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Quando a Vontade de Deus confronta a nossa vontade (Jonas 1.1-3) | Rev. Edgar Lopes

Quando a Vontade de Deus confronta a nossa vontade (Jonas 1.1-3) | Rev. Edgar Lopes

Quando a Vontade de Deus confronta a nossa vontade (Jonas 1.1-3) | Rev. Edgar Lopes

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Legendas automáticas:

Queridos, graça e paz a todos.
Quero ler com os irmãos o texto de
Jonas, capítulo 1. Lerei os três
primeiros versículos desse capítulo.
Darei início hoje a uma série de
exposição no livro de Jonas. E hoje,
então, nós veremos os três primeiros
versículos do primeiro capítulo desse
livro.
Jonas capítulo 1,
versículos de 1 a 3.
Jonas capítulo 1, versículos de 1 a 3,
diz assim a palavra do Senhor. Veio a
palavra do Senhor a Jonas, filho de
Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande
cidade de Nínive e clama contra ela,
porque a sua malícia subiu até mim.
Jonas se dispôs, mas para fugir da
presença do Senhor para Tarces. E tendo
descido a Jope, achou um navio que ia
para Tarses. Pagou, pois a sua passagem
e embarcou nele para ir com eles para
Tarses, para longe da presença do
Senhor. Vamos orar. Senhor Deus, nós
mais uma vez estamos diante da tua
palavra.
Carecemos, Pai, da instrução que vem do
Senhor para nossa vida.
Para isso, ó Deus, nós pedimos a ação do
teu Santo Espírito. O mesmo quem a
inspirou, que ele traga a iluminação,
desvende os nossos olhos, abre os nossos
ouvidos, prepare o nosso coração para
receber aquilo que vem exclusivamente do
Senhor para nós. Que nós sejamos, ó
Deus, alimentados pela tua palavra,
edificados por ela, exortados por ela,
para que vivamos de acordo com a vontade
do Senhor, que é boa, agradável e
perfeita. É no nome de Cristo que nós
oramos. Amém. Como você reage à vontade
de Deus exposta por meio da sua palavra
quando ela confronta a sua vontade?
Você obedece?
Há momentos em nossa vida em que não
temos dificuldade de obedecer a vontade
de Deus, desde que ela nos apresente um
caminho que seja confortável,
desde que ela faça sentido para nós e
principalmente que ela não contrarie os
nossos desejos. Mas o que acontece
quando Deus nos chama para algo difícil
de se fazer? Por exemplo, o que acontece
quando ele nos chama para perdoar quem
nos feriu, mostrando que essa é a
vontade dele para nós. O que acontece
quando ele nos chama a abrir mão do
orgulho, mostrando que isso é
incompatível com a vida cristã. O que o
que acontece quando ele nos chama a
praticar a humildade? Aquilo que Cristo
nos ensinou a fazer, a abandonar um
pecado querido, a ir aonde não queremos
ir e a amar quem não queremos amar. O
que acontece quando Deus vem a nós com
esse tipo de vontade? Em momentos como
esse, a vontade de Deus para nossa vida
nos confronta. E quando isso acontece,
nós somos colocados diante de escolhas
como obedecer. ou resistir, confiar ou
fugir, nos render ou tentar controlar a
situação, mas agora ao nosso modo. Os
três versos iniciais do livro de Jonas
nos apresentam exatamente uma situação
dessa. Nós estamos diante de um dos
livros mais conhecidos do Antigo
Testamento, aquele que possui uma das
narrativas mais contadas às nossas
crianças, aquela que fala de um profeta
que foi engolido por um grande peixe. Se
você perguntar as crianças dessa igreja,
provavelmente elas já ouviram a
narrativa deste livro. O livro de Jonas
compõe aquela coleção conhecida no
Antigo Testamento como profeta menores,
que estão ali naqueles últimos 12 livros
do Antigo Testamento. Esses livros são
assim chamados, não porque são menos
importantes para nós, mas apenas por
serem livros menos extensos. Por isso,
eles são considerados como profetas
menores. E há algo que faz o livro de
Jonas ser diferente dos demais livros
dessa coleção. Quando nós ficamos diante
de um livro profético, nós costumamos
imaginar que lidaremos com previsões do
futuro ou pronunciamentos direto de Deus
para o seu povo. É assim que a gente se
prepara para lidar com o livro de
profecia. A gente quer ver o que Deus
vai falar sobre o futuro ou que ele vai
falar diretamente para o povo daquela
época. Mas o livro de Jonas, mesmo sendo
de um profeta, não é composto assim de
profecias. O livro é sobre a história da
vida do profeta Jonas. E essa
característica faz com que alguns
estudiosos, não comprometidos com a
inspiração das Escrituras, sugiram que
devemos ler e entender o livro de Jonas
de maneira diferente.
Eles dizem que nós precisamos ver esse
livro apenas como uma fábula ou talvez
como um mito ou quem sabe na melhor das
hipóteses, apenas uma parábola que tem
referência a coisas reais, mas o todo do
livro não é real. Para essas pessoas é
improvável que esse livro apresente para
nós uma história real, pois nela há
tempestade miraculosa, há um peixe
grande que engole o seu profeta e é um
povo que se arrepende muito rápido e é
uma planta que cresce rapidamente.
Todavia, nós podemos contraargumentar
dizendo que os personagens desse livro
são da vida real. O livro fala de
cidades reais com nomes reais. E a
narrativa apresenta um período
específico da história. Ela fala do
século VII antes de Cristo. Porém, mais
importante que tudo isso, Jesus tratou
esse livro como histórico, como
descrevendo
algo real. A história de Jonas foi
tomada por Cristo, foi lida por Cristo,
ensinada por Cristo como real. Portanto,
se nós tratarmos esse livro de modo
diferente de como foi tratado por Jesus,
nós estaríamos nos opondo ao próprio
Jesus. Tim Keller, no seu livro, o
profeta pródigo, vira e destaca, olha,
se nós que cremos em Deus, no Deus
soberano que cria todas as coisas e
sustenta todas as coisas, se nós
acreditamos em Jesus e nos seus milagres
e acreditamos na ressurreição de Jesus,
porque nós não acreditaríamos naquilo
que o livro tem a nos dizer? Todos esses
fatores nos colocam, então, diante de um
livro que é simples, o suficiente para
encantar a uma criança e ele é complexo
o suficiente para confundir até mesmo um
acadêmico. Por meio desse livro, nós
podemos aprender, meus irmãos, muito
sobre Deus. O livro conta a história do
profeta Jonas, mas o livro não é sobre
Jonas. O livro é sobre o Deus de Jonas.
O livro apresenta para nós a vontade de
Deus. fala da justiça de Deus, apresenta
o evangelho, a graça, a misericórdia e,
principalmente, é um livro que aponta
para o próprio Jesus, o Salvador que
estava por vir, para quem o livro de
Jonas, de um profeta relutante aponta, a
quem Jesus vai dizer: "Eu sou maior do
que Jonas". Esse livro está dividido em
duas partes. Jonas está fugindo da sua
missão nos capítulos 1 e 2. E Jonas
cumpre relutantemente a sua missão nos
capítulos 3 e 4. Hoje, então, nós
refletiremos sobre os três versos
iniciais e veremos um profeta relutante
que, confrontado pela vontade de Deus
desobedece ao Senhor, achando que
poderia fugir da presença desse Deus.
Nós veremos isso seguindo a própria
estrutura do texto, que se divide em
duas partes. Versículos 1 e dois, nós
temos o chamado soberano de Deus para
esse profeta. Já no versículo 3, nós
temos a resposta rebelde do profeta. É
assim então que nós veremos e
refletiremos nesse texto. Primeiro,
então, versículos 1 e 2, nós temos o
chamado soberano de Deus para Jonas.
Vejam comigo esses versículos. Veio a
palavra do Senhor a Jonas, filho de
Amitai, dizendo: "Dispõe-te, vai à
grande cidade de Nínive e clama contra
ela, porque a sua malícia subiu até
mim". Esses dois versos iniciais
apresentam informações importantes
que para entendermos bem essa essa
narrativa, nós precisamos responder aqui
algumas perguntas com base nesses versos
iniciais. A primeira pergunta é
referente ao próprio Jonas. Quem foi
esse homem? Quem foi esse profeta?
Contextualmente falando, estima-se que
Jonas viveu no século VI antes de
Cristo, apesar de não sabermos muito
sobre ele. De acordo com o segundo livro
de Reis, lá no capítulo 14, versículo
25, nós temos a informação de que Jonas,
filho de Amitai, foi um profeta
conhecido e bem-sucedido no reino de
Israel. Algo que é meio que espantoso,
porque um profeta bem-sucedido no reino
de Israel não era uma tarefa fácil. Nós
estamos falando de um reino desobediente
ao Senhor, de reis que eram
desobedientes e não andavam de acordo
com a vontade de Deus. Jonas foi um dos
profetas mais antigos da história de
Israel, nascido talvez depois ali de
Eliseu e próximo a Amós e Oséias. Ele
viveu durante o reinado de Joroboão 2,
que foi um rei que reforçou as defesas
de Israel. Inclusive, esse fato foi
profetizado por Jonas e então se
concretiza na vida desse rei, no reinado
desse rei Jeroboão I. Portanto, não há
dúvidas, meus irmãos, de que nós estamos
diante de um profeta de Deus, alguém que
já tinha recebido a palavra de Deus
anteriormente, alguém a quem Deus já
tinha falado diretamente, expressando a
sua vontade. E é importante entender
isso para que nós entendamos a
continuidade do livro. A pergunta, a
segunda pergunta que nós precisamos
responder é: Que cidade é essa de Nínive
que Deus vem e fala para Jonas? Que
cidade era essa e que povo era esse?
Nínvi era a grande capital da Assíria, a
grande potência da época, a principal
ameaça, a segurança e a sobrevivência de
Israel. Nós estamos falando de uma
cidade grande em tamanho, influência e
força, que caracterizava o inimigo de
Israel, do local onde Jonas estava, do
reino para o qual Jonas havia
profetizado. Nós estamos falando então
de um povo que era inimigo número um de
Israel. Mas além disso, além de falar da
grandeza dessa cidade, nós estamos
falando de uma cidade conhecida como a
cidade do pecado. O verso dois destaca
que era uma cidade mal, de tal forma que
a malícia dessa cidade, isso é, a
maldade, a sua perversidade, o seu
pecado tinha subido até Deus. Assíria
foi conhecida no mundo antigo como um
império que maltratava os seus inimigos.
E quando ela tomava uma nação, ela
cometia atrocidades contra aquela nação.
Ela ficou marcada como um império. F.
Esse império ficou marcado como cruel,
como terrível. Mas vejam que essa cidade
não foge do olhar do Senhor. Para essa
cidade Deus envia um profeta, ou pelo
menos ele convoca um profeta e ele diz:
"Olha, eu quero que você se disponha e
vá clamar, pregar contra essa cidade".
Mas meus irmãos, percebam algo
interessante aqui. Mesmo ciente da
pecaminosidade de Nínive, o Senhor não
decide julgar imediatamente essa cidade.
Esse mesmo modelo de Deus agir, a gente
encontra quando Deus se relaciona com
Sodoma e Gomorra.
Desse mesmo modelo, a gente encontra
quando Deus se relaciona com o próprio
Egito, que manda primeiro faraó
confrontar o seu rei. Esse mesmo modo de
agir, nós encontramos Deus fazendo ele
contra Jerusalém. Inúmeras vezes Deus
sempre mandava um profeta alertando do
seu pecado. Deus sempre enviava um
profeta com uma mensagem para aquela
cidade. Por isso que para Nínive, Deus
primeiro convoca o seu profeta para
levar uma mensagem de julgamento
iminente. Jonas teria que clamar contra
a cidade. Ele que fazer isso do lado de
dentro dos seus muros. Algo que era
muito perigoso, mas que deveria ser
feito, porque era a vontade de Deus para
esse profeta. Meus queridos, o livro de
Jonas, desde o seu início, lembra para
nós de que Deus é santo e ele não está
de olhos fechados para o pecado. Isso
nos ensina que as pessoas podem até se
acostumar com a prática do pecado. As
pessoas podem até se acostumar com a
mentira, com o engano, com adultérios,
com idolatrias e com tantos outros
pecados. Porém, não nos enganemos, meus
irmãos, por mais longânimo que Deus seja
em irar-se, o pecado provoca a sua ira,
de tal forma que chega o tempo do seu
julgamento. E é isso que aconteceu para
com essa cidade. O fato das pessoas, por
vezes, ignorarem a Deus na prática dos
seus pecados não significa que Deus vai
ignorá-las. Deus não é como um relojiro
que cria lá o seu relógio, dá corda ao
seu relógio e depois deixa o relógio
funcionar por conta própria, como se não
precisasse da sua supervisão e nem da
sua intervenção. Pelo contrário, ele é
um Deus atento. E ele não está atento
apenas ao seu povo, ao povo da aliança,
mas ele está atento a todas as pessoas
do mundo, a todas as nações e a tudo o
que acontece nelas. E é para essa cidade
de um povo que não fazia parte da
aliança que Deus está enviando um
profeta para dizer: "Clama contra ela,
pois a maldade dela subiu até mim. Eu
estou ciente da situação dessa cidade."
Pois bem, meus irmãos, era essa a
vontade de Deus para Jonas. Ele deveria
proclamar aos ninivitas e pessoalmente
adentrar os muros dessa cidade e dizer
que havia chegado o tempo de Deus. O
povo dessa cidade precisava ser
confrontado por causa dos seus pecados.
A cidade precisava saber, por meio desse
profeta, que ela seria punida pelo Deus
único e verdadeiro, aquele que é santo e
que conhece completamente os pecados
desse povo. Jonas tinha que ir com essa
missão. Portanto, nesses dois versos
iniciais aqui, além da exposição da
vontade de Deus a Jonas, que era um
profeta de Deus, nós temos a realidade
de que nada foge ou pode ser escondido
dos olhos do Senhor. A grande questão,
meus queridos, aqui é: será que Jonas
estava pronto a se submeter a essa
vontade de Deus para sua vida? Será que
Jonas recebeu assim com facilidade a
vontade de Deus para sua vida e se
colocou pronto para obedecê-la? Eu
pergunto isso porque alguém que está
lendo o livro de Jonas pela primeira
vez, após ler os dois versos iniciais,
talvez imagine que verá na sequência um
profeta destemido, pronto a levar a
palavra de Deus a Nínive. Mas quem lê
pela primeira vez parece que vai lidar
com um profeta obediente. Como se espera
que um profeta seja? Quem está lendo os
dois primeiros versos pensa que ao pular
pro versículo 3, ele vai ver toda essa
ação sendo narrada. Mas eis que vem
então o versículo 3. E aí nele nós temos
a resposta rebelde de Jonas. Olha só, o
versículo três, ele está cheio de
informações a ser destacadas. E é dito,
primeiramente que Jonas se dispôs, veja
aí comigo no versículo 3. Jonas se
dispôs, mas e esse mais aqui nunca é uma
boa palavra a se ver após uma ordem que
Deus deu, mas ela está aí para fugir da
presença do Senhor para Tasses.
Queridos, olha que ironia nós temos aqui
sendo apresentada no versículo 3. Após
Deus emitia sua ordem para Jonas, o
texto é claro em dizer que o profeta se
mostrou disposto. Há uma ironia nisso.
Primeiro Deus vem e diz: "Disponha-se e
vai vá para Nínive. Clame contra ela." E
aí vem o versículo três. E o que a gente
encontra é o o profeta se dispôs, mas
foi para atender a sua vontade e não a
vontade de Deus. Não foi para atender os
termos da ordem de Deus. Sim, para fugir
da presença do Senhor. Em vez de ir a
Nínive, que ficava no rumo leste de
Israel, como o Senhor ordenou, Jonas foi
em direção a Tarces, rumo ao Deus mandou
ele para um lado e ele virou para Deus e
disse: "Eu vou para o outro lado". A sua
ação foi uma ação de dizer para Deus, eu
vou para o outro lado. Aí o verso 3
continua dizendo: "E tendo descido a
Jope, achou um navio que ia para Tasses.
Pagou, pois a sua passagem e embarcou
nele para ir com eles para Tes, para
longe da presença do Senhor. Vejam a
ordem dos acontecimentos. Jonas desce a
Jope, uma cidade costeira. Ele encontra
lá um navio para ir para Tares. Ele
comprou passagem. Ele embarcou neste
navio, coisa que os israelitas da
antiguidade faziam apenas em caso de
desespero, pois nós estamos falando de
um povo que não era um povo marítimo
e o fez para ir para Tares, que era um
porto comercial fenício, talvez ali na
região da Espanha, como conhecemos hoje,
na outra ponta do Mar Mediterrâneo.
Tudo por, Jonas, você está fazendo isso?
para fugir da presença do Senhor.
Agora, por que que o profeta respondeu a
ordem de Deus dessa maneira? Por que que
ele foi tão rebelde ao Senhor dessa
forma? Tem alguns pontos aqui que a
gente precisa ver. Primeiro, queridos,
Jonas, mesmo sendo um profeta de Deus,
por um momento, entendeu que poderia
desobedecer a ordem de Deus, como se ele
pudesse pegar ou largar.
Já viram gente fazendo isso? como se a
vontade de Deus fosse algo assim, ó.
Pega ou larga. Você tem essa opção. Faça
isso. Pega ou larga. Jonas, por um
momento, achou que poderia agir dessa
forma. Será que Jonas teve dificuldade
de entender a palavra de Deus? Será que
a vontade de Deus foi assim obscura para
Jonas? Será que a palavra de Deus não
lhe foi tão clara? E a resposta é que
Jonas não teve dificuldade de
entendimento, porque a palavra de Deus é
muito clara. Jonas,
se disponha
e vai até Nínive, clama contra ela. Tá
claro a vontade de Deus. Nós vimos nos
versículos 1 e dois que a palavra de
Deus veio a Jonas de modo breve, direto
e imperativo. Para que mais clareza do
que nisso?
uma ordem breve, direta e com
imperativo.
Deus não veio a ele com uma série de
explicações. É claro que não. Mas mesmo
assim, o que se esperava do profeta
claramente é que ele obedecesse a Deus.
Sabe qual era o grande problema de Jonas
diante da ordem de Deus? É que a vontade
de Deus e a de Jonas não eram a mesma. É
isso que o livro começa a mostrar para
nós. É assim que a narrativa começa a
ser desenvolvida no decorrer desse
livro. Tanto é que essas duas vontades
aqui são apresentadas agora em colisão.
Jonas é apresentado no verso 3 como
alguém que tinha os seus próprios
desejos, como alguém que tinha os seus
próprios planos, as suas próprias
ambições a se realizar. Jonas tinha os
seus próprios conceitos de como as
coisas deveriam ser, de como ele poderia
servir a Deus de maneira melhor. Talvez
no seu coração ele estivesse dizendo:
"Olha, essa não é a melhor maneira de
servir a Deus. Talvez Deus tenha se
enganado. Eu sou um profeta. Se ele
quiser me manter como profeta aqui,
pregando para esse povo de Israel, OK,
essa é a melhor maneira de servi-lo. Mas
ir até Nínive, proclamar contra Nínive,
Deus deve ter errado. Ir a Nínive,
irmãos, definitivamente não estava nos
planos de Jonas. Porém, mal sabia Jonas
que quando a palavra de Deus vem até
nós, ser indiferente a ela, achando que
podemos pegar ou largar, é uma péssima
decisão. A continuidade do capítulo um
vai mostrar isso para nós. O capítulo
dois vai mostrar isso para nós. E aqui,
meus queridos, é preciso dizer que assim
como a palavra do Senhor veio a Jonas, a
palavra do Senhor continua vindo a nós
quando nós a lemos e a escutamos
fielmente sendo pregada.
Se a pregação for fiel, é a vontade de
Deus que está sendo exposta à sua vida.
Se você lê a Bíblia, pronto a ouvir a
voz de Deus, é, a vontade de Deus estará
sendo exposta a você. E a maneira
correta de recebê-la é com humildade, é
com submissão, é entendendo que Deus é
soberano e a sua vontade é a melhor para
nós. Jonas não entendeu isso para sua
vida. A resposta que se esperava de
Jonas é aquela que o profeta Isaías deu
ao Senhor quando ele foi questionado: "A
quem enviarei e quem há de ir por nós?"
E Isaías então responde prontamente:
"Eis-me aqui, envia-me a mim". Era essa
a resposta que Jonas deveria ter dito. É
para se dispor a ir para lá? Ok, Senhor.
É assim que Jonas deveria ter
respondido. É claro, meus irmãos, que
isso não significa que a ordem que Deus
deu a Jonas fosse fácil de responder,
assim como não é para nós. Nem sempre
será. Pregar aos ninivitas poderia ser
algo perigosíssimo.
Era o inimigo número um de Israel, um
povo mal, pecaminoso, que poderia matar
esse profeta assim que ele chegasse para
pregar naquela cidade. Porém, todas as
vezes que nós encontramos Deus na Bíblia
dando ordens difíceis, algo grande e
maravilhoso está prestes a acontecer.
Jonas conhecia bem o Pentateuco e sabia
que quando Deus deu as difíceis ordens
para Abraão da sair da sua terra, do
meio da sua parentela e ir para a terra
que ele iria lhe mostrar, essa ordem foi
difícil, irmãos. Pare para pensar. Saia
da sua terra, da sua parentela,
segurança, conforto e vá para uma terra
que eu vou te mostrar. Deus, mas não dá
para dizer qual terra é essa? Não,
Abraão, vai. Eu vou te mostrar. serei
contigo. Vai. Quando Deus virou para
Moisés e disse: "Olha, é para você ir
até o Egito e confrontar Faraó". Era uma
ordem dificílima. Colocava a vida de
Moisés em risco,
mas grandes coisas estavam para
acontecer. Quando ele manda Abraão ir,
ele estava preparando Abraão para ser o
pai da fé, para ser aquele por meio de
quem Deus iria abençoar várias nações.
Quando Deus enviou Moisés, Deus estava
usando Moisés para que o povo fosse
libertado ali das terras do Egito, da
escravidão. Hoje em dia, meus irmãos,
tem gente que até concorda em obedecer a
palavra de Deus, mas o problema sempre é
o mais. Mas apenas se for algumas partes
dela. É porque assim, pastor, eu tenho
os meus termos, sabe? Eu tenho as minhas
vontades e aí se a vontade de Deus
confronta a minha, então assim eu
prefiro deixar dele de lado e aí eu fico
com a minha. Então algumas partes da
palavra de Deus estou disposto a
obedecer.
Se ela for muito clara, pastor, tiver
assim muita clareza, sabe?
E se ela fizer todo sentido para mim,
porque se não fizer, pastor, eu não me
arrisco. O problema é que às vezes ela
pode não fazer sentido
no exato momento e nem responder a todas
as perguntas que gostaríamos que fossem
respondidas. Quantas coisas da vontade
de Deus que a gente gostaria de ter
respostas assim, ó, que fizessem todos
os sentidos para nossa vida. Mas não
temos, irmãos.
Mas a gente não vive por vista, né,
irmãos? A gente vive por fé.
A gente vive por fé, não é? Essa é a
nossa relação com a palavra de Deus.
Mesmo assim, a gente precisa entender
que o melhor é obedecer, pois quando a
vontade dele vem a nós, é a vontade
daquele que é soberano, daquele que tem
uma vontade boa, agradável e perfeita, a
dele sempre será a melhor para nós. O
problema é que Jonas não quis entender
isso, por isso é a postura dele. O
segundo ponto aqui é que a atitude de
Jonas de desobedecer a palavra de Deus
expressou também o seu descontentamento
com Deus. Tudo porque Deus estava dando
mais um tempo para o povo de Nínive.
Jonas sabia que o fato de Deus enviar a
Nínive uma palavra de juízo indicava que
o Senhor se importava com aquela cidade
composta de pecadores e inimigos de de
Israel. Deus poderia ter destruído a
cidade, não poderia? Sem que antes
enviasse um profeta para ela. Deus
poderia agir assim. Ele poderia ter ido
lá, destruído o Nínive e depois trazido
só um relatório para Jonas. Jonas, fui
lá e destruí a cidade. Acabou. O inimigo
de vocês foi embora. Junto a isso, ir
até Nínive poderia talvez fazer com que
Jonas fosse mal visto pelo seu povo,
pelo povo de Israel. Ele poderia ser
visto como um traidor. Jonas era muito
patriota. Talvez ele pensou: "Se eu for
lá, se eu for clamar contra essa cidade,
vai que esse povo se arrependa.
E aí depois eu vou servir isso como
traidor. Tanto é, meus irmãos, que o que
mais pesava no coração de Jonas é
exposto para nós lá no capítulo 4, no
versículo 2, quando ele vai dizer para
Deus que ele não quis ir pregar a
Nínive, porque ele sabia que Deus é
clemente, misericordioso, tardio em irá,
grande em benignidade e que se arrepende
do mal. Ou seja, o profeta sabia que
Deus poderia perdoar aquele povo, mesmo
sendo um povo extremamente pecador, caso
se arrependesse.
Sabe qual que é o problema? Jonas via
Deus agir dessa maneira todos os dias
com o seu próprio povo. Deus vinha
demonstrando misericórdias todos os dias
para o povo de Israel, que era também
idólatra, desobediente, tinha reis que
não se submetiam à vontade de Deus. Mas
enquanto Deus estava mostrando isso para
o povo de Israel, tudo bem para o
profeta, coração em paz com Deus. Mas se
Deus direcionasse isso para Nínive, aí
não, Deus, isso está errando na sua
decisão.
Richard Philips comentando o livro de
Jonas, ele destaca que esse profeta
sabia o que a maioria das pessoas não
sabe, que quando Deus nos chama para
lidar com os nossos pecados, o propósito
dele é demonstrar misericórdia e assim
nos salvar.
Jonas sabia disso.
Talvez a gente olha paraa atitude de
Jonas e até o veja como muito cruel. Mas
não era só Jonas que agia assim, meus
irmãos. O povo de Israel também era
assim. Jonas aqui é apenas colocado como
um representante do povo de Israel.
Alguém que o Israel que desdenhava da
graça de Deus para as outras nações, que
se gabava de ser um povo eleito de Deus.
O povo de Israel não havia entendido que
tinha sido escolhido para ser bênção
para as outras nações da terra, para os
outros povos.
Não foi assim o chamado de Deus a Abraão
lá em Gênesis 12:2, que diz: "De ti
farei uma grande nação, te abençoarei,
te engrandecerei o nome, se tu uma
bênção, abençoarei os que te abençoarem,
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Em
ti serão benditas todas as famílias da
terra.
O problema é que Israel era um povo
orgulhoso e que pouco se importava com
esse chamado de Deus para o pai Abraão.
Além disso, era um povo pecador que não
se arrependia. O próprio fato, então, de
Deus enviar Jonas a Nínive era uma
advertência ao próprio povo de Israel
para se voltar a ele, pois ele é
misericordioso e perdoa os pecados de
uma nação que anda a a passos largos dos
seus caminhos, mas que se arrepende e se
volta para ele. Era para que o povo
aprendesse por meio de uma nação
vizinha, terrível, que Deus é
misericordioso para com aqueles que se
arrependem.
Mas não nos enganemos, irmãos. E aqui
chega uma parte triste, não nos
enganemos. O livro de Jonas serve ainda
como espelho para nós nos nossos dias,
como advertência, assim como serviu para
o povo de Israel. Infelizmente, não é
impossível apreciarmos a graça de Deus
direcionada a nós, mas não nos
importarmos com aqueles que estão
mergulhados no pecado à nossa volta. E
até mesmo não querermos que Deus
demonstre misericórdia aqueles que
pecaram contra nós ou que podem agir
contra nós.
Por exemplo, meus irmãos, a missão de
pregar o evangelho é de cada um de nós.
Ela é minha, ela é sua, ela é da igreja,
ela é do povo de Deus. O problema é que,
infelizmente, nós podemos parecer como
Jonas, vivendo em rebeldia essa vontade
que é clara para nós, objetiva e direta,
é clara para nós.
Às vezes a gente se preocupa mais com
coisas da vontade de Deus que não são
assim tão claras para nós, mas as que
são claras, as que a gente não dá tanto
ouvido.
Nós podemos perder de vista o fato de
que Deus é gracioso não só para conosco,
irmãos. Às vezes a gente olha e diz:
"Essas pessoas são pecadoras demais".
Nós pensamos assim, nos esquecendo que
nós também fomos pecadores demais. E
mesmo assim Deus nos alcançou com a sua
graça. A verdade é que se nós não nos
atentarmos à vontade de Deus, nós
corremos o sério risco de vivermos como
Jonas em pleno século XX.
A gente precisa parar e pensar sobre
isso. Jonas ainda tinha muito que
aprender sobre a graça de Deus, com a
sua ação redentora com o mundo, assim
como nós também, irmãos, precisamos
aprender. Mais uma vez eu cito Richard
Philips que diz que uma coisa é conhecer
a doutrina da salvação por meio da
graça. E eu acredito que todos aqui
conhecem a doutrina da salvação por meio
da graça. Belíssima essa doutrina. Mas
outra coisa bem diferente é conhecer a
graça da doutrina da salvação.
O verso três, meus irmãos, enfatiza duas
vezes que Jonas quis fugir da presença
de Deus. O profeta achou que ir para
Tars fugiria, faria com que ele fugisse
da presença de Deus. No primeiro
momento, a ideia que se passa aqui é de
que em Tarsis ele não encontraria
pessoas que temiam a Deus. Logo, ele não
seria importunado por pessoas que faziam
parte da aliança com Deus. Ou seja, eu
vou para longe, eu não quero mais ser
importunado por Deus. Eu quero fugir da
sua presença.
Mas como foi tolo, irmãos, esse profeta
se ele pensou dessa maneira?
E para Níve pregar a palavra de Deus
realmente era algo muito difícil e
perigoso. Mas fugir da presença de Deus
é uma tarefa o quê? Impossível.
O Deus de Jonas não é como o Deus, não é
como os deuses falsos. Ele é o Deus vivo
e verdadeiro. Ele não está limitado a um
espaço
como um Deus falso está. O salmo 139,
versículos de 7 a 12, servem de
comentário. Esses versículos servem de
comentário para tolic desse profeta. O
salmista diz: "Para onde me ausentarei
do teu espírito? Para onde fugirei da
tua face? Se subo aos céus, lá estás. Se
faça a minha cama no mais profundo
abismo, será que Deus estará lá? Lá
estás também. Se tomo asas da alvorada e
me detenho nos confins dos mares, ainda
lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua
destra me susterá. Se eu digo: "As
trevas, com efeito me cobrirão e a luz
ao redor de mim se fará noite, ante até
as próprias trevas não te serão escuras.
As trevas e a luz são a mesma coisa".
Esse salmo deixa claro para nós, meus
irmãos, que nada
nós fizermos será suficiente para
fugirmos de Deus. Nós podemos fugir do
nosso lar, irmãos. Nós podemos fugir da
comunhão da igreja, sabe? Não quero mais
ser importunado por aquela igreja, pelos
irmãos daquela igreja. Nós podemos fugir
da companhia dos irmãos, mas nunca
conseguiremos fugir e nos esconder de
Deus.
Os comentaristas destacam que é bem
provável que o Jonas sabia da
impossibilidade de fugir da presença de
Deus, porque ele era um profeta de Deus.
Ele conhecia a Deus. Portanto, o mais
provável é que ele estivesse tentando
fugir da consciência, irmãos, da
presença de Deus. Como se viver em Tares
aliviar aliviaria a sua consciência da
presença de Deus. como se viver longe da
igreja, irá aliviar a sua consciência da
presença de Deus e da vontade de Deus
para sua vida. Ele queria aliviar a sua
consciência.
O problema é que viver em rebeldia, em
desobediência à palavra de Deus, faz o
homem achar que isso
dará certo, sabe? Resultará.
Talvez ele tenha achado que Tes
aliviaria essa consciência. Por fim,
irmãos, o versículo 3 apresenta uma
apresenta uma sequência de fatos que
para piorar podem ter iludido o profeta.
Olha só, veja que na tentativa de fuga
tudo começou a dar certo para o profeta.
Parece que ele estava tendo êxito como
se Deus estivesse concordando e dizendo:
"Olha, é isso mesmo. Fugir o melhor".
Vejam mais uma vez a sequência do
versículo 3. O profeta desce e esse
verbo é revelador, pois um homem
desobediência a Deus está sempre em
queda. E isso vai aparecer várias vezes
no capítulo um. Ele vai descer, ele vai
descer, ele vai descer, ele vai descer
até que Deus o pegue de volta. Ele está
em queda. Ele desce para Jope. Ele
encontrou um navio para Tares. Olha,
cheguei em Jope, tem um navio para Tes.
Coincidência? Será que é o acaso? Sorte
do profeta? O profeta tinha recurso para
pagar a passagem que não era barata, ele
tinha. Ele embarcou e assim a sua viagem
de fuga começou bem. Ou pelo menos
parecia que tudo ia muito bem. Jonas
poderia ter pensado: "Olha, as
circunstâncias estão favoráveis para ir
para Tes. Quem sabe não é Deus que está
abrindo uma porta para eu ir para lá.
Talvez ele tenha ficado com seu coração
em paz. Afinal de contas, está tudo
dando certo. Não é, não é um bom
termômetro para nós quando tudo está
dando certo. Não é sinal de que nós
estamos
de acordo com a vontade de Deus. É isso
mesmo? Não,
essa realidade, irmãos, de Jonas aqui
nos ensina a não sermos rápidos em
concluir que o fato de tudo dar certo em
nossa vida é um bom sinal de que nós
estamos no centro da vontade de Deus,
que é um sinal da sua provação, que ele
está se agradando de nós.
Pois pode ser muito bem o contrário,
irmãos. Pode acontecer de enfrentarmos
inúmeras dificuldades, agindo assim em
obediência à vontade de Deus. Eu preguei
aqui recentemente sobre o texto em que
Jesus chama os seus discípulos para
entrar num barco, para atravessar. Eles
estavam em obediência a Cristo, mas o
que que eles enfrentaram? Tempestade.
Mas eles não estavam em obediência, mas
enfrentaram tempestade.
Portanto, irmãos, o nosso critério não
deve ser as circunstâncias. Elas em si
não provam a aprovação de Deus para
nossa vida. Tem de ser algo mais
específico para nós. Nós somos o povo da
escritura. Nós somos o povo que tem a
vontade de Deus revelada nas escrituras.
O critério, meus irmãos, confiável é a
vontade de Deus revelada nas Escrituras.
Se nós estamos de acordo com ela ou não.
É esse o nosso critério. Na sequência da
nossa série de exposição em Jonas, nós
veremos que essa calmaria do profeta é
curta, irmãos. Durou pouco tempo. Por um
momento, Deus deixou Jonas acreditar que
estava um passo à frente de Deus. Mas
mal sabia ele ou para o bem dele, Deus
estava inúmeros passos à sua frente. Ele
verá que Deus é soberano mesmo diante da
rebeldia humana. Seus propósitos não
falham e a sua graça persegue pecadores.
A gente vai ver isso na continuidade da
exposição. Se a história de Jonas
acabasse aqui, nós poderíamos concluir
que ele foi um péssimo profeta e que
conseguiu vencer a vontade de Deus,
fazendo com que a sua fosse então
praticada.
Mas há muita coisa e essa narrativa
continua e terá muito a nos surpreender.
Aplicações, irmãos, de tudo que a gente
viu aqui. Como você tem vivido diante de
Deus e diante da sua vontade para você,
da vontade dele para você, melhor
dizendo, como tem sido a sua vida?
Queridos, nós não somos melhores do que
Jonas.
E essa é a primeira parte da aplicação,
que é uma má notícia para nós.
Não adianta bater no peito aí e dizer:
"Pastor, eu sou melhor do que Jonas."
Você não é. Eu não sou. Nós não somos
melhores do que Jonas. Não tem como,
irmãos, ler o livro de Jonas e não se
identificar com esse profeta.
Infelizmente, quando pecamos, nós nos
assemelhamos a Jonas em fuga. Todas as
vezes que nós pecamos, por menor que
seja o nosso pecado, você está se
assemelhando ao Jonas, fugindo da
vontade de Deus. Todo pecado é uma
atitude de fuga da vontade de Deus.
Todas as vezes que pecamos, é como se
disséssemos para Deus: "Olha, o meu modo
de agir, o meu modo de ver as coisas é
muito melhor do que o seu".
Isso expõe inclusive um coração
idólatra, como se nós fôssemos deuses.
E a nossa vontade fosse é de um Deus
soberano, bondoso.
Quando nós pecamos, irmãos, nós estamos
em fuga.
Em toda a história humana, queridos,
somente um viveu em total conformidade e
submissão à vontade de Deus. Essa é a
segunda parte e agora é boa nova para
nós. E é para ele que todas as
escrituras apontam. Inclusive o livro de
Jonas faz isso. Jonas é um profeta
imperfeito, mas que aponta para um
profeta perfeito, maior e melhor.
Foi ele quem declarou
em João 4:34:
"A minha comida consiste em fazer a
vontade daquele que me enviou e realizar
a sua obra". Essa não era a comida de
Jonas, mas a de Jesus era. Irmãos, a
minha comida eu me alimento, fazendo a
vontade do Pai e a obra que ele me
designou para fazer. Assim como Jonas,
meus irmãos, Jesus também recebeu uma
missão de Deus Pai para ir a um povo
pecador. Ele recebeu a ordem mais
difícil de todas as dadas por Deus. Bem
maior que aquela ordem dada a Abraão,
bem maior do que a ordem dada a Moisés,
a Jonas e a todos os profetas que o
antecederam. E ao contrário de Jonas,
meus irmãos, Jesus obedeceu
perfeitamente ao chamado do Pai para
deixar a sua casa celestial e assim vir
até nós, mesmo sabendo que a sua missão
lhe custaria a sua própria vida e ela
custou a sua própria vida. Ele aim
mesmo, irmão, se humilhou, tornando-se
obediente até a morte. E morte de quê?
De cruz.
No Getsemman, ele orou entre lágrimas e
suó de sangue, dizendo ao Pai: "Contudo,
não se faça a minha a minha vontade,
não, Pai, não se faça a minha vontade, e
sim a tua." Ele é e foi submisso à
vontade do Pai. Ele submeteu-se ao Pai
mesmo diante de um sofrimento
inimaginável.
Jonas obedeceu. Jesus obedeceu
perfeitamente.
Jonas desceu em rebeldia. Jesus desceu
em humilhação redentora. Jonas fugiu.
Cristo veio voluntariamente.
Jonas resistiu aos gentios. Cristo
morreu inclusive para os gentios. E nós
somos prova disso.
Mas o contrário, o evangelho não
chegaria a nós. Jesus obedeceu ao Pai,
irmãos, assim porque ele confiava em
Deus e nos sábios e gloriosos propósitos
de Deus.
Assim nós devemos fazer, confiar em
Deus, submeter-se à sua vontade.
Apegue-se a Cristo, irmãos, para que
isso aconteça na sua vida. Se ele não
governar a sua vida, o seu eu, se você
não amar a Cristo, mais do que o
conforto, mais do que a sua própria
vontade, você não conseguirá obedecer a
vontade do Pai.
Peça a Cristo para te fortalecer nessa
nessa noite.
Ele se compadece das nossas fraquezas.
Peça a Deus para te fortalecer, para que
você não fuga, não fuja da da das ordens
de Deus. Você não viva em uma fuga de
Deus. Peça a Deus para que isso aconteça
na sua vida. Vamos orar.
เ

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