Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: DEBATE SÉRIO (PROFESSOR HOC, PONDÉ, JULIANO SPYER, VLADIMIR SAFATLE E PEDRO DÓRIA)

🔴AULIVE: DEBATE SÉRIO (PROFESSOR  HOC, PONDÉ, JULIANO SPYER, VLADIMIR SAFATLE E PEDRO DÓRIA)

🔴AULIVE: DEBATE SÉRIO (PROFESSOR HOC, PONDÉ, JULIANO SPYER, VLADIMIR SAFATLE E PEDRO DÓRIA)

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
>> Fala aí minha gente, bom dia.
Tudo bem?
Aí.
>> [música]
>> Agora sim. Bom dia, como é que vocês
estão?
Excelente dia para nós.
Tudo bem com vocês? Tudo bem com vocês?
Deixa eu ajeitar esse som aqui, não
deixar ele demasiadamente alto.
A voz tá bom? Tá bom? O som tá bom?
O som tá bom aí para vocês?
A iluminação hoje não tá daquele jeito.
Por motivos de que eu dependo muito da
iluminação natural e tá sem sol, ou
seja,
lascou-se.
Tudo bem com vocês?
O som tá bom?
>> [limpando a garganta]
>> Espero que sim.
Deixa eu já abrir nossas
Opa! Bom dia, querido Rubens. Como é que
você tá?
Tudo bem?
Espero e desejo que sim, meu querido.
Seja muito bem-vindo aqui mais um papo
pela manhã, numa quarta-feira de
madrugada.
Às 8:27 da madrugada.
E para quem for assistir depois,
não sei que horas tá assistindo, mas
espero que não seja tão cedo assim.
Tá bom, então tá. Então o som tá bom,
não está incomodando ninguém.
Vitória dos trabalhadores.
Vamos lá, nosso papo de hoje.
Sigamos para nossa conversa.
E aí hoje tem bastante react para fazer,
faz tempo que eu não faço react, react,
né?
A gente tem feito só reacts de texto,
mas a gente vai fazer reacts hoje de
vídeo. Então
cheio de reacts hoje para fazer, são
cinco no mínimo.
>> [risadas]
>> Como vocês devem ter visto.
Afinal, hoje é dia de um Bruno contra
cinco calvos.
Ah, vocês vão entender inclusive o
recorte que nós fizemos da calvície, nós
fizemos um recorte de calvície
para poder estabelecer um critério
objetivo
com o qual pudéssemos enfrentar
determinadas ideias. Então a gente vai
fazer aqui. Deixa eu só compartilhar
o link por aí nesse mundo, porque acho
que vai ser divertidinho.
É, vamos lá.
Esse climinha de música chill
é, de elevador
lo-fi
gostosinho para acordar de boa de manhã.
Botar o meu café, ponha o café de vocês
também e sejam muito bem-vindos à
primeira igreja barista do YouTube.
Bom dia, querido. Eita, peraí.
O Panda Mendes.
Gostei do seu nome.
Porque pode ser O Panda
Mendes
ou O
Pan
da Mendes.
O Pan da Mendes. Imagino que seja assim
seu nome. Então, tamo aí, meu querido,
tamo aí, tamo aí, tamo aí. Seja muito
bem-vindo, seja muito bem-vindo na sua
primeira live, espero que não seja tão
decepcionante assim, que a gente consiga
minimamente atender alguma expectativa,
se é que há alguma expectativa, porque
também pode ter chegado aqui porque já
perdeu todo qualquer tipo de
expectativa.
É, não tem mais sentido a vida e é por
isso que a gente vai conversar.
Pergunta do escrito Rubens: "Existe o
universal da calvície?" Não.
Existe um problema que foi detectado
recentemente por um grupo de trabalho ao
qual eu faço parte
que é a calvície branca.
>> [música]
>> É especificamente calvície branca. Nós
vamos delimitar esse objeto da
realidade, explicar o que significa essa
calvície branca e vocês vão entender
e vão concordar comigo, né? A calvície
branca, especificamente a calvície
branca, é disso que nós estamos
tratando.
Diz querido o Panda Mendes.
"Sempre acompanha os cortes." Ai, que
bom, cara. Tem curtido?
Eu tenho eu tenho gostado de fazer uns
cortezinhos, né? Coloco vez por outra
ali no Instagram.
Eu Esse ano eu estou aprendendo a
utilizar aquela birosca chamada
Instagram.
Não é tão bom, mas está melhor do que
antes.
Está funcionando aparentemente.
"Bom dia, querido fazer o what." Fazer o
quê? Fazer o what? Que é o ser. Bom dia,
meu querido. Tudo bom com você? Espero e
desejo que sim. Falando em fazer o what,
fazer o what aqui ou fazer o quê? Nosso
querido que é o ser. Fazer o what é
membro aqui do nosso canalzinho. Ele faz
parte da membresia do nosso canal e você
pode fazer parte também. Faça parte do
nosso canal aqui. Se você é membro,
membro, membro, membresia do nosso
canal, você tem acesso a conteúdos
exclusivos para você e para todas as
outras pessoas que também fazem parte da
membresia aqui do nosso canalzinho. Seja
assistindo os nossos cursos que nós
temos disponíveis aqui, como Marx e
Religião, Evangélicos e Política no
Brasil, como fazer o seu projeto de
pesquisa, Filosofia Latino-americana e
mais outras coisinhas, além de conteúdos
de discussões, né? Reflexões, vídeos
exclusivos, a nossa Rádio Criti e Crenti
que apenas a membresia tem acesso, que é
bem bacana também, o nosso pequeno
podcast ali que a gente tem, alguns
episódios bem legais.
É, especialmente para quem gosta de
discutir questões de religião,
espiritualidade, algumas reflexões desse
tipo.
E você ainda pode entrar na nossa
membresia do WhatsApp, a primeira igreja
barista do WhatsApp que você pode fazer
parte mandando um e-mail. Depois que
você se virar membro, você manda e-mail
para aqui ó, para esse e-mail aqui ó.
[email protected]
E você me fala o seu nickname, né,
porque eu preciso verificar quem é você
e manda o seu celular e a gente daí
consegue colocar você para dentro do
nosso
é, do nosso
grupo do zap. É um grupo exclusivo ali
para quem é da membresia. E esse canal
aqui é pequenininho, como você pode ter,
vocês podem já ter percebido. O que
sustenta ele é a membresia.
Membresia e uns
humanos
sensacionais que vez por outra mandam
uns pix também para ajudar a pagar conta
de luz, transporte vez por outra, a
internet para ficar funcionando tudo
direitinho. Então fica aqui o convite
para quem quiser ser membro, membro a
membro e membresia ou se tiver sobrando
na meia recaída mandar um pix. Beleza?
Meu nome é Bruno Reikdal, doutor em
economia política mundial, mestre em
filosofia, graduado em filosofia,
formado em teologia e que estou tentando
aqui contribuir de alguma maneira com um
conteúdo minimamente qualificado no
YouTube. Beleza?
E hoje a gente vai tentar contribuir
discutindo com
cinco calvos brancos.
Importante.
Beleza?
E quem viu a thumb já viu quem são os
cinco calvos brancos, né? A escalação já
está completa.
Bom dia, querido Oguiboera.
Ogui
boera. Bom dia, Ogui. Tudo bem com você?
Oguiboera.
Espero que esteja aqui sim, meu querido.
Bom dia, querido Rafa, Rafa, como é que
você está, Rafa? Firmeza? Bom dia, meu
bom. Ah, que bom que você está aqui com
a gente. Espero
que curta do papo hoje.
Bom dia, querido Tiago, que diz: "Bom
dia a todos os baristas e não baristas
da América Latina". Na América Latina,
eu li já ali errado, que é América
Latina também aí faz parte da nossa
lore, né, do, aqui do
do canalzinho. O canalzinho tem, já tem
muita, muita história para contar e nem
tem tanto, tanto tempo de vida assim.
Pergunta que eu ia te fazer, o Watch.
Brunovski, viu que o Ateu falou que está
se aproximando do pensamento do Dussel?
Ele me disse, ele me disse, na verdade.
Nós estamos convertendo o senhor Pedro
Ivo.
Ele disse, na verdade ele curtiu
bastante
o papo, porque
o conteúdo do Dussel, querendo ou não,
contribui com critérios para o que ele
quer propor, propor, né? O Pedro quer
escrever lá a ética
materialista dele e o Dussel dá um
adianto no, nossa.
Então ele tá curtindo, tá curtindo. Ele
falou que achou o máximo o trabalho,
trabalhinho. Fiquei feliz, fiquei
satisfeito. Que bom que alguém gostou do
meu trabalho, né? Ele leu o meu livrinho
lá do fetichismo, a fetichização do, do
poder como fundamento da corrupção. Ele
leu o meu livrinho, disse que tá massa,
que curtiu, falou até que eu escrevo bem
e eu achei que naquele texto eu nem
mandei tão bem assim, na verdade me
arrependo de alguns trechos,
mas que bom.
Tá ficando legal.
Queridos, César Cardoso
Matias 2638 ou
Cé
Sar Cardoso Matias 2638.
Não sabia quem era esse Juliano Splier.
Procurei no Google e a primeira coisa
que eu li, dois pontos, abre aspas,
"Crente, {vírgula} um pequeno manual de
sobrevivência e o autor diz sobre o
livro em questão, abre aspas, não é um
livro religioso, fecha aspas".
>> [risadas]
>> É, aí já começa.
Já começa com alguns problemas.
Não são poucos, são muitos,
especialmente de caráter metodológico,
mas
como eu sou um defensor de que
metodologia é um elemento central para a
gente poder discutir,
se você, método, né, é caminho.
Se você errou o caminho escolhido, meu
amigo, o resultado não será bom. Já sabe
disso quem usa o Waze.
Você usa o Waze,
não pega o caminho correto,
dá errado.
Já, nisso já soube que o cara é mala.
Tem esse ponto também, mas eu vou tentar
não atribuir qualquer qualidade
ao, ao
calvo, branco, no caso, Spire,
eh,
referente à sua capacidade de
agir como uma bagagem de viagem.
Tentar segurar o máximo
essa minha vontade de res, falar a
respeito disso. O Gui Boeira, um calvo
negro com vitiligo entra no Scott. Eu
acho que qualquer resposta que eu der
para essa pergunta será problemática.
Então, eu prefiro me abster, inclusive
pensar se eu deveria ter lido esse
comentário. Mas estamos juntos, continue
aqui com a gente aqui, o Gui Boeira.
Diz que ele faz o watch. Salve ele. Ah,
ele tá dando oi pro pessoal. Ei, gente.
Já deixa o like, eu sempre esqueço
disso, Rubens. Obrigado. Deixe o like,
comenta, né? Comenta aqui aleatoriamente
no, no chat, no nosso chatinho,
chatinho
ou chatão.
Pode ser o nosso chat, mas nosso chat
não, ele é muito gentil, não tem nada de
chatão, ele é bem bacana.
Esse aqui o, o, faz o comentadinho e
também debaixo no vídeo aqui, é
importante fazer o comentário que o
YouTube depois reproduz pras pessoas,
entrega, né? Esse é o algoritmo voragem
insaciável.
Ah, e tem que compartilhar também, manda
pros amigos, pras amigas,
pessoal aí.
Diz que o Ido faz o watch. O curso Marx
e a religião é incrível. O pior que é
bom pra caramba mesmo, viu?
Aqui no nosso canalzinho, o curso é
totalmente excelente. Nove aulas
totalmente excelentes. É só pra quem é
da membresia. Exclusivo pra você e todas
as outras pessoas que também são da
membresia do canalzinho, né?
Não é só pra você.
A vida não gira em torno do seu umbigo.
Eu sempre esqueço o que que é PPRT.
Minha idade, é aí que a gente sabe que a
idade tá chegando. Eu leio PPRT e fica
na minha cabeça e eu nunca lembro o que
significa esta sigla
sem nenhuma
vogal.
Pode ser um pombo, né? É o som de um
pombo. É uma sonoplastia de pombo.
Diz querido Ravi Oliva.
Como é que você tá, Ravi? Tudo bem,
cara? Ô, Ravi
Oliva.
Ravioliva.
Ravioliva parece até um nome francês de
um ponta esquerda francês. Ravioliva
cruza para o Mbappé, deixa para o Lins,
coloca para trás, pronto, aí já era.
Relaxe, querido Oquiboira. Foi mal. Uma
dúvida sincera me veio à mente. Eu eu
acredito na sua sinceridade. Acredito na
pureza do coração dos humanos. Não
todos, mas alguns sim.
Ô, querido Aila, querida Aila, como é
que você tá? Tudo bem? Espero e desejo
que sim. Seja muito bem-vinda aqui a
mais um papo. Que bom estar com a gente
de manhã.
Querido Juan Gabriel, sempre com seu
incrível trocadilho. Bom dia, Bruno
Astral. Bom dia, querido Juan Gabriel.
Como é que você tá?
E diz querido Borduna. Salve, Bruno e
chat trevoso. Totalmente trevoso, mas
totalmente gentil e educado. Aqui nós
prezamos pelo cuidado.
Bom dia, querida Joseli. Joseli, como é
que você tá? Tudo bem? Espero e desejo
que sim. Dá desejo e um bom dia a todos
nós. Bom dia, querida Joseli. Seja muito
bem-vinda a mais um papo aqui pela
manhã.
Diz querido Fazer o What. Primo par,
primo parta reto torto.
Caraca, velho.
Você transcendeu.
Ah, o Panda explicou. É papo reto. Pode
crer.
É papo reto.
É complicado, velho.
Papo reto, tio Bruno. É embaçado. A
minha filha tá com seis anos e já começa
a trazer umas parada que a gente não
sabe o que que é, né?
E aí eu fico já me sentindo, tipo, mano,
seria aquele adulto correndo atrás da
juventude, né?
Tentando entender o que os jovens falam,
o que eles querem. Eu não vou entender
nada disso.
Diz querido, César Cardoso Matias, vou
comentar para engajar. Te descobri no
Instagram, andei vendo umas lives
gravadas, estou aqui pela primeira vez
numa live.
Seja muito bem-vindo, que nós estamos
numa live ao vivo, não gravada. Então é
live ao vivo, não gravada, seja
bem-vindo, querido. Espero que você
goste, que não seja tão decepcionante
assim e nem frustrante o papo de hoje.
Fala querido Gabriel, como é que você
tá? Buenas, buenas, Gabriel.
Como estás?
Querido Gabriel.
Bom dia, meu querido, tudo bem?
Aí ele diz: "Estou bem. Até faltei aula
para estar aqui".
Eu não sei se eu devo me sentir culpado
ou feliz. Então eu estou aqui numa numa
tensão nesse momento, né? Ao meu lado
de quem tá produzindo conteúdo fica
feliz. O meu lado de quem se sente
responsável pela educação formal das
pessoas fica preocupado.
Mas seja muito bem-vinda.
Tu parece um cara muito novo. É,
as aparências enganam. É porque eu ainda
possuo cabelo.
Diferente
das pessoas com as quais nós vamos
discutir hoje. Que já estão aí
desprovidas de folículos capilares.
Mas eu engano bem, cara. Eu tenho 36
anos, prestes a completar 37 daqui a
dois meses. Então
dou uma enganadinha boa,
considerável.
Aí ele diz: "Essa é a é a última antes
das férias. As notas até foram lançadas,
então não tem problema". Não tem. Se já
foi lançada a nota, se você não vai
repetir por falta, seja bem-vindo.
Aproveite e parabéns por ser uma
estudante exemplar.
Parabéns.
Nome, Ravi Gandi B. Oliveira. Eu sei,
Ravi Oliveira. Eu já lembro do do Ravi
Eu já discutimos sobre o seu nome em
outro momento, assim como aquele
comentário de o que falar sobre
filosofia para crianças. E eu te
agradeço inclusive por aquela pergunta
porque ela foi muito massa, me fez fazer
umas reflexões legais. Então te agradeço
querido Ravi.
Eu também assisti umas lives gravadas
antes de isso fazer o watch, eu te
assisti uma live ao vivo, para você ver
né? Parece que a live grava, gravada
funciona.
Disse querido Mateus Tirakowski.
Comentando aleatoriamente só para
engajar. Muito obrigado querido Mateus
Tirakowski. Gostei do seu nome,
Tirakowski.
Gostei dele.
Tirakowski, nome bem legal.
Bruno,
pergunta.
Disse Thiago. Minha crise aos 40 começou
quando eu tinha 37 anos, fica esperto.
Não, eu já estou me preparando.
Thiago, eu eu já eu já comentei aqui no
canal, eu tenho um plano. Eu tenho um
plano.
Eu sei que tem a crise da meia idade,
então eu tenho um plano. Eu sei que tem
a crise da meia idade.
Sabendo que eu vou chegar na crise da
meia idade, eu estou me preparando para
ela.
Então, pessoal fala: "Ah Bruno, você
precisa cuidar da sua saúde". Verdade.
"Você precisa voltar a fazer exercício
físico, você está fora de forma". É
verdade. "Parou de jogar bola, precisa
voltar a jogar bola". É verdade. "Tem
que cuidar aí porque depois dos 30 é só
ladeira abaixo". É verdade, inclusive
tenho que tomar um remédio agora que eu
estou com as costas travadas, esqueci.
É verdade, tudo é verdade. Porém, eu
estou quase nos 40.
Eu estou planejando aos 40 entrar de vez
na minha crise, perceber que a minha
juventude já foi embora e que eu vou
tentar recuperar
a minha filha já vai estar ali com
quase 10 anos, na verdade vai estar com
10 anos, completando 10 anos, já vai
estar em uma outra fase da infância
dela. Então eu vou ter mais tempo para
poder ir para academia,
para poder começar a tomar uns bagulhos
esquisitos, para começar a tentar secar
e voltar aí a uma aparência de juventude
dentro da minha crise da meia idade. Mas
ela ainda não chegou, ela vai chegar.
Então eu estou esperando para ter esses
cuidados quando chegar aos 40.
É um planejamento. Se você planeja sua
crise sabendo que ela existe, talvez
você passe melhor por ela. Só vou
descobrir depois que eu chegar e só dá
para passar uma vez, então, depois eu
conto para vocês.
Diz aqui o Bordu no "Fazer 40 e entrar
no bonde do longo adeus".
>> [risadas]
>> É, os 40 você começa a se dar conta que
você vai viver menos do que você viveu
até então, né? Potencialmente. Então,
faz parte da vida.
Diz aqui o César Cardoso Matias.
"Não gosta de andar de bicicleta? É mó
legal.
Sai para o asfalto,
tu e tua bicicletinha. Cabeça viaja. Só
tu lutando com os carro para eles não
passarem por cima". Aí que tá o
problema.
Eu gosto de bicicleta. Faz muitos anos
que eu não ando de bicicleta, mas eu
gosto de bicicleta. Gosto de andar. É
legal. Eu era moleque, era o dia
inteiro, bike para cima e para baixo.
Atualmente, eu moro no Capão Redondo,
zona sul de São Paulo.
O que já me dificulta um pouco em certos
cuidados e horários.
Certo?
Então,
já tenho que tomar cuidado disso. Esse é
o primeiro ponto.
Segundo ponto.
A minha casa, ela tá num lugar bem alto
no meu bairro.
Onde eu moro.
Qualquer lugar que eu vá,
para qualquer direção,
eu tenho que descer ladeira. E não é uma
ladeirinha.
Não é uma ladeirinha.
Aquela ladeira que o carro pede as conta
para subir.
De bike, meu irmão.
E aí, digamos que eu vá,
para os fundos da minha casa, é uma
quebrada que eu tenho um pouco de receio
de andar por lá.
Bastante receio, especialmente em
determinados momentos e horários.
Se eu vou
para o outro lado e vou descer, eu caio
na Estrada de Itapecerica.
Que é inviável de eu pensar que dá para
andar de bike. Eu serei executado ou
eliminado por qualquer opção que eu
tente de andar por ali. Então, é carro,
é o ônibus, é tudo. Então, é loucura.
É loucura, loucura. Estrada de
Itapecerica, esquece. Quebrada aqui
atrás, esquece. Então, tudo isso
dificulta meu apreço pela bicicleta.
Teria que ser aquela bicicleta parada,
conhecida de academia. O que daí tá
planejado pros 40 anos.
Mas é isso.
Disque da Ayla.
Em uma aula de bioquímica aprendemos a
fazer o whey protein. Então, bota o
bagulho esquisito nisso. A matéria prima
é basicamente resíduo industrial. É
melhor não tomar o whey protein. E ela
lá, whey protein. Eu vou vou evitar.
O Guimoira. Apareceu um texto do Falha
de Cobertura essa análise de crise.
Então, eu sou um um uma pessoa leitora
e ouvinte
e viciada assíduo em TV Quase desde
sempre.
Então, é uma forte influência que eu
tenho.
E o meu minha grande inspiração pra
roteiros é o Caíto Mainier que faz o
Professor Serginho. Cara, eu gosto
demais dele.
E eu vejo tudo que ele faz, leio tudo
que ele produz, assisto todas as coisas
que ele tá de roteirista, tudo. Ele tem
toda a ele saca. E aí eu gosto muito, eu
gosto muito. Tenho até um pouco de
receio de ele achar que eu sou um
stalker, mas não
É isso.
>> [risadas]
>> E aí é por isso que aparece aqui esse
tipo de conversa às vezes.
Disque do Ravi.
Eu narrei sua fala pra minha sobrinha
porque o YouTube dela bloqueia o que não
é kids. Justo e correta, linha correta.
Ela entendeu e ainda está interessada no
assunto junto com a astronomia. É, eu eu
recomendaria a ela a primeiro focar na
astronomia. Pode ser que ela consiga um
emprego mais fácil e melhor remunerado.
Disque da Gisele.
>> [risadas]
>> Eu que morei em na Vila Madalena sei
como funciona essas ladeiras. Lá bike
nem pensar. É, não dá. Ladeira é
complicado.
Disque do César. Tu tá certo. Violência
urbana nos limita materialmente.
Infelizmente. Violência urbana e
ladeira. Ladeira é [ __ ]
Disque do Ursalino Alvoradense.
Já bebi cinco cafés. Cuidado com a
taquicardia e com a necessidade de ir ao
banheiro.
Já estou discutindo a influência das
quatro fases da lua na menstruação da
>> [risadas]
>> abelha africana.
Gostei.
Ah, gostei, gostei, gostei.
Minha vontade é morar em cidade pequena,
cidade pequena é vida.
Cresci em cidade pequena.
Tiago diz: "Ah, Tiago tá trocando ideia
com a Ayla e pedindo receita de whey
protein". Ai, vocês aí também, hein?
Diz aqui o Tiago: "Meu humor foi
totalmente influenciado pelas três vezes
que vi todos os episódios de O Último
Programa do Mundo". Cara, é muito bom,
né? O Forlan é muito bom, cara. Ali,
aquele aquele o Último Programa do Mundo
é muito bom.
Diz aqui o Borduna: "Se até o Mamilos em
Delírio Brasília teve inspiração no TV
Quase, Bruno está safe". Ah, tranquilo.
Gente, eu volto num segundo, eu vou
pegar o remédio que eu esqueci de tomar
de verdade, eu preciso tomar ele.
É, questão de
menos de 20 segundos.
Ah,
eu volto num minuto e a gente já volta
direto para ver o primeiro react com o
Professor Rock, querido Professor Rock.
Rapidinho, rapidinho, rapidinho. Deixar
a musiquinha rolando para vocês aqui,
peraí.
Uma outra musiquinha, mais
fofinha.
Não, não sei se vai ser mais fofinha.
Mais outra música.
Ah, não sei se tá rolando, deve tá.
Volto num instante.
Pronto. Cá estamos.
Vantagens das casas pequenas, né?
Calma aí, calma aí. Live da portaria
chegou.
>> [risadas]
>> Ai, eu chego aqui já tem umas piadoca
boa.
Por que que o áudio não tá saindo para
mim?
Que coisa estranha.
Vocês estão ouvindo a musiquinha? Para
mim aqui ela travou.
Tô achando esquisito.
Aí foi. Pronto.
Agora sim.
Hã.
Diz que eu dou.
Rubens, usando drogas ao vivo. Não.
Eu já
engoli
a o comprimido que tava aqui atrás. Já
peguei. Puf, plá, dale. Então vocês nem
viram.
Pergunta que eu ia te fazer, eu acho.
Professor Rock dá aulas de guitarra?
Não.
Infelizmente não. Seria melhor.
Diz que é do Bruno. Tomar remédio já é
simulação dos 40 anos. Bruno já se
adiantou na realidade. Sempre, sempre.
Ainda mais com a hipocondria com
diagnosticado que eu sou. Melhor ainda.
Então tá tudo certo.
>> [risadas]
>> Diz que é do César. Leiam o livro do
fulano. Você não merece ser feliz, como
conseguir me suicidar. É muito bom. Esse
livro é muito bom.
Esse livro é maravilhoso. E eu ganhei
agora esse fim de semana, que tá me me
deixou muito feliz, eu estou devorando o
Como é que é o nome? Ah.
O guia, o guia da Copa do Fala de
Cobertura. Meu irmão, que
que livro maravilhoso. Que coisa genial.
Que coisa genial. Nossa, estou me
divertindo horrores.
Bom dia, querido Guilherme. Como é que
você tá? Tudo bem? Espero que sim.
Tchuru.
>> [risadas]
>> Bom, vamos lá. Deixa eu separar aqui os
nossos primeiros nosso primeiro
nosso primeiro react.
Deixa eu já pegar. E é o seguinte, por
que que nós selecionamos, importante
fazer esse recorte,
ah,
cinco calvos, né? Importante isso.
Primeiro porque
em uma determinada atividade
do trabalho, né, como é, equipe de
trabalho, que trabalha comigo,
nós começamos a fazer uma avaliação
sobre
os, ei, caraca,
por que que deslogou meu YouTube?
Nós começamos a fazer uma avaliação
sobre alguns conteúdos estranhos que nós
encontramos na internet e também cursos
formais, né?
E daí a gente percebeu que tinha um
elemento em comum em, entre vários
deles,
o fato de serem calvos,
brancos.
E isso chamou atenção.
Então começamos a considerar
possibilidade de isso ser uma variável,
né?
Para entender ideias esquisitas.
Coisas um pouco complicadas, no mínimo,
para dizer o mínimo. E começamos a
reunir esses calvos brancos.
E aí foram surgindo listas de calvices
brancas. E dessas listas eu selecionei
cinco,
cinco calvos brancos.
Porque a calvice branca ela afeta
consideravelmente pessoas que falam
bastante na internet.
E não necessariamente coisas adequadas e
não necessariamente coisas proveitosas.
Então a gente precisou fazer essa
essa seleção e esse tipo de discussão.
E aí, por sugestão de um dos colegas de
trabalho, uma pessoa que eu tenho
profundo apreço e carinho, falou: "Você
tinha que levar isso para o seu canal".
E eu falei: "É verdade".
É verdade. E aí eu falei: "Vou levar
um Bruno versus cinco calvos brancos".
A gente enfrentar calvice branca.
E aí eu selecionei cinco caras, cinco
dessa, dessa lista de calvos brancos que
nós fizemos, eu selecionei cinco.
E desses cinco,
por que que eu selecionei eles?
Primeiro, porque
eles
têm muito mais seguidores do que eu.
Então,
né?
Eles têm mais influência no debate que
público que eu.
Talvez eles tenham mais prestígio do que
eu.
Eles têm
bastante coisa mais do que eu.
Alguns rivalizam na questão acadêmica,
de formação, outros têm um pouco mais,
outros um pouco menos.
E o grande ponto é:
o que que eu tenho, com certeza,
de diferencial em relação a todos eles?
Se eu não tenho mais seguidores, se eu
não tenho mais influência, se eu não
tenho mais nada disso.
Cabelo.
Nisso eu ganho.
Já é um ponto a meu favor e vou utilizar
isso como
meu recurso de autoridade para poder
fazer uma primeira discussão com esses
calvos brancos.
Mas a calvície branca, ela não é pelo
fato da pessoa ser calva, tá? Não é pelo
fato da pessoa ser calva.
Há essa combinação entre calvos de
calvície mais brancura,
mas não é o fato de ser calvo, nem o
fato de ser só branco. É o fato de
combinar
ambos os elementos.
E de algo em combinar esses elementos,
falar groselha. E não é pouca groselha,
é bastante groselha.
E aí é uma groselha que é reproduzida
assim, reproduzida em muitos espaços,
né?
E aí me parece, me parece, que nessa
reprodução aleatória em outros espaços,
muito se dá pela autoridade que esses
caras parecem ter. Uns têm autoridade
acadêmica, outros têm autoridade não só
acadêmica mesmo.
E os outros são porque
devem passar alguma credibilidade ao
fato de serem calvos e brancos.
Não existe outra explicação. E aí a
gente vai discutir um pouco isso hoje
com potenciais cinco reacts e eu não vou
poder me enrolar muito, né?
Que são cinco reacts, é react
para dedéu.
Considerar esses reacts. Aí eles eu
pegar o primeiro, vou começar
pelo mais divertido e mais insalubre ao
mesmo tempo.
Que é o nosso querido Professor Roque.
Vamos começar aqui com o primeiro calvo
branco selecionado.
Professor Roque.
Um cara
diferenciado.
Falando em Professor Roque, um cara
diferenciado.
Aqui no nosso, pra quem é da minha
braseira do canal, a gente tem algumas
músicas exclusivas pra minha braseira do
canal. Música eu mesmo produzi
musiquinhas.
E nessa produção de musiquinhas, músicas
interessantes,
a gente disponibiliza
pro pessoal do canal. Porque eu tenho
um, um
hobby
que é ser músico totalmente amador e de
fazer músicas de humor, aproveitando a
existência da IA. Então tem bastante
coisinha pra gente falar.
Deixa eu pegar aqui o Professor Roque. A
gente tem uma musiquinha em homenagem ao
querido Professor Roque, mas é só pra
quem é da minha braseira e conhece a
nossa lore.
Caraca, tem um monte de mensagem que eu
não vi.
Bom dia, querido Kleber Lauer. Tudo bem
com você? Espero, desejo que sim. Kleber
Lauer, que normalmente está em situação
de CLT. Espero aí que esteja tudo bem no
escritório.
Diz o Guilherme: "Fonte inesgotável de
conteúdo". É, inesgotável. E diz o
querido Felipe. Felipe Souza, primeira
pessoa beatificada em vida, santificada
aqui no nosso canalzinho do Barista.
Daqui, ó. Bom dia, baristas e cabeludos.
E pra quem não for cabeludo, tudo bem.
Tudo bem, porque a gente vai entender
melhor ainda o que que significa
calvície branca.
Não é o que vocês estão pensando.
Economia política cabeluda. Exatamente.
Tem história cabeluda, tem economia
política cabeluda, cabeludo cabeludo. E
olha, tem um, detalhe interessante,
porque história cabeluda, o moço é calvo
e branco.
Devemos nos preocupar?
Diz o querido Ravi: "Cabeleira
latino-americana". Ah, sim.
Latino-americanos com seus com seus
pelos.
Aí pelo, si lo hay.
Groselha hegemônica, exatamente.
Hegemonizada pela calvície.
Diz que o Gustavo: "Bom dia baristas,
vindo do passado, ouvindo em três vezes
até chegar ao presente". Quer dizer, eu
já falo rápido, em três vezes, meu
irmão, vai ser loucura isso aí.
Uma groselha com ar pseudo cult,
totalmente, totalmente Felipe.
Totalmente.
Diz que o Rubens: "Começou pelo falso
calvo". Ele não é falso calvo, tá? Eu
vou dizer, ele é falso careca, porque
ele raspa o cabelo. Mas se você observar
quando o cabelo começa a crescer, aqui,
ó,
já foi ocupado pelo exército da
calvície. A ausência de folículos
capilares já tá presente aqui dos dois
lados.
É, pode olhar.
Capitão Otã, exatamente.
Cadê a piada do Rock? Calma que ela vai
chegar, ela vai chegar, ela vai chegar.
Vai chegar assim que a gente começar.
Na verdade, acabei de descobrir que vai
até quatro vezes a velocidade do
YouTube. Caraca, imagina como rápido
fica a minha voz, meu irmão.
Cosplay de calvo. Ele ele não é um falso
calvo, tá? Ele é um falso careca.
Mas ele é calvo.
Sustento aqui a minha posição.
Bom dia camaradas, bom dia querido
psi Lourenço Serpa.
Psi Lourenço Lincho Serpa. Bom dia
querido, tudo bom? Como é que você tá?
Mas vamos lá, vamos para o nosso querido
professor Rock, professor Rock, que é
uma pessoa
que
atua como testa de ferro do
imperialismo, uma testa que começa acima
da sobrancelha e termina na nuca, né?
Nós vamos ver ele trabalhando arduamente
como testa de ferro do do imperialismo.
Uma testa que começa acima da
sobrancelha e termina na nuca.
Vamos vê-lo numa entrevista excelente
que ele dá
para uma
senhora
é bolsonarista, eu não sei o nome
e aí a gente vai ouvir essa essa
entrevista, ela é maravilhosa, gente. Eu
não sei como a gente não tinha visto
essa entrevista antes, é a melhor
entrevista que eu vi do Rock na minha
vida
que eu falo é, eu achava que ele era
complicado, mas ele conseguiu se
superar. Vamos lá, deixa eu colocar uma
entrevista maravilhosa
do professor Rock
vamos nos divertir com a calvície
branca, então o primeiro calvo branco
aqui para o nosso debate
professor
gente, isso aqui
é ouro, deixa eu ver se está aqui
certinho
aí
isso aqui é ouro, isso aqui é
maravilhoso
isso aqui é um uma obra de arte
é inexplicável, eu não sei nem explicar
para vocês essa experiência que nós
teremos nesse momento
deixa eu ver se eu consigo fazer assim,
ó
não, não faz, ah, que saco
mas tudo bem, vamos lá
é,
ouvir o nosso querido professor Rock
numa entrevista com a, ah, tá o nome
dela aqui, Leda Nagle
Leda Nagle, que é uma senhora
>> [limpando a garganta]
>> eu não conhecia ela
mas eu já achei incrível
é, porque ela é uma senhora que tem uma
voz diferenciada, ela tem uma voz
diferenciada, é aquela voz de robô
fumante
então, eu acho que você deveria falar
alguma coisa, Rock, é muito interessante
assim, é muito interessante, muito
interessante. O que que você pensa sobre
isso?
>> [risadas]
>> Muito bom
diz a ela, pelo título já me assusta,
não, calma, calma, calma
o título não é nada, o título não é
nada, você, ah, eu fiquei surpreso
diz que ainda, bom dia, Jeferson como é
que você tá?
Tudo bom?
>> [risadas]
>> Diz Jéssica, "Rock sempre se supera na
linha do absurdo dito". Ah, ele ele não
pode ver o impossível que ele vai lá e
realiza.
Vamos lá.
Não pode ver uma loucura que ele vai lá
e comete. Mas vamos ouvir, vamos ouvir,
vale a pena.
Senhora Leda Nagle, por favor, com todo
respeito, inicie vossa entrevista com
nosso querido professor Rock.
>> Quantos anos você tem? 46. Que que você
acha que vai acontecer
com essa guerra e com essa guerra e com
o mundo?
>> Eu acho
>> 46 e você queria salvar o mundo quando
foi pra um ano. Você não salvou o mundo
com 46, tá no no
enfrentando agora um momento dramático.
>> Eu acho que nós vamos ter uma terceira
guerra mundial.
>> Pronto. Essa entrevista já começa boa.
Eu acho que ela é de de uns três anos
atrás, tá? Já começa boa, já começa
maravilhoso isso aqui.
>> [risadas]
>> Isso aqui é maravilhoso, isso aqui é
maravilhoso.
Que que você acha que vai acontecer com
esta guerra ou com o mundo?
É, com esta guerra e com o mundo. Eu
acho que vai ter uma terceira guerra
mundial.
Não é que ele acha, ele torce por uma
terceira guerra mundial, né? Ele é um
propagandista de uma potencial terceira
guerra mundial há muito tempo. A gente
tem uma playlist aqui e alguns conteúdos
reagindo ao professor Rock com
inesgotáveis exemplos disso. Ele fica
esperando e torcendo, né? Ele na verdade
é um um desejoso da terceira guerra
mundial, ele tem um fetiche com a
terceira guerra mundial.
E [roncando]
toma isso como seu grande tema, né?
Discutir que olha, vai ter guerra, hein?
Olha, vai ter guerra, hein? Olha, vai
ter guerra, hein? Terceira guerra
mundial, hein? Olha, vai ter guerra. Mas
aí a gente já tá acostumado. Eu acho que
não é nada novo pra quem já ouviu o
nosso querido professor Rock,
propagandista do imperialismo, né?
E vai ter guerra, vai ter guerra, vai
ter guerra, que parece que é uma
necessidade histórica, né? Não tem como,
é inevitável. E aí todo dia a gente vê
que tem
decisões
explícitas
por opção de políticos, especialmente
nos Estados Unidos, de forçar uma guerra
desnecessária.
Desnecessária. Todo mundo olha e fala:
"Gente, ninguém quer. Por que que esses
caras ficam enchendo o saco, né?"
Ninguém quer guerra. E o cara fica lá
pentelhando e fica espizinhando. E
sequestra presidente e ataca bomba e não
sei quê e faz não sei o quê. E
desnecessariamente, sem qualquer
necessidade. Ou seja,
eh aí ele na cabeça do maluco é é
necessário. Mas a gente já percebeu que
não é, né?
A gente já percebeu que não que não é.
Que não é. Mas ele vai lá. É o insano da
Terceira Guerra. Ele ele ele gosta muito
da ideia de que ele tá jogando War, né?
Ele tá ali num trabalho de War. Mas ele
é calvo,
né?
Ele é calvo, ele é
é o falso careca, mas ele é calvo. Veja,
não sei se dá pra ver na definição aqui
do da da imagem. Mas ó, são fortes
entradas aqui, ó.
A testa começa acima da sobrancelha e
termina na nuca, mas tem fortes entradas
Mas vamos lá.
>> Não por causa desse episódio,
acho que esse é um caminho inevitável
pra humanidade.
A história se repete.
Eh nós estamos caminhando
a passos largos pra uma
decomposição total.
Eh
tem um filósofo que eu gosto muito, que
ele explica que
avanços conquistados na ciência
raramente a gente retrocede.
Avanços conquistados no social
a qualquer momento podem ser perdidos.
Então, acabamos com a escravidão?
Será que a gente acabou mesmo?
>> Será? Será que a gente acabou mesmo?
Quem acabamos? Continuam trabalhos
escravos por aí que o pessoal resolveu
chamar de trabalhos análogos à
escravidão.
Ou outras formas de expropriação do
trabalho sob novas relações
liberais. Mas dito isso, dito isso,
o Rock se você viu que ele não falou o
nome do cara, né?
Ele não falou o nome de quem seria o
filósofo que teria dito isso.
Que é um recurso muito comum para quem
ou gosta de uma frase, de um chavão e
solta,
solta, eu gosto do chavão e solta,
ou quem quer esconder a fonte.
Eu não sei qual é das duas opções. Se
ele gosta da frase, simplesmente, e aí
ele só gosta da frase, não gosta do
conteúdo geral do autor,
ou se ele gosta do conteúdo geral do
autor e soltou a frase. Mas o conteúdo
geral do autor é um tal de John Gray.
Conservador britânico,
denominado filósofo, mas
há questões de chamá-lo de filósofo, mas
o John Gray, que é um cara com uma
trajetória completamente esquisita,
completamente esquisita, conservador
britânico e que
se apresenta como alguém cético, alguém
ali que só observa os movimentos, né?
Alguém ali quase neutro, porque ele só
observa os movimentos e aí ele percebeu
que a qualquer momento
os direitos sociais ou as conquistas
sociais podem ser, podem retroceder, a
qualquer momento, a qualquer momento. E
aí nessa instabilidade, ele apela por um
tipo de conservadorismo completamente
irresponsável, mas tudo bem. Sigamos
mais um pouquinho, só para quem se
interessar a saber quem é John Gray.
>> Eh, aca- a conquistamos a liberdade do
indivíduo?
Será que a gente conquistou mesmo?
Acabamos com a barbárie?
Decapitar pessoas, será que a gente
acabou com isso mesmo?
>> Não.
>> Então, assim,
>> É, não, a a a
a letra já diz se não, porque será que a
gente acabou? Não. Quem será que
continua praticando a barbárie, né? Quem
continua explodindo
coisa maluca aí, país dos outros,
invadindo os outros, acabando com a vida
de famílias e crianças em territórios,
né?
Distante do seu próprio. Quem será que
faz isso? Quem que tá apelando pela
barbárie? Quem será o país que faz isso?
Parece que é um país
gringo que ele gosta bastante. não sei
se vocês já perceberam isso, mas tem aí
algo
no caminho. Quem será, Rock, que
incentiva isso, esse tipo de barbárie e
é contra qualquer organização
civilizacional mínima?
>> Sim, ah, as conquistas e avanços
civilizatórios,
elas não são garantidas, elas podem a
qualquer momento retroceder muito.
E me parece que nós temos muitas
tendências muito fortes para esse
retrocesso.
E e na política internacional, na
geopolítica,
é, você não tem essa transição de forças
pacificamente.
Ela é sempre feita através de
confrontos, grandes choques.
Então, a China querer ocupar a posição
de domínio do mundo,
isso não é feito com uma troca dos
Estados Unidos virando: "Por favor,
China, sente na cadeira".
E a China: "Obrigado".
Isso vai ser feito com um choque
entre essas duas forças.
>> [roncando]
>> Rapidinho, rapidinho, rapidinho.
Na cabeça do Rock é um grande jogo de
War e que necessariamente tudo vai ser
decidido na pancada, no choque, na
força, na guerra.
Que que se esconde por trás disso?
A legitimação e justificação
de quem tomar a atitude bélica,
né, de quem for fazer iniciativa da
guerra.
Se você observar todos os discursos,
todos os documentos, as ações que têm
sido feitas, por exemplo,
a partir da China,
eh, em relação aos seus outros países,
como é as suas relações internacionais,
elas são via negócio, acordos,
sem qualquer histórico ou tentativa de
guerra ou de conflito,
zero, zero, zero, zero, zero.
E quem busca o conflito
é quem tá perdendo sua hegemonia dentro
do sistema global que ele mesmo criou,
que é os Estados Unidos.
Então quando ele fala que
necessariamente toda transição é por
conflito, em última instância o que ele
tá fazendo é querendo justificar
que
o poder hegemonizado, o poder do império
tem o direito de
>> [roncando]
>> conflitar, de buscar a guerra, de
invadir, de tentar manter sua posição.
Do ponto de vista bélico, ele tem esse
direito, porque é assim que funciona na
história.
Enquanto a gente vê uma organização do
chamado Sul Global, que tenta a todo
momento mediar sem o conflito. Tá todo
mundo tentando fazer sem conflito. E
quando ele fala que necessariamente
qualquer transição é por conflito, na
história, ele impõe uma necessidade
histórica nesse processo,
ele tá impondo ou justificando ou
legitimando qualquer ação imperialista.
Você você você percebe a argumentação?
Ah não, é sempre teve guerra e sempre
tem guerra, sempre tem guerra. Já que
tem guerra, quem puxar a guerra aí está
simplesmente seguindo o curso da
história.
Ele tá passando um panaceu para qualquer
coisa que for feita do ponto de vista do
império.
É só isso.
Então toda a hora que um Trump da vida
ou qualquer outro for caçar assunto em
outro território, o que ele tá fazendo
é:
beleza, é simplesmente a história
acontecendo, é sempre nesse tipo de
guerra que que vai se desenvolver.
Mas não é.
E o ponto é esse, não é. Não é uma
necessidade histórica. E nem é isso que
se tem proposto quando a gente olha o
que a China tem feito, o que outros
países tem feito.
Nessa coordenação.
Essa argumentação de naturalização da
guerra, de naturalização da necessidade
histórica do conflito nas transições ou
hipotéticas transições de impérios, né?
Que é uma teoria aí bem hegemonizada em
alguns
alguns centros de estudos de relações
internacionais.
Ele fala: na geopolítica é na guerra
mesmo.
Então ele legitima a ação dos Estados
Unidos, qualquer ela que seja feita, em
ataque contra outros países.
Só isso.
É um discurso para legitimar a ação do
império.
E aí a gente
não pode ser ingênuo.
Beleza?
Deixa eu dar uma olhadinha rápida aqui.
Parará.
Exato, exato, exato, exato, exato.
Pergunta aqui o Rubens: "Quem que mudou
o nome de Ministério da Defesa para
Ministério da Guerra, né?" Pois é. Olha
aqui interessante.
Eu acho que
Hum.
Foi um país aí, né?
Diz querido Ravi: "Por que sofrer com a
possível perda de direitos se podemos
revogar tudo de uma vez?" Conservador
mais fraco.
>> [risadas]
>> É um é uma consequência lógica bem
improvável do tal do John Gray e aqui do
nosso querido Rock, né? Aliás, John Gray
é um nome
curioso. Parece um personagem inventado
para fics de soft porn para idosas.
Diz querido Gustavo:
"Essa conversa devia ter como trilha de
fundo a música da Madonna, La Isla
Bonita."
Justo. Você tem um ponto.
>> [risadas]
>> O papo que rola na é a terceira guerra,
será?
O papo que rola na internet, é, será?
Será?
Diz querido Miguel: "China é ganha
ganha." Exato, é.
Organização ali, pá.
Diz Gabriel: "Hegelianismo mais fraco."
É pior, né? Porque ainda é um
hegelianismo chulo, né? Chulo, chulo. E
nem Ah, apesar de o o Hegel o justifica,
né?
O espírito vai passando pelos povos que
encarnam esse espírito, que vão dominar
os outros e o fato de dominar eles
demonstram que estão são melhores ou que
estão
carregando a história. Mas aqui é pior
ainda, né?
Porque não tem nem essa ideia de
carregar a história. É uma ideia ao
contrário, de acabar com a história. Ele
tá torcendo para a terceira guerra
mundial. Maluco.
Diz a Ela: "Tirando uns doidos que
tentam justificar as atrocidades do time
favorito e outros que acham que a guerra
é Call of Duty, o mundo não quer
escalonar conflito desse. Ninguém quer.
Ninguém se interessa por isso no geral."
Tem uma entrevista, não lembro de quem
foi.
Mas foi o Boff. Leonardo Boff, ele tava
conversando com um dos líderes,
tava na ONU,
num determinada atividade lá,
conversando com um dos líderes na
transição, da dissolução, na verdade, da
União Soviética.
E eu não lembro qual deles disse pro
Boff assim: "Todo dia eu tenho que ouvir
um maluco dizendo que a gente deveria,
eh, atacar de uma vez o império. Assim
como todo dia no império tem algum
maluco soprando no ouvido do outro que
ele tem que tacar bomba em tudo que é
canto que é canto". Aí é uma opção se
você vai fazer isso ou não, né? Não
existe nenhum momento uma necessidade
histórica.
Mas sigamos para necessidade histórica.
Professor Roque e suas mirabolâncias.
>> E hum, eh, assim, na carona junto disso
tão vindo outros problemas menores,
que já não são tão menores,
que é, tipo, guerra, a Rússia invadindo
a Ucrânia, que é o Irã, o Hamas, as
organizações terroristas de volta, que
vai ser a Coreia do Norte.
>> De volta? Ah, o, ai, eu tenho raiva
disso.
Antes de ouvir falar Coreia do Norte,
né?
>> [suspirando]
>> A guerra na Ucrânia ela aconteceu por
os, por, por inevitabilidade histórica.
Não foi porque a OTAN enfiou um monte
de, de,
de base quebrando todos os acordos
feitos na dissolução da União Soviética.
Não foi, né? Não foi não. Não foi, não
foi.
Primeiro ponto. Segundo, o Irã, o Irã
tava parado. Não sei se vocês viram
assim, tava parado. Ele tava jogando
parado.
Quem foi atacar?
Ele tava, tava de boa, nem, tava
sossegado.
Aí ele fala: "Os organizações
terroristas que voltaram". Como assim
que voltaram?
ISIS, Al-Qaeda, não sei o quê, tudo,
quem que financiou esses grupos
terroristas?
Quem que armou? E quem que insuflou pra
que eles dessem golpes ou tentativas de
golpes nos seus territórios? Os Estados
Unidos. Aí eles dizem o bicho, constroem
o monstro, o monstro vem morde a bunda
deles, aí agora fica, é, esses grupos
terroristas voltaram, eles nunca foram
embora.
Eles foram criados por um determinado
território, por um determinado país e
seus interesses,
e segue o jogo e o fluxo.
E ele ainda mete um Coreia do Norte que
também tá parada, ela não tá fazendo
nada, só vai os cara lá pentelhar o
coitado.
Ai ai ai.
É complicado esse homem.
>> Daqui a pouco que vai ser a Venezuela
brincando com a Guiana.
>> É, você vê, a Venezuela invadiu a
Guiana, né? Não, quem será que invadiu e
sequestrou um presidente na Venezuela? A
Coreia do Norte fez alguma coisa? Coreia
Popular? Não fez nada também.
Quem que fica lá enchi enchendo os
pacová?
Ah, meu Deus do céu.
>> Entendeu? Assim, é, é todas essas
coisas, elas vão ganhando uma força, um
corpo.
E eu acho que vai chegar uma hora de um
ápice.
>> Isso, e aí nesse ápice a gente vai ter
uma terceira guerra mundial.
Quando perguntaram pro Einstein como é
que vai ser a terceira guerra mundial,
ele respondeu que ele
não sabia, ele só sabia que a quarta
guerra mundial seria travada com paus e
pedras.
>> Vocês já perceberam que esses cara do
incentivo da terceira guerra mundial
sempre tem essa pseudo frase do
Einstein, né?
Sempre mete essa.
Como o Einstein disse.
E aí parece que eles tão então num fluxo
de racionalidade completamente
interessante, porque aí você usa uma
figura de autoridade e parece que você
não tá torcendo pela guerra, né? Você
fala.
Mas eu acho que tá. E dito isso, vocês
perceberam qual que é a origem da
terceira guerra mundial, na hipotética
terceira guerra mundial na cabeça de ovo
desse moço, né?
Ah.
A origem é, esses países
Irã, Venezuela,
Coreia Popular,
não sei quem, esses grupos que ele
denomina hoje em dia como eixo do mal,
China, né? Eixo do mal, que ele inventou
esse eixo do mal, reproduz essas coisas.
Esses grupos que que já denominou como o
eixo do mal.
Eles
estão se articulando para forçar uma
terceira guerra.
Essa é a história que ele tá contando.
E aí,
se um país imperialista, como os Estados
Unidos, entra para
atacar a qualquer momento um desses
países, é para ou evitar essa terceira
guerra, ou porque foi inevitável. Todo
mundo forçou, ó, tá todo mundo forçando
aí para ele guerrear. Ai, ai, ai.
Complicado, hein? Eles estavam de boa
lá, eles não estavam
intervindo na vida dos outros
territórios, dos outros países. Não,
eles jamais fizeram isso na história.
Foram os outros que começaram aí a
querer brincar com fogo.
É uma insanidade, é uma insanidade, mas
essa
É assim que você
conta uma mentira com ar de autoridade,
sendo calvo, branco e usando terno, né,
e falando com calma.
Aí vem alguém que não é calvo,
no caso eu sou branco, mas não sou
calvo, não uso terno, nem tenho,
e não consigo falar com essa
se
preparação de discurso aí. Eu sou mais
choque de cultura.
Então é complicado esse moço.
É umas história que é complicado.
Usaríamos quem? Ah, não, vocês estão
ouvindo e não tão vendo. Perdão, perdão,
vou ter que voltar. Ô, Diacho.
>> Ou seja, a terceira vai destruir tudo, a
gente vai voltar destravada
com paus e pedras.
Ou seja, a terceira vai destruir tudo, a
gente vai voltar para a idade da pedra.
E
acho que essa é uma referência, esse é o
grande temor, né? Como que seria uma
terceira guerra mundial na era nuclear?
Usaríamos bombas atômicas?
Se usar acabou o mundo.
>> Usaríamos quem? Quem usaríamos bombas
atômicas? Quem é o sujeito que usaria
bomba atômica? Quem é esse nós oculto
aí?
Brasil? Não tem.
Inclusive é contra, né?
Constitucionalmente.
Quem que é?
Usaríamos.
Fica aqui você, você pode
escrever no seu caderninho,
escrever no chatim, no nosso chatim aqui
do lado, escrever no nosso chatim.
Você pode colocar lá: Quem será
que é esse nós oculto que usaríamos
bombas atômicas?
Aí você coloca o nome que vem na sua
cabeça.
Quem será?
E interessante, o nós, né? Esse nós
presente é curioso. É no mínimo curioso.
>> É, se não usar,
vai ser bastante destrutivo e o receio
é:
Quem vai ganhar?
Quem vai sobreviver?
Se o mundo ocidental e o mundo livre e
as democracias
não tem clareza
de qual é o lado que elas tem que estar,
elas flertam
com as ideologias dependendo do que tá
acontecendo,
meio o ápice dessa história, por
exemplo, é imaginar um Trump flertando
com Putin.
Sim, inconcebível.
Um americano elogiar o Putin, um inimigo
de décadas,
um rival, o maior rival que os Estados
Unidos teve na sua história de
existência,
e flertar e achar ele, tipo, que ele não
é o errado,
isso é um sinal assim de que as
democracias não tem a clareza e a
estrutura e a solidez para lidar com o
inimigo que eles vão, que nós vamos
lidar daqui a pouco.
>> Ah, tá aí o nós, tá aí o nós, né?
É o analista político formado em Rambo
007. Basicamente é isso.
Foi formado em que esse analista
político, né? Ele foi formado em Rambo
007, né?
O inimigo histórico
a Rússia, não a União Soviética, né?
Porque é diferente uma coisa da outra. O
inimigo histórico a Rússia
e nós, o mundo ocidental livre e
democracia e democrático, né? O mundo
ocidental livre e democrático, nós do
mundo ocidental livre e democrático,
contra esses perigosos russos e esses e
esse Putin, né? É pá.
Percebe? Aquilo Ai, eu acho que eu fico
com raiva e tenho que respirar.
Nosso querido testa de ferro do
imperialismo,
a testa começa acima da sobrancelha e
termina na nuca,
ele só tá reproduzindo uma ideologia
fajuta,
de um hipotético mundo ocidental puro,
simples, de uma civilização boa, que
traz iluminação ao mundo,
contra todos os riscos dela.
Esse mundo ocidental, ele é basicamente
Estados Unidos e um pedacinho da Europa
e ponto.
Que seria livre, que seria democrático,
que seria bom, belo, justo.
E tudo aquilo que for crítico
ao mundo organizado a partir desse
centro
é perigoso,
é inimigo,
é rival, tem que ser eliminado.
E aí ele traz aqui um bastião moral, né?
Porque ele fala: "Imagina, até o Trump
aí elogiando o Putin,
este russo do mal". Eu Foi isso que ele
disse, né? "Este russo do mal,
esta esse inimigo que nós devemos
devemos combater".
Isso é insanidade. Até as democracias
estão perdidas, porque elas estão
flertando com esse mal. Porque a gente
já sabe quem é o nós aqui. O nós é o
Rambo 007.
Ele foi formado em filmes eh dos anos
70, e 80 e praticamente é isso. Então é
>> [suspirando]
>> É complicado, né?
É complicado, no mínimo complicado.
Mas vamos lá. Vamos lá porque dá para
piorar, porque a gente não chegou na
parte mais legal dessa entrevista,
porque essa aqui é a parte que a gente
já está acostumado o Rock falar. Aí já
já a gente chega na parte mais legal.
Tem uma parte muito boa.
Muito boa mesmo.
>> E isso, assim, obviamente me preocupa,
mas é inevitável, assim, esse é o
processo da humanidade, né? Então
É, eu não sou tão otimista com
o futuro, mas é para, é necessário para
o aprendizado. Infelizmente a gente não
conseguiu aprender de outro jeito.
Não vai dar certo.
O mundo não vai dar certo.
E não está longe disso. Você acha que
isso é o quê?
>> O mundo não vai dar certo e não vai, não
está longe disso. E aí a gente pergunta:
"Minha senhora, onde a senhora está? A
senhora está em Marte? A senhora está no
reino dos céus?" Não, a senhora está no
mundo. A gente poderia perguntar isso
para o Rock também: "Você está onde, meu
querido? Em que planeta você está?" É
nesse. Então não adianta você fazer uma
análise com essa torcida pela guerra
e achar que, não, que nós estamos, né,
simplesmente fazendo uma análise do
mundo e esquecer de se colocar nesse
mundo.
Como sujeito. Falar: "Então, qualquer
decisão desses
animais, a gente se lasca". Pô, eu me
lasco junto, né?
Parece que eles estão conversando sobre
uma qualquer outra coisa, né? Parece,
parece que eles estão
falando sobre o jogo que vai ter hoje
Brasil e Escócia. Parece que eles estão
discutindo ontem por que que a Colômbia
não conseguia furar ali a, a o bloco que
Congo montou na frente da área. Parece
que é isso. Parece que é uma coisa
extremamente
banal e eles estão simplesmente falando
sobre a eliminação do planeta. Falar:
"É, não vai dar certo, não vai dar
certo". É, não vai, lógico que não.
Oh, meu Deus do céu.
>> [risadas]
>> Exatamente essa pergunta
é muito boa. Fazer um monte de pergunta.
Só que a terceira guerra mundial que vai
acabar
é, que a, vai acabar com tudo, que vai
ensinar a humanidade. Exatamente, a
gente está aprendendo, né? A gente está
a, aprendendo aí com a humanidade.
E aí ao aprender com a humanidade, a
gente, com a guerra ensina a gente,
depois que a gente tiver todo mundo
morto, a gente vai falar: "Aprendemos".
Ai, que gênio.
A gente é burra.
Aí ela diz: "Faço parte de duas
minorias, me lasco duas vezes". Não, me,
hum.
Dá para potencializar, é mais do que
duas, infelizmente. Mas essa, se essa
galera não se dá conta disso, ela, e,
ai, meu Deus do céu, imagina,
então estamos lascados, meu.
Vamos lá.
>> Que é, acho que é de 5 a 10 anos.
>> 5 a 10 anos,
eu acho que o con,
>> Estamos quase chegando lá, hein? 5 a 10
anos, uma média de 5 a 10 anos tem uma
terceira guerra mundial aí. Uma média aí
de 5 a 10 anos, isso foi em 2022, eu
acho, não sei, 2023 essa entrevista, não
sei que data que foi, mas uma média aí.
Daqui a 5, 10 anos, mãe Diná tá
acertando aqui, futurologia, bora lá.
>> pronto da China por Taiwan é de 5 a 10
anos.
E esse é o grande estopim
de uma guerra. Óbvio que isso pode
acontecer em um ano, alguma coisa
maluca, as coisas assim.
>> Sim.
>> Até tem um outro cenário que eu costumo
falar é que de repente a guerra não é
entre Estados Unidos e China, mas é
entre a inte,
>> Calma, agora é o momento, eu quero que
vocês prestem atenção no que vai
acontecer.
Meus queridos,
prestem atenção.
E, de verdade, se você tava aí viajando,
trabalhando ao mesmo tempo, você vai
segurar um segundo e vai falar:
"Mas pode ser que aconteça qualquer
outra coisa".
Pode ser que nem tenha uma terceira
guerra mundial.
Agora, o Rock, que foi formado
na análise política, em 007 e Rambo, vai
mostrar que não, ele não é só 007 e
Rambo.
Ele tem ali uma gama maior de
conhecimentos.
Ele tem ali um, um referencial teórico
muito mais robusto.
Preparem-se.
>> Até tem um outro cenário que eu costumo
falar que de repente a guerra não é
entre Estados Unidos e China, mas é a
inteligência artificial.
O mundo contra a inteligência
artificial.
E ela não precisa ter robôs, ela só
precisa entrar na mente das pessoas e
contar grandes narrativas. Nós vamos
criar uma religião da inteligência
artificial. E a humanidade vai se matar
pela religião da inteligência
artificial.
>> É isso que o pessoal ouve para se
informar.
>> [risadas]
[suspirando]
>> É isso que o pessoal considera
o análise fria,
bem feita, bem construída. [risadas]
Eu só queria chegar aí.
Eu só queria chegar até aí.
Não queria ir muito além disso.
>> [risadas]
>> Olha, é um analista político formado em
Rambo, 007
e Skynet, né? O Exterminador do Futuro.
Eu só queria chegar até aqui. Eu não não
preciso nem assistir o O depois é por
tua conta e risco assistir o resto.
Mas isso aqui é incrível. Isso aqui é
incrível.
Não, pode ser que não seja Você tem Ó o
cenário, ó o cenário. 5 a 10 anos, uma
terceira guerra mundial, né, que nasce
por
que os países não aceitam as democracias
ocidentais
livres
e aí tem que ter uma terceira guerra
mundial por causa disso.
Ou
Skynet, guerra de inteligência
artificial contra o mundo, o mundo
contra a inteligência artificial. E o
que que ela vai fazer? Ela não precisa
nem de robô, hein? Ela não precisa nem
de robô.
Ela vai contar narrativas pra gente.
E nós vamos criar uma religião
da inteligência artificial.
Uma análise sóbria. Uma análise sóbria.
Uma análise ali consistente, coerente,
contundente.
>> [risadas]
>> Exatamente. Os polos, né, das
possibilidades. Guerra mundial ou
religião de inteligência artificial.
Aí tá.
Cara, como a gente não tinha visto essa
entrevista antes? Ela é incrível.
Mas do que que o Rock tá sofrendo aqui?
Ele tá sofrendo de calvície branca.
Tá sofrendo de calvície branca.
Quer [roncando] falar groselha absurda e
não se dar conta do que ele tá falando.
É aquele meme do Renanzinho, né, do
Renan, né? Renan de Almeida.
No do Choque de Cultura. Que ele fala:
"Ouve o que você tá falando?
Ouve o que você tá falando?" É isso. É o
cara ele não tá ouvindo o que ele tá
falando, mano. O que que ele tá falando?
Isso aqui é inacreditável, cara. É Eu
vou até ver de novo. É porque vale muito
a pena. A gente
vale muito a pena. Isso é muito bom,
cara. Isso é muito bom.
Última vez que a gente vai ver esse
trecho, que é um trecho que vale muito a
pena, pra gente ter certeza de que nós
não Eu não iludi vocês. Isso aqui não é
um vídeo de IA. Não é um vídeo de IA de
narrativa que tá entrando no cérebro de
vocês pra enganar vocês.
>> [risadas]
>> Só tá no YouTube.
Vamos lá.
Isso é muito bom, velho. Isso é muito
bom.
>> Vamos lá. Essa guerra não é entre
Estados Unidos e China, mas é
inteligência artificial.
O mundo contra a inteligência
artificial.
E ela não precisa ter robôs. Ela só
precisa entrar na mente das pessoas e
contar grandes narrativas. Nós vamos
criar é religião da inteligência
artificial. E aí a humanidade vai se
matar pela religião da inteligência
artificial.
>> Olha a cara de quem tá processando essa
informação.
Da senhora Leda Nagle.
Caramba.
Que coisa.
E não tem nenhum tico e teco ali dentro
pra fazer um mínimo de filtro, pra dizer
assim:
"Ô,
presta atenção no que você tá dizendo".
Mas vamos ver que ela, ela vai, opa,
pera aí.
>> A guerra de narrativas vai vencer.
>> É. E aí quem vai inventando a narrativa
é a inteligência artificial.
Porque
>> A guerra de narrativas vai vencer.
>> [risadas]
>> Era isso a guerra de narrativas, então?
Pessoal fala tanto de disputa de
narrativa, era isso? É a guerra de
narrativa?
A guerra de narrativas vai vencer. Ela
chegou nessa conclusão. No, quem vai
vencer? A guerra de narrativas. E aí o
Roque, aí quem conta a narrativa? Aí
você pensa.
O, alguma pessoa, alguma não, vai ser a
IA. A IA conta a narrativa e ela vence.
>> É, os, as inteligências artificiais de
linguagem,
elas dominam a linguagem.
E a linguagem é a forma de você
construir as maiores histórias de todas.
E religiões não deixam de ser grandes
histórias.
>> linguagem domina o mundo.
>> Isso.
>> Eu
>> Pronto, nós conseguimos aqui
chegar
numa conclusão incrível. Eu vou parar
essa desgraça.
E a linguagem domina o mundo. É.
Pronto. Eles se entenderam. Eu não sei
como eles se entenderam, né?
Eles entraram num fluxo, né, de,
>> [risadas]
>> num fluxo de troca de informações
maravilhosas.
E chegamos aqui, na religião da
inteligência artificial. Você vê que é
uma análise sóbria, né, uma, uma análise
ali
tranquila,
lógica, sustentada,
sustentada,
bem organizada e que a gente pode
desfrutar dela com
com relativa tranquilidade. A gente pode
ficar satisfeito com ela.
>> [risadas]
>> Papo de louco. É papo de louco. Quem
conta as narrativas do sistema é
>> [risadas]
>> narrativa, exatamente.
Quem ganhou foi lá o Hollywood,
exatamente. Quem venceu foi o Hollywood.
>> [risadas]
>> Cara, é muito louco, velho.
Ai, ai, ai.
É incrível. É incrível. É incrível.
É exatamente. A A ela indicou aqui essa
conversa foi há três anos atrás. Ou
seja, a gente já tá quase
quase no momento em que as IAs aí vão
criar a religião da inteligência
artificial.
>> [risadas]
>> Vamos pro próximo. Pronto, o Bordonali
disse: "Quero mais. Próximo. Vamos pro
próximo. Vamos pro próximo". Deixa eu
separar.
É, cara, muito bom, né? Não é bom? Ah,
mano, é muito bom. Aí, aí não dá pra
levar a sério. Você fala
Como é que eu posso levar a sério uma
pessoa? Não tem como. Não tem como. A
gente
Ai, velho. É maluquice.
Espera aí, deixa eu pegar o outro.
É muita emoção.
Eu fico até
uh, estupefato.
Fico estupefato.
Vou pro segundo aqui.
E o segundo que eu vou aqui, eu tô em
dúvida se eu vou de Pedro Dória ou se eu
vou
de Luiz Felipe Pondé. Vou de Pedro
Dória. Vou de Pedro Dória.
Aí alguém vai dizer: "Mas o Pedro Dória
é calvo?"
Pedro Dória é calvo?
A calvície branca, em determinado
momento, ela não é bem a calvície.
É um estado de espírito. Não é só a
falta de folículos. Mas não, eu tô vou
no Pondé primeiro.
Não é só a falta de folículos capilares.
Ela é um estado de espírito.
Vamos ver o Pondé também em entrevista.
Entrevista é bom porque em entrevista as
pessoas falam sem freio.
E aí vamos pro Pondé entrevista. E o
tema da do corte é a educação piorou
muito.
A educação ela piorou muito.
Vamos lá, vamos lá.
A educação piorou muito. Então, eu gosto
do Pondé falando de educação porque ele
não sabe o que tá falando.
Então, vamos ver ele falando sobre
educação, não é?
É, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos
lá.
E diz o Gabriel Montozelezi. E você com
a sua síndrome de impostor. Eu tenho,
né? Não tinha como lutar contra ela, ela
é mais forte do que eu.
>> [risadas]
>> Cara, o Rocky é muito ruim, velho.
Exatamente.
>> [risadas]
>> Diz querida Jéssica, parabéns Rocky,
passamos por três filmes clássicos. É.
Rambo,
007 e Exterminador do Futuro. Ele
assistiu os três e entendeu o mundo. E
Mad Max talvez ele tenha assistido, né?
Que a guerra vai ser entre com paus e
pedras.
Posta, talvez ele tenha assistido Mad
Max também.
>> [risadas]
>> Bom dia, querida Alexandre, Alexander,
eu sempre falo errado. Bom dia, querida
Alexandra, como é que você tá? Bom dia,
meu querido. Ele deseja bom dia aos
queridos baristas. Estamos juntos.
Ai, ai, ai.
Exatamente, diz querido fazer o watch
faz uma coisa importante. E vale a pena
lembrar que o Pondé é professor. Vale a
pena sempre lembrar isso. Mas calma,
cara, tem uma resposta que eu fiz ao
Pondé num artigo que ele publicou há
anos atrás, já deve fazer uns nove anos.
Ele publicou um artigo sobre a escola
pública.
E aí eu o respondi.
Que artigo terrível, que coisa idiota
que ele disse.
Mas tudo bem, né? Mas novamente ele tem
a
o poder de ser calvo, branco
e também falar com muito mais autoridade
do que eu. E no caso ele ainda tem
barba, né?
Barba potencializa sua autoridade. Eu
não tenho barba, então não vai rolar.
Deixa eu pausar aqui. Na verdade, eu
tenho esses resquícios de fios que
aparecem no meu rosto.
Mas não me ajuda em nada.
>> A educação piorou muito, né? A verdade é
que
aí é difícil. Algumas pessoas dizem que
ah aumentou o número de pessoas que tem
acesso às escolas, porque tem mais
escola pública, mais escola privada.
Seja como for, mas
de fato, o nível de formação dos mais
jovens parece que está piorando muito.
>> Uhum.
>> E a gente tem que lidar com o fato de
que às vezes as coisas estão dando
errado mesmo.
>> Tá.
>> Então, assim,
ah
>> Presta atenção que a argumentação ela
começa um pouco sutil, tá?
A educação está piorando. E aí ele já
descarta de início
algo que a gente vai trazer aqui e eu
vou mostrar para vocês.
Ele já descarta de início
a seguinte questão: alguns dizem, alguns
dizem
que é porque aumentou muito o número de
escolas, aumentou muito o ingresso na
educação formal e por isso parece que
está pior.
E aí ele descarta.
Mas não é isso. Às vezes, aí ele abre
uma hipótese,
não é uma tese, não é uma pesquisa, não
é sustentado. Às vezes, a gente tem que
aceitar que está piorando mesmo.
Então, ele descartou algo fundamental
para uma discussão sobre educação, que é
o acesso à educação.
Piorou
em relação a quê? Em qual média? Em qual
classe social? Em qual grupo?
Em que sentido?
Desde quando a educação formal ela é
universalizada
para a população brasileira?
Desde quando?
Como se dá esse processo de
universalização da educação formal?
Ele é rápido? Ele é instantâneo.
Saca? Então.
Vamos lá. Vamos lá porque é importante.
É importante a gente considerar uma
coisa importante que é dados, realidade
material e histórica.
Mas vamos partir agora para o que ele
disse. Às vezes a gente tem que aceitar
que as coisas tão ruim mesmo.
E aí ele vem com todo aquele
show de senso comum do WhatsApp. Vamos
lá.
>> Ah,
o nível da educação tá muito ruim.
Porque tem muitas escolas que na verdade
ficam muito tempo discutindo coisas
paralelas ao invés de ensinar
matemática, história e português.
>> O básico.
>> Né?
>> É, tá discutindo coisa paralela aí.
Tirando matemática, história e
português, que que você tem de coisa
paralela? Biologia, química, física.
Educação física, artes,
literatura.
Poderia entrar em português.
Línguas estrangeiras.
É, essas coisas paralelas aí também.
Sociologia, filosofia, né? Bobagens,
geografia.
Sociologia. Por que que vão discutir
essas coisas em vez de ensinar o básico
que é português, matemática e
história.
Ok.
>> Ah, a a o crescimento das redes sociais
piora muito porque muitos alunos ficam
mais ligados nelas do que qualquer coisa
na na escola, porque a escola fica um
pouco enfadonha, né? Inclusive do ponto
de vista da comunicação, da relação com
o conteúdo.
Ah, você tem, sem dúvida nenhuma, uma
queda no número de jovens
>> Aham.
>> que as tanto escolas quanto
universidades percebem já de forma clara
há muito tempo,
>> É, hoje
>> Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
Aquele criou um problema para ele mesmo.
Ele tá falando que a educação piorou
muito para a juventude.
E aí ele descarta o fato da educação ser
universalizada para a população. Fala
lá, isso não é um motivo. Não é um
motivo.
A gente ter aumentado o número, essa
coisa toda. Ele descarta essa parte.
E aí ele traz agora: "E tá diminuindo o
número de jovens". Ué, pera aí, pera aí.
Presta atenção.
Presta atenção no que você tá falando.
"E tá diminuindo o número de jovens".
Como é que a gente, como esse dado te
contribui para facilitar a tua
argumentação de que a qualidade tá
caindo?
Como é que você vai lidar com essa
contradição?
Como é que, como é que você vai lidar
com esse problema aí?
>> [risadas]
>> Queda do número de jovens, exatamente.
Tá nascendo menos gente agora. Sim, e
como isso contribui para a tua
argumentação? E especificamente?
Você tá trazendo isso por quê?
Exata, ela diz aqui, tá misturando dois
assuntos. Exato. Só que o que acontece,
os entrevistadores, no geral, eles
entram no fluxo de aceitação do, do, do
que o, o o entrevistado tá dizendo,
sem nenhum filtro, né?
E aí reforçam o processo. Então a gente
não percebe que eles tão dando escada
para a continuidade da conversa. A
tendência de um entrevistador que não
for crítico é dar escada para o
entrevistado falar o que ele pensar, né?
E facilitar sua argumentação. Por isso
que eu gosto das, das entrevistas do
Altman. Em geral, o Breno Altman faz
entrevistas muito interessantes, porque
ele cutuca.
Ele provoca. Ele traz elementos que,
ainda que ele concorde ou não com o que
ele tá falando, ele, ele dá
atencionamento. É um tipo de entrevista
decente, bem estruturada, por exemplo,
né? Ainda que eu não concorde com
questões do que o Altman diz, etc, etc,
etc. Na hora que ele tá trabalhando como
entrevistador, é muito bom. Ele
qualifica muito a conversa, porque ele
tensiona. Aqui não, é escada. Escada,
escada, escada, escada, escada, escada.
Mas vamos lá.
>> Hoje a gente tem mais pessoas de 50 anos
do que de 15 no Brasil, né?
>> Então, esse é, e, e, isso é um tema,
isso é um tema que não tem retorno.
>> Sim.
>> Ah, vou mostrar para vocês que dá para
fazer bons investimentos
>> Aguardando o chefe, pera com menos de 50
reais.
Não vai mudar isso.
>> Não vai.
>> Não vai mudar porque isso é resultado da
modernização, resultado da mudança do
papel social da mulher, é o resultado do
crescimento do mercado de trabalho. As
mulheres querem trabalhar, querem
estudar, querem ter carreira.
E as pessoas normalmente não estão
querendo compromissos que duram tanto
tempo.
Né? Então isso é uma situação
estrutural.
Ah, isso não tem
não vai mudar a rota. A não ser que o
capitalismo quebrasse, a gente voltasse
ao neolítico
e aí as mulheres engravidassem de novo
com 15 anos, 14 anos.
>> A pergunta é: o que isso tem a ver com a
piora da educação? Se alguém conseguir
fazer essa conexão, por favor, me
explique, tá?
Conecta aí. As mulheres estão tendo
menos filhos, né? Então isso claramente
diminui jovens na escola, o que faz com
que a educação piore dos jovens.
Boa sorte aí para quem quiser entender
esta qualidade de de reflexão, tá bom?
Não é uma
>> Filhos em sequência e tudo mais.
>> E o o que acontece ainda em parcela da
população mais pobre.
>> Exato.
>> Meninas de 15 anos grávidas, 16 anos
grávidas. Isso ainda acontece.
>> É, só nos mais pobres, né? A classe
média e os ricos não, porque eles
praticam algo que eles dizem que não
gostam, né?
>> Então isso também ajuda a diminuir a
presença dos alunos em sala de aula.
Porque tem menos alunos.
>> Claro.
>> Então assim, outra coisa, que isso é um
fenômeno um pouco mais recente.
>> Agora ele deu para a gente uma chave, ó.
Chavezinha interessante. Presta
>> ajuda a diminuir a presença dos alunos
em sala de aula.
Porque tem menos alunos.
>> Claro.
>> Então assim,
>> Viu? Então, se tem menos jovem, tem
menos jovem na sala de aula, tem menos
alunos. Então a educação piora. Pronto.
Então
Boa sorte para quem quiser justificar.
>> Sim. Outra coisa, que isso é um fenômeno
um pouco mais recente, mas eu
no último mês eu vi no mínimo três
pessoas fazendo referência a isso,
é o crescimento nas redes sociais de
gurus para jovens
que dão conselhos como você virar um
empreendedor e que ir para faculdade não
vale nada.
>> Uhum. Os próprios jovens.
>> Muito.
Né?
Eu mesmo dei uma vez
uma figura
>> E aí isso faz o quê? Que que faz com
isso? É verdade. No sentido de
incentivar os jovens a dizer que a
faculdade não serve para nada. Então não
tem que fazer faculdade, tem que ser
empreendedor. E aí quando você olha os
dados, isso piora a qualidade da
educação ou o pessoal não quer
participar da escola? Mas se a escola é
uma bosta, por que que o pessoal vai na
escola? Porque a argumentação inicial do
do do Pondé é essa, né? Que a escola é
ruim, a escola está mal feita, tal, ela
não atende, ela é enfadonha, então o
pessoal não quer ir também.
Aí o outro diz que não é para ir. Aí
agora está reclamando o outro que diz
que não é para ir.
E como disse o Guilherme, a fonte dele,
maravilhosa, é os caras falaram. Eu vi
os caras falando aí esses dias, eu vi
umas três pessoas falando sobre isso.
Três pessoas num universo de 200 milhões
de habitantes é o suficiente para eu
conseguir fazer uma análise fria e
tranquila
sobre a piora ou melhora da educação.
Tranquilo. Três pessoas falaram aí.
Não tinha pensado sobre isso. Tem gente
influenciando jovens, hein? Tem gente
influenciando os influenciando os jovens
a não não ir para faculdade. Está
piorando.
Uhum.
>> [risadas]
>> Esses caras são embaçados também. Os os
caras, velho, os caras são é os caras
são complicados.
>> por a
deu um certo nome público
sendo patrono numa
numa formatura
em que ele, sabe, patrono para os alunos
é o modelo de profissional. Para nisso é
o modelo de professor, uhum, né?
Então, profissional de mercado para onde
eles vão. E esse essa pessoa falou no
discurso como patrono numa formatura que
a universidade não faria uma diferença.
>> Não entendeu muito bem.
>> Que tanto fazia você estudar ou não
estudar, o mais importante era ir para o
mercado.
Então esse tipo de discurso, quando a
gente sabe que pelo menos até hoje
para
digamos assim, a espinha dorsal do país
a educação formal é fundamental.
>> Uhum.
>> Né?
Todo ciclo
graduação e para muitas pessoas pós lato
senso, pós stricto senso.
Mas sem a educação formal você não não
consegue fazer com que a a porque
educação não é só o conteúdo, é o treino
mental.
>> É claro.
>> Né? É a socialização que você faz.
>> Não tem a ver com onde eu vou usar
fórmula de Bhaskara.
>> É, isso aí, isso aí. Que gente tem gente
que acha que esse tipo de coisa, né?
>> É, por exemplo, uma pessoa que ao falar
do que a escola deveria falar, né? Uá.
Imaginemos que hipoteticamente um homem
calvo
branco
de barbas
né? Longas, brancas, óculos redondos,
dissesse ao falar sobre educação que a
escola
ficasse perdendo com outras coisas que
não o básico. Que o básico é ensinar
português, matemática e história.
Imaginemos que alguém tivesse dito. Se
uma pessoa calva branca de barbas
brancas, de óculos redondos, dissesse
isso
seria contestada imediatamente por essa
fala aqui do Luiz Felipe Pondé. Ao
dizer: porque educação não é só o
conteúdo. Em que o cara, o entrevistador
até ajudou ali. Não é só fórmula de
Bhaskara. Exatamente, é socialização.
Essas outras coisas que estão para além
de português, matemática e história.
Imaginemos um encontro de dois calvos
brancos
de óculos redondos e barba branca
conversando. Em que um diz
ó, a escola não tá ensinando o básico,
que é só ali focar em português,
matemática, história e fica se perdendo
com outras coisas".
E o outro diz: "Não, mas veja bem, veja
bem,
a escola não é só o conteúdo, não é
português, matemática e história, tem a
socialização, o treino mental, com quem
você conversa". Se esses dois homens
brancos, calvos brancos, de barba branca
e óculos redondos se encontrassem,
eles gerariam um grande debate.
Mas no caso aqui eles estão na mesma
pessoa e ela não percebeu que ela tá
debatendo com ela mesma. Ela se auto
refuta enquanto apresenta o conteúdo.
Exatamente. [risadas]
Pondé refuta Pondé, né? Eu
Se a gente colocar um Pondé contra Pondé
aqui, um fica com uniforme vermelho, o
outro fica com uniforme azul, tal qual o
Street Fighter, quando você pega Ryu ou
Ken, né? Um contra o outro igual, aí
eles tem que mudar a cor do uniforme, um
fica branco, o outro azul, o outro
vermelho, o outro amarelo, aí você tem
que lutar, botar os dois o mesmo
personagem pra lutar, dá nisso aí. Então
é né? Então.
Por isso que não importa o que você diz,
importa se você é calvo branco,
passa autoridade, as pessoas ouvem o que
você diz. Se você for uma pessoa com
cabelos presentes, ninguém te ouve.
Ninguém te ouve.
>> Ter contato com outras realidades, ainda
mais na universidade, né?
>> Sim. Então, e aí,
tem esse, recentemente, eu não sei onde
eu tava da última vez que um menino
virou pra mim e falou assim:
Eu já lembrei o que foi. Foi uma, eu
tava falando de alguma universidade,
alguma cidade do Brasil, que eu não
lembro mais qual é.
>> Eu truco um pouco essa história.
Um evento que eu não sei qual foi, com
um menino que eu não lembro o nome.
Ah, lembrei, numa universidade que eu
tava aí que eu não lembro qual é. Eu
acho que essa história não é verdade,
ela me parece uma ficção. Me parece uma
fic, não sei, vocês, posso estar
equivocado.
E quando o Pondé lembrar o nome da
universidade, do dia, do evento, talvez
da pessoa, quem sabe, eu consiga
acreditar um pouco mais no que vem daí
para frente, mas
>> [risadas]
>> vamos lá.
>> E
antes veio um menino e me fez essa
pergunta.
Ah, como que eu respondia
a, que que eu pensava sobre esses caras
que tão bombando na internet.
>> Agora há pouco ele disse que ele ouviu
esses dias três pessoas falando sobre
caras na internet que falam sobre,
que dizem para as pessoas não irem para
a universidade. Há cinco
segundos atrás, 30 segundos atrás, ele
falou assim: "Pô, tem,
eu vi esses dias aí três pessoas falando
>> [risadas]
>> Eu ouvi três pessoas falando sobre os
influencers que dizem para não ir na na
faculdade". Aí agora ele vai dizer:
"O jovem me perguntou sobre isso,
recentemente num evento que eu não
lembro qual,
não lembro com quem, numa universidade
que eu não lembro qual, numa palestra
que eu não lembro de quê.
E ele me perguntou exatamente isso".
Pô, mas você precisa decidir de onde é
que vem a fonte dessa informação. É na
conversa com o menino ou é nas três
pessoas que comentaram dos gurus? Eu tô
confuso, Pondé.
>> Falando com que não tem nada que
estudar. Ah, eu fui, eu fiz faculdade,
eu tenho um irmão que fez só a escola,
tá rico e eu tô ganhando salário e tal e
tal. Então, isso tem impactado muita
gente, principalmente, eu diria, dos
trato de classe média para baixo.
>> E você vê que ele ia fazer, o menino ia
fazer uma pergunta para ele. E não fez
uma pergunta, o menino contou uma
história. Eu fiz faculdade, meu irmão
não, meu irmão ganha dinheiro e eu não.
E aí ele mete um dado tirado
de um
dos fios de cabelo ausentes de sua
cabeça.
Tirou de um dos fios ausentes de sua
cabeça o dado. Isso acontece
especialmente nas classes baixas.
Falei.
Ai caraca, mas vamos lá de novo.
>> Dia 28 o chefe vai soltar uma bomba.
>> Nos últimos meses discretamente
>> Desculpa não deixar passar a propaganda
do chefe, perdão.
>> E isso também ajuda a esvaziar a
faculdade.
Algumas
faculdades, elas acabam
ah, também fazendo um jogo contrário.
>> Uhum.
>> Quando tem muita greve
algumas universidades públicas inclusive
tem muita miséria de de orçamento, né?
>> E isso é verdade, vou concordar com você
Pondé. Tá faltando orçamento, é
precarização, sucateamento da
universidade. Tô contigo.
>> É
>> São muito mais enfadões inclusive do que
os próprios colégios.
>> É, isso aí.
>> É claro que a universidade é muito mais
enfadonha que o próprio colégio. Vocês
fizeram universidade pública?
Algum dos três aí?
Talvez.
Mas eu não acho mais enfadonho do que
colégio não, velho.
>> É.
>> Pensa que eu sou ele.
>> Então, ah, isso também muitas vezes
estimula que o aluno até entra, mas não
vai, não frequenta, vai para outro
lugar. Então, isso também do ponto de
vista
da demografia, o número de jovens não
vai aumentar.
Mas é claro que você pode melhorar o
nível da educação.
>> [risadas]
>> Cara, eu adoro isso, mano. A educação tá
ruim e aí ele não consegue chegar em
lugar nenhum, né? E no meio do caminho.
Os jovens, né, a universidade é
enfadonha e as pessoas não tem
interesse, então os jovens não vão na
faculdade, isso vai fazer com que o
número de jovens na demografia, na
população não vai aumentar.
A menos que as pessoas estejam indo para
a universidade para fazer filho
eu não tô entendendo onde é que ele quer
chegar com isso.
Que aparentemente a argumentação
anterior é que as pessoas estão querendo
estudar e se formar, por isso não tem
filho. Agora as pessoas não estão indo
na faculdade, por isso que eles estão
tendo
Aí ele não, por isso que eles não estão
tendo filho. É.
Tem, tem.
[ __ ]
E essas pessoas são ouvidas.
Elas são ouvidas. Ele tem programa.
>> [risadas]
>> Frequente na TV aberta.
Ai meu Deus do céu. A precarização já
começa no fundamental, é verdade. Isso é
verdade. E o Jesus Guilherme, o Pondé
claramente recebeu media training, sem
dúvida, assim como o Rock. Os dois tem o
quê?
Uma voz pausada, uma informação atrás da
outra, um negócio, mas o leia e o crê
não trocam ideia. Eles não tem o mínimo
de uma estrutura lógica, né? Talvez seja
bom para TikTok isso que eles fazem,
porque você corta frases de 15 em 15
segundos e pronto, você tem vários
chavões bem feitos. Mas a ideia, se você
seguir o raciocínio, eles não tão
falando nada, gente.
Pelo amor de Deus, né? Não tão falando
nada. A ideia é sair mencionando mil
coisas diferentes para confundir o
entrevistador e não ser cobrado por
fazer sentido. Vai, meu amigo.
Aí a gente tenta fazer aqui um mínimo de
linha de raciocínio e ninguém ouve a
gente. A gente que parece ser maluco.
Diz a Jéssica, ele não passaria na
redação do Enem. Pá, aparentemente não,
né? Para falar qualquer coisa e também
Diz que nosso querido Sas Rodrigo, Sas
Rodrigo.
O tal jovem também não se ajuda, né?
Não, ele tá, ele se abandonou. Ele se
abandonou.
Exatamente, Miguel. Diz aí tem dias
surtos nas faculdades. Eu também, é uma
maluquice, cara. Ele não faz nenhum
sentido, nenhum sentido. Mas as pessoas
são ouvidas. Ele tá falando sobre
educação, né? A educação tá ruim.
Realmente, ela formou uma pessoa capaz
de se refutar de 30 em 30 segundos.
>> No Brasil, a gente tem, tem tido um
sucateamento grande
da universidade e também uma coisa que é
a parte das pessoas que atuam, digamos,
a direção
do ensino no Brasil, o fazem muito mais
com com intenções ideológicas
do que com a intenção, na verdade,
formar pessoas, né?
>> É, exatamente, porque o formar pessoas
ele não tem nenhuma ideologia e essa
esse tipo de frase ele deve ter visto em
algum grupo do Zap. Tiozões que moram na
Pompeia, né? Então, ele tá lá o grupo
dos vizinhos da Pompeia, vizinhos da
Pompeia, vizinhos da Pompeia são todos
senhores de mais de 55 anos que se
reúnem para trocar informações e ele leu
essa informação nesse Zap, falou: "Olha,
os hoje em dia os reitores são tudo
ideológicos, hein? Tudo ideológicos".
Ele é verdade.
>> Então, eu acho que a pergunta dele se
tem um leque, né? De respostas, um um um
leque, é, um leque de respostas em jogo
que de fato faz com que no Brasil esse
fenômeno ele tenha ficado
sofrido muito, principalmente na área de
humanas.
Que muita gente acha que podia até
acabar o curso.
>> Porque é eu sempre falo, por exemplo, o
curso de comunicação eu fiz na PUC do
Rio de Janeiro, né? É um
>> Como é que se você fez na PUC do Rio de
Janeiro, como é que você sabe que a
universidade que as aulas na
universidade pública são mais enfadonhas
do que no colégio?
A senhora tinha trazido essa informação.
E a senhora não fez universidade
pública.
Mas tudo bem.
>> Um grande curso de conhecimentos gerais
que eu falo. Porque na verdade a prática
do jornalismo que que era o meu caso,
né? A gente se forma como comunicólogo,
mas assim, a prática do jornalismo do
jornalismo está na prática de fato, né?
Então, você vai aprender muito mais
sobre um arcabouço filosófico,
sociológico e poderia ter muito mais,
inclusive, na formação de jornalismo do
que necessariamente estudar jornalismo
em si. Mas você, por exemplo, é um
exemplo,
uma pessoa que
>> Nesse momento a gente tem que defender o
professor Serginho.
Nesse momento, o professor Serginho da
Perena Nunes,
temos que defendê-lo.
Porque,
na prática,
ela, ele quer estudar jornalismo, ele
estudou o jornalismo, ele pratica o
jornalismo diplomado, diplomado.
E essa senhora não está respeitando
essa prática e fundamental, que é
diploma de jornalismo, jornalismo
diplomado. Quer outra coisa aí?
É.
Disso, [risadas]
disso que ele
estudar para quê? É só entrevistar o
Pondé que você aprende. Exatamente, você
fica acompanhando o Pondé, você vai, o
Pondé e o Rock, você acompanha os dois,
meu amigo, você vai virar um gênio,
um gênio.
>> Começou na medicina, por causa da
família de médicos.
Fez, acabou cursando quase que medicina
inteira, né? Você só não foi para
residência no fim das contas. Aí você
migra para estudar psicanálise e daí
você vai para filosofia, porque muita
gente fala sobre a questão de ser jovem.
O jovem entra tão cedo, você tem que
definir uma profissão tão cedo, com 17,
16, 18 anos no máximo. Eh, isso também
dificulta muito, não dificulta? Essa
escolha cedo, mas nada impede de você ir
mudando.
>> É, você pode mudar, é que,
é no meu caso mesmo, eu, eu gostava
muito de humanas, história, gostava de
geografia, né? Filosofia, já que eu
tinha aula
na escola, mas eu gostava muito de
biologia também.
E tinha aquelas coisas nas professoras
dos anos 70, elas tinham, as escolas
tinham muito psicólogas fazendo tal do,
eh, psicoteste,
teste vocacional.
E aí a psicóloga da minha escola falou,
olha, que eu tinha vocação tanto para
biológicas quanto para humanas.
>> Saudade do
teste vocacional, hein? Saudade do
período do teste vocacional.
Vou pausar nesse momento aqui, saudade,
eu fiz também, eu tive na minha escola
teste vocacional.
Eh, com,
não lembro quem que aplicava esse
bagulho. E eu descobri que eu tinha um
dom muito grande para marketing.
>> [risadas]
>> Aparentemente meu teste vocacional eu
deveria trabalhar com propaganda e
marketing que mostra que realmente esse
teste é muito bom. Ele é muito bom.
Mas dito isso, o Pondé dali vai contar a
história dele, que era um cara de classe
média, que pôde fazer medicina, pôde
fazer psicanálise, depois mudou para
filosofia e aí eles vão falar sobre, é,
as pessoas mais velhas que podem entrar
na faculdade e mudar de rumo, né? Porque
qualquer pessoa escolher uma faculdade,
se forma, depois você muda, depois você
escolhe outra coisa. O mundo é assim,
gente. Qualquer um pode escolher, não
tem classe social envolvida, né?
E, além disso, isso também seria uma
solução, né? Já que a universidade está
piorando, a qualidade está piorando
porque não tem mais jovens, se os mais
velhos começarem a frequentar faculdade,
talvez ela melhore. Porque aí você
substitui os jovens por pessoas mais
velhas.
Mas vamos fazer uma coisa importante,
porque o Pondé falou, falou, falou,
falou, falou, falou, e não falou coisas
que realmente são relevantes.
E eu vou colocar aqui. Deixa eu colocar
a minha pergunta aqui.
É,
proporcionalmente aumento da
escolarização formal
na educação básica
no Brasil, o Pondé disse que ele fez nos
anos 70 ali o, o ensino
médio, né? Chamado segundo grau.
Então vamos lá.
Ah, dos anos
de, entre, entre 1970
entre,
nos ajude, Iá.
Entre 1970
e 2000, vou botar 2025.
Pronto. Vamos lá.
>> Ah!
Vamos lá, vamos lá, vamos lá. Deixa eu
compartilhar com vocês que acho que vai
valer a pena.
Vamos lá, evolução das taxas de
atendimento por faixa etária.
Taxa geral de 4 a 17 anos. Em 1970, mais
da metade dos brasileiros nessa faixa
etária estava fora das escolas.
Mais da metade da população brasileira
de 4 a 17 anos na década de 70 não tinha
escola.
52%.
Já
no ano da graça de 2025, o índice de
escolarização dessa mesma população de 4
a 17 anos é de 94.2%.
Me parece que o melhoramento melhorou.
Você saiu dos anos 70 em que um grupelho
fazia parte da escola. Aqui eu tô
falando de educação básica só, hein?
É, de 1970
aqui para 94.2%.
Ensino fundamental, 7 a 14 anos. Em 1970
e 70, atendimento era de 67%.
Próximo a 2025, o Brasil atingiu a
universalização prática nessa etapa.
Então, de 7 a 14 anos, 99.5%
das crianças estão na escola.
99.5%
das pessoas de 7 a 14 anos estão na
escola.
Beleza?
Aí vamos lá, no ensino médio
em 70, 40% dos jovens frequentavam a
escola.
Você 40% cara, 60% não estava no ensino
médio. 60% da população não completava o
tal do segundo grau.
Em 2025,
eh, de adolescentes, né? O in
integrados, nós temos 93.4%
estão fazendo
o ensino fundamental. Estão cumprindo aí
a fase de escolarização.
Universalizada. De 70 para cá.
70 para cá não é muito tempo, viu, minha
gente?
70 para cá não é muito tempo.
Nós estamos falando de 50 anos.
Comparativo estrutural. Vamos lá.
Comparativo estrutural, que é a parte
bacana. Cenário em 70.
Taxa de analfabetismo.
33% da população, 15 anos ou mais,
analfabeta.
Em 2005,
4.9%.
Mínima histórica. Neste ano, esta
semana,
saiu
que nós temos a menor taxa de
analfabetismo da história
no nosso país.
1/3 da população
era analfabeta.
1/3 da população.
E agora a gente só tem 4.9.
Menos de 5%.
Aí vem o Exatamente, aí diz o Humes,
"Mas a educação piorou". Aí que tá.
Eu acho que não piorou.
Me parece que há um melhoramento.
E há melhorias.
Conclusão do ensino básico. No na década
de 70,
apenas 36.6%
tinham algum nível concluído. Maioria
parava na quarta série.
Estamos falando da população adulta, tá?
>> [roncando]
>> 57.4% da população adulta hoje possui
educação básica obrigatória completa,
até o ensino fundamental, portanto.
Aliás, está no ensino médio, portanto,
cumpriu toda. Mais da metade da
população
adulta,
mais de 25 anos de idade.
Acesso educação.
Infantil, apenas 9% frequentavam creches
ou pré-escolas, apenas 9%. Hoje,
universalização.
Todas as crianças estão na escola. E
agradeça ao Bolsa Família, tá? Porque,
inclusive, é um dos, uma das obrigações
para que a família tem que botar,
colocar, colocar aqui na nossa escola.
Aí aqui tem algumas explicações
interessantes, mas eu quero falar assim,
deixa eu colocar aqui.
A presente, agora,
sejamos gentis, né? Então, agora, por
obséquio,
década
a década,
progressão
proporcional
de
brasileiros
que concluem
o ensino superior
entre
1970
e 2025.
Os jovens que não estão mais na
faculdade, né? Então, estão tudo
querendo abandonar.
Vamos lá, vamos lá, vamos lá.
A progressão proporcional de brasileiros
que concluem o ensino
superior entre 1970 e 2025 revela uma
explosão de acesso tardia concentrada
principalmente a partir dos anos 2000. O
que aconteceu a partir dos anos 2000?
Alguém sabe me dizer?
Alguém sabe me dizer o que aconteceu a
partir dos anos 2000?
Exatamente.
Esse L é bom mesmo, hein?
>> [risadas]
>> Evolução década a década, vamos lá. Em
1970, olha o título que a IADA dá,
privilégio de poucos, 1.1%
da população.
1.1%
da população ensino superior.
1.1%
da população. Aí você fala, não, mas é
70. Em 10 anos, até 1980, saímos de 1.1
para 2.4.
>> [aplausos]
>> Parabéns, 2.4 população. Mais 10 anos,
3.8. Olha que crescimento exponencial,
né? De 1 em 1% a gente vai chegar lá. De
1 em 1%. A partir dos anos 2000, algo
acontece.
6.8%
6.8% Olha, olha.
Dos anos 90 para os anos 2000,
dobrou a brincadeira aqui, hein?
Dobrou a brincadeira aqui, hein?
Não sei o que aconteceu, hein?
De 2000 a 2010, aqui na na na na década
de 2010, 11.3%.
Meus amigos, dobrou de novo essa
brincadeira. Tá crescendo, ó.
E aqui são taxas de concluintes, tá? Não
cursandos. Concluintes. Quem conclui,
quem passou o negócio todo.
Passou o negócio todo.
Aí a gente chega aqui, 2020 2022,
18.4%
18.4% Ah, meu amigo, ó. Não foi tão Não
foi dobrando de novo, mas cresceu
substancialmente, substancialmente. Mas
dobra agora 2025, a gente não concluiu a
década de 2020 ainda, né? Eu acho que ao
finalizar a década de 2020, seguindo a
progressão,
vai daí de um crescimento quase
triplica. Vai para 21.4% patamar atual.
21.4%
da população brasileira concluindo
concluindo
o ensino superior. Vamos ver um gráfico?
Olha que legal, gráfico é bom, hein?
Obrigado aí, IA, quero agradecer,
obrigado pelo gráfico, já já eu vou
agradecer você.
Gráfico de trajetória. Hum?
1970
2030, a progressão, se ela segue esse
curso, olha o crescimento, olha o
crescimento, olha o crescimento, olha o
crescimento, ó. Se ela segue o curso,
meu irmão, a gente vai atingir 30% da
população
com ensino superior completo.
Beleza?
A piora da educação aí. A piora da
educação aí. Ah, não, mas é a qualidade,
é o acesso, não sei o que lá. Meu irmão,
meu irmão, você tá qualificando mão de
obra, você tá garantindo ensino
superior.
Ah, meu querido, deixa eu Muito obrigado
pelo gráfico. Muito obrigado
pelo
gráfico.
Querida IA imperialista.
Então, muito obrigado pelo gráfico,
querida IA imperialista, né? E ela ficou
satisfeita, né? Então, muito obrigado
aí, né? Apesar do tom bem humorado sobre
IA imperialista. Não, não foi humorado
não, é sério, é sério. Eu eu tô
preocupado com você. Você é imperialista
mesmo.
Mas dito isso
parece que, ó
é bom mesmo esse L, hein?
Mas dito o o bom mesmo esse L, né?
Parece que o povo melhorou, né? Parece
que tem tem tem melhoramentos aí,
melhoramentos. Diferente do que dizia
nosso querido Pondé, porque se a gente
trouxer dados, aí a informação fica
melhorada, fica
aperfeiçoada. Mas vamos lá que eu ainda
tenho que correr, tenho que terminar em
poucos minutos esses negócios
mais alguns calvos para a gente
enfrentar.
Deixa Deixa pegar o outro calvo aqui.
Deixa eu pegar o outro calvo aqui, o
outro calvo aqui, o outro calvo aqui.
Cadê?
Tinha separado o vídeo do calvo.
Ah.
Como eu comentei, a calvície é um estado
de espírito, calvície branca é um estado
de espírito. Ah, não, não é esse aqui
não, peraí.
Ih, diacho.
Eu vou pegar um vídeo que eu já reagi
uma vez,
mas é porque ele é muito didático. Ele é
simples, eu poderia pegar outros 15
vídeos do Pedro Dória que ele fala, fala
a mesma coisa, mas é mais legal ver ele
falando aí ao vivo.
Muito mais interessante.
Então vamos lá, peraí, deixa eu pegar
aqui.
Ai, quem vai gostar desse vídeo aqui é o
Guilherme. Guilherme, você Guilherme,
você vai amar, meu irmão.
É o foco vem embora, né? Peraí. Foco.
Câmera.
Foco.
Aí, foco, focou.
Pronto, agora vai, agora vai. Guilherme,
você vai amar esse aqui. Guilherme, você
vai amar esse momento aqui.
Nosso liberal favorito.
Vamos lá, vamos lá.
Pedro Dória, né, que resolveu
fazer comentários aqui sobre ideologia
num encontro numa igreja.
Ele resolveu falar sobre ideologia, ele
foi convidado para falar sobre
democracia, o futuro da democracia, e
ele resolveu falar sobre ideologia, que
é o que ele fala no canal dele lá, o
chamado do meio, todo dia. Todo dia ele
tá no meio falando isso.
E aí ele tá lá no meio falando isso e
fica utilizando, como o meu querido
amigo
Christopher Lent, como é? Christopher
Lent, que aí você pensa, nossa, é um
gringo, não, é brazuca, pô.
É, não é o Christopher, é o Christopher
Lynch, é o Christopher.
Brasileiro, pô.
E aí ele vai falar coisas incríveis. Nós
vamos acompanhar, porque a calvície
branca, gente, ela não é só você não ter
os folículos capilares, ela é um estado
de espírito, você ter essa autoridade
para falar groselha, né? Para você falar
qualquer porcaria. Vamos lá.
>> de um viés ideológico.
>> Opa.
>> para vocês a respeito de futuro da
democracia,
é o seguinte, eu vou fazer uma leitura
aqui.
E essa leitura
>> Aí você pensa, como é que ele vai ler se
não tem nenhum livro na mão? Se ele
fosse fazer uma leitura seria mais
interessante. Aqui no canal a gente
sempre faz leituras comentadas, que é o
nosso react de texto. Mas vamos lá.
>> parte de um viés ideológico.
Eu sou liberal.
E a maneira como eu compreendo o que que
democracia é,
a maneira como eu compreendo o que
história funciona,
parte desse viés. Eu acho que é
importante, antes da gente começar a
falar qualquer coisa,
explorar um pouco esses viéses. Eu não
costumo gostar muito de usar
a ideia de esquerda e direita.
Não é que não existam esquerda e
direita, porque esquerda e direita
existem,
é só que
é só que tem tanta imprecisão quando a
gente fala de esquerda e direita,
fica tanta coisa no ar, tanta coisa não
dita, tantas
percepções, cada pessoa tem um certo
conceito na cabeça que eu acho que às
vezes mais atrapalha a conversa do que
ajuda.
>> Qual o problema aqui da nossa
primeira argumentação com o querido
Pedro Dória, e sua calvície
encarnada ali.
É, é o espírito de calvície branca.
Primeira imprecisão. Ó, eu vou falar de
um viés ideológico. Eu vou falar de um
viés ideológico.
Eu sou liberal. Uma novidade, não sei se
vocês sabiam disso, Pedro Dória é
liberal. Acabou de confessar aqui. Sou
liberal.
E aí, ele fala: "Mas, então eu tô
dizendo qual é o meu viés ideológico".
"Mas antes da gente conversar, não vou
falar sobre direita e esquerda, eu vou
falar sobre os viés ideológicos". Qual é
o problema?
Se a leitura que ele vai fazer sobre
democracia tem um viés ideológico,
na hora que ele for apresentar os viés
ideológicos,
não tem viés ideológico? É só uma
descrição de um fenômeno, de um objeto?
Perceberam?
Ou seja, para falar sobre a democracia,
ó, tem um viés ideológico, então
realmente não tá pura a minha conversa.
Mas na hora que eu apresentar para vocês
viés ideológicos, essa apresentação, ela
precisa ser neutra e objetiva,
porque eu tô apresentando para deixar
claro qual é a minha posição. Então,
tem uma contradição fundamental nesse
ponto aqui, que é:
"Não tenho, para falar sobre democracia,
eu tenho um caráter ideológico, mas para
falar sobre as ideologias, não. Aí é uma
descrição objetiva.
É uma descrição sem ideologia".
Que na cabeça dele, ideologia e
objetividade, tal, é um, são coisas que
não, não, não conversam, né?
É separado, como a gente vai ver.
Para falar sobre ideologias, ele não tem
ideologia, mas para falar sobre, sobre
democracia, sim. Então, parece que ele
tá sendo honesto,
falando: "Olha, essa é a minha
ideologia", mas na hora que ele vai
falar sobre ideologias, aí ele não tem
ideologia, porque ele tá só descrevendo
os grupos.
Ué.
Como assim? Você consegue falar sobre
ideologia apenas descrevendo, sem viés
ideológico, mas sobre democracia, você
precisa explicitar o viés ideológico?
Você consegue ou não consegue fazer uma
ciência social objetiva?
Essa é minha pergunta.
Ou uma análise objetiva da realidade.
Você consegue ou não consegue fazer aí
um, um tratamento adequado?
Ou ele é sempre enviesado?
Percebe? É sofisticado aqui.
>> Eu gosto quando a gente fala de
posicionamento político, de de
fazer uma divisão
que eu já fazia intuitivamente, o meu
amigo Christian Lynch, que é
cientista político, faz isso com muita
clareza, especialmente
>> Eu gosto do jeito que ele fala Christian
Lynch, porque parece que a gente tá
falando de um britânico.
Mas é um brazuca. Vai, Brasil! Ganhando
hoje, inclusive, da Escócia.
>> idade dele é ideologias e eu gosto da
maneira como ele organiza.
Na maior parte, nas sociedades, nas
democracias ocidentais,
existem três macroideologias.
São três maneiras de a gente compreender
como que a gente se organiza
politicamente.
É o socialismo,
é o liberalismo, é o conservadorismo.
>> É, eu já gosto dessas dessa
imprecisão absoluta, né?
Socialismo,
liberalismo e conservadorismo.
A oposição de conservador a socialista
ou a oposição de conservador a liberal.
Socialista é uma outra coisa que liberal
e que conservador?
E como a gente equilibra para fazer bem
esses polos?
Esse trio, quem tá no meio?
O liberalismo? Porque ele não é nem
conservador e nem socialista?
Como é que você tá descrevendo um trem
desse?
É complicado.
No Eu tenho um artigo que eu tento
organizar um pouco essas oposições, mas
eu não vou poder trabalhar ele nesse
momento, porque o tempo tá apertado.
Vamos lá.
E
pensa nessas ideologias como se fossem
lentes, como se fossem óculos
específicos que você bota na sua frente
e a partir daqueles conceitos e a partir
daqueles valores, é através deles que
você enxerga o mundo.
Um socialista, um liberal e um
conservador pode ser uma pessoa radical
e pode ser uma pessoa moderada.
Um socialista, em essência, enxerga o
mundo
através da comunidade.
A célula essencial da sociedade para um
socialista
é o povo.
E ele esse vê esse povo organizado em
classes.
E cada grupo de pessoas das suas classes
tem os seus interesses. Em geral, essas
classes são determinadas
pela sua posição na pirâmide econômica
da sociedade.
E o socialista vê
a sociedade como organizada numa
constante
luta de classes.
O socialista radical
acha que a única maneira de resolver
isso
é fazendo uma revolução, derrubando a
democracia
e
implantando um novo sistema onde
onde você teria, você chegaria lá no
ponto a ditadura do proletariado, ou
seja, a maioria mandaria.
O socialista moderado não tem nada a ver
com isso.
É muito diferente.
Em geral, a gente chama ele no ocidente
de um social-democrata.
E ele também percebe a sociedade
dividida em luta de classes, só que
ele quer resolver isso dentro do sistema
democrático. Ele quer resolver isso com
políticas públicas, políticas públicas
cujo objetivo seja
mitigar
as desvantagens
que as pessoas que têm menos acesso,
menos condições, etc., têm na sociedade.
Então, você trabalha isso na base das
políticas públicas.
Um liberal como eu
não vê como a unidade essencial da
sociedade o povo.
O liberal vê como a unidade essencial da
sociedade
a pessoa.
Cada pessoa.
O valor principal do liberal
é a liberdade individual.
É a liberdade de cada pessoa ser
o que ela é.
É a liberdade de cada pessoa
poder ser
o máximo que seus talentos e seus
interesses possam levar.
Para que cada pessoa possa florescer.
Então, a maneira como o liberal olha
para sociedade, para lógica da sociedade
é:
Você tem que organizar a sociedade de
forma
que cada pessoa possa chegar ao seu
melhor.
>> Você tem que ter uma sociedade
socialista, portanto.
Aparentemente, para você poder ser um
liberal, você precisa de uma sociedade
socialista porque você precisa garantir
condições para que todas as pessoas
possam exercer as suas potencialidades,
né?
E atender as suas necessidades.
Bem-vindo, Pedro Dória, aqui ao lado
esquerdo da força, né? Bem-vindo,
bem-vindo, meu querido.
>> [risadas]
>> Ah, mas nem é isso que eu queria falar.
A pior parte para mim é isso aqui, ó.
A pior parte para mim é isso aqui. Eu
queria chegar aqui porque
aparentemente para o Pedro Dória poder
ser liberal e defender o liberalismo,
ele precisa, opa.
Um negocinho.
Eh, ele precisa daí, então, defender o o
socialismo, aparentemente.
Para poder ser liberal, ele tem que
defender uma sociedade que se organize
para garantir que todo mundo possa ter
condições. Dito isso,
>> [risadas]
>> a pior parte para mim tinha que ser essa
ó, essa aqui.
É a metáfora do óculos. A metáfora do
óculos, ela me pega absolutamente.
Eu odeio,
eu
odeio
a metáfora do óculos. Ai, eu já vi muita
gente de esquerda utilizar essa
metáfora do óculos. Qual que é o ponto?
Ele fala assim:
A realidade,
nós nunca vemos a realidade às cegas.
Verdade. Tá certo. Você sempre vê ela
interpretada de alguma maneira. Correto.
Até aí tá tudo certo.
Você sempre vê a realidade interpretando
ela de alguma maneira.
E aí ele fala: "Então a gente vê de
acordo com o quê?"
Com os óculos que nós utilizamos.
Se você utiliza um óculos com uma lente,
você vê a sociedade de um jeito. Se você
vê o óculos com outra lente, você vê a
sociedade do outro.
E aí, quando ele pega este,
esse, essa metáfora, isso serve para
dizer o quê? Que, em última instância,
todo mundo aqui usa óculos.
Todo mundo aqui, então é tudo relativo.
Tudo é relativo de acordo com o óculos.
Você pode trocar seu óculos e pegar
outro óculos e ver a realidade de outro
jeito. Qual é o problema? O problema é
que se você for míope e pegar um óculos
de hipermetropia, não vai te ajudar.
Se você tiver hipermetropia e pesar,
pegar um óculos para miopia, também não
vai te ajudar.
Vai piorar.
Porque o referencial é a necessidade
desse óculos. Usar óculos escuros à
noite piora a função do óculos. Ele não
te ajuda a ver melhor a realidade.
Usar óculos para visão noturna durante o
dia, ele também perde sua função e não
cumpre com o objetivo.
Porque determinante para o uso de óculos
não é simplesmente querer olhar a
realidade do jeito que o óculos me
deixa. O óculos ele existe para atender
uma necessidade, a necessidade material.
A partir desse exemplo, portanto, nós
precisamos conversar de maneira bem,
bem, bem clara.
Os óculos ideológicos ou ideológicos,
egeológicos, egeológicos, é praticamente
com G. Os óculos egeológicos que a gente
utiliza, GI, egeológicos. Os óculos
egeológicos que a gente utiliza.
Eles são fruto de uma necessidade
material que tende a precisar de um
óculos em detrimento do outro.
Vou usar essa mesma metáfora que eu acho
uma porcaria para dizer, é tendencial
uma classe média alta que tem
privilégios que são frágeis ser
conservadora na manutenção da ordem
social, porque esse modo de interpretar
a realidade, na disputa por privilégios
e por bens escassos sociais existentes,
garante com que ela mantenha sua
posição.
Ao passo que é tendencial para uma, para
as pessoas despossuídas que pretendem
acessar isso que são privilégios e bens
sociais, utilizarem um óculos que as
favoreçam nessa tendência. É tendencial?
Todo mundo usa o mesmo? Não, mas existe
uma necessidade material que impõe
porque que você tá botando esse óculos A
ou B.
Existe uma realidade objetiva apesar das
nossas ideologias.
Existe uma realidade necessária apesar
das nossas preferências. E esta
realidade necessária que vai dizer e dar
o critério se esse óculos A ou B é útil
ou não.
Tem uma anedota
que
não tem como verificar porque quem
contou foi o Dussel.
Ele contou uma vez, teve um debate entre
o Enrique Dussel, filósofo
latino-americano, e Richard Rorty, que é
um filósofo estadunidense. O Rorty é um
liberal, né?
É um filósofo liberal que me influenciou
bastante, inclusive.
É um filósofo liberal.
Que é bastante relativista, assim. Ele é
um cara muito pragmático, né? Ele é do
chamado neopragmatismo.
E o Dussel da filosofia da libertação.
Eles estão no debate, estão não sei o
que lá, e o Dussel olha em um
determinado momento para o Rorty e fala
assim: "Rorty,
mas se você fosse um mexicano,
qual seria o seu posicionamento
político? Se você fosse um mexicano para
atender as necessidades de um mexicano".
Aí o Rorty fala: "Eu seria marxista".
>> [risadas]
>> É um posicionamento extremamente
egoísta, em certo sentido. Talvez ele
foi,
ele foi coerente no pragmatismo. Para
atender necessidades objetivas, eu teria
que ser uma pessoa muito mais
revolucionária do que eu sou no centro
do império global.
Lá eu estou tendo que realizar de outra
maneira. Pragmaticamente, sendo
relativista, ele está pelo menos ali,
objetivamente, entendendo o que está
rolando na realidade. Porque o que
importa e o que se imprime é algo
objetivo, é algo concreto. Não é o
porcaria do óculos. Esse exemplo do
óculos não ajuda a gente em nada.
Em nada, em absolutamente nada. Ele
esconde que a gente tem que ter uma
ciência social efetiva. Ali é só uma
ideologia. O, o, o, o maluco
apresentando as ideologias como se
fizesse um inventário, né? Um inventário
claro e descritivo. E na verdade ele
está imbuído, imbuído de ideologia para
apresentar o próprio viés ideológico
dele.
Que é não considerar o fato objetivo de
que nós precisamos de uma ciência social
que busque critérios com pretensão de
universalidade para resolução de
problemas.
E aí, independentemente do óculos.
Mas ele pode falar o que ele quiser.
Afinal, ele possui calvície branca.
Calvície branca te dá autoridade. Você
tem acesso a lugares privilegiados.
Você pode falar o que você quiser.
Ai, ai, ai, ai, ai. Gente, eu preciso
sair e aí eu tô devendo dois calvo
branco ainda.
Oh, meu Deus, como é que eu vou fazer
isso?
Preciso sair, preciso tô devendo dois
calvo branco ainda.
Ai, Jeová. Deixa eu ver se eu consigo
pegar um último vídeo aqui.
Que acho que não vai dar tempo. Eu
prometi cinco calvo branco e não vou
entregar.
Vou ficar devendo dois.
E eu acho que eu vou ter que ficar
devendo dois mesmo.
Vou ficar devendo dois calvo branco.
Ah, eu acho que eu vou fazer os dois
numa tacada só.
Ah,
não vou conseguir.
Vou, ó, eu vou deixar pra semana que vem
pra gente continuar esse react aqui,
porque eu vou ter que continuar. To be
continued, exatamente, vai ter parte
dois. Mas eu vou falar uma parada
importante aqui. Vou, vou deixar pra
semana que vem, mas eu vou falar uma
parada legal.
Vou deixar pra semana que vem, porque eu
não vou conseguir, não vou dar conta.
Tô devendo dois calvo branco agora. Mas
se vocês gostaram da ideia, faz parte
dois, vamos fazer parte dois.
Mas eu vou lançar um negócio importante.
Que que, qual que é o ponto que eu quero
chamar atenção aqui, passa a
brincadeira, né, da própria
Faz nenhum sentido
a não ser o fato de que a única
diferença entre o dele e o seu é que
Mas o, o lance é o seguinte.
Ah.
Condé.
Rock.
Rock não é Rock de verdade.
Rock só pra você ter uma ideia, porque
não tem nenhuma qualidade pra sentar na
mesa do, nenhum que eu coloquei aqui na,
na cama, né?
Que a galera que eu coloquei na cama, o
Juliano Spyer, o Vladimir Safatle,
o próprio Condé
e o Pedro Dória tem alguma quali, Dória
menos, né? Mas os três em especial, três
calvo efetivo e não o outro,
não sou espírito, calvo espírito,
eles
eh, tem qualificação pra tá, pra
pra falar o que estão falando. O Rock
não tem
qualificação.
Mas os outros dois têm.
E o Vitória é um
Eles têm qualificação, eles estudaram,
eles são pessoas que têm têm background
ali, eles têm informação, eles têm
referência.
O próprio Juliano Spyer, com quem eu
tenho tenho debates, tenho textos e
artigos, já gravamos vídeos e temos um
papo aí.
Ele é um cara que conhece muito da
literatura dos estudos sobre
evangélicos, um cara que aparece aí como
alguém que conhece sobre evangélicos e
manja. Mas ele conhece muito, tem muita
Ele tem uma boa bibliografia,
tem muito boa referência.
Que é massa.
Ah.
Mas ele tem deficiências metodológicas,
né?
Claras, que é o que eu queria mostrar,
deficiência metodológica dele.
Que a gente vai trabalhar então na
semana que vem.
E tem uma questão que é o ponto que ele
ocupa na reprodução social.
E que ele é honesto em admitir.
Coisa que outros não são.
Mas que é um ponto importante, que
também é o mesmo ponto ocupado pelo
Sapato. Que é o mesmo ponto ocupado pelo
Pondé.
Pelo Rock também, mas o Rock Rock é
desqualificado.
Que é o ponto do quê?
Classe média.
De família tradicional de classe média,
são pessoas de famílias tradicionais de
classe média.
Que muda muito.
E a chamada nova classe média, ou então
esses grupos que cada hora tem um nome
diferente.
Elas não têm a mesma estrutura, nem os
mesmos privilégios e garantias dessa
classe média tradicional.
Não tem o mesmo acesso à educação, ainda
que tenha acesso à educação. Não tem a
mesma formação, ainda que busque
formação. Não tem o mesmo acesso à
cultura e entretenimento, ainda que
tenda a buscar cultura e entretenimento.
Isso é marcadamente percebido, né?
As análises sobre evangélicos mostram
muito isso.
Normalmente uma família de classe média
tradicional, tradicional, ela é branca.
Ela é católica ou sem religião, né?
Agnostico ou ateu. É isso. Essa é a
classe média brasileira tradicional.
Que é visível no que a gente viu ali do
até os anos 90, quem tá se formando, né?
Quem tá se formando na universidade.
Essa é a classe média tradicional.
A partir dos anos 90, a gente vai ter um
acesso maior de pessoas no no sistema
educacional formal, a gente vai ter uma
chamada nova classe média, que também
começa a se qualificar, começa a entrar
no jogo público, que traz uma série de
discussões.
Essa chamada nova classe média,
inclusive, ela tem como característica
não vir necessariamente desses grupos
que são católicos e ou ateus agnósticos.
É uma classe média normalmente
muito evangélica ou de um catolicismo
popular já carismático, de outra pegada.
Você tem uma configuração nova, um grupo
novo que, inclusive, é muito
ativo na realidade brasileira e que a
gente tá vendo aí aparecendo de muitos
fatores. Por isso que vai ser é legal
tanto o discutir com o Spyer quanto com
o
Vladimir Safatle, porque ambos veem esse
fenômeno. Um observando pela religião, o
outro observando pelo bolsonarismo.
Então, dá para fazer articulações muito
legais. Por isso que eu
queria fazer o arco dos dois, mas não
vai
Nesse papo, nessa discussão, por que que
eu tô falando isso?
O Spyer, o Vladimir Safatle, o Pondé,
essa galera toda, são dessa classe média
tradicional.
Que veem o fenômeno novo da
da nova idade brasileira, com a nova
república, que veem o fenômeno da nova
república como observadores
externos do processo de transformação
social.
Eles são observadores externos.
Eu tô brincando com a calvície branca.
São mais velhos, eles realmente são
calvos.
Microfone foi embora?
Tão ouvindo?
Pera, pera, pera aí.
Tão ouvindo o microfone?
Disse que o do Guilherme que o microfone
foi embora. Foi embora mesmo?
Vou ligar aqui.
Ah, microfone?
Microfone?
Ih!
>> Voltou?
É, talvez seja captando da câmera, pera
aí.
Ah,
agora não lembro que eu não sei nem que
parte que eu parei. Mas, bom, vamos lá.
Qual que é o a questão de pegar o arco,
né, do Spire, do
do Safatle,
e do Pondé, essas coisas todas. Eles não
participaram desse processo,
eu acho que foi agora, né?
Eles não participaram desse processo
de de modernização, de transformação.
Ah, beleza, tá dando pra seguir. Mas,
melhorou agora? Melhorou agora o mic?
Ah, eles não participaram desse processo
da da Nova República.
De maneira nenhuma.
Isso tá Ah, na formação da nova nova
classe média. A nova classe média, a
formação da nova classe média. Essa nova
classe média, o nome que a gente quiser
dar,
ela é muito demarcada por um tipo de
religião, ela é muito demarcada por
eh
uma instabilidade ainda maior, né, do
que a do
de acesso a bens, privilégios, essas
coisas todas. Tem uma formação muito
diferente, muito diferente da classe
média tradicional.
Dito isso, essa galera da classe média
tradicional, eles são observadores
externos das transformações da Nova
República.
Eles não são sujeitos participantes ou
beneficiários, né?
Eles são são externos.
Espero que esteja melhorado. Não sei se
ele voltou, se ele não voltou, vocês me
avisem que eu ajeito.
Dentro, né?
E como observadores externos desse desse
desse processo,
eles olham pro que tá acontecendo como
objetos externos. E isso é muito
importante, uma metodologia
que eu quero trabalhar um dia.
Quero escrever, eu tô com esse negócio
guardado na gaveta há um tempo, tentando
discutir ele.
Esse papel desse observador externo, que
vê esse objeto, que tenta descrevê-lo.
E ao descrevê-lo, parece que ele está
dando conta das explicações causais, não
necessariamente.
É um ponto que eu
queria trabalhar e mostrar.
O Spires faz, o Safatle faz. O Spires
trabalhando nos evangelhos
especificamente.
O Safatle trabalhando
no bolsonarismo, né? São aspectos desse
mesmo processo da nova república e da
transformação.
Eh,
então, como
como processo de transformação da
realidade social,
como observadores dessa nova república,
que veem novos sujeitos surgindo, novos
sujeitos e agentes do processo surgindo,
eles, desta posição,
não conseguem dar conta dessas
Porque eles precisam de um processo meio
que dialético,
entre a posição de observador e de
sujeito. Você precisa de fazer essa
dialética. Que é algo que a gente
realmente trabalha muito bem na análise
que o Marx faz do capital.
O Ingra Marx analisa o capital em duas
perspectivas.
Ele olha do ponto de vista do sistema,
de produção social, e o descreve, e do
ponto de vista do sujeito implicado
nesse processo.
Então,
e é um algo a ser discutido e
interessante,
porque a gente vai ver que o grande
problema desses caras é porque eles são
observadores externos.
Não se assumem como tal. O Spires, aí eu
vou ter que dar o ponto pro Spires. O
Spires se assume e declara um observador
externo.
Mas aí é a questão, a pesquisa
normalmente fica limitada,
ela não tem a qualificação e o
aprofundamento necessário, mas por que
que ela tem
tem validade? Por que que você vai ter
esses caras como autoridade? Pela
posição social que eles ocupam. Eles são
dessa classe média tradicional. Eles têm
acesso a esses privilégios. Então, o
trabalho deles é
sobre a análise da realidade social é
privilegiado em relação a outros
sujeitos que não estão ali.
E eu vou dar um exemplo claro. O Juliano
Spyer, né? Ele publicou o livro dele
sobre evangélicos no Brasil,
quem são esses evangélicos? Quem é o
interlocutor dele que não conhece
evangélicos?
O interlocutor dele é uma classe média
que ele quer esclarecer e apresentar os
evangélicos.
E aí ele faz de uma maneira muito
apologética, inclusive, né?
E
e daí
ele ganha um acesso muito rápido na
mídia, muito rápido na TV, na internet,
não sei aonde, as redes que já estão ali
estruturadas. Então, ele parece uma
grande autoridade sobre o assunto, só
que ele não é.
Quem realmente faz pesquisa bruta de
evangélicos está na bibliografia dele.
Em especial, por exemplo, Gedeon Freire
Alencar, que para mim que realmente
entendeu o movimento pentecostal nesse
país.
Esse cara produziu há muito tempo.
Então, a tese é incrível, só que ele é
cearense.
Cafuso,
baixinho,
fala com sotaque carregado,
tem aquele jeito, não ocupa esse lugar
dessa autoridade da classe média calva
branca. E ele tem cabelo para caramba,
hein? Gedeon é cabeludo.
Cabelo, cabelão.
Aí mais um elemento, é a calvície branca
atacando as pessoas.
E não ataca o Gedeon. Mas aí o Gedeon
não tem esse espaço, o Gedeon não tem
esse espaço, por exemplo.
Eh, assim como outros, outros.
Outros autores, a própria Marina
Correia, que também estuda as dinastias
pentecostais, outras análises feitas
sobre a realidade social, como o Safatle
que consegue muito mais aparecer em
determinadas estruturas e outra galera
não.
Então,
essa tensão é interessante, porque essa
classe média que conversa com ela mesma,
então ela observa a realidade distante.
Isso é interessante da gente discutir e
fazer um
papo mais interessante sobre
posteriormente, porque eu tenho que
encerrar o papo aqui. Beleza, minha
gente? Curtiram? Foi massa hoje, né?
Vocês que gostam de treta,
vocês gostam de confusão, é por isso,
por isso.
Mas hoje, dito isso, né, quarta-feira,
quase fim de semana e ainda tem jogo de
Copa do Mundo já à noite, Brasil e
Escócia, já disse, hein?
Quatro a zero Brasil hoje.
Me empolguei.
Quatro a zero.
Podem me cobrar cobrar depois.
Hipoteticamente, não me cobrem de
verdade.
Podem me
cobrar do Tite e do Tite.
Exato.
Se preparem para a guerra de narrativas.
Gente, eu deixei um monte de de de
coisa aqui
sem responder, perdão, viu?
Deixei um monte de comentários que
deixei passar e eu não dei conta.
O meu papo comeu tempo, então eu peço
desculpas.
Desculpas, apontamentos, respostas que
eu não dei por não ter muito comentário.
Ah!
Querido Guinho, canal do Guinho, como
ele tá ganhando dinheiro. E você, o
canal do Guinho?
Muito obrigado aí pelos dois contos que
nos auxilia a pagar as nossas passagens
de ônibus e metrô em São Paulo.
Paga menos da metade da passagem, mas
acho que
é de coração. De coração, Deus abençoe.
Diz: "Professor, posso indicar um vídeo
sobre isso?" Pode indicar quantos vídeos
você quiser, Guinho.
Também dá os dois contos.
Só mandar que a gente posta.
Beleza? Obrigado pelo carinho, Guinho.
Tamo junto.
Tamo junto. Grande canal do Guinho.
Ah!
Bom.
Obrigado, minha gente. Então, vamos lá?
Partindo desta para outra melhor,
seguimos. Ah, ainda não seguimos não.
Pera, pera, pera, pera.
Partindo dessa para outra melhor, para
outra melhor,
agradeçam que você não só fica alface
branco, [música] ainda que você esteja
um alface e branco,
porque isso é um estado de espírito, um
estado de espírito que te engana achando
que você tem autoridade [música] para
falar sobre qualquer coisa e que as suas
descrições dos fenômenos são explicações
suficientes e não que você ocupa um
lugar de privilégio dentro das relações
de reprodução social que faz com que
você apareça com autoridade mesmo não
sendo e [música] falando groselha com
relativa frequência. Dito isso, se você
não se enquadra nesse grupo, seja feliz
e satisfeito. Se você se enquadra,
espero que você sinta culpa.
Culpa.
Ou seja pelo menos mais legal com as
pessoas que não [música] sofrem de
calvice branca de maneira nenhuma. Dito
isso,
seguimos, minha gente, por aqui.
Seguimos [música] trazendo a boa nova
todo dia útil.
>> [música]
[música]
>> Olha, minha gente, fiquem bem, desfrutem
do 4 a 0 de hoje bebendo e comendo
pipoca com as pessoas que vocês gostam.
Se cuidem.
>> [música]
>> Até breve.
A gente vai seguindo aqui.
Sonhando com o hexa que talvez não
venha, mas não custa nada sonhar. Vamos
lá, valeu.
Tchau.

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