Quando Deus interrompe a nossa fuga (Jonas 1.4-17) | Rev. Edgar Lopes
26/05/2026
Quando Deus interrompe a nossa fuga (Jonas 1.4-17) | Rev. Edgar Lopes
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Legendas automáticas:
Nós agora passaremos para a exposição bíblica e hoje nós daremos continuidade a nossa série de exposição do livro de Jonas. Eu quero ler com vocês então Jonas capítulo 1. Lerei do versículo 4 até o 17. Vamos fazer leitura alternada desse texto. Eu lerei o os versículos pares e os irmãos os ímpares. Jonas capítulo 1, versículos de 4 a 17. Jonas, capítulo 1, versículos de 4 a 17. Leitura alternada. Versículo 4 diz assim: "Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento e fez-se no mar uma grande tempestade e o navio estava a ponto de se despedaçar. Cada um seu Deus e lançavam o marân para eterna. Porém, aquele tinha se pegava e dormia. Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: "Que se passa contigo agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu Deus. Talvez assim esse Deus se lembre de nós para que não pereçamos. sorte para que saibamos por causa de quem nos ofreveri este mal as portes e a sorte caiu sobre nós. >> Então lhe disseram: "Declara-nos agora por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? De onde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu? Ele l responderam: Sois eu temo ao Senhor, o Deus do céu, que o mar e a terra. >> Então os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: "Que é isto que fizeste?" Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do Senhor, porque l havia declarado. respondeu-lhes: "Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquiietará, porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade." Esforçando-se para a terra, mas não diamando nas cantando cada vez mais. Então clamaram ao Senhor e disseram: "Ah, Senhor, rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem e não faças cair sobre nós este sangue quanto a nós inocente, porque tu, Senhor, fizeste como te aproveçar o mar e >> Temeram, pois, estes homens em extremo ao Senhor e ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram votos. Senhor grande para graça de nós e nós três dias e três noite >> amém. Vamos orar. Senhor Deus, nós estamos diante da tua palavra. Carecemos, ó Deus, da instrução que vem do Senhor, da edificação que vem por meio da tua palavra para nossa vida. Nos alimente, ó Deus, por meio da tua palavra. Mais uma vez pedimos, Pai, que o teu Santo Espírito nos ilumine neste momento, ilumine a nossa mente, aqueça o nosso coração, o prepare para que possamos receber a palavra do Senhor, a instrução, a exposição da vontade do Senhor para nossa vida. Que o Senhor, ó Deus, nos dê a disposição, alegria para vivermos na prática aquilo que a tua palavra tenha nos a ensinar. É no nome de Cristo, Pai, que nós oramos e pedimos. Amém. Meus irmãos, uma das mais perigosas atitudes do ser humano talvez seja insistir no erro. Há pessoas que, mesmo advertidas, continua avançando na direção errada. Quanto mais confrontadas, mais essas pessoas ficam determinadas em seguir o próprio caminho. E muitas vezes, por trás dessa determinação, encontra-se um problema ainda mais profundo do ser humano, que é o orgulho. O orgulho nos faz acreditar que nós sabemos mais do que Deus. O orgulho nos faz acreditar que os nossos caminhos são os melhores. O orgulho nos faz acreditar que nós podemos conduzir a nossa vida sem total submissão ao Senhor. É isso, irmãos, que nós vemos na vida de Jó quando nós olhamos para esse primeiro capítulo do livro que traz o seu nome. Nos versículos 1 e do nós somos informados que a palavra do Senhor foi até Jonas. Deus foi até Jonas e lhe deu a sua palavra. E a palavra do Senhor comissionava Jonas para pregar na cidade de Nínive. Ele tinha que ir até aquela cidade e ele tinha que clamar contra ela porque a maldade daquela cidade tinha subido ao Senhor. Deus estava côncio do pecado e da maldade daquele povo. Porém, Jonas, ao ouvir a voz do Senhor, que foi clara, direta, objetiva, Jonas até se dispôs, mas de acordo com o versículo 3, ele se dispôs a fugir. Ele procurou resistir e ele procurou seguir a sua própria vontade. E por trás disso, nós encontramos então um coração orgulhoso que direciona Jonas a fugir. E ele vai para Jope, ele encontra ali um navio e ele então tenta fugir para Tares. O objetivo dele é resistir à vontade de Deus e assim fugir da sua presença. Mas Jonas, irmãos, ao reagir assim, ele aprenderia algo que todos nós precisamos aprender. Ele aprenderia que ninguém consegue prevalecer contra Deus. O que nós veremos hoje, à luz desse texto é que quando nós tentamos fugir da vontade de Deus, o Senhor soberana e graciosamente pode interromper a nossa fuga. Ele pode fazer isso para confrontar o nosso orgulho e para nos trazer de volta para si. É isso então que nós veremos nessa noite. E nós faremos isso em três partes. O que nós temos aqui no capítulo um é uma grande cena e ela então vai ser dividida em três partes para que nós possamos compreender como Deus então interrompe a fuga desse profeta. Primeiro nós temos nos versículos de 4 a 6, Deus confrontando a rebeldia do seu servo. Olha o que a gente tem aí nesses versículos. Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento e fez-se no mar uma grande tempestade e o navio estava a ponto de se despedaçar. Então os marinheiros, cheio de medo, clamavam cada um ao seu Deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado e dormia profundamente. Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: "Que se passa contigo, agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu Deus. Talvez assim esse Deus se lembre de nós para que não pereçamos. Meus irmãos, em desobediência, Jonas agiu como se Deus não fosse soberano. A postura de Jonas, ao fugir da vontade de Deus, ao ir para o outro caminho, em vez de ir para Nínive e ir para Tarses, foi uma expressão do próprio profeta para Deus, como se ele não acreditasse na sua soberania. Mas logo aqui no início do verso 4, nós vamos perceber que Jonas tem que entender e ver essa soberania do Senhor na prática. Logo no início do verso 4, nós temos a expressão mais o Senhor. É a segunda vez que essa expressão aparece. Esse mais aparece pela segunda vez, uma vez que no versículo 3 Jonas se dispôs, mas o texto vem diz: "Mas para fugir do Senhor, agora é Deus quem vai agir e vai buscar esse profeta". Isso demonstra que Deus está no controle da vida do profeta. demonstra que Deus está no controle da situação. Quando tudo parecia que ia dar muito certo para o profeta na sua fuga, o texto vem e apresenta para nós uma reviravolta. É isso que a gente tem então na continuidade do versículo 4. Esse isso mostra para nós que Deus enviou uma tempestade. Ele enviou um forte vento que gerou então no mar uma forte tempestade de tal forma que o barco estava para se destruir. No versículo 5 destaca para nós que era tão forte a tempestade que os marinheiros estavam cheios de medo. Eles até tentaram tranquilizar a condição daquele barco, tentando jogar, lançar fora um pouco daquele, daqueles trem que estavam ali, da carga que estava no navio, para que assim aquele barco não fosse então atingido e assim destruído de uma vez por todas. E isso indica, meus irmãos, que essa tempestade não foi assim algo circunstancial. O texto é claro em dizer que foi o Senhor quem lançou o vento, foi o Senhor quem providenciou esse cenário para que o profeta pudesse então ser confrontado na sua fuga. É Deus quem está direcionando meios, instrumentos e no primeiro momento ele vai usar então a tempestade para que o seu profeta então pudesse ser confrontado no seu pecado. Mas olha, irmãos, e veja o versículo 5 na parte B, nós temos algo no mínimo irônico sendo apresentado para nós. A parte B do verso 5 destaca que enquanto o barco estava a afundar-se pela forte tempestade, como Jonas estava nesse barco? O texto diz que Jonas estava dormindo e ele estava dormindo profundamente. Ele estava em um sono pesado, como se nada tivesse acontecido. Esse sono aqui do profeta, essa calmaria do profeta Jonas, não é uma calmaria de quem estava confiante no Senhor diante da tempestade, mas é a calmaria de alguém rebelde, alguém que estava tentando fugir do Senhor e estava achando que conseguiria fazer isso. Por isso, ao entrar no barco, ele dorme, ele descansa, ele apaga, como se ele tivesse colocado no seu coração a certeza de que ele iria conseguir chegar até Tarses. Mas percebam, vem a tempestade. Ele está então dormindo ali naquele barco. E aí vem o verso seis e diz para nós que o capitão do navio vai até Jonas e então o confronta. Chama Jonas, exigindo dele para que ele se levantasse e para que ele então invocasse o seu Deus. É como se o capitão estivesse dizendo para ele assim: "Olha, talvez você conheça um Deus que pode nos salvar. Peça a ele, clame a ele, busque a ele, não fique aí dormindo diante dessa tempestade. Queridos, pensa comigo aqui na cena que nós temos diante de nós. Por que que Jonas estava nesse barco? Jonas estava nesse navio porque o seu desejo era fugir da vontade do Senhor. Mas observe a ironia. Estando em fuga, estando nesse barco, tentando fugir do Senhor, vem um capitão, aproxima-se desse homem. e vira para ele e diz: "Olha, invoca o seu Deus, clama o seu Deus". Isso mostra, meus irmãos, que o Deus da aliança, ele confronta o seu profeta fugitivo e ele usa a tempestade e agora ele usa os marinheiros para que ele então pudesse se atentar para a realidade do seu Deus. para que ele pudesse então se atentar para a realidade de que ele não teria êxito na fuga que ele tinha então intentado no seu coração. É como se Deus dissesse a Jonas por meio desse profeta: "Olha, você está tentando fugir da minha presença, mas você depende de mim para sobreviver e assim prosseguir na sua fuga". Queridos, há um elemento importante aqui. Jonas, ao fugir de Deus, ele tornou-se um instrumento de aflição para os marinheiros que estavam à sua volta. A sua desobediência trouxe consequências não apenas para si, mas também para todos aqueles que estavam ao seu redor. Isso nos ensina muito, meus irmãos, quando nós estamos em desobediência ao Senhor, quando nós estamos determinados no pecado, as nossas ações, os nossos pecados, eles podem trazer problemas para aqueles que estão à nossa volta. podem trazer problema para os nossos familiares, podem trazer problemas para aqueles que estão e fazem parte do nosso ambiente doméstico. E a gente tem um exemplo disso no Antigo Testamento. Quem não se lembra aqui de Acã, quando Deus manda o povo que estava entrando na terra prometida ir e destruir Jericó, a ordem era é para destruir tudo, não é para tomar nada dos despojos dessa cidade. Mas Acobedece e a consequência foi para todo o povo de Israel. Quando o povo foi lutar contra a cidade de Ai, esse povo foi derrotado nesse primeiro combate ali, tudo por causa de Acan. Aqui a gente tem a mesma realidade. Jonas estava em fuga. Jonas era o grande pecador desse barco. Mas olha a realidade, os marinheiros também estão sofrendo por causa da sua fuga e do seu pecado. Logo de início, então, irmãos, Jonas precisou aprender que ninguém pode se colocar contra Deus e prevalecer. Nós podemos até tentar fugir do Senhor, até tentar desobedecer ao Senhor, achando que a nossa vontade vai prevalecer, que nós somos donos de nós mesmos. Mas Deus, o Deus da aliança, ele confronta aqueles que fazem parte da aliança. É isso que Deus está fazendo com o seu profeta. O profeta achou que ia fugir, ia ter êxito, mas Deus envia uma tempestade. Deus usa esses marinheiros para que o seu profeta pudesse ser confrontado. Meus irmãos, Deus é soberano para interromper a nossa caminhada pecaminosa. E é interessante que Deus pode agir de maneiras diferentes para fazer isso. Ele pode fechar uma porta de emprego para nós quando ele quer nos confrontar na nossa desobediência. Ele pode permitir uma enfermidade. E aqui eu não estou dizendo que toda enfermidade é resultado de uma desobediência, mas pode ser. Deus pode enviar uma enfermidade para nós, permitir uma doença em nós para nos confrontar diante das nossas fugas, das nossas desobediências. Meus irmãos, Deus pode nos quebrar. E é isso que ele está fazendo aqui com o seu profeta. Eles estão enviando uma tempestade enorme, uma situação complicada, porque ele quer trazer de volta o seu profeta. A verdade, irmãos, é que o Deus da aliança, ele sempre busca os filhos da aliança e ele usa meios para que isso aconteça. Ele nos confronta em nossos pecados. Depois a gente tem então a segunda parte desse texto que vai agora do verso 7 ao 10. E nela nós vamos ver que Deus expõe os o pecado escondido do seu profeta. Primeiro ele está confrontando o seu profeta e agora ele vai expor o seu pecado. Veja comigo aí os versículos 7 e 8. Versículo 7 diz assim: "E diziam uns aos outros: Vinde e lancemos sortes para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. Então lhe disseram: "Declara-nos agora por causa de quem nos sobreveio este mal? Que ocupação é a tua? De onde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu?" Percebam, irmãos, que além do marinheiro, o capitão do navio e os marinheiros chamarem Jonas para orar, de acordo com o versículo 7, eles resolveram lançar sorte. para descobrir quem era o responsável pela aquela calamidade que os atingia. Eles acreditavam que aquela tempestade era a expressão da ira de alguma divindade. Nós leitores do livro sabemos bem quem é o culpado. Nós sabemos que Jonas é o culpado, mas eles não sabiam. E a forma como eles lançaram sortes não é descrita aqui para nós, mas o resultado é preciso. O texto diz que Jonas foi identificado como o culpado. Ele era o catalisador de toda aquela situação. E aqui, irmãos, surge uma pergunta. Teria sido obra do acaso o ato dos marinheiros lançarem sorte e essa sorte caísse sobre Jonas, indicando ele como responsável por essa tempestade? Certamente não, irmãos. Deus soberanamente usou esses homens ímpios como instrumentos. Usou o ato deles de lançar sorte para que Jonas fosse exposto. Deus conduziu toda a exposição do seu profeta. É por isso que, de acordo com o versículo 8ito, os marinheiros passaram agora a questionar o profeta. Percebam que eles fizeram várias perguntas no versículo oito para descobrir por causa de que ou de quem lhe sobreveio aquele mal. Embora a sorte tivesse recaído sobre Jonas, os marinheiros ainda buscavam uma forma de confirmar se era ele mesmo o catalisador daquela tempestade, como se eles estivessem dando a esse profeta o benefício da dúvida. Vamos ver se a sorte que indicou você como responsável, se está certo. Vamos ver se é isso mesmo. E aí os marinheiros fizeram as seguintes perguntas: "Que ocupação é a tua? De onde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu?" Vejamos a resposta aí agora no versículo 9. Ele lhes respondeu: "Sou hebreu e tema ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra". Queridos, Jonas afirmou que ele era hebreu e que ele temia ao Senhor. Ele temia aquele que é o Deus do céu, do mar e da terra. Os marinheiros, quando tiveram que enfrentar a tempestade começaram a clamar aos seus deuses. O problema é que eles eram pagãos e eles acreditavam que existia uma divindade para cada área da criação. Existia uma divindade do vento, existia uma divindade do mar, uma divindade do céu, outra divindade da terra. Mas percebam que na resposta do profeta para esses marinheiros, ele diz: "Olha, eu sou hebreu, eu temo aquele que é o criador do céu, aquele que fez o mar, aquele que fez a terra". Ou seja, no íntimo do seu coração, Jonas sabia que era por causa dele que aquela tempestade tinha vindo. Ao dizer isso, ele reconhece que aquela tempestade havia sido enviada pelo Senhor, o Deus soberano, que estava conduzindo aquele cenário para confrontar e expor o seu pecado. A tempestade, meus irmãos, estava naquele exato momento sobre aquele navio por causa desse profeta. Mas perceba que tem algo estranho na resposta de Jonas. Jonas não responde a uma das perguntas. Ele não revela qual era a sua ocupação. Qual era a ocupação de Jonas? Ele era um profeta do Senhor. Mas ele não expõe isso. Ele não responde isso. Os comentaristas destacam que em sua fuga Jonas realmente não estava vivendo como um profeta de Deus. Ele seria de fato um profeta de Deus se ele tivesse ido para Nínive. Mas para onde ele está indo? Para Taz. Ele está em desobediência ao Senhor. E talvez isso tenha causado vergonha ao coração de Jonas. E ele não fala qual era a sua ocupação. Ele não fala se ele era um profeta. Ele não revela isso para os marinheiros. Essa realidade aqui, queridos, vivida por Jonas, serve para nós como um alerta. Se nós não estivermos envolvidos na obra do reino de Deus, ao modo de Deus, de acordo com a sua vontade e o propósito de Deus para nós, nós poderemos também nos tornar como Jonas naquele navio. As pessoas dificilmente saberão que nós somos servos de Deus, que nós fazemos parte do povo da aliança. Se nós não estivermos de acordo com a vontade de Deus, vivendo em submissão à vontade de Deus, as pessoas podem olhar para nós e não nos identificar como pertencentes à aliança, como aqueles que servem ao Deus vivo, criador dos céus, criador da terra, criador do mar. Eu acredito, meus irmãos, e digo isso com tristeza, que existem cristãos em nossos dias que vivem como agentes secretos de Deus. Já viram esse tipo de cristão? Ele passa 10, 20 anos em um local trabalhando em uma empresa e ninguém descobre que ele é cristão. Ele passa 2, 3 anos, 4 anos na universidade e ninguém o identifica como cristão, como servo de Deus. Meus irmãos, era assim que Jonas estava. Por que Jonas estava assim? Porque ele não estava em submissão à vontade de Deus para sua vida. Ele não estava vivendo de acordo com a vontade de Deus para ele. E o resultado disso, irmãos, muitas vezes tem sido igrejas que não são sal da terra, irmãos que não são sal da terra e não são luz para o mundo. Igrejas que por vezes estão como Jonas adormecida. cristãos que estão, por vezes como Jonas, adormecidos, sem uma mensagem, sem uma mensagem que gere conforto, paz, esperança, sem uma mensagem que possa trazer uma interpretação correta da realidade. Olha só, a tempestade estava tomando conta. Jonas conhecia o Deus criador de todas as coisas. E ele poderia trazer uma interpretação correta para tudo aquilo, mas por estar em desobediência ao Senhor, fugindo do Senhor, Jonas não foi esse instrumento. Jonas não foi esse canal para que a mensagem do Senhor pudesse vir dessa maneira. O verso 10 apresenta o resultado então da resposta de Jonas. O texto diz assim: "Então, os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: "Que é isto que fizeste? Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do Senhor, porque ele o havia declarado. Queridos, os marinheiros ao ouvirem sobre o Deus de Jonas ficaram tomados de grande temor. Eles acreditavam em divindades que eram responsáveis por determinadas áreas da criação, mas agora é apresentado para eles um Deus que é o Deus de todas as coisas. E eles olham para Jonas e percebem que Jonas estava tentando fugir desse Deus. Eles ficam então temerosos com essa realidade. E vejam, irmãos, que cena impressionante. Os marinheiros ficaram profundamente impactados ao saber que Jonas estava em desobediência a esse Deus. Eles perceberam que não se tratavam de mais uma divindade ou de uma divindade qualquer, mas eles estavam diante daquele que era um alvo do Deus criador de todas as coisas. E essa reação, meus irmãos, é especialmente marcante, porque no versículo 5 eles estavam aterrorizados com a tempestade. Mas percebam que o terror, o medo, o temor dos marinheiros agora muda. Eles já não estão mais com medo da tempestade. E a tempestade não tinha parado, mas agora eles estão com medo do Deus de Jonas. E eles olham para Jonas e dizem: "Jonas, o que que você fez? Por que que você está fugindo desse Deus que está no controle dessa tempestade, no controle desse mar? É isso mesmo? Você quer fugir desse Deus? Esses homens, irmãos, passaram a temer a Deus mais do que o próprio Jonas, que afirmava temê-lo, mas estava tentando fugir da sua presença. Veja a ironia que a gente tem aqui. Aquele que dizia temer a Deus demonstrava, por sua obediência menos reverência a Deus. Pergunta: Você teme a Deus? E o temor que você tem por Deus tem demonstrado uma vida de reverência ao Senhor ou não? Como as pessoas olham para você? Como as pessoas olham para sua reverência para com Deus? demonstra um verdadeiro temor para com o Senhor. Richard Philips comentando esse texto e fazendo um paralelo dele com a postura da igreja, destaca que por vezes os cristãos se perguntam: "Por que que não há temor de Deus na sociedade à nossa volta?" Já fez essa pergunta? Por que que a nossa sociedade não teme a Deus? Por que que a nossa sociedade, em questões morais parece distante de um temor para com Deus? E aí o Richard Philips responde dizendo: "Olha, a razão é que há pouco temor a Deus pela igreja. Aqueles que se dizem cristãos não são todos que temem verdadeiramente a Deus. É por isso que a história revela que verdadeiros avivamentos começaram quando os cristãos recuperaram uma visão do grande e santo Deus a quem servem. Será que nós estamos temendo a Deus como deveríamos fazer? reconhecendo a soberania de Deus, o controle dele, reconhecendo o quanto esse Deus é digno do nosso temor. Os marinheiros passaram a temer a Deus mais do que o próprio Jonas. Talvez, meus irmãos, temer a Deus seja uma das grandes necessidades dos cristãos dos nossos dias. Recuperar a visão do grande santo Deus a qual nós servimos. Se a igreja não temer ao Senhor, será ainda mais difícil a sociedade à nossa volta temê-lo. Aí agora, então, nós caminhamos para a parte final dessa grande cena. E agora nós vamos ver que Deus vai usar uma disciplina, mas também vai usar a sua misericórdia para conduzir o seu servo. Nós veremos isso nos versículos de 11 a 17. Vejam comigo esses versos. Primeiro, veja comigo o verso 11, porque nele nós vamos ter uma tentativa de solução dos marinheiros. Do 11 até o 13, nós temos essa tentativa de solução. Veja comigo primeiro o verso 11 que diz assim: "Disseram-lhe: faremos para que o mar se nos acalme?" Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso. Os marinheiros, sem saber o que fazer para o mar se acalmar, eles começam a pedir conselhos para Jonas. E, queridos, aqui nós temos mais uma ironia do texto e o livro de Jonas está repleto disso. Jonas, em sua tentativa de fugir de Deus, em sua resistência, ele estava tentando viver como se ele não fosse um profeta de Deus. Mas lá estavam os marinheiros questionando Jonas sobre o que deveria ser feito. É como se eles estivessem dizendo: "Olha, eu acho que você é um profeta desse Deus. Você deve ter uma palavra para nós sobre como essa situação pode ser resolvida. Você tem alguma palavra desse Deus soberano, criador de todas as coisas? Você tem alguma instrução para nós para que a gente então consiga lidar com essa tempestade?" E aí no versículo 12, Jonas então propõe uma solução. Ele diz: "Respondeu-lhes: "Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquiietará, porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade." Para Jonas, a situação era a seguinte: se ele era o problema, então tá fácil de solucionar. Basta se desfazer do problema. Queridos, quanta nobreza a gente encontra agora em Jonas, né? Primeiro momento a gente vê esse homem fugindo, esse homem desobediente, mas agora quando ele olha para essa situação, ele é confrontado, o seu pecado é exposto. Agora ele age com atitude de nobreza. Ele vira para os marinheiros e diz: "Olha, se eu sou o problema, e eu sou o problema, vocês podem me pegar e me lançar ao mar". E se vocês fizerem isso, vocês então terão uma solução para a tempestade. Ele é tão nobre que ele está a ponto de dar sua vida para que o problema seja solucionado e para que a vida dos marinheiros seja poupada. Será que é a nobreza mesmo da parte do profeta no que ele está fazendo? Será que houve uma mudança no profeta aqui? Queridos, a verdade é que há pouca ou quase nenhuma nobreza na atitude de Jonas. Sabe qual deveria ser a resposta de Jonas? Na verdade, não deveria ser nenhuma resposta. Na verdade, ele deveria ter tido uma atitude. E a atitude é de orar, de se arrepender da sua desobediência, de virar para aqueles marinheiros e para Deus e dizer: "Olha, voltem com o navio porque eu tenho que ir para outro lugar. Eu estou querendo ir para Tarses. Eu estou me direcionando para Tarses. Mas o local para qual eu devo ir não é Tarses. O local é Nínive. Ele deveria ter caído de joelhos, se arrependido e clamado ao Senhor. Lembra que os marinheiros chamaram ele para orar? Mas em momento algum ele é descrito orando ao Senhor. E agora, quando é dado a ele a oportunidade de propor uma solução, ele diz: "Olha, podem me lançar ao mar, podem tirar a minha vida". Na verdade, irmãos, o conselho de Jonas aos marinheiros continuava revelando a sua recusa em obedecer ao Senhor. Jonas ainda estava disposto a fazer a sua vontade e não a de Deus. E ainda mais, Jonas estava disposto a morrer fazendo a sua vontade, em vez de submeter à vontade de Deus. Ser lançado ao mar é pedir a própria morte. Em outras palavras, Jonas entendia que era melhor sacrificar do que obedecer. Era assim que o profeta estava tentando solucionar o problema. É melhor sacrificar do que obedecer. Mas ainda bem, meus irmãos, que para Deus é melhor obedecer do que sacrificar. Deus nos dá graciosamente a oportunidade de obedecer em vez de sacrificar. E sabe por ele nos dá essa oportunidade? porque ela não foi dada ao seu filho. Ao seu filho ele teve que obedecer e ele teve que se sacrificar. E uma vez que ele o fez, nós agora temos a oportunidade de obedecer sem a necessidade de sacrificar. Por que Cristo fez isso em nosso lugar? Os versos de 13 a 14 vão mostrar que os marinheiros tiveram mais sensatez do que Jonas diante da sua proposta de solução. Olha o que diz esses versos. Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles. Então, clamaram ao Senhor e disseram: "Ah, Senhor, rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem e não faças cair sobre nós este sangue quanto a nós inocente, porque tu, Senhor, fizeste como te aprovo". Em vez de lançar Jonas imediatamente ao mar, como ele havia proposto, concordando com a solução, os marinheiros até tentaram remar, fazer com que o barco puder, o navio pudessem ir em direção à costa, mas eles não conseguiram. E eles fizeram isso porque eles não queriam se tornar culpados da morte desse homem. Eles não queriam lançá-los ao mar. Eles tentaram e eles sim foram mais nobres do que Jonas. E nós temos aqui, irmãos, algo impressionante. Nós temos marinheiros pagãos sem aliança com Deus, demonstrando compaixão a esse homem. Enquanto Jonas havia fechado o coração dos ninivitas, que eram pagãos, que não tinham aliança com Deus. Olha só, Deus coloca na vida desse homem homens que não conheciam esse Deus, que não tinham aliança com esse Deus, demonstrando compaixão para com ele. Queridos, Deus faz isso na nossa vida. Por vezes a gente deixa de ter compaixão com aqueles que estão mergulhados no pecado. Por vezes a gente deixa de fazer isso, mas Deus coloca pessoas na nossa vida que estão aí com coração aberto e cheio de compaixão para conosco. Jonas teve que lidar com essa realidade. Marinheiros pagãos que não conheciam a Deus estavam agindo com compaixão para com ele. E olha aqui, essa cena aqui é interessante porque esses homens tinham perdido parte da carga do navio. O que Jonas estava trazendo para esses homens era só prejuízo, risco de perder a vida. Mas lá estava esses homens dizendo: "Olha, a gente vai tentar uma outra solução. A gente não quer lançar você de imediato ao mar". A gente não quer fazer parte dessa perda da sua vida, dessa morte sua. Meus irmãos, que forte repreensão isso deve ter sido para Jonas. Ele estava naquele navio justamente porque tinha endurecido o seu coração contra os gentios. Enquanto o profeta de Deus existia a ideia de misericórdia para com o povo de Nínive, os marinheiros pagãos demonstravam misericórdia para com ele. O problema é que mesmo fazendo assim, mesmo remando, a tempestade não acalmava. Deus continuava mandando tempestade. Mesmo tentando aliviar, Deus mandava mais tempestade e o navio estava a ponto de ser submergido e então destruído. Assim, os marinheiros oraram ao Senhor. Eles reconheceram o poder soberano de Deus e eles pediram a Deus para que não os considerassem responsáveis pelos que est pelo que eles estavam prestes a fazer. E aí os versículos 15 e 16 nos direcionam para o desfecho dessa narrativa. O texto diz: "E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria. Temeram, pois, estes homens em extremo ao Senhor, e ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram voto." Os marinheiros então lançaram Jonas ao mar, mas também temeram em extremo ao Senhor. Eles ofereceram sacrifícios. Eles fizeram votos, ou seja, eles se comprometeram com o Deus de Jonas. E talvez eles tenham sido convertidos verdadeiramente ao Senhor. Talvez eles tenham sido instrumentos desse Deus para levar a notícia de que é um Deus criador dos céus e da terra para o povo de Tarses. Talvez eles foram responsáveis de levar essa mensagem, sendo que Jonas não a levaria para este local. Mas e Jonas, meus irmãos, e que aconteceu com esse profeta ao ser lançado no mar? Eu particularmente imagino Jonas sendo lançado ao mar, fechando seus olhos e dizendo: "Ah, eu venci. Eu falei para Deus que eu não ia para Nínive. Eu falei para ele que para lá eu não iria. Eu venci. A minha vida vai embora agora, mas a a minha palavra foi a última. Eu imagino Jonas caindo no mar, pensando assim: "Eu venci o Deus criador dos céus e da terra". Mas aí entra o texto conhecido, mais conhecido de Jonas. Vem o verso 17 e diz o seguinte: "Deparou o Senhor um grande peixe para que tragasse a Jonas. E esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe." Olha o que Deus faz. é para lançar Jonas ao mar. E quando Jonas achou que a sua vontade iria prevalecer, Deus então enviou um grande peixe para que Jonas fosse tragado e ele ficou três dias e três noites no ventre do peixe. Queridos, o capítulo 1 de Jonas termina com a ênfase na soberania de Deus. O Deus soberano é aquele que corrige. Ao lançar o seu profeta no mar. Ele é aquele que protege o seu profeta. em um estômago de um grande peixe. E é a vontade dele que vai se cumprir e não a vontade do seu profeta Fujão. Mas esse capítulo, irmãos, também termina mostrando para nós que esse grande peixe é uma demonstração da misericórdia de Deus para com o seu profeta. Deus poderia muito bem ter esmagado Jonas quando ele disse não. Quando ele se dispôs para fugir, quando em vez de ir para Nínive, ele desceu para Jope. Deus poderia ter esmagado esse profeta. Mas não, meus irmãos, ele deu corda para o seu profeta. E aqui, de maneira misericordiosa, Deus busca o seu profeta e ele o faz mandando um submarino para buscá-lo. Ele mandou um grande peixe. Você vai ficar três dias dentro do ventre desse peixe e você vai ser poupado. Mas eu vou te levar de volta porque é a minha vontade que vai prevalecer. Queridos, é aqui que o evangelho brilha aos nossos olhos no capítulo 1 de Jonas. Meus irmãos, Deus não foi apenas atrás de Jonas em sua fuga. Ele também veio atrás de mim e de todos vocês. Outrora, meus irmãos, éramos nós que vivíamos fugindo da presença e da vontade de Deus para as nossas vidas. Mas Deus não desistiu de me buscar. Deus não desistiu de buscar vocês. Deus Pai enviou seu filho para morrer por cada um de nós, para que nós fôssemos resgatados da nossa terrível fuga da vontade de Deus para nossa vida. E olha, meus irmãos, que se nós tivéssemos sido bem-sucedidos em nossa fuga, o que isso teria causado a nós? Isso teria causado a nossa condenação eterna. Mas Deus, como belíssimamente descreve Efésios 2:4, Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, ele nos buscou e ele nos impediu de continuarmos fugindo dele. Esse é o evangelho, meus irmãos, que salta aos nossos olhos no capítulo 1 de Jonas. Assim como a descida de Jonas ao mar de maneira metafórica salvou os marinheiros da tempestade, porque quando lançaram Jonas, a tempestade foi embora. A morte de Jesus também, queridos, foi necessária para gerar a nossa salvação, para que a ira de Deus fosse aplacada, para que a tempestade da ira de Deus não nos atingisse. É a morte de Jesus que verdadeiramente aplaca a grande e terrível tempestade da ira de Deus. Mas enquanto a descida de Jonas nas profundezas do mar foi resultado da sua desobediência à vontade de Deus, a morte de Jesus foi por causa da nossa desobediência. Mesmo não tendo pecado, Jesus assumiu o nosso pecado e a nossa morte para nos salvar, para que a tempestade da ira de Deus fosse aplacada. Agora, irmãos, o que vai acontecer com Jonas dentro do grande peixe? Eu pergunto como se vocês não soubessem, né? Mas o que vai acontecer com esse profeta dentro do grande peixe? Se Deus nos permitir, nós meditaremos sobre isso no próximo sermão. Aplicações, irmãos. A vida de Jonas, fugindo de Deus e da sua vontade é um alerta para nós. Em rebeldia a Deus, Jonas foi para uma única direção. E percebam como isso é aplicado na vida daqueles que estão em desobediência a Deus. Jonas foi para baixo. O movimento todo do capítulo um é o profeta está em desobediência. é para baixo a sua direção. Ao ao desobedecer ao Senhor, ele tentou fugir de Deus como se ele pudesse fazer isso. O texto mostra que é impossível. Jonas desce para Jope, de lá ele desce para o porão do navio e então ele foi para a barriga do grande peixe. Ele só não desceu mais porque Deus enviou um grande peixe para pegá-lo, pois do contrário ele desceria ainda mais. Queridos, não há outra direção para aqueles que se revoltam contra Deus que não seja ir para baixo. É essa alerta do capítulo um para nós. A mão do Senhor derruba aqueles que estão em desobediência, que querem viver em desobediência. Aqueles que vivem de acordo com o orgulho do coração, achando que são deuses de si mesmo. Deus quebra essas pessoas. Deus ama seus filhos demais para deixá-los seguir tranquilamente em desobediência. Deus, ele confronta, Deus expõe o pecado, Deus disciplina e ele faz isso com misericórdia. Irmãos, o Deus da aliança busca aqueles que tentam fungir, estão e fazem parte da aliança. Por isso, queridos, nessa noite, peça perdão a Deus por suas fugas da vontade dele. Toda vez que você desobedece ao Senhor a palavra do Senhor, você foge do Senhor ou tenta fugir dele. As nossas desobediências são fugas de Deus. Peça nessa noite perdão ao Senhor. Reconheça diante do Senhor as vezes em que você resistiu ao seu chamado e escolheu seguir o seu próprio caminho como se ele fosse o melhor para você. Mas ele não é o melhor para você. O caminho do Senhor é o melhor para você. Renda-se a vontade de Deus para sua vida, não para que você seja salvo ou aceito por ele, porque em Cristo Jesus você já recebeu a plena aceitação e salvação. Antes, faça isso como resposta de gratidão e amor por tudo que Deus realizou por você em Cristo Jesus. E lembre-se, meus irmãos, estar no centro da vontade de Deus não é apenas um dever para um cristão. É o melhor e mais seguro lugar onde nós podemos viver. Não façamos como Jonas, que tentou fugir do Senhor e desobedecer a vontade do Senhor. Isso trouxe complicações para a vida de Jonas. Que nós possamos viver no centro da vontade de Deus. Peça a Deus nesse momento para que ele te ajude a viver dessa forma. Vamos orar. เฮ [música]