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A fé vem pelo ouvir

A mulher que edifica o lar – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

A mulher que edifica o lar – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

A mulher que edifica o lar – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

O que a Bíblia realmente ensina sobre o papel da esposa no casamento cristão?

Em 1 Pedro 3:1–6, o apóstolo Pedro aborda um dos temas mais debatidos da atualidade: a submissão da esposa ao marido. Longe das caricaturas modernas e das interpretações superficiais, este texto apresenta uma visão profundamente cristocêntrica do casamento, baseada no exemplo de Cristo, no serviço mútuo e na confiança em Deus.

Nesta mensagem, veremos que a submissão bíblica não implica inferioridade, servidão ou perda de valor, mas faz parte da ordem criada por Deus para o bem da família. Também aprenderemos sobre a importância do testemunho cristão dentro do lar, especialmente em situações em que apenas um dos cônjuges é convertido.

Além disso, a exposição destaca a beleza interior, a mansidão, a sabedoria e a esperança em Deus como virtudes preciosas que fortalecem o casamento, edificam a família e glorificam ao Senhor.

INFORMAÇÕES:
Pastor: GUILHERME ALCÂNTARA
Passagem: 1 Pedro 3.1-6
Série: Cristãos: Um edifício em construção

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução e Leitura de 1 Pedro 3:1–6
01:44 – Oração Inicial
02:24 – A Crise da Família nos Dias Atuais
04:31 – O Projeto de Deus para a Família
06:35 – O Tema da Submissão em 1 Pedro
07:38 – O Que é Submissão Bíblica?
09:17 – Submissão Não é Inferioridade Nem Servidão
11:02 – Conselhos para Mulheres Solteiras e Casadas
12:55 – A Submissão Como Testemunho de Fé
13:42 – Uma Leitura Cristocêntrica do Texto
16:14 – O Exemplo Supremo de Cristo
18:45 – O Casamento Como Serviço Mútuo
20:27 – A Bíblia e a Dignidade da Mulher
22:52 – “Ao Seu Próprio Marido”
24:21 – A Submissão a Serviço do Evangelho
26:08 – Evangelizando Pelo Testemunho
28:36 – Mulheres Casadas com Maridos Incrédulos
30:40 – Não Se Casem com Descrentes
33:09 – Conselhos Práticos às Esposas Cristãs
34:32 – Beleza Interior e Virtudes Cristãs
36:14 – O Verdadeiro Foco da Beleza
38:48 – Influência Espiritual e Caráter
40:14 – O Perigo da Superficialidade
42:39 – Virtudes que Sustentam o Lar
44:17 – Espírito Manso e Tranquilo
45:48 – Mansidão no Casamento
47:31 – Abigail Como Exemplo de Sabedoria
48:27 – Conselhos para Solteiros e Solteiras
49:42 – O Exemplo das Santas Mulheres
51:01 – Sara e a Esperança em Deus
52:16 – Não Faça do Cônjuge um Salvador
54:19 – Confiar que Deus Sabe o Que é Melhor
55:21 – O Que Podemos Aprender com Sara
56:54 – O Papel do Amor na Liderança Masculina
59:17 – A História do Casal e a Liderança do Lar
1:00:37 – Exortação Final às Mulheres
1:01:18 – Oração Final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

E eu quero convidá-los
para abrirem suas Bíblias no capítulo
três
da primeira epístola de Pedro.
Primeira Pedro, capítulo três.
>> [roncando]
>> Irmãos, e nós iniciaremos a leitura
desse capítulo indo
até o verso seis.
Palavra do Senhor assim nos diz:
"Igualmente vocês, esposas, estejam
sujeitas cada uma a seu próprio marido,
para que se ele ainda não obedece à
palavra, seja ganho sem palavra alguma
por meio da conduta da sua esposa, ao
observar o comportamento honesto e cheio
de temor que vocês têm.
Que a beleza de vocês não seja exterior,
como tranças nos cabelos, joias de ouro
e vestidos finos,
mas que ela esteja no ser interior, uma
beleza permanente de um espírito manso e
tranquilo, que é de grande valor diante
de Deus.
Pois foi assim também que no passado
costumavam-se enfeitar as santas
mulheres que esperavam em Deus, estando
cada qual sujeita a seu próprio marido.
Foi o que fez Sara, que obedeceu a
Abraão, chamando-o de Senhor,
da qual vocês se tornaram filhas,
praticando o bem e não temendo
perturbação alguma. Vamos orar?"
Senhor, obrigado. A tua providência nos
traz aqui nessa manhã.
E para nós é [roncando] um privilégio
maravilhoso estar diante daqueles a quem
o Senhor redimiu, fazendo parte,
portanto, do teu povo e recebendo
porções maravilhosas da tua palavra que
alimenta, que inspira,
que traz esperança e ânimo para a nossa
caminhada.
Que o Senhor então fale ao nosso
coração, trate o nosso coração, nos
conduza pelo santo e reto caminho,
para que sejamos bem-aventurados em tudo
que fizermos e para que a tua glória
seja promovida
em nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos, a família, conforme Deus
criou, é uma bênção.
Uma dádiva grandiosa que traz muitas
alegrias ao nosso coração. Não imagino
que alguém aqui duvida disso.
Mas isso não nos impede também de ver
que muitas famílias estão em crise
e não são poucos os que tentam nesse
mundo desestruturá-las
e desmoralizá-las.
O casamento tem sido desencorajado e
substituído por um tipo de arranjo
informal que sempre gera problemas
imensos.
Pais e mães irresponsáveis geram pessoas
sem rumo na vida.
Filhos desafetados
trazem vergonha e desonra para os seus
progenitores.
E toda essa conjuntura parece ser
naturalizada, de modo que os crentes
mais piedosos têm perguntado: "Afinal,
o que está acontecendo com as famílias?"
Olha, eu estou plenamente certo, meus
irmãos, de que a maior parte da
infelicidade,
dos conflitos, dos divórcios acontecem
por causa da confusão, do egoísmo, da
negligência e da desobediência franca à
palavra de Deus, especialmente
nos papéis que Deus designou a cada
integrante da casa.
É o pecado
que transforma o exercício de uma
autoridade legítima que Deus concedeu ao
homem em manifestação de tirania odiosa.
É também o pecado que faz a mulher usar
sua liberdade legítima para expressar a
defesa de pautas ilegítimas e estranhas
ao que ensina a Bíblia Sagrada.
É também o pecado que distorce não
apenas o sentido do casamento, como o
conceito do que é ser homem e do que é
ser mulher.
A família faz parte de um projeto de
Deus que resiste.
Mas desde o Éden existe em paralelo um
projeto satânico que visa abalar a ordem
criacional.
Então, se você quiser preservar o seu
lar,
é bom prestar atenção no que Deus tem a
dizer sobre isso
antes de ouvir qualquer influenciador.
A família não apareceu neste mundo por
acaso.
A família não deve se nortear por
valores sociais mutáveis.
A família não deve se orientar por
pressupostos ideológicos que atendem a
conveniências políticas e a valores
culturais.
A família não pode ser relativizada e
não foi feita para ser conduzida de
acordo com os parâmetros de cada um.
A família é fruto de um plano
estabelecido por Deus,
que é o mesmo, aliás, que tem a
prerrogativa de determinar os princípios
pelos quais a família deve ser mantida.
Nenhuma família que desconsiderar
deliberadamente
as ordenanças de Deus deixará de sofrer
as consequências desse ato.
Nós precisamos então, irmãos, cuidar das
nossas famílias porque Deus tem um
propósito grandioso para elas.
Nós precisamos cuidar das nossas
famílias porque elas são a base da
igreja e da sociedade.
Nós precisamos cuidar das nossas
famílias porque não seremos felizes se
as nossas famílias estiverem
esfaceladas.
E a família começa como?
Começa na união conjugal entre um homem
e uma mulher. E é sobre essa relação que
o texto vai tratar.
Fica muito claro que o que Pedro faz
aqui
é seguir o seu tema sobre submissão.
Esse tema se iniciou no capítulo dois,
quando o apóstolo advertiu os cristãos a
serem submissos a toda instituição
humana.
Depois Pedro asseverou que os servos
também devem se submeter aos senhores.
Agora, na sequência, ele se volta para
as irmãs, para as mulheres, afirmando
que elas devem se submeter aos seus
maridos. Ele começa o capítulo três
abordando o papel da esposa e só
adiante, no verso sete, ele fala sobre o
papel do marido. Hoje, por uma questão
de tempo e profundidade, vamos focar
mais no que é concernente a mulheres.
Daqui a 15 dias vamos focar mais no que
é concernente aos homens. Igualmente
vocês, esposas, diz o apóstolo Pedro,
estejam sujeitas cada uma a seu próprio
seu
Bom,
por que que a Bíblia diz que as esposas
devem ser submissas aos seus maridos?
Antes de responder a essa pergunta,
nós precisamos entender o que é
e qual é a natureza dessa sujeição
definida por Deus.
Em primeiro lugar, irmãos, submissão não
implica intrinsecamente
inferioridade
daquele que se sujeita, nem
superioridade
daquele que exerce autoridade.
Apenas indica funções diferentes dentro
de uma hierarquia estabelecida. Por
exemplo,
os pais não são melhores do que os seus
filhos como seres humanos, mas todos
concordarão que os filhos devem
submissão aos pais, porque os pais têm
autoridade legítima sobre eles. Os
governantes
não são melhores do que nenhum de nós,
mas todos concordarão que existe uma
hierarquia que faz com que tenhamos que
ser submissos em relação às autoridades,
pelo menos naquilo que lhes compete.
Poderíamos dizer o mesmo dos pastores ou
das autoridades espirituais na igreja?
Ninguém é melhor do que ninguém como ser
humano,
mas existem funções que Deus estabeleceu
para que as coisas funcionem.
Há uma diferença de função, portanto,
que precisa ser observada nesses casos.
Da mesma forma, as esposas não são, de
maneira nenhuma, é até um absurdo dizer
isso, inferiores aos seus maridos. O que
há, apenas, é uma diferença de função.
Em segundo lugar,
é necessário dizer que a sujeição de uma
esposa ao seu marido não é subserviente,
cega ou absoluta. Submissão não
significa, nem de longe, servidão ou
escravidão.
Então, aqui vai uma boa definição,
irmãos, a submissão que se requer das
mulheres é uma atitude voluntária
e consciente das mulheres, motivada por
amor e confiança em Deus,
cujo respaldo bíblico pode ser
encontrado na Trindade e na ordem da
criação.
Observem que o texto não diz que os
maridos devem subjugar as suas esposas,
nem obrigá-las a nada. O que o texto
sugere é que a submissão deve partir do
coração da esposa. É uma decisão que a
mulher toma e que deve tomar antes mesmo
de se casar.
A ideia é que a mulher temente ao Senhor
assuma essa postura de bom grado para
cumprir a missão que Deus lhe deu e
promover o bem do seu próprio lar.
Então, se você é uma mulher casada
que tem dificuldades com essas noções,
eu gostaria que você, minha irmã,
refletisse melhor
e procurasse entender esse ideal com a
mente mais aberta e livre dos
preconceitos
secularistas,
porque não é verdade o que dizem a
respeito desse assunto por aí.
Agora,
se você for uma mulher solteira,
meu conselho direto é: não se case com
um homem a quem você não é capaz de
prometer submissão voluntária.
Não se case com um homem imaturo e
incapaz de amar você
sacrificialmente.
Agora, se você é daquelas
que diz: "Pastor, você não tá
entendendo.
Sinceramente,
não interessa a pessoa, eu não estou
disposta a me sujeitar a marido algum.
Então, talvez, minha irmã,
talvez,
você não deva se casar, pelo menos por
enquanto. Guarde a pureza e não se case,
porque com dureza de espírito, o
casamento não funciona.
E sofrimento é gerado.
A submissão em um lar cristão é um ato
de uma esposa que confia em Deus
e que quer ver o seu marido fazer a
coisa certa, porque no fundo ela sabe
que a liderança dele será benéfica para
o que todos buscam. Entende que o
casamento funciona como um time, em que
todos estão do mesmo lado.
O melhor dos mundos é que a esposa que
tem o coração afeição ao seu marido,
encontre nos braços dele amparo e
proteção.
A trindade lança luz aqui, irmãos,
porque Jesus não é inferior ao pai.
Mas na economia da obra redentora, ele
se sujeitou.
As esposas não são inferiores aos
maridos, mas para o bom desempenho da
obra familiar, elas se sujeitam. Então,
submissão é isso. E Pedro não apenas diz
que as mulheres devem se sujeitar. Ele
aponta as razões para esse mandamento.
Então, por que que uma esposa precisa se
sujeitar ao seu marido? Vamos aqui às
razões que Pedro nos dá.
Em primeiro lugar, meus irmãos, porque
isto é um bom testemunho de fé.
Porque isto é um bom testemunho
de fé cristã.
Versos um e dois. Igualmente vocês,
esposas, estejam sujeitas, cada uma a
seu próprio marido, para que se ele
ainda não obedece a palavra,
seja ganho sem palavra alguma, por meio
da conduta da sua esposa.
Irmãos,
muita gente tem lido esse texto de modo
errado.
Porque o lê
de uma forma antropocêntrica
e não cristocêntrica.
Esse é o problema de muitas pessoas ao
lerem a Bíblia.
Elas pegam a Bíblia e pensam: "De que
forma essa verdade é relevante para o
homem moderno?"
Ou existe algo aqui que vai me incomodar
ou que vai me contrariar?
E fica parecendo que a Bíblia foi
escrita com o objetivo principal
de agradar as pessoas. Mas o objetivo
central das escrituras
é comunicar aos homens quem é Deus e
quais os propósitos dele para o mundo, a
fim de que nós o glorifiquemos para
sempre.
O objetivo das escrituras é apresentar o
plano de redenção que tem Jesus como
protagonista e nós como servos
resgatados e bem-aventurados
pelo que ele fez.
Jesus Cristo nos satisfaz e nos envolve
por completo, alterando as nossas
percepções e relacionamentos.
Por isso, para falar da relação entre
maridos e esposas, Pedro não quer
simplesmente mirar no homem
e nem na mulher.
Ele vai mirar no Salvador eterno e nos
orientar segundo Deus e não segundo os
nossos corações corrompidos que precisam
da graça.
Muita gente quer usar textos como esses
como se fossem arrazoados
sócio-culturais.
Mas a verdade é que esse texto deve ser
lido sob a projeção da cruz e nunca fora
da cruz.
Em outras palavras,
enquanto tudo que a sociedade se digna a
discutir aqui
é o tema da submissão da mulher em
relação ao homem no casamento,
levantando falsas polêmicas, eu digo
para vocês, irmãos, que esse conteúdo de
submissão está aqui, realmente está
aqui.
Mas se isso é tudo que nós enxergamos
nessa sessão,
estamos sendo míopes e por demais
reducionistas.
A [risadas] suprema intenção do apóstolo
Pedro é fazer homens e mulheres olharem
para Jesus
e seguirem o exemplo dele.
Como que nós podemos demonstrar isso?
Prestem atenção ao termo igualmente,
que aparece logo no início do, eh,
versículo 1,
para se referir à esposa.
E esse mesmo termo
é referido no início do versículo 7
para os maridos.
O igualmente aponta para o exemplo de
submissão voluntária que Pedro acabou de
apresentar entre os versos 18 a 25, ou
seja,
o teor do que trouxemos na mensagem
anterior.
Nos versos 21 a 25, Pedro declara que
Cristo não apenas se submeteu ao pai,
como também se sujeitou a um sofrimento
injusto sem revidar.
Então imediatamente depois de falar
sobre a sujeição de Jesus, o texto
segue: "Igualmente
vocês esposas estejam sujeitas cada uma
a seu próprio marido". Mais abaixo ele
completa: "Maridos, vocês igualmente
vivam a vida com o do lar. Então o
igualmente usado para as mulheres e o
igualmente usado para os homens está
vinculando o exemplo de Cristo que deve
ser observado de perto pelos homens e
pelas mulheres.
Esse é o jeito de ler o texto de forma
cristocêntrica e não antropocêntrica.
As duas ocorrências de igualmente
funcionam aqui como dobradiças da mesma
passagem.
>> [limpando a garganta]
>> É uma porta com duas dobradiças que leva
para o mesmo lugar.
É como se ele estivesse dizendo: "Jesus
agiu como um servo e se sujeitou. Então
mulheres, igualmente sejam submissas ao
seu próprio marido e vocês maridos,
igualmente sirvam as suas esposas de
forma sacrificial como Cristo serviu".
No final
o que a gente vê é que o casamento,
o lar, a família é um espaço calculado e
projetado por Deus para o serviço.
Quem não quer servir
não pode constituir família.
Quem não quer servir não pode se casar.
Esposas devem servir aos maridos
e os maridos devem servir às esposas,
cada um considerando o seu próprio papel
na estrutura e ambos considerando
atentamente o exemplo de Cristo que
tanto liderou
quanto se entregou
voluntariamente.
Somos aqui desafiados a confiar no
modelo de Deus.
Porque quando as pessoas desafiam o
modelo de Deus, a única coisa que
conseguem com isso é comprometer as
bases, estragar as colunas de
sustentação, trazer infelicidade para a
própria vida e causar sérios danos aos
cônjuges e aos filhos.
Entendam uma coisa.
A família foi criada por Deus
e não há como ela funcionar bem
fora do padrão
e sem o manual de instruções do
fabricante.
Espera-se de um bom projetista que ele
estude o terreno, faça medições exatas e
apresente o melhor desenho para a
execução da obra.
Mas quando os construtores ignoram o
projeto, não tem jeito, a casa vai ficar
torta e problemas vão aparecer.
Em uma sociedade cada vez mais
anticristã,
tem-se insinuado
maldosamente
que a Bíblia tem algo contra as
mulheres.
Isso não procede.
Porque a submissão, em vários níveis, é
uma ordem para todos.
Como temos visto desde o capítulo dois,
uma sociedade formada por homens e
mulheres se sujeitam aos governantes. O
grupo de servos do lar que
teria que se sujeitar aos seus senhores
era formado por homens e de
A Bíblia sustenta que homens e mulheres
crentes se sujeitem à liderança
espiritual de suas igrejas. E os filhos,
meninos e meninas, devem sujeição aos
pais, homens e mulheres.
No lar,
os maridos não podem se omitir como
cabeças
e as esposas devem submissão a eles no
Senhor.
Importante destacar
que a Bíblia, irmãos, exalta a condição
feminina de verdade
e não como nesses discursos vazios da
pós-modernidade.
As mulheres estão muito mais protegidas
dentro do padrão bíblico do que fora
dele.
E não por acaso o cristianismo fez muito
mais pelas mulheres do que qualquer
outra instituição, religião, ideia,
filosofia que você conhece.
Jesus era próximo de homens e mulheres,
morreu por homens e mulheres. E as
mulheres foram as primeiras que o viram
ressuscitado.
Jesus entende de casamento mais do que
todos nós.
E ele fez uma aliança com a sua igreja,
na qual ele é o cabeça e a igreja sua
esposa o auxilia.
É nessa estrutura, nessa estrutura
que os lares progridem.
O plano de Deus é que o homem lidere com
amor,
a esposa o auxilie com dignidade
e os filhos obedeçam e aprendam com toda
honra.
Isso é mais belo do que pode parecer
e é uma insensatez se insurgir contra
essa ordem. Aliás, observem a expressão
importantíssima aqui.
O texto diz: "A seu próprio marido".
A seu próprio marido. Vejam só.
O texto não foi escrito
para determinar
que todas as mulheres
devem se sujeitar a todos os homens.
Essa perspectiva é bastante
esclarecedora.
Porque alguns irmãos desavisados
e também alguns céticos mal
intencionados
fazem parecer que o texto estabelece uma
divisão de categorias, como se os homens
tivessem autorização para se tornarem
mandatários egoístas no mundo
e como se as mulheres fossem relegadas a
uma espécie de classe subalterna em
relação aos homens. Não faz sentido.
Primeiro, o texto se opõe a essa
tentativa de tensão que afasta homens e
mulheres e apregoa a complementaridade
no casamento e não a guerra entre os
sexos.
Segundo,
o que o texto efetivamente comunica
aqui, irmãos, e afirma é que as mulheres
devem se sujeitar não a todos os homens,
mas aos seus próprios maridos, para que
a família cumpra a sua missão. É bem
específico isso.
Terceiro,
notem como o mandamento de sujeição visa
o interesse maior do evangelho.
Geralmente pensamos em nos submeter ou
não de acordo com os nossos interesses,
mas Pedro aborda a temática da submissão
da submissão como sendo uma arma
importante para os propósitos do reino e
para conquistar os corações de muitos
homens para Deus.
Ele já tinha dito
que por meio da sujeição e ignorância
é, dos os a ignorância dos insensatos é
silenciada.
Então, quando você se sujeita às
autoridades governamentais, mesmo as
insensatas, você silencia a ignorância
delas.
Um forte testemunho se dá por meio da
submissão no âmbito social. E agora,
falando da família, ele segue essa linha
enfatizando que as esposas podem ganhar
maridos incrédulos contribuindo para que
eles tenham o coração quebrantado ao ver
o comportamento delas cheio de piedade e
temor a Deus.
O escritor ressalta que o comportamento
das esposas fala tão alto que mesmo sem
palavras elas podem conseguir algo
grandioso. Pedro tem em vista aqui o
exemplo de Cristo.
Porque Cristo foi acusado sem abrir a
boca
e com poderoso gesto de entrega
providenciou salvação.
As mulheres também, mesmo caladas, podem
conseguir algo parecido. Essa é a
comparação.
Dito isso,
tem mais um componente curioso.
Boa parte das mulheres
gosta de conversar,
de dizer o que sente,
de investir no diálogo,
de desabafar,
o que não é ruim.
É É apenas um traço da personalidade
comum a muitas pessoas
e a muitas mulheres.
Agora,
quando uma mulher é casada com um homem
incrédulo,
que é parte do que Pedro está tratando,
ela não vai conseguir ter com o esposo
um nível elevado de interação espiritual
que muito lhe fará falta.
É aí
que pode surgir um segundo problema.
Algumas esposas
tendem a exagerar na insistência verbal
com o marido descrente
por desejar de coração que ele se torne
crente.
Mas é preciso ter discernimento, irmãos,
porque a angústia de ver o marido longe
de Cristo é compreensível, mas muitas
palavras empregadas com insistência o
tempo todo podem causar um efeito
contrário.
Algumas esposas pensam:
"Se eu falar bastante,
se eu bater na tecla, meu marido
mudará".
Mas Pedro diz:
"Se o seu marido ver Cristo em você,
Deus poderá mudá-lo".
Então, o caminho de Pedro
não é que as mulheres se calem,
mas que elas, sobretudo, se concentrem
no procedimento honesto e respeitoso com
os seus maridos.
Isso é uma forma de evangelização.
E a família é um espaço onde nós
exercemos ministérios.
Às vezes, como crentes,
nós temos a tendência de achar
que a conversa precisa se estender
até vencermos a discussão com o
incrédulo.
Pedro diz
que também é possível vencer pelo
silêncio,
um silêncio associado a um procedimento
justo.
Na cruz, Jesus ganhou muitas pessoas
como cordeiro mudo,
porque naquele instante o seu gesto era
o que falava mais alto.
No primeiro século,
esperava-se, meus irmãos, que as
mulheres estivessem sempre ao lado dos
seus maridos em tudo, que elas tivessem
o mesmo posicionamento deles e a mesma
religião que eles tinham.
No Império Romano, no mundo antigo, as
coisas funcionavam dessa forma.
Imaginem, então,
a vida das esposas crentes daquela
época, as esposas crentes,
que eram casadas com maridos adeptos de
religiões pagãs.
Como que seria essa vida?
Fácil?
Tranquila?
Tais maridos
poderiam considerar que suas esposas,
inclusive, estavam sendo infiéis a eles
por causa da fé diferente que elas
professavam.
Considerando esse panorama, alguém
poderia perguntar:
alguém da época de Pedro, inclusive,
poderia levantar a seguinte questão: as
mulheres
devem
se submeter aos seus maridos
mesmo se eles forem incrédulos?
E a resposta de Pedro não deixa dúvida.
A resposta de Pedro é:
sim. [roncando]
Sim, as mulheres devem submissão aos
maridos mesmo nesses casos, porque elas
cumprem a vontade de Deus e também
evangelizam seus maridos para Cristo.
Não é nada fácil, meus irmãos, ter que
lidar com um cônjuge incrédulo. Eu
mesmo, como pastor, já tive a
oportunidade de aconselhar diversas
pessoas nessa situação
e mulheres nessa situação. No caso das
mulheres,
é mais difícil ainda. Existem
componentes que tornam a situação mais
difícil ainda.
E no caso das mulheres, elas
perseverarão que seus maridos não
convertidos, por vezes, não poderão
compreendê-las, não servirão de suporte
espiritual, não poderão funcionar como
sacerdote dos lares e talvez até sirvam
como um obstáculo à vida devocional
delas.
Por isso,
irmãs crentes que ainda não se casaram,
não se casem
com um homem
descrente.
Não se casem com um homem descrente.
Uma coisa
é a mulher já está casada quando ela se
converte.
O caminho para essas mulheres não pode
ser outro, senão tentar trazer seus
maridos à fé pelo seu testemunho.
Mas o caminho para as cristãs solteiras
é casar-se com um homem crente,
temendo a Deus.
Aí algumas vão dizer:
"Ah, pastor,
mas o meu namorado
é melhor que muitos crentes que tem por
aí.
Além do mais,
eu confio que ele pode se tornar um
cristão,
como acontece com muitos casos".
Então eu preciso lhe dizer umas
coisinhas. Primeiro lugar,
a gente se casa pensando no reino de
Deus
e não apenas em questões subjetivas como
desejos ou sentimentos do coração.
Em segundo lugar,
só quem sabe quem se tornará crente no
futuro é Deus.
Até hoje não surgiu ninguém com essa
capacidade de descobrir quem vai ser
convertido. E é muito pesado passar a
vida toda sofrendo porque seu
companheiro não quer saber de Deus.
Em terceiro lugar,
casar-se com um crente não é
simplesmente se casar com um membro de
uma igreja evangélica, mas com alguém
que seja verdadeiramente convertido,
certifique-se disso.
Em quarto lugar,
eu não duvido
que certos descrentes, em alguns
aspectos, se mostrem mais elogiáveis do
que alguns crentes, mas não se enganem.
Um verdadeiro crente se mostra
corrigível pela palavra.
Ele reconhece que depende de Deus e luta
por obedecê-lo. Um descrente, por mais
elevada moral que tenha, é alguém morto
espiritualmente, que está em rebelião
contra Deus, como qualquer pecador não
arrependido, e que mais cedo ou mais
tarde vai criar embaraços.
Voltando para as irmãs que já estão
casadas.
Se empenhem em mostrar
para os seus maridos
que servir a Deus é a melhor coisa que
um ser humano pode fazer na vida.
Sejam redobradamente atenciosas,
cordatas e sábias com os seus cônjuges.
Não sejam rudes,
não exponham seus maridos, não queiram
ganhar todas as disputas
e protejam a reputação deles sempre que
possível.
O procedimento louvável pode ser muito
mais poderoso do que as palavras. Então,
esposa cristã,
ore pelo seu marido, respeite a
autoridade dele, informe-o sobre as
questões do lar, aceite as decisões que
ele tomar e esteja aberta para receber
dele carinho
e proteção.
Porque nós vivemos em um contexto tão
complicado, em que algumas mulheres
quase que não aceitam mais gentilezas
masculinas
e nem estimulam isso.
Não queira fazer o que cabe ao seu
marido.
Seja submissa, conforme requer o Senhor
Deus,
e isso no sentido correto da palavra,
e lute para ganhá-lo com a sua fé.
Segundo lugar, meus irmãos, nós
aprendemos aqui que as mulheres devem
ser submissas aos seus maridos, porque
isso demonstra virtudes e beleza
interior.
Isso demonstra virtudes e beleza
interior.
Sigamos os versos 3 e 4.
Que a beleza de vocês não seja exterior
como tranças nos cabelos, joias de ouro
e vestidos finos, mas que ela esteja no
ser interior, uma beleza permanente de
um espírito manso e tranquilo, que é de
grande valor diante de Deus.
Aqui, meus irmãos, o que nós podemos
constatar
é que Pedro trabalha em termos de
contrastes.
Ele contrabalança
aquilo que é exterior com aquilo que é
interior, aquilo que é corruptível com
aquilo que é incorruptível, aquilo que é
extravagante
com aquilo que é modesto, aquilo que é
de pouco valor, até mesmo diante dos
homens sensatos, e aquilo que é de
grande valor, até mesmo diante de Deus.
Algo que precisa ficar claro desde já
é que a Bíblia não condena o cuidado com
a boa aparência estética.
Isso é preciso ser dito também.
O contraste de Pedro não é feito
classificando tudo que é exterior como
sendo o mal e tudo que é interior como
sendo bom.
O contraste é feito classificando o
exterior como secundário
e o interior como aquilo que deve ser a
nossa preocupação crucial. Esse é o
contraste.
Isso acontece na Bíblia em alguns
lugares, só para você entender, por
exemplo, quando Jesus diz
"Não trabalhem pela comida que perece,
mas pela que subsiste para a vida
eterna".
Jesus não está condenando o trabalho,
certo?
Mas ele está ensinando prioridade.
Da mesma forma, Pedro não está
condenando adornos, enfeites, beleza
física, mas ele está ensinando onde deve
estar o foco principal de todos os
crentes, mas aqui, em especial, das
esposas crentes.
Então,
as mulheres podem ficar tranquilas,
podem ficar tranquilas, irmãs, para usar
seus brincos,
suas pulseiras,
seus cosméticos,
suas roupas bonitas e elegantes,
porque não há nenhum problema, não há
nenhum problema em usar maquiagens ou
acessórios, nem muito menos em cuidar
adequadamente dos seus cabelos.
Talvez alguns maridos achem que o tempo
que vocês investem nisso é muito grande,
mas
isso é um outro problema.
É tudo normal e esperado.
Podem ficar tranquilas,
que a Bíblia não condena essas coisas em
si.
Vocês podem gostar dessas coisas
e eu posso garantir a vocês que a
maioria dos maridos gostam que as
esposas gostem dessas coisas.
Mas do mesmo modo como ocorre com muitos
outros assuntos,
o que fica explícito nesse caso é que a
falta de moderação e os excessos com a
aparência exterior podem se tornar uma
forma de pecado.
Meus irmãos,
se vocês voltassem ao império
greco-romano
e perguntassem para as pessoas ali,
como uma esposa pode exercer fascínio
e impressionar o seu marido?
A resposta, naquela cultura,
provavelmente destacaria beleza física,
capacidade de sedução, status social,
ostentação.
Era comum que as mulheres da elite
demonstrassem seu prestígio e influência
através de penteados extremamente
elaborados, tranças complexas, joias
caras, objetos de ouro, roupas luxuosas.
Isso fazia com que aquelas mulheres
inclusive fossem muito invejadas.
Mas vejam que a pergunta que podemos
fazer aqui baseada no texto é um pouco
diferente, assim como a resposta.
Como uma esposa cristã pode exercer
influência espiritual sobre um marido
incrédulo? É uma pergunta mais profunda.
Como que uma esposa cristã pode exercer
influência espiritual sobre o seu
marido? Especialmente se ele for um
homem incrédulo.
Pedro ressalta que a influência mais
poderosa não está no exterior, mas no
caráter transformado por Deus. Então
Pedro não está combatendo a beleza.
É importante dizer isso porque hoje
atacam até o que é belo ou o conceito do
belo. Mas ele está combatendo a ideia de
que o valor da mulher está fundamentado
apenas nisso.
Uma mulher de Deus não chama atenção
apenas pelo que ela exterioriza,
mas chama atenção muito mais pelo seu
estado de espírito.
Por uma beleza interior.
Por aquilo que vai permanecer quando o
atrativo físico desaparecer.
Que grande lição.
Para os nossos tempos.
Não é?
Pedro está combatendo
uma tentação
que nos soa muito atual.
Nós vivemos em meio a uma onda de
superficialidade,
em que pessoas, inclusive muito famosas,
com milhões de seguidores, conhecidas
com frequência, se mostram banais,
vazias
e fúteis. E às vezes parece que quanto
mais fútil é a pessoa, mais famosa ela
fica.
Em alguns casos.
Em dias com tanta exposição,
muitas mulheres são levadas ainda hoje a
influenciar usando sensualidade,
charme, palavreado impróprio, mas o que
verdadeiramente faria bem a elas e
melhoraria a sua imagem e suas vidas
diante de Deus, como também melhoraria
os seus lares, seria um coração
transformado pelo evangelho.
O problema não é valorizar a aparência.
Isso é aceitável,
totalmente aceitável. O problema é
quando a aparência é tudo o que resta. O
problema é viver de aparência.
Não faça da aparência o seu Deus.
Não venda a sua integridade, não se
machuque, não arrisque sua vida, não
engane os outros por causa de aparência,
não se torne escrava da aparência,
minhas irmãs.
Não queira boa aparência a qualquer
custo, porque Deus valoriza algo muito
mais importante.
É agradável
e saudável
se apresentar de forma bonita.
Mas não aceitem, irmãs, se diminuir.
Não maculem a consciência, não se deixem
objetificar.
E não atrelem a identidade de vocês
meramente a silhuetas do corpo,
adereços, produtos, porque vocês são
muito mais do que isso.
Deus nos criou à sua própria imagem e
semelhança.
No caso das irmãs casadas,
a relação conjugal de vocês pode sim ser
colorida, ser enfeitada com cuidados
físicos e elegância,
mas ela se sustentará muito mais
pelas virtudes
e pelo fruto do espírito.
Isso é a coisa mais valiosa.
É legal ter uma casa bonita, não é?
Ter uma casa bonita, todo mundo quer.
Uma casa bem pintada,
com a fachada bem desenhada,
uma casa com a decoração bem feita,
com cheirinho bom no ambiente.
Mas o que sustenta uma casa
é a estrutura em que ela está.
O que edifica a casa é o que ela tem por
dentro
e que nem todo mundo consegue ver.
Se a sua casa estiver sobre a estrutura
de Deus e estiver firmada na rocha da
palavra, você, mulher, estará segura.
A recomendação aqui é para que as
mulheres entendam o seu real valor.
Pedro fala, por exemplo, sobre espírito
manso
e tranquilo.
Minhas queridas irmãs, cuidem do
vestuário de vocês, mas não esqueçam de
revestir o coração do que é bom,
porque assim teremos mais chances de ver
no mundo casamentos mais fortes,
famílias mais vibrantes, com a expressão
do evangelho.
Menos divórcios que causam tanta
tristeza e menos trivialidades que nos
deixam vulneráveis no mundo feroz.
Pedro ensina
que as mulheres devem ter espírito manso
e tranquilo.
E você pensa que isso é uma diminuição
da mulher?
Alguns pensariam. Espírito manso,
tranquilo.
Pastor, o que é que é isso? O senhor tá
dizendo que eu tenho que ser mansa.
Como assim?
Eu vou lhe dar um dado relevante aqui,
para mostrar que isso não isso é uma
exaltação da da condição não é
inferiorização. Olha só.
A palavra grega para manso,
essa palavra grega para manso,
aparece só quatro vezes no Novo
Testamento.
Quatro vezes.
Uma, obviamente, é nesse texto.
A outra é em uma bem-aventurança.
Bem-aventurados os mansos,
porque eles herdarão a terra.
As outras duas
são registros nos evangelhos,
quando Jesus descreve a si mesmo.
Lembram?
Tomem sobre vocês o meu jugo
e aprendam de mim, porque sou
manso
e humilde de coração.
Então,
se o próprio Jesus era manso,
não é demérito nenhum dizer que todos
nós temos que ser mansos como nosso
mestre.
E aqui, o argumento é dirigido sobretudo
às esposas, porque mansidão
é um traço de caráter que combina bem
com o espírito de submissão que se
requer delas aos seus próprios maridos
no casamento.
Se vocês querem viver bem com os maridos
de vocês, minhas irmãs, vistam-se com a
mansidão, com a brandura, com a ternura.
E vocês, homens,
trabalhem
trabalhem pela santidade das suas
esposas, lutem por elas e valorizem as
virtudes delas. Eu sei que a palavra não
é hoje voltada para os homens, eu fiz
essa distinção aqui
por uma questão de tempo, mas eu não
posso deixar de fazer essas
asseverações.
Há um papel grandioso aqui que os homens
têm que assumir.
As mulheres casadas, no melhor sentido
dos termos que eu vou usar,
precisam ser
ou aprender a ser dóceis, carinhosas,
tratáveis.
Porque uma postura contrária a essa
trará transtornos e decepções que
prejudicarão sua vida com Deus e poderão
arruinar a sua casa.
Mulheres intempestivas,
desafiadoras, que se iram com
facilidade, não estão edificando bem.
Não colaboram para reconciliação e ainda
afastam seus maridos. Minhas irmãs,
apliquem o coração de vocês a conhecer a
Deus todos os dias.
Tirem,
se por ventura existir, o semblante
pesado do rosto.
Tentem não falar de modo ríspido.
Evitem a aridez
e o ressentimento. Peçam a Deus que lhes
dê forças para construir.
Busquem a serenidade e procurem ser
habilidosas para contornar o que for
embaraçoso, porque isso é um sinal de
sabedoria.
Lembram de Abigail?
O marido era
animalesco,
mas a esposa dele
evitou uma tragédia.
Vale dizer que há muitas mulheres que
são, como a Bíblia diz para ser,
humildes,
que amam seus maridos, simpáticas, que
têm as prioridades corretas
e, graças a Deus,
as nossas igrejas estão cheias delas.
E muitos homens, de novo uma palavrinha
para vocês.
E eu pego um pouco mais pesado com os
homens mesmo, tá?
Então,
não estranhem a expressão. Muitos homens
são
tolos
quando não percebem o valor dessas
coisas
e visam apenas o superficial.
Tirem os olhos do que é superficial.
Coloquem os olhos naquilo que realmente
é importante. Rapazes solteiros, vou
ajudar as moças agora.
Rapazes solteiros,
atendam a esse chamado.
Eu sei que vários de vocês também são
valorosos.
Procurem mulheres sérias.
Valorizem mulheres sérias, tementes a
Deus, pacíficas, inteligentes.
Procurem essas mulheres para serem suas
esposas, não fiquem interessados apenas
em beleza física, que tem o seu valor.
Claro que tem, mas não é tudo.
E nem é o mais importante. E minhas
irmãs solteiras,
se vocês têm esses predicados de Deus,
não se aventurem em qualquer
relacionamento não.
Não se entreguem a homens que não têm
capacidade de assumir compromissos, que
não cumprem a palavra que dão.
Homens que dão sinais claros de que te
deixarão sozinhas
e não cuidarão de vocês.
Homens e mulheres de Deus, vamos pensar
nas virtudes do coração.
Vamos analisar as coisas com a ótica
bíblica.
Por último,
as mulheres devem sujeição aos seus
maridos porque esse foi o exemplo dado
por santas mulheres, de acordo com o que
diz o apóstolo Pedro, verso 5 e 6.
Pois assim, pois foi assim também que no
passado costumavam se enfeitar as santas
mulheres que esperavam em Deus, estando
cada cada qual sujeita a seu próprio
marido. Foi o que fez Sara, que obedeceu
a Abraão chamando-o de senhor, da qual
vocês se tornaram filhas praticando bem
e não temendo perturbação alguma.
Observem o modo destacável com que Pedro
se refere às mulheres. Ele chama as
personagens do Antigo Testamento de
santas.
O que mostra que ele as tinha em elevado
conceito, porque de fato eram mulheres
modelos.
E ele então diz para as suas leitoras:
"Mirem-se no exemplo delas. Deem uma
olhada para essas mulheres do passado e
as imitem, porque elas eram santas
mulheres".
Não quer dizer que eram mulheres
impecáveis ou infalíveis,
mas eram mulheres que o texto afirma
esperavam em Deus. Mulheres que sabiam
esperar
em Deus.
Esse é um ponto de destaque, irmãos.
Sara virou uma referência.
Porque claramente não era na perfeição
do seu marido que ela confiava.
Abraão era um homem de fé,
o pai da fé,
mas assim como todos os homens,
tinha as suas falhas.
Sara acertou em cheio ao colocar a sua
esperança em Deus, como diz o texto.
Irmãos, essa verdade é libertadora, é
libertadora para maridos
e para esposas também. Deixa eu explicar
por quê.
Essa verdade é libertadora para os
homens,
porque eles aprendem aqui que não
precisam
e nem têm a condição de serem
super-heróis.
Não há super-herói aqui, a não ser
Cristo.
Os homens representam o redentor no lar.
Fazem isso de algumas maneiras, mas eles
não são, de fato, os redentores das suas
esposas e filhos.
Esse papel é de Jesus Cristo, só dele.
E é na graça dele que maridos caminham.
Mas essa é também uma bela concepção
para as mulheres. Vejam.
Muitas esposas
vivem emocionalmente dependendo da
performance do marido.
Quando o marido vai bem,
a esposa diz que vai bem, tudo vai bem.
Se se o marido estiver bem empregado ou
ganhando bem, tudo vai bem. Quando o
marido falha,
a esposa desaba junto.
Pedro aqui aponta
para uma confiança maior.
A mulher que verdadeiramente edifica a
sua casa
não faz do seu marido o seu salvador.
Ela entende que Cristo é o seu salvador
e ora para que o marido acredite nisso
também.
Se a mulher olha para Cristo
antes de olhar para o marido,
ela aprende a respeitar o marido
sem idolatrá-lo.
Ela aprende a auxiliá-lo com alegria,
sem querer assumir o controle, nem
usurpar a liderança.
Maridos difíceis ou descrentes podem
transmitir grande insegurança para
mulheres cristãs, mas essas mesmas
mulheres encontram proteção, refúgio e
domínio próprio em Deus.
São mulheres que não se guiam pelas
aparências e, portanto, permanecem
inabaláveis como quem vê o invisível.
Elas cobrem com os tecidos da mansidão e
da tranquilidade. São mulheres que se
sujeitam a Deus e não se rebelam contra
as suas estruturas.
Essas mulheres do passado como Sara
até poderiam pecar por não guardar esse
conceito o tempo todo, mas elas não
demonstravam
contrariedade em atender uma expressa
vontade divina.
Falta a muitos homens e a muitas
mulheres do nosso tempo
a compreensão de que tudo que Deus
determina é bom.
Falta a muitos homens e muitas mulheres
a compreensão de que se Deus falou é
bom. Se Deus falou funciona.
Já pararam para pensar, já repararam que
às vezes
o homem pós-moderno que lê a Bíblia
parece um homem extremamente desconfiado
de Deus. Ele lê o tempo todo com
desconfiança, é como se ele achasse
que as suas teorias
funcionam melhor.
Respondem melhor aos dilemas.
Nesse tipo de assunto que estamos
tratando hoje, muitos parecem infectados
por uma distorção bíblica, histórica e
civilizacional do que é autoridade ou
liderança que no caso do lar é masculina
e do que é submissão que no casamento
cabe às mulheres em relação aos homens.
Por ser a esposa de Abraão
o pai da fé
Sara poderia ser tomada como a mãe do
povo do pacto.
Esse é o espelho.
Essa é a razão
do autor dizer que as mulheres crentes
dos seus dias eram filhas de Sara. E o
que é que Sara fez de correto? Três
coisas. Ela praticou bem.
Era uma mulher reta. Dois. Ela não temeu
perturbação alguma.
era uma mulher forte que confiava em
Deus e três, ela respeitou a Abraão e
assentiu com ele chamando-lhe
senhor.
Pastor, mas aí é demais também, né?
Você não vai dizer agora
que eu vou ter que chamar meu marido
assim.
Eu vou ter que falar com ele e dizer: "O
senhor quer alguma coisa?
Do que que o senhor precisa?"
Não.
Fique tranquila, tranquila, minha irmã.
Você não precisa chamar seu marido
assim, não.
Esse tipo de tratamento
está ligado à cultura do antigo Oriente,
2.000 anos antes de Cristo.
Mas as esposas devem tratar seus maridos
com o mesmo respeito que fez Sara chamar
Abraão dessa forma.
Esse é o ponto.
Então você não precisa chamar seu marido
de senhor,
mas pense em um modo prático de
demonstrar sempre respeito pelo seu
marido.
Pense em como você o trata.
Mas, pastor, isso também não tem a ver
com o comportamento masculino?
Claro.
Claro que sim. Não é meu ponto hoje, mas
claro que sim. Inclusive, não é meu
ponto.
Mas eu vou falar uma verdade difícil,
difícil para muita gente aceitar, mas se
ela for bem entendida, vai ajudar muita
gente também. Então eu me arrisco.
Meus irmãos homens,
as mulheres que se sentem realmente
amadas
não costumam oferecer resistência à
submissão.
Elas podem até ter dificuldade com o
termo. Esse termo assusta muita gente
nos nossos, nos nossos dias. É uma
questão meio que da cultura.
Porque elas estão influenciadas com os
discursos da cultura atual, mas na
prática, na prática,
elas não veem grandes problemas com a
submissão bíblica.
Ainda que algumas tenham um histórico de
vida que dificulta essa compreensão,
elas acabam percebendo que o
custo-benefício
é muito vantajoso para elas.
Que mulher
não deseja ser liderada amorosamente
por um homem que está disposto a morrer
por ela como Cristo fez?
>> [roncando]
>> Uma mulher que se sente amada dessa
forma não tem dificuldade com submissão.
Mas se os homens falham em amar as suas
esposas, elas tendem a rejeitar a
submissão requerida pela Bíblia, porque
entendem isso como uma condição injusta,
em que elas têm que servir enquanto os
seus maridos não se entregam e não se
sacrificam por elas.
Portanto,
antes de querer que ela se sujeite a
você, demonstre o seu amor por ela de
forma concreta e não com palavras
abstratas no dia dos namorados.
Isso é bom também.
Mas ficar só nisso não adianta.
E dito isso, eu vou contar uma última
história e com isso encerro.
Certo pastor foi fazer uma visita a um
casal da sua igreja.
E logo ele percebeu que naquele
casamento a mulher tinha uma
personalidade mais forte que a do seu
marido. E geralmente ela se impunha mais
na conversação.
Pastor perguntava uma coisa, a mulher
respondia.
Pastor falava com o marido, a mulher
cortava a conversa, respondia.
Mas o pastor percebeu que apesar
daquele cenário,
aquela mulher fazia um esforço tremendo,
tremendo,
para que o seu marido exercesse a
liderança do lar.
Aquela mulher dava créditos ao marido,
honrava e falava bem do marido. E a
certa altura,
pastor perguntou: "Escuta,
quem é que toma as decisões finais nessa
casa mesmo?"
O homem ficou calado.
A mulher respondeu logo: "Meu marido.
Quem toma as decisões, quem resolve as
coisas aqui é o meu marido."
O pastor retrucou: "Mas quem foi que
decidiu que ele tem a palavra final?" A
mulher disse: "Eu."
Mulheres,
se esforcem para honrar os seus maridos
como auxiliadoras idôneas,
com bom testemunho, grandes virtudes
e beleza interior,
atentando sempre para os bons exemplos.
Que Deus abençoe as irmãs
no cumprimento dessas santas funções,
que nem sempre são fáceis,
mas são muito nobres,
para o bem de vocês próprias,
dos seus maridos,
dos seus filhos,
da igreja
e das futuras gerações.
>> [roncando]
>> Que Deus abençoe. Vamos orar.
Senhor Deus,
somos tão pequenos e frágeis, mas a tua
palavra coloca as coisas no devido lugar
de um modo tal
que ela quebra algumas concepções
erradas que nós nutrimos ao longo da
vida
e ela se contrapõe
a valores culturais que distorcem também
o seu ensino fundamental.
Louvado seja o Senhor porque o Senhor
nos permite aprender coisas que
em outros lugares e situações
dificilmente aprenderíamos.
Abençoe as famílias.
Abençoe as esposas, mulheres, mães,
irmãs queridas, preciosas, valorosas,
crentes
tementes que tem lutado nesse mundo para
fazer a tua vontade.
Abençoe as irmãs que estão casadas com
homens descrentes. Quebra o coração dos
maridos
para que eles se arrependam dos seus
pecados
sirvam o Senhor Jesus e essas irmãs
tenham um pouco mais de alívio e
alegria.
Abençoe ó Deus os filhos para que vejam
nos seus pais o exemplo digno a ser
seguido.
Enfim meu Deus, cuida cuida dos nossos
lares
e ajuda-nos e ajuda
hoje em especial queremos pedir ajuda às
mulheres
às irmãs solteiras que desejam se casar
estão pensando
que o Senhor traga
à cabeça, ao coração delas o perfil
de homens que elas precisam buscar.
Que o Senhor traga as oportunidades para
unir casais
que tenham no coração o reino de Deus
que busquem a tua face.
Protege também essas irmãs ó Deus de
ilusões
de fantasias
de aventuras que podem estragar suas
vidas.
Abençoe os pais para que eles sejam
capazes de orientar seus filhos e suas
filhas
em relação a essas coisas.
Nós precisamos do Senhor.
Pedimos o teu auxílio.
E oramos em nome de Jesus. Amém.

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