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A fé vem pelo ouvir

Religião Estranha – BTCast 647

Religião Estranha – BTCast 647

Religião Estranha – BTCast 647

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Luiz Henrique mergulham em um tema fascinante e provocativo: a estranheza do cristianismo nos seus primeiros séculos. Em um mundo moldado pelos valores do Império Romano, os cristãos eram vistos como um povo estranho, suspeito e até perigoso. Ao longo da conversa, refletimos sobre como a fé cristã nasceu como uma presença profundamente contracultural, desafiando estruturas políticas, religiosas e sociais do seu tempo. O que fazia o cristianismo parecer tão escandaloso para os antigos? E será que, em muitos contextos atuais, perdemos justamente essa dimensão estranha e subversiva do evangelho ao tentar torná-lo aceitável demais? Um BTCast para quem deseja compreender melhor os primeiros cristãos e repensar o lugar da igreja em uma cultura que, muitas vezes, prefere um evangelho domesticado.

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Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 647.
Eu sou Rodrigo Bibo e nem todo crente
estranho é de fato crente.
>> Olha aí,
>> ou cristão.
>> Olha aí. Eu sou Luís Henrique e eu sou o
estranho da sua igreja. Esse é um recado
para o Víctor Fontana. Tá vendo? Nossa,
[risadas] que que é isso, gente? Estamos
aqui em loco, ao vivo, olha que legal
poder tocar na sua mão para falarmos
sobre uma religião estranha, para
falarmos sobre como os cristãos do
primeiro século eles eram estranhos à
cultura do seu tempo. E cara, e como é
que pode? A gente vai entender um
pouquinho o que que o que que a gente
quer dizer com essa religião estranha,
mas vamos lá. O que eu quero dizer é o
seguinte, Luiz, a gente teve
recentemente uma fala de um líder
religioso
>> que ela ela se popularizou, né? Ela ela
ganhou aí uma certa notoriedade porque
ele demonstrou ali, enfim, né, racismo,
xenofobia, né? Ele disse que quando ia
em determinada região do Brasil sentia
mais demônios e tal,
>> movido por uma teologia específica.
>> Isso, uma teologia muito errada, enfim,
uma teologia bem complicada. E e a gente
não tá citando o nome porque o objetivo
não também, enfim, já passou, já era.
Porque eu nem quero chamar atenção pro
racismo e pra xenofobia desse líder
religioso, né, e dessa péssima teologia.
Mas antes dele falar o absurdo que ele
falou, ele falou que eu estava não,
porque sabe quando a gente tá muito
ligado em Deus e a gente fica até meio
estranho, né? Weird. Ele usou a palavra
weird e tal. E isso é meio patético
assim, né? Tipo, não, porque ele é tão
crente, ele é tão próximo de Deus, que
ele acaba ficando estranho. Só que será
que só que será que será que será será?
Tu assiste Fron, essa série é
maravilhosa no Global Play e na abertura
tem a música que será será? Tu assiste,
Isa?
>> Nossa, meu Deus do céu. Nessa episódio
não.
>> Sim, não, eu tô atrasado, Isa. Eu tô
atrasado. A Isa é a nossa a nossa
filmmaker aqui, mas é uma baita série. E
na abertura tem uma parte que é cantada
em português. Então, o que será? Será?
Whever be. Eu não sei cantar inglês, mas
vamos lá. O assunto é
>> voltando,
>> voltando. TDAH, eu não, eu, cara, hoje
aconteceu um problema com o meu TDH, por
>> eu tô, eu tô tomando três remédios,
>> que é dois é para calvice e um é o meu
remédio TDAH. Na hora que eu fui tomar,
eu eu já tomei o do TDH ou não? Aí,
mano, na dúvida é melhor não tomar para
não ter uma superv é daquela marca que a
gente não pode dizer o nome, que nós não
é da manual que não me patrocina. Não,
não, não é, manual, vem
>> não, pode, pode vir, manual, mas não, eu
tô fazendo um tratamento tal, enfim,
outro aí. Mas eu eu não tomei, eu não
sei se eu tomei o Liberdia ou não.
>> Ah, entendi.
>> Então, mas vamos lá agora. Vamos lá,
gente. Fica com a gente. Não desiste.
Não desista desse podcast. Não desista
de nós. Vamos lá. Mas será que os
primeiros cristãos, Luíes
olhariam para nós hoje?
>> Hum,
>> e reconheceriam que nós somos
descendentes deles? Será que ao eles
olharem esses crentes estranhos que se
denominam estranhos, né, com essa
espiritualidade muito esquisita, eles
olhariam diz e e diriam: "Tá aí o a o
fruto da nossa obra".
>> Olha, interessantíssimo.
Interessantíssimo. Eh, eu eu posso
devolver uma outra pergunta? Você não
precisa responder, mas eu acho que é uma
pergunta para nos colocar dentro do
assunto.
>> Será que o minha pergunta não colocou?
Tá bom. col colocou, mas dentro do
imaginário do primeiro século, né? Será
que haviam distintivos
eh simbólicos
dos cristãos no próprio primeiro século?
>> Distintivos simbólicos. Eu consigo
pensar em alguns tinham, né,
>> práticas. Eh, nós temos, por exemplo, na
nossa sociedade o crente sendo
reconhecido como aquele que carrega
Bíblia debaixo do braço.
>> OK? [roncando] se ainda eh permanece no
meio da nossa sociedade, do nosso
imaginário, o crente que é tá vestido de
terno, está com a Bíblia debaixo do
braço, sai determinado horário no
domingo, sempre é horário de jogo da da
série A, série B, entre outras coisas.
Hum.
>> Eh, por esse tipo de de pensamento, eu
acredito que sim, que os cristãos do
primeiro século, eles olhariam para nós
e falariam: "Hum, interessante isso.
Existe uma certa prática entre eles que
se assemelham a nós." Por exemplo,
>> por exemplo,
>> aí ao culto.
>> Mas aí eu vou te colocar um negócio.
>> Então, coloque, vai.
>> Por quê?
>> Nós vamos ao culto e nos dirigimos a um
lugar
>> Uhum. que a gente chama de templo.
>> Sim.
>> E na cultura majoritária evangélica é a
casa de Deus.
>> Maravilha.
>> E os cristãos do primeiro século, eles
eles iriam olhar: "O quê? Vocês voltaram
pro judaísmo. Hum.
>> Roma venceu.
>> Coisa boa.
>> Por quê? Porque se a gente a a a
esquisitice do primeiro, uma das
esquisites do primeiro século, é que
Jesus vem com uma parada que é o
seguinte, mano. Não é nem aqui, não é
nem em Jerusalém, eu procuro adoradores
que me adoram em espírito em verdade. Ou
seja, não tem mais monte sagrado, não
tem templo, não vai sobrar pedra sobre
pedra. Agora eu sou a casa de Deus.
Porque os, eh, obviamente que os
cristãos em Jerusalém eles até iam ao
templo.
>> Sim,
>> mas era mais uma questão eh de também um
ponto de contato missionário do que de e
talvez até também uma memória ainda, né,
religiosa e tal, mas quando Paulo entra
na jogada e isso vai isso vai ficar
ainda muito mais claro
>> na junção dos gentismos.
>> Exato. Daí entra, né? Ou seja, galera,
Deus não habita mais em templos feitos
por mãos humanas. Uhum.
>> E isso era muito esquisito pra galera,
tanto para o judeu quanto para a
religião romana.
>> É por isso que eu disse que em partes
aíes, né? Porque eles como assim vocês
chamam isso, vocês estão chamando isso
aí de casa de Deus? Vocês são maluco,
gente.
>> Então, é só partimos do princípio de que
quando o cristianismo ele começa a
ganhar força dentro da sociedade, a
gente leva em consideração que o
cristão, ele tem alguns hábitos muito
diferentes das religiões já instituídas
até então e da dinâmica do Império
Romano. Então, você olha, por exemplo,
para o império. O império fazia questão
de cooptar determinados lugares sagrados
e ressignificarem
a partir do momento em que aquele lugar
fosse uma espécie de prestação de
serviço para o próprio governo e para a
dinâmica estrutura do governo imperial.
Uhum.
>> Então, todo culto ele tinha resquícios
de um uma identidade nacional,
>> ou seja, não existe uma conformidade
nacional,
>> não existe religião grátis,
>> não. Exatamente isso, né? Até porque a
gente precisa levar em consideração que
no no mundo de em que Jesus vive, que os
cristãos eles nascem, é um mundo em que
você tinha uma espécie de de ah, como
que eu posso dizer? você vocês tinha
você tinha uma espécie de ação social
que provinha dos templos, tá? A gente
pode observar que o próprio templo de em
Jerusalém era um lugar para a
administração, para recolhida de
ofertas, para o pagamento, para
organizar golpes de estado.
>> Golpes. Exatamente.
>> Para organizar inclusive a crucificação
de quem estava se identificando como rei
dos judeus, que é o caso de Jesus de
Nazaré. Então você tem realmente no
primeiro século o o templo sendo
articulado para isso dentro do judaísmo,
mas também os templos das divindades do
primeiro século e que o símbolo e o
ritual eles eram algo específico da
sociedade vigente. Só que quando um povo
começa a se reunir, por mais que eles
adotem um determinado símbolo, mas é um
símbolo muito etéreo, tipo o corpo e o
sangue de um certo Jesus, né? Inclusive,
existe toda uma acusação aos cristãos de
que eles estavam cometendo uma espécie
de canibalismo.
>> Exato. Isso aí é era uma estranheza
mesmo, né? Porque, tipo assim, como
assim corpo e o sangue? Essa ideia de
eles são eles estão bebendo sangue,
comendo o corpo de alguém, né? E não era
uma estranheza lógica, era uma
estranheza de difamação. Então, era
utilizado inclusive para difamar, né?
Inclusive você tem uma pichação antiga
encontrada no primeiro século que que
mostra um homem crucificado com uma
cabeça de cavalo. Isso era uma forma
também de satirização a esse movimento
que não era tão bem compreendido. E aí
esse povo ele se reúne, ele tem um
símbolo que é um símbolo que é algo
muito comum que é a comida,
>> é partilhar a mesa com pessoas ao qual
não fazem parte da sua família
>> e que ao qual o páer famílias daquela
casa, por sua vez, não era o que regia
todos esses outros. Na verdade, era uma
festa de comunhã, era uma festa de
dádiva, era uma festa em que as pessoas
elas se organizavam para comer conjunt
conjuntamente e celebrarem a vida e a
memória de Jesus de Nazaré. Uhum.
>> E ah eles não têm determinadas partes,
por exemplo, eles não sacrificam.
>> É, aí eu a gente vamos dar uma pausa até
pra galera poder acompanhar.
>> Vamos entender o seguinte, galera. Você
tem o judaísmo que conseguia ter uma
liberdade religiosa ali em Roma. Por
exemplo, o judeu não precisava adorar a
César. Ele não precisava. O acordo que
eles fizeram é o seguinte: "Olha, a
gente ora pelo César, mas não a César".
Então eles tinham lá.
>> Os cristãos já começam por aí. Eles não
é nem esse acordo. É uma galera que sai
do judaísmo.
>> Uhum.
>> E não, o Krius não é César. É. E não, a
gente não vai orar nem pelo imperador.
Já começa a ter um rompimento aí também.
Outra coisa, esse lance de não ter os
sacrifícios,
até a questão dos impostos e por aí, o
temp não tem um templo,
>> né? a gente não tem um templo e tem uma
outra parada e eu queria que tu
explorasse isso.
>> Vou até colocar um um disclaimer. Os as
contribuições monetárias dentro dessa
comunidade era pro auxílio da própria
comunidade.
>> Exato.
>> Você não tinha um repasse público. Você
fora que a gente
>> e a gente tem até alguns casos em que a
atividade dos cristãos mexeram no
comércio local, né?
Não atou. O apóstolo Paulo, ele fala
sobre a presença dos cristãos mercados
que ficavam lado dos templos. A a ideia
de não comer de comida oferecida na mesa
dos ídolos, justamente para não se
identificar com o ritual e culto desses,
porque eles são separados. E aí vem a
coisa mais porque assim, Roma tinha esse
lance que eu queria que tu comentasse da
dessa religião que eles tinham que
proteger o lance da religião.
>> Positivo.
>> E outra, eh eh até o Nijai ele fala o
seguinte, né? Olha, Roma tinha muito
esse cuidado de dar a religião na mão do
povo.
>> Uhum.
>> Entendeu? Não, não. Nós precisamos
controlar a religião. Então, por
exemplo, Roma tinha todo um controle
religioso, tinha os sacerdotes e tal,
era tudo muito controlado. Ah, tem esses
judeus aí, não é? Beleza, a gente
também, eles estão no nosso bolso, né?
Ele, a gente controla aqui o, eles têm a
liberdade deles, hoje em dia, enfim,
[risadas] enfim. É, aí, mas a gente
controla esses judeus e tal. Eles até lá
adoram jeito dele, mas eles estão aqui
pagando os impostos, estão tudo sobre
nós. Tanto que o julgamento de Jesus
passa por Caifás, enfim, os sumos
sacerdotes e o Pilatos, né? Então tem
essa Herodes e Pilatos estão ali.
>> De repente os cristãos
é uma parada completamente, é
literalmente a religião na mão do povo.
>> Exato. Exato.
>> Construído na casa do povo.
>> Na casa. Ou seja, os as casas se
transformavam pelo menos uma vez na
semana no templo desse tipo de de gente
estranha.
>> E isso, cara, como é que os cristãos
conseguiram? Porque isso era muito
estranho. Isso é a religião estranha,
esquisita, entendeu? Porque eles comiam
o corpo de alguém, bebiam sangue de
alguém, né? Eles não reconheciam César
como eh como o o o senhor o o Krius, né?
Ah, é o Kaiser, né? Né? não reconheciam
e tipo e a gente não tem templo e, né?
Então eu queria entender um pouco essa
estranheza, porque a gente vê isso no
livro de Atos, né? É uma religião muito
estranha porque ela é uma seita do
judaísmo, né? Por assim dizer. O
cristianismo ele surge como uma
separação do judaísmo, uma seita do
judaísmo e vai ressignificando tudo. E
outra, para eu encerrar a minha
pergunta.
>> Uhum.
>> Eles estão seguindo. Não é? Tu nem sabe
mais onde eu tô indo, né? Eu tô falando
dessa estranhez. Tu tá me acompanhando?
OK. Não, e para finalizar a minha
pergunta e pra galera também sacar o que
eu tô dizendo,
eles estão seguindo um cara. E aqui eu
tô, né, desculpe a minha falta de
reverência, né, mas eu estou, eu finge
que agora eu sou um romano,
>> homem palestino do primeiro século, um
tal de crestos, né? É, eles estão
seguindo um cara que foi crucificado por
Roma. E detalhe, né, a cruz como
símbolo, né, do poder romano e nós
sacrificamos, né, ou crucificamos,
não era bem o sacrifício, né, não sei se
era um sacrifício aos deuses deles. Isso
eu não sei, não sabia dizer, mas nós
crucificamos baderneiros.
>> Isso.
>> Ou seja, a gente crucifica quem quer
tirar a paz da religião e a paz do
>> inimigos do império. Então, ou seja, e
aí surge uma galera dizendo que não, a
gente segue esse que vocês mataram.
Ótimo. Ótimo. Não é
>> isso é louco, mano. Isso é muito doido.
>> Sensacional. Bibo. Qual que é a grande
questão quando a gente fala sobre a
relação do império romano e da religião?
A religião é esse braço incontestável de
controle social.
>> Uhum. E alguns grupos específicos, como
no caso dos judeus, e, inclusive toda a
administração ocorrida ali no templo de
Jerusalém, eram feitas sob determinadas
eh condições. Primeiro lugar, vai ser um
centro administrativo, então vocês
cuidem disso, vai ser um centro também
de político, mas vocês ficam incubidos
de lidar com as suas com seus próprios
problemas. problemas dentro da sua
própria religião. Então, o Império
Romano, a princípio, ele não vai entrar
eh de frente com Ogeriza ao
cristianismo. Antes ele vai eh
terceirizar o problema da religião que
sai da religião judaica para a própria
religião judaica. Então, quando você
observa nos julgamentos do apóstolo
Paulo, quando você observa no julgamento
do próprio Jesus, existe toda uma
terminologia dizendo: "Eles estão
causando algum tipo de baderna na
sinagoga".
>> Uhum.
>> Que era o acusação, inclusive aos
apóstolos. Eles estão causando algum
algum tipo de baderna aqui mesmo nessa
região. És tu, rei dos judeus?
tu o dizes. Então, quando olhamos para
essa pra linguagem do Novo Testamento,
pelo menos no começo, Evangelhos,
comecinho de Atos, nós começamos a
observar que o problema não estava
diretamente para o Império Romano. O
cristianismo, ele não é homogeneriza
para o império romano, é homogeriza para
o judaísmo. E o judaísmo que tem as
benesses de estar debaixo do Império
Romano, pagar os impostos, mas ter uma
liberdade identitária e étnica, eh,
começa a se incomodar disso. Por quê?
Porque imagine que ah eles estão livres
de prestar oculto a ao Imperador Romano
por conta disso. Aí vem uma seita
debaixo do judaísmo. E essa seita
debaixo do judaísmo começa a dizer que
eles acreditam no verdadeiro Messias. a
princípio, uma crença fundamental dos
próprios judeus e eles começam a faltar
naquilo que seria o culto ao imperador
ou o culto romano e isso começa a causar
determinados problemas. só se torna um
problema para a própria o próprio
Império Romano em uma segunda leva de
cristãos e na na penetração social do
cristianismo ali eh nas cidades que são
provincianas do império e que possuem um
centro administrativo grande. a partir
dali que os que os romanos vão olhar
para os cristãos, vão falar: "OK, é um
problema". Porque se eles estão dizendo
que um tal de Jesus de Nazaré é de fato
o Krius, aí a gente eh lembra muito da
inscrição de Prien, uma inscrição datada
que fala a respeito do do imperador como
aquele que traz a paz, aquele que
reconcilia, aquele que vence a as
guerras, aquele que estabelece a ordem e
a linguagem do apó. Exato. O evangelho,
né, quando Marcos começa, né, evangelho
de Jesus Cristo. Aham. Isso se um romano
vai ler o como assim o evangelho não é
de Otávio, né? Tipo, isso, exato. E aí o
o imperador romano fala: "Não, é, é
César". E aí os cristãos vão falar:
"Não, mas Krius é Jesus de Nazaré, é
Jesus Cristo, é Jesus Messias".
>> E por isso que era o o Gupta vai falar
que é uma religião perigosa em última
análise, né? Mas cai na consciência do
Império Romano apenas um num
desdobramento dessa religião como algo
muito autossuficiente do judaísmo. Por
quê? Eles não precisam da sinagoga,
>> eles não precisam dos grandes eh centros
administrativos da fé, como os Betffar,
que são as casas aonde tinham o os
rolos. Eles não estão ligados
diretamente, administrativamente, a
todas as facções judaicas presentes ali
no primeiro século. Antes disso, eles
estão autossuficientes. Eles estão
inclusive aderindo pessoas que não estão
restritas a uma etnia. Ou seja, aquela
que aquele que vem de uma barriga que
não é judia, está aderindo essa fé e
está contrariando a fé majoritária.
>> Uhum.
>> E aí isso é um problema. Só que é um
problema porque criado por quem? Pelo
próprio impérium.
>> Aí a gente precisa levar em consideração
que é o próprio império que cria esse
problema, porque os cristãos, a
princípio, por mais que eles estivessem
dinamitando a lógica eh do pensamento eh
do culto imperial, eles não estão
fazendo ataques diretamente a à
soberanias eh administrativas. É por
isso que até de alguma forma eles vão
tendo longevidade, por assim dizer.
>> Quando a gente pega Romanos 12,
>> hum,
>> e fala sobre a relação do dos cristãos
para com as autoridades, qual que é a
fala do apóstolo Paulo?
>> Então, ele quer promover justamente a
verdadeira paz.
>> E a verdadeira a verdadeira paz leva em
consideração o contingente. Mas o
Império Romano acaba entendendo isso
como uma uma espéci uma espécie de
rebelia. Por quê? Porque o cristão, ele
é afastado do culto eh imperial e
colocado dentro de um culto eh
comunitário, um culto com outras ah
outras dinâmicas. E isso dentro do
sistema acaba, infelizmente fazendo com
que ou felizmente no caso, né, fazendo
com que o próprio império ele rua por
dentro. Tanto que a eh os pais cadócios
eh e os pais da igreja muitas vezes vão
ter que se justificar ou justificar em
relação ao império eh em determinadas
cartas a plausabilidade do cristianismo
coexistir com o império. Por quê? Porque
na lógica e na ideia de perdão, na ideia
de amor, na ideia de bondade, de dádiva,
da relação das dádivas, é que o Império
Romano começa a perder.
>> Uhum. Exato. É, ou seja, a um grupo de
pescadores, né, eh, um grupo de
mulheres, ou seja, de pessoas bem
outsiders mesmo da sociedade, começa a
implodir o sistema, por assim dizer,
>> por meio de bondade, amor, por meio de
serviço, né? É aqueles que ajudam até os
nossos, né, como vai dizer o imperador
romano, na apologia, né?
>> É aqueles que ajudam até os esses ateus,
ou seja, os cristãos eram ateus. Por
quê? porque não acreditavam no imperador
como uma divindade. Então, aqueles ateus
que ajudam até os nossos, né? [roncando]
Então, ou seja, eles vão dinamitando
toda essa estrutura de dentro, sabe?
Mas, cara, eu queria, eu tava, eu não
lembro de cabeça, eu até tava pegando
uma cola aqui, mas, por exemplo, Atos
capítulo 17, versículo 6, todo aquele
contexto lá de Paulo em Tessalônica e
tal. E aí quando eles são arrastados,
né, porém não os encontrando, arrastaram
Jazon e alguns irmãos perante as
autoridades da cidade. E olha só,
gritando,
estes que têm transtornado o mundo
chegaram também aqui.
>> Exatamente. Então, a fama dos cristãos
acaba sendo espalhada e provavelmente
foi espalhada pelos judeus mesmo que
estavam ali ligados a uma religião muito
do templo da na sinagoga, o que
rejeitavam Jesus Cristo como o
verdadeiro Messias. Hum.
>> E esse tipo de de má fama, que nada mais
é do que uma boa fama, porque eles
apenas se juntavam em lugares públicos,
falavam a respeito de uma mensagem, ah,
partilhavam e tinham um grande, eh,
compromisso para com os pobres, para o
quadrilátero, né, da vulnerabilidade.
Eh, o pobre, órfão, viúva e
>> não sei, eu só conheço três.
>> Eh, pobre, órfão,
>> órfão, viúva.
>> Viúva
>> e a mulher. Não, mas aí é entra viúva,
né? Eu não lembro qual é o quadrilátero.
Esqueci.
>> Coloque aí nos comentários. Coloque,
abra aqui, Isa. Eu não sei agora. Para
mim é sempre o o primeiro que é a
verdadeira da religião é cuidar do órfão
e da viúva, né? Classe mais.
>> Exatamente. Exatamente.
>> Agora o o quatro aí
>> os mais velhos. Vamos colocar os mais
velhos. Deixa, se você lembra, coloque
nos comentários, ajude aqui esses
podcasters.
>> Então, existia esse tipo de cuidado para
com a esses que são seriam os mais
vulneráveis, mas a princípio tudo isso
que eles faziam já seria o suficiente
para poder causar uma determinada eriza.
E essa geriza, ela é comprada pelo
império, junta isso. E aí você tem as
perseguições, por exemplo, que o próprio
apóstolo Paulo,
>> é porque tu até uma coisa que tu falou
ali no começo e tal, que não não era uma
coisa que Roma se preocupava tanto e
tal, né? Tanto que Jesus não tá em
documento, você tem ali uma ou duas
citações e tal, tipo, eh, não é uma
coisa que não foi um big deal, né, ali
pro Império Romano no primeiro século.
Então, tem uma menção e tal, enfim, eh,
aqueles que seguem a crestos que tu
mencionou aí e tal, né? Mas em Atos tem
esse lance de os apóstolos estarem
perante autoridades romanas, né? Só que
eram probleminhas meio que locais e tal,
porque quando o judeu diz aqueles que
alvoroçam, né, perturbam e tal, é, mas
eles estão muito preocupado com essa
também e com a hegemonia que não
hegemonia, mas com a estabilidade
religiosa que eles tinham e com medo que
os cristãos pudessem estragar esse rolê
que eles tinham com Roma.
>> Não haveria nenhum problema em entender
o cristianismo como algo benéfico se o
cristianismo fosse a princípio, cooptado
pelo império.
>> Uhum.
Esse é o modos operante do Império
Romano.
>> Vai um lugar, conquista, observa quais
são os ritos e a cultura, faz esses
ritos e a cultura um degrau pra sua para
pro seu poderio e a partir desse poderio
você administra esses ritos e e culturas
vigentes, locais, para que aquilo
retorne dinâmica de temor e e poder do
do império romano. Reconhecendo que, né?
Mas o cristianismo se recusou desde
muito cedo a isso, até por conta da
apropriação de determinadas palavras que
eram usadas pelo imperador romano, eh, e
que o apóstolo Paulo, nas suas cartas
usa para Cristo, ah, pela pelo próprio
contingente ao qual o Império Romano não
se se dedica a cuidar. E aí o
cristianismo ele vai lá e preserva a
vida daqueles que são rejeitados pelo
Império Romano pela
ideia de valorizar e dar voz à aqueles
que não teriam uma
descend uma ascendência aristocrática,
se a gente pudesse falar assim, né, de
ser de grandes famílias e tudo mais.
Existem pessoas de grandes famílias,
grandes nomes, inclusive, que fazem
parte do corpo de Cristo no primeiro
século, que trocam correspondência com
apóstolo Paulo e que ajudam a missão e e
investem na missão de Deus e
principalmente nas comunidades ah
primevas. Mas a gente não tem a
exaltação desses nomes como espécies de
oligarquias ali, pelo menos no começo,
né? Antes, eh, o que é feito ali nada
mais é do que a voz de pessoas que são
periféricas, pessoas que estão ah na
clandestinidade da sociedade e que
acabam por meio de Cristo sendo
inseridos em uma família maior. E essa
dinâmica de ser inserido em uma família
maior tem as suas próprias convicções
pessoais. E por isso e e assim esse é só
apenas um dos fatores, Bibo, que mostra
um pouco do quanto o cristianismo ele
cresce como sendo eh contracultural.
>> Uhum.
>> Mas ainda assim existe uma espécie de
prudência e sabedoria presente não
apenas no apóstolo Paulo, que é o
apóstolo que nós eh geralmente elencamos
aqui no quando nos falamos eh falamos de
missão, né? Mas existe uma sabedoria de
isso não ser tão eh explicitamente
escandaloso, por mais que a mensagem o
seja.
>> Exato.
>> Por mais que a mensagem o seja,
>> não sei se vai trazer a escravidão aqui
pra conversa, né?
>> É
>> porque é é pode ser um ponto, né? Por
exemplo, você não tem uma palavra clara
do apóstolo Paulo, tipo, eliminem a
escravidão, né? Não tem,
>> não tem,
>> não tem. Porque primeiro que ninguém
pensava isso, ainda que o Nijai até vai
falar que existiam alguns grupos eh como
os Esênios que eram bem contra mesmo a
questão da escravidão, mas também, né,
não era um grupo que tinha uma certa
expressão. O apóstolo Paulo entende que,
cara, bater de frente contra isso,
talvez elimine na raiz o nosso
movimento. Então, o que que ele traz?
Trate como irmão, né? Carta Filemon é
isso, olha, trate como irmão e tal.
Então assim, obviamente que a gente sabe
que infelizmente muitos, né, senhores de
escravos utilizaram palavras do Novo
Testamento para eh cultivarem e
perpetuarem a escravidão.
>> Mas esse não era um problema sécul
Exato. Não era um problema do primeiro
do primeiro século. Mas ao mesmo tempo,
muitos cristãos também utilizaram a
Bíblia para promover, né, a libertação.
O próprio, né, cara que tá ligado aí à
abolição da escravatura lá, o o como é o
nome dele? O Wer Force, ele é um cara
cristão, Johes. Trocava
correspondências,
segredos. E e até mesmo
>> a gente tem um um BTC, John Wesley e a
escravidão, alguma coisa assim, tá
maravilhoso. A gente vai tentar botar
aqui na descrição. Glória Fitb. Eu acho,
>> não sei se é com a Glória ou com algum
irmão que eu não lembro o nome que
escreveu sobre isso, né? Eh, nós temos
no Cristian, mas quando o Paulo ele vai
dar essa dica, eu gosto muito do que o
Stanley Porter vai dizer, né? Isso
>> é que o o Paulo ele tem uma determinada
sensibilidade e missional e a
sensibilidade missional ela tende a ver
olhar a a cultura, a o fenômeno, a
cidade aonde ele irá iria pregar ou iria
eh aconselhar irmãos a se portarem como
e entender as dinâmicas de poder, dando
base para que eh haja uma certa uma
ética gradual. Exato. Ética gradual.
Exatamente. Ética gradual. Então o
Stanley Portess
ética gradual.
>> Ah, porque Paulo fala pra mulher ser
submissa ao homem, não sei quê. A gente
não vai entrar nesse assunto aqui. Leia
Ctnia Vfal, né? Mas até mesmo nessas eh
eh como é que é? Domésticas, esqueci o
nome, ordens domésticas, não é?
>> Regras domésticas,
>> códigos domésticos. Paulo, ele insere
coisas muito distintas do cristianismo
ali, né? ao ponto de falar: "Olha, o
marido vai sacrificar pela esposa, como
Cristo fez pela igreja e tal." E fora
que o versículo 21, né? Olha, sejam
todos submissos uns aos outros, né?
Então isso é já é uma quebra, né?
>> Isso de em em Só que, por exemplo, você
não tem essa dinâmica sendo repetido
conforme a as cartas a Timóteo, que é
onde que realmente pega. Mas a grande
questão é que existe uma preocupação eh
circunstancial de olhar pro campo da
missão e falar
>> eh aqui nós devemos ir com calma. Os
outros conseguem lidar melhor com isso.
Mas
>> ex vamos inclusive orar pelas
autoridades, né? Tipo, né? Vamos
respeitar as autoridades, no caso, né?
Romanos ali.
>> Respeita. E e esse respeito não é uma
sujeição que fazia com que eles eh
fossem ou sacrificassem a própria fé.
Humum.
>> Não, o respeito às autoridades é o
reconhecimento na ordem cósmica de Deus,
daquelas pessoas ali para a providência
de Deus e o plano da providência de
Deus. O apóstolo Paulo está muito
preocupado com a ideia, pelo menos ali
naquela parte de Romanos, eh a ideia do
mundo vigente e do mundo do porvir e
essa nova humanidade.
>> Ou seja, os cristãos do primeiro século,
eles eram estranhos, esquisitos
e, provavelmente, né, por amarem muito a
Jesus, né, eh, o Nijai até coloca que eh
Jesus Cristo ou Cristo Jesus aparece a
cada oito versículos no Novo Testamento
tem uma menção a Jesus. Então, eh, o que
fez com que a religião cristã eh, né,
fizesse esse barulho silencioso, por
assim dizer, né,
>> para usar um termo bem chat de PT, que é
um barulho silencioso.
>> Exato. Barulho silencioso, né, no
sentido de que, cara, eles, as pessoas
eram cativantes,
>> tá,
>> né? É claro que você tinha um
ensinamento de vida eterna, você tinha
uma série de coisas muito interessantes
no bojo ali da do ensinamento de Cristo,
mas o Nijai Gupt ele vai concluir, cara,
é as pessoas eram cativantes, né,
acolhedoras. Entende?
>> Eu tenho um elemento, Bibu, que difere
os cristãos ah, da mentalidade
hegemônica, que é a ideia de um Deus que
habita.
O Deus conosco. Pode conosco. Quando nós
olhamos para a formação da religião no
primeiro século, e aí a gente vai
generalizar aqui, tá? Porque nós não
temos tempo para olhar os desdobramentos
de cada cidade. Se você quiser isso, vai
procurar comentário e comentário
cultural de cada texto da Bíblia. Mas,
hã, de maneira bem generalista, a
relação que as pessoas possuíam com a
divindade era uma relação muito pautada
por pela barganha e uma uma relação
muito geolocalizada
>> e mediada,
>> mediada, geolocalizada por um sacerdote,
por um templo
>> e e numa relação econômica
>> também,
>> econômica fortíssima, né? A linguagem
econômica da troca, a linguagem
econômica da barganha. Então, era
necessário que a pessoa fosse até
determinado templo, se apresentasse a
determinado sacerdote e a esse sacerdote
iriam dar as dicas, que seriam os ritos,
para que esta pessoa pudesse aplacar a
ira divina e, por sua vez, ã, trazer um
certo tipo de dádiva ou comprar a dádiva
que aquele ser divino poderia oferecer.
E essa era a forma com que as pessoas
naturalmente viviam. Naturalmente
viviam. E aí você tem um grupo eh
oriundos de uma dessas religiões que
ainda tem uma noção geolocalizada,
porque o templo ainda estava de pé, o
templo estava sendo reconstruído, na
verdade, e que eles olham para pro
templo e falam: "Não está aí".
Eles olham para os sacerdotes e falam:
"Não está aí." E eu acho muito
interessante, Bíblia, porque eh até
mesmo eu acho que que isso se justifica
na literatura de Lucas. Quando eu olho
para pro livro de Atos, você vê que o
começo do livro de Atos é uma grande
manifestação de uma parte dos 12
apóstolos. Aí acontece o problema das
viúvas e das ofertas ali na igreja
específica, principalmente da por conta
de uma questão eh étnica. E aí você tem
uma cisão e os apóstolos dizendo: "Ó,
esse não é o nosso problema.
>> Nosso, a a nós foi conferida a pregação
ah do evangelho.
>> Exato.
>> E aí você tem a instituição dos
diáconos. Você pode perceber, Bibo.
>> Hum. os apóstolos não aparecem mais.
Aquela liderança que poderia ser a
liderança considerada como sacerdotal
dentro da religião, o espírito dinamiza
para que seja os diáconos.
>> Depois vai ter inclusive a a menção a um
apóstolo, mas um apóstolo que não é dos
12.
>> Uhum. E aí você tem o espírito
dinamizando a missão da igreja. E nessa
dinamização, a diluição e a compreensão
plena de que qualquer um pode ser
utilizado pelo espírito, qualquer um
pode ser capacitado pelo espírito,
>> não? E e outra é um reino de sacerdotes.
>> Aí é onde entramos, né? Então, todos são
sacerdotes. Ou seja, eu não preciso mais
de um mediador. É, é a religião na mão
do povo. É um um grande perigo. E aí eu
não tenho um templo, eu não tenho um
sacerdote
e a barganha com a divindade. Ué,
>> é graça.
>> O grande evangelho é o Deus que se dá.
>> É o Deus conosco.
>> Ao contrário de Eva que toma e come, do
primeiro Adão que toma e come.
>> Uhum.
>> Eh, Jesus de Nazaré, o segundo Adão
fala: "Tomai e comei". Exato. Que é a
subversão do do Éden, né? A a ceia da a
mesa da ceia. O tomar e comer é
ressignificado, né? Restaurado.
>> É estranho demais, mas olha quando é
apresentado, ganha um significado. Fala,
>> então é isso.
>> Uhum. Uhum. Que coisa interessante. E a
partir disso, as pessoas elas começam a
ser atraídas, porque a prática e a ética
do cristianismo começa a ser assentada a
partir do grande evangelho. Evangelho
deum.
>> E aí é o seguinte, né? É por isso que
quando a coisa vai caminhando no
decorrer dos séculos e o cristianismo
começa a deixar de ser estranho para ser
o padrão, temos um problema,
>> temos um grande problema
>> que é um problema que E é por isso que,
gente, câmera em mim aqui, Isa, ó. É por
isso que esse livro aqui do Nijaiigupta,
Religião estranha, como os primeiros
cristãos eram esquisitos, perigosos e
cativantes. Esse lançamento aqui da
Thomas Nelson Brasil, eh, ele é
fundamental para você entender, sabe,
eh, como é perigoso quando nós nos
tornamos o status qu, né, quando a gente
se torna o padrão, quando a gente se
torna e qualquer coisa. Eh, [roncando]
eh, esse livro aqui ele ele é muito
interessante porque eles mostram
realmente o distintivo do cristianismo e
o Nijai nos faz ver assim, cara. Então,
era assim que os primeiros cristãos
agiam. Inclusive até um um parêntese
aqui, ele até tem um capítulo dizendo:
"Gente, eles não eram perfeitos. Calma
lá, né? Calma lá. Eles não eram
perfeitos, mas de fato eles eram
esquisitos e estranhos. E mas como é que
eles, como é que era a esquisitice
deles? A estranheza deles? A gente só
arranhou um pouquinho aqui. Você pode
mergulhar nesse livraço aqui do Ninja
Gupta, que é um grande popularizador
acadêmico, tá? E é um livro, ó,
acessível. Ele tá, ô Luiz, abre a câmera
para nós. Isa, ele tá na nossa leitura
da da EBT, não
>> é? O Religião estranha está nos
mantenedores. Teremos um mês em que
leremos o Religião estranha, mas da IBT
eu vou utilizar alguns insightes desse
livro,
>> porque o segundo semestre a gente vai se
dedicar a a uma espécie de teologia.
pastoral do apóstolo Paulista vai
entrar, viu?
>> Legal. Então tá, gente, esse aqui é um
lançamento da Thomas Nelson Brasil, tá?
Então assim, uma leitura bem gostosa. O
livro Unijai tem uma linguagem
acessível, vai por mim, tá? É bom de ler
e cara e vai te dar assim um, sabe
assim, você vai ler depois que você lê o
livro do Nijai, eh, fecha a câmera em
mim aqui, Isa. Depois que você lê o
livro do Nijegupta, religião estranha,
você faz o exercício de voltar pro Novo
Testamento e você vai perceber, é como
se você tivesse, eu vou dar um exemplo
que só quem usa óculos vai entender, mas
quando nossa lente tá suja, mano, a
gente vê ruim, a gente tem algo
irritando a nossa visão aqui. E quando a
gente não tem um conhecimento do
background religioso, tanto judaico
quanto romano, a gente não entende
algumas coisas que estão acontecendo ali
com os apóstolos, principalmente se você
lê o livro de Atos ou algumas
declarações do apóstolo Paulo em suas
cartas ou até mesmo algumas declarações
do próprio Cristo e dos Evangelhos.
Então, ler o livro do Nijai Gupta,
religião estranha, é como limpar a lente
do seu óculos. E, mano, olha esse
colorido aqui desse texto. Olha só a
clareza agora que você vai ter, porque
tem coisas que o Espírito Santo não vai
revelar para você, tá bom? Ele vai te
ensinar a ler a Bíblia no sentido de
devoção, de isso ser guardado no seu
coração. Mas para muita coisa você tem
que estudar, tem que ler bons materiais.
E o Nijai gupta aqui em religião
estranha vai ampliar, sabe, o seu
conhecimento sobre esse mundo do Novo
Testamento. E você vai, nossa, mano,
agora o peso dessa declaração, eu
entendi o porquê. É tão forte isso que
Jesus falou, que Paulo falou, que Lucas
falou. Religião estranha de Nijegupta é
a sua próxima leitura para entender boa
parte do comportamento cristão e das
declarações no Novo Testamento, tá? E
por falar em EBT, né, Luiz? abre a
câmera para nós aqui. Isa, ó, vem
estudar teologia com a gente, né? Ó,
aqui, ó. Estamos aqui com a turma 07
aberta, tá? É só o link tá aqui na
descrição. Se você tiver vendo esse
vídeo em outro momento, é o mesmo link e
vai tá aberto para você comprar também e
vir estudar com a gente Bíblia e
teologia, né? Porque é isso que o Luiz
tem feito, né? Também tem lido vários
livros, né? Com os alunos. Ah, tem eh,
né? Feitos respondido perguntas. Nós
esses dias fizemos, eu sei que quando
sair esse vídeo vai est datado, mas
esses dias fizemos uma live surpresa
falando da pregação da pastora Helena
Raquel. Exato. Que teve uma reverção bem
legal. Analisamos teologicamente,
pegamos ideias homiléticas, muito legal.
Tá sendo um espaço muito bacana para
produzir conteúdo teológico e
compartilhar conteúdo teóico.
>> Exatamente. Então, olha só, primeiro
você tem um livro que também já é um bom
guia. Segundo, já pensou você ter uma
comunidade de pessoas que estão lendo a
mesma coisa, né? Ter um tutor teológico,
um grupo no WhatsApp? Então assim, a
gente te ajuda a pensar o caminho,
entende? Chega de informações desconexas
na internet e tal, vem pra Escola
Bibotal de Teologia que você não vai se
arrepender, tá bom? E é isso. Os links
estão aqui na descrição deste BTC, tanto
e no nosso site o bibotal.com, no nosso
canal no YouTube, tem vídeo também. E
você que tá acostumado a ouvir no
Spotify, agora você pode clicar no link
ali também, tá funcionando o link. Ah,
Bib, eu não achei mais vocês na Spotify.
>> E o vídeo também tá no Spotify. Bib, eu
não achei mais o o no Dieser. Não
sabemos o que tá acontecendo com a
Diesel. Não briguem com a gente. Já
mandamos o Douglas, né, que gerencia
essa parte técnica nossa aí. Já mand
abriu vários chamados. Desconfio que
alguém na Dieser não gosta da gente.
>> Olha lá, estão coitando porque a gente é
muito estranho. É muito estranho. Não,
eu tenho uma suspeita porque eu Não,
não, não, não. Acabou o podcast, pode ir
embora. Mas se você quiser uma fofoca
agora, você fica mais um pouquinho. Por
quê? Porque eu já estive na mesa. Para,
para, para, para, para.
>> É, eu o que eu vou falar não tem base.
Eu não tenho prova alguma.
>> E aí que é mais fofoca mesmo.
>> É, é a sensação, né? É o cheiro.
>> Não, mas eu já estive num lugar onde
tinha alguém que trabalhava na Dieser e
eu acho que essa pessoa não gostou da
minha pregação, do meu jeito, e falou:
"Não vou deixar isso se espalhar aqui na
plataforma na qual eu trabalho, porque
na época, isso já tem alguns anos, eu já
reclamei para essa pessoa: "Pô, mano, me
dá uma força lá". E gente, eu falei:
"Pô, isso não é palavrão, por favor,
>> não é não, não, continua, continua,
continua". Eu falei assim: "Mano, é, dá
uma força", porque naquela época a
Dieser já dava problema, demorava para
atualizar no app da Dieser. E a Dieser
ela é muito comum entre usuários de uma
operadora de telefonia aí, né? Que eu
não quero dizer qual é. Então, quem tem
essa operadora, plano nessa operadora,
eh, a Tim, ah, desculpa, tô meio
gripado, é, tem ganha o Dieser,
entendeu? Então, pô, é muito bom ouvir
aqui o BTQ, porque eu tenho o plano da
Dieser já tal junto com a minha
operadora. Mas, gente, não é culpa
nossa. A gente tentou e tá fora, vem e
alguém vai lá e tira. Não sabemos.
>> Somos estranhos demais. Para
>> estranhos demais. É [risadas] isso,
gente. Ficamos por aqui. Voltamos na
semana que vem com mais BTC. BT esquece
de curtir, comenta aqui embaixo, comenta
o Spotify. Eu estou lendo, tá,
>> o Spotify.
>> Estou lendo Spotify, estou lendo o
YouTube. Tá bom. E deixa eu só lançar
para terminar. Eu não vou nem deixar
porque eu já dei, eu só vou terminar com
essa. Aguarde Guilherme Nunes.
>> Que é isso?
>> Corta, corta, corta. Yeah.

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