Quando Deus diminui nossos recursos para revelar sua Glória (Juízes 7) | Rev. Rubens Cirqueira
05/05/2026
Quando Deus diminui nossos recursos para revelar sua Glória (Juízes 7) | Rev. Rubens Cirqueira
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Meus irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos. Nós vamos continuando na presença do Senhor. E nesse momento onde nós abrimos a palavra do Senhor, eu quero convidá-los a abrir no livro de Juízes, no capítulo de número 7. Juízes. capítulo 7. Nós vamos acompanhar a leitura desse texto. É uma narrativa. Nós vamos ler todo o capítulo 7 de Juízes. Acompanhe comigo, por favor. Então Jerubaal, que é Gideão, se levantou de madrugada e todo o povo que com ele estava, e se acamparam junto à fonte de Arode. De maneira que o arraial dos midianitas lhe ficava para o norte, no vale, de fronte do outeiro de Moré. Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo para eu entregar os midianitas nas suas mãos. Israel poderia se gloriar contra mim, dizendo: "A minha própria mão me livrou". Apregou-a, pois, aos ouvidos do povo, dizendo: "Quem for tímido e medroso, volte e retire-se da região montanhosa de Gileade." Então, voltaram do povo 22.000 e 10.000 ficaram. Disse mais o Senhor a Gideão: "Ainda há povo demais, faz o descer as águas e ali teos provarei. Aquele de quem eu te disser, este irá contigo, este contigo irá. Porém todo aquele de quem eu te disser, este não irá contigo, esse não irá". Fez Gideão descer os homens à águas. Então o Senhor lhe disse: "Todo que lamber a água com a língua, como faz o cão, esse porás a parte, como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber". Foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca 300 homens, e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber água. Então disse o Senhor a Gideão: "Com estes 300 homens que lamberam a água, eu vos livrarei e entregarei os midianitas nas tuas mãos, pelo que há outra gente, toda que se retire cada um para o seu lugar". Tomou o povo provisões nas mãos e as trombetas. Gideão enviou todos os homens de Israel, cada um à sua tenda. Porém, os 300 homens reteve consigo. Estava o arraial dos midianitas abaixo dele no vale. Sucedeu que naquela mesma noite o Senhor lhe disse: "Levanta-te e desce contra o arraial, porque eu entreguei nas tuas mãos. Se ainda temes atacar, desce tu com teu moço pura ao arraial e ouvirás os o que dizem. Depois, fortalecidas as tuas mãos, descerás contra o arraial. Então desceu ele com seu mous pura até a vanguarda do arraial. Os midianitas, os amalequitas e todos os povos do oriente cobriam o vale como gafanhotos em multidão. E eram os seus camelos em multidão inumerável, como areia que há na praia do mar. Chegando, pois, Gideão, eis que certo homem estava contando um sonho ao seu companheiro e disse: "Tive um sonho. Eis que um pão de cevada rodava contra o arraial dos midianitas. e deu de encontro à tenda do comandante, de maneira que esta caiu e se virou de cima para baixo e ficou assim estendida. Respondeu-lhe o companheiro e disse: "Não é isto outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita. Nas mãos dele entregou Deus os midianitas e todo este arraial." No ouvido Gideão contar este sonho e o seu significado adorou. e tornou a arraial de Israel e disse: "Levantai-vos, porque o Senhor entregou o arraial dos midianitas nas vossas mãos". Então repartiu os 300 homens em três companhias e deu-lhes a cada um nas suas mãos trombetas e cântaros vazios com tochas neles. E disse-lhes: "Olhai para mim e fazei como eu fizer. Chegando eu às imediações do arraial, como fizer eu, assim fareis. Quando eu tocar a trombeta e todos os que comigo estiverem, então vós também tocareis a vossa ao redor de todo o arraial e direis pelo Senhor e por Gideão. Chegou, pois, Gideão, e os 100 homens que com ele iam às imediações do arraial, ao princípio da vigília média, havendo-se pouco tempo antes trocado as guardas, e tocaram as trombetas e quebraram os cântaros que traziam nas mãos. Assim tocaram as três companhias trombetas e despedaçaram os cântaros e seguravam na mão esquerda as tochas e na mão direita as trombetas que tocavam. E exclamaram: "Espada pelo Senhor! E por Gideão! E permaneceu cada um no seu lugar ao redor do arraial, que todo deitou a correr e a gritar e a fugir. Ao suar das 300 trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro. Isso em todo o arraial, que fugiu rumo de Zererá até Beta, até o limite de Abel Meolá, acima de Tabate. Então os homens de Israel, de Naftali e de Azer e de todo o Manassés foram convocados e perseguiram os midianitas. Gideão enviou o mensageiro a todas as montanhas de Efraim, dizendo: "Descei de encontro aos midianitas e impedi-lhes a passagem pelas águas do Jordão até Betara. Convocados, pois, todos os homens de Efraim, cortaram-lhes as passagens pelo Jordão, passagem pelo Jordão até Betara. E prenderam os dois príncipes dos midianitas, Orb e Zebe. Mataram Orreb na penha de Orebe, e Zebe mataram no lagar de Zéebe. Perseguiram aos midianitas e trouxeram as cabeças de Orebe de Zéebre, a Gideão, da lém do Jordão. Vamos orar mais uma vez. Senhor nosso Deus, nós estamos diante do Senhor e acabamos de ler uma porção da tua palavra, ó Deus. Que o Senhor permita que pelo poder do teu Santo Espírito nós possamos ser edificados por meio delas. Nos leve, ó Deus, como povo do Senhor em direção a Cristo Jesus. nos ajude, ó Deus, a compreender, ó Pai, o evangelho do Senhor a partir de toda a obra revelada do Senhor. Portanto, que o Senhor nos abençoe, ó Deus, abençoe a todos os que estão aqui presentes, as crianças e todos os demais. Ó Deus, que seja o mesmo Espírito do Senhor agindo em nós, trazendo luz à mente, abrindo o entendimento e aplicando a tua palavra. Nós oramos, ó Deus, em nome de Cristo Jesus. Amém. Os irmãos, mais uma vez nós estamos diante de uma narrativa e nós temos o contexto aqui de juízes que revelam um povo eh completamente instável, espiritualmente instável, né? Então, nós vamos perceber que há ciclos aqui de infidelidade que são marcados, né, na em alguns anos e tempos onde o povo do Senhor se torna escravo aqui. E Deus vai levantando libertadores. Eh, mas é interessante notar que se você olhar em todo o livro de juízes, você não vai perceber heróis onde você pode falar assim: "Olha, pegue essa figura e siga". Imite-o né? Porque nós vamos perceber que eh juízes está nos mostrando o limite onde eh onde o povo pode chegar sem a lei de Deus. Porque uma das coisas que eles estavam fazendo sempre era agir eh contrário à vontade de Deus e muitas vezes apenas fazendo aquilo que era a sua própria vontade. Então nós vamos perceber que Deus está usando ao longo do texto de Juízes, não só os mais fortes, mas sim os improváveis aqui, aqueles que de fato eram fracos aqui no meio do povo. E a gente vai percebendo isso para que o povo de Deus pudesse compreender que a vitória nunca foi deles. Na verdade, a vitória sempre era de Deus e era Deus que estava fazendo. A gente precisa relembrar do contexto aqui desse texto do capítulo de número seis, quando começa a contar a história de Gideão. Gideão no capítulo 6 nos mostra que ele estava ali malhando o trigo no lagar. E aí chega o anjo do Senhor. É uma manifestação aqui, uma teofania. O anjo do Senhor chega e com toda ironia diz para ele: "Olha, homem valente, né? Um homem valente que estava com medo dos midianitas e tentando malhar o trigo no lagar para tentar eh escapar alguma coisa ali, porque quando eles vinham eles tomavam tudo. Nós temos eh e começa a se mostrar então blocos agora no capítulo 6 de quem era Gideão. Gideão ele era medroso, como o texto nos mostra. Ele tinha também uma necessidade imensa de sinais. Se você perceber no capítulo seis, ele vai pedindo uma série de sinais e Deus vai dando esses sinais eh para Gideão. Então, a gente vê do verso 36 até o 40 essa necessidade. E ele sempre pedindo a Deus, primeiro ele faz o sacrifício, coloca diante do Senhor e ali diz o texto que quando ele coloca em cima da rocha, desce o fogo e o anjo do Senhor, ele sobe no meio dessa fumaça. E aí ele entende que era o Senhor falando com ele. Mas também a gente vê em meio a tudo isso de tantas manifestações, uma hesitação espiritual por parte dele. E aqui a gente olha pro texto onde se muda o nome por causa também de uma história que é relatada no capítulo 6. Eh, Deus fala para que ele pudesse destruir o altar de Baal, que era do seu próprio pai. E ele vai lá e destrói a noite, porque ele estava com medo de morrer. Ele destrói a noite, mas as pessoas entendem que foi ele que derrubou o altar de Baal. E quando os moradores vão se juntam para matá-lo, o próprio pai sai em sua defesa e diz: "Olha, se ele derrubou o altar de Baal, que Baal contenda com ele. Se Ba é Deus, que Baal tome, então peça a conta dele." E aí muda-se o nome para de Gideão para Jerubaal, porque literalmente significava Baal contenda contigo. E assim a gente vai vendo a história sendo contada. E nós chegamos então no capítulo de número sete desse texto. Então nós vamos perceber que eh Gideão ele chama um exército aqui, mas é interessante notar que aqui está uma lógica inversa do reino, né? Quando eles junta 32.000 pessoas no texto eh nos mostra isso, 30.000 32.000 1000 pessoas num exército, mas Deus reduz completamente esse exército. Então, a lógica é o oposto, porque se havia uma multidão eh que não se podia contar ali acampada, pronta paraa guerra, quanto mais pessoas tivessem do outro lado, melhor seria. Só que o texto está nos mostrando claramente o que que Deus está fazendo por amor à sua promessa e por amor à sua aliança. Portanto, para mostrar ao povo de Deus que quem venceria a guerra ou quem sempre venceu as guerras ou as batalhas foi Deus e não foi eles. E o texto repete isso para que eles não falem menos mesmo sendo bem menos, 32.000 1 pessoas, não dava para enfrentar o exército midianita, mas era muita gente. E aí o texto nos diz para que eles não falem que eles venceram essa batalha. Portanto, aqui está uma lógica do reino de Deus. Deus não apenas usa fraqueza, Deus produz fraqueza. Deus produz fraqueza. E é isso que está acontecendo agora nesse texto. E esse texto nos ajuda a compreender algumas coisas e aplicar algumas coisas na nossa vida para que a gente entenda basicamente aquilo que a palavra de Deus está apontando eh pro evangelho e como que tudo isso está caminhando, apontando em direção a Cristo Jesus. Perceba comigo aqui nessas cenas do verso, no capítulo 7, do verso 1 até o verso 8, a palavra de Deus começa relatar aquilo que está acontecendo aqui. Então ele diz que Jerubaal, que é Gideão, se levantou de madrugada e todo o povo que com ele estava, se acamparam junto à à fonte de Arode. A gente começa esse texto com atenção geográfica aqui, mas é interessante notar essas ironias todas no texto aqui, porque quando o texto nos fala que Israel se acampou junto à fonte de Arod, se você for ligar o nome de Arod, Arode ele vem de um derivado de Arade. E Arade significa literalmente tremer ou temer. Então, Israel está junto dessa fonte e essa fonte agora eh está apontando para eles que o cenário era caótico diante deles. E a própria fonte já apontava para isso, que o lugar onde eles estavam de fato era um lugar para que eles pudessem tremer diante da situação que estava à sua frente. O cenário físico então já reflete o estado também espiritual do povo de Deus nesse momento. E aqui Deus declara no verso de número dois, é, o povo que está contigo é demais para eu entregarme nas tuas mãos. O verso de número dois nos diz isso. Então Deus começa a fazer uma seleção no meio desse exército. Isso aqui é interessante que é chocante teologicamente porque normalmente mais recursos, mais chance de vitória. Mas o texto está apontando desde o capítulo 6 que a palavra de Deus está mostrando exatamente o oposto. Mais recurso. Normalmente nós eh nos nós corremos um risco de mais e mais risco espiritual ou de muitas vezes nos afastarmos de Deus que nos dá vitória. Desde o capítulo 6, a palavra de Deus ela vai na mesma coerência, mostrando que mais recurso é mais risco espiritual. Então aqui nós temos a razão explícita, como eu já disse, o próprio texto fala para que Israel depois não se glorie contra mim. para que Israel não se glorie contra mim. Então, a redução ocorre em duas etapas. Se você perceber no texto primeiro, ele fala: "Os medrosos podem voltar". É interessante isso, as pessoas mesmo entender que são medrosas, né? Aqueles que são medrosos. Mas isso tudo já estava também em consonância lá com Deuteronômio no capítulo 20, verso 8. E o povo de Israel sabia disso. Aquele que tinha medo da guerra, lá em Deuteronômio, já dizia: "Olha, todos os medrosos nunca devem descer paraa guerra, porque eles são capazes de contaminar o outro". Ou seja, no meio da guerra, cheio de medo, ele poderia contaminar o seu companheiro, dizendo dos seus medos, dos seus temores. Então, o texto nos diz que fazem um apelo e diz: "Olha, quem é medroso pode ir eh ir para casa." E o texto nos diz que dos 32.000 Já 22.000 voltam para casa. Há um segundo teste, o teste da água. E nesse teste agora, o texto eh começa a caminhar mostrando exatamente a mesma coerência do capítulo 6. Eu sei que muitas vezes eh você já foi bombardeado com esse texto e talvez algum dia você ao olhar para esse texto ou ouvir alguém falando desse texto e dizendo que aqueles que estavam com o Gideão, os 300 eram os valentes de Gideão. Da onde o texto está dizendo isso? O texto nunca disse que esses 300 homens eram valentes de Gideão. Pelo contrário, a lógica do texto nos indica que eles também eram fracos diante de tudo aquilo que estava acontecendo. Eu sei que muitas vezes a gente pega nas narrativas algumas coisas, fala: "Não, lambeu a água como um cão". é porque estava preparado. O texto nunca apontou para isso. O texto não aponta para isso. Aqueles que estavam ali, que abaixaram, era aqueles que não estavam prontos paraa guerra. Isso somos nós colocando no texto aquilo que o texto não diz, porque o objetivo da daquilo que está acontecendo é exatamente Deus mostrando quem ele era por meio da fraqueza do seu povo. E como que agora nós vamos inverter o texto e dizer que eram 300 valentes aqui? Eles também eram fracos. Tanto é que a gente vai vendo na narrativa onde que 300 valentes no meio de uma guerra vai aceitar ir para uma guerra sem nenhuma arma. com a trombeta na mão. E também é interessante notar a trombeta, se você for pro texto original, nem era a trombeta de guerra, era um chofar que era feito de chifre e não era o chofar moderno, que algum tempo atrás as igrejas estavam tocando completamente errado, mas tocando um negócio falando que era chofar e aquilo não era, porque o chofar na verdade era feito de chifre de carneiro e aquilo não dava um som tão potente como as pessoas acham que dava. Eles estão ali com essa trombeta na mão. Eles estão com o cântaro na mão. E agora a única coisa que eles tinham era fazer o que Gideão tinha mandado eles fazerem, gritar. Então o texto nos sugere aqui que não está visando aqui a habilidade militar, mas simplesmente uma redução radical do povo. Era para reduzir o povo. Ou seja, Deus não escolhe aqui os mais aptos, não. Mas ele está mostrando que naqueles menos prováveis aqui e no cenário menos provável era a forma como ele iria agir para que a glória não fosse desviada para outro. Deus está nos mostrando e sempre nos mostrando isso, que ele está desconstruindo toda a autossuficiência. Tudo isso faz parte de nós. Isso por causa do pecado. Quando foi sugerido a nós que seríamos como Deus ali, né, lá no Éden, né, sugeriu isso. Satanás, olha, vocês serão como deuses. Isso está implantado no nosso coração de tal maneira que normalmente nós queremos lutar batalhas na nossa autossuficiência sem entender que nós somos completamente frágeis e precisamos nos entregar. nas mãos de um Deus que é o Deus das batalhas. A salvação também ela deve ser inequivocamente divina. E como eu falei, todos esses essas narrativas elas têm um pano de fundo para mostrar como que Deus age, porque também na salvação, uma das coisas que a palavra de Deus sempre nos mostrou que ela é unilateral, ela é monérgica, ou seja, é um trabalho de um Deus sozinho que veio e nos resgatou. E como que muitas vezes nós queremos mudar ou inverter toda essa lógica e falar: "Mas eu dei uma mãozinha, mas eu ajudei, mas é porque eu sou esperto, mas é porque eu lambi a água, eu não abaixei". Mas a palavra de Deus está nos mostrando e nos apontando para algo maior que aconteceria depois em Cristo Jesus. Portanto, Deus frequentemente reduz estruturas, Deus limita recursos, Deus enfraquece capacidades. E tudo isso não é como um juízo, mas sim como uma graça pedagógica na nossa vida. Olha só uns exemplos de como o evangelho eles é disseminado pelo mundo afora. Os irmãos conhecem muito bem a história de William Carry. Ele é considerado o pai das missões modernas. Ele se levanta num tempo onde em 1761 eh nós estamos, o mundo ali na época onde ele estava, ele é ele está completamente dominado pelo hipercalvinismo, que dizia: "Olha, se Deus elegeu, ele mesmo que vai atrás de quem ele quiser. Nós não precisamos pregar o evangelho." Isso era algo comum. Tanto é que quando ele se levanta, ele era eh sapateiro, né? Ele tinha aprendido ofício com o pai. Ele colocava mapas na parede e ele orava pelos povos ali para que Deus alcançasse. No dia que ele falou: "Eu vou para o campo missionário, eu vou paraa Índia". Um pastor da igreja dele falou: "Não, meu filho, fica sentado aí. Se Deus quiser salvar eles, ele mesmo vai". E ele mesmo assim ele foi, ele pega ali sua família e quando ele chega lá, o seu filho morre. Logo a seguir, em meio a tantas lutas, a sua esposa, ela também é acometida de um mal e ela sofre tremendamente. Diz alguns que ela perdeu a sanidade mental. Ele começa a viver em extrema pobreza, pregando por 7 anos. Ninguém se converteu ali. E logo a seguir ele muda. Depois de 7 anos, ele muda para outro lugar. E a gente vê aquilo que Deus faz em meio a toda essa fraqueza. Ele traduziu a Bíblia para mais ou menos 40 idiomas, uma pessoa e tantas pessoas que se converteram. E ele começou por meio disso, através da vida de alguém que ao olhar a própria igreja, ao olhar falar: "Isso não vai dar em nada. Deus alcança milhões de pessoas". Por isso ele é considerado o pai das missões modernas. Deus age assim. Deus age assim, reduzindo tudo para que a obra fosse claramente de Deus. Mas quando Deus remove então os nossos apoios externos aqui, ele nos dá força para lidar aqui. E a gente vê o segundo, no segundo, segunda cena desse texto, do verso 9 até o verso 15, Deus começa a fortalecer aqui a nossa fé vacilante. Quando a gente olha então para Gideão, você vai ver que o o texto muda para o cenário noturno. Então o texto começa dizendo agora naquela noite, naquela mesma noite. E a gente vai vendo que é claro no texto que juízes aqui, o texto de juízes está nos mostrando que essa noite sim estava sempre associada com medo, né, que é o capítulo 6 verso 27, incerteza e diante muitas vezes de crise espiritual. Então Deus diz para Gideão: "Levanta-te, porque eu entregarei o arraial nas tuas mãos". Mas há uma condescendência da parte de Deus em meio a tudo isso. E aí Deus sabe exatamente o medo de Gideão. Ele fala: "Se você ainda tem medo, você desce lá no arraial". Ele vai ao arraial e Deus mostra que a palavra de Deus nos mostra que ele nos acompanha em nossas fragilidades. E agora ele houve um sonho. O sonho midianita era de um pão, um pão de cevada aqui. Isso tudo era um simbologia de de pobreza, né? né? O pão de cevado era aquilo que um a pessoa mais pobre poderia ter. E ele diz que esse pão derruba, no sonho derrubava a tenda aqui, que era uma representação também de força militar. Então ele entende diante do sonho e daquela interpretação que Deus tinha entregado Midiã nas suas mãos. O detalhe em meio a tudo isso aqui profundo é que Deus usa a voz do próprio inimigo aqui para encorajar Gideã. Deus usa qualquer um. Deus usa qualquer um. Deus usa a voz do próprio inimigo para encorajar. E também a confirmação, ela vem de fora, não de dentro. Aqui nós olhamos para um texto para que a gente possa eh abrir mão ou nos esvaziar de nós mesmos. Quando muitas vezes as pessoas falam: "Olha para dentro de você, traz a força que está dentro de você". O texto está apontando pro outro lado. O texto aponta para fora, né? A confirmação ela vem de fora, não vem de dentro. Portanto, a gente vai olhando no texto, percebendo que Deus não despreza a fé quando ela é fraca. Deus não despreza. Ele vai fortalecendo progressivamente. O verso 15 também nos mostra que ele transforma medo em adoração. É a esse lugar que Deus está nos levando. Gideão diz depois de tudo isso que ele adorou ao Senhor. Portanto, meus irmãos, a fé fé cristã ela nunca foi ausência de medo e de temores. A fé cristã é confiança sustentada pela palavra de Deus. A palavra de Deus, ela precisa nos sustentar. algo externo. Não é aquilo que é a força que está dentro de você. É a palavra do Senhor, onde nós devemos nos sustentar em meio aos nossos temores todos. Mais uma vez eu quero relembrar algo da história para mostrar exatamente como Deus faz em meio às fraquezas. Uma outra história de um missionário, Uson Taylor, também praticamente semelhante de William Carry. Só queon Taylor, ele ele quer alcançar a China. Ele teve o sonho, o desejo de alcançar a China. E quando ele vai até ali, ele não tem recurso nenhum. Não tinha recurso nenhum para chegar naquele lugar e nem as condições para chegarem até ali, mas ele coloca diante de Deus e ele chega até a China. É interessante notar aquilo que Deus faz na China por meio de uma pessoa. E aí ele diz: "A obra de Deus feita a maneira de Deus nunca carecerá dos recursos, mas carecerá apenas de Deus. Portanto, sua fé não era ausência de medo, era sustentação em Deus e por meio dele. E essa fé, então, ela fortalecida, ela também nunca vai eliminar. E o texto não está mostrando isso, que a fé elimina a fraqueza, mas ela prepara o cenário aqui para a ação de Deus. A outra cena do texto caminho, por favor, no verso de número 16 até o verso de número 25. A estratégia de Gineão é humanamente absurda, como nós já vimos, são 300 homens, não tem menção de armas nenhuma, né? Nós temos apenas aqui, como eu já disse, trombeta, que o texto faz questão de mostrar que essa trombeta não era as mesmas que eram tocadas eh nas manifestações militares. Ele traz tocha na mão e ele traz cântaros ali. A ênfase no texto nos mostra a repetição, porque ele mostra exatamente isso. Ele vai repetindo trombeta, trombeta, trombeta. E também repete tocar essas trombetas. E a ênfase no texto é para mostrar que aquilo que era completamente insano ou que não tinha nada a ver com guerra, era exatamente ali que estaria a vitória. Aquilo não tinha a ver com guerra. E a gente vai ver que esse texto conecta eh com o episódio de Josué lá em Jericó, que da mesma maneira aquela tática de Deus mandar que eles rodeassem Jericó também não era uma tática de guerra. Era exatamente para mostrar quem guerreia as nossas batalhas é o nosso Deus. Ou seja, a vitória aqui também nos aponta para algo extremamente profundo. Ela é sempre litúrgica aqui antes de ser militar. O texto vai mostrando isso, que é algo elementos trazidos do próprio culto, são elementos trazidos do culto, não eram elementos de guerra. para mostrar que essa batalha era algo litúrgico aqui. E, portanto, naquilo que eles gritariam, que era o clímax, eles deveriam dizer pelo Senhor e por Gideão. A ordem aqui é importante. Deus primeiro, o instrumento vem depois. O resultado em meio a tudo isso, nós vemos no texto, há uma confusão implantada no arraial dos inimigos. Eles se destróem. Israel está agora olhando apenas como uma testemunha diante de tudo que está acontecendo. A gente olha pro texto, começa a se perguntar diante disso, né? O que que Deus está mostrando nesse texto? Nós vamos perceber claramente que Deus é quem luta por seu povo. A vitória nunca depende da capacidade humana, né? Aí o povo participa, mas nunca é a causa. O problema é que nós invertemos tudo isso. Nós vivemos em meio um evangelho, um evangelho de performance, onde muitas vezes já te levou a lugares que você não conseguiu ficar, lugares onde muitas vezes você entendeu ou talvez aqui dentro gritou que você era forte, gritou que você venceria as batalhas, gritou que você ia sair daqui, ia romper, passar por cima das águas. Quando você chegou na esquina, o medo sobreveio sobre você e o temor e você disse: "Eu não consigo, eu não consigo nem passar por cima de água. Eu não consigo passar no meio de fogo. Eu não consigo vencer batalha nenhuma." E aí muitas vezes nos frustramos porque você foi apresentado a um Deus que não é aquilo que a palavra de Deus está dizendo acerca dele mesmo. Portanto, ao olhar para tudo isso, nós vamos perceber que Deus sempre agiu dessa maneira. Isso tudo vai apontando para aquilo que seria o maior ato de vitória de Deus sobre a morte, sobre o pecado. Toda a história de Gideão aponta para algo maior. Sim, Cristo de fato é o verdadeiro libertador. Você vê no texto que Gideão está numa batalha com 300 homens. Se você olhar paraa história da nossa redenção, isso tudo é uma afronta para muita gente. Um Cristo Jesus que vende sozinho, crucificado, preso numa cruz. Quando que isso é sinal de poder e de vitória em batalha? Cristo Jesus humilhado, preso em uma cruz. Mas esse é o evangelho para mostrar aquilo que Deus fez por meio de Cristo Jesus. Alguns dos discípulos ainda, se vocês lembrarem, naquele momento, estão ali tentando ainda de alguma maneira usar a força e a capacidade. É interessante notar que quando cefas corta a orelha do soldado e Jesus cura imediatamente, a gente vai perceber que eh Jesus faz isso até para que ele também não fosse imaculado na sua obra e talvez fosse tido como apenas um revolucionário insurgente. Mas todo o cenário do evangelho que aponta paraa cruz nos mostra apenas a fraqueza. Cristo Jesus assume a cruz, porque a palavra de Deus diz que maldito aquele que morrer no madeiro. Gideão também recebe sinais e a gente vai perceber que o sinal agora é Cristo Jesus, que é esse sinal definitivo. Portanto, é na cruz que é uma aparente derrota, que nós vemos a real vitória, como Paulo ensina na primeira carta aos Coríntios, quando ele diz que Deus escolhe as coisas fracas para envergonhar as fortes. olhar para esse texto e ao concluir aqui, nós vamos perceber que quando Deus diminui os nossos recursos, não é abandono, é na verdade é uma revelação daquilo que ele está por fazer. E quando Deus enfraquece, não é juízo, é graça. Quando Deus enfraquece, não é juízo, é graça. E quando Deus vence, ele não divide a sua glória com ninguém. olhar para esse texto e ainda e trazendo algumas aplicações à nossa vida. Talvez ao olhar muitas vezes nesse texto, você foi levado a um lugar onde eh que você está vivendo um evangelho de puro moralismo. Talvez alguém um dia disse para você: "Seja corajoso como Gideão". Aonde a palavra de Deus diz que Gideão foi corajoso? Aonde a palavra de Deus disse isso, pelo contrário, desde o capítulo 6 está mostrando que Gideão é alguém completamente medroso que estava fugindo das batalhas. Quando normalmente o moralismo vai te dizer: "Confie mais em você, tem a disciplina que você vai vencer". E você tentou tudo isso. Você tentou muitas vezes, você muitas vezes se impôs alguma disciplina para falar: "Agora eu vou melhorar, agora eu vou ser vencedor, agora eu vou fazer isso ou aquilo outro". E você percebeu que isso não deu em nada. E muitas vezes você começou a ficar sem esperança nenhuma porque você colocou o peso em você mesmo. Mas também em meio a tudo isso, você pode olhar pelo prisma do legalismo espiritual, quando muitas vezes alguém talvez falou para você: "Olha, Deus só age se você tiver fé suficiente, se você não tiver fé suficiente, você não pode ser curado. Se você não tiver fé suficiente, a sua vida não pode mudar. E a palavra de Deus, por meio do evangelho, está te falando, olha, não é nada disso. Olhe apenas para Jesus. É só pela obra de Cristo Jesus. Palavra de Deus está nos mostrando isso e nos livrando de tudo isso que muitas vezes nos leva apenas a uma prisão. Ou alguém diz: "Você precisa se esforçar mais. Você precisa de esforçar. E alguém ainda te diz o que a Bíblia diz: "Faça tua parte que eu te ajudarei." Se esforce mais. Você perguntaronde está essa referência, alguém fala: "Deve estar em Apocalipse", né? E muitas vezes nós fomos jogados num evangelho que não é o evangelho de Cristo Jesus, porque a palavra de Deus está nos falando que é a graça de Deus que nos transforma. Essa graça de Deus que transforma as nossas fraquezas em desempenho, mas é no desempenho de Cristo Jesus. Por isso, a olhar para esse texto nessa noite e aplicando nas nossas vidas, quando muitas vezes você se vê fraco. Nós lemos desde o início desse culto, nós vimos o salmista dizendo que não é cavalos que vencem a batalha, não são os fortes que vencem aqueles que correm melhor, mas é por Cristo Jesus. Portanto, nas suas batalhas e nas suas lutas que você tem percebido derrotas constantes contra o pecado, contra iniquidade diante de Deus, ou às vezes lutas em outros em outros lugares, em outros assuntos onde você se percebe completamente inértil. Não caia na conversa que você precisa ser forte e que você precisa trazer a força que há dentro de você. Deus está pronto a usar aqueles que são fracos. E, portanto, Deus pode nos levar a esse lugar de fraqueza para que nós possamos reconhecer no final de todas as coisas, a vitória pertence ao Senhor. Deus está usando a nossa vida paraa glória dele. Portanto, nós precisamos lembrar também que as batalhas que surgem na nossa vida não são aleatórias, mas são para manifestar a glória de Deus através da nossa vida. Que Deus tenha misericórdia de nós. Que Deus nos ajude compreender. Que Deus nos leve a esse evangelho pleno de Cristo Jesus. Vamos orar. เ