Um Papo com o Coram Dói – BTCast 644
05/05/2026
Um Papo com o Coram Dói – BTCast 644
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe o Coram Dói para uma conversa divertida, provocativa e necessária sobre humor e os evangélicos. Afinal, por que tanta tensão quando o assunto é rir de nós mesmos? Existe limite para o humor cristão? E o que revela uma comunidade que perdeu a capacidade de rir? Ao longo do episódio, conversamos sobre sátira, meme, cultura gospel, irreverência e o desconforto que o humor causa em ambientes religiosos marcados pela hipersensibilidade e pela necessidade constante de autopreservação. Entre histórias engraçadas, críticas afiadas e reflexões sinceras, discutimos como o humor pode funcionar tanto como ferramenta de denúncia quanto de humildade — expondo nossos exageros, idolatrias e contradições. Em meio a muitas risadas e algumas provocações desconfortáveis, este episódio é um convite para recuperar a leveza sem perder a seriedade do evangelho.
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– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o Metecast. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Bem-vindos a mais uma live aqui neste canal, o canal do Bibotalk, o canal que tem bíblia, teologia e também um pouco de humor aqui. E hoje nós vamos ter um chá revelação. Vamos bater um papo com o senhor Coran ou senhora. Hã, já se perguntaram que poderia ser uma mulher o Corandói, mas é um homem, tá? Mas poderia ser uma mulher, por que não? E eu estava aqui agora nos bastidores conversando com o Corandóy. Hoje vocês vão saber o nome dele, inclusive. E aí já foi um assunto que já deixou a gente, os crentes deixam a gente irritado. Às vezes os crentes deixam a gente irritado. Corandó está na linha ou não? >> Alô, alô. Corandói tá falando, >> cara. Então é porque as pessoas estão, as pessoas duvidaram de mim. As pessoas realmente não estão botando muita fé em na minha palavra, porque eu já eu já arreguei já. Eu já falei que ia mostrar o rosto algumas vezes, arreguei, já dei para trás e mais. >> Ah, tá. >> Então é por isso que eu até te chamei, porque eu tinha que envolver outra pessoa, porque senão eu já ia arregar, já ia pôar. >> Mas cara, da onde que veio essa ideia de se esconder, né, atrás de um de um avatar, por assim dizer, né? Da onde veio essa ideia de preservar tua identidade? Eh, eu acho bacana e tal, mas mano, parabéns. Tu tá quanto tempo? Tu tá quanto tempo assim sem mostrar o rosto? E por que tu tomou essa iniciativa do Corandói não ter um rosto, mas só um avatar? >> Então, eu tô, vai fazer uns três anos que eu tô escondendo o rosto e algumas vezes eu já dei alguns moles. Por exemplo, esse, acho que ano passado eu fui lá em Joinville e o Davi lá acabou vazando meu rosto sem querer. Aí eu não, meu Deus, Davi, não faz isso e tal. Já mandei mensagem para ele, ele: "Putz, não sabia, irmão". Aí apagou e tals. >> Aí já teve esses vazamentos e tudo mais. >> Só que, cara, eu comecei escondendo o rosto muito realmente pela covardia, porque eu sou alguém que eu tenho muito medo de começar as coisas, mas mais do que medo de começar as coisas, eu tenho medo que as pessoas me vejam começando. >> Então, qual que era a minha parada? Eu vou fazer uma página e vai, tipo, vou postar mais opiniões, eu vou fazer as gracinhas, só que ninguém vai saber que que sou eu, porque tipo, se flopar, se mano realmente der ruim e tudo mais, ninguém vai saber que eu fracassi. Então, aí eu fui tipo não mostrando o rosto porque, cara, e era engraçado porque os meus amigos eles viam os escutores da página, falavam: "Cara, isso é muito humor tipo desse de mim e tals." Aí eu é, mano, realmente tals, não sou eu. Haha. E depois que descobriam, caraca, é você. Então era legal também esse joguinho da do char revelação da pessoa, tipo, caraca, é você e tudo mais, >> mas realmente foi por conta disso, foi porque eu tinha medo que as pessoas me vissem realmente começando a parada e dando errado e me frustrando. Então para evitar essa vergonha eu acabei nem mostrando o rosto mesmo. >> Mas escalonando, escalonou. E tem um pessoal dizendo para tu não revelar, velho. Eu tô começando a cara, existe, existe esse movimento contra revelação, >> porque tipo, tem muitas pessoas que sabem, já viram meu rosto e quando a pessoa vê meu rosto, ela, cara, realmente tem gente que, tipo, tem a teoria que eu sou feio para caraca e tals, mas tem >> é bem apessoado até, >> cara. Muito obrigado. É, >> o lance é que, tipo, quando a pessoa sabe meu rosto, ela tem como se fosse uma vantagem, tipo, ela tem: "Caraca, mano, eu sei o segredo" e os outros não sabem. Então, tipo, tem muita gente que realmente conta isso porque já sabe que eu que sou eu. >> E, tipo, velho, eu não quero perder isso que só eu tenho, sabe? Então, obviamente não é muita, né, grande coisa e tal, mas é legal. Aí tem gente que realmente lutou por isso, tipo, que batalhou, que foi atrás, as [risadas] pessoas me contvam a estratégia. Não, eu fui atrás desse perfil. Aí o Guines, por exemplo, é um cara que sabem que me conhece pessoalmente, aí foram no perfil dele, viram quem ele seguia, quem eh ele seguia e tudo mais. Aí, pô, caçaram, caçavam, caçavam. Enfim, aí agora acho quearam você só mais uma. >> Aham. Mano, o Guines é um cara, eu conheci ele ano passado, ele fez um vídeo do meu livro, se eu não me engano, do Deus que Destrói Sonhos. E, mano, que cara sensacional, né? Eu nunca tinha ouvido falar nele e tal. É, eu sou um cara que eu ouço pouca música, mas, mano, ele é muito talentoso, né, maluco? >> Não, ele é muito talentoso de verdade. Ele tem um uma direção de arte bizarra. Direção de arte e referências bizarras, sabe? >> É, mano, ele fez o eu vi o clipe dele, eu só vi um clipe dele agora que eu acho que é do Salmo 91, se não me falha a memória, que foi premiado até o YouTube. O YouTube botou lá numa lista, o cara ganhou prêmio, tudo e, mano, o cara fez tudo aquilo na IA, velho. >> Sim. >> E cara, assim, ó. Não, na moral, gente, é, vou procurar aqui. Eu, ô, tu que é mais amigo dele, tinha que saber, né, mano? Mas eu acho que é Salmo 91. >> É Salmo 91. >> É Salmo 91. Mano, que clipe sinistro, velho. É, tem uma pegada meio Team Burton, tá ligado? É muito bom aquilo, cara. Salmo 91. É o V, o que é o Vale dos Aços Secos, que é >> que é tipoão, é mais uma pegada tipo High School e tudo mais. É, mas o Salmo 91 também tem um ônibus aqui, mano. A maquiagem do cara é sensacional, gente. O assunto aqui é o Corandói, mas o Kiginer Neres é um carinha também. É o estilo musical que ele toca, eu não sei explicar que estilo musical to. >> É um pop. É um pop. Ele tá puxando mais pop e tal. É, mano, o cara é muito talentoso. Guiner, sal 91. Mano, aquilo ali é uma mistura de maquiagem, efeito prático e i, mano, na moral. Parabéns, parabéns, Guiné. Mas enfim, é isso, mano. Ô, ô, ô. Agora ô Coran, será que a gente te revela ou tu abaixa um pouco a câmera e fica aparecendo só do nariz para baixo? Agora eu fiquei um pouco, >> eu fiquei um pouco preocupado agora com, com a mística. Eu gosto de preservar a mística, entendeu? >> Não é, eu eu também gosto, mas eu acho que depois de um tempo enjô realmente essa parada, >> vamos revelar, não vamos revelar. Se você não quiser saber a cara do Corandóy, você fica só o áudio. É, você fica vira a tela do seu celular, do seu computador, entendeu? Vai ter a revelação agora. Corandói, olha só, se tu ligar a câmera, deixa eu até mudar aqui. Ah, não tem como eu mudar. Se tu ligar a câmera, Corandai, tu vai aparecer na tela aqui. É só tu ligar a câmera que vai ter o chá revelação agora. Tá bom? É isso. >> Corandói na tela do Bibotalk com vocês, >> gente. Eh, licença, vou vou entrar aqui nessa telinha de vocês. >> Entra. Olha aí. Que que é isso? Ó aí, gente. Esse é o corandóy. Olha aí. Jovem, jovem >> muito. >> Quantos anos? Quantos anos? 26 >> 26 anos. Gente, esse é o [risadas] Só na tela. É muito >> só tu na tela. Isso. Vou até tirar aqui a minha marca. >> Não. Nossa. E ainda te dou não é? Enfim. >> É. Ó, eu quero revelar que você tem um poster lá atrás do quê? Quem é aquele cantor lá? É o Jean Char, como é que é? >> É o Cheese forears. É, >> não sei o que que é isso. As tuas referências e me escap. >> Não, pô. Tu sabe. É aquela do Everybody wants to the world, sabe? >> Não, mano. Eu só ouço image de dragons, velho. >> Pô. Mas ép, é porque eu não vou cantar, mas tipo, cara, é música famosinha, padrãozinha e tals. E tipo, é do meu, >> é do meu amigo de quarto, é do meu amigo de casa e tals e também é do meu pai que >> ele é maior fã da banda e tals. E eu tenho o pôster do tigrinho porque >> porque tu tu aposta aí, né? Tu é exatamente. Já já garante uma renda legal. Já garanti uma renda legal. Então, pô, fui fazer essa >> agora eu quero saber que tigre que é esse. Alguma parada chinesa. Que que é? >> Não, é um tigre que eu desenhei, pô. Eu é tipo, >> ô, ainda bem que tu não tá de cueca, hein, mano? Porque já esquece que tá de cueca. Não, não, sou, eu sou meio baixo, então não vou conseguir aguentar. Vou ficar bonito, tá bonito, tá bonito, tá bonito. Mas, mano, então, 26, 26 anos, >> 26 anos. >> E o teu nome, a gente pode falar o teu nome, >> cara? Pode. Só não me pesc me achar porque tá privado. Mas é Thiago Melo, >> tá, >> Thiago. Ô, Thiago Melo, pô. É o segundo Thiago Melo que eu conheço. É com th, não é? Com TH. >> É com TH. >> Pronto. É segundo Thiago Melo que eu conheço. Um é o editor da Thomas. Me pai botou H no nome, tipo, >> ah, porque cara, é chique, né, mano? Ó, o que eu já, ó, tem a minha amiga Cíntia, que tem o nome com várias também consoantes ali no meio e tal, né? Alterações. >> É, tem. É quando quando eu vou muito pro Norte, nordeste, os nomes tem bastante também consoantes e tal e e três, duas com três consoantes e tal para depois ir o nome. Gente, esse é o Corandói. É isso. Desculpa aí que você que não queria, tá? Eh, o Bibo não conhece Tears for Fears? Não, não conheço. Foi mal, cara. >> Cara, mas eu acho que você conhece Bibo. Eu acho que você conhece. Ó, ele cantou com John Mayer. Ó, John Mayer. Eu só sei que o John Mayer é um cara que toca violão, viaja muito pelo mundo >> e namora muito. >> Fez uma E fez uma Ele namora muito, não sei. >> Namora bastante. Namora legal. >> É, mas ele é um cara bonito, né? Ele é um cara bonito, >> cara. Ele é só que ele tem um molho. E >> se até hoje não teve nenhum escândalo, é porque ele, certo, ele namora certinho e tal, né? >> Não, não, não. Ele é meio babaqu, ele é meio babaquinha, mas o pessoal passa um pano é tipo, só que é porque ele namorou muita gente. Ele namorou muita gente. Então, tipo, realmente tem o histórico da história mundial só de namoros do do John. Tipo, quem tava namorando em alguns momentos da históricos e tals, >> caramba. Ó, eu só sabia que ele toca violão, que ele fez uma uma apresentação com a Licha aqui maravilhosa num lá no na no na Time Square. Eu só sei isso dele, tá? Mas enfim, é isso, gente. Ó, esse é o Coran. A gente vai falar um pouquinho o que que é. Ah, eu Taylor Swift. Ele é Ô, mano, a Taylor Swift eu conheço, entendeu? >> Mas ele é um dos ele é ela também é mega namorada deleira e tals, mas ele ele é um dos ex dela. >> Tá. A voz não combina com o rosto. Adorei. Isso é de ti. >> Não, não, não combina porque [risadas] a minha vo a minha voz eu acho que ela parou um pouco na puberdade, tipo, sei lá, nos 17, 16 anos, então ficou uma voz extremamente jovial. >> Mas tu tem a língua presa ou é o teu sotaque? Ah, tem a língua. É língua presa ou língua ou língua preguiçosa, >> cara. Agora eu não sei. [risadas] >> Ah, olha aí. Então, porque às vezes é só língua preguiçosa, mano. Às vezes uma às vezes assim, tipo, eh, você deixar de ser solteiro já ajuda destravar língua. Mentira. Deixar solteiro. >> É deixar de ser ou tu tá namorando. Pera aí. Isso a gente não combinou. Não vamos falar sobre isso. Vamos falar. A gente não combinou. O Tuco. Sei que quer namorar. O Tuco. Sei que quer namorar, né? Mas o Thiago Melo a gente não vai entrar nesse. Não vai, não é tanta intimidade assim. Calma, você se segura aí que se segura aí. Não, mas falando sério sobre a língua, porque é um assunto que toca lá em casa, porque a minha filha tinha a língua presa, a gente não sabia. A dentista dela que descobriu, olha, a Mileninha tem a língua presa. Aí fizemos a cirurgia, destravou a língua. O Calé quando nasceu, >> ciruria de destravar a língua. >> É, não é você corta o você corta aquilo tipo o freinha, né? >> Mas dá, mas dá mas dá piorar, pô. Dá piorar e destravar a língua dos anjos. Aí ele >> também dá para destravar. É, por exemplo, quando uma pessoa ela é qual é o jeito certo de falar que uma pessoa é gaga? Pode falar gag. >> Tem gagueira. Tem gagueira? >> É gagueira. Tá certo? Ou é a parada que não pode mais falar que é politicamente correto? >> Pô, pior que eu pior que eu realmente não não tô a par do desculpa, também não tô aproag. A pessoa gaga. Será que quando ela fala em línguas ela também gagueja falando em línguas? É, fica a dúvida aí, >> né? Fica a dúvida. >> Porque ele pregando não fica. Eu eu já conheci gagos, gente. Se não for Gagos, juro, eu não quero sacar ninguém, mas eu não sei o jeito certo de falar gagueira. Se alguém aí é mais educado que nós dois, por favor, corrige a gente nos comentários. >> Realmente, perdão as gagas, de verdade. >> É, mas é, eu conheci dois gagos que, mano, quando vão pregar é impressionante. É impressionante assim, os caras conversando contigo eles travam, né? >> E mas pregando, mano, é é assim, é uma coisa impressionante assim, cantar, >> tinha aproveitar, né? Tipo, já que, pô, mano, já que Deus destrava no púlpito, podia destravar também na vida real, né? Mas enfim, o meu filho quando nasceu já foi, cara pediatra que pegou, ele faz os procedimentos quando sai da barriga e já cortou a linguinha dele, já viu que tava presa. Cara, sensacional, porque depois de fazer a cirurgia, no caso da minha filha, foi um pouco mais complicado, né? >> Então, mano, é, às vezes é isso, né, mano? Mas às vezes também pode ser o teu charme também, né, cara? >> Cara, eu não, eu não sei porque as pessoas às vezes não entendem muito o que eu falo. Às vez as pessoas falam tipo, mano, preciso de um fonodiólogo e tudo mais. É >> aí, >> mas como também a tua comunicação é mais visual, talvez não sei se precisa, né? Não sei. >> Ah, não sei que uma coisa te incomode. Agora tu quer falar sobre isso aqui nessa live, se isso te incomoda ou não? Não, não, não, não me incomoda. É porque, tipo, eu eu considero tipo muito essa parada do eu tenho toque, eu tenho sou diagnosticado com toque e tals, então eu tenho um pensamento muito acelerado. Então o meu pensamento, a minha fala ela meio que vai na velocidade do meu pensamento. Então se eu tô falando muito rápido é porque eu tô pensando muito rápido. Então se eu falo devagar, eu meio que, cara, minha meu pensamento tá lá na frente e tudo mais. Então eu meio que meio que assumo que seria isso, sabe? Mas não sei também, nunca fui atrás. Exato. Mas vamos lá. O assunto aqui já virou terapia, né? Pessoal tá falando aqui biboterapia. Gente, >> desculpa, não tô, eu não tô conseguindo terapia e eu tô aproveitando toda a oportunidade. >> Exato. Não, e eu quis ser psicólogo também. Aliás, um eu sei que o assunto aqui não sou eu, mas eu passei no vestibular de psicologia, mas não tinha dinheiro para fazer o curso. >> Boa. Ô, Bibo. Mas não passou nem pra públicazinha, nem para >> nada não. Aí eu não tinha aí não. Acho que não tinha na pública também, pelo menos não naqui na região, né? E aí como eu também não tinha, nunca fui criado nesse ambiente de ir para fora estudar, né? não tinha essa ideia da minha família, não vai tentar alguma coisa fora, sabe? Não também, não sei se existe também psicologia em em faculdade pública, nunca fui atrás. >> E aí, mano, eu fui fazer teologia porque era barato, era R$ 90 na época. >> Na época a psicologia era R$ 300 e poucos reais, gente. Isso há 20 e poucos anos atrás era muita grana, né? >> Então assim, aí e teologia era 90 pila. Aí, pô, 90 pila eu consigo pagar. Vendia colchão. >> É, vendia colchão nas colchões Cantares. >> Olha aí, olha que nome sugestivo. Loja de crente colchões Cantares, né? Sim. >> E e por falar em cantares, vamos lá. Ô, ô, não, antes de falar um pouquinho do tuco, cara, vamos lá. Nasce o Corandóy? Como é que nasceu o Corandoy? Então, essa é duas perguntas que eu quero fazer para ti. Como é que nasce o Corandoi e qual o desafio de fazer humor para crente? >> Perfeito, perfeito. Cara, duas perguntas. Diamante você é bom nisso, Bibo, de verdade. É, eu faço isso há 16 anos, é personalizar, né, e tals. Cara, o Corandói nasce de Acho muito brega falar, ah, Corandói nasce de um coração inquieto e tudo mais. [risadas] Aquele padrão de aquele padrão de ministério. Nossa, >> não, pera, pera, mano. Mano, sabe o que que eu odeio, mano? Não vou. Ô, Cora, e se eu sei que a gente tá junto nessa. Uhum. >> Sabe o que que eu não que eu não suporto, cara? É quando nasce uma nova igreja. Perfeito. >> Todo mundo sabe que foi por briga, entendeu? Não é? >> Todo mundo sabe que foi porque se desentenderam, porque um queria fazer uma coisa, outro queria fazer outra. E era uma briga de poder lá dentro. Chega uma hora que um sai, aí o mano vem na rede social dizer: "Não, porque Deus deu uma nova direção". Mentira, mentira. É ego. É ego. É busca por poder. Às vezes pode ser questão doutrinária séria mesmo, né? Tem gente que sai de igreja porque negóci, mas muitas vezes é picuinha. É pic. >> Não, mas aí que tá, mas o pessoal, cara, então fala, gente, a gente saiu de lá porque eles estavam indo por um caminho teológico complicado e aí mano não, o pessoal quer espiritualizar. Aconteceu recentemente aí, né? Saiu um pastor de uma grande igreja, né? Todo um papinho de que ia pelo mundo fazer missão. Abriu uma baita igreja em São Paulo lá agora. Mas que deixa que o crente cai nessas coisas aí. É de Deus, é de Deus. E não é e não é não é sincero, pô. não é honesto. Falar, poxa, houve houve alguns entendimentos ou tipo, pô, eu sei que ô cara, você pode até ser um >> mentir um pouquinho melhor, tipo, eu senti que não era, eu senti que não era muito para eu estar lá, cara. Se sentiu que não era para est lá, beleza mano, sai agora, pô. Quer meter um deus, tipo, ai, não é porque Deus revelou para mim que tal igreja não, mano. Não, não, mas vai lá, continua agora, continua. >> É engraçado porque Deus revelou para ele abriu a igreja aonde, pô? No interior, no chique Xque Bahia. Não, ab igreja é São Paulo, como se realmente não existe igreja São Paulo isso, o pessoal só precisasse dar a visão dele lá, né? >> Exato. Mas vai falar como é que nasceu o Corandói e daí já emenda também porque o que significa corandóy? Estão perguntando aí o que significa. Já faz esse bem bolado, quando surgiu, porque esse nome e o fazer humor para crente. Vamos lá, >> cara. É porque eu sou crente de berço, né? Sempre fui crentezinho, sempre cresci na igreja e tudo mais. Aí, e assim como qualquer pessoa da geração Z, eu sou alguém que consume conteúdo o dia todo 24 horas por dia, sabe? E cara, sempre foi uma parada que eu consumi, sempre, tipo, acompanhava, sei lá, via muito YouTube de Minecraft, tava no Instagram o tempo todo e tudo mais, até o momento que aconteceram, tipo, algumas paradas comigo. Uma delas foi um vídeo do Luca Martini que ele tava falando sobre Felipe Neto, ele tava falando sobre o Felipe Neto e tudo mais. Ele falou tipo: "Cara, em vez da gente reclamar do Felipe Neto, por que que a gente, cadê as pessoas que são cristãos e estão produzindo conteúdo?" Tipo, também estão realmente indo atrás, se popularizando. Aí eu, cara, real, Luca, de verdade, mano. Tipo, aí eu fiz alguns vídeos, falei, mandei mensagem para ele, ele me ignorou e tudo bem também. Mas [risadas] aí eu aí aí eu fiquei tipo um pouco com isso na cara realmente tipo havia uma escassez de cristão criando conteúdo assim que fosse legal de assistir porque cara cristão criando conteúdo sempre teve, tipo eu sempre acompanhava pô da época da Fabula Melo, eh Douglas Gonçalves, eu escolhi eh eu escolhi esperar, Roberta Vicente e tals. Então, mano, realmente consumia real esse pessoal. Só que depois de um tempo eu fui meio que cansando um pouco porque era tipo, era só papo de crente. E beleza, mano, tem todo, tem totalmente o seu lugar, tem totalmente o seu seu espaço e tals. Só que eu passava o dia todo consumindo conteúdo. Então, só alguns humor nessa época aí, qual era o humor que tu consumia? Cara, um desconfin era um cara que fazia paródia, era um cara que fazia >> isso. Fran Limedrado também consumia. J Nem também consumia. Então >> é o que eu lembro só e eu acho que o Vini tô solto. Acho que ele também tava meio que bombandinho nessa época, não tinha explosão e tal, acho que hoje tá maisado. P é verdade o pe na época, >> mas eu consumia também um pouco disso. Mas enfim, aí tinha essa parada comigo. Aí teve um belo dia, eu tava trabalhando e tudo mais. Aí eu tava voltando o trabalho, eu pensei, cara, se existe essa demanda, se eu consumo muito conteúdo e eu sou crente, tipo, cara, por que que então eu não consumo mais conteúdo crente? Será que eu sou menos crente agora e tals? E depois de um tempo também havia um pouco desse aspecto, mas é porque eu não achava os conteúdos crentes legais, tipo, não era uma parada voltada pro entretenimento, era realmente uma parada muito devocional, era muito para edificar, era muito para, mano, vamos crescer mais em Deus. E realmente tem esse espaço, só que tipo, eu me lembro de uma fala do Rodolfo, Rodolfo Abrante nesse sentido, cara, tem dias que tipo que você só quer chegar em casa e ver, botar um Bob Esponja para ver, sabe? Tipo, você quer, você realmente quer entretenimento? E eu não conseguia encontrar entretenimento que eu curtisse. Eu achava as paradas cristãs muito bregas. Então eu fiquei andando, voltando trabalho, eu pensei: "Cara, se existe essa demanda que eu pelo menos uma demanda pessoal e eu tenho arcabolso teórico, eu tenho referências, eu sou formado de cinema e tudo mais, eu tenho algum referencial de vida, por que eu não posso fazer alguma coisa?" Aí a partir daí surgiu essa ideia. Aí eu pensei, pô, mas o que que eu vou fazer? Vou fazer vídeo, pô, não quero me expor, não quero mostrar o rosto e fracassar, então vou fazer desenhos. Só que eu não sei desenhar. Aí que que eu vou fazer? Eu vou desenhar feio. E nisso eu fiquei muito inspirado no Too Cavaco, que ele tem esse uma página também de desenhos feios chamado desenhos desastres. E cara, eu acho, eu sempre achei muito radical, sempre achei muito irado. E ele tinha, sei lá, tipo, na época 700 seguidores. Quando eu acompanhava, eu ficava, cara, pelo menos 700 pessoas gostam desse negócio. Então, o que que eu vou fazer? Eu vou criar uma página de desenho feio, não vou mostrar meu host. Eu vou poder, tipo, falar minhas opiniões das formas mais polêmicas possíveis. E não precisa ser bonito, porque o T cavaco também consegue fazer isso e ter umas pessoas. Então, na minha cabeça, eu só ia chegar até 700 pessoas. Esse é o máximo de seguidores que eu ia conseguir, porque é é só só tem esse público. Então, nessa volta, pô, foi uma volta de trabalho longa na minha vida. Aí voltou no trabalho, pensei em 10 de desenhos assim na hora. Fui pensando, pensando, pensando, pô, beleza, show. Sentei na frente do PC, fiz os 10 desenhos de pente mesmo e postei lá. Postei. Aí foi, aí eu fui seguindo as >> Mas is tu já tinha, tu já tinha criado o perfil Corandoy? Já teve essa ideia? >> Não, eu criei, eu criei na noite. >> Na noite. Ah, >> nesse mesmo, nessa mesma noite eu criei, já postei. Aí, que que eu fiz? Eu fui, eu também fui um pouco safado, né? Eu coloquei a minha bio é no s efeito prijama para fazer desenho bonito. Então, >> isso eu acho que eu te conheci. Isso foi quando foi há três anos atrás. Foi três, foi, foi começo de 2023. Não, final de 2023. >> Nossa, que depois a Covid fica tudo meio zoado. Mas eu lembro dessa tua legenda aí. Ela tá até hoje? Não, >> tá até hoje não. Tá até hoje. >> Ah, tá, tá, tá, tá. Então tá. Porque eu não, eu não, eu acho que eu te conhecia no passado e eu lembro que foi exatamente assim. Tu parecia um contraponto do efeito Prisma no primeiro momento. Parece parecia. Exatamente. Porque, tipo, tem muito essa beleza e tals e eu queria, mano. E o contrário deles, >> esse é o lance. E e foi legal porque tipo aí o que que eu fiz aí eu aí eu segui todas as pessoas que seguiam Thago Cavaco lá naquele naquele perfil de desenho porque essas pessoas já gostavam e também segui um monte de gente do efeito Prisma porque cara eu ver meu perfil falava pô que é isso calma aí até essa brincadeirinha e eu me seguir aí eu fui conseguindo seguidor seguidor aí foi tipo irritando um pouquinho no Twitter até que >> deu no que deu a lá Iago Marti >> irritando, >> não gostando, irritando, irritando, tipo o pessoal curtindo, >> irritando, irritando, criando os hits. Ok, ok. Exatamente isso aí. Aí, cara, >> Iago Martins, que que tem o Iago Martins? >> Então, é, aí depois dele, ele me, ele me impulsionou. Ele, tipo, eu tava com 5.000 seguidores, aí ele me divulgou lá, ganhei mais 5.000 no mesmo dia. Aí fiquei tipo, caraca, mano, isso tá muito sério e tudo mais. >> Porque realmente um lance, porque não teve um lance, desculpa te cortar, Thaago, >> é que teve um lance que como tu não tinha, tu o pessoal começou a especular, né? Tipo, meu, será que o Iago é o Corandói? É, por exemplo, o próprio Víor Fontana já teve um pouco, já até acharam que eu era o Corandói. Já me perguntam, cara, tu é o corandói? Eu acho até que foi assim que eu te descobri, >> que me perguntaram na minha caixinha: "Ô, é tu que está por trás do corandóy?" Aí eu falei: "Meu, nem sei o que que é isso", entendeu? Aí eu fui atrás, tal, eu achei legal, fim, acho que eu comecei a seguir e tal, foi alguma coisa nesse sentido. >> Caramba, mano. >> Então, todo mundo, todo mundo achava que era uma pessoa mais talentosa que eu para, para fazer o corandói. Aí era tipo, e eu achava engraçado as pessoas ficarem cogitando essas coisas, porque, mano, você, Iago Martins Vor faltando, mano, casca é tipo, sei lá, mano, maior tempão de de vida, de igreja, pai de família e tals, eu postava dois desenhos por dia. Então, pô, vocês iam estar mai desocupado. Se vocês estivessem fazendo corandó, eu ia ficar bolado se tivesse >> olha, mano, vamos lá. Eu assim, eu não consigo porque eu não tenho competência, mas o Iago e o Víor, se quisesse, eles fariam tudo isso, porque também são pastores de igreja, produzem conteúdo, cuidam da família, eu não sei como eles conseguem, eles devem ser doentes, provavelmente, né? Mas assim, é porque, mano, eu fico impressionado com a capacidade do Vittor e do Iago de gerenciar tanta coisa assim, tá ligado? Porque os caras são pastor de igreja, mano. E não são pastor ruim, tá? São pastores que eu já ouvi elogios de membros da igreja deles, né? Tipo assim, são os que estão lá, que tem cheiro de ovelha e tal, então eles dariam conta, tá, mano? E deixa eu te dizer, eu não conheço muito bem o humor do Iago. Eu não tenho tanta intimidade com o Iago, ainda que a gente seja amigo e tal, mas eu tenho intimidade com o Víor Fontana de de irmão mesmo assim, né? O Víor sabe coisas da minha vida >> e vice-versa e tal. >> E e o Víor, mano, ele tem um humor que não aparece muito na internet, >> tá? Então assim, o Víor ele tem o humor, quem convive com o Víor conhece um pouco esse o Víor. Ele é um cara que ele tem um humor muito ácido, lembra um pouco o teu humor em algumas coisas, >> né? Então assim, então eh ele >> ele não, ele essa veia dele aparece às vezes nos podcasts que a gente grava, né? Ele faz uma outra piada e tal, mas o Víor tem um humor muito forte, cara. O Víor tem um humor muito forte, muito inteligente também, né? Muito >> ele tem cara de fazer, ele tem cara de fazer esse tipo de humor essa parada. Ah, ele tem ele tem ele que assim ele ele a persona dele na internet é a persona mais teológica, né? Sim. >> Sem sombra de dúvida. Um dos maiores teólogos que eu conheço é o Víor Fontana. E, aliás, se você não segue o canal dele, pelo amor de Deus, né? Vai lá. >> Ele é ele é um dos meus papas, pô. Tudo que ele fala eu concordo. >> Ai cara, eu acho que eu nunca disordei dele também mano, porque até o calvinismo dele, tipo, não é um ele é muito é ele é muito, ele é muito, o calvinismo dele e eu discordo obviamente da tese central, mas isso porque ele, isso nem é big deal para ele, né, em última análise. Então é o Víor é o Víor é sensacional. Enfim, então assim, cara, que eh tá começou o Iago Martins te pulsionou e a coisa foi começou a crescer, a ganhar proporções e aí tu manteve esse aí, tipo assim, vamos lá. E dá e e como é que é isso aí, mano? Porque tu faz o humor, tu já sofreu assim por tipo assim, qual é o tipo de rate, né? Tu fala em hit, quero falar do rate, >> né? Sim. >> Porque fazer humor é uma coisa complicada. A gente vê aí vários, né, casos no Brasil e tal. E aí fazer humor para cristão, assim, qual dificuldade você enfrenta? Porque o cristão ou o crente, né, para ficar mais dentro da tua vibe, parece que é contra o senso de humor, né? O crente às vezes ele não parece que Jesus era só meio cisudo e não, né? E tipo crente não ri, né? Uma coisa meio idade média assim, meio nome da rosa, tá ligado? >> Sim. Cara, eu acho que realmente é desafiador fazer humor nesse sentido mais cristão e tal, principalmente o que eu faço, que é pegar personagens da Bíblia e meio que brincar com eles, porque o humor tem essa tendência caótica e que ela tem essa ela tem essa tendência a realmente é também é [roncando] tem essa tendência de da liberdade total, sabe? Então o humor realmente tem essa vibe, tipo, mano, vamos extrapolando, extrapolando, extrapolando até o momento que, tipo, fica totalmente estapolado e você realmente ri, sabe? >> E isso no cristianismo não tem como rolar, porque a gente tem claramente um delimitador, a Bíblia que é o delimitador moral, sabe? Então, o humor, o, é porque eu não gosto, não gosto da palavra gospel, mas tipo, o humor gospel, ele não tem esse lance da liberdade de expressão, porque a gente realmente a gente é limitado pela palavra. Então, realmente acaba sendo complicado porque é muito fácil a gente fazer uma parada totalmente brega e genérica para respeitar tipo a Bíblia e tals, mas também é muito fácil a gente fazer um negócio muito extremamente tipo qu é quase uma blasfêmia e tudo mais para para realmente conseguir arrancar essa risada. E de fato, às vezes a gente até ri, mas a gente tem essa risada meio do desconforto, mas para realmente fazer o humor cristão, fazer minhas piadas e tudo mais, eu tenho algumas regras. Eu tipo, eu tenho algumas regrinhas e tals que eu sigo e tipo, por exemplo, eu não faço brincadeira com Jesus raramente, tipo, você vai ver nos meus posts eu fazendo alguma brincadeira que envolva o nome de Jesus, porque eu acho que eu tenho um pouco essa reverência, porque eu acho que facilmente eu poderia acabar me passando. Eu eu tenho a a a facilidade muito em me passar, e acabar falando [ __ ] sem querer e tudo mais. Então, para evitar isso, eu acabo me podando. Então, você não vai me ver, tipo, fazendo brincadeira com o Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo, tipo realmente essas paradas, mas aí com personagens da Bíblia que são falhos, que erram e tudo mais, que a gente não precisa, que a gente não realmente em Deus esses personagens, aí eu, mano, eu tiro onda. Aí às vezes, tipo, às vezes passa um pouco dos limites e tals, aí o pessoal fal >> Tu consegue lembrar, tu consegue lembrar uma passada de limite assim que tu vem na tua cabeça agora, >> cara? Mano, eh, uma das vezes que, >> por exemplo, eu acho muito legal resolver as coisas como Davi na pedrada. Essa foi uma piada tua ou foi um meme que eu vi fora? >> Não. Ah, tá. Por exemplo, uma passadinha, um um que o pessoal realmente falou: "Pô, aí tu se passou foi um que era o poxa, pô, hoje eu tô tá personagem da Bíblia". Aí dava característica, aí tinha lá, hoje eu tô meio João Batista, sem cabeça, sabe? Aí, aí, aí, aí, aí o pessoal ficou tipo, pô, aí tu se passou aí também foi na mesma vibe, pô, mano. Eh, cara, eu tenho muita piada de que Estevan ele é um especialista em pedras. A piada que Estevão, mano, é só pedr, ele gosta de metal pesadão, sabe? Só pedrada. E o pessoal fala: "Pô, tu se [risadas] passa nesse O pessoal fala, pô, tu se passa nesse sentido, tu se passa". >> Cara, aí que tá, né, mano? O crente, pô. Ah, mano. Ah, >> então, mas não, mas eu entendo o desconforto da pessoa. Eu entendo o desconforto dela, porque, pô, de fato, são mártires da Bíblia, a gente tá zoando. Mas esse esse é o lance aí. Não foi, cara, mano. A gente usa a cabeça, mano. Eu perdi a Quando você quando você estora numa discussão, você usa a expressão, perdi a cabeça. É claro, João perdeu literalmente. Mas poxa, né? Ol, cara. E esse, ó aqui. Ô, ô, ô, ô. Tuco não. Ô, ô, Cago. Thiago. É. Ô, Thago. Aqui a gente vê, né? Ó, o Jonathan ele acha que foi embaçado, mas beleza, né? Tá na risada. Já outra pessoa acha que foi excelente. E esse é o desafio de lidar, né, com com o público, né, e ainda mais o público crente, assim, porque uns vão achar engraçado e vão levar no humor, outros vão achar, pô, aí você tá zoando o Estevão que morreu, né, foi um mártir e tal. Mas cara, né? Examente. É, é, é realmente um limite que eu sempre tenho que andar um, eu tenho que andar um pouco na corda bamba, porque >> é que se tu não testar também, né, cara, aí tu cai na no mesmo, né? Isso é uma parada boa de não mostrar o rosto, porque eu conseguia tipo, mano, errar, sabe? É que eu não tinha medo de errar >> porque primeiro que se eu errasse, pô, falasse maior besteira e tudo mais, mano, ninguém sabe o meu rosto, então tipo, ah, ninguém vai me associar a um erro assim. >> E segundo que, tipo, >> e esse é o lance de não também se levar tão a sério, sabe? Eu não é o rapaz da minha página é que hoje é meu trabalho e tudo mais, mas eu não levo ela tão a sério assim a ponto tipo: pô meu Deus do céu, eu errei, agora acabou, agora acabou minha vida e tal, per não mano, eu não tenho muito isso, até porque é uma das lutas que eu tenho mais internas, é tipo, pô, a página é uma das maiores conquistas da minha vida. Ai, a página, pô, conseguindo notoriedade, tudo mais. Não, cara, tipo, se um dia, mano, eu perder a página e tudo mais, se um dia acabar rolando uma parada ruim, velho, a vida continua, sabe? Tipo, eu tenho algo que é muito mais valioso, que é Deus e tals. Então, tipo, o evangelho sobre mim realmente é minha maior conquista, não é a página. Então, isso também me faz ter um pouco mais de liberdade, porque tipo, pô, eu posso fazer, eu posso me passar, eu posso até errar, se errar eu, pô, galera, foi mal, me passei, pedir desculpa e tudo mais e bola pra frente, sabe? Até mesmo, ah, gente, errei, não vou mais fazer a página, mano. Beleza, é a vida, sabe? Tipo, a minha vida não tá concentrada nisso. >> Beleza. Agora vamos lá, pegando aqui o gancho da Lucy, né? Eh, a questão de escandalizar, olha assim, gente, escandalizar na Bíblia é você desviar alguém do caminho do Senhor, né? Se a pessoa se desvia, se a pessoa se escandaliza com uma piada, isso não é escandalizar, ela pode não gostar e tal, mas dificilmente uma piada vai tirar alguém do evangelho, né? Então eu acho que esse risco o corandói não corre, tá? Agora escandalizar, gente, se a gente for, se a gente for deixar a ditadura do fraco guiar a igreja, a gente não vai no cinema, a gente não joga bola. Porque tem gente que escandaliza com cinema, com bola, né? Então não dá. Então assim, escandalizar é uma coisa um pouco mais séria, biblicamente falando, né? >> É o pessoal meio que que confunde escandalizar com chocar, tipo, o crente não pode ser chocado, sabe? Se ele se chocare surpreendido é canalização que não, mano. É Paulo falou tipo isso no contexto que cara se você fizer isso e o cara tiver um passado naquilo, ele pode voltar à prática e tudo mais. Tipo, cara, é, são algumas que a gente acaba banalizando muito, tipo, ai, tatuagem, escandaliza, cara, ninguém vai, cara, ninguém vai, é, eu também, tipo, ninguém vai, ninguém vai pecar. Ninguém vai tipo, ai meu Deus do céu, e se tatuagem cuidado. >> Agora, ô Cora, aí vem o lance assim que eu quero te perguntar, né? São duas coisas que eu acho que é importante a gente trazer aqui para essa conversa. A primeira é a seguinte: o teu humor ele pressupõe um conhecimento bíblico, né? Tem piadas que você faz que quem não tem algum embas, quando você resume os livros da Bíblia lá e tal, você faz, né, numa frase, numa palavra, você traz um conceito lá. A pessoa tem que entender um pouquinho do que tá rolando lá. O Thago estuda teologia, já estudou, é aluno de escola dominical. O Thaago, Igreja Local, teologia, como é que isso hoje se configura na tua vida e e como é que isso te ajuda na produção do teu conteúdo, do teu humor? >> Então, eu gosto muito de ter essa vertente do desse tipo de humor, porque o pessoal até fala: "Mano, me força a ler a Bíblia para entender as piadas". Tipo, se eu fosse, sei lá, soltar uma piada de Jael, que, pô, deu uma martelada na cabeça do cara e tudo mais, cara, se você não saber, não tiver lido juízes nunca na vida, tu não vai saber. Até se você tiver lido juízes, tu não vai ler mais da Jael, sabe? Então é bom porque meio que força a pessoa a ter esse conhecimento, porque que que que eu faço? Hoje em dia tá muito em alta o lance do fomo, né? Tipo, você ter medo de ficar por fora. Então a pessoa ela tem medo de não entender a piada, aí ela vai no Google, pô, né? que ela vai no Google, pesquisa, aprende Bíblia e tudo mais edificado. Então eu meio que forço a pessoa a ter esse fomo para ela realmente aprender mais de Bíblia. Mas quanto à minha desenvoltura assim teológica, cara, como eu falei, eu sempre fui crente, então sempre fui crente. Então eu sempre cresci na escolinha bíblica dominical e tals. A minha igreja sempre teve isso, só que aos poucos eu fui meio que ficando um pouco desconfortável com o nível da minha igreja nesse sentido teológico, porque eu senti que era realmente muito raso. Então, o que que eu fiz? Eu e um amigo meu que é o Mateus, a gente começou uma jornada de uma jornada teológica meio que solo, eu e ele, tipo a gente aí nesse momento começou Iago Martins no talo, começou tipo a ler Ericsen, essas paradas e tudo mais. E aí foi a famosa fase da do reformado de jaula que eu fiquei extremamente chato. >> Tu teve a fase do reformado na jaula? Muito muito forte. E nessa e nessa época eu só ouvia sabe o quê? Projeto sola. Eu só, eu, eu era totalmente apaixonado por PR Sola, porque para mim só essa música é bíblica e tudo mais e mais nada, worship, nada a ver e tudo mais. Mas tu sabe que o projeto Sola, aliás, estão perguntando aqui porque tu odeia o projeto Sola, isso procede? Não. >> Então, então não é porque eu não odeio, é implicância. Eu sou, eu sou implicante, eu souamente implicante. Então é mais ou menos assim. >> Mas tu sabe que o projeto Sola sofreu um rate dos reformados de Jaula, né, com uma música linda deles que é a Salmo 126. Se sair a semear e a lágrima. Então os reformados de Jaula odiaram essa música aí sofreram mai. Ah, mas é porque eles gostam de odiar, né? É, é o hobby deles. Hobes odiar. >> Mas cara, então tu teve essa fase? Me fala dessa fase aí porque cara, foi uma fase tipo, cara, eu só eu era extremamente hipercalvinista. E para mim o auge, o auge dessa fase para mim foi quando a minha minha mãe me botou para fazer uma pregação de de culto doméstico, culto domésticozinho lá em casa e tals. Aí eu tenho eu, meu pai, minha mãe, meus dois irmãos. Aí ela me botou para pregar. Aí eu, mano, com a minha pompa de, cara, eu sei muita teologia e agora que vai ser, eu comecei a pregar o evangelho lá pra minha família, todo mundo crente, mas comecei a pegar o evangelho. E teve um momento que eu meti que criança vai pro inferno. Eu comecei a argumentar que criança ia pro inferno, sendo que a minha irmã, ela tinha, sei lá, 6 anos na época. Cara, a minha irmã começou a chorar, a minha irmã começou o Jonathan Edwards ali, >> cara. Não, totalmente. Foi realmente na mão de desirado. Aí, cara, eu comecei a pregar, pegar minha irmã, não, não, não. Aí, aí e a minha mãe, tipo, abraçou minha irmã Thaago para eu, mano, ela tem que ouvir verdade, é isso, evangelho me machuca mesmo e tudo mais, Deus já não tem pena não. Aí nesse momento eu fiquei tipo, cara, o que que eu tô fazendo com a minha vida, velho? [risadas] E a pregação foi muito ruim. Nossa, eu pregava muito ruim. Aí eu tive muito essa fase de jaula, porque eu achava que de fato a teologia reformada era a única teologia, sabe? Então, nossa, eu acompanhava muito no Facebook calvinismo da Depressão, aquela espada tipo a de zoar Miniano no talo e que a menina às vezes nem crente é já, tipo, já é mais para esse e pô complementarista no talo também. Tudo, todo o pacotinho do reformado na jaula eu tinha até o momento que eu fui e fui e cara bizarro porque eu era reformador de ja aula mas eu fui fazer jokum, eu fui ser missionário na Jocum. É, exatamente. Eu não se Ah, não, eu se na minha cabeça. Eu namorava uma menina que era jocumeira. Então, [risadas] >> nada como amor, né? Nada como amor. >> Aí ela meio que me convenceu. É isso. Aí eu fui na Joku e tals. Na Jokum, cara, eu tive umas paradas que que eu discordava e tudo mais, algumas aulas que eu realmente, como eu tava reformado reformado de aula, eu contestava muito e eu sempre fico com alguém muito contestador. Então eu, pô, batia, pô, não, mano, não é possível, tal, isso biblicamente é errado. Mas na Jokum eu tive a o privilégio de servir muitas igrejas. Então, todo domingo a gente ia para dia diferente. Então, mano, eu fui para assembleia no interior, eu fui paraa Metodista, eu fui para muitas igrejas mesmo nesse período da Jum. Aí depois a gente fez um prático no Uruguai. No Uruguai também eu, cara, até na pentecostal a gente foi e tal, a gente ficou duas semanas na ne pentecostal sendo extremamente bem acolhidos pelo pessoal e tudo mais. Aí, nesse momento eu fiquei tipo, cara, eu acho que a vida é mais do que uma teologia do Millard Ericson, sabe? Eu acho que tem, eu acho que tem tipo mais do que um gruden gruden na vida. Aí nessa eu comecei a abrir, ampliar um pouco mais os legs. Aí eu comecei a estudar mais teologia mesmo. Então eu comprei o curso do Iago e tal, eu tenho curso de IAGO de teologia básica e eu fui tipo, cara, de verdade existem outras vertentes, existem outras visões e né, a minha não é a única. Então a partir desse momento, eu considero que foi a minha, sei lá, a meu novo nascimento nesse sentido. Isso foi na época da pandemia. Então, na pandemia que eu fiz, >> cara, pandemia, pandemia, todo mundo trancado em casa, consumindo aí. E eu e eu est e eu estudando notalo, estudando e meio que tipo me libertando um pouco dessas amarras das de aula. Aí até que hoje hoje eu sou infelizmente reformado. A minha igreja, >> os meus amigos são tudo reformado, mas >> não é porque eu gosto de zoar aqui. Eu sou infelizmente reformado porque reformado é chato. Aí eu infelizmente sou reformado, sabe? >> A parte a parte chata é a parte reformada. A parte >> é não, exatamente. Muita coisa. Mas eu sou de igreja, eu sou de igreja carismática hoje em dia. Eu sou da meta aqui de Bélio Camboru que é a igreja, pô, pessoal fala em línguas, worshipzão, no talo, parede preta. Isso, Thaago, de antigamente, mano, na igreja era. Nem igreja era, mas Deus age, né? Deus, Deus também age no dia formado de jaulo. Então é só ter paciência. >> Hum. Cara, muito legal, muito legal, porque então tá, tem esse histórico para, você estudou então teologia e tal e é normal quando você eh ainda hoje, eu acho, mesmo com a pulverização de mais conteúdos, o bibotal ele vem nessa esteira de ser uma alternativa à teologia reformada na internet, ainda que o próprio começo do bibotal que é bem reformado, né? Nicodemos, Franklin Ferreira, Jonas Madureira, Wilson Porte, Leandro Lima fazem parte da nossa história, né? Só que até mesmo conhecendo o Víor Fontana, entre outros, eu percebi, mano, a teologia bíblica é muito maior que a teologia reformada, né? Então, apesar de eu já ter já ter uma teologia luterana e tal, cara, muito legal, muito legal mesmo. Então, tem teologia teologia reformada, ela é uma ela é uma é meio que sistemática, né? E a sistemática tá >> Exato. Exato. Exato. Só que eles povoam tanto a internet e até com a ideia, por exemplo, os os reformados que ajudam a popularizar o termo teologia bíblica, cosmovisão cristã. E aí as pessoas acabou achando já com as movisão, com as movisão cristiana já deu, já teve essa época para mim. >> Mas vamos lá. Então você tem esse todo esse essa essa bagagem cultural evangélica, né? Esse trânsito até teológico, por assim dizer. E e isso então reverbera na na eh na no humor que você faz. E tu entende o teu humor como um humor crítico, um humor que no fundo quer ensinar alguma coisa. Ou tu tá ali só pelo humor, pelo humor, é para rir, não é para pensar. Ou tu tenta mesclar as duas coisas, como é que eu tento mesclar. Eu gosto muito do humor pastelão. Eu gosto muito do humor que só você, tipo, eu gosto de postar meio-dia porque aí, pô, mano, eh, o pessoal tá no almoço, vai passando, vai rindo, ha, bobinho e passou. Não tem nenhum problema em ser esse humor pastelãozão, não. Mas eu também considero que eu sou alguém crítico, só que a eu sou um crítico que eu eu vou admitir, tipo, não sou um crítico que muito propõe ideias para resolver. Tipo, eu só eu sempre meio que cri sendo uma pessoa que aponta os problemas, só que, ah, como é que faz para resolver, mano? Não sei. Aí, aí tu me deixa de bigode. Mas eu eu gosto de apontar, tipo, os gostos, pô, mano, isso daqui tá errado, mas como é que a gente faz, pô, pô? Aí eu, mano, não sei, eu acho que tem gente que consegue resolver. Eu não sou essa pessoa, eu não me proponho essa pessoa que vai resolver os problemas da igreja. Eu não, eu não, não tenho essa pressuposição. >> Levanta, levanta e pensem aí, pensem aí. Cara, vocês são mais gente que eu. Vocês são mais sergentes. Então, tipo, mano, eu vou tá aqui, >> tá aqui e tals, mas >> quem quiser resolver, tem pastor, tem gente que é formado em teologia, tem gente que é formada em psicologia e tals, gente muito melhor que eu. Mas assim, eu considero que eu tenho um humor crítico e não é nem tão crítico quanto eu gostaria de ser, tá? Porque eu no meu pessoal e tal, os Daniel aqui mora comigo, ele sabe, cara, eu sou muito mais crítico, eu sou muito mais revoltado. Eu tenho essa persona mais revoltada da vida, mais irritadíssima um pouco, >> mas mas eu tento dar uma baixada de bola pra página e tals e realmente me podar, até porque eu acho que se eu me podar um pouquinho mais, eu consigo assim ainda assim fazer a crítica, mas abarcar um pouco mais de pessoas, porque tem coisa que, mano, se eu eu sei que se eu for falar, mano, já lima, pô, boa parte dos meus seguidores e tal, a gente vai, pô, mano, nada a ver e tudo mais e mete o pé e assim meio que >> impede o poder de crítica, fazer outras críticas melhores que essa, >> enfim, mas tem essa essa crítica sim. Legal. Ah, por que corandó? >> Cara, corandói é simples, né, gente? E tem o o sentido lá de corandelu, que é o pai da que reformado ama falar corandelêu, corandel, a ver quande, trabalhar corandelá, lavar louça corandela, liturgiador ordinário. E eu peguei essa essa temática do corandelu e falei: "Mano, beleza, só que eu quero de virtuar um pouco". Então, Coran dói é que meus desejos são tão feios que dói. Ou tipo precisa de uma mente dodói e tals. Então, você podem dói. >> Boa. Ou seja, eu já sabe quando eu vi a primeira vez eu pensei assim, corandó. Cara, que tá diante de Deus dói mesmo. [risadas] >> Ah, nossa, é muito crente, mano. >> Muito crente né mano? Poxa vida. Aí, ó, estar diante de Deus dói. É, é o Corandel, né, gente? É o diante de Deus, né? É uma teologia bem forte em Lutero, por exemplo. Então, o Corandel, né? estar diante de Deus, fazer a vida diante de Deus. Isso e diante de Deus dói. Mas o sentido não era esse, é porque o desenho dele é dói mesmo. Vamos lá. Por falar em É, por falar em desenho, cara, a gente tem aqui a você, né, fez uma migração de mídia, por assim dizer. Ah, você sai então aí da das redes sociais. A tua rede social forte é o Instagram ou no no TikTok também? Instagrama flopadão, mas é tipo Instagram. Legal. Legal. Então, o Instagram é tua redista social principal. E aí surgiu, cara, essa ideia aqui de contarmos uma história, né? A o do Corandói, tuco semicrente, uma história dodoísta. Primeira coisa que eu quero te perguntar é o que que é esse dodo mano? Até inclusive aqui, ó, você tem já na, né, na folha de rosto do seu livro Manifesto Dodoísta contra o perfeccionismo cristão. Fala um pouco sobre isso aqui, cara, né? sobre o que que é o dodo né, esse dodo melhor dizendo. E depois, qual é o teu problema com perfeccionismo cristão? Depois a gente fala da obra. >> Então, o o dodoísmo é uma paródia que eu faço do dadaísmo, né, gente? Obviamente a gente que estudou isso na escolinha, mas realmente é porque >> eu não faço nem ideia o que que é o dadaísmo, só para eu acho que tem uma música, >> então é o dadaísmo de dadaismo de de Berlim, eu acho. É que é isso aí, >> cara. Não, dadaismo, tipo, é o é o movimento de questionar a própria arte. Então, aí é o o cara que é mais famoso, se é o Duan. Aí ele pegou uma e um bidê, é, não sei se é privado, um bidê assim, colocou numa de arte e tipo para questionar, pô, isso isso poderia ser considerado arte ou não? Então, realmente é uma é um movimento de questionamento sobre o que que é arte e isso e cara sempre tem movimento assim, mas era foi mais famoso naquela época. Aí eu peguei esse espírito questionador da arte e eu eu meio que transpus isso um pouco para o âmbito cristão. Então o que acontece, eu sempre questionei porque que a arte cristã ela é tão limpinha, é uma arte tão ou muitas vezes, tipo, ela é iá, ela é tipo, o pessoal quer pegar um iazão da vida e tal, um leão e botar ou cara, por que que ela é tão pobre? Sabe? Essa essa é tipo, muitas vezes a minha questão. Por que que a arte cristã ela precisa ser tão expositiva? Ela precisa ser tão muitas vezes eh puramente com foco evangelístico, sabe? >> Cara, eu nunca fui surpreendido, >> isso não quer dizer muita coisa também, quero deixar claro, mas eu nunca fui surpreendido >> com uma arte diferente num culto. Volta e meia, eu prego pelo Brasil inteiro. Volta e meia tem aqueles a galera que fica fazendo pintura durante o culto, né? Durante >> é, mano, é sempre a mesma coisa. Vou dizer para vocês. Calvário, eh, a cruz, eh, cruz, leão, cordeiro, barco, barco, barco tem muito também. >> Barco eu nunca vi, velho. Barco eu nunca vi. Mas não barco tem tipo ondinha e tal, barco. >> É, mas assim, cara, sempre assim, é metade leão, metade cordeiro, é o cordeiro, é coroa, é coroa de espinhos com lenço vermelho, é o calvário, é sempre a mesma coisa, mano. Eu realmente assim, >> eu inclusive até eu eu peço para parar de desenhar durante a pregação. Eu já oriento a organização, mano. Porque a primeira vez que aconteceu, mano, eu pregando a mulher desenhando lá, tipo, não dá, mano. Eu quero saber o que ela tá desenhando até para poder criticar e falar mal depois. Tu também fica com fome, tipo, de sa, >> eu fico não, não, eu fico agoniado. Eu tô falando a mulher pintando lá, pelo amor de Deus, para não, já pinta na hora do louvor. Então, já que você acha isso que é, eu particularmente não vejo muito sentido e tal, mas eh enfim também, mas eu de fato é muito simplista, né? A que seja de coração, >> não é de coração, mas tipo, mas eu acho que é muito delimitador pro potencial da arte em si, sabe? Então eu realmente questiono, por exemplo, sei lá, uma coisa que eu não gosto mesmo é filme cristão. Eu não gosto de filme. Então, >> tu conhece o Eric Rodrigue? >> Rodrigues? Conheço. >> Ele é bom. Ele tem um desenho bem maluco. Eu tinha até um quadro com desenho dele na minha antiga sala. É verdade. O bispo é legal. Mas fala, vamos falar mal de filme cristão. Tô contigo. Vamos. Aí, cara, aí é isso, tipo, por que que o filme cristão, o protagonista sempre tem que ser ou tipo, ou ele é perfeitinho o filme todo, não tem nenhuma nuance, não tem nenhum defeito, não tem, ou um pecado é um pecado muito limpinho, ou porque que é sempre tipo protagonista que é, pô, um cara, ele é um cara que é meio que do mundo e tals, depois no final ele é cristão, porque sempre no final do filme cristão tem que ter um acto de salvação, tem que ter uma conversão e tals, porque tipo, por que que a gente não usa arte para transpor e pintar de fato do que a realidade, cara. A realidade nem sempre a pessoa se converte. A realidade o cristão pode fazer coisa muito pior do que você imagina, sabe? Então, tipo, por que que a gente não coloca isso nos filmes cristãos? Porque que a gente não faz às vezes uma arte realmente mais suja, sabe? Nesse sentido, cara, o pessoal às vezes critica os personagens evangélicos da novela da Globo, né? >> Sim. >> Acontece, eu conheço o cara que tá por trás disso, né? É um pastor teólogo, entendeu? E mano, e às vezes é isso mesmo, mostra o lado feio do evangélico, porque a gente tem o lado feio, galera, entendeu? Então assim, eh, às vezes, é isso que o o Thiago tá falando, é tudo muito limpo, né? Tipo, o crente é o certinho, o ateu é o errado, né? O malvadão. >> Não, gente, às vezes o evangélico é o malvadão e o ateu é o é o bonzinho, tá? Na vida real é assim, de fato. Falta um pouco isso mesmo, né? Tanto que a gente consegue fazer, a gente consegue fazer leituras mais evangélicas de outros filmes do que dos filmes gospel mesmo. >> É, exatamente. E tipo, e essa parada eu vejo que muitas vezes, cara, pregações são uma parada muito mais são par muit paredas muito profundas e tipo, e ele quer meio que através das pregações que a gente vê todo domingo e tals, conversar com a realidade da gente, sabe? Então, por que que os filmes não fazem isso? Por que que as artes não fazem isso? Sabe por que que as artes não não falam sobre as injustiças tipo que as pessoas realmente sofrem, sabe? Porque realmente são coisas muito mais brandas, são coisas muito mais limpinhas. Então o duismo realmente veio contra esse perfeccionismo cristão, sabe? Da gente querer fazer as coisas muito limpas, porque a gente acha que se fizer as coisas direitinho assim, a gente vai agradar a Deus. Então meio que vai um pouco pro mérito. Se eu fizer algo muito, se eu fizer algo muito bonitinho, algo muito perfeitinho, Deus vai se agradar. Então dessa forma, se eu agir, se eu viver uma vida muito perfeita, >> Deus vai se agradar de mim, sabe? Então, realmente eu meio que associo essa esse essa luta contra o perfeccionismo cristão com o lance da graça. Então, a arte dodoísta é uma arte graciosa, é uma arte que não se preocupa em expor seus erros, em expor seus fracassos, em expor suas imperfeições e ainda assim ser amado por Deus, sabe? Então, é uma arte e é uma arte feia que Deus aceita e Deus se agrada, sabe? Também. Então, basicamente o movimento dodo é isso. >> Tá faltando deprovação total na arte. >> Sim, [risadas] >> é tipo isso, mano. Muito legal. E aí surge então o tuco, tuco semicrente, uma história dodoísta. Que livro que é esse aqui? Que que a gente vai encontrar aqui nesse que é um livro, mas na verdade é um quadrinho, né? Você tem aqui uma história. O que que a gente vai encontrar sem spoilers? Obviamente, qual é a ideia desse manifesto? E o que que é a história do Tuco >> e da Sara Maria? O nome dela? >> Sara Maria. Sara Maria. >> Sara Maria. O que que O que que a gente vai Qual é a ideia? O que que tá por trás aqui do tuco semicrente dessa história dodoísta? Então, basicamente, Tuco, ele é um guri de faculdade e tals. Ele estuda na UF, estuda história na UF e ele não é crente, só que lá ele tem um encontro com a Sara Maria e ele meio que é a primeira vista, ele se apaixonando por ela e tals, ele fica totalmente fissurada nela e aos poucos ele vai descobrindo que na verdade ela é crente, pô. Ele descobre isso quando ela faz, ela tá fazendo o >> um piquenque. É, é, >> é um saralzinho de faculdade de universidade, sabe? Aliás, eu passei amanhã cantando essa música que é aquela canta Seguristos braços que a música é Foi mal, desculpa que essa música é bonita, cara. Mano, a interpretação >> tá já deu. Tudo bem, tudo bem, tá tá tá tá. Deixa eu ouvir a música faz tempo, porque eu gosto muito do, é, acho que se eu não me engano, o Baru, que fez uma versão com a, nossa, esqueci o nome dela, Sorgueles. Laura Sorges, >> existe, existe. Eh, mano, tem uma versão que ela canta num show do Baruk, >> mano, é lindo esse show do Baruk. Tá o Baruk assim e tem uma iluminação assim neon, o neon tá no teclado e tal, tá ao redor do palco. Tá lindo esse esse apresentação do Baru. Aí eu lembrei e a música que a Sara Maria gosta, mano. Eu curti a música, eu passei a manhã cantando hoje aqui. >> E aí, mano? Aí ele ele ele só tem a catequese, né? O Tuque só tem a catequese. >> É, então essa par ele só tem a catequese quando ele tinha 13 anos. E ele se embrenha num lance de cara, eu vou conquistar essa mulher, mas para conquistar essa mulher, que que eu vou precisar? Vou precisar fingir ser crente. Então ele meio que vai entrando e se embando na Aí tá a Sara Maria >> vai falando, vai falando, vai falando. >> Aí ele vai meio que se >> concentra na tua fala, não em mim. Se concentra na tua fala, nãoadores, tudo mais, ele vai entendendo o que é a igreja, sabe? E ele vai dessa forma tentando fingir que fingir costume, fingir que tá tudo certinho, mas ele tá tipo no fundo, mano, isso aqui é muito esquisito. Por que que as pessoas levantam as a a mão no culto? Por que que eu preciso levantar a mão no culto? Tipo, como é que eu levanto a mão no culto? Por que que as pessoas são assim? que que as pessoas fazem o que fazem, sabe? Então ele começa a questionar a igreja, eh, sendo, tipo, meio que se penetra lá, sabe? Então, e ele vai conhecendo a igreja por fora. Então, é algo que realmente para mim eu vejo como um um realmente um retrato de amor meu pela igreja, falando dela como alguém, tipo, nesse caso, alguém de fora. O tu é alguém de fora, meio que vendo a igreja, vendo as imperfeições dela, mas ao mesmo tempo vendo as belezas dela, sabe? Então, então realmente, tipo, é, é um livro que eu criei de amor à igreja mesmo. >> Caramba. E aí, utilizando o humor, utilizando um pouco essa essa essa que é algo que todo jovem cristão passa, esse lance do namoro e tal, né? Então, vai ter vai discutir, vai ficar no lance mais assim >> do do do ser crente ou vai, ou tem alguma coisa sobre namoro aqui também? Alguma reflexão sobre namor, >> não tem, tem, mas é porque tipo, eu quero falar mais sobre ser crente em si. Então, tipo, no volume dois que eu já tô fazendo também tem, tipo, esse lance muito como é que é, como é que é volume dois? >> Já tô escrevendo o volume dois. Já, já tô escrevendo. >> Que isso, rapaz? Que isso? >> É, mano, é porque eu não posso pagar, não posso não pagar conta, não. Tem que pagar a conta, tem que pagar. >> Exato. Que legal, cara. E aí, tu recomenda esse livro aqui para que assim? Tipo, tu acha que ele é um ele é esse livro aqui, tu qual é a faixa etária que tu acha que pode pegar? >> Car, 14 anos para cima tá ótimo, 14 anos para cima tá bom e tudo mais. Tá, tá muito tranquilo mesmo de consumir, tá? Tipo, tá, são piadinhas que você vai entender, mas também eu não me passo muito, busco não me passar, então tá muito de boa. >> Ah, que legal, mano. Pô, parabéns, gente. Ó, de fato, falta literatura. Até tava conversando com as meninas da ficção cristã. Eh, temos poucos homens produzindo, né, ficção cristã. Assim, isso aqui de alguma forma é ficção cristã, tá? Por mais que talvez tu devo odiar títulos, né, senhor Thaiago, mas isso aqui é uma ficção cristã. E é legal, é uma opção, uma opção. Eh, porque o pessoal às vezes pede literatura, né? E é quadrinho, é fácil de ler. E mano, vou te falar, é >> muito rápido, pô. >> Tu lê rapidinho e tals, é bem legal. É bem e tipo, você lê já querendo mais, tá? Tipo, mano, preciso ler mais, eu preciso saber mais essas histórias. Os personagens também são muito bons. >> Pois é. Tu levou, tem algum spinoff rolando no teu Instagram? Alguma coisa assim? >> Não, não. Às vezes eu faço tipo tirinhas assim, tipo, ah, é uma historinha dele do tuco e tals, mas às vezes tem, eu solto umas umas padinhas dessa. >> Corandoy é um boneco de pente, cara. Tu faz o pente mesmo. Como é que é isso agora? >> Agora fot shop. Agora é Photoshop. >> Photoshop, né? E aí, mas aí tu não vai perder a essência, mano? Indo assim pro Photoshop, como é que é? >> Não, já perdi, já há muito tempo. Eu já já fiquei no tela, já acabou já. Não tem mais. [risadas] Já tô mostrando o rosto, amigo. Então, mano, já perdi a >> Ai, caramba. Pode crer. Mas, mano, parabéns, cara. Parabéns aqui pela história. Eu acho que a gente precisa desse tipo de humor, dessa crítica. Eh, eu acho que esse lance aqui a gente pode encerrar falando sobre esse perfeccionismo cristão, né? Não só na arte, né? Mas às vezes tem também algum um tipo de um jeito de ser crente, né, legalista, eh, complicadíssimo e tal, que você inclusive foi esse cara legalista, né? Essa tua fase da jaula, ela era marcada com certeza por um legalismo, né? legalismo teológico. E é legal a gente utilizar o humor, né, para eh pra gente eh poder, tipo, sabe, eh ensinar alguma coisa, não só por meio de algo didático como um livro, mas utilizar o humor, utilizar essa essa tua arte também para ensinar, porque tem coisa, mano, que é o seguinte, a música vai ensinar, >> por isso que a música precisa ser bíblica, porque ela é a primeira professora de teologia da comunidade, né? >> Sim. Outras coisas são os livros, são os sermões e a gente às vezes menospreza mesmo o poder da arte, né, de de poder ensinar alguma coisa. Daí a gente fica só naquele, sabe, naquele feijão com arroz clássico que já não comunica mais nada, né, gente? Eu eu não sei tu, né? Eu não sou contra The Chosen, pô. Façam várias também. >> Eu acho que e para mim, The Chosen tem que ser fiel à Bíblia mesmo, nada de inventar, né? E quer fazer história de Moisés, faz história de Moisés fiel à Bíblia. quer fazer a história, seja fiel material original. Mas eu penso que às vezes a gente tem que olhar um pouco, cara, como é que eu vou fazer um filme que vai comunicar também uma coisa legal? Porque às vezes até quando eles fazem um filme cristão com algum tema, tem um pouco da ideologia política, que eu não quero nem citar o nome do filme aqui, n, mas, pô, fica um pouco propaganda política, entendeu? Meio envieszado que também prejudica para caramba assim, né? Então, eh, eu lamento, nós temos ter mais pessoas, né, pensando, produzindo, que tem esse, sabe, esse viés cristão. Mas, cara, é isso. Sua palavra final, então, sobre o tuco, seu incentivo pra galera ler, comprar ou seu manifesto esses minutos aí. Vamos lá, >> gente. Gente, o meu incentivo para vocês comprarem tuco é porque Bneal é bem caro. Eu moro em Banola, Cambod, é bem caro, eu preciso me sustentar. Então não, brincadeira, realmente, gente. Eh, cara, eu acho que a gente às vezes tem essa carência muito grande de conteúdos cristãos legais de produtos cristãos, tipo, que realmente são bacanas. Essa parada que eu quero, tipo, meio que vender. O tu realmente a história é uma história legal, é uma história que você realmente vai se divertir. Tipo, não é uma parada que você vai sair extremamente edificado, mas você vai tipo, cara, vai dar risadinha. Você tipo, cara, eu realmente vivo isso na minha igreja, no tucu tem a senha do coque, no tucu tem tipo o pessoal que falta culto para ir pro jogo de futebol e tudo mais. Então, mano, tem muitas coisas que você vai se identificar com a sua jornada de crente através do livro e também então realmente é uma parada que você consegue, tipo, gastar passar tempo lendo, se divertindo e curtindo. E tem também o Thomas Nelson e o CS curtiram, então é um livro que realmente eles recomendam. >> Achei isso aqui muito bom. Sim. >> CS L Stop. Não, mas é o que ele falaria se ele l. [suspirando] >> Enfim. Então gente, leiam Tuco sem crente, comprem e aguardem porque também vem mais coisa. >> Muito bom gente. É isso, galera. Como eu sempre falo aqui no Bibotal, que valorizem autores nacionais. Não é fácil viver, né, da própria arte, né? Então para que ele não vá na praia, né, na praia de BC, vender a própria arte, né? Eh, então valoriza mesmo, galera. Não tá um, tá um preço legal, tá? Tá um preço legal. É material qualidade Thomas Nelson, tá bom? vai ter sequência, então para ter sequência é legal que esse realmente dê certo e tal. Então, parabéns, cara. Parabéns pelo humor, parabéns pela coragem em mostrar o rosto agora, né? É claro que na página mantém aí o anonimato, mas parabéns pelo teu trabalho. Sei que não é fácil criativ porque é postagem todo dia, né, mano? >> Todo dia você tá postando alguma coisa engraçado. Todo dia é difícil. >> Exato, cara. Porque e quando você não tá engraçado, né, mano? Porque a tua vida não é perfeita. Aí eu faço repost, aí eu reposto coisa antiga, aí eu pego tipo coisa, aí eu vou no Instagram, ah, po, a ideia é boazinha, aí eu passo pro lado cristão, >> eu eu tenho eu tenho que fazer alguma coisa todo dia, então eu também tenho toque. Então o toque meio que ajuda a eu fazer, cara, eu ten que fazer, eu tenho que ser disciplinado. >> Que legal, cara. Que legal, gente. É isso. Muito obrigado, Thago, Melo, Corandói. Obrigado a vocês que numa manhã de terça-feira estão com a gente aí, uma audiência legal. O link para você comprar tuco semicrente tá aqui na descrição dessa live, beleza? Mas você encontra nas principais livrarias da sua cidade. Com certeza a distribuição da Thomas Nelson é maravilhosa. Tem na internet, na Amazon, deve ter na Plenitude, na Ebeneser, na Cordeiro, enfim, nessas distribuidoras cristãs aí. Tá bom? Então, gente, ajude aí, ajude o Tuco a Será que será que o Tuco vai se converter de verdade, cara? Será que não sabemos, hein? Sim, eu sei. >> Será que vai rolar? Porque não dá para fingir ser crente a todo momento, né, cara? >> Não, tem momento que a máscara cai. >> Momento a máscara cai. Sensacional, mano. Eu já tive o cabelo igual do Tuco, sabia? Olha, se não fosse pelo bigodinho, eu diria que foi inspirado, >> mas ele tem mais pelo no peito do que eu também. [roncando] >> É muito bom, gente. Parabéns, Thiago. Galera, valorize autor nacional, compartilhe essa live, tá bom? Espalhe aí a palavra. Beijo. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus e sejam menos chatos e deem risada. Tá bom, gente? Jesus tinha senso de humor. A propósito, Jesus tinha senso de humor. Ô tuco, mas ô ô ô Thago, tá aí uma coisa que eu quero deixar como desafio para ti, cara. Acho que tu tinha que destravar Jesus aí, mano. >> Ah, não sei. >> Eu acho que tu não vai blasfemar. Eu acho que isso aí é uma herança reformada tua aí. >> Eu acho que é uma herança. Ah, tá. Não, aí tu te conhece um pouquinho melhor do que eu, né? >> Mas eu acho que, cara, é porque eu olho aquela página o criador que já foi engraçada no passado. >> Uhum. Mano, e às vezes eu dou umas risadas muito legais daquela página, O Criador na época acho que era no Twitter, né, mano? Tinha umas coisas e tinha umas críticas que eu achavam muito boas assim, sabe? >> Então ali eu não sei se se o nome de Deus estava sendo usado em vão, sabe? >> Porque eu via como uma pregação, entendeu? Vou te dar o meu meu ponto de vista, é só que eu também ele não tem muita reflexão, tá bom, Thaago? Então, leva eh eu não parei para pensar muito bem direito, mas assim, se tu usasse Jesus na tua arte, eu entenderia exatamente como eu citando Jesus na minha pregação. >> Não, perfeito. Dá para fazer. Só que, tipo, é porque o lance é que as minhas piadas elas têm esse tom mais de zoar a pessoa. Então, tipo, vou fazer uma piada de Davi, eu vou est zoando Davi. Aí, tipo, é, >> masí sabe o que tu faz? Não, não. Daí tu não vai não. Daí tu, eu acho que a ideia que tu podia seguir é, mano, Jesus zoava os fariseus, >> não? Sim, sim, sim. Então acho que tu pode começar a criar um, >> é, acho que dá para tu criar um diálogo de Jesus com cria um personagem bem fariseu, entendeu? E põe Jesus dando nas mãos dele, entendeu? Nos dedos que Jesus dava alta nos dedos, entendeu? >> Eu acho que de repente fica aí uma forma tu destravar aí um quem sabe tá segurando uma parada aí, tu pode destravar isso aí. Eu acho que na minha opinião, tô segurando Jesus aqui, meu Deus, demor >> Exato. Solta Jesus, mano. Entendeu? Acho que isso aí é uma herança reformada que tu pode abrir mão, entendeu? Tá bom. Se eu c Jesus na minha pregação, tu pode ser citar Jesus na tua pregação. Mas mas o Bibo não pode fazer imagem, mano. >> Então é, cara, abandone isso aí, mano. [risadas] Se não pode fazer imagem de Deus, a gente nem poderia escrever Deus, porque a escrita é uma imagem. >> Exatamente. >> Cada cada letra é uma imagem. >> E se não pode imagem de Deus, tipo, o que Jesus é, senão a própria imagem de Deus. >> Exato. Entendeu? Cara, o pessoal vai dizer que Jesus pode tal, mas cara, é absurdo pessoal dizer que não pode desenhar Jesus que fere o segundo mandamento. Cara, isso é é um argumento teológico muito fraco, muito fraco, muito fraco mesmo. Pode desenhar Jesus mesmo, só não usa Jesus, >> desenha Jesus. Só não usa, só não usa desenho do lugar errado. Não usa o desenho para amaldiçoar as pessoas, entendeu? Agora Jesus tirando uma palha, Jesus sendo sarcástico, entendeu, mano? Isso aí é o Jesus dos evangelhos, pô. >> Perfeito. >> Entendeu? Eu acho que pode Jesus dando na mão de, sabe? Pedro, mano. Olha, Pedro, João e Thiago merece ser. >> Ah, não, mas esse esse daí esse daí eu já fiz momentos que os discípulos foram tipo totalmente sem noção, tá ligado? >> É, entendeu? Aí põe Jesus ali, mano. Pronto. Aí foi uma faixinha vermelha e tá tudo certo. >> Eu eu gosto de fazer ele negro e com roupinha roxa e tal, porque esquece, tá? É. Aí, aí tu, aí tu avacalha, precisa fazer ele branco de cabelo lourir, mas daí prego aí tu Não, não, eu faço, eu faço ele calcasião, eu faço ele tipo, pô, >> faz ele bronzeado, tal, entendeu? >> Eu acho que ele não era negro, gente. Eu não sou contra fazer Jesus negro, mas eu acho que não, ele não era negro. Faz ele um homem. Não dá ele retinto. Retinto não tem como. >> Exato. Faz ele um homem judeu, bronzeado, sol, provavelmente. Ah, tal, esses parados d >> alguma coisa. Sim. Exato. Agora negro não. Daí eu acho que o pessoal quer forçar uma ideologia e tal. Ah, entendeu? Acho que não. Aí não. Eu particularmente não acho legal, mas também que eu acho, mas acho, eu acho mais, eu acho mais legal que Jesus europeu de cabelo longo e olho azul. >> Como não fica fica mais é até mais próximo provavelmente, né? Porque o Jesus o Jesus europeu Jesus europeu é muito engraçado. Jesus dias, cara, esses tempos eu vi um quadro desse das antigas mesmo de infância, tá ligado? Eh, tipo, mano, é muito maluco. É Jesus de olho azul. Maluco, >> é Jesus de olho azul, >> cara. Jesus, Jesus. Loiro, lo é um é o único, é o único filho de Deus, o único loiro da de Israel lá era Jesus, pô. Porque era f de Deus. >> É, então assim, mano, é sensacional, ó. Então, para fazer o Jesus carioca, entendeu? Que regata do Flamengo. É tipo isso, né? >> Tu é qual time, mano? Tu é Vasco? >> Vasco da Gama. Eu sou eu sou o time da Cruz. O time da Cruz de Malta. Boa, boa. >> É, mas é que o time do Rio é o Flamengo, não é assim, tipo, que >> não, então, mas essa parada só que, cara, só que esse é o lance, porque, tipo, Jesus nunca foi com a maioria. >> Jesus nunca foi, ele nunca foi com a maioria, mano. Então, >> ah, então ele seria, mas ele seria Vasco, então, né? >> É, porque ele é o segundo na trindade e tal. O Vasco é tipo, é o cara que vai contra o Vasco é o cara que vai contra o time da hegemonia. Então Jesus é assim, tipo o pessoal Jesus. >> Pronto, eu eu biblicamente falando, teologicamente falando, Jesus seria bota fogo, porque ele que vai batizar com Espírito Santo e com fogo. Então ele bota fogo, entendeu? >> Mas a Mas aí aí se a gente for aí se a gente for nessa, Bibo, Jesus é Santos também. Passa >> Jesus é Santos. Jesus, Jesus também tem um lance lá do, pô, o Vasco seu primeiro time que, tipo, possibilitou negros a jogarem e tudo mais e tals. Então, >> ah, Jesus era inclusivo, claro, >> Jesus era Então, cara, facilmente Jesus ser a Vasco, sabe? E também a cruz de malta muito bonita, sabe? >> Pode ser, pode ser. Jesus gostava de barco e tal. >> Jesus gostava de barco e tal. Jesus era marceneiro, fazia barquinho também. >> Sabe? Jesus não, eu acho que Jesus não gostaria de urubu. Então, eu tenho uma lista de argumentos para porque Jesus não seria o flamenguista. Tá bom, então. Tá bom. É isso, então. Pode ser. Então, gente, é isso. Beijo. Fiquem todos a paz do Senhor Jesus. Até a próxima. Valeu, galera.