A mulher que edifica o lar – REV. GUILHERME ALCÂNTARA
23/06/2026
A mulher que edifica o lar – REV. GUILHERME ALCÂNTARA
O que a Bíblia realmente ensina sobre o papel da esposa no casamento cristão?
Em 1 Pedro 3:1–6, o apóstolo Pedro aborda um dos temas mais debatidos da atualidade: a submissão da esposa ao marido. Longe das caricaturas modernas e das interpretações superficiais, este texto apresenta uma visão profundamente cristocêntrica do casamento, baseada no exemplo de Cristo, no serviço mútuo e na confiança em Deus.
Nesta mensagem, veremos que a submissão bíblica não implica inferioridade, servidão ou perda de valor, mas faz parte da ordem criada por Deus para o bem da família. Também aprenderemos sobre a importância do testemunho cristão dentro do lar, especialmente em situações em que apenas um dos cônjuges é convertido.
Além disso, a exposição destaca a beleza interior, a mansidão, a sabedoria e a esperança em Deus como virtudes preciosas que fortalecem o casamento, edificam a família e glorificam ao Senhor.
INFORMAÇÕES:
Pastor: GUILHERME ALCÂNTARA
Passagem: 1 Pedro 3.1-6
Série: Cristãos: Um edifício em construção
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução e Leitura de 1 Pedro 3:1–6
01:44 – Oração Inicial
02:24 – A Crise da Família nos Dias Atuais
04:31 – O Projeto de Deus para a Família
06:35 – O Tema da Submissão em 1 Pedro
07:38 – O Que é Submissão Bíblica?
09:17 – Submissão Não é Inferioridade Nem Servidão
11:02 – Conselhos para Mulheres Solteiras e Casadas
12:55 – A Submissão Como Testemunho de Fé
13:42 – Uma Leitura Cristocêntrica do Texto
16:14 – O Exemplo Supremo de Cristo
18:45 – O Casamento Como Serviço Mútuo
20:27 – A Bíblia e a Dignidade da Mulher
22:52 – “Ao Seu Próprio Marido”
24:21 – A Submissão a Serviço do Evangelho
26:08 – Evangelizando Pelo Testemunho
28:36 – Mulheres Casadas com Maridos Incrédulos
30:40 – Não Se Casem com Descrentes
33:09 – Conselhos Práticos às Esposas Cristãs
34:32 – Beleza Interior e Virtudes Cristãs
36:14 – O Verdadeiro Foco da Beleza
38:48 – Influência Espiritual e Caráter
40:14 – O Perigo da Superficialidade
42:39 – Virtudes que Sustentam o Lar
44:17 – Espírito Manso e Tranquilo
45:48 – Mansidão no Casamento
47:31 – Abigail Como Exemplo de Sabedoria
48:27 – Conselhos para Solteiros e Solteiras
49:42 – O Exemplo das Santas Mulheres
51:01 – Sara e a Esperança em Deus
52:16 – Não Faça do Cônjuge um Salvador
54:19 – Confiar que Deus Sabe o Que é Melhor
55:21 – O Que Podemos Aprender com Sara
56:54 – O Papel do Amor na Liderança Masculina
59:17 – A História do Casal e a Liderança do Lar
1:00:37 – Exortação Final às Mulheres
1:01:18 – Oração Final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
E eu quero convidá-los para abrirem suas Bíblias no capítulo três da primeira epístola de Pedro. Primeira Pedro, capítulo três. >> [roncando] >> Irmãos, e nós iniciaremos a leitura desse capítulo indo até o verso seis. Palavra do Senhor assim nos diz: "Igualmente vocês, esposas, estejam sujeitas cada uma a seu próprio marido, para que se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho sem palavra alguma por meio da conduta da sua esposa, ao observar o comportamento honesto e cheio de temor que vocês têm. Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que no passado costumavam-se enfeitar as santas mulheres que esperavam em Deus, estando cada qual sujeita a seu próprio marido. Foi o que fez Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-o de Senhor, da qual vocês se tornaram filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma. Vamos orar?" Senhor, obrigado. A tua providência nos traz aqui nessa manhã. E para nós é [roncando] um privilégio maravilhoso estar diante daqueles a quem o Senhor redimiu, fazendo parte, portanto, do teu povo e recebendo porções maravilhosas da tua palavra que alimenta, que inspira, que traz esperança e ânimo para a nossa caminhada. Que o Senhor então fale ao nosso coração, trate o nosso coração, nos conduza pelo santo e reto caminho, para que sejamos bem-aventurados em tudo que fizermos e para que a tua glória seja promovida em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, a família, conforme Deus criou, é uma bênção. Uma dádiva grandiosa que traz muitas alegrias ao nosso coração. Não imagino que alguém aqui duvida disso. Mas isso não nos impede também de ver que muitas famílias estão em crise e não são poucos os que tentam nesse mundo desestruturá-las e desmoralizá-las. O casamento tem sido desencorajado e substituído por um tipo de arranjo informal que sempre gera problemas imensos. Pais e mães irresponsáveis geram pessoas sem rumo na vida. Filhos desafetados trazem vergonha e desonra para os seus progenitores. E toda essa conjuntura parece ser naturalizada, de modo que os crentes mais piedosos têm perguntado: "Afinal, o que está acontecendo com as famílias?" Olha, eu estou plenamente certo, meus irmãos, de que a maior parte da infelicidade, dos conflitos, dos divórcios acontecem por causa da confusão, do egoísmo, da negligência e da desobediência franca à palavra de Deus, especialmente nos papéis que Deus designou a cada integrante da casa. É o pecado que transforma o exercício de uma autoridade legítima que Deus concedeu ao homem em manifestação de tirania odiosa. É também o pecado que faz a mulher usar sua liberdade legítima para expressar a defesa de pautas ilegítimas e estranhas ao que ensina a Bíblia Sagrada. É também o pecado que distorce não apenas o sentido do casamento, como o conceito do que é ser homem e do que é ser mulher. A família faz parte de um projeto de Deus que resiste. Mas desde o Éden existe em paralelo um projeto satânico que visa abalar a ordem criacional. Então, se você quiser preservar o seu lar, é bom prestar atenção no que Deus tem a dizer sobre isso antes de ouvir qualquer influenciador. A família não apareceu neste mundo por acaso. A família não deve se nortear por valores sociais mutáveis. A família não deve se orientar por pressupostos ideológicos que atendem a conveniências políticas e a valores culturais. A família não pode ser relativizada e não foi feita para ser conduzida de acordo com os parâmetros de cada um. A família é fruto de um plano estabelecido por Deus, que é o mesmo, aliás, que tem a prerrogativa de determinar os princípios pelos quais a família deve ser mantida. Nenhuma família que desconsiderar deliberadamente as ordenanças de Deus deixará de sofrer as consequências desse ato. Nós precisamos então, irmãos, cuidar das nossas famílias porque Deus tem um propósito grandioso para elas. Nós precisamos cuidar das nossas famílias porque elas são a base da igreja e da sociedade. Nós precisamos cuidar das nossas famílias porque não seremos felizes se as nossas famílias estiverem esfaceladas. E a família começa como? Começa na união conjugal entre um homem e uma mulher. E é sobre essa relação que o texto vai tratar. Fica muito claro que o que Pedro faz aqui é seguir o seu tema sobre submissão. Esse tema se iniciou no capítulo dois, quando o apóstolo advertiu os cristãos a serem submissos a toda instituição humana. Depois Pedro asseverou que os servos também devem se submeter aos senhores. Agora, na sequência, ele se volta para as irmãs, para as mulheres, afirmando que elas devem se submeter aos seus maridos. Ele começa o capítulo três abordando o papel da esposa e só adiante, no verso sete, ele fala sobre o papel do marido. Hoje, por uma questão de tempo e profundidade, vamos focar mais no que é concernente a mulheres. Daqui a 15 dias vamos focar mais no que é concernente aos homens. Igualmente vocês, esposas, diz o apóstolo Pedro, estejam sujeitas cada uma a seu próprio seu Bom, por que que a Bíblia diz que as esposas devem ser submissas aos seus maridos? Antes de responder a essa pergunta, nós precisamos entender o que é e qual é a natureza dessa sujeição definida por Deus. Em primeiro lugar, irmãos, submissão não implica intrinsecamente inferioridade daquele que se sujeita, nem superioridade daquele que exerce autoridade. Apenas indica funções diferentes dentro de uma hierarquia estabelecida. Por exemplo, os pais não são melhores do que os seus filhos como seres humanos, mas todos concordarão que os filhos devem submissão aos pais, porque os pais têm autoridade legítima sobre eles. Os governantes não são melhores do que nenhum de nós, mas todos concordarão que existe uma hierarquia que faz com que tenhamos que ser submissos em relação às autoridades, pelo menos naquilo que lhes compete. Poderíamos dizer o mesmo dos pastores ou das autoridades espirituais na igreja? Ninguém é melhor do que ninguém como ser humano, mas existem funções que Deus estabeleceu para que as coisas funcionem. Há uma diferença de função, portanto, que precisa ser observada nesses casos. Da mesma forma, as esposas não são, de maneira nenhuma, é até um absurdo dizer isso, inferiores aos seus maridos. O que há, apenas, é uma diferença de função. Em segundo lugar, é necessário dizer que a sujeição de uma esposa ao seu marido não é subserviente, cega ou absoluta. Submissão não significa, nem de longe, servidão ou escravidão. Então, aqui vai uma boa definição, irmãos, a submissão que se requer das mulheres é uma atitude voluntária e consciente das mulheres, motivada por amor e confiança em Deus, cujo respaldo bíblico pode ser encontrado na Trindade e na ordem da criação. Observem que o texto não diz que os maridos devem subjugar as suas esposas, nem obrigá-las a nada. O que o texto sugere é que a submissão deve partir do coração da esposa. É uma decisão que a mulher toma e que deve tomar antes mesmo de se casar. A ideia é que a mulher temente ao Senhor assuma essa postura de bom grado para cumprir a missão que Deus lhe deu e promover o bem do seu próprio lar. Então, se você é uma mulher casada que tem dificuldades com essas noções, eu gostaria que você, minha irmã, refletisse melhor e procurasse entender esse ideal com a mente mais aberta e livre dos preconceitos secularistas, porque não é verdade o que dizem a respeito desse assunto por aí. Agora, se você for uma mulher solteira, meu conselho direto é: não se case com um homem a quem você não é capaz de prometer submissão voluntária. Não se case com um homem imaturo e incapaz de amar você sacrificialmente. Agora, se você é daquelas que diz: "Pastor, você não tá entendendo. Sinceramente, não interessa a pessoa, eu não estou disposta a me sujeitar a marido algum. Então, talvez, minha irmã, talvez, você não deva se casar, pelo menos por enquanto. Guarde a pureza e não se case, porque com dureza de espírito, o casamento não funciona. E sofrimento é gerado. A submissão em um lar cristão é um ato de uma esposa que confia em Deus e que quer ver o seu marido fazer a coisa certa, porque no fundo ela sabe que a liderança dele será benéfica para o que todos buscam. Entende que o casamento funciona como um time, em que todos estão do mesmo lado. O melhor dos mundos é que a esposa que tem o coração afeição ao seu marido, encontre nos braços dele amparo e proteção. A trindade lança luz aqui, irmãos, porque Jesus não é inferior ao pai. Mas na economia da obra redentora, ele se sujeitou. As esposas não são inferiores aos maridos, mas para o bom desempenho da obra familiar, elas se sujeitam. Então, submissão é isso. E Pedro não apenas diz que as mulheres devem se sujeitar. Ele aponta as razões para esse mandamento. Então, por que que uma esposa precisa se sujeitar ao seu marido? Vamos aqui às razões que Pedro nos dá. Em primeiro lugar, meus irmãos, porque isto é um bom testemunho de fé. Porque isto é um bom testemunho de fé cristã. Versos um e dois. Igualmente vocês, esposas, estejam sujeitas, cada uma a seu próprio marido, para que se ele ainda não obedece a palavra, seja ganho sem palavra alguma, por meio da conduta da sua esposa. Irmãos, muita gente tem lido esse texto de modo errado. Porque o lê de uma forma antropocêntrica e não cristocêntrica. Esse é o problema de muitas pessoas ao lerem a Bíblia. Elas pegam a Bíblia e pensam: "De que forma essa verdade é relevante para o homem moderno?" Ou existe algo aqui que vai me incomodar ou que vai me contrariar? E fica parecendo que a Bíblia foi escrita com o objetivo principal de agradar as pessoas. Mas o objetivo central das escrituras é comunicar aos homens quem é Deus e quais os propósitos dele para o mundo, a fim de que nós o glorifiquemos para sempre. O objetivo das escrituras é apresentar o plano de redenção que tem Jesus como protagonista e nós como servos resgatados e bem-aventurados pelo que ele fez. Jesus Cristo nos satisfaz e nos envolve por completo, alterando as nossas percepções e relacionamentos. Por isso, para falar da relação entre maridos e esposas, Pedro não quer simplesmente mirar no homem e nem na mulher. Ele vai mirar no Salvador eterno e nos orientar segundo Deus e não segundo os nossos corações corrompidos que precisam da graça. Muita gente quer usar textos como esses como se fossem arrazoados sócio-culturais. Mas a verdade é que esse texto deve ser lido sob a projeção da cruz e nunca fora da cruz. Em outras palavras, enquanto tudo que a sociedade se digna a discutir aqui é o tema da submissão da mulher em relação ao homem no casamento, levantando falsas polêmicas, eu digo para vocês, irmãos, que esse conteúdo de submissão está aqui, realmente está aqui. Mas se isso é tudo que nós enxergamos nessa sessão, estamos sendo míopes e por demais reducionistas. A [risadas] suprema intenção do apóstolo Pedro é fazer homens e mulheres olharem para Jesus e seguirem o exemplo dele. Como que nós podemos demonstrar isso? Prestem atenção ao termo igualmente, que aparece logo no início do, eh, versículo 1, para se referir à esposa. E esse mesmo termo é referido no início do versículo 7 para os maridos. O igualmente aponta para o exemplo de submissão voluntária que Pedro acabou de apresentar entre os versos 18 a 25, ou seja, o teor do que trouxemos na mensagem anterior. Nos versos 21 a 25, Pedro declara que Cristo não apenas se submeteu ao pai, como também se sujeitou a um sofrimento injusto sem revidar. Então imediatamente depois de falar sobre a sujeição de Jesus, o texto segue: "Igualmente vocês esposas estejam sujeitas cada uma a seu próprio marido". Mais abaixo ele completa: "Maridos, vocês igualmente vivam a vida com o do lar. Então o igualmente usado para as mulheres e o igualmente usado para os homens está vinculando o exemplo de Cristo que deve ser observado de perto pelos homens e pelas mulheres. Esse é o jeito de ler o texto de forma cristocêntrica e não antropocêntrica. As duas ocorrências de igualmente funcionam aqui como dobradiças da mesma passagem. >> [limpando a garganta] >> É uma porta com duas dobradiças que leva para o mesmo lugar. É como se ele estivesse dizendo: "Jesus agiu como um servo e se sujeitou. Então mulheres, igualmente sejam submissas ao seu próprio marido e vocês maridos, igualmente sirvam as suas esposas de forma sacrificial como Cristo serviu". No final o que a gente vê é que o casamento, o lar, a família é um espaço calculado e projetado por Deus para o serviço. Quem não quer servir não pode constituir família. Quem não quer servir não pode se casar. Esposas devem servir aos maridos e os maridos devem servir às esposas, cada um considerando o seu próprio papel na estrutura e ambos considerando atentamente o exemplo de Cristo que tanto liderou quanto se entregou voluntariamente. Somos aqui desafiados a confiar no modelo de Deus. Porque quando as pessoas desafiam o modelo de Deus, a única coisa que conseguem com isso é comprometer as bases, estragar as colunas de sustentação, trazer infelicidade para a própria vida e causar sérios danos aos cônjuges e aos filhos. Entendam uma coisa. A família foi criada por Deus e não há como ela funcionar bem fora do padrão e sem o manual de instruções do fabricante. Espera-se de um bom projetista que ele estude o terreno, faça medições exatas e apresente o melhor desenho para a execução da obra. Mas quando os construtores ignoram o projeto, não tem jeito, a casa vai ficar torta e problemas vão aparecer. Em uma sociedade cada vez mais anticristã, tem-se insinuado maldosamente que a Bíblia tem algo contra as mulheres. Isso não procede. Porque a submissão, em vários níveis, é uma ordem para todos. Como temos visto desde o capítulo dois, uma sociedade formada por homens e mulheres se sujeitam aos governantes. O grupo de servos do lar que teria que se sujeitar aos seus senhores era formado por homens e de A Bíblia sustenta que homens e mulheres crentes se sujeitem à liderança espiritual de suas igrejas. E os filhos, meninos e meninas, devem sujeição aos pais, homens e mulheres. No lar, os maridos não podem se omitir como cabeças e as esposas devem submissão a eles no Senhor. Importante destacar que a Bíblia, irmãos, exalta a condição feminina de verdade e não como nesses discursos vazios da pós-modernidade. As mulheres estão muito mais protegidas dentro do padrão bíblico do que fora dele. E não por acaso o cristianismo fez muito mais pelas mulheres do que qualquer outra instituição, religião, ideia, filosofia que você conhece. Jesus era próximo de homens e mulheres, morreu por homens e mulheres. E as mulheres foram as primeiras que o viram ressuscitado. Jesus entende de casamento mais do que todos nós. E ele fez uma aliança com a sua igreja, na qual ele é o cabeça e a igreja sua esposa o auxilia. É nessa estrutura, nessa estrutura que os lares progridem. O plano de Deus é que o homem lidere com amor, a esposa o auxilie com dignidade e os filhos obedeçam e aprendam com toda honra. Isso é mais belo do que pode parecer e é uma insensatez se insurgir contra essa ordem. Aliás, observem a expressão importantíssima aqui. O texto diz: "A seu próprio marido". A seu próprio marido. Vejam só. O texto não foi escrito para determinar que todas as mulheres devem se sujeitar a todos os homens. Essa perspectiva é bastante esclarecedora. Porque alguns irmãos desavisados e também alguns céticos mal intencionados fazem parecer que o texto estabelece uma divisão de categorias, como se os homens tivessem autorização para se tornarem mandatários egoístas no mundo e como se as mulheres fossem relegadas a uma espécie de classe subalterna em relação aos homens. Não faz sentido. Primeiro, o texto se opõe a essa tentativa de tensão que afasta homens e mulheres e apregoa a complementaridade no casamento e não a guerra entre os sexos. Segundo, o que o texto efetivamente comunica aqui, irmãos, e afirma é que as mulheres devem se sujeitar não a todos os homens, mas aos seus próprios maridos, para que a família cumpra a sua missão. É bem específico isso. Terceiro, notem como o mandamento de sujeição visa o interesse maior do evangelho. Geralmente pensamos em nos submeter ou não de acordo com os nossos interesses, mas Pedro aborda a temática da submissão da submissão como sendo uma arma importante para os propósitos do reino e para conquistar os corações de muitos homens para Deus. Ele já tinha dito que por meio da sujeição e ignorância é, dos os a ignorância dos insensatos é silenciada. Então, quando você se sujeita às autoridades governamentais, mesmo as insensatas, você silencia a ignorância delas. Um forte testemunho se dá por meio da submissão no âmbito social. E agora, falando da família, ele segue essa linha enfatizando que as esposas podem ganhar maridos incrédulos contribuindo para que eles tenham o coração quebrantado ao ver o comportamento delas cheio de piedade e temor a Deus. O escritor ressalta que o comportamento das esposas fala tão alto que mesmo sem palavras elas podem conseguir algo grandioso. Pedro tem em vista aqui o exemplo de Cristo. Porque Cristo foi acusado sem abrir a boca e com poderoso gesto de entrega providenciou salvação. As mulheres também, mesmo caladas, podem conseguir algo parecido. Essa é a comparação. Dito isso, tem mais um componente curioso. Boa parte das mulheres gosta de conversar, de dizer o que sente, de investir no diálogo, de desabafar, o que não é ruim. É É apenas um traço da personalidade comum a muitas pessoas e a muitas mulheres. Agora, quando uma mulher é casada com um homem incrédulo, que é parte do que Pedro está tratando, ela não vai conseguir ter com o esposo um nível elevado de interação espiritual que muito lhe fará falta. É aí que pode surgir um segundo problema. Algumas esposas tendem a exagerar na insistência verbal com o marido descrente por desejar de coração que ele se torne crente. Mas é preciso ter discernimento, irmãos, porque a angústia de ver o marido longe de Cristo é compreensível, mas muitas palavras empregadas com insistência o tempo todo podem causar um efeito contrário. Algumas esposas pensam: "Se eu falar bastante, se eu bater na tecla, meu marido mudará". Mas Pedro diz: "Se o seu marido ver Cristo em você, Deus poderá mudá-lo". Então, o caminho de Pedro não é que as mulheres se calem, mas que elas, sobretudo, se concentrem no procedimento honesto e respeitoso com os seus maridos. Isso é uma forma de evangelização. E a família é um espaço onde nós exercemos ministérios. Às vezes, como crentes, nós temos a tendência de achar que a conversa precisa se estender até vencermos a discussão com o incrédulo. Pedro diz que também é possível vencer pelo silêncio, um silêncio associado a um procedimento justo. Na cruz, Jesus ganhou muitas pessoas como cordeiro mudo, porque naquele instante o seu gesto era o que falava mais alto. No primeiro século, esperava-se, meus irmãos, que as mulheres estivessem sempre ao lado dos seus maridos em tudo, que elas tivessem o mesmo posicionamento deles e a mesma religião que eles tinham. No Império Romano, no mundo antigo, as coisas funcionavam dessa forma. Imaginem, então, a vida das esposas crentes daquela época, as esposas crentes, que eram casadas com maridos adeptos de religiões pagãs. Como que seria essa vida? Fácil? Tranquila? Tais maridos poderiam considerar que suas esposas, inclusive, estavam sendo infiéis a eles por causa da fé diferente que elas professavam. Considerando esse panorama, alguém poderia perguntar: alguém da época de Pedro, inclusive, poderia levantar a seguinte questão: as mulheres devem se submeter aos seus maridos mesmo se eles forem incrédulos? E a resposta de Pedro não deixa dúvida. A resposta de Pedro é: sim. [roncando] Sim, as mulheres devem submissão aos maridos mesmo nesses casos, porque elas cumprem a vontade de Deus e também evangelizam seus maridos para Cristo. Não é nada fácil, meus irmãos, ter que lidar com um cônjuge incrédulo. Eu mesmo, como pastor, já tive a oportunidade de aconselhar diversas pessoas nessa situação e mulheres nessa situação. No caso das mulheres, é mais difícil ainda. Existem componentes que tornam a situação mais difícil ainda. E no caso das mulheres, elas perseverarão que seus maridos não convertidos, por vezes, não poderão compreendê-las, não servirão de suporte espiritual, não poderão funcionar como sacerdote dos lares e talvez até sirvam como um obstáculo à vida devocional delas. Por isso, irmãs crentes que ainda não se casaram, não se casem com um homem descrente. Não se casem com um homem descrente. Uma coisa é a mulher já está casada quando ela se converte. O caminho para essas mulheres não pode ser outro, senão tentar trazer seus maridos à fé pelo seu testemunho. Mas o caminho para as cristãs solteiras é casar-se com um homem crente, temendo a Deus. Aí algumas vão dizer: "Ah, pastor, mas o meu namorado é melhor que muitos crentes que tem por aí. Além do mais, eu confio que ele pode se tornar um cristão, como acontece com muitos casos". Então eu preciso lhe dizer umas coisinhas. Primeiro lugar, a gente se casa pensando no reino de Deus e não apenas em questões subjetivas como desejos ou sentimentos do coração. Em segundo lugar, só quem sabe quem se tornará crente no futuro é Deus. Até hoje não surgiu ninguém com essa capacidade de descobrir quem vai ser convertido. E é muito pesado passar a vida toda sofrendo porque seu companheiro não quer saber de Deus. Em terceiro lugar, casar-se com um crente não é simplesmente se casar com um membro de uma igreja evangélica, mas com alguém que seja verdadeiramente convertido, certifique-se disso. Em quarto lugar, eu não duvido que certos descrentes, em alguns aspectos, se mostrem mais elogiáveis do que alguns crentes, mas não se enganem. Um verdadeiro crente se mostra corrigível pela palavra. Ele reconhece que depende de Deus e luta por obedecê-lo. Um descrente, por mais elevada moral que tenha, é alguém morto espiritualmente, que está em rebelião contra Deus, como qualquer pecador não arrependido, e que mais cedo ou mais tarde vai criar embaraços. Voltando para as irmãs que já estão casadas. Se empenhem em mostrar para os seus maridos que servir a Deus é a melhor coisa que um ser humano pode fazer na vida. Sejam redobradamente atenciosas, cordatas e sábias com os seus cônjuges. Não sejam rudes, não exponham seus maridos, não queiram ganhar todas as disputas e protejam a reputação deles sempre que possível. O procedimento louvável pode ser muito mais poderoso do que as palavras. Então, esposa cristã, ore pelo seu marido, respeite a autoridade dele, informe-o sobre as questões do lar, aceite as decisões que ele tomar e esteja aberta para receber dele carinho e proteção. Porque nós vivemos em um contexto tão complicado, em que algumas mulheres quase que não aceitam mais gentilezas masculinas e nem estimulam isso. Não queira fazer o que cabe ao seu marido. Seja submissa, conforme requer o Senhor Deus, e isso no sentido correto da palavra, e lute para ganhá-lo com a sua fé. Segundo lugar, meus irmãos, nós aprendemos aqui que as mulheres devem ser submissas aos seus maridos, porque isso demonstra virtudes e beleza interior. Isso demonstra virtudes e beleza interior. Sigamos os versos 3 e 4. Que a beleza de vocês não seja exterior como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Aqui, meus irmãos, o que nós podemos constatar é que Pedro trabalha em termos de contrastes. Ele contrabalança aquilo que é exterior com aquilo que é interior, aquilo que é corruptível com aquilo que é incorruptível, aquilo que é extravagante com aquilo que é modesto, aquilo que é de pouco valor, até mesmo diante dos homens sensatos, e aquilo que é de grande valor, até mesmo diante de Deus. Algo que precisa ficar claro desde já é que a Bíblia não condena o cuidado com a boa aparência estética. Isso é preciso ser dito também. O contraste de Pedro não é feito classificando tudo que é exterior como sendo o mal e tudo que é interior como sendo bom. O contraste é feito classificando o exterior como secundário e o interior como aquilo que deve ser a nossa preocupação crucial. Esse é o contraste. Isso acontece na Bíblia em alguns lugares, só para você entender, por exemplo, quando Jesus diz "Não trabalhem pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna". Jesus não está condenando o trabalho, certo? Mas ele está ensinando prioridade. Da mesma forma, Pedro não está condenando adornos, enfeites, beleza física, mas ele está ensinando onde deve estar o foco principal de todos os crentes, mas aqui, em especial, das esposas crentes. Então, as mulheres podem ficar tranquilas, podem ficar tranquilas, irmãs, para usar seus brincos, suas pulseiras, seus cosméticos, suas roupas bonitas e elegantes, porque não há nenhum problema, não há nenhum problema em usar maquiagens ou acessórios, nem muito menos em cuidar adequadamente dos seus cabelos. Talvez alguns maridos achem que o tempo que vocês investem nisso é muito grande, mas isso é um outro problema. É tudo normal e esperado. Podem ficar tranquilas, que a Bíblia não condena essas coisas em si. Vocês podem gostar dessas coisas e eu posso garantir a vocês que a maioria dos maridos gostam que as esposas gostem dessas coisas. Mas do mesmo modo como ocorre com muitos outros assuntos, o que fica explícito nesse caso é que a falta de moderação e os excessos com a aparência exterior podem se tornar uma forma de pecado. Meus irmãos, se vocês voltassem ao império greco-romano e perguntassem para as pessoas ali, como uma esposa pode exercer fascínio e impressionar o seu marido? A resposta, naquela cultura, provavelmente destacaria beleza física, capacidade de sedução, status social, ostentação. Era comum que as mulheres da elite demonstrassem seu prestígio e influência através de penteados extremamente elaborados, tranças complexas, joias caras, objetos de ouro, roupas luxuosas. Isso fazia com que aquelas mulheres inclusive fossem muito invejadas. Mas vejam que a pergunta que podemos fazer aqui baseada no texto é um pouco diferente, assim como a resposta. Como uma esposa cristã pode exercer influência espiritual sobre um marido incrédulo? É uma pergunta mais profunda. Como que uma esposa cristã pode exercer influência espiritual sobre o seu marido? Especialmente se ele for um homem incrédulo. Pedro ressalta que a influência mais poderosa não está no exterior, mas no caráter transformado por Deus. Então Pedro não está combatendo a beleza. É importante dizer isso porque hoje atacam até o que é belo ou o conceito do belo. Mas ele está combatendo a ideia de que o valor da mulher está fundamentado apenas nisso. Uma mulher de Deus não chama atenção apenas pelo que ela exterioriza, mas chama atenção muito mais pelo seu estado de espírito. Por uma beleza interior. Por aquilo que vai permanecer quando o atrativo físico desaparecer. Que grande lição. Para os nossos tempos. Não é? Pedro está combatendo uma tentação que nos soa muito atual. Nós vivemos em meio a uma onda de superficialidade, em que pessoas, inclusive muito famosas, com milhões de seguidores, conhecidas com frequência, se mostram banais, vazias e fúteis. E às vezes parece que quanto mais fútil é a pessoa, mais famosa ela fica. Em alguns casos. Em dias com tanta exposição, muitas mulheres são levadas ainda hoje a influenciar usando sensualidade, charme, palavreado impróprio, mas o que verdadeiramente faria bem a elas e melhoraria a sua imagem e suas vidas diante de Deus, como também melhoraria os seus lares, seria um coração transformado pelo evangelho. O problema não é valorizar a aparência. Isso é aceitável, totalmente aceitável. O problema é quando a aparência é tudo o que resta. O problema é viver de aparência. Não faça da aparência o seu Deus. Não venda a sua integridade, não se machuque, não arrisque sua vida, não engane os outros por causa de aparência, não se torne escrava da aparência, minhas irmãs. Não queira boa aparência a qualquer custo, porque Deus valoriza algo muito mais importante. É agradável e saudável se apresentar de forma bonita. Mas não aceitem, irmãs, se diminuir. Não maculem a consciência, não se deixem objetificar. E não atrelem a identidade de vocês meramente a silhuetas do corpo, adereços, produtos, porque vocês são muito mais do que isso. Deus nos criou à sua própria imagem e semelhança. No caso das irmãs casadas, a relação conjugal de vocês pode sim ser colorida, ser enfeitada com cuidados físicos e elegância, mas ela se sustentará muito mais pelas virtudes e pelo fruto do espírito. Isso é a coisa mais valiosa. É legal ter uma casa bonita, não é? Ter uma casa bonita, todo mundo quer. Uma casa bem pintada, com a fachada bem desenhada, uma casa com a decoração bem feita, com cheirinho bom no ambiente. Mas o que sustenta uma casa é a estrutura em que ela está. O que edifica a casa é o que ela tem por dentro e que nem todo mundo consegue ver. Se a sua casa estiver sobre a estrutura de Deus e estiver firmada na rocha da palavra, você, mulher, estará segura. A recomendação aqui é para que as mulheres entendam o seu real valor. Pedro fala, por exemplo, sobre espírito manso e tranquilo. Minhas queridas irmãs, cuidem do vestuário de vocês, mas não esqueçam de revestir o coração do que é bom, porque assim teremos mais chances de ver no mundo casamentos mais fortes, famílias mais vibrantes, com a expressão do evangelho. Menos divórcios que causam tanta tristeza e menos trivialidades que nos deixam vulneráveis no mundo feroz. Pedro ensina que as mulheres devem ter espírito manso e tranquilo. E você pensa que isso é uma diminuição da mulher? Alguns pensariam. Espírito manso, tranquilo. Pastor, o que é que é isso? O senhor tá dizendo que eu tenho que ser mansa. Como assim? Eu vou lhe dar um dado relevante aqui, para mostrar que isso não isso é uma exaltação da da condição não é inferiorização. Olha só. A palavra grega para manso, essa palavra grega para manso, aparece só quatro vezes no Novo Testamento. Quatro vezes. Uma, obviamente, é nesse texto. A outra é em uma bem-aventurança. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. As outras duas são registros nos evangelhos, quando Jesus descreve a si mesmo. Lembram? Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração. Então, se o próprio Jesus era manso, não é demérito nenhum dizer que todos nós temos que ser mansos como nosso mestre. E aqui, o argumento é dirigido sobretudo às esposas, porque mansidão é um traço de caráter que combina bem com o espírito de submissão que se requer delas aos seus próprios maridos no casamento. Se vocês querem viver bem com os maridos de vocês, minhas irmãs, vistam-se com a mansidão, com a brandura, com a ternura. E vocês, homens, trabalhem trabalhem pela santidade das suas esposas, lutem por elas e valorizem as virtudes delas. Eu sei que a palavra não é hoje voltada para os homens, eu fiz essa distinção aqui por uma questão de tempo, mas eu não posso deixar de fazer essas asseverações. Há um papel grandioso aqui que os homens têm que assumir. As mulheres casadas, no melhor sentido dos termos que eu vou usar, precisam ser ou aprender a ser dóceis, carinhosas, tratáveis. Porque uma postura contrária a essa trará transtornos e decepções que prejudicarão sua vida com Deus e poderão arruinar a sua casa. Mulheres intempestivas, desafiadoras, que se iram com facilidade, não estão edificando bem. Não colaboram para reconciliação e ainda afastam seus maridos. Minhas irmãs, apliquem o coração de vocês a conhecer a Deus todos os dias. Tirem, se por ventura existir, o semblante pesado do rosto. Tentem não falar de modo ríspido. Evitem a aridez e o ressentimento. Peçam a Deus que lhes dê forças para construir. Busquem a serenidade e procurem ser habilidosas para contornar o que for embaraçoso, porque isso é um sinal de sabedoria. Lembram de Abigail? O marido era animalesco, mas a esposa dele evitou uma tragédia. Vale dizer que há muitas mulheres que são, como a Bíblia diz para ser, humildes, que amam seus maridos, simpáticas, que têm as prioridades corretas e, graças a Deus, as nossas igrejas estão cheias delas. E muitos homens, de novo uma palavrinha para vocês. E eu pego um pouco mais pesado com os homens mesmo, tá? Então, não estranhem a expressão. Muitos homens são tolos quando não percebem o valor dessas coisas e visam apenas o superficial. Tirem os olhos do que é superficial. Coloquem os olhos naquilo que realmente é importante. Rapazes solteiros, vou ajudar as moças agora. Rapazes solteiros, atendam a esse chamado. Eu sei que vários de vocês também são valorosos. Procurem mulheres sérias. Valorizem mulheres sérias, tementes a Deus, pacíficas, inteligentes. Procurem essas mulheres para serem suas esposas, não fiquem interessados apenas em beleza física, que tem o seu valor. Claro que tem, mas não é tudo. E nem é o mais importante. E minhas irmãs solteiras, se vocês têm esses predicados de Deus, não se aventurem em qualquer relacionamento não. Não se entreguem a homens que não têm capacidade de assumir compromissos, que não cumprem a palavra que dão. Homens que dão sinais claros de que te deixarão sozinhas e não cuidarão de vocês. Homens e mulheres de Deus, vamos pensar nas virtudes do coração. Vamos analisar as coisas com a ótica bíblica. Por último, as mulheres devem sujeição aos seus maridos porque esse foi o exemplo dado por santas mulheres, de acordo com o que diz o apóstolo Pedro, verso 5 e 6. Pois assim, pois foi assim também que no passado costumavam se enfeitar as santas mulheres que esperavam em Deus, estando cada cada qual sujeita a seu próprio marido. Foi o que fez Sara, que obedeceu a Abraão chamando-o de senhor, da qual vocês se tornaram filhas praticando bem e não temendo perturbação alguma. Observem o modo destacável com que Pedro se refere às mulheres. Ele chama as personagens do Antigo Testamento de santas. O que mostra que ele as tinha em elevado conceito, porque de fato eram mulheres modelos. E ele então diz para as suas leitoras: "Mirem-se no exemplo delas. Deem uma olhada para essas mulheres do passado e as imitem, porque elas eram santas mulheres". Não quer dizer que eram mulheres impecáveis ou infalíveis, mas eram mulheres que o texto afirma esperavam em Deus. Mulheres que sabiam esperar em Deus. Esse é um ponto de destaque, irmãos. Sara virou uma referência. Porque claramente não era na perfeição do seu marido que ela confiava. Abraão era um homem de fé, o pai da fé, mas assim como todos os homens, tinha as suas falhas. Sara acertou em cheio ao colocar a sua esperança em Deus, como diz o texto. Irmãos, essa verdade é libertadora, é libertadora para maridos e para esposas também. Deixa eu explicar por quê. Essa verdade é libertadora para os homens, porque eles aprendem aqui que não precisam e nem têm a condição de serem super-heróis. Não há super-herói aqui, a não ser Cristo. Os homens representam o redentor no lar. Fazem isso de algumas maneiras, mas eles não são, de fato, os redentores das suas esposas e filhos. Esse papel é de Jesus Cristo, só dele. E é na graça dele que maridos caminham. Mas essa é também uma bela concepção para as mulheres. Vejam. Muitas esposas vivem emocionalmente dependendo da performance do marido. Quando o marido vai bem, a esposa diz que vai bem, tudo vai bem. Se se o marido estiver bem empregado ou ganhando bem, tudo vai bem. Quando o marido falha, a esposa desaba junto. Pedro aqui aponta para uma confiança maior. A mulher que verdadeiramente edifica a sua casa não faz do seu marido o seu salvador. Ela entende que Cristo é o seu salvador e ora para que o marido acredite nisso também. Se a mulher olha para Cristo antes de olhar para o marido, ela aprende a respeitar o marido sem idolatrá-lo. Ela aprende a auxiliá-lo com alegria, sem querer assumir o controle, nem usurpar a liderança. Maridos difíceis ou descrentes podem transmitir grande insegurança para mulheres cristãs, mas essas mesmas mulheres encontram proteção, refúgio e domínio próprio em Deus. São mulheres que não se guiam pelas aparências e, portanto, permanecem inabaláveis como quem vê o invisível. Elas cobrem com os tecidos da mansidão e da tranquilidade. São mulheres que se sujeitam a Deus e não se rebelam contra as suas estruturas. Essas mulheres do passado como Sara até poderiam pecar por não guardar esse conceito o tempo todo, mas elas não demonstravam contrariedade em atender uma expressa vontade divina. Falta a muitos homens e a muitas mulheres do nosso tempo a compreensão de que tudo que Deus determina é bom. Falta a muitos homens e muitas mulheres a compreensão de que se Deus falou é bom. Se Deus falou funciona. Já pararam para pensar, já repararam que às vezes o homem pós-moderno que lê a Bíblia parece um homem extremamente desconfiado de Deus. Ele lê o tempo todo com desconfiança, é como se ele achasse que as suas teorias funcionam melhor. Respondem melhor aos dilemas. Nesse tipo de assunto que estamos tratando hoje, muitos parecem infectados por uma distorção bíblica, histórica e civilizacional do que é autoridade ou liderança que no caso do lar é masculina e do que é submissão que no casamento cabe às mulheres em relação aos homens. Por ser a esposa de Abraão o pai da fé Sara poderia ser tomada como a mãe do povo do pacto. Esse é o espelho. Essa é a razão do autor dizer que as mulheres crentes dos seus dias eram filhas de Sara. E o que é que Sara fez de correto? Três coisas. Ela praticou bem. Era uma mulher reta. Dois. Ela não temeu perturbação alguma. era uma mulher forte que confiava em Deus e três, ela respeitou a Abraão e assentiu com ele chamando-lhe senhor. Pastor, mas aí é demais também, né? Você não vai dizer agora que eu vou ter que chamar meu marido assim. Eu vou ter que falar com ele e dizer: "O senhor quer alguma coisa? Do que que o senhor precisa?" Não. Fique tranquila, tranquila, minha irmã. Você não precisa chamar seu marido assim, não. Esse tipo de tratamento está ligado à cultura do antigo Oriente, 2.000 anos antes de Cristo. Mas as esposas devem tratar seus maridos com o mesmo respeito que fez Sara chamar Abraão dessa forma. Esse é o ponto. Então você não precisa chamar seu marido de senhor, mas pense em um modo prático de demonstrar sempre respeito pelo seu marido. Pense em como você o trata. Mas, pastor, isso também não tem a ver com o comportamento masculino? Claro. Claro que sim. Não é meu ponto hoje, mas claro que sim. Inclusive, não é meu ponto. Mas eu vou falar uma verdade difícil, difícil para muita gente aceitar, mas se ela for bem entendida, vai ajudar muita gente também. Então eu me arrisco. Meus irmãos homens, as mulheres que se sentem realmente amadas não costumam oferecer resistência à submissão. Elas podem até ter dificuldade com o termo. Esse termo assusta muita gente nos nossos, nos nossos dias. É uma questão meio que da cultura. Porque elas estão influenciadas com os discursos da cultura atual, mas na prática, na prática, elas não veem grandes problemas com a submissão bíblica. Ainda que algumas tenham um histórico de vida que dificulta essa compreensão, elas acabam percebendo que o custo-benefício é muito vantajoso para elas. Que mulher não deseja ser liderada amorosamente por um homem que está disposto a morrer por ela como Cristo fez? >> [roncando] >> Uma mulher que se sente amada dessa forma não tem dificuldade com submissão. Mas se os homens falham em amar as suas esposas, elas tendem a rejeitar a submissão requerida pela Bíblia, porque entendem isso como uma condição injusta, em que elas têm que servir enquanto os seus maridos não se entregam e não se sacrificam por elas. Portanto, antes de querer que ela se sujeite a você, demonstre o seu amor por ela de forma concreta e não com palavras abstratas no dia dos namorados. Isso é bom também. Mas ficar só nisso não adianta. E dito isso, eu vou contar uma última história e com isso encerro. Certo pastor foi fazer uma visita a um casal da sua igreja. E logo ele percebeu que naquele casamento a mulher tinha uma personalidade mais forte que a do seu marido. E geralmente ela se impunha mais na conversação. Pastor perguntava uma coisa, a mulher respondia. Pastor falava com o marido, a mulher cortava a conversa, respondia. Mas o pastor percebeu que apesar daquele cenário, aquela mulher fazia um esforço tremendo, tremendo, para que o seu marido exercesse a liderança do lar. Aquela mulher dava créditos ao marido, honrava e falava bem do marido. E a certa altura, pastor perguntou: "Escuta, quem é que toma as decisões finais nessa casa mesmo?" O homem ficou calado. A mulher respondeu logo: "Meu marido. Quem toma as decisões, quem resolve as coisas aqui é o meu marido." O pastor retrucou: "Mas quem foi que decidiu que ele tem a palavra final?" A mulher disse: "Eu." Mulheres, se esforcem para honrar os seus maridos como auxiliadoras idôneas, com bom testemunho, grandes virtudes e beleza interior, atentando sempre para os bons exemplos. Que Deus abençoe as irmãs no cumprimento dessas santas funções, que nem sempre são fáceis, mas são muito nobres, para o bem de vocês próprias, dos seus maridos, dos seus filhos, da igreja e das futuras gerações. >> [roncando] >> Que Deus abençoe. Vamos orar. Senhor Deus, somos tão pequenos e frágeis, mas a tua palavra coloca as coisas no devido lugar de um modo tal que ela quebra algumas concepções erradas que nós nutrimos ao longo da vida e ela se contrapõe a valores culturais que distorcem também o seu ensino fundamental. Louvado seja o Senhor porque o Senhor nos permite aprender coisas que em outros lugares e situações dificilmente aprenderíamos. Abençoe as famílias. Abençoe as esposas, mulheres, mães, irmãs queridas, preciosas, valorosas, crentes tementes que tem lutado nesse mundo para fazer a tua vontade. Abençoe as irmãs que estão casadas com homens descrentes. Quebra o coração dos maridos para que eles se arrependam dos seus pecados sirvam o Senhor Jesus e essas irmãs tenham um pouco mais de alívio e alegria. Abençoe ó Deus os filhos para que vejam nos seus pais o exemplo digno a ser seguido. Enfim meu Deus, cuida cuida dos nossos lares e ajuda-nos e ajuda hoje em especial queremos pedir ajuda às mulheres às irmãs solteiras que desejam se casar estão pensando que o Senhor traga à cabeça, ao coração delas o perfil de homens que elas precisam buscar. Que o Senhor traga as oportunidades para unir casais que tenham no coração o reino de Deus que busquem a tua face. Protege também essas irmãs ó Deus de ilusões de fantasias de aventuras que podem estragar suas vidas. Abençoe os pais para que eles sejam capazes de orientar seus filhos e suas filhas em relação a essas coisas. Nós precisamos do Senhor. Pedimos o teu auxílio. E oramos em nome de Jesus. Amém.