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A fé vem pelo ouvir

A Palavra, a Sabedoria e a Cruz | Matheus Bessa | Manhã de Domingo 21 de Junho de 2026

A Palavra, a Sabedoria e a Cruz | Matheus Bessa | Manhã de Domingo 21 de Junho de 2026

A Palavra, a Sabedoria e a Cruz | Matheus Bessa | Manhã de Domingo 21 de Junho de 2026

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Legendas automáticas:

Irmãos, hoje eu gostaria de começar a
pregação mais uma vez com uma pergunta
para nos ajudar a refletir agora aqui no
início dessa meditação que nós vamos
fazer. É uma pergunta, eu diria até um
tanto simples, mas ela é muito mais
séria do que a gente pode pensar num
primeiro momento.
Como nós devemos ouvir a palavra de
Deus? Não estou perguntando, obviamente,
se nós cremos que a Bíblia é verdadeira.
Nós meditamos sobre isso também há pouco
tempo atrás. Pela graça de Deus, nós
cremos que ela é verdadeira. Não estou
perguntando também apenas se afirmamos
que a Bíblia é inspirada suficiente e
tem autoridade. Ainda bem, há pouco
tempo a gente também estudou sobre isso
e pela graça de Deus nós afirmamos isso.
A pergunta aqui é um pouquinho mais
específica.
Quando Deus fala nas escrituras, nós
sabemos reconhecer o modo como ele está
falando através de cada livro e de cada
situação.
Porque muitos erros da vida cristã não
começa quando alguém despreza a Bíblia.
Geralmente não começa assim. Muitos
erros começam quando alguém abre a
Bíblia, lê uma frase verdadeira, cita um
versículo correto para outra pessoa, mas
quando ele vai aplicar, ele aplica
aquela frase de um modo que Deus não
falou em momento nenhum. A pessoa leu as
palavras certas, mas ouviu com a
intenção errada ali. Ela, você vê, não
negou a Bíblia, ela leu a Bíblia, só que
ela usou a Bíblia de um modo errado. Às
vezes alguém transforma um mandamento
como se fosse uma sugestão. Deus ordena
uma coisa, mas a pessoa trata apenas
como um conselho opcional. Outras vezes
alguém transforma uma promessa num
amuleto que ela vai levar pra vida toda.
Deus prometeu algo num determinado
contexto, mas a pessoa arranca aquela
frase daquele lugar e tenta usar ela
para garantir que os seus próprios
desejos sejam eh garantidos ali, ou pelo
menos que ela acha que deva ser
garantido. Outras vezes, alguém
transforma uma doutrina clara em uma
simples opinião humana, como se a
verdade revelada por Deus fosse apenas
interpretações particulares daquela
pessoa. E muitas vezes, especialmente
quando lemos, por exemplo, Provérbios,
alguém transforma um princípio de
sabedoria e uma garantia automática de
resultado. Pense, por exemplo, em
Provérbios 22:6, que diz assim: "Enstrua
a criança segundo os objetivos que você
tem para ela, e mesmo com o passar dos
anos, não se desviará deles." Esse texto
aqui é verdadeiro, é a palavra de Deus e
ela deve ser levada a sério pelos pais,
mães, avós, pastores e por toda a
igreja. Mas se um pai ou uma mãe lê esse
versículo aqui, como se Deus estivesse
dizendo assim: "Se você fizer tudo
certo, seu filho obrigatoriamente vai
ser convertido."
Essa pessoa que leu desse jeito começa a
carregar um peso que Deus não colocou
sobre o ombro dela. Pais devem instruir,
pais devem ensinar. Isso é uma obrigação
deles. Pais devem disciplinar, orar,
amar, corrigir, dar o exemplo, pedir
perdão quando pecam e conduzir os seus
filhos no temor do Senhor. Isso é uma
responsabilidade real deles. Mas não se
engane, irmãos, pais não produzem o novo
nascimento nos seus filhos. Pais não
ressuscitam mortos espirituais. Pais não
abrem o coração dos seus filhos. Eles
plantam, eles regam, mas quem dá o
crescimento
é Deus. Pais. Eh, pense também, por
exemplo, em Provérbios 15:1, que diz
assim: "A resposta calma desvia a fúria,
mas a palavra ríspida desperta a ira. E
isso é verdadeiro." Na maior parte das
vezes, se você for com calma na
situação, geralmente a situação não vai
escalar muito. Quantas discussões a
gente pode dizer que poderia ter sido
evitadas?
Se a pessoa que recebeu tivesse tido uma
resposta calma. Quantas famílias
sofreram? Não apenas por causa do
assunto, mas por causa do tom que a
pessoa usou. A palavra branda é uma
sabedoria que Deus está dando aqui, mas
isso não significa que se você sempre
responder com calma, todas as pessoas
vão reagir bem. Jesus falou com verdade
perfeita, mansidão perfeita, santidade
perfeita e ainda assim ele foi odiado,
rejeitado e por fim crucificado.
Pense, por exemplo, também em Provérbios
3, 9 e 10. Honre o Senhor com todos os
seus recursos e com e com os primeiros
frutos de todas as plantações. Os seus
celeiros ficarão plenamente cheios e os
seus barris transbordarão de vinho. Esse
texto está nos chamando a honrar a Deus.
com os nossos bens, mas ele não deve ser
transformado em uma promessa de
enriquecimento material pro crente fiel.
Generosidade não é um investimento para
lucrar. Oferta não é a ferramenta para
você comprar a prosperidade. Deus não
pode ser usado. Deus deve ser adorado.
Perceba, o problema do que tá aqui não
são os textos que nós lemos. O problema
está em usar esses textos.
eh, de sabedoria, como se eles fossem um
contrato mecânico do que você vai
receber.
E isso revela algo sobre nós aqui.
Muitas vezes nós não queremos apenas
obedecer a Deus. Nós queremos, na
verdade, controlar a vida. Queremos uma
fórmula para nós termos o nosso filho,
nosso casamento, dinheiro, conflito,
sofrimento e futuro. Tudo controlado
pelas nossas mãos. Queremos uma Bíblia
que funcione com uma máquina de
previsibilidade. Faça isso e você vai
receber aquilo. Diga isso e isso vai
acontecer. Aplique esse princípio e a
garantia desse resultado.
Mas Deus não nos deu a Bíblia para nós
tomarmos o lugar dele. Deus nos deu a
Bíblia para conhecermos quem ele é,
crermos no que ele revela, obedecermos
no que ele ordena, descansarmos que ele
no que ele promete e andarmos em
sabedoria no mundo que ele governa. O
sábio não é aquele que domina os
resultados. O sábio é aquele que se
curva diante do Senhor. O texto que
precisamos guiar, que precisa nos guiar
aqui logo nesse início, é, por exemplo,
segunda Timóteo 3:16 e 17, que diz
assim: "Toda a Escritura é inspirada por
Deus e útil para o ensino,
para repreensão, para a correção e para
instrução na justiça, para que o homem
de Deus seja apto e plenamente preparado
para toda boa obra. Essa afirmação aqui
que Paulo tá fazendo é imensa. Ele nos
diz que toda a escritura vem de Deus.
Não apenas as partes que nos emocionam
mais, não apenas os textos que usamos em
momentos difíceis, não apenas versículos
que cabem numa imagem bonita que você
quer passar. Toda a escritura é
inspirada por Deus. E isso significa que
a Bíblia carrega a autoridade do próprio
Deus.
Ela não é o registro da busca humana.
por Deus. Ela é a revelação do que Deus
falou. Quando a Escritura fala correta,
quando fala e ela é corretamente
entendida no que ela quer dizer, Deus
está falando ali. Por isso, a igreja não
fica acima da Bíblia. A nossa cultura
não fica acima da Bíblia. A experiência
humana não fica acima da Bíblia. O
coração de cada um não fica acima da
Bíblia. A palavra julga a igreja. A
palavra julga a cultura, as
experiências, o coração e julga cada um
de nós. Mas o mesmo texto que diz que
essa fala é dessa escritura é utilizada
várias e várias vezes. E a escritura, o
que que ela faz? Ela ensina, ela
repreende, ela corrige e instrui na
justiça. E isso significa que Deus usa a
palavra para formar o seu povo de modos
diferentes.
Às vezes a escritura mostra o que nós
devemos crer. Às vezes ela confronta o
que devemos abandonar. Às vezes ela vai
caminhar o caminho torto que nós estamos
trilhando. Às vezes ela treina o nosso
coração para nós vivermos diante de
Deus. Por isso, nós precisamos aprender
uma frase simples. Toda a Bíblia é
verdadeira, mas nem toda frase da Bíblia
funciona do mesmo modo. A Bíblia contém
narrativas,
lei, poesia, profecia, evangelho, cartas
apostólicas, apocalipse e literatura de
sabedoria. Tudo é a palavra de Deus.
Tudo que está ali é verdadeiro. Tudo que
está na Bíblia é útil, mas nem tudo deve
ser lido como se tivesse a mesma função.
Quando a Bíblia narra, por exemplo, que
Davi pecou com Betaba, ele não está
autorizando o pecado de Davi. Ele está
narrando um acontecimento real dentro da
história da redenção, mostrando a
gravidade do pecado e a queda de um rei
e a necessidade da misericórdia de Deus.
Quando Jesus conta uma parábola, ele não
está apenas contando uma história
bonita, ele está revelando o reino e
confrontando o coração daqueles que
estão escutando. Quando os salmos
lamentam, eles nos ensinam a orar no
momento mais sombrio muitas vezes da
nossa vida. Quando as cartas apostólicas
ordenam, elas governam a vida da igreja.
Quando Provérbios fala, ele nos eh nos
dá sabedorias para nós vivermos diante
de Deus. Quando Deus diz: "Não, não
adultetarás", temos aqui um mandamento.
A resposta correta a nossa é o que é o
mandamento, a obediência. Quando a
escritura ensina que Cristo morreu pelos
nossos pecados e ressuscitou, temos uma
doutrina e o evangelho. A resposta
correta aqui é o quê? É a fé, a adoração
e a submissão nossa. Quando Deus promete
que não há condenação para os que estão
em Cristo, temos uma promessa aqui. E a
resposta nossa tem que ser o quê? Um
descanso confiante no que Deus falou.
Quando Provérbios diz que a resposta à
calma desvia, a resposta à calma desvia
a fúria, nós temos aqui uma sabedoria. A
resposta correta nossa é o quê?
Prudência, domínio próprio e temor em
cada situação. Discernir isso não
diminui a autoridade da Bíblia. Pelo
contrário, ela honra a Bíblia, honra o
Deus que falou. Porque fidelidade não é
fazer o texto dizer o que queremos.
Fidelidade é receber o texto como Deus
nos deu e a partir disso nós
caminharmos. Um dos grandes perigos da
vida cristã é usar a Bíblia de uma
maneira verdadeira
nas palavras que nós usamos, mas na hora
da aplicação nós usamos ela falsamente.
Uma pessoa pode citar um versículo
correto e aplicar ele de um modo
completamente errado. Pode dizer algo
com isso. Eh, pode dizer algo que a
Bíblia que ele diz que a Bíblia está
falando e ao mesmo tempo ferir o sentido
que a Bíblia está falando. Por isso,
antes de aplicar um texto, nós sempre
precisamos perguntar: "O que esse texto
está falando diante de mim? Deus está
revelando uma verdade a ser crida? Ele
está dando uma ordem a ser obedecida?
Ele está firmando uma promessa que nós
devemos descansar? Ele está formando o
meu discernimento por meio de um
princípio de sabedoria que eu devia que
eu deveria seguir." Essa pergunta é
profundamente necessária quando nós
estamos meditando na palavra. Ela
protege a nossa consciência, protege
pais fiéis, por exemplo, de uma culpa
que eles carregam indevida, protege
pobres de acusações cruéis contra eles.
Protege sofredores de interpretações
apressadas, protege a igreja de falsas
promessas e protege o crente de
transformar Deus em instrumento dos
próprios planos. A maturidade cristã não
é apenas recon eh não é apenas conhecer
versículos.
é aprender a submeter ao sentido da
palavra de Deus. Não fomos chamados para
dominar as escrituras como quem domina
uma ferramenta apenas. Fomos chamados
para ser dominados pela escritura como
os servos diante da voz do nosso Senhor.
Isso é especialmente importante quando
nós chegamos, por exemplo, no livro de
Provérbios, onde muitas pessoas não
sabem como ler eles, porque Provérbios
começa colocando eh nos colocando diante
de uma fonte de toda sabedoria.
Provérbios 17 diz assim: "O temor do
Senhor é o princípio do conhecimento,
mas os insensatos desprezam a sabedoria
e a disciplina.
Aqui a sabedoria não começa com uma
técnica, não começa com a idade que que
você vai tendo e você vai ganhando
experiência. Não começa com a
inteligência, nem com estratégia.
Sabedoria começa com temor do Senhor. E
o temor do Senhor não é o pânico de Deus
como se fosse instável, cruel e injusto
nesse mundo. O temor do Senhor é uma
reverência santa a ele. É saber é saber
que Deus é Deus e nós não somos Deus. é
viver consciente de que ele é santo,
soberano, justo, bom, presente e digno
de tudo. É temer diante de de sua
palavra e descansar na sua misericórdia.
É desejar agradar a Deus mais do que o
nosso desejo de controlar os resultados.
A pessoa sábia começa se curvando, a
pessoa tola começa confiando em si
mesma. O tolo até eh pode até parecer
inteligente, articulado, experiente e
bem-sucedido, mas se ele vive sem o
temor do Senhor, a sua eh inteligência
apenas torna a tolice dele um pouco mais
sofisticada. Ele sabe lidar com os
números, mas não sabe lidar com o
próprio orgulho. Ele sabe organizar uma
empresa, mas não sabe guardar o coração.
Sabe argumentar, mas não sabe se
arrepender. Sabe vencer debates, mas não
sabe se ajoelhar no fim. Há também um
tipo de religiosidade que parece
bíblica, mas é apenas um pragmatismo
espiritual. Ele pergunta: "Como eu posso
usar Deus para minha vida funcionar?"
Ele pode não dizer assim, mas você vai
ver que ele sempre no fundo é isso que
ele tá fazendo. Ele quer princípios
bíblicos para ter filhos melhores,
finanças melhores, casamento melhor,
trabalho melhor, paz emocional melhor,
mas sem necessariamente se render ao
Deus da Bíblia. Ele quer os frutos dos
provérbios sem o temor do Senhor. Quer a
ordem sem arrependimento, quer a
estabilidade sem adoração. Quer a
sabedoria, mas ele não quer a cruz. Mas
a Bíblia não nos permite fazer isso. A a
sabedoria bíblica não pergunta primeiro,
isso funciona? Ela pergunta: "Isso honra
a Deus? Porque a vida não existe
primeiro pro nosso conforto, segurança
ou controle." Romanos 11:36 diz assim:
"Pois dele, por ele, para ele são todas
as coisas. A ele seja a glória para
sempre. Amém. Se todas as coisas são
dele, por ele e para ele, então a minha
casa, o meu dinheiro, a minha língua, o
meu tempo, os meus desejos, planos e o
meu futuro pertencem a Deus." A
sabedoria começa quando a ilusão de
autonomia nossa começa a morrer. Começa
quando paro de desatar a vida como uma
propriedade minha e começo a vê-la como
uma mordomia que o Senhor está me dando.
Começa quando eu entendo que o objetivo
de viver bem não é apenas para nós
sofrermos menos, para ter menos
problemas ou para organizar melhor a
nossa rotina. O objetivo de viver bem é
viver diante de Deus. Por isso,
precisamos entender com calma eh quatro
formas, eu diria, de ouvir a palavra de
Deus. Nós temos a doutrina, mandamento,
promessa e sabedorias. Doutrina nós
vimos há poucos domingos atrás, é aquilo
que Deus revelou na sua palavra para
afirmar a nossa fé. E precisamos ser
muitos claros aqui. Doutrina não é uma
invenção da igreja, não é uma
especulação que as pessoas podem dizer,
não é uma ideia solta que alguém inferiu
e depois impôs sobre a Bíblia, como nós
estudamos há semanas atrás. Doutrina no
sentido fiel é a verdade revelada por
Deus, escrita nas Escrituras, clara para
ser crida e suficiente para afirmar a fé
do povo de Deus. A igreja não inventa
doutrina. A igreja recebe a doutrina. A
teologia fiel não cria verdades novas.
Ela organiza, ela confessa e explica
aquilo que Deus já deixou claro na sua
palavra. Quando dizemos que Deus é
santo, que o homem é pecador, que Cristo
é o Deus encarnado, que Cristo morreu
pelos nossos pecados, que ele
ressuscitou corporalmente, que a
salvação é pela graça, que somos
justificados pela fé, que haverá juízo e
que Cristo voltará. Não estamos
brincando de uma invenção e imaginação
religiosa. Estamos confessando verdades
reveladas na Bíblia. É verdade que nem
toda a doutrina aparece sempre com uma
frase isolada. Algumas aparecem com o
conceito que está ali por trás
e não como palavras que vão aparecer ali
como se fosse um a gente pode dizer um
dicionário sistemático ali na Bíblia,
mas toda a doutrina verdadeira precisa
estar claramente ensinada pela
Escritura. Ela nasce do texto, é
sustentada pelo texto e ela se submete
ao texto. Quando a doutrina não pode ser
mostrada na Bíblia, ela não deve
governar a consciência do povo de Deus.
Mas quando Deus revelou, a nossa
resposta não é nunca negociar com aquela
doutrina, é crer nela. A doutrina
responde a pergunta: o que é verdade?
Quem é Deus? Quem somos nós? O que é
pecado? Quem é Cristo? O que é salvação?
O que é graça? O que é juízo? O que é
esperança? Sem doutrina,
aé, a fé vira apenas um sentimentalismo.
Sem doutrina, qualquer frase bonita
parece profunda,
mas sem doutrina qualquer promessa falsa
parece bíblica. Sem doutrina o coração
passa a chamar a emoção de uma voz de
Deus.
Mas a palavra também vem a nós como
mandamento.
E mandamento é aquilo que Deus ordena
para governar a nossa obediência. Quando
Deus diz, "Não adulteretarás", não está
oferecendo uma sugestão.
Quando diz, "Fujam da imoralidade
sexual", não está dando apenas um
conselho para quem se sente fraco.
Quando diz sejam santos não está
chamando apenas crentes mais avançados
para serem santos. Quando Efésios 6:4
diz assim: "Paz, não irritem seus filhos
antes. Criem-nos segundo a instrução e o
conselho do Senhor." Isso não é uma
ideia interessante para famílias mais
religiosas. É a ordem de Deus aqui.
Mandamento define a nossa
responsabilidade, mas precisamos guardar
isso com cuidado. Mandamento não nos dá
sabedoria, eh, não nos dá a soberania
dos pelos resultados que vão acontecer.
Deus manda os pais instruírem. E o que
que os pais devem fazer? Instruir os
seus filhos. Mas não diz que os pais
podem regenerar os seus filhos. Deus
manda nós evangelizarmos,
mas ele não diz que todo ouvinte que tem
que escutar o evangelho da nossa boca
vai se converter. Deus manda nós
perdoarmos, mas não diz que o outro
sempre vai se arrepender.
Deus manda nós falarmos em amor, mas não
diz que todos amarão a verdade porque
nós vamos falar em amor. Obediência não
é controle. Obediência é fidelidade ao
que Deus disse. A palavra também pode
vir como uma promessa. Promessa é aquilo
que Deus garante. Eh, garante porque ele
mesmo se comprometeu com aquilo. Quando
Romanos 1 diz assim: "Portanto, agora já
não há condenação para o que estão em
Cristo Jesus. Isso é uma promessa, que
todos que estão em Cristo não vão ser
condenados. O crente pode descansar
nisso. A condenação que nós merecíamos
caiu sobre Cristo. Quando Jesus diz
assim: "Todo aquele que o Pai me der
virá a mim e quem vier a mim eu jamais
rejeitarei." Isso aqui é uma promessa. O
pecador que vai a Cristo não tem uma
porta fechada. Quando Filipenses 16 diz
que aquele que começou a boa obra em nós
vai completar ela até o dia de Cristo
Jesus, isso também é uma promessa. A
perseverança do povo de Deus não repousa
na força da nossa mão segurando a de
Deus, mas na mão de Deus segurando o seu
povo. Promessas verdadeiras produzem um
descanso. Promessas distorcidas só
produzem frustração. Muitos crentes
vivem frustrados.
Eh, não porque Deus falhou com eles,
porque obviamente Deus não falhou com
eles, mas porque alguém chamou de
promessa aquilo que Deus não prometeu.
Alguém ouviu que se ele tivesse fé o
suficiente, nunca adoeceria. Ele
adoeceu, o que que ele pensou? Deus
falhou. Mas Deus nunca prometeu a
ausência de doenças nessa vida.
Alguém ouviu que se contribuísse
financeiramente ele iria enriquecer.
Ele passou necessidade. O que que ele
pensou? Deus falhou. Mas Deus nunca
prometeu riqueza material a todo crente
que fosse generoso ou fiel. Alguém ouviu
que se criasse os filhos na igreja,
todos necessariamente seriam
convertidos. Um filho se afastou e
pensou que Deus falhou. Mas Deus nunca
disse que os pais podem controlar. o
novo nascimento dos seus filhos. Às
vezes a pessoa não perdeu a fé na
Bíblia, às vezes ela perdeu a fé na
interpretação errada da Bíblia. E a
palavra vem eh e a palavra também tem a
opção de vir como uma sabedoria.
Sabedoria é aquilo que Deus ensina para
formar discernimento no mundo real onde
nós estamos. Ele mostra o caminho
ordinário da vida diante de Deus. A
preguiça tende a a pobreza, a diligência
tende a provisão. A palavra branda tende
a desviar a ira de nós. A palavra
ríspida tende a acender conflitos. Mais
companhias, por exemplo, tendem a
corromper. A companhia de sábios tende a
formar melhor o coração. Esses
princípios, você vê, são reais,
inspirados e mostram a autoridade de
Deus, mas eles não são uma fórmula
automática para controlar cada resultado
que nós queremos. Aqui surge, eu diria,
uma pergunta muito prática. Como saber
se algo deve ser feito porque a Bíblia
ordenou ou se é uma questão de sabedoria
a ser aplicada com discernimento?
A primeira pergunta é: Deus ordenou
claramente? Se Deus ordenou claramente
uma coisa, então aquilo é obrigação.
Não adulterar, não mentir, fugir da
imoralidade, ser santo, perdoar,
congregar e criar os filhos na instrução
do Senhor. Nesses casos, não há
argumento a ser feito contra. Não é você
dizer isso, combina comigo? Nunca é
assim. Nós perguntamos: "Como devo
obedecer?" Então, a segunda pergunta é:
Deus proibiu claramente, se Deus chama
algo de pecado, então nós não temos a
liberdade para tratar aquilo como
preferência pessoal. Mentira, idolatria,
adultério, impureza, avareza, injustiça
e orgulho não são opções de estilo de
vida. Se Deus condena, nós devemos
fugir. Se Deus proíbe, nós não
negociamos com aquilo. Mas há situações
em que a Bíblia nos dá um princípio sem
determinar os detalhes. A Bíblia manda
os pais criarem os filhos na instrução
do Senhor e isso é uma obrigação deles.
Mas ela não determina, por exemplo, que
o culto doméstico será às 7 da manhã ou
às 8 da noite. se ele terá 10, 40, 50, 2
horas, quanto tempo for.
Se a gente começar por Provérbios ou por
Marcos, nós não vamos encontrar isso.
Esses detalhes exigem sabedoria. A
Bíblia manda o crente ser generoso e
isso é uma obrigação dele. Mas ela não
detalha cada decisão de orçamento que
você deve fazer, cada forma que você
deve ajudar, qual situação realmente
você deve ajudar ou na outra situação
que você não deve ajudar.
Isso exige o quê? Sabedoria. A Bíblia
manda, nós fugimos da imoralidade e isso
é uma obrigação de cada um de nós. Mas
quais limites práticos estabelecer?
Quais ambientes eu devo evitar? Quais
conversas encerrar? São aplicações de
sabedoria que nós devemos ter. Então,
guarde isso. Mandamento define o que eu
devo fazer. Sabedoria define a forma
como nós devemos discernir as situações.
O mandamento governa a obediência. A
sabedoria governa a nossa prudência no
nosso mundo. Nem tudo o que é sábio deve
ser imposto como uma obrigação
universal. E nem tudo que Deus ordenou
pode ser tratado como um simples
conselho.
Essa distinção pode libertar muita gente
de uma culpa falsa que ela pode ter.
E no entanto, ela também pode confrontar
muita gente que está usando a liberdade
como desculpa para desobediência a Deus.
O cristão não pergunta apenas é pecado,
ele também pergunta, isso aqui pode não
ser pecado, mas isso honra a Deus, isso
edifica. Isso fortalece a minha fé, isso
serve ao amor ao próximo, isso alimenta
a minha carne? Isso aproxima ou me
afasta no coração de santidade.
A vida cristã não é uma lista fria de
regras, mas também não é uma autonomia
que você pode ter. Onde Deus ordena,
nós obedecemos.
Quando Deus proíbe, nós fugimos. Quando
Deus dá sabedoria,
nós partimos dali discernindo com temor
cada situação.
Agora conseguimos enxergar melhor o
primeiro e grande erro ao ler os
provérbios, transformar em sabedoria em
uma promessa absoluta. Isso acontece
quando nós pegamos um princípio
verdadeiro de Provérbios, inspirado e
real e tratamos com uma garantia
mecânica de resultado. Voltemos, por
exemplo, para Provérbio 226. A aplicação
correta é forte. Pais devem instruir
seus filhos. Uma casa nunca é neutra. O
que se fala dentro de casa, o que se
cala dentro de casa, ensina tanto quanto
que se fala. O modo como os pais lidam
com o dinheiro ensina os seus filhos
como deve lidar com dinheiro. O modo
como nós tratamos a igreja ensina aos
nossos filhos como nós devemos tratar a
igreja. O modo como nós reagimos ao
pecado ensina aos nossos filhos. A forma
como eh como nós pedimos perdão ou nunca
pedimos perdão também ensina a eles.
Pais disciplinam até quando eles não
estão percebendo que eles estão
disciplinando. A pergunta não é se os
filhos estão sendo formados. A pergunta
é por quem? Para quê? Em qual direção?
Mas a aplicação errada desse versículo é
achar que os pais controlam a conversão
dos seus filhos. Eles não controlam.
Eles não podem abrir o coração do morto.
Eles não podem produzir o novo
nascimento. Eles não podem, por uma
técnica que eles estão aplicando,
garantir a regeneração. A salvação
pertence ao Senhor e isso não enfraquece
a responsabilidade dos pais. Apenas
coloca os pais no lugar correto deles.
Eles são instrumentos, mas eles não são
os salvadores dos seus filhos. Essa
verdade confrontam pais negligentes
que não estão fazendo as coisas para
instruir os seus filhos, mas consola
pais fiéis que o filho pode ter se
desviado. Confronta pais negligentes,
porque ninguém deve usar a sabedoria de
Deus como uma desculpa para omissão
deles. Um pai não pode dizer, por
exemplo, se Deus quiser salvar meu
filho, ele vai salvar, enquanto
negligencia a instrução deles, mas
consola os pais fiéis, porque ninguém
deve carregar o peso redentor dos
próprios filhos. Voltemos também aqui em
Provérbios 3, 9, 10. A aplicação correta
é que Deus deve ser honrado com os
nossos bens.
O dinheiro é algo espiritual para nós.
Ele revela, por exemplo, os nossos
medos, os amores que nós temos, as
prioridades e os ídolos da nossa vida. A
maneira como nós ganhamos o nosso
dinheiro, a maneira como nós guardamos
eles, a maneira como nós gastamos,
doamos e desejamos o dinheiro, mostra em
quem nós realmente confiamos. O sábio
não idolatra o dinheiro, não despreza
irresponsavelmente e não usa como uma
medida final de valor. Ele reconhece que
tudo vem de Deus, mas a aplicação errada
é transformar esse texto como se fosse
um comércio religioso. Dá para receber
mais. Ofereça para enriquecer. Honre a
Deus e obrigatoriamente irá multiplicar
o seu patrimônio. Isso não é fé bíblica,
é tentar usar Deus como meio de
conseguir aquilo que o seu coração
realmente adora. Deus não é um
investimento eh financeiro. Deus é o
tesouro próprio nosso. Provérbio 16:7
diz assim: "Quando os caminhos de um
homem são agradáveis ao Senhor, ele faz
até os seus inimigos vivam em paz. com
ele. A aplicação correta, por exemplo,
nesse provérbio aqui é preciosa. Uma
vida piedosa remove muitas causas de
conflitos por conta do pecado. Muitas
pessoas têm inimigos porque são
arrogantes, duras, injustas, mentirosas
e imprudentes. Quando Deus santifica o
nosso caminho, muitas guerras
desnecessárias que nós teríamos perde o
combustível que ela teria. Além disso, o
Senhor pode, pela sua providência
inclinar até o nosso adversário a paz.
Mas a aplicação errada é pensar que o
justo nunca vai ter oposição nesse
mundo.
Mas se você vê toda a Bíblia, o que mais
o povo de Deus tem é gente opositora a
ela. Os profetas tinham vários inimigos
e os inimigos eram poderosos. Muitas das
vezes era o próprio rei. Os apóstolos
tiveram inimigos. O império romano
inteiro foi atrás deles. O próprio
Cristo teve inimigos. Se o texto
significasse que quem agrada a Deus
nunca será odiado, teríamos que concluir
absurdamente
que Jesus não agradou a Deus.
Portanto, o Provérbio ensina a bênção de
caminhos agradáveis ao Senhor, mas não
promete uma ausência total de
perseguição. A sabedoria mostra o
caminho fiel. Ela não entrega aos homens
um controle soberano dos resultados. Mas
agora nós precisamos evitar, eu diria, o
erro oposto.
Depois de ouvir que provérbios não são
promessas mecânicas, alguém pode pensar,
então são apenas possibilidades, são
conselhos gerais. Posso levar ou não
levar a sério. E se a pessoa pensou
isso, ela pensou errado. Não é isso. De
modo algum. Provérbios não são fórmulas
automáticas,
mas elas também não são palpites eh
opcionais.
Eles são a palavra inspirada de Deus.
Devem ser recebidos com reverência, fé,
humildade e obediência. Provérbios 17
diz assim: "Os insensatos desprezam a
sabedoria e a disciplina. Desprezar a
sabedoria não é um sinal de liberdade
que nós temos, é um sinal da insensatez
que nós temos. O tolo olha pra sabedoria
de Deus e diz com a vida dele: "Eu sei
viver melhor que isso". E o tolo sempre
acha que ele é exceção. Ele sabe que a
mentira destrói, mas ele acha a mentira
útil numa situação. Ele sabe que a ira
fere. Mas ele eh ele chama a sua
explosão apenas de uma sinceridade que
ele estava tendo. Sabe que mais
companhias corrompem, mas ele acha que
ele é imune àquela má companhia. sabe
que a imoralidade escraviza, mas ele
acha que ele pode brincar com o pecado.
Provérbios 12:1 diz assim: "Todo o que
ama a disciplina ama o conhecimento, mas
aquele que odeia a repreensão é tolo."
Esse texto aqui nos leva para dentro do
coração desse assunto. Como você reage
quando você é corrigido?
O sábio não ama a dor da correção, mas
ele ama a verdade mais do que ele ama a
própria imagem. O tolo não eh não
suporta ser confrontado eh pelo seu Deus
eh por Deus, porque o Deus dele é o
próprio ego que ele tem. Ele quer
crescer sem ser podado. Ele quer
amadurecer sem ser ensinado e mudar sem
se humilhar. Há pessoas que dizem que
amam a sabedoria,
mas quando você vai ver, ela odeia a
correção. Ela fala que ela quer aprender
desde que ninguém toque nos seus pecados
de estimação. Querem crescer desde que
ninguém questione suas atitudes. Querem
ser vistas como pessoas maduras. mas
reagem quando como crianças quando são
confrontadas.
Provérbio diz que isso é tolice. Então,
precisamos eh manter as duas verdades
aqui juntas. A sabedoria não deve ser
vista como uma verdade mecânica, mas ela
também não deve ser desprezada como um
conselho fraco. Ela não nos dá controle
sobre todos os resultados que nós temos,
mas ela nos dá uma direção segura do
caminho. Ela não elimina o mistério da
providência, mas ela revela a vontade
sábia de Deus para a vida comum que nós
temos nesse mundo. A sabedoria, no final
não é uma sugestão de Deus para melhorar
a sua vida. É a voz de Deus chamando
você a viver diante dele. E essa
sabedoria não alcança apenas o
comportamento, ela alcança diretamente o
nosso coração. Provérbios 4:23 diz:
"Acima de tudo, guarde o seu coração,
pois dele depende toda a sua vida". Na
Bíblia, o coração não é apenas o lugar.
das emoções, é o centro da pessoa, é
onde desejos, pensamentos, vontades,
medos, amores, ambição e ídolos se
encontram ali. Guardar o coração não é
apenas evitar, a gente pode dizer
sentimentos ruins, é vigiar o que que
você realmente ama, o que que te
alimenta, o que que você inveja, o que
você justifica, o que você esconde e o
que você admira.
A sabedoria bíblica sabe que a vida não
se desvia eh eh não se desvia em poucos
em nos primeiros passos. Ela se desvia
no coração antes de uma mentira. Muitas
vezes existe um medo dentro de nós, uma
idolatria, um desejo de autoproteção.
Antes de uma explosão dinheiro que você
pode ter, existe o seu orgulho que foi
ferido. Antes do adultério, existe o
desejo alimentado em segredo no seu
coração. Antes da avareza, existe a
falsa eh segurança do dinheiro que você
tem. Antes de uma queda pública, existe
eh o descuido secreto na sua vida.
Por isso, Deus não quer apenas eh
ajustar os nossos passos externos. Ele
quer governar os amores que nós temos.
Ele não quer apenas que pessoas que
sejam eh comportadas no lado de fora,
idólatras por dentro. Ele quer um
coração transformado pela graça.
A verdadeira piedade não é mera
conformidade externa. É uma nova vida
diante de Deus, em que aquilo que eu amo
começa a ser purificado ali, aquilo que
eu temo começa a ser corrigido e aquilo
que eu desejo começa a ser submetido ao
Senhor. Isso significa que quando lemos
os provérbios, não devemos perguntar
apenas o que eu devo fazer. Devemos
perguntar junto ali também o que isso
revela sobre o meu coração.
Quando Provérbios fala sobre o dinheiro,
ele não está apenas tratando do nosso
orçamento, ele está tratando aonde está
a nossa confiança.
Quando fala sobre a língua, não está
tratando apenas de comunicação nossa,
ele está tratando o nosso orgulho, amor,
ira e domínio próprio. Quando se fala de
mais companhias, não está falando apenas
da nossa agenda pessoal e social que nós
devemos seguir. Ele está tratando do que
que influencia você, do que você admira,
qual a direção espiritual que você tá
seguindo. O sábio sabe que o coração
precisa ser guardado, porque o coração
sempre está sendo formado.
Você está sendo formado pelo que você
ouve, pelo que você deseja, pelo que
você consome, pelo que você admira, pelo
que você repete, esconde e pelo que você
justifica. Ninguém permanece neutro. Ou
estamos formados pela palavra de Deus,
ou estamos sendo deformados por outras
vozes.
Mas para aplicar Provérbios
corretamente, também precisamos lê-lo
com toda a Bíblia. Não porque provérbio
seja falho, mas porque Deus nos deu a
escritura inteira aqui. O mesmo Deus que
nos deu provérbios também nos deu Jó,
Eclesiastes, Salmos, os evangelhos e as
cartas apostólicas. A Bíblia, a gente
pode dizer, interpreta a Bíblia.
Provérbios nos mostra que há uma ordem
moral real no mundo de Deus. A preguiça
destrói, a mentira vai corroer, o
adultério fere, o orgulho derruba, a
generosidade frutifica, a mansidão
pacifica e a diligência edifica. Esses
padrões são reais, porque Deus governa a
vida moral nossa. Mas o mundo também
está caído. A injustiça, doenças,
perdas, perseguição, opressão,
acidentes, corrupção e morte. Por isso,
embora o caminho da sabedoria seja
verdadeiro, nem sempre os resultados
aparecem imediatamente, plenamente ou de
modo simples nessa vida. Provérbios nos
mostra que a diligência tende a
provisão. Jó nos mostra que um homem
justo pode perder os seus bens e isso
não ser uma punição divina.
Provérbios nos mostra que a palavra
branda tende a desviar a ira. Os
evangelhos nos mostram que Cristo falou
com perfeição com as pessoas e mesmo
assim foi rejeitado. Provérbios nos
mostra que a justiça conduz à vida. Os
salmos nos mostram que por algum tempo o
ímpio pode prosperar e o justo pode
chorar.
Essa leitura mais ampla nos impede de
usar a Bíblia cruelmente contra
sofredores.
Impede alguém que perdeu o emprego e
outra pessoa chegar, por exemplo, com
Provérbios 10:4 dizer assim para ele:
"As mãos preguiçosas empobrecem, falando
como se ele fosse preguiçoso e por isso
que ele perdeu emprego." Talvez essa
pessoa esteja sofrendo uma injustiça.
Talvez ela tenha adoecido e por isso seu
patrão decidiu mandar ela embora. Talvez
ele tenha sido fiel em um ambiente que é
corrupto. O texto é verdadeiro, mas a
aplicação
pode ser cruel se você aplicar aquele
texto errado. Uma verdade bíblica mal
aplicada pode ferir como se fosse uma
verdadeira mentira.
Imagine pais que criaram filhos no temor
do Senhor e agora choram com o filho
distante. Alguém chega para eles e usa
Provérbios 226 como martelo. Se ele se
desviou, vocês falharam.
Talvez eles tenham falhado em muitas
coisas, como todos pais nesse mundo vão
falhar. Mas talvez eles tenham sido pais
sinceros e fiéis. E agora o que eles
precisavam é de consolo, oração e
esperança, não de uma condenação
mecânica do que eles não controlam.
Imagine um crente pobre, generoso e
fiel, que honra o Senhor com seus
recursos, mas está sem emprego e está
escasso
de recursos. Alguém usa Provérbios 9 3 9
10 e diz: "Se os seus celeiros não estão
cheios, você não honrou o Senhor de
verdade." Isso não é sabedoria. Cristo
não prometeu uma vida de riqueza
material para todos os seus discípulos.
Ele nos chamou para segui-lo, tomando a
cruz e confiando no Pai e buscar
primeiro o reino. Os amigos de Jó, que
nós estudamos no fim do ano passado, nos
dão um alerta. Eles disseram muitas
coisas e se você olhar no sentido geral
parecem corretas, mas quando eles foram
aplicar para Jó,
eles aplicaram tudo errado. Tinham eles
uma teologia simplista demais para o
sofrimento do justo ali. Achavam que
poderiam olhar para a dor de Jó e
decifrar imediatamente a causa daquela
dor. Mas eles não podiam.
A providência de Deus era mais profunda
do que a leitura deles. Nós também
precisamos ser humildes. Nem sempre
sabemos por que alguém sofre. Nem sempre
sabemos por que o resultado demora. Nem
sempre sabemos porque Deus permite uma
perda por nós. A sabedoria bíblica não
nos transforma em juízos da providência
de Deus. Ela nos ensina a viver
fielmente dentro da providência de Deus.
A sabedoria não nos livra de todos os
vales escuros que nós vamos ultrapassar.
Ela nos ensina a atravessá-lo diante do
nosso Deus. E agora eu diria que nós
precisamos trazer tudo isso que nós
vimos para Cristo. Porque se terminarmos
dizendo, aprenda a interpretar melhor,
nós não chegamos no centro. Aqui a
Bíblia não é um manual de categorias
religiosas, ela é a palavra de Deus que
nos conduz ao filho de Deus. Doutrina,
mandamento, promessa e sabedoria
encontram todo o seu centro em Cristo.
Cristo é o centro da doutrina
verdadeira. Se queremos saber quem Deus
é, para quem nós olhamos?
para Cristo. Se queremos saber quão
santo Deus é, nós olhamos para Cristo.
Se queremos saber quão grave é o nosso
pecado, olhamos para Cristo crucificado.
Se queremos saber quão grande é a graça
de Deus, olhando, olhamos para Cristo
recebendo pecadores. Se queremos saber
qual o destino da nossa história,
olhamos para Cristo ressuscitado e
exaltado. Cristo também é aquele que
obedeceu perfeitamente os mandamentos.
Nós quebramos a lei de Deus. Não amamos
ao Senhor de todo o nosso coração, toda
a nossa alma, todo o nosso entendimento
e com toda a nossa força. Não amamos ao
próximo como a nós mesmos. Pecamos com
palavras, desejos, pensamentos,
omissões, prioridades e idolatrias que
nós temos. Mesmo quando obedecemos
externamente, muitas vezes o nosso
coração busca a nossa glória própria.
Mas Cristo obedeceu. Ele obedeceu no
deserto quando foi tentado. Ele obedeceu
diante da rejeição. Ele obedeceu quando
ele foi mal interpretado. Obedeceu
quando ele foi traído. Obedeceu no
Getsêmane, quando a sua alma estava
profundamente triste ali. Obedeceu até a
morte e a morte de cruz. Cristo é também
a garantia das promessas de Deus.
Segunda Coríntios 1:20 diz: "Pois
quantas forem as promessas feitas por
Deus, tantas tem Cristo." Sim.
A promessa de Deus não repousa na força
da nossa fé, mas na fidelidade do filho.
A promessa de perdão está em Cristo. A
promessa de adoção está em Cristo. A
promessa de perseverança está em Cristo.
A promessa de ressurreição está em
Cristo. E a promessa de nova criação
está em Cristo. E Cristo é a sabedoria
do Senhor. Primeira Coríntios 1:24 chama
Cristo de o poder de Deus e sabedoria de
Deus. Isso é impressionante, porque a
sabedoria de Deus se revela de modo
contrário ao orgulho humano. O mundo
olha para poder e pensa em força
visível. Deus mostra o seu poder onde
ninguém conseguia ver o poder. Ele
mostra o seu poder na cruz. O mundo olha
para a sabedoria e pensa em prestígio
que ele vai conseguir com a sabedoria,
controle, vantagem e domínio. Deus
mostra a sua sabedoria no calvário, na
cruz, aos olhos dos homens, parecia que
tudo estava errado. O justo está
condenado, o santo ferido, o filho amado
pendurado como um criminoso.
e entre criminosos, os discípulos se
dispersaram, os inimigos estão zombando,
a escuridão começa a cobrir a terra.
Quem olha apenas com olhos naturais
diria: "Fraqueza, derrota, vergonha e
loucura". Mas ali estava a sabedoria
eterna de Deus. Ali Deus estava
resolvendo um problema que nenhum,
nenhuma sabedoria humana poderia
resolver. Como Deus poderia ser justo e
justificar pecadores?
Como poderia perdoar sem tratar o pecado
como algo pequeno? Como ele poderia
receber culpados sem negar a sua
santidade? Como ele pode amar rebeldes
sem abandonar a sua justiça? A resposta
não veio com uma mera filosofia humana,
não veio com uma técnica religiosa que
nós vamos aplicar, não veio com o nosso
esforço moral, veio da cruz no calvário,
Cristo tomou sobre si a culpa do seu
povo. Ele carregou os nossos pecados,
sofreu a condenação que nós merecíamos,
satisfez a justiça divina, revelou o
amor de Deus, abriu o caminho do perdão
e venceu o não descendo da cruz ali, mas
permanecendo nela. Triunfou, entregando
a sua vida. Derrotou a morte morrendo e
ressuscitando. Esta é a sabedoria que o
mundo chama de loucura. E essa sabedoria
desmonta a nossa tentativa de controle.
da vida que nós tanto queremos quando
nós vamos ler certas partes da Bíblia.
Porque somos salvos não por termos
entendido tudo, não por termos aplicado
todos os princípios com perfeição, não
por termos obedecido todos os
mandamentos sem falha. Somos salvos por
Cristo, pela graça e pelo sangue do
cordeiro. E uma vez salvos, somos
chamados a viver em sabedoria.
Não para nós merecermos o amor de Deus,
mas porque já fomos alcançados pelo amor
dele. Não para nós controlarmos o
resultado que Deus vai dar na nossa
vida, mas porque fomos reconciliados com
Deus. Não para transformar a Bíblia numa
ferramenta de autoproteção do que eu
gosto, mas para sermos formados pela
palavra daquele que nos comprou. Se você
usou a Bíblia de modo errado, venha a
Cristo. Se carregou culpa que Deus não
eh Se carregou culpa que Deus não
colocou sobre você, venha Cristo. Se
tentou controlar a sua vida por fórmulas
religiosas,
vem a Cristo. Se desprezou a sabedoria e
colheu dores amargas, vem a Cristo. se
transformou promessas em exigências
egoístas para você, vem a Cristo. Se
tratou mandamentos como sugestões, vem a
Cristo. Ele é salvador suficiente para
nós. Ele é o Senhor misericordioso. Ele
é a sabedoria de Deus para pecadores.
Pecadores tolos como nós. Diante da cruz
aprendemos o início da sabedoria.
parar de confiar em nós mesmos e nos
render ao Deus que salva. No calvário,
Deus nos mostrou que a sua sabedoria é
mais profunda que a nossa lógica. A sua
graça é maior que o nosso pecado. A sua
promessa é mais firme que as nossas
emoções. A sua palavra é mais segura que
os nossos planos. E o seu filho é mais
precioso do que toda a vida.
que depois de meditarmos possamos pedir:
Senhor, ensina-me,
ensina-nos a ter a ter temor, o eh temor
no seu nome. Ensina-nos a ouvir a tua
palavra corretamente. Ensina-nos a
obedecer aos teus mandamentos e crer na
tua verdade, descansar nas suas
promessas e andar com sabedoria nesse
mundo. Porque o sábio
não é aquele que controla tudo. O sábio
é aquele que pertence a Cristo. E quem
pertence a Cristo pode caminhar nesse
mundo com humildade, coragem e
esperança. Até o dia em que a fé se
tornará vista, as promessas se cumprirão
plenamente, a sabedoria será perfeita em
nós. estaremos para sempre diante
daquele que morreu e ressuscitou para
nos levar a Deus. Amém. Irmãos Deus, nós
te agradecemos
por essa meditação e por esse dia poder
estar aqui com os irmãos adorando e
meditando sobre ti, meu Deus. que essa
meditação sobre a sabedoria, como nós
devemos ler a Bíblia, as suas
sabedorias, as suas doutrinas, as
promessas, os mandamentos, que nós
possamos sempre quando nós formos à
Bíblia, nós meditarmos o que esse texto
me diz para eu não cair no erro de
tratar uma promessa com uma sabedoria,
um mandamento com uma simples instrução
básica, que eu possa ver cada coisa como
tu colocastes aqui, que eu possa ir na
Bíblia preparado para ver o que Deus
está querendo dizer com isso aqui. O que
que esse versículo quer dizer e não
apenas ele solto, sem nenhum
significado. Que eu possa ir
verdadeiramente na Bíblia e ver a tua
vontade, Deus, as tuas promessas, os
seus mandamentos, as doutrinas e a sua
sabedoria, meu Deus. que nós possamos
aplicar isso na nossa vida, sabendo que
que a sabedoria não é uma garantia de
resultado, mas é o modo como tu queres
que nós vivamos nesse mundo, que nós
possamos levar isso para o nosso coração
para se tornar verdadeiro e possamos
levar isso para o nosso dia a dia nessa
semana que vem, onde nós vamos estar
vivendo no mundo, mas que nós possamos
ser luz nesse mundo. É isso que nós te
pedimos e agradecemos em nome de Jesus.

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