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A fé vem pelo ouvir

Quando Deus diminui nossos recursos para revelar sua Glória (Juízes 7) | Rev. Rubens Cirqueira

Quando Deus diminui nossos recursos para revelar sua Glória (Juízes 7) | Rev. Rubens Cirqueira

Quando Deus diminui nossos recursos para revelar sua Glória (Juízes 7) | Rev. Rubens Cirqueira

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Meus irmãos, que a graça e a paz do
nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
esteja com todos. Nós vamos continuando
na presença do Senhor. E nesse momento
onde nós abrimos a palavra do Senhor, eu
quero convidá-los a abrir no livro de
Juízes, no capítulo de número 7.
Juízes. capítulo 7. Nós vamos acompanhar
a leitura desse texto. É uma narrativa.
Nós vamos ler todo o capítulo 7
de Juízes. Acompanhe comigo, por favor.
Então Jerubaal, que é Gideão, se
levantou de madrugada e todo o povo que
com ele estava, e se acamparam junto à
fonte de Arode. De maneira que o arraial
dos midianitas lhe ficava para o norte,
no vale, de fronte do outeiro de Moré.
Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo
que está contigo para eu entregar os
midianitas nas suas mãos. Israel poderia
se gloriar contra mim, dizendo: "A minha
própria mão me livrou". Apregou-a, pois,
aos ouvidos do povo, dizendo: "Quem for
tímido e medroso, volte e retire-se da
região montanhosa de Gileade." Então,
voltaram do povo 22.000
e 10.000 ficaram.
Disse mais o Senhor a Gideão: "Ainda há
povo demais, faz o descer as águas e ali
teos provarei.
Aquele de quem eu te disser, este irá
contigo, este contigo irá. Porém todo
aquele de quem eu te disser, este não
irá contigo, esse não irá". Fez Gideão
descer os homens à águas. Então o Senhor
lhe disse: "Todo que lamber a água com a
língua, como faz o cão, esse porás a
parte, como também a todo aquele que se
abaixar de joelhos a beber". Foi o
número dos que lamberam, levando a mão à
boca 300 homens, e todo o restante do
povo se abaixou de joelhos a beber água.
Então disse o Senhor a Gideão: "Com
estes 300 homens que lamberam a água, eu
vos livrarei e entregarei os midianitas
nas tuas mãos, pelo que há outra gente,
toda que se retire cada um para o seu
lugar". Tomou o povo provisões nas mãos
e as trombetas. Gideão enviou todos os
homens de Israel, cada um à sua tenda.
Porém, os 300 homens reteve consigo.
Estava o arraial dos midianitas abaixo
dele no vale. Sucedeu que naquela mesma
noite o Senhor lhe disse: "Levanta-te e
desce contra o arraial, porque eu
entreguei nas tuas mãos. Se ainda temes
atacar, desce tu com teu moço pura ao
arraial e ouvirás os o que dizem.
Depois, fortalecidas as tuas mãos,
descerás contra o arraial. Então desceu
ele com seu mous pura até a vanguarda do
arraial. Os midianitas, os amalequitas e
todos os povos do oriente cobriam o vale
como gafanhotos em multidão. E eram os
seus camelos em multidão inumerável,
como areia que há na praia do mar.
Chegando, pois, Gideão, eis que certo
homem estava contando um sonho ao seu
companheiro e disse: "Tive um sonho. Eis
que um pão de cevada rodava contra o
arraial dos midianitas. e deu de
encontro à tenda do comandante, de
maneira que esta caiu e se virou de cima
para baixo e ficou assim estendida.
Respondeu-lhe o companheiro e disse:
"Não é isto outra coisa senão a espada
de Gideão, filho de Joás, homem
israelita. Nas mãos dele entregou Deus
os midianitas e todo este arraial."
No ouvido Gideão contar este sonho e o
seu significado adorou. e tornou a
arraial de Israel e disse:
"Levantai-vos, porque o Senhor entregou
o arraial dos midianitas nas vossas
mãos". Então repartiu os 300 homens em
três companhias e deu-lhes a cada um nas
suas mãos trombetas e cântaros vazios
com tochas neles. E disse-lhes: "Olhai
para mim e fazei como eu fizer. Chegando
eu às imediações do arraial, como fizer
eu, assim fareis. Quando eu tocar a
trombeta e todos os que comigo
estiverem, então vós também tocareis a
vossa ao redor de todo o arraial e
direis pelo Senhor e por Gideão.
Chegou, pois, Gideão, e os 100 homens
que com ele iam às imediações do
arraial, ao princípio da vigília média,
havendo-se pouco tempo antes trocado as
guardas, e tocaram as trombetas e
quebraram os cântaros que traziam nas
mãos. Assim tocaram as três companhias
trombetas e despedaçaram os cântaros e
seguravam na mão esquerda as tochas e na
mão direita as trombetas que tocavam. E
exclamaram: "Espada pelo Senhor! E por
Gideão! E permaneceu cada um no seu
lugar ao redor do arraial, que todo
deitou a correr e a gritar e a fugir. Ao
suar das 300 trombetas, o Senhor tornou
a espada de um contra o outro. Isso em
todo o arraial, que fugiu rumo de Zererá
até Beta, até o limite de Abel Meolá,
acima de Tabate. Então os homens de
Israel, de Naftali e de Azer e de todo o
Manassés foram convocados e perseguiram
os midianitas. Gideão enviou o
mensageiro a todas as montanhas de
Efraim, dizendo: "Descei de encontro aos
midianitas e impedi-lhes a passagem
pelas águas do Jordão até Betara.
Convocados, pois, todos os homens de
Efraim, cortaram-lhes as passagens pelo
Jordão,
passagem pelo Jordão até Betara. E
prenderam os dois príncipes dos
midianitas, Orb e Zebe. Mataram Orreb na
penha de Orebe, e Zebe mataram no lagar
de Zéebe. Perseguiram aos midianitas e
trouxeram as cabeças de Orebe de Zéebre,
a Gideão, da lém do Jordão. Vamos orar
mais uma vez.
Senhor nosso Deus, nós estamos diante do
Senhor e acabamos de ler uma porção da
tua palavra,
ó Deus. Que o Senhor permita que pelo
poder do teu Santo Espírito nós possamos
ser edificados por meio delas. Nos leve,
ó Deus, como povo do Senhor em direção a
Cristo Jesus. nos ajude, ó Deus, a
compreender, ó Pai, o evangelho do
Senhor a partir de toda a obra revelada
do Senhor. Portanto, que o Senhor nos
abençoe, ó Deus, abençoe a todos os que
estão aqui presentes, as crianças e
todos os demais. Ó Deus, que seja o
mesmo Espírito do Senhor agindo em nós,
trazendo luz à mente, abrindo o
entendimento e aplicando a tua palavra.
Nós oramos, ó Deus, em nome de Cristo
Jesus. Amém.
Os irmãos, mais uma vez nós estamos
diante de uma narrativa
e nós temos o contexto aqui de juízes
que revelam um povo eh completamente
instável, espiritualmente instável, né?
Então, nós vamos perceber que há ciclos
aqui de infidelidade que são marcados,
né, na em alguns anos e tempos onde o
povo do Senhor se torna escravo aqui. E
Deus vai levantando libertadores.
Eh, mas é interessante notar que se você
olhar em todo o livro de juízes, você
não vai perceber heróis onde você pode
falar assim: "Olha, pegue essa figura e
siga". Imite-o né? Porque nós vamos
perceber que eh juízes está nos
mostrando o limite onde eh onde o povo
pode chegar sem a lei de Deus. Porque
uma das coisas que eles estavam fazendo
sempre era agir eh contrário à vontade
de Deus e muitas vezes apenas fazendo
aquilo que era a sua própria vontade.
Então nós vamos perceber que Deus está
usando ao longo do texto de Juízes, não
só os mais fortes, mas sim os
improváveis aqui, aqueles que de fato
eram fracos aqui no meio do povo. E a
gente vai percebendo isso para que o
povo de Deus pudesse compreender que a
vitória nunca foi deles. Na verdade, a
vitória sempre era de Deus e era Deus
que estava fazendo. A gente precisa
relembrar do contexto aqui desse texto
do capítulo de número seis, quando
começa a contar a história de Gideão.
Gideão no capítulo 6 nos mostra que ele
estava ali malhando o trigo no lagar. E
aí chega o anjo do Senhor. É uma
manifestação aqui, uma teofania. O anjo
do Senhor chega e com toda ironia diz
para ele: "Olha, homem valente, né? Um
homem valente que estava com medo dos
midianitas e tentando malhar o trigo no
lagar para tentar eh escapar alguma
coisa ali, porque quando eles vinham
eles tomavam tudo. Nós temos eh e começa
a se mostrar então blocos agora no
capítulo 6 de quem era Gideão. Gideão
ele era medroso, como o texto nos
mostra. Ele tinha também uma necessidade
imensa de sinais. Se você perceber no
capítulo seis, ele vai pedindo uma série
de sinais e Deus vai dando esses sinais
eh para Gideão. Então, a gente vê do
verso 36 até o 40 essa necessidade. E
ele sempre pedindo a Deus, primeiro ele
faz o sacrifício, coloca diante do
Senhor e ali diz o texto que quando ele
coloca em cima da rocha, desce o fogo e
o anjo do Senhor, ele sobe no meio dessa
fumaça. E aí ele entende que era o
Senhor falando com ele. Mas também a
gente vê em meio a tudo isso de tantas
manifestações, uma hesitação espiritual
por parte dele. E aqui a gente olha pro
texto onde se muda o nome por causa
também de uma história que é relatada no
capítulo 6. Eh, Deus fala para que ele
pudesse destruir o altar de Baal, que
era do seu próprio pai. E ele vai lá e
destrói a noite, porque ele estava com
medo de morrer. Ele destrói a noite, mas
as pessoas entendem que foi ele que
derrubou o altar de Baal. E quando os
moradores vão se juntam para matá-lo, o
próprio pai sai em sua defesa e diz:
"Olha, se ele derrubou o altar de Baal,
que Baal contenda com ele. Se Ba é Deus,
que Baal tome, então peça a conta dele."
E aí muda-se o nome para de Gideão para
Jerubaal, porque literalmente
significava Baal contenda contigo. E
assim a gente vai vendo a história sendo
contada. E nós chegamos então no
capítulo de número sete desse texto.
Então nós vamos perceber que eh Gideão
ele chama um exército aqui, mas é
interessante notar que aqui está uma
lógica inversa do reino, né? Quando eles
junta 32.000 pessoas no texto eh nos
mostra isso, 30.000 32.000 1000 pessoas
num exército, mas Deus reduz
completamente esse exército. Então, a
lógica é o oposto, porque se havia uma
multidão eh que não se podia contar ali
acampada, pronta paraa guerra, quanto
mais pessoas tivessem do outro lado,
melhor seria. Só que o texto está nos
mostrando claramente o que que Deus está
fazendo por amor à sua promessa e por
amor à sua aliança. Portanto, para
mostrar ao povo de Deus que quem
venceria a guerra ou quem sempre venceu
as guerras ou as batalhas foi Deus e não
foi eles. E o texto repete isso para que
eles não falem menos mesmo sendo bem
menos, 32.000 1 pessoas, não dava para
enfrentar o exército midianita, mas era
muita gente. E aí o texto nos diz para
que eles não falem que eles venceram
essa batalha. Portanto, aqui está uma
lógica do reino de Deus. Deus não apenas
usa fraqueza, Deus produz fraqueza. Deus
produz fraqueza. E é isso que está
acontecendo agora nesse texto. E esse
texto nos ajuda a compreender algumas
coisas e aplicar algumas coisas na nossa
vida para que a gente entenda
basicamente aquilo que a palavra de Deus
está apontando eh pro evangelho e como
que tudo isso está caminhando, apontando
em direção a Cristo Jesus. Perceba
comigo aqui nessas cenas do verso, no
capítulo 7, do verso 1 até o verso 8, a
palavra de Deus começa relatar
aquilo que está acontecendo aqui. Então
ele diz que Jerubaal, que é Gideão, se
levantou de madrugada e todo o povo que
com ele estava, se acamparam junto à à
fonte de Arode. A gente começa esse
texto com atenção geográfica aqui, mas é
interessante notar essas ironias todas
no texto aqui, porque quando o texto nos
fala que Israel se acampou junto à fonte
de Arod, se você for ligar o nome de
Arod, Arode ele vem de um derivado de
Arade. E Arade significa literalmente
tremer ou temer. Então, Israel está
junto dessa fonte e essa fonte agora eh
está apontando para eles que o cenário
era caótico diante deles. E a própria
fonte já apontava para isso, que o lugar
onde eles estavam de fato era um lugar
para que eles pudessem tremer diante da
situação que estava à sua frente. O
cenário físico então já reflete o estado
também espiritual do povo de Deus nesse
momento. E aqui Deus declara no verso de
número dois, é, o povo que está contigo
é demais para eu entregarme nas tuas
mãos. O verso de número dois nos diz
isso. Então Deus começa a fazer uma
seleção no meio desse exército. Isso
aqui é interessante que é chocante
teologicamente porque normalmente mais
recursos, mais chance de vitória. Mas o
texto está apontando desde o capítulo 6
que a palavra de Deus está mostrando
exatamente o oposto. Mais recurso.
Normalmente nós eh nos nós corremos um
risco de mais e mais risco espiritual ou
de muitas vezes nos afastarmos de Deus
que nos dá vitória. Desde o capítulo 6,
a palavra de Deus ela vai na mesma
coerência, mostrando que mais recurso é
mais risco espiritual. Então aqui nós
temos a razão explícita, como eu já
disse, o próprio texto fala para que
Israel depois não se glorie contra mim.
para que Israel não se glorie contra
mim. Então, a redução ocorre em duas
etapas. Se você perceber no texto
primeiro, ele fala: "Os medrosos podem
voltar". É interessante isso, as pessoas
mesmo entender que são medrosas, né?
Aqueles que são medrosos. Mas isso tudo
já estava também em consonância lá com
Deuteronômio no capítulo 20, verso 8. E
o povo de Israel sabia disso. Aquele que
tinha medo da guerra, lá em
Deuteronômio, já dizia: "Olha, todos os
medrosos nunca devem descer paraa
guerra, porque eles são capazes de
contaminar o outro". Ou seja, no meio da
guerra, cheio de medo, ele poderia
contaminar o seu companheiro, dizendo
dos seus medos, dos seus temores. Então,
o texto nos diz que fazem um apelo e
diz: "Olha, quem é medroso pode ir eh ir
para casa." E o texto nos diz que dos
32.000 Já 22.000 voltam para casa. Há um
segundo teste, o teste da água. E nesse
teste agora, o texto eh começa a
caminhar mostrando exatamente a mesma
coerência do capítulo 6. Eu sei que
muitas vezes eh você já foi bombardeado
com esse texto e talvez algum dia você
ao olhar para esse texto ou ouvir alguém
falando desse texto e dizendo que
aqueles que estavam com o Gideão, os 300
eram os valentes de Gideão. Da onde o
texto está dizendo isso? O texto nunca
disse que esses 300 homens eram valentes
de Gideão. Pelo contrário, a lógica do
texto nos indica que eles também eram
fracos diante de tudo aquilo que estava
acontecendo.
Eu sei que muitas vezes a gente pega nas
narrativas algumas coisas, fala: "Não,
lambeu a água como um cão". é porque
estava preparado. O texto nunca apontou
para isso. O texto não aponta para isso.
Aqueles que estavam ali, que abaixaram,
era aqueles que não estavam prontos
paraa guerra. Isso somos nós colocando
no texto aquilo que o texto não diz,
porque o objetivo da daquilo que está
acontecendo é exatamente Deus mostrando
quem ele era por meio da fraqueza do seu
povo. E como que agora nós vamos
inverter o texto e dizer que eram 300
valentes aqui? Eles também eram fracos.
Tanto é que a gente vai vendo na
narrativa onde que 300 valentes no meio
de uma guerra vai aceitar ir para uma
guerra sem nenhuma arma.
com a trombeta na mão. E também é
interessante notar a trombeta, se você
for pro texto original, nem era a
trombeta de guerra, era um chofar que
era feito de chifre e não era o chofar
moderno, que algum tempo atrás as
igrejas estavam tocando completamente
errado, mas tocando um negócio falando
que era chofar e aquilo não era, porque
o chofar na verdade era feito de chifre
de carneiro e aquilo não dava um som tão
potente como as pessoas acham que dava.
Eles estão ali com essa trombeta na mão.
Eles estão com o cântaro na mão. E agora
a única coisa que eles tinham era fazer
o que Gideão tinha mandado eles fazerem,
gritar. Então o texto nos sugere aqui
que não está visando aqui a habilidade
militar, mas simplesmente uma redução
radical do povo. Era para reduzir o
povo. Ou seja, Deus não escolhe aqui os
mais aptos, não. Mas ele está mostrando
que naqueles menos prováveis aqui e no
cenário menos provável era a forma como
ele iria agir para que a glória não
fosse desviada para outro.
Deus está nos mostrando e sempre nos
mostrando isso, que ele está
desconstruindo toda a autossuficiência.
Tudo isso faz parte de nós. Isso por
causa do pecado. Quando foi sugerido a
nós que seríamos como Deus ali, né, lá
no Éden, né, sugeriu isso. Satanás,
olha, vocês serão como deuses. Isso está
implantado no nosso coração de tal
maneira que normalmente nós queremos
lutar batalhas na nossa autossuficiência
sem entender que nós somos completamente
frágeis e precisamos nos entregar. nas
mãos de um Deus que é o Deus das
batalhas. A salvação também ela deve ser
inequivocamente divina. E como eu falei,
todos esses essas narrativas elas têm um
pano de fundo para mostrar como que Deus
age, porque também na salvação, uma das
coisas que a palavra de Deus sempre nos
mostrou que ela é unilateral, ela é
monérgica, ou seja, é um trabalho de um
Deus sozinho que veio e nos resgatou.
E como que muitas vezes nós queremos
mudar ou inverter toda essa lógica e
falar: "Mas eu dei uma mãozinha, mas eu
ajudei, mas é porque eu sou esperto, mas
é porque eu lambi a água, eu não
abaixei".
Mas a palavra de Deus está nos mostrando
e nos apontando para algo maior que
aconteceria depois em Cristo Jesus.
Portanto, Deus frequentemente reduz
estruturas, Deus limita recursos, Deus
enfraquece capacidades. E tudo isso não
é como um juízo, mas sim como uma graça
pedagógica na nossa vida.
Olha só uns exemplos de como o evangelho
eles é disseminado pelo mundo afora. Os
irmãos conhecem muito bem a história de
William Carry. Ele é considerado o pai
das missões modernas. Ele se levanta num
tempo onde em 1761
eh nós estamos, o mundo ali na época
onde ele estava, ele é ele está
completamente dominado pelo
hipercalvinismo, que dizia: "Olha, se
Deus elegeu, ele mesmo que vai atrás de
quem ele quiser. Nós não precisamos
pregar o evangelho." Isso era algo
comum. Tanto é que quando ele se
levanta, ele era eh sapateiro, né? Ele
tinha aprendido ofício com o pai. Ele
colocava mapas na parede e ele orava
pelos povos ali para que Deus
alcançasse. No dia que ele falou: "Eu
vou para o campo missionário, eu vou
paraa Índia". Um pastor da igreja dele
falou: "Não, meu filho, fica sentado aí.
Se Deus quiser salvar eles, ele mesmo
vai".
E ele mesmo assim ele foi,
ele pega ali sua família e quando ele
chega lá, o seu filho morre. Logo a
seguir, em meio a tantas lutas, a sua
esposa, ela também é acometida de um mal
e ela sofre tremendamente. Diz alguns
que ela perdeu a sanidade mental. Ele
começa a viver em extrema pobreza,
pregando por 7 anos. Ninguém se
converteu ali.
E logo a seguir ele muda. Depois de 7
anos, ele muda para outro lugar. E a
gente vê aquilo que Deus faz em meio a
toda essa fraqueza.
Ele traduziu a Bíblia para mais ou menos
40 idiomas, uma pessoa e tantas pessoas
que se converteram. E ele começou por
meio disso, através da vida de alguém
que ao olhar a própria igreja, ao olhar
falar: "Isso não vai dar em nada. Deus
alcança milhões de pessoas". Por isso
ele é considerado o pai das missões
modernas. Deus age assim. Deus age
assim, reduzindo tudo para que a obra
fosse claramente de Deus. Mas quando
Deus remove então os nossos apoios
externos aqui, ele nos dá força para
lidar aqui. E a gente vê o segundo, no
segundo, segunda cena desse texto, do
verso 9 até o verso 15, Deus começa a
fortalecer aqui a nossa fé vacilante.
Quando a gente olha então para Gideão,
você vai ver que o o texto muda para o
cenário noturno. Então o texto começa
dizendo agora naquela noite, naquela
mesma noite. E a gente vai vendo que é
claro no texto que juízes aqui, o texto
de juízes está nos mostrando que essa
noite sim estava sempre associada com
medo, né, que é o capítulo 6 verso 27,
incerteza e diante muitas vezes de crise
espiritual. Então Deus diz para Gideão:
"Levanta-te, porque eu entregarei o
arraial nas tuas mãos".
Mas há uma condescendência da parte de
Deus em meio a tudo isso. E aí Deus sabe
exatamente o medo de Gideão. Ele fala:
"Se você ainda tem medo, você desce lá
no arraial". Ele vai ao arraial e Deus
mostra que a palavra de Deus nos mostra
que ele nos acompanha em nossas
fragilidades. E agora ele houve um
sonho. O sonho midianita era de um pão,
um pão de cevada aqui. Isso tudo era um
simbologia de de pobreza, né? né? O pão
de cevado era aquilo que um a pessoa
mais pobre poderia ter. E ele diz que
esse pão derruba, no sonho derrubava a
tenda aqui, que era uma representação
também de força militar. Então ele
entende diante do sonho e daquela
interpretação que Deus tinha entregado
Midiã nas suas mãos. O detalhe em meio a
tudo isso aqui profundo é que Deus usa a
voz do próprio inimigo aqui para
encorajar Gideã.
Deus usa qualquer um. Deus usa qualquer
um. Deus usa a voz do próprio inimigo
para encorajar. E também a confirmação,
ela vem de fora, não de dentro. Aqui nós
olhamos para um texto para que a gente
possa eh abrir mão ou nos esvaziar de
nós mesmos. Quando muitas vezes as
pessoas falam: "Olha para dentro de
você, traz a força que está dentro de
você". O texto está apontando pro outro
lado.
O texto aponta para fora, né? A
confirmação ela vem de fora, não vem de
dentro.
Portanto, a gente vai olhando no texto,
percebendo que Deus não despreza a fé
quando ela é fraca. Deus não despreza.
Ele vai fortalecendo progressivamente. O
verso 15 também nos mostra que ele
transforma medo em adoração. É a esse
lugar que Deus está nos levando. Gideão
diz depois de tudo isso que ele adorou
ao Senhor.
Portanto, meus irmãos, a fé fé cristã
ela nunca foi ausência de medo e de
temores.
A fé cristã é confiança sustentada pela
palavra de Deus. A palavra de Deus, ela
precisa nos sustentar. algo externo. Não
é aquilo que é a força que está dentro
de você. É a palavra do Senhor, onde nós
devemos nos sustentar em meio aos nossos
temores todos. Mais uma vez eu quero
relembrar algo da história para mostrar
exatamente como Deus faz em meio às
fraquezas. Uma outra história de um
missionário, Uson Taylor, também
praticamente semelhante
de William Carry. Só queon Taylor, ele
ele quer alcançar a China. Ele teve o
sonho, o desejo de alcançar a China. E
quando ele vai até ali, ele não tem
recurso nenhum. Não tinha recurso nenhum
para chegar naquele lugar e nem as
condições para chegarem até ali, mas ele
coloca diante de Deus e ele chega até a
China. É interessante notar aquilo que
Deus faz na China por meio de uma
pessoa.
E aí ele diz: "A obra de Deus feita a
maneira de Deus nunca carecerá dos
recursos,
mas carecerá apenas de Deus. Portanto,
sua fé não era ausência de medo, era
sustentação em Deus e por meio dele. E
essa fé, então, ela fortalecida, ela
também nunca vai eliminar. E o texto não
está mostrando isso, que a fé elimina a
fraqueza, mas ela prepara o cenário aqui
para a ação de Deus. A outra cena do
texto caminho, por favor, no verso de
número 16 até o verso de número 25.
A estratégia de Gineão é humanamente
absurda, como nós já vimos, são 300
homens, não tem menção de armas nenhuma,
né? Nós temos apenas aqui, como eu já
disse, trombeta, que o texto faz questão
de mostrar que essa trombeta não era as
mesmas que eram tocadas eh nas
manifestações militares. Ele traz tocha
na mão e ele traz cântaros ali. A ênfase
no texto nos mostra a repetição, porque
ele mostra exatamente isso. Ele vai
repetindo trombeta, trombeta, trombeta.
E também repete tocar essas trombetas. E
a ênfase no texto é para mostrar que
aquilo que era completamente
insano ou que não tinha nada a ver com
guerra, era exatamente ali que estaria a
vitória.
Aquilo não tinha a ver com guerra.
E a gente vai ver que esse texto conecta
eh com o episódio de Josué lá em Jericó,
que da mesma maneira aquela tática de
Deus mandar que eles rodeassem Jericó
também não era uma tática de guerra. Era
exatamente para mostrar quem guerreia
as nossas batalhas é o nosso Deus. Ou
seja, a vitória aqui também nos aponta
para algo extremamente profundo. Ela é
sempre litúrgica aqui antes de ser
militar. O texto vai mostrando isso, que
é algo elementos trazidos do próprio
culto,
são elementos trazidos do culto, não
eram elementos de guerra. para mostrar
que essa batalha era algo litúrgico
aqui. E, portanto, naquilo que eles
gritariam, que era o clímax, eles
deveriam dizer pelo Senhor e por Gideão.
A ordem aqui é importante. Deus
primeiro, o instrumento vem depois. O
resultado em meio a tudo isso, nós vemos
no texto, há uma confusão implantada no
arraial dos inimigos. Eles se destróem.
Israel está agora olhando apenas como
uma testemunha diante de tudo que está
acontecendo.
A gente olha pro texto, começa a se
perguntar diante disso, né? O que que
Deus está mostrando nesse texto? Nós
vamos perceber claramente que Deus é
quem luta por seu povo. A vitória nunca
depende da capacidade humana, né? Aí o
povo participa, mas nunca é a causa. O
problema é que nós invertemos tudo isso.
Nós vivemos em meio um evangelho, um
evangelho de performance, onde muitas
vezes já te levou a lugares que você não
conseguiu ficar, lugares onde muitas
vezes você entendeu ou talvez aqui
dentro gritou que você era forte, gritou
que você venceria as batalhas, gritou
que você ia sair daqui, ia romper,
passar por cima das águas. Quando você
chegou na esquina, o medo sobreveio
sobre você e o temor e você disse: "Eu
não consigo, eu não consigo nem passar
por cima de água. Eu não consigo passar
no meio de fogo. Eu não consigo vencer
batalha nenhuma."
E aí muitas vezes nos frustramos porque
você foi apresentado a um Deus que não é
aquilo que a palavra de Deus está
dizendo acerca dele mesmo. Portanto, ao
olhar para tudo isso, nós vamos perceber
que Deus sempre agiu dessa maneira. Isso
tudo vai apontando para aquilo que seria
o maior ato de vitória de Deus sobre a
morte, sobre o pecado. Toda a história
de Gideão aponta para algo maior. Sim,
Cristo de fato é o verdadeiro
libertador. Você vê no texto que Gideão
está numa batalha com 300 homens. Se
você olhar paraa história da nossa
redenção, isso tudo é uma afronta para
muita gente. Um Cristo Jesus que vende
sozinho, crucificado, preso numa cruz.
Quando que isso é sinal de poder e de
vitória em batalha?
Cristo Jesus humilhado, preso em uma
cruz.
Mas esse é o evangelho para mostrar
aquilo que Deus fez por meio de Cristo
Jesus.
Alguns dos discípulos ainda, se vocês
lembrarem, naquele momento, estão ali
tentando ainda de alguma maneira usar a
força e a capacidade.
É interessante notar que quando cefas
corta a orelha do soldado e Jesus cura
imediatamente, a gente vai perceber que
eh Jesus faz isso até para que ele
também não fosse imaculado na sua obra e
talvez fosse tido como apenas um
revolucionário insurgente.
Mas todo o cenário do evangelho que
aponta paraa cruz nos mostra apenas a
fraqueza. Cristo Jesus assume a cruz,
porque a palavra de Deus diz que maldito
aquele que morrer no madeiro. Gideão
também recebe sinais e a gente vai
perceber que o sinal agora é Cristo
Jesus, que é esse sinal definitivo.
Portanto, é na cruz que é uma aparente
derrota, que nós vemos a real vitória,
como Paulo ensina na primeira carta aos
Coríntios, quando ele diz que Deus
escolhe as coisas fracas para
envergonhar as fortes.
olhar para esse texto e ao concluir
aqui, nós vamos perceber que quando Deus
diminui os nossos recursos, não é
abandono,
é na verdade é uma revelação daquilo que
ele está por fazer. E quando Deus
enfraquece, não é juízo, é graça. Quando
Deus enfraquece, não é juízo, é graça. E
quando Deus vence, ele não divide a sua
glória com ninguém. olhar para esse
texto e ainda e trazendo algumas
aplicações à nossa vida. Talvez ao olhar
muitas vezes nesse texto, você foi
levado a um lugar onde eh que você está
vivendo um evangelho de puro moralismo.
Talvez alguém um dia disse para você:
"Seja corajoso como Gideão". Aonde a
palavra de Deus diz que Gideão foi
corajoso?
Aonde a palavra de Deus disse isso, pelo
contrário, desde o capítulo 6 está
mostrando que Gideão é alguém
completamente medroso que estava fugindo
das batalhas. Quando normalmente o
moralismo vai te dizer: "Confie mais em
você, tem a disciplina que você vai
vencer".
E você tentou tudo isso. Você tentou
muitas vezes, você muitas vezes se impôs
alguma disciplina para falar: "Agora eu
vou melhorar, agora eu vou ser vencedor,
agora eu vou fazer isso ou aquilo
outro". E você percebeu que isso não deu
em nada. E muitas vezes você começou a
ficar sem esperança nenhuma
porque você colocou o peso em você
mesmo. Mas também em meio a tudo isso,
você pode olhar
pelo prisma do legalismo espiritual,
quando muitas vezes alguém talvez falou
para você: "Olha, Deus só age se você
tiver fé suficiente,
se você não tiver fé suficiente, você
não pode ser curado. Se você não tiver
fé suficiente, a sua vida não pode
mudar. E a palavra de Deus, por meio do
evangelho, está te falando, olha, não é
nada disso. Olhe apenas para Jesus.
É só pela obra de Cristo Jesus. Palavra
de Deus está nos mostrando isso e nos
livrando de tudo isso que muitas vezes
nos leva apenas a uma prisão.
Ou alguém diz: "Você precisa se esforçar
mais. Você precisa de esforçar.
E alguém ainda te diz o que a Bíblia
diz: "Faça tua parte que eu te
ajudarei."
Se esforce mais.
Você perguntaronde está essa referência,
alguém fala: "Deve estar em Apocalipse",
né?
E muitas vezes nós fomos jogados num
evangelho que não é o evangelho de
Cristo Jesus, porque a palavra de Deus
está nos falando que é a graça de Deus
que nos transforma.
Essa graça de Deus que transforma as
nossas fraquezas em desempenho, mas é no
desempenho de Cristo Jesus.
Por isso, a olhar para esse texto nessa
noite e aplicando nas nossas vidas,
quando muitas vezes você se vê fraco.
Nós lemos desde o início desse culto,
nós vimos o salmista dizendo que não é
cavalos que vencem a batalha, não são os
fortes que vencem
aqueles que correm melhor,
mas é por Cristo Jesus.
Portanto, nas suas batalhas e nas suas
lutas que você tem percebido derrotas
constantes
contra o pecado, contra
iniquidade diante de Deus, ou às vezes
lutas em outros em outros lugares, em
outros assuntos onde você se percebe
completamente inértil. Não caia na
conversa que você precisa ser forte e
que você precisa trazer a força que há
dentro de você.
Deus está pronto a usar aqueles que são
fracos.
E, portanto, Deus pode nos levar a esse
lugar de fraqueza para que nós possamos
reconhecer no final de todas as coisas,
a vitória pertence ao Senhor.
Deus está usando a nossa vida paraa
glória dele. Portanto, nós precisamos
lembrar também que as batalhas que
surgem na nossa vida não são aleatórias,
mas são para manifestar a glória de Deus
através da nossa vida.
Que Deus tenha misericórdia de nós. Que
Deus nos ajude compreender. Que Deus nos
leve a esse evangelho pleno de Cristo
Jesus. Vamos orar.
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