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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: CONTRA TODA IDEIA DE ECONOMIA "PURA", ESCOLA AUSTRÍACA OU ESCOLA DE CHICAGO

🔴AULIVE: CONTRA TODA IDEIA DE ECONOMIA "PURA", ESCOLA AUSTRÍACA OU ESCOLA DE CHICAGO

🔴AULIVE: CONTRA TODA IDEIA DE ECONOMIA "PURA", ESCOLA AUSTRÍACA OU ESCOLA DE CHICAGO

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia.
Perdão aí.
>> [música]
>> Questões técnicas me atrasaram um
pouquinho. Tudo bem com vocês? Bom dia.
Bom dia. Bom dia.
[música]
Bom dia para vocês nesse friozinho que
está fazendo. Não sei em todos os
territórios das pessoas que acompanham
esse videozinho aqui, mas aqui tá um
frio lascado.
Que tristeza.
Ah, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Pronto, tudo
certo. Tudo bem com vocês? O áudio tá
bom? O som tá bom? O som tá bom? Espero
e deseja que sim.
Bora lá para mais um conteúdo totalmente
excelente neste frio.
Ai que frio.
Ai,
pera aí. Botando segunda xícarazinha de
café.
Tudo bem com vocês? Fala fazer watch.
Fazer o quê? Que é ser fazer o what?
Tudo bem com você? Espero e desejo que
sim.
Não sei se você tá passando frio em seu
território, mas caso esteja,
me solidarizo. Bom dia. Bom dia. Bom
dia.
Cadê? Bom dia. Bom dia, meu querido
Felipe. Felipe, primeira pessoa
canonizada e beatificada em vida aqui no
nosso canalzinho. Felipe Souza.
Acompanha inclusive o trabalho dele,
dele com senhor querido Will Carvalho,
vou até pegar aqui bonitinho, de futebol
e direito para você que é advogado e
peladeiro nas horas vagas.
Esqueci o nome aqui do projeto, mas é
muito massa. Estavam falando esses dias
aí de umas paradinhas conceu. Joga
direito, joga direito que é um bom nome,
inclusive. Joga direito. Acompanhe. É
massa.
Pergunta meu querido. Fazer watch. Bom
dia, Brunovsk. Brnsk,
você já teve aula em Chicago? Não, não,
ainda não tive essa oportunidade,
mas eu tive que sofrer. E você também
com uma pessoa que deu aula, né, como
professor da escola de Chicago e ficou
um tempo também no Chile praticando toda
a bagaceira que ele aprendeu por lá.
Nosso querido Paulo Guedes,
esse aí especialista, é cria daquela
desgraça, o que já indica que não é
muito legal.
Bom dia, querido Alexandre. Tudo bem com
você? Espero desejo que sim, meu bom.
Bom dia. Bom dia. Hoje começamos mais
cedo, né? Mais cedo, por motivos de que
daqui a pouco eu tenho uma reunião que
se nada der errado e tudo der certo, vai
ser muito bacana. Vai ter um projetinho
massa nascendo aí. Vamos torcer para que
tudo tudo vá bem. Para que tudo vá bem.
Ontem já surgiu uma possibilidade
interessante.
Ontem já surgiu uma possibilidade
interessante
numa outra parada, quem sabe parece que
cresce. Parece que cresce. Eh, pelo
menos as oportunidades de trabalho que
que venham, não é? Que venham, que
venham
que venham mais, porque estamos
precisando nessa vida. Pera aí, deixa eu
ajeitar aqui. Pronto.
Caraca. Cadê o trem aqui? Hoje a gente
tem um papo bom. Papo bom. A bomba já tá
plantada. [risadas]
Ai ai.
Diz querido Alexandre, assisti sua live
anterior
ontem, tava ótima. Que bom. Obrigado.
Que bom que você gostou do conteúdo, meu
bom. E vi tu comentando que odeia frio,
compactuo contigo. É, na verdade,
ninguém gosta de frio. As pessoas que
dizem que gostam de frio, elas não
gostam de frio. A verdade, elas falam:
"Ah, adoro frio." Por que que você gosta
de frio? Ah, eu gosto de frio porque eu
gosto de ficar é na frente de uma
lareira. Lareira quente, na. Ah, eu
gosto de um chocolate quente. O próprio
nome já disse. Eu gosto de tomar uma
sopinha que é quente, um creminho
gostoso, quente. Fundi, crente, quente.
Quente, tudo quente. Tudo quente. Gosto
de um vinho quente na festa junina
porque tá frio, né? Então a gente não
gosta de frio. A gente gosta do quente.
A gente gosta de ficar quentinho.
Ninguém gostasse de frio, ficava
correndo pelado aí na geada. Essa piada
eu roubei de uma pessoa que eu não gosto
muito não. Essa piada não é minha. Ou
[risadas]
de um humano não muito agradável.
Bom dia, Borduna. Como é que você tá,
meu querido? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Que bom que você tá aqui com a
gente, assim como o nosso querido
Gabriel. Bom dia, querido Gabriel,
sempre presente, salvando nós. Bom dia,
querido Renan. Renan FJ, tudo bem com
você? Espero desejo que sim. Gosta de
frio para ser do contra? É, não, ele, a
pessoa, ela tá se autoenganando.
Ela tá se autoenganando. Ela
bom dia, querido Igor. Igor Rua. Bom
dia, meu bom. Tudo bem com você?
[risadas]
Fundi crente. Acho que escapou, né?
Perdão, gente. Eu tô exausto. E aí a
língua já tá dando trava língua. Ah, aí
complica. Fundi crente. É, fundir
crente. Não sei qual que seria a
diferença do fundir crente pro fundir
não crente.
Hum. Vou ter que pensar sobre isso em
algum momento.
Um fundia abençoado. É um fdeus. Não,
brincadeira.
Querido Rena, bom dia. Bom dia. Bom dia.
Bom dia. Fund Deus.
O fundido crente.
Deixa eu pegar aqui o texto que nós
vamos ler hoje. Um texto muito massa. É
um texto que já estava prometido para
outra live, mas na outra live a gente
desvirtuou completamente o tema, né?
Dado aí o clamor popular.
>> [risadas]
>> E a gente desvirtuou completamente a
discussão do que não tem nenhum
problema.
Rendeu
conteúdos legaizinhos. Inclusive, se
você tá caindo aqui de paraqueda, eh, eu
não tenho como, não tenho tido a
oportunidade e possibilidade de manter
ativo como eu gostaria aqui o canal, né,
de maneira mais adequada, uma produção
mais constante, uma edição bacana, né?
Perdão essa, perdão por isso.
Eh, mas a gente tá conseguindo fazer uns
cortezinhos legais lá no Instagram e
parece que tá legal, né? Não rende, não
monetiza, mas divulga conteúdo. Então,
se você não tiver fazendo absolutamente
nada mais interessante,
você pode ir
eh, cadê? No nosso Instagram, né, Bruno.
Ah, pera aí. É Bruno, não, não é @
Bruno. É, o nome é ruim. É ruim porque
eu não pensei em outro
um dia quem sabe que é o @brunqueddal.
Então no @brunikdal e você pode
acompanhar o nosso conteinho lá pelo
Instagram que tá com uns cortezinho
legal, tá fazendo um barulho bacana. E
aí você pode compartilhar com os
coleguinhas também, porque às vezes não
vão assistir a live, mas vão assistir um
cortezinho, um negocinho. Vai que pode
ser útil pra pessoa. Às vezes é útil, às
vezes não, mas pode ser. Tá bom? Então,
dá uma olhadinha lá aí, aproveitando
esse momento de propagandas, se você tá
chegando aí, não esquece de curtir esse
vídeo, comentar para engajar, espalhar a
palavra por aí, porque vai que, né, você
pode ajudar alguém a ter alguma
compreensão diferente de ideias que ele
já possui ou qualificar o debate,
tensionar um debate, tentando fazer uma
parada interessante aí. Então diga o
seguinte,
curte, comenta, compartilha, considere
ser membro, membra, membre, membresia
aqui do nosso canalzinho para poder
fortalecer, porque é um canalzinho
pequeno, como você pode ver, e se
sustenta graças à membresia desse canal,
que consegue aí com o valor de um
expresso numa padaria bacana em São
Paulo, auxiliar o nosso trampo. E aí
você pode ir por R$ 7,99, o valor
atualizado de acordo com ah o indicado
pelo YouTube que até então era 4,99, mas
o YouTube insistiu muito e eu falei faz
sentido porque a gente precisa manter o
canalzinho funcionando e aí para novas
pessoas que tiverem chegando aqui na
membresia, R$ 7,99 você ajuda no nosso
trabalho. Então seja muito bem-vindo,
bem-vinda, bem-vind. Que que você ganha
com isso? Conteúdos exclusivos para
você, como cursos que nós temos aqui
para quem é membro, membresia do nosso
canalzinho, que é Marx e Religião,
evangélicos e política no Brasil. como
fazer seu projeto de pesquisa, filosofia
latino-americana, tudo tem a ver com
questões do que eu pude estudar e
trabalhar durante a minha trajetória.
Meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em
economia política mundial, mestre em
filosofia, graduado em filosofia,
formada em teologia e espero contribuir
de alguma maneira adequada com vocês
aqui, tá bom? Então, estamos aí e a
gente tá aqui no
na nossa primeira igreja barista do
YouTube, que é a nossa igreja barista, é
uma lor nossa aí de COD Borduna. Live
surpresa essa. Essa aqui mais ou menos.
Voltei a fazer de quarta-feira porque
deu para fazer. [risadas]
Diz querido Alexandre, mas foi super
interessante você dizendo sobre aquele
intelectual americano, sobre a ideia de
a ideia deve ser posta em prática. Sim,
é John Dewy. John Dewy me influenciou
muito o pragmatismo estadunidense, muito
mesmo,
especialmente por uma questão
metodológica, né, de como você operar no
o pensamento e ter critérios para
avaliar uma produção teórica. É, eu acho
sensacional, sensacional. Gosto muito.
Diz: "Querido Thiago: "Bom dia a todos
baristas e não baristas da América
Latina. Bom dia, querido Thiago. Espero
que você esteja bem. Thago, que é membro
membro aqui da nossa eh do nosso
canalzinho, está lá no grupo do WhatsApp
que é exclusivo para membros, membras,
membres membresia aqui do nosso
canalzinho que eu esqueci de falar
porque você vira membro, membro, membro,
você também pode entrar no nosso grupo
exclusivo do WhatsApp para você, para
você e todas as outras pessoas que
também são membros, membras, membros e
membr do canalzinho aqui, tá bom? E
sustenta o nosso trampo também. Você
pode sustentar mandando um Pix, vai que
tá soando uma merreca por aí, ó, no
bruno@reikedal.net.
E aí, vai que tá sobrando a merreca, aí
você manda um qualquer coisa e
[roncando] a gente fica muito feliz,
muito feliz.
Diz Felipe, amigo em barismo é um termo
maravilhoso. [risadas]
Amigo em barismo.
Ai,
irmão em barismo. Diz querido Gustavo,
bom dia. Querido Gustavo, bom dia,
botequistas. Botequistas também ouvindo
em 2 x até chegar no presente. Vai, vai
chegar rapidinho. Chegar rapidinho, tá?
Apenas 13 minutos.
Só que vai chegar rapidinho, parecendo
que o Tico e o Teco estão falando, né?
Porque eu falo rápido para caramba.
Perdão.
Thiago, juntos até a vitória final. Até
a vitória final. Quando ela chega, nós
não sabemos, mas ela será final.
[risadas]
Diz querido. Fazer o watch Marquigão. É
o nosso curso, nosso cursinho massa aqui
que tem para quem é da membresia. É bem
bom mesmo. Eu acho que nove aulas, 10
aulas por aí.
Tem a primeira igreja barista do
WhatsApp no nosso canalzinho. Você vira
membro, membro, membro e membresia. Você
pode entrar no nosso canalzinho do Zap.
Você vira membresia, você manda um
e-mail para esse endereço que está aqui
indicando o seu nickname aqui do
YouTube, porque pode ser que você tenha
um nickname nada a ver. Tipo, tipo fazer
o watch aqui. Como é que eu vou
descobrir que fazer o watch ou fazer o
watch? Ele tem que me explicar.
E aí você manda o seu zap lá e a gente
adiciona você. Tá bom.
Diz
querido Borduna. Faz orientação
particular, saquinho de dinheiro para
projetos de pesquisa. Não posso, né,
eu não posso.
[risadas]
Ah, o que eu posso trocar ideia, mas não
faço por dinheiro. Não troco ideia
mesmo. Mas eu gosto de trocar ideia. O
que eu já fiz e que aí sim eu posso
fazer é correção, né? Assim, tipo
corrigir trabalho, corrigir formatação,
corrigir essas coisas como orientação.
Mas não, orientação de pesquisa não.
Especialmente se for uma pesquisa
independente, sim, né? Se for a uma a
uma pesquisa independente posso. Se não,
se for uma parada na faculdade, na pós e
tal, aí eu já não posso. Não posso. Não
seria correto de minha parte. Não, não
seria correto.
Diz querido Felipe, deixem o like na
live, eu sempre esqueço disso. Deixem o
like. [risadas]
Isso, pode crer, Gabriel. Tem o nosso
querido Templário também. Nós temos um
templário aqui no nosso canalzinho que
não é um templário. Ele não é um
templário, mas por motivos de a vida tem
dessas coisas, o nickname dele é
Templário. E aí, como é que eu vou saber
quem é o Templário? O cara aparece lá,
aparece que Templário membro do canal.
Vou achar que o Cogos veio passar para
cá. O fake doos e não é um outro moço.
Diz querido Thiago. Minha curiosidade é
o fazer o watch é quem lá no grupo do
zap? Ah, isso aí eu não posso, né? Eu
não posso expor. Não posso expor isso
aí. Tem que ser de livre, espontânea
vontade a revelação pelo pela empresia.
[risadas]
Acho que agora temos uma missão, né?
Vocês vão ter que descobrir quem vai
fazer o
tem uma missão na nossa comunidade.
Descobrir quem é fazer o watch. Eu tenho
essa informação privilegiada, tenho, mas
eu não vou revelá-la.
Diz querido Borduna. Mas é seu trampo,
não é justo? É, não. Sim, como trampo,
sim. Mas é além de deselegante, vamos
dizer assim, né? Também não é correto.
Por exemplo, a pessoa tá fazendo um um
trabalho de pesquisa numa universidade
com professor X ou Y. E aí eu colo lá e
chego d no pitaco, né? Eh, não, não é
legal. E também tem o lance do trabalho
do pesquisador, né? Assim, desenvolver a
própria pesquisa, tal. Mas é legal, é
legal.
Eu ajudar a desenvolver projeto, se for
independente, dá para fazer uma
consultoria. Já fiz consultoria de
pesquisa.
Eh, uma dela inclusive já saiu no livro,
num livrinho bem conhecido aí que deu um
chabu danado.
[risadas] Deu chaudo danado. Acho que
foi ano passado, retrasado. Ano
retrasado. Acho que foi ano retrasado.
Saiu um livrinho aí que foi o mais
vendido na área de ciências sociais no
planeta Terra, né? Sucesso absoluto,
bestseller no Brasil, mas meu nome tá lá
escondidinho, ninguém nem sabe porque a
gente fez um trampinho legal lá.
Aí dá para fazer agora o intenção direta
não.
Exatamente. Fazer o watch é tipo um
herói. Não pode revelar a identidade.
Não pode. Não pode. Pior é que não sei
se vocês sabem disso, mas eu vou aqui
agora. Já posso falar a respeito. Já
posso falar a respeito.
A revista Zelota, da qual eu faço parte,
né, do Conselho Editorial e tal, ela tem
um
ela foi fundada por duas pessoas, né? E
se você procurar lá na história da
Zelota, que a conta no na tá apresentada
lá no site, foram nos primeiros textos,
primeiros artigos, você vai ver que era
André Caniro, que é o André que já
apareceu aqui no canalzinho inclusive, e
Batista. E o Elias Batista,
ele era um Elias Batista Júnior, né?
Elias, ó. É, não é isso mesmo? Elias
Batista Júnior. O Elias Batista Júnior é
um pseudônimo, é um cara que não podia
revelar identidade por questões
inclusive de segurança.
Então essa pessoa não podia revelar a
sua identidade, né? E aí ficou por anos,
até pouco tempo atrás sem poder revelar
quem era o Batista, nosso querido Elias
Batista Júnior. Mas ele foi revelado e
vocês também aí é fácil descobrir, mas
ele agora já foi revelado quem é o Elias
Batista. Mas a gente passou um período
lá na Zelota com pseudônimo por questões
de segurança. Foi importante a gente ter
esse cuidado aí para você ver, né? A
vida tem essas coisas. [risadas]
Diz Crito Borduna: "Vou ter que entrar
nesse grupo." Chega aí, pô. É legal. O
grupo é saudável, é um grupo bacana.
Fico feliz quando a galera lá do
grupinho fala: "Pô, esse grupo aqui é
legal que ele não tem treta, ele é
saudável, discussões são qualificadas,
etc." Quando o pessoal tem muito homem
junto nesse grupo, né? que é o público
do canal. O público aqui do canal é
majoritariamente masculino de 25 a a 45
anos de idade, né? É a nossa faixa.
Homens dessa idade, não
essa geração aí dos anos 80, 90.
E aí é quem acompanha o nosso papo aqui
majoritariamente. Majoritariamente, não
que seja só, mas majoritariamente sim.
Sem sem crise por n fatores, né, de
estéticos políticos a outras coisas. E
aí,
eh,
apesar de tudo isso, quando mesmo quando
entra em temas
esquisitos demais, a coisa fica
tranquila, a gente se diverte, gente ri,
é bem saudável. Seja bem-vindo.
Exatamente, Alexandre. Uma questão
ética. Pergunta, querido Thago, que
livro? Que livro? Que livro, cara, é um
livro que tem um agradecimento ao meu
trampinho no começo dele.
É um livro, vamos ver se vocês
descobrem.
É um livro
que foi escrito por um sociólogo
brasileiro
que debate bastante assim, ele ele gosta
de tensionar o debate público, polemiza
bem.
É um livro cujo título fez com que o
senor Paulo Galo
fizesse
um vídeo e uma entrevista no Wall
reagindo ao livro sem ter lido o livro.
Só pelo título.
[risadas]
Então, já dei bastante dica. Café com
Deus Pais? Não, não, Deus me livre.
Exatamente. Diz o nosso querido Felipe,
tem curso de projeto de pesquisa aqui na
área de membros. E aí você vem, cola com
a gente. Pode ser útil. Acho que vai ser
legal. Pode ser útil. Bom dia, querida
Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem
com você? Espero desejo que sim.
Obrigado por estar aqui com a gente de
manhã papeando aqui no nosso papo.
O único que puxa a briga é o Felipe com
um L e não o Fedipe, né? Felipe com dois
L. É Fedipe. Fedip não, exatamente.
Mas aí é coisa nossa. Diz querido
Gabriel, tem até lá no nosso grupinho,
né? Tem até dinismo, receitas e anime.
Tem dinisismo. Sou um defensor do
dinismo. Tem receitas, receitas
culinárias. Gostamos de culinária e
anime é bom.
Lembrei. É, tá tranquilo. Diz querido
Gustavo. É o livro do pobre de direita.
Exatamente este. Exatamente esse.
Exatamente esse. [risadas]
Exatamente, Gabriel. Direita é
maravilha. Ah, pronto. Alexander
colocando aqui adequadamente. Eu já
errei várias vezes, né? Não é a primeira
vez que eu falo Alexandre vez de
Alexander. É, tá terrível meu nome. Você
já me corrigiu? É a, deve ser a segunda
vez ou terceira que você me corrige.
Perdão, Alexandre. Ainda bem que você é
paciente com a minha lerdeza e vagarza
em adequar o nome, né? Fazer que nem a
gente fazia com recreação infantil. Tem
uma brincadeira, né? uma estratégia que
você faz que é um é um lev, não é
bullying porque é só uma brincadeira,
mas você escolhe uma criança que é mais
desenvolta, que tá mais à vontade ali na
turma, né, um adolescente, uma pessoa
que tiver ali e você dá um outro nome
para essa pessoa. É uma brincadeira. A
criança fica, todo mundo ri, a criança
também. Aí depois você volta pro nome
adequado, mas é só aquele momento de
de distração e de entretenimento, né?
Ah, deixa lá. Uma criança chamada
Fernando, você chama ele de Rogério. Ô
Rogério, vem cá. Ou Álvaro, né? Álvaro,
vem cá. O meu nome não é Álvaro, tá?
Perdão, Álvaro. Pronto, todo mundo ri.
Pá, bobagenzinhas interessantes de
fazer. Mas bora lá, bora lá que hoje o
tema é economias. Economias, economias.
Tem muita economia pra gente falar.
Mas antes de eu falar economia, enquanto
eu tô abrindo o texto, ele tá fechado,
cara, essa semana passada, não sei se
vocês viram, preciso fazer esse
comentário, teve uma pastora, uma
pastora,
eh,
deixa eu botar aqui, pá, uma pastora que
tava num congresso crente bem famoso,
que é os Gideões. O congresso dos
Gideões. Meu, meu avô foi dos Gideões.
Eu tenho um grande amigo chamado Natal,
na verdade o nome dele não é Natal, é
Valdemar, mas a gente chama ele
carinhosamente de Natal, que também é
dos Gideões. tava lá no encontro do dos
gideões, essa pastora, teve a
oportunidade de falar
e ela falou uma parada, pegou o
microfone lá, tendo a oportunidade e
falou: "Ó, seguinte,
mulher, mulheres desse paraíso, não
aceitem qualquer tipo de agressão,
qualquer tipo de postura canalha com
vocês, não sei o que, não sei o que, não
sei o quê." Denunciem. Não é, não aceita
pastor que diz que não é para denunciar.
aconteceu qualquer coisa, denuncia e foi
para cima.
Cara, excelente. É um congresso, como
por ser evangélico, tradicional,
eh, etc., é claramente, notoriamente
conservadora. E ela é uma pastora
conservadora, mas dentro desse ambiente,
colocando essa crítica fundamental e
necessária, né, o apontamento, o clamor,
o chamamento para que as pessoas, as
mulheres, ficassem contra
eh qualquer tipo de de violência,
agressão, qualquer coisa em casa. Não,
denuncia. Denuncia, meu amigo. Tem que
denunciar. Denunciar. Denunciar. Não,
não pare, minha amiga. E fizeram essa
parada.
E aí, cara, a loucura, né? O mundo é uma
loucura. Ela saindo dali, desse ambiente
imediatamente,
óbvio, ela foi chamada de esquerdista,
de tá sendo feminista, de perigo para
comunismo, de tá sendo contra a Bíblia.
Porque? Porque nesse ambiente
conservador evangélico é normal você
dizer pra pessoa que não é para
denunciar é joelho no chão porque Deus
vai transformar a pessoa e essa coisa
foi foi excelente. O que ela fez foi
maravilhoso, fundamental num ambiente em
que não se falaria isso. E ela botou o
negócio para torar e foi excelente. Foi
excelente. Assim foi pô que da hora, que
da hora.
Mas não precisou de um dia, um dia
viralizou, né? foi para furou a bolha de
direita conservadora, veio pra bolha de
esquerda, a galera falando: "É isso
mesmo" e tal e as mulheres elogiando e
estamos junto pió pó pó. Mas não
precisou de um dia de um dia
para pastor Zada influencer de esquerda,
né? Porque assim tem um um nicho muito
específico que é o pastor influencer.
Pastor influencer de esquerda é um nicho
bem específico.
E o pastor influencer de esquerda, ele
normalmente fala não com crentes, ele
normalmente fala com um nicho, uma bolha
bem pequenininha de esquerda também.
Porque dentro do movimento evangélico,
como nós temos um curso aqui evangélicos
e política no Brasil e explicamos como
isso acontece aqui no canalzinho, só 30%
mais ou menos tende a votar na esquerda.
30%, né? Mas é 1/3 finalzinho quase 1/3,
né?
É menos de 1/3 até tende a ser mais de
esquerda e a majoritariamente a galera
vota à direita, especialmente no partir
dos anos do ano de 2010, isso fica bem
evidente
e realmente tem efeito político prático.
Beleza? Isso a gente discute tudo tudo
no nosso curso, Evangélicos e Política
Brasil, tá aqui no canalzinho, você vira
membro, membro a membro e a gente
discute isso com mais cuidado. E tem
textos lá nas elotas sobre isso também,
explicando, apresentando avaliação de
eleição, inclusive tenho que escrever o
desse ano, as prévias das eleições e
depois a o pós-eleição que vai
acontecer. Dito isso,
eh,
esse nicho de esquerda, pastores de
esquerda, progressista, que não falam
com crentes, falam com esse
majoritariamente com gente que tá fora
da igreja, que saiu da igreja, que não é
crente, etc, etc, etc. Mas como tem o
título de pastor e tá falando uma parada
minimamente razoável, né, que
aparentemente respeita as convenções de
Genebra, o
a galera apoia e quer dar voz e ganha
palco e ganha influência e é uma galera
que não trabalha necessariamente como
pastor. E aqui eu tô falando uma
denúncia religiosa mesmo. Normalmente
trabalha como influencer de carreira
solo, né? Não é organizado em partido,
não é organizado em coletivo, fazendo
carreira solo, como normalmente os
evangélicos, lideranças, pastores
evangélicos fazem. E não precisou de um
dia e pouco para esses caras aparecerem
produzindo conteúdo para dizer que
aquela senhora pastora, que tá clamando
as mulheres para que elas denunciem
qualquer tipo de violência, vá na
delegacia, denuncia, bota esse cara. Não
é, não vai ser só uma vez, não é, não
tem essa de me perdoa joelho no chão,
não, meu amigo, tem que denunciar, né?
Ao invés de fazer vada no ao invés deles
falarem, pô, essa mulher tá certa,
estamos junto. Pi pi pi pó. Os caras me
inventa de que cavalo de Troia. Ó, ela
tá querendo enganar vocês de esquerda
aí, hein? Vocês estão divulgando, mas
isso aí é uma estratégia da direita. A
direita ela tem um, a direita joga um
xadrez 4D, ela antecipa as coisas
incrivelmente. A estratégia da direita
para ganhar o voto
feminino, mas já tem já, já no dedo
ambiente crente já tem, mas tudo bem.
Eles têm essa ideia, né?
conspiracionista para caraca. Eles
soltaram essa para desmerecer a fala da
mulher e para dizer: "Ó, não dá palco
para esse tipo de gente não. Não dá
palco para esse tipo de coisa, não.
Vocês estão fazendo essa mulher ficar
famosa. Ela já é famosa. Ela tá pregando
nos gideões. Mas tudo bem.
E aí, ao invés de entender, cara, isso é
uma necessidade material de vida, de
pessoas realmente existentes e num
ambiente em que essa fala normalmente é
sufocada e os caras, ela tá falando, os
caras vão lá e faz o quê? desmerece a
mulher, desmerece o conteúdo, diz que
tem que não pode dar palco. E aí você
começa a pensar, por que que eles estão
falando isso? Por causa da eleição. Quer
dizer, eles não estão nem aí. Isso é a
vida das mulheres. A questão deles é a
eleição, aparentemente. Mas não é
eleição. Lógico que não. Nem sinalização
de virtude. Vou aqui dizer, essa galera
o que tá fazendo é não divulga ela,
divulga eu.
Vocês deviam estar divulgando o meu
conteúdo.
É isso. É isso que eles estão fazendo.
Divulgo o meu conteúdo,
entendeu?
É isso. Divulgo o meu, é o meu conteúdo
que vocês tinham, eu que tava que tendo
que ter palco, não, ela. É isso que eles
estão fazendo. E aí eu vou dar até dar
nome para dois em específico que me
deixaram muito irados, o Felipe Gibran
e o autodenominado pastor Berlofa.
Os caras tem uma rede grande de alcance,
tem uma certa influência digital, ficam
caçando o lugar para ficar aparecendo
e meteram essa.
Desmerece o negócio da mulher. Falei uma
estratégia da direita.
E aí, cara, muitas dessas comunidades,
dessas igrejas progressísticas, e falo
isso com expência de causa, são o
verdadeiro cavalo de Troia, né?
Porque aí elas efetivamente que
funcionam da seguinte maneira, dizem que
são libertárias, que são libertadoras,
que são incríveis. Barroca rococó, vem
aqui, vivem em paz e são tão dominadoras
quanto, tão opressoras quanto, tão em
torno do umbigo do líder quanto tão tão
quanto tão quanto.
E aí eu me preocupo com os caras que se
preocupa com alguém que tá dizendo que
tem que denunciar assédio, sabe?
Me preocupa mesmo. Pô, gente,
é uma mulher crente
conservadora, no ambiente crente falando
que tem que denunciar. E é um homem sis,
hétero, progressístico, fica contra.
Me preocupa. A gente tem que ter mais
bom senso. Que o lugar que a gente tá,
que tipo de discurso a gente tá querendo
fazer,
pô. E aí a Helena Raquel, ela fez um a a
BBC entrevistou ela, né, essa pastora
Elena Raquel. E aí ela falou assim,
cara, entrevista é maravilhosa,
inclusive.
E ela falou assim,
isso, isso que a Jéssica tá comentando
aqui. Nossa, apareceu na hora certa para
mim.
A Helena Raquel, ela fez um vídeo
agradecendo a a Michele Bolsonaro,
porque a já tive um contato, tal, e ela
mandou uma mensagem para mim
parabenizando minha postura. E a Janja e
ela falou e para mim que a Janja mandou
um uma mensagem para mim parabenizando,
eu fiquei tão feliz que para mim foi
incrível porque a gente tá chegando e
isso tem que ser espalhado. Ela tem um
alcance importante para espalhar essa
mensagem. Qual a mensagem de que tem que
denunciar a violência, desgraça.
Aí ela fala assim: "É que eu não sou
política, eu não sou ativista, tal". E
na verdade, quando a Helena Raquel dá
essa entrevista, ela tá sendo
extremamente política, fazendo a
política que esses caras devia estar
fazendo. É a política do bom senso, de
entender que o que importa pra gente é
defender a vida das pessoas. E que aí
quando você fala, olha, essa pessoa
concordou e aquela ali também,
excelente, porque isso tá acima de
qualquer pauta. E é isso, tá acima da
questão eleitoral. E aí eu lembro, cara,
num dos comentários, uma mina falou uma
parada muito massa, esqueci quem foi,
mas ela falou assim, porque foi um
comentário no Instagram assim, né? Uma
pessoa usuária do Instagram comentou num
desses post aí desses caras falando
assim: "Pô, isso mostra como não foi num
num vídeo que a querida Pâela, a Pâila
Campos produziu um vídeo muito legal,
inclusive sigam ela lá no Instagram. E
aí no foi no vídeo dela que uma pessoa,
uma pessoa comentou assim: "Pô, isso
mostra que para esses caras aí a questão
é a pauta, ela é menos pela pauta, né?
Ela menos pela defesa das pessoas e mais
por uma questão política, mais por uma
questão eleitoral, né? Então estão
usando a gente de novo porque o cara
reproduz daí essa postura, né? Reproduz
mais uma vez. Ai não dá, cara, não dá,
não dá. Eu eu fiquei bem fulo da vida,
velho. Nossa,
é muito burrice e babaquice e etc. Mas
era isso. Precisava aqui dar esse, né?
E diz aqui, Gabriel, ainda tá tendo a
treta da galera do gateekeping.
Gateeping é controladores de acesso.
Controladores de acesso de onde?
[risadas]
Tanto galera da direita quanto à
esquerda querendo cancelar ela. Exato.
Perfeito. Perfeito. Isso sim. Os
canceladores de acesso, então, né?
Desquito do Gustavo, o apelido do Natal,
porque ele só descobriu que não era pai
quando a criança nasceu? [risadas] Não,
cara, o apelido do Natal eu acho que é
porque ele é de Natal, só isso eu acho.
E se for também não sei, mas é um um
senhor que eu conhecia depois que eu
descobri que o nome dele não era Natal,
eu fiquei assustado. Falei: "Como
assim?" E assim como o dia que eu
descobri que ele não era meu tio, também
fiquei preocupado. Sem formei ele de tio
e depois eu descobri, mas ele é irmão de
quem?
Aí eu percebi que ele não era da minha
família.
Exato. Atitude excelente da querida
Raquel.
É maior do que eu esperava. Com certeza.
Com certeza. Diz que doido Alexander.
Que isso? Os pastores de esquerda. Que
maluquí. Exato. Ah, mas aí, meu amigo, é
a autopromoção. É um negócio muito
forte, né? O BRI mexeu aqui, ó. Hum. Aí
não aguenta.
Discrito Gustavo P. Cavalo de troia de
direita. Pi pi pi pi pi pó. Realidade.
Silas. Malafaia só não chamou de bonita.
Exato. Malafai apareceu para descascar
na senhora. Ah, mas é um grande plano da
direita. Ah,
esses caras valorizam muito a direita.
A direita Biruleib dão muita, mas é para
criar a conspiração e dizer que eles são
os heróis. É isso. Descrita. Jéssica, a
pastora fez novo vídeo agradecendo a
Janja. É isso. Eu já tinha passado para
acho que foi no João. Foi na BBC. Foi
uma entrevista na PBC. Qual o nome da
pastora? Helena Raquel. Pastora Helena
Raquel
diz querida Jéssica. E já está
aparecendo vídeos de pessoas dizendo que
estão saindo de relacionamentos abusivos
com mulheres. E vai aparecer agora, meu
amigo, agora que o negócio ainda cresceu
e vai ganhar proporções, aí o bagulho
fica diferente, vai ficar louco. Mas é
importante a gente colocar isso aí, né?
>> [risadas]
>> Mando IP, bro. Negócio do IP é loucura,
né?
Diz, querido Gabriel, gateekeping é a
galera da esquerda de verdade. Ah, ou
direita de verdade, tá? Os controladores
de acesso da esquerda e da direita. A
gente chamava na na igreja de porteiro
do céu, né? Que é quem decide quem é
salvo e quem não é. Os porteiros do céu,
que é o porteiro de direita, porteiro de
esquerda,
quem querem ser o líder ou monopolizar
uma pauta. Perfeito, perfeito. É o os
controladores de acesso que não pode
mais falar porteiro. Portaria é o
controlador de acesso.
Mas é isso. Precisava precisava desse
desabafo. Obrigado aí por emprestarem
vossos ouvidos.
Vossos ouvidos. E quem não faz ideia do
que tá acontecendo, tudo bem, não tem
problema. Ninguém precisa saber o que tá
acontecendo.
Ã, mas eh eu fiquei muito irritado,
cara. Falei, mano, que que coisa
horrível, que postura babaca, que
postura babaca. Mas vamos lá. Hoje o
nosso papo não é sobre isso. Hoje o
nosso papo é sobre economia política. O
que é economia política? E acho que
vocês vão curtir, viu? Contudo, massa. A
gente ficou de fazer esse papo outro em
outro momento e demoramos para fazer.
Agora a gente vai fazer. E o texto que a
gente vai ler, né? Vai ter react de
texto aqui ao vivo. Salve Kevin, meu
querido. Bom dia, querido Kevin. Tudo
bem com você? Espero desejo que sim.
Seja muito bem-vindo a mais um papo com
a gente aqui pela manhã.
Cara, vocês vão gostar muito desse
texto, sem sacanagem. Um texto muito
bom, então fica aí um conteúdo bala
assim. Diz querido Gustavo. Gustavo P
falando em IP, a senhorita Bira, um
beijo pra senorita Bira, postou um
TikTok, um ticteco, um TikTok muito bom
sobre o tema.
única uspiana que respeita. [risadas]
A gente tem mais usanos que a gente
respeita. A gente tem, a gente tem.
[risadas]
Ai Jesus. Assim, não que, né, eles
também, eles estão ajudando a gente cada
vez mais a ficar com raiva, mas a gente
respeita mais do que um.
Eles não estão se ajudando, mas a gente
respeita. Deixa eu ajeitar um negócio
aqui. Pera aí.
Pronto. Achei que assim a imagem fica
melhor. Ixe, desligou minha outra luz
lá.
Gente, vocês vão curtir o papo de hoje,
inclusive, eh, eu não vou conseguir
fazer os cortes, obviamente, mas e
depois para quem se interessa e sabe que
tem amigos, coleguinhas que se
interessam por esse tipo de papo.
Vai ser massa, marca minutagem, manda
pro camarada, fala: "Meu irmão, assiste
aqui, ó, a partir dessa parte aqui vai
est bala, porque vai valer a pena."
especialmente nesse mundo de internet em
que tem esses papo maluco de escola
austríaca,
como se fosse sério,
eh,
reprodução de ideia neoliberal de escola
de Chicago e essa bobagem toda, gente,
isso aqui vai ser um papo assim
demolidor,
demolidor e muito interessante, porque a
gente tem que ter um um uma noção de uma
de E que não se trata apenas de uma
questão de narrativas, se trata de uma
questão de critérios científicos, de
ciência, de compreensão de mundo, de
análise da realidade, de observação dos
objetos que estão à nossa volta e também
da vida, da estrutura da economia
política.
Por que que isso é importante comentar?
Porque, por exemplo, alguém vai pegar e
vai falar que, ah, olha, você teve
melhor ou pior na economia da Argentina
é uma questão de
narrativas, como você conta a história?
Não, não é uma questão de critério,
critérios objetivos, científicos
compartilhados. A questão de ciência,
como a gente maneja um campo científico,
uma instrumentos dentro de uma de um
campo científico. É isso. A gente
precisa delimitar bem do que que a gente
está falando. E eu acho que o texto de
hoje vai ajudar e vai ser massa, vai ser
bem interessante e acho que vocês vão
gostar, porque a gente vai falar de duas
ciências. A ciência chamada Economic,
né? a economics, a que a gente poderia
chamar de ciência científica. economics,
que surge no final do século XIX e se
desenvolve durante o século XX, se
tornando o chamado mainstream, a
ortodoxia, o conteúdo hegemonizado nas
universidades deste planeta,
salvo raras exceções, raríssimas
exceções, que consistentemente casam com
países que tiveram revolução. e o
não é nem a heterodoxia e a economia
política como uma outra abordagem dentro
dos problemas econômicos. Então a gente
vai estar falando sobre duas ciências
com objetivos diferentes, com estruturas
diferentes e que conflitam. Só que como
a gente chama de economia em abstrato e
em geral, a gente não sabe em qual dos
campos a gente tá trabalhando, se é na
chamada economics, né? ciência econômica
que surge no, especialmente no mundo
britânico ou se é na economia política
que essa economics pretende superar. Tem
um texto do professor Avelans Nunes, que
é Introdução e Economia Política, muito
bom, tá? É, ele é um cara que acho que
era do direito, é um professor muito
tradicional da área do direito, mas que
foi para esse campo da economia, da
economia política. Ele tem uma
introdução incrível de economia
política, muito didática e muito
completa, em que ele apresenta a
argumentação de maneira bastante eh
sintética, mas bem desenvolvida.
E surge essa ideia de economics. É
bastante conhecida para quem estuda o
tema, eh mas importante dar uma
referência caso você queira conhecer.
Pode acabar caindo caminhão de PDF por
aí em algum lugar do planeta. Fica a
dica.
E o
e o Aelan Nunes, ele comenta assim: "Ó,
surg essa tal economics, né, para ser
uma ciência que seja equiparável
nos critérios da mathematics ou da
physics,
como essas áreas exatas que se
desenvolveram do século XIX e durante os
do século XVI e século XIX se
estabelecem como as chamadas exatas, que
depois vão chamar de ciências exatas,
né?
economics, mathematics, né, que você
consegue quantificar, você consegue
calcular, você tem critérios bastante
gerais, abstratos e objetivos que
facilitam ali uma estrutura de
contabilidade. E aí ao estabelecer uma
economics, que por exemplo o Javons, né,
Leon Jevons vai dizer Leon Jevons não é
Jevons, esqueci, é Leon Valhas e o
vou chamar de Jevons porque esqueci o
primeiro nome. E o Jon chega até a dizer
no texto dele sobre essa questão de
estruturação da economia e ele fala
assim: "Aquilo que for calculável é o
objeto do minha ciência econômica. O que
não for, eu descarto. Eu tem que caber
na planilha. coube na no cálculo, eu
considero econômico. No coube, eu
descarto.
Basicamente é isso. Tem uma citação bem
curiosa dele sobre isso. E aí ele e isso
explicita muito bem esse tipo de
proposta de ciência econômica que tá
surgindo, que se opõe a chamada economia
política, que vai ser considerada
progressivamente como algo ideológico.
Por quê? Porque não dá para botar na
planilha. você vai considerar elementos
que escapam do mero cálculo ou da
estrutura de de cálculo, o que não
significa que negam o cálculo, mas que
escapam, porque você vai considerar
outras variáveis e vai trabalhar num
âmbito menos exato, vamos dizer assim,
dentro da planilha, né? Beleza? essa
ciência econômica que vai surgir vai
então abstrair constantemente e na
verdade ela reproduz dentro do
pensamento dela a própria
transformação de toda e qualquer relação
objeto em mercadoria. Ela faz isso, é
você assumir que todo e qualquer objeto,
todo e qualquer relação pode se tornar
uma mercadoria. Então você vai poder
calcular e aí você calculando para obter
o máximo de ganho, né, em cima desse de
cada um desses objetos. você fala: "Tô
conseguindo planilhar aquilo que não der
para calcular vai ser uma externalidade
que eu não vou colocar aqui por
enquanto, mas o mas já tá adequado a um
objetivo de expansão constante do
mercado para toda a vida humana, né? Uma
totalização de mercado que só vai
acontecer algum tempo depois com o
chamado projeto neoliberal,
neoliberalismo,
que é o quê? Uma tendência à totalização
de todas as relações sobre dinâmicas de
mercado. É você tender a transformar
tudo em mercadoria. Tem gente que fala
que o neoliberalismo é contra o Estado.
Eu acho isso um equívoco assim bizarro.
Algo que uma vez eu trouxe numa aula que
a gente tava tendo eh no doutorado e eu
falei: "Gente, mas eu acho que a gente
tá pouco errado, não é mercado ou estado
dentro do neoliberalismo, é tudo tem que
estar adequado às relações de
mercadoria, as relações de mercado, né?
As relações de troca de de compra e
venda.
Qualquer coisa que aparecer na
realidade, que colocar algum freio a
essa totalização, essa tendência de
totalização, ela vai ser considerada
perniciosa. Não precisa ser o estado.
Então, se você tem uma organização eh
popular, uma organização familiar ou
qualquer coisa que esteja no meio do
caminho que esteja impedindo a expansão
do mercado de relações de totalização de
mercado, essa coisa vai ser, do ponto de
vista do neoliberalismo um impecílio que
tem que ser superado. não precisa ser do
estado.
A prova disso e que eu acho um exemplo
muito exemplar é, por exemplo, a guerra
da água na Bolívia no começo do século
XX. Começo do século XX. O estado
boliviano,
gerido inclusive por um gringo, faz um
pacto com uma empresa gringa para poder
transformar a água em propriedade
privada a ser mercantilizada.
estado atuando junto da empresa para
transformar um um determinado bem, um
determinado recurso em mercadoria.
Quem se opõe a essa organização são
comunidades indígenas e organizações de
trabalhadores
que tem o famoso lema La água es nuestra
carro.
>> [risadas]
>> A água eh a água é nossa, [ __ ] Laa é
nossa [ __ ] E aí o
o
E aí quando eles metem essa essa placa e
vai para cima dos caras e enfrenta
polícia, enfrenta exército, enfrenta
todo mundo para fazer a água não vai não
sei o que lá. Não é o estado se
colocando contra o mercado, é uma
organização
civil, se a gente quiser chamar. Mas
aqueles que são de comunidades
tradicionais indígenas, não
necessariamente são civis do ponto de
vista formal, né? São pessoas que vivem
do seu modo tradicional e que tão
inclusive em tensão constante com a
estrutura civil burguesa do estado, mas
são organizações que se colocam contra o
mercado, contra essa expansão de
mercado. E aí elas são consideradas um
problema. Então, a luta não é mercado ou
estado? Do ponto de vista neoliberal,
que tem sua raiz na estrutura
neoclássica, que tem essa parada de você
contabilizar tudo e já reproduzir no seu
próprio cálculo a transformação de
qualquer bem em mercadoria,
essa estrutura, ela não opõe estado e
mercado, ela só tende a expandir o
mercado ao máximo possível contra todo e
qualquer empecílio.
É esse o ponto
e isso é importante da gente considerar.
E isso tem a ver com uma compreensão de
mundo, mas não uma compreensão narrativa
cosmogônica, senão de ciência, de
análise da realidade social.
Beleza?
Acho que é um papo massa da gente poder
trocar ideia. Descrito Renan, escola
austríaca é ficção científica da ruim. É
fricção científica da ruim. Exatamente.
[risadas]
A ficção científica da ruim. Eu tenho
dúvida da parte científica. E tipo,
vamos chamar só de ficção.
[risadas]
Diz Alexander. A grande mão invisível do
mercado é muito estran a grande mão
invisível invisível do mercado, ela é
muito perceptível. Não sei se vocês
sabem disso. Você sente, você percebe a
mão invisível do mercado. Cada vez que
ela senta um tapa na sua cara, né? Ela
humilha você, ela bate em você, ela te
joga no chão, você fala: "É a mão
invisível do mercado atuando."
Diz querido Felipe. Tentaram privatizar
até a água da chuva lá na Bolívia.
>> [risadas]
>> É para você ver, né?
Vamos querer privatizar a instituição
CCI cobra coral aqui no Brasil já é
privatizada essa instituição. Cque cobra
coral. Ele presta consultorias sobre
chuvas.
[risadas] Dicas de passagem.
Ai ai. Mas deixa eu botar aqui. Mas é um
papo legal, cara. Eu gosto desse papo.
Esse papo aqui ele
mexe comigo. Faz tempo que eu não retomo
ele. Vou trazer ele aqui pra gente
papear um pouco.
Voltou o nosso velhinho Franz. Querido
Franz. Esse é um texto do Franço que a
gente vai ler. Diz querido Borduna.
Privatizar o ar ou oferecer respiradores
premium é um passo. É, estamos quase lá.
Em breve, em breve eles vão tentar fazer
isso.
O ar é nosso, [ __ ] A gente precisa
começar a fazer isso também.
Ó, esse texto aqui, ó, uma coleção
economia teologia, né? economia
teologia, que eles só botaram teologia,
porque no caso o artigo do o trabalho do
France é nesse eixo, mas é porque quem
publicou também discute questão
religiosa, que é o famoso e amado
Departamento Ecumênico de Investigações
que fundou na história da América Latina
o eixo Economia Teologia como eixo de
pesquisa e que me influencia bastante
consideravelmente. Mas vamos lá. Esse é
um texto publicado no Ano da Graça. Eh,
publicado não é uma palestra ministrada
que se transformou em texto. O livro é
publicado nos anos 90, né? Tá aqui, ó,
1990.
Mas a palestra que a gente vai ler, que
é essa primeira aqui,
eh, capítulo um, problemas atuais da
economia política. O atuais aqui é do
ano da graça de 1980.
E aí você vai pensar: "Ah, então deve tá
datado?" Não, não tá. E vai ser legal de
ver, tá?
Então vamos lá,
vamos lá para esse texto que é um uma
palestra datada nos anos 80 no programa
de pós-graduação em economia. Agora eu
esqueci de qual universidade. Acho que é
da Universidade Centro-Americana. Deixa
eu ver
no Isso aí no na promoção do
pós-graduação C da Centroamericana de
Economia e Planejamento do
Desenvolvimento na Universidade Nacional
Autônoma de Honduras. Tegu cigar. Então,
palestra ministrada em Honduras nos anos
80. E a gente vai ler aí você fala:
"Caraca,
jamais teria acesso, né, a um conteúdo
como esse se não fosse o canalzinho como
o nosso." Porque eu acho bem difícil que
vocês tivessem acesso a uma palestra
dada em Honduras no ano de 1980 para
discutir temas atuais da economia
política. Mas vamos lá. É massa, massa,
massa. Aqui é coisa, coisa quase
exclusiva. Não é exclusiva porque tá
aberto na internet. Vocês podem achar
esse texto e baixar ele gratuitamente,
não tem problema não, porque o autor já
liberou para nós, então
pode utilizar. Mas é massa, é massa, é
massa, vale a pena.
Vamos lá.
Problemas atuais da economia política,
né? Ã,
diz querido Gabriel. Coisa fina,
senhores. Coisa fina. Aqui é coisa, esse
aqui é fino mesmo, sem sacanagem. É
coisa assim, mano.
É bom, viu? É bom, mas bora lá.
Eita, perdi aqui. E Xi,
foi
coisa fina. Coisa fina.
Ao falar dos problemas atuais da
economia política, temos que saber do
que entendemos por economia política. Já
é bom aí a gente começar um primeiro
passo. Vou até interromper rapidamente
aqui a nossa compartilhamento.
Normalmente, e é muito possível que
você, caso tenha tido contato na
universidade de um e outro âmbito, ao
discutir economia política, o pessoal
faz o quê? É uma bobagem assim muito
grande, né? Eles pensam: "O que é
economia?
O que é política?" Junto os dois.
>> [risadas]
>> Cara, eu não sei de onde surgiu isso,
mas eu já li vários textos, já tive
várias aulas em que os caras faziam
isso, falava economia,
política e tenta juntar os dois, que é
uma burrice, assim, é uma bobagem pensar
assim e assim é uma bobagem ingênua,
muito ingênua. Então, e e ela é
intuitiva, mas ela é ingênua, porque o
objetivo fundamental de economia
política é uma ciência, é uma ciência
surgida no século eh XVI, desenvolvida
durante o século XIX efetivamente, de
maneira planejada e pensada, e chama de
economia política porque pensa nas
condições de reprodução da de reprodução
de numa sociedade como um todo,
considerando todas as suas instituições.
A ideia de pensar economia e política
como âmbitos separados é só a partir do
final do século XIX, com surgimento da
teoria neoclássica que vai darnos na
ideia de uma economics, que como diz um
autor chamado Emanuel Wallerstein, que
eu gosto bastante dele, Manuel
Wallerstein,
deixa eu botar o nome dele na tela. Põe
na tela. O Emanuel, o Emanuel
Wallerstein, né? O Emanuel Wallerstein,
como ele ele diz em um texto muito
interessante sobre o surgimento das
ciências sociais na modernidade, né,
ciências modernas, ele fala, ó, no final
do século XIX começa a se estruturar de
maneira mais organizada o que a gente
chama de ciências sociais. E ela acaba
reproduzindo o quê? Cada ciência a
partir de seu objeto. Então, a ciência
política vai se debruçar sobre o objeto
estado, uma instituição central da vida
moderna.
A ciência econômica vai se centrar sobre
o objeto mercado, né? É uma instituição
central dessa vida moderna, dessa
sociedade moderna. E a e a sociologia
vai cuidar do resto, do que sobrar, de
das instituições
em geral. [risadas]
Sobrou, bota na sociologia. Depois o
pessoal ainda vai criar a antropologia
como aquilo que não tá nem na sociedade
civil, sociedade burguesa moderna, né?
aquilo que é externo. Aí vai surgir
estudos antropológicos, como essa coisa
meio de raridade, né? Essa coisa aqui
meio meio meio exótica e tal. Então, mas
a princípio são essas três, né, que
fundam as chamadas ciências modernas das
ciências sociais. o estado, a ciência
política com tendo objeto a instituição
estado, a ciência econômica tendo objeto
o mercado e a sociologia que pega o
resto. Então, quando ele faz essa
estruturação tripar Tite bem
interessante para poder fazer uma
crítica,
ela já é pensada depois da do abandono
da economia política como uma análise
dessa sociedade como um todo e não
fragmentada. O que acontece é que depois
que se estrutura isso, uma galera não
conhece essa história ou não trabalha
ela com cuidado e vai falar sobre
economia política e trata economia de um
lado, política de outro e tenta juntar
as duas coisas e aí erra e erra Rud. E é
isso que a gente vai tentar cuidar aqui,
tá bom? Descrito Felipe, Wallerstein, o
brabo, um dos brabíssimos. Cara, eu
adoro os textos do Werstein. Sério
mesmo. A teoria, ele é um dos pais, né,
da chamada teoria do sistema mundo. Isso
é revolucionário.
Mexe com o meu coraçãozinho. Mas vamos
lá.
Então, vamos lá. Coisa fina. Coisa fina,
como nós, como disse nosso querido
Gabriel, coisa fina. Então, ao falar dos
problemas atuais da economia política,
temos que saber o que entendemos por
economia política, que já não é o que eu
comentei agora sobre essa separação
entre entre ciência que estuda o objeto
mercado e ciência que estuda o objeto
estado, né? [risadas] Não é isso.
Na realidade, o significado literal da
da própria expressão nos nos ajuda muito
pouco para esse propósito, que é o que
eu falei, né? O literal é essa ideia de
economia de um lado, política do outro,
se junta as coisas, não me ajuda em
nada.
Sabemos que o econômico está intimamente
relacionado com o político. Cada
problema econômico tem sua dimensão
política e cada problema político tem
sua dimensão econômica. Programas
econômicos determinados exigem soluções
políticas enquanto eh com respeito ao
poder econômico e o político
determinados, óbvio. Então, assim, você
não tem como desmembrar as coisas para
depois juntar. Faz nem sentido. É
Frankenstein o negócio. Se você faz
isso, né? Ainda que a relação não seja
mecânica e ainda que possa haver
exceções explicáveis, sabemos que uma
política ultraliberal, como a que
insinua a escola de Chicago, e é
interessante ele falar da escola de
Chicago aqui, por quê? Porque é o que tá
em voga, né? A escola de Chicago tinha
acabado de implementar no Chile pós
golpe do Pinochet o seu projeto,
laboratório neoliberal. E o Rink
Lammertz, que é esse autor, ele estava
no Chile, ele teve que fugir do Chile
pós golpe, porque ele foi ameaçado de
ser exterminado, né, de ser executado,
de ser eliminado.
Então ele tem que fugir. Ele tava
vivendo, ele viu a o a a implementação
dessa bagaça. E pior, o France era
professor da Pontifícia Universidade
Católica do Chile, que era sede no
âmbito da da economia, né, na na
no curso de economia era sede dos
filhotes da escola de Chicago que
estavam no Chile já. Paulo Guedes estava
lá, né, chega por lá. O o Franz ele dava
aula no no curso de sociologia, apesar
de ser economista. Ele era professor do
curso de sociologia. E ele diz,
inclusive num texto interessantíssimo,
que tinha uma rivalidade entre esses
dois programas, né? O programa de
sociologia e o programa de economia
tinha uma rivalidade intensa, porque um
era muito mais, vamos dizer assim,
engajado com organizações populares e
tudo mais, e o outro já era a o ovo da
serpente do neoliberalismo, né? Então,
como ensinou a escola de Chicago, né?
Uma projeto ultra, uma política
ultraliberal, como a que ensinou a
escola de Chicago, tem que ser
acompanhada de um estado de segurança
nacional. né? Você tem que ter um estado
forte, forte por neoliberalismo. Para
quê? Para evitar ou para sustentar a
imposição da privatização, a imposição
das medidas eh de austeridade, a
imposição do sofrimento popular, porque
a galera vai ficar brava, mano. Então,
você vai precisar de um estado de
segurança nacional. como que surgiu na
América do Sul, que ele tá falando
especialmente na experiência do Chile,
eh, e que um estado liberal não é
possível sustentá-lo senão sobre a base
de uma política de reformas sociais
muitas vezes muito radicais, que é óbvio
que é você fazer a política de
austeridade ao máximo, né? Cortar tudo
que é atender a necessidade popular no e
e que converte coisas em bens e não em
mercadorias, né? Em bens sociais e não
em mercadorias.
Do mesmo modo, sabemos que uma economia
socialista vem acompanhada por um
sistema político de índole própria, que
se expressa geralmente em uma
determinada burocratização do exercício
do poder político e pela predominância
de um partido único em toda a estrutura
de poder. Ou seja, ah, eu quero
planificar, vamos fazer a planificação.
A gente já entendeu que planificação
exige uma estrutura burocrática muito
grande para poder realizar e um partido
único. o ultra liberal, eu preciso de um
estado de segurança nacional que vai
sentar o reio. Então são coisas que
fazem parte do processo. Se você
determina um programa econômico de
transformações da realidade social,
imediatamente você tem que pensar como
organizar a vida no sentido de valores,
de estruturas, de execução de poder, de
projetos comungados com entre as pessoas
e com as pessoas para poder realizar o
projeto. Não dá para ser em abstrato,
né? Tipo assim, com todo respeito, mas
deixa eu rapidamente aqui eh botar só eu
aqui. Não dá para fazer como os nossos
queridos amigos youtubers de esquerda,
com todo respeito a eles, de chegar
dizendo, falar: "É só fazer tal coisa".
Então, para essa tal coisa, você precisa
de uma estrutura burocrática, de poder,
de força popular, de organização
política, de maioria em Congresso. Tem
que ter os meios para isso. Não dá para
você fazer porque deu vontade, porque
você acha que é legal. Você precisa de
meios, né? Eu quero fazer um programa X,
político, político, não sei que lá.
Então, show de bola. Quais são os meios
que você tem disponíveis? Tem uma
estrutura de partido único? Não. Você
tem uma burguesia sufocada? Não. Você
tem um um congresso que tá a tua
maioria? Não. Então, não dá para fazer.
A maioria do congresso tá com você? Não,
não dá para fazer. Você fez uma reforma
militar? Não, não fez. Você, você tem
militares que são mais de quase nada. A
maioria da estrutura ali é manutenção da
ordem, a gente corre sempre o risco de
golpe. Ah, então não dá para fazer.
Simples [risadas] assim, tipo, a só você
chegar lá e fazer, não dá. Você quer
implementar um projeto econômico, você
precisa de estruturas de política
básica, simples. Os meios, os
instrumentos necessários. Não é só
chamar o pessoal ir pra rua, né? Assim,
isso não ajuda em nada, nem ficar
avisando paraas pessoas, vamos fazer tal
coisa, precisamos fazer tal coisa. não
funciona, não funciona. A menos que você
tenha uma força popular engajada assim
muito grande, fruto aí de um processo
longo de discussões, de debates, de
estruturação, de resistência e não é o
caso. Então assim, tem que ter os meios,
né? Tudo bem? Importante pra gente
pensar junto aí.
É meio óbvio, né? Mas o óbvio ele tá
precisando ser dito com muita
frequência. Eu tô ficando até
preocupado. Tem que ficar dizendo óbvio
toda hora.
Exato. Borduna. Quer dizer que não dá
para pensar positivo? Não, não dá, né?
Não é confissão positiva. Fala, vai dar
certo, vai dar certo. É só querer. Basta
você querer.
Vai nessa, vai nessa, amigo. Eh, parece
coach, né? É um coach à avessas, só que
é não é o coach liberal, o coach
socialista. que o coach liberal ele fala
que é você por você mesmo. O coachte
socialista é o a classe trabalhadora
mobilizada pela classe trabalhadora em
abstrato. Se ela quiser, ela faz.
[risadas]
Exatamente, querido Gabriel. Quem dera o
óbvio fosse óbvio. É, eu tinha um
professor, um professor conservador, é
conservador no costumes, liberal na
economia, muito bacana, inclusive um
professor incrível do ponto de vista
pedagógico, de aula. Eu aprendi muito
com ele, Pedro Monticheli,
mas é um cara conservador, né, de ponto
de vista moral e liberal no na economia.
Ele falava uma parada muito massa. Ele
falava assim:
"O óbvio não é fácil". Não é fácil. É
óbvio, mas ele não é fácil. Não é fácil
de perceber o óbvio. Dá um trabalho
danado. Eu falei: "É verdade.
Diz: "Querido Kevin, o brabismo cultural
tem que acabar?" Tem. Em algum momento
ele vai acabar.
em algum momento e diz querido Gustavo
Pens, chegamos num ponto onde tem que
falar para não fazer caipirinha de
detergente IP. É, aí aí eu vou dizer uma
parada para você, talvez talvez eu posso
estar equivocado, mas esse lance do IP
tem um potencial de ser eh seleção
natural e a gente não tá percebendo, a
gente tá deixando escapar.
Pode ser seleção natural e a gente tá
deixando escapar.
A gente a gente já teve oportunidade na
COVID,
a gente teve uma oportunidade que a
gente não se atentou para ela. A
oportunidade na COVID era assim: "Ah,
mas eu quero sair por aí. Tudo bem,
talvez vha a pena a gente reservar um
sítio,
dá recurso para uma galera lá e põe uma
pessoa com COVID, uma no nesse sítio e
deixa."
Ah, eu quero, não quero respeitar aqui
lockdown, não quero respeitar nada.
Beleza, para quem não quer, quer ficar
em paz, fica lá. Vamos ver o que
acontece.
Ia dar errado, obviamente. A gente
perdeu uma oportunidade, um potencial.
[risadas] Talvez o IP seja isso também.
Discrito Felipe. Se o óbvio fosse
simples, a gente tava resolvido. Tava,
tava fácil de resolver, né? Tava fácil
de resolver,
mas infelizmente
aí estamos.
Ai ai
isso eu concordo com carapa também.
Bolsa paraguai eu também sou a favor
disso. Muito gente táadindo bolsa
paraguai. Mas a burrice, cara, a burrice
é um dado relevante da realidade social
e a gente às vezes esquece dela. E
inclusive essa frase eu aprendi, eu acho
que ele não lembra disso porque ele
parou de dizer isso, mas eu aprendi com
o professor Rodrigo Stramanha há muitos
anos atrás. Ele falava, ele uma aula ele
falou, eu não sei quem falou sobre a
burrice, falou: "Gente, mas vocês têm
que considerar a burrice como algo
sério. A burrice é um dado relevante da
realidade social". E ele nunca mais
falou isso. Mas eu falei: "Pô, isso é
verdade." E eu comecei a levar a favor.
[risadas] Disgustavo pensa. Eu incentivo
quem quer tomar detergente que tome,
quem quer ir para Argentina, Paraguai
que vai. Vai em paz. Vai em paz. Se a
gente vai até a vaquinha, talvez.
Também sabemos que a seleção entre tais
possibilidades, né, se vai ser um estado
socialista, se vai ser um um projeto, um
programa de planificação, se ser um
programa de liberalização, qualquer
programa econômico que tenha,
não é arbitrariamente possível, né? Você
não pode escolher por arbitrariedade,
ah, porque deu vontade. E que o grau do
desenvolvimento econômico précondiciona
as possibilidades da implantação de
determinados esquemas econômicos ou
políticos. Esta frase, ela tinha que ser
tatuada, tatuada em algumas pessoas e
colocada na saída assim, todo tem um
espaço de sindicato, tem um espaço de
organização partidária, você põe a placa
na saída na hora que o cara foi embora.
Ele chegou lá, teve uma reunião do
sindicato, teve uma reunião da você põe
essa frase na saída, você põe essa frase
numa placa atrás de você. A frase, vou
repetir novamente.
A seleção
de tais possibilidades, ou seja, uma
seleção de um projeto econômico ou
político, não é arbitrariamente
possível. Você não pode arbitrariamente
decidir qual que você quer. Não é uma
opção. Ah, acho que nós deveríamos fazer
uma planificação econômica total no
Estado brasileiro.
Não dá.
Não é possível arbitrariamente, por
incrível que pareça, por incrível que
pareça, por quê? O grau de
desenvolvimento econômico prondiciona as
possibilidades da implantação ou
implementação de determinados esquemas
econômicos ou políticos. O grau de
desenvolvimento econômico prondiciona as
possibilidades da implementação de
determinados esquemas econômicos ou
políticos. É simples, é fácil, é
tranquilo.
O grau de desenvolvimento econômico
precondiciona as possibilidades de
implementação de determinados esquemas
econômicos ou políticos.
Você não pode negar as précondes que
estão dadas.
Você trabalha com elas, mas eu não gosto
delas.
Mas é a vida, né? Ah, não gosto. Eu
queria que tivesse outra condição. Eu
também, mas não tá tendo. Então você tem
que trabalhar com aquilo que você tem à
mão. Dá para trabalhar com a ideia que
você tem que seria legal.
Ah, mas eu acho que tinha que fazer.
Eu sofro um pouco com isso, mas eu já
aqui eu tô usando de terapia, tá? No dia
a dia eu sou bem mais paciente e
tranquilo. Eu converso com as pessoas
numa boa, numa paz. Na paz. dias estava
conversando com uma pessoa e ela falou
assim: "Mas eu acho que as escolas nas
salas de aula elas tinham que ser muito
melhores, né? A sala de aula tem muita
criança, você entra na escolar, tem
muita criança. É verdade, eu concordo.
Eu quando tava no no ensino antes do
ensino médio, né, Funde dois, final do
fundo de dois, eu estudei numa escola e
que eu era o número 18 da chamada. Meu
nome começa com a letra B.
[risadas] Eu concordo que tem muita
gente em sala de aula. Concordo.
Concordo. Não, mas tem, tem que ter
menos. Então, a gente tinha que
implementar uma escola que fosse menor.
E aí, uma escola menor com menos
criança, a gente tem que colocar eh mais
professores em sala de aula para ter
cuidado com as crianças, para ser com
calma, tentar não sei o que lá, uma
formação integral, né? E não dá para
ficar. Aí começou a fazer um grande
plano ideal de como deveria ser a
escola. Falei, pô, adoro. Queria também
que fosse assim. Quais são as condições
reais da gente fazer isso?
E não é no tipo assim, elas elas
existem, elas deveriam existir, são
possíveis até seria, temos recurso para
isso, temos dinheiro para isso, mas aí a
gente tem que competir com a rede
privada,
escolas privadas, porque assim não dá
para transformar todo mundo em comprador
de escola, não vai criar rede privada é
um projeto de médio e longo prazo para
você construir escolas suficientes para
poder distribuir a quantidade de criança
que a gente tem em pequenas escolas. Ou
seja, não vai ser essa geração que vai
se beneficiar, vai ser daqui a uma,
talvez duas, porque imagina o projeto
que você tem que ter para construir
essas escolas. No período que você tiver
executando o orçamento e os recursos
para construir essas escolas, no período
que você tiver fazendo isso, tô lá
construindo escola, você não tá fazendo
outras coisas. Você empenhou uma grana
que você não tá fazendo outras coisas,
você tá tirando de algum lugar, você tá
impossibilitando ou inviabilizando
outros projetos, porque foi esse que
você escolheu. Escolheu isso aqui,
gastar dinheiro com essa parada, show de
bola, também quero. Vai demorar um
tempo. Esse processo não é simples, ele
não é fácil, ele não é acelerado. E se
eu tô colocando aqui, eu tô tirando, eu
tô impossibilitando outra coisa para ser
feita.
Qual vai ser outra coisa que a gente vai
impossibilitar?
Ah, não, não, não. Mas é porque você tá
pensando aí na estrutura que a gente
tem. Sim, porque não tem outra,
porque a gente trabalha com a realidade
dada. A expectativa tem que ser dentro
daquilo que é possível. No meu sonho,
vixe, meu, meu sonho era um um iluminado
que vai decidindo e todo mundo vai
aceitando o que o Iluminado tá dizendo.
Um conjunto de gênios [risadas]
a gente vai falando e a gente vai
vivendo, vivão e vivendo e ainda assim
vai dar errado.
Mas, mas entende, então assim, ah, eu
escolhi isso, você escolheu, cara, você
negou outras outros projetos e ele
demora uma, duas gerações para est
pronto ali, geração das crianças ali,
né? vai levar 10 anos para implementar o
suficiente para ficar do jeito que a
gente gostaria. Durante esses 10 anos dá
muito perreng e é 10 anos que você vai
travar o orçamento de alguma parada
porque você tá realizando só isso. E não
adianta imprimir dinheiro.
Não adianta imprimir dinheiro. É o
pessoal da MMT já tá jogando, já tá
jogando rate em cima de mim, porque
quando eu falo imprimir dinheiro, eles
acham que eu tô falando só com eles.
[risadas]
MMT é isso, mano. Não falei isso, cara.
Pir, viu?
Não adianta imprimir dinheiro, né? Você
vai, é um projeto longo. Ah, eu acho que
tem que implementar. Não sei. Cara, cada
decisão que você tomar, ela dá um
trabalho desgraçado e ela só pode ser
realizada dentro das pré-condições já
dadas. O que a gente tem de pré-condição
hoje para realizar? Sistema político
burguês, com uma burguesia fortalecida,
com agro muito forte, capital bancário
bizarro, com uma estrutura herdada de
PM, de ditadura. A gente tem uma
desigualdade estruturada em 300 anos de
mais de 300 quase 400 anos de
escravização e depois cento e poucos
anos de uma república troncha.
Pouco tempo pós redemocratização que a
gente consegue organizar minimamente a
vida, né? Assim, minimamente a vida
social. Então assim, é é essa pré-con. É
um congresso majoritariamente
conservador, com uma tendência de
fascismo nessa sociedade, incentivada
por parte da burguesia e da classe
média. Então é a vida, mano. Você tem
que trabalhar com as condições que dá.
Não dá para você escolher um projeto que
deu vontade.
Beleza? É meio óbvio, mas a gente
precisa relembrar isso. Ah, eu fico
puto. Eu também. Eu também. É tipo
assistir jogo do Corinthians com o
Dorival ficava puto.
O com o dinismo ainda criou esperanças,
viu? Como era possível dentro da
conjuntura? Dentro da conjuntura dada.
Mas não tem Messi no Corinthians,
infelizmente. Podia ter, mas não tem.
Tem, mas tem melhor que Messi. Tem
Garro, camisa 10 da seleção argentina.
Ah, complicado.
Sem dúvida há diferentes maneiras de ver
esta relação entre economia e política.
Na tradição burguesa ou liberal, eh,
elas são vistas propriamente como uma
simples interdependência, que é
exatamente o que a gente não vai fazer,
né? economia, política são
interdependentes e relacionam. Não é
isso que a gente vai fazer.
Enquanto a tradição marxista, as eh
se vê no econômico propriamente uma
última instância, ou seja, a gente olha
paraa estrutura econômica como última
instância, como elemento fundamental,
último, fundamental e último. Tudo bem?
Por isso que eu não falo só uma relação
entre economia e política. Você olha
primeiro a estrutura econômica e vê as
pré-condições que ela dá para a
realização de projetos. Um marxista bem
instruído na ciência de Marx, na
ciência, né? Ele entende isso. Fala, pô,
primeiro olha aqui as condições de
produção e reprodução dessa sociedade,
de produção e reprodução da vida humana.
E aí eu vejo quais são as viabilidades
do que é executável e o que não é, sem
prometer o que não dá para fazer, né?
Sim. básico, bem simples,
bem simples.
[roncando]
Mas sejam quais sejam as razões dessa
diferença, que tão pouco é nitidamente
válida, né? A estreita vinculação entre
as entre as duas poucas vezes é negada,
né? entre uma economia e política não se
nega essa relação em raras vezes, exceto
por uns malucos aí espertamente
[roncando] certamente é negado, né,
sobretudo a teoria neoclássica que
muitas vezes induz a esconder ou
esquecer esta relação, né,
para e se escapar em modelos de
pressupostos teóricos arbitrários, dos
quais deduz efeitos econômicos de uma
maneira tal que
eh
parece como se o âmbito político nem
sequer existisse, né? que é o que vai
acontecer a partir ali, como a gente
comentou anteriormente, do final do
século XIX, com os neoclássicos, que vão
abandonar o âmbito econômico ou o âmbito
político, vão
vão jogar assim para uma arbitrariedade
muito grande de modelos pré-formatados,
calculáveis. E tudo aquilo que não
encaixar no modelo pré-formatado e
calculável dentro de uma estrutura muito
rígida do que seria ciência, vai ser
externalidade.
Então vai parecer que nem existe. E dos
neoclássicos vai para onde? vai pra
escola austríaca e depois vai pro pro
escola austríaca, escola de Chicago,
neoliberalismo, né? E vai é o grande
mainstream, a grande grande ortodoxia
das escolas de economia.
Mas tampouco, né, essa esse rechaço tem
uma validade geral. Isto já pode ser
visto nos fundadores desse pensamento,
enquanto Bombaverk e Jevons não levam em
conta sequer da realidade econômica
política do seu tempo, passando-se por
abstrações puras. Então assim, bombaverk
eons não leva em consideração a
realidade política e econômica do seu
tempo. Eh, não leva, não leva história,
condição, não é matemática.
Matematizável. A frase do Jons lá é
maravilhosa. Aquilo que for
matematizável, aquilo que for
calculável, entra na minha ciência
econômica. O que não for, eu jogo para
fora. Parabéns, Diegos. E o Bombaverk
vai na mesma linha e vai vir aquiela
galera da escola austríaca lá dizendo
que Bombaverk refutou Marques, regogitou
o Marques, reprovou Marques, reatou com
Marques,
recalculou o Marques, sei lá mais o que
que esse pessoal fala. Bobagem. Mas tudo
bem, vamos lá. Mas esses são os caras
que vão para esse extremo. Mas o
Marshall, né, por sua vez, da escola da
Neeloc Clássico também, né, Marshall é
um homem de uma análise aguda da
economia e política de seu tempo, que
desenvolve seus esquemas teóricos, tendo
presente esses aspectos. Então, é quase
uma exceção, mas tem essa galera que faz
isso, ainda que seja neoclássico.
Os modelos abstratos com os quais eh se
maneja aparecem como simples notas de um
texto dedicado à análise concreta do
econômico, que jamais se esquece das
implicâncias políticas ou implicações
políticas das relações econômicas. De
todo modo, no sentido da expressão
economia política, Marshall não
pertence, sem dúvida, à corrente do
pensamento de uma economia política,
igual Gevons ou Mobarverk. Por quê?
Porque o Marshall, apesar de considerar
a política de seu tempo, ao realizar a
sua análise e produzir sua ciência,
desconsidera o âmbito da economia
política, que é isso que a gente vai
tentar delimitar, a diferença entre uma
ciência econômica como economics, né,
essa ciência neoclássica, se a gente
quiser chamar, e a economia política. é
uma diferenciação importante.
Portanto, se falamos de economia
política, não nos referimos simplesmente
ao pensamentos que levam em conta a
interrelação entre o econômico e o
político, que poderia ser isso, né? Ah,
existe economia, existe política,
conjunto os dois. Não é isso que a gente
vai falar sobre economia política. O
Marshall faz isso e ele é neoclássico e
não considera economia política como
ciência. a gente vai considerar,
como veremos, estaríamos já mais
próximos de uma compreensão do foco ou
da do enfoque da economia política.
Quando postulamos que do ponto de vista
desta, a relação entre economia e
política supõe a existência de uma
última instância econômica.
Então o que que vai considerar que pra
economia política a gente vai levar em
consideração como última instância as
condições de produção e reprodução de
uma sociedade.
O âmbito econômico propriamente dito,
ele é a última instância. Não é só uma
interrelação entre economia e política,
não. A última instância é quais são as
condições existentes, quais são as
condições dadas para a produção e
reprodução de uma sociedade. De maneira
crítica a análise dessas condições, eu
posso promover ou desenvolver um projeto
alternativo de superação dessas
condições e das relações existentes ou
de manutenção, mas considerando estas
condições de produção e reprodução desta
sociedade.
Aí é a economia política.
Se eu vou para modelos abstratos ou se
eu nego esse âmbito econômico
fundamental que são as condições de
produção e reprodução,
não estou produzando, não estou
trabalhando com a ciência da economia
política. Tá bom?
Acho que vale a pena.
Enquanto outras abordagens, agora é uma
palavra melhor para enfoque, enquanto
outras abordagens vem esta relação em
termos de uma interdependência entre os
dois, ou, como diz Elken, como uma
interdependência de duas ordens, né,
diferente da economia política que a
gente tá trabalhando aqui, as abordagens
outras, as liberais, por exemplo, vai
ser como a interdependência de duas
ordens. E não é o que a gente vai fazer,
a gente não separa as coisas. a gente
vai ver como uma totalidade cuja última
instância são as condições de produção e
reprodução de uma sociedade. Uma
totalidade cuja última instância são as
condições de produção e reprodução de
uma sociedade,
o econômico.
De todo modo, uma afirmação, como a de
última instância que seja econômica
pressupõe uma conceitualização
determinada do econômico, né, do que que
é esse econômico. E na realidade, na
tradição da economia política, se
entende a economia de uma maneira
distinta do que ocorre na economia
neoclássica. Porque economia neoclássica
entende economia como aquilo que for
calculável e que manejar com o as
relações de mercadoria, né, as relações
de de troca, de compra e venda. Aquilo
que for calculável dentro desse âmbito
vai ser econômico. O que não for a
externalidade na economia política não.
A compreensão de economia é outra coisa.
são as condições de produção e
reprodução de uma determinada sociedade.
Dá para entender?
Beleza? na economia que surja, na
economics, né, nessa ciência econômica
que surge no mundo britânico no final do
século XIX e depois vai se tornar
ortodoxia, o crio do mainstream
econômico durante o século XX,
tudo aquilo que é econômico, o que for
calculável do ponto de vista do mercado,
calculável.
E do ponto de vista da economia
política, não é isso. O econômico são as
condições de produção e reprodução de
uma determinada sociedade em última
instância.
é completamente distinto. E aí você
desenvolve ciências distintas, modelos
distintos para análise da realidade.
Então, quando a gente falar economia,
normalmente quem se afilia a economia da
a ciência, aí a economia política como
ciência, percebe o mundo a partir das
condições de produção e reprodução de
vida e de uma sociedade.
E aí fala economia a partir dessas
condições.
Enquanto o animal que se filia a
a concepção de economia como
contabilidade,
como modelos para dentro das relações de
mercado você obter o máximo gastando o
mínimo,
que é isso que um economista mainstream
vai fazer, né? você obter o máximo,
utilizando o mínimo só como
contabilidade, enquanto este animalzinho
aqui vai trabalhar o manejo da economia
de outro modo, abstraindo e assumindo
essas relações de mercado como
fundamental. Tudo bem?
Acho massa.
Pergunta, querido Kevin Bruno, e antes
da economia política, o que existia como
essa ciência? Então, a economia política
como ciência fundada ali no século XVII,
ela é fruto da sociedade moderna,
fruto da sociedade moderna.
Então, ela só é possível como
planejamento das condições de produção e
reprodução de uma determinada sociedade
a partir da sociedade moderna bem
estabelecida. antes, por exemplo, a o
termo economia que a gente vai ter
clássico, como o grego, né? A ideia de
economia, vamos nos clássicos
ocidentais. A Aristóteles chama de
economia a organização
que você tem das condições de reprodução
de vida de uma casa, de uma organização,
né? Então, oicos, casa, nomos, ordem,
né? a ordem que você vai estabelecer
para que essa vida persista, prossiga,
diferente do que ele vai chamar de
crematística,
que é o a economia reduzida ao cálculo
monetário, a você fazer dinheiro.
Então, a economia, nesse sentido
clássico, se aproxima mais do que seria
a ideia de economia política. Mas a
economia política, quando a gente fala,
é um é fruto da sociedade moderna e do
planejamento dessa dessa sociedade. Não
é só a manutenção, né? Porque economia
no âmbito clássico mais tradicional,
você mantém aquela relação e aquela
ordem. No âmbito da economia política,
você planeja para aumentar a
produtividade, para aumentar os ganhos,
para aumentar as você começa a ter
intervenções cada vez mais sistemáticas
nessa sociedade, olhando as condições de
produção e reprodução para ter ganhos,
que é diferente. Então é algo próprio.
cada como um bom marxista que som como
bons marxistas que somos, eh,
a gente considera que toda a produção
científica, tecnológica, ideológica, ela
é condicionada, né, pelas relações
materiais de produção existentes em uma
determinada sociedade. Então, importante
aí considerar isso.
O que acha do livro a Ordem do Capital
para entender essas questões? A ordem do
Capital. Nem lembro que livro isso.
Perdão, perdão aí pela minha ignorância.
Acho que esse livro não me marcou.
[risadas]
Perdão aí.
Ah,
cara, eu nunca li. Agora terei que ler.
Clara Matei.
Um nome engraçado. Com todo respeito. É
querida Clara Matei. É que matei toa
como um verbo, né? Terei que ler. Não
li. Perdão. Não li, mas lerei agora. Eu
terei que ler
Clara Matei. Claramentei. Matei é é um
um nome que é um sobrenome que é um
verbo, né? Interessante. Isso é que nem
Caio. Caio é um nome que é um verbo. Eu
acho engraçadíssimo. Eu caio. Mas você
tá de pé. Piadinhas, né? Piadocas
desagradáveis.
Ai, eu pensei agora em vários
trocadilhos. Meu Deus. Para, para,
cérebro. Vamos voltar para coisa que
importa.
Bom dia, Alice. Como é que você tá? Tudo
bem? Espero desejo que sim. Espero
desejo que o papo hoje seja
interessante. [risadas]
Bom dia, querido Rubens, que diz: "Bom
dia, camarada. Eu só passei para deixar
o like e dar um oi. Infelizmente meu
trabalho me fez ter que trabalhar hoje.
É infeliz o trabalho é triste, ele faz
mal pra gente. Mas obrigado por passar e
dar um like, meu querido Ruben, sempre
presente com a gente. Obrigado pela
força, meu querido.
É um bem didático, terei que ler. Ela
fala muito dessas tendências de
considerarem a economia como neutra e
como isso alimentou o fascismo. Rapaz,
aí é massa. Terei que ler, terei que
ler, terei que ler para ter uma
aprovação adequada,
uma apreciação adequada, né? Falei a
palavra errada.
Bom, mas acho que que deu para entender
essa parte, né? Ciência neoclássica,
economia política.
Portanto, sem uma discussão dessa
diferença, não tem nenhum sentido
discutir a afirmação de uma última
instância econômica do político. Sim, se
você não diferenciar, não faz nenhum
sentido. Porque falar última instância
econômica, o cara do neoclássico vai
falar assim, dou calculabilidade. Falei:
"Não, não é isso. Não é isso. Não é
isso, meu bom. [risadas]
Não é isso que nós estamos falando. Nós
estamos falando outra coisa.
Hum.
Isso nos obriga a uma segunda
advertência. Por um lado, já vimos que a
economia política não se constitui pelo
reconhecimento de uma estreita
interrelação entre economia e política.
OK? Estamos reapresentando o argumento.
Por outro lado, eh
nós temos que cuidar de um erro
frequente que entorpece constantemente a
discussão sobre a economia política em
geral. Então, que que está entorpecendo
a discussão sobre economia política
geral, né? Que que que tá entorpecendo?
Qual o entorpecente ilícito que tá
atrapalhando a gente? nos referimos à
identificação muito corrente da análise
da economia política com análise
política marxista. E aí é um erro mesmo.
Na economia política é o pensamento
marxista. Isso acontece. A galera vai
considerar na isso aí é marxismo, né?
Qualquer coisa que tiver no âmbito da
economia política é marxismo. Por quê?
Porque ao invés de considerar apenas o
mercado e as relações de
calculabilidade, consideram a economia
como um todo. Consideram a organização
de uma sociedade como um todo. Por que
que é importante lembrar isso? Adam
Smith, Adam Smith é um economista
político. Ele considera as condições de
produção e reprodução de uma determinada
sociedade e as planeja.
Então, no âmbito da economia política,
o que é chamado em geral heterodoxo, né?
Economia heterodoxa nas universidades,
como Keines, ele não é só um economista
como o neoclássico trataria, ele é um
economista político sem ser marxista. é
keis, mas do ponto de vista do animal
que considera como base de sua ciência,
o que é estruturado a partir dos
neoclássicos, que vai pra escola
austríaco, que vai pra escola de
Chicago, que termina com esse mainstream
ortodoxo neoliberal, que que ele faz?
Tudo aquilo que não for calcul, que não
considerar essa calculabilidade, que não
considerar os modelos e que for para as
externalidades, ele vai chamar de
marxista, de esquerdista, de não sei o
quê. É o efeito hoje. Qualquer humano
com bom senso, com mínimo de bom senso,
seja ele liberal de direita, o maluco
neoliberal, fala: "Ó o esquerdismo aí, ó
o esquerdista, ó o cara querendo
intervenção no mercado ou intervenção do
estado." Aí qualquer intervenção,
qualquer alteração na relação de
mercado, marxismo, comunismo, perigo do
comunismo. A gente chegou nesse ponto de
burrice, entendeu? É nesse nível de
burrice e não é por uma questão de
narrativa, gente. Perceba que nós
estamos discutindo uma questão de
compreensão de ciência, épistemológica
mesmo, da ciência, do que você entende
por ciência econômica.
É, é loucura, mas é isso. É importante a
gente conversar, porque não é uma
questão de narrativa, é uma questão de
ciência. a galera tá sendo formatada a
partir de um tipo de ciência que é
burra, [risadas]
que tá entendendo o negócio. É um
problema epistemológico sério, né? E a
gente acha que só uma questão de
narrativa, de ideologia, não, de
formação mesmo, de formação científica,
de critérios científicos para análise da
realidade. Eu quero muito discutir essas
coisas, mas não tá tendo espaço porque o
pessoal tá discutindo piscina. se [ __ ]
Vai ter, vai ter piscina no comunismo.
Ah, mano, [risadas]
eu quero discutir coisa séria.
Se [ __ ] eu fico com raiva.
[risadas]
Fala, querido Templário. Acab, acabei de
chegar no trabalho. Me deu muito
trabalho. É, trabalho dá trabalho na
gente, é horrível. Querido, comunismo
barato. 7894. Saudações Marxengeljadas,
camarada do canal comunismo barato. Fala
aí, meu camarada, como é que você tá?
Tudo bem? Espero, desejo que sim. Que
bom que você tá com a gente.
Diz querido esquerdos autorais, sempre
pergunto para as crianças o contrário de
Caik e logo digo que é levantar Caik.
[risadas] Esse tipo de trocadilha é bom.
Esse tipo de trocadilho é bom. Eu tinha
um tinha um trocadilho que, cara, eu ri
muito esse dia. A gente fez um rolê de
galera, alugamos um buzão e fomos de
rolê. Aí na volta, eh, a gente ia parar
numa cidade que um camarada nosso ia
descer, porque morava lá, morava nessa
cidade. E o nome desse camarada era
Abner,
cara. Nunca a gente tá sentado assim,
falou: "Pô, falou Abner, até mais,
cara". Aí um outro camarada nosso falou
assim: "Tchau, Abner, manda um abraço
pro Fashner e um beijo pro Encostner".
Cara, eu ri tanto dessa bobagem e eu rio
até hoje de lembrar um tchau, Abner.
Manda um abraço pro Fashner e um beijo
pro Encostner. [risadas]
Ai que bobagem. É terrível. A vida é
complicada.
Diz quido Gabriel. Meio que todas as
ciências sofrem com isso. É verdade.
Tudo é ideológico perfeitamente, né? A
gente tá vendo a galera tomando, tomando
o detergente.
Meu Deus do céu. Joh, Miguel, bom dia,
meu querido. Vou marhar só à tarde.
Pronto. Então, hoje é dia de trabalho
integral, né? corpo e e músculos
músculos da estrutura atômica que não
seja um cérebro e depois e agora perdão,
trabalhar agora o a sinapses e o esforço
do cérebro e posteriormente os demais
músculos do corpo ao invés dos dois ao
mesmo tempo. Então vai ser aqui hoje um
um trabalho com sequencial.
Exatamente. Ren galera fala: "Se não for
igual é comunismo, é burrícia da
bexiga." Mas é isso, mas é uma questão
de ciência, cara. Se dizem neutros aí,
os outros são ideológicos. É, se diz tão
neutro que bebe detergente IP, que é
neutro.
Diz: "Bom dia, querido Leandro. Como é
que você tá, cara?" Leandro mandando um
bom dia, baristas. Bom dia, Leandro.
Obrigado, querido Leandro, em situação
de Canadá.
Diz querida Lis, a burrice
pode ser e travestida de ciência. Sim, a
burrice é complicada.
Descido, Renan. Piscina de plástico
pode. É, eu também fico em dúvida com
isso. Me Ah, eu fico fulo da vida.
Desclário
4528. Não gosto do cloro de um cabelo,
então não vai ter piscina não. Eu
decreto já sua própria [risadas] rosa
Luxemburgo. É, aí complica.
Ai.
E diz nosso querido Thiago, nosso
templário está no chat. O único
templário de esquerda no mundo.
Exatamente. Deve ter existido outro.
Deve ter.
Diz querido Gustavo P. A existência de
um fashner e um encostner pressupõe a
existência também de um sendinerner e
uma bagner.
[risadas]
Cara, deve existir o acender, uma
páginer, um fecho, um encoste. Ai mano,
é muita bobagem, mas eu rio muito disso.
Ai Jesus.
Que bom que vocês também são bobo que
nem eu. Aí a gente fica feliz junto.
[risadas]
Send uma
e um levantner, né? O quando eu me
Datner e o Levantner, o Asendner e o
Apagner, o Avner, o Festner, o
Encostner. [risadas]
Ai meu Deus do céu.
O Anser e o Parner são muitas opções que
a gente tem. Antes era o Pner.
[roncando]
Ai, ai, putz.
Ai, Deus.
Uh,
que bobagem maravilhosa. Exatamente. O
multiverso do Abner. É o multiverso do
Abner. Agora vocês nunca mais vão ter um
amigo chamado Abner que vocês vão ouvir
o nome da mesma maneira. Nunca mais.
Nunca mais.
[risadas]
Exatamente. Dis que Augusto. Na próxima
ditadura já temos uma língua nova. A
língua do Gner. Exatamente. Exatamente.
A língua Guner é um nome incrível para
alguma alguma algum povo aleatório de um
jogo de RPG exótico, né? O povo, o povo
de Guiner.
[risadas]
Muito bom, cara. Muito bom.
Pergunta Jones Miguel. Bruno, qual a
leitura de hoje? A gente tá lendo um
texto que J Miguel chamado Democracia
e totalitarismo
de Franz Hinkel Lamert. O Franz sempre
aparece por aqui porque ele me
influencia demasiadamente
aqui. Democracia e totalitarismo de
Franz Rinkelamert. Esse esse texto ele
pode ser obtido de maneira legal pela
internet em PDF gratuitamente, tá? Então
fica fica a dica aí. O gnu vai ser o
mascote. Exatamente. Tem um tem um
emblema, né? Uma bandeira com gnu e os o
povo de Guiner que fala língua de Guiner
e tem que achar o paropositor do Fagner.
Agora
antes do Fagner veio o Migner, [risadas]
depois veio o Sogner,
o Lagner.
O Dogner.
Exato. Exato. V o Fagner. O Sgner, o
Fagner, o Migner. Ai, cara. O Hner,
o Sustenidner.
Ai meu Deus, que bobagem. O sustení era
é complicado.
Exatamente. O oitavo na linha de
sucessão. Otagner. Com certeza. Com
certeza. Esse a gente abriu um portal
agora que ele vai ser difícil de ser
fechado. Portal único.
Ai, ai, ai, perdão.
Uh,
voltemos aqui.
Ai, ai, meu Deus. Preciso, preciso me
recuperar.
Então, pronto. O negócio é a economia, o
fato de você trabalhar com economia
política não significa economia
marxista. Porém, contudo, todavia, eu eu
considero inclusive muito importante que
a gente, como marxistas, nós enquanto
marxistas, né, que a gente, de até botar
um negócio aqui para vocês, ó,
recuperidão
aqui, ó. Inclusive recomendo para vocês,
se vocês quiserem,
na revista brasileira de Estudos
Latino-Americanos tem esse artigo aqui,
ó, para a retomada da economia política
de um autor chamado Bruno Rick Dal Lima,
que eu recomendo que vocês leiam, tudo
bem? Esse artigo aí de um autor chamado
Bruno Requ Lima, não sei quem é, não sei
quem sou,
eh, que fala sobre esse tema, que
discute isso. E aí você pode baixar o
PDFzinho lá,
tá massa? Aí baixa para você e aí você
vai ler um textinho em que eu falo: "Ó,
realmente França tá certo aqui. Economia
política não é a mesma coisa que a
economia que política marxista, economia
política marxista. Porém, contudo,
todavia, para uma ciência marxista
adequada, a gente precisa retomar a
economia política como ciência, porque a
economia política virou disciplina, ela
virou um dado a mais num curso que você
faz. Ela não é mais, por exemplo, me
formo em economia política. Isso não
existe. Isso talvez em algum programa de
pós-graduação. Talvez, talvez.
Mas você não tem, tipo assim, pô, o
curso, você é graduado em quê? Em
economia política. Não, isso não existe.
Infelizmente é em economia dentro da
estrutura do economics. E lá no meio
você vai ter tipo economia política,
talvez. Aí você vai aprender um economia
política um, economia política dois,
como se fosse uma coisa clássica,
antiga, perdida. E não se estuda como
economia, como ciência propriamente
dita, né? A ciência é a economia em
geral e a economia política é um
capítulo. E é o que a gente tá tentando
fazer aqui é a recuperação da economia
política como ciência.
Somos ousados,
o que não significa ser economia
marxista, economia política. Tá bom?
Para um marxista é importante economia
política como ciência. A economia
política marxista, ou melhor dito,
socialista é uma corrente determinada do
gênero da economia política.
sempre houve, e, segundo nossa opinião,
hoje está sendo reforçado uma economia
política burguesa. Sempre houve e está
sendo reforçada uma economia política
burguesa, que de fato tem uma história
mais longa do que a economia política
socialista. dentro do pensamento
econômico, a antípoda ou oposição, né,
o nêmesis na economia política não é o
pensamento econômico burguês, mas o
pensamento neoclássico. É essa a
distinção que a gente precisa trabalhar.
Não é economia política e economia
política burguesa, não. É economia
política como um grande bloco e economia
neoclássica do outro. Dentro da economia
política você tem uma economia política
burguesa e uma economia política
socialista.
Show, show. Uma coisa,
o neoclássico é outra parada.
Não vamos confundir as coisas, vamos
trabalhar ciência de maneira organizada
e adequada.
Esse fato é importante para poder
compreender os passos da economia
política na atualidade e seus problemas
atuais.
Tampouco podemos, eh, sem mais, né, de
qualquer maneira, identificar as
realizações do pensamento neoclássico
com o pensamento burguês. Ou seja, o
pensamento burguês não é apenas
neoclássico, não é, não é. A gente não
pode confundir também. Por quê? Porque
senão a gente vai olhar, por exemplo,
Kes. Ah, eu olhei pro Kes. Aí vou olhar
pro K falar: "Ah, isso aí é é bobagem.
Isso aí é economia, ciência inimiga da
nossa". Não é, cara. Não é Keis, pô.
[risadas]
Entenda Kees, entenda estúdia. Ele é
economia política burguesa. É. É. E tem
e tem desenvolvimento e tem produção.
Ela não acabou porque Marx fez a
crítica. Ela não parou de funcionar, ela
continua existindo. E há outros
desenvolvimentos nesse âmbito e a gente
tem que continuar acompanhando esse
desenvolvimento, tá bom? Tem que
continuar estudando, tem que continuar
fazendo essa parada. Senão a gente vai
dizer que tudo que é liberal é
neoclássico, não serve para nada. E aí a
gente perde interlocutores e
aprendizados dentro do âmbito da
economia política, o que é ruim para uma
teoria socialista e marxista que tem que
continuar acompanhando.
E faz a mesma coisa que os malucos de de
de fascista e de extrema direita, esses
caras estão fazendo, né? essa galera da
Ancapistão Internet, esse negócio todo
que é, se não é totalidade de mercado, é
comunismo. Não, gente, pelo amor de
Deus, não vamos ser burros, não vamos
ser, nós vamos nos esforçar para
trabalhar conjuntamente
também. O pensamento neoclássico deriva
do de em conhecimentos
que não devem ser confundidos com sua
opção implícita pela sociedade burguesa,
né?
Resumindo essa primeira parte de nossa
análise,
chegamos a descartar um elemento e a
destacar duas polaridades, né? Então,
nós destacamos, descartamos um elemento
e destacamos duas polaridades com as
quais temos que seguir trabalhando. Que
que nós descartamos? Descartamos o
reconhecimento ou não de uma
interrelação entre o econômico e o
político. Pra gente não é um problema,
porque a gente vê que é obviamente
dependente e dentro de um grande
conjunto chamado economia política.
como um elemento decisivo da
problemática para ser discutida.
Destacamos, por sua vez, que vamos
contrapor duas polaridades. De um lado,
o pensamento burguês e, por outro,
pensamento socialista. Então, isso é uma
polaridade existente.
Burguês, socialista. Temos esta
polaridade, OK? Isso é uma coisa. Vamos
colocar aqui em cima. Burguês,
socialista.
referindo-nos a opções enquanto sistema
econômico. Então, são ou sistema
econômico que seja burguês ou um sistema
econômico socialista. Essa é uma
oposição que não é a mesma, tudo bem,
que é a outra que a gente vai colocar, a
partir das quais tá esses pensamentos
são elaborados, né? A partir de um
sistema, de uma opção por um sistema
econômico burguês ou socialista.
Com isso, sustentamos que existem tais
opções, ainda que o teórico
correspondente não as analise, eh, não
as explicite
e inclusive não as reconheça.
Temos que tratar de utilizar essas
denominações de burguês ou socialista em
termos objetivos,
sem mesclar com elas demasiadamente,
pronto, nossas próprias opções pessoais,
né? Então assim, de maneira objetiva,
isso é uma proposta dentro de um sistema
burguês, dentro do sistema socialista,
são distintos, tá beleza? De maneira
objetiva.
Por outro lado, introduzimos a
polaridade e economia política e a
teoria econômica neoclássica, que aí é
outra coisa. Então, uma coisa, sistema
político ou propósito de sistema
político burguês ou econômico burguês,
uma proposta do sistema econômico
socialista, uma coisa, economia política
enquanto ciência, teoria neoclássica
enquanto ciência, duas coisas distintas,
duas polarizações.
Show.
A análise que segue partirá dessa
segunda polaridade, sem identificá-la a
priori com a primeira. Ou seja, nós
vamos discutir agora economia política
em oposição à economia neoclássica,
a ciência econômica neoclássica,
ciência, teoria neoclássica, vamos
chamar de teoria que é melhor, economia
política e teoria neoclássica. É essa
oposição que nos interessa. Mas a gente
não vai confundir teoria neoclássica com
sistema burguês. Por quê? Porque o
sistema burguês, ele não é
necessariamente
funcional apenas sobre a teoria
neoclássica.
Ele também pode ser organizado e
funcional dentro do âmbito da economia
política, como já foi feito e como é
feito.
Show,
tranquilo. Estamos organizando o jogo
aqui. Isso aqui requeria um gráfico
legal, daria para fazer.
Precisamos agora destacar o elemento
teórico central que nos permite
distinguir entre esses dois polos, né,
entre a teoria neoclássica de um lado e
a economia política de outro. Com todo o
risco que tal proposição contém, nos
atrevemos a dizer que a diferença entre
esses dois polos é o ponto de partida
radicalmente distinto daquelas.
A economia política aborda a economia a
partir do problema da reprodução dos
fatores de produção. E isso aqui é
aulinha
excelente pra gente ter. Preste atenção
nessa frase. Preste atenção nessa frase.
A economia política aborda a economia a
partir do problema da reprodução dos
fatores de produção.
A economia política aborda os problemas
econômicos a partir da reprodução dos
fatores de produção.
Quais os fatores para manter e ampliar a
produção que precisam ser reproduzidos?
Então, eu vou planejar a economia,
considerando que estas condições de
reprodução precisam estar garantidas.
Economia política. Eu vou planejar
cientificamente,
cientificamente
a economia,
pensando e garantindo as condições de
reprodução
dos fatores de produção. E isso é base
de ciência econômica dentro do âmbito da
economia política. Porque não adianta eu
realizar um projeto econômico que na
planilha me faz ganhar mais se no
resultado final eu destruir as condições
de reprodução desses fatores de
produção, eu interrompi o ciclo
econômico?
É simples assim.
Só que do ponto de vista da economia que
vai surgir dentro do âmbito neoclássico,
como é fundamentalmente a
calculabilidade das mercadorias para
ganhar mais e gastar menos, você pode
realizar um projeto cujo próximo passo
não considera as condições de reprodução
dos fatores de produção. E aí, sabe o
que que ele faz?
impede um novo ciclo produtivo nesse
setor, nessa área, com esses fatores,
destrói as condições de produção de
riqueza.
Pô, isso era genial. Isso é muito legal.
É muito legal. Diz querido Kevin, o
gráfico ajudaria bastante. Eu que não
tenho leitura na área, me perco com
essas diferentes escolas econômicas. Vou
tentar melhorar. Vou tentar criar um
gráfico. Boa ideia, Kevin. Fareio.
Diz querido Leandro. Inclusive, é bem
interessante ler outros autores. Kenes,
Minsk, Jum Peter. Sem dúvida, sem
dúvida. Tem um que eu gosto muito, cara,
que é o,
ai meu Deus, da grande transformação. O
nome tá Polanssk.
Polini, Polini, Polani. Polan, Polansk.
os nome. Eu tô, meu Deus do céu. Polani.
Carl Polan
tem que ler. Carl Polan, tem que ler.
Keis tem que ler MSK, tem que ler
Chumpeta, tem que ler essa galera toda.
Óbvio que tem que ler, pelo amor de
Deus, né? Eh, se você já tem uma base
marxista, dá para ler criticamente. Dá
para ver também o quanto eles reinventam
a rota também. É verdade. É verdade.
Muito sem citar marx e alguns claramente
tentando evitar. É, [risadas]
pode crer.
Diz querido Augusto, seria, por exemplo,
uns o Zema vender as estatais para
reduzir custos, mas perdendo arrecadação
ou nada ver. Perfeitamente,
perfeitamente, Augusto. É isso. Exato,
exato. Carl Polan. Carl Polan tava com
Polanski na cabeça, Podolsk e não vinha
Polan. Pensei no atacante alemão e não
pensei no Pol.
Perfeito, Augusto. Seria isso, por
exemplo, porque um economista ou essa
economia, essa ciência neoclássica,
quando ela colocada para tomar decisão,
o que ela pensa? Cortar custo. Nem e ela
nem chama de custo, gasto. Cortar
gastos. Que que é essa ideia de cortar
gastos? Eu vou tirar tudo aquilo que eu
considero na planilha que tá tomando eh
recurso para aumentar de maneira
imediata o os ganhos. Então, se eu vendo
uma estatal, por exemplo, do ponto de
vista do estado, como se fosse uma
empresa, que é isso que esse pessoal
faz, eu vendo, vendi lá o estatal X,
essa estatal vai diminuir os meus custos
de manutenção desse serviço ou dessa
estrutura, desse equipamento, dessa
rede. Eu vendi, eu diminuí esse custo e
com a venda eu aumento caixa porque eu
fiz ali um ganho. Então, olha, aumentei
meu caixa, diminuí o custo, no balancete
final, eu tive um ganho, tô positivo. Só
que o animal quando faz isso, ele não
pensa nas condições de reprodução do
fator de produção. Por exemplo, na
energia. Se eu tenho energia como um uma
empresa estatal de energia sobre a qual
eu tenho soberania, eu tenho maior
manejo sobre os custos dessa produção,
sobre o planejamento de melhor uso dessa
produção e não preciso ficar pagando
para alguém a médio e longo prazo para
cuidar da manutenção, para cuidar dessa
estrutura, para ver se ao invés de ficar
ganhando lucro pra empresa, conseguir eh
maior produtividade do ponto de vista
social, não do estado, do ponto de vista
social.
Então é per esse exemplo, ele é
perfeito. Ele é perfeito. É um exemplo
perfeito. Ah, vendi aí quando você olha
o balancete final na primeira depois que
você vendeu, diminuí esse custo que é o
gasto de manutenção, e aumentei os
ganhos porque eu vendi pro valor X. Aí o
cara, olha que bom, ganham dinheiro.
Sim, animal. No processo de médio e
longo prazo, talvez até de curto, se a
gente considerar em São Paulo, por
exemplo, a Inel agora tá tendo que vai,
os caras querem quebrar a concessão. Por
quê? Por que será?
Entendeu? [risadas] É bur não pensa no
ponto de vista social, pensa do ponto de
vista de uma empresa diminuindo custos e
elevando ganhos. Ganhos é burrice. É
burrice, burrice. Não é o tipo de
calculabilidade. Para uma empresa, a
administração de uma empresa, essa
estrutura de calculabilidade, ela é
muito útil, muito funcional. Pro
planejamento de uma sociedade como um
todo em reprodução. Ela é burra. Ela não
pensa na reprodução dos fatores de
produção.
Ela é muito burra. Muito burra.
[risadas] Muito burra.
Tudo bem. Então, o exemplo é perfeito,
cara. O exemplo é perfeito. Chama esses
caras para fazer consultoria, eles o
economista senta lá, o que ele faz é é
tirar custos, gastos, cortar gastos,
cortar gastos.
Não que você não tenha que fazer isso,
você tem que diminuir. Óbvio, é uma
questão de eficiência.
Mas você não pode reduzir o planejamento
econômico a isso. E aí em última
instância, nem vai dar tempo da gente
ler todo o texto, obviamente, mas em
última instância é a ciência da economia
política é capaz de absorver a
calculabilidade da teoria neoclássica.
Ela é capaz de absorver e fala: "Pô, eu
sei usar isso aqui como recurso". A
ciência desenvolvida a partir da teoria
neoclássica, ela é incapaz, incapaz
de considerar a totalidade de uma
sociedade em sua reprodução.
Por isso, ela não pode ser considerada
uma ciência isolada por si mesma. Ela
não resolve esse problema. Ela é um
recurso dentro da economia política. O
que a gente fez foi o contrário, foi
transformar uma teoria derivada de uma
da estrutura do mercado
como a ciência que cuida da sociedade
como um todo.
E aí a gente inverteu as coisas. Aí o
recurso virou ciência
e aquilo que é ciência mesmo, que pensa
na reprodução da sociedade como um todo,
virou uma disciplina dentro da do âmbito
da economia.
Uma inversão completamente maluca, né?
completamente maluco, mas aconteceu, né?
Queria lembrar que esse texto é de 1980,
tá?
Não foi ontem que inventaram essa
brincadeira. Agora de 1980 para cá,
quanta galera foi formada dentro desse
tipo de compreensão de economia,
que acha que a economia é planilhar, né?
Economia é economia fazer cálculo
econômico, isso não é economia. E,
aliás, eu tenho um exemplo muito bom que
é Cels Furtado. Cels Furtado, maior
economista da história desse país. Eu
sou muito fã do Celso Furtado.
Cortado é um você não encontra uma
conta, [risadas]
uma conta no livro do maluco. E é um
gênio. Ou mesmo aqui o Leandro comentou,
né? Lembrou do Polani, que que a gente
tá tentando lembrar o nome dele. O
Polani não tem uma conta, um gênio para
pensar economia, para fazer esse tipo de
avaliação de consideração científica da
totalidade de sua reprodução, cara.
Exato. Se fortalecendo, é excelente,
maravilhoso, negócio bizarro. Homem à
frente de seu tempo.
Então,
eis a vida, né?
Chegaremos lá.
[suspirando]
A gente às vezes não tem noção o tamanho
do cos sur furtado, cara.
Esse homem pra história da economia, tá?
Não é só pra história do Brasil.
Esse homem é impressionante.
Eita, pera aí, deixa eu pá. Tá aqui.
Enquanto a teoria neoclássica aborda,
né, a economia, o os problemas
econômicos a partir de um ponto de vista
da
alocação ótima dos recursos. Alocação
ótima de recursos. Então o o a ciência
econômica, a economia política, vai ver
a partir da reprodução dos fatores de
produção. É isso que o Franço tá
dizendo, uma definição excelente.
Economia política como ciência que
considera os problemas econômicos a
partir da reprodução dos fatores de
produção. E a teoria neoclássica que
considera os problemas econômicos a
partir da alocação ótima de recurso.
Alocação ótima é usar o mínimo, ganhar o
máximo.
coordenação mínima dos meios para
obtenção máxima dos fins ou ótima dos
fins.
Poderíamos, portanto, substituir a
polaridade, economia política, teoria
neoclássica por outra que seria
reprodução e alocação. E aqui eu acho
que é uma síntese maravilhosa,
maravilhosa pra gente conversar.
Olha
de maneira sintética, qual que é a
polarização da economia, né, hoje da da
ciência econômica. Qual que é a grande
polarização? E isso para mim faz muito
sentido. Pode discordar, a gente pode
trocar ideias sobre, pode pá, não tem
problema.
O Franço colocou aqui o seguinte, que a
gente pode colocar hoje como a grande
distinção ou grande rivalidade, grande
polarização
na hora de analisar e planejar os
problemas econômicos, como de um lado
uma ciência que considera como
fundamental a reprodução dos fatores de
produção ou a reprodução e do outro uma
ciência que considera como fundamental a
alocação ótima de recursos. Então, uma
polaridade entre reprodução econômica e
alocação ótima de recursos do ponto de
vista da reprodução, ou seja, daqueles
que vão pensar a reprodução dos fatores
de produção, a reprodução da sociedade
como um todo, as condições para manter
uma produção e reproduzi-la, né, seja
ampliada ou não, esse cálculo a economia
política faz e ele é capaz de assimilar
a contabilidade da locação ótima de
recurso, que é o uso mínimo de gastos, o
uso mínimo de recurso para obtenção
máxima de um fim.
para obtenção máxima dos seus objetivos.
Essa daqui consegue assimilar aquela,
mas a locação ótima de recursos é
incapaz
incapaz de considerar no seu cálculo a a
reprodução dos fatores de produção, as
condições de produção de uma determinada
sociedade, de uma determinada
organização. Ela é incapaz, ela não pode
colocar no cálculo porque se ela
colocar, ela para de fazer a locação
ótima de recursos
e aí ela vai ter que olhar essas
condições. Se ela toma como última
instância essas condições, ela deixa de
ser a teoria neoclássica e se converte
em economia política.
Show.
Eu acho sensacional.
E aí o texto vai continuar, mas a gente
não vai.
Massa, né, pô? Velho, eu acho isso aqui
coisa fina, coisa.
Ó,
putz, é bom demais. Bom demais. Bom
demais. Bom demais.
Mas é isso, meu povo. Eis-nos aqui.
Envia-nos a nós.
Eis-nos aqui. Eu tenho agora uma
reuniãocita daqui a pouco e eu não vou
poder continuar, por isso que não dá.
Diz querido Kevin. Por isso então que a
discussão não é datada nem um pouco. Nem
um pouco. Ela na verdade essa esse texto
do Franz, né? ali nos anos 80, ele tá
visualizando o início do problema.
Ele tá vivenciando ali o surgimento do
neoliberalismo. Ainda nem tem o termo,
pode ver que ele nem fala
neoliberalismo, ele usa a escola
neoclássica porque ainda não apareceu
como de maneira consistente a ideia do
neoliberal, a ideia da da desse projeto
de austeridade. Ele vai ser constituído
durante os anos 80. Nesse período ele dá
essa palestra nos anos 80. O que
vivenciou foi o laboratório no Chile do
neoliberalismo,
a escola de Chicago se fortalecendo com
esses dogmas, com essa estrutura, com o
programa que eles têm. Tem um programa,
esqueci o nome, a como é que era o nome?
Acho que é ladrilo. Ladrillo. Ladrillo.
Acho que é isso. Deixa eu ver aqui. Is é
isso mesmo.
Acho que era ladrilo.
Escola. de Chicago, Chile. Eu acho que
era ladrilo, quase certeza. Deixa eu ver
aqui. É ladrillo. É isso mesmo. É isso
mesmo que acontece. Vou até ler para
vocês aqui o que a Ia colocou, né? O
ladridio, o tijolo em português, é o
nome dado a um documento técnico que
serviu como plano econômico fundamental
implementado pela ditadura militar no
Chile de 1973 a 1980. elaborado por um
grupo de economistas chilenos conhecidos
como Chicago Boys. Os Chicago Boys
seguindo ali a cartilha do Milton
Freedman, dessa galera toda. Então o o
que o Franz viu foi o El Ladridio. Ele
viu o El Ladridio, ele viu essa proposta
que ainda não tem o nome de
neoliberalismo, que ainda vai ser
denominado como neoliberalismo depois,
mas que ele percebe a raiz. A raiz tá no
no pensamento neoclássico, no que se
desenvolve como escola eh austríaca e
que é implementado pelos Chicago Boys,
né, pela escola de Chicago no Chile como
laboratório. E ele vendo isso sacou o
problema.
O problema que não é de narrativas, um
problema que não é de discurso, é um
problema de ciência, um problema
epistemológico da diferença entre
economia política, enquanto ciência da
eh reprodução dos fatores de produção e
da chamada teoria neoclássica, que vai
colocar como problema científico da
economia a alocação ótima de recurso,
uso mínimo dos do disponível, né? Corte
de custos, corte de gastos para ganho
máximo, para maior eficiência possível.
E isso implementa e justifica essa
ciência maluca que vai ser esse
mainstream econômico, essa ortodoxia que
reduz tudo a calculabilidade dentro do
jogo de mercado e que justifica,
portanto, esse tipo de reprodução. E
isso é construído ali, ó, anos 70, anos
80, nós estamos no ano da graça de 2026
e estamos vendo essa grande discussão no
âmbito político. Tem que privatizar,
privatiza que melhora, sejamos mais
eficientes.
O que nem o Augusto trouxe aqui pra
gente, o Zema. Zema privatiza tudo
porque a gente vende as estatais, a
gente reduz os custos, a gente ganha
alguma coisa, a gente limpa o estado. O
objetivo não é redução de máquina, é
esse tipo de cálculo para ganhar um
capital no final sobre relações de
mercado e não pensa na reprodução dos
fatores de produção. É essa discussão
que a gente tem que fazer. É isso que a
gente tem que fazer. Ah, tem que cortar
os gastos sociais. Não é gasto social. A
gente tem que explicar que é
investimento. Investimento por quê? Ah,
porque a gente tem bom coração, não é?
Investimento porque garante a reprodução
dos fatores de produção. E um dos
fatores de produção fundamental, na
verdade, é aquele que garante a o ciclo
econômico, é o fator trabalho. Se não
tem trabalhador trabalhando, não tem
produção. Se não tem trabalhador
recebendo seu salário, não tem consumo
no final do ciclo. Não tem quem compre
aquilo que foi produzido. Se não tem
quem compre aquilo que foi produzido,
não tem ciclo econômico possível. Então
eu preciso garantir as condições de
reprodução desse fator de produção
fundamental que é o trabalho, o
trabalhador, a pessoa trabalhando,
porque ela precisa trabalhar para
produzir, precisa ter salário para
consumir. E eu mantenho o ciclo
funcionando. E eu nem tô falando do
ponto de vista marxista. Economia
política burguesa redonda
[risadas]
é simples assim. Não é moralista, não é
pelo bem comum, pelo bem geral. Eu tô
fazendo uma básico, ciência básica,
ciência econômica, aula 0.1. Mas que
para esses animais não é, porque para
eles economia é você fazer cálculo, é
você botar nas relações de mercado, você
fazer compra e venda porque vai ser
eficiente. Não vai, [risadas]
não vai. Não é por osmose. Você tem que
ter decisão política. Você tem que ter
intervenção constante, intervenções
sistemáticas nas relações de mercado,
porque as relações de mercado elas não
garantem as condições de produção e
reprodução de uma sociedade, porque elas
não planejam a reprodução dos fatores de
produção.
Ciência 0.1.
[ __ ] queria est discutindo esses
bagulhos, sem sacanagem, assim, queria,
pô, vamos falar de economia, vamos, pai.
Tem que discutir isso aí. Vamos começar
aqui. Por quê? Porque na hora que a
gente falar o governo Mil é uma bosta. É
uma bosta aquele governo. As tomadas de
decisão são imbecis. O que se está
fazendo na Argentina é uma idiotice.
Ah, por
não é narrativa, é ciência. Ciência
econômica, planejamento econômico.
Penso,
[ __ ]
Básico, assim, no ponto de partida.
Ciência. Você é um animal que não
entende ciência econômica.
>> [risadas]
>> É tipo isso, tá ligado? Eh, e pronto. Aí
o pessoal, ai meu Deus do céu, a China
tá crescendo aí. Sim, aplica a ciência,
aplica a ciência. É estado que aplica
ciência para economia, né? Não, economia
neoclássica, não neoliberalismo, que
essa ideia idiota de alocação ótima de
recurso, ela assimila a alocação ótima
de recurso, mas aplicada a um
planejamento da reprodução dos fatores
de produção. É a economia política
purinha, guiando um estado em seu
planejamento de de desenvolvimento.
Purinha, purinha.
Não segue nenhuma receita do mainstream
de escola de Chicago. Bobagem de de de
escola austríaca, não sei o quê.
Inclusive essa galera da escola
austríaca fica dia assim dia também aqui
no no YouTube, nos nas redes deles
falando: "A China vai quebrar a qualquer
momento". Por quê? Porque porque não tá
fazendo uma locação ótima de recurso do
jeito que eles acham que isso deve fazer
economia, que eles são burro. Mas aí é
outro problema, né? Burrice é outra
coisa. Burrice é um negócio difícil de
lidar. Eles bebem detergente.
É complicado. Fala Kevin. Cheguei. Eu
virei do começo. Espero que seja útil
esse papo hoje aqui.
E diz, querido Kevin, 2026 o governador
batendo no martelinho na bolsa. É outro
animal. Outro animal, né? Outro animal.
Oh Jesus.
Diz querido fazer Watch. Eu tô pensando
que a China é o pós-quenesianismo puro
que nem o céus furtado sonhavam. Pode
ser. Eu não sei especificar porque eu
não sou especialista na área e não não
vou taxar, né? Ainda tem esse debate, se
é socialista, se não é socialista, se é
comunista, se não é comunista, se tá
rumo ao comunismo, se não tá
que estudar mais para poder bater
martelinho, né? Para poder aqui cvar
é é um planejamento racional. É um
planejamento racional da economia. tem
critério, tem começo, meio e fim e
planeja reprodução de fator de produção.
Isso eu falo tranquilo. O que é o nome
que você vai querer dar, se vai ser
cavalo marinho, se vai ser é racional,
racional, funcional e tá garantindo o
desenvolvimento relativamente
equilibrado.
Então, parece que funciona. E é aquilo,
né, que a gente já comentou aqui nesse
na nesta livezinha. Você só pode fazer
um planejamento econômico a partir das
précições dadas. Você não consegue tirar
da sua vontade, das suas ideias, do seu
plano. Eu tenho um plano. Não, o
Cebolinha também tem. E normalmente os
planos infalíveis dele não dão certo. E
ele toma uma coelhada da Mônica e o
Cascão, coitado, que tá junto, ele toma
junto.
Cascão sempre caindo nos planos de
Cebolinha.
Ai, ai, leio o gibit toda a noite para
minha filha
[risadas] e eu dou vozes pros
personagens. Um dia eu faço as vozes
para vocês.
Essa aqui é a dublagem que eu faço dos
personagens. Tá bom.
[limpando a garganta] Perdão, falei
muito.
Ai, ai, acho que foi legal o papo hoje,
né? Foi massa. Testinho baça. Vou mandar
o texto pro pessoal que tá no nosso
grupo do zap aqui da membresia do canal,
né? Se você vira membro do canal, eh,
OK, tem uma coisinha que apareceu aqui e
outra. Eh, vou mandar lá no nosso grupo
esse texto do France para quem quiser
ler. Testinho massa, show. O primeiro
capítulo para mim é o mais legal porque
é esse debate aí, né? Um debate que eu
gosto bastante
e acho que vocês vão curtir. Então, se
você não está no nosso grupo do WhatsApp
para receber esse material e outros, é
porque você não tá na membresia do canal
ou tá na membresia do canal e não mandou
e-mail aqui, ó, e-mail para
bruna@rikdol.net que tá aqui.
Você manda o e-mail pra gente falando
qual o seu nickname para eu ver se você
realmente é membrezinha do canal. Aí
você entra no nosso grupinho do Zap que
é bala, recebe o conteúdo, além de
assistir os conteúdos exclusivos para
membresia do canal, né? Vários
conteudinhos legais, bem interessantes
para você. Aí você vai curtir e eu não
lembro se tinha alguma coisa aí, vai que
tá sobrando uma merreca aí, porque você
fala: "Pô, não consigo virar membresia
do canal, mas eu tô com com a merreca aí
que pode pagar uma ida de você pro
trabalho no metrô 540. Você manda aqui,
ó, [risadas] manda Pix. Eu calculo minha
vida em valor de transporte público,
então valor de transporte público vale
vale a pena. [risadas]
Massa. Tamos junto. Estamos junto,
Kevin. Que bom que o papo foi legal.
Diz: "Querido Leandro, a China me parece
aplicar algumas propostas de Ke, Minsk,
Chum Peter e Pasm Adam SM". Sem dúvida.
Só que de maneira mais avançada. É,
cara, o pessoal tá aplicando ciência,
né? Ciência do âmbito da economia
política, de planejamento,
partir das condições dadas. Pô,
excelente. Funciona [risadas]
por não, né? Diz que no templário. Estou
de veras triste, pois perdi 1/3 da live
por conta do trabalho. É, o trabalho é
embaçado. Trabalhar é uma coisa
horrível. Diz querido Gabriel. Top.
[risadas]
Uma palavra Roger Show.
Entrem no grupo dos Entre no grupo. Dis
querido fazer o watch. Entrem no Entraem
no grupo que é legal. e diz Crito
Templário, entrem no grupo. Precisamos
de mais baristas. É o barismo está
dominando. Dominando. Só se fala em
outra coisa.
Só se fala em outra coisa. Mas é isso,
minha gente. Então, perdão aí porque eu
terei que encerradner a nossa live.
Terei que encerradner.
Encerradner a nossa live. Não é no
Comestner, é no Enerradner
para que nós possamos
eh trabalhar dinner e não descansar de
e fiquemos bem, não é? Mas hoje é
quarta-feira.
Quarta-feira que é quase fim de semana.
E aí, você que tá aí cansado, [música]
você que tá exausto, você que não
aguenta mais a vida, fica tranquilo. Nós
estamos no dia [música] 13 de março, 13
de maio, nesse momento aqui de 2026, tá
perto da Copa, a Copa tá chegando.
Espera a [música] Copa passar. Eu tô
confiante, confiante na seleção
brasileira. A gente vai ganhar essa
Copa. Vai, vai ganhar esta Copa. O
[música] fim de semana tá chegando
também. Aproveita para descansar para
aguardar a lista final do senor Carlos
Chilote [música] que vai ter menino
Hendrick. O menino Hendrick vai trazer o
Exa. O Exa já tem nome. Hendrick, a
reencarnação da vitória brasileira. Vai
chegar menino e vai levantar a taça para
nós. Vai ser campeão. Nova modalidade de
copa, vitória do trabalhador, vitória da
classe brasileira, vitória todo do povo
brasileiro, da classe trabalhadora,
vitória que vai trazer a a taça para cá
e potencializar [música] a eleição à
esquerda nesse país.
Diz aqui um K, Bruno Confiante. A sessão
tem que orar pela saúde do goberno tá
tudo bem, tá tudo bem. Vai dar, vai dar,
vai dar, vai dar, vai dar. Já vai dar.
[música] Estamos aí na próxima aula live
terá beginner, terá um beginner o
comestner e a gente vai trocar uma ideia
aí. Semana praticamente encerradner
[música]
vai dar tudo certo, tudo certo. Tudo
certo. Nós vamos ganhar. Nós vamos
ganhar. Copa ganhar. Aguarda. Aguardem
que a vitória é nossa. A vitória é
nossa. Beleza.
Falando em vitória, nós seguimos aqui
todo dia útil. [música] Trazendo a boa
nova. Todo dia útil até a vitória final.
>> Seguimos trazendo [música]
boa nova todo dia útil
>> até a vitória final.
Valeu minha gente. Falou, fiquem bem,
aproveitandoismo.
Vai Corinthians estamos junto. Belezam
[música]
muito, porque se não tiver os outros não
tem para a gente tá aqui. Vamos junto.
Valeu. J. [música]

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