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A fé vem pelo ouvir

O envio dos setenta – REV. DANIEL SANTOS

O envio dos setenta – REV. DANIEL SANTOS

O envio dos setenta – REV. DANIEL SANTOS

Nesta mensagem baseada em Lucas 10, somos levados a refletir sobre o envio dos 70 discípulos e o verdadeiro significado da missão cristã.

Mais do que um texto frequentemente citado, esta passagem revela princípios profundos sobre o chamado, a dependência de Deus e o papel da igreja no mundo. A mensagem confronta interpretações superficiais e nos conduz a entender o contexto bíblico de forma fiel.

Qual a diferença entre os 12 e os 70? Por que Jesus não enviou mais? O que significa pedir ao Senhor da seara por trabalhadores?

Ao longo desta exposição, somos desafiados a perceber que não somos chamados a ocupar posições de destaque, mas a sermos instrumentos que ampliam o alcance do evangelho — levando a mensagem de reconciliação e paz com Deus onde quer que estejamos.

Uma mensagem prática, profunda e extremamente relevante para quem deseja viver a fé no dia a dia.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Daniel Santos
Passagem: Lucas 10.1-12
Série: O custo de ir ao mundo

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução: O envio dos 70 discípulos
00:37 – Leitura de Lucas 10 e instruções de Jesus
02:35 – Oração e dependência do Espírito Santo
03:09 – O perigo de interpretar textos fora do contexto
03:53 – “A seara é grande”: uso equivocado do texto
04:27 – Por que Jesus enviou apenas 70?
06:05 – O contexto da fala de Jesus
07:46 – Três perguntas centrais do texto
08:31 – Por que enviar os 70 depois dos 12?
09:44 – Diferenças entre os 12 e os 70
11:03 – A missão de ir adiante de Jesus
12:51 – O propósito: preparar o caminho do Reino
16:09 – Quem são os 70 discípulos?
18:16 – O simbolismo do número 70 na Bíblia
21:01 – Os 12 como fundamento da igreja
22:04 – Diferença entre a missão dos 12 e dos 70
22:31 – A necessidade de multiplicação de trabalhadores
23:20 – O estilo de vida missionário dos 70
25:02 – Dependência e hospitalidade na missão
27:01 – O envio de dois em dois
29:12 – Evangelho no ambiente relacional (casas)
30:22 – A verdadeira paz: reconciliação com Deus
31:34 – O papel dos 70: pedir mais trabalhadores
33:23 – Ilustração: os 70 como “roteadores” do evangelho
35:09 – A autoridade apostólica e o ensino da igreja
38:28 – A grande comissão e o papel da igreja hoje
40:32 – Aplicação: somos mais como os 70 do que os 12
41:25 – Exemplo prático: evangelismo no cotidiano
42:28 – O poder de uma simples pergunta
43:08 – Chamado: ser mensageiros da paz
43:39 – Oração final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

No evangelho de Lucas, no capítulo 10.
Essa é mais uma mensagem
nessa série que eu tenho chamado o custo
de ir ao mundo. Nós já vimos sobre o
envio dos 12, agora iniciamos uma nova
etapa que é o envio dos 70. E é um grupo
aparentemente diferente. Nós vamos a
aprender algumas coisas com o modo como
Jesus envia esse grupo chamado o grupo
dos 70. Diz assim a palavra do Senhor,
Lucas no capítulo 10.
Depois disso, o Senhor escolheu outros
70 e os enviou de dois em dois, para que
fossem adiante dele, a cada cidade e
lugar onde ele haveria de passar. E lhes
disse: "A seara é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Por isso,
peçam ao senhor da seara que mande
trabalhadores para sua seara. Vão!
Eis que eu os envio como cordeiros para
o meio de lobos. Não levem bolsa, nem
sacola, nem sandálias, e não saúdem
ninguém pelo caminho. Ao entrarem numa
casa, digam primeiro: "Paz seja nesta
casa". Se houver ali uma pessoa que ama
a paz, sobre ela repousará a paz de
vocês. Se não houver, a paz voltará
sobre vocês. Fiquem na mesma casa.
comendo e bebendo do que eles tiverem,
porque o trabalhador é digno do seu
salário. E não fiquem mudando de casa em
casa. Quando entrarem numa cidade e ali
forem bem recebidos, comam do que lhe
for oferecido. Curem os doentes que nela
houver e digam ao povo dali: "O reino de
Deus se aproximou de vocês. Porém,
quando entrarem numa cidade e não forem
bem recebidos, saiam pelas ruas,
dizendo: Até o pó desta cidade que
grudou nos nossos pés, sacudimos contra
vocês. No entanto, saibam que está
próximo o reino de Deus. Eu digo a vocês
que naquele dia haverá menos rigor para
Sodoma do que para aquela cidade. Até
aqui a leitura da palavra de Deus. Vamos
orar.
Bendito, graças te damos pela tua
palavra lida. Pedimos que agora, depois
de lida, o Senhor também nos capacite a
entendê-la. E para isso precisamos e
rogamos que o teu espírito, o mesmo que
a inspirou, possa também nos trazer
entendimento, sem o qual nós apenas
ouviremos palavras de homens, mas
queremos ouvir a tua voz. E é por isso
que estamos aqui e oramos em nome do teu
filho Jesus. Amém.
Irmãos, crente em geral, eu sempre digo
e ouça-me com cuidado, mas o crente tem
um péssimo hábito de memorizar e citar
textos isolados, geralmente fora do
contexto.
E o que é péssimo sobre isso é que esses
textos que geralmente são citados e
memorizados fora do contexto
viram lei para diversas práticas e
costumes que as pessoas têm nas igrejas.
E um bom exemplo de texto memorizado
fora do contexto é esse que acabamos de
ler, que diz: "A seara é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Por isso,
peçam ao Senhor da seara que mande mais
trabalhadores. Esse texto é
frequentemente
utilizado por missionários que vão até
as igrejas querendo levantar recursos
para manutenção no campo. E geralmente
eles citam esse texto aqui.
Agora olhe, olhe paraa sua Bíblia e e
pense algumas coisas.
Essas palavras são palavras de Cristo
para um grupo de 70 discípulos que ele
está para enviar, certo?
Se ele já sabia que o número era pouco,
por que que ele não enviou mais?
Considerando que o primeiro grupo, por
exemplo, era um grupo de 12 discípulos
e era um grupo menor e agora é de 70, o
que significa um aumento aí de 483%
em relação aos 12. Eh, por que que Jesus
fala ainda que esse é um grupo que
precisa mais trabalhadores
e e mais eh se de fato seria necessário
mais trabalhadores,
a solução apresentada por Jesus na sua
fala peça ao senhor da seara que mande
mais trabalhadores. Parece estranha,
porque quem é o senhor da seara? Não é o
próprio Senhor Jesus.
Então, se ele sabia que era pouco, por
que que ele não colocou mais? Não é o
próprio Jesus quem estava enviando 70?
Ou será que Jesus estava esperando que
alguém dentre aqueles 70 falasse: "Ok,
então mande 700 em lugar de 70, mande
7.000".
Imagine que esses 70 discípulos aqui,
então, cada um orasse ao Pai, a mesma
oração. Senhor, mande-nos mais
trabalhadores. Vocês acham que é isso
mesmo que Jesus tinha em mente quando
ele fala sobre essas coisas? A seá
grande e os trabalhadores são poucos.
Então, peçam ao Pai para que mandem,
para que mande mais trabalhadores.
E finalmente, é, é bom lembrar ainda a
respeito do contexto dessa frase que
isso foi dito nos Evangelhos, por
exemplo, de Mateus, essa frase foi dita
antes da escolha dos 12.
Portanto, quando você olha nessa
perspectiva, é é interessante, porque
Jesus quando escolheu os 12, ele já
sabia que a seara era grande e os
trabalhadores eram poucos. Por que
escolher somente 12?
E onde está esse texto inserido? Você
pode pensar, mas reverendo, mas a ideia
era que escolhesse 12 e esse 12 fosse
depois discipulando outros 12 e aí o
crescimento seria exponencial. Não há
nenhuma informação. Não sei se vocês já
observaram isso no Evangelho, de que os
discípulos deveriam discipular outras
pessoas para que o número 12 fosse se
multiplicando e aumentando em
quantidade. Não há. Antes da morte, da
reção de Cristo, não há. A grande
comissão é outra coisa mais paraa
frente. Veja, irmãos, o meu objetivo
aqui não é desacreditar o envio de
missionário, muito menos menusprezar. os
desafios que são inerentes à obra
missionária. O meu ponto é apenas
mostrar como, como eu disse no início,
que as pessoas repetem versículos da
Bíblia sem pensar necessariamente
eh no contexto em que aquele versículo
ou aquela mensagem é apresentada.
Desta forma, hoje pela manhã, ler esse
texto aqui e é inevitável que nós
façamos pelo menos três perguntas.
A primeira delas é: por enviar um grupo
de 70 discípulos depois de já ter
enviado os 12? Essa é a primeira
pergunta. Segunda,
quem são esses outro 70 discípulos?
E terceiro, qual é a diferença entre a
missão dos 12 e a missão dos 70? Vamos
então responder essas três perguntas
nesta manhã, pedindo que Deus nos ajude
então a entender um pouco sobre isso.
Começando pela primeira pergunta então
que é o primeiro ponto. Por quê? Essa é
a pergunta. Por que enviar um grupo de
70 discípulos depois de já ter enviado
os 12? Será que Jesus não podia juntar
tudo e já mandar 82?
Por que mandar um grupo, depois outro? A
primeira dica para responder a essa
pergunta é a expressão, veja aí na sua
Bíblia, se você tiver com uma caneta,
sublinhe a expressão que Jesus escolheu
outros. Essa é a palavra chave. Aí esses
discípulos são distintos. Esses 70
discípulos são distintos daqueles 12 que
já haviam sido enviados. Eles são outros
discípulos.
Não é que eh os 70 foram tirados desse
grupo maior, não. E por que não ter
enviado então juntamente com esses 12?
Mas Jesus eh resolveu fazer isso de
maneira separada. Se houve dois grupos
de distintos, então precisamos entender
qual é a diferença entre eles. Qual a
diferença dos 12 para esses 70?
Primeira diferença que a gente observa,
então, é essa expressão outros. Isso
significa que eles eram distintos. E é
curioso também, irmãos, observar que
Jesus andava sempre rodeado de uma
grande multidão.
Em algumas ocasiões, você via que o
próprio Jesus, como vimos na última
mensagem, ele se preocupava com a sua
segurança. Ele dizia aos seus
discípulos: "Olhe, deixe sempre um
barquinho ali no jeito, porque olha como
a multidão está me espremendo aqui nas
margens ah do mar". Então, se chegar o
ponto de não ter para onde correr, já
deixa o barquinho aqui para que nós
possamos ter uma rota de fuga preparada.
Então, muita gente andava ao redor de
Jesus.
Por que não enviar todos os que estavam
ali ao redor de Jesus? Do ponto de vista
da eficiência, da propagação, não seria
muito melhor? em lugar de enviar 12 ou
70 ou 82, enviar logo toda aquela
multidão que andava junto e próximo e às
vezes apertando Jesus.
A segunda diferença é que esses 70
eles foram enviados, mas eles foram
escolhidos, diz o texto, não para estar
com Jesus, como era o caso dos 12, mas
eles foram escolhidos. Veja aí na sua
Bíblia também, ainda no versículo um, há
uma expressão eh muito importante que
aparece aí para que fossem adiante
dele,
a cada cidade e lugar onde ele deveria
passar. Então, a diferença dos
discípulos, dos 12 para os 70, é que os
discípulos iriam adiante de Jesus e os
12 andavam com Jesus. Eles foram
chamados para estar com ele. E e a ideia
é que o termo adiante dele não significa
antes dele, no sentido temporal. Vamos
chegar lá primeiro. Mas é no sentido
geográfico, porque diz aí que onde eles
fossem, Jesus depois iria passando pelos
mesmos lugares. Isso é curioso. Vocês
acham que
onde quer que os discípulos resolvessem
parar, entrar e parar, Jesus teria que
seguir essa mesma trajetória?
Não seria muita muita autoridade para
nem nem são os 12, são os 70. E se esses
70 resolvessem peregrinar ou perambular
por lugares que Jesus depois pensasse:
"Eu não vou entrar aí, não vale a pena
entrar por esse lugar". Então, veja, a
sincronia daquilo que esses 70 estão
fazendo é apresentado aqui pelo
evangelho de Lucas como sendo aqueles
que iam adiante de Jesus, iam antes
dele, para que quando ele passasse,
aquilo já seria do conhecimento das
vizinhanças, da cidade, das aldeias que
ali eh estavam. Veja por que que Jesus
precisava que esses 70 fossem adiante
dele nos lugares onde posteriormente
Jesus passaria. Certamente nós não
devemos tomar isso de maneira literal.
Se cada um desses 70
discípulos visitasse três casas só,
seria já 210 locais para onde Jesus
passaria. E a passagem não era só uma
passagem como às vezes um candidato
político passa nos bairros só dando um
tchau, fazendo um sinal. Não, vocês
viram a ideia é de entrar na casa, ficar
um tempo com eles. Então, 210
residências, vamos imaginar que eles só
tivessem passado em três locais. Jesus
não teve tempo hábil até a sua morte
para passar em todos esses locais. e a
própria história, a narrativa, e alguns
de vocês já devem ter lido que a partir
do capítulo 9 de Lucas, é o que eles
chamam a trajetória já em direção à
cruz. Então, é bem possível que nós não
precisemos entender essa ideia aqui de
ir adiante para os lugares onde ele
haveria de passar. Não entenda
exatamente como sendo o local. Ele
passou na casa da dona Josefa, depois
ele passou na casa do seu João e que
Jesus teria que passar exatamente
naqueles lugares. Mas talvez
esse seja o motivo porque esses 70
pudessem ir adiante, porque eles iriam
anunciando a paz do reino, eh, numa
região onde muitos talvez não tiveram o
privilégio de ver Jesus pessoalmente.
Olha, irmãos, o filho do Deus eterno
passando pelas regiões daquelas vilas e
aldeias. É um privilégio que milhões e
milhões de pessoas que viveram depois
dele, incluindo nós mesmos, gostaríamos
de ter. Imagine se você soubesse que
Jesus ia passar,
ia passar lá no Parque Birapuera.
Quantos de nós estaríamos lá amontoados
para ver de perto pelo menos uma vez na
vida o filho de Deus encarnado e poder
contemplar a sua glória? Como o
evangelho de João nos diz: "E o verbo se
fez carne e habitou entre nós, cheio de
graça e de verdade e nós vimos a sua
glória, glória como do unigênito do Pai.
Muitos não tiveram esse privilégio, mas
esses 70, então eles sairiam anunciando,
fazendo como se pudéssemos dizer o
barulho maior, dizendo que está passando
entre vocês o filho do Deus encarnado. E
ele certamente ah será visto por muitos,
mas não por todos. Então, esses 70,
diferentes dos discípulos, tinham uma
finalidade mais de eh divulgação, de
impulsionamento
deste evento que era a passagem do filho
de Deus por aquelas aldeias.
Segundo ponto, a segunda pergunta que é
quase que em decorrência disso é: Quem
são? Então, quem são esses outros 70
discípulos? Quem são eles?
Ironicamente, como vocês já devem ter
observado, a Bíblia não fala o nome
desses 70. Ah, mas é óbvio, reverendo 70
não não é não é pela quantidade, irmão.
Se você for lá nas genealogias que temos
no livro de Crônicas, tem muito mais
nomes que isso. Então, o problema não é
só o espaço e a quantidade de tempo que
seria necessário para listar 70 nomes.
Não, não deve ser isso.
Mas a quando nós lemos, por exemplo, os
Evangelhos, nós vemos diversos episódios
quando algumas pessoas se voluntariavam
para seguir eh Jesus ou já afirmavam
dizendo que eu vou seguir. Jesus nunca
foi de ficar pedindo, implorando para
que as pessoas o seguem.
Mas a reação de Jesus
nunca foi de receber, mas ele sempre
mostrava o lado mais sombrio e às vezes
mais duro de ser um discípulo dele. Às
vezes ele falava que olha, a o lobo tem
onde deitar e reclinar a sua cabeça. Eu,
o filho do homem não tem. Você quer
realmente me seguir? Então Jesus nunca
foi muito de de ficar chamando qualquer
um, de chamando as pessoas. Portanto, o
simples fato dele ter chamado esse 70 já
é em si alguma coisa, independentemente
de não ter mencionado o nome deles.
Muita gente andava ao redor dele
e Jesus nunca convidava assim todo mundo
a rodo para segui-lo.
Pense, por exemplo, no dia em que ele
fez o grande milagre da multiplicação
dos pães e dos peixes. A Bíblia fala, o
relato dos evangelhos diz que tinha
5.000 pessoas.
Esse era o tamanho da multidão que
geralmente andava próximo de Jesus.
Se desse, veja só, se desses 5.000
ele escolheu 70,
isso isso representa 1.4%
dessa multidão. Ou seja,
mesmo sendo 70, ainda é muito pouco em
relação à quantidade de pessoas que
andavam ao redor de Jesus. Ou seja,
mesmo os 70 ainda é um grupo seleto e
privilegiado. E e um detalhe que pode
parecer
depreciativo a respeito desses 70 é é
que o nome deles não aparece como eu
disse, mas o número 70 é um número muito
associado com o que representa a
totalidade do povo de Israel. Então, os
evangelhos e o próprio Jesus não está
muito interessado em colocar nomes
nesses 70, mas o que é que eles
simbolizam?
70 na história da Bíblia é um número
bastante associado, como eu disse, para
mostrar a totalidade do povo. Isso
aconteceu, por exemplo, com o número dos
filhos de Jacó que foram para o Egito.
Êxodo no capítulo 1 fala que eles
chegaram no Egito no número de 70
pessoas.
Posteriormente,
quando eles saíram do Egito, o sogro de
Moisés visitou Moisés no deserto. E
vocês devem se lembrar desta história,
Getro. E ele observou numa manhã o modo
como Moisés julgava as causas do povo. E
ele achou aquilo muito eh um fardo muito
grande para Moisés. E ele sugeriu que
Moisés escolhesse líderes para que
pudesse ensiná-los a lei e assim ajudar
Moisés. Foram então apontado 70 líderes.
Posteriormente, quando em Êxodo 24,
já no momento de fazer a aliança, Deus
ordenou que subisse no monte Sinai,
Moisés, Arão, seus dois filhos, Nadab e
Abiú, e mais 70 os anciãos de Israel.
Então veja, o número 70 é um número, não
é arbitrário, mas ele representa uma
tradição que aponta para a totalidade do
povo de Israel. E para um judeu, ouvindo
essa esse relato aqui da missão dos 70,
eles já teriam sim observado e sacado a
ideia de que era uma referência à
totalidade do povo de Deus. E essa era
mesma principal diferença entre os 12 e
os 70. Os 12 foram chamados para estar
com Jesus, para aprender dele e com ele,
para que fossem os pilares da igreja
primitiva.
Isso se concretiza de forma explícita
quando Lucas nos diz que a igreja
primitiva perseverava na doutrina dos
apóstolos.
Interessante isso. Poderia ter dito,
eles perseveravam na doutrina de Cristo.
Por que que é dito a doutrina dos
apóstolos? Porque foram os apóstolos,
aqueles que foram chamados para ouvir,
ver e andar com Cristo, aprender dele
para que pudessem ensinar. E esse
ensinamento se tornaria então a base, o
fundamento ou como o próprio Lucas
descreve, a doutrina
na qual a igreja se concentrava e se
tornava uma igreja ah mais centrada.
Em terceiro lugar, a terceira pergunta
que nos ocupa nesta manhã é: qual é a
diferença?
Qual é a diferença entre a missão dos 12
e a missão dos 70?
Em primeiro lugar, a missão dos 70,
diferentemente da missão dos 12, era a
de criar um modelo de multiplicação de
liderança. A fala de Jesus, a seara é
grande, os trabalhadores são poucos e
por isso peçam mais trabalhadores,
apontam para isso. de que o 70 era um
grupo que precisaria estar sempre
consciente de que vocês são poucos e
vocês vão precisar dessa multiplicação.
Jesus nunca disse isso para os 12. Nunca
disse para os 12: "Olha, multipliquem
porque 12 é muito pouco". Não. E isso já
começa a sinalizar a razão porque hoje
nós não temos apóstolos no sentido que
havia no Novo Testamento. São foram
apenas aqueles 12.
Em segundo lugar, ainda sobre a missão
dos 70, ela tem algumas similaridades
com as dos 12, no que diz respeito, por
exemplo, ao comportamento que eles
deveriam ter ao chegarem nas cidades e
nas casas e ao abordarem as pessoas. Nós
já vimos isso em mensagens anteriores. A
a descrição ela é bem semelhante aqui.
Eu não vou me deter nesses pontos, mas
se você olhar, por exemplo, o modo como
eles deveriam ir sem carregar muitas
coisas, não levar sacola nem sandálias,
nem saudar ninguém pelo caminho, então é
uma instrução muito semelhante.
Eh, nós não atentamos muito para isso,
irmãos, mas eh no contexto do Novo
Testamento, você viajar um trajeto e
chegar na casa de alguém é semelhante.
Hoje todos nós vivemos numa cidade
metropolitana como São Paulo. Mas no
passado, 50 anos atrás, quando você saía
da sua casa, ia visitar alguém no
interior, se você chegasse lá, aquilo, o
a própria chegada seria um evento,
porque você todo mundo sabia que era uma
dificuldade você sair de uma cidade, ir
até outra para visitar os parentes.
Então, às vezes a gente pensa, eh, por
que que eles faziam esse grande
alvoroço? Porque só chegava ali, pois
chegar numa cidade, chegar na casa de
alguém, era sim
algo eh estranho, porque as pessoas não
tinham essa facilidade de locomoção como
nós temos hoje.
Portanto, Jesus instrui esses 70 a
andarem da mesma forma. Eles andavam
como quem chegava. E e olha, eu não sei
se vocês já pensaram nisso, mas no
versículo três, a maneira e o quatro
especialmente, a maneira como eles
andavam era uma maneira de alguém que
vai precisar de abrigo, vai precisar de
comida, vai precisar. Imagine
chegar um parente na sua casa,
ele veio lá de longe,
chegou, como a gente diz, de mão
abanando.
Ele, ele vai precisar de toalha, ele vai
precisar de lençol, ele vai precisar de
tomar banho, ele vai precisar de com ele
não trouxe nada, ele não tem nenhuma
mochila, nenhuma matula para ele. Então,
ele vai comer na sua casa, ele vai
dormir na sua casa, ele vai precisar de
várias coisas. Então, o modo como esses
70 andavam já era um indicativo de que
onde quer que eles parassem, as pessoas
que eram hospitaleiras iam perceber,
lógico, não vamos dar uma água para esse
pobre, né, coitado. Ele chegou aí, tá
aí, né, suando, tá sujo, os pés
empoerados. Então, era natural. Então,
leiam sempre essa descrição como uma
preparação
para aqueles que chegassem numa casa já
veriam. Essa pessoa precisa de ajuda.
Às vezes a gente recebe alguém em casa,
você vê que a pessoa está ofegante, a
gente, olha, você não quer sentar, eu
não quero que você desmaie aqui na na
frente do meu portão. Sente pelo menos,
porque você vê que a pessoa está
cansada.
Então, esse primeiro, essa primeira
similaridade faz parte dessa ideia de
Jesus de motivar as pessoas para que
recebam esses 70 com a mesma singeleza
de coração.
Os 70, a semelhança dos 12, também
sairiam em duplas,
de casa em casa.
Não deveriam ficar falando com quem
encontrasse pelo caminho. É muito
interessante isso. É o mesmo estilo. Nós
já falamos sobre isso em mensagens
anteriores. Sair de dois em dois não faz
sentido. Mas hoje tá ainda que as
pessoas de algumas aceitas e religiões
fazem isso e às vezes os evangélicos
ficam culpando e desafiando você. Por
que que a gente não faz igual eles? Saem
de dois em dois, de casa em casa. Sair
de dois em dois significa
sair numa quantidade para que você possa
ter uma testemunha. E o Antigo
Testamento já falou sobre isso. Mediante
a testemunha de duas pessoas, uma coisa
será confirmada. Então, a mensagem
desses 70 era uma mensagem que trazia o
anúncio do reino, da chegada do reino,
para que depois não ficasse aí sendo
dado explicações de que eu não ouvi
falar, não tem testemunhas. Eles saíam
de dois em dois por essa razão, de casa
em casa.
Hoje nós pensamos número 20, no 21 vai
tocando a campainha de um por um. Não é
isso, irmãos. O mundo antigo não vivia
da forma como nós vivemos hoje. De casa
em casa, em muitas circunstâncias, era
quase que de vilarejo em vilarejo. Eles
não moravam às vezes amontoados como nós
moramos hoje. E no final do verso, vocês
viram aí no final do versículo 7,
é instruído que eles deveriam ficar na
mesma casa
e depois fala que não deveria ficar
mudando de casa em casa. Isso seria um
péssimo conselho para a o andamento
rápido da missão. Se Jesus tivesse
pressa, se Jesus tivesse interesse que
aquilo fosse divulgado com mais rapidez,
ele não falaria isso. Ele falaria:
"Olhe, cheguem na praça da cidade, façam
um grande barulho e aí anuncie para todo
mundo que estivesse ali." Mas não é
isso. Ele quer que as pessoas entrem
dentro da casa, fiquem na mesma casa
para que depois passem paraa outra. Nós
já vimos sobre isso anteriormente. Isso
significa que o evangelho que Jesus
anunciava não era o evangelho para ser
pregado e anunciado eh no ambiente
público, mas relacionado ao domicílio.
Também a semelhança dos 12 e os 70
deveriam anunciar a chegada do reino e a
paz que esse reino trazia. Nós vimos
isso também. iam chegar anunciar a paz e
aguardar a reação. Isso não tem a ver,
irmãos. Não tem a ver com algumas
igrejas hoje pentecostais que dizem paz
do Senhor, irmão. Não tem nada a ver com
isso. Não estão falando que você não
deva falar ou que seja errado falar. Eu
estou dizendo que hoje você chegar e
cumprimentar alguém, a paz ou a paz do
Senhor, a paz de qualquer paz.
Ah, não é a mesma coisa. Porque esses 70
anunciavam a chegada do reino. E esse
reino trazia a paz. Qual paz? A paz do
ser humano com Deus. É a reconciliação,
não é ausência de guerra. Já vimos isso
também. O próprio Jesus disse lá no
Evangelho de Mateus: "Não pensem que eu
vim trazer paz, eu vim trazer guerra".
Mas como que você concilia as duas
coisas? Porque a paz, a respeito da qual
Jesus fala, é a paz com Deus, é a nossa
reconciliação com isso. Então, e nesse
sentido era importante, era importante
que houvesse testemunhos daí dois em
dois, porque eu eu é quase, irmãos, como
que um oficial de justiça chegando numa
casa e pedindo para que a pessoa assine
ali o termo de que ele de fato recebeu
aquela intimação.
O anúncio da paz era um anúncio de uma
reconciliação que havia sido feita nos
céus antes da fundação do mundo e que
precisava ser anunciada aos moradores
ali daquela região.
Agora, diferentemente dos 12,
os 70 foram comissionados com a
responsabilidade de pedir ao Pai mais
trabalhadores. Isso é uma coisa nova.
A obra ser realizada pelos 70 precisava
de reposição de tempos em tempos,
precisava de multiplicação, mais
trabalhadores
e precisava também de expansão. Por onde
Jesus passaria, eles teriam que ir
adiante.
Não há nenhuma indicação de que esses 70
deveriam, por exemplo, treinar alguém.
Vocês viram isso? Não há nenhuma
referência de que os 70 deveriam treinar
ou fazer outros discípulos. Não há. A
instrução foi quando vocês virem a
necessidade de mais discípulos, peçam ao
Pai. Peçam ao Pai. E por quê? Por que
disso? Porque é prerrogativa do senhor
da seara escolher e depois enviar e não
dos 70. Não são os 70 que deveriam
escolher e nem ah treinar e nem enviar
os seus colaboradores. Mesmo sendo um
grupo mais de cinco vezes maior do que
os 12, os 70 ainda são considerados como
representantes do povo de Israel como um
todo. Eles não são, irmãos, a maioria.
Eles não são como os apóstolos,
mas também não são como o povo em geral.
Eles foram escolhidos por Jesus para
representar
o povo de Deus nessa missão. Às vezes eu
olho para os 70 como se fosse o que a
gente conhece.
Ah, nós temos um aqui na parede ali, não
sei quantos conseguem ver, mas é o
famoso roteador.
Hoje em dia, o roteador
em aquelas antenas parece o anticristo,
né? cheio de chifre. Qual é o papel do
roteador?
O papel do roteador não é criar um sinal
próprio. O roteador para que ele
funcione, ele precisa estar conectado a
uma rede que já tem a sua a sua
comunicação própria, já tem ali a a
alimentação própria, mas o roteador
cumpre a finalidade de expandir e tornar
disponível a outras regiões, a outros
ambientes, um sinal que deoutra sorte
chegaria. a todo mundo.
Então, os discípulos de Cristo são
aqueles que levam essa informação, levam
os dados até esses roteadores e eles
então divulgam e ampliam o alcance
daquilo que Jesus havia ensinado. Os 12
foram escolhidos e chamados por Jesus
para aprender com ele. E a e a eles
apenas foi dada a garantia de que o
Espírito Santo faria com eles para que
eles se lembrassem daquilo que Jesus
havia dito. Isso não foi dito para os 70
de que Jesus colocaria em seus lábios
aquilo que eles deveriam falar. E é por
causa disso, irmãos, que o ensinamento
dos apóstolos, desde o início da igreja
primitiva, já era considerado como o
alicerce da igreja e não os ensinamentos
do 70 ou o ensinamento da igreja eh como
um todo, não é? A ideia de que nós somos
uma igreja reformada e que é firmada e
na palavra de Deus passa por essa
compreensão.
Eu não sei quantos já se atentaram para
isso. Por que que a gente coloca tanta
ênfase
na doutrina apostólica a ao credo
apostólico?
Por que que a gente não fala que nós
somos firmado na palavra de Cristo e não
na palavra dos apóstolos?
Você se lembra qual foi o único ou
último ou algum livro que Jesus
escreveu?
Jesus nunca escreveu nada.
Embora por meio do seu espírito, outros
evangelistas que andaram com ele
escreveram, mas o próprio Jesus nunca
escreveu nada.
Portanto, os discípulos foram aqueles
que não só escreveram sobre o que ele
fez, sobre o que ele falou e sobre quem
ele foi, mas esses discípulos foram
aqueles que viveram com eles.
Seria tão bom se nós continuássemos
ouvindo Jesus falando, ligasse o telão
aqui, aparecesse Jesus e ele falasse
para nós. Nossa, seria uma maravilha.
Não precisaria nem de eu pregar.
Mas não é assim que acontece.
Nós somos chamados para ouvir o
testemunho dos apóstolos
inspirados por Deus para que nós
aprendamos a guardar em nosso coração.
Não apenas aquilo ah que às vezes de
maneira miraculosa foi dita. Você pode
estar pensando, mas sem pastor seria
muito melhor, tenho certeza. Ouvir Jesus
seria muito melhor do que ouvir o
Senhor. Não leve a mal, mas lógico que
seria até eu preferiria estar ouvindo
Jesus do que tá aqui falando para vocês.
Mas a história contada pelos
evangelistas nos mostra que muitas
pessoas que ouviram Jesus pessoalmente
não acreditavam naquilo que ele falava.
Então a diferença não está aí. Se Jesus
falasse no telão hoje, seria muito
melhor. Quem diria?
Aqueles que viram Jesus, que andaram com
ele, não acreditavam.
Por que que você acha que hoje Jesus
aparecendo no telão seria diferente? Não
seria de jeito nenhum.
Mas Jesus quer que nós aprendamos essa
lição de ver pessoas que andaram com ele
dando testemunho de quem ele foi, de
como ele agiu e de contando em mais de
uma perspectiva a maneira como eles
viram esse seu mestre agindo, andando e
operando sinais e prodígios.
E é somente então depois da morte e a
ressurreição de Cristo que a ordem é
dada a todos. Vocês conhecem? Vão, façam
discípulos
todas as nações, batizando-os em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a guardar todas as coisas
que vos tenho ordenado.
O que é que não tem na grande comissão?
Vocês já perceberam isso? Que que tá
faltando na grande começão.
Tem duas palavras que não aparecem na
grande comissão, que é a palavra
escolher.
Os discípulos não foram mandados. Vão
pelo mundo, escolham discípulos.
Não tem a palavra escolher e também não
tem a palavra enviar.
Vão,
façam discípulos,
batizem e ensinem a guardar. Não há a
ordem para que você escolha discípulos e
nem para que você envie discípulos,
porque de certa forma o próprio anúncio
da grande comissão já é da parte de Deus
e por meio dos apóstolos o nosso chamado
e o nosso envio. Mas nós não somos
pessoas. E é por isso que hoje
teologicamente é errado você sair por aí
a designando homens e mulheres apóstolos
do Senhor. Não tem mais isso. E e é por
uma razão muito óbvia. O modelo
apóstolos junto com o modelo 70 criou um
paradigma que é inviolável na escritura
e que os 12 foram os que andaram com
Jesus e ouviram aquilo que ele falou. E
os 70, não é que repetem, mas os 70
ampliam,
guardando os ensinamento dos apóstolos,
eles ampliam o alcance daquilo que Jesus
estava fazendo de maneira tão
localizada. Meus irmãos,
concluindo,
eu não sei se você se sente mais
no grupo dos 12 ou no grupo dos 70.
Se eu perguntar qual grupo você gostaria
de estar, eu tenho certeza que muita
gente gostaria de estar no grupo dos 12,
porque os 12 andavam com Jesus. 70 era
uma embolação de gente, nem sabemos o
nome desses 70, mas eu e você precisamos
saber que nós, a igreja estamos mais
relacionados com os 70 do que os 12.
Ser parte dos 70 significa que você é um
homem ou uma mulher que amplia e que
torna conhecido os feitos do Senhor em
áreas que às vezes nem todo mundo tem a
capacidade de chegar. Eu estava esse
final de semana conversando com alguém e
a pessoa me eh compartilhou a
oportunidade que ele teve dando carona
para um colega de trabalho.
Primeira vez, por razões, estava dando
chuva, alguma coisa. A segunda vez a
própria pessoa pediu, já que você me deu
carona naquele dia, você poderia
novamente fazê-lo? Ele deu. E no carro
ele perguntou apenas: "E aí, como está a
vida? como que está a vida de vocês?
A resposta óbvia, bem obrigado, mas ele
mal imaginava que a pessoa ia dali abrir
um leque de preocupações na vida
conjugal, próximo de um divórcio. E ele
eu, ele disse que o caminho nem era tão
longe, pastor.
Daqui até chegar na casa dele, não ia
dar tempo para explicar todos os
problemas conjugais dele.
Mas veja, às vezes Deus nos coloca, Deus
nos coloca diante de pessoas que
precisam ouvir pelo menos isso de nós.
Como é que está a sua vida?
Não é todo mundo, irmãos, que fala isso.
E é exatamente isso que Jesus sinaliza
para esses 70. Entram, entrem,
saúdem na casa. Diga que a paz, a paz.
já entre Deus e o ser humano. E veja
como essa reação acontecerá. No caso
desse passageiro que recebeu a carona
apenas uma frase: "Como está a vida de
vocês?" Já foi uma porta para uma grande
conversa que certamente precisará
continuar depois.
Portanto, eu e você somos parte daqueles
que o Senhor ainda desafia a sermos a
mensageiros que vão onde Cristo irá
passar. O evangelho vai em qualquer
lugar, não é necessariamente pela sua
boca, mas seja aquele ou aquela por meio
de quem os corações serão despertados
para uma nova experiência de vida em paz
com Deus. Vamos orar.
Ó Deus bendito, ajude-nos a entendermos
essas coisas. Ajude-nos a viver
dessa forma, sendo homens e mulheres que
andem adiante,
que andem, ó Deus, anunciando a paz em
um mundo já acostumado com conflitos,
em um mundo já acostumado a entrar na
onda de relacionamentos conflituosos,
seja entre parentes
Seja entre amigos. Ó Deus, faz-nos,
homens e mulheres, que anunciem a paz em
um mundo de guerra, em um mundo de
conflitos humanos, conflitos de
gerações, conflitos de raças, conflitos
de toda sorte
e ajude-nos a ter a mensagem certa.
Pedimos isso e o fazemos em nome do teu
filho Jesus. Amém. M.

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