comentários, a ficar,
a gente consegue visualizar melhor aqui.
>> Eu posso responder umas perguntas aqui
ou você já tá constrangido demais com as
minhas opiniões? Então vou responder.
>> Não, não, de boa, de boa. É que você que
tá com fome, né?
>> Pergunta, tem uma, tem uma, um
comentário, não são perguntas, são
comentários, né? Tem um comentário.
>> Tá, perí, deixa eu ver. Fala o nome que
eu tento localizar. Hum. É, eu não não
sei se que ele quer tanto destaque assim
também.
>> Meu Deus. Mas é, tá tá tá tá aqui no
nome, né? Mas
>> é, tá aqui, as pessoas pode olhar esse
chat, fica salvo, né?
>> Exato.
>> É o André, ele disse: "Acolher o
estrangeiro que foi em busca do dinheiro
de outro país é totalmente errado".
Então, eh, isso é uma coisa curiosa,
porque na verdade o único estrangeiro
que vai em busca de dinheiro de outro
país é o colonizador, né? É aquele que
chega no país, tira os recursos e leva
para outro.
>> Certo? Isso aí acontece bastante com
multinacional, não com imigrante.
>> Inclusive, não consegui trazer muito
ouro lá de Portugal. Não, galera, não
deu, galera. Não deu para embarcar,
>> não. Nós fomos muito bem tratados em
Portugal com com a com acolhimento
maravilhoso, mas eh o a colonização de
toda forma, e aí o que eu tô falando no
nosso sentido, é isso que é tirar
dinheiro do país, tá bom? É, por
exemplo, uma uma empresa que vai pega um
recurso do país e ou um país que vai
pega um recurso do país, tira e leva
para lá, como querem fazer com as nossas
terras raras, como são algumas das
privatizações de recursos básicos nossos
que estão privatizando e aí é explorado
economicamente por outro país, faz com
que preços subam para caramba para
consumir água, por exemplo. E isso é
tirar dinheiro de um país e mandar para
outro. Imigrante não. Por quê? Porque
ele trabalha lá, ganha o dinheiro lá e
gasta lá.
E trabalho produz riqueza, entendeu?
Então ele aumenta o PIB do país. Nenhum
imigrante vai para roubar. Ah, não, mas
ele pega e manda pra família dele. Pode
acontecer, mas até para isso tem
imposto, entendeu? Até para isso tem
imposto. E mais, vou dizer imigrantes,
não tô dizendo que é importante o
controle de imigração, porque pode ter
gente fugindo de polícia, pode ter gente
que cometeu crime, tudo isso é
importante. Você pode estar recebendo
gente que é espiã, você pode estar
recebendo gente, né, que que é
terrorista. E isso tudo é
importantíssimo.
Mas essa outra coisa de que tá fazendo o
país empobrecer não é verdade. Inclusive
porque imigrantes, mesmo não
documentados usam menos serviços
públicos, entendeu? O gasto público com
eles é menor, entendeu? E pagam imposto,
tá?Então
não é isso que acontece, tá bom? Não é
isso que acontece. O que acontece é
exploração eh eh colonização, aí sim é é
estrangeiro roubando dinheiro do país.
Outra coisa que foi dita aqui é o
problema e que foi pelo Lesl, né, nosso
fiel comentarista. Um abraço, Lesley.
Você você dev deveria ter uma coroinha
aqui, ó. Como comenta muito, não ganha a
coroinha. Não sei, talvez ele tenha que
ativar alguma coisa,
>> mas ele sempre comenta o problema nesses
casos é que tem muito bandido que finge
ter melhorado para a redução da pena e
voltar a cometer os mesmos crimes.
E é diferente. Agora,
>> eu não tô achando o comentário dele.
>> Diferente. Eh, é, mas essa pergunta é
boa também. Vou, eu já respondo depois.
Mas é, eh, eh, você acha mesmo que agora
a gente tá melhorando muito em termos de
residência? Não, é o contrário. É o
contrário. A o último dado que eu tinha,
não é o dado mais recente, mas o último
dado que eu tinha era de que a
reincidência de crime no Brasil para
pessoas que tinham sido condenadas era
de 60%.
Então assim, se o problema é
reincidência, voltar a cometer os mesmos
crimes, não tá ajudando. Agora, quando a
pessoa na cadeia recebe uma formação,
por exemplo, e ela tá lá com outro
caminho, com caminho alternativo ao
crime, é muito mais, é um sucesso muito
maior do que você simplesmente colocar
ela lá dentro e falar para ela: "Você
não tem jeito, você é um bicho". Aí
quando ela sai, ela fala: "Não tenho
jeito, só tem essa vida mesmo, não tenho
outra". Você passou 20 anos
desumanizando ela e depois põe ela na
sociedade e fala: "Aprendeu a ser um
humano normal?"
Claro que não. Claro que não. Você
simplesmente reforçou para ela que nessa
sociedade ela não tem lugar. Então ou a
gente dá um lugar para ela ou então a
gente vai continuar nos mesmos
problemas. Ou então você cai no
extermínio total. Mas aí você é cuidado
porque se você defender o extermínio
total, o extermínio pode chegar em você
porque você não controla para onde as
leis vão. E aí se a gente morre de tanto
medo de perseguição assim, é bom não dar
tanto poder pro estado ao ponto dele
poder tirar vida de pessoas, porque
daqui a pouco sua fé é ilegal e vai
tirar a sua. Então assim, cuidado, né?
Cuidado, porque o criminoso amanhã pode
ser você pela pela sua fé. Então,
cuidado, sabe? É isso.
>> OK.
>> Ah, vamos lá. Tem uma pergunta que eu
queria que eu acho que eh
>> Ah, deixa eu falar só outra pergunta lá
que o que o Lesés falou, que você
colocou e falei que era boa.
>> Eh, quando um grupo quando um grupo
específico te prejudica pelo fato de
você ser protestante, não pode ser
considerar perseguição. Pode, só que não
é uma perseguição na sociedade toda, é
naquele contexto, né?
>> Exato. Assim como a questão da
universidade que alguém perguntou
também, né? aqui, ó, tentar coibir eh
evangelização em faculdades. Eu é uma
perseguição sim, por exemplo.
>> Depende, depende, porque rolou um vídeo
aí do de um culto sendo proibido e tal e
não era bem assim da maneira como foi
colocado lá, tá?
>> Hum.
>> Não era bem assim. Eu fui, eu fui
perguntar para missionários que fazem
trabalhos universitários e eles me deram
um relatório que era um pouco diferente
do que estava acontecendo ali. Tá bom?
Em alguns casos pode ser. Tá bom,
Gabriel. Aí a gente tem que olhar caso a
caso, assim como do Lesle também. Mas eu
tô eu tô supondo pela fala do Lesés que
ele tá falando de uma coisa que assim
definitivamente é exatamente isso.
>> Só pelo fato de ser protestante tá sendo
sim, é perseguição, só que ela é contida
naquele espaço. Você tem que olhar qual
é é o nível de poder que a pessoa tem,
entendeu? Você tem um poder, por
exemplo, se no seu condomínio não pode
fazer reunião religiosa na no nas áreas
comuns, mas a gente faz uma festa de
Nossa Senhora no dia 12 de outubro, a
gente faz um vai fazendo outras coisas
religiosas, aí você fala: "Não, mas pera
aí, eu tô sendo preterido". Aí uma hora
você descobre que é mesmo pela sua fé.
Sim, é perseguição, mas é ali no
contexto do condomínio, entendeu? Isso
não se diz que é na sociedade inteira há
uma cristofobia, não sei que não. Isso
são coisas diferentes, tá bom? Como eu
disse, essas coisas são complexas e
difusas. É. É, enfim. É isso, galera.
Vamos ficando por aqui. Muito obrigado
pelos comentários de vocês. O Tubarão
vai te pegar. Tã tã. Tu fez uma
referência à praia, Tubarão vai pegar.
Eu lembrei. Eu também lembrei dessa
música, por isso que eu fiz aqui. É
isso. Ficamos por aqui com mais um BTP.
Voltamos daqui a 15 dias, tá bom?
Lembrando que a partir dessa sexta BTPo
agora começa a entrar no e Spotify.
Então vai ter betapo meio que toda
semana no Spotify agora até voltar a ser
quinzenal. Tá bom, gente? Semana que vem
BTC. E
>> eu sei que eu falei de maneira muito
apaixonada hoje, mas é que eu tenho
muitas coisas para falar sobre isso, mas
eu quero agradecer as pessoas que
fizeram comentário e perguntaram, tá?
Obrigado.
>> Boa espalmente tem duas pessoas que eu
que aderecei direto, que o Lesle e o
André, né? Obrigadão, foram ótimos,
contribuíram aqui e vocês podem
concordar ou não comigo, mas obrigadão
por comentar, de verdade mesmo. Tá bom?
>> É isso, gente. Estamos estamos junto.
Mas, mano, isso aí cabe muito no fé
pública para tu desenrolar e destrinchar
isso mais e mais e tal. Acho que que
rola. Fé pública, para quem não sabe, é
um canal que o Cacau tem junto com o
Thiago, onde eles falam sobre eh
política, teologia, igreja, sociedade,
um podcast mais nessa vibe aí. Tá bom? É
isso. Ficamos por aqui, voltamos em
breve, se Deus quiser, se permitir,
fiquem todos na paz do Senhor Jesus.
Valeu. Terminando mais

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