A Palavra, a Sabedoria e a Cruz | Matheus Bessa | Manhã de Domingo 21 de Junho de 2026
22/06/2026
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Fonte: Josemar Bessa
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Irmãos, hoje eu gostaria de começar a pregação mais uma vez com uma pergunta para nos ajudar a refletir agora aqui no início dessa meditação que nós vamos fazer. É uma pergunta, eu diria até um tanto simples, mas ela é muito mais séria do que a gente pode pensar num primeiro momento. Como nós devemos ouvir a palavra de Deus? Não estou perguntando, obviamente, se nós cremos que a Bíblia é verdadeira. Nós meditamos sobre isso também há pouco tempo atrás. Pela graça de Deus, nós cremos que ela é verdadeira. Não estou perguntando também apenas se afirmamos que a Bíblia é inspirada suficiente e tem autoridade. Ainda bem, há pouco tempo a gente também estudou sobre isso e pela graça de Deus nós afirmamos isso. A pergunta aqui é um pouquinho mais específica. Quando Deus fala nas escrituras, nós sabemos reconhecer o modo como ele está falando através de cada livro e de cada situação. Porque muitos erros da vida cristã não começa quando alguém despreza a Bíblia. Geralmente não começa assim. Muitos erros começam quando alguém abre a Bíblia, lê uma frase verdadeira, cita um versículo correto para outra pessoa, mas quando ele vai aplicar, ele aplica aquela frase de um modo que Deus não falou em momento nenhum. A pessoa leu as palavras certas, mas ouviu com a intenção errada ali. Ela, você vê, não negou a Bíblia, ela leu a Bíblia, só que ela usou a Bíblia de um modo errado. Às vezes alguém transforma um mandamento como se fosse uma sugestão. Deus ordena uma coisa, mas a pessoa trata apenas como um conselho opcional. Outras vezes alguém transforma uma promessa num amuleto que ela vai levar pra vida toda. Deus prometeu algo num determinado contexto, mas a pessoa arranca aquela frase daquele lugar e tenta usar ela para garantir que os seus próprios desejos sejam eh garantidos ali, ou pelo menos que ela acha que deva ser garantido. Outras vezes, alguém transforma uma doutrina clara em uma simples opinião humana, como se a verdade revelada por Deus fosse apenas interpretações particulares daquela pessoa. E muitas vezes, especialmente quando lemos, por exemplo, Provérbios, alguém transforma um princípio de sabedoria e uma garantia automática de resultado. Pense, por exemplo, em Provérbios 22:6, que diz assim: "Enstrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos, não se desviará deles." Esse texto aqui é verdadeiro, é a palavra de Deus e ela deve ser levada a sério pelos pais, mães, avós, pastores e por toda a igreja. Mas se um pai ou uma mãe lê esse versículo aqui, como se Deus estivesse dizendo assim: "Se você fizer tudo certo, seu filho obrigatoriamente vai ser convertido." Essa pessoa que leu desse jeito começa a carregar um peso que Deus não colocou sobre o ombro dela. Pais devem instruir, pais devem ensinar. Isso é uma obrigação deles. Pais devem disciplinar, orar, amar, corrigir, dar o exemplo, pedir perdão quando pecam e conduzir os seus filhos no temor do Senhor. Isso é uma responsabilidade real deles. Mas não se engane, irmãos, pais não produzem o novo nascimento nos seus filhos. Pais não ressuscitam mortos espirituais. Pais não abrem o coração dos seus filhos. Eles plantam, eles regam, mas quem dá o crescimento é Deus. Pais. Eh, pense também, por exemplo, em Provérbios 15:1, que diz assim: "A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. E isso é verdadeiro." Na maior parte das vezes, se você for com calma na situação, geralmente a situação não vai escalar muito. Quantas discussões a gente pode dizer que poderia ter sido evitadas? Se a pessoa que recebeu tivesse tido uma resposta calma. Quantas famílias sofreram? Não apenas por causa do assunto, mas por causa do tom que a pessoa usou. A palavra branda é uma sabedoria que Deus está dando aqui, mas isso não significa que se você sempre responder com calma, todas as pessoas vão reagir bem. Jesus falou com verdade perfeita, mansidão perfeita, santidade perfeita e ainda assim ele foi odiado, rejeitado e por fim crucificado. Pense, por exemplo, também em Provérbios 3, 9 e 10. Honre o Senhor com todos os seus recursos e com e com os primeiros frutos de todas as plantações. Os seus celeiros ficarão plenamente cheios e os seus barris transbordarão de vinho. Esse texto está nos chamando a honrar a Deus. com os nossos bens, mas ele não deve ser transformado em uma promessa de enriquecimento material pro crente fiel. Generosidade não é um investimento para lucrar. Oferta não é a ferramenta para você comprar a prosperidade. Deus não pode ser usado. Deus deve ser adorado. Perceba, o problema do que tá aqui não são os textos que nós lemos. O problema está em usar esses textos. eh, de sabedoria, como se eles fossem um contrato mecânico do que você vai receber. E isso revela algo sobre nós aqui. Muitas vezes nós não queremos apenas obedecer a Deus. Nós queremos, na verdade, controlar a vida. Queremos uma fórmula para nós termos o nosso filho, nosso casamento, dinheiro, conflito, sofrimento e futuro. Tudo controlado pelas nossas mãos. Queremos uma Bíblia que funcione com uma máquina de previsibilidade. Faça isso e você vai receber aquilo. Diga isso e isso vai acontecer. Aplique esse princípio e a garantia desse resultado. Mas Deus não nos deu a Bíblia para nós tomarmos o lugar dele. Deus nos deu a Bíblia para conhecermos quem ele é, crermos no que ele revela, obedecermos no que ele ordena, descansarmos que ele no que ele promete e andarmos em sabedoria no mundo que ele governa. O sábio não é aquele que domina os resultados. O sábio é aquele que se curva diante do Senhor. O texto que precisamos guiar, que precisa nos guiar aqui logo nesse início, é, por exemplo, segunda Timóteo 3:16 e 17, que diz assim: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para a correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. Essa afirmação aqui que Paulo tá fazendo é imensa. Ele nos diz que toda a escritura vem de Deus. Não apenas as partes que nos emocionam mais, não apenas os textos que usamos em momentos difíceis, não apenas versículos que cabem numa imagem bonita que você quer passar. Toda a escritura é inspirada por Deus. E isso significa que a Bíblia carrega a autoridade do próprio Deus. Ela não é o registro da busca humana. por Deus. Ela é a revelação do que Deus falou. Quando a Escritura fala correta, quando fala e ela é corretamente entendida no que ela quer dizer, Deus está falando ali. Por isso, a igreja não fica acima da Bíblia. A nossa cultura não fica acima da Bíblia. A experiência humana não fica acima da Bíblia. O coração de cada um não fica acima da Bíblia. A palavra julga a igreja. A palavra julga a cultura, as experiências, o coração e julga cada um de nós. Mas o mesmo texto que diz que essa fala é dessa escritura é utilizada várias e várias vezes. E a escritura, o que que ela faz? Ela ensina, ela repreende, ela corrige e instrui na justiça. E isso significa que Deus usa a palavra para formar o seu povo de modos diferentes. Às vezes a escritura mostra o que nós devemos crer. Às vezes ela confronta o que devemos abandonar. Às vezes ela vai caminhar o caminho torto que nós estamos trilhando. Às vezes ela treina o nosso coração para nós vivermos diante de Deus. Por isso, nós precisamos aprender uma frase simples. Toda a Bíblia é verdadeira, mas nem toda frase da Bíblia funciona do mesmo modo. A Bíblia contém narrativas, lei, poesia, profecia, evangelho, cartas apostólicas, apocalipse e literatura de sabedoria. Tudo é a palavra de Deus. Tudo que está ali é verdadeiro. Tudo que está na Bíblia é útil, mas nem tudo deve ser lido como se tivesse a mesma função. Quando a Bíblia narra, por exemplo, que Davi pecou com Betaba, ele não está autorizando o pecado de Davi. Ele está narrando um acontecimento real dentro da história da redenção, mostrando a gravidade do pecado e a queda de um rei e a necessidade da misericórdia de Deus. Quando Jesus conta uma parábola, ele não está apenas contando uma história bonita, ele está revelando o reino e confrontando o coração daqueles que estão escutando. Quando os salmos lamentam, eles nos ensinam a orar no momento mais sombrio muitas vezes da nossa vida. Quando as cartas apostólicas ordenam, elas governam a vida da igreja. Quando Provérbios fala, ele nos eh nos dá sabedorias para nós vivermos diante de Deus. Quando Deus diz: "Não, não adultetarás", temos aqui um mandamento. A resposta correta a nossa é o que é o mandamento, a obediência. Quando a escritura ensina que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou, temos uma doutrina e o evangelho. A resposta correta aqui é o quê? É a fé, a adoração e a submissão nossa. Quando Deus promete que não há condenação para os que estão em Cristo, temos uma promessa aqui. E a resposta nossa tem que ser o quê? Um descanso confiante no que Deus falou. Quando Provérbios diz que a resposta à calma desvia, a resposta à calma desvia a fúria, nós temos aqui uma sabedoria. A resposta correta nossa é o quê? Prudência, domínio próprio e temor em cada situação. Discernir isso não diminui a autoridade da Bíblia. Pelo contrário, ela honra a Bíblia, honra o Deus que falou. Porque fidelidade não é fazer o texto dizer o que queremos. Fidelidade é receber o texto como Deus nos deu e a partir disso nós caminharmos. Um dos grandes perigos da vida cristã é usar a Bíblia de uma maneira verdadeira nas palavras que nós usamos, mas na hora da aplicação nós usamos ela falsamente. Uma pessoa pode citar um versículo correto e aplicar ele de um modo completamente errado. Pode dizer algo com isso. Eh, pode dizer algo que a Bíblia que ele diz que a Bíblia está falando e ao mesmo tempo ferir o sentido que a Bíblia está falando. Por isso, antes de aplicar um texto, nós sempre precisamos perguntar: "O que esse texto está falando diante de mim? Deus está revelando uma verdade a ser crida? Ele está dando uma ordem a ser obedecida? Ele está firmando uma promessa que nós devemos descansar? Ele está formando o meu discernimento por meio de um princípio de sabedoria que eu devia que eu deveria seguir." Essa pergunta é profundamente necessária quando nós estamos meditando na palavra. Ela protege a nossa consciência, protege pais fiéis, por exemplo, de uma culpa que eles carregam indevida, protege pobres de acusações cruéis contra eles. Protege sofredores de interpretações apressadas, protege a igreja de falsas promessas e protege o crente de transformar Deus em instrumento dos próprios planos. A maturidade cristã não é apenas recon eh não é apenas conhecer versículos. é aprender a submeter ao sentido da palavra de Deus. Não fomos chamados para dominar as escrituras como quem domina uma ferramenta apenas. Fomos chamados para ser dominados pela escritura como os servos diante da voz do nosso Senhor. Isso é especialmente importante quando nós chegamos, por exemplo, no livro de Provérbios, onde muitas pessoas não sabem como ler eles, porque Provérbios começa colocando eh nos colocando diante de uma fonte de toda sabedoria. Provérbios 17 diz assim: "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina. Aqui a sabedoria não começa com uma técnica, não começa com a idade que que você vai tendo e você vai ganhando experiência. Não começa com a inteligência, nem com estratégia. Sabedoria começa com temor do Senhor. E o temor do Senhor não é o pânico de Deus como se fosse instável, cruel e injusto nesse mundo. O temor do Senhor é uma reverência santa a ele. É saber é saber que Deus é Deus e nós não somos Deus. é viver consciente de que ele é santo, soberano, justo, bom, presente e digno de tudo. É temer diante de de sua palavra e descansar na sua misericórdia. É desejar agradar a Deus mais do que o nosso desejo de controlar os resultados. A pessoa sábia começa se curvando, a pessoa tola começa confiando em si mesma. O tolo até eh pode até parecer inteligente, articulado, experiente e bem-sucedido, mas se ele vive sem o temor do Senhor, a sua eh inteligência apenas torna a tolice dele um pouco mais sofisticada. Ele sabe lidar com os números, mas não sabe lidar com o próprio orgulho. Ele sabe organizar uma empresa, mas não sabe guardar o coração. Sabe argumentar, mas não sabe se arrepender. Sabe vencer debates, mas não sabe se ajoelhar no fim. Há também um tipo de religiosidade que parece bíblica, mas é apenas um pragmatismo espiritual. Ele pergunta: "Como eu posso usar Deus para minha vida funcionar?" Ele pode não dizer assim, mas você vai ver que ele sempre no fundo é isso que ele tá fazendo. Ele quer princípios bíblicos para ter filhos melhores, finanças melhores, casamento melhor, trabalho melhor, paz emocional melhor, mas sem necessariamente se render ao Deus da Bíblia. Ele quer os frutos dos provérbios sem o temor do Senhor. Quer a ordem sem arrependimento, quer a estabilidade sem adoração. Quer a sabedoria, mas ele não quer a cruz. Mas a Bíblia não nos permite fazer isso. A a sabedoria bíblica não pergunta primeiro, isso funciona? Ela pergunta: "Isso honra a Deus? Porque a vida não existe primeiro pro nosso conforto, segurança ou controle." Romanos 11:36 diz assim: "Pois dele, por ele, para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém. Se todas as coisas são dele, por ele e para ele, então a minha casa, o meu dinheiro, a minha língua, o meu tempo, os meus desejos, planos e o meu futuro pertencem a Deus." A sabedoria começa quando a ilusão de autonomia nossa começa a morrer. Começa quando paro de desatar a vida como uma propriedade minha e começo a vê-la como uma mordomia que o Senhor está me dando. Começa quando eu entendo que o objetivo de viver bem não é apenas para nós sofrermos menos, para ter menos problemas ou para organizar melhor a nossa rotina. O objetivo de viver bem é viver diante de Deus. Por isso, precisamos entender com calma eh quatro formas, eu diria, de ouvir a palavra de Deus. Nós temos a doutrina, mandamento, promessa e sabedorias. Doutrina nós vimos há poucos domingos atrás, é aquilo que Deus revelou na sua palavra para afirmar a nossa fé. E precisamos ser muitos claros aqui. Doutrina não é uma invenção da igreja, não é uma especulação que as pessoas podem dizer, não é uma ideia solta que alguém inferiu e depois impôs sobre a Bíblia, como nós estudamos há semanas atrás. Doutrina no sentido fiel é a verdade revelada por Deus, escrita nas Escrituras, clara para ser crida e suficiente para afirmar a fé do povo de Deus. A igreja não inventa doutrina. A igreja recebe a doutrina. A teologia fiel não cria verdades novas. Ela organiza, ela confessa e explica aquilo que Deus já deixou claro na sua palavra. Quando dizemos que Deus é santo, que o homem é pecador, que Cristo é o Deus encarnado, que Cristo morreu pelos nossos pecados, que ele ressuscitou corporalmente, que a salvação é pela graça, que somos justificados pela fé, que haverá juízo e que Cristo voltará. Não estamos brincando de uma invenção e imaginação religiosa. Estamos confessando verdades reveladas na Bíblia. É verdade que nem toda a doutrina aparece sempre com uma frase isolada. Algumas aparecem com o conceito que está ali por trás e não como palavras que vão aparecer ali como se fosse um a gente pode dizer um dicionário sistemático ali na Bíblia, mas toda a doutrina verdadeira precisa estar claramente ensinada pela Escritura. Ela nasce do texto, é sustentada pelo texto e ela se submete ao texto. Quando a doutrina não pode ser mostrada na Bíblia, ela não deve governar a consciência do povo de Deus. Mas quando Deus revelou, a nossa resposta não é nunca negociar com aquela doutrina, é crer nela. A doutrina responde a pergunta: o que é verdade? Quem é Deus? Quem somos nós? O que é pecado? Quem é Cristo? O que é salvação? O que é graça? O que é juízo? O que é esperança? Sem doutrina, aé, a fé vira apenas um sentimentalismo. Sem doutrina, qualquer frase bonita parece profunda, mas sem doutrina qualquer promessa falsa parece bíblica. Sem doutrina o coração passa a chamar a emoção de uma voz de Deus. Mas a palavra também vem a nós como mandamento. E mandamento é aquilo que Deus ordena para governar a nossa obediência. Quando Deus diz, "Não adulteretarás", não está oferecendo uma sugestão. Quando diz, "Fujam da imoralidade sexual", não está dando apenas um conselho para quem se sente fraco. Quando diz sejam santos não está chamando apenas crentes mais avançados para serem santos. Quando Efésios 6:4 diz assim: "Paz, não irritem seus filhos antes. Criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor." Isso não é uma ideia interessante para famílias mais religiosas. É a ordem de Deus aqui. Mandamento define a nossa responsabilidade, mas precisamos guardar isso com cuidado. Mandamento não nos dá sabedoria, eh, não nos dá a soberania dos pelos resultados que vão acontecer. Deus manda os pais instruírem. E o que que os pais devem fazer? Instruir os seus filhos. Mas não diz que os pais podem regenerar os seus filhos. Deus manda nós evangelizarmos, mas ele não diz que todo ouvinte que tem que escutar o evangelho da nossa boca vai se converter. Deus manda nós perdoarmos, mas não diz que o outro sempre vai se arrepender. Deus manda nós falarmos em amor, mas não diz que todos amarão a verdade porque nós vamos falar em amor. Obediência não é controle. Obediência é fidelidade ao que Deus disse. A palavra também pode vir como uma promessa. Promessa é aquilo que Deus garante. Eh, garante porque ele mesmo se comprometeu com aquilo. Quando Romanos 1 diz assim: "Portanto, agora já não há condenação para o que estão em Cristo Jesus. Isso é uma promessa, que todos que estão em Cristo não vão ser condenados. O crente pode descansar nisso. A condenação que nós merecíamos caiu sobre Cristo. Quando Jesus diz assim: "Todo aquele que o Pai me der virá a mim e quem vier a mim eu jamais rejeitarei." Isso aqui é uma promessa. O pecador que vai a Cristo não tem uma porta fechada. Quando Filipenses 16 diz que aquele que começou a boa obra em nós vai completar ela até o dia de Cristo Jesus, isso também é uma promessa. A perseverança do povo de Deus não repousa na força da nossa mão segurando a de Deus, mas na mão de Deus segurando o seu povo. Promessas verdadeiras produzem um descanso. Promessas distorcidas só produzem frustração. Muitos crentes vivem frustrados. Eh, não porque Deus falhou com eles, porque obviamente Deus não falhou com eles, mas porque alguém chamou de promessa aquilo que Deus não prometeu. Alguém ouviu que se ele tivesse fé o suficiente, nunca adoeceria. Ele adoeceu, o que que ele pensou? Deus falhou. Mas Deus nunca prometeu a ausência de doenças nessa vida. Alguém ouviu que se contribuísse financeiramente ele iria enriquecer. Ele passou necessidade. O que que ele pensou? Deus falhou. Mas Deus nunca prometeu riqueza material a todo crente que fosse generoso ou fiel. Alguém ouviu que se criasse os filhos na igreja, todos necessariamente seriam convertidos. Um filho se afastou e pensou que Deus falhou. Mas Deus nunca disse que os pais podem controlar. o novo nascimento dos seus filhos. Às vezes a pessoa não perdeu a fé na Bíblia, às vezes ela perdeu a fé na interpretação errada da Bíblia. E a palavra vem eh e a palavra também tem a opção de vir como uma sabedoria. Sabedoria é aquilo que Deus ensina para formar discernimento no mundo real onde nós estamos. Ele mostra o caminho ordinário da vida diante de Deus. A preguiça tende a a pobreza, a diligência tende a provisão. A palavra branda tende a desviar a ira de nós. A palavra ríspida tende a acender conflitos. Mais companhias, por exemplo, tendem a corromper. A companhia de sábios tende a formar melhor o coração. Esses princípios, você vê, são reais, inspirados e mostram a autoridade de Deus, mas eles não são uma fórmula automática para controlar cada resultado que nós queremos. Aqui surge, eu diria, uma pergunta muito prática. Como saber se algo deve ser feito porque a Bíblia ordenou ou se é uma questão de sabedoria a ser aplicada com discernimento? A primeira pergunta é: Deus ordenou claramente? Se Deus ordenou claramente uma coisa, então aquilo é obrigação. Não adulterar, não mentir, fugir da imoralidade, ser santo, perdoar, congregar e criar os filhos na instrução do Senhor. Nesses casos, não há argumento a ser feito contra. Não é você dizer isso, combina comigo? Nunca é assim. Nós perguntamos: "Como devo obedecer?" Então, a segunda pergunta é: Deus proibiu claramente, se Deus chama algo de pecado, então nós não temos a liberdade para tratar aquilo como preferência pessoal. Mentira, idolatria, adultério, impureza, avareza, injustiça e orgulho não são opções de estilo de vida. Se Deus condena, nós devemos fugir. Se Deus proíbe, nós não negociamos com aquilo. Mas há situações em que a Bíblia nos dá um princípio sem determinar os detalhes. A Bíblia manda os pais criarem os filhos na instrução do Senhor e isso é uma obrigação deles. Mas ela não determina, por exemplo, que o culto doméstico será às 7 da manhã ou às 8 da noite. se ele terá 10, 40, 50, 2 horas, quanto tempo for. Se a gente começar por Provérbios ou por Marcos, nós não vamos encontrar isso. Esses detalhes exigem sabedoria. A Bíblia manda o crente ser generoso e isso é uma obrigação dele. Mas ela não detalha cada decisão de orçamento que você deve fazer, cada forma que você deve ajudar, qual situação realmente você deve ajudar ou na outra situação que você não deve ajudar. Isso exige o quê? Sabedoria. A Bíblia manda, nós fugimos da imoralidade e isso é uma obrigação de cada um de nós. Mas quais limites práticos estabelecer? Quais ambientes eu devo evitar? Quais conversas encerrar? São aplicações de sabedoria que nós devemos ter. Então, guarde isso. Mandamento define o que eu devo fazer. Sabedoria define a forma como nós devemos discernir as situações. O mandamento governa a obediência. A sabedoria governa a nossa prudência no nosso mundo. Nem tudo o que é sábio deve ser imposto como uma obrigação universal. E nem tudo que Deus ordenou pode ser tratado como um simples conselho. Essa distinção pode libertar muita gente de uma culpa falsa que ela pode ter. E no entanto, ela também pode confrontar muita gente que está usando a liberdade como desculpa para desobediência a Deus. O cristão não pergunta apenas é pecado, ele também pergunta, isso aqui pode não ser pecado, mas isso honra a Deus, isso edifica. Isso fortalece a minha fé, isso serve ao amor ao próximo, isso alimenta a minha carne? Isso aproxima ou me afasta no coração de santidade. A vida cristã não é uma lista fria de regras, mas também não é uma autonomia que você pode ter. Onde Deus ordena, nós obedecemos. Quando Deus proíbe, nós fugimos. Quando Deus dá sabedoria, nós partimos dali discernindo com temor cada situação. Agora conseguimos enxergar melhor o primeiro e grande erro ao ler os provérbios, transformar em sabedoria em uma promessa absoluta. Isso acontece quando nós pegamos um princípio verdadeiro de Provérbios, inspirado e real e tratamos com uma garantia mecânica de resultado. Voltemos, por exemplo, para Provérbio 226. A aplicação correta é forte. Pais devem instruir seus filhos. Uma casa nunca é neutra. O que se fala dentro de casa, o que se cala dentro de casa, ensina tanto quanto que se fala. O modo como os pais lidam com o dinheiro ensina os seus filhos como deve lidar com dinheiro. O modo como nós tratamos a igreja ensina aos nossos filhos como nós devemos tratar a igreja. O modo como nós reagimos ao pecado ensina aos nossos filhos. A forma como eh como nós pedimos perdão ou nunca pedimos perdão também ensina a eles. Pais disciplinam até quando eles não estão percebendo que eles estão disciplinando. A pergunta não é se os filhos estão sendo formados. A pergunta é por quem? Para quê? Em qual direção? Mas a aplicação errada desse versículo é achar que os pais controlam a conversão dos seus filhos. Eles não controlam. Eles não podem abrir o coração do morto. Eles não podem produzir o novo nascimento. Eles não podem, por uma técnica que eles estão aplicando, garantir a regeneração. A salvação pertence ao Senhor e isso não enfraquece a responsabilidade dos pais. Apenas coloca os pais no lugar correto deles. Eles são instrumentos, mas eles não são os salvadores dos seus filhos. Essa verdade confrontam pais negligentes que não estão fazendo as coisas para instruir os seus filhos, mas consola pais fiéis que o filho pode ter se desviado. Confronta pais negligentes, porque ninguém deve usar a sabedoria de Deus como uma desculpa para omissão deles. Um pai não pode dizer, por exemplo, se Deus quiser salvar meu filho, ele vai salvar, enquanto negligencia a instrução deles, mas consola os pais fiéis, porque ninguém deve carregar o peso redentor dos próprios filhos. Voltemos também aqui em Provérbios 3, 9, 10. A aplicação correta é que Deus deve ser honrado com os nossos bens. O dinheiro é algo espiritual para nós. Ele revela, por exemplo, os nossos medos, os amores que nós temos, as prioridades e os ídolos da nossa vida. A maneira como nós ganhamos o nosso dinheiro, a maneira como nós guardamos eles, a maneira como nós gastamos, doamos e desejamos o dinheiro, mostra em quem nós realmente confiamos. O sábio não idolatra o dinheiro, não despreza irresponsavelmente e não usa como uma medida final de valor. Ele reconhece que tudo vem de Deus, mas a aplicação errada é transformar esse texto como se fosse um comércio religioso. Dá para receber mais. Ofereça para enriquecer. Honre a Deus e obrigatoriamente irá multiplicar o seu patrimônio. Isso não é fé bíblica, é tentar usar Deus como meio de conseguir aquilo que o seu coração realmente adora. Deus não é um investimento eh financeiro. Deus é o tesouro próprio nosso. Provérbio 16:7 diz assim: "Quando os caminhos de um homem são agradáveis ao Senhor, ele faz até os seus inimigos vivam em paz. com ele. A aplicação correta, por exemplo, nesse provérbio aqui é preciosa. Uma vida piedosa remove muitas causas de conflitos por conta do pecado. Muitas pessoas têm inimigos porque são arrogantes, duras, injustas, mentirosas e imprudentes. Quando Deus santifica o nosso caminho, muitas guerras desnecessárias que nós teríamos perde o combustível que ela teria. Além disso, o Senhor pode, pela sua providência inclinar até o nosso adversário a paz. Mas a aplicação errada é pensar que o justo nunca vai ter oposição nesse mundo. Mas se você vê toda a Bíblia, o que mais o povo de Deus tem é gente opositora a ela. Os profetas tinham vários inimigos e os inimigos eram poderosos. Muitas das vezes era o próprio rei. Os apóstolos tiveram inimigos. O império romano inteiro foi atrás deles. O próprio Cristo teve inimigos. Se o texto significasse que quem agrada a Deus nunca será odiado, teríamos que concluir absurdamente que Jesus não agradou a Deus. Portanto, o Provérbio ensina a bênção de caminhos agradáveis ao Senhor, mas não promete uma ausência total de perseguição. A sabedoria mostra o caminho fiel. Ela não entrega aos homens um controle soberano dos resultados. Mas agora nós precisamos evitar, eu diria, o erro oposto. Depois de ouvir que provérbios não são promessas mecânicas, alguém pode pensar, então são apenas possibilidades, são conselhos gerais. Posso levar ou não levar a sério. E se a pessoa pensou isso, ela pensou errado. Não é isso. De modo algum. Provérbios não são fórmulas automáticas, mas elas também não são palpites eh opcionais. Eles são a palavra inspirada de Deus. Devem ser recebidos com reverência, fé, humildade e obediência. Provérbios 17 diz assim: "Os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina. Desprezar a sabedoria não é um sinal de liberdade que nós temos, é um sinal da insensatez que nós temos. O tolo olha pra sabedoria de Deus e diz com a vida dele: "Eu sei viver melhor que isso". E o tolo sempre acha que ele é exceção. Ele sabe que a mentira destrói, mas ele acha a mentira útil numa situação. Ele sabe que a ira fere. Mas ele eh ele chama a sua explosão apenas de uma sinceridade que ele estava tendo. Sabe que mais companhias corrompem, mas ele acha que ele é imune àquela má companhia. sabe que a imoralidade escraviza, mas ele acha que ele pode brincar com o pecado. Provérbios 12:1 diz assim: "Todo o que ama a disciplina ama o conhecimento, mas aquele que odeia a repreensão é tolo." Esse texto aqui nos leva para dentro do coração desse assunto. Como você reage quando você é corrigido? O sábio não ama a dor da correção, mas ele ama a verdade mais do que ele ama a própria imagem. O tolo não eh não suporta ser confrontado eh pelo seu Deus eh por Deus, porque o Deus dele é o próprio ego que ele tem. Ele quer crescer sem ser podado. Ele quer amadurecer sem ser ensinado e mudar sem se humilhar. Há pessoas que dizem que amam a sabedoria, mas quando você vai ver, ela odeia a correção. Ela fala que ela quer aprender desde que ninguém toque nos seus pecados de estimação. Querem crescer desde que ninguém questione suas atitudes. Querem ser vistas como pessoas maduras. mas reagem quando como crianças quando são confrontadas. Provérbio diz que isso é tolice. Então, precisamos eh manter as duas verdades aqui juntas. A sabedoria não deve ser vista como uma verdade mecânica, mas ela também não deve ser desprezada como um conselho fraco. Ela não nos dá controle sobre todos os resultados que nós temos, mas ela nos dá uma direção segura do caminho. Ela não elimina o mistério da providência, mas ela revela a vontade sábia de Deus para a vida comum que nós temos nesse mundo. A sabedoria, no final não é uma sugestão de Deus para melhorar a sua vida. É a voz de Deus chamando você a viver diante dele. E essa sabedoria não alcança apenas o comportamento, ela alcança diretamente o nosso coração. Provérbios 4:23 diz: "Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida". Na Bíblia, o coração não é apenas o lugar. das emoções, é o centro da pessoa, é onde desejos, pensamentos, vontades, medos, amores, ambição e ídolos se encontram ali. Guardar o coração não é apenas evitar, a gente pode dizer sentimentos ruins, é vigiar o que que você realmente ama, o que que te alimenta, o que que você inveja, o que você justifica, o que você esconde e o que você admira. A sabedoria bíblica sabe que a vida não se desvia eh eh não se desvia em poucos em nos primeiros passos. Ela se desvia no coração antes de uma mentira. Muitas vezes existe um medo dentro de nós, uma idolatria, um desejo de autoproteção. Antes de uma explosão dinheiro que você pode ter, existe o seu orgulho que foi ferido. Antes do adultério, existe o desejo alimentado em segredo no seu coração. Antes da avareza, existe a falsa eh segurança do dinheiro que você tem. Antes de uma queda pública, existe eh o descuido secreto na sua vida. Por isso, Deus não quer apenas eh ajustar os nossos passos externos. Ele quer governar os amores que nós temos. Ele não quer apenas que pessoas que sejam eh comportadas no lado de fora, idólatras por dentro. Ele quer um coração transformado pela graça. A verdadeira piedade não é mera conformidade externa. É uma nova vida diante de Deus, em que aquilo que eu amo começa a ser purificado ali, aquilo que eu temo começa a ser corrigido e aquilo que eu desejo começa a ser submetido ao Senhor. Isso significa que quando lemos os provérbios, não devemos perguntar apenas o que eu devo fazer. Devemos perguntar junto ali também o que isso revela sobre o meu coração. Quando Provérbios fala sobre o dinheiro, ele não está apenas tratando do nosso orçamento, ele está tratando aonde está a nossa confiança. Quando fala sobre a língua, não está tratando apenas de comunicação nossa, ele está tratando o nosso orgulho, amor, ira e domínio próprio. Quando se fala de mais companhias, não está falando apenas da nossa agenda pessoal e social que nós devemos seguir. Ele está tratando do que que influencia você, do que você admira, qual a direção espiritual que você tá seguindo. O sábio sabe que o coração precisa ser guardado, porque o coração sempre está sendo formado. Você está sendo formado pelo que você ouve, pelo que você deseja, pelo que você consome, pelo que você admira, pelo que você repete, esconde e pelo que você justifica. Ninguém permanece neutro. Ou estamos formados pela palavra de Deus, ou estamos sendo deformados por outras vozes. Mas para aplicar Provérbios corretamente, também precisamos lê-lo com toda a Bíblia. Não porque provérbio seja falho, mas porque Deus nos deu a escritura inteira aqui. O mesmo Deus que nos deu provérbios também nos deu Jó, Eclesiastes, Salmos, os evangelhos e as cartas apostólicas. A Bíblia, a gente pode dizer, interpreta a Bíblia. Provérbios nos mostra que há uma ordem moral real no mundo de Deus. A preguiça destrói, a mentira vai corroer, o adultério fere, o orgulho derruba, a generosidade frutifica, a mansidão pacifica e a diligência edifica. Esses padrões são reais, porque Deus governa a vida moral nossa. Mas o mundo também está caído. A injustiça, doenças, perdas, perseguição, opressão, acidentes, corrupção e morte. Por isso, embora o caminho da sabedoria seja verdadeiro, nem sempre os resultados aparecem imediatamente, plenamente ou de modo simples nessa vida. Provérbios nos mostra que a diligência tende a provisão. Jó nos mostra que um homem justo pode perder os seus bens e isso não ser uma punição divina. Provérbios nos mostra que a palavra branda tende a desviar a ira. Os evangelhos nos mostram que Cristo falou com perfeição com as pessoas e mesmo assim foi rejeitado. Provérbios nos mostra que a justiça conduz à vida. Os salmos nos mostram que por algum tempo o ímpio pode prosperar e o justo pode chorar. Essa leitura mais ampla nos impede de usar a Bíblia cruelmente contra sofredores. Impede alguém que perdeu o emprego e outra pessoa chegar, por exemplo, com Provérbios 10:4 dizer assim para ele: "As mãos preguiçosas empobrecem, falando como se ele fosse preguiçoso e por isso que ele perdeu emprego." Talvez essa pessoa esteja sofrendo uma injustiça. Talvez ela tenha adoecido e por isso seu patrão decidiu mandar ela embora. Talvez ele tenha sido fiel em um ambiente que é corrupto. O texto é verdadeiro, mas a aplicação pode ser cruel se você aplicar aquele texto errado. Uma verdade bíblica mal aplicada pode ferir como se fosse uma verdadeira mentira. Imagine pais que criaram filhos no temor do Senhor e agora choram com o filho distante. Alguém chega para eles e usa Provérbios 226 como martelo. Se ele se desviou, vocês falharam. Talvez eles tenham falhado em muitas coisas, como todos pais nesse mundo vão falhar. Mas talvez eles tenham sido pais sinceros e fiéis. E agora o que eles precisavam é de consolo, oração e esperança, não de uma condenação mecânica do que eles não controlam. Imagine um crente pobre, generoso e fiel, que honra o Senhor com seus recursos, mas está sem emprego e está escasso de recursos. Alguém usa Provérbios 9 3 9 10 e diz: "Se os seus celeiros não estão cheios, você não honrou o Senhor de verdade." Isso não é sabedoria. Cristo não prometeu uma vida de riqueza material para todos os seus discípulos. Ele nos chamou para segui-lo, tomando a cruz e confiando no Pai e buscar primeiro o reino. Os amigos de Jó, que nós estudamos no fim do ano passado, nos dão um alerta. Eles disseram muitas coisas e se você olhar no sentido geral parecem corretas, mas quando eles foram aplicar para Jó, eles aplicaram tudo errado. Tinham eles uma teologia simplista demais para o sofrimento do justo ali. Achavam que poderiam olhar para a dor de Jó e decifrar imediatamente a causa daquela dor. Mas eles não podiam. A providência de Deus era mais profunda do que a leitura deles. Nós também precisamos ser humildes. Nem sempre sabemos por que alguém sofre. Nem sempre sabemos por que o resultado demora. Nem sempre sabemos porque Deus permite uma perda por nós. A sabedoria bíblica não nos transforma em juízos da providência de Deus. Ela nos ensina a viver fielmente dentro da providência de Deus. A sabedoria não nos livra de todos os vales escuros que nós vamos ultrapassar. Ela nos ensina a atravessá-lo diante do nosso Deus. E agora eu diria que nós precisamos trazer tudo isso que nós vimos para Cristo. Porque se terminarmos dizendo, aprenda a interpretar melhor, nós não chegamos no centro. Aqui a Bíblia não é um manual de categorias religiosas, ela é a palavra de Deus que nos conduz ao filho de Deus. Doutrina, mandamento, promessa e sabedoria encontram todo o seu centro em Cristo. Cristo é o centro da doutrina verdadeira. Se queremos saber quem Deus é, para quem nós olhamos? para Cristo. Se queremos saber quão santo Deus é, nós olhamos para Cristo. Se queremos saber quão grave é o nosso pecado, olhamos para Cristo crucificado. Se queremos saber quão grande é a graça de Deus, olhando, olhamos para Cristo recebendo pecadores. Se queremos saber qual o destino da nossa história, olhamos para Cristo ressuscitado e exaltado. Cristo também é aquele que obedeceu perfeitamente os mandamentos. Nós quebramos a lei de Deus. Não amamos ao Senhor de todo o nosso coração, toda a nossa alma, todo o nosso entendimento e com toda a nossa força. Não amamos ao próximo como a nós mesmos. Pecamos com palavras, desejos, pensamentos, omissões, prioridades e idolatrias que nós temos. Mesmo quando obedecemos externamente, muitas vezes o nosso coração busca a nossa glória própria. Mas Cristo obedeceu. Ele obedeceu no deserto quando foi tentado. Ele obedeceu diante da rejeição. Ele obedeceu quando ele foi mal interpretado. Obedeceu quando ele foi traído. Obedeceu no Getsêmane, quando a sua alma estava profundamente triste ali. Obedeceu até a morte e a morte de cruz. Cristo é também a garantia das promessas de Deus. Segunda Coríntios 1:20 diz: "Pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas tem Cristo." Sim. A promessa de Deus não repousa na força da nossa fé, mas na fidelidade do filho. A promessa de perdão está em Cristo. A promessa de adoção está em Cristo. A promessa de perseverança está em Cristo. A promessa de ressurreição está em Cristo. E a promessa de nova criação está em Cristo. E Cristo é a sabedoria do Senhor. Primeira Coríntios 1:24 chama Cristo de o poder de Deus e sabedoria de Deus. Isso é impressionante, porque a sabedoria de Deus se revela de modo contrário ao orgulho humano. O mundo olha para poder e pensa em força visível. Deus mostra o seu poder onde ninguém conseguia ver o poder. Ele mostra o seu poder na cruz. O mundo olha para a sabedoria e pensa em prestígio que ele vai conseguir com a sabedoria, controle, vantagem e domínio. Deus mostra a sua sabedoria no calvário, na cruz, aos olhos dos homens, parecia que tudo estava errado. O justo está condenado, o santo ferido, o filho amado pendurado como um criminoso. e entre criminosos, os discípulos se dispersaram, os inimigos estão zombando, a escuridão começa a cobrir a terra. Quem olha apenas com olhos naturais diria: "Fraqueza, derrota, vergonha e loucura". Mas ali estava a sabedoria eterna de Deus. Ali Deus estava resolvendo um problema que nenhum, nenhuma sabedoria humana poderia resolver. Como Deus poderia ser justo e justificar pecadores? Como poderia perdoar sem tratar o pecado como algo pequeno? Como ele poderia receber culpados sem negar a sua santidade? Como ele pode amar rebeldes sem abandonar a sua justiça? A resposta não veio com uma mera filosofia humana, não veio com uma técnica religiosa que nós vamos aplicar, não veio com o nosso esforço moral, veio da cruz no calvário, Cristo tomou sobre si a culpa do seu povo. Ele carregou os nossos pecados, sofreu a condenação que nós merecíamos, satisfez a justiça divina, revelou o amor de Deus, abriu o caminho do perdão e venceu o não descendo da cruz ali, mas permanecendo nela. Triunfou, entregando a sua vida. Derrotou a morte morrendo e ressuscitando. Esta é a sabedoria que o mundo chama de loucura. E essa sabedoria desmonta a nossa tentativa de controle. da vida que nós tanto queremos quando nós vamos ler certas partes da Bíblia. Porque somos salvos não por termos entendido tudo, não por termos aplicado todos os princípios com perfeição, não por termos obedecido todos os mandamentos sem falha. Somos salvos por Cristo, pela graça e pelo sangue do cordeiro. E uma vez salvos, somos chamados a viver em sabedoria. Não para nós merecermos o amor de Deus, mas porque já fomos alcançados pelo amor dele. Não para nós controlarmos o resultado que Deus vai dar na nossa vida, mas porque fomos reconciliados com Deus. Não para transformar a Bíblia numa ferramenta de autoproteção do que eu gosto, mas para sermos formados pela palavra daquele que nos comprou. Se você usou a Bíblia de modo errado, venha a Cristo. Se carregou culpa que Deus não eh Se carregou culpa que Deus não colocou sobre você, venha Cristo. Se tentou controlar a sua vida por fórmulas religiosas, vem a Cristo. Se desprezou a sabedoria e colheu dores amargas, vem a Cristo. se transformou promessas em exigências egoístas para você, vem a Cristo. Se tratou mandamentos como sugestões, vem a Cristo. Ele é salvador suficiente para nós. Ele é o Senhor misericordioso. Ele é a sabedoria de Deus para pecadores. Pecadores tolos como nós. Diante da cruz aprendemos o início da sabedoria. parar de confiar em nós mesmos e nos render ao Deus que salva. No calvário, Deus nos mostrou que a sua sabedoria é mais profunda que a nossa lógica. A sua graça é maior que o nosso pecado. A sua promessa é mais firme que as nossas emoções. A sua palavra é mais segura que os nossos planos. E o seu filho é mais precioso do que toda a vida. que depois de meditarmos possamos pedir: Senhor, ensina-me, ensina-nos a ter a ter temor, o eh temor no seu nome. Ensina-nos a ouvir a tua palavra corretamente. Ensina-nos a obedecer aos teus mandamentos e crer na tua verdade, descansar nas suas promessas e andar com sabedoria nesse mundo. Porque o sábio não é aquele que controla tudo. O sábio é aquele que pertence a Cristo. E quem pertence a Cristo pode caminhar nesse mundo com humildade, coragem e esperança. Até o dia em que a fé se tornará vista, as promessas se cumprirão plenamente, a sabedoria será perfeita em nós. estaremos para sempre diante daquele que morreu e ressuscitou para nos levar a Deus. Amém. Irmãos Deus, nós te agradecemos por essa meditação e por esse dia poder estar aqui com os irmãos adorando e meditando sobre ti, meu Deus. que essa meditação sobre a sabedoria, como nós devemos ler a Bíblia, as suas sabedorias, as suas doutrinas, as promessas, os mandamentos, que nós possamos sempre quando nós formos à Bíblia, nós meditarmos o que esse texto me diz para eu não cair no erro de tratar uma promessa com uma sabedoria, um mandamento com uma simples instrução básica, que eu possa ver cada coisa como tu colocastes aqui, que eu possa ir na Bíblia preparado para ver o que Deus está querendo dizer com isso aqui. O que que esse versículo quer dizer e não apenas ele solto, sem nenhum significado. Que eu possa ir verdadeiramente na Bíblia e ver a tua vontade, Deus, as tuas promessas, os seus mandamentos, as doutrinas e a sua sabedoria, meu Deus. que nós possamos aplicar isso na nossa vida, sabendo que que a sabedoria não é uma garantia de resultado, mas é o modo como tu queres que nós vivamos nesse mundo, que nós possamos levar isso para o nosso coração para se tornar verdadeiro e possamos levar isso para o nosso dia a dia nessa semana que vem, onde nós vamos estar vivendo no mundo, mas que nós possamos ser luz nesse mundo. É isso que nós te pedimos e agradecemos em nome de Jesus.